Archive | maio 2015

Idade mental e qi são correlacionáveis e não causais

Para colocar um prego no caixão deste assunto, ao menos por enquanto…

Existe uma correlação entre qi e inteligencia assim como também existe uma correlação entre idade mental ou caráter e inteligencia. Portanto, qi e idade mental também são correlacionáveis se eles são por suas respectivas vezes, correlacionáveis  a inteligencia.

Isso não significa que todo aquele que pontuar alto de maneira consistente em testes cognitivos terá uma idade mental ou caráter igualmente elevado (e olhando bem para o comportamento de boa parte dos chamados ”inteligentes”…).

Metáfora da diversidade de capacidade de aprendizagem como elásticos. Alguns elásticos são mais elásticos do que outros

Alguns elásticos são mais elásticos do que outros…

A maioria da população (sim, eu uso muito esta combinação de palavras, hihihihihhihihi) ”tem sido doutrinada” (e apresenta predisposições naturais para esta fraqueza) a acreditar na ideia de que o livre arbítrio ou o combo ”escolha + esforço” sejam suficientes para fazer alguém ”inteligente”, ”bem sucedido” ou não. Quem já é habitué deste blogue, já sabe que a minha posição em relação a este assunto é totalmente radical em comparação aquela que impera dentro das salas de aula ou em reuniões de professores.

Nós temos parcial arbítrio, visto que ainda podemos escolher. Seríamos como robos organicos totalmente programados se não tivéssemos qualquer possibilidade de escolha. Um exemplo muito simples. Eu escolhi criar um blogue e até agora já escrevi mais de 300 posts, inclusive sobre assuntos espinhosos, que são ”politicamente incorretos”. No entanto, eu poderia

– ter decidido fazer um blogue apenas de poesias,

– ter decidido fazer um blogue e falar de questões políticas e sociais de maneira completamente conservadora, dar um tom conservador,

– ter decidido me dedicar a pauta do ativismo ”pró-causa branca”,

– não ter criado este blogue…. etc etc

Tudo isso nos mostra que os eventos que se sucedem em nossas vidas são únicos e quando já estão bem estabelecidos ou encaminhados, então tenderemos a nos tornar obsessivos em relação a eles. Somos feitos de vícios e virtudes, se as virtudes também já não poderiam ser consideradas como uma espécie menos aparente de vício.

Estes fatores ambientais únicos que muitas vezes acontecem com base em nossas próprias escolhas (ao contrário dos animais não-humanos, boa parte deles, que não fazem escolhas totalmente conscientes, a partir do próprio arcabouço natural de possibilidades de escolhas, por meio de perfis cognitivos, de personalidade) e nos mostram que apesar de limitada, a possibilidade de escolha, de fato, existe.

Eu acredito que os eventos recentes que se sucederam em minha vida, tenham tido um impacto muito grande na maneira com que eu percebo o mundo. Sim eu também sou vítima da conveniencia humana. Mas é a partir destas auto críticas que nos tornamos mais sábios e acumulamos conhecimento (e é completamente imperativo que este conhecimento não necessite de ter uma origem academica). Esta parece ser a grande diferença do sábio e do inteligente, tal como o conhecemos ou como que os experts tem nos mostrado como ”são”.

Parece que o verdadeiro aprendizado se encontra no meio de um espectro entre o virtual não-aprendizado e o transtorno pós traumático, a internalização harmoniosa, útil, recorrente e eficiente de alguma particular percepção. Quando aprendemos, e eu tenho esta leve impressão, parece que aquele conhecimento passa a fazer parte indissociável de nosso ser. O problema é que é extremamente prolífico o aprendizado ou internalização de conhecimento equivocado que foi considerado por nossa conveniencia bio-natural ou cérebro como ”o certo”. O certo raramente será unilateral.

Podemos escolher, mas não podemos fazer tudo aquilo que quisermos, porque nossa biologia funciona como uma  barreira natural que nos impede de avançar além de certo limite. Isso não deveria ser ruim, porque afinal de contas, nós temos um corpo ou características fisiológicas e a partir do momento que temos consciencia desta forma e deste tato, podemos nos manter alerta para mante-la intacta ou para obter prazer, de todas as naturezas.

A partir disso, o esforço também tenderá a ser direcionado naquilo em que somos melhores, que eu denominei como o princípio filosófico da auto conservação ou sobrevivencia. A partir do momento em que lhe for tirado a possibilidade de exercer as suas virtudes dentro de um contexto social, então isso poder-se-ia se consistir em um crime pois compromete a sobrevivencia ou ao menos o aprimoramento do bem viver do indivíduo. Se voce força um matemático a estudar gramática, sendo que ele não gosta (e isto quer indicar, não é bom naquilo) desta matéria, então voce estará causando sofrimento intelectual desnecessário a esta pessoa.

A  metáfora dos elásticos para explicar o potencial de capacidade

Alguns elásticos são mais elásticos que outros. A nossa capacidade de conhecimento não é infinita. Eh a partir daí que a criatividade aparece como um fator indispensável para a sofisticação deste conhecimento. Alguns elásticos são pouco plásticos. Esta metáfora parece funcionar perfeitamente como uma maneira de se sintetizar a complexidade do aprendizado ou da capacidade de aprender e sua variabilidade entre as populações.

Os elásticos pouco plásticos representam as nossas fraquezas cognitivas enquanto que os elásticos mais plásticos em sua capacidade de elasticidade representam nossas forças cognitivas. Individualmente falando, todos nós temos elásticos pouco plásticos assim como elásticos muito plásticos. A capacidade de desenvolvimento de um conhecimento particular dependerá metaforicamente falando, do grau de elasticidade deste elástico.

O meu exemplo mais uma vez. Voces já devem saber que eu sou uma besta humana em matemática e especialmente em geometria. Enquanto que minha mente está intensamente capacitada para produzir alegorias mentais criativas ou imaginação, o mesmo não se aplica a memorização perfeita de fórmulas geométricas e sua posterior capacidade de move-las em diferentes perspectivas. Eh provável que minha inteligencia visual-espacial seja muito baixa até porque eu mal sei mensurar quanto que seria um quilometro. Eu deduzi depois dos meus anos de escola que a minha capacidade matemática estacionou no nível da quinta série. Eu me lembro muito bem que antes desta fase, eu não era ruim em matemática. O meu desempenho nesta matéria, que mais tarde foi compartilhado com o resto das ”matérias de exatas”, foi caindo enquanto que a dificuldade da mesma foi aumentando. Parece fácil imaginar que a minha capacidade de expansão deste conhecimento seja bastante limitada e que portanto o meu elástico ou potencial seja de igual natureza.

Eu tenho mostrado quais seriam as minhas forças cognitivas aqui no meu blogue. Neste caso, meu elástico de potencialidade é muito mais largo e elástico do que em comparação ao elástico que representa a minha fraqueza cognitiva. O potencial de expansão ou desenvolvimento de minhas forças são modéstia a parte, equiparáveis a de um professor universitário talentoso, especialmente em relação a parte verbal-abstrata ou filosofia.

Também é interessante notar que o elástico pode se esticar ao máximo de sua capacidade assim como também retornar a sua posição de repouso, quando não há qualquer esforço de esticamento. Isso pode ser aplicado as nossas individualmente diversas e discrepantes capacidades de aprendizado. Os filósofos do século XIX acreditavam que o genio seria causado por algum tipo de ”irritação cerebral” que faria o indivíduo dotado deste dom de se tornar extremamente especializado em sua área (natural) de obsessão. Partindo da ideia didática da metáfora dos elásticos, faz sentido que alguns elásticos dos genios sejam extremamente elásticos e que também raramente serão ”encontrados” em estado de repouso.

O tamanho dos copos e sua potencialidade de armazenamento de água também podem ser usados como metáfora elucidativa para explicar as nossas particularidades cognitivas idiossincráticas, onde que os copos pequenos representam nossas fraquezas, enquanto que os copos grandes representam as nossas forças, o de maior potencial de desenvolvimento.

Internalização ou aprendizado

Voce ”está aqui” para ”alimentar” a sua existencia e partindo do princípio da autoconservação, voce quase sempre dará grande enfase as suas predileções naturais, se praticamente todas elas apresentarão uma origem ou predisposição anterior. Voce prefere aquilo que pode ser útil para a sua sobrevivencia. As asas de um pássaro, a força e os dentes de um lagarto gigante extinto, o veneno da cobra… nós também temos nossas forças e damos prioridade a elas. E aqueles com maior vontade serão muito mais propensos a dar grande enfase as suas ”asas de potencialidade ou de vontade”. Os passos perfeitos de Fred Astaire foram naturalmente trabalhados, partindo de uma tendencia intrínseca para esta habilidade corporal super específica. Nem todo mundo tem esta capacidade na dança.

A internalização ou aprendizado tende a se dar com base nesta predisposição natural, se o elástico pode ser muito esticado ou se o copo pode ser grande o suficiente para caber uma maior quantidade de líquido. Aquilo que vem naturalmente pra nós desde a infancia, é a manifestação de nossas forças enquanto que as áreas em que teremos dificuldades serão as nossas fraquezas.

Portanto, a internalização é apenas o enriquecimento do pergaminho que se consiste em nossas existencias e que desenrolamos naturalmente até a nossa morte. A técnica da sobrevivencia ou da autoconservação, a enfase em nossas melhores defesas.

Genios historicamente reconhecidos e genios torturados pelos sistemas opressores

Alexander Solzhenitsyn é um caso de genio literário que foi historicamente reconhecido em vida mas que viveu maus momentos justamente por causa de sua tendencia natural para o criticismo honesto em relação as cadeias de desarmonia que caracterizaram a sua Mãe Rússia dos séculos XIX e XX (que não quer dizer que foi apenas durante esse período que a Rússia foi terra de ninguém).

Muitos genios historicamente reconhecidos do passado vieram

– de famílias bem abastadas

ou

– de famílias que trabalhavam intimamente com a realeza.

Assim, é fácil ser genio não acham**

Existe uma certa correlação entre renda e inteligencia técnico-quantitativa (qi) e é esperado portanto que as famílias mais abastadas ou ao menos com uma sólida estabilidade economica (desprezando fatores ambientais potencialmente negativos), sejam em média mais tecnicamente inteligentes que as famílias que estão despossuídas de alguma dessas tendencias.

No entanto, é fato que um número particularmente elevado de genios do passado, assim como também aqueles do presente, bailaram com o poder ao invés de criticá-lo e até mesmo de tentar lutar contra. Este tipo de preciosismo clássico da sabedoria, não pareceu ser constante em muitos dos grandes nomes da literatura, das artes ou das ciencias, infelizmente…

Cesare Lombroso, o famoso criminologista ítalo-judeu do século XIX, do qual eu tenho falado tanto, concluiu que boa parte dos genios que analisou, poderiam ser categorizados, também, como matoides. O termo matoide pode ser aplicado a uma pessoa com grande desequilíbrio entre suas habilidades intelectuais e morais ou de caráter. Claro que Lombroso abusou da moralidade de estilo vitoriano que predominava em sua época para chegar a esta conclusão. Ainda que muitos genios de fato tenham criticado os sistemas corruptos e estúpidos onde nasceram e viveram, muitos simplesmente se acomodaram confortavelmente, especialmente quando a fama de excepcionalidade se tornou realidade ainda em vida. E essa é uma demonstração da diferença de natureza entre genios e sábios, estes últimos, que poderiam ser descritos como uma espécie de genio empático-holístico.

O criativo talentoso médio, sem uma seleção rigorosa, e principalmente que tenda a pertencer a categoria do ”criativo descontínuo”, caminhará para ser mais egocentrico, narcisista e ávido pelo reconhecimento coletivo de suas obras do que o criativo contínuo, o famoso ”sonhador” imaginativo que tem um turbilhão de ideias e sensações incomuns por dia.

O criativo descontínuo é menos outlier em comportamento e em experimentações existenciais de longo prazo do que o criativo contínuo e portanto, como acontece para uma boa parte da população humana, em uma posição de poder ou de conveniencia (ainda atrelada ao poder), caminhará para desprezar os problemas sociais cronicos e estúpidos que continuam a polvilhar a paisagem humana e não-humana de interação. Pessoas comuns são fortemente propensas para agirem de maneira particularmente parecida em relação as elites corruptas (sempre foram) quando em posições de poder.

O poder corrompe a grande maioria, inclusive o genio, menos o sábio.

E uma das maneiras mais sutis de ser corrompido é por meio da passiva conveniencia. Como quando tudo vai muito bem, principalmente em termos financeiros e passa-se a desprezar aqueles que não estão com a mesma sorte (aqueles, humanos animais ou animais-animais).

Os genios sociais ou savant sociais que eu defini como sendo os genuínos solucionadores de problemas, não parecem abundar entre os ”grandes” nomes da humanidade, o panteão de mentes excepcionais, muitas delas que tiveram enormes facilidades em suas vidas para que pudessem aflorar os seus talentos naturais sem se preocupar com o pão nosso de cada dia.

Vendo esta famosa série educativa e divertida da BBC, que em portugues tem o título de ”Deu a louca na História”, eu percebi algo que parece ser muito óbvio de se notar a priore.

– Em qualquer época do passado, a grande maioria das sociedades ”que construímos” foram marcadas pela estupidez abjeta e injustiças,

e aqueles que tentaram lutar contra isso foram duramente reprimidos.

Pode-se dizer basicamente assim. A norma na história humana não foi a democracia ou o projeto de democracia de fachada que acreditamos estar encaspulados, mas a ditadura. Imagine a analogia onde ao longo de quase toda a história humana, a ditadura militar que faz esquerdista fazer xixi na cama, tivesse predominado. 95% da história humana onde a estupidez tem predominado. Quem precisa de um futuro idiocrático distópico, se o passado também passou longe de qualquer coletividade realmente inteligente e com doses pequenas e controladas de entropia***

Se Shakeaspeare não tivesse se confortado por sua fama de genio literário e a fortuna subsequente que acumulou e tivesse lutado contra o velho sistema política de ”realeza” em sua velha Albion, provavelmente não teria tido o seu nome louvado repetidamente como um indivíduo excepcional desde a muitas gerações posteriores ao seu falecimento. Entraria para o esquecimento da ”mente coletiva” humana tal como aconteceu com muitas pessoas, será  que muitas delas foram de genios sociais**

Eu seria um fã incondicional de Shakespeare se soubesse que durante sua vida, tivesse ajudado ao próximo de maneira objetiva, inteligente e sincera. Só que eu tenho a impressão de que ele foi apenas mais um caso de pessoa ”certa” no lugar ”certo” e que pouco fez para no mínimo, atenuar o sofrimento alheio. Ele não foi um sábio. Portanto eu prefiro admirar este tipo de pessoa aqui de cima e quem sabe puder fazer o mesmo em um futuro, em melhores condições financeiras.

Democracias absolutistas não parecem diferir muito de regimes militares se ambos se assemelham quanto ao absolutismo do poder, concentrado em mãos de poucos. O problema nem é a democracia ou a ditadura militar porque mesmo um regime politicamente rígido poderia ter como pauta governamental a sabedoria.

As formas de torturas de dissidentes políticos (por si só, completa falta de sabedoria) que eu vi na série da BBC, nos mostra que muitos dos grandes nomes do passado foram parcial a completamente coniventes com o estado deplorável de coisas a que a humanidade sempre esteve assentada.

A moral da história deste post é, criticar tudo, inclusive aqueles que foram alçados a calçada da fama do panteão de genios. E não apenas criticá-los mas também se possível, lutar contra muitos deles que pouco se importam com o próximo mas apenas com suas realizações pessoais.

Criativo descontínuo, o realizador criativo contextual e o criativo contínuo, o não-realizador criativo em potencial

Na nova tentativa de unir 3 teorias ao mesmo tempo sobre o mesmo assunto, farei uma breve pincelada sobre as diferenças em relação a potencial e a realização entre os dois tipos de criativos que eu propus, o criativo contínuo e o descontínuo. O criativo contínuo se caracterizaria por ser justamente o tipo clássico e mais arquétipo de criativo. O descontínuo se caracterizaria por ter habilidades criativas, mas não de ser uma pessoa criativa, no que diz respeito a sua personalidade. O criativo contínuo tem uma grande densidade de ideias inovadoras por dia, enquanto que o descontínuo seria basicamente uma pessoa inteligente (ou nem tanto) com habilidades criativas. Partindo da tendencia ao caos, a abertura para experiencia e também para o ostracismo laboral e social, provocado pela maneira com que as sociedades modernas estão meritocraticamente estruturadas,  eu acredito que o criativo contínuo apresentará uma predisposição natural para ter um grande potencial mas também para ”fracassar” dentro das sociedades em que vivem, primeiro, porque em média serão mais  distraídos em relação que está acontecendo ao redor (e muitas vezes a decidirem deixar estas áreas de intenso estímulo ambiental) e segundo, porque seus estilos cognitivos encontram-se muito distintos daqueles que são exigidos pelo sistema. Enquanto que o sistema deseja principalmente a seleção de mantenedores técnicos para sustentá-lo (o sistema é representado por grupos de interesses, pessoas e não é apenas uma abstração, obviamente) bem como de inovadores amorais, isto é, que não são idealistas (e geralmente, os inovadores idealistas são os mais criativos ou com maior potencial), irá ostracizar aqueles que desejam melhorá-lo substancialmente ou até mesmo, desconstruí-lo. Se o criativo contínuo tem uma grande densidade de ideias por dia, então acredita-se que da mesma maneira que essas ideias surgem elas também poderão desaparecer rapidamente. Justamente por isso que é tão importante anotar quando voce tem uma ideia, porque as chances de esquece-la serão muito altas.

A criatividade recreativa é um trabalho que geralmente exige elevado investimento financeiro para cobrir os custos. Não é fácil montar um atelier de arte, por exemplo. Com relação a criatividade dentro do meio academico, as chances de sucesso de genios criativos contínuos com capacidades analíticas, são bem pequenas, especialmente nas áreas que são mais subjetivas como a humanidades (e eu vou comentar sobre este fato em breve em um próximo texto). A criatividade recreativa necessita da presença de instrumentos musicais ou de tintas e telas para que possa ser trabalhada. O empecilho financeiro é outra barreira que torna a vida do criativo imaginativo, o criativo contínuo, mais difícil de ser realizada com base em suas forças cognitivas, enquanto que não será um problema grave para o criativo descontínuo, se este também terá alguma ou até mesmo considerável capacidade técnica.

O criativo contínuo é fortemente intelectualizado e este estilo de pensamento e inteligencia, tende a se caracterizar pelo predomínio da motivação intrínseca. O pensador criativo é movido por uma forte motivação interior que o faz enfatizar as suas capacidades cognitivas mais afloradas enquanto que o criativo descontínuo não tenderá a ser tão intensamente movido por motivações intrínsecas. O pensador técnico (uma panaceia de tipos anti-intelectuais), são movidos por motivações extrínsecas, isto é, que se relacionam com a possibilidade de obter vantagens dentro do seu contexto social, economico e cultural. A motivação extrínseca é uma característica típica de ”seguidores” enquanto que a motivação intrínseca será uma característica típica de ”inovadores”. Podemos resumir muito bem estes pensamentos sobre as diferenças entre os dois tipos de criativos como, o sonhador acordado tem menos chances de ser ”bem sucedido” do que o prodígio (que muitas vezes será o replicador criativo), porque a natureza super especializada, savant, tende a ser mais apreciada pelo ”sistema” do que a inovação real, que quase sempre tende a ser construída com base em críticas e soluções. E essas críticas e soluções podem significar o fim de uma era de perpetuação de poder. As possibilidades de melhoria da qualidade da vida das populações humanas e não-humanas são muitas e significativas quanto ao seu impacto, mas aqueles que estão convenientemente ”na carne seca”, não querem soltar ”este osso” tão fácil assim e justamente por isso que tendem a suprimir a externalização e uso do talento de vários tipos ”perigosos” de virtuosos tais como os criativos contínuos e especificamente, os genios sociais ou empáticos.

Tal como eu mostrei no texto sobre os genios historicamente reconhecidos do passado que foram coniventes com as cadeias de desarmonia de suas respectivas sociedades, o criativo contínuo, a partir de seu estilo cognitivo altamente perceptivo e empático, caminhará para se tornar fortemente anti-sistema enquanto que o criativo descontínuo, o usará para alavancar a sua carreira.

Portanto os tecnicamente inteligentes tenderão a serem mais bem sucedidos, em termos financeiros, do que os intelectualmente inteligentes, porque suas capacidades são requeridas pelo sistema e porque tendem a serem conformistas enquanto que quanto maior for a capacidade de raciocínio crítico ou intelectual, maiores serão as chances de inconformidade, que atinge o se ápice entre os genios sociais, savant ou solucionadores de problemas.

Qi e fator g provam a validade empírica da teoria das múltiplas inteligencias

Os fetichistas de qi gostam de dizer que a teoria das múltiplas inteligencias não tem sustentação empírica e (ab)usam do fator g como prova da improbabilidade da existencia da diversidade cognitiva ( múltiplas inteligencias). Mas como os fetichistas de qi sabem muito menos sobre inteligencia do que aquilo que acreditam saber, então não devemos dar ouvidos a esses neocrentes.

Me parece evidente, de acordo com a teoria da evolução de Darwin, que se todo  traço ‘ou’ fenótipo varie dentro de uma espécie, então o mesmo acontecerá com a inteligencia (abarcando a criatividade e ainda, me vejo debilmente incapaz de substituir o termo inteligencia por sabedoria…) que também é ”um traço” evidentemente. No entanto, os fetichistas de qi só conseguem ver o seu lado. Eles se utilizam da ciencia cognitiva como uma maneira de expressar seus sentimentos pessoais equivocados, de suposta superioridade intelectual unilateral. Portanto, ainda que se baseie em ciencia real (e unilateral, como é o costume), a psicologia cognitiva e a psicometria estão tomadas por certezas retidas de um conjunto muito limitado de percepções de natureza estatística que substituíram a realidade.

A ideia de que o fator g seja uma prova que invalide a teoria da diversidade cognitiva qualitativa ou múltiplas inteligencias, não se sustenta, porque não existe qualquer regra literal que impossibilite que ambos possam coexistir dentro do reino da psicologia. Parte-se da ideia de que todo fator g seja individualmente homogeneo e que portanto, todas as nossas atividades cognitivas (intelectuais, corporal-reativas e técnico-cognitivas) estarão sob o seu domínio. Mas é muito evidente que as pessoas sejam individualmente diversas quanto as suas habilidades e também em relação as suas fraquezas. Eu posso ser um exímio motorista e não saber nada de geografia e nem ter qualquer capacidade de expandir este conhecimento além do básico que é ensinado na escola (vou explicar em um dos próximos textos através da metáfora dos elásticos o porque desta situação).

O que é fator g exatamente…

Ou melhor, qual das habilidades ”humanas” que estariam mais carregadas de fator g**

Peguei este trecho do texto de Paul Cooijmans

”G é a soma da capacidade evolutiva.

Capacidades tendem a correlacionar-se positivamente à medida que são naturalmente selecionados pelo mesmo critério; sobrevivência.”

Algo de errado está cheirando em relação ao conceito de G, se este se baseia basicamente na capacidade evolutiva de sobrevivencia.

Cooijmans complementa o meu pensamento aqui por meio desta tabela.

Cor Ability
.9 Pattern recognition
.8 Reasoning
.7 Verbal, Numerical
.6 Spatial
.5 Memory, Mental tempo, Perception, Emotional stability, Concentration
.4 Dexterity, Sense of gravity, Kinesthetic, Sense of time, Pulchritude, Spiritual
.3 Athletic (speed and strength)
.2 Athletic (stamina)
.1 Many specific abilities

O reconhecimento de padrões é a habilidade ”humana” que está mais carregada em G.

Uma de minhas críticas mais profundas aos testes cognitivos se dá justamente pelo fato de medir algo que não é objetivamente real, literal. Testes de qi medem as habilidades que são usadas no sistema escolar, memorização, vocabulário, capacidade de raciocínio lógico-matemático. Aliás, eles são derivados diretamente do sistema escolar. Mas a escola não é a realidade, é parte dela e expressa parte daquilo que entendemos e definimos como inteligencia.

A capacidade evolutiva de sobrevivencia não se limita a acumular uma grande soma de dinheiro, mas a partir da objetividade, ou seja, pela mitigação máxima de perigos iminentes. Através da associação de variáveis pré-estabelecidas que são retidas de percepções em relação ao ambiente em que vivemos, é que poderemos construir um conjunto de ideias e ações derivativas que possibilitem a nossa sobrevivencia. Eh melhor evitar a guerra do que lutar. Quando há luta, os mais fortes e os mais ágeis vencerão e não os mais inteligentes.

Ambientes complexos exigem uma maior gama de percepções úteis, complexas e objetivas. Voce pode desarmar inimigos ao invés de se expor a combates diretos de alta periculosidade.

O reconhecimento de padrões por observação e captura de percepções se relaciona com qualquer atividade humana.

Geralmente, as atividades de natureza técnica se basearão em um horizonte associativo de pouco potencial expansivo enquanto que as atividades de natureza intelectual e científica terão um amplo horizonte de expansão associativa, ainda que esta dependa da destreza criativa daqueles que estejam trabalhando dentro desses ramos laborais.

Epistasia cognitiva e qi

A maioria da população apresentará um perfil cognitivo mais simétrico do que assimétrico. Uma das prováveis razões para esta confusão entre fator g e diversidade cognitiva, parece ter se originado por causa da percepção e conclusão precipitadas a partir deste predomínio de tipos simétricos. Mas mesmo que pessoas como eu, que são muito boas em algumas tarefas ”escolásticas” e muito ruim em outras, como matemática, sejam uma pequena minoria, isso não significa que não existirão diferenças marcantes entre os menos outliers.

Apenas como exemplo, sabemos que aqueles que estudam nas humanidades tendem a serem mais verbalmente inteligentes ou menos matematicamente inteligentes do que aqueles que estudam nas ciencias exatas, em qualquer universidade perto de voce. Isso não é uma questão de escolha, visto que desde muito cedo, já demonstramos essas diferenças individuais de capacidade. Claro que a maioria destes estudantes, tenderão a ser um pouco mais inteligentes em capacidades verbais ou matemáticas (ou espaciais), apresentando uma amplitude relativamente pequena entre suas forças e suas fraquezas cognitivas (ao contrário de mim que pareço ter capacidades verbais avançadas e não restam dúvidas, de ser muito fraco em matemática aplicada, alguma espécie de discalculia). Portanto, o professor ”com” qi verbal 120, pode ter um qi matemático de 100, na média, enquanto que um verdadeiro outlier cognitivo (e potencial superdotado) pode ser brilhante na parte verbal e pontuar em média 160 (partindo da ideia de que os testes de qi sejam bons para medir parte destes atributos técnicos) e ir muito mal em matemática, bem abaixo da média. As diferenças individuais entre os neurotípicos deve variar de no máximo 30 pontos, enquanto que para os tipos ”neuroincomuns” ou ”neurodiversos”, esta amplitude tenderá a ser acima de 30 pontos, tal como o indivíduo do exemplo que é verbalmente superdotado e ao mesmo tempo discalculico.

O cérebro ”não tem buraco”. Portanto, se está faltando algo em alguma parte, ”poderá” estar excedendo em outra parte. Quem é muito inteligente em uma capacidade e estúpido em outra capacidade, expressa um claro desequilíbrio de habilidades, que o fator g, tal como tem sido compreendido, não é capaz de explicar, se aquele que é bom em uma tarefa, tenderia a ser igualmente bom em todas as outras.

O fator g não é uma regra, é uma construção abstrata, que é compreendida a partir da ótica ou perspectiva escolástica. Eh uma acumulação de tarefas cognitivas onde ve-se com clareza que a capacidade para capturar padrões é a que está mais carregada, como eu tenho falado muitas vezes aqui, a verdadeira inteligencia é a capacidade perceptiva.

E mais, talvez o fator g em seu estado mais puro e ‘desenvolvido”, possa ser entendido também como a manifestação psicométrica da sabedoria.

Portanto, apenas com estes exemplos, nós já podemos constatar que indubitavelmente existe uma diversidade cognitiva entre os seres humanos, tanto em termos quantitativos, quanto em termos qualitativos, apesar da aparencia de uniformidade ou predominancia de tipos simétricos de perfis cognitivos. E tanto os testes de qi quanto a teoria do fator g, não são provas da invalidade da teoria das múltiplas inteligencias, pelo contrário, pois são complementos instrumentais e teóricos sobre a mesma. E ainda pincelei sobre a possibilidade de desenvolver um pouco mais sobre a capacidade mais carregada em g, dos seres humanos mas também de todos os animais não-humanos, a capacidade de encontrar padrões. E também a especulação sobre a possibilidade de uso desta habilidade hierarquicamente superior como parametro de avaliação para a sabedoria, ainda que o uso de alguns de meus conceitos moral-cognitivos também possa e deva ser explorado conjuntamente.

Homossexuais são mais propensos a serem fisicamente parecidos com o sexo oposto e mais uma percepção interessante (”gays” tendem a se parecerem com um de seus irmãos ”héteros”)

A retirada do patógeno que induz ao comportamento homossexual (supostamente, partindo de um hipotético cenário em que esta teoria foi comprovada) pode mudar a identidade de alguém que apresenta características psicológico-fisiológicas que estão mais relacionadas com a do sexo oposto***

Continuando a minha teoria sobre a diversidade espectral e natural da sexualidade humana, agora eu vou comentar brevemente sobre algumas de minhas percepções retidas de estereótipos populares e voces sabem que MUITOS estereótipos estão corretos quanto as suas respectivas médias, mas não em relação as exceções, assim como também em relação a percepções de outras naturezas.

Tenho visto muitas mulheres se queixando sobre o porque de muitos homens bonitos serem homossexuais. Sabe-se ou acredita-se que as mulheres tenham uma tendencia para apresentarem características mais fisicamente atraentes do que os homens. Enquanto que os homens tendem a terem rostos mais robustos e até mesmo mais primitivos, provavelmente por causa de uma maior variação dentro do grupo, as mulheres seriam em média mais homogeneas na aparencia e mais atraentes, mediante aspectos puramente biológicos. Claro que a maioria das mulheres não concordarão com esta afirmativa. Justamente pelo fato de estarmos falando de fatores puramente biológicos que opiniões individuais não são assim tão relevantes, ao menos se não forem embasadas em análises neutras. Ainda que eu mesmo discorde parcialmente desta máxima, por acreditar que na verdade, seja o homem que seria analogicamente falando, como o pavão, pois se está mais sujeito a intensa seleção por causa da competição, então os ”melhores” caminhariam para serem eleitos e para passarem seus genes ”atraentes” adiante, sabe-se que a mulher é mais neotenica que o homem, no comportamento e na aparencia.

Segundo diversos estudos antropológicos, as mulheres são mais claras em suas epidermes do que os homens, em todas as sociedades ao redor do mundo, da Africa a Escandinávia. E as explicações para este fenomeno global é a de que os homens tendem a serem mais atraídos por mulheres de pele clara e como consequencia as selecionarem mais do que as mulheres de pele mais escura.

Homossexuais tendem a serem mais femininos na aparencia física, como menor estatura, pele mais clara, recursos faciais mais neotenicos…

Psicologicamente falando, eles tendem a se parecerem mais com as mulheres, seja em relação ao comportamento cotidiano ou a predisposições psicopatológicas, como ansiedade e depressão.

Eu também tenho a impressão de que os homens homossexuais tendam a ser menos violentos que os heterossexuais e apostaria que justamente pelo fato de serem mais femininos, apresentariam as mesmas tendencias para sub representação em comportamento criminoso tal como as mulheres.

Homossexuais tendem a serem mais verbalmente inteligentes ou a se parecerem mais com as mulheres neste quesito e quanto mais feminino no comportamento, maiores serão as similaridades com o sexo oposto. As explicações são neurológicas porque o cérebro do homem homossexual tende a se parecer mais com o cérebro de mulheres heterossexuais e o mesmo acontece, por lógica e comprovação, com as lésbicas, onde que haverá maior similaridade com o cérebro masculino.

O comportamento sexual naturalmente desviante pode ser metaforizado por meio de uma folha de árvore contorcida se o mesmo nada mais seria do que o cruzamento de características femininas e masculinas. O mais masculino dos homens seria mais puramente masculino e a mesma regra se aplica as mulheres mais femininas. Mulheres mais femininas seriam mais neotenicas, menor estatura, traços mais suavizados (infantilizados) e mesmo em relação ao comportamento.

Todos nós temos um pouco de masculino e de feminino, sendo que alguns serão mais extremos para um dos lados do espectro. O homem é uma acumulação de variáveis biológicas masculinas da mesma maneira que a mulher é uma acumulação de variáveis biológicas femininas. Portanto, a perspectiva binária se encontra predominantemente equivocada porque despreza o contínuo de traços que complementam a dualidade, pois para que um extremo se conecte a outro, existe a necessidade de continuidade de características, claro, especialmente quando nos referimos a espécies ou organismos complexos. Nos diferenciamos por meio desta proporção bio-sexual, onde que o mais afeminado dos homens, terá uma maior proporção de feminilidade enquanto que a mais máscula das mulheres terá uma porcentagem de masculinidade.

Dualidade não é binarismo

A verdadeira natureza da dualidade não se consiste apenas na existencia de dois ou mais polos opostos que estão em constante atrito mas também na continuidade de traços antonimos que se concentram cada um em um dos dois extremos. Mas o mais interessante. Um extremo depende do outro para que possa buscar a sua harmonia, mas fundamentalmente para que possa existir.

Se for comprovado que a homossexualidade (e por conseguinte a sexualidade) tenha uma causa patogenica primordial, então a possibilidade de se retirar este suposto patógeno, poderia alterar todas as características psicológicas, comportamentais e fisiológicas do portador** Especial e especificamente dos tipos mais femininos***

Outra dúvida (são tantas e as pessoas que levantaram esta pesquisa parecem ser tão tendenciosas e lentas…). Como que se poderia saber se aquilo que foi retirado das ovelhas foi realmente um patógeno**

Eu já questionei aqui sobre a estrutura demográfica da população de ovelhas. Será que são tão variadas quanto a estrutura demográfica da espécie humana** Será que o que acontece com as ovelhas também acontece conosco**

Sem falar na pesada carga de considerações filosóficas quanto a identidade do indivíduo que são tão importantes quanto essas averiguações de natureza científica, não restam dúvidas que a sexualidade não é apenas como muitos conservadores neodarwinianos gostariam que fossem, o eterno papai e mamãe.

Por fim, mais uma percepção interessante que eu encontrei sobre a homossexualidade. Sabe-se que a mesma tende a correr dentro das famílias. Eu ainda sou mais radical ao acreditar que em quase todas as famílias humanas, em ao menos uma geração, nascerá um ou mais parentes homossexuais (desprezando os sexualmente fluidos).

Bem, eu já escancarei quanto a minha identidade sexual. Sabem que eu me pareço com o meu irmão mais velho em muitos aspectos. Ele também é canhoto, também é emocionalmente reativo e apresenta muitas semelhanças como a cor da pele mais clara e o formato do rosto. Ele também é mais parecido comigo em termos de inteligencia intelectual enquanto que o meu irmão do meio, é consideravelmente mais distinto neste sentido.

Encontrei outro caso de similaridade, onde que o irmão mais novo homossexual também tem um irmão mais velho que é fisicamente semelhante. O que seria isso***

Que os irmãos tendem a serem parecidos entre si, eu já sabia, mas existe uma diferença entre ser parecido de ser muito parecido. As pessoas tendem a nos confundir quando um de nós está andando na rua e aparece um conhecido. Mesmo que nossas semelhanças não estejam no mesmo nível daquelas que vemos em gemeos univitelinos, achei interessante pensar se este padrão não seria mais recorrente, a partir de uma análise longitudinal.

Por agora, eu vos deixo com essa interessante teoria sobre superdotação e gemeos.

Sabemos que existe uma sobreposição entre a mesma e a homossexualidade.

Olá ”pesquisador sobre criatividade”. Eu sou criativo. Pergunte pra mim quando quiser entender a criatividade ok**

Olá senhores pesquisadores que trabalham  em psicologia cognitiva e neurociencia. Meu nome é Santoculto da Silvassauro, mas podem me chamar de Criativo. Sabem, eu sou criativo, desde que me conheço por gente. Se quiserem entender como funciona a mente de uma pessoa criativa podem me perguntar. Eu terei o imenso prazer de vos ajudar em suas pesquisas.

Eu sou imaginativo

Testes de criatividade podem não funcionar pra mim ou mesmo para muitos da minha tribo porque a criatividade não se baseia apenas em fazer desenhos incomuns.

 

Eu gosto de desenhar, mas prefiro fazer mentalmente, que se chama imaginação. Mas eu não acredito que a criatividade seja apenas ou fundamentalmente a recreação cultural. A criatividade, meu caro pesquisador, se relaciona com tudo aquilo que existe e portanto, pode ser aplicada em tudo, inclusive no seu trabalho de pesquisa.

Voce não precisa desenvolver testes convergentes de criatividade para tentar mensurá-la nas pessoas. Basta conversa com uma pessoa criativa, especialmente se for do tipo contínuo e constatará de antemão o que o seu objeto de pesquisa se consiste.

Muitos cientistas são tão tendenciosos em seus trabalhos, que quando se deparam com uma pessoa sincera e pior, que está dizendo boas verdades, eles podem ser tomados pelo panico da humilhação e  refugarem pelo acato das ideias novas e brilhantes que o linguarudo lhe sentenciou.

 

Eu sou sincero

 

A sinceridade bem como a honestidade, ainda que não sejam a mesma coisa, são fundamentais para a criatividade, porque o criativo, mesmo quando produz as ideias mais loucas, sempre se baseará no mundo real, literal ou hiperreal. Portanto, quando o criativo produz uma ideia que parece muito estranha e improvável de ser aplicada em condições literais, não pense que a mesma foi retida depois de um rompante de loucura, mas justamente o contrário, por um insight ou rompante de hiperrealidade e nem todo insight será bom.

Pense no criativo como o atirador que alveja o alvo muitas e muitas vezes. Quanto maior a densidade de ideias, maiores serão as chances de sucesso, da mesma maneira que quanto maior a tentativa de flerte para namoro ou prevaricação carnal, maiores serão as chances de sucesso… O inteligente não-criativo, tenderá a ser como o atirador que mira mais do que atira no alvo.

O criativo típico (o contínuo) não está nem aí para o que voce pensa, suas crenças, religião, preconceitos unilateralmente negativos ou generalizações. Portanto não tente conformar a criatividade dentro dos seus parametros pessoais de comportamento ou opiniões. Mas eu não duvido que muitos destes tipos sejam altamente capacitados para melhorar e talvez esta seja a grande diferença entre criativos reais e ”não-criativos”. O primeiro tem a capacidade de se auto criticar e mudar suas ideias ou sofisticá-las pois o simples ato de faze-lo já é uma forma de pensamento criativo. Portanto, a criatividade não é apenas recreativa e utilitária, mas também é parte da própria identidade, da conversa interior entre a voz de sua razão (a voz interior do observador) e suas atitudes.

Me parece ser muito comum que os pesquisadores oficiais ou burocratizados se utilizem de suas próprias considerações pessoais para selecionar pessoas criativas. O pensador criativo típico é original e independente. Novamente, não tente conformá-lo dentro de seus pressupostos unilateralmente equivocados de vida.

 

Solucionadores de problemas tendem a ser de criativos contínuos

 

As pessoas ”perdem” seus tempos com frugalidades visto que tendem a não desenvolverem parametros de objetividade para com suas respectivas sobrevivencias e bem estar. Parametros objetivos se relacionam com a resolução de problemas, se estes são tão prolíficos em nossos ambientes que nos fazem concluir que como uma das mais importantes diretrizes a serem cumpridas será a sua mitigação ou resolução. O criativo contínuo tenderá a ser ”independentemente emocional” no sentido que não é influenciado pelo ambiente social da mesma maneira que as outras pessoas. Ainda que não seja independente de sua instabilidade emocional, ele o será na capacidade de resolver a si mesmo ou de tentar faze-lo pois isto também se consiste em uma atividade criativa, o ato de auto-expiação e possível concerto ou readaptação.

 

Criatividade assim como transtornos mentais, desvios naturais sexuais ou canhotismo, é um dos bio-produtos da lateralização cerebral anomala

 

Sua maneira binária de ver o mundo especialmente se for um neordarwinista conservador, renega a própria criatividade, ainda que esta possa ser usada para sofisticar sua maneira de experienciar o mundo ao redor. No entanto, acho difícil que voce possa encontrar muitos criativos contínuos ”dando bandeira” por aí e com as mesmas tendencias naturalistas- não-empáticas que predominam em sua mente, se voce for um neodarwinista conservador.

Portanto, quando falar sobre transtornos mentais e especialmente de seus portadores, como se fossem lixo humano, isto poderá ser entendido como um afronta pessoal, pois se o esquizofrenico é um lixo, então nós criativos, seríamos o que… metade-lixo**  Mesmo se não tiver nenhum parente direto com personalidade extrema, eu e acredito que muitos outros criativos, se sentem muito mais ligados aos portadores homozigotos destas condições do que com as pessoas que se julgam ”normais” ou ”neurotípicos”.

 

O criativo tem grandes chances de ser mais empático que voce, senhor pesquisador….

 

Ainda que briguemos com o mundo inteiro se for preciso, isso não significa que não possamos ser empáticos e na verdade, é esperado que sejamos até mais empáticos do que a média. Aquilo que muitos conservadores atribuem como comportamento excentrico como entender a homossexualidade como algo natural ou aceitar o cabelo azul da colega ao lado, nada mais seria do que aceitar a individualidade humana, especialmente aquela que vem para enriquecer nossas existencias cheias de dúvidas. Se tornar vegetariano ou vegan, também pode ser uma tendencia mais comum dentro das comunidades criativas, que muitos pesquisadores conservadores neodarwinistas entram em parafuso para entender, mas que é completamente lógico a partir de uma perspectiva empática.

 

Eu não terei boas ideias toda hora ok**

 

Uma avalanche de ideias ruins podem ter como resultado uma minoria de ideias extremamente boas. Não me avalie como se minha criatividade tivesse a necessidade de ser sempre certeira. Não me julgue no primeiro equívoco. Lembre-se, eu não sou como voce e a maioria das outras pessoas também não. O ato de ser verdadeiramente empático, é a melhor maneira de se tentar entender como  se dá a fenomenologia do comportamento humano e não-humano.

 

Ou eu tenho muitas ideias ou me concentro em ”projetos cognitivos de longo prazo”. Mas isso talvez não signifique que eu seja menos inteligente que o senhor, pesquisador…

 

Este texto é apenas uma breve pincelada sobre como que o senhor poderá agir acaso estiver interessado em entender a criatividade.

Até login!!-)

 

 

Refutação de uma tendencia interessante em relação ao comportamento dos ”socialmente liberais” pelo neuropolitics. Os ”esquerdistas” e afins, tendem a olhar mais para o chão quando estão caminhando… Mas por que**

Hoje de manhã eu fui na padaria comprar alguma coisa para os meus pais. Então, na maior parte do trajeto, eu prestei mais atenção ao chão, do que olhando de maneira ”confiante” pra frente. Eu sou muito tímido (mas vou explicar mais abaixo que é não tão direto e simples assim) e compartilho de uma tendencia familiar materna para a fobia social. Mas apesar de tudo levar a indicar que a minha personalidade introvertida me faça focar no chão quando ando nas ruas, eu desconfio que esta correlação não seja assim tão conclusiva. Como hoje é domingo (texto que está sendo escrito neste dia naturalmente depressivo), então eu não me deparei com muitas pessoas na rua quando fui a padaria. Mas geralmente, eu tenho uma inclinação para olhar para cada face que vejo quando estou andando na rua. Eu olho mais para as faces do que elas pra mim. Eu sou curioso e gosto de olhar para as pessoas para ver se elas retribuem. Também olho porque sou preocupado em ser educado com algum conhecido (mas percebam que muitos conhecidos não retribuem a minha nano-preocupação comportamental). Eu tenho tendencias depressivas e de ansiedade, mas quando eu ando nas ruas e olho mais para o chão, eu não o faço porque tenho vergonha de olhar para as pessoas, mas é porque eu apresento idiossincrasias fisiológicas na parte inferior do meu corpo. Eu manco, ligeiramente, e provavelmente se dá porque uma de minhas pernas é maior do que a outra. Este problema também me faz mais cansado e desastrado do que outros.

O site neuropolitics que mostra as diferenças comportamentais, neurológicos e cognitivas de (socialmente) liberais e conservadores americanos, encontrou que os primeiros, que no Brasil nós denominamos como esquerdistas, tendem a compartilhar algumas tendencias comportamentais interessantes, como depressão, ansiedade e o hábito de olhar mais para o chão do que para as pessoas quando estão andando nas ruas. Descobriu-se ainda que o contrário tende a acontecer com (socialmente) conservadores, visto que tendem a andar nas ruas olhando menos para o chão. Supostamente, estas diferenças parecem indicar níveis de dominação social. Os mais extrovertidos (foi descoberto que os conservadores tendem a ser mais extrovertidos do que os liberais) são mais confiantes e olham menos para o chão e mais para as pessoas. Eu não sei em que condições que essa pesquisa foi realizada mas eu acredito que o rigor na avaliação dessas diferenças que parecem sutis, é fundamental, visto que o risco de resultados equivocados é muito alto.

Partindo da ideia de que muitos esquerdistas ”neurotípicos”, sejam ou estejam ”dentro do” espectro autista ou do espectro da neurodiversidade, muita mais do que os (socialmente) conservadores, então a suposta nano-timidez não-verbal não se baseará na timidez em si, no medo ou vergonha de olhar para as outras pessoas, mas especialmente porque pode ser que muitos de nós, socialmente liberais, compartilhemos várias características fisiológicas que se aglomeram em grande proporção entre os autistas e entre os ”neurodiversos” em geral, como deformidades no esqueleto. Cesare Lombroso descobriu entre as mentes brilhantes que analisou, que muitos de seus donos compartilharam o estranho defeito fisiológico da desproporcionalidade de tamanho nas pernas. Muitos genios europeus famosos até o século XIX, eram mancos.

No neuropolitics, também foi encontrado que os socialmente liberais tenderiam a sofrer mais de fadiga cronica do que os conservadores. Querem saber mais** Eu acho que sofro, não sei se cronica, mas de uma preguiça que se ”assemelha” em grandeza aquela que ”acomete” a população de Salvador. E mais, eu acredito que minha fadiga, preguiça, se de justamente por causa das minhas idiossincrasias nos membros inferiores, rs.

Portanto, a minha proposta aqui é a de sugerir que uma tendencia para defeitos fisiológicos, podem ter um papel mais importante para explicar porque eu e muitos outros socialmente liberais andem olhando para o chão. Se minha perna esquerda é ligeiramente maior que a direita e isso me faz mais naturalmente desequilibrado então eu vou tender a olhar mais para o chão, para evitar quedas. Eu sou pró-social e se as pessoas fossem educadas e empáticas, eu seria bastante popular. Mas a maior parte da população, ao menos neste Brasil varonil, são retardadas (também) nestes dois aspectos.

Face de Jesus na árvore

Eu estou andando em uma rua lotada de pessoas e olhando mais para o chão, obviamente para não tropeçar e bancar o debiloide. Só que meu cérebro que é bem ‘‘ixxxperto” poderá interpretar isso como ”timidez” e a partir daí, eu vou começar a internalizar que eu olho para o chão porque eu tenho medo ou vergonha de encarar as pessoas, mas eu não tenho medo de encará-las, porque sou eu que quase sempre tomo a iniciativa. Eu sou tímido para interagir a longo prazo com as pessoas, porque não gosto de laços fracos ou subjetivos de amizade, isso não significa que eu sinta medo ou vergonha delas. E em um ambiente com muita informação para ser digerida, aquela que mais parecerá plausível a primeira vista é que tenderá a dominar o pensamento.

Outra possibilidade, um complemento para explicar este nano-hábito que é mais comum em socialmente liberais. Autismo tende a se relacionar com defeitos na espinha dorsal. O aumento ou a complexidade da inteligencia é uma caixinha de surpresas não acham** Tudo em excesso é ruim, inclusive a inteligencia. A distribuição prometeiana de traços aos seres humanos, a nível individual, nos mostra que quando há um excesso de inteligencia ou criatividade, haverá uma tendencia para ter escassez em alguma outra parte e como evoluímos de populações muito menores, então a herança de uma maior inteligencia ou criatividade também significará um aumento de um leque de vulnerabilidades muito mais antigas do que nossos tataravos.

Talvez, voce nem seja tão tímido assim como pensa. Voce é apenas uma pessoa com a espinha dorsal torta ou com  uma perna maior que a outra que o torna naturalmente desajeitado e faz com que seu cérebro complexo interprete esses defeitos como algo que se relacione com a sua personalidade, uma correlação falsa, visto que o problema não é a sua essencia mas o seu medo constante de não tropeçar entre as pernas e bancar o bobo. Algumas das culturas individuais de interação que o ser humano pode criar e alimentar, podem ser muito dolorosas. Eh necessário prestar atenção neste tipo de coisa.

Outro aspecto interessante. Talvez a fobia social em autistas, também possa ser o resultado de uma internalização constante e acumulativa de proto-pseudo-percepções em que defeitos ou dificuldades de natureza fisiológica, são interpretadas como problemas emocionais. Mas parece evidente que o problema autista e daqueles que compartilham muitas similaridades não tem sua origem neles porque muitas vezes… o problema ”serão” os outros. Em muitas, mas não em todas as vezes. Pessoas complexas exigem interpretações complexas.

Criatividade, superdotação e transtornos mentais se sobrepõe dentro das famílias. Relato pessoal e a hipótese da hereditariedade para maior inteligencia e criatividade

Na minha família por parte de mãe, existem dois casos conhecidos de transtorno mental, meu tio que foi diagnosticado como bipolar e com tendencias psicóticas (sim, eu gosto dele, mas também tenho medo… :-[] ) e sua irmã, minha tia, que cometeu suicídio (ou não) em 2009, depois de ter se tornado extremamente deprimida. Os dois sempre padeceram de fobia social, raramente saíam de casa (e meu tio continua a viver em um estado de quase-isolamento) e não chegaram a casar e a constituir famílias. Eu tenho a impressão de que personalidades extremas sejam mais comuns na minha família materna, do que ‘apenas’ estes dois casos. Por exemplo, eu tenho um outro tio que raramente visitou a minha avó antes do seu falecimento, em 2012. Frieza** E percebam que ele morava e ainda mora na cidade ao lado… Também me lembro de ter conhecido primos meio loucos, em minha infancia, dos tipos que encarnam o simbolismo da juventude transviada, imortalizada por James Dean.

Minha avó não foi a mulher mais inteligente do mundo, mas tinha muitas qualidades maravilhosas, como acontece com grande frequencia com os seres humanos (que o HBD, que só dá valor a inteligencia, não leia este texto). Casos de avistamento de óvnis também já me foram relatados com frequencia por meus parentes maternos, inclusive a minha avó já relatou casos de supostas aparições, que foram compartilhadas pelo meu avo. Meu avo me parece ter sido um homem muito inteligente, não foi um genio, mas com certeza que não foi qualquer Zé que abunda no interior deste país varonil. Predisposições para este tipo de fantasia, como voces devem ter constatado, não é apenas uma particularidade potencialmente equivocada de meus parentes com personalidades extremas e mais especificamente, do meu tio psicótico-bipolar, mas também é ou foi uma tendencia comum em relação aos meus parentes saudáveis.

Quanto a minha tia que cometeu suicídio, recentemente, eu fiquei sabendo de boatos quanto a sua sexualidade. Uma prima minha me disse que ela poderia ter sido lésbica. Eu tenho visto uma clara relação entre transtornos mentais, desvios naturais de sexualidade normativa e inteligencia ou criatividade correndo paralelamente ou não dentro de famílias que eu conheço. Eu já conheci mais de uma família, incluindo a minha, onde estas 3 tendencias se fazem presentes.

Na família de meus vizinhos de rua, onde Mal de Alzheimer, inteligencia que se expressa em maiores ganhos financeiros e desvios naturais sexuais encontram-se presentes. A família de uma amiga em que a mesma situação acontece, com a diferença que o seu filho é um tipo de superdotado de alto empreendedor (com certeza um qi acima de 110… e não duvidaria se pontuasse em torno de 120). E este rapaz também apresenta inclinações naturais para talento musical e é um questionador dos problemas da sociedade brasileira.

A família de uma prima por parte de pai, onde a mesma relação foi encontrada, mas menos ”aberrante” do que nos casos anteriores e com a diferença na manifestação da personalidade extrema (meu primo de segundo grau apresenta deficiencia mental). O marido desta minha prima é um  músico talentoso e recentemente, todos da família se tornaram vegetarianos ou veganos. E eles não parecem ter apenas uma filha superdotada, mas duas.

O filme ”O primeiro amor” de 2010, de Rob Reiner (huuuuuum…), nos mostra que as ”nossas” elites ”socialistas” ou ”liberais” (jargão anglo saxão) não são assim tão inocentes e sinceramente equivocadas sobre a natureza humana tal como muitos neoconservadores acreditam. Neste filme, a família do rapaz é tipicamente conservadora, de elevada inteligencia técnica, tem apresso pelo perfeccionismo da aparencia social, tem ganhos monetários acima da média que os fazem relativamente abastados e apresentam um estilo de interação de longo prazo tipicamente conservadores, o famoso macro telequete humano. A família da garota é composta por um autista funcional de baixo funcionamento, irmãos com talento musical, um pai pintor e com problemas financeiros e a própria garota, que é uma superdotada idealista que luta para manter viva a árvore frondosa que enfeita e interage com a sua casa.

Da personalidade extrema ao equilíbrio…

Como eu já falei algumas vezes aqui, podem me tirar tudo, menos a minha imaginação. Eu sempre fui imaginativo e esta imaginação sempre foi constante, de alta qualidade e controlável. A mesma sorte não teve meu tio que assim como eu, parece ter um pé no mundo real e outro no seu mundo imaginado. A principal diferença entre ele e eu é que eu tenho total consciencia do que é real e do que não é. Ainda que meu tio seja um caso para ser estudado com mais afinco, me parece que ele tem uma tendencia de dissociação entre o mundo real e o mundo imaginário que desenvolveu. As nossas razões para forjar mundos imaginados parecem se assemelhar. A fuga do mundo, da realidade que parece pesada demais. Mas enquanto que eu uso esta minha capacidade para me adaptar, adaptar a mim mesmo ao mundo que me cerca, ou seja, protegendo a fragilidade de minha alma em relação aos muitos espinhos que se encontram do lado de fora, ela usa a sua capacidade na tentativa de convencer as pessoas de que seu mundo seja tão ou mais real que a própria realidade. Por agora, ele tem inventado namoradas, sendo que uma delas é na verdade uma atriz britanica de hollywood que jamais teria qualquer contato com ele, ao menos se fosse um Carlos Slim com esteróides monetários. Meu tio encarna perfeitamente a ideia de mattoide que Cesare Lombroso pincelou. Seu estado constante de nervosismo, sua mímica perfeita, seu carisma exagerado, sua constante tentativa de unir a sua fantasia particular com o mundo real e a dissociação que não se faz apenas em termos de percepções da realidade mas também em termos morais, tornando-o extremamente prolífico na tarefa de inventar estórias e de tentar iludir o máximo possível de pessoas. Ainda que o tópico psicopatia ou dentro do espectro da personalidade anti-social já me tenha vindo a cabeça, eu começo a pensar que talvez, a sua dissociação com a realidade possa ter um efeito mais causal em relação a sua dissociação moral.

Tal como foi mostrado por Francis Galton, famílias onde os alelos para maior inteligencia abundam, também parecem sofrer de outras vulnerabilidades objetivas como as personalidades extremas e subjetivas como os desvios naturais de sexualidade. A partir deste achado, podemos inferir em como se daria a hereditariedade para excepcionalidade cognitiva…

Famílias com muitas pessoas inteligentes ou criativas (especialmente), tem maiores chances de também terem pessoas com personalidades extremas

Os genes que predispõe o meu tio para o seu transtorno mental, estão presentes em menor porcentagem em mim e podem estar tendo um papel na maior inteligencia verbal da minha mãe. A minha família direta também se destaca no quesito criatividade, onde todos tem ao menos alguma manifestação de talento criativo. A criatividade, principalmente a do tipo que pode ser usada no cotidiano, a apreensão por detalhes que as outras pessoas geralmente ignoram, está presente em meu pai, minha mãe e meus dois irmãos, só que eu pareço ser o único que gosta de analisar essas idiossincrasias, de fazer auto análise bem como a análise dos demais…

Já foi demonstrado que os mesmos genes que aumentam nossa inteligencia, podem nos fazer vulneráveis a personalidades extremas. Eu já comentei que as mesmas seriam como ”traços-estirão”, que tal como o garoto de 12 anos que acabou de esticar  e se encontra na fase de adaptação ao seu  novo corpo, situação parecida acontece com as pessoas acometidas por essas personalidades, mas que não será apenas uma fase transitória. O excesso de detalhes sensoriais entre os autistas, o excesso de energia e capacidade de combinações de ideias a partir de um igual excesso de percepções ambientais entre os tdah ou mesmo, as tendencias de irregularidades emocionais, que produzem incomuns percepções entre todos aqueles com potencial e condições extremas para produzi-las.

O excesso de imaginação em alguns, pode se encontrar mais parcimonioso em outros, dentro da mesma família, e a doença mental ou constante tentativa de auto controle cognitivo do irmão, pode se manifestar por meio da superdotação no outro. Uma espécie de ”anemia falciforme”, com a diferença na natureza polimórfica, tanto da inteligencia quanto da criatividade, uma forma de inteligencia.

Portanto, as famílias com grande proporção de pessoas muito inteligentes, podem ser muito mais vulneráveis a esta diversidade de variáveis fenotípicas do que aquelas onde existem mais neurotípicos e talvez, estes genes polimórficos, possam ter um papel no aumento da hereditariedade, especialmente da criatividade, do que em condições biológicas em que não existe uma constante presença deste grupo.

Criativo contínuo e criativo descontínuo

 

criativo contínuo é  aquele que está imbuído por uma indissociável relação entre sua personalidade e sua criatividade. Portanto, se sua personalidade é em si, criativa, então tudo aquilo que fará em seu cotidiano, caminhará para se relacionar a sua essencia primária, fundamental, isto é, a sua criatividade. O criativo contínuo se caracteriza por ter uma grande densidade de ideias criativas por dia. Eh o clássico criativo e tende a ser do tipo ”genuíno”, ao contrário do ”criativo savant”, que apresenta um talento técnico que se relaciona com autoexpressão mas que não é cognitivamente falando, a manifestação da criatividade em seu estado puro e dominante (a minha teoria sobre os diferentes tipos de criatividade). O adjetivo contínuo se refere a tendencia perpétua de ”ser” e de ”agir” criativo, sempre de maneira original. Muitas pessoas inteligentes não são ”seres inteligentes’‘, mas são seres ”que estão” constituídos por inteligencia ou inteligencia acima da média. Se o ato de ”ser” é indubitavelmente a própria personalidade, então, muitos ”inteligentes”, não o são, apenas apresentam em sua superficialidade, maiores habilidades cognitivas. Isto se refere a minha ideia (que não é exclusivamente minha, obviamente) de ”personalidade inteligente”, o ato de ”ser continuamente um ser inteligente” e isto quer indicar, ser inteligente em todos os aspectos da vida. O mesmo pode ser aplicado a criatividade, onde que algumas pessoas apresentarão dons criativos mas que não serão criativos, porque não estarão providas de uma personalidade criativa.

A personalidade criativa e especialmente em combinação com um indivíduo que é um criativo contínuo, tende a se caracterizar pela instabilidade emocional que é o resultado direto de uma hiper sensibilidade de percepções. A partir de um espectro entre mentalismo (psicoses) e mecanicismo (autismo), o criativo contínuo tenderá a se localizar mais perto do primeiro grupo, enquanto que o criativo descontínuo e também do tipo savant, tenderá a se localizar dentro do espectro do autismo.

 

Criativo descontínuo e o savant

 

O criativo descontínuo ou savant que eu já expliquei neste longínquo texto, se caracterizaria pela tendencia de descontinuidade da personalidade em relação as habilidades criativas. Tal como eu já mostrei por meio do texto sobre a personalidade inteligente, algumas pessoas são inteligentes enquanto que outras pessoas tem uma elevada inteligencia (geralmente técnica) mas  não são inteligentes. Parece existir uma diferença entre o ser e ter.

O conceito mais característico, puro e auto-explicável da criatividade é a de que esta se consiste na produção de ideias ou combinações de ideias, novas e potencialmente produtivas. O conceito bruto para a criatividade se relaciona diretamente com o pensamento divergente apenas. Mas como estamos dentro de um contexto social, então existe a necessidade de que as ideias criativas possam ser úteis também, de alguma forma.

Como eu mostrei neste texto que deixei o link, o ato de pintar uma paisagem de forma perfeccionista, não é criatividade pura em si, mas a manifestação de um componente secundário que a acompanha, a autoexpressão, tal como a replicação sonora de uma música clássica ou instrumental. A partir do momento que o talento se mostra mais evidente nos componentes técnicos do que na capacidade de inovação, então este poderá ser conceituado como criatividade savant.

O talento inato e genuíno também é um fator fundamental para a produção criativa, se já não possa ser considerado como um quase sinonimo para a criatividade.

A partir do uso destes adjetivos, contínuo e descontínuo, pode-se demonstrar e enriquecer paralelamente esta teoria, visto que notar-se-á com maior clareza que os dois grupos tendem a se manifestar de maneira diferenciada.

A densidade de ideias novas entre os criativos descontínuos ou savant será muito menor do que em comparação ao criativo contínuo.

O criativo contínuo será consideravelmente mais imaginativo que o criativo descontínuo, se ele terá uma grande densidade de ideias criativas por dia, então é lógico pensar que esta hiperatividade possa resultar com frequencia na produção de ideações criativas ou imaginação.

Ainda que a criatividade savant tenda a se sobrepor consistentemente com a criatividade descontínua, elas não serão a mesma coisa e pode ser possível encontrarmos criativos descontínuos que produzem ao longo da vida, uma boa quantidade de trabalhos criativos de alta qualidade.

 

Criatividade não é apenas para recreação e o papel do criativo contínuo na produção de ideias úteis para o dia-a-dia

 

Quando falamos em criatividade ou em trabalho criativo, a maioria de nós pensa imediatamente em pintura, literatura, dança, etc… Eh provável que pensemos menos na utilidade visceral da criatividade no mundo não-recreativo (ainda que todas essas atividades tenham o seu valor inestimável).

No entanto, as pessoas criativas e eu acredito que, especialmente, as criativas contínuas, que tem um monte de ideias inovadoras por dia, possam ser consideravelmente produtivas para a resolução de problemas nas mais diversas áreas como na política, na economia, na organização social, cultural e mesmo no dia-a-dia, em nano-escala de interação, como no gerenciamento de uma empresa ou na organização de uma casa. A criatividade encontra-se presente em todos os ambientes da espécie humana, mas no mundo moderno e talvez com frequencia, na maior parte do tempo, é tratada como um conjunto de atividades que são apenas recreativas, quando na verdade, pode e é extremamente importante em todos os aspectos de nossas vidas.

 

O criativo descontínuo tenderá a ser mais emocionalmente estável do que o criativo contínuo, porque como eu salientei acima em relação a identidade e a ação mecanico-contextual da inteligencia, a criatividade também tende a ser vivida de maneira diferente, dependendo da intensidade, por indivíduos diferentes, onde que o criativo contínuo acima de qualquer outra coisa, será criativo, enquanto que o descontínuo, tenderá a ter um talento criativo secundário.

Este pensamento parte da minha ideia de que exista uma hierarquia de dominação comportamental de nossas personalidades, onde que algumas tendencias serão mais afloradas do que outras e ditarão com maior veemencia nossas identidades.

 

 

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

renanbarreto88

Just another WordPress.com site

Castro456's Blog

O medo do nada

Delusions of Adequacy

And You Thought You Might Have Had Delusions of Grandeur

PARTO DE IDÉIAS

"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância." Sócrates.

Pshelinha

Um pouco de mim..

Pensar Novo

"Saber que você precisa mudar não é suficiente. Você precisa ter a coragem de fazer esta mudança." Robert Kyosaki

Mind Hacks

Neuroscience and psychology news and views.

Inside Perspectives

of Asperger Syndrome and the Neurodiversity Spectrum

Agoraphobia Subliminal Hypnosis

Come out of the woods, the dark, come into the light. As a recovered agoraphobic, I've designed these audios over many years in order to help you. Charles K. Bunch, Ph.D.

Antimidia

Textos sem sentido, para leituras sem atenção, direcionados às pessoas sem nada para fazer.