Archive | setembro 2015

Personalidade, cognição, inteligência e qi

Novamente, a correlação avaliativa entre qi e os componentes que compõe o intelecto humano.

QI e cognição

A inteligência como a conhecemos parece se relacionar muito bem com a cognição. A cognição se consiste nos atributos mais técnicos ou mecânicos de nossas capacidades que quando acompanhada por testes cognitivos, adquire uma contextualidade ou unilateralidade que nos faz remeter à metáforas que se relacionam ao trabalho, isto é, a capacidade de oferece-lo a partir de parâmetros pré-estabelecidos. A inteligência, mesmo a humana, existe sem a necessidade de qualquer parâmetro, mesmo a cultura. Portanto, a correlação entre qi e cognição será significativa se os parâmetros usados para a sua mensuração estão muito próximos da realidade, ao se analisar a memória, o tempo de reação, a capacidade de se fazer analogias e a de reconhecer padrões, dentre outros aspectos importantes de nossas cognições. No entanto, como eu já expus diversas vezes aqui e se consiste em uma de minhas críticas-mestras ao determinismo dogmático dos testes cognitivos, qi não mensura a ”inteligência” em um estado dinâmico, mas em um estado inerte, em uma sala qualquer de uma universidade qualquer, com lápis e caderno a tira colo, um psicólogo como um cão de guarda, um relógio cronometrando o tempo e perguntas de-contextualizadas. E isso não é ”mundo real”.

Meu modelo conceitual, diga-se, muito simples e didático de ser entendido, para a inteligência, se consiste na interação entre a cognição e a personalidade. A personalidade, nossa constância comportamental, tem grande impacto em nossa cognição. Isso ainda não quer dizer que se a isolássemos todos seriam iguais. Mas continuará tendo um grande impacto. No texto sobre os leste asiáticos e as suas primorosas capacidades de concentração, eu a defini como a habilidade de se isolar os efeitos constantes da personalidade na cognição. É como se mudássemos o som de uma música instrumental, por exemplo, aumentando alguns ritmos e reduzindo outros (por exemplo, enfatizando o som do piano em uma música multi-instrumentalizada ou orquestrada) ou como como quando modificamos as cores da tela de uma televisão. Sendo mais capazes de controlarem suas personalidades na execução de tarefas do dia a dia, os leste asiáticos também tendem a se saírem melhor em testes cognitivos, justamente por causa desta capacidade. Não é que o qi mensure esta habilidade, mas é que a mesma tende a se relacionar com aqueles que conseguem se concentrar em baterias de testes que exigem a exposição de conhecimento e que muitas vezes será extrínseco àquele que melhor apetece a personalidade de cada um. Ninguém ou a maioria não gosta de fazer testes cognitivos ou provas escolares, mas aqueles que gostam, serão mais propensos também a serem melhores na concentração para executá-los. Eu me concentro bem para escrever estes textos. Apenas uma dica de que a ”concentração” também dependerá do contexto de enfatização ou centralização.

Qi e personalidade

Algumas pesquisas tem sugerido que os mais introvertidos sejam mais propensos a pontuarem alto em testes cognitivos. Não parece ser preciso falar mais sobre isso se no texto acima eu já mostrei o porquê dos leste asiáticos, que são mais introvertidos que os brancos europeus e que os negros africanos, serem melhores, em média, não apenas nesta tarefa, mas também a qualquer outra que exija concentração, mesmo que se faça com base em assuntos que estão extrínsecos às suas personalidades. Um exemplo muito elucidativo. A capacidade asiática de trabalhar exaustivamente em empregos da indústria tecnológica, de dedicarem boa parte das horas de seus dias em atividades repetitivas e que exigem grande concentração porque necessitam de perfeccionismo, por exemplo, no encaixe de peças mecânicas. Não é que eles nasceram mais predispostos ou empaticamente recíprocos (tolerantes seria o termo mais adequado) para o trabalho repetitivo e de longas jornadas. Mas é que eles são melhores no isolamento ou neutralização da personalidade, que por sua vez nos incita para a interação interpessoal e para ”investimentos na própria felicidade” (alimentar nossas próprias existências), na dedicação extrínseca, isto é, de atividades que não estão plenamente relacionadas com as exigências pessoais. Aqueles que são mais extrovertidos ou que são mais distraídos, incapazes de filtrar os eventos e estímulos externos que são constantemente interpretados por nossas personalidades, serão mais propensos a pontuarem mais baixo nos testes cognitivos assim como também em relação a todas as outras atividades que são similares a esta, isto é, que exige a concentração.

”Eu – quero – fazer este teste, mas o céu está tão bonito nesta tarde e eu estou com a cabeça em outros assuntos”

Qi e inteligência

”Como” a inteligência poderia ser entendida como ”cognição + personalidade”, então minha constante afirmação de que os testes cognitivos meçam-na de maneira parcial se consiste em uma possível verdade, porque quando não estamos em um estado de concentração para resolver questões ”quase-escolares”, estaremos no mundo real, usando nossos atributos cognitivos e intelectuais ou com base na interação destes com a personalidade, interagindo ”de” verdade.

Todos os meus textos sobre este assunto não visam na completa negação de qualquer fiabilidade remota dos testes cognitivos em sua tarefa de acessar e expressar o intelecto humano mas no melhor entendimento de todas as variáveis que estão relacionadas e principiando por duas vias fundamentais, o realismo e a diversidade.

Aquele que é excepcional em sua capacidade de pensar criticamente, de refletir o pensamento, enfim, de ser um legítimo intelectual, não será O MAIS inteligente em comparação a todo resto, a partir de uma comparação total, porque para que pudéssemos fazer esta afirmação, nós deveríamos concluir com base em método científico exemplar, que o intelectual seria como um polímata pluritalentoso em relação a totalidade das atividades humanas que requerem o uso da inteligência, bom em tudo. E isto, ele não é.

As sociedades humanas, talvez, toda a complexidade natural, exige a cooperação de peças de diversas naturezas e todos os sistemas sociais humanos tem buscado pelo elixir da comunhão de todas essas peças visando na maximização de sua eficiência, mas tratando-os como se fossem (e de fato, infelizmente, são) ”animais” de fazenda e aqueles que detém o poder, como fazendeiros. Isso está gritando ”diversidade cognitiva”.

E o realismo, como eu já falei aqui e diversas vezes neste blogue, se dá com base na análise da inteligência no mundo real, sob todas as suas perspectivas e a partir do momento em que denominamos a cognição como inteligência, nós estaremos destituindo a mesma de seu conceito mais holístico e provável de ser assim como também enfatizando a qualidade do trabalho, tratando a todos como reles escravos semi-assalariados.

Literalizando os ”argumentos” dos esquerdolas

Nessas últimas semanas, ocorreram diversos arrastões na cidade merdavilhosa. No meio da praia, no meio do calor da multidão, no meio de turistas nacionais e internacionais, de trabalhadores de todas as classes sociais que só estavam à procura de um lugar ao sol. São cenas que se repetem com certa frequência nesta cidade-desespero que consegue reunir o que há de pior entre os morros remanescentes da paisagem natural de outrora, quando não tínhamos retardados europeus e seus mascotes africanos ”farofando” em cima de terras quase virgens. Existem muitas razões para que ”jovens” cometam este tipo de atitude, mas nenhuma delas se aproxima em excelência em relação ao fator genético ou predisposições biológicas para explicar o ponto de ruptura que resulta neste tipo execrável de comportamento. Em todas as outras espécies, isto é, seres vivos que habitam este planeta, nós já sabemos que os seus comportamentos são essencialmente modulados por seus arcabouços biológicos em interação com o ambiente. O ambiente é importante e muitas vezes contribuirá para selecionar os mais contextualmente adaptados, modificando o comportamento das espécie. No entanto, estas modificações tendem a ocorrer a longo prazo, claro, dependendo do tamanho e complexidade da mesma. Portanto, o ambiente pode alterar o comportamento dos seres vivos, mas apenas ou especialmente com base em mudanças de padrões seletivos e de longo prazo. A mudança não pode ser plenamente efetuada em indivíduos, isto é, ao longo de uma vida, um indivíduo conseguir alterar completamente o seu comportamento (a não ser se for em ambientes extremos, que provoquem mudanças forçadas e de alto risco como no caso do ‘suposto’ experimento soviético da privação do sono). As mudanças se dão de modo intergeracional, isto é, se certo grupo começa a selecionar para maior inteligência e isso significará, reduzir o número de filhos dos ”menos inteligentes” e paralelamente aumentar o número de filhos dos ”mais inteligentes”, nós teremos no final deste processo, uma mudança coletiva (média) de capacidade cognitiva que poderá ser observada mesmo a nível individual, isto é, o ”average joey” se tornar mais inteligente do que seus antecessores. Mas na verdade, o que aconteceu não foi que mudanças no ambiente alteraram o comportamento de indivíduos, em vida, isto é, fulano nasceu predisposto a ser assim e o ambiente o fez mais predisposto a se comportar de outro jeito. Com 4 anos era sádico, com 16 anos se tornou responsável. Isso pode acontecer, parcialmente, mas não é a regra e mesmo que fosse, quando falamos de vida ou bio, então devemos analisar tanto o ambiente quanto o indivíduo e principiar pelo pressuposto que me parece o mais lógico, de que a reação constante do ser vivo é mais importante do que a paisagem em que se está inserido. O bom moço que vive em um ambiente extremamente deprimido de bons estímulos, que não se corrompe com a miséria que o cerca, é um exemplo muito visceral sobre a importância da genética ao invés apenas ou fundamentalmente das condições ambientais, na modulação de nosso comportamento. Pessoas de personalidade forte  são o pesadelo para qualquer behaviourista. Em ambientes ricos, com pais maravilhosos, não é muito raro nos depararmos com a existência de filhos de má índole. Seremos predominantemente constantes em nossas técnicas de interação, mesmo nós seres humanos que somos bem mais plásticos neste quesito do que as outras espécies, que são muito mais instintivas. No entanto, isso ainda não significa que seremos totalmente modificáveis porque isso nos induziria a concluir que o livre arbítrio existe em sua totalidade e é completamente plástico entre nós. Em um mundo narcisista, cheio de ”crânios” que sabem tudo, cheio de selfies, afirmar que somos limitados, é como cometer alguma blasfêmia porque ao fazermos esta afirmação, estaremos abrindo portas para outros tipos de pensamentos que ”nossas” ”amáveis” zelites definem como ”perigosos” como por exemplo, afirmar que a educação ”correta” não irá reduzir a disparidade cognitiva média entre grupos raciais humanos.

Todo mundo que lida com cachorros, sabe que existem variações significativas de comportamentos médios entre as muitas raças que tem sido produzidas via domesticação e ênfase seletiva. Todo mundo sabe que o pastor alemão tende a ser mais predisposto a atos violentamente instintivos e o mesmo se aplica aos pitbulls. Todo mundo sabe da tranquilidade do São Bernardo e sabe que existem cães que são mais inteligentes do que outros, especialmente no que diz respeito àquilo que é determinado como parâmetro de inteligência dentro de um contexto de domesticação, isto é, o animal não-humano sendo analisado quanto à sua capacidade de responder a comandos humanos ou de fazer leitura facial do seu dono, enquanto que os animais ”selvagens” costumam ser analisados com base em suas capacidades de sobrevivência e ”adaptação” (sendo que os mais espertos costumam se adaptar, mais do que se conformarem com os ditames de seus hábitats).

Fim do antropocentrismo. Não somos tão especiais assim como imagina. Ok, somos muito singulares mediante muitas perspectivas, é claro, não tem como negar. Mas isso não significa que sejamos todos racionalmente aptos para fazer as melhores escolhas a todo momento ou em grande parte do tempo, porque não somos, mesmo muitas das pessoas mais inteligentes (mediante certas perspectivas dimensionais) também não serão predominantemente racionais. Na verdade, apenas o sábio que poderia ser considerado como alguém que é predominantemente racional ( predominante não irá indicar totalidade).

Ainda que acredite na existência parcial do livre arbítrio, isso não significará que o mesmo existirá em toda a sua potencialidade. E é aquilo que mais vemos.

Por causa de padrões seletivos que nós não temos nada que ver em termos de ação individualmente literal, até mesmo porque isso se consistiria em uma impossibilidade de espaço e tempo, as populações humanas tem variado consideravelmente em termos de capacidade cognitiva assim como também em termos de comportamento. E a cultura, que não veio do nada, muitas vezes (na maioria das vezes) expressará a paisagem cognitiva e comportamental médias destes grupos. Quanto maior for a complexidade de uma sociedade, maiores serão as chances de ênfase unidimensional em alguns de seus atributos, tal como tem acontecido hoje em dia nas sociedades ocidentais com base na inculcação da ”culpa branca” ou ”altruísmo patológico” (eu diria mais, ingenuidade e estupidez). O aumento da subjetividade quanto à percepção e à experiência tende a se dar em sociedades altamente complexas, por causa da estupidez e intolerância natural medianas para aceitar/entender as múltiplas perspectivas mas também por causa de uma maior relatividade em ambientes muito confortáveis onde que a tolerância para comportamentos indiretos como as artes, aumentará consideravelmente, se não estamos lutando com garras e dentes por nossa sobrevivência, se estamos dentro de uma fazenda humana, menos perigosa do que estar em contato direto com a natureza selvagem.

Por que eu dei um breve rasante em todos estes fatores**

Foi para prepará-los para a explicação literalizada daquilo que os esquerdolas ou esquerdistas afirmam aforisticamente, sem qualquer substância analítica e holística dos fatos e acontecimentos de nossos cotidianos.

A grande maioria destes estúpidos/ingênuos/narcisistas  cognitivamente inteligentes e intelectualmente acéfalos (não muito diferente dos conservadores neste último aspecto) tem usado a desculpa da ”educação”, a palavrinha mágica da ”modernidade”, para explicar como que ”arrastões de jovens da periferia” poderão ser evitados a partir de um breve futuro. ”Faltou educação”.

Pra quem vive boa parte do seu tempo longe destes problemas, é fácil bancar o bonzinho, gente boa que não quer ”ofender” ninguém. No entanto, quem mais irá sofrer com estes seres problemáticos será justamente a classe trabalhadora que sua dia e noite para ganhar o seu parco dinheirinho e ”pasmem”, eles serão os tipos mais ”reacionários” dentre todas as classes sociais, porque desde cedo precisam conviver com estes seres ”injustiçados” pela sociedade. Em partes, é verdade que o mundo não tem sorrido com grande frequência para muitos destes ”jovens”, que tendem a vir de lares extremamente disfuncionais, na corda bamba da falta do básico na mesa da cozinha. Mas como sempre eu falo, sempre haverão pessoas que não se deixarão levar pela miséria em que vivem e tentarão erguer suas vidas longe do crime, de maneira digna e honesta. Em um mesmo ambiente, sob as mesmas condições sociais e econômicas, algumas (na verdade eu não sei quantificar quanto que seriam) pessoas não se deixarão abater pela situação e serão inclusive melhores em termos de moralidade e honestidade do que uma gorda fração de pessoas de classes mais abastadas. E isso é uma grande injustiça.

No entanto, poder-se-ia usar a racionalidade para justificar que em um dia de cão muitos adultos possam querer descontar todas as suas frustrações em cima dos outros. Em partes isso poderia ser relevado como justificativa.  Mas estamos falando de jovens e pré adolescentes. Alguns que são crianças. São pessoas extremamente jovens que estão cometendo crimes, não estamos falando de adultos que tomaram ódio da sociedade em que vivem e passam a viver no mundo do crime explícito. Estamos falando de crianças e adolescentes.

 

Tolerabilidade e reciprocidade

 

Toleramos aquilo que não gostamos e seremos positivamente recíprocos àquilo que nos faz bem. Eu jamais roubei nada de ninguém até agora e não foi apenas por causa da educação dada pelos meus pais mas especialmente por simples reconhecimento de padrão racional e coerente. Eu não faço com os outros aquilo que não desejo que façam comigo. Nada mais racional do que a empatia vista por este prisma mecânico de interação interpessoal. A empatia cognitiva, mediante o meu conceito: ”para que possamos internalizar uma ideia, uma teoria, uma conduta, devemos sentir empatia por ela”. Por exemplo, se tornar vegetariano.

Meu nível de tolerância para a violência irracional ou feita por motivação fútil é muito baixo. Isso se aplica a todos os tipos de comportamentos que não são racionais. E obviamente em relação a todas as formas de crimes tal como o roubo. O famoso ladrão de galinhas, isto é, aquele que rouba para poder dar de comer aos seus filhos, existe, mas não é a regra. Na maioria das vezes as pessoas roubarão dos outros por pura falha de caráter e que tem uma clara origem biológica, do próprio ser. Estamos todos subordinados a estas duas vias de reação, a tolerância por aquilo que nos incomoda, e a reciprocidade positiva, altruísmo ou empatia (mesmo que se for apenas ideacional) por aquilo que nos motiva a continuar na labuta diária da autoconservação.

Os esquerdolas acreditam  que a suposta falta de educação  foi a causadora destes tipos de comportamentos, então bastará colocar os ”mal educados” em uma escola de boas maneiras civis, para que possam se tornar como você ou eu. Não existe genética, não existem predisposições, não existe o ser e sua reação, mas apenas as circunstâncias, dizem eles. Alterem as condições e teremos seres totalmente reformados. E se alguns deles consegue rever suas ações e ”melhorar” (muita calma nessa hora porque o melhorar também pode ser quantificado e ”algumas” melhorias não parecem ser tão boas assim tal como o garoto pobre que consegue se tornar jogador de futebol, larga a vida de quase-crime que sentenciava o seu futuro, mas continua a praticar pequenos delitos só que de colarinho branco) então os esquerdolas olharão para esta exceção tal como se representasse a regra.

O mundo é terra plana para essas mentes cabeças de vento. Se somos todos iguais então estudar sobre genética comportamental seria como enxugar gelo, devem pensar.

Literalizando o ”argumento” dos esquerdolas.

As crianças e adolescentes que causaram furor nas praias cariocas, nestes ‘últimos dias’ (não significa que não voltará a acontecer e nem que se consistam em casos isolados), ao saírem arrastando pertences alheios, sem qualquer pingo de respeito ou dignidade, não tiveram uma boa educação (os pais e os professores deles devem ser uns lixos…. e vale ressaltar que, infelizmente, muitos bons pais de origem humilde acabam tendo filhos problemáticos). Portanto, devem ser ”reeducados”.

Literalizando a ideia de ”reeducação”

A primeira tentativa de lavagem cerebral amadora e fortemente embasada em pensamento positivo não deu certo. Então vamos colocá-los novamente em instituições estatais onde ”será feito” a reestruturação de conduta comportamental civilizada.

Eles sairão de lá novinhos em folha e nunca mais cometerão estes tipos de crimes.

 

Mundo real

 

Essas crianças e adolescentes que já sinalizam predisposições comportamentais anti-sociais desde à tenra idade, deixando implícito o papel da transmissão inter-geracional de caracteres, leia-se, hereditariedade, no comportamento humano,  não melhorarão suas condutas de maneira radical tal como a grande maioria dos esquerdolas acreditam apenas por causa de uma ”melhor educação”.

 

O que é educação comportamental**

 

Novamente ”a minha ideia” sobre a empatia cognitiva. Somos expostos a todo momento a estímulos ambientais como livros, uma bola de futebol ou uma boneca da Barbie, assim como também à ideias e argumentos racionais de conduta ou comportamento. Por exemplo, quando eu era criança, eu me condicionei a pedir desculpas, repetir umas cinco vezes esta palavra, depois de ter praticado alguma conduta ou exposição de pensamento ruins ou de mal tom. ”Funcionou”. Mas é muito cedo dizer que se minha mãe não tivesse me dito isso eu não teria aprendido até o ano em que comemorei o meu vigésimo sexto aniversário. E não é apenas cedo como também equivocado sugerir que este método empregado por minha mãe irá funcionar em todo mundo.

A ideia de educação se assemelha ligeiramente à ideia de lavagem cerebral, que eu demonstrei ou acredito que demonstrei, que está sendo usada de maneira equivocada pelas pessoas. A educação, nas escolas ou mesmo aquela que nossos pais acreditam de maneira literal e profunda, nada mais se assemelharia àquela imagem do filme ”Laranja Mecânica” que se tornou mundialmente famosa.

Não, não faltou educação a estes grupelhos descidos do morro que tocaram o terror em banhistas cariocas e continuarão a fazê-lo, em grupo ou a conta-gotas. Faltou a esterilização de suas mães ou ao menos, um planejamento familiar fortemente intrusivo para que seus pais evitassem encher os seus barracos, símbolo da ineficiência e brutalidade estatais em conluio com uma dupla herança desvantajosa, bio-econômica, de crianças que na maioria das vezes, serão apenas como eles. E não os culpo totalmente, porque o ambiente em que vivem contribui para exaltar as já muito evidentes dificuldades naturais de adaptação em uma sociedade industrial (e dependendo do caráter deles, em qualquer sociedade, mesmo nas de caçadores coletores).

Alguém com tolerância para praticar o mal irracional, em qualquer ambiente, será um estorvo para aqueles que o repele naturalmente.

A educação comportamental assim como no caso da cultura se consiste em uma tentativa de sincronização entre o comportamento (a nível individual) e o ambiente social e simbólico (isto é, que expressa toda a panaceia abstrata que emana da mente humana como emoções, ideias, etc). Novamente, a metáfora do boomerang ou do jogo de Squash, só que agora direcionado para a reciprocidade/internalização de condutas e rotinas. Eu aprendo organicamente que roubar os outros é imoral e não apenas ou fundamentalmente porque a professora ou professor disse. Eu posso internalizar uma conduta e/ou rotina com base na própria captura de percepções ou por meio da verbalização de terceiros, onde o educador aparecerá como um dos mais prováveis a comunicarem esta regra de etiqueta básica.

O paradoxo do ateu ”modinha”…. e a histeria anti-sábia dos estúpidos…

O ‘paradoxo” do ateu ”modinha”…

Se sabe tanto sobre evolução então por que continua a acreditar apenas no papel da cultura como transformadora do comportamento humano ”ou” ”um que de Lamarck” ??

Os ateus, isto é, uma boa parte deles, são alguns dos maiores crentes no papel fundamental, tanto da educação quanto da cultura, como promotoras do desenvolvimento cognitivo e do comportamento humano. Há uma parcial verdade aí, mas ao se desprezar o papel da biologia comportamental e cognitiva e sua interação com o meio (cultura e educação), se estará principiando por pressupostos essencialmente equivocados, se tudo aquilo que é incompleto e é dado como completo, assim o será.

A contradição ”ou” paradoxo mais engraçado daqueles que também são fervorosos defensores das teorias darwinianas, é a de que as utilizam principalmente como argumentos contra o criacionismo mas que não as entendam em seu todo, porque foram e são conquistados  justamente por resquícios sofisticados do antropocentrismo, que são a essencia de qualquer ”religião”.

A Terra não é o centro do universo, nós também não somos o centro da Terra e de sua biodiversidade. Mas, de acordo com o behaviourismo e seus ”uber-especialistas”, o ser humano é tão magicamente superior aos outros animais, que as regras (quase) universais de predomínio (essencial e óbvio) genético ou biológico no comportamento e na capacidade cognitiva, não são, supostamente, aplicáveis a ele.

Deus não existe, porque, segundo o resquício de pensamento mágico que predomina em muitas mentes ateias, nós é quem somos os deuses!!

Só que não, continuamos sendo animais tal como os outros e como papai Darwin disse, reagimos de maneira muito similar aos eventos, isto é, de maneira que NÂO DA para desprezar o papel de nossas predisposições genéticas nas interações de curto a longo prazo com o meio. Seria metaforicamente falando, como imaginar um jogo de futebol, com apenas um time.

O ponto chave que nos faz diferentes, estranhamente diferentes das outras espécies, é justamente nossos instintos atrasados ou maiores autoconsciencias (claro, que com sua variação devidamente exaltada). Neste meio caminho, entre o pensar e o reagir, construíremos ao longo de nossas vidas, um arcabolso de vivencias únicas, que serão enriquecidas por símbolos, abstrações e o seu uso constante tal como na matemática ou mesmo, no vocabulário, o uso de palavras, nossas reflexões. Todo este mundo complexo que se abre entre o pensar e o reagir para os humanos, nos demais animais, tende a se dar de maneira predominantemente instantânea, isto é, o pensar/agir ou agir instintivamente, nos fará mais suscetíveis a uma panaceia de possíveis destinos ou maior probabilidade de caminhos a serem tomados, e que serão sofisticados quanto a sua complexidade, em nossos ambientes antropomorfizados. Mas a essencial relação entre o homem e o seu meio, isto é, sua biologia e não apenas a comportamental e o seu ambiente de interação e vivência, permanecerá simples de se entender, basicamente, ”’genes em interação com o meio”’. Nós que somos os nossos genes. Portanto, quando estivermos falando de genética, nós estaremos falando de nós mesmos, não apenas em relação aos órgãos dos quais temos pouca familiaridade consciente e constante, tal como o coração ou os rins, desprezando aqueles que são constantemente afetados por crises de ”piriri”, mas especialmente de nossos cérebros e de seu produto único, que é o mais relevante para nós, ou seja, as nossas mentes.

Voltando a pauta principal desta parte do texto, os ateus ‘modinhas’ renegam o criacionismo em prol do darwinismo, mas quando debatem sobre o comportamento humano, se utilizam do lamarckismo, leia-se, educação e cultura, como únicos e fundamentais influências em relação ao mesmo, o que claramente se consiste em uma incompletude conceitual ou má interpretação das teorias darwinianas.

Falar sobre influencia genética no comportamento humano, assim como também de hereditariedade de caracteres via seleção  (o básico-do-básico da teoria da seleção natural) remete em suas cabeças pedantes a

  • eugenia
  • nazismo
  • preconceito
  • racismo

isto é, eles apregoam uma carga fundamentalmente ideológica sobre a teoria que mais se utilizam para refutar os argumentos tolos dos criacionistas, enquanto que, convenientemente, renegam a parte ”politicamente incorreta” das ideias de Darwin, especificamente quando estas são aplicáveis aos seres humanos.

Alguns adjetivos para este tipo de abordagem argumentativa e pessoal-ideológica:

Estúpido, conveniente ou tendencioso, irracional, desonesto.

Aceitar que existam diferenças cognitivas entre as populações humanas (em média), por exemplo, não significa que se estará defendendo a volta do nazismo ou o preconceito contra essas populações (ainda que muitos daqueles que apresentam facilidade para internalizá-las, defendam causas ou ações parecidas). Neste caso, o preconceito negativo direcionado à pessoas perigosas, de qualquer grupo humano, se consiste apenas no básico da sobrevivência, mitigando ou evitando futuros perigos em relação às mesmas via interações altamente desarmônicas. Novamente, todas as palavras abstratas e mesmo as literais, dependendo do contexto, são amorais em sua raiz conceitual. Mesmo o preconceito negativo, depende do contexto. Quando falamos de abstrações, estaremos falando irrevogavelmente de contextos para que se evite a injustiça de análise, conclusão ou tratamento.

A grande proporção de ateus, ou, ao que parece, que estão fortemente inclinados para favorecer boa parte dos pressupostos behaviouristas que nada mais são do que o lamarckismo sofisticado, nos mostra que muitos fãs de Charles Darwin são de analfabetos funcionais, e pasmem, especialmente em relação às suas teorias, ao determinarem, via influencias midiáticas e culturais, que o ser humano é tão divino que não pode ser equiparado aos outros animais, especificamente em relação aos fenômenos que, em linguagem moderna, resultarão em uma ”inevitável” discussão sobre nazismo, eugenia, preconceito e racismo.

Sim, ”somos tod(l)os iguais”, ”racismo é doença”, ”preconceito é burrice”, deixem os imigrantes virem para aquele país, dê-lhes educação e por esforço repetitivo, se tornarão inteligentes, cultos e empáticos e ainda por cima passarão estas virtudes recém-adquiridas para os seus futuros filhinhos. Que lindo!! Que ideota!!

Os ateus modinhas e/ou os ateus médios, deveriam ou poderiam utilizar seus (supostos) conhecimentos e empatia/ reciprocidade em relação às ideias darwinianas e tomarem a realidade de seus cotidianos a seu favor. Qualquer pseudo-religião sabe instintamente que o que importa é

  • população
  • genética

Pseudo-religiões atraem indivíduos suscetíveis de serem convencidos por seus discursos metafisicamente humanistas e culturalmente tendenciosos (a moralidade subjetiva). Estes indivíduos se casam entre si e produzem um cluster genético e quanto mais tempo ou maior a pressão seletiva (mais aglomeração geográfica), mais perfeita será a sincronia entre as suscetibilidades comportamentais das pessoas e a sua cultura, com cada vez menor debandada de ”fiéis”.

Se o ateu quer transformar todo mundo em ateu, então deveria começar por ele mesmo, se casando com uma moça ateia e tendo muitos filhos com ela, chamando os seus amigos ateus, criando uma cultura, isto é, uma superestrutura que combina ideologia com cooperação grupal mútua (em outras palavras, vantagens para ”fazer valer apena”), basicamente o que todas as pseudo-religiões tem feito desde a muito tempo.

O problema maior seria se de fato alguns deles tomassem esta iniciativa e no entanto, espalhassem suas visões distorcidas e perigosas da realidade. Teríamos uma massa de zumbis mentalmente sofisticados repetindo os seus mantras de certezas absolutas, acusando os outros que destoassem de seus pressupostos de pseudo-cientistas, irracionais… em outras palavras, teríamos o totalitarismo do ateu ”modinha” e ou do ateu médio no mundo, que ao invés de usar o diálogo e o didatismo, se utilizariam de métodos mais obtusos para calar a boca da dissidência, sem qualquer tentativa de harmonização entre os grupos envolvidos.

Estúpidos complicam aquilo que deveria ser simples de ser entendido!! 

Este blogue, assim como muitos outros, se baseia no esclarecimento de algumas obviedades simples, e outras, nem tanto, porém que são entendíveis, a partir de uma perspectiva racionalmente otimista.

  • Matar o seu vizinho porque estava com vontade não é uma coisa legal.
  • Ser empaticamente nepotista com os seus filhos e desprezar um virtuoso que não é o seu parente, não é legal.
  • Chame do que quiser, os seres humanos são logicamente falando, diversos e isto que indicar que no mínimo exista alguma diversidade biológica entre eles. Espécies de pássaros que vivem em ilhas vizinhas porém distintas, tendem a desenvolver diferentes pressões seletivas e fenótipos. Muitos destes eventos tendem a acontecer a longo prazo, isto quer indicar que nós não veremos boa parte deles durante nossos períodos de vida. Mas isso não significa que não aconteçam.
  • Não somos todos iguais, ok??
  • O fato da inteligencia ser diversa, contextual e complexa, não quer indicar que não seja hereditária e baseada em predisposições ou potencial.
  • educação é acreditar que por esforço repetitivo, todos ou ao menos ” a maioria” poderá se tornar ”mais inteligente”. Ainda que exista ou sobreviva alguma verdade nisso, não quer dizer que ”basta a educação” para que possamos ver uma melhoria significativa da sociedade. Educação comportamental para dificilmente educáveis é uma perda de tempo, a não ser que você os entenda, isto é, sua psicologia média, e passe a aplicar o segundo tipo de educação que eu demonstrei neste texto. A Coreia do Sul, o exemplo mais comumente usado pelos ”especialistas” em educação, não conseguiu se tornar a nação que é hoje em dia, apenas por causa da ”educação” que foi empregada, mas especialmente porque seu povo já apresentava potencial a nível coletivo para produzir e sustentar uma nação de primeiro mundo. Se o básico da educação comportamental (superficial e portanto, igualmente superficial em empatia, mas é melhor que nada) como não jogar lixo na rua, não abordar mulheres na rua como se estivesse no cio, etc, não são facilmente internalizadas ou mesmo, dificilmente internalizados pela ‘população’ (em média), então vamos nos questionar o quão difícil será para que possam passar do básico no ”entendimento por padrões lógicos de comportamento e raciocínio”, para o mais complexo, como fazer contas, entender o significado das palavras, ser empático no ambiente de trabalho, ser tolerante com gratificações de longo prazo, ser organizado e ciente do dever civil de zelar pelo respeito ao bem comum, como não roubar, não matar, não brigar por motivações fúteis….. Estão percebendo que ”o buraco é muito mais embaixo” do que estão pensando.

O estúpido incapaz de auto-correção intelectual, apresenta grande dificuldade para entender, aceitar ou internalizar o básico, não apenas do conhecimento humano, mas principalmente em relação ao reconhecimento de padrões (especialmente em relação aquilo que é mais importante, mais visceral para o bem estar individual, coletivo e de todos as formas de vida deste planeta). O mesmo é anterior a transformação de percepções em certezas úteis e deveria ser fácil para a maioria de nós, aceitá-las e ou entende-las. Só que ‘por incrível que possa parecer”, o ser humano médio parece ser muito prodigioso em sua habilidade de ser medíocre (ainda que um cabeçudo medíocre e especial) ao confundir o simples com o complexo, novamente a minha metáfora quanto ao estrabismo natural de ”nossa” espécie. Ao ”confundirmos” o básico, o simples, caminharemos também para transformar a complexidade do pensamento em um show de horrores bizarro, isto é, expandir o errado, transformando-o em um monstro cada vez mais gordo e forte. A ideologia do igualitarismo, que é superficial, tendenciosa e que foi criada por razões obscuras, que não são conhecidas pelo ”grande público”, é um exemplo significativo desta realidade. Se a ideia-mãe está errada então é muito provável que a continuidade desta ideia também se fará igualmente equivocada, ainda que se possa melhorá-la ou mesmo adaptá-la corretamente, especialmente quando temos gênios com grande capacidade de manipulação semântica e simbólica.

A tempestade no copo d’água, a famosa expressão que deseja indicar excessos emocionais em relação a ‘trivialidades cotidianas’, dependerá do contexto, moral ou situacional adequado, porque o que é considerado como reação exagerada por alguns, poderá ser considerado como um atitude normal por outros. No entanto, é evidente que algumas ideias (que não são apenas ideias) estarão muito mais corretas do que outras. Você sabe o porquê de ir ao banheiro. Sabe que para construir uma casa, você precisa de cimento e argamassa.

Questões ”apessoais” são menos ”polêmicas”. 😉

Dois tipos de educação para dois tipos generalizados de seres humanos

 

Para os potencialmente educáveis, a educação baseada no convencimento racional é o tipo ideal de intervenção sócio-cultural de longo prazo.

Para os dificilmente educáveis, que não podem ser educados ”apenas” por convencimento racional, sobrará o tipo de educação número 2, que se consiste na permuta ou negociação onde que certos códigos de comportamento serão impostos com base em leis que preveem punição de diversas naturezas as suas especificamente respectivas e potenciais transgressões.

 

Em países de primeiro mundo, onde o tipo potencialmente educável predomina, a educação ou inculcação com base em convencimento racional parece ser mais eficiente do que em países de terceiro mundo, onde que haverá uma tendencia para o predomínio do tipo dificilmente educável.

Por exemplo, pessoas potencialmente educáveis e especialmente as mais educáveis (em um sentido sábio… desprezando conformistas culturalmente pragmáticos), perceberão por conta própria ou com base em mínimo estímulo ambiental, a evitar jogar lixo nas ruas.

O típico potencialmente educável (e não exatamente aquelas que são mais perceptivas neste aspecto e são justamente aquelas que produzem essas diretrizes) necessitará de maior convencimento ou ao menos, repetição, para que possa internalizar uma nova rotina de comportamentos harmonicos.

O típico dificilmente educável, precisa ser doce, porém efetivamente, ameaçado, com base em gratificação ou ”apenas” punição, para que possa internalizar uma nova rotina de comportamentos harmonicos.

Nota-se a presença da sabedoria, empatia racional, como diferenciador entre os dois tipos delineados.

Por que que os leste asiáticos, em média, são melhores para fazer testes cognitivos?? Como que isso pode afetar as suas capacidades criativas, em média, é claro. E mais alguns ”plus” sobre criatividade…

Porque eles são melhores na capacidade de concentração.

Redefinição de concentração = capacidade de isolar a influencia da personalidade ou constancia comportamental sobre a cognição. A capacidade de se separar uma da outra para atingir um estado de neutralidade/inércia de pensamento ou na focalização de certa tarefa.

Uma das razões para que os leste asiáticos se saiam, em média (e uniformemente), melhores na realização de testes cognitivos, provas escolares dentre outras tarefas cognitivas similares, se dá justamente por causa de suas maiores capacidades de concentração, que nada mais seria, tal como eu redefini acima, na capacidade de se isolar a personalidade da cognição.

Por outro lado, uma maior capacidade de concentração pode resultar também em uma menor ‘vulnerabilidade’ para a distração, que é um preditivo essencial para a ”incubação criativa”. Esta que se consiste na alteração (voluntária ou não) do estado mental na busca por percepções incomuns ou associações remotas. Outro fator é que as pessoas criativas tendem a construir um arcabolso de internalizações (real aprendizado) diversificadas de longo prazo, que se dão justamente por causa de suas constantes tendencias para ”distrações”. Outro possível complemento é de que os leste asiáticos, em média, por causa de maior conformismo, serão menos propensos a pensarem diferente assim como também a externalizarem seus pensamentos, em relação ao grupo. As vivencias de boa parte dos leste asiáticos não irá resultar em na construção de uma arcabolso de percepções variadas e internalizadas, a matéria prima para a criação intuitiva de ideias divergentes.

Quando nos concentramos, o fazemos por duas razões

  • para neutralizar o pensamento ou torná-lo inerte, isto é, indiferente em relação aquilo que está acontecendo ”lá fora”,
  • focar em um conjunto de assuntos restritos, como fazer uma tarefa repetitiva, que exige atenção a detalhes.

Os leste asiáticos, em média, são muito bons neste tipo de capacidade, se comparados a todos os outros grupos raciais.

Ao invés de nos perguntarmos apenas o porque de serem, em média, ”menos criativos” que os caucasianos europeus (ainda que, apesar de muitas evidencias, necessite de maior e melhor investigação), também se este (suposto/muito provável) déficit não pode ter reverberado positivamente em relação a outros aspectos, partindo daquele pensamento de toda perda tem consigo um ganho, muitas vezes, impensado.

A concentração se consiste também na aglomeração da atenção em relação a alguns pontos apenas, por exemplo, se eu te pedir para que olhe para um pião rodopiando e não tire seus olhos dele até que comece a perder a velocidade.

A ”incubação criativa”, parte de um estado de ”distração” ou de foco descentralizado, o completo oposto da capacidade de concentração. Ao invés de se focalizar um pião, voce o observa, mas também tudo aquilo que está acontecendo ao seu redor, o canto dos pássaros… e pode pensar em uma associação entre ambos, seja para construir uma poesia, tipo

”tal como o pião, incessante em seu movimento circular, 

abraça o canto dos pássaros, em um mesmo movimento de criar…”

Etapas para a construção da criatividade e o porque dos criativos e dos inteligentes de não serem geniais

A criatividade é preponderante e essencialmente relevante durante as primeiras etapas da criação de ideias divergentes. Primeiramente, durante aquilo que denomino de ”incubação criativa”, assessorada pela distração, dá-se a colheita (muitas vezes ”inconsciente”) de percepções incomuns que serão internalizadas pela memória emotiva e/ou de longo prazo e que serão úteis para a construção intuitiva de ideias divergentes e potencialmente úteis. A produção de associações remotas com este arcabolso de percepções, retidas a partir de vivencias constantes, também se consiste em uma atividade puramente criativa.

O desenvolvimento destas ideias, no entanto, exigirá muito mais da inteligencia, do que da criatividade, ainda que esta continue muito relevante durante todo o processo. Portanto, os criativos não-geniais, tenderão a produzir ideias divergentes, mas sem o ”acabamento” necessário que possam torná-las ”produtos de genios”, seja para as artes, a filosofia, a ciencia ou qualquer outra área. Em compensação, os inteligentes clássicos ou mantenedores de alto nível assim como também os solucionadores de problemas de alto nível (os quase-genios), que são naturais dependentes das criações dos genios, serão melhores no acabamento destas ideias. O genio é capaz de fazer os dois, ou seja, todo o processo do pensamento tipicamente humano, criativo, intuitivo, instintivo, reflexivo e construtivo.

o pobre e tolo branco nacionalista

A linguagem deveria nos servir, de maneira que quando a usássemos, pudesse ser eficiente na capacidade de compartilhar ideias, que são prelúdios das ações. No entanto, por causa da tendencia que parece ser muito comum, de se dar um caráter confusamente abstrato as palavras que não representam literalidades organicas ou materiais, a tarefa essencial da linguagem, ve-se bastante reduzida e menos capaz do que idealistas linguistas poderiam ter previsto.

Em um mundo complexo e propositadamente confuso, a verdade encontrar-se-á espalhada por todos os cantos. Sábios serão aqueles que, por força própria, conseguirem capturar estes nacos de sabedoria em cada um destes cantos, assim como também aqueles que, por puro faro instintivo, passarem a seguir a sombra destes sábios, porque saberão que estarão no caminho certo do supra-entendimento de quase todas as cousas, ao menos aquelas que estão ao alcance de nossas mãos.

A precisão dos termos bem como também do seu entendimento no uso das palavras, tornará a comunicação, muito mais rápida, coerente e precisa. Em relação aos seres humanos, ou para falarmos deles ou de seus desdobramentos biológicos naturais, costumamos usar de generalizações aforísticas, como por exemplo, ”a raça branca é a mais inventiva de todas as raças humanas”. Nesta frase, vemos a coletivização semantica de conquistas essenciais que na verdade, foram estoicamente desbravadas, apenas por uma centelha de indivíduos excepcionais. Ao darmos um caráter excessivamente coletivo a conquistas excessivamente individuais, ainda que estas, necessitassem de um ambiente, com o mínimo de segurança, liberdade… e uma variedade de genes apropriados para a manifestação do genio dentre outros virtuosos de valor, estaremos praticando a injustiça ao tirarmos destes indivíduos as suas conquistas, que se deram com base em sacrifícios, muitas vezes, em conluio com desequilíbrios existenciais provocados por perturbações mentais, o stress e a ansiedade de se verem sós em um mundo de estúpidos cheios de certezas, lutando contra a maré que teima em seguir em direção errada.

Quase todos os tribalistas agem desta maneira, porque ao coletivizarem conquistas individuais, estarão se aproveitando do trabalho alheio para se orgulharem, tal como se fossem eles que tivessem feito tal façanha.

As generalizações são apetrechos daqueles que pretendem coletivizar virtudes e conquistas. Poucas são as pessoas que rebatem com sabedoria e clareza de pensamento estes tipos de argumentações. Estou a vivenciar em um curto espaço de tempo, que no entanto pra mim, tende a se consistir em um grande período de vivencias e mudanças estratégicas de pensamento, o desmanchar do castelo de orgulho e ódio, ao menos em relação a minha própria perspectiva, que tem sido a base do pensamento reinante entre aqueles que se denominam como ”brancos nacionalistas”. Assistindo a rendição, até agora, de ”seu povo”, assim como também, o trovejar de uma futura reação igualmente dúbia em sabedoria, inteligencia e criatividade, reais, não apenas passei a me esquivar de suas pretensões que se assemelham a reação excessiva do organismo para matar invasores tal como acontece com a febre mas especialmente em doenças infecciosas altamente letais (e são letais, justamente por causa da reação desproporcional ou pouco cirúrgica do próprio corpo), mas também a criticar citricamente suas estratégias de ações e ou reações, sua ideologia e seus pensamentos.

Uma das razões mais contundentes para ter mudado de posição, se deu principalmente quando despertei para mim mesmo, ao aceitar-me do jeito que ”Deus” me fez. Isso mostra que somos como joguetes de nossos cérebros, especialmente quando podemos refletir sobre suas considerações mais instintivas.

Muitos sábios são organicamente ”anomalos” porque a anomalia pode se tornar em uma fonte natural de humildade asim como também de autoconsciencia. Portanto, quando se nasce com um palito menor, haverá uma tendencia, ainda que breve e estatisticamente relativa em robustez de tamanho correlativo, para se tornar menos egocentrico, ainda que isto não resulte em um bom uso desta ”janela de oportunidade” ou ”potencial”.

”No meu governo, eu vou tirar todas as suas liberdades e recriar Esparta, com um toque de Amishstão”

A maneira como que se comunica é de extrema importancia para o bom entendimento e a criação de laços recíprocos de identificação. Os ”brancos nacionalistas” já sabem que existe algo latente dentro da psique europeia que parece ser um dos principais canais para a invasão e domínio de tipos oportunistas de outsiders ou de grupos de fora. Os brancos europeus são um pássaro raro porque dentre todas as variedades humanas, eles são os que estão mais distantes da regra de ouro da espécie, o coletivismo. E justamente este individualismo, que os tornou tão poderosos enquanto coletividade biológica, perante as outras populações. Eu não conheço qualquer trabalho intelectual feito por espartanos, da mesma maneira que também não sei sobre qualquer explosão criativa por parte dos povos amish. Eu posso estar sendo muito tendencioso e precipitado, mas se ambos tivessem produzido qualquer coisa de valor, sob diversos ambitos da intelectualidade, então é provável que os livros de história já os tivesse mostrado, especialmente no caso de Esparta. Mas o que eu sei é que enquanto que a famosa cidade-estado grega era conhecida por ser uma sociedade extremamente rígida, a sua rival Atenas, por sua vez, se caracterizava por ser muito mais libertina e criativa, as comunidades amish também estão longe de serem inovadoras, ainda que não se deva desprezar as qualidades (relativas, isto é, que não são absolutas) de ambas.

No entanto, é justamente isso que muitos, senão a maioria dos brancos nacionalistas desejam. Sua plataforma de governo é a de fazer o ”Ocidente” retroceder 50, 60, 80 anos. Seus sonhos de consumo se baseiam na transformação de suas nações em versões brancas de Israel. São hipócritas** Claro que muitos deles não pensam assim e sejam talvez dos mais sábios dentro e fora do grupo a que pertencem, porque ao invés de pensarem em demolir o mundo moderno, este que não é tão ruim assim em muitos aspectos, eles gostariam apenas que houvesse maior parcimonia, especialmente no que diz respeito ao tratamento as populações europeias espalhadas ao redor do mundo. Israel está longe, anos-luz de ser um exemplo para qualquer nação. A ponderação e sabedoria, se ambas não forem sinonimos, nos dizem que devemos tomar qualquer tipo de atitude com base em conhecimento, de preferencia abrangente e empírico, que possa ser comprovado e que possa ser diplomático com todos aqueles que mereçam (e com suas doses devidamente repartidas).

A Aurora Dourada é um exemplo de estratégia analfabeta que tantos deles tem acatado. Com garotões fortões e suas feições pra lá de carrancudas, nervosos, falando palavras de ordem, os quase-facistas deste partido grego de extrema direita, conseguiram uma fração relativamente modesta de eleitores apenas com base em suas atitudes (quase) nobres, ao ajudarem a população grega que passa necessidades por causa da ”crise economica” (que como quase todas as outras, se consiste em um engodo desnecessário) vigente no país.

A maioria dos gregos (os ocidentais em geral) gostariam que a ”imigração” fosse controlada. Uma janela de oportunidades, visto que não se está lutando contra a maré, mas a favor dela. Mas como o pessoal de extrema direita não costuma ser muito bom no surf, então vemos a associação feita por eles (esperada e aguardada pela turma de Tavistock) entre ”controle da imigração” e ”volta da sociedade patriarcal” por exemplo.

Um genio político pensaria em associar (e esperar-se-ia, de coração, sinceramente), o movimento ”transgender” com a política de contenção da ”imigração de massa”. Seria um golpe de mestre!!

Por que que um genio político faria este tipo de associação??

Primeiro, porque quanto mais eleitores melhor (politicamente corretos + nacionalistas). Segundo, porque isso agradaria em cheio uma boa parcela da população, afinal de contas, demonstrar (mas especialmente, praticar) atitudes positivas, é sempre algo bom. Apenas insanos que votariam em um partido que é a favor por exemplo, da volta da escravidão. Uma das virtudes ”dos” europeus, ou especialmente, de alguns subgrupos deles, é justamente por suas capacidade de serem altruístas universais, isto é, que não favorecem de imediato o seu grupo racial, denotando ‘maior’ complexidade do pensamento (ainda que muitas vezes, resultará em algo próximo do sacrifício cristão literalizado).

O assistencialismo da Aurora Dourada não foi suficiente para conquistar a nação grega, não apenas por causa da propaganda negativa por parte da mídia (não apenas por isso), mas especialmente por causa dos discursos e ideias inflamados de ódio, generalizações e completa falta de tato psicológico com as pessoas. Não é de se admirar que partidos ultra-nacionalistas sejam tão fracos na conquista de corações e mentes e muitas vezes o tenham de fazer na base da força e não no convencimento ou inteligencia. Porque geralmente, os homens em geral já não costumam ser muito bons nesta capacidade. Novamente, são os próprios ”brancos nacionalistas” que depredam suas tentativas de alçar voo na empreitada ideológica, justa, que almejam desenvolver.

Deve existir uma predisposição, sinergia ou reciprocidade de ambas as partes para que possa haver uma relação.

”Os” europeus ou subgrupos deles, são mais propensos a serem vítimas de exploração emocional com base em seus fenótipos comportamentais que combinam instinto altruísta e falta de sabedoria cognitiva ou reconhecimento de padrões que são viscerais para a santa trindade da funcionalidade natural, sobrevivencia ou resguardo da vida, adaptação e reprodução, ainda que no caso da última, possa não se fazer sempre necessária, claro, que a nível individual, mas nunca a nível coletivo, a não ser se a coletividade for consideravelmente disfuncional e desarmonica (leia-se, eugenia negativa).

E o mesmo princípio de mecanismo sinérgico, de retroalimentação ou ”cooperação”, neste caso, negativo, está acontecendo com os brancos nacionalistas e seus líderes, que ao invés de investirem em plataformas políticas sábias, isto é, ponderadas, com todo o arcabolso de emoções e percepções que são expressadas e percebidas por nós humanos, eles se utlizam do azedume costumeiro que caracteriza qualquer movimento social constituído predominantemente por homens, com raiva e com vontade de controlar, ainda que o façam por razões justas. As razões são justas, os métodos não são e as possíveis consequencias também não. Eles não querem dissipar a injustiça que paira sob suas cabeças, começando pela melhoria espiritual e moral de si próprios, mas querem apenas ter ação e respeito ao empregarem as mesmas técnicas unilaterais grosseiras que predominam em todos os grupos.

Uma janela de oportunidades se abre para que as forças reacionárias contra os oportunistas alógenos, possa aprender com os seus erros do passado e de fato, melhorar substancialmente a sua abordagem reativa, principiando por aquilo que é mais importante, a preservação de sua raça. No entanto, ao invés de se libertarem do script previsto por uma junta de especialistas em comportamento humano, décadas antes, do jogo de prisão mental a que estão submetidos, naturalmente submetidos, os ”brancos nacionalistas” apenas repetem aquilo que foi imaginado por seus algozes. Isso mesmo, tudo isso foi previsto, inclusive a reação desmedida destas ”células brancas” em sua reação de defesa.

E ainda veremos uma grande parcela de ”inconformistas” contra a ordem vigente, defendendo a volta do cristianismo, que nada mais é do que mais uma invenção ideológica dos algozes dos brancos nacionalistas. Isto é, podemos resumir o pensamento deste grupo pela seguinte frase

”Vamos lutar contra o marxismo cultural judeu para defender o nosso cristianismo cultural judeu”.

Estava a procura de um vídeo em que um professor judeu, em alguma universidade americana, fala para uma plateia de estudantes euro-americanos sobre a ”completa estupidez” do ”seu povo”, isto é, os brancos caucasianos. De início, vejam voces, eu me senti insultado pelas palavras venenosas deste ser, que deveria estar trabalhando em prol da sociedade em que vive. No entanto, com o tempo, eu percebo que de fato até que ele não está tão errado assim.
Talvez, qualquer grupo humano sem os seus mestres da narrativa a lhe ditarem a sua própria história, ”coletiva” e individual, passarão como confusos e estúpidos tal como está acontecendo com uma importante parcela de euro-caucasianos, da Oceania até a costa peruana.

Corram que os nossos californianos vem aí!!!

corram para as colinas…

Califórnia e Rio de Janeiro são duas localidades político-geográficas distantes, porém muito parecidas entre si. Ambas são iluminadas por um sol escaldante, tem praias exuberantes e um povo idem. Nos EUA, os californianos tem a fama de serem os mais socialmente liberais e hippies do país. No Brasil, algo relativamente parecido acontece com os fluminenses, mas especialmente com os moradores da ”cidade maravilhosa”. A Califórnia foi o sonho de consumo da classe média branca a partir dos anos 50, 60 e 70. O ‘golden state’ foi uma espécie de paraíso descoberto durante os anos em que jovens americanos cantavam a liberdade. O tempo passou e agora, o estado americamo que conta com um grande número de cidades fundadas por mexicanos, também está se tornando por meio de sua demografia, em parte do país a que pertenceu séculos atrás. Isso poderia ser bom, mas não é. O México, desprezando a enorme simpatia que tendemos a ter por seu produto cultural de maior alcance, isto é, a  intrépida turma de Carlos Bolaños, é tão disfuncional quanto o Brasil. Tem índices de criminalidade nas alturas, um crime organizado cada vez mais atuante e contundente, enormes desigualdades sociais, que estão temperadas com especiarias atemporais que entoam desde as primeiras interações entre o ”homem branco” e os nativos pós-‘civilizados” e que tem produzido a sua essencia transcendental desde então. E todas essas tendencias se baseiam em uma mescla de incompetencia administrativa hereditária (um dos maiores males do terceiro mundo) mais um plus de ”mas a população local também não ajuda nem um pouco para melhorar a situação”, leia-se, predisposições genéticas ou probabilidades de não dar certo, tão certo quanto deu com os anglos antecessores.
Californianos, isto é, uma parte considerável deles, tem celebrado a sua própria deslocação demográfica, com o mesmo misto de ingenuidade e estupidez que caracterizam a capacidade analítica e holística de boa parte dos esquerdistas, daqueles que estão mais para a esquerda, no espectro político.
Aqueles que gritam palavras de ordem em prol de igualdade, agora vivem no estado mais desigual da federação estadounidense e as razões são mais do que óbvias, o enorme volume de imigrantes latinos que tem se mudado pra lá. A Califórnia, que já foi 90% branca caucasiana, agora é apenas 30% e seus índices continuam a diminuir, por que**
Porque os californianos de classe média, brancos e socialmente liberais (isto é, a maioria deles), estão debandando do até então ”golden state” porque o que antes era um sonho, agora está se transformando em um pesadelo. Eles não conseguem entender bem o porque, culpam a violencia e…. o ”homem branco”, mas muitos quando se fixam em suas novas localidades (Texas, Oklahoma, etc), apenas reproduzem o ”californian way of life, think and act”. Ou seja, querem transformar suas novas localidades em uma L.A, multicultural, politicamente correta, diversa e futuramente problemática (desprezando o fato de já ser problemática a curto prazo).
A vida poderia ser uma festa, liberdade é bom e todo mundo gosta, no entanto, para que se possa festejar, é necessário que se tenha a habilidade de se produzir a festa, fazer o bolo, os docinhos, os salgadinhos (apenas de queijo, 😉 ), o ambiente, contratar os músicos que irão tocar na festa. Em outras palavras, é necessário organização, e algumas pessoas serão, quer queiram quer não, mais naturalmente organizadas do que outras. Liberdade sem responsabilidade é como um fogo breve de um fósforo na espreita de ser tomado por ventos a sudoeste. é de curta duração e ao se ver livre, também da responsabilidade, se verá novamente preso a novas formas de limitação da mesma, ocasionada justamente pelos excessos anteriores.
Então, podemos comparar os esquerdistas (em média) exatamente como aqueles que confundem liberdade com anarquia e a partir daí dinamitam seu próprio modo de vida, de maneira coletiva ou individual.
A Califórnia foi uma festa, mas aqueles que sabem organizá-la, agora querem cantar em outras freguesias. Não é que a massa de novos americanos de sobrenome espanhol e rostos mais morenos, sejam de completos inúteis, tal como pareço estar querendo dizer. Não mesmo. Assim como o (tipo de) brasileiro que está economicamente pobre mas é honesto, uma boa parte deles que eu não sei estimar quanto que seria, se consistem de trabalhadores duros que acreditam e tentam seguir os preceitos de sua fé católica. Não são como ervas daninhas, mas como pessoas que tentam a vida no país mais rico de cima. O pior é que como a maioria deles não são suficientemente qualificados (leia-se, contextualmente cognitivamente inteligentes), acabam engrossando as desigualdades da região onde se mudam, ainda mais.
Muitos mexicanos que agora foram transformados em cidadãos americanos, são excelentes pessoas, eu não duvido disso, mas quando não há seleção, maçãs boas e ruins rumarão pelo mesmo caminho e quando voce tem uma maior porcentagem de disfuncionais do lado sul do rio Grande, então não restam dúvidas de que muitos associarão os mexicanos a problemas e não estarão errados quanto a isso. O justo paga pelos erros dos estúpidos do seu grupo e na maioria das vezes, ao invés destes, se dissociarem das maçãs podres, acabam por defende-las, pensando equivocadamente no ”grupo a que pertencem”.  A enorme quantidade de mexicanos vivendo nos EUA, sem contar os outros latino-americanos, assim como também a promessa de uma corrente imigratória incessante de longo prazo de pessoas deste país em direção a ”América”, anunciam um futuro em que, ou haverá um amalgamento cultural e racial entre os dois, ou a multiplicação de conflitos das mais diversas naturezas, semelhante aqueles que se desdobraram em cima das ruínas romanas, a partir da capitulação deste império.
Vamos pensar aqui… Os mesmos problemas que se sucederam 2000 anos atrás, vão se repetir***
Isso é evolução em que planeta***
A Califórnia pode estar perdida e isto terá se dado também por culpa principalmente dos próprios californianos que acreditam nas teorias sem fundamento consistente quanto a uma suposta igualdade de capacidades, temperamentos e culturas neurológicas entre todas as populações humanas. Claro, é a cultura estúpido!! Faça uma legítima lavagem cerebral entre os imigrantes mexicanos e voce terá de volta a juventude dourada que dourava a sua pele anglo-saxã no sol do pacífico.
A analogia com o estado e principalmente com a cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, é interessante e válida porque situação demograficamente semelhante tem acontecido por lá, em comparação com a Califórnia. O Rio, foi de fato uma cidade e um estado maravilhosos, tempos atrás, quando ainda não havia inchaço das favelas e a maioria da população era de descendente de europeus, principalmente de portugueses. O tempo passou, e mudanças demográficas alteraram o panorama romantico e elegante da antiga capital federal. Mas será que os californianos tupiniquins saberiam nos dizer o porque destas transformações negativas**
Não, uma boa parte dos cariocas de classe média, que pertencem ao perfil etno-cultural que predominou na cidade, assim como também no estado, durante a segunda metade do século XX, são tão ou mais iludidos com as promessas e as certezas vãs da nova esquerda cultural, quanto os seus homonimos do sudoeste americano. E quando migram, sim, porque muitos cariocas estão buscando refúgio em outros lugares, menos violentos que a ”cidade maravilhosa” ou mesmo, que muitas outras cidades fluminenses, apenas transplantam seus modos de vida e ideologias junto com eles, isto é, na tentativa completamente sem cabimento de ”melhorar o contexto local” justamente com a introdução da mesma fórmula tóxica que tornou os seus ambientes de outrora, piores, do que eram.
Com aquele sotaque que a grande maioria dos outros brasileiros não gostam, o jeito faceiro e malemonte, cariocas e fluminenses de todas as cores, credos e times de futebol, se mudam para cidades mais para o interior ou para outras capitais, emulando o desbravamento lusitano do período colonial, e tal como estes pioneiros de carnificina e conquista, não compreendem a linguagem local, deduzindo pedantemente que seus modos progressistas de pensar, sejam totalmente superiores aos dos locais. Há uma complexidade de observações necessárias a serem feitas neste contexto, porque muitas ”ideias progressistas”, não estarão erradas, pelo contrário, o problema é que elas exigem neuronios a mais para que possam ser corretamente desenvolvidas. Aí que começam os problemas, porque a maioria dos seres humanos não tem capacidade, vontade e necessidade de entenderem essas ideias, e não me refiro apenas aos medianos e aos ‘menos inteligentes”, mas especialmente a classe ”educada”, que além de não conseguirem desbravar tal como pioneiros o mundo abstrato ao qual se prendem, ainda se tornarão tão fanáticas por ele tal como um ”religioso” faz por suas crenças dogmáticas mais antigas.
O jeito paish e amorrr, manso de levar a vida, foi um dos responsáveis pelo crescente acúmulo de problemas numa das metrópoles mais infernais do hemisferio sul. Ignorancia, preguiça intelectual, extroversão e excesso de confiança, são um coquetel molotov certo se deseja derrubar qualquer parametro de funcionalidade em uma determinada sociedade em curto espaço de tempo. Selecione pessoas com este perfil ou as faça se multiplicar como coelhos e terá em algumas décadas um antro anti-intelectual e progressivo, não em melhorias ”para um mundo melhor”, mas por um mundo pior do que era. Uma ”república de Lagado” infernal em que teorias sem pé nem cabeça, devaneios sobre o sexo dos anjos em torres de marfim ”intelectuais” enquanto que temos o caos reinando absoluto lá fora.
Como conclusão. Não fuja apenas de pregadores evangélicos ou testemunhas de Jeová que pensam que voce acorda as seis da manhã todos os sábados, ou da ”moça do telemarketing” querendo vender a própria avo com desconto. Fuja também de nossos amados californianos tupiniquins, os cariocas ”pra lá” de ”progressistas”, que querem fazer todo mundo se sentir como se estivéssemos tomando água de coco em Ipanema, interagindo com ‘comunitários” (com todas as suas exceções virtuosas exaltadas) e olhando pro céu pra ver se não vai chover… bala perdida.. iiii, perdeu a carteira.

Novamente, o mau uso do termo ”lavagem cerebral” e um exemplo bastante elucidativo de como que isso se manifestaria literalmente….

amish socialmente liberais, ateístas e homossexuais??
Se voce, hipoteticamente falando, fosse um professor e pesquisador na área de psicologia comportamental e conseguisse transformar um grupo de homens amish, que são heterossexuais, fervorosamente religiosos e socialmente conservadores, no seu exato oposto, ou seja, em homossexuais, ateus e socialmente liberais, por meio de maciça propaganda audiovisual, associando a sua ”religião” (cultura dogmática) com o típico comportamento ocidental e urbano, mais extremo, especialmente em relaçao a homossexualidade, então voce poderia escrever em seu trabalho que conseguiu fazer lavagem cerebral neste grupo de pessoas selecionadas.
Hoje em dia, em tempos de liberalismo social e demo(oligo)cracia, acredita-se que a maioria dos ocidentais estejam sofrendo ou sendo vítimas de lavagem cerebral. Pode ser verdade que as táticas usadas pelos ”engenheiros sociais” se consistam de fato em técnicas de hipnotismo coletivo. No entanto, outros fatores também devem ser levados em consideração. Por exemplo, a capacidade mental média da população alvo e as suas suscetibilidades comportamentais inatas ou biológicas, isto é, que são o resultado de maior epigenética, além da carga genética, diretamente produzida pela concepção primordial, do pai e da mãe.
O caso da homossexualidade é interessante. A maioria dos teóricos políticos conservadores, acreditam que o aumento ou suposto aumento (o que também poderia ser, ”maior visibilidade”) dos casos de homossexuais assumidos, seja um produto direto da lavagem cerebral que está sendo orquestrada pelo estado, por motivações escusas e sinistras (ainda que não tire este mérito deles, a parte final desta frase). No entanto, eles estão se esquecendo que genes e ambiente tem um papel mais do que fundamental na modulação de certas tendencias, de maneira complexa. Por exemplo, o aumento da idade dos pais para constituírem famílias (que tende a resultar em maior carga mutacional na criança), mais um ambiente cultural aberto para a diversidade comportamental, podem estar tendo um papel para muitos ”casos’. Da mesma maneira, o aumento da obesidade na população, que costuma ter como resultado, a redução do testosterona em homens e o aumento do mesmo em mulheres, em média, também podem ter um papel no aumento de casos de homossexuais, que por causa da cultura menos ranzinza a este estilo de vida, se tornam mais confiantes para ”se assumirem”.
Portanto, a conclusão ”lavagem cerebral” não parece fazer muito sentido para explicar este contexto (e vários outros).
Para que se possa diagnosticar como lavagem cerebral, deve haver uma modificação abrupta ou significativa do comportamento, de maneira que, processos naturais (predisposição ou estupidez, aceitação cega da narrativa imposta) não possam ter sido os principais vilões de tal situação.
Algo pouco provável que vá acontecer  é justamente o exemplo acima, dos amish. Primeiro, em relação a possibilidade de que uma universidade se sujeite a este tipo de estudo altamente imoral e arrisque sua integridade metodológica (momento de risos nesta parte, porque a tal integridade científica não parece ser uma constante, especialmente em termos morais, se temos cobaias humanas e não-humanas sendo usadas e descartadas, de maneira cruel). Segundo, pela igual improbabilidade de que qualquer grupo de amish ou de outros tipos super religiosos, pudessem aceitar a se sujeitarem a este tipo de experimento. Terceiro e último, ainda previamente especulativo. A possibilidade hipotética de que os amish possam modificar completamente o seu comportamento habitual, apenas para se adaptarem a ”religião” amish, ultra-reformada. Se isso acontecesse, minha aposta, seria de que a maioria destes homens se desligariam da ”religião”, ou mesmo, fundassem uma nova ceita, que preservasse os antigos preceitos. Aqueles que aceitassem, é provável que modulariam suas predisposições mais escondidas com o novo ambiente cultural.
Mas então por que que tantos ocidentais estão acreditando nos memes culturais da narrativa dominante tal como ”não existem raças humanas**” ou ”somos todos iguais”.
Primeiramente, é importante nos perguntar, qual que seria o real número ou percentual de ocidentais que acreditam de coração nestes memes. Claro que estou me referindo aos ”ocidentais nativos” ou de origem predominantemente europeia. Se de fato, tivermos um percentual estatisticamente robusto, isto é, com grande, gorda amostra de pessoas que foram questionadas, então nós poderíamos ter maiores certezas quanto a isso.
Suscetibilidades para internalizarem os memes culturais modernos, parecem se dar por duas vias
– estupidez na capacidade de interpretação da narrativa oficial + preguiça intelectual para investigação espontanea e pessoal + déficit na capacidade de capturar a imagem maior, o contexto, ”aquilo que importa” e relativismo niilista ou falta de idealismo, especialmente em relação ou em direção a ”oposição contextual” que é conservadora ou ”oposição natural” a favor da sabedoria prática e literal (que poderia ser resumido como ”psicologia e/ou cognição de gado),
– predisposições comportamentais contextualmente específicas (tal como no caso de ”se assumir” homossexual em tempos de desfiles coloridos por grandes cidades).
”Os” ocidentais estão sendo vítimas de lavagem cerebral??
resposta correta mais provável
Sim, parcialmente, porque técnicas de propaganda como repetição de frases populares de efeito como ”somos todos iguais” estão sendo empregadas diariamente por meio da mídia.
No entanto, não são todas as pessoas que estão modificando radicalmente o seu comportamento, mas apenas alguns grupos que, por meio de um ambiente mais aberto, estão decidindo se mostrarem do jeito que vieram ao mundo, não em termos literais, mas bio-culturais. A enfatização também tem um efeito. Antes, a família era o centro das atenções nas sociedades ocidentais. Hoje, são ”os” homossexuais, ”as” minorias étnicas, ”os” desajustados, que tomaram ou que foram colocados como exemplos morais a serem seguidos. No entanto, o alcance da narrativa é limitada, e sempre haverão pessoas que serão blindadas em relação a certos memes, mas não em relação a outros. Os memes culturais podem e parecem funcionar como chamariz, como um convite para assumir ou internalizar uma nova rotina de comportamentos que, por inúmeras razões, estavam sendo mantidos dentro de si, sem serem externalizados. O mundo humano é muito complexo. Por exemplo, a falta de mulheres para manter relacionamento, podem fazer com que alguns a muitos homens, se utilizem da máxima ”quem não tem cão, caça com gato”, e mantenham relações sexuais com outros homens. Muitas vezes, serão a vontade e a oportunidade que falarão mais alto (o mundo humano é complexo, mas tão pragmático quanto o ”mundo animal”. E neste exemplo, o pragmatismo parece ser mais importante para servir como explicação do que a complexidade dos ambientes sociais humanos, 😉 ).
Para terminar este texto, volto a repetir que, para que haja de fato, lavagem cerebral, existe a real necessidade de modificação abrupta do comportamento por causas não-naturais ou artificiais, em outras palavras, apenas em ambientes hermeticamente fechados, secretos ou fora da vigilancia da ética profissional, que se poderá modificar completamente o comportamento de um indivíduo ou de vários deles, apenas por propaganda. O que a propaganda tem causado aos ”ocidentais” é justamente a confusão mental, advinda da falta de sincronização ou coerencia correlativa entre aquilo que se ve e que se entende instintivamente, daquilo que está sendo dito que é, claro, com um queijo suíço de buracos de múltiplas exceções.
A estupidez das massas, isto é, de uma boa parte das pessoas, que tendem a ser
– intelectualmente mediocres,
– intelectualmente preguiçosas para evitar a mediocridade,
– energicamente extrovertidas para socializarem o máximo possível, sem se questionar se muitas das diretrizes impostas estejam corretas.
… é uma das causas principais para a sua letargia habitual.
Predisposições comportamentais e a capacidade humana de se adaptar a contextos impostos por seus ”superiores” (o equivalente ao fazendeiro de ”A revolução dos bichos” de George Orwell), especialmente em relação aos grupos que estão comportamental e também, implicitamente predispostos, amplia a ideia de que a lavagem cerebral seja muito efetiva, quando na verdade, está sendo utilizada para outras finalidades.
A ideia de lavagem cerebral se assemelha a da educação, onde que os princípios igualitários absurdos da filosofia revolucionária, desde a queda da Bastilha, que nos tratam como uma massa indissociável e essencialmente oca, preconizam que a causa para as nossas falhas, sejam inerentemente exteriores, porque ”seríamos” oprimidos (que está correto, mas nem tanto) enquanto que a minoria abastada seria de opressores. De fato, somos oprimidos, muito oprimidos,  e existe uma minoria opressora, mas também existe uma reciprocidade, onde que nossas tendencias para a estupidez, nos tornarão vítimas ideais para qualquer forma de opressão, porque quem não entende a realidade, está passível de manipulação, desde as mais sofisticadas até as mais tolas.

Destruindo a ”herança” catastrófica da ”história humana”

Voce quer uma nova guerra?? Voce foi um dos responsáveis diretos, literais, da escravidão?? Voce precisa checar o seu privilégio?? Isto é, voce é um multimilionário?? Por que voce precisa herdar os erros de outros, seja no presente ou no passado, se não foi voce quem os cometeu?? Existe a possibilidade de ser considerado culpado sem ter cometido o crime do qual está sendo acusado?? E isso não seria uma forma de injustiça??

Até agora, temos sido herdeiros dos problemas dos outros, herdeiros do passado, da história estúpida da espécie a que pertencemos em termos de biologia e taxonomia. Mas se quiser parar de ser tratado como gado, primeiro, valorize e enfatize sua singularidade absurdamente óbvia como um indivíduo que tem um tempo limitado de vida e que é responsável apenas por suas ações. E segundo, ao literalizar a sua realidade enquanto um ser temporário que habita um espaço e tempo específico, faça valer os seus direitos principiando por este prisma, que é uber-lógico por excelencia. Ao tornar jurídica a sua autoconsciencia, então, começará a se ver como alguém e não como uma peça substituível de uma engrenagem fria e calculista que o encapsula e que vigia por sua subserviencia voluntária.

Eu rejeito totalmente um passado de guerras, genocídios, invasões, toda a sorte de estupidez que tem sido a narrativa bio-existencial de nossa espécie, porque eu não sou mais um ser humano, mas um pós-humano, que busca superar esta letargia mortal e pestilenta chamado ”história humana”.

O que que testes de qi tem a ver com tirar leite de vaca??

Testes de qi ”aculturais” se utilizam da mesma técnica de mensuração de capacidade que é praxe nas escolas. Em outras palavras, eles medem a capacidade na realização de tarefas cognitivas que o sistema  exige (e geralmente, a maioria, se não, todas as sociedades humanas exigem, em maior ou menor grau) ou a capacidade de oferecer trabalho.

A inteligencia humana, é óbvio que não se resumirá a testes cognitivos, porque como eu já disse aqui, eles são estáticos, isto é, mensuram parte do intelecto humano em um mundo que não está movimento (e estamos a todo momento em movimento, sem levar em consideração os tetraplégicos dentre outros tipos), a partir de critérios mais ou menos neutros, como a sequencia de números ou o tempo de reação, mas que não são aplicados a contextos reais. De fato, se quisermos avaliar a inteligencia humana, devemos principiar pela

  • capacidade de detectar padrões (entender a realidade)
  • capacidade de aprendizado (uma versão sofisticada do reconhecimento de padrões)
  • capacidade de memorizar e de ser eficiente no uso deste arcabolso de conhecimentos.

Principiar e não finalizar. Se alguém é muito bom no reconhecimento de padrões em um teste de qi, isso não significa que será igualmente bom para reconhece-los em um contexto, em um mundo real.

Todos eles devem ser contextualizados, mas não apenas isso, porque não basta mensurá-los a partir de um contexto específico, porque são muitos. Seria e é interessante que o façamos também a partir de um não-contexto ou contexto neutro, isto é, universal. Ou mesmo, um contexto fluido. Eh verdade que queiramos ou não, tenderemos a responder de acordo com que as circunstancias se apresentam pra nós, assim como também, a partir de nossas tendencias mais instintivas, mais agudas de respostas, especialmente se não estivermos cientes da necessidade da reflexão ou crítica do pensamento (lembrem-se, nosso cérebro analisa, precisamos rebater as suas análises se quisermos de fato começar a pensar por conta própria). Mas isso não significa que o ser humano se consista em um ser que é essencialmente moldado por suas vivencias, ainda que o faça em muitos aspectos importantes. A vivencia existe, porque é captada e porque é um produto neuro-cultural de nossa autoconsciencia. Mas a sua existencia não é uma prova de que sejamos como um corpo-mente vazio de substancia biológica, que precisa interagir com o seu meio para que possa existir, por si mesmo. Isso não faz sentido.

Para escravos ”e” trabalhadores inconscientes (Porcamente assalariados), mede-se a capacidade de oferecer trabalho. Eh útil pra que?? Da mesma maneira que se mensura a capacidade cognitiva ou biológica na possibilidade de oferecer qualquer utilidade em animais domésticos. O ser humano não pode dar leite (sem piadas de cunho sexual por favor) como as vacas, mas pode ser usado enquanto uma espécie (muito) cognitivamente prodigiosa, ou seja, em proveito de suas capacidades intelectuais. Ele pode ser usado e é importante frisar isto.

Mas este uso é baseado em honestidade, um acordo mútuo, entre patrão e funcionário??

Tal como eu sugeri em um texto anterior, em animais ”selvagens”, mensura-se a sua capacidade de sobreviver e/ou ”se” adaptar a um determinado ambiente. Em compensação, em animais ”domesticados”, mensura-se a sua capacidade de se sujeitar as ordens de superiores ou na sua capacidade de oferecer trabalho de qualidade. A inteligencia do cachorro doméstico se dá com base em sua capacidade de resposta a bola que está sendo jogada a sua frente ou a de passar por todos os obstáculos em um concurso tolo de pessoas tolas. Também se mensura a sua capacidade de ler as intenções de seus donos e de acatá-las, quando possível.

Mas e a sua capacidade de sobreviver sozinho, de ser livre???

Os seres humanos que estão muito amalgamados pelo conforto e segurança da civilização, mas que também foram sendo selecionados para serem mais mansos, perderam as suas capacidades para solucionar problemas reais que se relacionam com a suas próprias sobrevivencias. Se tornaram demasiadamente especializados e perderam a capacidade de pensamento holístico, isto é, crítico, objetivo e transcendente. O ser humano domesticado é demasiadamente preguiçoso para pensar por conta própria, mesmo quando não parece haver a necessidade de pensamento profundo. Por exemplo, eles são tão preguiçosos, que raramente se questionam sobre as notícias que estão sendo diariamente despejadas em suas mentes.

A neutralidade contextual ou real da mensuração da inteligencia humana, parece ter um viés político subliminar ou que ainda não foi percebido por boa parte das pessoas que se dedicam a esta enfatização intelectual, isto é, a inteligencia (pressupõe-se). Ao menos em termos de inteligencia a partir de uma perspectiva qualitativa e evolutiva, o contexto artificial da sociedade em que vivemos, determina conceitualmente o ”mundo real”, isto é, pagar as contas em dia, trabalhar, casar, interagir com as pessoas ao redor, etc… Mas o mundo real, ainda que também seja o mundo criado pelos humanos, é, especialmente, aquele que está independente de nossos caprichos culturais de massa. E nós também somos reais, e ainda mais reais, quando nos vemos separados desta artificialidade.

Portanto, quando separamos a cognição da personalidade, e principiamos a análise (daquilo que restou) da inteligencia, a partir de um conjunto de obrigações técnicas, memória, tempo de reação, capacidade de aprendizado e de interação social, PARA atender perfeitamente os ditames que são enfatizados pelo sistema, nós não estaremos mensurando a mesma de maneira abrangente e objetiva, mas especialmente a qualidade do trabalho que o homem pode oferecer ao sistema, a partir de critérios lógicos de cognição, mas sem a personalidade como influencia, inclusive na construção do caráter, se o sistema precisa de uma massa acrítica, conformista e tecnicamente eficiente para que possa continuar com o seu reinado de Ciudad de Lagado.

O que leite de vaca e testes de qi tem em comum??

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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