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A universalidade conceitual e prática da inteligência e a singularidade antropocêntrica da sabedoria

Todos os seres vivos são inteligentes!!!

A inteligência não é apenas humana, na verdade, nada daquilo que o ser humano ”aprisiona” em suas palavras é apenas pertencente a si, visto que se consiste na captura do fenômeno da existência do qual participa brilhante e deprimentemente. Mesmo, delinear o ser humano como se fosse separado do ”resto” não é o certo a se fazer, se somos a continuidade evolutiva de tudo aquilo que existe neste planeta e ”talvez” de todo o universo.

Como eu já expus certa vez, a inteligência é contextual, diversificada e complexa e esta panaceia de possibilidades conceituais é tamanha que inevitavelmente nos fará caminhar para o terreno pantanoso da relatividade niilista da realidade. Seria o lógico a se fazer se há tantos caminhos.

Mas se precisamos continuar no caminho da evolução então será necessário escolher novos meios para entender a inteligência singular humana, ainda que contínua a todas as outras, distinta e poderosa, a ponto de ser possível nos indagarmos sobre ”ela”, uma expansão sofisticado e poderosa da percepção.

E  também já falei, a sabedoria seria antônima à inteligência por ser una e objetiva em suas características. Não é contextual, não é diversificada e nem mesmo complexa, ainda que possa se sofisticar. A sabedoria é produto direto da singularidade mental humana ainda que não possa ser tratada como ”totalmente pertencente ao ser humano”, por também se consistir em uma manifestação fenomenológica, será muito mais íntima ao nosso espírito enquanto espécie do que a inteligência.

Estamos todos sofisticadamente inteligentes, mesmo o mais estúpido dos seres humanos. Mas poucos serão sábios ou humanamente inteligentes. E algumas nações ou coletividades humanas tem mostrado certo bafo de sabedoria em suas construções.

Portanto, esta se consiste em uma nova maneira de se investigar sobre o intelecto humano, ao dar ênfase à sabedoria do que necessariamente à própria inteligência por se consistir em um conceito universal ao passo que a primeira seria singular ou segregada ao nosso nível ou potencial de entendimento quanto à realidade/verdade.

Sábia brincadeira de aprender

Eu aprendo, aprendo só de ver
eu aprendo, aprendo a me entreter,
brinco de entender, meu mundo jovem já é cheio de lições de moral,
me acumula de espaço e tempo, oh memória, que tem amnésias por aquilo que não importa,
aquilo que me falta, minhas raízes são mais soltas, eu esqueço e por isso invento,
esquecer para reescrever, criativo é seu vento sem zelo, que muda de passos quando esquece onde deveria prosseguir,
que chama a sombra de alma e a alma de olhares, que se esquece porque não está nem na terra nem no ar, não é senão mais do que um avatar,
c’algumas vezes, é preciso esquecer para aprender,
ignorar ou saber por si só, só pelo interagir, pelo olhar, entender com o corpo, absorvê-lo e renovar o sangue cerebral,
sábio o que guarda os erros também, preciso ser imperfeito, para buscar pela perfeição,
preciso reconhecer em mim estes parafusos soltos para celebrá-los ou para consertá-los antes que se libertem,
preciso o sentir, mais do que entender, porque só se entende pelos sentidos, pela empatia d’alma, por amar àquilo que se simboliza,
preciso errar para acertar assim como preciso do calor para sentir o frio fugir,
preciso ver algumas ideias voarem por minha mente genuinamente aberta, para capturar novas ou para observar estes balões coloridos se fundindo à nuvens grossas,
eu preciso perceber para ser sábio e criativo.

O humano de um hipotético futuro

Capacidade intuitiva de aprendizado para falar

Futuro

capacidade intuitiva para aprender a ler e escrever

e aprender matemática

Criatividade e sabedoria se resumem em pura capacidade perceptiva, as diferenças (novamente) entre inteligência cognitiva (conhecimentos específicos) e intelectual (gerais)

 

Percepção é a alma do negócio chamado conhecimento

 

No texto sobre a metáfora do Megazord para explicar a complementaridade da criatividade sobre a inteligência eu determinei que a primeira poderia ser entendida como uma peça e a segunda como o corpo do monstrengo de massinha que alegrou muitas infâncias. Neste texto ou melhor, 3 pequenos textos, eu tentarei mostrar que:

  • criatividade e sabedoria se caracterizam essencialmente pela capacidade perceptiva, divergente e convergente
  • que isso indica estilos cognitivos diferentes (e mostrarei que estilos cognitivos não são a mesma coisa que perfis)
  • e que a inteligência (personalidade+cognição), que pode ser dividida entre inteligência intelectual e cognitiva,  também pode exibir diferenças quanto às suas reverberações acumulativas de conhecimento…

Criatividade e sabedoria, percepção divergente e convergente

 

Para aprender, precisamos sentir na pele, isto é, experimentar, ou então observar. Na verdade, mesmo quando experimentamos antes de observar, é necessário fazer análises críticas em relação à experiência que vivenciamos. Os mais intelectualmente capazes tenderão a observar antes de aprender na marra, se é que a experiência de fato possa ser considerada como um forte preditivo causal para o aprendizado. No mais, os mais prováveis de aprenderem com os seus erros, com a experiência pura e simplesmente, isto é, destituída de certo e errado (observação e não julgamento), ou por meio de observações quanto aos padrões que estão a se suceder, se repetir com certa frequência e com certa coerência construtiva, tenderão a ser de sábios genotípicos, que eu já determinei como aqueles que não necessitam do acúmulo de experiências, redução drástica de um novo horizonte de novas vivências e do papel dos hormônios, isto é, a velhice, para se ”tornarem” ricos em sabedoria. A maturidade mental aparece cedo na vida destas pessoas enquanto que virá tarde na vida de boa parte dos seres humanos.

Criatividade conceitualmente lógica e/ou precisa, se consiste na capacidade de capturar percepções remotamente relacionadas ou divergentes ao contexto explicitamente lógico. A criatividade se baseia na lógica intuitiva, isto é, na extrapolação radical ou contínua porém ponderada dos pressupostos que já estão dentro do arcabouço acumulado de conhecimentos da humanidade. A criatividade é a percepção daquilo que não está explicitamente perceptível.

A sabedoria, especialmente em sua dimensão cognitiva, se caracterizaria pela capacidade de capturar e internalizar percepções convergentes, isto é, que estão mais explícitas e menos contextualmente divergentes e de acessá-las em momentos oportunos visando com isso evitar o cometimento dos mesmos erros do passado ou de se antecipar a eles, se a percepção internalizada não ter se dado com base em experiência mas em observação de padrões lógicos, isto é, não precisou experimentar visto que compreendeu antes de precisar passar por isso.

A inteligência do trabalhador, semi-escravo ou humano domesticado,  que se consistiria basicamente apenas nos atributos cognitivos, destituídos de uma grande expressão da inteligência em sua total funcionalidade e talvez, em sua funcionalidade mais caracteristicamente humana, se faz com base na inexistência da percepção ou ao menos do desprezo pela necessidade de acessá-la, se um bom trabalhador trabalha, ao invés de questionar.

Estilos cognitivos entre a inteligência (predominantemente) intelectual e inteligência (predominantemente) cognitiva

Perfis cognitivos desejam indicar a construção semântico-abstrata (isto é, que não é organicamente literalizada) de um tipo de personalidade em relação a um determinado tipo de cognição. Eles, basicamente, se constituiriam no meu novo conceito sucinto e pedante para inteligência. No entanto, para que possa ser determinado como ”inteligência”, existe a real necessidade de se analisar ou determinar a que grau de eficiência funcional esta interação (cognição + personalidade) se dará.

Estilos cognitivos por sua vez se caracterizariam pela expressão funcional, isto é, aquilo que o perfil reverbera enquanto um agente de ações reais e multifacetadas que compõe nossas realidades pessoais. O perfil portanto é uma composição meramente conceitual enquanto que o estilo é a tendência e expressão de comportamento cognitivo desta composição.

 

Conhecimentos gerais e inteligência intelectual

 

Aqueles que são bons em adquirir conhecimentos gerais tenderão a ser mais criativos do que aqueles que forem melhores para adquirir conhecimentos mais específicos. A explicação lógica de correlação entre criatividade e conhecimentos gerais se daria por causa da incubação criativa, isto é, o período de internalização de curto a longo prazo de percepções variadas para a posterior composição de novas ideias ou associações. Portanto a captura mais diversificada de percepções se consiste na matéria prima para o pensamento divergente, especialmente no que diz respeito à criação de ideias conceitualmente novas ou mesmo a emersão de associações implícitas ou que ainda não haviam sido pensadas.

São prováveis tendências hipotéticas, mas talvez o que mais importe para a incubação caracteristicamente criativa não seja exatamente o potencial intrínseco para a aquisição de conhecimentos gerais, mas a capacidade de associar ideias contextual-explicitamente ilógicas, independente da envergadura da diversidade potencial de conhecimentos adquiridos. Isso sem falar que conhecimentos e percepções não são exatamente a mesma coisa. Portanto, podemos ter polímatas que terão pobreza quantitativa e qualitativa de percepções (matéria prima essencial para a criatividade) assim como também tipos cognitivamente super-específicos como muitos autistas e que terão grande qualidade ecleticamente quantitativa de percepções, isto é, encontrar ”assunto” mesmo em uma cabeça de alfinete. Muitas e talvez, na maioria das vezes, será justamente aquilo que a maioria define como irrelevante que será mais percebido por mentes genuinamente criativas.

 

Conhecimentos específicos e inteligência cognitiva

 

Os cognitivamente inteligentes tenderão a ser de mantenedores técnicos, isto é, bons para usar a cognição na memorização de atividades que são requeridas pelo sistema. Isso exige especialização cognitiva e para muitos casos, haverá uma forte correlação entre o tipo de trabalho que executa e o perfil/estilo cognitivo. Quanto menos pessoalmente específico for o trabalho, mais provável de ser diverso em  relação às pessoas que estarão empregadas nele. Alguns trabalhos reverberarão parte essencial da cognição ‘e” personalidade  das pessoas, enquanto que outros serão mais generalistas nesta correlação.

No mais, pode-se dizer que enquanto que aqueles ”com cultura” ou ”conhecimentos gerais”, serão mais propensos a

  • entender o contexto
  •  a serem anti-sociais, especialmente em termos de maquiavelismo

… aqueles com maior predisposição para uma compilação acumulativa mais homogênea ou conhecimentos mais específicos serão mais propensos a

– não entender o contexto

– não serem anti-sociais clássicos ou maquiavélicos

 

Criativos tendem a compilar  as essências conceituais mais hierarquicamente fundamentais das ideias para que possam construir novas sem maior aprofundamento. E a tendência para terem memórias incomuns e diversificadas, não apenas em relação àquilo que coletam subconscientemente mas também em relação àquilo que se esquecem ou interpretam de maneira equivocada,  contribuirá para esta predisposição mais arraigada  na compilação heterogênea de percepções e conhecimentos ou conhecimentos gerais.

Saber um pouco de tudo

‘ou” (aspas parcial que deseja indicar relativa relatividade, 😉 )

aplicar a sabedoria em tudo, tal como eu tenho feito (e acredito que muitos sábios também o façam) e tentar entender o mundo a partir deste prisma de observação.

 

Por que a filosofia é tão importante??? A necessidade imprescindível da inteligência intelectual para compor o gênio de todas as estirpes. E a hierarquia da filosofia, do sábio ao agente subjetivo da filosofia

O ato mais caracteristicamente humano é o de pensar reflexivamente e portanto se consiste no ato de praticar a filosofia, principiando pelo autoconhecimento (a técnica mais importante da autoconsciência), pela prática da harmonia ou o ato de harmonizar (filosofia prática) e pela investigação analítica sobre a fenomenologia que nos cerca e que nos abarca.

Portanto, ao refletirmos nossos pensamentos estaremos agindo da maneira mais humana possível visto que isto se constitui em uma  impressão digital de nossa singularidade mental. Competir e agir instintivamente com base em emoções são resquícios de nosso ”passado”, nem tão passado assim, de um período em que éramos mais próximos dos primatas não-humanos mais evoluídos. O ser humano é aquele que melhor sabe sujeitar (parte) (d)as intempéries ambientais que o circunda, aos seus caprichos, por meio da antropomorfia geológica e natural, isto é,  meio natural. O próximo passo será o de administrar estes dois mundos, natural e modificado, assim como também a si mesmo, administrar-se, gerindo suas reações ao refletir de maneira precisa, coerente e diplomática, isto é, sábia, antes de fazê-lo. Eu acredito que a cultura tenha um importante papel na modulação parcial, superficial das mentes, mas também existe a necessidade de evoluirmos organicamente, isto é, mantendo o caminho evolutivo em que os mais sapientes possam se reproduzir em maior número, especialmente em relação àqueles que teimam em nos manter presos ao seu domínio primitivo. Uma maior proporção de pessoas sábias entre nós significará uma menor necessidade de reforçar o básico do comportamento pró-social holisticamente harmonioso bem como também pela ênfase no pensamento crítico, questionador e útil na expansão do conhecimento e dimensão de vivência humanos.

Esquerdismo como a ideologia extremista do antropomorfismo

Deus está morto porque é o  homem que é um Deus

A minha angústia ao ver os esquerdistas, em média, lidando com os problemas humanos, desprezando a natureza animal de nossa espécie e seus respectivos desdobramentos geográficos, isto é, ”tendências” comportamentais dos diferentes grupos humanos, me mostra que eles estão a desconsiderar tola e completamente o fato mais do que óbvio quanto à nossa condição de animais e que tal como toda a fauna terrestre, que agirá de acordo com esta realidade universalmente compartilhada, de sermos uma continuidade da vida animal e não como uma bolha bio-coletiva que de tão evoluída, não mais encontrar-se-á submetida à natureza, visto que somos nós que supostamente a submetemos aos nossos caprichos. Não nos livramos da natureza tal como a maioria dos esquerdistas devem acreditar, visto que esta continua a pulsar em nossos centros vitais e permanecerá assim mesmo se a revolução antropomórfica via robótica nos modelar completamente à imagem e semelhança em relação às máquinas que temos construído para desafiar o meio natural e nos salvaguardar de seus perigos.

A essência filosófica do esquerdismo mais parece se basear em uma cultura pseudo-autoconsciente em que, em um mundo ideal, nos poríamos a gerir nossas atitudes de maneira racional. Mas se nem os próprios esquerdistas (e desprezem o nem, foi apenas uma força de expressão previamente equivocada) estão plenos de seu autocontrole então vamos imaginar rapidamente como que esta realidade se mostraria à boa parte dos seres humanos.

A necessidade imprescindível da inteligência intelectual para compor o gênio de todas as estirpes

Todo o gênio que foi merecidamente reconhecido, em ao menos alguma particular dimensão, questionou sobre os postulados estabelecidos e compartilhados dentro de seu meio social. Todo o gênio para que possa desenvolver, revolucionar uma determinada área, precisa criticar, pensar que aquilo que é entendido como a verdade do momento, poderia ser melhor do que é, precisar usar o seu intelecto, ser um intelectual.

A criatividade que tem como fundamental finalidade a utilidade e não apenas no simples ato de transgredir com qualidade, por exemplo, dentro do mundo altamente subjetivo das artes e mesmo dentro de muitas áreas do pensar filosófico, precisa, mesmo antes da incubação criativa, se basear no pensamento crítico, reflexivo e filosófico. Se não no pensamento, ao menos ou fundamentalmente na sensação/necessidade intrínseca de analisar e criticar, quando possível.

A técnica singularmente humana de reagir ao ato de existir, o pensar reflexivo e filosófico em sua primazia, é essencial, imprescindível para a manifestação do gênio verdadeiro.

A hierarquia da filosofia, do sábio, o filósofo natural, ao agente subjetivo da filosofia

A filosofia em seu conceito mais puro se consiste no ato de buscar pela sabedoria, por intermédio do pensamento reflexivo, crítico e que vise na melhoria da realidade compartilhada e percebida.

O sábio se localiza no lugar mais alto da hierarquia deste ramo fundamental da existência humana, visto que se consiste no filósofo natural, antes mesmo de ser um filósofo per si. Enquanto que a filosofia se consiste na busca pela sabedoria, o sábio se consiste naquele que a vivencia, visto que já nasceu predestinado para interagir deste modo com o seu meio, como resposta de sua natureza biológica. Portanto, o sábio ao nascer filósofo, não precisa sequer buscá-la pelo exercício da filosofia, j[á que a vivencia de maneira tão íntima, natural, mesmo nos seus pensamentos mais profundos.

No segundo degrau de cima pra baixo desta hierarquia piramidal, o filósofo, o agente objetivo da filosofia, se encontrará. E mais perto do chão, boa parte daqueles que atualmente denominamos como ”intelectuais” e filósofos serão encontrados e os denomino como agentes subjetivos da filosofia, isto é, que aderem ao pensar filosófico especialmente em termos de estudos biográficos dos pensadores que melhor lhe aquecem os corações, mas que não principiam suas respectivas caminhadas filosóficas a partir da busca pelo ato filosófico per si. Muitos destes são demagogos assim como também encontraremos muitos oportunistas que se apropriam da abrangência e relativa subjetividade, riqueza de campos de estudo, da filosofia, para produzir ideologias ao invés de buscar por aquela que é a mais característica da própria filosofia, isto é, a sabedoria.

Por incrível que possa parecer nem todo sábio que será um intelectual, porque é provável que para que possa sê-lo em todo o seu potencial, seja necessário a genialidade existencialista e filosófica e não apenas a naturalidade sábia. por exemplo, Osho foi um gênio ou um sábio**

Para termos real noção perceptiva do gênio filosófico precisamos vê-lo em ação na administração das sociedades e creio eu que se Osho fosso colocado na presidência de seu país, é provável que introduzisse um sistema muito similar àqueles que predominam nas sociedades mais socialmente avançadas do Ocidente, ou seja, não muito diferente da ênfase em relação à cultura de pseudo-autoconsciência que tem resultado em tantos problemas para essas nações, não apenas por causa da imigração em massa, mas anterior a isso.

Sábios sem o brilho vívido da genialidade filosófica é provável que transformariam suas nações em metafóricos fogos quase apagados de tanta parcimônia, em locais onde o talento e o destaque passariam a ser taxados de pecados do que de virtudes. São especulações e talvez esteja parcialmente errado quanto a isso, assim espero, 🙂

Correlação entre tamanho do cérebro (via tamanho da cabeça) e ”inteligência’ (segundo um viés psicométrico)…

Hipótese: MAIOR CORRELAÇÃO para aqueles de maior inteligência  científica/”masculina” e MENOR CORRELAÇÃO para os de maior inteligência verbal/emocional/”feminina”

A manifestação de uma maior inteligência verbal não parece necessitar de um cérebro grande, EM MÉDIA, porque o mais importante seria a densidade de conexões entre os hemisférios nas habilidades de se comunicar, escrever e ampliar o vocabulário. Isso ”explicaria” (poderia explicar) o porquê de termos mulheres  (e homens também, obviamente) com cabeças pequenas e grande inteligência verbal, ainda que não passe de uma especulação muito da grosseira (autistas por exemplo, tem cabeças/cérebros grandes e tendem a ter grande inteligência verbal E matemática, mas principalmente mediante uma perspectiva masculina, a famosa teoria do cérebro hiper-masculino de Simon Baron Cohen. Portanto, uma psique mais racional e literal ou cognitivamente masculina, PODERIA ser mais correlativa com tamanho do cérebro do que uma psique tipicamente feminina).

Portanto, além do fator ”tamanho da cabeça em relação à estatura”, também deveríamos ou poderíamos analisar esta correlação a partir desta perspectiva… ou não.

Apenas como distração…

Tempo de reação contextualizado e novamente o exemplo do ”intelectual esquerdista”…

… que parece demorar um século pra perceber o que acontece à sua volta.

Exemplos muito interessantes.

Relendo o livro de Yoáni Sánchez e mais especificamente a dedicatória do sociólogo Demétrio Magnoli, que deu uma aula sobre história cubana, algo me chamou atenção nesta parte: a tomada (retardatária) de consciência de alguns escritores e artistas (de esquerda) quanto ao barco furado da ditadura castrista. Isto é, depois de décadas defendendo o regime comunista, eles se deram conta que o mesmo era ruim e decidiram… debandar como bons covardes que são. Incrível, como pode ser possível acreditar em algo, ver que este algo não está tendo bons efeitos, pelo contrário, só está piorando, não realizar qualquer básica correlação entre atitudes positivas e negativas que um bom governo deve tomar… enfim ficar pensando ”na morte da bezerra”, tentando pegar moscas só com uma mão, lerdando por décadas a fio, vendo tudo acontecer ao redor e depois deste tempo pra lá de longo de letargia, constatar que algo não vai bem e… debandar, cair fora, deixar os outros a deus dará***

Outro exemplo, apenas muito recentemente que o meu irmão esquerdista começou a acreditar, ainda que muito timidamente, que o DESgoverno atual sob a tutela desastrosa e vil de incomPtentes não era aquilo que suas propagandas lhe mostrava…. E se fosse uma situação de alto risco, isto é, em que houvesse a necessidade de se PENSAR RÁPIDO, será que ele teria agido mais agilmente*** Ou será que teria deixado o seu oponente com sono e perdido a luta***

O tempo de reação contextualizado se caracteriza por nossa capacidade de reagir cognitiva/intelectualmente às intempéries multifacetadas, de longo a curto prazo, que nos encapsulam e de maneira rápida. É a nossa velocidade para entender o mundo, para capturar a imagem maior, o contexto e SOBREVIVER.

Percebendo que o meu irmão esquerdista pareça estar fazendo um esforço para entender o que realmente se passa em ”nosso” país, eu percebo que talvez, mais do que falta de caráter, muitos esquerdistas iguais a ele seriam na verdade extremamente lentos para capturarem a imagem maior e para primarem (ou não) por ela, isto é, por aquilo que realmente importa. O mesmo parece acontecer com a maioria dos meus colegas de faculdade que estão longe de serem pessoas ruins, pelo contrário, são tão legais (diferente de bom… não que sejam ”não-bons,rsrsrs) que talvez tenham completa incapacidade de farejar malandragem e psicopatia.

Também o tenho como exemplo para falar sobre a relação entre  memória ineficaz e déficit de conscienciosidade. Se  o cérebro não guardou, então não deve ser importante, não acham*** 😉

”Tem lutado por um mundo melhor… lutou pela revolução…. e depois de décadas a fio vendo todas as suas verdades serem desmanchadas uma a uma, constata tarde demais que algo não anda bem em seu país….”

Também se assemelha à ideia reducionista porém precisa de que ”cometer o mesmo erro” seja burrice. Se pra ti, ser lerdo e burro forem a mesma coisa…

O ”humanista” que ficou 2 a 3 décadas recebendo muitas das benesses de um governo autoritário e idiota e apenas no final deste período resolveu olhar para o lado e pensar por conta própria, questionando as verdades absolutas internalizadas, é humanista e intelectual apenas no papel e no status quo, porque no mundo real, será uma baratinha tonta estúpida, conivente com a maldade.

Na contramão da lerdeza dos intelectuais de esquerda (nem todos, alguns que serão do tipo psicopata de alto funcionamento), os ”brancos nacionalistas” ( e grupos homólogos ao redor do mundo) apareceriam como velocirraptors em suas respectivas capacidades para farejar incongruências holísticas em suas áreas de vivência, isto é, tempo de reação culturalmente contextualizado ou real. Por serem mais instintivos e por darem maior importância ao mundo real, àquilo que importa, mesmo  que se faça por meio de uma abordagem pleistocênica, destituída de maior complexidade,  do que à abstrações caprichosas, os brancos nacionalistas demonstrarão clareza de pensamento por mais que esta se faça pragmática demais e tenda a resultar em excessivas generalizações. Ainda assim, é muito melhor do que o mundo de crenças esquerdistas que tanto me angustia.

Ainda assim é necessário nos questionar se o contexto fosse outro, a mesma situação se daria, isto é, lerdeza de reação por parte dos esquerdistas-de-coração e agilidade por parte dos brancos (ou de qualquer outra ”cor”) nacionalistas. Para internalizar ”novas diretrizes” morais, os esquerdistas aparentam melhor capacidade, mas aí nós temos de olhar para os dois grupos e observar as características biológicas que tendem a predominar em ambos, se tenderemos a abraçar memes culturais que sejam convenientes para as nossas próprias sobrevivências pessoais.

O esquerdista médio (que não é um psicopata ou sociopata) está mais perto de um homossexual médio, do que um branco nacionalista médio poderia estar naturalmente. Ao defender o direito ou seria melhor a necessidade fisiológica das minorias sexuais de vivenciarem as suas predisposições mais agudas, muitos esquerdistas apenas estarão defendendo a si mesmos para estarem livres em sua experimentação ou mesmo parcialmente, se tendem a ser mais pacíficos, menos dominantes e mais andróginos em biologia comportamental sexual (ainda que isso não tenha a necessidade de resplandecer em comportamento homossexual).

Portanto, não basta ter uma certa capacidade cognitiva ou intelectual específica para que possa entender o contexto e ser muito bom em tempo de reação no mundo real, porque talvez pareça ser necessário ter um conjunto de variáveis biológicas (e isso inclui perfil cognitivo ‘e” de personalidade) que, estejam em conluio com o mesmo ou que sejam radicalmente opostas a ele, tal como acontece com os dois grupos de exemplificação.

Esta breve constatação abre portas para a ideia de ”perspectiva existencial” que eu estou para desenvolver, se conseguir afogar o excesso de ideias e pensamentos que ainda não consegui postar no blogue.

A metáfora do Megazord para explicar a relação ou complementaridade entre inteligência e criatividade

A criatividade é um complemento importante para a engrenagem maior chamada inteligência, tal como uma daquelas peças (tosse, ranger, tosse) que se encaixa em um dos monstrengos do seriado americano Power Rangers, clássico dos anos 90.

A criatividade está contida na inteligência e a segunda é fundamental especialmente depois do período de incubação criativa, quando as percepções de diversas matizes ou de naturezas remotamente relacionadas estão sendo internalizadas (talvez dentro de nossos ”subconscientes”), isto é, durante o processo de desenvolvimento destas ideias.
A criatividade, mediante algumas perspectivas, pode até ser percebida como o oposto da inteligência. Por exemplo, para se ter epifanias criativas, é necessário estar mais distraído do que o costume, sendo bombardeado por percepções de sua área de nano-interação (interação a nível pessoal ou em primeira pessoa e dentro de um ambiente de pequena envergadura ou influência, por exemplo ,quando se está dentro do próprio quarto). Em compensação, para se agir inteligentemente, é necessário alguma concentração acima da média (e todas as palavras abstratas apresentam naturezas multidimensionais, portanto, o termo ”concentração” variará de acordo com o contexto enfatizado).
No entanto, em outras perspectivas, a criatividade será melhor compreendida como uma complementaridade da inteligência. A inteligência ou seria melhor dizendo, a cognição, em seu estado mais puro, se expressará por meio do aprendizado, internalização e execução de certa tarefa. Esta que poderá ser de natureza intelectual (como decorar e/ou internalizar alguns fatos que são importantes para se lecionar história do Brasil) ou puramente técnica (manejar uma retro-escavadeira ou repetir um conjunto de diretrizes que foram verbalizadas/anunciadas). Uma peça que se encaixa em uma engrenagem maior chamado inteligência que não se consiste apenas na cognição mas também na interação desta com a personalidade e se sabe que a criatividade necessita dos dois componentes fundamentais para que possa funcionar.
A criatividade convergente ou ”pseudo”-criatividade, que eu já espezinhei em um texto longínquo, poderia ser entendida dentro deste contexto metafórico, tal como uma peça super-específica que tem a capacidade de executar uma função que se assemelha com a criatividade conceitualmente ”correta” mas que não precisa da interação com a personalidade de maneira imprescindível para que possa funcionar. Claro que a personalidade em interação com nossa cognição irá contribuir para produzir as nossas motivações pessoais. Mas esta  influência variará significativamente. Isso nos ajuda a entender o porquê de alguns virtuosos serem tão talentosos mas não serem tão apaixonados pelo que fazem.
A inteligência intelectual precisa da interação da personalidade e da cognição para que possa ser plenamente atuante e desenvolvida em seu ato de criticar e analisar.
A metáfora do Megazord para explicar como que a criatividade complementa a inteligência, a meu ver, pareceu bastante elucidativa para que pudesse ser exposta. Não é estritamente necessária e sabemos que a grande maioria das pessoas são minimamente criativas. Mas se faz necessária para que possa ocorrer o avanço do conhecimento humano se o simples fato de se encontrar novas associações de ideias de todas as naturezas, já se torna necessário o seu acesso, via incubação criativa e produção subconsciente destas ideias ou intuição.

Personalidade, cognição, inteligência e qi

Novamente, a correlação avaliativa entre qi e os componentes que compõe o intelecto humano.

QI e cognição

A inteligência como a conhecemos parece se relacionar muito bem com a cognição. A cognição se consiste nos atributos mais técnicos ou mecânicos de nossas capacidades que quando acompanhada por testes cognitivos, adquire uma contextualidade ou unilateralidade que nos faz remeter à metáforas que se relacionam ao trabalho, isto é, a capacidade de oferece-lo a partir de parâmetros pré-estabelecidos. A inteligência, mesmo a humana, existe sem a necessidade de qualquer parâmetro, mesmo a cultura. Portanto, a correlação entre qi e cognição será significativa se os parâmetros usados para a sua mensuração estão muito próximos da realidade, ao se analisar a memória, o tempo de reação, a capacidade de se fazer analogias e a de reconhecer padrões, dentre outros aspectos importantes de nossas cognições. No entanto, como eu já expus diversas vezes aqui e se consiste em uma de minhas críticas-mestras ao determinismo dogmático dos testes cognitivos, qi não mensura a ”inteligência” em um estado dinâmico, mas em um estado inerte, em uma sala qualquer de uma universidade qualquer, com lápis e caderno a tira colo, um psicólogo como um cão de guarda, um relógio cronometrando o tempo e perguntas de-contextualizadas. E isso não é ”mundo real”.

Meu modelo conceitual, diga-se, muito simples e didático de ser entendido, para a inteligência, se consiste na interação entre a cognição e a personalidade. A personalidade, nossa constância comportamental, tem grande impacto em nossa cognição. Isso ainda não quer dizer que se a isolássemos todos seriam iguais. Mas continuará tendo um grande impacto. No texto sobre os leste asiáticos e as suas primorosas capacidades de concentração, eu a defini como a habilidade de se isolar os efeitos constantes da personalidade na cognição. É como se mudássemos o som de uma música instrumental, por exemplo, aumentando alguns ritmos e reduzindo outros (por exemplo, enfatizando o som do piano em uma música multi-instrumentalizada ou orquestrada) ou como como quando modificamos as cores da tela de uma televisão. Sendo mais capazes de controlarem suas personalidades na execução de tarefas do dia a dia, os leste asiáticos também tendem a se saírem melhor em testes cognitivos, justamente por causa desta capacidade. Não é que o qi mensure esta habilidade, mas é que a mesma tende a se relacionar com aqueles que conseguem se concentrar em baterias de testes que exigem a exposição de conhecimento e que muitas vezes será extrínseco àquele que melhor apetece a personalidade de cada um. Ninguém ou a maioria não gosta de fazer testes cognitivos ou provas escolares, mas aqueles que gostam, serão mais propensos também a serem melhores na concentração para executá-los. Eu me concentro bem para escrever estes textos. Apenas uma dica de que a ”concentração” também dependerá do contexto de enfatização ou centralização.

Qi e personalidade

Algumas pesquisas tem sugerido que os mais introvertidos sejam mais propensos a pontuarem alto em testes cognitivos. Não parece ser preciso falar mais sobre isso se no texto acima eu já mostrei o porquê dos leste asiáticos, que são mais introvertidos que os brancos europeus e que os negros africanos, serem melhores, em média, não apenas nesta tarefa, mas também a qualquer outra que exija concentração, mesmo que se faça com base em assuntos que estão extrínsecos às suas personalidades. Um exemplo muito elucidativo. A capacidade asiática de trabalhar exaustivamente em empregos da indústria tecnológica, de dedicarem boa parte das horas de seus dias em atividades repetitivas e que exigem grande concentração porque necessitam de perfeccionismo, por exemplo, no encaixe de peças mecânicas. Não é que eles nasceram mais predispostos ou empaticamente recíprocos (tolerantes seria o termo mais adequado) para o trabalho repetitivo e de longas jornadas. Mas é que eles são melhores no isolamento ou neutralização da personalidade, que por sua vez nos incita para a interação interpessoal e para ”investimentos na própria felicidade” (alimentar nossas próprias existências), na dedicação extrínseca, isto é, de atividades que não estão plenamente relacionadas com as exigências pessoais. Aqueles que são mais extrovertidos ou que são mais distraídos, incapazes de filtrar os eventos e estímulos externos que são constantemente interpretados por nossas personalidades, serão mais propensos a pontuarem mais baixo nos testes cognitivos assim como também em relação a todas as outras atividades que são similares a esta, isto é, que exige a concentração.

”Eu – quero – fazer este teste, mas o céu está tão bonito nesta tarde e eu estou com a cabeça em outros assuntos”

Qi e inteligência

”Como” a inteligência poderia ser entendida como ”cognição + personalidade”, então minha constante afirmação de que os testes cognitivos meçam-na de maneira parcial se consiste em uma possível verdade, porque quando não estamos em um estado de concentração para resolver questões ”quase-escolares”, estaremos no mundo real, usando nossos atributos cognitivos e intelectuais ou com base na interação destes com a personalidade, interagindo ”de” verdade.

Todos os meus textos sobre este assunto não visam na completa negação de qualquer fiabilidade remota dos testes cognitivos em sua tarefa de acessar e expressar o intelecto humano mas no melhor entendimento de todas as variáveis que estão relacionadas e principiando por duas vias fundamentais, o realismo e a diversidade.

Aquele que é excepcional em sua capacidade de pensar criticamente, de refletir o pensamento, enfim, de ser um legítimo intelectual, não será O MAIS inteligente em comparação a todo resto, a partir de uma comparação total, porque para que pudéssemos fazer esta afirmação, nós deveríamos concluir com base em método científico exemplar, que o intelectual seria como um polímata pluritalentoso em relação a totalidade das atividades humanas que requerem o uso da inteligência, bom em tudo. E isto, ele não é.

As sociedades humanas, talvez, toda a complexidade natural, exige a cooperação de peças de diversas naturezas e todos os sistemas sociais humanos tem buscado pelo elixir da comunhão de todas essas peças visando na maximização de sua eficiência, mas tratando-os como se fossem (e de fato, infelizmente, são) ”animais” de fazenda e aqueles que detém o poder, como fazendeiros. Isso está gritando ”diversidade cognitiva”.

E o realismo, como eu já falei aqui e diversas vezes neste blogue, se dá com base na análise da inteligência no mundo real, sob todas as suas perspectivas e a partir do momento em que denominamos a cognição como inteligência, nós estaremos destituindo a mesma de seu conceito mais holístico e provável de ser assim como também enfatizando a qualidade do trabalho, tratando a todos como reles escravos semi-assalariados.

O paradoxo do ateu ”modinha”…. e a histeria anti-sábia dos estúpidos…

O ‘paradoxo” do ateu ”modinha”…

Se sabe tanto sobre evolução então por que continua a acreditar apenas no papel da cultura como transformadora do comportamento humano ”ou” ”um que de Lamarck” ??

Os ateus, isto é, uma boa parte deles, são alguns dos maiores crentes no papel fundamental, tanto da educação quanto da cultura, como promotoras do desenvolvimento cognitivo e do comportamento humano. Há uma parcial verdade aí, mas ao se desprezar o papel da biologia comportamental e cognitiva e sua interação com o meio (cultura e educação), se estará principiando por pressupostos essencialmente equivocados, se tudo aquilo que é incompleto e é dado como completo, assim o será.

A contradição ”ou” paradoxo mais engraçado daqueles que também são fervorosos defensores das teorias darwinianas, é a de que as utilizam principalmente como argumentos contra o criacionismo mas que não as entendam em seu todo, porque foram e são conquistados  justamente por resquícios sofisticados do antropocentrismo, que são a essencia de qualquer ”religião”.

A Terra não é o centro do universo, nós também não somos o centro da Terra e de sua biodiversidade. Mas, de acordo com o behaviourismo e seus ”uber-especialistas”, o ser humano é tão magicamente superior aos outros animais, que as regras (quase) universais de predomínio (essencial e óbvio) genético ou biológico no comportamento e na capacidade cognitiva, não são, supostamente, aplicáveis a ele.

Deus não existe, porque, segundo o resquício de pensamento mágico que predomina em muitas mentes ateias, nós é quem somos os deuses!!

Só que não, continuamos sendo animais tal como os outros e como papai Darwin disse, reagimos de maneira muito similar aos eventos, isto é, de maneira que NÂO DA para desprezar o papel de nossas predisposições genéticas nas interações de curto a longo prazo com o meio. Seria metaforicamente falando, como imaginar um jogo de futebol, com apenas um time.

O ponto chave que nos faz diferentes, estranhamente diferentes das outras espécies, é justamente nossos instintos atrasados ou maiores autoconsciencias (claro, que com sua variação devidamente exaltada). Neste meio caminho, entre o pensar e o reagir, construíremos ao longo de nossas vidas, um arcabolso de vivencias únicas, que serão enriquecidas por símbolos, abstrações e o seu uso constante tal como na matemática ou mesmo, no vocabulário, o uso de palavras, nossas reflexões. Todo este mundo complexo que se abre entre o pensar e o reagir para os humanos, nos demais animais, tende a se dar de maneira predominantemente instantânea, isto é, o pensar/agir ou agir instintivamente, nos fará mais suscetíveis a uma panaceia de possíveis destinos ou maior probabilidade de caminhos a serem tomados, e que serão sofisticados quanto a sua complexidade, em nossos ambientes antropomorfizados. Mas a essencial relação entre o homem e o seu meio, isto é, sua biologia e não apenas a comportamental e o seu ambiente de interação e vivência, permanecerá simples de se entender, basicamente, ”’genes em interação com o meio”’. Nós que somos os nossos genes. Portanto, quando estivermos falando de genética, nós estaremos falando de nós mesmos, não apenas em relação aos órgãos dos quais temos pouca familiaridade consciente e constante, tal como o coração ou os rins, desprezando aqueles que são constantemente afetados por crises de ”piriri”, mas especialmente de nossos cérebros e de seu produto único, que é o mais relevante para nós, ou seja, as nossas mentes.

Voltando a pauta principal desta parte do texto, os ateus ‘modinhas’ renegam o criacionismo em prol do darwinismo, mas quando debatem sobre o comportamento humano, se utilizam do lamarckismo, leia-se, educação e cultura, como únicos e fundamentais influências em relação ao mesmo, o que claramente se consiste em uma incompletude conceitual ou má interpretação das teorias darwinianas.

Falar sobre influencia genética no comportamento humano, assim como também de hereditariedade de caracteres via seleção  (o básico-do-básico da teoria da seleção natural) remete em suas cabeças pedantes a

  • eugenia
  • nazismo
  • preconceito
  • racismo

isto é, eles apregoam uma carga fundamentalmente ideológica sobre a teoria que mais se utilizam para refutar os argumentos tolos dos criacionistas, enquanto que, convenientemente, renegam a parte ”politicamente incorreta” das ideias de Darwin, especificamente quando estas são aplicáveis aos seres humanos.

Alguns adjetivos para este tipo de abordagem argumentativa e pessoal-ideológica:

Estúpido, conveniente ou tendencioso, irracional, desonesto.

Aceitar que existam diferenças cognitivas entre as populações humanas (em média), por exemplo, não significa que se estará defendendo a volta do nazismo ou o preconceito contra essas populações (ainda que muitos daqueles que apresentam facilidade para internalizá-las, defendam causas ou ações parecidas). Neste caso, o preconceito negativo direcionado à pessoas perigosas, de qualquer grupo humano, se consiste apenas no básico da sobrevivência, mitigando ou evitando futuros perigos em relação às mesmas via interações altamente desarmônicas. Novamente, todas as palavras abstratas e mesmo as literais, dependendo do contexto, são amorais em sua raiz conceitual. Mesmo o preconceito negativo, depende do contexto. Quando falamos de abstrações, estaremos falando irrevogavelmente de contextos para que se evite a injustiça de análise, conclusão ou tratamento.

A grande proporção de ateus, ou, ao que parece, que estão fortemente inclinados para favorecer boa parte dos pressupostos behaviouristas que nada mais são do que o lamarckismo sofisticado, nos mostra que muitos fãs de Charles Darwin são de analfabetos funcionais, e pasmem, especialmente em relação às suas teorias, ao determinarem, via influencias midiáticas e culturais, que o ser humano é tão divino que não pode ser equiparado aos outros animais, especificamente em relação aos fenômenos que, em linguagem moderna, resultarão em uma ”inevitável” discussão sobre nazismo, eugenia, preconceito e racismo.

Sim, ”somos tod(l)os iguais”, ”racismo é doença”, ”preconceito é burrice”, deixem os imigrantes virem para aquele país, dê-lhes educação e por esforço repetitivo, se tornarão inteligentes, cultos e empáticos e ainda por cima passarão estas virtudes recém-adquiridas para os seus futuros filhinhos. Que lindo!! Que ideota!!

Os ateus modinhas e/ou os ateus médios, deveriam ou poderiam utilizar seus (supostos) conhecimentos e empatia/ reciprocidade em relação às ideias darwinianas e tomarem a realidade de seus cotidianos a seu favor. Qualquer pseudo-religião sabe instintamente que o que importa é

  • população
  • genética

Pseudo-religiões atraem indivíduos suscetíveis de serem convencidos por seus discursos metafisicamente humanistas e culturalmente tendenciosos (a moralidade subjetiva). Estes indivíduos se casam entre si e produzem um cluster genético e quanto mais tempo ou maior a pressão seletiva (mais aglomeração geográfica), mais perfeita será a sincronia entre as suscetibilidades comportamentais das pessoas e a sua cultura, com cada vez menor debandada de ”fiéis”.

Se o ateu quer transformar todo mundo em ateu, então deveria começar por ele mesmo, se casando com uma moça ateia e tendo muitos filhos com ela, chamando os seus amigos ateus, criando uma cultura, isto é, uma superestrutura que combina ideologia com cooperação grupal mútua (em outras palavras, vantagens para ”fazer valer apena”), basicamente o que todas as pseudo-religiões tem feito desde a muito tempo.

O problema maior seria se de fato alguns deles tomassem esta iniciativa e no entanto, espalhassem suas visões distorcidas e perigosas da realidade. Teríamos uma massa de zumbis mentalmente sofisticados repetindo os seus mantras de certezas absolutas, acusando os outros que destoassem de seus pressupostos de pseudo-cientistas, irracionais… em outras palavras, teríamos o totalitarismo do ateu ”modinha” e ou do ateu médio no mundo, que ao invés de usar o diálogo e o didatismo, se utilizariam de métodos mais obtusos para calar a boca da dissidência, sem qualquer tentativa de harmonização entre os grupos envolvidos.

Estúpidos complicam aquilo que deveria ser simples de ser entendido!! 

Este blogue, assim como muitos outros, se baseia no esclarecimento de algumas obviedades simples, e outras, nem tanto, porém que são entendíveis, a partir de uma perspectiva racionalmente otimista.

  • Matar o seu vizinho porque estava com vontade não é uma coisa legal.
  • Ser empaticamente nepotista com os seus filhos e desprezar um virtuoso que não é o seu parente, não é legal.
  • Chame do que quiser, os seres humanos são logicamente falando, diversos e isto que indicar que no mínimo exista alguma diversidade biológica entre eles. Espécies de pássaros que vivem em ilhas vizinhas porém distintas, tendem a desenvolver diferentes pressões seletivas e fenótipos. Muitos destes eventos tendem a acontecer a longo prazo, isto quer indicar que nós não veremos boa parte deles durante nossos períodos de vida. Mas isso não significa que não aconteçam.
  • Não somos todos iguais, ok??
  • O fato da inteligencia ser diversa, contextual e complexa, não quer indicar que não seja hereditária e baseada em predisposições ou potencial.
  • educação é acreditar que por esforço repetitivo, todos ou ao menos ” a maioria” poderá se tornar ”mais inteligente”. Ainda que exista ou sobreviva alguma verdade nisso, não quer dizer que ”basta a educação” para que possamos ver uma melhoria significativa da sociedade. Educação comportamental para dificilmente educáveis é uma perda de tempo, a não ser que você os entenda, isto é, sua psicologia média, e passe a aplicar o segundo tipo de educação que eu demonstrei neste texto. A Coreia do Sul, o exemplo mais comumente usado pelos ”especialistas” em educação, não conseguiu se tornar a nação que é hoje em dia, apenas por causa da ”educação” que foi empregada, mas especialmente porque seu povo já apresentava potencial a nível coletivo para produzir e sustentar uma nação de primeiro mundo. Se o básico da educação comportamental (superficial e portanto, igualmente superficial em empatia, mas é melhor que nada) como não jogar lixo na rua, não abordar mulheres na rua como se estivesse no cio, etc, não são facilmente internalizadas ou mesmo, dificilmente internalizados pela ‘população’ (em média), então vamos nos questionar o quão difícil será para que possam passar do básico no ”entendimento por padrões lógicos de comportamento e raciocínio”, para o mais complexo, como fazer contas, entender o significado das palavras, ser empático no ambiente de trabalho, ser tolerante com gratificações de longo prazo, ser organizado e ciente do dever civil de zelar pelo respeito ao bem comum, como não roubar, não matar, não brigar por motivações fúteis….. Estão percebendo que ”o buraco é muito mais embaixo” do que estão pensando.

O estúpido incapaz de auto-correção intelectual, apresenta grande dificuldade para entender, aceitar ou internalizar o básico, não apenas do conhecimento humano, mas principalmente em relação ao reconhecimento de padrões (especialmente em relação aquilo que é mais importante, mais visceral para o bem estar individual, coletivo e de todos as formas de vida deste planeta). O mesmo é anterior a transformação de percepções em certezas úteis e deveria ser fácil para a maioria de nós, aceitá-las e ou entende-las. Só que ‘por incrível que possa parecer”, o ser humano médio parece ser muito prodigioso em sua habilidade de ser medíocre (ainda que um cabeçudo medíocre e especial) ao confundir o simples com o complexo, novamente a minha metáfora quanto ao estrabismo natural de ”nossa” espécie. Ao ”confundirmos” o básico, o simples, caminharemos também para transformar a complexidade do pensamento em um show de horrores bizarro, isto é, expandir o errado, transformando-o em um monstro cada vez mais gordo e forte. A ideologia do igualitarismo, que é superficial, tendenciosa e que foi criada por razões obscuras, que não são conhecidas pelo ”grande público”, é um exemplo significativo desta realidade. Se a ideia-mãe está errada então é muito provável que a continuidade desta ideia também se fará igualmente equivocada, ainda que se possa melhorá-la ou mesmo adaptá-la corretamente, especialmente quando temos gênios com grande capacidade de manipulação semântica e simbólica.

A tempestade no copo d’água, a famosa expressão que deseja indicar excessos emocionais em relação a ‘trivialidades cotidianas’, dependerá do contexto, moral ou situacional adequado, porque o que é considerado como reação exagerada por alguns, poderá ser considerado como um atitude normal por outros. No entanto, é evidente que algumas ideias (que não são apenas ideias) estarão muito mais corretas do que outras. Você sabe o porquê de ir ao banheiro. Sabe que para construir uma casa, você precisa de cimento e argamassa.

Questões ”apessoais” são menos ”polêmicas”. 😉

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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