Archive | abril 2015

Autoconsciencia, inteligencia pura e essencial, autoconhecimento, narcisismo, megalomania, baixa auto estima e paranoia…

A autoconsciencia é a forma mais pura e essencial da inteligencia humana.

A autoconsciencia é o divisor cognitivo entre a espécie humana e as demais espécies.

Nos diferenciamos na intensidade de autoconsciencia. E uma das provas mais cabais de nossa superioridade neste aspecto, que influencia todo o resto, pode ser exemplificado por nossa imensa curiosidade, pois se já nos conhecemos, então desejaremos conhecer todo o resto. Claro, com a sua diversidade quantitativa de intensidade em relação a este quesito. O instinto puro seria como uma tentativa inata para o autoconhecimento mas que sempre resultará em fracasso, mediante esta perspectiva de comparação. A amplitude do autoconhecimento para os tipos intensamente instintos é muito baixa, mas será o máximo que conseguirão fazer e acessar. Nos contentamos com nosso teto cognitivo, nossa constancia comportamental, se estamos quase sempre dando o melhor de nós. Estamos todos em busca de ”Deus” ou a Origem de tudo, mesmo os seres mais microscópicos.

Praticamente, todo o genio caminhará para ter um grande potencial para o autoconhecimento, porque estará provido de autoconsciencia, especialmente aqueles que estarão mais especializados na arte pensante ou filosofia. Mas é quase certo que o ‘excesso’ perceptivo do genio, o fará mais autoconsciente e moralmente consciente (positivamente, no sentido de mitigação de conflitos ou negativamente, no sentido de manipulá-los) do que os demais. O grau de intensidade de autoconsciencia (potencial para o autoconhecimento ou sabedoria cognitiva prática) que determinará o tipo de genio, em conluio com a sua configuração mental.

Autoconsciencia, narcisismo, baixa auto estima e megalomania

Aquele que se conhece muito bem, inevitavelmente, caminhará para se tornar mais narcisista, em um sentido consciente, porque a maioria da população será ”inconscientemente” narcisista. Quando nos conhecemos mais e melhor, procuramos mais por nossas qualidades, visando em suas melhorias…. mas por outro lado, da mesma maneira que nos tornamos mais conscientes de nossos predicados, também nos tornaremos mais conscientes de nosso defeitos.

Se a essencialidade universal é a dualidade, então nada mais lógico do que expressarmos esta verdade em nossas próprias personalidades e especialmente quando estivermos providos de grande autoconsciencia.

Uma personalidade muito acordada, além de ter grande potencial para o autoconhecimento, também caminhará para esta bipolaridade mais intensa de autopercepções. Dependendo de qual particularidade mental ou fisiológica que estiver sendo enfatizada, o autoconsciente tenderá a viciar-se desta mentalização. Eu que sou deste tipo e já cheguei ao absurdo de desenvolver tiques nervosos como piscar de olhos descompensado, justamente por causa desta enfatização mental excessiva, a partir de uma correlação equivocada de eventos e variáveis. Surpreendentemente, por causa de uma canalização errada, fiquei 2 longos e dolorosos meses completamente insone. Voce pode ser excepcional na busca e captura da verdade objetiva, mas por outro lado, também caminhará para ser mais vulnerável para cair neste tipo de situação proto-insana.

A baixa auto estima e o narcisismo  convivem bem com doses extras para megalomania, outra predisposição do autoconsciente. E a explicação encontra-se logo no início deste texto.

Voce é um excelente aluno, mas não sabe capturar a essencialidade objetiva de sua realidade*** Burro!!!

Sim, os autoconscientes estão providos da mais pura forma de inteligencia humana, talvez, a característica mais fundamental que nos distancia dos demais animais. O autoconsciente se entende melhor que a maioria (e paradoxalmente, também será aquele que terá mais dúvidas de si mesmo) tal como o maquinista entende muito melhor o trem que dirige. E esta percepção de autogoverno, parece relacionar-se fundamentalmente bem com a inteligencia em sua forma mais pura, ao invés do excesso de tipos de inteligencias tecnicamente especializadas. A luz da sabedoria talvez possa ser literalizada por meio desta capacidade de se conhecer muito bem e que como resultado, será muito melhor para a posterior inserção em seu ambiente. A megalomania se oriunda desta autopercepção, especialmente a partir da ideia de que aqueles que são irremediavelmente estúpidos, sejam mais facilmente manipuláveis, tal como bonecos de ventríloquo e que estejam em maior risco de cometerem erros tolos em seus cotidianos. No entanto, como somos seres sociais, então estamos sob a merce das macro instituições hierárquicas e isso quer indicar que, mesmo com uma grande capacidade de auto governo, boa parte das pessoas, inclusive aquelas que estão no poder, não estarão conscientes da necessidade de adequação individual para um projeto de vida de longo prazo e funcional dentro destas engrenagens de nossas sociedades. Em outras palavras, os mais autoconscientes não estão adaptados em relação as sociedades em que vivemos, porque estas baseiam-se na adaptação do indivíduo ao sistema e não o contrário.

Autoconsciencia e predisposição para a paranoia

Paranoia e narcisismo são relacionáveis. E também se complementam perfeitamente a partir de uma tendencia para auto-dúvida e para baixa auto estima. Todo paranoico é um megalomaníaco, ou ao menos uma boa parte deles. Bem, eu falo por experiencia própria porque eu sou os dois. Por lógica, aquele que acredita que possa ser assunto para a maioria das pessoas, tenderá a  se achar  muito importante. O paranoico seria o narcisista consciente, que é alguém que não está acometido pela síndrome da Maria Antonieta, que eu já delineei superficialmente por aqui. O narcisista consciente poderia ser também chamado de autoconsciente, por entender que é uma pessoa com qualidades e defeitos e por tender a preferir pela enfatização cotidiana de suas qualidades. O autoconsciente se conhece e gostaria que as pessoas o conhecessem tal como ele é ou tal como ele mesmo se conhece. Talvez, a paranoia seja uma espécie de ansiedade em que as expectativas pessoais do narcisista consciente se chocam com a percepção das outras pessoas mas também, com a construção especulativa mecanica de percepções que comumente resultará no estado paranoico.

A tendencia dualista (mas principalmente de conservadores e de brancos nacionalistas) na coletivização das realizações individuais

Nós somos mais inteligentes. ”Somos” **

O genio, que muitas vezes não será compreendido pela sociedade em que vive e que se fosse colocado na frente de boa parte de homens conservadores e ou de brancos nacionalistas, seria chamado de weird faggot histérico ou louco é sempre usado como exemplo de superioridade COLETIVA por todos os tipos humanos de dualistas, mas especialmente destes acima que eu citei.

”Nós não entendemos voces, não gostamos de voces, não conviveríamos com voces (e a recíproca é verdadeira), mas voces foram ou são os genios que fizeram ou fazem o nome de ”nossa raça”. Então para usá-los de troféu coletivo, voces são úteis, para todo o resto, que é o mais importante, voces não são”

Devem pensar os homens brancos conservadores e os racialistas.

Se o leitor stormfronter médio fosse colocado na frente de qualquer um dos grandes genios da humanidade,  é provável que ele se veria em grave risco de insultá-lo ou de ser insultado. Leonardo Da Vinci, homossexual, vegetariano e pacifista, provavelmente não teria gostado de se sentar a frente de um rapaz dotado de  (completamente justificável) raiva transbordante e com insultos a tira colo para tudo aquilo que corresponderia a sua personalidade, ao seu modo particular de interagir e alegorizar a sua experimentação existencial. Da mesma maneira que os algozes dos conservadores, adoram abstrações que estão bem longe de seus convívios, o mesmo pode ser dito sobre a ala mais a direita. Se Lombroso está mesmo mais certo ou fundamentalmente mais certo que Terman, então a maior parte dos genios humanos estariam mais próximos dos esquerdistas em comportamento e estilo cognitivo do que em relação aos conservadores. Talvez a medíocre taxa de fecundidade dos esquerdistas em quase todo mundo possa nos ajudar a explicar parte da crescente degeneração cognitiva genotípica da população ocidental. Os conservadores e especialmente os modernos ”brancos nacionalistas”, apresentam esta forte tendencia para coletivizar todas as realizações ”de sua raça” tal como se fossem deles também. Tal como os soviéticos coletivizaram a propriedade privada na ex- União Soviética, os brancos nacionalistas fazem algo metaforicamente parecido com relação a criatividade, por agora, insuperável das populações das quais ”pertencem”.

No entanto, especialmente em relação a genialidade artística e filosófica, as chances de que um branco nacionalista médio possa se relacionar amistosamente com um genio deste tipo, será muito pequena, porque enquanto que um zela pela paz e pela boa convivencia, o outro zela pela guerra ou ao menos pelo constante estado de sítio e pela demarcação dualista das populações. Enquanto que um ”foi” feito para produzir percepções incomuns ou para enfeitar uma cidade, o outro foi feito para zelar a segurança desta cidade e ou para guerrear justamente pensando na manutenção da paz dentro das fronteiras onde vive e guarda. Ainda que sejam complementáveis, especialmente para o conservador e o branco nacionalista médios, uma importante proporção de genios não apenas lhes serão auto excludentes como também caminharão para serem o oposto daquilo que desejam instintivamente, se o conservadorismo se caracteriza pela segurança da saúde e o genio tende a se caracterizar pela insegurança do desvio e de níveis de doença. A eugenia tão sonhada pelos eugenistas conservadores, não apenas visa eliminar todos os tipos de ”degenerados” primitivos mas também o próprio genio, especialmente mediante uma perspectiva lombrosiana.

A arte tende a ser como uma alegorização do sofrimento humano, que é percebido em doses mais intensas para muitos genios ”torturados”.

Mesmo os termites ”perfeitos” de Terman, hoje em dia, em sua maioria que não dariam um bom dia de maneira espontanea a boa parte da multidão de jovens brancos (e nem tanto) que estão com toda justiça de estarem atordoados e temerosos por dias ainda piores, que no entanto, não serão canalizados de maneira equilibrada e esperta, se já não estão sendo.

Se a demografia é a principal ferramenta de dominação territorial, então para começo de conversa, ao invés de se lamuriarem pelo horizonte cinza que os aguarda dentro da blogosfera, os brancos nacionalistas já deveriam estar buscando suas respectivas parceiras e tendo muitos filhos, como estratégia de contenção da hemorragia demográfica branca, mas também como salvaguardo para as futuras gerações. Não parece muito difícil pensar em uma cultura atraente que mantenha seus filhos dentro de seus círculos de convivencia transcendental. No entanto, tudo indica que isso não está acontecendo.

Para cada lista de grandes nomes da criatividade europeia, uma grande proporção de ”degenerados” será provável de ser citada. Homossexuais, alcoólatras, narcisistas, pedófilos, psicopatas… E estas listas de grandes nomes são sempre usadas por brancos nacionalistas e conservadores em geral como meio de provar a ”superioridade coletiva” do grupo a que pertence. Mas na realidade, o abismo entre estes dois grupos e as muitas variedades de genios, parece muito maior do que imaginam. Como eu mostrei no texto sobre James Watson, se conservadores e brancos nacionalistas desejam manter o mínimo de coerencia, seria melhor que buscassem a sabedoria anti-dualista (se não é um pleonasmo) para vencerem seus algozes na teoria e na prática. Mantendo este discurso simplista, de Bolsoasno, de ódio e de generalização vulgar, jamais conseguirão aquilo que almejam com base em seus próprios esforços e especialmente, conquistando os corações da ”parte direita da curva de sino”. Mesmo que consigam vitórias importantes, afinal, o mundo ocidental continua o seu processo imparável de deterioração, não será por causa de suas respectivas criatividades individuais ou empenho inteligente, mas apenas porque o caos terá se instalado sem prazo de validade. O caos que conquistará os corações que tanto almejam e não eles, que permanecerão reclamando da vida sem nada fazerem para melhorá-la.

O genio, muitas vezes, um tipo desviante, não é será igual a maioria dos conservadores (claro que muitos genios foram conservadores, mas é difícil defini-los nestes termos por causa da forte tendencia para a complexidade de personalidade que apresentam). Em um mundo real, boa parte dos jovens de brancos nacionalistas não conseguiriam manter laços de amizade com genios, se isso de fato já pareça acontecer com superdotados, talentosos e criativos. As premissas mais básicas do esquerdismo, vistas pela superfície, não estão erradas, pelo contrário. E se comparadas a literalização da bíblia ou ao discurso supremacista-coletivo e anti-humanitário de muitos brancos nacionalistas, realmente fará com que mentes mais complexas prefiram o esquerdismo, sem sombra de dúvidas. A mídia tem seu papel vergonhoso como promotora do ódio racial contra os brancos e seu desarme para a sua posterior capitulação. No entanto, a manutenção e constancia dos discursos de ódio, totalitaristas e que estão sempre a generalizar as pessoas das quais não pertencem ao seu grupo, são um dos grandes responsáveis pela amplificação desta irreal percepção sobre as coletividades europeias como a sandice da culpa atemporal e coletiva branca.Em outras palavras, os brancos nacionalistas são um dos responsáveis pela impossibilidade de popularização mais do que justa de sua causa, das mais racionais e justas de nossa era, que é equiparável a causa dos direitos dos animais e dos verdadeiros direitos humanos, se o direito a existencia, segurança e equilíbrio já não possam ser considerados como legitimidade indubitável para a causa branca. Ao invés de ajudarem, eles estão aumentando a percepção das classes cognitivas mais inteligentes de ”sua raça” quanto aos seus discursos desequilibrados ou mal formulados e que atendem com perfeição a cartilha ”dividir para conquistar” ou ”política da dualidade”, ou seja, agem exatamente como os especialistas de Tavistock previram. Isso é bom** Se vão citar toda a sorte de nomes de genios, que sem o adjetivo especial, seriam apenas mais um tipo de ”degenerado”, então que fiquem bem informados para que possam pensar nas contradições que estão acreditando e compartilhando com seus iguais. Se não podem repensar em uma maneira de agir inteligentemente como maneira de evitar as cordas de ventríloquo de suas predisposições psicológicas, que foram previstas por seus algozes, então, infelizmente, os tais que tanto se vangloriam dos feitos dos quais não são donos individuais, nada poderão fazer para frear a maré que ameaça engoli-los.

No filme ”A Outra História Americana”, que foi usado para estampar este post, uma abertura para a melhoria qualitativa dos pressupostos e das estratégias, pasmem, mesmo dos neonazistas que protagonizam o filme, pode ser demonstrada a partir do momento em que a personagem principal, interpretada por Edward Norton, conhece e faz amizade com um jovem negro simpático na prisão. A possibilidade de foco naquilo que interessa para o movimento, é no entanto, facilmente pulverizada pelo desenrolar dos acontecimentos que sacrificam o seu irmão mais novo, igualmente tomado pelo ódio cego que corroeu o mais velho. Cachorros com raiva rosnam, seres humanos inteligentes pensam e agem a partir deste panorama cognitivo convidativo. Eh sempre espezinhar os próprios defeitos para nunca mais comete-los, sempre em busca da perfeição, isso se chama sabedoria.

Admirável Mundo Novo e o Real Mundo Velho das diferenças qualitativas de intelecto

A anormalidade do genio dentre outros virtuosos…

Acabei de ler o clássico (e muy estranho) livro ”Admirável Mundo Novo”. A retórica sobre as estruturas, o esqueleto que sustenta as sociedades humanas parece recorrente na literatura de ”ficção científica”. Tal como na estória do Super Homem e do planeta e civilização fictícios de onde veio, a sociedade proto-distópica do livro, encontra-se organizada de acordo com as características cognitivas mais contundentes de cada subgrupo de indivíduos (estes que são artificialmente ”produzidos”). Eu já comentei diversas vezes aqui que a diversidade cognitiva humana (qualitativa e quantitativa) merece ser identificada e usada como parametro de organização social e economica e que a partir disto, finalmente poderemos buscar pela primazia da existencia coletiva da humanidade. No entanto, como a estupidez é universal entre nós, o risco de que tal sonho desejável e possível de ser executado, possa cair em mãos erradas, é muito grande e na verdade, até mesmo o Santo que vos ”fala”, também poderia cair em tentação acaso não tivesse construído um sistema de pensamento racional baseado na

neutralidade

e na

parcimonia de julgamento, dando enfase a todas as possibilidades lógicas de exceções e de regras

A partir desta simplicidade de axiomas, eu acredito que possa domar meu espírito combativo, dualista e ou primitivo e a pensar na sustentabilidade de um projeto cultural de longo prazo que possa por fim a toda a sorte de cadeia desarmonica de convivencia que se consistem as sociedades humanas.

A captura e categorização dos diferentes tipos humanos bem como por suas posteriores realocações funcionais ou laborais, será um destes métodos na tentativa incansável de primar pela harmonia e enriquecimento subsequente.

Com a popularização cada vez mais profunda da ideologia ou dogmalogia determinista dos testes cognitivos como substitutos conceituais de inteligencia, me vejo na necessidade de espezinhar cada detalhe (ou na tentativa pretensiosa de faze-lo) que possa ser útil na demarcação entre os tipos de alta capacidade intelectual, justamente aqueles que detém um grande poder, uma grande força, capaz de modificar o curso das águas de sociedades inteiras.

Admirável Mundo Novo, por meio de suas subdivisões bem como por sua narrativa e mais especificamente, por seus personagens principais, aparece como um exemplo extremamente elucidativo para mostrar as diferenças reais, palatáveis e potencialmente decisivas entre aqueles que alegremente acreditam que seus intelectos possam caber em resultados estéreis porém empiricistas de inteligencia estática e aqueles que de fato, exibem enorme potencial bem como de uma insaciável curiosidade que não termina quando seus egos são agraciados por caprichos estatísticos, isto é, quando encontram as respostas que queriam e não as respostas que são as mais prováveis de estarem plenamente corretas.

 

Alfas (termites) e Bernard Marx’s (genios e demais tipos de virtuosos)

 

Os termites encontrados e analisados por Lewis Terman ”comprovaram” que mediante uma combinação de características cognitivas positivamente contextuais, que expressam alguns fenótipos muito comuns de alta capacidade intelectual, pode-se afirmar que ”elevada inteligencia” tenderá a se traduzir em uma vida marcada por confortabilidade sócio-economica. Algumas matrix são tão reconfortantes… Imaginemo-los em uma casa de praia em algum paraíso tropical e a necessidade de sair deste ambiente maravilhoso para ajudar os outros que mais precisam, porque o mundo lá fora está longe de ter os mesmos predicados excepcionais*

Claro que não existem desculpas ambientais espetaculares que possam explicar as forças interiores muito poderosas que fazem com que sejamos do que jeito que somos, nossa constancia comportamental.

 

A metáfora do álcool no sangue de Bernard para explicar a excepcionalidade do genio

 

Segundo a estória deste clássico, acredita-se que o comportamento ”anormal” da personagem principal, Bernard Marx, se daria por causa de algumas gotas de álcool que foram erroneamente despejadas em sua placenta high tech, durante a sua concepção artificial. Interessante pensar que este detalhe da estória pareça se relacionar com a natureza epigenética dos superdotados, especialmente dos genios. Bernard Marx se difere da maior parte de seus ”irmãos de classe” por ser mais baixo, magro e por demonstrar pensamento crítico bem como também uma recorrente melancolia.

Enquanto que todos os alfas estão programados para serem lascivos, felizes e completamente acríticos, Bernard e alguns poucos nasceram com algum ”defeito” que os fazem criticar a realidade sob a qual que estão inseridos. A maioria dos alfas e betas desta obra, em nosso mundo real, poderiam ser relacionados a maior parte das ”elites cognitivas”, com boa saúde, igualmente lascivas, inclusive em um mundo mais ”libertino”, tecnicamente inteligentes e com déficits consideráveis de pensamento crítico e como consequencia, de liberdade inata de pensamento (ou potencial criativo*).

A maior parte dos professores, universitários e os de escola pública, a maior parte dos empresários, dos profissionais liberais bem como dos empregados no serviço público, das socialites… pertenceriam a esta categoria de ”gado de alta qualidade”. São inteligentes até o ponto em que podem prover um excelente padrão de vida pra si mesmos e para seus relacionados mais próximos. A partir deste limite, o limite do questionamento e da curiosidade intelectual, a maioria dos nossos ”alfas e betas” do mundo real, passam a renegar os problemas do mundo e quanto mais ricos e bem sucedidos, mais alienados da realidade se tornarão, maior será o apaziguamento em relação a toda a panaceia de conflitos e dor que permeia a humanidade e por tabela, todas as vidas não-humanas que estão em constante contato com nossa espécie.

 

Epigenética e a raridade do genio

 

Muitas características ”negativas” estão presentes no fenótipo dos genios, como eu já mostrei várias vezes aqui, por intermédio da obra de Cesare Lombroso. Transtornos mentais e estar dentro do espectro destas condições, muitas vezes, também terá reverberações no resto do corpo. Como quando algo sai ”errado” ou diferente do que o previsto e ao invés de um alfa bonito, ”sociável” e tecnicamente inteligente, voce tem um rapaz franzino, pálido e melancólico. Dizem que o stress durante a gravidez pode ter como resultado o aumento da vulnerabilidade para ”problemas comportamentais”, mas este parece mais um caso de correlação do que de causalidade direta, visto que mães que são mais ansiosas ou depressivas (que são duas predisposições genéticas) é que estão em maior risco de terem filhos, parecidos com elas… ansiosos e ou depressivos.

Voltando mais uma vez as minhas ideias que se emparelham quase que perfeitamente as mesmas que foram externalizadas por pesquisadores do passado como Otto Weininger, Cesare Lombroso, Arthur Schopenhauer, Aldous Huxley (**) ao contrário da moderna e extremamente simplista concepção de genio, retida a partir dos resultados (que parecem óbvios demais para não serem criticados mais abertamente) dos estudos de Lewis Terman e de outros, há de haver alguma combinação única e potencialmente conflitiva de características fisiológicas (que se expressarão por meio do comportamento, personalidade, psicologia, inteligencia, criatividade e moralidade) para que toda a potencialidade do genio possa se manifestar.

A maior parte daqueles que reconhecemos como ”superdotados”, isto é, aqueles que apresentam excelente a (tecnicamente) excepcional realização escolar e academica e que muito provavelmente pontuarão alto em testes cognitivos, nada mais seriam do que os mantenedores técnicos, muito parecidos com os alfas e betas do clássico literário de Aldous Huxley.

Os genios reais precisam ter muito alta capacidade criativa ou ao menos uma combinação de excepcionalidades. E não é nem um pouco raro que com essas excepcionalidades, uma série de custos fisiológicos também não sejam herdadas. E como muitos pensadores já especularam, a ideia de que graus de doença, possam contribuir para o despertar da autoconsciencia, de fato parece se consistir em um fato biográfico comum na vida de poetas, escritores, filósofos, pintores mas também em (possível) menor proporção, na vida de cientistas.

Portanto, se o genio é uma excepcionalidade individual, única, rara, então não iremos encontrá-lo em testes que generalizam o intelecto, se a variedade mais incomum e poderosa dele não se manifestará a nível coletivo.

A individualidade do genio e de outros virtuosos (especialmente, as variedades de superexcitáveis empáticos) pode ser contemplada em Bernard e em seu amigo Helmholtz Watson. Talvez o que melhor defina e categorize o ser humano virtuoso de qualquer espécie, seja justamente a sua individualidade empática.

 

Epigenética como a rara combinação fenotípica causada por fatores bio-”ambientais’

 

A extrema raridade de um fenótipo ou composição, tende a se dar por causa da raridade da combinação que em condições normais de temperatura e pressão, se auto excluiriam, ou por causa da raridade dos traços para combinação, como a presença de tendencias para a fantasia e para a racionalidade ao mesmo tempo, ambas, bastante raras e que geralmente não ”ornam” com naturalidade supra-mecanica.

As ”máquinas organicas” humanas foram ”desenhadas” para atender as necessidades dualistas, onde que dois objetos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. O genio e as demais variedades de virtudes humanas se destacam quanto as suas raridades justamente porque elementos díspares e raros que geralmente não ocupam o mesmo espaço e ao mesmo tempo, fazem justamente o que parece impossível. E esta inaturalidade parece ser oriunda justamente de mecanismos anormais que tornam possível o que parece impossível, tanto em teoria quanto em prática. A epistasia do genio parece então necessitar de doses homeopáticas a mais severas de irregularidades no funcionamento do sistema mente-corpo, para que o improvável de coexistir, coexista. E a metáfora das ”irregularidades” que produzem os inconformistas no mundo proto-distópico da obra de Huxley, funciona perfeitamente bem para explicar este apanhado de cousas que se relacionam com a etimologia da excepcionalidade intelectual humana. Esta sobreposição de características díspares parece se relacionar com a ”dupla personalidade”, que segundo Lombroso, aparece como um traço comum entre os genios. E se relaciona com a minha de triarquia de personalidade, as duas personalidades instintivas, inconscientes, dualistas e a personalidade central ou Deus, que os genios teriam maior acesso ou que predominaria, a alegoria do terceiro olho, da abertura inata para autoconsciencia alargada.

Portanto, como breve conclusão deste texto, a maior parte dos esforços da educação especial para superdotados, são inúteis a partir do momento em que alfas e betas de alto funcionamento estão sendo confundidos e tratados como genios bem como de outros tipos verdadeiramente virtuosos. Lombroso e a teoria da inteligencia humana como ”um erro” evolutivo ou que também poderia ser entendida como a manutenção da doença mental como método de investigação da existencia, a verdadeira, única e literal religião, porque sem a vivenciação do existir em todas as suas possibilidades, continuaríamos como um trem que não é auto-governável e que depende dos trilhos ou do ambiente para ”evoluir”, ou melhor dizendo, adaptar, que não são a mesma coisa, se a evolução é como dar um passo a frente ou especiação enquanto que a adaptação seria como modificar a posição do corpo, metaforicamente falando, ou modificar a frequencia de características fenotípicas.

Decepção Hbd final

Um Adeus cheio de ódio aos neoconservadores sionistas, arrogantes, psicopáticos, classicistas e idiotas que compõe a maioria deste antro de desinformação sofisticada e de pedantismo intelectual gritante em triste e morosa combinação com uma incapacidade de acessar a sabedoria, que na minha opinião, parece muito fácil de se fazer…

Pessoas estúpidas não sabem que são estúpidas, especialmente se forem quantitativamente inteligentes.

Acho que desde quando comecei a usar a internet , mais ou menos no ano de 2008, que passei a seguir os blogues da ”comunidade” ”hbd” (sic!! apenas em 2015 que Hbd Chick resolveu escrever que ”o hbd não é apenas qi”, um pouco tarde pra fazer isso não**). Hbd Chick parece ser a porta-voz do grupo ao persuadir femininamente que apesar de todas as aparencias e evidencias, a comunidade Hbd não é política e portanto não é conservadora… Poupe-me. Quem ela quer enganar**

Infelizmente eu devo ser um dos raros espécimes humanos que está neste exato momento escrevendo um blogue que não fala sobre o mundo mediante uma única perspectiva unilateral, mas que tenta entender, reconciliar e propor um modelo de mundo, baseado na simplicidade e na elegante sabedoria como ferramentas essenciais de convivencia, bem estar e progresso.

Não, eu não caio na suposta neutralidade da natureza política desta comunidade se para cada 10 blogueiros, 9 são conservadores, 7 são neoconservadores, a metástase sofisticada e mais perigosa do conservadorismo psicopático, um mister Burns com esteroides.

Assim como acontece com qualquer outro blogue conservador, fala-se mal daqueles que não são ”amigos dos amigos”, demonizando-os, desumanizando-os por meio de generalizações grosseiras de gente que não sabe o que está dizendo, escreve por ódio e por um sadismo descompromissado e fala-se bem daqueles que ”fazem parte do grupo”. Parece fácil entender o porque de muitos homossexuais se aliarem a ala mais a esquerda do espectro político. Porque em quase todas as religiões, especialmente as monoteístas, eles são retratados como aberrações*** Será que é por causa disso** Eu ”não sei”. Pessoas verdadeiramente inteligentes são perceptivas e usam a sua percepção aguçada para solucionar problemas e como consequencia para harmonizar. São filósofos natos.

A maioria dos blogueiros hbds tem públicos muito específicos e bem demarcados, onde há um claro predomínio de conservadores. Mas a ideia de conservadorismo e esquerdismo, na verdade, esconde uma faceta ainda mais profunda da mente ignóbil humana, o dualismo. Mesmo que não houvesse uma predominancia de conservadores dentro da comunidade hbd, ainda haveria uma predominancia lógica de dualistas. O dualismo vem com naturalidade em nossas mentes, porque se baseia profundamente na ideia de competição. Mas também podemos pensar que os verdadeiros homens ou genios sempre foram poucos, então que não é surpreendente que mesmo nos rincões mais inteligentes, ainda haverá apenas uma minoria de tipos virtuosos. A sabedoria funciona como um meio para conter o pensamento dualista ou monocromático, salpicado de injustiças em potencial.

As vacas sagradas da ”comunidade” hbd

Onde existem vacas sagradas, isto é, grupos ou coletividades intocáveis, existirá a subjetividade e manipulação para análise e julgamento. Na comunidade hbd, judeus e leste asiáticos, e especificamente os chineses, são as vacas sagradas mais importantes. Ambos são retratados como o epítome do intelecto humano, providos de imensa inteligencia enquanto que o mais outlier dos orientais, os japoneses, tendem a ser pouco positivamente falados, sem falar é claro, na tendencia quase que irresistível de evitar falar sobre a superioridade bio-contextual marcante dos europeus.

Talvez, astutamente, os hbds ou aqueles que criaram o ”movimento”, tenham percebido que seja menos ”politicamente incorreto” elogiar não-brancos e caucasóides marginais como os judeus (marginais em vários sentidos e claro, com suas exceções,que devem ser muitas) do que para apontar para o grande elefante branco no meio da sala.

Eh interessante pensar que enquanto noticiam sobre mais uma suposta estripulia da suposta organização criminosa de nome ”Isis” e a comentar sobre o quão inferiores são os negros e quão perfeito são os lírios brancos, os hbds parecem desprezar o enorme papel que uma de suas vacas sagradas tem sobre a atual situação que predomina nas nações ocidentais.

A comunidade hbd foi fundada, não-tão-espontaneamente, para mitigar o papel judeu nas transformações hiper-dualistas e conflituosas do mundo ocidental. Eles são a tese da antítese ou esquerdismo e da síntese ou conservadorismo.

Imaginei tolamente que teria algum impacto positivo na comunidade mas vejo que só estou perdendo o meu tempo com eles e não duvido que a recíproca também seja verdadeira.

Os conservadores e os europeus em geral, estão acordando, mas não pense que eles sairão coletivamente de dentro da caverna, porque com o iluminismo, que resultou no esquerdismo moderno, esperar-se-ia que estas luzes pudessem continuar a aumentar a percepção destes grupos quanto ao mundo real. No entanto, muitos deles estão a ficar cegos por causa das luzes do sol e querem voltar para dentro das cavernas, se a maior parte dos conservadores jamais saíram delas.

Não há sabedoria, empatia e criatividade dentro da comunidade hbd, apenas ou especialmente, classicismo do pior tipo onde se dizem absurdos intelectualmente cretinos como ”classe social é geneticamente hereditária”, como se classe social fosse algum atributo fisiológico que pudesse ser passado a partir da concepção biológica.

Além de continuarem a empurrar para todos os lados, o simplismo do fetichismo do qi, também continuam a perpetuar o pensamento dualista tal como ”homossexualidade não é hereditária porque não é vantajosa, logo, é uma doença” ou ”raça negra é inferior e não tem jeito de faze-los mais inteligentes”. A dualidade atinge a sua melhor forma entre mentes de paquidermes inteligentes completamente desprovidos de sabedoria. Sim, como eu já disse antes, pessoas inteligentes sem sabedoria, são perigosas, mesmo com o melhor sorriso no rosto.

Talvez seja um alívio para estes retardados (todo aquele que renega a sabedoria, a inteligencia suprema, é um retardado, nem seria preciso desenvolver sistemas por si próprios, bastava aceitá-la organicamente ) que este Santo traquinas (retardado igual) não mais apareça em seus ambientes cibernéticos para apontar os seus erros. Mas pra mim, será por um lado muito bom que pare de me aborrecer ou que não seja entendido, ainda que também será muito perigoso porque estes idiotas úteis continuarão a manter as correntes da prisão satanista que por conseguinte mantém a todos nós a merce das sombras maquiavélicas, inclusive aqueles que não desejam, como eu.

 

Blogueiros hbds,  vícios e virtudes

 

Bruce Charlton= o mais interessado no estudo sobre o genio humano, não parece entender plenamente como funciona a mente criativa. Tenta desesperadamente encontrar algum fio de racionalidade em suas crenças pseudo-religiosas, a muito ultrapassadas, para modernizá-las, adaptá-las aos seus leitores que são predominantemente de seculares. Sendo um conservador religioso, esperar-se-ia que apontasse para o elefante narigudo no meio da sala, só que até nisso nosso querido sir consegue ser medíocre. Seu blogue sobre genialidade é muito bom, mas há de se ter parcimonia quanto a muitas de suas considerações, considerações morais, principalmente. Algumas delas que realmente me surpreenderam como a ideia de ”capturar e usar os talentos dos genios, para depois deixá-los a merce de suas mentes ultraperceptivas, a deus-dará”. Soou muito, muito mal, ainda mais para quem sempre enche a boca para dizer sobre sua moralidade superior via ”religião”. Também soou muito estranho quando disse que não existem mais genios que possam ”melhorar” a sociedade. Tudo deve se encaixar em sua teoria de que o aumento das mutações causado pelo relaxamento dos processo seletivos, está reduzindo a inteligencia humana, especificamente a europeia e que portanto, não aparecerão mais genios. Ele despreza vários outros fatores, ambientais e biológicos que poderiam contribuir para lhe dar uma visão mais abrangente da situação. Charlton é dos mais abertos para a discussão honesta sobre qi, inteligencia, criatividade e genialidade. Muitos pontos a favor, mas o seu déficit para aceitar a verdadeira religião (inteligencia empática, a busca por Deus e a harmonização perfeccionista), o faz regredir ao nível de capacidade de julgamento moral de um Cesare Lombroso, nada mal, mas também nada muito bom.

Jayman= Inteligente como muitos que existem por aí, ao nível de um professor universitário. Mas em termos de autoconsciencia, transcendencia espiritual (que não é baseada nas bobagens sobrenaturais, mas na literalização ou objetificação da experimentação existencial humana e não-humana), criatividade, sabedoria, enfim, tudo aquilo que diferencia todos aqueles com enorme potencial para o progresso e a harmonização em comparação aqueles que não tem estes predicados, Jayman parece ser muito pobre. Sua inteligencia é lógica e racional ou pseudo-racional (dualista-racional) demais. Suas intenções não parecem ser confiáveis se se define como ”muito liberal” mas bate a perninha sobre a unilateralidade e parcialidade da teoria sobre o patógeno gay e os graves riscos em potencial quanto a esta política científica, parece ser contrário ao nacionalismo branco, porque lhe convém obviamente e por causa das más companhias de um certo ”povo”. Sua posição privilegiada o faz ser comodista e ver o mundo de maneira calma e unilateral ou será que já exibe fortes predisposições para ver o mundo através do seu umbigo** Eh um típico alfa tal como eu mostrei neste texto.

Hbd Chick= Sempre muito simpática com o louco não-louco que vos fala, Hbd Chick ”’apenas’ tem errado gravemente em sua ingenuidade (ou não) em relação aos modernos acontecimentos no Oriente Médio. Tal como já disse algumas vezes aqui, o uso do determinismo genético para culpabilizar os povos de ”religião” muçulmana, ao invés de apontar, novamente, para o elefante zio-narigudo que está a orquestrar todo este banho de sangue, mentiras, de estupidez da pior espécie, é um grave erro, principalmente porque a sofisticação deste argumento é arrebatadora em ouvidos tendenciosos. Levando-se em conta que tem se dedicado muito mais a assuntos de natureza apolítica, tenho pouco a criticar ou dizer sobre ela. Mas é claro que aquele que se acomoda confortavelmente dentro desta maré crescente de neorreacionários, desprezando os efeitos muito negativos desta revanche estúpida de ”povo” contra ”povo”, com certeza que se consistirá em alguém com menor capacidade analítica empático-holística. A questão é, existem pessoas morrendo injustamente por causa de gente extremamente perturbada…. o que fazer** Culpá-los… Sim, vamos culpar os mortos e seus familiares por isso. Desprezar a geopolítica obscura moderna para o Oriente Médio, por um certo povo, é o mesmo que desprezar vidas.

Psychological Comments= eu tenho a impressão de que muitos psicólogos, psiquiatras, enfim, profissionais da saúde mental, sejam de idiotas. O psicometrista (em média) é o matemático fracassado que também fracassará nas humanas. Inventa um novo sistema matemático mas, não sabe interpretar aquilo que está analisando e o pior,  sendo um psicometrista, que ”estuda” a inteligencia, é que justamente não parecem saber o que realmente se consiste a inteligencia, em toda a sua abrangencia, complexidade e diversidade. As famosas 3 idades, complexidade, contextualidade e diversidade. Não posso jogá-lo completamente, por meio deste microcosmo, para o limbo dos burros, porque é factual que o blogueiro do Psychological Comments, não o é. Mas mediante a minha ideia de proporção individual de inteligencia e estupidez, poder-se-ia dizer que para muitos daqueles que conseguem, por meio dos caminhos pseudo-meritocráticos de nossas sociedades, galgarem boas a excelentes posições intelectuais (leia-se, academicas),  suas demonstrações literais, reais de capacidade cognitiva, ‘parece’ que se concentram fundamentalmente em suas notas de faculdade e não na construção criativa e parcimoniosa de sistemas racionais e abrangentes que possam buscar a compreensão de tudo aquilo que almejou estudar.

Steve Sailer= Um dos fundadores do Hbd, Sailer demonstra ter uma panaceia de qualidades relativamente limitadas como repórter e como um homem, daqueles que de fato desejam assim serem chamados, ‘homem’ no sentido mais humano, mais transcendental, aquele que visa superar o mundo abjetivamente primitivo da ”modernidade”, da dualidade, o feitiço primordial que nos mantém presos ao mundo da estupidez. Tal como um colega meu da blogosfera gosta de pontuar, Sailer demonstra ter um típico gosto cultural de ”prole”, característico dos conservadores, grupo a qual pertence. Sem falar de sua relação pessoal, talvez, muito íntima, com um certo ”grupelho” que hoje em dia, deveria estar sob a desconfiança serrada da grande maioria das pessoas decentes. Alguns pormenores de sua vida pessoal, me chamaram a atenção e faz com que os ataques morais dos brancos nacionalistas contra esta pessoa, façam mais sentido. Não vou expo-los porque não é a intenção deste texto. Com relação a ”inteligencia”, é provável que Sailer também tenha sido o fundador da neo-seita do fetiche sobre qi ou ao menos de sua popularização (que por si só já é péssimo), que faz com que muitos passem a substituir o conceito holístico de inteligencia, por pontuações estéreis em testes que medem-na em um estado estático. Também com ele, veio a adoração escancarada dos hbds pelos leste asiáticos (e particularmente por chineses ou ”dog-cat eaters”) e pelos judeus. Sailer chove e não molha, porque não é muito diferente de um blogueiro conservador, neorreacionário típico. Tem mais nome por causa da fundação da comunidade Hbd. No entanto, é ele quem parece orquestrar o andamento da comunidade. Concordo que seguir a linha de raciocínio de blogues como ”Total Fascism” é uma maneira muito estúpida dese agir e que com certeza que afugentaria boa parte dos seus leitores mais cognitivamente ”premiados”, mas é deveras insuportável perceber que, tal como os seus ”algozes”, os direitistas também adoram se pintar com as melhores cores, demonizando unilateralmente, generalizadamente, aqueles ”grupos” que não estão totalmente do lado deles. Sailer não apenas despreza a possibilidade de orquestrar a reunificação das mentes humanas, especialmente as ocidentais, mas também incentiva a continuação desta quebra do espelho que deveria se complementar em ”Deus-sabedoria”.

 

Pumpkin Person= Um dos mais enigmáticos dos blogueiros hbd é justamente o carinha com cara de abóbora. Pumpkin é um devoto, fanático da seita ”qi=inteligencia”. Boa parte de seus posts são dedicados na análise de cada detalhe desta maneira unilateral de se quantificar a inteligencia humana. Seus posts são providos de tentativas bruscas de criatividade, e eu admiro isso nele, talvez porque admire criatividade em qualquer um. Ainda mais em um ambiente fortemente escolástico como é o Hbd, é sempre bom encontrar com pessoas que apresentem semelhanças. Mas pára por aí, porque quando suas teorias não são meio óbvias, isto é, quando ele ou ela tenta arriscar mais, aí o desastre estará fadado a acontecer. Pumpkin parece pertencer mais as massas da comunidade hbd do que a sua elite, que ele tanto elogia. Seu gosto cultural também parece não ser dos melhores e sua capacidade de capturar a genialidade, é quase tão boa quanto a do meu pai, que já falei diversas vezes aqui, em outras palavras, uma capacidade muito mediana e se fosse mais sábio, evitaria tentar continuar neste ”ramo” específico da psicologia cognitiva. O pior de tudo é que não dá para ve-lo como um bem intencionado estúpido que não saiba mensurar suas forças e fraquezas, porque todo bem intencionado estúpido geralmente virá acompanhado por um saco de besteiras potencialmente destrutivas e minha missão, ao menos como aquele que canta a luz no fim do túnel, é a de que se possível, mitigar ao máximo todos os conflitos que brotam das interações humanas. E Pumpkin pouco faz por isso.

 

Lion of Blogosphere = o antigo ”half sigma” (imaginem o porque deste nickname*) é com certeza dos mais hipócritas dos blogueiros. Não mais visito, muito menos comento em seu blogue, até porque ele não mais me aceitaria. Mas é fato palatável para os mais perceptivos que visitam o seu blogue, que sua agenda não é lá muito diferente daquela que está sendo executada pela elite psicopática de judeus, povo do qual descende (e visa ascender também), que está neste momento, dominando boa parte do mundo ocidental e por tabela, todo o resto, apesar de sua demografia limitada. Eu poderia falar de Lion aqui e agora, mas deixo esta tarefa para este blogueiro aqui, que explicou muito bem como funciona o seu jogo de duplo padrão. Apenas acrescentarei sobre a doença que acomete este rapaz, chamado classicismo. Para quem tanto aponta o dedo baseado em julgamento torpe de ”classe social”, Lion parece se esquecer completamente que o que define a elegancia não é a ostentação e ‘nem’ mesmo o dinheiro.

Face to Face = o mais homofóbico de todos os blogues Hbd é justamente o de Face to Face. A maneira como fala dos homossexuais, é tão mal educada, maliciosa e vil que não teria como não comentar sobre. O que o escritor deste blogue faz é literalmente a demonização, anormatização de todo um grupo e só existe uma descrição para este tipo de ação, estupidez. Mesmo se fosse um  genio, nada pode justificar a maneira descortes com que patologiza toda uma classe. Quem não ve exceções, é um potencial genocida. O problema não é dizer verdades sobre ”um grupo”, obviamente caracterizando a sua diversidade interna de exceções e regras. O problema é que além de realizar análises tendenciosas ou unilaterais, ele também usa uma linguagem sórdida, que é desproporcional em um trabalho realmente intelectual.

Não há muito o que se dizer sobre os outros blogueiros, se caminharemos para ver as mesmas tendencias conservadoras que Hbd Chick teima em dizer que não existem. Ok, vamos fingir que acreditamos. Eu poderia falar mais sobre Gregory Cochran mas faltam-me forças agora para continuar a descascar esta cebola. Talvez já tenha comentado sobre ele em outros posts mais antigos sobre homossexualidade.

A proposta deste blogue é fazer filosofia mas também buscar, amadoramente, pelo exercício honesto e sábio da ciencia. Não existe uma ”agenda”, em que a superfície não seja a mesma coisa que o núcleo, demonstrando segundas intenções, como parece existir dentro da comunidade hbd, porque está tudo as claras, honesto e íntegro e a proposta é bem clara, fazer a real filosofia prática ou harmonizar. Não uso uma máscara da sanidade de dia para maquinar durante a noite, estratégias para iludir (ou ”pescar”) as pessoas. O que voces leem aqui não tem filtro e não tem segundas intenções.

No mais, eu só posso agradecer a todos os blogueiros, inclusive aqueles que critiquei aqui, pela amabilidade, mesmo que muitas vezes carrancuda, de aceitarem meus comentários em ingles, ora de pseudo-ghetto que come frango frito, ora de google tradutor. De minha irritabilidade constante ( e eu tenho razões excepcionais para estar assim) e também de minha incapacidade de transcrever de maneira clara, muitas vezes isso aconteceu, aquilo que quis dizer.

Não posso mais continuar a segui-los, mesmo que minhas suspeitas pseudo-proto-paranoicas não se confirmassem, porque estou me tornando alérgico a qualquer tipo de insulto que despreze toda a variedade minoritária de virtuosos que se encontram universalmente presentes nas populações humanas.

Um adeus com raiva mas também  agradecido!!

Factologia, ideologia e dogmalogia

Vamos separar o joio do trigo. Fatos  não são a mesma coisa que ideias que por sua vez não são a mesma coisa que dogmas.

Fatos são a percepção direta, objetiva da fenomenologia e posterior verbalização categórica e analítica desta panaceia de situações e de personagens.

Ideias são possíveis fatos, são especulações sobre a verdade subjetiva ou abstrata. As ideias estão para a lagarta assim como os fatos estão para a mariposa.

Dogmas são ideias (possíveis fatos) distorcidas ou alegórico-metaforizadas  que foram retidas de percepções objetivas iniciais ou fatos.

Portanto, a factologia é o neologismo que significa o estudo dos fatos ou da realidade.

A idelogia, eu não preciso dizer o que significa porque já é uma palavra conhecida, enquanto que a dogmalogia se consiste no estudo (ou enfase) de metáforas e alegorias que representam de maneira distorcida ‘e’ potencialmente unilateral a realidade ou fatos.

A ciencia está dividida entre a factologia e a ideologia. A filosofia é predominantemente ideológica enquanto que a ”religião” é predominantemente dogmática.

Fatos, ao contrário do que se costuma pensar, apresenta potencial para expansão compreensiva, visto que o mundo está construído em múltiplas perspectivas.

Ideias apresentam o maior potencial expansivo que está acompanhado também por igualmente grande potencial distorcível.

Dogmas são como antigas ideias que foram ossificadas. Dogmas são puramente enfáticos, isto é, baseiam-se na constante retroalimentação de suas crenças e ”tradições” que alegoricamente buscam representar o mundo real. As ideias são o combustível dos dogmas quanto a sua sofisticação. Por exemplo, a ideia criacionista do ”design inteligente” é uma demonstração de enriquecimento ou sofisticação de dogmas cristãos.

A verdade absoluta é o fato, retido tanto da verdade objetiva quanto da subjetiva. Esta é a construção literal e natural da realidade.

O dogma não se baseia em verdades absolutas mas em alegorias absolutas.

Uma tentativa didática e resumida para explicar a teoria das ‘cordilheiras’ como fidedignas representações da diversidade cognitiva humana

Dos ‘‘Savants a Vos Savant”

Um pedante intelectual que acredita que possa conhecer e re-conhecer a(s) inteligencia(s) humana(s) lhe dirá que o ”genio” é muito raro porque ”ele se encontrará” apenas ou especialmente no extremo direito desta curva de sino acima.

Pois bem, eu afirmo que este tipo, o baixo clero da mais nova dogmalogia humana, o determinismo fetichista hbd (e MENSAleiro) sobre qi, está errado e que todos os tipos de virtuosos poderão ser encontrados em todas as faixas de pontuações, da mais baixa (geralmente de Portadores da Síndrome de Savant) a mais alta (Marilyn Vos Savant’s). E que por enquanto, não se pode afirmar com precisão em qual delas que haverá maior concentração de superdotados.

Como resultado, ao invés de elevarmos algumas pessoas a patamares de inteligencia apenas porque pontuaram alto nestes testes, nós devemos, antes de tirar qualquer conclusão precipitada e imparcial, fazer análises de maneira abrangente para que se possa dar o julgamento merecido quanto as potencialidades dessas pessoas (de todas as pessoas) bem como se possível, de algumas manifestações externas destas potencialidades.

”Tradições” conservadoras

No meu blogue não existem ”amigos dos amigos” porque todos estão passíveis de crítica. Muitos, ao adentrarem neste universo de ignomínia do qual vive este ser que vos digita (e vegeta) podem pensar que eu seja um conservador. Eh o pensamento dualista, monocromático, vigoroso e ”saudável” da espécie humana que predomina. Portanto, não haveria de ser diferente que muitas pessoas que ainda não viram a luz do sol porque estão entretidas pelas sombras de dentro da caverna, concluam ao visitar-me que eu seja parte da resistencia conservadora quanto aos desmandos dos descompensados do lado esquerdo da força. Porque eu tento entender com requintes de detalhes o que os tótens estupidificantes da vida ”moderna” realmente significam. Porque eu fico realmente injuriado ao ver pessoas inteligentes protegendo bandidos e fazendo confusão quanto ao básico das estatísticas, muitos devem imaginar que ”sou como eles”, como os ”reacionários”. Ainda que possa ser como ‘eles’, mediante certa particularidade angular de minha personalidade ou dimensão dela, eu consegui construir um sistema de percepções que renega qualquer lado, dando por conseguinte, primazia apenas ou especialmente ao meio, partindo da ideia de que de todo meio, nascerão as forças que produzem os organismos vivos e que portanto, há de se manter sempre nele, para que se possa ter um panorama mais abrangente, que contribua para que nenhuma injustiça seja cometida.

Dentre a variedade de tipos bio-culturais humanos que se encontrarão do lado direito do cabo de força que as sombras produziram, eu vou me concentrar fundamentalmente no conjunto de características do estereótipo generalizado, que une todos eles.

A terra de Shakeaspeare, de tantos genios da humanidade, a velha Albion, como é comumente denominada por muitos direitistas, ainda se presta a reverencia em relação a uma tal ”família real”. Se endogamia fosse sinal de qualquer prestígio natural, então teríamos uma constelação de nomes de genios, frutos destas ”famílias”. Mas na realidade o que temos é uma organização criminosa e parasitária que encontrou maneiras astutas de ludibriar os seus servos, alimentando as suas crenças enfadonhas sobre o mundo real. Os mais psicologicamente astutos, usam suas armas mais aberrantes para parasitar em cima das formigas operárias humanas, que constituem boa parte da humanidade. Aceitar a existencia de ”famílias reais” de ”sangue azul”, que além de não fazerem nada de útil para sociedade, ainda a negativizam por meio de suas ações entrópicas como abraçar as ideias tóxicas da modernidade, não é primar pela sabedoria como regente cultural, transcendental e espiritual fundamentais na organização social e economica ou produtiva, mas o completo oposto.

Enquanto que muitos esquerdistas se indignam pela continuação ridícula destes tipos parasitários, a maioria dos conservadores, primitivamente, os veem como representantes carnais de ”suas” velhas tradições. O estrabismo metafórico humano, piora a sua incapacidade de ver o mundo de maneira coesa e com as cores certas, porque enquanto que aqueles que apresentam potencial para acabar com esta bobagem, ou seja, os esquerdistas, estão muito engajados na destruição das forças que poderiam destituir as vossas excelencias de seus tronos de papel higienico, nossos amados direitistas, que raramente compram o pacote de extremismos não-sábios da nova esquerda, defendem os seus algozes, ou seja, contribuindo para manter o espetáculo que enoja qualquer um com real inteligencia ou sabedoria. Algo de muito errado acontece com ”nossa” humanidade e não é a primeira vez que eu lamento sobre esta situação.

Eu espezinho os niilistas esquerdistas que desprezam vidas em prol de sua dogmalogia, mas por outro lado, não posso deixar de espezinhar no mesmo nível, todo o primitivismo que predomina em mentes conservadoras. E talvez, as estruturas de poder desigual, piramidal, que os conservadores sustentam e nomeiam de ”meritocracia”, possam ser uma das causas fundamentais para a sua própria queda enquanto um grupo de poder e coesão, com a paralela ascensão, tanto do esquerdismo, quanto das outras sombras que o construíram.

O esquerdista é o agente que inova na capacidade de ventriloquismo coletivo que faz a humanidade refém de si mesma e de sua inferioridade cognitiva enquanto que o conservador é aquele que sustenta as modas antigas inventadas por seus ‘inimigos’.

O conservador é o primeiro a defender os seus algozes. Eles defendem Churchill, Hitler ou Bush, que mataram milhões de seus compatriotas, inclusive muitos conservadores, se a maioria dos soldados assim o são. Ainda estão na inanição do pensamento em espiral, da sabedoria, da curiosidade intelectual, estão completamente chafurdados na escuridão alegórica da caverna de Sócrates. São ainda piores que os esquerdistas a partir dessas perspectivas. Os vemos sempre a defenderem suas condições de servos ”hereditários” enquanto que os esquerdistas ao menos, pensam mesmo que por alguns instantes, com lampejos de claridade, quanto a esta panaceia de injustiças, ainda que com resultados sofríveis oriundos destas parcas reflexões. O esquerdista questiona e tende a não ter capacidade holística e sábia o suficiente para desenvolver um sistema moral e existencial ou filosófico que possa desconstruir totalmente as idiotices primitivas e poderosas que sustentam o regime moderno-escravocrata piramidal humano. No entanto, o direitista, especialmente o clássico, sequer questionará o sistema que o mantém como um operário, para sustentar uma minoria cheia de privilégios injustos ou exagerados.

Podemos resumir o ”jogo das elites carniceiras”, das mãos que manipulam o boneco, como uma rinha de estúpidos, atiçar as suas fraquezas e jogá-los uns contra os outros. A tal democracia parece vir desta maneira, onde que o poder do povo, não é possível de ser feito com base na sabedoria mas pela incapacidade do ”povo” em entender o mundo e o desenrolar das teias de desarmonia que continuam a depredar o sagrado solo deste planeta azul. A democracia é o regime do estúpido bem como dos ”jogadores carniceiros” que se aproveitam em tom de deboche, do estado de inanição mental que se encontra uma boa parte da população humana.

 

Caça a raposa, mais uma estúpida ”tradição” conservadora da velha Albion

 

No mesmo país em que tantos genios nasceram, além da ”tradição” de subserviencia a uma gangue milenar de parasitas, também se mantém ”tradições” tipicamente conservadoras, como a caça a raposa. Sim, meus amigos, ao invés do ser humano usar seu cérebro para produzir um mundo melhor, para harmonizar, para vivenciar experiencias enriquecedoras, para realizar descobertas fantásticas, ”ele” prefere sentenciar a vida de seres indefesos para celebrar a carnificina que chama de ”tradição”. Aliás, ”adoramos” sangue e carnes como oferendas alegóricas de celebração de nossa condição de predadores insaciáveis. Sacrifícios são métodos universais para celebrar a humanidade, que com certeza é uma demonstração cabal de sua imbecilidade coletiva.

 

As pseudo-religiões 

 

Esquerdistas tendem a buscarem por respostas lógicas em relação ao mundo em que vivem. Na maioria das vezes, eles não conseguirão chegar em tempo recorde as fontes de discórdia e desarmonia que resultam nas paisagens desoladoras dos ambientes antropomorfizados, em todas as suas esferas, em todos os seus níveis, do nano ao macro. O fracasso esquerdista que como resultado caminhará para uma interpretação erronea, predominantemente equivocada (mas não totalmente), ainda será melhor, mediante esta perspectiva de consideração, do que em relação a completa inércia conservadora. Soldados, em sua maioria de vigorosos animais humanóides, musculosos, conservadores e cheios de energia para dilapidarem homens, mulheres, crianças e vidas não-humanas das quais nunca viram antes. Cheios de energia para descontarem as suas irracionalidades primitivas bem adaptadas, sem ao menos se questionarem se tudo isso vale apena.

O conservador é o mais cego e mais ludibriado dentre aqueles que permanecem na escuridão da caverna. E uma das razões para esta situação se dá justamente porque este mundo de hierarquias desiguais ou injustas e de ”tradições” estúpidas é o mundo que melhor se comunica com suas mentes, seus tipos de cérebros. Uma combinação de déficits em percepção holística em conluio com vários outros traços de personalidade, os fazem aceitar um mundo onde que alguns ganham muitos milhões em recursos para adaptação e segurança (leia-se, dinheiro) enquanto que a grande maioria ganha uma miséria comparativa. E a esperança, falsa esperança de que mais cedo ou mais tarde, seus esforços serão recompensados, não é apenas triste de se ver mas também espumoso, tal como a boca de um cachorro raivoso.

Os conservadores geralmente não terão o ímpeto da proto-pseudo-novidade que os esquerdistas abraçam cegamente. Em outras palavras, nem mesmos os tipos menos aberrantes de criatividade, os conservadores médios caminharão para se engajar, visto que são obsessivos-compulsivos com as regras sócio-culturais que melhor se casam com suas naturezas extremamente estáveis.

Enquanto que o esquerdista caminhará para ver raios de sol e notar que vivem em um mundo de ilusões, o conservador se encontrará no interior da caverna, completamente cego e fascinado pelo mundo-faz-de-conta que foi criado pra si, para ser controlado. As fazendas carniceiras foram criadas para os animais não-humanos tal como as ”civilizações” foram produzidas para os animais humanos.

Por meio das pseudo-religiões, os conservadores aplicarão as suas regras morais hiper-dualistas, hiper-monocromáticas como julgamento cotidiano e serão particularmente cruéis com aqueles que estarão em total discordancia em relação aos ”seus” sistemas pseudo ou unilateral-perceptivos. Um mundo sem criatividade, sem experimentações, sem desafios naturais, com a mitigação profunda e carrancuda da instabilidade existencial. Um mundo em preto e branco, que cultua velhas ”tradições”, muitas delas que serão inúteis, grotescas, ridículas… a escolher o elogio.

O conservador de fato conserva-a-dor em prol de uma perfeita fantasia, visto que suas mentes estão em contato mais íntimo com o mundo inconsciente do instinto animal (não-humano), ao passo que as mentes dos esquerdistas e dos tipos virtuosos, tenderão a estarem mais distantes da alvorada mental humana. Evolução é correr mais riscos, errar mais, mas também, ter mais chances para encontrar a verdade em todas as suas nuances.

 

Um mundo onde a moralidade subjetiva predomina

 

A objetividade prima sempre por aquilo que é irrefutável, por fatos. Por meio da subjetividade que serão produzidas sociedades desiguais, culturalmente unilaterais e como resultado, toda a sorte de cadeias desarmonicas existenciais. A imensa maioria dos conservadores seguem, legitimam e se tivessem poder, imporiam por si próprios as culturas dogmáticas ou pseudo religiões que fazem parte de seus modos culturalmente interativos de vida. Quem segue bíblia, alcorão ou qualquer outra porcaria sem pensar por conta própria e evitar as literalizações das abobrinhas alegóricas que estão escritas nestes livros ”sagrados”, não pensa por conta própria e não sabe como faze-lo. Devem existir minorias de pessoas que foram mergulhadas dentro deste mundo de sombras enquanto crianças e que acordam cedo ou ‘tarde’ para rejeitar a hipocrisia selvagem que delineia cada parágrafo destes museus verborrágicos.

Mas a maior parte dos conservadores mal podem piscar as pálpebras para ao menos questionar com racionalidade as inúmeras contradições de quem prega o amor incondicional juntamente com preconceitos generalizadores, o preconceito retido de moral subjetiva. Prega o amor e o ódio ao mesmo tempo, a compreensão ou tentativa de faze-lo e a ignorancia… Parece extremamente fácil entender isso, mas por incrível que pareça, a força das trevas da estupidez humana sempre são mais fortes para frentes fracas.

Eu não sou um ateu que nega a Deus, porque eu nem sei o que esta palavra significa e mediante a imensidão do ou dos universos, talvez, de fato, exista ”um” Deus. O ateu médio é um mal negociador porque permuta o conforto da certeza com a ‘certeza’ dolorosa da existencia ”sem sentido”, afinal, existimos para morrer* Vivemos tão pouco e depois de nossas mortes, nada mais acontecerá** Ninguém sabe dizer, mas tanto os ateus, a maioria deles, quanto os dogmálogos pseudo-religiosos, acreditam ter todas as respostas para voce. E te acusará de proferir verdades absolutas, quando vc os refutar.

Portanto, o duplo padrão de pensamento que tantos conservadores detestam em outros povos, como os judeus, também fazem parte de seus modos condicionados de pensamento, mostrando incongruencia em seus axiomas assim como também uma grande hipocrisia.

 

Materialismo e a empatia parcial predominante em conservadores

 

Eu já comentei aqui que a verdadeira empatia se consistiria não apenas na auto projeção mas também no diálogo de mentes, na tentativa de entender a mente do outro, de ser como o outro e não apenas de estar no mesmo lugar em que ele se encontra. As pessoas poderão ter maiores chances de sucesso na análise e posterior mitigação de conflitos a partir desta nova e completa abordagem.

A empatia parcial é uma constante na espécie humana e não seria problemático atestar que será muito mais comum que se manifeste em conservadores, que são o grosso da demografia bio-político-cultural de nossa espécie. Em um mundo de desmandos esquerdistas, os conservadores tem se pintado de vítimas, tal como se antes no passado em que dominavam a cena, o mundo fosse completamente perfeito. O mundo conservador ocidental de nossos pais e avós, raramente nutriu qualquer cadeia harmonica e empática que pudesse melhorar o entendimento e a vivencia experiencialista humana. E o esquerdismo, desprezando a realidade lamentável dos fatos quanto a sua real utilidade para aqueles que os impuseram desde a revolução sexual dos anos 60 (o avanço da agenda sionista), apareceu como a antítese em relação a um mundo de obrigações, de hierarquia sem questionamentos, de enorme discriminação, generalizada e injusta, em relação a toda a sorte de ‘desvio’, especificamente os tipos neutros de desvio, um mundo onde a sinceridade do mundo evolutivo, tal como a beleza de uma rosa, era enfaticamente gritado, mantendo muitos inocentes, muitos tipos virtuosos, presos em seus mundos defasados pelas pedras exteriores da multidão de zumbis afora.

Uma das maneiras mais elucidativas para entender como funciona a psique média conservadora, se dá por meio de nossos pais e seus respectivos comportamentos em relação (projeção) aos seus filhos. Como eu já falei antes, os pais socialmente liberais, parecem ser melhores que os pais conservadores, porque há menos cobrança e maior aceitação quanto a natureza de seus filhos. Os pais conservadores não veem os seus filhos apenas como indivíduos dos quais mantém grande afinidade natural e que mereça o respeito quanto a sua individualidade, porque eles os veem como réplicas de si próprios. Há um bocado de ego inflado nos corações destes pais. E como resultado, os pais conservadores costumam cobrar muito mais do que entender, aceitar e ajudar seus filhos, afinal de contas, eles não querem que suas quase-réplicas passem vergonha diante de sua comunidade. Eles se preocupam muito mais com aparencia do que a essencia. E esta sombria perspectiva da mente conservadora mais secular de nossos dias (assim como de outros dias também), pode ser vislumbrada por meio de suas roupas, seus cortes de cabelo, seus gostos culturais. Definitivamente, individualidade não é uma tendencia nem uma necessidade para os conservadores. O individualismo é que predominará. Eh paradoxal mas completamente entendível mediante a ideia essencial do dualismo ou da dualidade na natureza, que o conservador seja predisposto ao individualismo visando a competição, mas que seja também coletivista visando a sua perfeita adaptação a sociedade em que vive.

O esquerdista, especialmente o ”idiota útil” ou esquerdista-de-coração, dentre muitos outros tipos de virtuosos ou de outsiders (outsiders virtuosos), tenderão a serem menos competitivos do que os conservadores. Pregam mais a individualidade do que o individualismo, porque tendem a acreditar mais na essencia do indivíduo, do que na aparencia e também como maneira de mitigação de conflitos. Percebam que quanto maior a quantidade de seres individuais e únicos, menor será a competição. A competição se dá de maneira intensa entre tipos iguais. Matemáticos competem com outros matemáticos, professores com outros professores, cientistas com outros cientistas. Mas se tivermos um matemático, um cientista, por exemplo, um biólogo e um professor de história, a competição tenderá logicamente a ser reduzida. Tipos iguais tem interesses parecidos e competirão por recursos parecidos.

Para aqueles que pregam tanto a moralidade subjetiva que encontra-se presente em livros ”sagrados” das pseudo-religiões, os conservadores não parecem ter qualquer rubor quando o assunto é dinheiro ou recurso fundamental para adaptação primitivo-evolutiva nas sociedades humanas.

Se o dinheiro é extremamente importante para o sucesso na adaptação e na competição, então os conservadores não medirão esforços para se adaptarem bem dentro dos sistemas sociais assim como também para espezinhar, na maioria das vezes, sem o requinte de detalhes e portanto, julgamento holístico (justo) e educado que é necessário, aqueles que não conseguiram se adaptar a sociedade. O conservador equivale a suposta multidão judia que arremessou pedras em direção a ”Jesus”.

Conservadores seculares, isto é, que ainda mantém algum resquício de religiosidade (ou fantasia dogmática), tenderão a serem muito materialistas, claro, graças a Deus!! O famoso discurso hipócrita de agradecimento a Deus pelo dinheiro que tem e pela tendencia a falta de curiosidade e de pensamento crítico em relação ao mundo, afinal, os conservadores são individualistas, mas não ‘são’ (não tendem a ”ser) indivíduos. Os conservadores são favoráveis ao livre comércio, leia-se, pirataria moderna e a partir disto, se dizem a favor do indivíduo, mas não poupam julgamentos preconceituosos para com aqueles que são reais indivíduos, justamente porque abraçam a sua individualidade.

A mentalidade dualista abre pouco espaço para mudanças no script de suas culturas neurológicas, mais uma vez, as metáforas da luta de telequete ou a peça de teatro. Para a mente conservadora, mediante uma ”lógica racional”, todos devem seguir, acatar seus papéis dentro das sociedades humanas, de acordo com suas predisposições. Como a verdade encontra-se espalhada por todos os níveis de todos os espectros de comportamento da espécie humana, então haverá nexo neste tipo de pensamento, que no entanto, estará incompleto, unilateral e potencialmente conflitivo.

Acredita-se que ao agradar alguns, inevitavelmente, se desagradará a outros. Eu não acredito nesta premissa e acho que apenas com base na sabedoria que poderemos fincar a bandeira da justiça e de fato, fazer-nos sagrados, mesmo mediante uma perspectiva fantasiosa-dogmática. Pois se queremos ser como Deus, então devemos sempre primar pela perfeição.

Estas são algumas das muitas ”tradições” que a maioria dos conservadores ”teimam” em sustentar e esta é uma das razões para que não me alie a eles, nem a nenhum lado que não veja o outro e busque a harmonização, a filosofia prática.

Pedras do sal da vida

Vida e sal,

caminhos percorridos,

feridas que cicatrizam,

a paz que vem com o vento,
coqueiros que balançam e o sofrer das ondas que nascem e morrem,
Amigos de verdade, vidas apenas, que aqueles que desejam iluminar o mundo,
A cooperação se faz na alegria, alguns nascerão para alimentar-nos de esperança,
tocam-no as nossas mãos e zelam por nossa passagem,
A praia deserta, os barcos soltos e suas teias de subsistencia,
O amor renasce pela simplicidade do bem querer, as mentes brilhantes que tecem e sabem,
Que dividem o bom vinho da existencia, cheiram as nossas almas e lambem nossos machucados,
Todo o tipo de amor, brilhando a sombra de nuvens ao alto,
Ao pai conhecer, aqueles que nasceram com uma ligação misteriosa,
Que se comunicam com fluidez, que se encaixam perfeitamente,
Vivenciar a sabedoria, é estar com Deus, abraçar a toda existencia e amar cada momento de alegria, que a felicidade não lamentará por sua falha procura,
A simplicidade e a clareza são as duas únicas vísceras dela,
ei-las

O fim da ”história”… ou seja, o fim de um banho de sangue e estupidez

Os livros didáticos de ”história” te ensinam que ‘o ser humano’ ”é” um animal irracional e perigoso desde os seus primórdios (mentira, te ensina que somos ”especiais”.)

Quando abrimos livros de ”história” e passamos a ler cada capítulo, nos deparamos com assassinatos, guerras, costumes ”culturais” no mínimo bizarros, toda a sorte de escuridão mental em meio a lampejos de luz. A ”história” humana não parece se diferir tanto assim da história de parasitas ou de chacais no reino animal que vivem inconscientes na lama da amoralidade objetiva existencial e entrópica. Estamos embebecidos por nossa suposta superioridade por causa de ”nossas” realizações culturais, filosóficas, científicas e tecnológicas. Mas quando adentramos mais objetivamente as sociedades de outras espécies, percebemos que o talento para arquitetura também se encontra inconscientemente presente em formigas, a capacidade de comunicação eficaz parece estar muito mais  desenvolvida entre as aves dentro outros ‘animais’ do que entre os seres humanos… Apenas para começo de conversa. Nossa religião evolutiva fundamental, o antropocentrismo, nos mantém ”protegidos” da realidade lá fora, em que nosso orgulho e sentimento de superioridade, transmuta para a humildade existencial mais profunda e menos egocentrica. A Terra não é o centro do universo porque a habitamos e nós não somos o centro da vida que a habita. ”Nosso” atual impacto em sua superfície já está trazendo muitos transtornos severos a sua fluidez natural como uma existencia viva, particular desta periferia do ou dos universos.

Ao falarmos sobre o ”fim da história” (humana), tal como foi profetizado por Francis Fukuyama, nada mais será do que o fim de uma cadeia retroalimentada de eventos baseados em toda a forma de estupidez, de interpretações grosseiras sobre a fenomenologia e como sintetização de toda esta panaceia de sofrimento desnecessário, sobre a vitória do mal sobre o bem, sobre a idiotice de ser humano e de compactuar com esta bobagem chamada humanidade, a mitologia da excelencia coletiva humana.

Tdah** Autismo não-especificado** Ciclotimia** Por que a psiquiatria a muito já se tornou obsoleta*

Com que ”roupa” que eu vou…

Entre 2009 e 2010, me tornei consciente da palavra ”autismo”. A partir disso, eu cheguei ao termo mais rebuscado e científico, ”síndrome de Asperger”. Muitas das características, definidas como sintomas, desta condição se emparelharam consistentemente com as minhas tendencias comportamentais e cognitivas. No entanto, depois de um tempo de encantamento e vontade de estudar e aprender sobre a assunto, eu percebi que não era assim ”tããão autista ou aspie” como eu imaginava ( mas o interesse permaneceu). Ainda que, timidez, relativa dificuldade de lidar com as pessoas e tendencia para motivação intrínseca predominante em interesses intelectuais ou não-sociais específicos, fossem características marcantes de minha personalidade, eu não poderia me considerar como um autista, porque a intensidade e a dificuldade de interação social são ainda maiores para quem de fato, se encontra no número certo para vestir a roupa ou rótulo de autista.

Atualmente, penso em ”autismo não-especificado” ou ”de estar” dentro do espectro maior de ”transtorno invasivo do desenvolvimento”, mas como eu sou muito feliz em ser eu mesmo, não consigo aceitar com sorriso no rosto e docilidade que tenha qualquer tipo de problema cognitivo ou que seja cognitivamente inferior a maior parte das pessoas que não estão no número certo para serem psiquiatricamente rotuladas.

Desde quando fui diagnosticado como ”maníaco-depressivo” durante a minha adolescencia, diagnóstico que rejeitei solenemente, deixei de fazer qualquer relação entre esta personalidade extrema e meu comportamento. Então, durante a onda de ”auto-diagnósticos” em que peguei nesses últimos anos de especialização, finalmente cheguei a conclusão de que poderia ser tal como um ciclotímico, ou seja, que ou aquele que exibe uma manifestação moderada do transtorno bipolar e validaria parcialmente a observação da psicóloga que me diagnosticou com este trans-torno durante a minha adolescencia. No entanto, eu não consegui me ver como uma pessoa psiquiatricamente defasada e que precisa de compensações farmacológicas para que possa funcionar ”idealmente” dentro da sociedade em que estou.

Eu sou relativamente instável em termos emocionais mas não é nada que possa ser considerado como um tormento constante, visto que o que define a manifestação da personalidade extrema (e qualquer outro tipo de personalidade), são justamente a sua constancia e a sua intensidade. Na verdade, depois de mergulhar e me imaginar ”mentalmente perturbado”, eu acabei percebendo que muitas das pessoas que estão ao meu redor é que parecem ser perturbadas e todas elas, se encaixam na categoria de ”normal” ou ”normatizado-padrão”. Eu sou até chato ”as vezes”, muito calmo exteriormente, monomaníaco, que gosta de regras para poder sobreviver no cotidiano (porque se deixar eu fico a devanear sem limites), com uma energia extra mas que não é lá nada muito extravagante. Talvez existam milhões de pessoas iguais a mim que neste exato momento, estejam tentando entender porque até agora não conseguiram ”serem bem sucedidas” em seus respectivos ambientes sócio-cultural-economicos. E talvez, essas pessoas sejam exatamente como a mim, uma pessoa que na verdade é até normal demais, justamente por primar pela naturalidade comportamental, combinada com altas doses de moralidade empática (diferente da moralidade cultural ou moralidade subjetiva) e de racionalidade. E sabemos que este primor pela qualidade cognitivo-comportamental é uma raridade entre aqueles que são julgados como normais. As pessoas ”normais” são enganadas por seus mestres mentais quanto a excepcionalidade da vida e da experiencia humana. Não, é muito menos do que imaginamos. E mesmo se estivesse errado, séculos de conflitos estúpidos, tem mostrado que pensar com o cérebro ”ou com o coração”, são medidas extremas com os mesmos resultados, estupidez em escala industrial.

Depois de me ambientar melhor em relação ao meu lado amigável, distraído e sonhador, acabei por me ver dentro da roupa TDAH, as tendencias criativas, inconformistas, a vontade de dizer aquilo que pensa. Bem, mas o fato de compartilhar muitas características e portanto de ter boa pontuação no quesito ”constancia comportamental”, ainda não significará que eu estarei apto para ser diagnosticado como tal, visto que no quesito ”intensidade”, eu não sou, definitivamente, alguém que ”necessite” de remédios para parar quieto no lugar ou ‘prestar atenção’. Se por um lado, eu fiquei feliz por não ter a possibilidade ser marcado como gado de ”baixa qualidade” (contextual), por outro lado, eu fiquei triste, porque além de não ter encontrado até então, nenhuma categoria da qual pudesse vestir, eu também me vi em uma situação de não estar contextualmente adaptado as demandas tecnocráticas da sociedade em que vivo e que isso tem um enorme efeito em meu potencial de adaptabilidade laboral-cognitiva. Se eu não posso adentrar em nenhuma categoria de ”especial” ou ”com necessidades especiais evidentes”, então qualquer tentativa de esclarecer quanto a minha relativa singularidade cognitiva, será entendida como desculpa para o meu desleixo de não tentar ser como o sistema gostaria que fosse.

Também cheguei a pensar sobre a esquizotípia, uma manifestação branda da esquizofrenia, mas todos os meus auto diagnósticos foram baseados em uma clara tentativa de auto-depreciação, que na minha cabeça estranha, tem significado o exato oposto, visto que, se eu posso ou não quero competir por meio de regras subjetivas, com os neurotípicos, então talvez pudesse ser visto como uma aberração de qualidade tal como hoje em dia, faz a mídia satanista ao pintar pessoas que de fato apresentam personalidades extremas em conluio com talentos raros.

Duas conclusões sobre a minha auto investigação psicológica, o meu narcisismo de se sentir especial, mesmo que esta condição especial se baseie em proto-desequilíbrio organico do sistema mente-corpo e a minha vontade de buscar uma explicação aquém daquela que seria a mais possível, a de ser um tipo poético-atávico de superdotado.

Eu tenho uma imaginação poderosa e constante, mas isso não quer indicar esquizotípia, necessariamente, um tipo de julgamento muito subjetivo.

Eu tenho um certo desequilíbrio emocional, mas isso não quer indicar ciclotímia, visto que muitas ou na maior parte das vezes, o meu destemperamento se dá por razões racionalmente complexas, que só eu consigo entender (e na verdade, convenhamos que nem é assim tão difícil para os outros entenderem, o problema é que as pessoas adoram explicações complexas para a simplicidade da naturalidade filosófica). Eu sou como o rabugento empático que não pode aceitar com um sorriso largo no rosto o mundo de atropelos e primitivismo do qual estou mergulhado.

Eu tenho uma certa energia extra e sou meio impulsivo, que nas altas rodas intelectuais, chamam de ”abertura para experiencia”, mas não quer indicar que eu tenha qualquer tipo de descontrole do qual eu não saiba como ou porque se dá, visto que meu autoconhecimento já atingiu pleno desenvolvimento a ponto de sabe-lo ou ao menos de dar-lhe um significado não-psiquiátrico a certas particularidades da minha personalidade ou alma.

Eu não estou sempre distraído ou na maioria das vezes em que estou em proto-devaneio e ainda que possa ser submergido pela distração, o meu controle cognitivo (autoconhecimento) será bom o suficiente para que possa acessar meu estado de alerta para evitá-la. Sabendo que tenho propensão a distração, devaneada por pensamentos ou não, redobro minha atenção, porque a atenção multi-integrada e mundana não vem até mim com naturalidade. Mas a minha auto-vigília sim. O que alguns poderiam determinar como sendo uma dificuldade de atenção, na verdade, pode ser entendido como hiper foco em assuntos pessoais ou que estão intrinsecamente motivados, em outras palavras, eu atendo o chamado da chama que me faz ‘existir’, eu vivo a mim mesmo sem dar grande importancia a escravização dissociativa que o sistema quer que voce faça. Que despreze a sua integridade existencial e que viva como um escravo para enriquecer gente mesquinha, tola e completamente retardada.

Talvez, o que me difira de alguém que aceita o seu diagnóstico psiquiátrico sem pestanejar, seja porque eu tenha ”escolhido” pelo autoconhecimento, sem ter tido a perigosa necessidade de me entregar de bandeja a um ”psico-especialista” que o máximo que poderia fazer, especialmente se fosse um profissional mediano, seria de categorizar minha individualidade em algum tipo de trans-torno dos ditames tecnocráticos e culturais modernos e de denominá-la como excentricidade.

Cultura da personalidade extrema e dar significado racional-criativo-alegórico a percepções, a diferença entre ‘genios’ e ‘loucos’

O que difere um indivíduo que é definitivamente lunático ( o tipo evidente de lunático, porque também temos a grande maioria da humanidade dentro da categoria de tipo não-evidente de lunático, mascarado pela normatividade coletiva), um indivíduo de inteligencia(s) normal (is) provido de uma personalidade extrema, em relação aquele que é definitivamente um genio filosófico (o tipo de excepcional com o mais alto nível de autoconhecimento)**

Na minha opinião,  será a qualidade de significados racional-alegóricos que darão a si mesmos. E para isso, a inteligencia, o controle cognitivo ou autoconhecimento e a criatividade serão fundamentais para separá-los.

Quando o psiquiatra diz ao lunático que ele é lunático, ele tenderá a discordar totalmente do psico-especialista  porque em seu mundo completamente distorcido, a criatividade inconsciente e perigosa estará totalmente descontrolada, se nossa expressão cultural-comportamental exterior nada mais seria do que o espelho de nossa mente em conluio com o ambiente em que estamos inseridos, a cultura neurológica.

Quando o psiquiatra diz ao seu típico paciente (que não é um típico lunático evidente, em outras palavras, é uma pessoa com inteligencia e percepção normais, que no entanto, estará vestido com a roupa existencialista de uma personalidade extrema) que é um lunático, haverão grandes chances de concordancia dele em relação ao diagnóstico final do psico-especialista, afinal de contas, este tipo tem uma percepção normal (e auto percepção principalmente) do mundo e apenas gostaria de ser como todo mundo. Ao invés de ver um desafio encantador, o típico paciente ve sua condição existencialista com pesar, dor (E talvez, para os casos mais extremos, eles estejam corretos em relação a isso, menos quanto ao déficit de autoconhecimento).

Quando o psiquiatria diz ao genio filosófico que ele é um lunático, especialmente se este genio for provido de grande orgulho ou auto estima complexa, haverão grandes chances para a discordancia, mas que ao contrário do lunático evidente, que produz alegorias distorcidas da realidade, de uma tentativa equivocada de auto análise, esta será embasada em uma racionalidade alegórica, dar poesia e beleza a uma experimentação existencial profundamente poderosa, com seus altos e baixos, com suas flores e com seus espinhos. Onde existe um jardim de flores e espinhos, o paciente típico não verá lindas rosas vermelhas, mas um mundo monocromático, preto e branco e dará grande enfase aos espinhos, uma vida de feridas. O lunático evidente confundirá espinhos com as rosas e imaginará o mundo mediante um quadro abstrato, que mais parecerá um rabisco com desenhos não-terminados. Em compensação o genio filosófico verá não apenas as perspectivas de seus primos existencialistas, o mundo de pessimismo, de lamentos e de ”auto achismos” (e se eu fosse ”normal”…), o limbo do ”sacrifício de Andromeda”, o mundo de distorções e desdobramentos de retas, da realidade, do lunático evidente e todo o belo jardim e sua complexidade de sensações. O psiquiatra não pode convencer o genio filosófico de sua loucura contextual, porque enquanto que o psiquiatra pinta o mundo de suas vítimas tal como um limbo de tortura, a mesma manipulação não terá efeito na mente poderosa e auto-consciente deste espécime. Os mais vulneráveis podem ser convencidos de que suas vidas (especialmente a partir da ótica da moralidade objetiva) são fundamentalmente marcadas por espinhos. Imaginemo-los em suas peles, voce que não se conhece, percebe que há um atrito maior entre sua existencia e a dos demais e a partir disso, busca alguém para ajudá-lo a se conhecer e a ver o que está errado com voce. O paciente entrega a sua mente para um psico-especialista que a destroçará ao mostrar-lhe que apenas com medidas artificiais e superficiais que poderá ”se encontrar”. O paciente não é importante, o importante é a possibilidade de faze-lo se conformar dentro da normalidade. Isto não está certo, mas muitos pacientes desejarão apenas isto.

Ainda que seja complexo por demasia reduzir totalmente esta realidade específica, ou seja, o mundo de interações entre psiquiatras, psicólogos e seus pacientes, a uma relação de opressão, pode-se dizer que, pessoas muito vulneráveis sejam tratadas industrialmente, tal como se fossem categorias de produtos ou dos remédios que tomam.

Cada caso é um caso, não para um psiquiatra com muitos pacientes para tentar ajudar.

Talvez o principal erro da psiquiatria seja justamente a tentativa de forçar seus pacientes a vestirem roupas ”de normalidade”. Qualquer pessoa sem potencial inato ao autoconhecimento, que for destituída de sua personalidade e tratada como ”alguém que poderá se adequar a sociedade”, caminhará para alimentar a sua própria doença de alma, ao invés de adaptar as suas dimensões mais aberrantes a roupas mais confortáveis.

A superficialidade da normatividade, na minha opinião, é o mais evidente erro que a psiquiatria está a cometer desde quando foi sistematicamente fundada.

Talvez esta cultura de autoconhecimento, possa ser ensinada para as pessoas…

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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