Archive | junho 2014

Inteligência neotênica e inteligência de predador

Inteligência neotênica

Aqueles que pontuam mais alto em médias de qi, especificamente em qi performance, geralmente serão de médicos, professores universitários, cientistas… O famoso estereótipo do nerd inteligente e ingênuo parece fazer muito sentido aqui. Apesar de sabermos que os nichos ocupacionais que exigem maiores habilidades técnicas, também estarem repletos de outros tipos, é fato comprovado que estes tipos estão em sua maioria em uma categoria psicológico-cognitiva que eu denomino como super normais.

A ingenuidade, a docilidade no trato social (menos os advogados, um caso de nicho ocupacional de alta capacidade que não pertencerá a este grupo), os cérebros maiores e as excepcionais capacidades técnicas, de memorização e replicação do conhecimento estudado, são as características mais comuns que vamos encontrar entre os super normais.

Com a evolução da sociedade humana, este tipo caminhará para se tornar predominante, visto que está extremamente bem adaptado em relação às demandas multifuncionais dos centros urbanos. É uma super adaptação heterozigota contextual, que funciona muito bem no meio urbano.

A Suécia é um exemplo de país onde este tipo predomina e pode ser observado até mesmo pela aparência física e facial deste povo. A adaptação não se refere somente às características psicológicas e cognitivas favoráveis, mas também às características físicas e de atratividade facial ou beleza plástica. Tudo isso aconteceu nos países nórdicos, especialmente na Suécia. A harmonia e beleza plástica dos suecos nativos reverbera em suas características psicológicas e cognitivas.

Este tipo de inteligência eu denomino como ”inteligência neotênica” baseada em super adaptação heterozigota, visto que muitos dos traços dos super normais, serão derivadas de condições extremas como o autismo (cérebros grandes, grande inteligência técnica, neste caso que se encontrará hiper-especializada e ingenuidade, derivada da honestidade).

Os tipos mais normais em uma sociedade geralmente serão como colchas de retalho dos tipos mais extremos, combinações vantajosas dos traços dos tipos que são menos adaptados, justamente por causa de suas naturezas faustianas, extremistas.

Inteligência de predador

 

O predador geralmente poderá ter alto qi e na verdade é esperado que tenha qi acima da média, mas as suas habilidades não se concentrarão na parte técnica, como no caso do inteligente neotênico. As habilidades do predador se encontra em sua capacidade ”primitiva” de entender o seu ambiente e as populações que o cerca. Tal como acontece no reino animal, o predador humano tenderá a ser excepcionalmente habilidoso para entender a dinâmica sistêmica ou de padrão em relação a todos os aspectos do tecido social. É aquele que é capaz de ver a imagem maior (big picture), que é cronicamente o oposto dos super normais, que são especializados em entender os detalhes. Ainda que os detalhes também podem ser identificados por meio de uma perspectiva holística, o conhecimento da dinâmica sistêmica é o que principal talento do predador. O ramo da política bem como de todos os meios de controle da população, que eu chamo de fazendas de controle, serão predominantemente ocupados pelos predadores.

A capacidade para entender padrões se relaciona fundamentalmente com a capacidade de conhecer a mente humana, visto que ela também se consiste em uma confluência constante e dinâmica de padrões. Todos estes traços apresentam-se aberrantes na psicopatia e na sociopatia e estarão extremamente bem adaptados aos proto-sociopatas ou predadores humanos hiper heterozigotos. Gênios e sábios pertencerão a este grupo.

A ideia de adaptação aqui é diferente daquela que descrevi para a inteligência neotênica, visto que não estamos mais falando de equilíbrio de características, que se relaciona com harmonia e portanto com beleza, mas de extremos de capacidade. É bem mais comum a maior variação de extremos em aparência entre os predadores bem como também uma tendência generalizada para a redução da saúde geral, que pode ser observado pela assimetria facial.

Os extremos tanto para beleza plástica como para a falta dela, estarão presentes entre os predadores.

Eu não sei quanto a vocês, mas eu conheço muitos inteligentes neotênicos que são muito bons naquilo que fazem, mas são aberrantemente ingênuos e simplesmente não conseguem entender como realmente funciona o mundo.

Eu já falei aqui que tudo pode ser transformado em um espectro e que não há a necessidade de substituir um espectro por outro, especialmente se eles estão a lidar com diferentes nuances do mesmo assunto. Eles são complementares e não autoexcludentes.

Como resultado, as outras divisões que realizei e que continuarei a realizar, permanecerão ao menos pra mim como válidas. O contexto da inteligência neotênica e a de predador é baseada no espectro maior da civilização e da ”selvageria”.

O neotenicamente inteligente está contextualmente muito bem adaptado à civilização enquanto que o predador está mais adaptado ao mundo da ”selvageria” do que na civilização, ainda que parte deles estejam extremamente bem alocados no mundo civilizado.

O predador tem uma grande vantagem em comparação ao neotênico, especialmente se partirmos da perspectiva metafórica e filosófica de que o primeiro seja uma espécie de fazendeiro enquanto que o segundo possa ser entendido como um animal de alta qualidade.

Nenhum outro povo parece ter mais talento para o domínio dos nichos ocupacionais de dominação social, econômica, cultural e política do que os judeus ashkenazim. E como eu disse acima, a grande incidência de faces assimétricas, é um indicativo de inteligência de predador, porque se relaciona à maior exposição ao testosterona durante o período uterino, bem como também pela maior ativação dos dois lados do cérebro, resultado de um corpo caloso maior. Esta vantagem neurológica, quando bem adaptada, é substancialmente significativa, visto que é ali onde ”vive” a criatividade e a extrema capacidade de adaptação cognitiva. Aquele que pode acessar os dois lados do cérebro, mais do que os outros, , conhece melhor a mente humana, do que aquele que só pode acessar mais um dos lados. E a maioria dos ”gentios” são assim. Além desta vantagem de maior volume de interação cerebral inter-hemisférica, o predador também pode acessar mais o lado direito do cérebro, que se relaciona com habilidades, que a maioria dos neurologicamente incomuns não são capazes de praticar e nem de entender.

 

 

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Antropomorfia, construção biológica do indivíduo e o ‘liberalismo’ (neurologia cultural)

 

A construção do indivíduo não pode se dar somente ou essencialmente por meio de articulações sociais ou circunstanciais. Sabe-se que  todo comportamento humano é o resultado de predisposições ”genéticas”. O ateísmo por exemplo, apresenta similaridades neurológicas para com o autismo. A predisposição genética não quer indicar que o indivíduo portador irá manifestá-la, fenotipicamente, por meio de suas interações sociais. Dependerá do grau de predominância dos traços específicos em comparação aos outros. Por exemplo, os sociopatas são mais epigenéticos do que os psicopatas, provavelmente porque a herança genética dos segundos é mais heterozigota, mais diversificada. Como resultado, os sociopatas apresentarão uma maior variabilidade de comportamentos, tanto a nível individual quanto a nível coletivo. Não haverá uma predominância significativa de personalidade neste caso (sim, nós não temos somente uma personalidade, mas a soma de todos os nossos eus pode ser entendido como ”a personalidade predominante). Estas variações de personalidade não se restringem somente a este caso, obviamente.

A personalidade é como uma piscina com ondas, onde as ondas são o padrão de variações comportamentais, mas o formato e tamanho da piscina ou personalidade será o mesmo. A essência do seu eu, é o tamanho e formato de sua personalidade. Os patógenos seriam como as pessoas que frequentam a piscina de ondas. A vida de uma piscina de ondas se encontra em seus frequentadores.

O indivíduo, segundo um viés biológico, é aquele que exibe variabilidade interna que se destoa das pessoas ao seu redor. A sua individualidade é expressada fenotipicamente por meio de sua cultura neurológica incomum.

A construção biológica do indivíduo se faz por meio da exogamia, processo seletivo ou de acasalamento de indivíduos que não são geneticamente relacionados, especificamente de uma forma direta. A construção de uma sociedade predominantemente exogâmica se dá por meio de séculos de acasalamento de não-parentes ou pela separação radical dos pares mais dóceis e posterior acasalamento.

Antropomorfia e seleção anti-natural

O europeu moderno vive atualmente aquilo que eu denomino como Antropomorfia ou seleção anti-natural. A seleção anti-natural é o oposto da seleção natural, como o próprio nome diz, em que os processos naturais, contextuais ou circunstanciais de seleção ou de pressões seletivas são substituídos por atributos humanos, onde a adaptabilidade e isso se traduz em saúde reprodutiva, é substituída por escolhas inerentemente humanas ou de igual natureza. É o homem sem a natureza.

Este processo não é possível sem a seleção de indivíduos e não mais de clãs. Séculos de exogamia no norte da Europa produziram uma população de indivíduos, que se comportam como tal, consideram os outros como tal (mesmo aqueles que não são exatamente como ”indivíduos”) e passam a renegar categoricamente todas as bases da sociedade humana típica que é uma híbrida de pressupostos caracteristicamente presentes no reino animal, com pressupostos culturalmente humanos.

Neotenia extrema

A seleção antinatural pode ser entendida inclusive como uma espécie de neotenia psicológica extrema, visto que a evolução humana nada mais é do que a continuação do processo de infantilização da espécie. O processo de diversificação individual é o resultado de séculos de exogamia ou seja, de acasalamentos de indivíduos não-aparentados. O indivíduo humano é o resultado destes processos. É comum em muitas espécies não-humanas a estratégia de acasalamento endogâmico onde são criados ”quase-clones”, inclusive em relação à aparência física. Em um sentido lógico, esta estratégia é menos custosa e mais eficiente. Mas, por mais similares que possam parecer os ”indivíduos” (sem o sentido social e humano deste) dentro de uma espécie, sempre haverão diferenças internas, mesmo que sejam muito pequenas.

O processo de neotenia é especialmente a feminização do homem, visto que a mulher já é consideravelmente mais neotênica. A partir do momento em que os homens são domesticados, passa a ocorrer a gradual redução do dimorfismo sexual e se o processo for mantido, irá chegar ao ponto em que os sexos começarão a se emparelhar significativamente, produzindo um aumento de androginia biológica, hermafroditismo dentre outros casos de inversão dos gêneros.

 

Cultura neurológica liberal, a perspectiva do indivíduo

Os liberais rejeitam todas as construções de caráter biológico das sociedades humanas em um sentido filosófico hiperrealista eles não estão errados. No entanto, vivemos em um mundo onde o estilo de sociedade híbrida animal-humano é quase que totalmente hegemônico. Por isso, os liberais se tornaram presas fáceis, em um sentido contextual, porque eles são uma minoria em todo mundo.

Tribalismo, diferenças de gênero, hierarquia social etc… são construções humanas baseadas em nossas próprias predisposições genéticas mais gerais.

O tribalismo existe porque o ser humano ao se espalhar pelos quatro cantos do mundo, criou vários clusters genéticos e por isso produziu populações geneticamente aparentadas e com predisposições para o altruísmo intergrupal. Culpe o sucesso humano em colonizar todos os continentes pelo racismo.

As diferenças de gênero são a expressão culturalmente fenotípica de nossa estratégia de acasalamento bem como de todas as espécies sexuadas.

A hierarquia social, paradoxalmente rejeitada pela maioria dos liberais, é o resultado das diferenças individuais e de subgrupos dentro das comunidades ou populações humanas.

Os liberais ou socialistas rejeitam estes tótens das sociedades híbridas humano-animália, porque eles são os vestígios concretos de nossa natureza animal, que renega a existência do indivíduo. Os liberais são cronicamente empáticos e isso se dá especificamente porque eles são neurologicamente construídos para favorecer a cultura do indivíduo.

A cultura neurológica do indivíduo se baseia na especialização de personalidade a nível individual, onde todo o indivíduo é um ser solitário e que precisa da cooperação dos outros bem como de sua própria cooperação ao grupo para funcionar na sociedade.

A cultura da solidão reverbera na focalização apenas do indivíduo e não mais em relação às suas filiações numericamente abstratas como raça, religião, classe social ou classe cognitiva.

O que parece um culto pos-moderno ao suicídio nada mais é do que a completa negação das construções naturais ou biológicas do ser humano.

Portanto, para os liberais ou socialistas, não existem raças, tribos, classes, porque tudo isso é substituído pelo indivíduo.

 

Prisão abstrata

Somente por uma questão de contexto circunstancial, que os liberais podem ser entendidos como prisioneiros de sua própria cultura neurológica, visto que como eu disse acima, a grande maioria das demais sociedades humanas não são liberais, nem mesmo as sociedades ocidentais são majoritariamente liberais.

A evolução do ser humano é a sua negação quanto aos seus vestígios comportamentais animais, onde a coletividade geneticamente aparentada é o principal deles porque abarca todo o resto. O indivíduo é dominado pelo coletivo da mesma maneira que o predador é tão forte quanto uma manada. A luta entre o indivíduo e o coletivo é a luta do ser humano em busca de sua humanização completa e portanto da negação também completa, de sua natureza animal. A sua liberdade é a sua libertação de sua persona animália. A princípio, os liberais assim o fazem. No entanto, sabe-se que todos nós somos animais. A natureza liberal ainda é natureza. O que diferencia o liberal do conservador não é a sua falta de natureza animal, é a diferença dela.

Por exemplo, se entre um grupo de galinhas, algumas galinhas passassem a voar, então isso poderia ser entendido como uma negação biologicamente predisposta desta minoria para fazer o contrário do que foi desenhado pelos desígnios evolutivos da espécie.

A negação da estratégia de sucesso de um grupo pode ser entendido como a negação da própria natureza primordial de sua espécie. Se o peixe começasse a se rastejar pelo solo, se o cachorro passasse a miar e a andar pelos telhados da casa, como um gato faz…

Mas sendo o ser humano, o animal especial e estranho que é, pode-se entender que a substituição dos atributos biológicos por atributos da própria espécie, por mais cronicamente mal adaptado que possa parecer, ainda será o seu destino enquanto uma espécie em evolução.

 

A evolução humana é a expansão de sua autoconsciência. É a continuação do seu desvio e a partir do momento em que o ser humano, por uma questão de erro, ”decidiu” seguir este caminho, em que o equilíbrio corpo-mente começou a ser quebrado, por causa da escolha pela mente, então a sua alterevolução será a antropomorfia, consideravelmente ajudada pela ”escolha de Sofia” que produziu a humanidade, a escolha pela inteligência.

 

Canhotismo e inteligência parte 2

Nos últimos anos, o canhotismo se tornou uma das lendas urbanas modernas bem como tudo aquilo que o vincula. Todo ocidental urbano e educado, especialmente de países anglófonos, já devem ter ouvido falar da ”super representação de canhotos” entre os ganhadores de prêmio Nobel, entre os criadores originais do computador moderno, entre os membros do MENSA, enfim… Eu já perdi a conta de quantas reportagens falando sobre as correlações reais, possíveis e anedóticas sobre ser canhoto já foram produzidas. Mas até onde isso se consiste na verdade?

Vou tentar desvendar esta relação especialmente por meio da análise literal das frases afirmativas que são alçadas com certa frequência, seja por meio da mídia, seja por nós mesmos sobre mitos e fatos do canhotismo.Vamos a elas:

Canhotos são mais inteligentes

Como eu demonstrei no texto anterior, primeiro, existem poucos estudos realmente conclusivos sobre isso, segundo, partindo-se da ideia de que inteligência não é somente qi, não é possível ter qualquer certeza concreta sobre o assunto. As pessoas parecem confundir diferença com superioridade. Não é exatamente assim. No mais ou no meio mais, usando os parâmetros rendimento escolar e qi, as pesquisas com as maiores amostras representativas encontraram dois padrões em que, canhotos e especialmente os ambidestros vão pior na escola, em média, do que os seus pares destros enquanto que as diferenças de qi são praticamente inexistentes, com exceção dos ambidestros, que mais uma vez pontuaram abaixo dos dois grupos. É impressão minha ou os testes de qi parecem se relacionar primordialmente com a lateralização cerebral??

Quanto mais  especializado for o cérebro, maiores serão as médias de qi? Se algum dia for comprovado esta minha sugestão, então poderemos finalmente começar a entender exatamente o que os testes psicométricos realmente medem. No final das contas, os testes de inteligência ainda medem boa parte dos componentes necessários para funcionar adequadamente na sociedade, como fazer contas, solucionar problemas, saber ler, escrever e entender aquilo que está lendo.

Com relação ao mal desempenho na escola, eu posso falar por mim mesmo, apesar de não ser um parâmetro universal para o grupo, onde inclusive será muito provável de não existir tal coisa. Na escola eu tive períodos de grande desempenho, especialmente quando o professor era daqueles que incentivavam o aluno a pensar por conta própria, combinado com períodos medíocres em que até mesmo nas matérias de que mais gostava eu também  tinha desempenho abaixo da média. Como eu bebo de alguma estranha vantagem heterozigota que mescla algumas características tipicamente autistas com características que parecem ser de natureza psicótica, pode ser possível que isto possa ter contribuído tanto para o meu excelente desempenho em alguns períodos e em assuntos muito específicos, como também para dar às contas ao sistema de ensino e isto reverberar no meu desempenho. Eu sou daquele tipo que sempre gostou de estudar por conta própria, desde cedo e sempre se especializou nos assuntos dos quais se interessou. Resumindo a operetta, eu nunca gostei muito da escola, seja por causa da pseudo-socialização forçada e estúpida, baseada em falsos preceitos de ”igualdade” e ”confraternização”, seja pelo método de ensino, do qual nunca concordei e jamais concordarei. Mas como eu disse antes e nem sei porque deveria repetir se é tão óbvio, eu não sou parâmetro de como funciona um canhoto, visto que existem variações extremas de comportamento e habilidades dentro do grupo. Em um post anterior, eu comentei sobre o fato de que os extremos podem ser encontrados no ”grupo” muito mais do que entre os destros. Soa como um padrão masculino, da mesma maneira que o ateísmo também parece ser. Tudo se relaciona ao tal do testosterona.

No mais, está fazendo muito sentido pra mim que a diferença interna de canhotos apareça como uma explicação convincente para as disparidades de resultados encontrados até agora nas pesquisas sobre lateralidade. De fato, parece que os canhotos puros tendem a ser o grupo neurológico, seja porque são o resultado predominante de fatores genéticos seja porque são a combinação aleatória ”que deu certo”, que confirmam a anedota da ”maior inteligência dos canhotos”, sim, de parte deles, enquanto que os canhotos mistos parecem ser bem mais variados e com uma predominância de tipos neurologicamente embaralhados, que confirmam por sua vez o outro extremo de capacidade.

Algumas pesquisas tem encontrado evidências sobre maior desempenho dos canhotos em comparação aos destros, como esta sobre jogadores de xadrez, com 11 mil pessoas como amostra e esta no Irã, com 5 mil avaliados, sobre os estudantes que conseguem passar no vestibular.

O meu palpite é que os subgrupos de canhotos puros e/ou de canhotos com cérebros anômalos porém altamente funcionais (tanto a nível quantitativo quanto a nível qualitativo), serão os responsáveis pelas (até agora) inconclusivas evidências de relação causal entre o canhotismo, elevado perfil de inteligência assim como também de habilidades extremas como super memória autobiográfica.

Neste caso, os termos ”canhotos puros” e ”canhotos mistos”, podem perder parte da sua validade como divisões apropriadas das capacidades cognitivas do grupo, visto que muitos canhotos mistos assim como muitos ambidestros, também serão de alto funcionamento. Se o canhotismo pode ser entendido como uma combinação complexa, aleatória e com predisposições proto-patológicas, resultado das mutações do qual se configura, então esta realidade se assemelhará com algumas condições extremas das quais tem grande relação como autismo e esquizofrenia. Talvez seja mais apropriado denominar os canhotos com as melhores combinações neurológicas incomuns como de alto funcionamento, da mesma maneira que os autistas são… apesar do acúmulo de algumas evidências que validam a divisão inicial conclusiva que apoiei neste texto e no anterior, sobre canhotos puros e mistos.

Voltando para a análise da frase ”os canhotos são mais inteligentes”.

Não, como um ”grupo”, os canhotos apresentam grandes disparidades de capacidade em que muito provavelmente por razões de sua própria etiologia biológica, aqueles com as mais incomuns ou funcionais combinações neurológicas pertencerão ao grupo de alto funcionamento, enquanto que os canhotos com combinações desvantajosas pertencerão ao grupo de baixo funcionamento ou disfuncional. Esta denominação se refere especialmente a fatores neurológicos, cognitivos e psicológicos e não à interações contextuais potencialmente desvantajosas mas que não tem como a causa fundamental da disfuncionalidade o seu portador.

A pesquisa mais ampla já realizada sobre as correlações físicas em relação ao alto rendimento acadêmico (ou inteligência), em que os alunos precoces com os maiores rendimentos em habilidades verbais e matemáticas, foram separados de um total de 100 mil, descobriu que o canhotismo (bem como o ambidestrismo) foi um dos traços fisiológicos mais comuns entre eles. Este estudo, na minha opinião, é o mais conclusivo sobre a relação indireta entre o canhotismo e altas habilidades acadêmicas. Porém, ele não é um indicador de que a maioria dos canhotos são mais inteligentes e eu tenho comprovado esta realidade por meio das comunidades de canhotos na internet.

😦

 

Canhotos são mais criativos

 

A relação, causal, direta e significativa entre criatividade e canhotismo também tem se espalhado pela internet tal como uma gripe dentro do elevador. De fato, existem fatores muito fortes para se dar crédito a esta relação. Um deles é a própria biologia da criatividade. As pessoas criativas não tendem a ser ”weird” ou ”outliers” somente porque elas escolheram ser assim, mas porque os seus cérebros estão configurados de uma maneira incomum. O seu tipo de cérebro irá ditar qual será a sua cultura neurológica individual. Nós sabemos que o canhotismo está diretamente relacionado com este fenômeno padronizado da diversidade neurológica humana. O ato de escrever naturalmente com a mão esquerda, é um produto, um bio-marcador da configuração cerebral anômala.

Em relação à causalidade entre criatividade e canhotismo, não há dúvidas quanto à etiologia biológica comum dos dois. No entanto, também devemos pensar se, os canhotos são parte do grupo heterozigoto que exibe grandes vantagens desta condição, ou assim como a maioria dos esquizofrênicos, eles são a parte não beneficiada do grupo?! A resposta quanto esta questão é um sim e um não. Sim, muitos canhotos (os de alto funcionamento) beberão da fonte das super habilidades derivadas do reservatório da biodiversidade neurológica humana e a criatividade (múltiplos componentes dela) farão parte deste pacote. No entanto, não serão todos os canhotos que serão beneficiados. Portanto, a frase ”os canhotos são mais criativos” não parece se sustentar adequadamente, apesar de ser muito provável que existam proporcionalmente falando, mais canhotos ”criativos” do que destros. É quase improvável de saber com exatidão, visto que muitas pessoas potencialmente criativas, levam as suas vidas em profissões não criativas, ou acabam no manicômio, na prisão, ou morrem de overdose antes de produzir algo criativo, enfim…

No entanto, vários estudos tem encontrado também uma relação estatística de maior percentual de canhotos em profissões criativas,

como também a relação entre criatividade, psicopatologia e lateralidade anômala.

O canhotismo se relaciona com maior exposição de testosterona no útero, mas como eu disse no texto anterior, este padrão encontra-se constante em todas as populações humanas, de uma maneira que é pouco provável que não haja uma influência genética, até mesmo na maior exposição do hormônio masculino. Alguns estudos tem mostrado que as mães com mais testosterona tem grandes chances de produzir uma criança autista. A teoria do canhotismo como uma inversão do destrismo parece fazer sentido aqui, visto que existe um grande percentual de canhotos e ambidestros entre os autistas e em todas as condições genéticas incomuns.

Esta situação se relaciona tanto com a produção de variados tipos disfuncionais (subjetivos e objetivos) quanto pelas excepcionalidades cognitivas como qi muito alto e talento criativo. Uma pesquisa sueca com grande amostra representativa e longitudinal que encontrou uma relação indireta entre as psicopatologias e o talento criativo, mostra que nas famílias onde as predisposições genéticas para produzir a lateralização anômala, ocorrem os extremos das habilidades humanas.

A conclusão por agora é a de que existe claramente uma relação causal significativa entre a lateralização anômala e a criatividade, onde o canhotismo é uma das externalizações destas configurações neurológicas incomuns.

O próximo texto da mesma série, eu vou falar um pouco sobre as minhas considerações e achismos desvairados sobre a relação entre canhotismo e habilidades esportivas, super heterozigotos para cada condição neurominoritária extrema e a relação dos patógenos metamórficos na etiologia biológica do canhotismo ou da genética do canhotismo.

 

 

 

 

Canhotismo e inteligência e Canhotos ”puros” e canhotos ”mistos” parte 1

Como a lateralidade é um polimorfismo e isto quer indicar que estamos falando de um espectro, ou seja, uma variação dos mesmos traços em intensidade quantitativa e qualitativa, então é de se esperar que existam extremos em ”cada ponta da curva de sino”. Apesar da validade óbvia sobre o estudo de ”canhotos” e ”destros”, qualquer pesquisa sobre lateralidade e correlações causais ou não-causais, merecem uma análise variada onde todos os graus de canhotismo e destrismo também devem ser avaliados.

No entanto, me parece que existem muito mais trabalhos que analisam cruamente ”canhotos” e ”destros”, do que aqueles que comparam todo o espectro. Este atraso de décadas em que as variações espectrais de lateralidade humana e suas respectivas e potenciais correlações tem sido sistematicamente desprezadas, sem sombra de dúvidas que tem tornado o entendimento deste assunto não só cronologicamente retardado como também complicado que pode ser muito bem demonstrado por  exemplo,  com este estudo que vazou para a grande mídia. O perigo de se expor trabalhos científicos sem detalhar as suas descobertas pode ser notado primeiro, pela surpreendente incapacidade com que muitos atravessadores de notícias, aka, jornalistas, tem para compreender e interpretar o que está sendo passado (gritando analfabetismo funcional) e segundo, pela maneira com que a notícia mal detalhada e portanto incompleta, se espalha de boca em boca ou no mundo digital em que vivemos, de email em email.

 

Agora, se os repórteres (uma boa parte deles) são estúpidos ou recebem ordens superiores para espalhar notícias desta maneira eu não sei, mas isso está merecendo um outro post. No mais, uma série de estudos encontraram diferenças entre os chamados ”canhotos puros” e os ”canhotos mistos”. Se o pesquisador  de Yale que em seu estudo, encontrou em uma pequena amostra de pacientes que o canhotismo era muito mais comum em esquizofrênicos, tivesse primeiro, procurado por um número maior de amostra e segundo, tivesse dividido os pacientes em graus de lateralidade mais variados, eu tenho certeza que os resultados seriam diferentes e com mais qualidade.

 

Canhotismo não é genético, mito

 

As pessoas tem dificuldade para entender a genética e isso parece se aplicar fundamentalmente para a lateralidade. É aquele pensamento monocromático básico, ”se não existe uma herança hereditária clara e predominante, então não é geneticamente determinado”. Mas o mundo não é tão simples assim não acham?

A lateralidade encontra-se presente em todas as espécies animais. A partir deste fato, parte-se da lógica de que é praticamente impossível que a mesma não tenha uma origem genética. A manifestação ou expressão da variação de lateralidade que não se relaciona somente com ”escrever com mão direita ou esquerda” é a demonstração da dualidade na natureza, a divisão de trabalho, a diversidade interna de cada espécie, já que a lateralidade de fato se relaciona diretamente com a lateralização cerebral. No entanto, é importante entender bem o que isso significa. As pessoas gostam de denominar algumas condições como genéticas, quando ainda é um pouco nebuloso entender o que isso realmente significa. No caso da lateralidade, são muitos os genes ou poderia ser melhor, a falta deles, que produzem a sua variação, especialmente em relação ao ”não-destrismo”. A maior quantidade de genes ou a falta deles corresponde à uma variante de hereditariedade. Genes ”fixos” são muito mais prováveis de serem herdados em toda a sua expressão fenotípica do que os genes ”recessivos”. Nenhum gene é totalmente recessivo e ou dominante ou fixo. É só olhar para os olhos claros. A distribuição geográfica dos olhos claros nos mostra que os genes recessivos quando são intensamente selecionados, tenderão a se tornar fixos dentro de uma população. A relatividade também se aplica à genética.

É notável também que em algumas populações humanas, a incidência de canhotismo é maior do que a média mundial, que está estipulada entre 5 a 10% de ocorrência. Se algumas populações selecionam mais canhotos então me parece evidente que existam predisposições genéticas para a sua produção.

Por exemplo, vamos analisar um pouco mais profundamente o que realmente significa a variação da coloração dos olhos.

Os olhos azuis equivalem quase aquilo que o albinismo significa para a coloração da pele. Ou seja, o desligamento da produção de melanina, resultará na redução gradual da cor marrom ou castanha dos nossos olhos. É claro que existem genes que produzem a cor dos olhos, mas o que é importante aqui é saber que os olhos azuis antes de tudo derivam de uma mutação ”aleatória”, que tal como a lateralidade, são originários da ”gênese” das espécies de vida complexa. Talvez, nós poderíamos entender os olhos claros da mesma maneira que entendemos a ”falta de genes para a lateralização concreta que produz a variedade de canhotos e ambidestros”. Ou seja, quando os genes que produzem a melanina da cor dos olhos, são desligados e qual grau em que são desligados, os olhos se tornarão mais claros. Se grande parte da produção de genes for desligada, então os olhos se tornarão como os deste garoto da foto.

Existem ainda os estudos que concluíram que o canhotismo é produto de ”injúria cerebral” durante o período uterino, quando o stress provocado por fatores epigenéticos caminhará para suprimir o desenvolvimento do hemisfério esquerdo, tornando o cérebro mais simétrico em sua hemisfericidade. Pode ser possível que, para alguns ou até mesmo em muitos casos, esta complexidade fenomenológica de variáveis possam ter vários resultados danosos ao funcionamento adequado do cérebro, bem como de super vantagens. Mas a partir do momento em que os diferentes tipos de graus de lateralidade não são adequadamente observados, qualquer conclusão que se limite aos termos ”canhotos” e ”destros” será parcialmente incompleta.

 

Canhotos puros e canhotos mistos e o início da resolução sobre a disparidade de resultados dos estudos sobre lateralidade e inteligência

 

Segundo alguns estudos realizados dos anos 70 e 80, o percentual de ”canhotos puros”  foi encontrado para ser muito menor do que o percentual de ”canhotos mistos”. As diferenças do grupo parecem evidentes. Os canhotos puros são aqueles que usam principalmente o lado esquerdo do corpo, para escrever, chutar uma bola, mastigar, segurar um objeto etc… Os canhotos mistos, como o próprio nome diz, são aqueles que escrevem com a mão esquerda mas para várias outras funções,  usam o lado direito, como chutar, comer etc… É esperado que não haja uma lateralização forte neste grupo. Em compensação, em relação aos canhotos puros espera-se logicamente que eles sejam em sua maioria predominante de pessoas com maior ativação do lado direito do cérebro. Ainda segundo alguns resultados encontrados por Marian Annett, enquanto que os canhotos mistos e os ambidestros em geral, obtiveram pontuações particularmente mais baixas de qi do que os destros, os canhotos puros foram quase iguais em pontuação em relação ao grupo de controle, composto por destros. (ver neuropsychology of lefthandedness). As diferenças foram consideravelmente significativas dentro do grupo de canhotos. Outros estudos (Ledlow, Swanson and Carter, 1972) encontraram que enquanto  os canhotos mistos tiveram pontuações consistentemente mais baixas do que os destros, os canhotos puros obtiveram pontuações de qi maiores.

Não parece ser necessário pesquisar muito longe para se chegar à conclusão de que os canhotos puros são equivalentes neurológicos dos destros, ou seja, eles são uma variação dos neurologicamente ”comuns” (no entanto, com evidentes diferenças cognitivas qualitativas visto que os destros acessarão melhor as vantagens do lado esquerdo enquanto que os canhotos puros por sua vez, acessarão melhor as vantagens do lado direito. Já os ambidestros tenderão a acessar pouco os dois lados, de uma maneira especializada) e que portanto, é improvável que alguma organização anômala potencialmente desvantajosa possa ser a condição estatisticamente comum deste grau de lateralidade se os testes de inteligência não demonstraram nenhuma diferença significativa. É ainda interessante pensar que os testes de qi são testes convergentes de inteligência e que portanto estão melhor adaptados aos destros do que aos canhotos, que são muito mais suscetíveis de terem maior ativação cerebral do lado direito. Ainda assim, parece que os canhotos ”puros” não se diferem muito em relação aos destros em testes de qi.

As diferenças significativas de inteligência entre os canhotos, poderia ser interpretada por meio da existência de subgrupos em que os canhotos puros seriam os ”canhotos originais” ou ”predominantemente genéticos”, que exibem inúmeras vantagens cognitivas pelo fato de terem maior acesso ao lado direito do cérebro, enquanto que os canhotos com baixas pontuações de qi, dentre outras ”anomalias”, seriam os ”canhotos criados no útero”, onde ainda será possível encontrar subgrupos altamente criativos ou com outros talentos, ainda que também seja encontrado um grande número de tipos disfuncionais, como os esquizofrênicos, criminosos, alcoólatras etc.

No entanto, eu sou reticente quanto à ideia de que exista uma forma de canhotismo que não seja genética, se praticamente o mesmo padrão de distribuição espectral de lateralização é encontrado em todas as populações humanas. Pode não ser diretamente genético, mas ainda se baseará em predisposições indiretamente genéticas ou mais variáveis quanto aos resultados.

 

Canhotos e renda

Estudos longitudinais nos EUA, Reino Unido e França encontraram que, especialmente no caso dos homens canhotos, existe uma relação positiva entre canhotismo e  elevada renda. Alguns estereótipos modernos sobre os canhotos foram confirmados no estudo francês como por exemplo uma maior representação deles em certos nichos criativos e esportivo. A renda está positivamente relacionada com maiores níveis de inteligência-qi, por razões óbvias. Outros estudos encontraram resultados díspares de ganhos de renda e lateralidade, particularmente para o canhotismo. Todas estas disparidades encontradas nos estudos sobre lateralidade parecem se relacionar embrionariamente para com o desprezo habitual em relação às diferenças existentes entre os tipos de canhotos e especialmente os canhotos ”puros” e os ”mistos”.

Se os canhotos ”puros”, em sua maioria, não são o resultado de eventos epigenéticos durante a gestação, que se relaciona com aleatoriedade de resultados (roleta russa) e que portanto não apresentam diferenciação significativa de suas respectivas configurações mentais, apesar das diferenças qualitativas evidentes, então é de se esperar que, não existam diferenças significativas de ganhos monetários ou de renda em comparação aos destros ou até mesmo que exista uma superioridade, visto que os canhotos ”puros” não só não apresentam anomalias neurológicas significativas mas também teriam vantagens cognitivas pelo fato de terem maior ativação cerebral do lado direito do cérebro.

O estudo de Harvard que postei neste texto sobre os resultados díspares encontrados nos estudos sobre lateralidade e renda, parece ser mais conclusivo e fazer mais sentido partindo-se do pressuposto que os canhotos estão divididos em vários subgrupos cognitivos e que enquanto alguns estão super adaptados às demandas modernas, outros estarão em diferentes circunstâncias neurológicas e com diferentes respostas às interações sócio-educacionais. Apesar da relação direta entre qi e renda, as maiores pontuações de qi não se relacionarão significativamente com riqueza monetária, especialmente porque outros fatores biológicos como os traços de personalidade, também apresentam um papel fundamental para a busca por aquisição de dinheiro. Inclusive, parece existir claramente uma relação com os traços de personalidade psicopática que quando combinados com alto qi, podem produzir as condições biocontextuais ideais para o enriquecimento financeiro individual. Em resumo, a renda se relaciona com qi até um determinado limite, em que a relação tenderá a decair. Meu palpite é de que os canhotos puros geralmente terão maiores ganhos de renda do que os destros enquanto que os canhotos mistos serão mais comuns entre aqueles com baixos ganhos se a doença mental ou ”personalidades extremas” se relacionam em média com menor renda de qualquer maneira.

Ainda é interessante pensar sobre as descobertas que os cientistas do neuropolitics encontraram sobre ”liberais” e ”conservadores”, ao menos nos EUA. Pelo que tudo indica, apesar do maior nível de escolaridade e maiores ganhos de renda em média, os liberais brancos tenderiam a ser menos propensos a pertencer à super elite do que os conservadores. Eles também encontraram que entre os liberais, haveriam mais pessoas com maior ativação cerebral do lado direito e como consequência, um maior número de canhotos e ambidestros, visto que enquanto 27-35% dos canhotos apresentam esta lateralização distinta, somente 4% dos destros o fazem. O liberalismo parece se relacionar a menor competição que por sua vez se relaciona com a falta de traços de personalidade que produzem a vontade de competir.

Se os canhotos são em graus o oposto dos destros, então é de se esperar que, enquanto os homens canhotos tendem a ser mais afeminados, as mulheres canhotas tenderão a ser mais masculinizadas. A capacidade de dominação, um componente importante sobre status social e consequentemente financeiro, pode nos ajudar a explicar parte da discrepância de renda entre canhotos e destros, ao menos nos EUA.

Outras explicações podem ser levantadas, partindo-se da ideia de que o assunto em si abre brechas para várias interpretações. Por exemplo, a natureza aleatória do qual uma boa parte dos ”não-destros” foram submetidos para a sua produção, pode ser influenciada por várias intempéries ambientais que por sua vez, variarão consideravelmente de acordo com a contextualidade local bem como de acordo com fatores climáticos, de poluição etc…

Um mundo mais poluído pode ter sido um dos responsáveis pelo desencadeamento da ‘epidemia’ de autismo nas populações dos países industrializados e não é preciso estipular que as mães de crianças autistas tendem a ter alto testosterona. Parece que em alguns lugares distantes e relativamente menos poluídos como no Uzbequistão, os canhotos no geral e sem análises específicas, tem ganhos monetários maiores do que os destros, segundo um estudo.

A conclusão sobre os estudos de lateralidade e renda, e muito provável que também se aplicará para as outras variáveis como inteligência,  é a de que a renda enquanto um atributo relativamente relacionado com inteligência, especificamente a inteligência-qi, nos revelou superficialmente dois aspectos cientificamente conhecidos  sobre a etiologia biológica do canhotismo, a sua aleatoriedade e consequente subdivisão de tipos, esta que se encontrou estatisticamente representada e ou expressada.

Para qualquer aspecto sobre lateralidade, a análise de todas os graus de variações se encontrará substancialmente necessária, independente de quaisquer que sejam os fatores, visto que parece cada vez mais conclusivo a importância desta atenção aos detalhes sobre a biologia espectral da lateralização cerebral.

Uma hipótese quanto à variedade de resultados que tem sido encontrado na pesquisa sobre lateralidade, é a de que diferentes pressões seletivas podem estar sendo incididas em diferentes populações, de diferentes contextos sociais e em diferentes localidades geográficas. Sendo a lateralidade, uma manifestação do polimorfismo da diversidade interna da espécie humana, por lógica, acredita-se que haverá uma maior variação genética dentro das populações menos neurologicamente lateralizadas. Isso explicaria em parte ou consideravelmente, os resultados díspares até agora encontrados.

No próximo texto, eu irei discutir sobre os resultados encontrados sobre a relação entre lateralidade e ”inteligência”.

 

 

 

 

A simplicidade da razão

 

Béla senta ao sol de Buda, contempla à multidão muda,

Cheira ao café árabe, refresca com o seu suor o que as lágrimas aquecem

 

Inevitável existência de sentir, louvável és a simplicidade

Pensamento brota sem  a ”educação”, só olha e lá se encontrará a verdade

 

Sem condicionamento, sem o aprendizado mecânico, sem o treinamento adestrado

Basta olhar e esperar que o pensamento alado irá lhe contar

 

Onde repousa a neutralidade e o julgamento concreto e justo,

se mata com a espada de São Jorge o dragão de três cabeças, a besta chamada educação

 

A supérflua rede de conveniência se dissolve

quando não luta ou não lembra daquilo que não é importante,

 

Não há nada o que fazer quando se deseja pensar por conta própria,

os olhos bastam,

 

Se não há visão, todos os outros sentidos se configurarão

e te fará sentir o mundo como ele é e sempre foi, desde então

 

O labirinto do condicionamento não vai mais poluir a sua mente,

analise o mundo dos humanos como quando analisa o mundo natural,

à contemplação,

 

Seus julgamentos serão justos, à neutralidade

amará tanto a reta, quanto a curva

 

A partir disso, amará a si mesmo e freará o animal que ainda dorme em você

Torne a si mesmo o seu verdadeiro humano,

 

Não julgue com zelo, mas com destempero

e encontrará todas as respostas que sempre buscou

sem a necessidade de malabarismos mentais

 

O teu labirinto não é a tua própria mente,

são as mentiras, tal como uma serpente, que estrangulam a sua liberdade,

de pensar primeiro que qualquer um, pensar para si mesmo

 

Mas para buscar a verdade,

só basta sentar em um banco de qualquer praça

e observar

 

Tudo aquilo que seus olhos verão,

serão as verdades  de que tanto procura

 

 

 

 

 

 

A raposa é politicamente incorreta

Que Deus abençoe esta coisinha bunitinha do papai!!

 

A evolução inconsciente das espécies geralmente, tem durado de milhares a  milhões de anos até o aparecimento de mudanças morfológicas e comportamentais significativas. No entanto, o ser humano, sendo o único ser vivo altamente consciente, especialmente a partir de ‘agora’, se tornou hábil para produzir a evolução de si mesmo e de outras espécies em tempo recorde. No final das contas, a evolução das espécies em si tem sido muito lenta, somente porque não tem até então existido algum ser plenamente consciente que pudesse promover essas mudanças de maneira rápida e programada. O experimento das raposas na Sibéria é um exemplo gritante daquilo que estou tentando dizer aqui. Por meio das mãos do homem, foi possível domesticar um grupo de raposas selvagens, selecionando os tipos mais dóceis dentre elas e fazendo-os procriar entre si. Em pouquíssimo tempo, os resultados começaram a aparecer. Em poucas gerações, as raposas, que antes pertenciam à ”natural” cepa selvagem de sua espécie, caminharam de geração em geração para o tipo domesticado que a equipe russa revelou ao mundo recentemente.

Uma das implicações ”politicamente incorretas” deste experimento se relaciona a uma das mudanças morfológicas que este grupo de raposas sofreu, o processo de clareamento da pele e da pelugem. Em outras palavras, a pomba da paz é branca! As implicações sobre estes achados são tão profundamente politicamente incorretas que não é necessário se prolongar muito para explicá-lo, basta dizer que

sim, não é somente a cor da pele

mas também o pacote diversificado de características que estão relacionados a ela. As respostas alternativas ou mais profundas que nós buscávamos para responder adequadamente a um oponente hipotético sobre o porquê das diferenças raciais serem reais já não são urgentemente necessárias se a pele não tem como única função, o enfeite, da mesma maneira que a superfície do solo não é somente uma superfície de solo onde nós pisamos e onde a vida local emerge e vive.

Se as raposas domesticadas são mais inteligentes que as raposas selvagens, isso já é outro papo, ainda que com resultados parecidos. Poderíamos comparar entre nós mesmos, seres humanos, para ver até onde a domesticação pode proporcionar o aumento da inteligência. Como eu acredito plenamente que devamos enxergar sob diferentes perspectivas e que não temos de escolher entre elas, visto que todas são perfeitamente cabíveis em seus respectivos lados, parece que assim como no caso dos seres humanos, a domesticação de fato provoca o aumento de um tipo de inteligência entre as espécies, que eu tenho denominado de inteligência técnica ou qi. Os animais selvagens são inteligentes mediante as suas perspectivas como mestres do seu jogo evolutivo. Em outras palavras, eles são bons na capacidade de sobreviver à sua maneira, são autodidatas. Em compensação, os animais domesticados estão constantemente aprendendo, o que é basicamente o oposto do que esperamos entre as cepas selvagens. Isso se relaciona com a ideia de educação. O cérebro mais neotênico está aberto para novas informações, que cria uma mente mais influenciada pelo ambiente. Em compensação, o cérebro mais atávico, já nasce pronto, com pouca abertura para o aprendizado mediante a interação cotidiana com as intempéries ambientais. Os seres humanos mais inteligentes, partindo-se desta premissa geral, serão então mais influenciados pelo ambiente do que os seres humanos menos inteligentes, se a neotenia é basicamente o processo de maior encefalização em comparação ao resto onde o cérebro ocupará um espaço proporcional maior em comparação ao corpo. Mas não podemos reduzir todas as transformações evolutivas que variam consideravelmente de espécie em espécie somente com a dualidade selvageria e domesticação e sabemos que todo o pesadelo do pensamento binário e simplista encontra-se em sua desfragmentação mediante a construção lógica de uma linha espectral. Todas as espécies apresentam uma diversidade interna de tipos, que são basicamente as variações de graus de selvageria e docilidade.

A raposa doméstica será mais esperta para aprender coisas novas enquanto que a raposa selvagem já nascerá com uma programação hereditária e genética de comportamentos e portanto será menos apta para aprender novos condicionamentos. Isso é um avanço significativo para a inteligência da raposa, mas com custos altos visto que ao se tornarem domesticadas elas também caminharão para se tornar completamente dependentes dos seres humanos.

Implicações para os seres humanos

A partir do momento em que sabemos que todo o processo de domesticação, provocará a redução significativa da agressividade e o aumento da inteligência técnica bem como do tempo para o aprendizado, então seria interessante pensar se eventuais intervenções ”não poderiam” (é claro que poderiam e devem ser feitas) ser feitas na própria humanidade visando acabar com toda a cadeia de conflitos evitáveis que emanam especialmente das pessoas que denominamos como ”estúpidas”, mas que são tipos atávicos que estão mal adaptados em nossos ambientes urbanos.

Pele branca, albinismo e neotenia

Estudos realizados na Tanzânia, entre a população negra habitual e a de albinos, encontrou que, apesar das pontuações similares de qi, os albinos apresentavam diferenças de comportamento e eu poderia também dizer, de personalidade, em comparação aos negros, que se relacionava com os traços vantajosos para a aquisição de conhecimento, ”aka” educação.  Existe inclusive um estereótipo recorrente entre os locais em que se acredita que os albinos sejam mais inteligentes.

Estes achados são surpreendentes, visto que os albinos africanos são filhos, na grande maioria das vezes, de pessoas negras, típicas da região. Parece visceral a relação entre maior inteligência e a presença de genes recessivos, expressados ou não, que são responsáveis pela coloração mais clara. Não é necessário ir tão longe da realidade africana em termos de melanina, para que possamos notar que a inteligência humana, em sua gênese, é promovida pelos genes recessivos que diminuem a produção de melanina.

Albinos africanos não são brancos em um sentido racial, eles ”só” tem um quantidade extrema reduzida de melanina. No final das contas, eles fazem parte da diversidade intra-racial dos negros subsaarianos.

 

Uma proposta

 

Uma maneira de fazer a raça negra evoluir sem a necessidade do acasalamento com populações euroasiáticas, seria por meio da promoção de casamento e procriação de albinos africanos com pessoas negras, que assim como no caso do experimento com as raposas, serão escolhidos mediante os seus atributos psicológicos mais favoráveis para a cooperação e não para a competição.

A domesticação se dá especialmente por meio da estrogenização do homem, em que os machos menos agressivos são promovidos para procriar com as fêmeas, que no geral serão menos agressivas que os machos de qualquer maneira.

Como eu acredito que o aparecimento do albinismo na espécie humana se deu da mesma maneira que nas outras espécies, ou seja, somente por uma questão de mutação aleatória que apresentou-se como vantajosa e passou a ser selecionada, então eu também posso inferir, afinal eu sou um Santo, acima do bem e do mal, que as variações de pele clara e especialmente a pele rosada típica dos norte europeus, pode ter sido o resultado da decantação do albinismo, da mesma maneira que os olhos verdes são uma decantação dos olhos castanhos ou dos olhos azuis. A combinação de pessoas com diferentes variações de coloração de pele e neste caso estamos falando de extremos, caminhará ao longo do seu percurso por produzir a sua própria diversidade de tipos, isto sem falar dos encargos correlativos à redução da melanina. O aumento dos genes recessivos que reduzem a melanina se relacionará também com o aumento de genes que promovem a cooperação e não a competição.

O casamento de um número minoritário de albinos dentro de uma população negra, composta por pessoas dóceis e com potencial para a cooperação, acabaria com o racismo que as pessoas negras decentes sofrem injustamente, por causa da disfuncionalidade significativa dos seus ”irmãos” menos simpáticos. Tal como as raposas, em pouco tempo, especialmente mediante as medidas que poderão e ou deverão ser tomadas, esta população de africanos continuará a exibir as suas características típicas da raça, porém com uma redução da melanina e o aumento da inteligência cooperativa ou técnica.

Enfim, só mais um achismo deste louco que vos escreve.

 

Super heterozigoto, gênio e homozigoto, quando a psicopatologia não luta contra a mente do portador

 

Todos os transtornos mentais ou personalidades extremas apresentam vantagens cognitivas em suas formas mais brandas. Mas a ”loucura” será ainda mais vantajosa se puder ser  herdada em doses menos homeopáticas do que somente até uma certa margem de segurança. É justamente aí, entre o portador super heterozigoto e o homozigoto das personalidades extremas, que se localizará o gênio criativo.

 

Mais do que um pouco de loucura para produzir o gênio

 

O problema principal da ”loucura” não é a loucura em si mas a incapacidade de contê-la e de acessá-la com consciência. A maioria dos ”loucos” sabem de sua loucura mas não conseguem compreendê-la e portanto não tem controle sobre ela.

Os portadores super heterozigotos tem o domínio sobre o ”pouco” de loucura que tem, mas eles não serão capazes de produzir trabalhos transcendentais, de gênio, ainda que seja muito possível denominá-los como semi-gênios, tanto os homozigotos ”loucos” de alto funcionamento ou funcionais quanto o super heterozigoto.

Os gênios criativos se localizam em sua maioria entre estes dois tipos porque eles herdarão as vantagens de cada um, em uma certa quantidade que não inibirá a loucura de correr livre mas que também terá controle sobre isso. Portanto, a combinação destes dois elementos produzirá o gênio criativo visto que o mais alto nível de criatividade se refere diretamente com grandes predisposições para a ”loucura”. É interessante notar que o gênio apresentará predisposições mas não nascerá louco de imediato, ele tem um relativamente grande potencial para se tonar um. O louco tem uma mente que é incapaz de discernir qual das informações que está captando intensa e aleatoriamente será mais útil para produzir ideias criativas. O seu potencial é a capacidade inata de não desprezar nenhum estímulo ou informação oriunda do ambiente. O seu déficit é a inexistência de um filtro e portanto de auto-controle. Se não fosse por isso, todo o esquizofrênico seria um gênio em potencial.

O super heterozigoto é um híbrido de ”neurotípicos” e ”neurodiversos”, como um mulato é filho de uma pessoa branca e uma pessoa negra. Todas as características dos híbridos tenderão a cair na metade do caminho entre as suas populações fundadoras. A ”loucura” dos loucos é muito menos intensa entre os super heterozigotos ao mesmo tempo em que o autocontrole neurotípico será menos severo, até para que o mesmo tenha a tolerância para o seu lado louco visando a produção de  ideias criativas.

Algo que já é relativamente conhecido pelo grande público é a de que o gênio tende a gravitar entre a loucura e a normalidade, como se isto fosse uma nova dimensão.

 

Patogenia, patógenos, patógenos metamórficos e ”genes”

O planeta Terra em seus primórdios era extremamente instável e inabitável. Poderia-se dizer que era desarmônico, porque a vida nasceu da harmonização dos elementos. O ser humano, como uma espécie de planeta em si, também pode se apresentar sob diversos aspectos. O portador homozigoto das personalidades extremas ou transtornos mentais, seriam como o Planeta Terra ainda em seus primeiros dois a três bilhões de anos. Sabe-se que estamos a todo momento interagindo com patógenos e que é muito provável que as personalidades extremas sejam uma acumulação de patógenos que co-evoluíram com a espécie humana e isso explica a incidência universal das mesmas em todas as populações. No entanto, é equivocado constatar que somente os portadores destas condições é que carregam em si estas interações. Todos nós temos, em maior ou menor grau os mesmos patógenos que tornam a vida de um esquizofrênico praticamente inoperável. Os parentes próximos dos homozigotos bem como os indivíduos que herdaram uma maior quantidade dos ”genes” que predispõe a esquizofrenia, o exemplo que estou usando, exibem talvez a metade dos ”genes” que normalmente estão acumulados entre os esquizofrênicos.

Pense no Império Romano quando começou a contratar soldados germânicos, quando passou a ter todas as suas fileiras ocupadas por soldados estrangeiros e quando estava à beira da queda, alguns anos antes de 375 a.c. Esta metáfora serve perfeitamente para mostrar como funcionam os organismos mente-corpo dos seres humanos neurologicamente comuns até os portadores homozigotos das personalidades extremas.

O patógeno coevolutivo que provoca a esquizofrenia, está parcialmente domesticado em super heterozigotos e gênios, estes que eu denomino como patógenos metamórficos, enquanto que está praticamente domesticado entre os neurologicamente comuns.

Patógenos metamórficos podem ser entendidos como mutações, um estado microbiológico localizado entre a patogenia e a domesticação patogênica ou genética.

Os gênios criativos encontram-se entre a parcial domesticação patogênica dos super heterozigotos e a patogenia coevolutiva que caracteriza as personalidades extremas.

 

Conclusão

O gênio é o único que é capaz de acessar, tolerar ou suportar, ao menos até um determinado tempo de vida, altas doses de ”loucura” ou dissociação cognitiva e que resulta na produção volumosa e de alta qualidade de criatividade. O super heterozigoto tem pouco para acessar em comparação ao gênio enquanto que o homozigoto não tem capacidade para acessar o seu potencial tesouro criativo.

Enquanto metáfora, os patógenos se transformam em ”genes” ou patógenos harmonizados ou domesticados, como os elementos que sustentam a vida complexa na Terra, por etapas que podem ser observadas em indivíduos. Os patógenos durante o processo de domesticação e harmonização com o  seu ambiente, foram denominados (por mim) como patógenos metamórficos.

Justificando o título, o louco luta contra os patógenos coevolutivos, o gênio consegue dominá-lo e acessar as potencialidades destas interações por um tempo enquanto que o neurologicamente comum não tem consciência desta luta interna, apesar de usufruir de suas vantagens.

 

 

 

Nem todas as conquistas humanas que serão de gênios … mais os três mitos mais comuns sobre eles

 

 

 

O termo ”gênio”, necessita de uma denominação concreta, coesa e abrangente mediante uma determinada urgência visto que enquanto uma entidade simbólica  de talento extremo, este caminhará para uma crescente degradação conceitual. Como resultado, deve-se tirar da cabeça que o gênio é o produto e reinterpretá-lo como uma predisposição genética para a produção de altíssimo impacto ou valor.

 

Nem todos os grandes empreendedores são de gênios

 

O gênio é aquele que, enquanto provido de muito alto talento criativo, caminhará para produzir inovações de grande magnitude em seu campo de especialização. O trabalho de gênio é o equivalente ao ”trabalho de Deus ou da criação” de acordo com uma perspectiva metafórica bíblica. Em um mundo cheio de produtos de gênio, a maioria daqueles que melhorarão estes produtos, serão os empreendedores, muitos deles de eminência cultural ou social, mas não serão de gênios, porque estes quase nunca trabalham para manter a ordem estabelecida, mas para quebrá-la, revolucioná-la ou evoluí-la de uma maneira que se encontrará irreconhecível no final da ação.

A tendência moderna para confundir o alto empreendedor com o gênio criativo tem apresentado um impacto muito negativo para que a conceituação e posterior caracterização do gênio possa ser efetuada e para que o termo deixe de significar ”apenas” o produto ou uma fenomenologia.

 

Extrema imaginação e ”duas vezes excepcional”

 

Uma das características mais evidentes da extrema criatividade é a extrema imaginação, isto se as duas não poderiam ser consideradas como sinônimos de uma mesma panaceia de traços comportamentais e cognitivos.

Os alto empreendedores tendem a ter uma imaginação ou capacidade imaginativa acima da média, mas uma extrema imaginação significará um flerte para a ”loucura”. Esta situação é muito improvável de ser para a maioria dos altos empreendedores (alto qi, neurologicamente comum) porque são conhecidos pela excelente saúde mental. Não é que os gênios sejam mentalmente doentes, mas é que todo o extremo representa um desvio da média e portanto do equilíbrio ou funcionalidade.

A psicologia moderna encontrou um termo bem como uma caracterização que pode nos ser útil para definir o gênio não mais como um fenômeno ou o produto, mas como um conceito próprio centralizado. Este termo é o ”duas vezes excepcional”.

As pessoas que são rotuladas com este conceito se assemelham quase que perfeitamente com todos os relatos históricos bem como com os trabalhos recentes sobre a natureza do gênio, com exceção do famoso trabalho de Lewis Terman, altamente tendencioso e que deu início à confusão entre alto empreendedor (neurologicamente comum de alto qi) e o gênio criativo.

A denominação ”duas vezes excepcional” se refere tanto à uma excepcionalidade cognitiva quanto à uma deficiência, objetiva ou subjetiva.

Uma das características psicométricas dos ”duas vezes excepcional” é a significativa assimetria em suas pontuações de qi. Estas diferenças bem como os próprios testes de qi em si, reverberam as características mais gerais do cérebro como a lateralização. A assimetria nas pontuações em testes psicométricos também representam predisposição para a extrema especialização cognitiva, que emula em níveis bem mais moderados a Síndrome de Savant. Esta condição rara é a prova de que algumas pessoas nasceram e ou foram projetadas pela natureza para pintar, fazer cálculos ou tocar instrumentos musicais. As habilidades savant, necessariamente não se relacionam somente ou especialmente com ”talento extremamente específico” mas principalmente com a capacidade inata para encontrar padrões ou sistemas e reproduzi-las com exatidão. O ouvido absoluto não serve somente para a música.

Além destas características clínicas, os ”duas vezes excepcional” também se caracterizam e se destoam dos ”alto empreendedores”, por causa da maior incidência (significativamente estatística) de transtornos, tanto da mente quanto do corpo.Um excesso de doenças auto-imunes como alergias e inflamações hereditárias, bem como vários outros tipos de anomalias, serão mais comuns neste tipo do que em relação aos ”altos empreendedores” ou superdotados bem como em relação às pessoas comuns. A maioria das biografias dos gênios historicamente reconhecidos, retratam também um excesso de problemas de saúde bem como também de anomalias congênitas.

 

Androginia sexual e o gênio

Os ”alto empreendedores” (alto qi e neurologicamente comum) geralmente tendem a apresentar características sexuais andróginas. Os homens de alto qi tendem a ser menos masculinos que suas contrapartes de categorias cognitivas inferiores enquanto que as mulheres de alto qi tendem a ser menos femininas.

Esta tendência andrógina encontra-se mais intensa entre os ”duas vezes excepcional”. Por exemplo, os portadores da síndrome de Asperger, segundo vários estudos bem como de percepções e da própria lógica, são consideravelmente mais andróginos do que os neurotípicos, onde é comum (praticamente a regra) o homem ser afeminado e a mulher masculinizada. Entre os aspies e os autistas de ”alto funcionamento”, por causa da androginia sexual, existem elevadas taxas de homossexualidade, lesbianismo e assexualidade. Segundo as biografias dos gênios historicamente reconhecidos, as taxas de fecundidade bem como de matrimônio, foram consideravelmente menores (abaixo da reposição) em comparação aos comuns. Os ”duas vezes excepcional” também tendem a ter poucos filhos. Muitos gênios historicamente reconhecidos do passado, eram de homossexuais e assexuados bem como de muitas mulheres geniais.

 

A maioria dos gênios não foram e não são iminentes

A eminência social do gênio depende (infelizmente) das demandas contextuais do período histórico em que está a viver. As sociedades humanas complexas estão organizadas de maneira hierárquica onde as necessidades das elites encapsulam quais produtos de gênio e ou de alto empreendedores que devem ser valorizados. Este processo seletivo agrava a sensação de extrema raridade do gênio, mas na realidade, uma pequena minoria entre eles será socialmente reconhecida.Os gênios políticos, sociais ou culturais que lutam contra a ordem estabelecida, ou são socialmente ostracizados ou são fisicamente eliminados.

A classe social também tem um papel importante no reconhecimento da genialidade bem como respeito à autoridade. É bem provável que muitos gênios pobres e ou incompreendidos tenham perecido sem deixarem as suas marcas na memória cultural de suas respectivas nações.

Mesmo uma grande parcela dos gênios historicamente reconhecidos só ganharam admiração depois da morte. A maioria das pessoas nos países ocidentais (eu acredito) tem uma vaga ideia de quem foi Isaac Newton, porque são obrigadas a estudar as suas teorias na escola.

Os ”duas vezes excepcional” podem se tornar altos empreendedores, em um sentido utilitário, e muitos altos qi’s podem não se ”tornar”. Os ”alto empreendedores” melhoram, sofisticam ou expandem o trabalho ou produto do gênio. Dependendo da aparência, esta melhoria pode se assemelhar com o trabalho de gênio e assim ser reconhecida. Mas o trabalho do gênio é principalmente a revolução radical dos pressupostos anteriormente concebidos ou no mínimo uma melhoria a um nível tão significativo que possa ser quase que como uma revolução, apesar do caráter mais cirúrgico.

Na maioria das vezes, a exposição e valorização do produto de gênio dependerá da aprovação das elites ou de consenso popular. Em outras palavras, não existe uma real meritocracia onde todas as ideias de alto valor são ”aceitas” e introduzidas em nossas sociedades. Se não existe melhoria significativa da sociedade sob todos os aspectos, é porque a maioria dos produtos de gênios não estão sendo reconhecidos, valorizados e executados.

 

O dogma da igualdade como um exemplo da sub-valorização do trabalho do gênio

Eu tenho o palpite de que, neste período cronológico em que vivemos, dois nichos de ocupação exclusivos serão os hábitats dos gênios da modernidade, o movimento Hbd e a alta cúpula do projeto ”genêsis” liberal. Um gênio que se preze, jamais acreditará em dogmas e especialmente em dogmas de analfabetismo funcional como é o igualitarismo. Mesmo os gênios que publicamente se demonstram ingenuamente favoráveis ao dogma da ”igualdade”, na verdade, apresentam camadas geológicas de conhecimento por debaixo do véu desta sanidade contextual.

Em uma sociedade onde os trabalhos ou ideias dos gênios estivessem sendo reconhecidas, não haveria a hegemonia do liberalismo social, cultural ou político, visto que além de ser logicamente anti-criativo, isto também se configurará em uma estratégia anti-inteligente ou anti-intelectual. Como foi dito acima, também haveria uma melhoria significativa da qualidade de vida sob todos os aspectos e perspectivas.

Nas modernas sociedades ocidentais dogmáticas, somente ou especialmente os trabalhos dos gênios matemáticos bem como de seus empreendedores que estão sendo reconhecidos e aproveitados, enquanto que entre os ”gênios verbais”, somente os arquitetos do projeto liberal que estão auto promovendo as suas ideias e paralelamente trabalhando contra a diversificação e consequente dissidência de ideias para que o conformismo continue a trabalhar para a morte lenta do Ocidente e da raça branca. O movimento Hbd, o mais sofisticado dos braços de dissidência contra o projeto liberal, é um dos nichos intelectuais que eu acredito que se concentrará uma grande quantidade de gênios, resultado da clara presença significativa de ”altos empreendedores”.

O mito da super extrema raridade do gênio, do seu desaparecimento na sociedade moderna e da inexistência de padrões biológicos que o produzem

O mito da super extrema raridade dos gênios se baseia na ênfase somente no número de gênios eminentes e também na incompleta perspectiva do gênio como o produto final, a sua própria obra e não a si mesmo.Como eu mostrei neste texto, existe uma decantação contextual dos trabalhos de gênio e portanto de seus criadores, em que uma boa parte dos produtos que são contrários ao projeto ”da situação” ou hegemônico, são descartados. Portanto, a maioria dos gênios criativos não são reconhecidos, identificados (muitos deles precisam de tutores)) ou são mal compreendidos. Mesmo com  reconhecimento da existência de gênios que não foram reconhecidos, o percentual de gênios ainda será baixo, mas não no mesmo nível extremo que tem se acreditado.

Mediante o aumento da burocracia e da mecanização organizacional do trabalho na sociedade ocidental, os insights criativos e a intuição foram ostracizados dentro dos meios acadêmicos e intelectuais, especialmente por causa da universalização do ensino público conjuntamente com a padronização do sistema ”meritocrático”. O mundo moderno não foi produzido para favorecer os gênios. O aparecimento da psiquiatria farmacológica e a crescente patologização oficializada de desvios anormativos de comportamento, contribuiu consideravelmente para a identificação e ostracização dos gênios criativos potenciais.

Todos estes fatores trabalham contra a promoção e consequente visualização dos gênios e de seus produtos. Os poucos gênios que chegam à eminência, assim como no passado, são favorecidos por uma ampla diversidade de variáveis ambientais, entre elas a sorte de estar no lugar certo na hora certa. Muitos gênios, por causa de suas mentes criativas e potencialmente desorganizada, não conseguem desenvolver trabalhos acadêmicos, que reverberam a natureza burocrática hegemônica do suposto sistema meritocrático moderno. Trabalhos impecavelmente metódicos, detalhistas e estruturalmente hierárquicos e lineares, são uma impossibilidade para o caos aleatório em que se consiste a mente criativa.

Além destes mitos estatísticos quanto à população de gênios criativos, mitos de outras naturezas também se popularizaram e pode-se dizer que a equivocada ideia do gênio como o produto ou a obra é o principal culpada por isso. Um deles é a ideia de que o gênio não tem uma natureza biológica ou hereditária mas se consiste na ”vontade”.

Estudos sobre a relação dos hormônios sexuais com a inteligência (qi) encontraram que o excesso de testosterona geralmente prejudica o desempenho intelectual. No entanto, esta realidade tem um limite, onde até uma média de 120 de qi, ela será verdadeira. A partir deste limite, o aumento do testosterona não é só estatisticamente correlativo como também aparece como um fator causal para aumentar a inteligência. Porém, a influência dos hormônios sexuais parece ser um pouco mais complexo do que isso. Os autistas por exemplo, em que provavelmente a maioria daqueles que são funcionais e que poderiam (deveriam) ser classificados como ”duas vezes excepcional”, são sexualmente andróginos. É esperado portanto que padrões hormonais invertidos dos pais potencialize o aparecimento dos gênios criativos, se a grande maioria deles pertencerá à mesma categoria que os autistas funcionais, ou seja, os ”duas vezes excepcionais”. Portanto, a maior exposição do testosterona materno no útero é um desencadeador potencial para o aparecimento do gênio criativo assim como também de toda a neurodiversidade.

 

 

 

 

A principal causa para a baixa fecundidade dos casais inteligentes, a burocracia

Uma sociedade burocrática trabalha em dobro contra a promoção e difusão gênica da alta inteligência por duas vias, ao favorecer o humano tecnicamente inteligente e de baixa criatividade e ao tornar o caminho  para a fecundidade muito mais problemático para os casais mais conscientes e presume-se, mais inteligentes.

A burocracia seleciona o tipo de inteligência que predomina nas sociedades asiáticas e que se caracteriza por especialização técnica, elevada funcionalidade multidinâmica (socialização, trabalho técnico especializado…) e elevado conformismo. Estes 3 traços se relacionam intimamente porque para que se possa socializar perfeitamente, é necessário ser conformista e portanto concordar com os mesmos princípios sociais e culturais do grupo a que se pretende acoplar. A melhor mentira é a que será a mais verdadeira. Portanto, a socialização requer falta de autoconsciência para que possa ser natural e franca e este déficit é um dos fundamentos mais característicos da estupidez humana.

Burocracia como uma barreira contra a procriação dos mais inteligentes

A burocracia das sociedades modernas trabalha diretamente contra a seleção econômica dos gênios criativos, porque impõe uma forte competição dentro do grupo e sub-seleciona os seus talentos individuais. A burocracia trabalha indiretamente contra os mais inteligentes, que não são gênios criativos, porque impõe regras cronológicas desfavoráveis para o estilo de pensamento a longo prazo do grupo, apesar de selecioná-los para as profissões de classe média mais rentáveis.
Os mais inteligentes e mais conscientes, tendem a produzir crianças quando estão em uma situação segura tanto a nível social quanto a nível financeiro. Para que se tenha segurança econômica, geralmente, é necessário trabalhar por ao menos uma década, e isso é uma realidade especialmente para a área da educação superior. O auge da produção intelectual de cientistas e professores universitários se dá entre os 25 e os 45 anos. Mediante as necessidades específicas desta classe, os encargos de uma criança ou mais, são calculados na ponta do lápis resultando no adiamento da procriação até o momento mais favorável. É provável que outros fatores como por exemplo, uma menor fertilidade biológica, possam contribuir para favorecer ao perfil de família pequena que as camadas mais inteligentes costumam produzir.

A burocracia é uma panaceia de rituais de natureza linear, sequencial e hierárquica, que abarca a totalidade das atividades econômicas, sociais e culturais da sociedade moderna ou com estrutura moderna, como no caso da milenar civilização chinesa.

Como resultado, acredita-se que todos os cidadãos devam passar por etapas de ordem crescente para que possam exercer as suas funções utilitárias. A escola, a universidade, a procura por empregos e finalmente a estabilidade econômica, social e a procriação. Este modelo foi desenvolvido para que todos em condições normais de temperatura e pressão, possam funcionar adequadamente durante toda a vida. No entanto, são poucos aqueles que conseguem cumprir com todos os predicados. Quanto maiores forem as exigências, mais encargos e mais demorada será a conquista da estabilidade financeira. Esta, não necessita essencialmente de qualidade na quantidade, isto quer dizer, o acúmulo significativo de dinheiro, para que possa funcionar bem para que uma família hipotética de classe média possa ser produzida. O mais importante é o equilíbrio acima de tudo. No entanto, como foi dito, os desafios são maiores para quem é mais inteligente, isso sem falar que as suas funções tendem a ser sub-valorizadas financeiramente falando.

A maior parte dos casais (tecnicamente) inteligentes farão muito bem quanto as demandas linear-utilitárias, mas paradoxalmente, o sucesso profissional sacrificará o  sucesso reprodutivo. Esta não é a realidade para as camadas mais medianas da inteligência humana, especialmente aqueles com qi ligeiramente acima da média, 101-120 e que são neurologicamente comuns. Este grupo, que representa a maior parte das populações dos países ricos e industrializados, representa o ápice da funcionalidade. Geralmente, eles são bem sucedidos tanto a nível profissional quanto a nível bio-reprodutivo e isto se relaciona visceralmente às suas demandas, que não são tão exigentes e  de longo prazo do que as demandas acadêmicas dos mais inteligentes.
A sub-seleção dos gênios criativos
As profissões criativas são de perfil de elite e geralmente são raras. Além destes dois fatores, muitas outras variáveis também confabulam contra a seleção de uma boa parte dos gênios criativos para este nicho ocupacional. Basicamente, a burocracia, que funciona como uma definidora geral de regras e demandas, trabalha para sub-selecionar os gênios criativos, onde uma pequena minoria deles terão empregos onde poderão desenvolver as suas habilidades de altíssima relevância. A criatividade em uma sociedade mecânica, é vista somente como um conjunto de atividades predominantemente recreativas, como a cultura. No entanto, os gênios criativos não apresentam somente uma veia artística, mas são extremamente variáveis quanto às suas especificidades. Portanto, era de se esperar uma maior presença destes, também na política por exemplo.
Competição acirrada para pouquíssimas vagas
As vagas para as profissões onde se esperaria que fossem naturalmente ocupadas por gênios criativos, são muito poucas e geralmente exigem uma série de princípios subjetivos, que trabalharão contra o caráter do gênio. O resultado disso é a reafirmação quanto à uma das sequelas significativas da hegemonia da burocracia na dinâmica social, a extrema sub-seleção dos espécimes mais criativos e puramente inteligentes da sociedade.
Burocracia, seleção aleatória e inteligência pura
As pessoas mais inteligentes ou verdadeiramente inteligentes são autodidatas e geralmente aprendem por osmose. A presença dos traços que eu tenho elencado para configurar no perfil da inteligência não-contextual-utilitária ou pura, como autoconsciência, criatividade e capacidade de sistematização ou busca por padrões, trabalham conjuntamente para que o aprendizado não seja somente ou especialmente memorizado, mas organicamente entendido e apto para a manipulação.
Os mais inteligentes tem insights, que são o resultado de como as conexões acontecem em seus cérebros, tal como se as ideias e pensamentos, especialmente em relação aos interesses específicos, não fossem descartadas ou colocadas no ”baú do conhecimento antigo”. Como se as ideias e pensamentos das especificidades de interesse continuassem a fluir na mente. Em compensação, os neurologicamente comuns se caracterizam pela cronologia da aquisição, uso e descarte do pensamento. É interessante observar que a configuração cerebral do neurologicamente comum emula o seu estilo de vida bem como as suas estratégias de adaptação e competição.
A burocracia trabalha de maneiras diferentes tanto para conter a fecundidade acima da reposição para a população neurologicamente comum mais inteligente quanto para  sub-selecionar os gênios criativos para as profissões de alto nível que melhor lhe apetecem.
A burocracia pressiona o mais (tecnicamente) inteligente para focalizar em sua realização profissional e posterior melhoria do status social, mas esta escolha resulta no sacrifício da formação da família, em idade fértil e jovem. Um paradoxo, visto que este estilo de sociedade conspira favoravelmente para este tipo, mas o sacrifica na mais elementar das vitórias individuais humanas, a procriação e a propagação dos genes para as próximas gerações.
A burocracia é inimiga da criatividade visto que enquanto se baseia na organização da sociedade em um estilo contrário da mesma, onde as atividades cronológicas são realizadas em sequências e etapas de ordem crescente, a criatividade se baseia na produção atemporal de ideias, sem sequência linear e hierárquica de atividades. Isto quer dizer, um gênio criativo não precisa memorizar em ordem crescente o conhecimento e portanto, toda a organização cronológica da sociedade visando a meritocracia intelectual é irrelevante para os tipos mais criativos. É a extensão do mundo ”lado esquerdo do cérebro” que é a identidade cultural e organizacional das escolas, para a vida adulta. Um eterno tédio.
Os insights criativos não necessitam do acúmulo crescente baseado em memorização do conhecimento, só é necessário a identificação dos tópicos de diferentes conhecimentos visando a produção de novas ideias, perspectivas, pensamentos…
Em resumo, o mundo moderno não foi pensado para os gênios criativos e isso pode ser demonstrado por duas evidências,a ênfase das estruturas orgânicas sociais de seleção ocupacional para a inteligência técnica

 e
a sub-seleção (extrema) de gênios criativos para poucas vagas de alto perfil
Partindo-se da ideia de que os neurologicamente comuns mais inteligentes tendem a produzir em maior quantidade proporcional, pessoas dentro do perfil psicológico de gênio criativo, então o sacrifício da fecundidade dos altos qis irá trabalhar contra o aparecimento de gênios criativos visto que a população que mais o produz está evitando famílias grandes em prol do sucesso profissional. Portanto, o efeito da baixa fecundidade dos altos qis reverbera significativamente também para o florescimento demográfico de gênios criativos dentro de uma população específica.

Uma hipótese, por que os asiáticos tem melhores pontuações de qi e na escola do que os caucasianos europeus

Tente decorar o máximo possível de números desta sequência

0,4,6,8,2,6,2,3,9,7,1,5,3

Primeiramente, tente decorar o máximo possível de números desta sequência acima em voz alta, isto é, repetindo os números para você mesmo…

Depois de ter testado até onde você conseguiu decorar, refaça o experimento depois de um tempo, quando já tiver esquecido a sequência, só que tente gravá-la mentalmente.

Será que os resultados serão os mesmos**

 

Pois é, eu fiz, meio que porcamente este experimento comigo mesmo e o que percebi muito claramente foi que eu consegui me sair melhor quando  tentei decorar a sequência em voz alta do que mentalmente.

 

 

Diferenças ”culturais” entre leste e oeste

 

Este vídeo acima é de uma série que eu vi em um canal muito popular (tv escola, imagine o grau de popularidade) no meu país. Ele mostra diferenças que no vídeo são denominadas como ”culturais”, entre as populações europeias (que eles denominaram como ”oeste”) e as populações leste asiáticas. Sabemos que tudo aquilo que fazemos e o que somos, deriva das características do nosso cérebro. É de se esperar então que as supostas diferenças culturais na verdade, sejam externalizações das configurações cerebrais médias ou da maior parte das populações estudadas e portanto, não sejam somente partículas socialmente aprendidas.

Nesta série, a parte que mais me chamou a atenção foi a diferença de estilo de aprendizado ou memorização entre as duas populações, onde os estudantes caucasianos ou brancos de origem europeia, demonstraram melhores resultados de aquisição do conhecimento a partir do momento em que estudaram em voz alta, quer dizer, lendo para si mesmos em voz alta. Em compensação, os estudantes asiáticos se saíram melhor quando estudaram mentalmente. É evidente que estas diferenças poderão implicar em uma série de mudanças, primeiro, em como nós avaliamos as diferenças de intelecto entre as duas populações e segundo, em como nós poderíamos mudar o estilo de aprendizado que é ensinado nas escolas, especialmente as ocidentais.

A série acima, mostra como funcionam as escolas sul-coreanas. A parte que é mais relevante para este texto é aquela em que os alunos mais avançados de uma escola em Seul, reclamam sobre a falta de troca de ideias ou debates entre professores e alunos. Esta falta de diálogo mostra um dos aspectos sociais mais característicos das sociedades asiáticas, o conformismo. Eu sempre ouvi dos meus professores que depois de uma explicação, quando ninguém levanta a mão para solucionar alguma dúvida, é porque todos aprenderam tudo o que foi passado. Provavelmente, algo ainda mais direto pode acontecer diariamente nas escolas asiáticas, onde o professor geralmente, sequer tentará incentivar os alunos a questionar ou a expor as suas dúvidas quanto ao conhecimento que foi passado no quadro negro.

 

Socialização, asiáticos são predominantemente introvertidos, caucasianos são ambidvertidos

 

A grande maioria da população leste asiática é composta por introvertidos. Mesmo a minoria extrovertida ainda será menos ‘sociável’ do que os  caucasianos extrovertidos. Por outro lado, grande parte da população negra subsaariana é composta por extrovertidos. Os caucasianos europeus são em sua maioria, talvez não tão significativa em comparação aos outros dois anteriores, de ambivertidos. Como resultado, não existe uma predominância significativa de nenhum tipo de personalidade entre os brancos.

As pessoas introvertidas tendem a ”buscar mais energia” em si mesmas do que com o convívio com outras pessoas enquanto que o padrão exatamente oposto acontece com as pessoas extrovertidas. Os ambivertidos tendem a estar entre os dois ”mundos”. Claro que as coisas não são tão simples assim visto que existem inúmeros graus de extroversão, introversão e de ambiversão. No entanto, o que parece muito claro é que os europeus são muito mais variáveis em seus tipos de personalidade enquanto que os asiáticos tendem a cair em um extremo os negros africanos em outro extremo do mesmo espectro.

A socialização asiática é formal, fria e pouco invasiva. As pessoas convivem bem com os vizinhos e tendem a trabalhar para manter a mais perfeita ordem. No entanto, as relações interpessoais não são intensas. Em compensação, o exato contrário acontece com os africanos e seus descendentes puros ou híbridos espalhados pelo mundo. Inclusive a poligamia, oficial ou não, é um exemplo de intrusão coletiva, comum entre os africanos e seus descendentes.

A socialização alta requer capacidade para debater, dialogar, conversar. A socialização baixa não requer estas habilidades de verbalização. Séculos e talvez, milênios de seleção, produziu tanto o negro simpático quanto  o asiático respeitador e taciturno. Isso reverbera em todos os aspectos da vida destas duas populações. Se reverbera em todos os aspectos então também reverberá nos estilos de aprendizagem.

Os europeus apresentam maior variedade de tipos de personalidade mas com predomínio leve dos traços de extroversão, porque eles são mais valorizados em suas sociedades do que as características comportamentais da introversão. Como resultado, os europeus e seus descendentes estão mais perto dos africanos do que em relação aos asiáticos, apesar de existir grande diversidade de tipos entre os primeiros.

 

Verbalização social e aprendizado em voz alta

 

Eu me lembro que quando era mais novo e portanto estava em idade escolar, eu aprendia melhor a lição quando estudava em voz alta do que quando lia em voz baixa. Isso tem uma explicação, a inibição latente. Quando eu estudava em voz baixa, todos os barulhos e ruídos ao meu redor pareciam ser tão ou mais importantes do que o livro que estava à minha frente. As pessoas que exibem baixa inibição latente, são mais propensas a prestarem atenção em tudo, enquanto que aqueles com maior inibição latente, são capazes de filtrar melhor os estímulos e ‘distrações’ do ambiente e focalizar mais apenas naquilo que é de interesse. Eles são particularmente bons nisso especialmente quando o fazem em voz baixa. A inibição latente também é importante para a socialização. As pessoas que são particularmente boas para prestar atenção em todos os detalhes do ambiente social, são mais capazes para impressionar aqueles que estão ao seu redor do que aqueles que são bons para focalizar.

No entanto, é um erro dizer, tanto que a atenção fragmentada é um defeito como que, as pessoas com baixa inibição latente não são capazes de ter foco. Especialmente para o segundo, a melhor maneira para buscar o foco entre eles, será por meio da verbalização em voz alta. Desta maneira, todas as atenções que antes se encontraram multifocalizadas, agora serão concentradas em um ou dois objetivos de interesse.

Séculos de seleção, produziu o asiático hiper focalizado, memorizador nato, porém, menos criativo do que as outras populações e falo especialmente dos asiáticos modernos. Enquanto os africanos apresentam um elevado potencial criativo, eles estão quase que completamente destituídos de foco, que se relaciona intimamente com inteligência técnica ou qi.

Já os europeus reúnem os dois estilos de aprendizagem e esta é uma das explicações mais prováveis para a predominância dos gênios criativos nesta população em comparação às demais.

 

Por que os asiáticos tem pontuações maiores de qi do que os caucasianos**

 

Se os asiáticos tem configurações cerebrais geralmente predispostas para inibir o excesso de informações ambientais e para focalizar, então é esperado que eles consigam se concentrar melhor nas baterias de testes psicométricos, que aliás, é prática comum nestas sociedades, desde há milênios. Em compensação, os europeus caucasianos tendem a mesclar os dois estilos de aprendizagem, mas com uma relativa predominância do estilo de vida cognitiva do extrovertido. Os criativos natos são aqueles com os dois estilos de aprendizagem, derivados da personalidade ambivertida, que é predominante entre eles. Os africanos apresentam um componente para a criatividade que é a incapacidade para filtrar os estímulos ambientais para produzir boas ideias enquanto que os asiáticos tem o outro componente que é a capacidade para focalizar. Africanos tem mais ideias novas do que os asiáticos, mas no geral, elas são de baixa qualidade, enquanto que os asiáticos são excelentes para copiar ideias. O caso japonês é uma breve exceção, visto que eles não são geneticamente idênticos aos asiáticos continentais.

Os asiáticos são excepcionalmente bons tanto na escola quanto em testes de qi primeiro, porque eles estão a milênios praticando e selecionando os perfis de inteligência mais condizentes com esta prática. Segundo, porque segundo as normas padronizadas da aplicação prática dos testes, é necessário que haja silêncio na sala onde está sendo aplicado a prova. Portanto, todas as circunstâncias ambientais e historicamente genéticas favorecem o estilo de inteligência predominante entre os asiáticos e que é o oposto da criatividade. Se os asiáticos se saem melhores pensando mentalmente, então é de se esperar que eles pontuem mais alto nos testes de qi bem como na escola. Os caucasianos não se saem melhores do que os leste asiáticos ou ao menos como um grupo coletivo único, porque eles tendem a ter um estilo de pensamento divergente daquele que é favorecido nos testes psicométricos. Isso é menos verdade para as populações norte europeias, visto que elas tendem a ser mais introvertidas. Os testes de qi favorecem a introversão e isso explica porque as maiores pontuações de qi tendem a se relacionar com este tipo de personalidade. As pessoas criativas também não são totalmente respeitadas quanto às suas idiossincrasias cognitivas e comportamentais, visto que elas tendem a ser ambivertidas. A socialização e ou a verbalização social necessitam de baixa inibição latente para que se possa multifocalizar na complexidade em que se caracteriza o tecido social. As populações mais extrovertidas tem menores pontuações de qi porque os testes foram desenhados para aqueles que exibem as características da personalidade introvertida.

 

Exceção: Os judeus também tendem a verbalizar o ensinamento do ”Talmud” em voz alta e eles são uma das populações mais extrovertidas do mundo

 

As religiões orientais exigem pouca verbalização, por isso que não existem missas xintoístas ou budistas com o monólogo de padres

 

 

 

 

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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