A principal causa para a baixa fecundidade dos casais inteligentes, a burocracia

Uma sociedade burocrática trabalha em dobro contra a promoção e difusão gênica da alta inteligência por duas vias, ao favorecer o humano tecnicamente inteligente e de baixa criatividade e ao tornar o caminho  para a fecundidade muito mais problemático para os casais mais conscientes e presume-se, mais inteligentes.

A burocracia seleciona o tipo de inteligência que predomina nas sociedades asiáticas e que se caracteriza por especialização técnica, elevada funcionalidade multidinâmica (socialização, trabalho técnico especializado…) e elevado conformismo. Estes 3 traços se relacionam intimamente porque para que se possa socializar perfeitamente, é necessário ser conformista e portanto concordar com os mesmos princípios sociais e culturais do grupo a que se pretende acoplar. A melhor mentira é a que será a mais verdadeira. Portanto, a socialização requer falta de autoconsciência para que possa ser natural e franca e este déficit é um dos fundamentos mais característicos da estupidez humana.

Burocracia como uma barreira contra a procriação dos mais inteligentes

A burocracia das sociedades modernas trabalha diretamente contra a seleção econômica dos gênios criativos, porque impõe uma forte competição dentro do grupo e sub-seleciona os seus talentos individuais. A burocracia trabalha indiretamente contra os mais inteligentes, que não são gênios criativos, porque impõe regras cronológicas desfavoráveis para o estilo de pensamento a longo prazo do grupo, apesar de selecioná-los para as profissões de classe média mais rentáveis.
Os mais inteligentes e mais conscientes, tendem a produzir crianças quando estão em uma situação segura tanto a nível social quanto a nível financeiro. Para que se tenha segurança econômica, geralmente, é necessário trabalhar por ao menos uma década, e isso é uma realidade especialmente para a área da educação superior. O auge da produção intelectual de cientistas e professores universitários se dá entre os 25 e os 45 anos. Mediante as necessidades específicas desta classe, os encargos de uma criança ou mais, são calculados na ponta do lápis resultando no adiamento da procriação até o momento mais favorável. É provável que outros fatores como por exemplo, uma menor fertilidade biológica, possam contribuir para favorecer ao perfil de família pequena que as camadas mais inteligentes costumam produzir.

A burocracia é uma panaceia de rituais de natureza linear, sequencial e hierárquica, que abarca a totalidade das atividades econômicas, sociais e culturais da sociedade moderna ou com estrutura moderna, como no caso da milenar civilização chinesa.

Como resultado, acredita-se que todos os cidadãos devam passar por etapas de ordem crescente para que possam exercer as suas funções utilitárias. A escola, a universidade, a procura por empregos e finalmente a estabilidade econômica, social e a procriação. Este modelo foi desenvolvido para que todos em condições normais de temperatura e pressão, possam funcionar adequadamente durante toda a vida. No entanto, são poucos aqueles que conseguem cumprir com todos os predicados. Quanto maiores forem as exigências, mais encargos e mais demorada será a conquista da estabilidade financeira. Esta, não necessita essencialmente de qualidade na quantidade, isto quer dizer, o acúmulo significativo de dinheiro, para que possa funcionar bem para que uma família hipotética de classe média possa ser produzida. O mais importante é o equilíbrio acima de tudo. No entanto, como foi dito, os desafios são maiores para quem é mais inteligente, isso sem falar que as suas funções tendem a ser sub-valorizadas financeiramente falando.

A maior parte dos casais (tecnicamente) inteligentes farão muito bem quanto as demandas linear-utilitárias, mas paradoxalmente, o sucesso profissional sacrificará o  sucesso reprodutivo. Esta não é a realidade para as camadas mais medianas da inteligência humana, especialmente aqueles com qi ligeiramente acima da média, 101-120 e que são neurologicamente comuns. Este grupo, que representa a maior parte das populações dos países ricos e industrializados, representa o ápice da funcionalidade. Geralmente, eles são bem sucedidos tanto a nível profissional quanto a nível bio-reprodutivo e isto se relaciona visceralmente às suas demandas, que não são tão exigentes e  de longo prazo do que as demandas acadêmicas dos mais inteligentes.
A sub-seleção dos gênios criativos
As profissões criativas são de perfil de elite e geralmente são raras. Além destes dois fatores, muitas outras variáveis também confabulam contra a seleção de uma boa parte dos gênios criativos para este nicho ocupacional. Basicamente, a burocracia, que funciona como uma definidora geral de regras e demandas, trabalha para sub-selecionar os gênios criativos, onde uma pequena minoria deles terão empregos onde poderão desenvolver as suas habilidades de altíssima relevância. A criatividade em uma sociedade mecânica, é vista somente como um conjunto de atividades predominantemente recreativas, como a cultura. No entanto, os gênios criativos não apresentam somente uma veia artística, mas são extremamente variáveis quanto às suas especificidades. Portanto, era de se esperar uma maior presença destes, também na política por exemplo.
Competição acirrada para pouquíssimas vagas
As vagas para as profissões onde se esperaria que fossem naturalmente ocupadas por gênios criativos, são muito poucas e geralmente exigem uma série de princípios subjetivos, que trabalharão contra o caráter do gênio. O resultado disso é a reafirmação quanto à uma das sequelas significativas da hegemonia da burocracia na dinâmica social, a extrema sub-seleção dos espécimes mais criativos e puramente inteligentes da sociedade.
Burocracia, seleção aleatória e inteligência pura
As pessoas mais inteligentes ou verdadeiramente inteligentes são autodidatas e geralmente aprendem por osmose. A presença dos traços que eu tenho elencado para configurar no perfil da inteligência não-contextual-utilitária ou pura, como autoconsciência, criatividade e capacidade de sistematização ou busca por padrões, trabalham conjuntamente para que o aprendizado não seja somente ou especialmente memorizado, mas organicamente entendido e apto para a manipulação.
Os mais inteligentes tem insights, que são o resultado de como as conexões acontecem em seus cérebros, tal como se as ideias e pensamentos, especialmente em relação aos interesses específicos, não fossem descartadas ou colocadas no ”baú do conhecimento antigo”. Como se as ideias e pensamentos das especificidades de interesse continuassem a fluir na mente. Em compensação, os neurologicamente comuns se caracterizam pela cronologia da aquisição, uso e descarte do pensamento. É interessante observar que a configuração cerebral do neurologicamente comum emula o seu estilo de vida bem como as suas estratégias de adaptação e competição.
A burocracia trabalha de maneiras diferentes tanto para conter a fecundidade acima da reposição para a população neurologicamente comum mais inteligente quanto para  sub-selecionar os gênios criativos para as profissões de alto nível que melhor lhe apetecem.
A burocracia pressiona o mais (tecnicamente) inteligente para focalizar em sua realização profissional e posterior melhoria do status social, mas esta escolha resulta no sacrifício da formação da família, em idade fértil e jovem. Um paradoxo, visto que este estilo de sociedade conspira favoravelmente para este tipo, mas o sacrifica na mais elementar das vitórias individuais humanas, a procriação e a propagação dos genes para as próximas gerações.
A burocracia é inimiga da criatividade visto que enquanto se baseia na organização da sociedade em um estilo contrário da mesma, onde as atividades cronológicas são realizadas em sequências e etapas de ordem crescente, a criatividade se baseia na produção atemporal de ideias, sem sequência linear e hierárquica de atividades. Isto quer dizer, um gênio criativo não precisa memorizar em ordem crescente o conhecimento e portanto, toda a organização cronológica da sociedade visando a meritocracia intelectual é irrelevante para os tipos mais criativos. É a extensão do mundo ”lado esquerdo do cérebro” que é a identidade cultural e organizacional das escolas, para a vida adulta. Um eterno tédio.
Os insights criativos não necessitam do acúmulo crescente baseado em memorização do conhecimento, só é necessário a identificação dos tópicos de diferentes conhecimentos visando a produção de novas ideias, perspectivas, pensamentos…
Em resumo, o mundo moderno não foi pensado para os gênios criativos e isso pode ser demonstrado por duas evidências,a ênfase das estruturas orgânicas sociais de seleção ocupacional para a inteligência técnica

 e
a sub-seleção (extrema) de gênios criativos para poucas vagas de alto perfil
Partindo-se da ideia de que os neurologicamente comuns mais inteligentes tendem a produzir em maior quantidade proporcional, pessoas dentro do perfil psicológico de gênio criativo, então o sacrifício da fecundidade dos altos qis irá trabalhar contra o aparecimento de gênios criativos visto que a população que mais o produz está evitando famílias grandes em prol do sucesso profissional. Portanto, o efeito da baixa fecundidade dos altos qis reverbera significativamente também para o florescimento demográfico de gênios criativos dentro de uma população específica.
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