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Sábia brincadeira de aprender

Eu aprendo, aprendo só de ver
eu aprendo, aprendo a me entreter,
brinco de entender, meu mundo jovem já é cheio de lições de moral,
me acumula de espaço e tempo, oh memória, que tem amnésias por aquilo que não importa,
aquilo que me falta, minhas raízes são mais soltas, eu esqueço e por isso invento,
esquecer para reescrever, criativo é seu vento sem zelo, que muda de passos quando esquece onde deveria prosseguir,
que chama a sombra de alma e a alma de olhares, que se esquece porque não está nem na terra nem no ar, não é senão mais do que um avatar,
c’algumas vezes, é preciso esquecer para aprender,
ignorar ou saber por si só, só pelo interagir, pelo olhar, entender com o corpo, absorvê-lo e renovar o sangue cerebral,
sábio o que guarda os erros também, preciso ser imperfeito, para buscar pela perfeição,
preciso reconhecer em mim estes parafusos soltos para celebrá-los ou para consertá-los antes que se libertem,
preciso o sentir, mais do que entender, porque só se entende pelos sentidos, pela empatia d’alma, por amar àquilo que se simboliza,
preciso errar para acertar assim como preciso do calor para sentir o frio fugir,
preciso ver algumas ideias voarem por minha mente genuinamente aberta, para capturar novas ou para observar estes balões coloridos se fundindo à nuvens grossas,
eu preciso perceber para ser sábio e criativo.

Mais tempestades e tremores d’alma

Do anjo ao demônio, da empatia à razão

Fazer o bem?? Vamos todos então, só que poucos te entenderão. Vives a contemplar a sabedoria, espelhares teu espírito, em anestesia, a toda a realidade, podes ver o simples e o porquê de sua contorção, o homem está nu pra ti e não é por segundas intenções, és preciso em suas maquinações, de repente se alucina, sente, percebes donde o erro brota, chamam-lhe o pervertido, mas quem faz o mal não é meu amigo, é o verdadeiro, o descabido estúpido, que não podes ver toda a pintura, bela, soturna, complexa e simples, podes gravar todos os passos da bailarina, em seu único rodopio, seu peão é o tempo, passado, presente e o que vem pela frente,
Nasceste um anjo, e terminaste demente de humanidade, de tão demasiadamente, sabe reconhecer os de ti, sabe reconhecer reflexos de espelho, de alma,
Tornaste o vilão, o próprio diabo, o peso do juízo, estão todos a afogar e você se sobressai alado, a observar, congelado pelo ar, frio desta montanha melancolia, tua identidade a te contestar como uma filha a um pai, quem sou eu, quem são eles, por que és tão diferente?? Por que está sempre ausente, solitário no meu pensamento,
Empaticamente, racional, que podes fazer o bem forte e enfraquecer o mal, mas quem liga, são todos boçais, tocando tambores de horrores, são todos uns animais, alguns são seus senhores, não podes fazer nada, tu não és ninguém, és um sonhador incompetente, um narciso que ainda não quebrou o espelho, que poucos vêem, não é interessante para a destruição coletiva chamado massa, que atropelam qualquer um que esteja a sua frente, não é um encantador de crinas inconscientes, não está aqui, teu corpo frágil sim, teu espírito apenas sobrevoa a terra, vermelha, humana ou verde, amarela, cor de sede, tu tens fome de ação mas se perde em seu palacete de emoções, de sensações e percepções. Não é fatalismo, é a razão. Não crie expectativas e talvez…

Tempos distantes, pensamentos discrepantes

Para o astuto, não existe o amanhã, só o agora que importa, ele tem noção da irrelevancia de se ruminar sobre noites que ainda serão dormidas ou ações que ainda serão realizadas, se realmente acontecerão. Está preocupado em vencer pequenas batalhas, que resultarão na vitória de uma guerra. Seu maior talento é a auto conservação, é o constante melhorar, seu pensamento dá um razante acima daqueles que pensam muito no antes ou no depois, e mesmo naquele que é um pouco familiar. Mas não basta o pensar prático e sem talento, é preciso ser mestre do próprio movimento, do cheque mate, do manipular. Quer aquele que sonha e sempre sonha quando se está fora do lugar, quer aquele que está sempre preso ao passado, sem o respeitar, porque para faze-lo, se deve aceitar, tratar com amor e tempero o seu acúmulo de vivencias e percepções, a pequena e levada sabedoria, chamada astúcia, que não tem a sua seriedade, se usa como uma prostituta da oportunidade, que encontra brechas onde não há, para aquele que pouco uso faz de sua inteligencia. O astuto faz, e muito, usa o cérebro mais que tudo, é seu bíceps a trabalhar. Chega antes de terminar, dá muitas voltas em seus oponentes e com um sorriso ardente a estampar, é uma brincadeira inconsequente com muitas dores a cultivar. A sabedoria sem freio, o trem que anda rápido demais mas tem um passageiro a lhe domar. Mas quando o fogo não pode ser controlado, uma hora ele vai te queimar, pode ter certeza, sua brincadeira tem hora certa pra acabar. Sabedoria não é o brincar, ainda que em partes também seja, mas principalmente a harmonia, é a própria vida e sempre a busca do sossego ao invés do conflito, se antecipar mas criando e inovando, a união perfeita da criatividade e seus pulos, com a razão e seus muros de humildade, não pode passar mais do que isso, fique aí por agora e respeite minha ordem.

O astuto sempre vence mas perde para a sua velocidade ascendente e descontrolada, quando se perde na própria jogada.

A velocidade do pensamento. o natural e o esforço

O pensamento mais orgânico e rápido de nossas mentes se chama intuição. de tão veloz, muitos os chamam de inconsciente ou inspiração. mas se esquecem que sua velocidade é de perder o fôlego, de tão rápido, não podemos perceber. o esforço foi feito antes de se conseguir nota-lo. pensamentos naturais brotam de nossa personalidade e de nossa cognição. não tem como para-los, vem do instinto. são reações que expressam nosso pensar, nosso bem ou mal estar. em alguns pensantes, quando há febre, as ideias nascem sem parar e as regurgita em versos únicos ou ensaios de estudar profundo, todo o fenômeno a rodear.
alguns pensamentos podem ser seguidos, pode-se senti-los, do nascimento ao parto, nosso útero cerebral. o pensamento consciente e esforçado se baseia no preparo, para melhorar. onde se antecipa à naturalidade, porque se fazem intervenções. antes de nascer quente, em convecção, se manipula, oh indigente, e se produz um castiçal, um produto. educar para memorizar. especializa-se visando no trabalho que irá encapsula-lo. nada disso é criativo, nem sábio. é cognição sendo dada, para plantations  a sustenta-la, chamado civilização. decorar é a nova lição, estéril em esplendor, repetitiva em sua ação. são correntes de uma grande engrenagem. a antitese da naturalidade intuitiva é o esforço em vão, é tentar ultrapassar fronteiras da própria razão, é ter esperança que a decepção é só um mal necessário enquanto que é o fim inicial, tenta-lo é desafiar os mais primordiais principios da criação, a inteligência. talentos podem brotar, mas somos únicos e ainda cabemos em subgrupos. se não pode aceitar isso,me desculpe, mas mude de profissão, se estiver em algum campo onde que se sabe em sabedoria que  este espectro, entre o natural e o esforçado, é um fato consumado, baseado em percepções de pensamento abstrato e de concreto.

Sem querer querendo

eu invado reputações, e as destruo, eu sou um hacker de espíritos, eu não posso evitar, o faço quando acho que deve ser feito, tem de ser plausível, fazer sentido, merecer… aí estraçalho, tudo o que guardei sem querer, é jogado contra a parede, a sina de quem nunca esquece.

A minha reaçao é viver
eu sou tão atordoado pela angústia de existir, que a minha reação é viver, mais do que qualquer um, mais do que eu poderia, mais do que desejaria, eu faço de maneira irracionalmente racional, não meço passos de dança, pulo até suar, até feder, porque eu quero viver, eu estou vivendo, intensamente, melancolicamente, euforicamente, vendo sóis se porem e noites se escurecerem, o meu fogo é baixo, mas arde, é como uma picada de formiga, ninguém dá nada por ela, acha que vai passar, mas demora uns 3 dias até parar de doer, é pequeno mas é valente, teimoso, não apaga por qualquer coisa… a hiperrealidade é por deveras pesada, mas eu continuo com meus músculos e bíceps existenciais a mante-la em suspensão, esta é minha reação, viver.
Blitz de emoções e todo dia é dia de ser…
Nasci as 7 da manhã, acordei diferente, mais fechado, mais alérgico, interpreto o que há em minha pele, aquilo que penso ser a minha persona mais grata, dou um valor a mim mesmo e internalizo emoções que não são minhas, eu sou o sol dentro de um corpo, sou Deus brincando de humano, sou a razão fechada em uma jaqueta, descasca-me oh ternura, me faz sentir o frio vento da noite escura de agosto, aqui, onde o cruzeiro do sul é mais risonho, de camada em camada, eu me encontro, meio selvagem, meio diplomata, uma cascata de sensações através de um espelho onde me vejo, sempre sendo, e deixando de ser, sede por desejos,  inconstante, mesmo nos detalhes mais escondidos de minha pele avermelhada, falho e defeituoso, que mutou demais, que não passou na fila da apatia funcional, oh santa normalidade, que ao me desprezar, fez-me imortal desde a tenra idade, a me vigiar, tal como a mãe que ama em despero o rebento mais rebelde, a mulher, a presa personificada em leitosa maternidade, mesmo quando alimentaste um glutão, o amaste, sem qualquer reflexão, não é mecanica, não é mais homem, mais máquina, é exagerada-mente humana. Amanhã quem sabe, meu destempero possa relevar-me diferente, mais guerreiro, mais sensual e galante.
O silencio da serenidade
O céu e o seu despertar preguiçoso, o ouvir da vida renascendo, o cheiro de noite se esvaindo rente ao sol imponente, rindo e convincente, ”eu vou te esquentar”, música do coração, a conexão, parar um pouco e respirar profundo, este agora é meu mundo, ‘eu sou o rei”, ”eu sou a minha felicidade”, estou melhor sozinho, quando estou acompanhado por Deus a sussurar palavras sem forma em meus ouvidos, ”sinta e agradeça”, eu obedeço sem diretrizes estabelecidas, me estabeleço e penso com meu amigo, meu caráter, ”por que não podem sentir** isso é tão bom!!!”, sereno toque de uma paixão, de entender tudo, mesmo sem entender, sabe que é assim que tem que ser e deixa, entre o acordar e o estar acordado, a nossa vida se restabelece, a pseudo-morte, de sonhos e pesadelos, ou um cochilo de um dia inteiro, desce e levanta forças para mais um dia, ”Adeus cama, te vejo mais tarde”. Bom dia café, senti saudades, meu caro!!

Confissões de um nunca-adolescente, astutamente indolente

A dádiva de se nascer incompleto

A dádiva de nascer incompleto. incompleto, criança pra sempre, que pulou a adolescência, que é um pequeno prodígio, que suas habilidades aterrissaram pueris em tenra idade, e não mais evolui por sua cognição, o faz com base no intelecto, aquilo que lhe restou, incompleto, que com seus pés descalços, olha infantil e pra sempre o fará, desenvolve a infância, sem nunca superar a barreira da ”vida adulta”, amadurece na simplicidade, arrogância vulcânica e passageira, na pureza lasciva de ser a sua eterna esperança de uma vida ”adulta”, pequeno em seus passos, potente em suas asas, continua a imaginar o impossível, a sempre ver o lado bom, e a estar espantado com a obscuridade  humana, a de ser o incompleto sábio, que vive do lado de fora da realidade contextual, que está fora dos muros do castelo, o observa por um teleférico ou balão de pensares, navegares por mundos nunca dantes pensados, se sente amado por sua dádiva, a de ser único, solitário e transeunte de perguntas e teorias, incompleto, que parou antes que todos, que não cresceu mais, que precisou ser capaz de se inventar, no desolador descompasso de seu pulsar, de sua vida intrepidamente interrompida, neotenica de alma, anciã de sabedoria, se criativiza para sobreviver a si próprio, é um constante conflito, um ínfimo universo ativo dentro de ti, o filho que sempre será, pervertido em seus passos mais animais, de certo que tudo conspirou contra o singular, e veja só, que lindo, teus grandes olhos testemunha noite e dia a contradição de ser uma aberração, mais anomalo que o bípede insano regular e ainda mais humano, mais particular, porque o auto conhecer é toda a hora, a cada minuto, vislumbrar o próprio instinto que troca luvas por sapatos, os pés pelas mãos, que é tão artificial do que uma torre parisiense ou uma obra de arte, e tal qual, duro de ferro ou de material, apenas observa os tropeços habituais de sua sina humanidade.

Filho do fenômeno, filho sem pai

filho d da raridade, filho sem pai nem mãe, filho que nasceu do fenômeno, da singularidade, do milagre ou padrões únicos, filho sem família, sem eira nem Beira, que não tem conchavos, que não é de uma máfia de genes, que é livre, até demais, que é louco em ser o contraventor-mor, que contradiz contradições, que é o fogo forte de um corpo fraco, que sente que todo o dia é diferente, que se sente e sempre se sentirá como um vento solitário, que de repente, faz balançar folhas de bananeiras e continua a sua caminhada, só.

Paixões são certezas e nós lutamos por elas

paixões são certezas, nós lutamos por elas, quando lutamos por nós mesmos, refletimos como um espelho aquilo que nossos neurônios se identificam de Imediato, racionalizamos a emoção e isso se chama ideologia, misturamos o pensamento racional para enfeitar nosso instinto sem filtro, que se expressa sem ser perguntado, nosso ponto fraco, nossas indissolúveis vaidades, transformadas em argumentos, nos enganamos e queremos enganar a todos, não pensamos pelos outros, em direção a neutra razão, mas para dar um sentido lógico à nossa vaidade essencial, e é por isso que ainda não deixamos a infância, como macacos-crianças, idealizamos, cristianizamos as virtudes transformando-as em metafísica, porque não podemos abandonar a nossa própria sombra chamada paixão, auto empatia em cada pseudo debate, mostrar-se mais do que fazê-lo sem compromisso tendencioso, não são fogueiras de egos, são salas cheias de espelhos, a verdade também está dentro de ti, mas tu és apenas parte da realidade. todos nós agimos como pequenos totalitários quando usamos nossas mentes prodigiosas para vender o próprio produto, a nós. ”Me compre, venha comigo, me adore, eu sou mais eu, que se dane a verdade ou a harmonia de todas as magnitudes de verdades, as pequenas e múltiplas peças que a compõe, eu sou um planeta e tudo gira em torno de mim, eu não vou equilibrar minha força aos outros planetas e produzir uma harmonia de sistemas solares ou lunares, e é por isso que eu só posso vos dar o meu caos chamado egoísmo alienado”.

O conhecimento dos próprios limites é a sabedoria

o conhecimento dos próprios limites é a sabedoria, a verdadeira e derradeira educação . a vida pode ser de um enriquecer profundo, mas especialmente para quem nasce curioso e ávido para obter seus maiores tesouros, sua procura é natural e algumas descobertas  se fazem com base no atropelo, de tanto procurar, tropeça naquilo que tanto almejava, ninguém nasce pronto, nasce potencial, para melhorar a si mesmo, construir seu próprio castelo, único, de tamanho certo, encomendado pelos deuses do mistério, lobotomia esta que chamam educação, acreditam que o sentido da mudança se faz ao natural, mas é certo que transformações não são nada sem a participação do essencial, a essência, que não podemos aumentar o tamanho de montanhas tímidas ou de modificar o estado da água, além daqueles que já conhecemos, que tudo obedece a limites e que o ser humano e seu comportamento, obedecem às mesmas leis que regem as formas inanimadas de existência, que a física prova nossa imutabilidade relativamente maleável, que tem muros que jamais poderão ser superados, transpostos. Que não há nada de errado em aceita-los, é pra isso que existe a criatividade ou adaptabilidade. o adaptar é modificar positivamente as duas forças que estão em constante atrito, o conjunto de variáveis inanimadas e abstratas, frutos do pensar complexo de criaturas bizarras e as variáveis biológicas que compõem essas pequenas Nações de um só cidadão, estes universos em ebulição pueril, que todos nós somos. Somos físico,e temos limites próprios assim como também possibilidades, conscientes ou não. que bom, não somos iguais, somos únicos ainda que estatisticamente aglomeráveis. A relatividade prova a existência de múltiplas perspectivas, mas certos olhares são quase tão abrangentes e corretos quanto toda a comunhão de todos estes, são hierarquicamente relevantes . Alguns olham com tamanha precisão, que faíscas de antemão, se projetam como deleite de sua enormidade enquanto capacidade de acerto. a educação não tem como princípio fazer-nos senhores de nossos próprios destinos mas de nossas obrigações enquanto ferramentas relativamente dispensáveis do sistema, que corrompe todos os nossos sentidos, enquanto que clamamos pela vida, liberta porém com responsabilidade, a maior de todas as formas de educação é o autoconhecimento, é o verdadeiro ato de evoluir enquanto ser humano, de também  ser útil pra si, e será pelo conhecer dos próprios limites que se poderá mensurar o tamanho de cada corpo e de seu potencial mais evidente. o meio não dita quem eu sou, minha adaptação é constante e talvez inconsciente, meu espectro de aprendizado não é infinito, eu preciso tatear cada parte do meu ser de pensamentos, de atividades. eu sempre monto  um novo quebra cabeças, mas minhas peças são as mesmas, minha comunhão de variáveis biológicas, as peças que precisam ser conectadas às minhas é que podem variar muito, eu dou a minha assinatura de interação a esta constante construção. o ambiente não sou eu, ainda que como o poeta morto vivo, este profundo místico e atipicamente racional, o empiricista das paixões, possa considerar-me como copiador compulsivo da realidade, do ambiente por si mesmo, de espelhar minhas ações a ele e de tentar espezinhar cada ponto de ruptura, meu sistema é supra-perfeito, porque busca a fidedigna representação da realidade.

O poeta, arrependido porém decidido

Se existe uma palavra mal educada e verdadeira que possa descrever o espírito de um poeta, não resta dúvida de que seja o ”arrependimento”. Os mais sublimes versos já escritos, em sua maioria, estão constituídos deste sentimento que tem potencial para ser corrosivo. O poeta chora pelas estrelas que pode ver, porque se pudesse, se tivesse uma força profunda e mesquinha dentro de seu ser, se cegaria para que não mais cheirasse o aroma de sua própria profundidade e de sua consequente consciência de morte. O poeta ama a vida que tem, mas a odeia também. Sua alegria ao encontrar a beleza de toda a natureza, respirando arte em seu estado mais puro e singelo, é contagiante, tal como falar de amantes inflamadas de paixões desconcertantes ou de juras de amor alçadas no esplendor da juventude, todo o sentir sem o filtro de verdades e certezas, estéreis de vivência e de consumação, que se consistem todas as matrizes de padrões de ilusão coletiva, que é o ato de dizer sem agir, de abusar das palavras, açoitá-las com a língua como um chicote, na tentativa de lutar contra a constante maré da liberdade associativa chamada verdade absoluta, a mãe de todas as filhas, as verdades imaturas ou que dependem da hierarquia e combinação para se sustentarem, imaturas como peças desgarradas de um quebra cabeças ou de mentes frescas e pueris que estão apenas tateando o mundo. O poeta sempre se arrepende e despeja este lamento de uma improvável recuperação, em seus versos mais tristes e solenes, emana dor de uma ação, um desenvolvimento inato, de sair do conforto de bênçãos sem substrato, em direção à meia verdade, entre o mundo do misticismo consciente de animais evoluídos em seu ato mais conhecido, mentir pra si mesmo e viver, e a verdade apessoal, assombrosa de um universo que não responde aos choramingos teus. Se arrepende, mas não tem volta, porque este é o seu lugar, se desenvolve, independente da escola ou da igreja, porque é certo que estas meias certezas te engolirão como seta do destino a lhe apontar, desde cedo sente o teu coração se apertar, mais e mais, sente medo mas não tem como se desvencilhar, não é cientista, frio em seus cálculos, másculo em sua bravura de olhar sem paixões, porque o poeta é o último dos místicos e o primeiro dos céticos, é o intermediário estado da melancolia, que é apaixonada e teimosa entre os espíritos que crêem, e  é bem mais contida e metódica, o cientista sem ter a sede e razão de viver, vive porque sabe que é aquilo que deseja fazer, sua mente lhe prepara antes de nascer, é um ser sem tempero, teu sabor e o teu cheiro não tem artifícios de paladar,  degustas a vida sem vivenciar toda a sua brisa de atitudes e de sentires, é tão certo de ti quanto é de sua realidade. Por este lado, se parece um bocado com o místico, ora dogmático, ora catártico, ora poético, a caminho da bílis triste deste tipo, o mais errante em estar certo de si é o poeta. Este é o que menos sabe, e talvez seja o mais sábio, neste aspecto, ele não duvida, ele vive a dúvida. tem mais perguntas que respostas, porque tem mais angústias que alegrias, é feminino, instável, temperamental, apaixonado pela vida, curioso sobre a morte e incapaz de estabelecer amizade com a dúvida. esta mais lhe parece com a mulher que casou por dote, que fode sem qualquer amor, ainda que sinta desejo na penetração, é um casal que se aguenta pela inércia do equilíbrio que emanam entre si. Funcionam de um jeito, mas precisam sacrificar o outro, onde se basearia no amor. Arrependido, o poeta é, mas está decidido a continuar seu caminho solitário, sociedades de poetas mortos existem, mas não existem as sociedades de poetas vivos, parecem se repelir quando tentam se encontrar e conviver, talvez porque precise do contraste, de triste, basta ele, o poeta e seu cantarolar.

A moralidade do escravo e outros pratos…

A moralidade do escravo

O funcionário do mês, seu sorriso largo e comprometido, sua alegria incontida, de servir ao sistema, independente do quão injusto e vil possa ser, ele não liga, não está preocupado com estas cousas profundas, apenas com a sua moral, a de ser um perfeito servo, de ser um instrumento em sua capacidade de transmitir sereno a ordem pungente, pulsante que tolhe o caráter negociável do humano comum, com pequenas e sabidas negociações, doses parcimoniosas de harmonia, em ciclos viciáveis de felicidades, pequenas, consumíveis e que precisam de constante manutenção, vícios de uma mente escrava de si mesma, que não teve a sorte de ser elástica em seu próprio conhecer, concebe certezas pela dinâmica que interage, se apaixona em primeira mão por esta fraca visão, trata como verdades aquilo que vê pela televisão, não é plenamente livre, sente que depende de outros para pensar, sem eles, vê-se cego a se esbarrar, não é escravo apenas por sua situação de mundo, pois teu predispor o faz imundo em sua razão, incapaz de interpretar, só sabe ouvir e aceitar, mesmo o de brio mais arisco, ainda será enganado por suas próprias paixões. Há uma eloquente hierarquia de liberdades mentais, se não é a si mesmo a lhe ferir, será o sistema quem lhe dirá o que fazer, como e quando fazer. A moralidade do escravo é a moralidade do regime a lhe forçar, a sua filosofia é a de servir cegamente, de atender ao teu chamado mais instintivo, tua natureza muito apessoal, que incorpora diretrizes de todo um coletivo, ao invés de buscar por seus próprios princípios. não existe individualidade, quando só existem obrigações, a moralidade de abaixar a cabeça e sorrir: ” estou sendo eu mesmo, uma peça de quebra cabeças, e nada mais”. O dever de ser cego vem antes do de ser vivo e ver, isto ou aquilo. Não existem dúvidas, não existem  angústias, apenas o próximo trabalho, o próximo servir impecável, lábios felizes por seu pragmatismo. O crente mais fanático pelas caricatas versões de realidade que a besta humana é brilhante no ato, o lunático perfeito, comporta-se como um lorde, o seu senhor mais altivo, mais seguro de si. Porque quando tem pouco cá dentro, não há muito com que se preocupar, porque o equilíbrio se fará mais fácil em sua gestão. “Eu não me interesso por perguntas ou respostas, sou protetor da ordem que sirvo, de qualquer uma delas, porque eu sou assim, deste jeito.”

Dramas de profundidade

Profundo estado de saber tudo ou ao menos de procurá-lo, de ser implacável, de construir seu próprio sistema, de ser a sua própria nação, de amar em profundidade, de sentir na carne, toda a angústia de perdas mais do que prováveis, de estar ciente do tempo, que pode não existir mesmo independente de ti, mas que existe em seu próprio corpo, drama o de sempre buscar pelo vento frio, ao invés do sol de inverno, que esquenta nosso espírito. Que aprenda a preferir pelo sol e a de fazer arte com  palavras de alegria, com a alma a dançar e não a sentir a dor de seu passar, do vento a nos devorar, que a consumação se faça com sorriso, vivemos e continuamos a faze-lo, tudo é experiencia, é experimento, tu és um rato de ensaio, mordendo o próprio rabo sem sair do lugar.

Saudades que se perdem ao sabor do tempo…

…que passa e nos leva sem pedir licença, que me faz ve-los por suas mãos a silenciar a presença, triste bença do despedir, que se renove pelo novo desejo de se reunir, novamente, e sempre… mesmo quando não mais houver como, que este eco faça parte de ti, uma ferida ou uma nova camada de alma, de amar infinitamente quem alegra a sua vida, bendita seja.

Poeira da vaidade, a vacuidade da juventude de alma de um sábio

A poeira da vaidade, canticos de solapagem, a dedilhar pontífices e seus artifícios, de manter o pasto salgado, que levanta a comunhão microscópica de eventos e de saberes, estes que tu viste ao sabor do auto-contemplar, que o límpio reflexo de ti fez-se sem precisar faze-lo, e que se apaixonaste por tua’lma, rica de vivencias únicas, amante de si, coadjuvante de tuas paixões mais intrínsecas, mística e anaĺítica, que ve teus padrões nascendo de tua fonte mais pura, o instinto, de sua vacuidade enferma como um morto vivo a observar a cena mais natural e inconsciente, de tua abrupta energia e sobriedade soturna, de seus extremos e de sua desenvoltura ao perceber-se a sombra, viste tons de brilhos reluzentes, das cores mais puras, até aqueles que lembram o teu lado mais sombrio e inquietante, teu ato de agir como um amante do calor, do sol e de tua influencia, de teu humor em tempos quentes, de ser como ao ambiente e não ser convulsivo por tuas influencias mais pestilentas, como por raro aconteceste.

Respeito a (pseudo) religião**

Se eu te respeito e a recíproca é perfeita, então não tem jeito, é assim mesmo, se chama empatia, para que se produza altruísmo, uma mão lava a outra, é uma corrente de simpatia, pela alma amiga ou mesmo desconhecida, mas que com sorrisos de alforria, se liberta de sua escravidão chamada ego egoísta e se torna um ego alquimista, que faz mágicas pensando na harmonia.

Deus é um só, é uno e só pode ser fidedignamente reproduzido por nós, humanos, em seu melhor momento, em sua melhor aparição, ele não tem rosto, porque é tudo.
Eu não respeito quem não merece, respeito quem é sábio, e por isso poucos podem te-lo. Há de se ter paciencia para com aqueles que, a priore, se deixam levar por suas paixões vãs, seu instinto, sua naturalidade que não se harmoniza, mas julga sem racionalizar, sem ter a mente lisa e compacta.
Religião é o ato de tatear no escuro, buscando por um sentido maior para a própria vida, tentar crer sem ter certezas, de buscar pelas respostas mais coesas e profundas de nosso ser.
Religião também pode ser traduzida por amor, pela harmonia, pela estabilidade, pela humanidade, de se encontrar parada rente a um furacão a lhe engolir, e resistir, de observar e pensar, por que** Onde está** para que** Traduzir o seu conceito de ser humano.
Não é uma inquisição de pessoas, mas de ideias, de tentar vence-las, de tornar dúvidas em respostas, de mágica, de alquimia, de misticismo realista. De ver aquilo que sua visão não pode te mostrar, de tentar ver o corpo que te encasula, o gigante céu, sua Lua, e seus mistérios.
A Terra nos dá vida e ar, porque se harmonizou, agora nós precisamos fazer o mesmo. Mas devemos também mante-los, estes selvagens intelectuais que usam seu instinto animal para buscar, para inovar. Só que por agora, não será mais com base na destruição, nas na empatia entre seres vivos e eternamente estáticos, entre o atrito da existencia viva e da existencia morta, que é parte da Terra e não um indivíduo, que não tem juízo de suas ações.
Seu Deus exaltado de seus lábios, não existe, não é ação, é uma estorinha triste de ódio e de destruição, abençoado por seres vis e sem consideração. Chega deste lixo, eu quero a verdadeira religião, é um amor a razão, a pessoas reais, a fazer-se sábio e a sussurar atitudes ideiais.
Eu não respeito quem usa ilusões para viver a realidade. Não respeito cultos de perseguição, sem sentido. que caiam por terra, eu quero a criatividade, a sabedoria e a inteligencia como minhas fés mais profundas, crer em mim mesmo. Eu quero que voltemos ao desenvolvimento da autoconsciencia.

Algumas bençãos…

Intuição, o elo perdido
Agir sem pensar, mas pensando em segredo, sem se perceber, o bater perfeito de asas, o pulo do gato, o farejo de um cão, a destreza de um leão, já nascem sabendo, lhes é natural ser um gênio da própria ação, à intuição, de pouco empenho e muita natureza, ao natural, com certeza. Pensar pela intuição, os animais sempre fazem. É pelo instinto que se comunica diretamente com nosso espírito, que a razão não nos deixa ver. O humano e seu destino de ser uma mistura, de saber sabendo do de saber sentindo, pela emoção, por estilo da criação, ainda dizem que o animal não é criativo, inventam-se uma vez e vivem então. Repetem o mesmo hábito, mas  aperfeiçoam com a intenção, de viver a vida.
É um jogo de escolhas, o sentir pela força da emoção intimista, de sentir-se e entender esta sensação, ou de privar-se, em busca de uma explicação, seja por um sacerdote ou lendo Don Quixote. Encontrar-se, enquanto que os animais já sabem de si, não se iludem com a ilusão, de ser o que não se espera,  se é.
O gênio em sua criação se degenera ao estado de um não-humano, de um fenômeno, uma manifestação, de confiar em si mesmo, de expor sua singularidade, de revelar parte de seu segredo, de seu pacto com Deus, ao qual todos os seres fazem. Ser mais animal, responder reagindo, mas depois de uma intensa reflexão, de alguns segundos, sorrindo para a razão, mostra seu amor pela verdade, por aquilo que se pode tocar, com mãos de fadas ou sons que exalam,  a confiança de seu instinto, a força em seu destino, e seguir.
Do anjo ao demônio, da empatia à razão
Fazer o bem?? Vamos todos então, só que poucos te entenderão. Vives a contemplar a sabedoria, espelhares teu espírito, em anestesia, a toda a realidade, podes ver o simples e o porquê de sua contorção, o homem está nu pra ti e não é por segundas intenções, és preciso em suas maquinas, de repente, se alucina, sente, percebes donde o erro brota, chamam-lhe o pervertido, mas quem faz o mal não é meu amigo, é o verdadeiro, o descabido estúpido, que não podes ver toda a pintura, bela, soturna, complexa e Simples, podes gravar todos os passos da bailarina, em seu único rodopio, seu peão, é o tempo, passado, presente e o que vem pela frente,
Nasceste um anjo, e terminaste demente de humanidade, de tão demasiadamente, sabe reconhecer os de ti, sabe reconhecer reflexos de espelho, de alma,
Tornaste o vilão, o próprio diabo, o peso do juízo, estão todos a afogar e você se sobressai alado, a observar, congelado pelo ar, frio desta montanha melancolia, tua identidade a te contestar como uma filha a um pai, quem eu sou, quem são eles, por que és tão diferente?? Por que está sempre ausente, solitário no meu pensamento.
Empaticamente, racional, que podes fazer o bem forte e enfraquecer o mal, mas quem liga, são todos boçais, tocando tambores de horrores, são todos uns animais, alguns são seus senhores, não podes fazer nada, tu não és ninguém, és um sonhador incompetente, um narciso que ainda não quebrou o espelho, que poucos vêem, não é interessante para a destruição coletiva chamado massa, que atropelam qualquer um que esteja a sua frente, não é um encantador de crinas inconscientes, não está aqui, teu corpo frágil sim, teu espírito apenas sobrevoa a terra, vermelha, humana ou verde, Amarela, cor de sede, tu tens fome de ação mas se perde em seu palacete de emoções, de sensações e percepções. Não é fatalismo, é a razão. Não crie expectativas e talvez…
A metáfora do avatar para explicar o gênio
Aquele que domina todos os elementos, que tem um grande potencial, um grande horizonte associativo, que vê padrões simples em seu mundo abstrato, que não confunde complexidade com confusão, que continua a pensar depois de adentrar a um mundo de múltiplas perspectivas, de muitas dimensões, que pode ver todos os lados de um  objeto inanimado e de fazer o mesmo ao fenômeno humano. O avatar, um gênio, o sábio que pode modificar os ventos e criar novas trajetórias. Ele não é dual, mas sente o atrito da competição, da dualidade, dentro de si. Ele não a vive, a entende, e cria a partir deste conhecimento, de sua singularidade, da interação de seu intelecto e de sua necessidade, única, poderosa e custosa.
Água não pode com o fogo, e este com o vento, a terra absorve a todos, mas pode ser perturbada por cada um de maneiras diferentes. E o genio, o avatar, lhe entende.

A velocidade do pensamento, o natural e o esforço

O pensamento mais orgânico e rápido de nossas mentes se chama intuição. de tão veloz, muitos os chamam de inconsciente ou inspiração. mas se esquecem que sua velocidade é de perder o fôlego, de tão rápido, não podemos perceber. o esforço foi feito antes de se conseguir nota-lo. pensamentos naturais brotam de nossa personalidade e de nossa cognição. não tem como para-los, vem do instinto. são reações que expressam nosso pensar, nosso bem ou mal estar. em alguns pensantes, quando há febre, as ideias nascem sem parar e as regurgita em versos únicos ou ensaios de estudar profundo, todo o fenômeno a rodear.
alguns pensamentos podem ser seguidos, pode-se senti-los, do nascimento ao parto, nosso útero cerebral. o pensamento consciente e esforçado se baseia no preparo, para melhorar. onde se antecipa à naturalidade, porque se fazem intervenções. antes de nascer quente, em convecção, se manipula, oh indigente, e se produz um castiçal, um produto. educar para memorizar. especializa-se visando no trabalho que irá encapsula-lo. nada disso é criativo, nem sábio. é cognição sendo dada, para plantations  a sustenta-la, chamado civilização. decorar é a nova lição, estéril em esplendor, repetitiva em sua ação. são correntes de uma grande engrenagem. a antitese da naturalidade intuitiva é o esforço em vão, é tentar ultrapassar fronteiras da própria razão, é ter esperança que a decepção é só um mal necessário enquanto que é o fim inicial, tentá-lo é desafiar os mais primordiais principios da criação, a inteligência. talentos podem brotar, mas somos únicos e ainda cabemos em subgrupos. se não pode aceitar isso,me desculpe, mas mude de profissão, se estiver em algum campo onde que se sabe por sapiencia que  este espectro, entre o natural e o esforçado, é um fato consumado, baseado em perceções de pensamento abstrato e de concreto.

Mais pensares…

Lança o olhar, o bote

A cavucar pingos de Brahman, saltar sem qualquer panorama, antes, o olhar, o bote, cheira perigo, se ascende e morde, dentes e segura o fôlego, em breve, tu vens me atacar, eu replico no teu olhar, meus olhos brilham, se prepare, seu covarde, tua liberdade, eu vou cortar, asas de Santo, de um vigário malandro, eu te conheço, não penses que não sei, tua mentira eu disfarcei, uso-a como vigília do teu erro, verdades ei de dize-lo, te deserdo e no aperto, eu vencerei, não tenho medo, eu sou como tu, mas melhor, disto estou certo, indiano em desespero, casta fúnebre do teu rei, tu és um homem sem lei, franze atesta, admite que ganhei, de novo, neste jogo de pensar como um corvo, não te aliviarei.

Sonho, um lugar comum de estórias sem sentido

Se sente, quase ausente a lógica dos eventos,
O que acontece aqui dentro ó, em minha cabeça grande, é ignóbil, sonhos puros de um trajeto, minha estória sem estar nele, o narrador como o primeiro, a pessoa a vivenciar algo que está em sombras de confusão, uma certeza que é apenas mundana,  acordar e sorrir, éé, meu caminho é Este aqui, o meu, o véu da noiva noite o faz sorrir, ao abrir dos olhos, o Sol nasce, a coruja dorme e tu renasce, que vida foi aquela que encarnaste?? O sonho e seus mistérios, que bela arte, a consciência de não estar ali, mas de fazer parte, por que tu gargalhaste?? É verdade!!

Um pé lá, outro cá

Criança, mortal, aí de mim!!
Arrogante e pedante, uma jovem sina,
Seus poucos anos a postular, EU SOU!!
Cara criança de face branca, então, tu não és!! É um bezerro desmamado, ainda vai ser!! Podes crer, mas eu ainda serei!! Dizes a mim?? Eu sei. Serás o que me transformei. Tenho muito mais memória e sabedoria, tu nem sabes, ainda aprenderá muito, sabia??
Claro, mas tens inveja disso aqui. Olhe pra ele, lembra-te?? Eu posso acaricia-lo e senti-lo. Mas já passei por sua perda, agora o esperarei aqui e depois, vou ama-lo pra sempre, cultiva-lo como uma bela jasmim, meu cão amigo, eu entendo, eu sei que já te perdi,
Não amola, não inventa, eu ainda estou aqui, não me dê sermão, eu entendo, é hora de dormir!!
Eu sei que vais sonhar com um pesadelo, verás mil faces e mil pernas a te encobrir, um oceano de opressão vai sufocar a sua razão, vais gritar por mãe e lamentar por esta sensação,
Meu amor é eterno, ele está no meu coração, não te lembras? Eu nunca esqueço. Mas não me peças para dizer sobre endereços. Meu lembrar é como o luar, é preciso e verdadeiro. O irrelevante eu logo deixo prosseguir para o teu esquecimento.
Boa noite criança que eu vi crescer, que eu fui.

Alguns uivos cantantes…

Volta o tempo…

Volta por favor,
Volta um pouco, deixe-me lembrar de ti,
Deixe-me senti-lo novamente,
Volte, não precisa ficar, que fique a sensação, daquele tempo, volte já,
Não tem como retornar??
Todo dia, eu fico a me lembrar, é recorrente, os momentos são muitos, mas a vontade é a de sempre,
Relembrar, lamentos por sua implacável mudança,
Que culpa eu tenho, não quero esta desventurança de medi-lo,
Sensações, momentos, como que tudo é ruim e lento, quando o vivemos,
E como é doce e bucólico, quando lembramos,
Volte pra mim, quero sentir como não se houvesse o vento de partir,
Como se passado e presente estivessem aqui,
De ficar suspenso e não ressentir, que o passar do tempo me dói aqui,
Volte, por favor, só um pouquinho, por que não?

O ódio de instinto

Inflama o recinto, sinto na flor da pele, todo o meu corpo se contorce, a frustração de não poder reagir, a vontade sobre humana de agredir, de dissecar o lixo humano, de fazê-Lo agonizar até perder a Voz, o ato de praticar justiça, de limpar a sujeira, de conter o espectro da destruição, de segurar o furacão pelos cabelos, de chutar gente má pela barriga, de se alegrar ao ver o sangue escorrer livre, e abençoar o chão frio, de fazer com as próprias mãos, aquilo que abnegam por uma falsa razão, uma tolerância pelo errado, pelo mal encarnado, pelo corruptor desgarrado e pronto para atacar vítimas indefesas, a mente se esquenta e o coração aguenta, se enche de espinhos, se torna um mensageiro, o anjo guerreiro, que não é a negação metafísica da ação, mas uma harmonização abrupta, da força pela luz, pela luta e não de uma reza fajuta, de um mantra sem sentido, de um eterno esperar por uma justiça divina, não, deve-se agir agora, se o que vê é tão na cara, tão real, vê o mal ganhar e se sente no dever de reagir, de matar a maior de todas as doenças, a indiferença pela excrescência do humano abismal, deve haver o reagir, de salvar quem pode te fazer sorrir, não são os anjos que merecem morrer, mas se são fracos por demasia, é a sua vertente guerreira que deve assumir, o vento da morte anti natural deve ser contido, de preferência revertido e se consumir sem matar nenhum companheiro, de graça e virtude.

Coração pulsa n’alma

oh saudade me saúda, murmura meu amor de aquarela,

pinta forte, cores de querer,

n’alma uma nau sem destino, vagando bela e constante por águas de um martírio,
amar demais, querer se entregar ao sabor do toque e da leve dor,
sentir sem choque, este estranho pudor,
ruboriza-me a face e me faz fácil para sorrir,
sonho-me tonto e o transe enquanto eu existir,
pulo no lágo n’alma do coração do meu partir,
parto as cores do meu cheiro, do nosso entrelaçar,
sussuros de desespero de tanto amar.
De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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