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Pensar com a mente e pensar com o cérebro

Pensar com a mente = releitura do pensamento

Metáfora da velocidade do objeto para explicar a reflexão do pensamento
Velocidade mais fraca do pensamento, causada por baixa internalização, não provoca o ”ricocheteamento” do mesmo e portanto se consistirá em um pensamento parcialmente reflexivo.
Metaforicamente falando, imagine que vc está dentro de uma sala em formato quadricular e hermeticamente fechada, e a sua frente tem uma parede muito dura. Então, vc pega uma bola de tenis e a lança em direção a esta parede. Dependendo da força com que joga, a velocidade poderá fazer a bola voltar em sua direção. Força e velocidade fortes, resultarão na volta da bola, e se forem muito, muito fortes, então a bola ricocheteará pela sala, tal como se estivéssemos em um jogo de squash. Força (motivação intrínseca) e velocidade (capacidade cognitiva específica para o domínio hipotético) determinarão se haverá reflexão do pensamento ou não. Quanto mais fortes forem a motivação intrínseca e a capacidade cognitiva específica, maior será a complexidade e entendimento do pensamento, porque, partindo de uma lógica intuitiva, quanto mais vezes voce olhar para o mesmo objeto de estudo, mais detalhes voce irá encontrar.
As pessoas neurologicamente comuns, principalmente, tendem a pensar com o cérebro. Mas todos nós fazemos isso não é* Sim, mas elas irão parar por aí, enquanto que outros irão duvidar do próprio cérebro ou de suas conclusões. Em partes, quando revisamos nossos pressupostos ou quando construímos nossas-novas pontes de entendimento sobre um determinado ramo do conhecimento humano, estaremos usando o pensamento reflexivo, refletindo inúmeras vezes, algumas vezes de maneira inconsciente ou conscientemente inconsciente, tal como se tivesse ”uma pulga atrás da orelha”, até o ponto de ruptura e da máxima verbalmente proferida
”isso não faz sentido”
A ”mente” é uma mescla de variáveis, a maior complexidade e energia do cérebro, que o faz obviamente mais enérgico, ativo e também a maior autoconsciencia, a capacidade de imaginar, extrapolar cenários de inúmeros tipos, bem como também de se imaginar separado do corpo e de seu cérebro, de ve-lo como parte integralmente importante de si, mas que não é sinonimo de sua personalidade, que se faz em conjunto, sistema corpo-mente.
A paixão do ego cognitivo!!!
Entre 2012 e 2013, eu me interessei pelo ”canhotismo”, um dos assuntos de que mais tenho falado aqui. De início eu internalizei todos os estudos (muitos deles, altamente tendenciosos) sobre o assunto, incluindo aí as famosas listas de canhotos (ou de possíveis canhotos) eminentes. Pelo fato de ser canhoto, percebam como que nos interessamos e somos mais empáticos com assuntos que se comunicam com nossas biologias, eu me tornei  positivamente preconceituoso com a ideia de que os canhotos fossem ”mais inteligentes” que os destros. Então eu fui percebendo que não era bem assim e então comecei lentamente, porém com consistencia, a questionar os mais novos dogmas que passaram a preencher parte de minha vida. A grande proporção de canhotos que me pareceram estúpidos a primeira vista, em uma comunidade de rede social, e a construção de meus axiomas metodológicos, que correu paralela, serviram de base para me convencer de que estava sendo muito preconceituoso em relação a este tema.
Meu cérebro se interessou pelo assunto porque ”ele é canhoto”, ora pois, e chegou a conclusões tendenciosas. Alguns canhotos podem chegar a conclusão inicial contrária da minha, como por exemplo, ”é mentira que os canhotos sejam mais inteligentes”. Então será que eles foram mais rápidos que eu, são ou foram mais reflexivos*** Pode ser que sim, dependerá de caso pra caso. Mas geralmente, o primeiro pensamento não será reflexivo e resplandecerá aquilo que o seu cérebro pensou, nosso ego inicial. Portanto, pessoas canhotas com baixa auto estima podem apenas refletir os seus próprios sentimentos de inferioridade em relação a máxima ”os canhotos são mais inteligentes”, negando-a. O primeiro pensamento externalizado pode parecer ou mesmo ser fruto de reflexão, mas é necessário analisar a construção de uma linha de pensamento por mais tempo do que constatar qualquer coisa com base em algumas frases, porque isso também será como ”pensar com cérebro, sem refletir”. 😉
Portanto, apenas quando vemos o produto final de várias reflexões e releituras dos pensamentos iniciais, é que poderemos defini-los como ”reflexivos” ou ”retido de esforço mental”.
”Canhotos são uma população diversa”
”canhotos são fruto de mutações ou de epigenética”
”portanto, existirá maior aleatoriedade, indicando que alguns canhotos poderão ser muito inteligentes  e outros não”.
….
”definição de inteligencia” ”definição de qi” ”o que o qi realmente avalia”
etc etc etc
Isso é pensamento reflexivo, isso é pensar ”com” a mente, é ricochetear o pensamento várias vezes, vendo-o por vários angulos, para chegar as conclusões mais corretas.
….
”definição de inteligencia” ”definição de qi” ”o que o qi realmente avalia”
etc etc etc
Isso é pensamento reflexivo, isso é pensar ”com” a mente, é ricochetear o pensamento várias vezes, vendo-o por vários angulos, para chegar as conclusões mais corretas.
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Ciencia popular. Como que a maioria parece entender e como que é….

40% dos canhotos são esquizofrenicos***

Eu já comentei sobre essa pesquisa que foi realizada pela Universidade de Yale e que descobriu, por meio de uma pequena amostra, que 40% dos pacientes esquizofrenicos escreviam com a mão esquerda. A relação entre canhotismo e predisposições psicopatológicas já parece estar bem documentada. Claro que correlação não significará totalidade. A maioria dos canhotos não serão de ”doentes mentais”, mas haverão muito mais deles dentro desta população do que em relação aos destros.

O que mais me chamou a atenção quando li essa pesquisa e quando vi a sua repercussão, foi a maneira estúpida com que foi transmitida pelos ”repórteres especialistas” e como que as pessoas, em média, a entendeu, incluindo aí muitos canhotos.

A relação entre canhotismo e desordens de muitas naturezas, pode ser comparada a mesma relação desta segunda com o sexo masculino. O diferencial do testosterona. Pelo que parece, as pessoas que denominamos como normais ou neurotípicas, tenderão a apresentar uma distribuição normal de hormonios. Em compensação, os neuroatípicos, até aqueles que de fato padecem de condições mentais (e que afeta todo o corpo) sindromicas, seriam muito mais propensos a apresentarem disfunções ou abnormalidades (contextuais) hormonais, ou seja, muito testosterona ou muito pouco testosterona… , sem levar em consideração a interação com os hormonios ”femininos”. Talvez, não seja apenas uma correlação neste caso, mas sim uma causalidade organica, pois se há qualquer disfunção hormonal, isso também significará uma disfunção mental. Os hormonios modulam nosso comportamento. Homens com mais testosterona, presume-se, que se serão mais masculinos em seu temperamento, comportamento e cultura neurológica (a cultura pessoal que construímos com base em nossa inteligencia ou cognição+ personalidade). Mulheres com menos testosterona ou com mais estrogenio e progesterona, serão, em média (ou não, isto é, outra possível causalidade organica) mais femininas. O testosterona é o responsável pela maior estatura dos homens, suas maiores variações em personalidade, inteligencia e características psicológicas e em seus traços extras como maior quantidade de pelo no corpo, o próprio penis. O testosterona é uma mutação extra que produz o homem. Sendo uma mutação, então será esperado que cause maior diversidade ou aleatoriedade (limitada) de resultados. E o canhotismo aparece como um destes bio-produtos e que por si só também resultará em uma diversidade de tipos. O testosterona pode atrasar certos desenvolvimentos no útero (ou, como pode ser possível também, já na concepção, se produza um ”script” de desenvolvimento, ou seja, a vulnerabilidade epigenética, ou roleta russa natural, pode ser herdada, já durante a fase primordial da formação da vida) ou adiantá-los. Homens competem mais entre si porque são mais variáveis enquanto que as mulheres, em termos de cognição e personalidade, serão mais parecidas e portanto, são menos propensas a competirem, da mesma maneira, extremista, com que os homens tendem a fazer. Onde tem contraste, haverá mais competição, que no entanto, é interessante notar que, além da competição entre tipos distintos, também haverão competições dentro dos grupos similares, visando o topo da hierarquia. Então temos ‘melancólicos versus extrovertidos’ mas também temos ”extrovertidos versus extrovertidos’.

Pesquisadores fazem uma ”descoberta’. Profissionais ”especializados” (ou nem tanto) da mídia transmitem a descoberta para os leitores que por sua vez, poderão socializar essas ideias em seus cotidianos. O resultado se aproxima da imagem acima, a famosa brincadeira do ”telefone sem fio”. Nesta brincadeira, o primeiro comunicador passa uma informação, que será deteriorada, de boca em boca, até chegar completamente diferente na última criança que irá ouví-la. Portanto, temos o exemplo deste estudo.

”Dos 140 pacientes esquizofrenicos, de um clínica, 40% reportaram escrever com a mão esquerda”

”Os canhotos são mais propensos a serem esquizofrenicos”

”Os canhotos são mais esquizofrenicos”

”A maioria dos canhotos são esquizofrenicos”

”40% dos canhotos são esquizofrenicos”

”canhotos e esquizofrenicos são sinonimos”

e por aí…

Quem irá ter a amável curiosidade de ler o bendito estudo**

Poucos. E mais, muitos tecnicamente inteligentes, farão parte do grupo que absorvem notícias sem questioná-las. Por isso que eu já comentei aqui que eles podem ser muito perigosos, ainda que não façam de propósito.

Portanto, o pesquisador, e é muito comum na psicologia, lança um conjunto superficial de informações sem detalhá-las, que será transmitida de maneira literal por jornalistas e que por sua vez será socializada de igual maneira entre o público que foi exposto a ela.

Então vamos estimar qual que seria a real proporção de esquizofrenicos entre os canhotos e entre os destros.

Vamos estimar, por meio da população americana, que é de 320 milhões de indivíduos (e cada vez mais moreninhos). 10% dos americanos são canhotos ou 32 milhões de pessoas. 1% dos americanos são esquizofrenicos ou 3,2 milhões de pessoas. Vamos, primeiramente, utilizar a porcentagem encontrada neste estudo que foi de 40% de canhotos entre os esquizofrenicos analisados. 40% de 3,2 milhões é igual a 1,28 milhão. Agora vamos aplicar a regra de 3. 1,28 milhão está para x assim como 32 milhões está para 100% ( o total de canhotos em números absolutos que vivem nos EUA).

32 milhões – 100%

1,28 milhão – x

4%

Portanto, partindo dos resultados encontrados, 4% dos canhotos seriam de esquizofrenicos.

Agora vamos estimar o percentual de destros esquizofrenicos.

288  milhões de destros – 100%

1,92 milhão de esquizofrenicos destros – x

0,6%

Mas como eu não sou bobo nem nada, eu duvido que o percentual de esquizofrenicos canhotos seja tão alto quanto 40% dentro do grupo dos esquizofrenicos e 4% entre os canhotos.

Meu palpite é que o percentual será em torno de 20% de canhotos entre os esquizofrenicos e 2% de esquizofrenicos entre os canhotos.

Sem levar em consideração as diferenças entre canhotos ”puros” e os canhotos ”mistos” ou ambidestros.

Entendendo o esquerdismo

Entendendo (ou, tentando entender) o esquerdismo:

Esquerdistas ou ( socialmente)  liberais são mais propensos a serem
ansiosos,

depressivos ( homens  fortemente conservadores também reportaram maior incidência de depressão mas bem menos que entre os fortemente esquerdistas ),

a sofrerem de fadiga crônica

a terem transtorno bipolar e transtorno sazonal de humor,

a terem sono mais instável e a terem maior frequência de sonhos com temática homossexual.

Por que os esquerdistas insistem sobre a supostamente ”enorme” influência de ”fatores ambientais” para explicar o comportamento humano ao invés da genética??

Boa parte dos argumentos feitos pelas pessoas, mesmo as de maior inteligência, em conversas e debates televisivos ou no cotidiano, são baseados em auto-projeção. Quando defendemos qualquer ideia, é muito provável de estarmos defendendo a nós mesmos. Não é um debate de ideias neutras retidas de uma apanhado de hipóteses racionais, mas sim de teor ideológico, e isto quer indicar, dualista ou extremista, tribalista e pessoal. Os socialmente conservadores não escolheram a sua ”ideologia de vida”, eles SÃO conservadores, em algum grau importante e difícil de ser mudado ou que  se relaciona umbilicalmente com a sua essência existencial ( reprodução e/ou sobrevivência) . As pessoas que sao mais emocionalmente instáveis podem de fato serem mais influenciadas pelas intempéries ambientais do que em relação aquelas que são mais emocionalmente controladas. Portanto, pode-se dizer que especialmente para os socialmente liberais ou esquerdistas, os ”fatores ambientais” ou ”não-genéticos” podem ter um maior impacto em suas respostas reativas de curto e longo prazo  do que por  exemplo, em relação aos conservadores ou a pessoas mais emocionalmente maduras. Quando nega qualquer participação genética no comportamento humano, o esquerdista médio está apenas fazendo auto projeção, que não seria muito diferente do que dizer ”Eu sou mais influenciado pelo que acontece de curto a longo prazo comigo… e isso deve acontecer com todo mundo”.
Claro que a conhecida ignorância esquerdista em relação a lógica ou coerência mental e ciência, especialmente  a biológica, também interfere no produto final ou  suas argumentações coletivamente uníssonas e holisticamente equivocadas.
No entanto, algo mais profundo do que apenas ”estupidez”, deve ter maior importância  na deflagração das crenças esquerdistas sobre behaviourismo. Da mesma maneira que a explicação para o comportamento habitual de conservadores médios, fervorosamente religiosos, perpassa as crenças filosóficas no livre arbítrio (autisticamente literalizado), que chamamos de predisposição genética, o mesmo acontecerá com qualquer grupo ou mesmo a nível de  indivíduo. Eu não duvidaria que as pessoas que são mais emocionalmente instáveis fossem também mais propensas a acreditar que seu comportamento fosse fundamentalmente modulado pelo ambiente e não a partir da atuação em conjunto  das intempéries ambientais e  de fatores genéticos ou nós mesmos, tal como que é compreendido por boa parte dos cientistas da área. O esquerdismo também parece se relacionar de maneira distinta com o narcisismo em comparação ao conservadorismo. Narcisistas em média são mais propensos a fazer considerações retidas de suas próprias opiniões. Não é errado fazer isso, eu mesmo uso a todo momento esta técnica aqui no blogue, o problema se dá  quando fazemos generalizações ilógicas ou inferências equivocadas, o famoso exemplo

‘eu não concordo que os negros sejam menos inteligentes, porque eu mesmo conheço muitos que são muito mais inteligentes que muito branco”.

Os esquerdistas também podem ser mais propensos a sofrerem de transtorno pós traumático. A hiper sensibilidade emocional que no passado era denominada como histeria, pode ter um papel para as constantes atitudes de extrema intolerância por parte deles quando se deparam com opiniões que destoem das suas. A incoerência mental é uma característica marcante entre muitos esquerdistas. A partir daí abrem-se brechas para muitas especulações.

A hipótese ”inteligente mas nem tanto”, se daria pela possibilidade de que o esquerdista médio seja a representação média das pessoas de inteligência (técnica ou cognição) razoavelmente-alta, de nível de estudante a professor universitário, principalmente das humanidades. Que não é uma assumidade cognitiva mas também não é um ‘‘average Joey”. Quando comparamos esquerdistas e conservadores clássicos, vemos diferenças pronunciadas entre suas capacidades médias, apenas pelo que  suas ideologias dizem. Por exemplo, o esquerdista médio tende a ser ateu e a duvidar da narrativa bíblica ou de qualquer outra religião, ainda que ensaie alguma tolerância superficial para a pluralidade religiosa ( menos o cristianismo porque seus Mestres lhe ordenaram que fosse assim ).  Em compensação, o conservador médio, em média ( e bota média nisso),  tende a acreditar literalmente nestas estorinhas de início de civilização. O pensamento mágico é uma característica importante em sociedades pré-civilizadas e uma boa parte dos conservadores por acreditarem nestes papos de igreja, são mais prováveis de serem mentalmente ”primitivos”.

O esquerdista médio e as cepas mais evoluídas de conservadores se assemelham mais entre si no sentido de que são menos propensos a terem crenças baseadas em pensamento mágico ou que não pode ser comprovado. Neste aspecto, o esquerdista será em média, superior ao conservador médio ou clássico. Mas uma boa parte das crenças que os esquerdistas dizem seguir não estão enraizadas nem na lógica intuitiva nem em lógica empírica. Por exemplo, a maioria dos ateus, que dizem acreditar e entender a teoria da seleção natural de Charles Darwin, também tendem a se definirem vagamente  como ”anti racistas”. O ateu médio adora postar em redes sociais que ”somos todos iguais” ou que ”os cérebros das raças são os mesmos”. O ateu médio que tem boas chances de ser mais voltado pra esquerda no espectro ideológico / político, é mais esperto ao renegar que as metáforas milenares da bíblia sejam factuais mas entra em coma racional ao entrar no coro dos behaviouristas comportamentais ao negar qualquer participação genética no comportamento humano.

Darwin é melhor que Jesus, mas Lamarck ganhou de Darwin???  quando o conservador médio, o religioso literal, se depara com o básico da ciência, sua cabeça tende a entrar em pane. Já o esquerdista, ainda terá alguma tolerância com a ciência, mas sabemos que é  muito baixa e não é suficiente para torná-lo incrivelmente inteligente ou ao menos predominantemente racional.

A hipótese ”estúpidos no poder” e ”senso comum” 

Se baseia no fato de que existe um trabalho por de trás do palco em que se almeja colocar esquerdistas em posições de poder. Se sabemos que eles costumam ser péssimos governantes, então uma explicação plausível para fazerem isso é a de que estes agentes secretos ( ou nem tanto)  desejam  sabotar nações, especialmente as ocidentais, com outras finalidades em vista. Os esquerdistas aparecem perfeitos para a função porque seus líderes costumam ser de psicopatas ( dos conservadores também ) enquanto que os seus seguidores  costumam ser de pessoas muito ingênuas ( e estúpidas, ingenuidade extrema é uma forma de estupidez) . Isso sem falar no braço eleitoral demograficamente relevante, que é composto por dependentes ‘pobres’. É por isso que dizem que o esquerdismo se consiste em um regime facistóide com um sorriso no rosto. Nas sociedades hierárquicas e primitivas dos seres humanos, aqueles que detém o poder, são os que ditam as regras de convívio e as crenças que vão predominar. Sim, racionalidade, empatia, inteligência, criatividade, sabedoria, são palavras ideais para mundos ideais, na realidade humana, ganha quem é mais forte.

O famoso ”consenso popular”.

Portanto, se os esquerdistas dizem que os homossexuais são extremamente superiores aos heterosexuais, então com base em chantagem e repetição constante nos meios de comunicação, este exagero se tornará a mais pura verdade. E o esquerdista médio se tornará convencido de que as suas ideias estão corretas se celebridades e pseudo-cientistas carreiristas lhes disserem que o que acredita esta correto.

A hipótese  ” Born that’way”

Acreditamos ou somos forçados a acreditar que inteligência seja sinônimo  de racionalidade. Mas a inteligência é um termo muito vago e racionalidade, segundo muita gente, se baseia no ”senso comum” e não naquilo que é, na verdadeira causalidade conceitual e literal!! Portanto, ser cognitivamente inteligente, não será um salvo conduto para ser tambem mais racional, e o fenomeno do esquerdismo nas frações inteligentes nos mostram que esta realidade está parcialmente correta.  O pensamento lógico racional é oriundo de duas variáveis essenciais da vida, sobrevivência e reprodução. Estamos a todo momento pensando numa maneira de mitigar potenciais riscos de morte.

Outra teoria, complementar as outras é claro, é a de que o aumento da complexidade mental tenda a resultar em perfis cognitivos ”aberrantes”, tal como eu sugeri no texto ”pai yuppie, filho hippie”. E que o esquerdismo possa ser tal como um perfil intelectual intermediário (novamente, pegando a ideia de que algumas características sejam intermediárias). Interessante que quando eu tinha 18 anos de idade, fui solapado por ideias claramente esquerdistas. Por exemplo, eu me lembro que quando comecei a estudar demografia mais a fundo, fiquei muito feliz com o multiculturalismo na Itália (mais especificamente) e me encontrava ansioso por mudanças demográficas, isto é, que a população italiana se tornasse mais e mais ”diversa” e ”menos branca”. Sim, eu tinha 18,19 anos, um ano depois de ter entrado na faculdade. Será que em termos de idade mental, o esquerdista médio poderia ter parado na casa dos 18 anos**** Faz até um certo sentido visto que apesar dos claros déficits cognitivos holísticos (ou morais), eles tendem a ser mais preocupados com situações que denota maior amadurecimento. O caráter intermediário do esquerdista médio nos mostraria que ele se encontraria entre um conservador clássico ou médio, que tem poucas certezas sobre a sociedade (capitalista) em que vive e entre intelectuais de grande capacidade. Meio filósofos que acabam morrendo no meio de uma lagoa, chamado esquerdismo. Será**

Um estudo recente onde que foram produzidos ratos de laboratório mais inteligentes, descobriu-se que além da  maior capacidade (óbvia) de aprendizado ( e adestramento??), estes ratos geneticamente modificados também se tornaram  menos alertas a perigos iminentes de vida, como por exemplo em relação à presença de gatos, seu predador habitual, no mesmo ambiente em que se encontram. Menores níveis de ansiedade podem ser bons para o aumento da capacidade cognitiva ( aprendizado ou adestramento**) , mas também podem resultar na redução da capacidade de vigília, de sobrevivência.

Alguma semelhança com os esquerdistas???

Sabe-se que o parasita toxoplasma quando infecta o cérebro de ratos, provoca a indução do comportamento suicida, que faz com que o rato afetado sinta uma mórbida atração pelo gato, seu maior e mais conhecido predador.

E imaginem que o mesmo parasita parece estar relacionado com o comportamento suicida entre os seres humanos. (e eu fico imaginando, cá com meus botões, se eu não tenho esta galerinha em minha cachola). Claro que todo ser humano tem microorganismos em seu corpo, e como eu já falei algumas vezes aqui, existe uma diversidade de tipos e funções. Sem falar que nossos genes, de acordo com a minha hipótese, seriam relíquias coevolutivas dos primeiros microorganismos, das primeiras formas de vida, e nós seríamos como os seus bolores.

Alguma semelhança com os esquerdistas e sua conduta com criminosos violentos** (ou predadores humanos).

O esquerdismo ideológico pende neurologicamente para a dominância ”anomala” do lado direito do cérebro, que explicaria a ocorrência mais elevada de disturbios de humor entre eles como ansiedade e depressão.

Hipótese, esquerdismo como déficit na capacidade de reconhecimento holístico de padrões (aquilo que realmente importa, reprodução-sobrevivencia) .

Uma recente pesquisa encontrou que enquanto que os conservadores tendem a ser de pensadores holísticos, os esquerdistas tendem a ser de pensadores analíticos. Um pouco complicado resumir uma possível complexidade correlativa apenas desta maneira, mas parece fazer sentido, conceitualmente falando, que os conservadores sejam mais atentos com a imagem maior, ainda que de maneira pleistocenica, enquanto que os esquerdistas sejam mais propensos no pensamento analítico ou que busca detalhes dentro desta imagem maior.

Influencias ambientais seriam encapsuladas por interações genéticas entre os seres envolvidos e em relação ao meio em que vivem**

O fator genético no comportamento humano parece, conceitualmente falando, mais relacionado com uma suposição de natureza holística enquanto que o fator ambiental ou circunstancial se assemelha com uma suposição de natureza analítica.

Parece evidente que o esquerdista médio tenha uma tendencia para ter déficits na capacidade de pensamentos de natureza holística, de capturar a imagem maior. Sua ingenuidade, em partes, pode ser explicada justamente por este déficit.

Animais domesticados são socializáveis e treináveis. Conservadores também seriam mais como animais domesticados, mas de uma cepa mais antiga.

Hipótese” todas as alternativas anteriores, tudo junto e mischturado”

O mais provável de ser,

o esquerdismo é uma predisposição comportamental inata, lembrem-se da minha metáfora da piscina para explicar a hereditariedade e expressão de comportamentos , que tende a ”acometer” uma importante parcela das pessoas que ”pertencem” ou podem ser alocadas dentro da ”elite cognitiva”, que em jargão unilateral psicométrico, quer dizer, que ou aquele que pontua acima de 120 em testes de qi e que também tende a ser mais comum em pessoas com nível (de estudante) universitário de capacidade (técnica ou) cognitiva. Existe um complo(t) conspiracionista que tem como uma de suas estratégias, usar pessoas (relativamente) inteligentes e muito ingenuas como pelotão de apaziguamento reativo, isto é, aqueles jovens mais artísticos que gostam de chamá-lo de ”racista, homofóbico, misógino” (e em parte eles tem razão, a verdade está em todo lugar) assim como também o grupo de carreiristas oportunistas (em jargão psiquiátrico, psicopatas de alto funcionamento), mentirosos profissionais, que se utilizam de toda a sorte de chantagem emocional, pseudo-científica e ou semantica para manter o trem suicida chamado ”Ocidente” no caminho em que está trilhando.

”Racismo”, ”homofobia” (apesar de aspeá-los, isso não quer indicar que esteja desmerecendo as suas existencias negativas dentro das interações humanas), ”misoginia”, são usados como armas verbal-semanticas e emocionais para calar a dissidencia mas também como distrações, além de toda a sorte de indústria recreativa, inclusive e talvez especialmente a cultural, para  as massas  de todas as cepas cognitivas em relação ”aquilo que realmente importa”, ainda que, o bom e civilizado tratamento a todos os tipos neutros e virtuosos (especialmente) de seres humanos também seja algo que importe e muito. No entanto, estas expressões vagas de ordem não tem como intuito ”fazer o bem”, mas fazer o mal disfarçado de bem, ” os fins justificam os meios”, dizem. Os esquerdistas, como eu vou falar em outro texto, parecem ser mais geneticamente mutantes que os conservadores, em alguns aspectos, por exemplo, na grande proporção de homossexuais dentre outros tipos de sexualmente fluidos, de maior incidencia de distúrbios de humor etc…

Ingenuos, menos tribalistas (porque tendem a serem menos parecidos com os seus pais e parentes***), menos sexualmente dimórficos, mais criativos, mais intelectualmente orientados, sendo selecionados para ocupar posições de poder…. e também com déficits em pensamento holístico**

A metáfora da linha reta da diversidade do desenvolvimento humano para explicar o espectro da lateralidade e da sexualidade

O desenvolvimento humano normal ou normativo se dá com base na regra ou normalidade de acontecimentos evolutivos a nível individual. Herdamos relógios biológicos, alguns que funcionam fluidamente, de maneira contínua, constante, outros, que funcionam de maneira inconstante, com base em rompantes ou em depressões de sua pulsação ascendente.

Se o desenvolvimento é rápido desde a concepção, então nós teremos uma maior predisposição para a herança de relógios biológicos anormativos, de ser espetacular em algumas funções e primata em outras, como um savant, especialmente aquelas que são muito acionadas para o conviver habitual de sociedades ritualmente condicionadas, de passar por rituais de passagem e ver-se alçado ao posto de ”maduro adulto”, que paga as próprias contas, que ”é dono de si”. Ou de ser apaixonado pelo próprio espelho e a de buscar em seus iguais de genero, aquilo que lhe ”faltou” durante o seu desenvolvimento, o homem ”incompleto” ou a mulher que em excesso de masculinidade, se mostram ‘anormais’ aos olhos da natureza e bem vindos aos olhos da filosofia e da possibilidade de produzir pensares  e vivencias destoantes e por que não, fascinantes…. o outsider biológico.

O excesso ou a falta de desenvolvimento habitual ou comum, que perfazem aquilo que chamamos numericamente de maioria, a mesma maioria que tanto exponho por aqui, produzirá a diversidade de tipos, daqueles que não tiveram sorte e nasceram mutantes demais, até aqueles que por um quase-milagre, se desenvolveram como aves muito raras.

E mãos que escrevem pelo lado esquerdo e que possam pensar pelo lado direito, é provável de serem abundantes neste espectro de heranças de desenvolvimento curto assim como também daquele de desenvolvimento prolongado, que ultrapassa o ‘esperado’. Nós temos uma poça de lama e seu meio, que está livre de sua natureza pegajosa. Nas médias, vivem a maioria, a normatividade, aquela que perfaz o caráter coletivo da espécie a que pertencemos. Mas somos menos humanos que as massas, porque somos mais únicos.

O normal estatístico será menos canhoto porque a normalidade de natureza demográfica tende a favorecer ao desenvolvimento organico mais equilibrado. Não é uma corrida, mas tem um ponto de chegada, que não será nem para mais nem para menos.

Nascer incompleto ou completo demais, geralmente se caracterizará por uma vida com mais tormentas do que com calmarias. Mas para estas aves raras, as tormentas serão acompanhadas por clarões de hiper-razão ou hiperracionalidade que poderá levá-los a hiperrealidade, ao mundo onde que culturas, religiões e humanidades são produzidas.

Menor ou grande peso ao nascer podem ser fatores essenciais na produção dos espectros anormativos de desenvolvimento psicológico, sexual, cognitivo e cultural dos seres humanos.

Huxley postulou com sapiencia sobre as diferenças entre aqueles que nascem diferentes e podem ver o mundo a partir de perspectivas únicas em comparação aqueles que são estatiscamente normais.

Nas linhas curtas ou longas de desenvolvimento biológico, mora o sofrimento e a alegria mais genuínos de nossa espécie.

Doug Funny, Skeeter e qi

Sarcasmo**

Sempre fui fã do desenho animado ”Doug Funny”. E uma das principais razões para o meu carinho em relação a esta animação, se dá pela grande semelhança entre o personagem principal e eu. Ele ”é” canhoto, observador do mundo a sua volta, mais maduro para a sua idade, imaginativo, tímido e sim…. quando era criança, eu também tive minhas paixonites do sexo oposto (e que quase sempre eram do tipo ”popular”, a patricinha que quase todo nerd tende a se apaixonar, desastrosamente).

O tempo passou, eu cresci (mas não assassinei a criança que gostava de ver este desenho nas tardes sem compromisso e quentes dos anos 90) e o desenho continuou a passar na tv, só que em um canal diferente. Então, em um belo dia, eu resolvi assisti-lo novamente. O episódio que estava passando, foi inédito pra mim e caiu tal como uma luva em relação as minhas ideias atuais sobre inteligencia, qi e mensuraçao real de intelectos.

Neste episódio, foi aplicado um teste de qi para a turma de Doug, na escola. Enquanto que Doug tirou uma pontuação mediana, Skeeter, o seu amigo azul e abobalhado (porém, gente fina), tirou uma pontuação ao ”nível de genio”. A lição de moral foi ”as aparencias enganam”. Skeeter, aos olhos de seu melhor amigo, ”parecia” ser menos inteligente e isso se dá especialmente por causa do seu comportamento. Esperar-se-á que os mais inteligentes tenham vocabulários mais rebuscados, sejam mais focados em assuntos intelectuais ou cognitivos, enfim, se comportem tal como o estereótipo do ”garoto ou da garota inteligente”.

Características comportamentais se correlacionam com niveis de inteligencia(s) e até pode-se dizer que façam parte dela, por ser causal em termos de motivação ou interesses específicos. As pessoas ”menos inteligentes” estão mais preocupadas com a socialização, em média, enquanto que os ”mais inteligentes” estão mais preocupados com ideias, teorias, enfim, de fazer alguma atividade intelectual do que de participar de eventos sociais.

Apesar de concordar que, para muitos casos, as aparencias sejam enganosas, isso não significará que isso anulará a regra. Porque a regra é a de que comportamento e intelecto se correlacionem harmoniosamente.

Outro problema, clássico, deste episódio, é o de determinar que ”um” alto qi seja mais importante do que a própria maturidade e inteligencia do personagem principal, Doug Funny, um jovem imaginativo e observador da cena cotidiana.

A pontuação acima da média de Skeeter, ainda foi correlacionada a capacidade científica de alto nível. Eh verdade que tem havido uma forte correlação entre qi alto e ciencia, mas isso não significa que será exatamente como pensam os fetichistas de qi, onde que os mais inteligentes terão de pontuar muito alto em testes de qi. A enfase aqui é equivocada ao determinar o qi como mais importante que o conceito geral, holístico e realista de inteligencia e a partir disso, traçar uma linha de hierarquia, onde que aqueles que não se conformarem mediante o critério qi, serão menos inteligentes do que aqueles que o fizerem.

No mundo real, a diversidade, a contextualidade e a complexidade, as 3 idades que eu já falei aqui, é que determinarão este conjunto complexo de hierarquias e não apenas uma única curva de sino, em que os de maiores pontuações, serão os mais inteligentes.

Skeeter até que poderia ser considerado como inteligente, ainda que o episódio tenha forçado em demasia, em relação a ideia de ”aparencia versus realidade”, ao menos se o personagem fosse menos abobalhado… No entanto, novamente, o adjetivo superlativo ”mais inteligente”, ao ser totalmente triturado e julgado pelas 3 idades, deixará o seu determinismo equivocado e se tornará mais correto em relação a realidade da inteligencia humana. Diverso em uma diversidade de tipos, complexo em uma complexidade de situações, de longo a curto prazo e contextual em uma contextualidade de cenários que abarcam o fator biológico da diversidade e ambiental da complexidade. E até poderíamos, por exemplo, observar que a complexidade também possa ser relatada ao quesito biológico, cognitivo desta hipotética análise. Novamente, as múltiplas perspectivas.

Mediante certas perspectivas de comparação, até pode ser possível dizer que Skeeter seja mais inteligente que Doug, mas em outros parametros, não restam dúvidas de que Doug será mais inteligente que o seu amigo.

Skeeter poderia ser considerado como um tipo extremo (exagerado, caricato) de talento técnico e mediocridade intelectual. Aquele que todos julgam ser estúpido mas que será muito inteligente em alguns aspectos. No entanto, a realidade nos mostra que geralmente, a partir de uma boa análise de comportamento e intelecto, o resultado tenderá a ser de uma correlação harmoniosa entre ambos, se tendem a ser recíprocos, o comportamento expressando o nível qualitativo e quantitativo de intelecto.

Nós poderíamos inclusive imaginar uma situação hipotética em que Skeeter, já adulto, tivesse se tornado um cientista famoso e que estivesse fazendo um projeto ultra secreto para o governo americano e, este projeto não fosse lá uma coisa muito boa, como a cura do cancer ou da aids.

Coloco outra vez a metáfora do prédio gigante e super moderno, de um branco cinza pálido que belisca os confins de nossa atmosfera, como representante do ”progresso humano”, enquanto que as pessoas lá embaixo, vivem em ambientes tenebrosamente disfuncionais. Valeu apena** E as piramides egípcias** O que é mais importante, termos uma civilização tecnológica avançada sem qualquer avanço social significativo ou uma civilização socialmente avançada e sem qualquer avanço tecnológico significativo** Eh uma comparação histrionica, mas eu prefiro a segunda opção.

A sabedoria de Doug foi retratada como menos importante que a suposta maior inteligencia (extremamente exagerada) de Skeeter especialmente para criar o cenário que desemboca na lição de moral ”as aparencias enganam”.

Doug tem uma personalidade inteligente que expressa o seu intelecto por meio de sua maturidade assim como também por sua motivação intrínseca na observação do mundo que o engloba,  enquanto que Skeeter apresentaria uma relação negativa entre a sua inteligencia e o seu comportamento. Ele não seria intelectualmente inteligente mas teria uma grande cognição técnica. Apesar do exagero, Skeeter representaria o típico caso em que a inteligencia técnica se encontrará acima da média em combinação com déficits intelectuais severos. Eu tenho a impressão de que este perfil cognitivo seja muito mais comum do que canta a nossa vã filosofia e nos ajudaria a entender o porque da disfuncionalidade humana, especialmente a nível coletivo.

Pessoas tecnicamente inteligentes e intelectualmente medíocres podem ser muito perigosas porque geralmente serão desprovidas de sabedoria para interagirem e usarem a sua inteligencia de maneira correta.

Doug Funny é um outsider. Skeeter é um termite potencialmente incomum.

Por que Doug e Bobby são retratados como canhotos, imaginativos e irmãos mais novos***

Novamente a elite esquerdista aprontrando das suas e mostrando que não é boba não…

Dois dos personagens mais populares dos anos 90 apresentam 4 semelhanças importantes,

– são imaginativos,

– são observadores perspicazes,

– são canhotos,

– são irmãos mais novos. 

Eu também apresento as 4 características e claro que não irei levar esta pseudo-correlação ”anedótica”, com dizem no exterior (e não tem o mesmo significado que na língua portuguesa), mas eu posso iniciar, e é o que geralmente faço aqui, uma averiguação inicial sobre esta possibilidade.

Os dois personagens poderiam ”ser” ”diagnosticados” como duas vezes excepcional, o rótulo moderno para o que eu acredito que seja, pessoas altamente criativas e genios de todas as naturezas ou com potencial.

Nada de ”qi alto” apenas. Para

– buscar,

– capturar,

– entender,

– apreciar,

e utilizar a inteligencia humana, voce precisa de uma análise psicológica completa. O qi funciona de maneira secundária, porque entre ter um mundo de Skeeters e de Dougs, não resta dúvidas de que eu prefiro um mundo de pessoas que sejam como Doug, este famoso e sábio personagem. Eu escolho a sabedoria primeiro, sem pestanejar.

Complemento a teoria da bio-diversidade natural da sexualidade humana

Primeiro, antes de tudo. Um dos maiores especialistas em ”canhotismo” em todo mundo, o britanico Chris McManus, já foi ridicularizado por ter desenvolvido um trabalho que se baseou na busca pela relação entre dominancia dos testículos, isso mesmo, dos testículos, com a dominancia do resto do corpo, como as mãos, por exemplo. Em outras palavras, o lado em que os seus testículos, se for homem (ou…), estiverem mais tombados, pode também se relacionar com a sua dominancia cerebral, por exemplo, se é canhoto, destro ou ambidestro.

Engraçado que a maioria dessas mesmas pessoas tenham achado graça nesta hipótese, mas não nas pseudo teorias tendenciosamente (tribal) políticas como a inexistencia das raças humanas. Engraçado, voces não acham** Eu não.

E é provável que ele esteja certo, porque ao menos no meu caso, existe sim uma correlação. E parece fazer todo sentido.

Saindo um pouco daquilo que parece nojento para alguns, que ainda acham graça da sexualidade humana, tal como nas aulas de biologia da oitava série (idade mental, não se esqueçam…), para aquilo que muitos outros, talvez, acharão ainda mais nojento de ser analisado. Mas eu conclui que vale apena correr este risco.

Um de meus assuntos de especialização amadora, é a homossexualidade, por razões pessoais mas também porque acho muito relevante que uma das ”condições” humanas (dentro de uma maior multidimensionalidade de identidade existencial)  mais polemicas mereça grande destaque, não apenas por causa do excesso de discussões vãs que desencadeia mas também por causa das conclusões quase sempre equivocadas que são retidas a partir delas.

Então vamos aos trabalhos…

Como complemento a teoria unilateral e potencialmente conflituosa que foi desenvolvida pelo cientista judeu-americano Gregory Cochran, sobre as causas para a existencia da ”homossexualidade masculina exclusiva”, resolvi desenvolver a minha teoria da bio-diversidade sexual humana, em que, ao contrário do que flamou este homem (e adestrados), a homossexualidade não se consiste apenas na interação de patógenos que provocam a mudança de comportamento.

Primeiro, eu questionei sobre a possibilidade de provar esta teoria, por exemplo, como que se poderia saber se a homossexualidade se daria por meio de uma infecção patogenica durante a infancia**

Segundo, eu questionei sobre a estúpida crença dele bem como de muitos outros ”hb”d”s, em relação a fiabilidade dos resultados de pesquisas sobre a demografia das ”preferencias’ sexuais. A tendencia de desonestidade ou auto engano por parte de muitos homens (especialmente) e de mulheres quanto as suas reais naturezas sexuais, os fazem mentir com frequencia sobre suas preferencias em pesquisas sociológicas como estas. Outra possibilidade é a de que muitas vezes, se façam perguntas diretas demais em que as pessoas se vejam forçadas a escolher ou a opção A ou a opção B. Eu duvido que apenas 4% da população americana seja composta por homossexuais. No mínimo, o dobro deste valor será a proporção estatística mais esperada. Mesmo que ‘apenas’ 4% da população fosse constituído por este tipo, isso ainda nos sugere que exista uma variação natural, uma continuidade ou variação de um mesmo traço e não uma ruptura entre o ”não-patogenico” e o ”patogenico”.

Terceiro, como desdobramento de minhas investigações sobre o tema, eu interpelei pela relação que parece óbvia entre a variação de lateralidade e da sexualidade. Se existem canhotos fortes, canhotos fracos, ambidestros, destros fracos e destros fortes, isso, apenas levando-se em consideração a lateralidade das mãos, então não parece imprudente sugerir que o mesmo aconteça com praticamente todos os traços humanos, como a sexualidade.

Quarto, anterior aos posteriores desdobramentos, eu questionei sobre a possibilidade de se explicar a variação natural da sexualidade por meio da variação natural das cores dos olhos humanos, que terminou por se consistir em minha teoria ‘oficial’. Eu pensei na possibilidade de que, se as cores mais claras dos olhos humanos foram inicialmente uma variação feminina e que mais tarde foi sendo passado para os homens, por mutação e processos seletivos, então, o mesmo poderia ter se dado em relação a preferencias sexuais de genero, em que o desejo sexual por um genero foi sendo passado até atingir ao cruzamento destas preferencias, resultando tanto na homossexualidade masculina quanto na feminina (assim como também aos desvios naturais de identidade sexual como os transgeneros).

Quinto, talvez um pouco antes de finalizar a minha teoria, eu encontrei um artigo, que perdi e não encontrei novamente mesmo depois de alguma procura, em que se especulava sobre a possibilidade da natureza sexual humana ser em sua essencia, patogenica. A ideia desta teoria, parte de uma tentativa de se explicar como se daria o ímpeto sexual e que o mesmo poderia se dar por intermédio de patógenos ancestrais que evoluíram com a nossa espécie. Para explicar aquilo que não está ”inteiramente” sob nosso controle, o uso da hipótese de interação patogenica ancestral, pode ter um papel, que pode ser decisivo nesta tarefa. A questão fundamental sobre a sexualidade humana é a de que a sua necessidade não é autoconsciente mas programada. A ideia da universal natureza patogenica da sexualidade humana parece ser muito pertinente e aparece como mais um fato negativo a teoria de Cochran, mas que não se dará por razões usuais. A hipótese de Cochran é unilateral ao dar enfase a possível natureza patogenica da homossexualidade, desprezando que esta realidade não está concentrada apenas nesta parte do espectro sexual humano, ainda que possa concordar que possa haver uma maior concentração de patógenos na mesma.

A teoria de Cochran despreza toda a complexidade que este tema exige, por se basear no mal uso da navalha de Occam, onde ao invés da busca por uma sinteticidade de variáveis, busca-se o simplismo, por meio da eliminação destas variáveis ou da estrutura interativa de variáveis a que o tema se encontra sustentado.

Então, como complemento a minha teoria, eu vou me concentrar, como sempre, que se dará de maneira superficial, em relação a este tema que parece nojento a priori.

 

Zonas erógenas masculinas, variação de sensibilidade destas zonas e fiação neurológica do sistema nervoso central até o sistema nervoso periférico, como explicação para a concentração erógena do desejo sexual em partes pouco usuais como o anus

((Se o cérebro não sente a dor, então não haverá dor**))

 

Eu não sei quanto a esta demografia, mas acredito que a maior parte dos homens heterossexuais sintam desejo quando tocados, de preferencia de primeira ordem, por alguém que não seja do mesmo sexo e que seja atraente, em sua região anal. Esta é uma das piadas prontas mais populares em sites de ciencia ”popular”. Os machões triviais podem sentir desejos incomuns justamente na retaguarda. Deve haver, obviamente, alguma relação entre a fiação neurológica, talvez entre o penis e o anus (**) ou de outra parte, que produza esta associação mental de toque e de prazer.

Deve haver, com quase absoluta certeza, uma variação quanto a sensibilidade em cada zona erógena, do homem e da mulher. Se os homossexuais são fortemente inclinados ao prazer anal, então talvez eles estejam mais sensíveis ao toque em associação prazerosa, do que os outros, nesta parte do corpo. Nossa mente interpreta a fenomenologia e parte para a ação mais pertinente como maneira de satisfaze-la.

Homens homossexuais tendem a apresentar diferenças anatomicas na região entre o saco escrotal e o anus, em comparação aos heterossexuais, que também é conhecida como períneo. Esta região tende a ser mais áspera, mais contundente a epiderme, nesta população do que em relação aos heterossexuais e pode sugerir alguma exacerbação neurológica que pode produzir uma associação mais intensa entre o prazer masculino primordial, ou o domínio do penis e a região anal. Podemos fazer uma analogia em relação a protuberancia de muitas testas humanas, mais neandertais em seu aspecto. Este aspecto mais grosso, pode sugerir que internamente, haja um maior uso ou ”irritação” nesta área.

Recentemente, como complemento sobre a naturalidade da ”homossexualidade masculina exclusiva” (isto é, de homens que tenham preferencia predominante por outros homens), eu sugeri sobre uma possível relação entre a esquizofrenia, que segundo muitos cientistas, é uma característica unicamente presente na espécie humana (bem como a imaginação**) e este tipo de homossexualidade.

Portanto, se existe uma maior sensibilidade nesta zona erógena, pode ser possível então que muitos homens se vejam mais afoitos para ter este tipo de experimentação sexual recreativa específica do que outros, se para a maioria dos heterossexuais, o toque nesta área, já será considerada como prazerosa.

Muitos homossexuais não são afeminados, porque não existe apenas um tipo de ”gay” mas vários tipos, da mesma maneira que existem vários tipos de ”héteros” bem como de bissexuais. Bissexuais puros parecem ser tão raros quanto ambidestros puros. A maior parte dos bissexuais ou são mais para um lado do espectro da sexualidade ou para o outro lado.

Pelo que parece, o primeiro passo para a variação sexual anormativa, se dá justamente pelo desejo sexual, que depois será seguida por uma tendencia para a androginia e no final se constituirá na reversão da identidade sexual. O desejo sexual é secundário, a identidade sexual ou de genero é primário em termos de importancia na construção da personalidade.

 

Homens ”gays” tendem a ter cérebros mais femininos do que os ”héteros”

 

Se a variação da lateralidade é natural então porque não pensar que o mesmo poderia se dar em relação a sexualidade** Parece tão óbvio que me sinto um retardado de dizer isso. Mesmo!! No entanto, é necessário explicar o óbvio a pessoas tendenciosas. Para explicar para os cristãos tontos (nem todos eles serão) que a homossexualidade não é um pecado, mas um desvio natural, para explicar aos anti-racistas todas as suas contradições latentes, para explicar aos ateus fanáticos que não tem como provar a existencia ou não de ”Deus”, e apenas a morte nos dará essas respostas tão extremamente profundas… enfim, para explicar a todos estes dogmáticos com retardo mental não detectável a curto prazo, vc precisa se rebaixar ao nível deles e explicar o simples.

A homossexualidade não se restringe apenas a presença de um patógeno que muda o comportamento do seu hospedeiro, mas talvez seja mais verossímil de ser encontrado tal perfil em homens com o mínimo de androginia fisiológica e mental.

Se os homossexuais tendem a ter cérebros mais femininos, então em isso explicaria parcialmente o porque de boa parte de seu comportamento bem como de suas preferencias, assim como também em relação aos tipos mais afeminados, onde que não apenas o cérebro se veria mais próximo da média feminina, mas também todo o organismo, corpo, características faciais.

Segundo a teoria que tenta explicar o porque da paleta diferenciada de cores da pele, olhos e cabelos, entre os europeus, homens brancos de cabelos e olhos mais claros, tenderiam a olhar mais feminino do que os homens brancos morenos, isto é, com cabelos e olhos castanhos. Parece evidente que as características mais leves de pele, cabelo e olhos sejam um recurso essencialmente feminino, que depois de ser tão selecionado entre os mulheres começou a ser passado também para os homens. Situação parecida pode ser aplicada ao comportamento sexual e vejam que até existe uma relação entre as características físicas e faciais e as preferencias inatas de sexualidade, onde que os homens homossexuais tendem a olhar mais feminino do que os heterossexuais e especialmente em relação aos ”heterossexuais puros”. Em todas as populações humanas, as mulheres tendem a ser mais brancas ou claras na cor da pele do que os homens.

Escrever

 

A homossexualidade não é hereditária, mito

 

A (suposta) maior inteligencia baseada em testes de qi  raramente será hereditária. Um casal com qi médio 160, tem poucas chances de ter uma criança com qi igual ou maior. O fenomeno da regressão a média é o mais esperado de acontecer. O mesmo não poderia ser pensado em relação a homossexualidade*

Ao invés de uma tendencia para regressão a média (estatística), a hereditariedade para este espectro de combinações fenotípicas sexuais, se daria com base na tendencia para a regressão a média heterossexual ou normativo-potencialmente reprodutiva.

Assim como a criatividade ”corre” dentro das famílias, de maneira não-linear, dependendo de caso pra caso, o mesmo pode ser aplicado a homossexualidade. E percebam que não parece incomum que ambas as predisposições corram juntas dentro da mesma família.

Jayman, um dos mais importantes blogueiros hbd, gemeos identicos não são iguais. Portanto, é perfeitamente possível conceber que talvez, os resultados de hereditariedade por meio da análise destes grupos, não sejam assim tão pontuais como imaginava.

Muitas famílias, como a minha, nós teremos casos de homossexualidade, assim como também não é nem um pouco surpreendente que em muitos casos, a homossexualidade não se manifeste como compartilhamento entre alguns parentes.

As duas principais razões destes perpetuadores desta teoria unilateral da patogenia da homossexualidade masculina exclusiva, são

suposta inexistencia de hereditariedade da homossexualidade (superdotação, lateralidade esquerda e criatividade então também seriam causadas por patógenos** será**)

e

pequena população, partindo da ideia de que haja uma descontinuidade espectral entre os homossexuais, especialmente deste grupo e o restante da população.

Eu estou cá no Brasil sem ter trabalho e estes energúmenos estão na toda poderosa Murrica, produzindo esta pobreza de percepções científicas. Eh mole!*!

Fenótipos polimórficos são herdados de maneira não-linear.

 

Variação da população de ovelhas versus a variação da população humana

 

Comparar ovelhas e humanos não me parece algo muito inteligente a se fazer. Ok, este grupo apareceu como ideal para comparação porque supostamente, são um dos únicos que apresentam a manifestação de homossexualidade masculina exclusiva. Mas se esta população de ovelhas não for muito variável ou de pequeno tamanho, então não poderemos comparar uma população tão grande e diversa como a humana com as ovelhas. Estou lendo o livro de Charles Darwin, Seleção Natural, e segundo o super famoso genio que redigiu esta obra prima assim como também a maioria dos hbds, as populações pequenas apresentam pouca chance de variação por causa de seu tamanho demográfico. Pouca variação significará pequena incidencia de mutações, benéficas, prejudiciais e neutras. Os detalhes são importantes para que se possa construir todas as peças do quebra cabeças.

Apenas com a constatação de que TODO o fenomeno da sexualidade ou da reprodução sexuada se de com base nesta interação ancestral patogenica benéfica, da mesma maneira que temos muitos outros ”patógenos” dentro de nosso corpo, nos ajudando a realizar funções essenciais do nosso corpo (somos como nações, habitadas por muitos indivíduos), já poderíamos dar um novo ar a esta teoria.

Voltando a minha ideia que fez com que produzisse este texto. Deve existir uma variação demográfica quanto a distribuição de sensibilidade erógena pelo corpo, tanto do homem quanto da mulher, onde que alguns serão mais sensíveis e ”irritados” em determinadas partes do corpo, produzindo o seu desejo sexual, por causa da fiação neurológica. Existem evidencias morfológicas ou fisiológicas quanto as estas diferenças como o períneo, que se encontrará diferenciada em homossexuais, talvez para a maioria.

Não existe uma descontinuidade espectral da variação sexual, mas uma continuidade em que as diferenças entre heterossexuais e homossexuais serão com base em níveis e não em grandezas. Em outras palavras, eles não são espécies diferentes onde que os homossexuais serão a versão patogenica se toda o espectro da sexualidade apresenta esta mesma natureza.

Em um próximo texto eu vou falar sobre o mito do desejo reprodutivo e pelo realismo quanto ao desejo sexual, de satisfação.

‘Defeitos” de genio e as duas hipóteses primordiais da inteligencia humana

Somos o resultado de um erro evolutivo ou de uma evolução ”natural” ***

Neste blogue, eu já escrevi vários textos mostrando o moderno embate de dois nomes muito importantes na área de psicologia, o criminologista ítalo-judeu Cesare Lombroso e o psicólogo (judeu***) americano Lewis Terman. Eu já mostrei que o mais importante estudo de Terman, o famoso experimento da década de 20, provou-se predominantemente equivocado e pode ser resumido ao principal erro do psicólogo, ou seja, o uso de um único critério, pontuações débeis de qi, ao invés de potencial para o talento criativo para encontrar ”genios”. Terman descobriu que a sua população de superdotados (apenas mediante critério de qi) apresentou melhor ajustamento social, foi em média, mais alta, mental e fisicamente saudável do que a população de controle. E evidente que estes resultados foram completamente o oposto em relação ao ”mito popular” sobre a relação entre genialidade e ”loucura”. Cesare Lombroso, algumas décadas antes, já havia mostrado uma enorme correlação e causalidade entre ambas, principalmente porque analisou a biografia de muitos dos mais importantes genios do mundo ocidental. Vários estudos posteriores que também se debruçaram na análise biográfica de pessoas ”eminentes”, não encontrou os mesmos resultados correlativos de Lombroso (e Galton).

Uma série de problemas técnicos em todas essas pesquisas e que derivam essencialmente da mente dualista, que predomina em boa parte da humanidade, inclusive entre os cientistas, infelizmente. O que é eminente*** Eminente é igual a genio** Maria Antonieta foi um genio porque foi eminente** Ou será que nem todo eminente será um genio, nem todo genio será eminente… O que é ser normal*** Vidas bem ajustadas não podem ser acompanhadas por alguma perturbação interior controlada acima do normal*** A maioria dos eminentes objetivamente importantes foram de homens de genios mentalmente sãos ou ”homens” de talento*** Mais perguntas que respostas…

A primeira certeza, esta quanto ao trabalho de Terman, que hoje é usado como um exemplo visceral de alguma coisa relevante em relação a genialidade (o maldito ”qi”). Terman não analisou o potencial criativo dos seus pupilos termites. Portanto, Terman não selecionou e nem analisou genios. Seu estudo NAO PODE ser usado como parametro para a genialidade, talvez, para a superdotação. Mas como boa parte dos termites de Terman, não produziram nenhuma grandiosa realização  criativa, podemos dizer sem comedimento, que ”TER” UM QI ALTO, NÂO È SINAL DE SUPERDOTAÇAO”. O qi não pode resumir sinteticamente os conceitos de inteligencia, criatividade, muito menos o de genio. A ordem dos fatores altera o resultado. A correta análise sobre inteligencia humana não deve ser resumida a qi, este que deve servir como apoio estatístico, psicométrico, como suporte secundário que possa enriquecer a pesquisa, e não como protagonista.

A segunda certeza,  esta quanto ao trabalho de Lombroso. Cesare analisou alguns dos principais genios da humanidade. Genios não são contados aos milhões e nem todo eminente será um genio. Duas observações muito interessantes de Lombroso foram,

– As maiores contribuições filosóficas, científicas ou artísticas, foram realizadas por ”genios insanos”, que hoje poderíamos entender como ”alguém com grande intelecto e provido de alguma perturbação mental mais severa, proto-psico-desordem”

– Mesmo os ”genios mentalmente sãos”, ainda apresentaram EM MENOR GRAU, as mesmas características fisiológicas (defeitos) e psicológicas (perturbação mental)  dos ”genios mentalmente insanos” ou simplesmente, ”genios insanos”.

Como eu já concluí diversas vezes aqui no blogue, Lombroso fez um trabalho muito mais elucidativo e próximo da realidade sobre o genio humano, do que Terman, que sequer tocou a superfície da excepcionalidade humana. E os parcos resultados dos seus termites, são provas cabais dos equívocos do seu estudo. Vale ressaltar novamente que Terman produziu o seu trabalho convencido da ideia de que os prodígios não eram menos mentalmente saudáveis que os seus pares ”normais”. Como perceberam, motivações emocionais superaram a sua razão. Terman quis mostrar ao mundo sobre ele mesmo. O ego ainda permeia completamente o mundo academico.

A terceira e última certeza por agora, será sobre a opacidade investigativa de MUITOS cientistas, especialmente de psicólogos, que continuam a se perguntarem dualisticamente ”o ser ou não ser, eis a questão*** ”. E eu lhes dou como resposta, ” é muito relativo, e é mais provável de ser e não ser, ao mesmo tempo, depende de qual perspectiva. Mas para ser ou não ser, antes será necessário mergulhar na profundidade da alma humana”. Tal como Terman, a maior parte da psicologia ocidental moderna, mal toca a superfície da complexidade humana. São tão incompetentes que precisarão dos seus amigos neurocientistas para tentar entender o que se passa por dentro de nossas cacholas, sem ao menos diversificar e enriquecer por si próprios as percepções e observações  quanto ao comportamento humano.

Eh costume nos indagarmos ”como pode ser possível ser tão inteligente e ao mesmo tempo ter uma ‘doença” mental*** ”

A costumeira constatação será ”Ele ou ela é inteligente, APESAR do ‘seu transtorno”’‘. Não, quase sempre, será justamente o tal ”transtorno” que terá um papel fundamental para o maior intelecto ou a maior criatividade. Portanto, a relação é causal e não apenas correlativa. Psicopatologias são o resultado de mal funcionamento de determinado componente do cérebro, um excesso ou uma falta. Se há falta em um componente, poderá haver excesso em outro, como eu já falei, o cérebro não tem buracos. Nenhum espaço é desperdiçado.

Se Terman encontrou mais qualidades do que defeitos em seus ”supostos genios”, tudo nos leva a crer então que o quase-contrário será o mais provável de ser, isto é, um misto entre qualidades e defeitos que delinearão tendenciosamente a população humana de genios. A partir desta primeira constatação, eu vou especular como cada defeito que foi encontrado em maior proporção entre os verdadeiros genios de Lombroso et al, pode influenciar em uma maior criatividade, uma maior inteligencia ou mesmo, funcionar como motor para ambas, especialmente a primeira, se esta se faz mediante a captura de percepções incomuns que um cérebro muito saudável não será capaz de produzir.

 

OS DEFEITOS DE GENIO

 

Seguindo a ordem de características incomuns (defeitos) que foram encontradas em maior frequencia entre os genios, no livro de Lombroso, que está disponível para leitura na internet, em ingles, começo  pela irregularidade do cranio e cérebro dos genios analisados.

Se o genio é a manifestação de um grande talento, quase sempre combinado com déficits, que são o resultado desta super concentração de habilidades, então esta realidade deve ser o resultado de um cérebro incomum, com características incomuns como conexões raras de áreas remotas do cérebro ou mesmo com áreas vizinhas, produzindo super conexão, ou qualquer outra forma potencialmente vantajosa que não seja comum entre os cérebros ”normais”. O que se passa dentro de nossos cérebros, é reverberado exteriormente, por meio de nosso comportamento, nossa plasticidade para responder as intempéries ambientais que estamos interagindo a toda a hora. Aquele que pode ter ideias lógicas, úteis que são oriundas de associações muito remotas, talvez possa reverberar esta predisposição natural para o bizarro e funcional, também no seu cotidiano pessoal. Isso explicaria a relação causal entre excentricidade comportamental e criatividade. Lombroso mostrou que os genios, muitas vezes, ou são providos de grandes ou de pequenos cranios, mostrando que é provável que o tamanho importe um pouco menos, especialmente no que diz respeito a genialidade. Além de irregulares no tamanho, eles também tenderiam a ser incomuns, como eu disse acima, com conexões raras, tal como o cérebro da famosa autista Temple Grandin.

Algumas configurações cerebrais analisadas por Cesare, pareciam ter sido o resultado de alguma doença, tal como meningite, mas é provável que fosse mais uma coincidencia fisiológica do que a real presença de uma doença. Mas quem sabe*** Pode ser possível que algumas interações patogenicas (já sabemos que temos muitas) possam ser vantajosas para aumentar a capacidade intelectual.

Se o autismo de Grandin é uma resposta autoimune (se a vida por si só já não seja uma forma de resposta autoimune ao niilismo do vácuo), então talvez o mesmo possa ser pensado sobre a genialidade.

As deformações no cranio e no cérebro, evidentemente que reverberam também na própria face. Justamente por isso que muitos genios do passado, do presente e quem sabe, do futuro, apresentarão faces assimétricas, uma reverberação fisiológica das características do próprio cérebro bem como do cranio.

Gagueira

A gagueira é outro traço ou defeito que segundo Lombroso, foi encontrado para ser mais comum em ”homens de genio”. Como eu sugeri em um texto anterior, a gagueira parece ser o resultado de uma super eficiencia do cérebro, e tudo aquilo que está em excesso, tenderá a causar mais problemas do que soluções. Os gagos pensariam tão rápido que a velocidade da construção de frases não acompanharia o próprio pensamento. Além da velocidade, o excesso de ideações, causada pela ansiedade de falar sem disfluencia, também pode ter um efeito. Sabe-se que a gagueira também é mais comum entre canhotos e e judeus ashkenazim.

Alguns estudos tem sugerido uma relação entre maior inteligencia técnica ou qi e problemas de gagueira. Para ser genio, não é necessário ”ter” um alto  qi (performance), mas talvez quase todo genio pontuará muito alto em algum teste psicométrico específico, tradicional (verbal, espacial…) ou pouco acessado. Portanto, ainda haverá alguma correlação entre genialidade e qi.

Canhotismo

A lateralização anomala é o experimento natural da humanidade, onde todos os tipos de excepcionalidades bem como de defeitos tenderão a se manifestar mais comumente do que em populações menos mutantes. O canhotismo ou o hábito inato de escrever com a mão esquerda, bem como de usar mais o lado esquerdo do corpo para qualquer atividade manual, é um bioproduto exteriorizado da lateralização anomala. Canhotismo se relaciona com quase todos os ”defeitos de genio”, assim como o autismo, porque são bioprodutos de um mesmo fenomeno biológico complexo, evolutivamente lógico da humanidade. Todos os defeitos de genio tenderão a se relacionar entre si, tal como um fenótipo mental, cognitivo, fisiológico e psicológico. Não preciso adentrar mais a fundo neste ”defeito”, visto que já é sabido que a reversão da lateralidade habitual humana, tende a se relacionar com excepcionalidades cognitivas (hipertimesia, savantismo, autismo funcional, superdotação, criatividade e possivelmente a genialidade) assim como também com vários defeitos. Alguns o chamam de ”síndrome da mão esquerda”.

 

Esterilidade

 

A grande quantidade de defeitos fisiológicos, podem ter um papel causal na redução do potencial germinativo natural, isto é, reprodutivo, do genio, se a natureza sempre favorece a saúde ao invés da inteligencia. Os mais saudáveis são mais propensos a terem filhos saudáveis, ao passo que no caso do genio, dependendo do tipo de parceira ou parceiro que estiver se relacionando, as chances para a degeneração biológica intergeracional será grande. E como muito raramente escolheremos pares de acasalamento que serão diferentes de nós em relação ao comportamento (e isso reverbera no tipo de cérebro), ou o genio não encontrará ninguém do sexo oposto para acasalar e terminará no celibato, ou terá predisposições assexuadas ou homossexuais ou se casará com uma mulher  com similaridades comportamentais, produzindo filhos problemáticos ou que não herdarão o talento do pai ou da mãe. Ainda que não se possa afirmar que será sempre assim, será uma grande tendencia para esta população diminuta. A proporção de mulheres de genio é consideravelmente mais baixa do que de homens, portanto, eu estou discriminando pela enfase no tipo masculino, que será muito mais comum. Isso sem contar que para as mulheres, é sempre mais fácil encontrar um conjuge. Nos perguntamos porque o genio muitas vezes, termina sozinho ou acaba em um relacionamento anormativo e portanto infrutífero. Tal quando fazemos a analogia do ”porque mesmo sendo tão inteligente, ainda é um ‘doente mental””’, também fazemos o mesmo tipo de analogia dualista simplória, ‘‘se o genio é tão superior e bom, então por que termina solitário ou não tem filhos ou quando os tem, raramente herdam o genio do pai**”

A esterilidade pode ser portanto o resultado natural de um acúmulo de traços biológicos desfavoráveis a reprodução, isto é, que direcionam muitos recursos para o intelecto, desequilibrando as funções organicas do corpo. Ou pode ser o resultado da enorme complexidade mental do genio, que o tornará candidato ”hour concour” para a solidão ou ostracismo social. As causas para a solidão do genio poderão ser ambientais ou biológicas.

 

Ser diferente dos pais

 

Pressupõe-se que se a genialidade seja o resultado fenotípico de mutações a mais, assim como também de defeitos que são resultados diretos destas mutações, então as características faciais bem como corporais dos genios, poderão diferir dos seus pais, se em condições normais, os filhos tenderão a se parecer com os seus pais. Outra possibilidade, para alguns casos de genios, seria a de que ao invés de herdarem um dos fenótipos de aspecto físico do pai ou da mãe, eles herdariam ambos, produzindo uma mescla entre os dois e portanto, a diferenciação fenotípica. Genios, não apenas tendem a diferir dos seus pais biológicos, assim como também do ”fenótipo nacional”, como eu já demonstrei em outros textos, ao invés do cabelo louro, um Ingmar Bergman, com feições incomuns para um sueco típico…

Também já mostrei que a miscigenação racial pode produzir genios, tais como Machado de Assis e Alexander Pushkin, maior poeta russo. Mas claro que a genialidade tende a ser tão rara, que é pouco provável que a miscigenação racial ou a endogamia (pureza)  sejam completamente causais ao fenomeno. Pode-se dizer que, mediante certa combinação de características, mais a miscigenação, poderá em eventos bem mais raros, produzir grande e criativo intelecto. Ao contrário da hereditariedade de traços fisiológicos particulares, como a cor dos olhos, a genialidade necessita de uma combinação de muitos traços, vários deles, que geralmente se repelirão em condições biológicas menos magnanimas, mas que se acoplam poderosamente para a alquimia do genio humano.

 

Misoneísmo

 

Repulsa por tudo aquilo que é novo. Surpreendentemente, muitos genios do passado, segundo Lombroso et al, apresentavam este tipo de comportamento. Mas, como o genio tende a ser altamente complexo, a ”contradição” pode facilmente repousar em suas mentes. Como eu já sugeri em um texto aqui, a mente do genio tende a ver o mundo não como um quebra cabeças pronto, mas como um quebra cabeças a ser montado ou mesmo, com suas peças suspensas, e que são manipuláveis. Portanto, ao contrário da narrativa dualista típica, o senso de lógica do genio caminhará para a complexidade. Mas, todo tipo de comportamento muito intenso, tenderá a ser encontrado em genios e o misoneísmo será um deles e dependendo do tipo, poderá estar em estado puro ou mesclado com outras complexidades mentais altamente evoluídas, que mais parecerão grego antigo para os ”normais”.

 

Comportamento errante

 

Tal como eu disse logo acima, a complexidade permeará muito mais profundamente a mente do genio, do que a mente do normal. O comportamento errante, a incapacidade de fixar moradia em um local, será uma tendencia comum em muitos genios, tal como foi encontrado por Lombroso e tal. A irritação cerebral que produz a criatividade, pode ter um papel nesta inquietabilidade assim como também para a curiosidade. Muitas vezes, a saúde frágil de muitos genios, poderá influir como um importante fator para as viagens, tal como sair de uma cidade durante o inverno europeu e ir para algum lugar de veraneio a beira do mediterraneo, onde os dias frios são mais amenos. Em termos comportamentais, o genio só será  em média, mais aberrante que o normal e este é o resultado direto de uma configuração cerebral incomum.

 

Precocidade

 

Muitos genios foram e são prodígios, mas nem todo prodígio será um genio. No entanto, mais genios serão precoces do que em comparação aos seus pares normais. O desenvolvimento assíncrono dos cérebros de superdotados, no entanto, nos mostram que apesar desta tendencia, vários tipos de genios, aparecerão, tal como aquele que só começará a demonstrar o seu talento a partir da idade adulta. Vale ressaltar que a precocidade, muitas vezes, não se dará apenas em um sentido cognitivo, mas também comportamental, e muitos genios, serão sexualmente precoces.

 

Intuição (descrita como ”inconsciencia” por Lombroso) e Instinto

 

A intuição é uma das características mais descritivas da genialidade e eu já sugeri que possa ser o resultado de um modelo de mente complexa, labirinto, onde os pensamentos fluem de maneira inconstante, muitas vezes, pulando completamente as etapas, requeridas em mentes comuns. A educação, que justamente se baseia neste processo, pode ser adjetivada como inútil para o genio assim como para o criativo comum.

O instinto é outro traço incomum, que é encontrado em genios, mas que está escasso entre os ”altamente inteligentes”. Isso explica o porque da tendencia ”pseudo-socialista” dos professores universitários em contraste com a grande capacidade perceptiva, instintiva, do genio de todos os tipos.

Ainda que frágil, enquanto um ser excepcional e raro, o genio tenderá ser muito instintivo. A intuição, uma característica cognitiva mais infantil, feminina, combinada com o instinto, uma característica cognitiva mais adulta, masculina, pode significar metaforicamente que o genio seja o ser humano completo, dotado de sua feminilidade e masculinidade, afloradas ao nível máximo da perfeição. A grandiosidade pode e costumeiramente levará a loucura.

 

Sonambulismo

 

O estado dissociativo que um cérebro mais apto para ter intuições, também pode ter outros efeitos tal como o sonambulismo bem como um estado de transe, mesmo quando acordado. Pode-se dizer que enquanto  que o criativo absoluto (ou o genio criativo) sonha acordado e produz suas inovações, o comum não-criativo, sonhará apenas quando estiver dormindo. O que seria a criatividade senão uma espécie de sonho vívido***

 

Motivação intrínseca poderosa ou inspiração divina

 

Musas, visões ou inspirações divinas, derivam de um sentido interior profundo de que deve fazer algo. Alguns almejam o estrelato mundano, outros almejam ter uma vida tranquila, outros almejam fazer filmes pornos, enquanto que alguns almejam além dos interesses mundanos, muitas vezes que correrão em paralelo, também uma grande ambição quanto as suas motivações pessoais. O genio muitas vezes aspirará a revolução em sua respectiva área, ainda que não se possa dizer que todos o farão mediante motivações pessoais egocentricas.

 

Dupla personalidade e estupidez

 

A dupla  personalidade ( ou mais) do ser humano, aquilo que eu denominei como ”as duas personas dualistas”, o bem e o mal, estará aberrante entre os genios, ou na maioria deles e talvez, esta maior dimensão, este maior descompasso (o conflito interno) possa ser um fator causal importante para a poderosa motivação intrínseca do genio.

Aquele que pode ter as mais frondosas ideias, também poderá produzir espinhos e rosas murchas. A densidade muito volumosa de ideias entre os genios, especialmente entre os genios criativos, aumentam as chances, tanto para insights altamente inovadores, quanto para ideias-pastelão. E tal como eu sugeri, todos nós somos estúpidos e inteligentes ao mesmo tempo, se a inteligencia, especialmente a humana, seja mutidimensional. Muitos genios terão um colosso de intelecto em paralelo a um igual catatau de estupidez. A variedade de tipos será grande, assim como acontece com todos os outros tipos e no caso do genio, como sempre, as diferenças serão mais aberrantes, inclusive e especialmente a nível individual.

Isso também comunga com a minha ideia (assim como a ideia de outros pensadores livres da blogosfera) que a superdotação seja uma espécie de síndrome de savant, muito mais leve em sua severidade e também mais diversificada.

 

Sensibilidade aflorada

 

Nos mais altos níveis da capacidade humana, haverá uma tendencia para os altos níveis de sensibilidade. Eh possível que uma sensibilidade sensorial, possa ter um papel decisivo para uma maior sensibilidade moral, emotiva. Como quando todos os sentidos ou ao menos um deles, estão muito acima do funcionamento habitual, haverá uma tendencia para se interagir mais intensamente com o mundo ao redor e portanto, senti-lo mais do que os outros. A extensão da sensibilidade sensorial para tudo e para todos, pode fazer o mundo dos genios, um lugar mais sombrio e triste, do que o contrário, se apesar deste grande dom, na maioria das outras pessoas a empatia objetiva ainda esteja subdesenvolvida.

”Chegará um dia no qual os homens conhecerão o íntimo dos animais; e nesse dia, um crime contra um animal será considerado crime contra a humanidade.”

Leonardo Da Vinci

Eu acredito que uma boa parte dos problemas psicológicos da genialidade e da criatividade, sejam os resultados de intensa interação com o meio, seguida por intensa frustração, visto que genios e criativos tenderão a viver culturas neurológicas que espelham  em ”como o mundo deveria ser” e não ”como ele é”.

Genios costumam ser intolerantes a erros, mesmo os mais supostamente irrelevantes. Tal como eu já falei em um texto anterior (repito isso 500 vezes, kkkkkkk), os intolerantes a erros, poderão ser nossos verdadeiros herois, o rabugento empático.

 

Amnésia

 

A mente dualista cria uma pseudo-lógica, onde pares comuns devem sempre andar de mãos dadas. Então, alguém de grande intelecto não poderia ter problemas de memória, correto***

Mas como eu já falei no texto sobre a degeneração contextual do genio, muitas vezes, a ideia de ”perda de memória” , não se baseia mediante uma perspectiva empática, ou seja, se colocar no lugar do outro para tentar entender o porque de agir assim.

Mediante a perspectiva do genio, certos assuntos da vida mundana não parecerão tão importantes para serem memorizados. E tal como eu sugeri anteriormente, a memória afetiva estará fortemente relacionada com a sabedoria, que combinada com obsessão intelectual, tenderão produzir uma memória altamente pragmática e objetiva. Portanto, lembrar datas de aniversário, o nome de ruas ou mesmo de pessoas, não será tão importante assim. A mente do genio tenderá a ser intensamente objetiva,  especialmente em relação aos seus interesses.

Se a mente de todos fossem como as dos genios… mas as pessoas memorizam irrelevancias intelectuais, na maior parte das vezes.

 

Originalidade e amor a neologismos

 

Os genios que foram os inventores de línguas e vocabulários, também podem inventar outros meios de comunicação. Não há limites para a imaginação do genio. A criatividade não é apenas um estilo cognitivo, é uma cultura neurológica que tenderá a permear cada meandro da personalidade e da vida daquele que a tiver muito bem desenvolvida. Como resultado, até mesmo em relação a detalhes tal como a maneira de falar, poderá ser influenciado pelo dom da criatividade.

 

Originalidade

 

A vontade de fazer algo impactante, novo, se baseará no ego muitas vezes descomunal do genio. No entanto, mesmo este defeito, geralmente será gerado por sua autoconsciencia, igualmente descomunal. A intuição, a curiosidade e a experimentação, características comportamentais neotenicas, são algumas das tendencias mais contundentes dos genios.

 

Defeitos fisiológicos de genios

 

Orelhas grandes de abano** Pele muito pálida*** perrrninhas tortas*** Magreza** Tuberculose**

Ainda poderíamos falar sobre asma, miopia, tendencia para alergias… Muitos superdotados nerds comungam suas elevadas inteligencias com algum tipo de custo fisiológico, resultado direto de uma maior carga mutacional. O aumento da inteligencia humana parece vir com muitos encargos. Mas talvez, a complexidade da vida e especialmente da vida humana, seja tanta, que se não fossem estes defeitos, não teríamos chegado onde chegamos (se isso é uma coisa boa ou não, eu já não sei, mas pode-se dizer que algumas das mais belas almas deste mundo, vieram com algum defeito de fábrica que os fizeram repelir o jogo sujo da natureza, a competição pragmática e selvagem). A motivação intrínseca para fazer algo impactante, pode vir de alguma provação pessoal, uma vontade de superação pessoal que quando combinada com o intelecto enérgico e catalizador, poderá produzir uma ebulição de experimentação existencial que terá um alcance muito acima do campo individual.

Orelhas grandes podem ser boas para ”ouvir melhor”. A pele muito pálida, pode ser o resultado de deficiencia de vitamina D, que se relaciona com autismo, e como eu já falei várias vezes, também se relaciona consideravelmente com excepcionalidade cognitiva. Pernas tortas também são correlativas com autismo. A superdotação geralmente virá acompanhada com custos fisiológicos e psicológicos, como resultado da redução do sistema autoimune, por causa do excesso de exposição ao testosterona durante o período intrauterino.

Algumas suscetibilidades patológicas, podem acompanhar a genialidade como a tuberculose. Inclusive alguns estudiosos acreditam que a tuberculose (bem como outras suscetibilidades patológicas) poderia ter uma relação causal com o fenomeno.

 

Suicídio

 

Muitos genios do passadocometeram suicídio. A melancolia pode acompanhar as mentes mais enérgicas e criativas da humanidade e predispo-las para a depressão e posterior suicídio.

Surpreendentemente, não parece existir uma relação entre maior qi e tendencias suicidas. Mas não restam dúvidas que o suicídio se relacione tanto com personalidades extremas quanto com criatividade. Isso nos ajuda a entender que o genio não é apenas alguém muito inteligente e na verdade, sequer seria necessário ter um grande intelecto. As diferenças entre o genio e o inteligente não são apenas quantitativas, mas de grandeza, são diferenças existenciais, onde o genio entende o mundo  a partir de sua perspectiva, aberrante, ”estranha”, fluida, dissociativa, proto-patológica, enquanto que o inteligente, seria apenas como uma pessoa normal só que com maiores recursos cognitivos.

 

Espasmos ou movimentos repetitivos e epilepsia

 

Sim, muitos genios e homens de talento do passado (e do presente) foram (e são) epilépticos. Os mesmos espasmos e movimentos repetivos (voces sabiam que eu adoro movimentar meu corpo, balançá-lo para trás e pra frente quando estou muito eufórico com uma música da qual gosto muito*** ) que caracterizam o autismo, também caracterizaram muitas das mais poderosas mentes humanas historicamente reconhecidas do passado bem como de genios modernos, muitos deles, que estão ostracizados pela estupidez coletiva orquestrada por nossas ”amadas elites”. O excesso de energia inconstante que caracteriza a mente do genio, pode nos ajudar a explicar o porque da relação com a epilepsia.

 

Megalomania, alucinações e ”insanidade” moral

 

A megalomania parece se relacionar com ‘insanidade moral”, porque para aqueles que almejam grandes realizações, a ambição poderá levá-los a cometer toda a sorte de comportamentos que seriam considerados como imorais em sua raiz. A mente do genio tenderá a ser objetiva, especialmente para aquilo que realmente importa e pragmática. Tal como eu sugeri sobre a moralidade objetiva e subjetiva. A população em média, é mais absorta pela moralidade subjetiva, que pode ser representada pela ”religião”, cultura dentre outros códigos morais subjetivos, que mudam de costa a costa. Em compensação, os mais inteligentes assim como também no caso dos genios, a moralidade objetiva, será mais requerida, justamente por basear-se na objetividade do bem estar social. No entanto, tal como em circunstancias anteriores ao mundo ”moderno”, em nossas sociedades desiguais, absurdas, presas a toda sorte de pedantismo intelectual e de superstições que nunca se cansam de se sofisticar, a única maneira do genio de vencer neste cenário desolador em eterna regressão evolutiva, seja justamente por meio da negação dos ditames morais subjetivos. Mas esta tendencia será o resultado de predisposições anteriores a qualquer interação. Como eu disse, a criatividade tenderá a se manifestar em todos os aspectos da vida dos genios.

Lombroso considerava tudo aquilo que fugisse dos ”bons costumes vitorianos do final do século XIX” como insanidade moral. Portanto, talvez, muitos dos genios que ele analisou, não foram de criminosos, nem de desonestos, mas que pelo ”pecado da naturalidade”, foram convertidos pelo criminologista como da mesma espécie que seus primos existenciais matoides.

Outros defeitos de genios como as tendencias para o alcoolismo e o abuso de substancias nos mostram mais uma vez, que boa parte da ”psicologia cognitiva”, neurociencia bem da psicologia educacional, estão seguindo em direção ao caminho errado, ao tratar a relação entre predisposições psicopatológicas e genialidade como excessos de uma era poética e romantica do passado.

Não é porque estamos inseridos em ambientes tecnológicos mais avançados, que boa parte de nossas incertezas existenciais desapareceram.

 

Respondendo a pergunta do início do texto. Se os seres humanos com as maiores capacidades intelectuais, tendem a acumular uma boa quantidade de irregularidades em seus físicos bem como em suas mentes, estas que podem ser o resultado de interações patogenicas complexas, especialmente durante o período intrauterino, ao contrário da ideia de ”evolução natural da inteligencia”, então, a hipótese de que nosso cérebro incomum seja o resultado de um desvio da norma natural, um erro evolutivo, parece mais plausível e que o genio, seja um desdobramento deste erro e não um avanço. A natureza parece dar preferencia para o equilíbrio das funções ou saúde, ao invés da doença ou mesmo, da proto-doença, o desequilíbrio.

Se minha conclusão for comprovada, então isto terá implicações severas sobre diversos ramos da pesquisa científica sobre a humanidade, dentre elas, a psicologia cognitiva.

Nos habituamos a considerar qualquer erro como imoral, mas talvez, se não fossem por estes erros, não teríamos tudo aquilo que temos agora, resultado do sofrimento, da angústia, da provação existencial, daqueles que estão conscientes demais e quanto mais consciente da própria finitude e fragilidade, mais consciente da morte estará.

 

 

Superdotação como autismo (superdotação precoce ou prodígio) e esquizofrenia (superdotação atrasada) adaptados

Existem basicamente dois tipos de pessoas altamente inteligentes (incluindo também o tipo que é mais predominantemente criativo do que inteligente), os prodígios e os superdotados ”tardios”.

Os prodígios são todos aqueles que apresentam algum tipo de talento incomum que começa a se manifestar desde a mais tenra idade. Muitas vezes confunde-se o termo ”prodígio” com  ”genialidade”. Nem todo prodígio será um gênio e nem todo gênio será um prodígio. Na verdade, é até ligeiramente complexo dizer que os superdotados ”tardios”, começarão a manifestar seus dons apenas mais tarde da vida, mas pode ser possível que os cérebros destes tipos só se tornem ”maduros” a partir dos 20, 30 anos. Em outras palavras, eles já tendem a demonstrar elevada capacidade mas que só estará plenamente desenvolvida a partir do final da adolescência.

Quando me deparei com a teoria do ”cérebro imprimido” (obs técnica= não sei corretamente se a tradução da palavra ”imprinted” em inglês para o português, será algo como ”imprimido”, mas enfim), percebi uma possibilidade para desenvolver esta hipótese para explicar a existência de dois tipos bem diferentes de superdotados.

 

Prodígios e autistas = inteligência e espectro maior da Síndrome de Savant

 

Crianças autistas tendem a ter cérebros maiores, que com o avanço da idade, costumam regredir para a média dos seus pares não-autistas. Crianças autistas tendem a ser mais intelectualmente maduras do que seus pares. Autismo e prodígio apresentam muitas similaridades. Outra semelhança entre os dois é o caráter cognitivo super especializado.

Seja para a música, a pintura ou para a ciência, autistas e prodígios costumam ter um talento altamente desenvolvido desde cedo. Um tipo de talento que se relaciona mais com ”criatividade savant-style”, isto é, que não se consiste puramente em criatividade, mas que emula aspectos fundamentais que a definem. Como eu já expliquei em um texto anterior, pinturas super realistas não são puramente criativas, a partir do momento que não está se buscando construir algo novo, algo que define criatividade per se. O talento para tocar violino ou piano e superar tecnicamente os mais talentosos nestes dois instrumentos de uma ou duas gerações anteriores, também não é completamente a criatividade, mas a replicação de ”velha criatividade”, o que não deixa de ser um grande feito e não deve ser considerado como menos interessante do que a criatividade puramente cognitiva. Da mesma maneira que portadores da síndrome de savant apresentam talento precoce, inato e especializado para a execução de determinada tarefa, os superdotados precoces ou prodígios e os autistas funcionais apresentarão os mesmos talentos naturais.

Ainda que seja evidente que muitos prodígios sejam altamente criativos, eles tenderão a ter como principal força, uma maior inteligencia e não uma maior criatividade. O estilo cognitivo dos prodígios tende a emular consideravelmente o mesmo estilo que define a mente autista, a capacidade para encontrar detalhes.

Muitos gênios foram e são prodígios e você os verá principalmente em profissões de caráter técnico, onde a capacidade para encontrar padrões harmonicos e detalhes técnicos ou mecânicos, será mais requisitada. Isto é, voce verá este tipo de superdotado, o tipo precoce e que geralmente, apresentará maiores habilidades savant do que habilidades puramente criativas.

Prodígios e autistas tendem a ser mais altos que os seus pares durante a infância. Tudo nos leva a crer que exista uma simbiose significativa entre os dois. Se  o autismo é uma manifestação mais moderada da síndrome de savant, então ”a superdotação precoce” parece ser uma adaptação tanto da síndrome de savant quanto do autismo. Como quando os ”genes” que produzem o autismo assim como também a síndrome de savant, ”entram” em harmonia, ou combinam-se de maneira harmoniosa com o restante dos ”genes” que estão presentes e ativos no corpo, oferecendo mais benefícios do que custos.

 

Superdotação, esquizofrenicos e tdahs= criatividade

 

A esquizofrenia, geralmente, começa a se manifestar completamente a partir dos 20-25 anos de idade. Provavelmente, quando o cérebro termina a sua maturação, algum tipo de erro (que neste caso, é objetivamente ruim) inato acontece durante este processo produzindo a manifestação desta desordem mental. Os cérebros dos tdah também se assemelham aos cérebros de esquizofrênicos por que tendem a amadurecer mais tardiamente do que os cérebros dos seus pares sem a expressão desta condição. Tdah e esquizofrenia não são condições sindromicas identicas, mas compartilham a mesma janela ”de oportunidade cognitiva positiva”, isto é, espremer os limões mais azedos, mas fazer deles, umas limonadas com gostos mais bebíveis e até mesmo surpreendentemente gostosos.  Se a esquizofrenia só começa a se manifestar na vida adulta, para a maior parte dos casos, então parte-se do pressuposto de que os cérebros deste grupo também amadureçam tardiamente, porque a desordem final que é a esquizofrenia, se dará quando ”os fios forem todos encapados”.

Tdah e esquizofrenia partilham uma característica altamente relevante para a criatividade, a imaginação. Ambos parecem estar acima da média nesta categoria. Os esquizofrenicos são, infelizmente, aqueles que estão fora do controle de suas capacidades imaginativas, capacidade abstrata para encontrar e produzir novos padrões. O excesso de padrões perceptivos, tende a produzir confusão cognitiva e deprimir a capacidade de harmonização destas percepções.

Superdotados tardios poderão pertencer ao tipo dos  altamente criativos, mediante às suas possivelmente elevadas capacidades imaginativas e podem compartilhar similaridades etiológicas, tanto com a esquizofrenia quanto com a Tdah. Podem não, compartilham similaridades. O altamente criativo, poderá ser um superdotado tardio, porque os mais altos níveis de criatividade, tenderão a se manifestar justamente durante os 20-30 anos. E é justamente nesta faixa etária da vida que a esquizofrenia começa a se manifestar entre os portadores da condição, enquanto que por lógica, ela se manifestará parcialmente entre aqueles que são  portadores heterozigotos destas mesmas expressões fenotípicas.

Portanto, o estilo cognitivo prevalente entre os superdotados tardios, isto é, aqueles que não forem prodígios, será a criatividade imaginativa, que é resultante da maturação mais demorada dos cérebros, assim como também da herança parcial da esquizofrenia ou da tdah, que produzirá um maior controle cognitivo perceptivo, que tenderá a se manifestar totalmente a partir dos 20 anos, tal como acontece entre os portadores homozigotos desta condição sindromica.

A inibição latente baixa é um padrão comum tanto para a esquizofrenia quanto para Tdah, mas que será produzida por diferentes processos, onde a inibição  baixa da Tdah será causada pela incapacidade de filtração de estímulos exteriores, enquanto que na esquizofrenia, a incapacidade de filtração será interna e justamente por isso, se relacionará mais com emoções e pensamentos do que com interações com o mundo exterior. Ambas são terreno fértil para a criatividade.

Os superdotados altamente criativos, segundo esta extensão hipotética para a ”teoria do cérebro imprimido”, tenderão a ser caracterizados por baixo nascimento ao nascer, cérebros pequenos durante a infancia quando comparados com os seus pares ”normais”, amadurecimento mais lento do cérebro e relação simbiótica com esquizofrenia e com tdah.

Seus dons caminharão para serem mais diversificados, assim como eu sugeri em um texto anterior sobre o espectro autismo-esquizofrenia, principalmente em associação com maior capacidade criativa, isto é, imaginativa e ou de manipulação mental. Quando o cérebro do superdotado tardio chega ao completo amadurecimento, especialmente no caso da esquizofrenia parcial, acredita-se que terá chegado a ”janela de oportunidade cognitiva positiva”, semelhante em essencia conceitual com a janela demográfica (transição demográfica), ou seja, o momento em que a combinação de metade ou menos genes da esquizofrenia com o restante do cérebro, produzirá o ápice da capacidade criativa ou o começo do ápice, que poderá durar por muitos anos, dependendo de cada indivíduo.

Esta hipótese é uma extensão tanto da teoria do cérebro imprimido, quanto das minhas teorias sobre criatividade e autismo.

 

A diferença entre indivíduos excepcionais e os ”trivialmente inteligentes”

Tente debater com os ”trivialmente inteligentes”. Geralmente os resultados desta aventura imprudente serão dor de cabeça, ódio dentre outras reações indesejáveis. As razões são muito simples. Os trivialmente inteligentes que são em sua maioria de intelectualmente interessados, usarão o conhecimento superficial e parado (com focos de dengue) que já acumularam  para ‘refutar’ suas premissas e dificilmente conseguirão sair dos seus quadrados de segurança. Eles são assim mesmo, são bons para manter o sistema, mesmo se o sistema for uma porcaria, mas não são criativos, inovadores, com duas costelas de loucura, inteiramente empáticos, racionalmente reativos, enfim.  Não é apenas isso que separa os intelectualmente obsessivos dos intelectualmente interessados, visto que como ” a inteligência não é atomizada dos outros componentes que perfazem a mente humana”, então as diferenças entre os muitos tipos de pessoas estúpidas e de pessoas sábias, são muito maiores do que imaginamos. Não são apenas diferenças em testes de inteligência ou em testes de personalidade, mas em como o mundo é sentido e percebido.

As superexcitabilidades em superdotados, mas especialmente nos intelectualmente obsessivos, que são os mais inteligentes, produzem uma maneira muito mais ampliada de perceber e entender o mundo, em todos ou na maioria dos níveis e tipos de interação com o meio, como a espiritual, a emocional, a intrapessoal, a interpessoal, etc…

A fronteira entre a mediocridade e a grandeza virtuosa, que é a combinação entre intensa energia integrada orgânica de sensações e percepções e o estado de descanso ou euforia balanceada e inabalável, é o grau de percepção enérgica ou energia entre os dois, que pode ser notado em todos os níveis de interação (super excitabilidades de Dabrowski).

Os intelectualmente interessados, ao iniciarem um debate qualquer, imaginam-se em mais uma cena do cotidiano pós-moderno e tecnológico, especialmente, se este debate for feito em alguma comunidade dentro da ”web”. Suas sensações e percepções não são muito diferentes daquelas que são sentidas e percebidas pelas massas. Na verdade, podemos dizer que os intelectualmente interessados ou trivialmente inteligentes, fazem parte desta massa de energúmenos desprovidos de sabedoria. Como resultado, eles utilizarão suas ”piscinas paradas, cheias de ratos(sic!)”, para exporem ”suas” premissas sobre o assunto em pauta. Tal como as massas também o fazem, porém de maneira bem mais sofisticada. A partir do momento em que o equilíbrio de forças for quebrado, os intelectualmente interessados, em sua grande maioria, recuarão em suas individualmente respectivas capacidades de debater (manipular) seus pontos de vista, porque eles aprendem por ‘memorização literal’ ou ‘lavagem cerebral’ e tal como em um castelo de cartas entrincheirado, regredirão de um estado combativo porém (pseudo)racional de debatedor, para um estado atávico, de histéricos que só conseguem usar ad hominem para tentar salvar suas retaguardas e ao mesmo tempo atacar o seu adversário. Os milhões de micro-debates, seja pela internet ou na vida não-virtual, deixam de evoluir a partir do momento em que algum tipo de estúpido não consegue mais seguir o jogo de manipulação que os verdadeiros debates se caracterizam.

Trivialmente inteligentes ou intelectualmente interessados

Eu já discuti sobre as diferenças entre os intelectualmente interessados e os intelectualmente obsessivos. Esta divisão entre os tipos de inteligentes, é uma boa maneira para separar aqueles que tem grande capacidade de inovação em suas áreas de fixação e aqueles que fazem parte das ”massas mais intelectualmente sofisticadas”, o grande público de consumidores diretos dos ”produtos de gênio”. As diferenças entre estes dois grupos podem ser resumidas em uma única palavra, CRIAÇÃO. Os intelectualmente obsessivos não apenas se tornam especialistas nos assuntos de fixação como também, por conseguinte, se tornam potenciais criadores de novas maneiras de se pensar ou de se criar, sejam em qualquer nicho de produção. Em compensação, os intelectualmente interessados, raramente conseguem superar a barreira da acumulação sofisticada de conhecimento (enquanto que a maior parte das massas apresentam uma acumulação primitiva de conhecimento) e terminam por se tornarem ”mantenedores ou estabilizadores do sistema”.

A partir do momento em que estes dois tipos entram em um combate verbal, isto é, em um debate qualquer, os intelectualmente obsessivos tenderão a demonstrar

paixão,

obstinação e

extrema curiosidade para saber o que seu oponente tem a dizer ou a propor.

A paixão se dá porque os intelectualmente obsessivos adoram falar dos assuntos dos quais mais gostam de estudar (vivenciar). É parecido quando um amante fala com seu camarada sobre o seu amor proibido, a sua paixão, com brilho nos olhos, sangue borbulhante nas veias e vivacidade romântica. Fala de um ideal alcançado, de uma verdade encontrada.

A obstinação é o resultado natural da paixão, que precisa ser perseguida ou queimada até ressuscitar em uma nova Fênix. Infelizmente, muitos intelectualmente obsessivos não terão sabedoria para produzir um sistema de crenças racionais, lógicas, holísticas e ponderadas. E estes estarão entre os piores tipos de debatedores estúpidos porque eles ainda incorporarão muitos tiques de estupidez. Como dizem, quanto mais inteligente e estúpido, melhores serão as manipulações para provar a veracidade de seus pontos de vista. Muitas pessoas inteligentes são irracionais. Os intelectualmente obsessivos, superam os limites do aprendizado inicial, marcado pela memorização ou acumulação de conhecimento pré-estabelecido e deixam de ser os ”eternos alunos” ( muitos na faculdade não conseguem superar esta barreira) para se tornaram os próprios produtores. Mas é claro que como eu estou falando de abstrações, de categorizações, então será  evidente que muitos trivialmente inteligentes (um grande percentual de professores universitários) se localizarão na ”fronteira” entre os dois grupos e portanto, serão capazes de produzir, mesmo que geralmente, o façam de maneira pouco inovadora e em conformidade com o stablishment intelectual da academia a que estão subordinados.

A extrema curiosidade (ok, devo ter exagerado um pouquinho, a curiosidade, apenas) para saber o que o ”antagonista” do debate tem a dizer, para que possa retrucar com maestria, é outra tendência muito comum entre os intelectualmente obsessivos. Dentro deste grupo, nós podemos destacar os ”intelectualmente obstinados”, isto é, aqueles que não apenas se aprofundam em um determinado conhecimento, não apenas produzem novos ”produtos” oriundos deste aprofundamento, mas também buscam por valores transcendentais como a verdade. A busca pela verdade é a busca pela solução de todos os problemas, desde a raiz. A busca pela verdade é a busca pela harmonia, pela beleza e necessariamente não quer indicar simplicidade apenas, mas a simplicidade da complexidade. A procura pelos mecanismos essenciais que produzem a complexidade, a capacidade de ver a origem da complexidade, que é simples, e a complexidade por  si mesma.

A transcendência é o mundo da hiperrealidade ou o mundo da criação, que a maior parte das pessoas são incapazes de tocar. A auto-motivação intrínseca para superar limites, superar barreiras que nunca foram conquistadas.

No mundo da ”democracia” e de ”debates democráticos”, as pessoas comuns são impulsionadas a exporem e a confrontarem seus pontos de vistas com os seus oponentes. Se uma roda intelectual não terminar em um estéril consenso de coisa alguma, então caminhará para a histeria, especialmente das partes menos capazes. Os intelectualmente interessados são aqueles que mantém por mais tempo a histeria, provavelmente porque como apresentam egos inflados pelas circunstâncias burocráticas e superficiais de nossas sociedades hierárquicas e massificadas (que selecionam por critérios cognitivos resumidos como memorização pragmática, em busca de mantenedores técnicos, ou quantidade, mas não de uma grande e inconveniente proporção de solucionadores de problemas), lutam teimosamente contra fatos e percepções cirurgicamente apuradas daqueles que dedicam naturalmente uma boa parte de suas horas para o pensamento crítico e o aperfeiçoamento de seus conhecimentos de fixação. Os intelectualmente interessados são iludidos quanto a todos os mêmes pseudo-lógicos ou pseudo-racionais e o principal deles é sobre a certeza de veracidade quanto ao conhecimento incompleto e ideologicamente tendencioso (dogmático) a que foram doutrinados. Como eu já comentei antes, os verdadeiramente inteligentes são os autodidatas. O termo autodidata, neste blogue especificamente, se refere àqueles que apresentam motivação intrínseca para o aprendizado. Isto é, para o real aprendizado, que se baseia no auto-melhoramento.

Portanto, se em sua área de interesse ou de especialização, você não for capaz de aperfeiçoar ou de detectar erros de lógica ou harmonia (padrões lógicos), então não será sábio e não terá aprendido nada. O aprendizado real não é memorização pragmática de dados de uma determinada matéria de estudo. É a aplicação deste conhecimento como parâmetro de detecção de erro, o melhoramento da própria matriz do conhecimento adquirido e/ou a substituição desta por outras matrizes de conhecimento, mais eficientes na resolução de problemas. Isso é inteligência real, in loco, ao vivo, em ação e reação, e não apenas a memorização pragmática. As pessoas inteligentes existem para solucionar os problemas da sociedade, não importa em qual área e quanto mais cirúrgico, preciso e essencial forem estas correções, mais inteligente será. As universidades modernas são ocupadas por mantenedores técnicos e não por solucionadores de problemas, que estão em minoria. Isso explica o porquê da alienação das instituições de ensino superior com o mundo real, em cada nação ocidental, visto que os mantenedores raramente conseguem superar as suas limitações criativas e terminam se transformando nos maiores obstáculos da explosão criativa dos gênios. É por isso que eu gosto de dizer que, os ”inteligentes” são os maiores inimigos dos ”gênios”.

Portanto, a raiva costumeira que atingem aqueles que estão em uma dimensão de percepção e interação mais elevada tanto em qualidade quanto em quantidade, combinado com grande intelecto, é apenas uma reação completamente natural aos dementes que passam por seus caminhos. Quem não fica nervoso quando diz a verdade baseada em lógica de fatos e intuições certeiras, e mesmo assim, os zumbis tentam convencê-lo do contrário?????

Melancolia, o desaparecimento deste belo conceito dentro da psicologia e sua importância como componente da personalidade do gênio

O conceito de melancolia, tão popular dentro da psicologia de outrora, praticamente desapareceu desde a segunda metade do século XX.

 

Apesar do mundo moderno e prático em que vivemos, a mente do populacho nunca esteve tão primitiva. Mais do que nunca, vivemos em sociedades onde a maioria das pessoas são incapazes de pensar em ”múltiplas perspectivas” (e isso é uma constatação). Como resultado, se você não está feliz, você só pode estar triste e se você estiver muito triste, então é provável que esteja com DEPRESSÃO.

Depressão é um estado extremo de humor, onde se atingem níveis integrados de sensações que serão tão exorbitantes, que produzirão a incapacitação de uma vida cotidiana temporalmente normal. É como se cada detalhe da mobília de sua casa começasse a te incomodar, quando a sua percepção se reduz àquilo que está ao alcance de suas mãos. Não é a toa que quando as pessoas estão em estado de euforia ou alegria, desenvolvam uma tendência para  se tornarem mais EXPANSIVAS.

No entanto, eu posso estar triste ou reflexivamente pensativo, mas não ao ponto de entrar em um estado de extremo desânimo e descontentamento OU depressão. Quando eu não estou nem efusivo, nem depressivo, eu posso estar ou ser melancólico.

A melancolia simplesmente desapareceu da psicologia e da psiquiatria a partir da segunda metade do século XX. Por um lado isso é bom porque foi menos um fenótipo neuro-minoritário a ser unilateralmente patologizado pelos paquidermes da psicologia (nem todos os que trabalham nesta área são assim, É CLARO). Por outro lado é ruim, porque ao se extinguir a existência de uma condição comportamental, passa-se a desprezar qualquer intenção de estudá-la com mais afinco, afinal, como se poderia estudar ”aquilo que não existe”??

Mas a melancolia existe e é muito mais importante para entendermos a genialidade, a criatividade bem como em relação à pressupostos filosóficos da psique humana, do que os modernos psicólogos poderiam supor. Uma grande proporção de gênios criativos historicamente reconhecidos do passado, foram de melancólicos. Na verdade, parece que todo aquele com grande capacidade cognitiva e grande caráter, precisa ter alguma dose de melancolia. A relação entre esta condição e a excepcionalidade humana é muito alta. A melancolia, quando é muito alimentada, pode causar a depressão, mas nem todo melancólico se tornará deprimido.

 

Melancolia é um estado ou uma condição??

 

A diferença entre um estado emocional e uma condição (sindrômica) é igual à diferença entre comportamento e personalidade, que por sua vez é a mesma diferença que existe entre tempo e clima. (Será que eu preciso explicar mais alguma coisa??.)

A melancolia pode se manifestar em qualquer ser humano, mas existem alguns que são muito mais propensos a vivenciá-la do que outros. Portanto, o grau de predisposição da melancolia, pode variar entre 5% e 95% de probabilidade.

Para algumas pessoas, a melancolia será parte original de suas respectivas personalidades. Para outras pessoas, a melancolia poderá se manifestar mais tarde, provocada por fatores ambientais (circunstanciais) significativos, como a morte de entes ou amigos queridos, crise econômica, ”fracasso” profissional, stress ou até mesmo por causa de contaminação por patógenos.

A personalidade é composta por predisposições originais, das quais estamos fortemente propensos a vivenciar e por predisposições menos fortes, onde que certos gatilhos ambientais poderão ter ou não, algum efeito em nosso comportamento.

 

Melancolia e genialidade

 

Como eu já relatei superficialmente acima, a relação entre melancolia e genialidade tende a ser significativa, especialmente dentro dos ramos da filosofia, da literatura e das artes. Mas não é rara em ”homens de gênio” da ciência. A melancolia, dependendo da personalidade, pode funcionar como um incentivo para a produção criativa, ter um efeito neutro, ser negativa, isto é, deprimir o ímpeto para auto-motivação e produção intelectual, ou pode ser complementar.

No entanto, eu acredito que em todo perfil cognitivo excepcional, principalmente se for aquele que, independente das combinações de ”traços comportamentais”, tenderá a se basear ou a se projetar na cooperação de grupo (a função arquetípica do gênio), a melancolia se encontrará presente, porque a mesma pode ser definida como uma forma de profunda reflexão, que é o resultado de grande percepção holística dos fenômenos que compõe a existência ou ”experiência da vida”.

A manifestação da melancolia tende a se dar como uma resposta ao incremento da autoconsciência. A maior percepção da fenomenologia  da vida que se consiste o ato de viver, metaforicamente falando, reduz a gravidade e torna nossa percepção mais ”pesada”, porque ao contrário do ser humano social naturalmente alienado (o alienista por excelência), o melancólico tenderá a desenvolver uma profunda percepção de tudo, de todos e do todo. E quanto maior for a percepção, mais numerosas serão as dúvidas, maior será a angústia.

Outras pessoas tenderão a buscar por explicações ”mais científicas” para esta condição, como a lateralização anômala que poderá provocar uma organização diferente do cérebro, como maior conexão entre os hemisférios. Os mais melancólicos podem ser mais velozes para capturar problemas no meio em que vivem. Os solucionadores de problemas serão mais melancólicos, mais emocionalmente reativos do que a média, porque serão mais rápidos na captura de problemas ou desarmonias no ambiente e isso será intensificado pela incapacidade da maior parte das pessoas para entender a mensagem do ”solucionador de problemas” e de agirem para solucionar as desarmonias encontradas.

As duas explicações estão corretas mediante as múltiplas perspectivas, visto que uma explicação filosófica retida pela lógica intuitiva (e não por devaneios ou por correlações sofisticadas porém irreais) funciona muito bem como um complemento perceptivo em relação à perspectiva da neurociência.

A relação entre melancolia e estupidez é consideravelmente negativa, porque enquanto que o estúpido é um ser irreflexivo e potencialmente irreflexível (isto é, que dificilmente desenvolverá qualquer atividade mental reflexiva auto-motivada e ou de longo prazo), o melancólico será o exato oposto. Mais do que a própria inteligência, visto que é totalmente possível encontrarmos os famosos ”inteligentes-estúpidos” ou ”idiotas úteis”.

 

Melancolia, sabedoria e inteligência

 

Nos mais altos níveis de inteligência, a melancolia será uma tendência bastante comum, mas é na sabedoria, que se encontra em uma grandeza maior do que a inteligência, que a melancolia terá um papel bastante decisivo. Ao contrário do que diz a psicologia ”positiva”, com sua costumeira patologização de muitos supostos defeitos (potencialmente subjetivos) humanos e a valorização de estados de euforia, socialização ou alegria, a melancolia funciona como um gatilho potencialmente biológico para o questionamento negativo das correntes ou padrões de desarmonia que compõe praticamente todas as sociedades humanas, cada pedaço de ambiente que é ocupado por seres humanos ou que foi modificado por eles.

Mas a maioria das pessoas inteligentes não serão melancólicas e é justamente aí que o alcance dos tradicionais testes cognitivos começa a falhar consideravelmente. A criatividade, na minha opinião, se relacionará com melancolia, tendências psicopatológicas assim como também com a própria ”psicopatologia” (coloquei entre aspas porque é deveras complexo demais reduzir as personalidades extremas como simples patologias) e consequentemente com tendências suicidas.

A ideia de que a melancolia seja principalmente um produto das interações gene-ambiente, não parecem fazer sentido algum quando analisamos as taxas de suicídio ao redor do mundo. Era de se esperar que em ambientes com maior estresse social, com pobreza extrema e violência, as taxas de suicídio fossem maiores do que em nações em que a qualidade de vida é mais alta.

Taxa de suicídio por país.

fonte: wikipedia

Isso nos mostra que apenas a interação humana com o seu meio (extremismo ou determinismo dos fatores ambientais como principal influência do comportamento humano) ou ”ação e reação”, não é capaz de explicar sozinha o porquê das altas taxas de suicídio em nações com boa a excelente qualidade de vida bem como pelas baixas taxas de suicídio em nações pobres e especialmente entre as nações muito pobres.

Suicídio está negativamente relacionado com médias de qi, mas como eu sugeri acima, parece ser positivamente relacionado com criatividade assim como também com melancolia, que aumenta a suscetibilidade para a depressão (ou melancolia crônica) assim como também com a autoconsciência. E quando todas elas estão presentes em um mesmo indivíduo, é muito provável que a genialidade ou ao menos a excepcionalidade humana se manifeste.

Vale ressaltar sempre que médias estatísticas NÃO SÃO afirmações estatísticas. Portanto, correlações negativas não querem indicar que não haja correlação alguma. Quer indicar que em média, a correlação será menos provável de acontecer. O caso do suicídio e qi é emblemático, porque pelo que parece, nos mais altos níveis de pontuação de qi, os traços psicóticos aumentam, e psicoticismo está positivamente relacionado com tendências suicidas.

 

Conclusão

 

Este breve texto teve como iniciativa resgatar o termo ”melancolia”, mas sem ter o intuito de patologizá-lo. Este tipo de ação demente eu deixo para a gentalha pedante que predomina sobre as ciências humanas e especialmente sobre a psicologia.

É fato que existe um estado, condição ou personalidade (depende de caso pra caso) que não se encontrará dentro do ”espectro da euforia” (ou ”alegria”) e nem dentro do espectro final da euforia, onde se inicia o estado depressivo. A melancolia é um traço comportamental que pode ser combinado com qualquer outro, até mesmo com alegria aparente, ou algum tipo de manifestação exterior de empatia ou de simpatia. O potencial de manifestação se dará de acordo com a sua importância hierárquica dentro do quebra-cabeças de cada personalidade. Como eu disse, algumas pessoas apresentam uma personalidade melancólica, e serão fortemente propensas a se tornarem depressivas ao longo do tempo, enquanto que outras pessoas apresentarão uma condição ou estado melancólico, que poderá ser constante porém menos importante em termos hierárquicos de funcionamento da personalidade, que poderá ser o resultado de algum tipo de transtorno pós traumático ou mesmo que poderá ser o resultado de algum tipo de contaminação por patógenos. Os fatores causadores da melancolia são multifacetados e com diferentes epicentros. No entanto, sabe-se que quanto mais forte for a seleção, menos ”instável” ou epigenético, será a hereditariedade de determinado comportamento ou traço qualquer, incluindo os traços fisiológicos.

A melancolia se relaciona consideravelmente com criatividade, genialidade, autoconsciência, predisposições psicopatológicas, psico’patologia” e tendências suicidas. Sua correlação com inteligência será mais ou menos semelhante àquela que tem sido encontrada enter depressão e inteligência, que é a sua ”representante” no mundo moderno. Vale ressaltar no entanto que enquanto que o estado depressivo, encontra-se além do suportável para a maior parte dos seres humanos, a melancolia é consideravelmente menos grave, ainda que possa predispor à depressão, não significa que sempre a causará.

 

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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