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A universalidade conceitual e prática da inteligência e a singularidade antropocêntrica da sabedoria

Todos os seres vivos são inteligentes!!!

A inteligência não é apenas humana, na verdade, nada daquilo que o ser humano ”aprisiona” em suas palavras é apenas pertencente a si, visto que se consiste na captura do fenômeno da existência do qual participa brilhante e deprimentemente. Mesmo, delinear o ser humano como se fosse separado do ”resto” não é o certo a se fazer, se somos a continuidade evolutiva de tudo aquilo que existe neste planeta e ”talvez” de todo o universo.

Como eu já expus certa vez, a inteligência é contextual, diversificada e complexa e esta panaceia de possibilidades conceituais é tamanha que inevitavelmente nos fará caminhar para o terreno pantanoso da relatividade niilista da realidade. Seria o lógico a se fazer se há tantos caminhos.

Mas se precisamos continuar no caminho da evolução então será necessário escolher novos meios para entender a inteligência singular humana, ainda que contínua a todas as outras, distinta e poderosa, a ponto de ser possível nos indagarmos sobre ”ela”, uma expansão sofisticado e poderosa da percepção.

E  também já falei, a sabedoria seria antônima à inteligência por ser una e objetiva em suas características. Não é contextual, não é diversificada e nem mesmo complexa, ainda que possa se sofisticar. A sabedoria é produto direto da singularidade mental humana ainda que não possa ser tratada como ”totalmente pertencente ao ser humano”, por também se consistir em uma manifestação fenomenológica, será muito mais íntima ao nosso espírito enquanto espécie do que a inteligência.

Estamos todos sofisticadamente inteligentes, mesmo o mais estúpido dos seres humanos. Mas poucos serão sábios ou humanamente inteligentes. E algumas nações ou coletividades humanas tem mostrado certo bafo de sabedoria em suas construções.

Portanto, esta se consiste em uma nova maneira de se investigar sobre o intelecto humano, ao dar ênfase à sabedoria do que necessariamente à própria inteligência por se consistir em um conceito universal ao passo que a primeira seria singular ou segregada ao nosso nível ou potencial de entendimento quanto à realidade/verdade.

O humano de um hipotético futuro

Capacidade intuitiva de aprendizado para falar

Futuro

capacidade intuitiva para aprender a ler e escrever

e aprender matemática

Criatividade e sabedoria se resumem em pura capacidade perceptiva, as diferenças (novamente) entre inteligência cognitiva (conhecimentos específicos) e intelectual (gerais)

 

Percepção é a alma do negócio chamado conhecimento

 

No texto sobre a metáfora do Megazord para explicar a complementaridade da criatividade sobre a inteligência eu determinei que a primeira poderia ser entendida como uma peça e a segunda como o corpo do monstrengo de massinha que alegrou muitas infâncias. Neste texto ou melhor, 3 pequenos textos, eu tentarei mostrar que:

  • criatividade e sabedoria se caracterizam essencialmente pela capacidade perceptiva, divergente e convergente
  • que isso indica estilos cognitivos diferentes (e mostrarei que estilos cognitivos não são a mesma coisa que perfis)
  • e que a inteligência (personalidade+cognição), que pode ser dividida entre inteligência intelectual e cognitiva,  também pode exibir diferenças quanto às suas reverberações acumulativas de conhecimento…

Criatividade e sabedoria, percepção divergente e convergente

 

Para aprender, precisamos sentir na pele, isto é, experimentar, ou então observar. Na verdade, mesmo quando experimentamos antes de observar, é necessário fazer análises críticas em relação à experiência que vivenciamos. Os mais intelectualmente capazes tenderão a observar antes de aprender na marra, se é que a experiência de fato possa ser considerada como um forte preditivo causal para o aprendizado. No mais, os mais prováveis de aprenderem com os seus erros, com a experiência pura e simplesmente, isto é, destituída de certo e errado (observação e não julgamento), ou por meio de observações quanto aos padrões que estão a se suceder, se repetir com certa frequência e com certa coerência construtiva, tenderão a ser de sábios genotípicos, que eu já determinei como aqueles que não necessitam do acúmulo de experiências, redução drástica de um novo horizonte de novas vivências e do papel dos hormônios, isto é, a velhice, para se ”tornarem” ricos em sabedoria. A maturidade mental aparece cedo na vida destas pessoas enquanto que virá tarde na vida de boa parte dos seres humanos.

Criatividade conceitualmente lógica e/ou precisa, se consiste na capacidade de capturar percepções remotamente relacionadas ou divergentes ao contexto explicitamente lógico. A criatividade se baseia na lógica intuitiva, isto é, na extrapolação radical ou contínua porém ponderada dos pressupostos que já estão dentro do arcabouço acumulado de conhecimentos da humanidade. A criatividade é a percepção daquilo que não está explicitamente perceptível.

A sabedoria, especialmente em sua dimensão cognitiva, se caracterizaria pela capacidade de capturar e internalizar percepções convergentes, isto é, que estão mais explícitas e menos contextualmente divergentes e de acessá-las em momentos oportunos visando com isso evitar o cometimento dos mesmos erros do passado ou de se antecipar a eles, se a percepção internalizada não ter se dado com base em experiência mas em observação de padrões lógicos, isto é, não precisou experimentar visto que compreendeu antes de precisar passar por isso.

A inteligência do trabalhador, semi-escravo ou humano domesticado,  que se consistiria basicamente apenas nos atributos cognitivos, destituídos de uma grande expressão da inteligência em sua total funcionalidade e talvez, em sua funcionalidade mais caracteristicamente humana, se faz com base na inexistência da percepção ou ao menos do desprezo pela necessidade de acessá-la, se um bom trabalhador trabalha, ao invés de questionar.

Estilos cognitivos entre a inteligência (predominantemente) intelectual e inteligência (predominantemente) cognitiva

Perfis cognitivos desejam indicar a construção semântico-abstrata (isto é, que não é organicamente literalizada) de um tipo de personalidade em relação a um determinado tipo de cognição. Eles, basicamente, se constituiriam no meu novo conceito sucinto e pedante para inteligência. No entanto, para que possa ser determinado como ”inteligência”, existe a real necessidade de se analisar ou determinar a que grau de eficiência funcional esta interação (cognição + personalidade) se dará.

Estilos cognitivos por sua vez se caracterizariam pela expressão funcional, isto é, aquilo que o perfil reverbera enquanto um agente de ações reais e multifacetadas que compõe nossas realidades pessoais. O perfil portanto é uma composição meramente conceitual enquanto que o estilo é a tendência e expressão de comportamento cognitivo desta composição.

 

Conhecimentos gerais e inteligência intelectual

 

Aqueles que são bons em adquirir conhecimentos gerais tenderão a ser mais criativos do que aqueles que forem melhores para adquirir conhecimentos mais específicos. A explicação lógica de correlação entre criatividade e conhecimentos gerais se daria por causa da incubação criativa, isto é, o período de internalização de curto a longo prazo de percepções variadas para a posterior composição de novas ideias ou associações. Portanto a captura mais diversificada de percepções se consiste na matéria prima para o pensamento divergente, especialmente no que diz respeito à criação de ideias conceitualmente novas ou mesmo a emersão de associações implícitas ou que ainda não haviam sido pensadas.

São prováveis tendências hipotéticas, mas talvez o que mais importe para a incubação caracteristicamente criativa não seja exatamente o potencial intrínseco para a aquisição de conhecimentos gerais, mas a capacidade de associar ideias contextual-explicitamente ilógicas, independente da envergadura da diversidade potencial de conhecimentos adquiridos. Isso sem falar que conhecimentos e percepções não são exatamente a mesma coisa. Portanto, podemos ter polímatas que terão pobreza quantitativa e qualitativa de percepções (matéria prima essencial para a criatividade) assim como também tipos cognitivamente super-específicos como muitos autistas e que terão grande qualidade ecleticamente quantitativa de percepções, isto é, encontrar ”assunto” mesmo em uma cabeça de alfinete. Muitas e talvez, na maioria das vezes, será justamente aquilo que a maioria define como irrelevante que será mais percebido por mentes genuinamente criativas.

 

Conhecimentos específicos e inteligência cognitiva

 

Os cognitivamente inteligentes tenderão a ser de mantenedores técnicos, isto é, bons para usar a cognição na memorização de atividades que são requeridas pelo sistema. Isso exige especialização cognitiva e para muitos casos, haverá uma forte correlação entre o tipo de trabalho que executa e o perfil/estilo cognitivo. Quanto menos pessoalmente específico for o trabalho, mais provável de ser diverso em  relação às pessoas que estarão empregadas nele. Alguns trabalhos reverberarão parte essencial da cognição ‘e” personalidade  das pessoas, enquanto que outros serão mais generalistas nesta correlação.

No mais, pode-se dizer que enquanto que aqueles ”com cultura” ou ”conhecimentos gerais”, serão mais propensos a

  • entender o contexto
  •  a serem anti-sociais, especialmente em termos de maquiavelismo

… aqueles com maior predisposição para uma compilação acumulativa mais homogênea ou conhecimentos mais específicos serão mais propensos a

– não entender o contexto

– não serem anti-sociais clássicos ou maquiavélicos

 

Criativos tendem a compilar  as essências conceituais mais hierarquicamente fundamentais das ideias para que possam construir novas sem maior aprofundamento. E a tendência para terem memórias incomuns e diversificadas, não apenas em relação àquilo que coletam subconscientemente mas também em relação àquilo que se esquecem ou interpretam de maneira equivocada,  contribuirá para esta predisposição mais arraigada  na compilação heterogênea de percepções e conhecimentos ou conhecimentos gerais.

Saber um pouco de tudo

‘ou” (aspas parcial que deseja indicar relativa relatividade, 😉 )

aplicar a sabedoria em tudo, tal como eu tenho feito (e acredito que muitos sábios também o façam) e tentar entender o mundo a partir deste prisma de observação.

 

Correlação entre tamanho do cérebro (via tamanho da cabeça) e ”inteligência’ (segundo um viés psicométrico)…

Hipótese: MAIOR CORRELAÇÃO para aqueles de maior inteligência  científica/”masculina” e MENOR CORRELAÇÃO para os de maior inteligência verbal/emocional/”feminina”

A manifestação de uma maior inteligência verbal não parece necessitar de um cérebro grande, EM MÉDIA, porque o mais importante seria a densidade de conexões entre os hemisférios nas habilidades de se comunicar, escrever e ampliar o vocabulário. Isso ”explicaria” (poderia explicar) o porquê de termos mulheres  (e homens também, obviamente) com cabeças pequenas e grande inteligência verbal, ainda que não passe de uma especulação muito da grosseira (autistas por exemplo, tem cabeças/cérebros grandes e tendem a ter grande inteligência verbal E matemática, mas principalmente mediante uma perspectiva masculina, a famosa teoria do cérebro hiper-masculino de Simon Baron Cohen. Portanto, uma psique mais racional e literal ou cognitivamente masculina, PODERIA ser mais correlativa com tamanho do cérebro do que uma psique tipicamente feminina).

Portanto, além do fator ”tamanho da cabeça em relação à estatura”, também deveríamos ou poderíamos analisar esta correlação a partir desta perspectiva… ou não.

Apenas como distração…

Tempo de reação contextualizado e novamente o exemplo do ”intelectual esquerdista”…

… que parece demorar um século pra perceber o que acontece à sua volta.

Exemplos muito interessantes.

Relendo o livro de Yoáni Sánchez e mais especificamente a dedicatória do sociólogo Demétrio Magnoli, que deu uma aula sobre história cubana, algo me chamou atenção nesta parte: a tomada (retardatária) de consciência de alguns escritores e artistas (de esquerda) quanto ao barco furado da ditadura castrista. Isto é, depois de décadas defendendo o regime comunista, eles se deram conta que o mesmo era ruim e decidiram… debandar como bons covardes que são. Incrível, como pode ser possível acreditar em algo, ver que este algo não está tendo bons efeitos, pelo contrário, só está piorando, não realizar qualquer básica correlação entre atitudes positivas e negativas que um bom governo deve tomar… enfim ficar pensando ”na morte da bezerra”, tentando pegar moscas só com uma mão, lerdando por décadas a fio, vendo tudo acontecer ao redor e depois deste tempo pra lá de longo de letargia, constatar que algo não vai bem e… debandar, cair fora, deixar os outros a deus dará***

Outro exemplo, apenas muito recentemente que o meu irmão esquerdista começou a acreditar, ainda que muito timidamente, que o DESgoverno atual sob a tutela desastrosa e vil de incomPtentes não era aquilo que suas propagandas lhe mostrava…. E se fosse uma situação de alto risco, isto é, em que houvesse a necessidade de se PENSAR RÁPIDO, será que ele teria agido mais agilmente*** Ou será que teria deixado o seu oponente com sono e perdido a luta***

O tempo de reação contextualizado se caracteriza por nossa capacidade de reagir cognitiva/intelectualmente às intempéries multifacetadas, de longo a curto prazo, que nos encapsulam e de maneira rápida. É a nossa velocidade para entender o mundo, para capturar a imagem maior, o contexto e SOBREVIVER.

Percebendo que o meu irmão esquerdista pareça estar fazendo um esforço para entender o que realmente se passa em ”nosso” país, eu percebo que talvez, mais do que falta de caráter, muitos esquerdistas iguais a ele seriam na verdade extremamente lentos para capturarem a imagem maior e para primarem (ou não) por ela, isto é, por aquilo que realmente importa. O mesmo parece acontecer com a maioria dos meus colegas de faculdade que estão longe de serem pessoas ruins, pelo contrário, são tão legais (diferente de bom… não que sejam ”não-bons,rsrsrs) que talvez tenham completa incapacidade de farejar malandragem e psicopatia.

Também o tenho como exemplo para falar sobre a relação entre  memória ineficaz e déficit de conscienciosidade. Se  o cérebro não guardou, então não deve ser importante, não acham*** 😉

”Tem lutado por um mundo melhor… lutou pela revolução…. e depois de décadas a fio vendo todas as suas verdades serem desmanchadas uma a uma, constata tarde demais que algo não anda bem em seu país….”

Também se assemelha à ideia reducionista porém precisa de que ”cometer o mesmo erro” seja burrice. Se pra ti, ser lerdo e burro forem a mesma coisa…

O ”humanista” que ficou 2 a 3 décadas recebendo muitas das benesses de um governo autoritário e idiota e apenas no final deste período resolveu olhar para o lado e pensar por conta própria, questionando as verdades absolutas internalizadas, é humanista e intelectual apenas no papel e no status quo, porque no mundo real, será uma baratinha tonta estúpida, conivente com a maldade.

Na contramão da lerdeza dos intelectuais de esquerda (nem todos, alguns que serão do tipo psicopata de alto funcionamento), os ”brancos nacionalistas” ( e grupos homólogos ao redor do mundo) apareceriam como velocirraptors em suas respectivas capacidades para farejar incongruências holísticas em suas áreas de vivência, isto é, tempo de reação culturalmente contextualizado ou real. Por serem mais instintivos e por darem maior importância ao mundo real, àquilo que importa, mesmo  que se faça por meio de uma abordagem pleistocênica, destituída de maior complexidade,  do que à abstrações caprichosas, os brancos nacionalistas demonstrarão clareza de pensamento por mais que esta se faça pragmática demais e tenda a resultar em excessivas generalizações. Ainda assim, é muito melhor do que o mundo de crenças esquerdistas que tanto me angustia.

Ainda assim é necessário nos questionar se o contexto fosse outro, a mesma situação se daria, isto é, lerdeza de reação por parte dos esquerdistas-de-coração e agilidade por parte dos brancos (ou de qualquer outra ”cor”) nacionalistas. Para internalizar ”novas diretrizes” morais, os esquerdistas aparentam melhor capacidade, mas aí nós temos de olhar para os dois grupos e observar as características biológicas que tendem a predominar em ambos, se tenderemos a abraçar memes culturais que sejam convenientes para as nossas próprias sobrevivências pessoais.

O esquerdista médio (que não é um psicopata ou sociopata) está mais perto de um homossexual médio, do que um branco nacionalista médio poderia estar naturalmente. Ao defender o direito ou seria melhor a necessidade fisiológica das minorias sexuais de vivenciarem as suas predisposições mais agudas, muitos esquerdistas apenas estarão defendendo a si mesmos para estarem livres em sua experimentação ou mesmo parcialmente, se tendem a ser mais pacíficos, menos dominantes e mais andróginos em biologia comportamental sexual (ainda que isso não tenha a necessidade de resplandecer em comportamento homossexual).

Portanto, não basta ter uma certa capacidade cognitiva ou intelectual específica para que possa entender o contexto e ser muito bom em tempo de reação no mundo real, porque talvez pareça ser necessário ter um conjunto de variáveis biológicas (e isso inclui perfil cognitivo ‘e” de personalidade) que, estejam em conluio com o mesmo ou que sejam radicalmente opostas a ele, tal como acontece com os dois grupos de exemplificação.

Esta breve constatação abre portas para a ideia de ”perspectiva existencial” que eu estou para desenvolver, se conseguir afogar o excesso de ideias e pensamentos que ainda não consegui postar no blogue.

A metáfora do Megazord para explicar a relação ou complementaridade entre inteligência e criatividade

A criatividade é um complemento importante para a engrenagem maior chamada inteligência, tal como uma daquelas peças (tosse, ranger, tosse) que se encaixa em um dos monstrengos do seriado americano Power Rangers, clássico dos anos 90.

A criatividade está contida na inteligência e a segunda é fundamental especialmente depois do período de incubação criativa, quando as percepções de diversas matizes ou de naturezas remotamente relacionadas estão sendo internalizadas (talvez dentro de nossos ”subconscientes”), isto é, durante o processo de desenvolvimento destas ideias.
A criatividade, mediante algumas perspectivas, pode até ser percebida como o oposto da inteligência. Por exemplo, para se ter epifanias criativas, é necessário estar mais distraído do que o costume, sendo bombardeado por percepções de sua área de nano-interação (interação a nível pessoal ou em primeira pessoa e dentro de um ambiente de pequena envergadura ou influência, por exemplo ,quando se está dentro do próprio quarto). Em compensação, para se agir inteligentemente, é necessário alguma concentração acima da média (e todas as palavras abstratas apresentam naturezas multidimensionais, portanto, o termo ”concentração” variará de acordo com o contexto enfatizado).
No entanto, em outras perspectivas, a criatividade será melhor compreendida como uma complementaridade da inteligência. A inteligência ou seria melhor dizendo, a cognição, em seu estado mais puro, se expressará por meio do aprendizado, internalização e execução de certa tarefa. Esta que poderá ser de natureza intelectual (como decorar e/ou internalizar alguns fatos que são importantes para se lecionar história do Brasil) ou puramente técnica (manejar uma retro-escavadeira ou repetir um conjunto de diretrizes que foram verbalizadas/anunciadas). Uma peça que se encaixa em uma engrenagem maior chamado inteligência que não se consiste apenas na cognição mas também na interação desta com a personalidade e se sabe que a criatividade necessita dos dois componentes fundamentais para que possa funcionar.
A criatividade convergente ou ”pseudo”-criatividade, que eu já espezinhei em um texto longínquo, poderia ser entendida dentro deste contexto metafórico, tal como uma peça super-específica que tem a capacidade de executar uma função que se assemelha com a criatividade conceitualmente ”correta” mas que não precisa da interação com a personalidade de maneira imprescindível para que possa funcionar. Claro que a personalidade em interação com nossa cognição irá contribuir para produzir as nossas motivações pessoais. Mas esta  influência variará significativamente. Isso nos ajuda a entender o porquê de alguns virtuosos serem tão talentosos mas não serem tão apaixonados pelo que fazem.
A inteligência intelectual precisa da interação da personalidade e da cognição para que possa ser plenamente atuante e desenvolvida em seu ato de criticar e analisar.
A metáfora do Megazord para explicar como que a criatividade complementa a inteligência, a meu ver, pareceu bastante elucidativa para que pudesse ser exposta. Não é estritamente necessária e sabemos que a grande maioria das pessoas são minimamente criativas. Mas se faz necessária para que possa ocorrer o avanço do conhecimento humano se o simples fato de se encontrar novas associações de ideias de todas as naturezas, já se torna necessário o seu acesso, via incubação criativa e produção subconsciente destas ideias ou intuição.

Personalidade, cognição, inteligência e qi

Novamente, a correlação avaliativa entre qi e os componentes que compõe o intelecto humano.

QI e cognição

A inteligência como a conhecemos parece se relacionar muito bem com a cognição. A cognição se consiste nos atributos mais técnicos ou mecânicos de nossas capacidades que quando acompanhada por testes cognitivos, adquire uma contextualidade ou unilateralidade que nos faz remeter à metáforas que se relacionam ao trabalho, isto é, a capacidade de oferece-lo a partir de parâmetros pré-estabelecidos. A inteligência, mesmo a humana, existe sem a necessidade de qualquer parâmetro, mesmo a cultura. Portanto, a correlação entre qi e cognição será significativa se os parâmetros usados para a sua mensuração estão muito próximos da realidade, ao se analisar a memória, o tempo de reação, a capacidade de se fazer analogias e a de reconhecer padrões, dentre outros aspectos importantes de nossas cognições. No entanto, como eu já expus diversas vezes aqui e se consiste em uma de minhas críticas-mestras ao determinismo dogmático dos testes cognitivos, qi não mensura a ”inteligência” em um estado dinâmico, mas em um estado inerte, em uma sala qualquer de uma universidade qualquer, com lápis e caderno a tira colo, um psicólogo como um cão de guarda, um relógio cronometrando o tempo e perguntas de-contextualizadas. E isso não é ”mundo real”.

Meu modelo conceitual, diga-se, muito simples e didático de ser entendido, para a inteligência, se consiste na interação entre a cognição e a personalidade. A personalidade, nossa constância comportamental, tem grande impacto em nossa cognição. Isso ainda não quer dizer que se a isolássemos todos seriam iguais. Mas continuará tendo um grande impacto. No texto sobre os leste asiáticos e as suas primorosas capacidades de concentração, eu a defini como a habilidade de se isolar os efeitos constantes da personalidade na cognição. É como se mudássemos o som de uma música instrumental, por exemplo, aumentando alguns ritmos e reduzindo outros (por exemplo, enfatizando o som do piano em uma música multi-instrumentalizada ou orquestrada) ou como como quando modificamos as cores da tela de uma televisão. Sendo mais capazes de controlarem suas personalidades na execução de tarefas do dia a dia, os leste asiáticos também tendem a se saírem melhor em testes cognitivos, justamente por causa desta capacidade. Não é que o qi mensure esta habilidade, mas é que a mesma tende a se relacionar com aqueles que conseguem se concentrar em baterias de testes que exigem a exposição de conhecimento e que muitas vezes será extrínseco àquele que melhor apetece a personalidade de cada um. Ninguém ou a maioria não gosta de fazer testes cognitivos ou provas escolares, mas aqueles que gostam, serão mais propensos também a serem melhores na concentração para executá-los. Eu me concentro bem para escrever estes textos. Apenas uma dica de que a ”concentração” também dependerá do contexto de enfatização ou centralização.

Qi e personalidade

Algumas pesquisas tem sugerido que os mais introvertidos sejam mais propensos a pontuarem alto em testes cognitivos. Não parece ser preciso falar mais sobre isso se no texto acima eu já mostrei o porquê dos leste asiáticos, que são mais introvertidos que os brancos europeus e que os negros africanos, serem melhores, em média, não apenas nesta tarefa, mas também a qualquer outra que exija concentração, mesmo que se faça com base em assuntos que estão extrínsecos às suas personalidades. Um exemplo muito elucidativo. A capacidade asiática de trabalhar exaustivamente em empregos da indústria tecnológica, de dedicarem boa parte das horas de seus dias em atividades repetitivas e que exigem grande concentração porque necessitam de perfeccionismo, por exemplo, no encaixe de peças mecânicas. Não é que eles nasceram mais predispostos ou empaticamente recíprocos (tolerantes seria o termo mais adequado) para o trabalho repetitivo e de longas jornadas. Mas é que eles são melhores no isolamento ou neutralização da personalidade, que por sua vez nos incita para a interação interpessoal e para ”investimentos na própria felicidade” (alimentar nossas próprias existências), na dedicação extrínseca, isto é, de atividades que não estão plenamente relacionadas com as exigências pessoais. Aqueles que são mais extrovertidos ou que são mais distraídos, incapazes de filtrar os eventos e estímulos externos que são constantemente interpretados por nossas personalidades, serão mais propensos a pontuarem mais baixo nos testes cognitivos assim como também em relação a todas as outras atividades que são similares a esta, isto é, que exige a concentração.

”Eu – quero – fazer este teste, mas o céu está tão bonito nesta tarde e eu estou com a cabeça em outros assuntos”

Qi e inteligência

”Como” a inteligência poderia ser entendida como ”cognição + personalidade”, então minha constante afirmação de que os testes cognitivos meçam-na de maneira parcial se consiste em uma possível verdade, porque quando não estamos em um estado de concentração para resolver questões ”quase-escolares”, estaremos no mundo real, usando nossos atributos cognitivos e intelectuais ou com base na interação destes com a personalidade, interagindo ”de” verdade.

Todos os meus textos sobre este assunto não visam na completa negação de qualquer fiabilidade remota dos testes cognitivos em sua tarefa de acessar e expressar o intelecto humano mas no melhor entendimento de todas as variáveis que estão relacionadas e principiando por duas vias fundamentais, o realismo e a diversidade.

Aquele que é excepcional em sua capacidade de pensar criticamente, de refletir o pensamento, enfim, de ser um legítimo intelectual, não será O MAIS inteligente em comparação a todo resto, a partir de uma comparação total, porque para que pudéssemos fazer esta afirmação, nós deveríamos concluir com base em método científico exemplar, que o intelectual seria como um polímata pluritalentoso em relação a totalidade das atividades humanas que requerem o uso da inteligência, bom em tudo. E isto, ele não é.

As sociedades humanas, talvez, toda a complexidade natural, exige a cooperação de peças de diversas naturezas e todos os sistemas sociais humanos tem buscado pelo elixir da comunhão de todas essas peças visando na maximização de sua eficiência, mas tratando-os como se fossem (e de fato, infelizmente, são) ”animais” de fazenda e aqueles que detém o poder, como fazendeiros. Isso está gritando ”diversidade cognitiva”.

E o realismo, como eu já falei aqui e diversas vezes neste blogue, se dá com base na análise da inteligência no mundo real, sob todas as suas perspectivas e a partir do momento em que denominamos a cognição como inteligência, nós estaremos destituindo a mesma de seu conceito mais holístico e provável de ser assim como também enfatizando a qualidade do trabalho, tratando a todos como reles escravos semi-assalariados.

Literalizando os ”argumentos” dos esquerdolas

Nessas últimas semanas, ocorreram diversos arrastões na cidade merdavilhosa. No meio da praia, no meio do calor da multidão, no meio de turistas nacionais e internacionais, de trabalhadores de todas as classes sociais que só estavam à procura de um lugar ao sol. São cenas que se repetem com certa frequência nesta cidade-desespero que consegue reunir o que há de pior entre os morros remanescentes da paisagem natural de outrora, quando não tínhamos retardados europeus e seus mascotes africanos ”farofando” em cima de terras quase virgens. Existem muitas razões para que ”jovens” cometam este tipo de atitude, mas nenhuma delas se aproxima em excelência em relação ao fator genético ou predisposições biológicas para explicar o ponto de ruptura que resulta neste tipo execrável de comportamento. Em todas as outras espécies, isto é, seres vivos que habitam este planeta, nós já sabemos que os seus comportamentos são essencialmente modulados por seus arcabouços biológicos em interação com o ambiente. O ambiente é importante e muitas vezes contribuirá para selecionar os mais contextualmente adaptados, modificando o comportamento das espécie. No entanto, estas modificações tendem a ocorrer a longo prazo, claro, dependendo do tamanho e complexidade da mesma. Portanto, o ambiente pode alterar o comportamento dos seres vivos, mas apenas ou especialmente com base em mudanças de padrões seletivos e de longo prazo. A mudança não pode ser plenamente efetuada em indivíduos, isto é, ao longo de uma vida, um indivíduo conseguir alterar completamente o seu comportamento (a não ser se for em ambientes extremos, que provoquem mudanças forçadas e de alto risco como no caso do ‘suposto’ experimento soviético da privação do sono). As mudanças se dão de modo intergeracional, isto é, se certo grupo começa a selecionar para maior inteligência e isso significará, reduzir o número de filhos dos ”menos inteligentes” e paralelamente aumentar o número de filhos dos ”mais inteligentes”, nós teremos no final deste processo, uma mudança coletiva (média) de capacidade cognitiva que poderá ser observada mesmo a nível individual, isto é, o ”average joey” se tornar mais inteligente do que seus antecessores. Mas na verdade, o que aconteceu não foi que mudanças no ambiente alteraram o comportamento de indivíduos, em vida, isto é, fulano nasceu predisposto a ser assim e o ambiente o fez mais predisposto a se comportar de outro jeito. Com 4 anos era sádico, com 16 anos se tornou responsável. Isso pode acontecer, parcialmente, mas não é a regra e mesmo que fosse, quando falamos de vida ou bio, então devemos analisar tanto o ambiente quanto o indivíduo e principiar pelo pressuposto que me parece o mais lógico, de que a reação constante do ser vivo é mais importante do que a paisagem em que se está inserido. O bom moço que vive em um ambiente extremamente deprimido de bons estímulos, que não se corrompe com a miséria que o cerca, é um exemplo muito visceral sobre a importância da genética ao invés apenas ou fundamentalmente das condições ambientais, na modulação de nosso comportamento. Pessoas de personalidade forte  são o pesadelo para qualquer behaviourista. Em ambientes ricos, com pais maravilhosos, não é muito raro nos depararmos com a existência de filhos de má índole. Seremos predominantemente constantes em nossas técnicas de interação, mesmo nós seres humanos que somos bem mais plásticos neste quesito do que as outras espécies, que são muito mais instintivas. No entanto, isso ainda não significa que seremos totalmente modificáveis porque isso nos induziria a concluir que o livre arbítrio existe em sua totalidade e é completamente plástico entre nós. Em um mundo narcisista, cheio de ”crânios” que sabem tudo, cheio de selfies, afirmar que somos limitados, é como cometer alguma blasfêmia porque ao fazermos esta afirmação, estaremos abrindo portas para outros tipos de pensamentos que ”nossas” ”amáveis” zelites definem como ”perigosos” como por exemplo, afirmar que a educação ”correta” não irá reduzir a disparidade cognitiva média entre grupos raciais humanos.

Todo mundo que lida com cachorros, sabe que existem variações significativas de comportamentos médios entre as muitas raças que tem sido produzidas via domesticação e ênfase seletiva. Todo mundo sabe que o pastor alemão tende a ser mais predisposto a atos violentamente instintivos e o mesmo se aplica aos pitbulls. Todo mundo sabe da tranquilidade do São Bernardo e sabe que existem cães que são mais inteligentes do que outros, especialmente no que diz respeito àquilo que é determinado como parâmetro de inteligência dentro de um contexto de domesticação, isto é, o animal não-humano sendo analisado quanto à sua capacidade de responder a comandos humanos ou de fazer leitura facial do seu dono, enquanto que os animais ”selvagens” costumam ser analisados com base em suas capacidades de sobrevivência e ”adaptação” (sendo que os mais espertos costumam se adaptar, mais do que se conformarem com os ditames de seus hábitats).

Fim do antropocentrismo. Não somos tão especiais assim como imagina. Ok, somos muito singulares mediante muitas perspectivas, é claro, não tem como negar. Mas isso não significa que sejamos todos racionalmente aptos para fazer as melhores escolhas a todo momento ou em grande parte do tempo, porque não somos, mesmo muitas das pessoas mais inteligentes (mediante certas perspectivas dimensionais) também não serão predominantemente racionais. Na verdade, apenas o sábio que poderia ser considerado como alguém que é predominantemente racional ( predominante não irá indicar totalidade).

Ainda que acredite na existência parcial do livre arbítrio, isso não significará que o mesmo existirá em toda a sua potencialidade. E é aquilo que mais vemos.

Por causa de padrões seletivos que nós não temos nada que ver em termos de ação individualmente literal, até mesmo porque isso se consistiria em uma impossibilidade de espaço e tempo, as populações humanas tem variado consideravelmente em termos de capacidade cognitiva assim como também em termos de comportamento. E a cultura, que não veio do nada, muitas vezes (na maioria das vezes) expressará a paisagem cognitiva e comportamental médias destes grupos. Quanto maior for a complexidade de uma sociedade, maiores serão as chances de ênfase unidimensional em alguns de seus atributos, tal como tem acontecido hoje em dia nas sociedades ocidentais com base na inculcação da ”culpa branca” ou ”altruísmo patológico” (eu diria mais, ingenuidade e estupidez). O aumento da subjetividade quanto à percepção e à experiência tende a se dar em sociedades altamente complexas, por causa da estupidez e intolerância natural medianas para aceitar/entender as múltiplas perspectivas mas também por causa de uma maior relatividade em ambientes muito confortáveis onde que a tolerância para comportamentos indiretos como as artes, aumentará consideravelmente, se não estamos lutando com garras e dentes por nossa sobrevivência, se estamos dentro de uma fazenda humana, menos perigosa do que estar em contato direto com a natureza selvagem.

Por que eu dei um breve rasante em todos estes fatores**

Foi para prepará-los para a explicação literalizada daquilo que os esquerdolas ou esquerdistas afirmam aforisticamente, sem qualquer substância analítica e holística dos fatos e acontecimentos de nossos cotidianos.

A grande maioria destes estúpidos/ingênuos/narcisistas  cognitivamente inteligentes e intelectualmente acéfalos (não muito diferente dos conservadores neste último aspecto) tem usado a desculpa da ”educação”, a palavrinha mágica da ”modernidade”, para explicar como que ”arrastões de jovens da periferia” poderão ser evitados a partir de um breve futuro. ”Faltou educação”.

Pra quem vive boa parte do seu tempo longe destes problemas, é fácil bancar o bonzinho, gente boa que não quer ”ofender” ninguém. No entanto, quem mais irá sofrer com estes seres problemáticos será justamente a classe trabalhadora que sua dia e noite para ganhar o seu parco dinheirinho e ”pasmem”, eles serão os tipos mais ”reacionários” dentre todas as classes sociais, porque desde cedo precisam conviver com estes seres ”injustiçados” pela sociedade. Em partes, é verdade que o mundo não tem sorrido com grande frequência para muitos destes ”jovens”, que tendem a vir de lares extremamente disfuncionais, na corda bamba da falta do básico na mesa da cozinha. Mas como sempre eu falo, sempre haverão pessoas que não se deixarão levar pela miséria em que vivem e tentarão erguer suas vidas longe do crime, de maneira digna e honesta. Em um mesmo ambiente, sob as mesmas condições sociais e econômicas, algumas (na verdade eu não sei quantificar quanto que seriam) pessoas não se deixarão abater pela situação e serão inclusive melhores em termos de moralidade e honestidade do que uma gorda fração de pessoas de classes mais abastadas. E isso é uma grande injustiça.

No entanto, poder-se-ia usar a racionalidade para justificar que em um dia de cão muitos adultos possam querer descontar todas as suas frustrações em cima dos outros. Em partes isso poderia ser relevado como justificativa.  Mas estamos falando de jovens e pré adolescentes. Alguns que são crianças. São pessoas extremamente jovens que estão cometendo crimes, não estamos falando de adultos que tomaram ódio da sociedade em que vivem e passam a viver no mundo do crime explícito. Estamos falando de crianças e adolescentes.

 

Tolerabilidade e reciprocidade

 

Toleramos aquilo que não gostamos e seremos positivamente recíprocos àquilo que nos faz bem. Eu jamais roubei nada de ninguém até agora e não foi apenas por causa da educação dada pelos meus pais mas especialmente por simples reconhecimento de padrão racional e coerente. Eu não faço com os outros aquilo que não desejo que façam comigo. Nada mais racional do que a empatia vista por este prisma mecânico de interação interpessoal. A empatia cognitiva, mediante o meu conceito: ”para que possamos internalizar uma ideia, uma teoria, uma conduta, devemos sentir empatia por ela”. Por exemplo, se tornar vegetariano.

Meu nível de tolerância para a violência irracional ou feita por motivação fútil é muito baixo. Isso se aplica a todos os tipos de comportamentos que não são racionais. E obviamente em relação a todas as formas de crimes tal como o roubo. O famoso ladrão de galinhas, isto é, aquele que rouba para poder dar de comer aos seus filhos, existe, mas não é a regra. Na maioria das vezes as pessoas roubarão dos outros por pura falha de caráter e que tem uma clara origem biológica, do próprio ser. Estamos todos subordinados a estas duas vias de reação, a tolerância por aquilo que nos incomoda, e a reciprocidade positiva, altruísmo ou empatia (mesmo que se for apenas ideacional) por aquilo que nos motiva a continuar na labuta diária da autoconservação.

Os esquerdolas acreditam  que a suposta falta de educação  foi a causadora destes tipos de comportamentos, então bastará colocar os ”mal educados” em uma escola de boas maneiras civis, para que possam se tornar como você ou eu. Não existe genética, não existem predisposições, não existe o ser e sua reação, mas apenas as circunstâncias, dizem eles. Alterem as condições e teremos seres totalmente reformados. E se alguns deles consegue rever suas ações e ”melhorar” (muita calma nessa hora porque o melhorar também pode ser quantificado e ”algumas” melhorias não parecem ser tão boas assim tal como o garoto pobre que consegue se tornar jogador de futebol, larga a vida de quase-crime que sentenciava o seu futuro, mas continua a praticar pequenos delitos só que de colarinho branco) então os esquerdolas olharão para esta exceção tal como se representasse a regra.

O mundo é terra plana para essas mentes cabeças de vento. Se somos todos iguais então estudar sobre genética comportamental seria como enxugar gelo, devem pensar.

Literalizando o ”argumento” dos esquerdolas.

As crianças e adolescentes que causaram furor nas praias cariocas, nestes ‘últimos dias’ (não significa que não voltará a acontecer e nem que se consistam em casos isolados), ao saírem arrastando pertences alheios, sem qualquer pingo de respeito ou dignidade, não tiveram uma boa educação (os pais e os professores deles devem ser uns lixos…. e vale ressaltar que, infelizmente, muitos bons pais de origem humilde acabam tendo filhos problemáticos). Portanto, devem ser ”reeducados”.

Literalizando a ideia de ”reeducação”

A primeira tentativa de lavagem cerebral amadora e fortemente embasada em pensamento positivo não deu certo. Então vamos colocá-los novamente em instituições estatais onde ”será feito” a reestruturação de conduta comportamental civilizada.

Eles sairão de lá novinhos em folha e nunca mais cometerão estes tipos de crimes.

 

Mundo real

 

Essas crianças e adolescentes que já sinalizam predisposições comportamentais anti-sociais desde à tenra idade, deixando implícito o papel da transmissão inter-geracional de caracteres, leia-se, hereditariedade, no comportamento humano,  não melhorarão suas condutas de maneira radical tal como a grande maioria dos esquerdolas acreditam apenas por causa de uma ”melhor educação”.

 

O que é educação comportamental**

 

Novamente ”a minha ideia” sobre a empatia cognitiva. Somos expostos a todo momento a estímulos ambientais como livros, uma bola de futebol ou uma boneca da Barbie, assim como também à ideias e argumentos racionais de conduta ou comportamento. Por exemplo, quando eu era criança, eu me condicionei a pedir desculpas, repetir umas cinco vezes esta palavra, depois de ter praticado alguma conduta ou exposição de pensamento ruins ou de mal tom. ”Funcionou”. Mas é muito cedo dizer que se minha mãe não tivesse me dito isso eu não teria aprendido até o ano em que comemorei o meu vigésimo sexto aniversário. E não é apenas cedo como também equivocado sugerir que este método empregado por minha mãe irá funcionar em todo mundo.

A ideia de educação se assemelha ligeiramente à ideia de lavagem cerebral, que eu demonstrei ou acredito que demonstrei, que está sendo usada de maneira equivocada pelas pessoas. A educação, nas escolas ou mesmo aquela que nossos pais acreditam de maneira literal e profunda, nada mais se assemelharia àquela imagem do filme ”Laranja Mecânica” que se tornou mundialmente famosa.

Não, não faltou educação a estes grupelhos descidos do morro que tocaram o terror em banhistas cariocas e continuarão a fazê-lo, em grupo ou a conta-gotas. Faltou a esterilização de suas mães ou ao menos, um planejamento familiar fortemente intrusivo para que seus pais evitassem encher os seus barracos, símbolo da ineficiência e brutalidade estatais em conluio com uma dupla herança desvantajosa, bio-econômica, de crianças que na maioria das vezes, serão apenas como eles. E não os culpo totalmente, porque o ambiente em que vivem contribui para exaltar as já muito evidentes dificuldades naturais de adaptação em uma sociedade industrial (e dependendo do caráter deles, em qualquer sociedade, mesmo nas de caçadores coletores).

Alguém com tolerância para praticar o mal irracional, em qualquer ambiente, será um estorvo para aqueles que o repele naturalmente.

A educação comportamental assim como no caso da cultura se consiste em uma tentativa de sincronização entre o comportamento (a nível individual) e o ambiente social e simbólico (isto é, que expressa toda a panaceia abstrata que emana da mente humana como emoções, ideias, etc). Novamente, a metáfora do boomerang ou do jogo de Squash, só que agora direcionado para a reciprocidade/internalização de condutas e rotinas. Eu aprendo organicamente que roubar os outros é imoral e não apenas ou fundamentalmente porque a professora ou professor disse. Eu posso internalizar uma conduta e/ou rotina com base na própria captura de percepções ou por meio da verbalização de terceiros, onde o educador aparecerá como um dos mais prováveis a comunicarem esta regra de etiqueta básica.

Por que que os leste asiáticos, em média, são melhores para fazer testes cognitivos?? Como que isso pode afetar as suas capacidades criativas, em média, é claro. E mais alguns ”plus” sobre criatividade…

Porque eles são melhores na capacidade de concentração.

Redefinição de concentração = capacidade de isolar a influencia da personalidade ou constancia comportamental sobre a cognição. A capacidade de se separar uma da outra para atingir um estado de neutralidade/inércia de pensamento ou na focalização de certa tarefa.

Uma das razões para que os leste asiáticos se saiam, em média (e uniformemente), melhores na realização de testes cognitivos, provas escolares dentre outras tarefas cognitivas similares, se dá justamente por causa de suas maiores capacidades de concentração, que nada mais seria, tal como eu redefini acima, na capacidade de se isolar a personalidade da cognição.

Por outro lado, uma maior capacidade de concentração pode resultar também em uma menor ‘vulnerabilidade’ para a distração, que é um preditivo essencial para a ”incubação criativa”. Esta que se consiste na alteração (voluntária ou não) do estado mental na busca por percepções incomuns ou associações remotas. Outro fator é que as pessoas criativas tendem a construir um arcabolso de internalizações (real aprendizado) diversificadas de longo prazo, que se dão justamente por causa de suas constantes tendencias para ”distrações”. Outro possível complemento é de que os leste asiáticos, em média, por causa de maior conformismo, serão menos propensos a pensarem diferente assim como também a externalizarem seus pensamentos, em relação ao grupo. As vivencias de boa parte dos leste asiáticos não irá resultar em na construção de uma arcabolso de percepções variadas e internalizadas, a matéria prima para a criação intuitiva de ideias divergentes.

Quando nos concentramos, o fazemos por duas razões

  • para neutralizar o pensamento ou torná-lo inerte, isto é, indiferente em relação aquilo que está acontecendo ”lá fora”,
  • focar em um conjunto de assuntos restritos, como fazer uma tarefa repetitiva, que exige atenção a detalhes.

Os leste asiáticos, em média, são muito bons neste tipo de capacidade, se comparados a todos os outros grupos raciais.

Ao invés de nos perguntarmos apenas o porque de serem, em média, ”menos criativos” que os caucasianos europeus (ainda que, apesar de muitas evidencias, necessite de maior e melhor investigação), também se este (suposto/muito provável) déficit não pode ter reverberado positivamente em relação a outros aspectos, partindo daquele pensamento de toda perda tem consigo um ganho, muitas vezes, impensado.

A concentração se consiste também na aglomeração da atenção em relação a alguns pontos apenas, por exemplo, se eu te pedir para que olhe para um pião rodopiando e não tire seus olhos dele até que comece a perder a velocidade.

A ”incubação criativa”, parte de um estado de ”distração” ou de foco descentralizado, o completo oposto da capacidade de concentração. Ao invés de se focalizar um pião, voce o observa, mas também tudo aquilo que está acontecendo ao seu redor, o canto dos pássaros… e pode pensar em uma associação entre ambos, seja para construir uma poesia, tipo

”tal como o pião, incessante em seu movimento circular, 

abraça o canto dos pássaros, em um mesmo movimento de criar…”

Etapas para a construção da criatividade e o porque dos criativos e dos inteligentes de não serem geniais

A criatividade é preponderante e essencialmente relevante durante as primeiras etapas da criação de ideias divergentes. Primeiramente, durante aquilo que denomino de ”incubação criativa”, assessorada pela distração, dá-se a colheita (muitas vezes ”inconsciente”) de percepções incomuns que serão internalizadas pela memória emotiva e/ou de longo prazo e que serão úteis para a construção intuitiva de ideias divergentes e potencialmente úteis. A produção de associações remotas com este arcabolso de percepções, retidas a partir de vivencias constantes, também se consiste em uma atividade puramente criativa.

O desenvolvimento destas ideias, no entanto, exigirá muito mais da inteligencia, do que da criatividade, ainda que esta continue muito relevante durante todo o processo. Portanto, os criativos não-geniais, tenderão a produzir ideias divergentes, mas sem o ”acabamento” necessário que possam torná-las ”produtos de genios”, seja para as artes, a filosofia, a ciencia ou qualquer outra área. Em compensação, os inteligentes clássicos ou mantenedores de alto nível assim como também os solucionadores de problemas de alto nível (os quase-genios), que são naturais dependentes das criações dos genios, serão melhores no acabamento destas ideias. O genio é capaz de fazer os dois, ou seja, todo o processo do pensamento tipicamente humano, criativo, intuitivo, instintivo, reflexivo e construtivo.

Novamente, o mau uso do termo ”lavagem cerebral” e um exemplo bastante elucidativo de como que isso se manifestaria literalmente….

amish socialmente liberais, ateístas e homossexuais??
Se voce, hipoteticamente falando, fosse um professor e pesquisador na área de psicologia comportamental e conseguisse transformar um grupo de homens amish, que são heterossexuais, fervorosamente religiosos e socialmente conservadores, no seu exato oposto, ou seja, em homossexuais, ateus e socialmente liberais, por meio de maciça propaganda audiovisual, associando a sua ”religião” (cultura dogmática) com o típico comportamento ocidental e urbano, mais extremo, especialmente em relaçao a homossexualidade, então voce poderia escrever em seu trabalho que conseguiu fazer lavagem cerebral neste grupo de pessoas selecionadas.
Hoje em dia, em tempos de liberalismo social e demo(oligo)cracia, acredita-se que a maioria dos ocidentais estejam sofrendo ou sendo vítimas de lavagem cerebral. Pode ser verdade que as táticas usadas pelos ”engenheiros sociais” se consistam de fato em técnicas de hipnotismo coletivo. No entanto, outros fatores também devem ser levados em consideração. Por exemplo, a capacidade mental média da população alvo e as suas suscetibilidades comportamentais inatas ou biológicas, isto é, que são o resultado de maior epigenética, além da carga genética, diretamente produzida pela concepção primordial, do pai e da mãe.
O caso da homossexualidade é interessante. A maioria dos teóricos políticos conservadores, acreditam que o aumento ou suposto aumento (o que também poderia ser, ”maior visibilidade”) dos casos de homossexuais assumidos, seja um produto direto da lavagem cerebral que está sendo orquestrada pelo estado, por motivações escusas e sinistras (ainda que não tire este mérito deles, a parte final desta frase). No entanto, eles estão se esquecendo que genes e ambiente tem um papel mais do que fundamental na modulação de certas tendencias, de maneira complexa. Por exemplo, o aumento da idade dos pais para constituírem famílias (que tende a resultar em maior carga mutacional na criança), mais um ambiente cultural aberto para a diversidade comportamental, podem estar tendo um papel para muitos ”casos’. Da mesma maneira, o aumento da obesidade na população, que costuma ter como resultado, a redução do testosterona em homens e o aumento do mesmo em mulheres, em média, também podem ter um papel no aumento de casos de homossexuais, que por causa da cultura menos ranzinza a este estilo de vida, se tornam mais confiantes para ”se assumirem”.
Portanto, a conclusão ”lavagem cerebral” não parece fazer muito sentido para explicar este contexto (e vários outros).
Para que se possa diagnosticar como lavagem cerebral, deve haver uma modificação abrupta ou significativa do comportamento, de maneira que, processos naturais (predisposição ou estupidez, aceitação cega da narrativa imposta) não possam ter sido os principais vilões de tal situação.
Algo pouco provável que vá acontecer  é justamente o exemplo acima, dos amish. Primeiro, em relação a possibilidade de que uma universidade se sujeite a este tipo de estudo altamente imoral e arrisque sua integridade metodológica (momento de risos nesta parte, porque a tal integridade científica não parece ser uma constante, especialmente em termos morais, se temos cobaias humanas e não-humanas sendo usadas e descartadas, de maneira cruel). Segundo, pela igual improbabilidade de que qualquer grupo de amish ou de outros tipos super religiosos, pudessem aceitar a se sujeitarem a este tipo de experimento. Terceiro e último, ainda previamente especulativo. A possibilidade hipotética de que os amish possam modificar completamente o seu comportamento habitual, apenas para se adaptarem a ”religião” amish, ultra-reformada. Se isso acontecesse, minha aposta, seria de que a maioria destes homens se desligariam da ”religião”, ou mesmo, fundassem uma nova ceita, que preservasse os antigos preceitos. Aqueles que aceitassem, é provável que modulariam suas predisposições mais escondidas com o novo ambiente cultural.
Mas então por que que tantos ocidentais estão acreditando nos memes culturais da narrativa dominante tal como ”não existem raças humanas**” ou ”somos todos iguais”.
Primeiramente, é importante nos perguntar, qual que seria o real número ou percentual de ocidentais que acreditam de coração nestes memes. Claro que estou me referindo aos ”ocidentais nativos” ou de origem predominantemente europeia. Se de fato, tivermos um percentual estatisticamente robusto, isto é, com grande, gorda amostra de pessoas que foram questionadas, então nós poderíamos ter maiores certezas quanto a isso.
Suscetibilidades para internalizarem os memes culturais modernos, parecem se dar por duas vias
– estupidez na capacidade de interpretação da narrativa oficial + preguiça intelectual para investigação espontanea e pessoal + déficit na capacidade de capturar a imagem maior, o contexto, ”aquilo que importa” e relativismo niilista ou falta de idealismo, especialmente em relação ou em direção a ”oposição contextual” que é conservadora ou ”oposição natural” a favor da sabedoria prática e literal (que poderia ser resumido como ”psicologia e/ou cognição de gado),
– predisposições comportamentais contextualmente específicas (tal como no caso de ”se assumir” homossexual em tempos de desfiles coloridos por grandes cidades).
”Os” ocidentais estão sendo vítimas de lavagem cerebral??
resposta correta mais provável
Sim, parcialmente, porque técnicas de propaganda como repetição de frases populares de efeito como ”somos todos iguais” estão sendo empregadas diariamente por meio da mídia.
No entanto, não são todas as pessoas que estão modificando radicalmente o seu comportamento, mas apenas alguns grupos que, por meio de um ambiente mais aberto, estão decidindo se mostrarem do jeito que vieram ao mundo, não em termos literais, mas bio-culturais. A enfatização também tem um efeito. Antes, a família era o centro das atenções nas sociedades ocidentais. Hoje, são ”os” homossexuais, ”as” minorias étnicas, ”os” desajustados, que tomaram ou que foram colocados como exemplos morais a serem seguidos. No entanto, o alcance da narrativa é limitada, e sempre haverão pessoas que serão blindadas em relação a certos memes, mas não em relação a outros. Os memes culturais podem e parecem funcionar como chamariz, como um convite para assumir ou internalizar uma nova rotina de comportamentos que, por inúmeras razões, estavam sendo mantidos dentro de si, sem serem externalizados. O mundo humano é muito complexo. Por exemplo, a falta de mulheres para manter relacionamento, podem fazer com que alguns a muitos homens, se utilizem da máxima ”quem não tem cão, caça com gato”, e mantenham relações sexuais com outros homens. Muitas vezes, serão a vontade e a oportunidade que falarão mais alto (o mundo humano é complexo, mas tão pragmático quanto o ”mundo animal”. E neste exemplo, o pragmatismo parece ser mais importante para servir como explicação do que a complexidade dos ambientes sociais humanos, 😉 ).
Para terminar este texto, volto a repetir que, para que haja de fato, lavagem cerebral, existe a real necessidade de modificação abrupta do comportamento por causas não-naturais ou artificiais, em outras palavras, apenas em ambientes hermeticamente fechados, secretos ou fora da vigilancia da ética profissional, que se poderá modificar completamente o comportamento de um indivíduo ou de vários deles, apenas por propaganda. O que a propaganda tem causado aos ”ocidentais” é justamente a confusão mental, advinda da falta de sincronização ou coerencia correlativa entre aquilo que se ve e que se entende instintivamente, daquilo que está sendo dito que é, claro, com um queijo suíço de buracos de múltiplas exceções.
A estupidez das massas, isto é, de uma boa parte das pessoas, que tendem a ser
– intelectualmente mediocres,
– intelectualmente preguiçosas para evitar a mediocridade,
– energicamente extrovertidas para socializarem o máximo possível, sem se questionar se muitas das diretrizes impostas estejam corretas.
… é uma das causas principais para a sua letargia habitual.
Predisposições comportamentais e a capacidade humana de se adaptar a contextos impostos por seus ”superiores” (o equivalente ao fazendeiro de ”A revolução dos bichos” de George Orwell), especialmente em relação aos grupos que estão comportamental e também, implicitamente predispostos, amplia a ideia de que a lavagem cerebral seja muito efetiva, quando na verdade, está sendo utilizada para outras finalidades.
A ideia de lavagem cerebral se assemelha a da educação, onde que os princípios igualitários absurdos da filosofia revolucionária, desde a queda da Bastilha, que nos tratam como uma massa indissociável e essencialmente oca, preconizam que a causa para as nossas falhas, sejam inerentemente exteriores, porque ”seríamos” oprimidos (que está correto, mas nem tanto) enquanto que a minoria abastada seria de opressores. De fato, somos oprimidos, muito oprimidos,  e existe uma minoria opressora, mas também existe uma reciprocidade, onde que nossas tendencias para a estupidez, nos tornarão vítimas ideais para qualquer forma de opressão, porque quem não entende a realidade, está passível de manipulação, desde as mais sofisticadas até as mais tolas.
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