A metáfora da vida e o coletivo enérgico absoluto

Somos energia encapsulada dentro de corpos, exatamente como acontece com os planetas e talvez com os universos.

Somos mini-universos.

Somos, metaforicamente falando, como as gotas de chuva que nascem pela comunhão de elementos díspares que se consistem as nuvens carregadas de umidade e que tem um período limitado de vivência até ao seu estrebuchar final ao chão ou ao mar. A partir daí, aquilo que fomos, isto é, uma concentração particular de energia presa dentro de um corpo, se dissipará e voltará de onde veio, do COLETIVO ENÉRGICO ABSOLUTO.

O universo é consciente porque está carregado de energia e porque TUDO está conectado a partir de um gigantesco espectro, tudo pulsa vibração e tudo de uma certa maneira vive, de maneira inanimada ou animada. Existimos sem ter uma noção pessoal desta existência quando ‘não somos nós”, quando somos pura energia solta pelo universo consciente, quando pulsamos em baixíssimas frequências. A vida é a formação de universos de tamanhos diversos que estão encapsulados por um corpo, por fronteiras. Reagimos a partir destes limites. Somos corporalmente conscientes porque nos reconhecemos enquanto seres que estão ”presos” dentro da matéria orgânica, ao reconhecermos nossa prisão, vivemos. E esta não se consiste na consciência essencial porque é a energia, encapsulada ou solta, artificial ou naturalmente concentrada, que assim poderia ser considerada.

Outro pormenor. Usamos a linguagem, isto é, as nossas palavras para entender o mundo, para classificá-lo, separá-lo ou uni-lo. Mas as palavras ainda não podem superar a hiperrealidade. Portanto, ”existência”, ”vida”, ”morte”, são palavras que tentam explicar fenômenos percebidos mas apenas mediante uma perspectiva humana. Não sabemos exatamente e estamos bem longe de ter qualquer certeza em relação ao que acontece com todas as existências ou gotas de nano-universos que povoam o nosso planeta (e outros) quando estas deixarem de existir a partir dos critérios biológicos percebidos que são condizentes com esta dimensão do espaço e tempo. A consciência enérgica corporal pode não ser a mesma que aquela que se vê livre e dentro do coletivo enérgico absoluto, quando somos sem ser, percebemos sem perceber, pulsamos sem sentir este pulsar. Quando morrermos, regrediremos ao estado de energias soltas se tudo é energia tal como sentenciou Tesla (acho que foi ele quem disse isso), a um estado que é anterior ao da vida mais simples, porque antes dela, já existiam energias soltas. É coletivo porque como não temos noção de auto-espaço, de auto-território, de individualidade ou autoconsciência, então seremos unos, porém incompreensivelmente cientes de sermos singulares. Pode ser possível que nossa essência enérgica seja como uma caixa preta de um avião. A morte elimina o corpo, mas a energia essencial continuará a existir por tempo indefinido e talvez infinito. Talvez a finitude do tempo percebido em nossa dimensão, não exista em uma dimensão maior.

Mas aí então, a partir desta proposta de pensamento existencial, ao morrermos nunca mais voltaremos a viver**

Voltando à ideia das gotículas de chuva. Nós também poderíamos nos concentrar novamente e nascer, ”validando” a ideia de reencarnação. Como que a aglutinação enérgica poderia acontecer se somos um produto inteiro de uma espécie de datação milenar** Outra metáfora dentro de uma metáfora. Se a continuidade existencial/biológica de uma espécie poderia ser comparada a um túnel subterrâneo que está sempre andando em seus trilhos escurecidos e que portanto, não poderia haver a coexistência entre a energia corporalmente concentrada ou vida, que é o produto de uma continuidade, e a energia dispersa (se podemos determinar desta maneira, isto é, que seja realmente dispersa). Somos o resultado da concepção de nossos pais, a combinação de caracteres díspares porém complementares entre dois seres de igual natureza. O momento de maior prazer que ocorre durante a concepção em que altas vibrações serão descarregadas, poderia resultar não apenas na mescla interna de material genético, mas também por fora, na atração de energias soltas. Se realmente somos singulares, então energias com vibrações parecidas seriam mutualmente atraídas. Quando dois corpos estão unos na concepção da vida, suas energias vitais encontrar-se-ão muito mais carregadas e poderão servir como chamariz para a energia solta. Talvez, isso possa mesmo ocorrer, mas além de ser uma hipótese muito a frente daquilo que a ciência pode comprovar, também se encontrará muito a frente daquilo que nós mesmos podemos perceber e como conclusão, será pouco provável de ser comprovado, ou ao menos testada.

Somos a evolução mental de toda a fauna terrestre, por agora, não podemos reverberar com enorme certeza daquilo que NÃO podemos entender/perceber mediante nossa perspectiva existencial e de observação, tal qual uma formiga não pode extrapolar as suas percepções químicas além dos seus limites mais óbvios de entendimento.

A crítica ateísta é localmente particularista, isto é, se limita a explicar a inexistência depois da existência/vida a partir de uma perspectiva terrestre e desprezando a essência da mesma que se consiste na energia.

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