Archive | outubro 2014

Asas do Desespero

Abraça meu corpo frio, nesta cidade cinza

Tuas asas douradas, que agora estão sem cor

Me leva alto para ver, do alto da esquina do sábio,

as formigas humanas se devorando sem razão

Me faz um rato abstrato, me joga na mente de gente desconhecida

Da criança que aguarda um futuro glorioso de decepções,

Do velho que aguarda a morte e o seu maior medo, a dúvida

Dos carros velhos daquela outrora era,

Da vida daquela trapezista, que agora é pó

Da energia das interações fictícias,

Desta alucinação da realidade,

Do muro de concreto e pichações

Das palavras de ordem,

Ganhando o corpo de generais e seus capacetes de crânio sorridente,

Do sofrimento do outro, alienado por Deus larápio da Palestina,

Do brega e do lixo,
que agora é luxo e arrogante

Da natureza, que agora é cativa da peste humana

Dos cachos de mel, que é só lembrança

Suas asas e seu batom pra sempre em suas andanças,
voa pelo céu, se espalha ao átomo, ao ato

Às asas do desespero,

é onde encontramos nossa maior força,
nosso cosmo infinito, nosso Deus, nosso amigo, nosso protetor

Sem livros com teias de aranha,

tece a sua casa, à morada d’alma

Ao desespero, ao aventureiro,
que sonha de pés altos,

À fortaleza,
que delicadamente destruirá qualquer concreto medo.

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Psicose e sobrevivência

Se nós vivemos e desejamos viver até a nossa morte, então isto quer dizer também que estamos tentando sobreviver. Viver e sobreviver são duas palavras que tanto podem ser consideradas como sinônimos perfeitos entre si assim como também podem ser consideradas usualmente como distintas, porém com significados parecidos.

Viver é um macro movimento involuntário e sincronizado do sistema corpo-mente. Sobreviver é a resposta, é a reação ao ato de viver.

A  verdadeira inteligência, que eu determinei como sendo a sabedoria, se relaciona visceralmente com a capacidade de enxergar a realidade em seu todo. E isto se relaciona completamente com a capacidade de adaptação.

Leia-se, capacidade não quer dizer necessidade. A maioria das pessoas tem a necessidade de se adaptarem, mas não tem grande capacidade pra isso. Se todos fossem realmente aptos para se adaptarem aos seus respectivos nichos sócio-hierárquicos de vivência, então todos se tornariam ricos ou reduziriam a hierarquia monetariamente desigual a pó.

Uma de minhas hipóteses para explicar as diferenças cerebrais entre os ”buscadores da verdade e da realidade” e o ”gado” é a de que os cérebros que filtram menos os estímulos e informações do ambiente, são menos capazes de produzir realidades alternativas, que são extremamente comuns entre as pessoas ”normais”. Como resultado, ao invés de acumular uma vida de factoides, tal como um zumbi de si mesmo, um mundo de possibilidades se abre para aqueles que não filtram a realidade que está a sua volta. Eu também sugeri que a maioria das pessoas tendem a ter cérebros parecidos, porque os cérebros filtradores  mostraram-se mais eficientes para a domesticação da população humana e posterior hierarquização das sociedades do que os cérebros menos filtradores. Aliás, estes aparecem como ‘vantajosos’ até determinado limite de autoconsciência.

No mundo ”animal”, existe a real necessidade de se entender o que se passa no ambiente para que possa haver uma adaptação com a mitigação de perigos imediatos. Portanto, prevenir sempre será melhor do que remediar.

Quem previne, se atém a fatos. Quem remedia, não consegue captar fatos e se atém a factoides, que são más interpretações da realidade ou metade dela.

A psicose aparece, como eu falei no texto anterior sobre ”Dogma e Inteligência”, como um potencial necessário para o desenvolvimento da autoconsciência, o componente global cognitivo mais importante da humanidade.

O uso do termo psicose aqui, não se refere especificamente às psicoses, os transtornos mentais psiquiátricos, mas especialmente ao estilo de personalidade que é derivado dela, o psicoticismo.

As crenças dogmáticas são quase sempre inventadas e sofisticadas por psicóticos. Da mesma maneira que a outra categoria de psicóticos luta contra as invenções alucinógenas inventadas por seus primos mentais.

Analogia perfeita para o jogo de xadrez onde a essência (morfologia cerebral) das peças (pessoas) é a mesma, mas as cores (aparência) são diferentes. Psicótico que, não entende a realidade ou a entende e ‘mesmo assim’ deseja inventar uma nova realidade

versus

o psicótico que entende a realidade ou que entende a realidade e deseja inovar a realidade existente.

Capacidade global de percepção ambiental amplificada (entender a realidade)

A maioria dos psicóticos apresentam um potencial para entender a realidade e desenvolver a autoconsciência, mas a maioria deles será incapaz de fazê-lo.

Portanto, a psicose combinada com baixa capacidade global de percepção ambiental amplificada (ou entender a realidade, basicamente) se constituirá em um transtorno, não apenas para o portador da condição, mas também para toda a sociedade.

De fato, tal como foi pensado por Lombroso et al, os mesmos mecanismos que produzem o criminoso, produzirá o gênio e os demais tipos criativos.

Existe a necessidade da combinação harmoniosa entre psicose (quando a visão habitual está perturbada, produzindo o potencial para a capacidade global de percepção) e a elevada capacidade holística. Por isso que a psicose apresenta uma linha espectral entre o criminoso e o gênio.

O constante estado de alerta do psicótico (e suas derivações mais parcimoniosas) que se relaciona com a incapacidade de filtrar informações e estímulos oriundos do ambiente, pode fazê-lo em um sábio, um gênio, um lunático ou em um criminoso.

E as combinações entre os tipos também são completamente possíveis de existirem.

Selvagem e o domesticado

As características da personalidade psicótica se relacionam negativamente com as características da personalidade cooperativa. As pessoas cooperativas costumam se preocupar significativamente com a opinião dos outros e tentam sempre seguir as regras, especialmente a partir destes pressupostos. Estas duas tendências comportamentais centrais do cooperativo clássico, se retroalimentam e determinam o modo de vida destes tipos. As pessoas que estão presas dentro da teia movediça da socialização (objetiva e pseudo-empática) humana, são incapazes de entender organicamente o que alguns termos significam tal como ”liberdade” e debocham daqueles que afirmam buscá-la.

A liberdade também se relacionará com a verdade visto que nenhuma opressão objetiva se constituirá em verdade, mas na manipulação dela.

O psicótico clássico entende a liberdade, como a liberdade do seu próprio ego.

O psicótico ”de alto funcionamento”, tenderá a entender a liberdade, como a harmonia entre as relações humanas e com o seu meio.

Os animais selvagens, ainda que também estejam presos às suas respectivas prisões coletivas, tendem a agir conforme se dá a sua interação com o meio. Ou seja, por meio da ação e da reação.

Em compensação, o domesticado necessita de doutrinação, adestramento ou ”educação” para responder a uma ação.

São os filtradores indiretos da realidade que aprisionam a mente ordinária humana.

Ao invés da aparência (dinheiro, status…), o sobrevivente só precisa da essência (realidade) para responder ao viver.

A revolução dos bichos

Decora-te, apenas o fácil de escorrer pelos lábios e sussurrar pelos ouvidos,

Acuse-o de ser aquilo que tu és,

Espelha tua maldade inconsciente e maligna ao teu algoz pacífico,

Atropele razão, lógica e sabedoria com seus gracejos de criança mimada,

Mal compreenda fatos e abrace factoides,

Ame a feitiçaria da ilusão e force aos teus iguais o mesmo dissabor,

Aponte o seu dedo imundo a todos aqueles que não lhe são iguais,

Enquadre a bela curva da morena brejeira às tuas contas infantis de calculadora,

Cuspa absurdos como se fossem verdades,

Despreze o trabalho que te sustenta e eleve os parasitas que são como a ti,

Fale alto, com constância e virulência, mas não faça nada daquilo que diz,

Destrua a beleza por suas boas intenções inertes,

Cale a boca do consciente e enamore a tua tola arrogância de lunático,

Se jogue ao lago de água transparente,

É a ti meu doce e estúpido Narciso, que precisa se devorar por inteiro,

Suma para sempre pela penumbra e apague as suas pegadas de escultor da injúria insípida,

Desapareça ô bicho de seda que quer nos asfixiar com suas certezas,

Decora-te, ao teu caminho em direção ao nada, de onde mora os teus neurônios,

Passar mal. 😉

Dogmatismo e Inteligência

As eleições brasileiras de 2014 para presidente e governador, apresentaram padrões interessantes de votos, onde um importante percentual de estudantes e professores universitários votaram no partido da ”esquerda” política. A relação entre preferência política pela esquerda e inteligência técnica ou qi não é uma tendência observada apenas no Brasil, mas também é uma realidade para a maioria das nações ocidentais (bem como de  nações não-ocidentais como a Índia). Apesar das constantes mudanças de preferências políticas (dentro de um determinado limite) por parte das pessoas ”mais inteligentes” em muitas nações, parece claro que uma  alta proporção daqueles ”com” qi  acima de 120 sempre apoiarão partidos e ideologias esquerdistas do que partidos e ideologias conservadoras ou nenhuma ideologia.

O problema da crença política é quando ela atropela a lógica, a racionalidade e a realidade. E é muito comum disto acontecer.

Tal como acontece com os esportes, a arena política parece ser apenas mais uma versão moderna das velhas guerras tribais humanas.

O dogmatismo não é apenas a lavagem cerebral (em conluio com predisposições genéticas) habitual das religiões, especialmente as monoteístas. A ideologia parece ser a substituta ideal da religião. Na verdade, a crença ideológica é diretamente derivada da religião.

O dogmatismo se baseia em uma panaceia de factoides, isto é, de fatos incompletos ou meias verdades, que no entanto, são retratados como a mais pura verdade.

Mediante a ótica das múltiplas perspectivas, nada está 100% errado nem está 100% certo. No entanto, alguns pontos de vista estão mais próximos da verdade do que outros.

O dogma da ideologia da esquerda será o ponto de análise mais importante deste texto, visto que servirá como demonstração da desconexão entre inteligência técnica e sabedoria, que se consiste na verdadeira inteligência, aquela que encapsula todos os demais tipos de inteligência.

A crença esquerdista dita uma série de dogmas que como sempre acontece, são pintados como verdades absolutas.

São eles:

– A crença na igualdade humana, isto é, na igualdade biológica total de todos os 6,8 bilhões de seres humanos,

– A crença que a raça branca é culpada por todos os males da humanidade, que é uma espécie de câncer e que como todo tumor maligno, deve ser eliminada, (obs.: percebam que o sistema de crenças esquerdista entra em contradição ao tratar a raça branca como moralmente inferior, se todos  os seres humanos são iguais?!? Todas as raças seriam igualmente boas e ruins),

– A crença no ”racismo” e no ”preconceito” como ”pecados originais”,

– A crença no determinismo do ambiente como influência fundamental sobre o comportamento e potencial cognitivo humanos e isto implica na total negação do papel genético, entendido por eles como ”pseudo-ciência do século XIX”,

– A crença na inexistência concreta de gêneros,

– A crença no niilismo existencial, contrário à ideia de transcendência…

Este é um exemplo de ”verdades absolutas” que os monossilábicos, ad homineanos e lunáticos esquerdopatas vão te acusar de profanar verbalmente.

O espectro da razão, quanto mais extremo mais dogmático será. 😉

A resposta mais sábia será a mais ponderada, aquela que abarcará todos os pontos de vista e se constituirá na verdade.

O dogmatismo é a manifestação, a externalização de tudo aquilo que nega a sabedoria.

O dogma de esquerda que ”enfeitiça” tantas mentes tecnicamente inteligentes, nega uma série de princípios lógicos, que eles mesmos discriminam verbalmente como ”positivismo”. Ao negar fatos, abre-se um leque infinito de possibilidades para a criação de factoides, visto que em cada fato, está contido uma enorme quantidade de factoides.

Muitas pessoas inteligentes não são sábias. Elas podem ser denominadas como idiotas úteis, no caso esquerdista, ou simplesmente de estúpidas com talentos técnico-utilitários superiores como no caso de outros tipos ideológicos.

O fato é que as pessoas (verdadeiramente) mais inteligentes e portanto que são sábias, terão maior facilidade para encontrar fatos do que as demais. Fatos se relacionam com a realidade. Aquele que pode entender a realidade, pode agir mais inteligentemente em qualquer situação do que aquele que não pode ou que é fraco neste quesito.

O dogmatismo é um conjunto de aforismos baseados em factoides que são literalmente ”comprados” pelas pessoas, pela maior parte delas, que são incapazes de entender a realidade por conta própria e que não apenas funciona como um modelo de pensar e agir (ou não, 😉 ), mas também como meio para socialização.

 

Dogma, psicose e alto qi

A ”psicose” ou o ”espectro da personalidade psicótica” pode apresentar resultados completamente opostos quanto à capacidade de ver a realidade. Parece comum que em famílias com tendências psicóticas, nasça tanto o gênio quanto o psicótico ou lunático.

Lunáticos também podem produzir gênios, mais do que uma pessoa neurologicamente comum poderia fazer. Muitos filhos de gênios historicamente reconhecidos, ou foram medíocres, especialmente se comparado aos pais, ou foram de lunáticos. Isso sem falar dos filhos com autismo e esquizofrenia.

Nos níveis mais altos e nos mais baixos da inteligência técnica ou qi, a personalidade psicótica é muito mais comum do que nos níveis medianos.

Se com o aumento do psicoticismo, aumentam as chances de pontuar muito alto em testes de inteligência (qi), então a surpreendente relação entre alto qi e dogmas se fará presente.

 

Portanto, como conclusão deste pequeno texto, aquele que é melhor na capacidade de captar fatos, será indubitavelmente mais inteligente que aquele que só se prende a factoides, confundindo-os com a verdade.

Estimativa de distribuição de inteligência (qi) entre as regiões brasileiras

Riqueza dos estados, 😉

Richard Lynn é uma das principais autoridades neste ramo da psicologia evolutiva. Foi ele quem produziu o monumental trabalho QI e Riqueza das Nações.

Lynn, compilou uma grande quantidade de estudos válidos sobre as médias de qi de diferentes populações ao redor do mundo e estipulou a média para nações que estão desprovidas de qualquer avaliação psicométrica por aproximação com os países vizinhos que estão providos destes estudos.

As estimativas de seu grande estudo, nos mostram que existe uma correlação considerável entre médias de qi e padrão de vida entre as nações. Apesar de não desprezar os fatores ambientais que transformaram por exemplo, Cingapura em uma micro potência do bem estar social e econômico no sudeste asiático, é evidente que o potencial cognitivo de sua população teve e tem um efeito considerável neste estado de coisas visto que uma população mais inteligente tende a

obedecer melhor as regras e as leis

ser mais educada no trato social

produzir mais riquezas e realizações culturais para o país

cometer menor quantidade de crimes

QI e inteligência

Antes de começar a adentrar mais profundamente no assunto principal deste texto, existe a necessidade de explicar rapidamente as diferenças entre qi e inteligência.

Testes de qi medem superficialmente os principais atributos técnicos que se relacionam com a inteligência humana. Qi mede capacidade de processamento mental, memória, capacidade de realizar analogias, etc…

Todos estas medições se baseiam em um contexto neutro. Mas é aí que se encontra um dos maiores defeitos dos testes. Surpreendentemente, a medição do todo da inteligência humana precisa de um contexto cultural, visto que não há dinâmica sem cenário.

Portanto, em resumo, os testes de qi não medem a inteligência, mas parte dela. E a parte que é medida, se relaciona com os atributos técnico-utilitários que são requisitados para projetos de civilização moderna. Memória, capacidade de replicação do conhecimento e concentração são alguns deles.

A correlação entre inteligência e qi é alta, mas não é total. As pessoas com qi mais alto, tendem a ser mais inteligentes que as pessoas de qi mais baixo. TENDEM. Vou repetir que a correlação é alta, mas isso não significa que todo aquele com qi maior será mais inteligente que alguém com qi menor.

Qi é muito mais eficaz como método avaliativo de inteligência de grupos do que de indivíduos.

A inteligência humana é uma complexa rede de características cognitivas, psicológicas (que são concretamente representadas pelas características do cérebro, número de neurônios, lateralização etc) que interage com o ambiente nos mais diversos níveis e sob as mais diversas facetas.

Método de avaliação

Assim como Richard Lynn estimou o qi de países sem estudos psicométricos com base em aproximação com as médias de qi de países próximos e também por meio do uso da genética, da antropologia e da psicologia, eu também utilizarei de ferramentas semelhantes para estimar as médias de qi das regiões brasileiras.

Norte e Nordeste

A região nordeste é aquela que apresenta os piores indicadores sócio-econômicos do Brasil. Existem muitas explicações históricas e ambientais para esta situação:

É o clima semi-árido do interior (mas não do litoral, onde se concentra boa parte da população nordestina);

É o passado de prolongada decadência econômica da região, desde que a capital do país, foi transferida de Salvador, na Bahia, para o Rio de Janeiro;

É o legado da escravidão que explica a pobreza de uma população que é predominantemente descendente de escravos africanos;

É a elite política local que ceifa qualquer possibilidade de desenvolvimento econômico e social da região.

Todas estas variáveis ambientais e históricas contribuem em partes para explicar os maiores problemas sociais desta região do país, mas não são os únicos e na verdade, é muito provável que não sejam os mais importantes.

Os seres humanos tratam todas as espécies animais não-humanas  de maneira correta quando buscam criar novas raças por exemplo de cachorros, onde os genes são hierarquicamente mais importantes do que as influências ambientais, mas surpreendentemente, se tratam como filhos de deuses, com ‘livre arbítrio’ e portanto completamente plásticos em comportamento e em capacidades (inatas), o que com certeza se consiste em um grande equívoco.

Regiões de clima árido apresentam mais desvantagens para a construção de uma sociedade rica e igualitária. No entanto, aprendemos que uma das maiores habilidades da espécie humana é justamente a da adaptação.

A decadência histórica da região, depois de perder o posto de região mais rica para o Sudeste, não se sustenta, visto que existem inúmeros exemplos de países e regiões, outrora pobres, que enriqueceram em um curto espaço de tempo. No mais, podemos primar  pelo pensamento lógico de que, uma maior proporção de pessoas inteligentes muito provavelmente não deixaria que esta decadência econômica se arrastasse por séculos.

O legado da escravidão também não se sustenta, porque existem milhões de casos de pessoas que vieram da pobreza e venceram. Além das circunstâncias favoráveis, como quando ”tudo dá certo na vida”, a capacidade cognitiva de aproveitar a janela de oportunidades, também contribui consideravelmente.

Existem duas situações sócio-dinâmicas que podem estar presentes em nações ou estados:

quando, por alguma razão, a população se torna a responsável pela manutenção do país ou região,

quando, por alguma razão, o governo toma as rédeas da administração social, política e econômica, mantendo a população em uma posição passiva, de beneficiada e cumpridora silenciosa das diretrizes.

O Brasil é um país onde não existe a presença de um estado altamente intrusivo. Barbados e Singapura são dois exemplos de países onde o estado tem um papel mais ativo do que a população. Estas nações estão sob as mãos de ferro de seus governantes que no entanto, se demonstram mais competentes e (relativamente) justos do que na maioria dos outros países. Como resultado, os dois países tem os seus respectivos potenciais biológicos quase que totalmente explorados. Barbados tem muito bons indicadores sócio-econômicos e especialmente se for comparado a qualquer país de maioria negra. Singapura, que é 70% chinesa, é um dos países com um dos mais altos padrões de vida em todo mundo.

A média de qi dos singapurianos é de 107, segundo Richard Lynn, enquanto que o de Barbados é de 78.

No caso barbadiano, se houve alguma seleção por uma população pequena de negros, mais pacífica ou se eles são mais ou menos parecidos em comportamento e inteligência com qualquer outra população caribenha, não é possível saber por agora. Mas partindo-se da ideia de que muitos dos seus vizinhos, apresentam baixos indicadores sócio-econômicos, medidos pelo IDH (índice de desenvolvimento humano), talvez estes fatores ambientais citados acima, possam nos ajudar a entender o porquê do bom padrão de vida desta minúscula ilha.

Eu vou começar esta investigação não-oficial por meio da utilização de 4 estudos como parâmetros de aproximação, tal como Richard Lynn fez em seu trabalho. São eles: Considerações sobre QI e Capital Humano no Brasil , Pigmentocracia , QI e Riquezas das Nações e Diferenças Raciais em Inteligência, 3 trabalhos de Richard Lynn, justamente o cientista  que tenho citado tantas vezes neste início de texto.

No trabalho Considerações sobre QI e Capital Humano no Brasil, foi estimado que a média de qi dos estudantes das universidades públicas brasileiras é semelhante aos estudantes de universidades de países ricos. Esta comparação não servirá como parâmetro visto que ainda existem critérios fortes para selecionar o corpo discente das principais instituições estatais de ensino superior do país.

No entanto, os mesmos resultados encontrados no trabalho de Lynn sobre a média de qi da população brasileira, foi também encontrado neste estudo. Se a média de qi mais provável do povo brasileiro estaria entre 84-89, então isto servirá para que possamos estimar as médias das regiões brasileiras. O valor 89 será utilizado como parâmetro.

A região nordeste é a mais pobre da federação e não restam dúvidas  de que apresentará valores mais baixos.

A média de qi estimada para a população nordestina será em torno de 80-84 com uma tendência para ampla variação de inteligência, visto que é historicamente muito comum os casos de endogamia na região e isso contribui para explicar a existência de famílias de políticos altamente inteligentes que dominam a região, bem como de rincões de excelência cognitiva.

É interessante comparar o Nordeste com o Oriente Médio, uma região árida, com longo histórico de miscigenação racial, onde a maioria da população tende a ter médias de qi mais baixas, mas com grupos endogâmicos altamente inteligentes.

O grande peso demográfico desta região (53 milhões de habitantes) é compensado em relação à média nacional de qi pelas maiores pontuações nas demais regiões do centro-sul do país.

A composição étnica da região contribuiu para este resultado visto que é uma das mais mestiça (com a maior proporção de mulatos) de todas e com uma das menores proporções de descendentes de europeus (”puros”) e de asiáticos do leste.

Lynn em seu ”Diferenças raciais em inteligência”, compilou um estudo realizado em São Paulo onde foram encontradas as médias de qi de crianças asiáticas, brancas, mestiças e negras. Os resultados foram respectivamente 99, 94, 81, 71.

735 crianças brancas, 718 crianças mestiças, 223 crianças negras e 186 crianças asiáticas foram avaliadas.

A média de qi nordestina foi baseada em lógica intuitiva primeiramente, visto que uma média de qi muito baixa é improvável de ser, porque para que isto fosse possível, o Nordeste deveria apresentar um padrão de vida extremamente baixo tal como das nações africanas.

Segundo que, partindo da média nacional de qi estipulada por Richard Lynn como parâmetro comparativo, o Nordeste deve apresentar uma média de qi mais baixa, se não existe nenhum macro fator ambiental como conflitos armados ou desnutrição generalizada  (tal como acontece na África) que possam explicar o padrão de vida da população nordestina bem como outros indicadores relacionados à capacidade cognitiva.

Se a seca fosse uma explicação para a redução da inteligência técnica nordestina, então deveríamos pensar se os migrantes nordestinos que foram para regiões de clima úmido, se ”tornaram” mais inteligentes depois que deixaram o sertão, mas os especialistas desta ciência sabem que é muito improvável que este seja o caso. Além do mais, como eu disse acima, a maioria da população nordestina vive no litoral, onde o clima é quente e úmido e portanto, não há razão para sustentar este viés ambiental como uma explicação importante para a maior pobreza da região.

Os fatores ambientais negativos podem inibir a totalidade do potencial fenotípico, tal como quando uma criança inteligente vai mal na escola. No entanto, a criança continua inteligente mesmo não demonstrando o seu potencial mediante critérios oficiais (porém, que não são abrangentes) de capacidade cognitiva.

A criação de um ambiente ruim, é um sinal de baixa inteligência que é retroalimentada pelas condições ambientais, um dos ciclos da pobreza, é deixarmos os ”pobres” se auto-gerirem. Não há dúvidas que dificilmente conseguirão obter sucesso neste tipo de experiência.

Norte

A região Norte, que tem uma população de 16 milhões de pessoas, é aquela com a maior proporção de descendentes de ameríndios, mesclados com outras populações. Portanto, diferente do caso nordestino onde a descendência africana se faz mais forte, no Norte, é a descendência ameríndia que é predominante e mais influente na biologia e comportamento dos seus habitantes.

A média de inteligência dos ameríndios, segundo o livro ”Diferenças Raciais em Inteligência”, tem variado entre 85-95. Ameríndios tendem a ter qi visual-espacial maior do que o qi verbal. Este padrão também é encontrado entre os seus primos mongolóides do outro lado do estreito de Bering e sugere uma origem comum para todo o tronco racial principal.

O importante para nós neste caso é nos concentrarmos no qi performance, que é a média de todas as pontuações dos diferentes subtestes.

Caucasianos europeus tendem a pontuar em torno de 100 (apesar de existir uma ampla variação entre as subraças europeias). O estudo brasileiro que deu uma média de qi  de 94 para crianças brancas de São Paulo, parece parcialmente verossímil com a minha percepção pessoal quanto ao cenário intelectual dos caucasóides brasileiros ainda que, especialmente no caso deste estado brasileiro, eu possa imaginar uma média de qi mais alta para este grupo racial. Levando-se em conta que apenas 11% dos brancos brasileiros sejam  racialmente ”puros” e que estes tenham médias de qi semelhantes aos das populações dos quais são  diretamente descendentes, pressupõe-se que, sem critérios seletivos significativos que mantivessem o fenótipo de alta inteligência, a genética mestiça da maior parte dos brasileiros fenotipicamente brancos, contribui para reduzir as médias de qi se os brancos tendem a pontuar mais alto em testes de qi do que ameríndios e negros africanos. A mistura, mediante uma ”perspectiva branca”’ tenderá a reduzir as médias.

Mediante a minha lógica intuitiva, eu estimo a média de qi dos brasileiros nortistas entre 84-87, partindo da premissa de que os ameríndios tendem a pontuar consistentemente mais alto nos testes de qi do que os negros subsaarianos. Também parto da comparação entre os indicadores sócio-econômicos nacionais com os indicadores regionais.

IDH 2010 dos estados brasileiros. Os estados pintado de verde, apresentam IDH alto e os de amarelo, apresentam IDH baixo.

Centro-sul

Sudeste

A região mais populosa (80 milhões) e rica do país, também é a mais heterogênea em nível de padrão (e qualidade) de vida, clima, cultura e composição racial. É de se esperar que também seja heterogênea na distribuição da inteligência (técnica) ou qi de sua população.

”Apenas” o estado de Minas Gerais, parece sintetizar muito bem todas as regiões brasileiras, onde o sul é mais frio, tem melhor qualidade de vida e uma maior proporção de descendentes de europeus enquanto que o norte é semi-árido, predominantemente mestiço e apresenta um padrão de vida muito mais baixo.

A média de qi para a região, segundo a minha intuição lógica,  é de 90-93, ou seja, que está ligeiramente acima da média nacional.

São Paulo, o estado mais populoso e rico da federação, também apresenta um universo particular de diversidade cognitiva quantitativa. Eu estimo a média de qi do estado, entre 94-96.  São Paulo reúne a mais numerosa e talentosa elite cognitiva do país, mas apresenta grande disparidade porque juntamente a ela, vivem mais de 10 milhões de descendentes de nordestinos e parece óbvio que os nordestinos tendem a ter qi mais baixo do que os paulistas sem qualquer descendência desta região. (Reparem que eu uso bastante a palavra tende, por que será??)

Minas Gerais parece estar ligeiramente abaixo da média nacional em qi. Eu estimo para este estado uma média de iq 87-89.

O Rio de Janeiro, outro estado internamente diversificado em inteligência técnica quantitativa, parece se localizar entre São Paulo e Minas Gerais neste quesito.  Talvez, 90-93, idêntico à média regional. O estado do Espírito Santo parece seguir a média mineira, mas com provável disparidade entre as áreas de colonização europeia e aquelas com predomínio de mestiços e negros.

Centro-oeste

A região mais central e a segunda menos populosa do país não é apenas difusa em termos geográficos, mas também muito provavelmente em termos cognitivos. Eu estimo a média desta região em 90-92, com rincões de excelência cognitiva e com falta da mesma.

O Distrito Federal pode reunir a maior média de inteligência do país por causa de sua condição especial como o pequeno estado que tem a capital nacional, Brasília. Tal como Canberra, concentra uma grande quantidade de pessoas com ”alta inteligência”. Brasília, no entanto, parece ser mais emblemático caso metropolitano brasileiro, com diferenças descomunais de potencial cognitivo, onde os mais inteligentes convivem lado a lado com os menos ”espertos”.

Sul

O Sudeste, especialmente São Paulo, reúne a maior quantidade de pessoas que pertencem à elite cognitiva brasileira, independente de sua classe social, mas de sua capacidade (técnica) cognitiva. No entanto, o Sul parece ser provido da maior média de qi.

A média de qi para o Sul, segundo a minha humilde opinião seria em torno de 95-98, semelhante aos países vizinhos do Cone Sul, como Argentina e Uruguai.

Capitais brasileiras e estimativas de médias de qi

A  estimativa para as médias de qi das 10 capitais brasileiras mais populosas (2013) é uma tarefa mais árdua visto que praticamente todas são muito mais internamente complexas e não existe nenhum estudo do tipo que possa ser usado como parâmetro.

No entanto, eu vou mais uma vez partir da minha lógica intuitiva, para estimá-las.

Partindo-se do princípio que o limite mínimo de qi para uma população conseguir sustentar uma sociedade tecnológica moderna seja de 86-87, ( sem a presença de um governo intrusivo como nos exemplos citados) eu concluí que todas as capitais brasileiras deverão ter médias de qi neste valor ou acima dele.

São Paulo, média de qi de 100-103, se assemelha à capital russa, Moscou. Ambas são grandes, caóticas e com grandes disparidades sociais. No entanto, a média estimada para Moscou foi de 106 (média da qi da ”velha” classe média paulista em torno de 105-107). Minha explicação para esta valor se dá pelo fato de que São Paulo tem uma grande variação de inteligência, com a maior concentração numérica da elite cognitiva bem como também por uma grande população de baixa inteligência técnica. Também, partindo do padrão de vida não muito alto da maior cidade brasileira, se comparado com capitais de países ricos, eu achei este valor o mais condizente com a realidade paulistana.

(Parâmetro usado foi a média de qi britânica, de 100 e da classe média do país, que foi estimada em torno de 107)

Rio de Janeiro, média de qi de 97-99, mas com grande variação cognitiva. Do asfalto ao morro.

Salvador, média de qi de 90.

Brasília, média de qi de 100, semelhante a São Paulo e com igualmente grande disparidade cognitiva.

Fortaleza, média de qi de 89, importante pólo turístico da região.

Belo Horizonte, média de qi de 94.

Manaus, média de qi de 92, capital que tem um importante polo industrial, a Zona Franca de Manaus.

Curitiba, média de qi de 102-104, capital com um das melhores qualidades de vida dentre as 27 da federação.

Recife, média de qi de 92, como o pólo industrial mais importante da região Nordeste.

Porto Alegre, média de qi de 100-102, mas com menor variação em comparação à cidade de São Paulo.

As dimensões da inteligência humana (hipótese)

Hierarquia das dimensões da inteligência humana

1– Enxergar (entender a realidade; solucionadores de problemas e sábios) para

2– Interagir  para

3– Adaptar para

4– Produzir (solucionadores de problemas) para

5– Sustentar (mantenedores técnicos)

Em uma sociedade ”utópica”, perfeita, a hierarquia proposta acima sobre as dimensões da inteligência humana, estaria individualmente (geneticamente) presente.

A sabedoria, representada principalmente pela capacidade de enxergar a realidade, encapsula todos os 5 componentes, visto que é hierarquicamente superior à inteligência. A inteligência está contida dentro da sabedoria.

A capacidade para enxergar a realidade deve vir primeiro, antes de usarmos nossos mecanismos complexos de interação, é necessário usarmos nossos sentidos, como a visão, a audição, o olfato e/ou o paladar.

Esta é a primeira análise do ambiente.

Após a observação, a análise, poder-se-á interagir com o ambiente (com pessoas, o relevo, o clima, fenômenos naturais).

A partir da primeira interação, caminhamos para a nossa adaptação.

Quando nos adaptamos ao ambiente, iniciamos nosso processo de produção e sustentação do sistema organizacional coletivo a que estamos submetidos.

Usualmente, as sociedades humanas complexas exibem uma inversão da hierarquia, onde a capacidade de enxergar a realidade encontra-se entre as últimas prioridades e onde os deveres encontram-se nas primeiras posições, onde a população é dividida em sustentadores e criadores, ou basicamente, os mantenedores técnicos e os solucionadores de problemas.

No entanto, a maioria dos solucionadores de problemas que estão a serviço do sistema, são muito menos habilidosos que os solucionadores de problemas genuínos, que exibem grande habilidade de pensamento holístico e portanto, conseguem captar o conceito central (e problemas) das situações e dinâmicas dentro das sociedades humanas com grande eficácia e rapidez.

Os solucionadores de problemas usados pelo sistema, ou são moralmente degenerados, ou são desprovidos de sabedoria, ou são de baixo funcionamento e portanto, são capazes apenas de buscar soluções não-intrusivas para os problemas dos sistemas sociais complexos, isto é, que não buscam modificar radicalmente a essência dos regimes complexos de cooperação hierárquica, ou civilizações.

Os sustentadores ou mantenedores técnicos são os últimos na hierarquia universal da inteligência humana.

No entanto, em ”nossas” sociedades, eles são alçados ao posto de ”mais importantes”.

O sistema educacional serve exatamente para este propósito, não apenas replicar uma cultura de subserviência assim como também selecionar os tipos mais geneticamente predispostos ao comportamento domesticado.

QI

Testes de inteligência, como eu tenho comentado várias vezes aqui, são a idealização da inteligência. Só podemos provar que algo existe ou qual é a forma deste algo, quando o testarmos na prática.

O mundo se divide em objetividade e subjetividade, universalidade e localidade. Ao contrário do que ”alguns” gostam de dizer, existem verdades absolutas, o que realmente não existem são as verdades absolutas eternas.

Aqueles, independente da região, raça, religião ou partido político, que conseguem capturar com maior eficiência e rapidez todas as verdades absolutas mais facilmente reconhecíveis,

O absoluto de hoje, pode ser o inexistente de amanhã.

Os testes de qi são a idealização da inteligência, porque toda idealização parte de um estado de inércia, de um estado em condições perfeitas. Os testes de qi são atravessadores indiretos da inteligência. Qi não é prática, é teoria da inteligência.

O primeiro erro dos testes é a manutenção involuntária das premissas equivocadas da igualdade humana, que todos os meios meritocráticos também são baseados.

A curva de sino em uma distribuição normal de iq nos mostra exatamente a ideia de transcendência coletivo-cognitiva unilateral, onde a neurodiversidade é desprezada e substituída pela ênfase (ismo) em um conjunto idealizado de atributos que pressupõe-se que representarão diretamente o que é inteligência.

Os testes de qi parecem medir especialmente os dois últimos componente da hierarquia das dimensões da inteligência humana que eu propus acima.

Metaforicamente falando, é como se a maioria dos altos qis, as nossas elites cognitivas, fossem inteligentes para se adaptar a uma areia movediça, sem reconhecer que estão em cima dela e que como consequência, serão tragados por ela.

Não há nada de verdadeiramente inteligente, se adaptar a um ambiente que está condenado a se autodestruir, mas a maioria das pessoas que nós classificamos como tal, assim o fazem.

Hbd e ginástica parte 3

A escola russa de ginástica artística feminina, é filha hereditária da escola soviética.

A ex ginasta russa Svetlana Khorkina, multi-campeã do esporte, é uma representante fidedigna do ”fenótipo nacional russo”. A personalidade forte, a grande expressividade emocional, beleza artística combinadas com grande habilidade acrobática são rotineiramente comuns nas ginastas deste grande pedaço de mundo.

Parece surpreendente pensar que uma das escolas mais artisticamente (emocionalmente) expressivas da ginástica seja justamente a russa, afinal de contas, um dos estereótipos mais populares do caráter russo é a sua frieza emocional.

Eu já comentei que a capacidade para expressão emocional pode ser maior em pessoas que são habitualmente frias do que em pessoas que externalizam com maior frequência a ”empatia” ou melhor, a simpatia. Enfim, existem muitos fenótipos que possibilitam a uma grande expressividade emocional.

Bolshoi ou genética?

Até onde que uma população será mais geneticamente habilidosa (se é mais habilidosa) do que outra em determinados atributos?? Por que as escolas de outras nações eslavas não prosperaram tal como a escola russa??

Será que a grande pressão seletiva para talentos em nações que estão em grande disputa transcendental (de projeto de ”civilização”) tal como Coreia do Norte, Cuba, EUA e ex-Urss, podem ter um papel muito importante para a criação de escolas prodigiosas de ginástica??

O talento artístico das ginastas russas pode ter uma influência direta da mais importante escola de balé do mundo, o Bolshoi??? Ou depende da combinação desta variável ambiental com predisposições genéticas tal como uma personalidade mais propensa a este tipo de externalização comportamental??

Como sempre em relação à dicotomia ambiente e genética, a melhor resposta será a ponderação.

Não há dúvidas que a personalidade média das populações humanas bem como algumas de suas predisposições regionalmente preponderantes como a baixa estatura e peso das mulheres asiáticas e a força muscular das mulheres negras, tendem a influenciar consideravelmente em suas performances.

No entanto, as muitas variáveis ambientais que estão relacionadas também tem um papel muito importante na exposição de todo potencial genético para determinada função.

Por exemplo, se um grande e minucioso projeto para buscar as pessoas mais inteligentes em matemática for realizada em algum país africano, existe a real possibilidade de termos uma super exposição de jovens com grande capacidade, especialmente mediante uma escala nacional e regional.

Este é o exemplo de Cuba. O único país ”socialista” do hemisfério ocidental, com ”grande necessidade” de se vender como um país vitorioso, que deu certo, investiu pesadamente no esporte, graças aos vultosos investimentos soviéticos. Cuba se tornou uma super potência regional e uma potência olímpica por anos, tal como a Grécia foi durante os jogos de Atenas em 2004, do qual foi anfitriã, 😉

Na ginástica, Cuba se destacou por anos como a potência latino-americana. O potencial cubano foi aproveitado ao máximo.

Não parece ilógico relacionar o número de habitantes com o número de medalhas na ginástica artística. Um esporte individual necessita de um grande número de candidatos para prosperar, visto que existe uma grande seleção, mais do que no caso de esportes coletivos e uma grande chance de falha ou injúria corporal entre indivíduos.

No entanto, é evidente que existem diferenças fisiológicas e mentais que influenciam consideravelmente nas performances das atletas de diferentes nacionalidades e etnicidades. E padrões de comportamento, habilidades e performances parecem existir na ginástica artística ou ao menos foi aquilo que eu tenho observado.

Barras assimétricas

Khorkina foi uma das grandes campeãs das assimétricas (ainda que os métodos de pontuações neste esporte já foram e ainda são meio ”cavernosos”). Sua exuberância corporal, com pernas longilíneas e altura acima da média das ginastas mais bem sucedidas, contribuiu para marcá-la como um grande nome do esporte, visto que ”tudo” conspirou negativamente para que pudesse fazer um excelente desempenho.

A maior variação de personalidade e tipos físicos parece ser uma tendência euro-caucasiana. A combinação harmoniosa entre habilidades atléticas, acrobáticas e artísticas parece ser mais comumente encontrada em ginastas europeias do que em qualquer outra categoria.

No mais, as características étnicas das ginastas russas podem ter um efeito em suas performances, como a combinação de personalidade mais forte, mas não masculinizada, combinado com atributos que se assemelham aos das demais ginastas ocidentais.

Se as ginastas americanas não tivessem a tendência de serem tão duras no quesito artístico, não há dúvidas que poderiam se tornar potenciais campeãs indiscutíveis em qualquer competição porque combinariam em alto nível os dois componentes mais importantes do esporte.

A média de qi dos caucasianos europeus, assim como também uma tendência para terem qi espacial também na média, os fazem diferenciados em comparação aos chineses neste esporte, visto que decoram uma menor quantidade de exercícios complexos (vejam as chinesas na trave e as compare com as outras ginastas) mas usam diferentes estratégias para compensar esta variedade de déficits contextuais.

Portanto, você encontrará algumas ginastas, russas, britânicas, euroamericanas ou italianas, dando maior ênfase no quesito artístico ou na perfeição da execução técnica do que na quantidade e qualidade de exercícios.

Surpreendentemente, parece que a escola romena não apresenta a mesma tendência… No próximo texto da série eu vou analisar superficialmente as famosas ginastas romenas.

Sabedoria e inteligência

O sábio é aquele que pode ver todo o sistema, o tecnicamente inteligente e desprovido de sabedoria, o inteligente por primazia, é aquele que é incapaz de ver o sistema, só consegue ver mediante a sua perspectiva de peça eficiente do sistema maior ”a que pertence”.

Sabedoria e inteligência não são a mesma coisa. E eu já mostrei várias vezes aqui o porquê. A sabedoria encapsula a inteligência e portanto é hierarquicamente superior a ela tal como a atmosfera nos encapsula e é superior a nós.

A sabedoria pode manipular a inteligência, o contrário raramente é possível.

Há uma grande incidência de pessoas inteligentes que pertencem à neocategoria político-psicológica de ”idiotas úteis”.

O termo, cunhado durante o período da guerra fria, se refere justamente às pessoas estúpidas, mas que são úteis para o avanço de agendas totalitaristas por causa de suas melhores habilidades como mantenedores  técnicos do sistema.

A metáfora da ”experiência do corpo”, da suprema autoconsciência, da capacidade autodidata, orgânica, de entender a si mesmo, é potencialmente correlativa com a sabedoria.

E quanto mais alto for esta capacidade (que eu presumo ser brevemente relacionada com qi), maior será a sabedoria.

O pensamento holístico é a capacidade de ver o todo, visualizando-o de maneira abstrata ou concreta.

A maior parte de nossas ”elites cognitivas” são incapazes de serem sábias (ainda que as mentes potentes que estão por ”trás das cortinas” sejam de psicopatas, com muitos atributos derivadas da sabedoria) e por isso, até os problemas mais fáceis de serem solucionados ainda continuam a existir e causar danos às existências coletivas.

Na verdade, alguns dos problemas mais hierarquicamente importantes da humanidade são na verdade muito simples em termos conceituais, ou seja, em suas respectivas raízes ou fontes.

A filosofia é uma manifestação da sabedoria, que no entanto, tem sido reduzida ao papel de promotora de diretrizes totalitárias da principal agenda biopolítica humana, o antropocentrismo.

Como resultado, mantenedores técnicos, são selecionados para estudar e produzir filosofia pós-moderna, que nega as bases essenciais de sua etiologia que é a solução de problemas.

Novamente, eu uso a dicotomia do solucionadores de problemas versus mantenedores técnicos.

A filosofia se tornou monótona, porque as funções de um mantenedor técnico, são monótonas, sendo eles mesmos, como peças eficientes do sistema. A produção da filosofia e portanto a externalização e documentação da sabedoria, só pode ser plenamente realizada, partindo-se da construção de pressupostos que busquem solucionar problemas da sociedade, especificamente dentro das esferas principais de gerência administrativa assim como também, pela procura investigativa, metafórica e intuitiva das respostas mais viscerais da existência humana, assim como também de qualquer outra existência finita e não apenas da replicação de investigações anteriores.

Os solucionadores de problemas estão muito mais perto de contribuir objetivamente com a filosofia do que os mantenedores técnicos e no entanto, como existe um complô para destruir a civilização vigente em prol de outra proposta coletiva de transcendência, tornou-se necessário que por parte dos atuais administradores da desconstrução social, lhes fossem incumbidos de promover a ostracização social dos solucionadores de problemas bem como outros tipos muito importantes para a manutenção da harmonia e do avanço da sociedade.

Música da ternura atemporal

Quando te vi, te odiei por osmose

Quando te assisti, o amei de imediato

Ao amor quando antes houve ódio,

é como o cheiro de chuva, quando antes houve tempestade

Lembrança das profundezas do espaço-tempo,

Técnicas humanas para nunca esquecer aquilo que levará para a eternidade

Teu mausoléu egípcio sem paredes,

tua essência, sem a sua forma,

Sua vida, depois da morte,

Músicas que nos fazem melhores zumbis

Que com pés descalços,
caminham para o inevitável fim

Que a alma criativa sabe e luta até a sua derrota derradeira

Chora a derrota, mas sente alegria porque lutou com bravura

Fez a todos irradiantes de cores numa palafita,

tentou melhorar o caminho
que corre inevitável
para o fim, de fato

À cachoeira que nasce andina e desagua tropical,

dos anjos que a suportam,

que o caminho não importa,

Porque ao caminhar, a sensação de poder amar,

é o destino do desejo

criar na inércia e fazer o movimento

O eterno ciclo de perguntas,

a torrente final onde apenas uma resposta prevalece

Deus.

Ginástica e Hbd parte 2

Por que será que somente a única ginasta ítalo-americana da equipe de 2008 não pareceu muito feliz durante a cerimônia de premiação em Pequim??

Como combinado, vou agora comentar superficialmente sobre as minhas observações em relação às equipes americanas de ginástica artística e seu potencial enquanto correlação biológica investigativa.

Nos EUA existe uma anedota muito popular e que foi ampliada pela mídia dominada por judeus quanto à suposta incapacidade da população branca para dançar. A ideia de que ”os brancos” não sabem dançar não parece se sustentar mediante à ótica das múltiplas perspectivas, visto que existem diferentes tipos de danças que exigem diferentes tipos de habilidades corporais. Pode ser possível afirmar que os europeus e seus descendentes tendam a ser fracos no quesito ”suingue”, mas não existe apenas este tipo de ritmo corporal não é?

Negros são melhores nesta habilidade possivelmente porque tendem a ser mais individualistas do que as populações cooperativas da Eurásia. Por esta perspectiva, poderíamos até pensar se os asiáticos são ainda menos capazes de dançar que os europeus. Mas as características antropológicas do homem branco, podem ter confabulado para reduzir a sua capacidade de dançar igual a um negro, tal como a tendência generalizada para a incapacidade caucasiana de ”sentar” de cócoras, que eu já comentei no primeiro texto desta série. Para que você possa fazer um break e não se desequilibrar, por exemplo, existe a necessidade de que consiga manter-se firme com os joelhos dobrados ao máximo.

Como as populações norte europeias, especificamente a Grã Bretanha, a Europa germânica e a Escandinávia, são as variedades caucasianas mais racialmente depuradas entre os europeus, pode-se especular se a incapacidade para dançar com suingue seja uma tendência geral apenas para estes grupos e que quanto menos nórdico, maior será o talento para a dança na Europa, comparativamente falando.

A maior parte da população branca americana (não-hispânica) é composta por descendentes de norte-europeus. Talvez esta incapacidade para a maleabilidade corporal dinâmica possa explicar o porquê das ginastas americanas tenderem a ser tão duras na hora da graciosidade artística, um dos fundamentos mais importantes e característicos do esporte.

Mas esta não é uma realidade apenas para as ginastas caucasianas da equipe nacional, assim como também para boa parte das demais ginastas, que são de outras raças do caldeirão multicultural da ”América” moderna.

Com uma população tão racialmente diversificada, ao mesmo tempo em que ficaria um pouco mais complicado analisar possíveis tendências nacionais de estilo étnico-característico do esporte, também pode ficar mais interessante visto que certas tendências parecem ser racialmente universais.

Na ginástica artística existem duas tendências muito interessantes entre os dois troncos raciais principais mais distantes, ou seja, os leste asiáticos e os negros subsaarianos. A musculosidade natural das atletas negras e a leveza das atletas orientais.

E isso pode ser observado com certa pontualidade no aparelho das barras assimétricas. Eu já vi mais de uma vez, com toda certeza, a grande facilidade com que as ginastas negras conseguem realizar o exercício Tkachev.

Enquanto que as ginastas negras costumam ter uma boa explosão muscular, as ginastas asiáticas apresentam déficits neste mesmo quesito e isto pode ser observado como quando uma ginasta chinesa ou japonesa fazem o exercício de transição da barra baixa para a barra alta, ainda nas barras assimétricas. Se desejarem se aprofundar mais no assunto, eu sugiro que reparem na relativa dificuldade com que elas tem para apoiar o corpo e estendê-lo normalmente na barra alta, em vídeos disponibilizados pelo You Tube.

Na equipe americana, ginastas negras, asiáticas, caucasianas e mestiças, mostram tendências que são mais comuns em suas respectivas variedades. A explosão muscular dos negros, a leveza e maior capacidade acrobática entre as asiáticas, a grande variação de tipos entre as caucasianas assim como também entre as mestiças. Mais de uma ginasta asiático-americana já apresentou dificuldades específicas durante a transição da barra baixa para a barra alta, nas barras assimétricas. Mais de uma ginasta afro-americana, mostrou grande explosão muscular. Mais de uma ginasta euro-americana mostrou diferentes estilos de performance assim como também no caso das mestiças.

Mesmo que exista um projeto da equipe nacional americana (capitaneada por Marta Károlyi) com diretrizes marcadas para determinadas ênfases como para a excelência técnica e menos para a expressividade artística, parece notório observar que as ginastas multirraciais americanas apresentam tendências raciais demarcadas quanto aos seus estilos performáticos com os predicados e déficits que eu tenho mostrado superficialmente neste e no primeiro texto desta série.

As ginastas brancas americanas não sabem dançar ( e suas primas anglos do outro lado do atlântico também)

Outra observação que tenho notado também com certa frequência, é que o mesmo déficit em passes artísticos e expressividade emocional (interpretação) também pode ser notado nas apresentações de solo das ginastas britânicas. Parece que quanto mais atlântica for a Europa, menos artística será. Não parece ser pura coincidência que os centros europeus de alta cultura não se localizarem na Grã Bretanha. Um povo que promove e produz alta cultura, pode vivenciá-la em muitos outros aspectos como a dança por exemplo. Mas até onde as circunstâncias ambientais e históricas influenciam nestas ”escolhas transcendentais coletivas”??

A incapacidade para dançar, não apenas com suingue, mas com beleza e leveza de passos, parece ser um déficit tipicamente britânico, mais do que um ”problema” globalmente europeu. Não faz sentido julgarmos os brancos caucasianos como incapazes de dançar se foram justamente eles que inventaram o balé.

Mas principiando pela ideia de diversidade fenotípica europeia, eu acredito que fatores circunstanciais, ou seja, ambientais e históricos, possam ser um pouco mais importantes para explicar a falta de graciosidade anglo-saxônica na dança, ao menos na ginástica artística.

No entanto, ainda é muito interessante observar que a ginasta americana mais artística dos dois últimos ciclos olímpicos, tenha sido justamente uma filha de pais russos, Anastasia Liukin. Apenas coincidência ou a personalidade da população russa é diferente da personalidade (média) anglo-americana??

Russos tendem a ser mais de introvertidos, dramáticos, melancólicos, tradicionais. Americanos tendem a ser mais de extrovertidos, pragmáticos, utilitários, técnicos…

Uma nação de losers e winners

Os EUA é a superpotência que é, justamente por causa de sua mente coletiva pragmática, que se baseia na apresentação de resultados e menos em aforismos e considerações de natureza e ações filosóficas. Impérios muitas vezes se transformam metaforicamente falando, em gigantescos supermercados, com a sua variedade demográfica de ”pessoas-produtos”, a oferta e a procura.

Ao contrário de uma sociedade como a russa, onde certas tradições nunca parecem morrer, nos EUA, o contrário é o mais provável de ser. As duas nações com alta concentração de diferentes estilos de nichos criativos, se baseiam  em preceitos transcendentais coletivos opostos. Uma nação (ainda) tradicional e (ainda) racialmente homogênea ou com uma variedade local de tipos, como no caso da Rússia, tenderá a colocar inconscientemente um ”pouco” de seus atributos etnicamente típicos em cada exibição ou externalização, seja pela cultura, pelo política, pelo modo de pensar ou pelo esporte.

A sociedade americana não construiu sua história com base filosófica na eterna ‘decadência’ russa, apesar de estar caminhando para cenário parecido. As diversas características ríspidas da terra russa, podem ter contribuído para produzir uma população com grande potencialidade na expressividade emocional genuína, sincera, enquanto que o conforto dos subúrbios americanos, pode ter feito o caminho inverso.

No quesito acrobático e portanto técnico, a equipe americana é excepcionalmente talentosa e talvez a alma puritana dos anglo-saxões, que ajudou a construir os enormes prédios nova-iorquinos, também possa ser observada no tipo de ênfase da escola nacional de ginástica artística, onde se principia pela demonstração de excelência técnica, ou seja, apresentação de resultados ”objetivos”.

Pragmatismo, frieza e sucesso na ginástica artística

Se não há ênfase na expressividade artística e portanto emocional, então haverá uma grande concentração de esforços para a perfeição técnica e é justamente isso que acontece com a equipe americana. Raros são os casos de ginastas deste país que superaram o limite de reação emotiva que parece ser ditado pela equipe técnica, tal como da ginasta Alicia Sacramone, a única italiana-americana da equipe do ciclo olímpico de Pequim/2008 e que contribuiu consideravelmente para  a perda da medalha de ouro por equipes na mesma competição, em um momento decisivo, por causa do seu descontrole emocional.

A frieza para fazer guerras, derrubar florestas, matar índios, empurrar a sua cultura lixo para grande parte da humanidade (ainda que muito da cultura americana seja universal, mesmo que não tenha valor artístico de alto nível), também pode contribuir para acertar séries complexas de exercícios tais como aqueles que foram realizados por Shawn Johnson em Pequim, sem nenhum pingo de expressão artística ou emocional.

O choro infantil de Sacramone, depois de perder a ”disputa” com as chinesas, em que ela foi a mais entusiasmada de todas as ginastas americanas, também pode ser comparado ao grande fracasso dos italianos nas duas grandes guerras do século XX, assim como também em sua tentativa de colonizar algumas nações africanas, como a Etiópia.

O grande talento italiano para as artes, pode explicar o seu déficit para o talento estratégico.

Dolce vita não combina com ”eficiência”.

No próximo texto, eu vou falar da beleza artística da ginástica russa…

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

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