Archive | Criatividade RSS for this section

Sábia brincadeira de aprender

Eu aprendo, aprendo só de ver
eu aprendo, aprendo a me entreter,
brinco de entender, meu mundo jovem já é cheio de lições de moral,
me acumula de espaço e tempo, oh memória, que tem amnésias por aquilo que não importa,
aquilo que me falta, minhas raízes são mais soltas, eu esqueço e por isso invento,
esquecer para reescrever, criativo é seu vento sem zelo, que muda de passos quando esquece onde deveria prosseguir,
que chama a sombra de alma e a alma de olhares, que se esquece porque não está nem na terra nem no ar, não é senão mais do que um avatar,
c’algumas vezes, é preciso esquecer para aprender,
ignorar ou saber por si só, só pelo interagir, pelo olhar, entender com o corpo, absorvê-lo e renovar o sangue cerebral,
sábio o que guarda os erros também, preciso ser imperfeito, para buscar pela perfeição,
preciso reconhecer em mim estes parafusos soltos para celebrá-los ou para consertá-los antes que se libertem,
preciso o sentir, mais do que entender, porque só se entende pelos sentidos, pela empatia d’alma, por amar àquilo que se simboliza,
preciso errar para acertar assim como preciso do calor para sentir o frio fugir,
preciso ver algumas ideias voarem por minha mente genuinamente aberta, para capturar novas ou para observar estes balões coloridos se fundindo à nuvens grossas,
eu preciso perceber para ser sábio e criativo.

Criatividade e sabedoria se resumem em pura capacidade perceptiva, as diferenças (novamente) entre inteligência cognitiva (conhecimentos específicos) e intelectual (gerais)

 

Percepção é a alma do negócio chamado conhecimento

 

No texto sobre a metáfora do Megazord para explicar a complementaridade da criatividade sobre a inteligência eu determinei que a primeira poderia ser entendida como uma peça e a segunda como o corpo do monstrengo de massinha que alegrou muitas infâncias. Neste texto ou melhor, 3 pequenos textos, eu tentarei mostrar que:

  • criatividade e sabedoria se caracterizam essencialmente pela capacidade perceptiva, divergente e convergente
  • que isso indica estilos cognitivos diferentes (e mostrarei que estilos cognitivos não são a mesma coisa que perfis)
  • e que a inteligência (personalidade+cognição), que pode ser dividida entre inteligência intelectual e cognitiva,  também pode exibir diferenças quanto às suas reverberações acumulativas de conhecimento…

Criatividade e sabedoria, percepção divergente e convergente

 

Para aprender, precisamos sentir na pele, isto é, experimentar, ou então observar. Na verdade, mesmo quando experimentamos antes de observar, é necessário fazer análises críticas em relação à experiência que vivenciamos. Os mais intelectualmente capazes tenderão a observar antes de aprender na marra, se é que a experiência de fato possa ser considerada como um forte preditivo causal para o aprendizado. No mais, os mais prováveis de aprenderem com os seus erros, com a experiência pura e simplesmente, isto é, destituída de certo e errado (observação e não julgamento), ou por meio de observações quanto aos padrões que estão a se suceder, se repetir com certa frequência e com certa coerência construtiva, tenderão a ser de sábios genotípicos, que eu já determinei como aqueles que não necessitam do acúmulo de experiências, redução drástica de um novo horizonte de novas vivências e do papel dos hormônios, isto é, a velhice, para se ”tornarem” ricos em sabedoria. A maturidade mental aparece cedo na vida destas pessoas enquanto que virá tarde na vida de boa parte dos seres humanos.

Criatividade conceitualmente lógica e/ou precisa, se consiste na capacidade de capturar percepções remotamente relacionadas ou divergentes ao contexto explicitamente lógico. A criatividade se baseia na lógica intuitiva, isto é, na extrapolação radical ou contínua porém ponderada dos pressupostos que já estão dentro do arcabouço acumulado de conhecimentos da humanidade. A criatividade é a percepção daquilo que não está explicitamente perceptível.

A sabedoria, especialmente em sua dimensão cognitiva, se caracterizaria pela capacidade de capturar e internalizar percepções convergentes, isto é, que estão mais explícitas e menos contextualmente divergentes e de acessá-las em momentos oportunos visando com isso evitar o cometimento dos mesmos erros do passado ou de se antecipar a eles, se a percepção internalizada não ter se dado com base em experiência mas em observação de padrões lógicos, isto é, não precisou experimentar visto que compreendeu antes de precisar passar por isso.

A inteligência do trabalhador, semi-escravo ou humano domesticado,  que se consistiria basicamente apenas nos atributos cognitivos, destituídos de uma grande expressão da inteligência em sua total funcionalidade e talvez, em sua funcionalidade mais caracteristicamente humana, se faz com base na inexistência da percepção ou ao menos do desprezo pela necessidade de acessá-la, se um bom trabalhador trabalha, ao invés de questionar.

Estilos cognitivos entre a inteligência (predominantemente) intelectual e inteligência (predominantemente) cognitiva

Perfis cognitivos desejam indicar a construção semântico-abstrata (isto é, que não é organicamente literalizada) de um tipo de personalidade em relação a um determinado tipo de cognição. Eles, basicamente, se constituiriam no meu novo conceito sucinto e pedante para inteligência. No entanto, para que possa ser determinado como ”inteligência”, existe a real necessidade de se analisar ou determinar a que grau de eficiência funcional esta interação (cognição + personalidade) se dará.

Estilos cognitivos por sua vez se caracterizariam pela expressão funcional, isto é, aquilo que o perfil reverbera enquanto um agente de ações reais e multifacetadas que compõe nossas realidades pessoais. O perfil portanto é uma composição meramente conceitual enquanto que o estilo é a tendência e expressão de comportamento cognitivo desta composição.

 

Conhecimentos gerais e inteligência intelectual

 

Aqueles que são bons em adquirir conhecimentos gerais tenderão a ser mais criativos do que aqueles que forem melhores para adquirir conhecimentos mais específicos. A explicação lógica de correlação entre criatividade e conhecimentos gerais se daria por causa da incubação criativa, isto é, o período de internalização de curto a longo prazo de percepções variadas para a posterior composição de novas ideias ou associações. Portanto a captura mais diversificada de percepções se consiste na matéria prima para o pensamento divergente, especialmente no que diz respeito à criação de ideias conceitualmente novas ou mesmo a emersão de associações implícitas ou que ainda não haviam sido pensadas.

São prováveis tendências hipotéticas, mas talvez o que mais importe para a incubação caracteristicamente criativa não seja exatamente o potencial intrínseco para a aquisição de conhecimentos gerais, mas a capacidade de associar ideias contextual-explicitamente ilógicas, independente da envergadura da diversidade potencial de conhecimentos adquiridos. Isso sem falar que conhecimentos e percepções não são exatamente a mesma coisa. Portanto, podemos ter polímatas que terão pobreza quantitativa e qualitativa de percepções (matéria prima essencial para a criatividade) assim como também tipos cognitivamente super-específicos como muitos autistas e que terão grande qualidade ecleticamente quantitativa de percepções, isto é, encontrar ”assunto” mesmo em uma cabeça de alfinete. Muitas e talvez, na maioria das vezes, será justamente aquilo que a maioria define como irrelevante que será mais percebido por mentes genuinamente criativas.

 

Conhecimentos específicos e inteligência cognitiva

 

Os cognitivamente inteligentes tenderão a ser de mantenedores técnicos, isto é, bons para usar a cognição na memorização de atividades que são requeridas pelo sistema. Isso exige especialização cognitiva e para muitos casos, haverá uma forte correlação entre o tipo de trabalho que executa e o perfil/estilo cognitivo. Quanto menos pessoalmente específico for o trabalho, mais provável de ser diverso em  relação às pessoas que estarão empregadas nele. Alguns trabalhos reverberarão parte essencial da cognição ‘e” personalidade  das pessoas, enquanto que outros serão mais generalistas nesta correlação.

No mais, pode-se dizer que enquanto que aqueles ”com cultura” ou ”conhecimentos gerais”, serão mais propensos a

  • entender o contexto
  •  a serem anti-sociais, especialmente em termos de maquiavelismo

… aqueles com maior predisposição para uma compilação acumulativa mais homogênea ou conhecimentos mais específicos serão mais propensos a

– não entender o contexto

– não serem anti-sociais clássicos ou maquiavélicos

 

Criativos tendem a compilar  as essências conceituais mais hierarquicamente fundamentais das ideias para que possam construir novas sem maior aprofundamento. E a tendência para terem memórias incomuns e diversificadas, não apenas em relação àquilo que coletam subconscientemente mas também em relação àquilo que se esquecem ou interpretam de maneira equivocada,  contribuirá para esta predisposição mais arraigada  na compilação heterogênea de percepções e conhecimentos ou conhecimentos gerais.

Saber um pouco de tudo

‘ou” (aspas parcial que deseja indicar relativa relatividade, 😉 )

aplicar a sabedoria em tudo, tal como eu tenho feito (e acredito que muitos sábios também o façam) e tentar entender o mundo a partir deste prisma de observação.

 

Por que a filosofia é tão importante??? A necessidade imprescindível da inteligência intelectual para compor o gênio de todas as estirpes. E a hierarquia da filosofia, do sábio ao agente subjetivo da filosofia

O ato mais caracteristicamente humano é o de pensar reflexivamente e portanto se consiste no ato de praticar a filosofia, principiando pelo autoconhecimento (a técnica mais importante da autoconsciência), pela prática da harmonia ou o ato de harmonizar (filosofia prática) e pela investigação analítica sobre a fenomenologia que nos cerca e que nos abarca.

Portanto, ao refletirmos nossos pensamentos estaremos agindo da maneira mais humana possível visto que isto se constitui em uma  impressão digital de nossa singularidade mental. Competir e agir instintivamente com base em emoções são resquícios de nosso ”passado”, nem tão passado assim, de um período em que éramos mais próximos dos primatas não-humanos mais evoluídos. O ser humano é aquele que melhor sabe sujeitar (parte) (d)as intempéries ambientais que o circunda, aos seus caprichos, por meio da antropomorfia geológica e natural, isto é,  meio natural. O próximo passo será o de administrar estes dois mundos, natural e modificado, assim como também a si mesmo, administrar-se, gerindo suas reações ao refletir de maneira precisa, coerente e diplomática, isto é, sábia, antes de fazê-lo. Eu acredito que a cultura tenha um importante papel na modulação parcial, superficial das mentes, mas também existe a necessidade de evoluirmos organicamente, isto é, mantendo o caminho evolutivo em que os mais sapientes possam se reproduzir em maior número, especialmente em relação àqueles que teimam em nos manter presos ao seu domínio primitivo. Uma maior proporção de pessoas sábias entre nós significará uma menor necessidade de reforçar o básico do comportamento pró-social holisticamente harmonioso bem como também pela ênfase no pensamento crítico, questionador e útil na expansão do conhecimento e dimensão de vivência humanos.

Esquerdismo como a ideologia extremista do antropomorfismo

Deus está morto porque é o  homem que é um Deus

A minha angústia ao ver os esquerdistas, em média, lidando com os problemas humanos, desprezando a natureza animal de nossa espécie e seus respectivos desdobramentos geográficos, isto é, ”tendências” comportamentais dos diferentes grupos humanos, me mostra que eles estão a desconsiderar tola e completamente o fato mais do que óbvio quanto à nossa condição de animais e que tal como toda a fauna terrestre, que agirá de acordo com esta realidade universalmente compartilhada, de sermos uma continuidade da vida animal e não como uma bolha bio-coletiva que de tão evoluída, não mais encontrar-se-á submetida à natureza, visto que somos nós que supostamente a submetemos aos nossos caprichos. Não nos livramos da natureza tal como a maioria dos esquerdistas devem acreditar, visto que esta continua a pulsar em nossos centros vitais e permanecerá assim mesmo se a revolução antropomórfica via robótica nos modelar completamente à imagem e semelhança em relação às máquinas que temos construído para desafiar o meio natural e nos salvaguardar de seus perigos.

A essência filosófica do esquerdismo mais parece se basear em uma cultura pseudo-autoconsciente em que, em um mundo ideal, nos poríamos a gerir nossas atitudes de maneira racional. Mas se nem os próprios esquerdistas (e desprezem o nem, foi apenas uma força de expressão previamente equivocada) estão plenos de seu autocontrole então vamos imaginar rapidamente como que esta realidade se mostraria à boa parte dos seres humanos.

A necessidade imprescindível da inteligência intelectual para compor o gênio de todas as estirpes

Todo o gênio que foi merecidamente reconhecido, em ao menos alguma particular dimensão, questionou sobre os postulados estabelecidos e compartilhados dentro de seu meio social. Todo o gênio para que possa desenvolver, revolucionar uma determinada área, precisa criticar, pensar que aquilo que é entendido como a verdade do momento, poderia ser melhor do que é, precisar usar o seu intelecto, ser um intelectual.

A criatividade que tem como fundamental finalidade a utilidade e não apenas no simples ato de transgredir com qualidade, por exemplo, dentro do mundo altamente subjetivo das artes e mesmo dentro de muitas áreas do pensar filosófico, precisa, mesmo antes da incubação criativa, se basear no pensamento crítico, reflexivo e filosófico. Se não no pensamento, ao menos ou fundamentalmente na sensação/necessidade intrínseca de analisar e criticar, quando possível.

A técnica singularmente humana de reagir ao ato de existir, o pensar reflexivo e filosófico em sua primazia, é essencial, imprescindível para a manifestação do gênio verdadeiro.

A hierarquia da filosofia, do sábio, o filósofo natural, ao agente subjetivo da filosofia

A filosofia em seu conceito mais puro se consiste no ato de buscar pela sabedoria, por intermédio do pensamento reflexivo, crítico e que vise na melhoria da realidade compartilhada e percebida.

O sábio se localiza no lugar mais alto da hierarquia deste ramo fundamental da existência humana, visto que se consiste no filósofo natural, antes mesmo de ser um filósofo per si. Enquanto que a filosofia se consiste na busca pela sabedoria, o sábio se consiste naquele que a vivencia, visto que já nasceu predestinado para interagir deste modo com o seu meio, como resposta de sua natureza biológica. Portanto, o sábio ao nascer filósofo, não precisa sequer buscá-la pelo exercício da filosofia, j[á que a vivencia de maneira tão íntima, natural, mesmo nos seus pensamentos mais profundos.

No segundo degrau de cima pra baixo desta hierarquia piramidal, o filósofo, o agente objetivo da filosofia, se encontrará. E mais perto do chão, boa parte daqueles que atualmente denominamos como ”intelectuais” e filósofos serão encontrados e os denomino como agentes subjetivos da filosofia, isto é, que aderem ao pensar filosófico especialmente em termos de estudos biográficos dos pensadores que melhor lhe aquecem os corações, mas que não principiam suas respectivas caminhadas filosóficas a partir da busca pelo ato filosófico per si. Muitos destes são demagogos assim como também encontraremos muitos oportunistas que se apropriam da abrangência e relativa subjetividade, riqueza de campos de estudo, da filosofia, para produzir ideologias ao invés de buscar por aquela que é a mais característica da própria filosofia, isto é, a sabedoria.

Por incrível que possa parecer nem todo sábio que será um intelectual, porque é provável que para que possa sê-lo em todo o seu potencial, seja necessário a genialidade existencialista e filosófica e não apenas a naturalidade sábia. por exemplo, Osho foi um gênio ou um sábio**

Para termos real noção perceptiva do gênio filosófico precisamos vê-lo em ação na administração das sociedades e creio eu que se Osho fosso colocado na presidência de seu país, é provável que introduzisse um sistema muito similar àqueles que predominam nas sociedades mais socialmente avançadas do Ocidente, ou seja, não muito diferente da ênfase em relação à cultura de pseudo-autoconsciência que tem resultado em tantos problemas para essas nações, não apenas por causa da imigração em massa, mas anterior a isso.

Sábios sem o brilho vívido da genialidade filosófica é provável que transformariam suas nações em metafóricos fogos quase apagados de tanta parcimônia, em locais onde o talento e o destaque passariam a ser taxados de pecados do que de virtudes. São especulações e talvez esteja parcialmente errado quanto a isso, assim espero, 🙂

Bem vindo ao mundo de uma mente criativa e sábia

Eu cometo erros, sou petulante quando quero ou posso, mas sei reconsiderar. Eu não sou perfeito, ainda que tenha pretensões, busco pelo perfeccionismo, respondo pelo calor do momento, acerto muitas vezes e muito bem. Também falo besteiras, muitas… são achismos, alguns que são certeiros, outros que serão vespeiros a me espetar. Estou sempre experimentando ideias. meu lado criativo é assim, incerto, cheio de surpresas boas mas também de apagões intelectuais. Você já me humilhou e eu admito as suas vitórias. Mas eu nunca deixo por baixo e mostro dentes com argumentos que lavam a minha alma. Minha honra, esta que não pertence ao mundo dos normais, vê-se novamente renovada. Eu manipulo, para o bem ou para alimentar meu ego desproporcional em comparação a um metro e setenta e poucos que os sustenta.

Meu lado criativo é entusiasmo e perversão.

Meu lado sábio é humildade e posterior recomposição dentro dos próprios limites.

Não vos prometo que estarei sempre certo, especialmente quando der saltos demasiadamente arriscados, mas em relação àquilo que importa mais do que tudo, eu vos digo que ao menos tentarei estar o mais próximo da realidade, de repetir os seus movimentos, de ser como ela e lhes contar como que os faz, como que tudo age e reage.

Não sou pura razão, porque eu preciso odiar, viver, ser irracional às vezes pra entender, todos nós precisamos. Isto é sentir e perceber com todo o corpo, com tudo aquilo que temos e não apenas com o cérebro a lhe proporcionar uma lista de racionalizações diárias.

Não apenas posso errar, o farei mesmo quando não quiser. Mas prometo que tentarei reconhecer se necessário. Isso ainda não mudará em nada daquilo que penso. Meu conhecimento é virgem de pureza, muito dele veio direto de minhas observações. Se tal coisa se dá deste jeito ou de outro tanto importa pra mim, importa é tê-lo percebido e de ter encontrado grande similaridade de funcionalidade. Não pedi pra ser atávico, mas posso e brindarei, mesmo que apenas a mim mesmo, tudo aquilo que tenho potencial para fazer de bom e de necessário.

A força das civilizações não foi feita por este castelo artificialmente belo e organicamente frágil de mentiras brancas, de ”civilidades”, visto que foi produzida com base na virilidade do homem semi-selvagem, do psicopata, deus do vento cortante que não teme gritos de dores alheias e de seus macacos subordinados, o humano em seu caminhar desconcertante e olhar incerto de direção, se olha para o lado, mais parece estar fitando o céu, e quando mira o chão, mais parece que dobra o pescoço para espreitar a própria sombra.

Digo verdades, das que sempre soube, sempre suspeite que assim fossem, reais e muito importantes. Mas uso a sabedoria e este é um escudo quanto à serpente cerebral, sempre a nos impor as suas considerações quase autoritárias.

Lamento e o farei sempre quando perceber que estou tão só diante de tudo. Mas jamais deixarei de vivenciar a realidade e o puro conhecimento, tal qual o sabor de uma água cristalina de fonte, em meio à altitudes úmidas.

Lamento e o sempre farei ao perceber que a tão fantástica inteligência humana, pareça se reduzir à toda sorte de perversões negativas e impactantes sobre tudo aquilo que toca.

Nunca prometi 100% de eficiência, mas deve ser porque eu seja apenas mais um ser humano, que tem defeitos mas que tem tentado entendê-los e reduzi-los…

Não espere por mim aquilo que exige de ti. Não sou mais inteligente, mas posso garantir-lhe que sou mais criativo e sábio. Não espere que seja como um computador, mas como uma força vívida, um sol com tempestades, calmarias e escuridão.

Multipolarizo tudo, cada pedaço se for preciso e isso é manipular. Mas não está errado, desde que não tenha como finalidade o blefe.

Bem vindo ao mundo de uma mente criativa e sábia.

Se souber entendê-la e respeitá-la, a reciprocidade se fará presente.

A metáfora do Megazord para explicar a relação ou complementaridade entre inteligência e criatividade

A criatividade é um complemento importante para a engrenagem maior chamada inteligência, tal como uma daquelas peças (tosse, ranger, tosse) que se encaixa em um dos monstrengos do seriado americano Power Rangers, clássico dos anos 90.

A criatividade está contida na inteligência e a segunda é fundamental especialmente depois do período de incubação criativa, quando as percepções de diversas matizes ou de naturezas remotamente relacionadas estão sendo internalizadas (talvez dentro de nossos ”subconscientes”), isto é, durante o processo de desenvolvimento destas ideias.
A criatividade, mediante algumas perspectivas, pode até ser percebida como o oposto da inteligência. Por exemplo, para se ter epifanias criativas, é necessário estar mais distraído do que o costume, sendo bombardeado por percepções de sua área de nano-interação (interação a nível pessoal ou em primeira pessoa e dentro de um ambiente de pequena envergadura ou influência, por exemplo ,quando se está dentro do próprio quarto). Em compensação, para se agir inteligentemente, é necessário alguma concentração acima da média (e todas as palavras abstratas apresentam naturezas multidimensionais, portanto, o termo ”concentração” variará de acordo com o contexto enfatizado).
No entanto, em outras perspectivas, a criatividade será melhor compreendida como uma complementaridade da inteligência. A inteligência ou seria melhor dizendo, a cognição, em seu estado mais puro, se expressará por meio do aprendizado, internalização e execução de certa tarefa. Esta que poderá ser de natureza intelectual (como decorar e/ou internalizar alguns fatos que são importantes para se lecionar história do Brasil) ou puramente técnica (manejar uma retro-escavadeira ou repetir um conjunto de diretrizes que foram verbalizadas/anunciadas). Uma peça que se encaixa em uma engrenagem maior chamado inteligência que não se consiste apenas na cognição mas também na interação desta com a personalidade e se sabe que a criatividade necessita dos dois componentes fundamentais para que possa funcionar.
A criatividade convergente ou ”pseudo”-criatividade, que eu já espezinhei em um texto longínquo, poderia ser entendida dentro deste contexto metafórico, tal como uma peça super-específica que tem a capacidade de executar uma função que se assemelha com a criatividade conceitualmente ”correta” mas que não precisa da interação com a personalidade de maneira imprescindível para que possa funcionar. Claro que a personalidade em interação com nossa cognição irá contribuir para produzir as nossas motivações pessoais. Mas esta  influência variará significativamente. Isso nos ajuda a entender o porquê de alguns virtuosos serem tão talentosos mas não serem tão apaixonados pelo que fazem.
A inteligência intelectual precisa da interação da personalidade e da cognição para que possa ser plenamente atuante e desenvolvida em seu ato de criticar e analisar.
A metáfora do Megazord para explicar como que a criatividade complementa a inteligência, a meu ver, pareceu bastante elucidativa para que pudesse ser exposta. Não é estritamente necessária e sabemos que a grande maioria das pessoas são minimamente criativas. Mas se faz necessária para que possa ocorrer o avanço do conhecimento humano se o simples fato de se encontrar novas associações de ideias de todas as naturezas, já se torna necessário o seu acesso, via incubação criativa e produção subconsciente destas ideias ou intuição.

Por que que os leste asiáticos, em média, são melhores para fazer testes cognitivos?? Como que isso pode afetar as suas capacidades criativas, em média, é claro. E mais alguns ”plus” sobre criatividade…

Porque eles são melhores na capacidade de concentração.

Redefinição de concentração = capacidade de isolar a influencia da personalidade ou constancia comportamental sobre a cognição. A capacidade de se separar uma da outra para atingir um estado de neutralidade/inércia de pensamento ou na focalização de certa tarefa.

Uma das razões para que os leste asiáticos se saiam, em média (e uniformemente), melhores na realização de testes cognitivos, provas escolares dentre outras tarefas cognitivas similares, se dá justamente por causa de suas maiores capacidades de concentração, que nada mais seria, tal como eu redefini acima, na capacidade de se isolar a personalidade da cognição.

Por outro lado, uma maior capacidade de concentração pode resultar também em uma menor ‘vulnerabilidade’ para a distração, que é um preditivo essencial para a ”incubação criativa”. Esta que se consiste na alteração (voluntária ou não) do estado mental na busca por percepções incomuns ou associações remotas. Outro fator é que as pessoas criativas tendem a construir um arcabolso de internalizações (real aprendizado) diversificadas de longo prazo, que se dão justamente por causa de suas constantes tendencias para ”distrações”. Outro possível complemento é de que os leste asiáticos, em média, por causa de maior conformismo, serão menos propensos a pensarem diferente assim como também a externalizarem seus pensamentos, em relação ao grupo. As vivencias de boa parte dos leste asiáticos não irá resultar em na construção de uma arcabolso de percepções variadas e internalizadas, a matéria prima para a criação intuitiva de ideias divergentes.

Quando nos concentramos, o fazemos por duas razões

  • para neutralizar o pensamento ou torná-lo inerte, isto é, indiferente em relação aquilo que está acontecendo ”lá fora”,
  • focar em um conjunto de assuntos restritos, como fazer uma tarefa repetitiva, que exige atenção a detalhes.

Os leste asiáticos, em média, são muito bons neste tipo de capacidade, se comparados a todos os outros grupos raciais.

Ao invés de nos perguntarmos apenas o porque de serem, em média, ”menos criativos” que os caucasianos europeus (ainda que, apesar de muitas evidencias, necessite de maior e melhor investigação), também se este (suposto/muito provável) déficit não pode ter reverberado positivamente em relação a outros aspectos, partindo daquele pensamento de toda perda tem consigo um ganho, muitas vezes, impensado.

A concentração se consiste também na aglomeração da atenção em relação a alguns pontos apenas, por exemplo, se eu te pedir para que olhe para um pião rodopiando e não tire seus olhos dele até que comece a perder a velocidade.

A ”incubação criativa”, parte de um estado de ”distração” ou de foco descentralizado, o completo oposto da capacidade de concentração. Ao invés de se focalizar um pião, voce o observa, mas também tudo aquilo que está acontecendo ao seu redor, o canto dos pássaros… e pode pensar em uma associação entre ambos, seja para construir uma poesia, tipo

”tal como o pião, incessante em seu movimento circular, 

abraça o canto dos pássaros, em um mesmo movimento de criar…”

Etapas para a construção da criatividade e o porque dos criativos e dos inteligentes de não serem geniais

A criatividade é preponderante e essencialmente relevante durante as primeiras etapas da criação de ideias divergentes. Primeiramente, durante aquilo que denomino de ”incubação criativa”, assessorada pela distração, dá-se a colheita (muitas vezes ”inconsciente”) de percepções incomuns que serão internalizadas pela memória emotiva e/ou de longo prazo e que serão úteis para a construção intuitiva de ideias divergentes e potencialmente úteis. A produção de associações remotas com este arcabolso de percepções, retidas a partir de vivencias constantes, também se consiste em uma atividade puramente criativa.

O desenvolvimento destas ideias, no entanto, exigirá muito mais da inteligencia, do que da criatividade, ainda que esta continue muito relevante durante todo o processo. Portanto, os criativos não-geniais, tenderão a produzir ideias divergentes, mas sem o ”acabamento” necessário que possam torná-las ”produtos de genios”, seja para as artes, a filosofia, a ciencia ou qualquer outra área. Em compensação, os inteligentes clássicos ou mantenedores de alto nível assim como também os solucionadores de problemas de alto nível (os quase-genios), que são naturais dependentes das criações dos genios, serão melhores no acabamento destas ideias. O genio é capaz de fazer os dois, ou seja, todo o processo do pensamento tipicamente humano, criativo, intuitivo, instintivo, reflexivo e construtivo.

Combo de ideias sobre criatividade

1- A hipótese do perfil cognitivo potencialmente assimétrico das pessoas criativas.

Novamente a minha ideia de que a paixão esteja intrinsecamente relacionada com o tipo de perfil cognitivo assimétrico.

Pessoas que tem um perfil (predominantemente) simétrico de inteligencia, de qualquer camada de pontuação em qi ou em qualquer outra forma de avaliação cognitiva, serão mais propensas a não serem criativas e a serem mais socialmente (contextualmente) equilibradas.

Ainda que, talentos específicos possam ser herdados em combinação com inteligencia geral mais simétrica, a regra, na minha opinião, será a de que a assimetria em habilidades  possa ter um papel causal na ”paixão” e especialização porque pela lógica intuitiva, quando se é muito bom em algumas perspectivas cognitivas e ao mesmo tempo muito ruim em outra(s)… Pessoas de perfil simétrico seriam menos propensas a super-especialização, proxy para criatividade, que exige aprofundamento (incomum ou convergente).

Motiva a ação, quando a paixão é dominante, quando tu és seu próprio amante, 

tua força está toda concentrada, teu genio vem ao natural, é normal, não é forçado, a inspiração é divina e Deus mora em ti,

quando tua força é narcisista, adora se olhar no espelho, nua em pelos, perfumada com seu cheiro,

é dominante, tal como a sua amada, uma mulher de fibra, que come e que não é comida, que se parece com Lady Godiva,

seu amor, sua ira, 

nada pode mudar teu foco, porque só existe um caminho a ser seguido, ora amante de símbolos de quantidade, ora amante dos verbos de vaidade, 

não pode evitar, tal como o ar que invade teu peito e te faz viver,

tal como as cócegas azucrinantes que sentes, quando não é sua mente a lhe fazer,

é uma assimetria donde a energia se concentra, não é perfeita, é até perigosa, mas sadia para incitar corações, ter devaneios sóbrios, 

Seu distribuir de pensamentos não é igual, é hierárquico, é desigual, é subdesenvolvido, é um castelo de castas, é como o paraíso high tech no meio do deserto, 

Mas é justamente deste destempero, que se pode voar mais alto, 

que seu déficit é seu escravo, que trabalha junto com sua força,

teu trabalho é o de se ausentar, de ser consumido pela prepotencia de sua luz mais brilhante,

ele é um proletário e ela é uma rainha,

de seus desejos, de suas motivações, de seus pensamentos, ela também te escraviza, estão todos a seus pés, até a sua razão,

a luta entre a paixão e o pensar, entre sentimentos de reação e o conhecimento da reflexão,

a sabedoria contra o instinto, 

a serenidade contra o extremo,

a resposta elaborada e harmonica contra a reação instantanea, 

Em seu espírito, é assim, não mora a harmonia, mas é de sua inconstancia constante, que se pode produzi-la,

saúde, ora fraca, ora excepcional,

nada é equilíbrio, mas desta loucura interna, se produz caráter e novos desafios… e se vive a vida.

2- O genio criativo é alguém dotado de grande singularidade em seu perfil cognitivo (interação entre cognição e personalidade)

Se a assimetria já não pode ser considerada como singular, então imaginemos o que mais que poderia ser, para caracterizar o genio criativo… a sim, a personalidade.

Perfis assimétricos de cognição podem ser no mínimo fortemente correlativos com perfis singulares de personalidade.

3- A misantropia do sábio. O paradoxo de quem pode demonstrar seu amor de maneira literal (com base em ações) mas que odeia a humanidade.

Sim, os homens que estão mais pertos de Deus, olham com tristeza e desprezo para a ignomínia humana, mas quem muito odeia, pode estar apenas expressando o seu amor, que não visa apenas a aceitação, mas a melhoria. E para melhorar, ao nível de uma grande evolução, deve-se odiar e apontar todos os defeitos.

4- Mais pensamentos sobre a intuição.

Genios criativos ”não pensam” sobre suas ideias, porque eles as tem de maneira internalizada, é o produto de seus instintos não-sociais.

O pensamento internalizado, a empatia cognitiva, o ato de amar a sua cognição, é o verdadeiro pensamento que é fértil na produção de insights criativos. Originalidade significa expressar o seu instinto de uma maneira não-habitual, ou seja, que não é social.

A naturalidade intelectual e egocentrica dos genios criativos.

5- A diferença entre o criativo (potencialmente) bem sucedido e o criativo mal sucedido, o hábito de anotar as ideias quando elas veem intuitivamente.

O cérebro criativo é inconstante e muitas vezes as melhores ideias aparecerão em momentos incomuns. Por isso é sempre bom anotá-las. As ideias mais raras podem ser perdidas por excesso de confiança na própria memória.

Em um mundo ideal, os criativos bem sucedidos serão aqueles que capturarão as suas melhores e mais raras ideias, enquanto que os criativos mal sucedidos serão aqueles que não reconhecerão o valor delas ou que se esquecerão de anotá-las. Em um mundo ideal, diga-se…

6- A capacidade de julgar precisamente os próprios pensamentos. O processo de produção intuitiva, captura e seleção das ideias, novamente a internalização intelectual.

7- Personalidades extremas, personalidades singulares ( o princípio da criatividade, expressar aquilo que é) e personalidades comuns ou remediadas.

Somente aquele com circunstancias neurológicas extremas que poderá produzir trabalhos de genio e isso prova a relação umbilical entre genio e psicopatologia.

 A desordem organica ainda serve como maneira de produzir a motivação intrínseca não-reprodutiva, fazendo com que os genios ”se tornem” mais predispostos a dedicar suas vidas em relação aos seus trabalhos de transcendencia pessoal do que pela reprodução e sucesso evolutivo, esta que predomina na metade da vida de boa parte da população.
 No momento de maior vigor intelectual, boa parte gastará a sua energia a mando da mãe natureza, ou seja, em busca da reprodução.

Qi ‘não é” inteligencia parte 127…. e a sabedoria como o hiper desenvolvimento (de natureza inata) de habilidades cognitivas essenciais (reconhecimento de padrões)

Qi não é inteligencia, qi se correlaciona com inteligencia # (traduzindo= hashtag)

Tal como eu já falei sobre as possivelmente verídicas diferenças entre as inteligencias de predador e a de neotenico, a escola assim como também a psicometria, visam conceituar unilateralmente apenas um tipo de inteligencia, aquela que melhor se adere as necessidades do sistema. Poder-se-ia dizer ainda que quase todos os modelos psicológicos de comportamento, usados para categorizar os tipos de personalidade e julgar atitudes, sejam baseados em um contexto social particular, o ocidente urbano e moderno, e isto também quer indicar um viés (preconceito potencialmene negativo) político.

Os cachorros (domésticos) mais inteligentes, são aqueles que aprendem com maior facilidade os comandos de seu ”dono”. Isso é ser mais inteligente**

Para um cachorro domesticado, sim. Mas não será para ser realmente inteligente. O inteligente absoluto ou o sábio, mais do que qualquer outro, sempre se questiona em relação as verdades absolutas (de momento e milenares) que estão sendo socializadas em seu ambiente.

Por que existem reis e rainhas** Por que algumas pessoas ganham muito mais do que as outras sendo que fazem muito menos para merecer** Por que muitos retardados mentais se tornam ”famosos” e também entram na folha de pagamento da classe parasita e inútil da nação** Por que eu tenho de fazer um exame público, generalista, disputar vagas de emprego com outras trocentas pessoas** Por que não pode ter emprego pra todos** Por que pessoas ricas falam em ”igualdade”, se elas mesmas são ricas e portanto, desiguais em relação aos outros** Por que as pessoas, em média, ”preferem” acreditar em ideias equivocadas (envernizadas de ”fatos”) do que de tirar as suas próprias conclusões** (ainda que estejam apenas parcialmente corretas) . Por que existem guerras*** Por que dizem uma coisa mas fazem outra** Por que poucos são coerentes a longo prazo com os seus pensamentos e ações***

Se voce pontuar 230 em um teste de qi e for uma pessoa politicamente acrítica e intelectualmente raquítica, ainda assim, uma multidão de losers, que eu chamo delicadamente de ”iqtards”, irão te louvar como o mais novo ”genio” da paróqia.

Agora, se voce pontuar 105 em um teste de qi mas for o tipo de pessoa que está sempre se questionando sobre o porque das coisas serem assim e não assado, pode esquecer, a maioria, e nós sabemos, que maiorias humanas costumam ser diversificadamente medíocres, um arco íris de vergonhas alheias coletivas, nem dará atenção pra voce, porque afinal de contas, ”o genio é aquele que pontua muito alto em testes de qi”. Quem sempre reclama (daquilo que merece ser criticado, pelo bem da inteligencia, sabedoria, empatia… virtuosidades) é um ”recalcado”, porque tem ”inveja”, é o novo ”argumento” dos humanos super domesticados que chamamos de ”esquerdistas” (não ”todos”, é claro).

Eh interessante perceber que ”até mesmo” alguns ‘mensaleiros”, admitem que seus resultados em testes cognitivos não são atestados de genialidade, talvez de grande inteligencia convergente. Genialidade é diferente de inteligencia escolástica, podem se correlacionar, mas não são sinonimos, de ser um produto do outro.

A ”educação” pode ser resumida da seguinte maneira

Avaliação de longo prazo sobre a capacidade dos semi-escravos para aprenderem um conjunto superficial de habilidades cognitivas que são ideais para sustentar o maquinário sócio-hierárquico do sistema piramidal vigente.

A educação também parece servir como uma maneira de

  • inculcar a ideologia dominante desde cedo nas cabeças de intelecto mediano ou com qualquer outra fraqueza (contextual porém decisiva) psicológica,
  • manter os filhos dos trabalhadores sob o cuidado do estado, para que os pais possam trabalhar como quase-escravos em tempo integral e encher os cofres de uma ínfima parcela demográfica

O ser humano, em um ambiente culturalmente carregado, precisa (precisa mas não tem, por razões genéticas ) ser provido de razoável a grande capacidade no reconhecimento de padrões, tanto de buscar a imagem maior, quanto de ser bom para o pensamento analítico ou detalhista. Percebam que o cenário cultural em que se está inserido é de fundamental importancia para que  se possa modular a capacidade individual (e coletiva) de se responder apropriadamente a cada uma das múltiplas interações que participamos a nível diário, de curto a longo prazo. A inteligencia bruta ou sabedoria se encontra dentro do conceito de Geografia, é a técnica de interação entre o homem e o seu meio, sempre buscando pela conservação, de si, mas também do ambiente em que se encontra, porque dependemos da saúde do mesmo para que possamos sobreviver em segurança.

Analisamos a inteligencia dos animais ”selvagens” ou que não foram domesticados, por meio de seu comportamento no meio em que vive. Os animais não-humanos mais inteligentes são aqueles que melhor se adaptam ao ambiente. Existe um espectro (sempre existe) entre o grau de preponderancia na seleção dos mais adaptados pelo ambiente e do próprio ser, isto é, manipulando o ambiente, ao invés de ser manipulado por ele. Sabe-se que os mais adaptados tendem a ser os mais inteligentes, ainda que o fator contexto, também seja de grande relevancia. Então, nós temos uma variação de uma determinada espécie, que está adaptada, sobre certas circunstancias, mas que não estará adaptada sobre circunstancias discrepantes. Nós temos dois vencedores para contextos ambientais distintos. O ser humano tem uma janela evolutiva de oportunidade para selecionar o seu tipo mais talentoso nesta tarefa, o criativo objetivo ou prático. A criatividade é o próprio livre arbítrio. A partir do momento em que podemos modificar uma resposta reativa instintiva por outra, isso já pode ser considerado como uma capacidade criativa, de não usar sempre as mesmas respostas e também como uma capacidade de escolha, ainda que como eu sempre digo, seja limitada.

 

 

Em matemática, para aprender um idioma, para entender as leis da física ou para criá-las, para entender filosofia, para amarrar o cadarço dos seus sapatos, para fazer sexo, em tudo, reside aquilo que os psicometristas cunharam de ”fator g” ou capacidade para reconhecer padrões. Esta é a base da inteligencia, da cognição e todos os seres vivos apresentam esta capacidade, se consiste no próprio ato de viver. A fiação neurológica que se ramifica como galhos de árvore por nosso corpo, também se fará presente e influente em quase todos os animais e explica o porque de ”quando se tem asas, elas devam ser usadas para alguma coisa”. Claro que a partir daí, nós vamos ter desde as águias, que são prodigiosas nesta capacidade, até as galinhas e os pinguins, mas as asas também podem servir pra nadar, emulando a função de remos em uma canoa, e as aves predominantemente aquáticas ”sabem” (organicamente, consciencia corporal, a consciencia da clausura) disso.

No entanto, muitos ou a maioria dos psicometristas, também acreditam que os testes cognitivos possam analisar com grande eficiencia o fator g. Talvez isso seja verdade para a capacidade de adaptação dentro do contexto escolástico, fordista, da sociedade em que vivemos. Mas não parece ser positivamente correlativo para o verdadeiro fator g, a base da inteligencia que entendemos como reconhecimento de padrão. Aí reside a diferença da ”inteligencia do animal domesticado” ou neotenico, em comparação ao ”animal selvagem” ou ”não-domesticado”.

Os cachorros  mais inteligentes são aqueles que são mais rápidos e eficientes na memorização de comandos repetidos por seus ”donos”. O trabalho semi-escravo nas ”civilizações” se baseia no mesmo tipo de adestramento que fazemos com os outros animais, se chama gratificação psicológica”. Nos mandam fazer uma tarefa, geralmente que será de natureza técnica e repetitiva e nos dão ”dinheiro” ou o biscoitinho como recompensa. O politicamente correto é como ”se fingir de morto”. Eh uma orquestra onde que as pessoas são convencidas a cooperar com o sistema, de alguma forma.

A análise cognitiva dos lobos, se dá com base em sua capacidade de adaptação no ambiente e isto se relaciona com a ”base da inteligencia”, que a sustenta, a capacidade de reconhecimento de padrões, detalhistas e globais ou ”imagem maior”.

A maioria dos tipos de inteligentes nas sociedades ”modernas”, estão parcial a predominantemente desprovidos desta capacidade, a inteligencia bruta ou ”espectro cognitivo da sabedoria” e é justamente por isso que os tipos de psicopatas de alto funcionamento são tão bons para conquistar o poder e ditar regras totalitárias, oriundas de sua mente megalomaníaca. Porque o psicopata de alto funcionamento é um tipo negativo de sábio, que pode entender todos os padrões de funcionamento do ambiente em que vive e adaptá-los a si próprio. Ele pode não ser um exímio poeta ou um compositor espetacular, um matemático genial, mas será excelente na sua capacidade de ver a realidade bruta por de trás de toda a complexidade de símbolos, alegorias e crendices que permeiam a vida humana, os auto enganos que são tão importantes para o animal com lampejos constantes porém imprecisos de autoconsciencia. ”Precisamos” das muitas ilusões das quais acatamos porque se não teríamos uma grande incidencia de suicídios por causa de uma provável epidemia de depressão existencial. Precisamos ter uma razão para existir, isso é poderoso, raro porém bastante angustiante. E a religião aparece para preencher esta lacuna, não apenas a religião clássica, mas qualquer tipo de idelogia. Precisamos de um caminho para transcender e de ter certezas, mesmo que sejam certezas negativas como a de que o Brasil jamais será um país desenvolvido ou de que o ”mal sempre vence”.

O sábio genuíno, a versão positiva do psicopata, que também é muito prodigioso para entender a realidade, poderia então ser caracterizado cognitivamente como o super desenvolvimento das habilidades intelectuais mais puras, que como eu já disse aqui mais de uma vez, se consiste na base da inteligencia.

Em minha constante e ascendente empreitada na tentativa de desligar a bomba relógio cognitiva da modernidade, a crença dogmática ou dogmalogia na psicometria cognitiva como espetacularmente precisa na medição da ”inteligencia” (provavelmente no plural), faço como conclusão deste texto, uma nova afirmação retida de minhas observações sobre o assunto em pauta, a de que os testes cognitivos meçam habilidades cognitivas que se correlacionam com certas dimensões da inteligencia, mas que por se basearem apenas na analise cognitiva, em um hipotético cenário culturalmente neutro, não pode ser considerado como abrangente. Em outras e distintas porém convergentes considerações, os testes cognitivos se assemelham ao adestramento de animais domesticados e não em relação a toda a multidimensionalidade da inteligencia, esta por sua vez, que tem como base a capacidade holística e detalhista de reconhecer padrões (assim como também de manipulá-los ou produzir novos padrões), o espectro da sabedoria cognitiva.

 

Mito sobre a enorme influencia da educação familiar na formação do caráter dos filhos

”Um estudo realizado pela Universidade de Massssasshushetz descobriu que ler para os filhos pode aumentar as suas inteligencias’.

Quem nunca leu uma notícia dessas** Mais uma vez, nos encontramos diante de mais um caso de correlação do que de causalidade.

Darwin ”venceu”, mas Lamarck continua a predominar… Vamos fazer uma auto-análise, vou mostrar a voces que apenas um indivíduo, pode comprovar ainda que não ”empiricamente” que influencias ambientais não podem alterar aquilo que temos em nosso interior, nossa essencia. Meus pais nunca foram aqueles de pegar um livrinho e ler junto com o filho antes de dormir. Desde cedo que eu demonstrei interesse pela leitura (especificamente de livros didáticos e de geografia, de início) independente de qualquer influencia, constante ou pontual de meus pais. Eu posso dizer sem dificuldades que minha curiosidade intelectual brotou naturalmente de minha pessoa e não sofreu qualquer influencia por parte do mundo exterior, pelo contrário, porque sempre tive incentivos para me socializar. Eu sou responsável por todas as minhas ações. Para que QUALQUER achismo behaviourista ou que despreze veementemente a genética, possa estar correto, existe a lógica necessidade de

  • homogeneidade de resultados
  • e que sejam de longo prazo

Portanto, usando este exemplo, se todos as crianças, aleatoriamente selecionadas, de um hipotético estudo, que foram expostas a leitura por seus pais de maneira constante, se tornarem ávidas leitoras, escritoras e com bom vocabulário, quando adultas, eu ”jogo a toalha”. Mas é muito pouco provável que isso vá acontecer.

A causalidade (muito mais ) mais  provável de ser para este caso é a seguinte

”Os pais que leem mais para os seus filhos, são mais propensos a serem conscienciosos e inteligentes do que aqueles que não leem…. e filho de peixe inteligente, peixinho inteligente tenderá a ser”. 

Mesmo que fosse comprovado que a exposição precoce a leitura tivesse um impacto na inteligencia verbal das pessoas, ainda não se poderia concluir muita coisa a favor das teorias ”ambientalistas” rivais.

Muitas mães e pais se torturam, lamarckianamente falando, porque acreditam que não ”regaram direitinho” os seus filhos para que pudessem crescer fortes e (mentalmente) saudáveis. Se culpam porque acreditam que não deram o melhor de si na hora de educá-los (especialmente quando ”se tornam” adultos de caráter duvidoso). Este tipo de narrativa parece servir como maneira de se retirar a responsabilidade das pessoas em relação as suas próprias ações. Em partes é verdade que não sejamos assim tão racionais, lógicos e empáticos como imaginamos. Mas esta idealização exagerada, que eu denomino de supremacia antropocentrica, não é uma prova de que não somos influenciados por todas as variáveis biológicas que nos compõe, que compõe nossos corpos, nossos neuronios, nossos cérebros. Não restam dúvidas de que sejamos mais plásticos em termos de comportamento em comparação aos outros animais, mas também não significa que sejamos infinitamente plásticos, porque é claro que isso não é verdade e a todo momento nós estamos  comprovando esta realidade factual, tendo consciencia ou não disso. A capacidade criativa, que está muito bem desenvolvida, especialmente a criatividade prática, em uma pequena parcela da população, em temos de potencial e não de adaptação contextual (isto é, aquele que está adaptado sem fazer qualquer esforço concentrado para esta tarefa, porque o contexto o faz ser mais adaptado, tal como acontece na seleção natural), é uma prova de que podemos interferir no curso de nossas interações. Muitos animais não-humanos também podem fazer isso, mas nossa capacidade ou potencial para mudar nossas atitudes visando a adaptação, é muito mais desenvolvida do que em relação as outras espécies.

Eu não duvido que para algumas pessoas, a memória emotiva de seus pais lendo pra elas quando eram crianças, possa ter tido algum efeito em suas atitudes, mas lembrem-se da minha metáfora dos elásticos. Quando eu me uso como exemplo para explicar o comportamento humano, talvez possa estar sendo relativamente falho, se não sou como o ”average joey” para que possa espelhar como que se daria o comportamento médio da maioria. Alguns potenciais individuais para ”o amor a leitura”,  talvez necessitem de algum incentivo ambiental, para que possam ser desenvolvidos. Mas todo potencial terá o seu limite, senão seria infinito, mesmo os ”elásticos de genio” ainda terão o seu teto máximo e talvez, o genio seja justamente isso, o uso constante do teto máximo de seu elástico de maior potencial para ser alargado.

Portanto, quando papi e mami se acasalam e produzem o primeiro esboço de sua pessoa durante a concepção, isso significa que uma boa parte de sua personalidade, já terá sido determinada.

Roubando esta foto do Blog do Mister X… A maioria das pessoas acreditam que quando dizemos que a genética tem um papel mais importante do que o ambiente, isso quer indicar que não tenhamos livre arbítrio, de que seríamos todos como robos. No entanto, como mostra a foto, a preponderancia genética mais se parece com a imagem dos garotos de cima, individuais, únicos, que são donos (mais ou menos conscientes) de si mesmo quando estão sob as mesmas influencias ambientais, enquanto que, segundo um cientista social mais próximo de voce, por meio das ”intervenções ambientais corretas”, todos poderão se tornar iguais, tal como as crianças abaixo. A individualidade humana não é uma construção social apenas ou fundamentalmente, mas sim a resposta de longo prazo, constante e relativamente plástica (dentro de uma concordancia espectral de comportamento e personalidade, como no caso do tempo sendo modulado pelo clima) de nós mesmos em relação as interações ambientais. A enfase dos behavioristas uber-especailistas, está equivocada, porque despreza o indivíduo em favor do ambiente que o encapsula, enquanto que o mais correto é centralizarmos, principalmente em relação ao indivíduo e em sua resposta ao ambiente. Nossa reação é mais importante do que a ação de terceiros, humanos, abstratos ou inanimados.

Se seu filho é mal caráter e voce é uma pessoa boa, busque fazer uma análise neutra, racional de como que se portou com ele durante a infancia e por agora, mesmo que tivesse sido negligente, abundam casos de filhos maduros com pais problemáticos. A genética tem um papel mais importante para modular nosso comportamento, porque quando falamos de genes estamos falando de nós mesmos.

Confissões de um nunca-adolescente, astutamente indolente

A dádiva de se nascer incompleto

A dádiva de nascer incompleto. incompleto, criança pra sempre, que pulou a adolescência, que é um pequeno prodígio, que suas habilidades aterrissaram pueris em tenra idade, e não mais evolui por sua cognição, o faz com base no intelecto, aquilo que lhe restou, incompleto, que com seus pés descalços, olha infantil e pra sempre o fará, desenvolve a infância, sem nunca superar a barreira da ”vida adulta”, amadurece na simplicidade, arrogância vulcânica e passageira, na pureza lasciva de ser a sua eterna esperança de uma vida ”adulta”, pequeno em seus passos, potente em suas asas, continua a imaginar o impossível, a sempre ver o lado bom, e a estar espantado com a obscuridade  humana, a de ser o incompleto sábio, que vive do lado de fora da realidade contextual, que está fora dos muros do castelo, o observa por um teleférico ou balão de pensares, navegares por mundos nunca dantes pensados, se sente amado por sua dádiva, a de ser único, solitário e transeunte de perguntas e teorias, incompleto, que parou antes que todos, que não cresceu mais, que precisou ser capaz de se inventar, no desolador descompasso de seu pulsar, de sua vida intrepidamente interrompida, neotenica de alma, anciã de sabedoria, se criativiza para sobreviver a si próprio, é um constante conflito, um ínfimo universo ativo dentro de ti, o filho que sempre será, pervertido em seus passos mais animais, de certo que tudo conspirou contra o singular, e veja só, que lindo, teus grandes olhos testemunha noite e dia a contradição de ser uma aberração, mais anomalo que o bípede insano regular e ainda mais humano, mais particular, porque o auto conhecer é toda a hora, a cada minuto, vislumbrar o próprio instinto que troca luvas por sapatos, os pés pelas mãos, que é tão artificial do que uma torre parisiense ou uma obra de arte, e tal qual, duro de ferro ou de material, apenas observa os tropeços habituais de sua sina humanidade.

Filho do fenômeno, filho sem pai

filho d da raridade, filho sem pai nem mãe, filho que nasceu do fenômeno, da singularidade, do milagre ou padrões únicos, filho sem família, sem eira nem Beira, que não tem conchavos, que não é de uma máfia de genes, que é livre, até demais, que é louco em ser o contraventor-mor, que contradiz contradições, que é o fogo forte de um corpo fraco, que sente que todo o dia é diferente, que se sente e sempre se sentirá como um vento solitário, que de repente, faz balançar folhas de bananeiras e continua a sua caminhada, só.

Paixões são certezas e nós lutamos por elas

paixões são certezas, nós lutamos por elas, quando lutamos por nós mesmos, refletimos como um espelho aquilo que nossos neurônios se identificam de Imediato, racionalizamos a emoção e isso se chama ideologia, misturamos o pensamento racional para enfeitar nosso instinto sem filtro, que se expressa sem ser perguntado, nosso ponto fraco, nossas indissolúveis vaidades, transformadas em argumentos, nos enganamos e queremos enganar a todos, não pensamos pelos outros, em direção a neutra razão, mas para dar um sentido lógico à nossa vaidade essencial, e é por isso que ainda não deixamos a infância, como macacos-crianças, idealizamos, cristianizamos as virtudes transformando-as em metafísica, porque não podemos abandonar a nossa própria sombra chamada paixão, auto empatia em cada pseudo debate, mostrar-se mais do que fazê-lo sem compromisso tendencioso, não são fogueiras de egos, são salas cheias de espelhos, a verdade também está dentro de ti, mas tu és apenas parte da realidade. todos nós agimos como pequenos totalitários quando usamos nossas mentes prodigiosas para vender o próprio produto, a nós. ”Me compre, venha comigo, me adore, eu sou mais eu, que se dane a verdade ou a harmonia de todas as magnitudes de verdades, as pequenas e múltiplas peças que a compõe, eu sou um planeta e tudo gira em torno de mim, eu não vou equilibrar minha força aos outros planetas e produzir uma harmonia de sistemas solares ou lunares, e é por isso que eu só posso vos dar o meu caos chamado egoísmo alienado”.

O conhecimento dos próprios limites é a sabedoria

o conhecimento dos próprios limites é a sabedoria, a verdadeira e derradeira educação . a vida pode ser de um enriquecer profundo, mas especialmente para quem nasce curioso e ávido para obter seus maiores tesouros, sua procura é natural e algumas descobertas  se fazem com base no atropelo, de tanto procurar, tropeça naquilo que tanto almejava, ninguém nasce pronto, nasce potencial, para melhorar a si mesmo, construir seu próprio castelo, único, de tamanho certo, encomendado pelos deuses do mistério, lobotomia esta que chamam educação, acreditam que o sentido da mudança se faz ao natural, mas é certo que transformações não são nada sem a participação do essencial, a essência, que não podemos aumentar o tamanho de montanhas tímidas ou de modificar o estado da água, além daqueles que já conhecemos, que tudo obedece a limites e que o ser humano e seu comportamento, obedecem às mesmas leis que regem as formas inanimadas de existência, que a física prova nossa imutabilidade relativamente maleável, que tem muros que jamais poderão ser superados, transpostos. Que não há nada de errado em aceita-los, é pra isso que existe a criatividade ou adaptabilidade. o adaptar é modificar positivamente as duas forças que estão em constante atrito, o conjunto de variáveis inanimadas e abstratas, frutos do pensar complexo de criaturas bizarras e as variáveis biológicas que compõem essas pequenas Nações de um só cidadão, estes universos em ebulição pueril, que todos nós somos. Somos físico,e temos limites próprios assim como também possibilidades, conscientes ou não. que bom, não somos iguais, somos únicos ainda que estatisticamente aglomeráveis. A relatividade prova a existência de múltiplas perspectivas, mas certos olhares são quase tão abrangentes e corretos quanto toda a comunhão de todos estes, são hierarquicamente relevantes . Alguns olham com tamanha precisão, que faíscas de antemão, se projetam como deleite de sua enormidade enquanto capacidade de acerto. a educação não tem como princípio fazer-nos senhores de nossos próprios destinos mas de nossas obrigações enquanto ferramentas relativamente dispensáveis do sistema, que corrompe todos os nossos sentidos, enquanto que clamamos pela vida, liberta porém com responsabilidade, a maior de todas as formas de educação é o autoconhecimento, é o verdadeiro ato de evoluir enquanto ser humano, de também  ser útil pra si, e será pelo conhecer dos próprios limites que se poderá mensurar o tamanho de cada corpo e de seu potencial mais evidente. o meio não dita quem eu sou, minha adaptação é constante e talvez inconsciente, meu espectro de aprendizado não é infinito, eu preciso tatear cada parte do meu ser de pensamentos, de atividades. eu sempre monto  um novo quebra cabeças, mas minhas peças são as mesmas, minha comunhão de variáveis biológicas, as peças que precisam ser conectadas às minhas é que podem variar muito, eu dou a minha assinatura de interação a esta constante construção. o ambiente não sou eu, ainda que como o poeta morto vivo, este profundo místico e atipicamente racional, o empiricista das paixões, possa considerar-me como copiador compulsivo da realidade, do ambiente por si mesmo, de espelhar minhas ações a ele e de tentar espezinhar cada ponto de ruptura, meu sistema é supra-perfeito, porque busca a fidedigna representação da realidade.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

renanbarreto88

Just another WordPress.com site

Castro456's Blog

O medo do nada

Delusions of Adequacy

And You Thought You Might Have Had Delusions of Grandeur

PARTO DE IDÉIAS

"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância." Sócrates.

Pshelinha

Um pouco de mim..

Pensar Novo

"Saber que você precisa mudar não é suficiente. Você precisa ter a coragem de fazer esta mudança." Robert Kyosaki

Mind Hacks

Neuroscience and psychology news and views.

Inside Perspectives

of Asperger Syndrome and the Neurodiversity Spectrum

Agoraphobia Subliminal Hypnosis

Come out of the woods, the dark, come into the light. As a recovered agoraphobic, I've designed these audios over many years in order to help you. Charles K. Bunch, Ph.D.

Antimidia

Textos sem sentido, para leitura sem atenção, direcionado às pessoas sem nada para fazer.