Archive | dezembro 2014

O que é religião???

”Religião” da paz!

A busca por Deus se faz com amor, sabedoria e justiça. Grande parte das religiões oficiais, especialmente as monoteístas de origem israelita, não são religiões verdadeiras.

São culturas (toda cultura oficial é arbitrária) com justificativas ”grandiosas” (ou seria melhor, desculpas grandiosas.)

O significado mais simples da religião humana pode ser a ”busca por Deus, pelo infinito, por sua origem, pela origem de tudo”. Neste caso, qualquer sistema de crenças, lógicas (ciência) ou ilógicas (metáforas religiosas que foram literalizadas), podem ser definidas como uma forma de religião, se suas buscas transcendentais mais ulteriores forem por Deus, pelo infinito ou pela origem de tudo aquilo que existe, por ”si próprio” ou não. A culturalização da religião, inevitavelmente caminhará para a busca pela harmonia e portanto pela sabedoria, se a transição do -conceito mais puro- de religião, ou seja, a busca pela verdade, pela origem de tudo, por Deus ou pela beleza, para -um conjunto de ações cotidianas- for realizada de maneira literal.

Deste modo, todas as religiões verdadeiras deveriam resplandecer em sua teia social, a santa trindade da harmonia, que se consiste justamente no amor, que pode ser representado de maneira genuína por amizade verdadeira (empatia e simpatia), a sabedoria ou a diplomacia, métodos de resolução de problemas com base na união de semelhanças e especificação de diferenças e pela justiça, que é a manifestação mais pura e sólida de empatia coletiva ou individual, é a meritocracia per si.

”Uma nação de ovelhas, dará origem a um governo de lobos” Edward Murrow.

Genes para tomar café, genes para a homossexualidade??

O estúpido transforma o simples em algo complicado e confuso.

Bonobos são os primatas mais próximos da espécie humana. Eles também são conhecidos pela  inteligência, comportamento pacífico (mas isso não quer dizer que sejam santos intocáveis ok? ;)) E por serem adeptos de práticas sexuais ”alternativas” como maneira de mitigar possíveis conflitos entre os machos mas também porque gostam ;). De uma maneira ou de outra, seja lá como esta ”cultura” foi incorporada por eles, tem dado certo e se baseia em uma pré-disposição comportamental. Portanto, se uma cidade-estado à la Esparta resolver se sofisticar e pacificar a sua população, existe uma certa possibilidade para que ocorra uma redução do dimorfismo sexual, reduzindo as diferenças entre homens e mulheres. Os homens mais dominantes serão lentamente ou abruptamente eliminados, ou reduzidos a uma minoria vantajosa, tal como provavelmente acontece com os bonobos.  Menos machos dominantes que são menos propensos a serem adeptos de práticas sexualmente alternativas, mais machos ”não-dominantes” e mais femininos, proporcionalmente falando, estarão no mercado do sexo para procriar e passar seus genes. Esta tendência progressiva irá inevitavelmente resultar em uma maior população de machos que estarão completamente fora da competição sexual pelas fêmeas. Se o desenvolvimento intelectual for incentivado, em pouco tempo, nós teremos o desenvolvimento de uma cultura orgânica, onde ao invés da coerção cultural, nós teremos uma equiparação entre o comportamento médio de uma determinada população e sua própria biologia. O processo de ”aculturação” funciona deste jeito. Primeiro, há a imposição da cultura, depois começam os processos seletivos para produzir (do barro à jarra) o ser humano ideal para esta cultura e por fim nós temos uma cultura orgânica, onde biologia e comportamento cultural são a causa e o produto.

Uma sociedade mais intelectualmente sofisticada, será fortemente propensa a ter uma maior quantidade de pessoas criativas bem como de homossexuais. A relação entre homossexualidade e superdotação é indireta, da mesma maneira que acontece com a relação entre a segunda e a esquizofrenia. A causa de ambas é a mesma, mas os resultados podem ser diferentes ou serem encontrados em um mesmo grupo de indivíduos. A maioria dos homossexuais não são superdotados, mas um grande percentual de superdotados serão de homossexuais. Algo um pouco distinto se aplica à esquizofrenia, onde a maioria dos esquizofrênicos não serão de superdotados, mas muitos superdotados serão esquizofrênicos ou terão um histórico familiar desta condição sindrômica (vantagem heterozigota). Sociedades mais criativas geralmente são mais cosmopolitas, mais abertas para interações com pessoas de fora, são mais culturalmente diversificadas e mais tolerantes. A maioria das pessoas criativas precisam desta complexidade de interações para inovar, ainda que não seja um predicativo ambiental necessário aos mais criativos, que costumam produzir grande quantidade de percepções mesmo em ambientes pobres neste requisito.

É de se esperar que lugares mais tolerantes atrairão uma maior quantidade de gênios criativos, porque muitos deles serão excêntricos e altamente inconformistas. Isto quer indicar que em uma vila do interior, religiosa e dogmática, é mais provável que estes tipos sofram com discriminação, perseguição e ostracismo por parte dos moradores locais do que de serem ‘aceitos’ pela comunidade. A criatividade é sempre uma ”persona-non-grata” para aqueles que desejam manter  antigas estruturas sociais.

Voltando ao assunto inicial do texto. Já está mais do que comprovado que a homossexualidade é parte da biologia universal ou é um traço suscetível de se manifestar fenotipicamente, em qualquer espécie complexa de reprodução sexuada, porque se baseia na diversidade espectral de comportamentos bem como de composições fenotípicas de traços biológicos.

Eu não vou adentrar novamente no fato de que a homossexualidade bem como as suas variações menos evidentes (inúmeras combinações de comportamentos tal como foi demonstrado por Alfred Kinsey) sejam mais comuns do que imaginamos. Mas eu vou estudar com mais afinco, duas linhas de pensamento, a primeira, ”a homossexualidade não é hereditária” e a segunda, ”um fenótipo tão pouco valioso (sic!) para a seleção natural, não pode ser hereditário, porque não existem mecanismos que possam mantê-lo dentro da piscina genética humana. (mas ”genes para gostar de tomar café” podem).

1- Homossexualidade não é hereditária.

A ideia de que a homossexualidade não seja hereditária é divertida e interessante, por que não?? Partem se de pressupostos lógicos muito rasos para se fazer esta afirmação. A primeira é, os homossexuais são uma minoria na população. Sim, tal como os superdotados são 2% da população, mediante critérios termaníacos, tal como uma quantidade incrivelmente pequena de pessoas que pontuam acima de 160 em testes supostamente cognitivos. Se a razão para patologizar a homossexualidade fosse a sua suposta insignificância demográfico-estatística, então por lógica, deveríamos dar o mesmo status patológico para a superdotação. Só que não!!! Muitos ”hbds” são conservadores são igualmente dogmáticos, tal  como os esquerdistas( como se nos víssemos pelo espelho) visto que enquanto que os ‘homossexuais” são uma das vacas sagradas do esquerdismo, o exato oposto acontece para o conservadorismo. Alguma novidade???

Primeiro, é importante definir o adjetivo ”hereditário”. Segundo, é importante pensar quais seriam as diversas formas de hereditariedade, se é que elas existem. Muitos traços complexos, podem ser passados ”hereditariamente”. Sabemos da existência dos termos ”dominante” e recessivo”. Eu, por exemplo, tenho ”genes dominantes” para olhos castanhos, mas posso ter um filho ou uma filha de olhos azuis, verdes ou com outra coloração mais clara. Apenas esta explicação já derrubaria por terra a premissa de que ”a hereditariedade deve ser entendida como a transmissão de traços de pai pra filho ou de mãe pra filho”. É evidente, mas os traços recessivos também podem ser passados. E existirão inúmeros níveis de recessividade e dominância que variarão consideravelmente de indivíduo para indivíduo. Outro fator é a combinação de suas suscetibilidades genéticas com o seu cônjuge. Enfim, são tantos fatos a serem considerados que realmente, é deprimente e muito suspeito, que alguns supostos crânios da comunidade (hbd) que sigo desde 2009, possam ser tão simplórios e diretos em suas considerações.

Homossexualidade é patogênica porque não existem mecanismos (diretos) de seleção, se ”todos os traços humanos só podem continuar a serem expressados de geração em geralção, por seleção” e se os homossexuais (sic! masculinos exclusivos) são uma pequena minoria predominantemente infértil. Eu já desconstrui este castelo de areia extremamente frágil de ”vagas certezas”, em outros textos sobre o assunto e não pretendo me aprofundar aqui novamente.

Novamente, a homossexualidade corre entre famílias, não de maneira linear, porque é um traço predominantemente recessivo e os traços recessivos tendem a ser mais epigenéticos em sua natureza do que os dominantes. Isso também não significa que em toda a família remotamente suscetível esta tendência de compartilhamento de predisposições será constante, nem que não possam nascer homossexuais em famílias sem nenhum histórico reconhecido ou recente.

2- A homossexualidade não é um ”traço” (na verdade, é uma combinação de fenótipos) vantajoso ou importante para a sobrevivência individual ou de grupo

E tomar café, será que é ”um traço” vantajoso??

Será que não sobreviveríamos sem o valioso comportamento que nos faz gostar de tomar café???

A conveniência é a alma da adaptação, para o bem e para o mal.

No mundo de hoje nós vemos uma alta representação da população homossexual de superdotados em diversos ramos da intelectualidade, das artes e ”até mesmo” nas ciências. Muitos ”homossexuais heterozigotos”, com aspecto andrógino, porém com predileções predominantemente heterossexuais na cama, também estão fortemente representados nos ramos mais importantes de produção e sustentação da sociedade. Não restam dúvidas que existem vantagens para mantermos esta diversidade de comportamentos, de mentes. Se existem ”genes” que nos tornam mais tolerantes com uma xícara de café, diga-se, um comportamento completamente inútil, estéril e ”sem valor” pra sociedade, então por que então a homossexualidade não pode ser considerada como parte essencial e natural da biologia humana???

A diferença entre indivíduos excepcionais e os ”trivialmente inteligentes”

Tente debater com os ”trivialmente inteligentes”. Geralmente os resultados desta aventura imprudente serão dor de cabeça, ódio dentre outras reações indesejáveis. As razões são muito simples. Os trivialmente inteligentes que são em sua maioria de intelectualmente interessados, usarão o conhecimento superficial e parado (com focos de dengue) que já acumularam  para ‘refutar’ suas premissas e dificilmente conseguirão sair dos seus quadrados de segurança. Eles são assim mesmo, são bons para manter o sistema, mesmo se o sistema for uma porcaria, mas não são criativos, inovadores, com duas costelas de loucura, inteiramente empáticos, racionalmente reativos, enfim.  Não é apenas isso que separa os intelectualmente obsessivos dos intelectualmente interessados, visto que como ” a inteligência não é atomizada dos outros componentes que perfazem a mente humana”, então as diferenças entre os muitos tipos de pessoas estúpidas e de pessoas sábias, são muito maiores do que imaginamos. Não são apenas diferenças em testes de inteligência ou em testes de personalidade, mas em como o mundo é sentido e percebido.

As superexcitabilidades em superdotados, mas especialmente nos intelectualmente obsessivos, que são os mais inteligentes, produzem uma maneira muito mais ampliada de perceber e entender o mundo, em todos ou na maioria dos níveis e tipos de interação com o meio, como a espiritual, a emocional, a intrapessoal, a interpessoal, etc…

A fronteira entre a mediocridade e a grandeza virtuosa, que é a combinação entre intensa energia integrada orgânica de sensações e percepções e o estado de descanso ou euforia balanceada e inabalável, é o grau de percepção enérgica ou energia entre os dois, que pode ser notado em todos os níveis de interação (super excitabilidades de Dabrowski).

Os intelectualmente interessados, ao iniciarem um debate qualquer, imaginam-se em mais uma cena do cotidiano pós-moderno e tecnológico, especialmente, se este debate for feito em alguma comunidade dentro da ”web”. Suas sensações e percepções não são muito diferentes daquelas que são sentidas e percebidas pelas massas. Na verdade, podemos dizer que os intelectualmente interessados ou trivialmente inteligentes, fazem parte desta massa de energúmenos desprovidos de sabedoria. Como resultado, eles utilizarão suas ”piscinas paradas, cheias de ratos(sic!)”, para exporem ”suas” premissas sobre o assunto em pauta. Tal como as massas também o fazem, porém de maneira bem mais sofisticada. A partir do momento em que o equilíbrio de forças for quebrado, os intelectualmente interessados, em sua grande maioria, recuarão em suas individualmente respectivas capacidades de debater (manipular) seus pontos de vista, porque eles aprendem por ‘memorização literal’ ou ‘lavagem cerebral’ e tal como em um castelo de cartas entrincheirado, regredirão de um estado combativo porém (pseudo)racional de debatedor, para um estado atávico, de histéricos que só conseguem usar ad hominem para tentar salvar suas retaguardas e ao mesmo tempo atacar o seu adversário. Os milhões de micro-debates, seja pela internet ou na vida não-virtual, deixam de evoluir a partir do momento em que algum tipo de estúpido não consegue mais seguir o jogo de manipulação que os verdadeiros debates se caracterizam.

Trivialmente inteligentes ou intelectualmente interessados

Eu já discuti sobre as diferenças entre os intelectualmente interessados e os intelectualmente obsessivos. Esta divisão entre os tipos de inteligentes, é uma boa maneira para separar aqueles que tem grande capacidade de inovação em suas áreas de fixação e aqueles que fazem parte das ”massas mais intelectualmente sofisticadas”, o grande público de consumidores diretos dos ”produtos de gênio”. As diferenças entre estes dois grupos podem ser resumidas em uma única palavra, CRIAÇÃO. Os intelectualmente obsessivos não apenas se tornam especialistas nos assuntos de fixação como também, por conseguinte, se tornam potenciais criadores de novas maneiras de se pensar ou de se criar, sejam em qualquer nicho de produção. Em compensação, os intelectualmente interessados, raramente conseguem superar a barreira da acumulação sofisticada de conhecimento (enquanto que a maior parte das massas apresentam uma acumulação primitiva de conhecimento) e terminam por se tornarem ”mantenedores ou estabilizadores do sistema”.

A partir do momento em que estes dois tipos entram em um combate verbal, isto é, em um debate qualquer, os intelectualmente obsessivos tenderão a demonstrar

paixão,

obstinação e

extrema curiosidade para saber o que seu oponente tem a dizer ou a propor.

A paixão se dá porque os intelectualmente obsessivos adoram falar dos assuntos dos quais mais gostam de estudar (vivenciar). É parecido quando um amante fala com seu camarada sobre o seu amor proibido, a sua paixão, com brilho nos olhos, sangue borbulhante nas veias e vivacidade romântica. Fala de um ideal alcançado, de uma verdade encontrada.

A obstinação é o resultado natural da paixão, que precisa ser perseguida ou queimada até ressuscitar em uma nova Fênix. Infelizmente, muitos intelectualmente obsessivos não terão sabedoria para produzir um sistema de crenças racionais, lógicas, holísticas e ponderadas. E estes estarão entre os piores tipos de debatedores estúpidos porque eles ainda incorporarão muitos tiques de estupidez. Como dizem, quanto mais inteligente e estúpido, melhores serão as manipulações para provar a veracidade de seus pontos de vista. Muitas pessoas inteligentes são irracionais. Os intelectualmente obsessivos, superam os limites do aprendizado inicial, marcado pela memorização ou acumulação de conhecimento pré-estabelecido e deixam de ser os ”eternos alunos” ( muitos na faculdade não conseguem superar esta barreira) para se tornaram os próprios produtores. Mas é claro que como eu estou falando de abstrações, de categorizações, então será  evidente que muitos trivialmente inteligentes (um grande percentual de professores universitários) se localizarão na ”fronteira” entre os dois grupos e portanto, serão capazes de produzir, mesmo que geralmente, o façam de maneira pouco inovadora e em conformidade com o stablishment intelectual da academia a que estão subordinados.

A extrema curiosidade (ok, devo ter exagerado um pouquinho, a curiosidade, apenas) para saber o que o ”antagonista” do debate tem a dizer, para que possa retrucar com maestria, é outra tendência muito comum entre os intelectualmente obsessivos. Dentro deste grupo, nós podemos destacar os ”intelectualmente obstinados”, isto é, aqueles que não apenas se aprofundam em um determinado conhecimento, não apenas produzem novos ”produtos” oriundos deste aprofundamento, mas também buscam por valores transcendentais como a verdade. A busca pela verdade é a busca pela solução de todos os problemas, desde a raiz. A busca pela verdade é a busca pela harmonia, pela beleza e necessariamente não quer indicar simplicidade apenas, mas a simplicidade da complexidade. A procura pelos mecanismos essenciais que produzem a complexidade, a capacidade de ver a origem da complexidade, que é simples, e a complexidade por  si mesma.

A transcendência é o mundo da hiperrealidade ou o mundo da criação, que a maior parte das pessoas são incapazes de tocar. A auto-motivação intrínseca para superar limites, superar barreiras que nunca foram conquistadas.

No mundo da ”democracia” e de ”debates democráticos”, as pessoas comuns são impulsionadas a exporem e a confrontarem seus pontos de vistas com os seus oponentes. Se uma roda intelectual não terminar em um estéril consenso de coisa alguma, então caminhará para a histeria, especialmente das partes menos capazes. Os intelectualmente interessados são aqueles que mantém por mais tempo a histeria, provavelmente porque como apresentam egos inflados pelas circunstâncias burocráticas e superficiais de nossas sociedades hierárquicas e massificadas (que selecionam por critérios cognitivos resumidos como memorização pragmática, em busca de mantenedores técnicos, ou quantidade, mas não de uma grande e inconveniente proporção de solucionadores de problemas), lutam teimosamente contra fatos e percepções cirurgicamente apuradas daqueles que dedicam naturalmente uma boa parte de suas horas para o pensamento crítico e o aperfeiçoamento de seus conhecimentos de fixação. Os intelectualmente interessados são iludidos quanto a todos os mêmes pseudo-lógicos ou pseudo-racionais e o principal deles é sobre a certeza de veracidade quanto ao conhecimento incompleto e ideologicamente tendencioso (dogmático) a que foram doutrinados. Como eu já comentei antes, os verdadeiramente inteligentes são os autodidatas. O termo autodidata, neste blogue especificamente, se refere àqueles que apresentam motivação intrínseca para o aprendizado. Isto é, para o real aprendizado, que se baseia no auto-melhoramento.

Portanto, se em sua área de interesse ou de especialização, você não for capaz de aperfeiçoar ou de detectar erros de lógica ou harmonia (padrões lógicos), então não será sábio e não terá aprendido nada. O aprendizado real não é memorização pragmática de dados de uma determinada matéria de estudo. É a aplicação deste conhecimento como parâmetro de detecção de erro, o melhoramento da própria matriz do conhecimento adquirido e/ou a substituição desta por outras matrizes de conhecimento, mais eficientes na resolução de problemas. Isso é inteligência real, in loco, ao vivo, em ação e reação, e não apenas a memorização pragmática. As pessoas inteligentes existem para solucionar os problemas da sociedade, não importa em qual área e quanto mais cirúrgico, preciso e essencial forem estas correções, mais inteligente será. As universidades modernas são ocupadas por mantenedores técnicos e não por solucionadores de problemas, que estão em minoria. Isso explica o porquê da alienação das instituições de ensino superior com o mundo real, em cada nação ocidental, visto que os mantenedores raramente conseguem superar as suas limitações criativas e terminam se transformando nos maiores obstáculos da explosão criativa dos gênios. É por isso que eu gosto de dizer que, os ”inteligentes” são os maiores inimigos dos ”gênios”.

Portanto, a raiva costumeira que atingem aqueles que estão em uma dimensão de percepção e interação mais elevada tanto em qualidade quanto em quantidade, combinado com grande intelecto, é apenas uma reação completamente natural aos dementes que passam por seus caminhos. Quem não fica nervoso quando diz a verdade baseada em lógica de fatos e intuições certeiras, e mesmo assim, os zumbis tentam convencê-lo do contrário?????

Seleção natural extrema para explicar a baixa complexidade e diversidade cognitiva de populações humanas que mantém estilos de vida bio- ‘arcaicos’ parte 1

Parte 1 HOMOSSEXUALIDADE

Por que dizem que em algumas tribos de caçadores coletores (parece que) não existem homossexuais??

Eu não vou repetir o nome deste blogueiro Hbd, porque já o fiz algumas e inconvenientes vezes. É chato usar de ”ad hominem” mas parece necessário em certos momentos para certas pessoas. O fato é que um dos argumentos sem profundidade deste sujeito visando à ”patologização unilateral” da homossexualidade masculina exclusiva é aquele em que afirma que a mesma tem sido praticamente inexistente entre as tribos de caçadores coletores. Alguns assuntos requerem maior complexidade, e este é um deles. Ao se afirmar algo, deve se precaver, no mínimo, por meio de algum desenvolvimento desta argumentação, esta é uma dica para qualquer um que desejar debater seriamente sobre qualquer assunto. Eu já desbaratei, com certa vergonha alheia, porque os fatos que tanto clama, estão latejando em sua face descrente e arrogante, sobre muitas de suas supostas provas sobre a natureza patogênica da homossexualidade masculina exclusiva, mas PRINCIPALMENTE, sobre uma suposta natureza não-biológica desta variedade sexual comportamental humana, em palavras chulas, uma doença, tal como a tuberculose ou a lepra. Uma série de comportamentos humanos são também influenciados por interações patogênicas (e isso não quer dizer necessariamente que estas interações sejam  influências magnânimas, é mais provável que funcionem como parte da complexidade do comportamento humano) e nós já temos ciência da presença de milhões deles dentro do nosso corpo, contribuindo para funções extremamente importantes de nosso organismo. Já sugeri que passássemos a nos considerar como pequenas nações, porque somos providos de  tudo que uma nação ”real” tem. Nós somos a REAL NAÇÃO, enquanto que as nações (abstrações bio-culturais coletivas e territorais) construídas e mantidas por nós são arbitrárias e caricaturais representações de nossas próprias existências bio-complexas individuais.  A negação da variedade sexual humana é o mesmo que negar a variedade de cores de olhos, tipos físicos, perfis cognitivos, níveis de inteligência, etc. E em todos eles nós temos a presença diversa de diferentes níveis de ”genes”, desde os ”mercenários” que podem causar mudanças significativas  em nosso organismo, seja durante o período pré-natal, enquanto estamos dentro da barriga de nossas mães, seja durante a vida fora-do-útero.

A primeira pergunta que devemos fazer em relação à suposta e possível inexistência da homossexualidade em tribos de caçadores coletores é a seguinte: realmente não existem homossexuais nestas tribos??

Muitos fatores devem ser levados em consideração tais como: a cultura, os padrões seletivos e a raça.

Até muito pouco tempo atrás pouco se falava sobre homossexualidade. Existiam poucos homossexuais ”assumidos”. É provável que um número significativo de homossexuais, ou mantinham ”vida sexual dupla” (muitos se casavam e constituíam família, como hoje em dia continua a acontecer, mas praticavam sexo homossexual secretamente) ou sequer tentavam se arriscar. Estamos falando de civilização ocidental. Em sociedades onde o estilo de vida é cotidianamente desafiador e portanto, masculino, a ideia da presença de homens afeminados ou mesmo, a ideia de homens fazendo sexo com outros homens, parece ser ilógica. Parece, mas a espécie humana pode ser muito criativa.

Portanto, nada impede que em muitas tribos de caçadores coletores, a cultura local restrinja as práticas homossexuais e como nestes ambientes, tudo é feito à base de consenso ”popular” direto, pode acontecer com que em algumas populações, a homossexualidade possa ser culturalmente rejeitada, enquanto que o contrário também pode acontecer. A ideia de que não ”exista” homossexualidade em NENHUMA tribo de caçadores coletores, oriunda de um ”Ivy League”, parece se aproximar do absurdo. Como um homem, academicamente bem sucedido, pode afirmar tamanha bobagem, acreditando que seu argumento pequeno e sem profundidade, possa vencer qualquer debate?? Incrível!

A ideia de coerção cultural parece fazer muito sentido, mas também podemos enriquecê-la com a ideia de forte seleção natural, a proposta principal deste texto, para explicar uma série de padrões comportamentais e cognitivos (ou a falta deles) nestas populações humanas que mantém um estilo de vida arcaico e intimamente naturalista.

Se existe alguma correlação lógica entre homossexualidade e alguma fragilidade na saúde, especialmente no caso de afeminados mas também de tipos ”normais” em comportamento, mas muitas vezes, providos de grande capacidade criativa ou intelectual,  o rigor do cotidiano em ambientes não-antropomorfizados, tem sido muito comum para produzir certos hábitos ‘culturais”’ extremos como o infanticídio, uma prática lamentável e ao mesmo tempo polêmica. A taxa de mortalidade infantil, muito alta em crianças nestas condições, também pode ter um efeito na eliminação natural de potenciais homossexuais afeminados, restando ‘aqueles’ (isto é, com algum ímpeto maior para a bissexualidade) com maior vigor. Novamente, a coerção cultural aparece como um fator importante para tolerar ou não a prática. A seleção natural intensa assim como também o infanticídio podem contribuir para reduzir o percentual de homossexuais, especialmente entre os afeminados ,dentre outros tipos mais sensíveis.

Fatores raciais podem ter algum papel no auto-controle sexual (como pela raça mongólica dos ameríndios), que com influências culturais negativas à prática, podem combinar perfeitamente para manter os homossexuais da tribo dentro ”do armário” e sem grande esforço.

Portanto, o primeiro caso já parece estar parcialmente solucionado. A homossexualidade, ao contrário do que dizem alguns charlatões arrogantes, é improvável de não existir completamente em tribos de caçadores coletores. Eu até cheguei a preparar uma contra-resposta ao dito cujo, inclusive cheguei a postá-la no blogue do Peter Frost, mas olhando por esta ”nova” perspectiva, eu percebo que a simplicidade da refutação é ainda mais significativa do que havia imaginado, basicamente, porque um dos seus argumentos para afirmar que a homossexualidade masculina ”exclusiva” é uma doença, se baseia em uma ignorância arrogante em relação à genética, onde se afirma que este comportamento não pertenceria ao rol de predisposições biológicas legítimas da espécie humana, não é apenas imparcial mas completamente inverídica. É chocante que alguém que seja tão aclamado dentro da comunidade HBD como uma espécie de gênio, possa usar argumentos tão fracos e errôneos para tentar convencer as pessoas realmente sapientes da sala, de que tal como uma gripe, algumas pessoas também podem tossir homossexualidade ”masculina exclusiva”.

O próximo texto da série que eu vou redigir, será sobre a real inexistência de diversidade e complexidade cognitiva nestas populações e usarei o fator ”intensa seleção sexual” como o principal promotor desta paisagem cultural.

SEM ”estratégia” K ou R de reprodução

Quando dizemos que os animais apresentam ”estratégias de reprodução”, eu acredito que, não estejamos falando em um sentido literal. Isto é, os animais não-humanos não apresentam a capacidade de pensamento estratégico conscientemente motivado, que é racional, complexo e de (ou para) longo prazo. Predadores podem ser eficientes para encurralar as suas presas, mas este tipo de pensamento estratégico não se aproxima ao nível de complexidade que o ser humano é capaz de produzir. Os animais não planejam quantos filhos vão ter. Por isso que são reconhecidos como ”irracionais”, porque tendem a ser consideravelmente menos reflexivos do que nós, seres humanos. Como resultado, eles interagem no ambiente por meio de ”ação e reação”, são levados por seus instintos biológicos mais primitivos. Se o ambiente não apresentar grande estresse para a sobrevivência, os animais tenderão a ter mais filhos. Em compensação, se o ambiente apresentar grande estresse para a sobrevivência e portanto, grande risco de vida, isto é, de extinção, seja por predadores ou por mudanças bruscas do ambiente (mudança climática, florestal, etc), acredita-se que tenderão a ter menos filhos. No entanto, estas afirmações são praticamente idênticas àquelas que se baseiam na teoria K/R de reprodução. Os ”animais” como seres predominantemente irreflexivos, não terão menos ou mais filhos em ambientes com grande ou pouco estresse, por que chegaram a um consenso ou constatação racional. Mas serão forçados pelas circunstâncias a terem menos filhos e/ou serão selecionados de acordo com as demandas de cada local.

Portanto, fatores ambientais podem e geralmente selecionarão determinados perfis biológicos de comportamento dentro de uma diversidade de combinações fenotípicas dentro de cada espécie.

No caso dos seres humanos, nota-se que as pessoas mais intelectualmente estúpidas tenderão a ter mais filhos, especialmente se o ambiente estiver mais propício, mas mesmo em ambientes menos propícios como nas sociedades africanas. O erro da teoria das ‘ESTRATÉGIAS’ K e R, é o mesmo que para qualquer outra teoria politicamente correta dentro da psicologia evolutiva, porque basicamente, não existe uma REAL estratégia, especialmente no caso dos supostos R-reprodutores. Eles não decidiram ser pobres como estratégia, rsrsrs, isso é estúpido. Eles não tem qualquer estratégia e estão mais próximos do reino animal não-humano, por isso que se reproduzem ‘sem responsabilidade’. Não há estratégia alguma aí.

Apenas o impulso (sexual) instintivo mais forte que fazem com que se reproduzam muito mais do que os K-reprodutores. A maior taxa de mortalidade dos seus filhos, não é uma espécie de ”resultado esperado” de acordo com o que ”foi planejado”. Aí aparece um fator interessante. Uma maior interação com patógenos pode impulsionar a fecundidade dos supostos ”r-reprodutores” enquanto que uma menor interação com patógenos nos supostos ”k-reprodutores” pode reduzir o ímpeto sexual. (maior interação ou diferentes tipos de interações com diferentes patógenos??)

Portanto, não existe uma causa racional-inata, intuitiva ou -inteligente-instintiva  para explicar o porquê de milhões de africanos terem uma enorme quantidade de filhos em ambientes sociais extremamente deprimidos, isto é, onde predomina a extrema avaria do básico para a sobrevivência. Eles não decidiram estrategicamente que serão pobres ou melhor, que é importante ter mais filhos porque a mortalidade infantil e adolescente (antes da reprodução) na região é muito alta.

Eles tendem a ter mais filhos porque tendem a ser menos inteligentes e uma menor inteligência pode ser resumida a maiores níveis de irracionalidade e impulsividade instintiva, ou seja, são menos auto-motivados e portanto, são mais levados por seus instintos do que por estratégias (auto-motivadas) pessoais de longo prazo, uma característica de maior inteligência.

Uma hipótese para explicar o porquê dos diferentes modelos de reprodução

Tal animal, tal humano

Qualidade versus quantidade, mas por que?

Bactérias, vírus dentre outras formas simples de vida, apresentam as maiores populações biológicas de nosso Planeta. Primeiro, porque são os seres vivos mais primitivos ou mais antigos e portanto, já estão a se auto-replicar aos bilhões (zilhões) desde a muito tempo. Segundo, porque formas mais simples de vida, são mais fáceis de se reproduzirem do que formas de vida mais complexas. Terceiro, porque a seleção dos mais contextualmente adaptáveis entre as formas simples de vida é muito mais veloz do que em comparação aos seres mais complexos. Não existe estratégia alguma das bactérias para se reproduzirem. Mesmo que existam nano-sociedades ou ciclos sociais parecidos com aqueles que são reproduzidos por grande parte das outras formas de vida, não dá para compará-los  com o esquizo-bípede que se questiona sobre a existência de Deus e é capaz de construir naves espaciais.

A irracionalidade é predominante tanto no reino animal quanto no reino humano. A suposta estratégia K de reprodução pode ser o resultado de grande seleção, ocasionado por longa ou brusca (efeito fundador) interação de certas espécies, que eliminou os ”R-reprodutores”, de menor ou diferente qualidade no material genético individual e que são instintivamente mais propensos a se reproduzirem em maior quantidade. (”pior” qualidade do material genético individual combinado com maior interação patogênica).

Patógenos cooperativos e patógenos parasitas

Outras especulações podem ser levantadas. Uma delas é a de que as espécies com tipo de  reprodução R possam ter maior presença de patógenos parasitas enquanto que as espécies de tipo de reprodução K possam ter uma maior ”quantidade” de ”patógenos cooperativos”, que eu denominei como ”patógenos metamórficos”. isto é, que são mutações novas e vantajosas que ”estão se harmonizando” com o organismo hospedeiro, em outras palavras, que estão a caminho de se transformarem em ”genes”.

A própria ”estratégia” de reprodução dos patógenos pode influenciar no comportamento dos seus hospedeiros. Partindo-se novamente da ideia de que o comportamento sexual seja o resultado de ‘cooperação”’ entre microrganismos e não por ”simples desejo” ou ”motivação”. Enquanto que os patógenos predominantemente parasitas podem aumentar a libido sexual e reduzir a expectativa de vida dos seus hospedeiros, os patógenos ”cooperativos”, isto é, que perderam as suas forças como agentes parasitas e ”foram domesticados” (decantados), podem ter um efeito mais fraco, mas ainda significativo para a promoção da libido sexual.

Portanto, nós temos os patógenos parasitários ou selvagens, os patógenos em transição ou metamórficos e os patógenos decantados, domesticados ou simplesmente ”genes”, partindo da ideia óbvia de que as formas de vida complexa se originaram (no sentido que, as formas complexas SÃO um acúmulo sistêmico, hierárquico, organizado de ”fósseis” de patógenos, ou ”genes”) das formas de vida simples.

O comportamento irracional poderia se originar a partir da fricção dos patógenos não domesticados ou metamórficos sobre o restante do organismo. Claro que existem diferenças significativas de níveis de ”independência” dos ”patógenos” porque sem contar os mercenários ou simplesmente vírus, bactérias, etc…, nós também temos os ”genes instáveis”, justamente os patógenos metamórficos e por último os patógenos que estão na fase de transição entre ”mercenários” e os ”metamórficos”.

Por que os animais com reprodução R cuidam menos dos seus filhos??

As mulheres ”pobres” em média, não costumam ser boas mães. Por acaso isso é uma espécie de estratégia???? Não. A pobreza está positivamente relacionada com menor inteligência. A menor inteligência é um dos resultados da maior presença de patógenos metamórficos parasitas. Necessariamente não quer indicar nada de muito especial, nem deve ser levado a ferro e fogo. Menos emoção e mais racionalidade. No entanto, a evolução humana caminha inexoravelmente para uma maior harmonização e consequentemente para uma maior inteligência. Se estes objetivos não forem alcançados então não terá havido nenhuma evolução da espécie. Os ”filhotes” dos ”reprodutores-R” tendem a amadurecer mais cedo. Interessante que o exato oposto costuma acontecer com os superdotados. O rápido amadurecimento orgânico (não confunda com as crianças prodígios visto que o amadurecimento cerebral destes tipos tenderá a ser assíncrono, isto é, marcado por grande discrepância interna, como saber muito sobre matemática mas ser emocionalmente ‘instável’) significará principalmente, menor complexidade e tamanho do cérebro. Então, nós temos um ciclo reprodutivo em que a mãe mais ‘negligente”, terá uma maioria de filhos que serão mais ”maduros” para levar o mesmo estilo de vida, com expectativa de vida mais baixa (em média é claro), maior promiscuidade sexual, maior impulsividade e menor capacidade de acúmulo de dinheiro e/ou ESTRATÉGIA DE LONGO PRAZO.

Patógenos metamórficos parasitas são mais agressivos do que os ”quase-genes” que se constituem os patógenos metamórficos ”cooperativos”, isto é, que são os parasitas menos agressivos. Esta agressividade, é provável que se resultará em maior impulsividade, maior libido sexual, que é um dos tipos de impulsividade (a mais importante porque contribui para o ciclo reprodutivo do próprio patógeno de corpo para corpo), menor memória, dentre outras ‘sequelas cognitivas.

As inovações que estão sendo propostas aqui para remodelar a teoria ”dos tipos de reprodução K e R” são as seguintes

Retirar o termo ”estratégia”, porque não se baseia em estratégia de reprodução, de fato, só se for dos patógenos, mas ainda assim, não será estratégico de acordo com o significado literal desta palavra mediante uma perspectiva racional humana,

Substituir a premissa anterior que considera que a suposta estratégia R se baseia justamente na luta contra a maior mortalidade provocada pelos patógenos, quando na verdade, não há qualquer estratégia consciente ou inconsciente e que seriam os próprios patógenos metamórficos parasitas que induziriam à maior libido sexual, resultando em maior natalidade. De fato, alta natalidade e alta mortalidade estão relacionados, mas não há qualquer ”luta coletiva instintiva e inconsciente contra maiores incursões patogênicas para evitar a extinção da tribo”, porque é o próprio patógeno que causa o maior desejo sexual (ainda existe a hipótese de que o comportamento sexual se assemelhe aos tipos de comportamento ”autoimune” do corpo, como defecar, urinar, suar ou vomitar. O sexo poderia aparecer como um mecanismo na tentativa de eliminar ou reduzir a quantidade de patógenos dentro do organismo, tal como acontece com a tosse),

Patógenos distintos OU os mesmos patógenos antigos que induzem ao comportamento sexual, de natureza parasitária, mas que estão reduzidos em quantidade nas espécies de reprodução K. Vale ressaltar que a menor quantidade destes patógenos reduziria a libido e produziria uma menor natalidade. Menos patógenos também contribuiria para aumentar a expectativa de vida e reduzir a mortalidade.

Expectativa de vida

Da mesma maneira que os reprodutores-R tendem a ter filhos ”precoces” em termos de comportamento, especificamente o comportamento sexual, faz sentido pensar que como consequência, também apresentem uma tendência para ter uma vida ‘curta’, se ”amadurecem” mais cedo. É interessante pensar que as ‘percepções temporais” das pessoas, mediante os mais diversos critérios (dentre eles o racial), não são as mesmas.

Ambientes instáveis e estáveis e a teoria malthusiana

Os africanos sempre tiveram muitos filhos, mas a mortalidade e a mortalidade infantil, antes da introdução da medicina moderna (ocidental), eram altas o suficiente para produzir um equilíbrio demográfico, mantendo um ritmo lento de crescimento da população (alta fertilidade/alta mortalidade).

Com a introdução da medicina ocidental, o envio constante de ajuda humanitária, assim como também o processo de urbanização, o equilíbrio demográfico que mantinha o crescimento da população africana estável, se rompeu, produzindo a situação cada vez mais desesperadora e ecologicamente insustentável que se traduz em um crescimento demográfico exponencial.

Antes, em ambientes ”instáveis” (mas com fartura de alimento e clima tropical), os africanos tinham muitos filhos, mas muitos morriam antes de chegarem na idade de procriação.  Agora, com a redução da mortalidade infantil, um número muito maior de crianças africanas estão nascendo e chegando à idade adulta. Os reprodutores-R poderiam ser entendidos como os ”predadores ecológicos”. Isto é, sem nenhum tipo de intervenção, eles procriarão sem responsabilidade, até que algum fator poderoso os force a parar de fazê-lo.

Os reprodutores-K, segundo a teoria que elaborei logo acima, seriam o resultado de grande seleção  anterior, resultando no modelo de procriação que produzem, isto é, baseado em grande cuidado parental e baixa natalidade.

Na espécie humana, observa-se que os seres humanos mais inteligentes tendem a ter menos filhos e a cuidar melhor deles, do que os seres humanos menos inteligentes. Os seres humanos mais inteligentes tem filhos mais tarde, porque precisam de ”ambientes estáveis” para que possam criar uma família. A complexidade do pensamento racional entre os mais inteligentes bem como por uma maior empatia (responsabilidade),  pode ser observada pelo cuidado destes em relação aos seus filhos, que ainda não nasceram. Isso também demonstra pensamento de longo prazo ou estratégico, ainda que a maioria dos seres humanos sejam predominantemente irracionais, pode-se dizer que aqueles que são mais inteligentes, tenderão a ser mais racionais, mas não ”completamente racionais”, estes são os sábios. E mesmo entre os extremamente racionais, a complexidade dos eventos ambientais a que estão predispostos, poderão produzir uma série de resultados, até mesmo entre os menos esperados.

É interessante observar que os excepcionalmente inteligentes, criativos e/ou sábios, são tão complexos, tão humanos, que qualquer tipo de ditame biológico similar de comportamentos, tal como os dois modelos de reprodução K/R, serão praticamente irrelevantes pra eles. A maior complexidade do cérebro pode aumentar o cuidado parental, mas o excesso de complexidade, que por si só é uma forma de desequilíbrio, pode deprimi-lo.

Portanto, todos os atributos que estão relacionados aos dois modelos de reprodução, podem ser resumidos a INTELIGÊNCIA.

É mais inteligente cuidar melhor de cada filho do que soltar um monte deles ao ”deus-dará”,

É mais inteligente ter poucos filhos, até para que cada um possa ter um melhor cuidado,

É mais inteligente ter filhos em ambientes estáveis do que em ambientes instáveis.

Os animais que estão sob a clássica reprodução-K se desenvolvem mais lentamente, isto quer indicar que podem ser mais propensos a terem cérebros maiores e mais complexos (isso acontece com os seres humanos, claro, estou sempre falando de médias). A relação entre inteligência e altura ou tamanho, no entanto, parece ser mais complexa. Elefantes tem cérebros maiores de acordo com o tamanho do seu corpo. No caso dos seres humanos e de outros animais mais complexos, a relação entre estes dois componentes é ainda menor. Portanto, não dá para afirmar que um componente irá causar diretamente o outro, ainda que possam se relacionar consideravelmente e racionalmente, não será sempre assim…

A  breve conclusão deste texto é a de que as estratégias de reprodução K/R não são estratégias e que fatores biológicos e cognitivos são mais importantes para explicar os diferentes estilos de reprodução das espécies, incluindo a humana, do que a teoria que eu refutei. No entanto, as possíveis combinações de modelos de reprodução são potencialmente muito numerosas e diversificadas e portanto, é possível dizer que a reprodução-K e a reprodução-R se localizem no ”fim de um espectro”, onde mais tipos de reprodução existirão como poucos filhos e pouco cuidado parental (taxa de maturação mais rápida) ou muitos filhos e muito cuidado parental, etc.

Melancolia, o desaparecimento deste belo conceito dentro da psicologia e sua importância como componente da personalidade do gênio

O conceito de melancolia, tão popular dentro da psicologia de outrora, praticamente desapareceu desde a segunda metade do século XX.

 

Apesar do mundo moderno e prático em que vivemos, a mente do populacho nunca esteve tão primitiva. Mais do que nunca, vivemos em sociedades onde a maioria das pessoas são incapazes de pensar em ”múltiplas perspectivas” (e isso é uma constatação). Como resultado, se você não está feliz, você só pode estar triste e se você estiver muito triste, então é provável que esteja com DEPRESSÃO.

Depressão é um estado extremo de humor, onde se atingem níveis integrados de sensações que serão tão exorbitantes, que produzirão a incapacitação de uma vida cotidiana temporalmente normal. É como se cada detalhe da mobília de sua casa começasse a te incomodar, quando a sua percepção se reduz àquilo que está ao alcance de suas mãos. Não é a toa que quando as pessoas estão em estado de euforia ou alegria, desenvolvam uma tendência para  se tornarem mais EXPANSIVAS.

No entanto, eu posso estar triste ou reflexivamente pensativo, mas não ao ponto de entrar em um estado de extremo desânimo e descontentamento OU depressão. Quando eu não estou nem efusivo, nem depressivo, eu posso estar ou ser melancólico.

A melancolia simplesmente desapareceu da psicologia e da psiquiatria a partir da segunda metade do século XX. Por um lado isso é bom porque foi menos um fenótipo neuro-minoritário a ser unilateralmente patologizado pelos paquidermes da psicologia (nem todos os que trabalham nesta área são assim, É CLARO). Por outro lado é ruim, porque ao se extinguir a existência de uma condição comportamental, passa-se a desprezar qualquer intenção de estudá-la com mais afinco, afinal, como se poderia estudar ”aquilo que não existe”??

Mas a melancolia existe e é muito mais importante para entendermos a genialidade, a criatividade bem como em relação à pressupostos filosóficos da psique humana, do que os modernos psicólogos poderiam supor. Uma grande proporção de gênios criativos historicamente reconhecidos do passado, foram de melancólicos. Na verdade, parece que todo aquele com grande capacidade cognitiva e grande caráter, precisa ter alguma dose de melancolia. A relação entre esta condição e a excepcionalidade humana é muito alta. A melancolia, quando é muito alimentada, pode causar a depressão, mas nem todo melancólico se tornará deprimido.

 

Melancolia é um estado ou uma condição??

 

A diferença entre um estado emocional e uma condição (sindrômica) é igual à diferença entre comportamento e personalidade, que por sua vez é a mesma diferença que existe entre tempo e clima. (Será que eu preciso explicar mais alguma coisa??.)

A melancolia pode se manifestar em qualquer ser humano, mas existem alguns que são muito mais propensos a vivenciá-la do que outros. Portanto, o grau de predisposição da melancolia, pode variar entre 5% e 95% de probabilidade.

Para algumas pessoas, a melancolia será parte original de suas respectivas personalidades. Para outras pessoas, a melancolia poderá se manifestar mais tarde, provocada por fatores ambientais (circunstanciais) significativos, como a morte de entes ou amigos queridos, crise econômica, ”fracasso” profissional, stress ou até mesmo por causa de contaminação por patógenos.

A personalidade é composta por predisposições originais, das quais estamos fortemente propensos a vivenciar e por predisposições menos fortes, onde que certos gatilhos ambientais poderão ter ou não, algum efeito em nosso comportamento.

 

Melancolia e genialidade

 

Como eu já relatei superficialmente acima, a relação entre melancolia e genialidade tende a ser significativa, especialmente dentro dos ramos da filosofia, da literatura e das artes. Mas não é rara em ”homens de gênio” da ciência. A melancolia, dependendo da personalidade, pode funcionar como um incentivo para a produção criativa, ter um efeito neutro, ser negativa, isto é, deprimir o ímpeto para auto-motivação e produção intelectual, ou pode ser complementar.

No entanto, eu acredito que em todo perfil cognitivo excepcional, principalmente se for aquele que, independente das combinações de ”traços comportamentais”, tenderá a se basear ou a se projetar na cooperação de grupo (a função arquetípica do gênio), a melancolia se encontrará presente, porque a mesma pode ser definida como uma forma de profunda reflexão, que é o resultado de grande percepção holística dos fenômenos que compõe a existência ou ”experiência da vida”.

A manifestação da melancolia tende a se dar como uma resposta ao incremento da autoconsciência. A maior percepção da fenomenologia  da vida que se consiste o ato de viver, metaforicamente falando, reduz a gravidade e torna nossa percepção mais ”pesada”, porque ao contrário do ser humano social naturalmente alienado (o alienista por excelência), o melancólico tenderá a desenvolver uma profunda percepção de tudo, de todos e do todo. E quanto maior for a percepção, mais numerosas serão as dúvidas, maior será a angústia.

Outras pessoas tenderão a buscar por explicações ”mais científicas” para esta condição, como a lateralização anômala que poderá provocar uma organização diferente do cérebro, como maior conexão entre os hemisférios. Os mais melancólicos podem ser mais velozes para capturar problemas no meio em que vivem. Os solucionadores de problemas serão mais melancólicos, mais emocionalmente reativos do que a média, porque serão mais rápidos na captura de problemas ou desarmonias no ambiente e isso será intensificado pela incapacidade da maior parte das pessoas para entender a mensagem do ”solucionador de problemas” e de agirem para solucionar as desarmonias encontradas.

As duas explicações estão corretas mediante as múltiplas perspectivas, visto que uma explicação filosófica retida pela lógica intuitiva (e não por devaneios ou por correlações sofisticadas porém irreais) funciona muito bem como um complemento perceptivo em relação à perspectiva da neurociência.

A relação entre melancolia e estupidez é consideravelmente negativa, porque enquanto que o estúpido é um ser irreflexivo e potencialmente irreflexível (isto é, que dificilmente desenvolverá qualquer atividade mental reflexiva auto-motivada e ou de longo prazo), o melancólico será o exato oposto. Mais do que a própria inteligência, visto que é totalmente possível encontrarmos os famosos ”inteligentes-estúpidos” ou ”idiotas úteis”.

 

Melancolia, sabedoria e inteligência

 

Nos mais altos níveis de inteligência, a melancolia será uma tendência bastante comum, mas é na sabedoria, que se encontra em uma grandeza maior do que a inteligência, que a melancolia terá um papel bastante decisivo. Ao contrário do que diz a psicologia ”positiva”, com sua costumeira patologização de muitos supostos defeitos (potencialmente subjetivos) humanos e a valorização de estados de euforia, socialização ou alegria, a melancolia funciona como um gatilho potencialmente biológico para o questionamento negativo das correntes ou padrões de desarmonia que compõe praticamente todas as sociedades humanas, cada pedaço de ambiente que é ocupado por seres humanos ou que foi modificado por eles.

Mas a maioria das pessoas inteligentes não serão melancólicas e é justamente aí que o alcance dos tradicionais testes cognitivos começa a falhar consideravelmente. A criatividade, na minha opinião, se relacionará com melancolia, tendências psicopatológicas assim como também com a própria ”psicopatologia” (coloquei entre aspas porque é deveras complexo demais reduzir as personalidades extremas como simples patologias) e consequentemente com tendências suicidas.

A ideia de que a melancolia seja principalmente um produto das interações gene-ambiente, não parecem fazer sentido algum quando analisamos as taxas de suicídio ao redor do mundo. Era de se esperar que em ambientes com maior estresse social, com pobreza extrema e violência, as taxas de suicídio fossem maiores do que em nações em que a qualidade de vida é mais alta.

Taxa de suicídio por país.

fonte: wikipedia

Isso nos mostra que apenas a interação humana com o seu meio (extremismo ou determinismo dos fatores ambientais como principal influência do comportamento humano) ou ”ação e reação”, não é capaz de explicar sozinha o porquê das altas taxas de suicídio em nações com boa a excelente qualidade de vida bem como pelas baixas taxas de suicídio em nações pobres e especialmente entre as nações muito pobres.

Suicídio está negativamente relacionado com médias de qi, mas como eu sugeri acima, parece ser positivamente relacionado com criatividade assim como também com melancolia, que aumenta a suscetibilidade para a depressão (ou melancolia crônica) assim como também com a autoconsciência. E quando todas elas estão presentes em um mesmo indivíduo, é muito provável que a genialidade ou ao menos a excepcionalidade humana se manifeste.

Vale ressaltar sempre que médias estatísticas NÃO SÃO afirmações estatísticas. Portanto, correlações negativas não querem indicar que não haja correlação alguma. Quer indicar que em média, a correlação será menos provável de acontecer. O caso do suicídio e qi é emblemático, porque pelo que parece, nos mais altos níveis de pontuação de qi, os traços psicóticos aumentam, e psicoticismo está positivamente relacionado com tendências suicidas.

 

Conclusão

 

Este breve texto teve como iniciativa resgatar o termo ”melancolia”, mas sem ter o intuito de patologizá-lo. Este tipo de ação demente eu deixo para a gentalha pedante que predomina sobre as ciências humanas e especialmente sobre a psicologia.

É fato que existe um estado, condição ou personalidade (depende de caso pra caso) que não se encontrará dentro do ”espectro da euforia” (ou ”alegria”) e nem dentro do espectro final da euforia, onde se inicia o estado depressivo. A melancolia é um traço comportamental que pode ser combinado com qualquer outro, até mesmo com alegria aparente, ou algum tipo de manifestação exterior de empatia ou de simpatia. O potencial de manifestação se dará de acordo com a sua importância hierárquica dentro do quebra-cabeças de cada personalidade. Como eu disse, algumas pessoas apresentam uma personalidade melancólica, e serão fortemente propensas a se tornarem depressivas ao longo do tempo, enquanto que outras pessoas apresentarão uma condição ou estado melancólico, que poderá ser constante porém menos importante em termos hierárquicos de funcionamento da personalidade, que poderá ser o resultado de algum tipo de transtorno pós traumático ou mesmo que poderá ser o resultado de algum tipo de contaminação por patógenos. Os fatores causadores da melancolia são multifacetados e com diferentes epicentros. No entanto, sabe-se que quanto mais forte for a seleção, menos ”instável” ou epigenético, será a hereditariedade de determinado comportamento ou traço qualquer, incluindo os traços fisiológicos.

A melancolia se relaciona consideravelmente com criatividade, genialidade, autoconsciência, predisposições psicopatológicas, psico’patologia” e tendências suicidas. Sua correlação com inteligência será mais ou menos semelhante àquela que tem sido encontrada enter depressão e inteligência, que é a sua ”representante” no mundo moderno. Vale ressaltar no entanto que enquanto que o estado depressivo, encontra-se além do suportável para a maior parte dos seres humanos, a melancolia é consideravelmente menos grave, ainda que possa predispor à depressão, não significa que sempre a causará.

 

O que Satoshi Kanazawa deveria ter feito… Inteligência real e capacidade de adaptação

O psicólogo evolucionista japonês Satoshi Kanazawa, baseou sua teoria sobre ”inteligência humana e comportamentos evolutivamente novos” a partir deste estudo, sobre a relação entre o tamanho do cérebro e a tendência para rotas alternativas de voo em pássaros mais inteligentes, isto é, com cérebros proporcionalmente maiores ao tamanho do corpo. Kanazawa estipulou que ”situação parecida” aconteceria com os seres humanos, em que ”os mais inteligentes” (usando apenas o critério de ”qi”) também seriam mais propensos a se engajarem em comportamentos evolutivamente novos. Eu já refutei a teoria de Satoshi Kanazawa (aqui e aqui), ao questionar  as ideia de ”novidade e escolha comportamentais” que ele desenvolveu em seu trabalho. Também não parece fazer sentido que algumas tendências de vícios de comportamento para certos subgrupos de inteligentes possam ser consideradas como vantagens evolutivas como fumar maconha ou beber álcool. Kanazawa considerou a ideia de ”rotas alternativas de voo” como ”novidade comportamental”. A partir daí, eu acredito que o psicólogo se perdeu…

Os pássaros mais inteligentes buscam por rotas alternativas de voos primeiro porque eles se arriscam mais (porque são mais criativos e assumem mais riscos*****) e segundo porque eles apreendem uma maior quantidade de informações que são úteis para que possam se arriscar com certa segurança em novos ambientes (pensamento holístico ou conhecimentos gerais**).

Portanto a ideia de ”rotas alternativas de sobrevoo” não parece se relacionar com os ”comportamentos evolutivamente novos” que Kanazawa idealizou, mas na capacidade criativa de sobrevivência.

Rotas alternativas no mundo dos humanos

Em tempos de guerra, os mais inteligentes tenderão a ser mais eficazes na capacidade de sobrevivência do que os menos inteligentes. E isso poderá se dar sob as mais diversas estratégias. Seja por meio da maior acumulação de dinheiro e fuga posterior das áreas de risco, seja por meio de estratégias complexas e eficazes dentro do ambiente em ”ebulição bélica”…

Os (realmente) mais inteligentes, que também são mais criativos, são os desbravadores de novas fronteiras, do conhecimento ou de novos ambientes. Os mais altos níveis de sapiência humana, ou seja, a genialidade, é a capacidade para se antecipar à tendências (culturais, comportamentais, tecnológicas) evolutivamente novas, só que baseado em previsões muito longínquas, que tem um ”poder de fogo” revolucionário. Revolucionário porque se baseia em um salto quântico de percepção cultural-tecnológica-temporal.

Os cérebros humanos são mais complexos do que os cérebros de espécies de pássaros e portanto, não é possível, ao menos mediante lógica intuitiva, relacionar apenas um atributo fisiológico como responsável por toda a panaceia de estratégias complexas de sobrevivência que os seres humanos mais dotados são capazes de produzir.

Como resultado, ao invés de usar o termo ”cérebros grandes” como sinônimo orgânico para maior inteligência, eu vou apenas usar o termo ”cognitivamente complexo”, porque parece se relacionar mais com ”capacidade de adaptação”, se a mesma precisa de complexidade para que possa funcionar.

Inconformidade objetiva

Alain Soral, o gênio francês da política já compreendeu que algumas rotas ALTERNATIVAS podem ser muito interessantes para recuperar a França das mãos de ”globalistas”.

A maior parte dos transexuais são inconformistas às sociedades ocidentais. Mas a inconformidade é relativa. Se as sociedades fossem completamente tolerantes  para com a transexualidade, a inconformidade dos transexuais deixaria de existir, ou ao menos, deixaria de existir para uma boa parte deles.

A inconformidade está positivamente relacionada com inteligência, diga-se, aquela que de fato se constitui em uma real manifestação de capacidade cognitiva que se encontra acima da média e dirigida para funcionar no mundo (hiper)real. No entanto, nem todo inconformista será inteligente.

A objetividade aparece como um fator fundamental para diferenciar a inconformidade conceitualmente pura da inconformidade inteligentemente objetiva.

Os pássaros de inteligência mediana seriam como os seres humanos igualmente medianos, isto é, que são conformistas e portanto, que seguem o grupo. O comportamento conformista de grupo é um comportamento coletivamente inteligente, mas não é um comportamento individualmente inteligente, porque quando se adere às regras de grupos, cria-se uma relação de dependência em relação às outras pessoas. A cooperação necessariamente não quer sempre indicar dependência, pelo contrário, visto que se dá pela neutralidade de oferta e demanda, isto é, quando todos precisam de cada um ”para sobreviver”. (Percebam que o comportamento coletivamente inteligente pode vir com muitos custos como por exemplo, o suicídio coletivo da ”raça caucasiana europeia” neste início de século XXI).

Os pássaros que buscam por rotas alternativas de voos são muito mais propensos a se exporem a mais riscos do que aqueles que não o fazem. No entanto, a descoberta de novas rotas que são seguras para o trafego, aumentam o número de rotas conhecidas e consequentemente o ambiente seguro de vivência do grupo (reduzindo as áreas de risco).

Analogia semelhante pode ser feita em relação aos gênios criativos da espécie humana, especialmente quando apresentam um ímpeto natural para dar suas contribuições ao coletivo ao invés de apenas para si mesmos (gênios pseudo-parasitas a parasitas). Provavelmente, os pássaros mais inteligentes, ao abrirem novas rotas de voo para o grupo, estarão contribuindo para o sucesso coletivo e não apenas egoisticamente pra si próprios.

A inconformidade inteligentemente objetiva se baseia justamente na ”busca por rotas alternativas de voos” em prol da mitigação de riscos imediatos à sobrevivência, e quando é feito com base no bem-estar coletivo, será de feito de forma mais inteligente porque a espécie humana é social.

Conclusão

A conclusão deste pequeno texto é a de que o psicólogo evolucionista japonês Satoshi Kanazawa perdeu a oportunidade de produzir uma teoria elegante e lógica que eu acabei de fazer, por uma teoria enfadonha, politicamente correta, que incita aos nossos olhos descrentes que, por exemplo, se declarar como ”socialista” (sem exemplificar com detalhes o que isto realmente quer dizer) é uma demonstração de ”comportamento evolutivamente novo” e ”inteligente”.

E neste caso, eu ataquei o aspecto fundamental da teoria de Kanazawa, porque ele realizou uma analogia ”menos correta” (porque nada está 100% errado) entre as ”rotas alternativas de voos” dos pássaros mais inteligentes com ”comportamentos evolutivamente novos”, enquanto que o mais próximo da realidade, seria justamente a analogia do comportamento inteligente e de risco destes pássaros (isto é, rotas alternativas) com ”capacidade criativa e holística de adaptação”. Criativa porque se baseia na produção de ideias (rotas) alternativas para solucionar problemas e sobreviver com o máximo possível de mitigação de potenciais perigos ou riscos de vida, e holística, porque se baseia no uso eficiente de uma diversidade (ou riqueza) de informações objetivas e úteis para uma melhor interação com o ambiente.

Múltiplas inteligências e diferenças raciais (modelo cognitivo coletivo) parte 1

… mas sem bobagem politicamente correta.

A teoria das múltiplas inteligências, foi desenvolvida pelo psicólogo judeu-americano Howard Gardner, nos anos 80, como contraponto à ”teoria do qi” como representante objetivo e conciso de inteligência. Os defensores dos testes de qi acreditam que os aspectos cognitivos mais importantes possam ser encontrados e avaliados em provas de raciocínio puro e ”culturalmente” neutro. No entanto, é interessante notar que não existe um único teste de qi e portanto, a própria teoria que enfatiza os testes cognitivos, não se baseia em uma única perspectiva.

A teoria das múltiplas inteligências por sua vez se baseia fundamentalmente na ênfase dos estilos cognitivos e de personalidade do que com base em uma tentativa de avaliação neutra e ”às cegas”, tal como foram construídos os testes de qi. Portanto, pode-se dizer que a inteligência humana mediante a perspectiva desta teoria, passaria a ser analisada com base em avaliações psicológicas de rotina como método para construir o perfil cognitivo dos ”pacientes”. A teoria de Gardner apresenta grande potencial como complemento importante para as avaliações psicométricas, mas o seu autor, pensou em uma antítese contra o qi ao invés de uma complementaridade para o mesmo. A atmosfera política dentro da ciência, funcionou como um coquetel molotov para aumentar os ânimos de ambos os lados do ”debate” e não como um melhoramento do entendimento humano sobre a inteligência humana.

Gardner e seus amigos de Harvard ( antro ”liberal” ou esquerdista e esnobe) usaram sua nova teoria, naquele contexto histórico recente, como uma maneira de comprovar a ideia liberal e rasa de que ”todos nós temos um gênio dentro de nós” e de que ”as diferenças raciais em inteligência são principalmente mediante uma perspectiva qualitativa (e não quantitativa”). Ainda que não se possa dizer que esta frase se encontre completamente errada, deve-se entender muito bem o significado de cada fragmento de cada frase de efeito (e politicamente carregada) tal como a palavra ”gênio”.

Gênios são muito raros e não estão igualmente distribuídos entre as raças humanas (principalmente no que se refere à inteligência quantitativa, porque em termos de qualidade, cada região terá potencial para produzir diferentes tipos de excepcionalidade cognitiva ou intelectual humana). As diferenças de inteligência sob os mais diversos aspectos da mente humana, são observáveis a olho nu em todos os grupos populacionais. Os testes de qi são melhores para medir certos aspectos cognitivos, ainda que de maneira superficial, e são mais sinceros quanto aos resultados discrepantes encontrados dentro e entre as populações humanas, em qualquer categoria. Mas a ideia das múltiplas inteligências aparece como um complemento enriquecedor, algo a mais, do que como uma ”teoria rival”. Ciência não é competição, é enriquecimento para o entendimento da realidade.

Integração entre qi e múltiplas inteligências

Portanto, partindo-se desta premissa óbvia e estupidamente coesa, iniciarei uma tentativa de integração entre as duas ”teorias” como maneira de enriquecer as avaliações psicológicas e cognitivas. Primeiro vamos reconhecer rapidamente o que seriam as ”múltiplas” inteligências (ou seria melhor, a combinação entre esses tipos de inteligências) que foram descritas por Gardner.

Lógico-matemática,

Linguística,

Musical,

Espacial,

Corporal-sinestésica,

Intrapessoal,

Interpessoal,

Naturalista e

Existencial.

Eu não vou explicar o que cada um destes tipos de inteligências significariam, porque eu já deixei disponível o link da wikipedia, que resume bem esta teoria e além do mais, a maioria delas falam por si só. Primeiro eu vou agrupá-las não-concretamente, isto é, deixando mais de uma ideia pseudo-conflitante bailando pela integração conceitualmente móvel de todos os atributos cognitivos, aka, múltiplas perspectivas.

Inteligência intrapessoal e interpessoal se relacionam consideravelmente entre si (isso parece bem óbvio) e poderiam ser agrupadas dentro dos conceitos de ”inteligência emocional” e ”inteligência social”.

Inteligência existencial poderia ser conceituada também como ” extrema autoconsciência”, porque a autoconsciência humana em níveis moderados é excelente para a adaptação, enquanto que nos mais altos níveis (filósofos, sábios e gênios), tenderá a se transformar em uma espécie de capacidade cognitiva (hierarquicamente superior) reflexiva, contemplativa, do que ativa. Este tipo de inteligência que foi proposto por Gardner, parece se relacionar não completamente com inteligência emocional e social visto que para ambas as 3, torna-se necessário algum tipo de percepção super desenvolvida, seja para as exigências adaptativas sociais, emocionais ou sobre auto-percepção.

Inteligência naturalista parece se relacionar com inteligência linguística, porque ambas partem da premissa inicial do raciocínio analítico. A inteligência linguística baseia-se na apreensão de padrões lógicos (ou de detecção de erros em padrões) principalmente nos aspectos verbais, mas isso se estende a todos os ramos onde o uso de palavras é necessário, inclusive naqueles que se localizam fora das ”ciências humanas” como a biologia ou mesmo a física teórica.

Vocês estão percebendo que apesar da ideia de categorização da inteligência humana em várias tipos seja bastante interessante e correta em muitos aspectos, torna-se improvável de ser completamente coesa, porque todos nós temos todos estes tipos de inteligência. O que nos diferencia a nível individual é como se manifesta o fenótipo cognitivo de cada um assim como também a nível coletivo, com quando nós somos transformados em estatísticas.

Inteligência corporal-sinestésica parece se relacionar remotamente com inteligência espacial. Isso pode explicar o porquê de atletas não terem em média um vocabulário extenso e sofisticado.

Assim como acontece com todas as inteligências que foram sugeridas pelo psicólogo americano, a inteligência musical também se baseia na busca por padrões dentro das atividades específicas das quais se relaciona.

Os dois tipos de inteligência que são parcialmente medidos por testes de inteligência são justamente a inteligência lógico-matemática e a inteligência linguística. Os testes cognitivos estão praticamente represados nos dois tipos de inteligência que são diretamente utilitárias, porque a nossa sociedade se baseia em números e palavras. Os números são usados na construção das cidades ou ambientes antropomorfizados assim como também para as translações financeiras enquanto que as palavras são usadas tanto para a comunicação quanto para a organização total da sociedade. Testes de qi verbal medem o tamanho e a sofisticação do vocabulário, que será usado no meio social assim como também como gestor do sistema. A inteligência linguística encapsula a inteligência matemática, esta por sua vez, é dependente do qi verbal, porque as palavras são mais importantes do que os números para gerir e organizar todas as sociedades humanas. Pode-se afirmar que a comunicação é a principal ferramenta de controle e organização de coletividades.

 Breve auto análise como exemplificação

É interessante pensar que matemática e lógica se correlacionem, mas que, como acontece com toda a correlação, existe uma série de possibilidades de combinações entre elas e com outros tipos de capacidade especializada. Isso acontece comigo. Em termos de capacidade matemática, eu constatei deste tenra idade que a tenho em níveis bem modestos. Posso dizer que eu tenho conhecimento cristalizado de matemática até a quinta ou sexta série. A partir disso, eu me perco. Mas por quê???

Porque assim como eu vejo que em relação às palavras, a relação entre linearidade lógica e aplicabilidade, se tornam cada vez menores nos mais altos níveis, isto é, a maioria das pessoas entendem que as palavras que capturam são ”coisas” ou ”objetivos reais” e tal como uma pedra, não podem ser modificadas em suas essências. No entanto, aos mais altos níveis de inteligência ”linguística” e que neste caso, se relaciona com uma combinação de outros atributos cognitivos em harmonia, os significados das palavras não apenas podem ser modificados, mas eles existem para serem modificados. Em outras palavras, as palavras são ”naturalmente” maleáveis.

Algo parecido deve acontecer para os números e como resultado, eu que não sou um super entusiasta da matemática, constato que os números são ”coisas” ou ”objetos” que por falta de vontade e falta de capacidade, não podem ser modificados. Aos baixos níveis de entendimento, a simplicidade sem complexidade, será traduzida para o ”determinismo”. As coisas são como são, porque eu as vejo assim, porque elas não se modificam enquanto eu vivo e porque eu não tenho a capacidade de imaginá-las sob outros ângulos ou perspectivas.

No entanto, em termos de ”inteligência lógica”, eu vejo que sou muito bom (obrigado! 😉 ) e não me sinto naturalmente privado de praticá-la quando eu quero e nem de melhorar o meu conhecimento que está sob o seu domínio abstrato.

Em uma escala de 0 a 100, eu me daria 30 em matemática e 70-80, em lógica, sendo parcimonioso comigo mesmo neste segundo quesito, algo raro de acontecer, especialmente quando estou eu mesmo no meu íntimo.

A minha inteligência ”linguística” também encontra-se bem desenvolvida (naturalmente predisposta para amplitude de conhecimento especializado), mas com alguma heterogeneidade de talentos e fraquezas. Vocês já devem ter notado que eu tenho o costume de ”derrapar” na concordância verbal bem como em muitas regras gramaticais obscuras de nosso idioma, tão difícil para estrangeiros quanto o romeno é para nós.

É difícil determinar minha capacidade musical, porque enquanto eu percebo em mim que tenho talento para o canto e na composição, nunca tive a curiosidade ou o ímpeto de aprender a tocar qualquer instrumento. Inclusive, eu já disse no blog hbd ”Audacious Epigone” que os seres humanos foram inteligentemente estúpidos ao inventarem os instrumentos musicais, porque eles já tinha cordas vocais que poderiam ser usadas como bio-instrumentos naturais, como ”produtores” de sons.

Em termos individuais, é sempre difícil determinar com extrema precisão o tamanho e a qualidade de nossos talentos e fraquezas, especialmente quando são comparados com outros. Pode-se e deve-se medir a capacidade humana não como um resultado inerte e simbólico, mas tal como se fossem vibrações sonoras.

Não vou me estender ao restante da avaliação porque parece óbvio que tenho altos níveis de desenvolvimento cognitivo para capacidade existencial, intrapessoal e surpreendentemente para interpessoal, mas é ainda mais complexo tentar explicar esta parte. Basicamente, tudo aquilo que tenho falado sobre empatia, honestidade e simpatia, corresponde ao grande erro analítico que é miseravelmente cometido com frequência pela psicologia (eu já disse que a psicologia é sofrível??) Também me sinto acima da média (e isto pode significar qualquer coisa, não se esqueçam do preciosismo literal para qualquer tipo de interpretação) em relação à ”inteligência naturalista”, mas deve ser porque esta também se relaciona com ”inteligência lógica”.

A proposta inovadora deste texto (que poderia ser) não é uma exemplificação de autoanálise por intermédio de uma condensação de avaliações psicométricas corriqueiras, estatísticas e matematicamente deterministas (simbologia do número de 2 ou 3 dígitos) com uma avaliação psicológica, retida da teoria de Howard Gardner, mas a introdução da mesma em relação às diferenças cognitivas das raças humanas e mais especificamente dos 3 troncos raciais mais importantes de nossa espécie com breve porém necessária ”pincelada” de algumas etnias (subraças). Portanto vamos iniciar a proposta que foi sugerida.

”Triarquia do qi”

Diferenças raciais através da teoria das múltiplas inteligências (perfil cognitivo coletivo)

A trivial apresentação das diferenças raciais em capacidade cognitiva permeia-se por meio de atribuições utilitárias como quantidade de prêmios Nobel (assim como proporção) por nacionalidade, etnia ou raça, renda per capita, qualidade de vida ou estilos de comportamento. As médias de pontuações em testes de qi também são corriqueiramente usadas como parâmetro comparativo.

Portanto, vamos dar início à tentativa de construção de um perfil cognitivo coletivo das ”raças” humanas.

Negróides africanos subsaarianos

Depois de um século de medição, isto sem falar de nossas percepções pessoais, que alguns chamam de ”preconceito” ”ou” ”generalização” (e na verdade é, mas apenas porque evoluímos para generalizar quando estamos lidando com um grande número de pessoas ou informações, ainda assim, NADA ESTÁ 100% ERRADO e portanto, é parcialmente válido sermos levados por nossos preconceitos desde que não provoquem injustiças), constatou-se que as médias de inteligência técnica ou contextualmente utilitária, medidas por testes cognitivos, encontram-se mais baixas para a população nativa subsaariana do que em comparação a outros povos como os nordeste asiáticos e os europeus.

*generalização = preconceito ruim ou injustiça.

Portanto, em termos de inteligência matemática, linguística e visual-espacial, os negros subsaarianos mostram EM MÉDIA serem menos capazes do que em comparação a outras populações.

A capacidade musical é provavelmente um dos maiores talentos da ”raça negra”, provavelmente como resultado de uma série de combinações fenotípicas complexas como padrões hormonais. Percebam que a música se relaciona consideravelmente com algumas culturas humanas baseadas em tradição oral ou seja, que não apresentam vocabulários próprios.

Deve-se fazer um parênteses em relação à população subsaariana assim como também a qualquer população de caçadores coletores. No caso ”africano”, uma boa parte dos talentos incomuns para música e para o esporte, são mais comuns entre os híbridos de negros e brancos (ou com qualquer outra raça) do que entre a própria população subsaariana original.

Não basta ser talentoso, é necessário que exista uma estrutura social hierárquica que possa externalizar o talento.

A miséria galopante das nações africanas assim como também a inexistência de uma organização estrutural que possa promover o entretenimento cultural (música e esporte por exemplo) podem estar mascarando algum talento natural africano mais estatisticamente generalizado para ambos.

As capacidades cognitivas especializadas nas populações humanas que são contextualmente e bioestatisticamente menos evoluídas, parecem ser mais simplórias do que aquelas que podemos encontrar em populações altamente complexas como a europeia. Uma explicação simples. As populações humanas menos evoluídas nunca necessitaram de um grande e diversificado número de poetas, atores ou de apresentadores de televisão (mobilizadores culturais)  por exemplo para que pudessem sobreviver. Por isso há menos diversidade e ‘qualidade” cognitiva.

Isso  também se aplica à população negra mas com algumas diferenças. Primeiro, os negros subsaarianos apresentam grande diáspora ao redor do mundo, especialmente nas Américas. Segundo, a grande miscigenação que ocorreu na ”diáspora americana”, aumentaram os genes ”cognitivamente complexos” na população híbrida, reduzindo a percepção geral de intensa desigualdade ”cultural” entre brancos e negros. Isso aconteceu principalmente na América Latina. Terceiro e último, os negros foram completamente ocidentalizados, ”perdendo” suas culturas e tradições (na verdade, parece que jamais fizeram grande esforço para mantê-las), diferente de muitas populações ameríndias, que continuam a viver separadas dos ”caras pálidas” e são identificadas como essencialmente diferentes dos ”ocidentais”.

A inteligência corporal-sinestésica é uma das mais desenvolvidas entre os negros. E novamente como uma explicação simples, as populações menos evoluídas da espécie humana, tendem a ser naturalmente adaptadas aos ambientes em que vivem enquanto que as mais evoluídas tenderão a ser mais ”cognitivamente adaptadas”, que quer indicar adaptação dentro dos ambientes antropomorfizados (cidades, sociedades, civilizações) que construíram. Os negros são mais fisicamente robustos do que as outras populações humanas (ainda que isso não reverbere em resistência física).

Em resumo, os negros são como os ameríndios, só que vivem em grande quantidade nos grandes centros urbanos do Ocidente e foram culturalmente ocidentalizados. As pessoas comuns os tratam como iguais porque partilham a mesma cultura.

Isso não significa que não existam negros, ameríndios ou aborígenes tão cognitivamente complexos ou inteligentes quanto a maioria de europeus ou de leste asiáticos. As exceções provam as regras e não há absolutamente nada de errado com isso.

A ”inteligência social” ou interpessoal negra parece outro ser outro atributo muito bem desenvolvido entre os subsaarianos e seus descendentes, principalmente porque eles são conhecidos por serem um dos grupos mais extrovertidos e simpáticos do mundo. Esta elevada capacidade no entanto pode vir com muitos custos como uma maior proporção de tipos psicopáticos. E é justamente isso que acontece com a população negra, especialmente os mais pacíficos e cooperadores, são os primeiros a sofrerem nas mãos dos psicopatas mais carismáticos, impulsivos e egocêntricos que dominam a maior parte das nações africanas ou de maioria negra. Eu já sugeri que os altos índices de violência que encontram-se presentes ”na população negra” (na maior parte destas populações), é resultado direto da maior proporção de psicopatia dentro do grupo. Em um longínquo texto, eu sugeri que os traços psicológicos não estão totalmente acoplados ao fenótipo de ”aparência” física, ainda que com o tempo, esta correlação se torne mais perfeita por causa da seleção.

Capacidades cognitivas mais evoluídas (inteligência intrapessoal ou autoconsciência, inteligência existencial e inteligência naturalista)

Melancolia é um traço fundamental para a genialidade filosófica

Carismáticos, simpáticos, musicais, fisicamente robustos,  menos dotados (em média) dos atributos cognitivos complexos de natureza utilitária que são importantes para criar e sustentar estruturas sociais hierárquicas igualmente complexas, os negros subsaarianos também são propensos a ”padecerem” de  ”grave deficiência” no que diz respeito aos mais altos níveis de complexidade cognitiva humana, os tipos de inteligências mais intimistas e decisivas, ou seja, o panteão de onde brota o gênio humano, como a inteligência existencial, a inteligência intrapessoal e a inteligência naturalista. É divertido pensar que, a complexidade do intelecto humano possa na verdade ter o seu pico justamente dentro das ”inteligências utilitárias” (visual-espacial, verbal e matemática) do que entre as ”inteligências perceptivas”, justamente daquelas que estou falando agora. A ”inteligência utilitária” sustenta as civilizações que são construídas pela ”inteligência perceptiva ou genialidade” e para que isto possa ser possível, as mentes dos ”fazendeiros” (os criadores de sociedades) devem se assemelhar à mente ”primitiva” e ser mais lógica e simples do que a ”utilitária”. Pertencem à grandezas distintas e se o negro médio é sofrível para se adaptar às demandas técnico-utilitárias, então imaginemos o quão difícil será pra eles (isto é, os negros médios ou comuns) para adquirir, entender e manipular a flama da loucura que faz a humanidade dar passos largos para o seu próprio entendimento (se já é difícil para o branco ou leste asiático médio..) Mesmo a maioria dos negros mais inteligentes, ainda serão incapazes de tocar a superfície da sabedoria.

Novamente, não tenho como pretensão aqui sugerir a inferioridade ou superioridade de nenhum povo, população, etnia ou raça. Isso é ciência e não um dramalhão mexicano. O taoísmo é a antítese perfeita para o mundo mentalmente mono-cromático  em que sempre vivemos. E partindo-se dele, eu criei a teoria das múltiplas perspectivas, onde deixamos de lado as emoções instintivas mais baratas e as substituímos por considerações parcimoniosas, holísticas e corretas de abstrações, que se consistem por exemplo qualquer aglomeração numérica de indivíduos, como as raças humanas.

Voltando à análise das capacidades cognitivas gerais (isto é, que também incluem as capacidades ”psicológicas”) da ”raça negra”. Em relação às ”inteligências perceptivas”, existe a real necessidade de se ter uma capacidade de abstração altamente desenvolvida. É notoriamente reconhecido a incapacidade da população negra, em média, para visualizar abstrações das mais diversas naturezas e manipulá-las a bel prazer. Esta capacidade encontra-se acoplada às de caráter utilitário e nos ajuda a entender o porquê da infraestrutura extremamente precária das sociedades negras assim como também o oposto em nações de maioria caucasiana europeia ou nordeste asiática.

A evolução cognitiva humana se dá dos pés à cabeça. As raças menos evoluídas estão fisicamente adaptadas ao ambiente e suas necessidades cotidianas requerem uma mente mais pragmática, prática e menos complexa. A raça negra subsaariana evoluiu em um ambiente tropical, com grande disponibilidade de comida e poucos desafios reais de sobrevivência coletiva. Por um lado, este fator me parece que foi fundamental para a procriação diferenciada de tipos psicopáticos, porque em ambientes com mais perigos, os cooperadores são muito mais importantes e a hierarquia social é mais apaziguada (todos cooperam). Por outro lado, isso produziu o perfil médio de personalidade subsaariana que é carismática, simpática e/ou extrovertida. A evolução da ”mente subsaariana” foi principalmente através do ou para o meio social. Isso explica as suas maiores habilidades sociais, de carisma e extroversão, do que em comparação à maior parte da população eurasiática.

Portanto, podemos resumir o perfil africano em ordem decrescente da seguinte maneira: inteligência interpessoal, inteligência corporal-sinestésica (que eu determinei como a mais primitiva forma de inteligência humana, justamente por se assemelhar com a adaptação predominantemente corporal dos animais ao ambiente), naturalista (principalmente em uma forma mais instintiva do que reflexiva e baseada na captura de padrões sociais, a ideia da ”inteligência de predador” que eu já especulei e se relaciona com a inteligência social, que aqui adquiriu a alcunha de ”inteligência interpessoal”), inteligência musical, inteligência linguística, inteligência lógico-matemática, inteligência visual-espacial, inteligência intrapessoal e inteligência existencial.

No próximo texto eu vou especular sobre o perfil cognitivo coletivo dos leste asiáticos.

Maior incidência de personalidades extremas em filhos de casais de diferentes raças em países desenvolvidos. Correlação ou causalidade??

Filhos de casais mistos (especialmente em países ocidentais de primeiro mundo) estão em maior ‘risco’ (risco que é relativo) de nascerem com déficit de atenção/ hiperatividade e autismo. Parece que existe uma relação entre autismo e mistura racial assim como também com TDAH. No entanto, esta relação parece ser mais uma particularidade endêmica apenas em nações ocidentais de primeiro mundo com uma boa proporção de imigrantes estrangeiros do que um padrão universal. Se realmente houvesse uma relação causal direta entre a ocorrência de personalidades extremas e miscigenação racial, então o Brasil, por exemplo, seria um dos países com a maior incidência de ”transtornos mentais’ em todo mundo. Mas isso não acontece. Portanto, a miscigenação racial sozinha, não é o único fator responsável por esta correlação indiretamente causal. Então o que poderia ser??

 

Aventureiros, nerds, Dopamina e mulheres promíscuas que buscam por novidade

Nerds (proto-autistas) casam com asiáticas e mulheres Tdah-stylish casam ”com qualquer um”.

Imigrantes ou ”nômades modernos”, tendem a apresentar uma série de características comportamentais que se destoam da população sedentária de seus respectivos países. Uma possível e cada vez mais popular explicação para esta diferença pode ser encontrada na presença ou manifestação do polimorfismo da dopamina, especificamente do receptor DRD4. O DRD4 parece se relacionar consideravelmente com as migrações humanas que segundo a teoria ”fora da África”, contribuíram para o povoamento por nossa espécie em quase todos os continentes do planeta pelo menos até a época de Cristóvão Colombo.

Esta maior expressão individual pode exercer uma grande influência no comportamento dos seres humanos, produzindo ansiedade para conhecer novas regiões (busca por novidades e sensações). Também se sabe que este polimorfismo também se relaciona com a manifestação da TDAH. Portanto, a primeira metade do quebra-cabeças já parece ter sido montado. Imigrantes são muito mais propensos a terem este tipo de expressão dos genes dopaminérgicos, isto é, que induzem a determinados tipos de comportamento, dentre eles ”a busca pela novidade”. Portanto, eles são potenciais portadores de bio-condições que quando combinadas com pares iguais (isto é, com o cônjuge nativo exibindo similar bio-condição intensamente dopaminérgica) tenderão a represar as mesmas predisposições dos dois lados de acasalamento, aumentando o risco de combinação genética do pai e da mãe na produção de uma criança com TDAH (E vale ressaltar que as ”personalidades extremas” tendem a se sobreporem, portanto, além do risco para TDAH, os casais interraciais naturalmente dopaminérgicos, também terão maior risco de terem filhos com esquizofrenia, autismo ou transtorno bipolar).

A outra metade do quebra-cabeças se encontra justamente nos pares nativos de acasalamento, ou seja, as populações locais que estão em ‘maior risco’ de se engajarem em um relacionamento interracial (busca por novidades). Esta população ”de risco”, muito provavelmente, também apresentará predisposições iguais para a panaceia de comportamentos que se relacionam a uma ”personalidade dopaminérgica”, isto é, enérgica e que está sempre em busca de novas sensações e/ou por novidades. Por lógica, é consideravelmente mais desafiador iniciar um relacionamento com uma pessoa de outra nacionalidade ou que ”pertença” a outra raça. Portanto, as pessoas (brancas mas também de qualquer outra raça) que são mais comuns de se relacionarem com um estrangeiro ou de outro grupo racial, tenderão a serem mais propensas para este tipo de ”expressão mais alargada da dopamina”. O casal multirracial do Ocidente moderno (e pós-moderno) tem maiores riscos para ter uma criança com personalidades extremas mas também para se separarem.

 

Apenas TDAH?? O fenômeno do homem excedente

 

Os ”genes” das neurodiversidades tendem a se sobreporem como eu disse acima. Como resultado, em famílias com histórico de TDAH, poderá ocorrer também a manifestação de outras condições como o transtorno bipolar, personalidades neurominoritárias não-extremas como ”personalidade esquizotípica” ou personalidade ciclotímica”, psicopatia, autismo, etc…

O aumento dos casos de autismo no mundo ocidental e especialmente nos países ricos, pode se relacionar também com o aumento da miscigenação racial e intrarracial, isto é, de etnias que estão dentro do mesmo tronco racial. O aumento da imigração aliviou a ansiedade da  população excedente de homens brancos (principalmente)  em busca de parceiras (e parceiros, sic!). Como resultado, mais homens brancos, que são costumeiramente rejeitados por mulheres brancas, tem se casado com mulheres estrangeiras e/ou de outras raças, especialmente as asiáticas. É até interessante pensar que, se as nações da Ásia Oriental, são as ”pátrias dos nerds”, então as mulheres desta região podem ser mais propensas para apresentarem estilos de personalidades que são mais compatíveis com os estilos comportamentais dos homens brancos ”nerds”, que são proto-autistas por excelência.

Eu ainda proponho que com relação às taxas de divórcio e infidelidade entre os casais interraciais no mundo ocidental, os casais de brancos (na maioria das vezes de nerds, pelo que parece) com asiáticas, tenderão a apresentar menores índices de divórcio e infidelidade (iguais ou menores que os casais monorraciais de brancos), enquanto que nas outras combinações de acasalamento interracial, terão maiores índices de divórcio e infidelidade.

Portanto, segundo a minha hipótese, que também já foi paralelamente (e parcialmente) desenvolvida por outras pessoas, a correlação entre miscigenação racial e personalidades extremas, é indiretamente causal, porque é um fenômeno específico que depende de determinadas predisposições para que possa se manifestar, como por exemplo:

Similaridades neurobiológicas, ou seja, pares de acasalamento de diferentes raças ‘ou’ etnias com as mesmas predisposições genéticas, aumentando as chances de manifestação de personalidades extremas. (Na verdade, o processo de manifestação homozigota das personalidades extremas parte do mesmo princípio em casais monorraciais)

A miscigenação per si, não é diretamente responsável pela manifestação de transtornos mentais (dentre toda a panaceia de combinações neurominoritárias não-extremas), mas pode provocar o aumento dos ”casos” por causa das predisposições bio-comportamentais das pessoas que são mais propensas a se envolverem em casamentos mistos, tais como, aqueles que estão em busca por sensações (e muito provavelmente são portadores heterozigotos da TDAH) e pela população nativa que tende ”a ser rejeitada” dentro do mercado local ou nativo de acasalamento.

No entanto, ”típicos nerds” ou ”proto-autistas”, também são menos tribalistas e portanto, tendem a estarem mais dispostos a relacionamentos interraciais. Autistas tem o hábito de construírem súbitas interações com pessoas estranhas e também são mais propensos a serem menos tribalistas. Portanto, o fator ”rejeição do mercado interno ou nativo de acasalamento” aparece como um potencial gatilho ambiental para o engajamento de ”proto-autistas” em relacionamentos interraciais, combinado com as predisposições neuro-culturais deste grupo, que tenderão a ser menos tribalistas do que por exemplo, de homens brancos conservadores.

Especialmente para o caso da TDAH, os imigrantes são mais propensos a carregarem a expressão dopaminérgica que se relaciona com ”busca por sensações” e isso por si só contribui para explicar o porquê de serem mais propensos a migrarem de suas terras ancestrais para outras regiões. E são mais propensos a se casarem com os dopaminérgicos nativos, dos países para onde imigraram, que também são mais engajados (ou tem menos limitações) para desenvolver relacionamentos com pessoas de diferentes origens.

Inteligência social NÃO É O MESMO que inteligência emocional

Pra variar, uma confusão conceitual e metodológica simples de ser corrigida tem se arrastado por décadas dentro da sofrível ”psicologia”. É a confusão entre ”empatia” e ‘simpatia” e consequentemente, entre ”inteligência social” e ”inteligência emocional”.

Eu já defini que a única e verdadeira empatia que pode existir se chama honestidade. Este é o ”conceito-sinônimo” mais simples e objetivo para a definição de empatia. Isto quer indicar que, muitas vezes, as pessoas empáticas  não serão simpáticas. Simpatia está para a empatia, assim como o fenótipo está para o genótipo visto que enquanto que a simpatia é a ”expressão da empatia”, a empatia é a bondade orgânica, natural. Muitas pessoas simpáticas não são genuinamente empáticas. Psicopatas são excepcionalmente bons para emular a expressão da empatia, ou seja, a simpatia. Eu até poderia dizer que os psicopatas TENDERIAM A SER de simpáticos orgânicos, se lhes parece tão natural atuar deste jeito.

Simpatia é a aparência, empatia é a substância ou a essência. Adoramos a aparência, somos enfeitiçados por ela e é justamente por isso que os psicopatas tendem a ser tão bem sucedidos no domínio das sociedades humanas.

Inteligência social e inteligência emocional

Nem todo rabugento terá ”inteligência emocional” baixa. 😉

Um dos maiores mitos da ”psicologia” e também um dos assuntos mais mal desenvolvidos dentro desta ”ciência” (ou ciência, a preferir), é justamente a ideia de ”empatia” e consequentemente de ”inteligência emocional”. Basicamente, um teste de ”inteligência emocional” determinará que aqueles que são mais ”emocionalmente” equilibrados, tenderão a ser mais ”empáticos” com os seus pares de convivência do que aqueles que são honestos demais. É claro que uma pessoa super honesta, estará próxima da insustentabilidade para interação social, porém, parece claro que a mais pura forma de empatia é justamente a honestidade, ambos seriam quase que como sinônimos. Mas será mesmo que os ”profissionais da saúde mental” estão fazendo isto certo??

A maioria das pessoas são empáticas e simpáticas ao mesmo tempo, em diferentes níveis. Os psicopatas tendem a ter altos níveis de simpatia e zero em empatia. Os super altruístas ou altruístas excepcionais tenderão a ser empáticos e simpáticos em altíssimos níveis.

A simpatia se relaciona mais com inteligência social do que com inteligência emocional, porque para que você possa construir uma boa imagem dentro do seu grupo social, é necessário demonstrar simpatia. A inteligência social é justamente aquilo que os psicólogos tem definido erroneamente como inteligência emocional, ou seja, demonstrar ou expressar empatia, aka, simpatia.

FAÇA O QUE EU DIGO MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO.

A psicologia popular a partir da definição errônea de empatia e de inteligência emocional, também passou a exemplificar os supostos ”inteligentes emocionais”, basicamente, como aquela celebridade ou aquele indivíduo eminente que sorri menos forçado para as câmeras. No entanto, parece claro que a expressão da empatia, ou seja, a simpatia, seja um recurso cognitivo integrado fundamental para a inteligência social.

Em compensação, aqueles que são constituídos por elevada inteligência emocional, tenderão a ser bem mais heterogêneos em perfis psicológicos do que os seus colegas que são ”homogeneamente simpáticos” e que portanto, são socialmente inteligentes. Desde aqueles que são os dois (simpático e empático) em níveis aceitáveis ou bem harmonizados (ao contrário do altruísta patológico) até aqueles que são poucos simpáticos mas são honestos.

O ponto cego da psicologia se encontra justamente entre os rabugentos empáticos e que pasmem, muitos deste tipo serão POTENCIAIS ATIVOS EMPÁTICOS, isto é, apresentam potencial para fazer algo de grandioso ou ao menos de empático à sociedade em que vivem e não apenas vivenciar sua virtude dentro do seu micro-ambiente social.

Os altruístas patológicos, isto é, os super empáticos e simpáticos, não apresentam ”controle cognitivo” o suficiente para não se arriscarem em empreitadas benevolentes potencialmente perigosas, nem apresentam a sabedoria para mensurar riscos ou mesmo, maneiras mais eficientes para solucionar os problemas. Por exemplo, você não precisa ir à África para tentar salvar a população local do espectro do ”vírus Ebola”. Basta produzir um conjunto facilmente entendível de diretrizes que sejam eficientes na contenção dos casos e implantá-los na região, e isso pode ser feito à distância. A boa vontade ou empatia ativa está presente, nos dois lados, mas no primeiro, o altruísmo é mais forte que a prudência ( e a inteligência prática). E na verdade, eu me atrevo a dizer que, o altruísmo não é mais forte entre os altruístas patológicos do que entre os altruístas empáticos sem estes excessos, porque o que diferencia estes dois grupos não é o nível de altruísmo, mas de prudência ou responsabilidade, que é próxima de zero para os ”impulsivos bem intencionados”.

A inteligência emocional é a capacidade de sentir empatia, mas como estamos falando de ”inteligência”, então isto quer indicar que estejamos falando especialmente de um modelo integrado de características psicológicas ‘e’ cognitivas, ou seja, um fenótipo comportamental, onde a demonstração passiva (por osmose) ou ativa de empatia (honestidade) se dará de maneira inteligente. Os altruístas patológicos são psicóticos empáticos.

A maioria daqueles que são denominados como ”autistas” tenderão a ser de empáticos genuínos, isto é, de pessoas dotadas de elevada inteligência emocional. No entanto, É MUITO COMUM  que aquele que é muito empático E AO MESMO TEMPO muito inteligente, NÃO SEJA bem compreendido pelas pessoas que estão a interagir, principalmente com os seus familiares. A combinação entre grande intelecto e grande empatia, (meu palpite)geralmente não virá acompanhada pela simpatia, ou seja, A EXPRESSÃO PASSIVA DA EMPATIA.

Como resultado, nós temos pessoas com alto potencial para solucionar os problemas da sociedade E vontade de fazê-lo (empatia), mas sem a capacidade de ”se adequarem” ao nível de compreensão e às necessidades de curto prazo das pessoas comuns.

Em compensação os socialmente inteligentes, tenderão a ser excepcionalmente bons na tarefa de demonstrar empatia, ou seja, de serem simpáticos com os seus pares de interação. E a espécie humana evoluiu justamente desta maneira, onde a sinalização comportamental verbal e não-verbal exterior (aperto de mão) é interpretada erroneamente como pura empatia (pode ser que sim ou que não, porque nem todo aperto de mão será sincero ou honesto)

Um sorriso pode abrir muitas portas. Mas pode estar vazio de emoção.

O simpático é aquele que é capaz de se antecipar às necessidades superficiais dos seus pares de interação social, mas talvez, por causa da predominância da inconsciência comportamental (falta de auto-reflexão) na espécie humana, o simpático típico (que não é psicopático) possa estar apenas agindo por osmose, sem qualquer grande estratégia de observação. E é justamente aí que a inteligência emocional aparecerá, mas também a social.

A inteligência emocional integrada se baseia na capacidade cognitiva de se antecipar às necessidades dos outros, combinado com honestidade, ou capacidade para praticar julgamento justo.

A inteligência social integrada por sua vez, se baseia na capacidade cognitiva de usar os atributos cognitivos da inteligência emocional, dentro do contexto cultural em que está inserido. Percebam que eu usei o termo ”integrada”.

Tal como acontece com o simpático típico, o empático típico também tenderá a ser honesto por osmose ou com naturalidade, sem qualquer estratégia anterior de funcionamento.

É complicado estabelecer qualquer divisão entre os dois tipos de inteligência, porque geralmente se relacionarão consideravelmente entre si. Mas pode-se especular sobre a existência de diferentes combinações fenotípicas entre a empatia e a simpatia.

 

Simpathy for the devil

 

Como eu sugeri acima, a psicopatia se caracterizaria por altos níveis de simpatia e quase inexistência de empatia. A personalidade psicopática obviamente que se encontra em um extremo dentro de uma linha espectral de combinações entre as duas categorias psicológicas supracitadas. O psicopata é dotado de grande inteligência social, especificamente os de alto funcionamento, mas geralmente com baixa inteligência emocional, ou demonstração cognitiva de empatia (capacidade de promover a justiça objetiva e portanto honesta).

O super empata, geralmente, também será dotado de grande simpatia. Percebam que o altruísta patológico ou super empata, não é exatamente o extremo oposto do psicopata, porque enquanto que o psicopata se caracteriza por alta simpatia/super baixa empatia, o super empata terá super alta simpatia/ super alta empatia. Talvez, uma das explicações para a manifestação da psicopatia no espectro comportamental humano não tenha como causa principal a ”falta de empatia”, mas justamente a combinação ‘desequilibrada’ entre a simpatia e a empatia.

Pessoas de baixa empatia e de baixa simpatia (talvez um tipo ”esquizóide”), geralmente não serão boas no quesito ”manipulação” da percepção social e não tentarão interagir desta maneira com os outros ao redor, se geralmente, estes tipos sequer almejarão qualquer tipo de interação mais profunda com seus pares.

O rabugento empata é justamente aquele que terá baixa simpatia/ alta empatia e talvez seja justamente o oposto ideal do psicopata, por razões óbvias. O super empata é a presa natural do psicopata enquanto que o rabugento empata será o seu principal inimigo. Poder-se-ia afirmar que ambos tenderão a desenvolver culturas neurológicas completamente diferentes, justamente porque enquanto que o psicopata valoriza a aparência, o ”rabugento empata” ou o empata antipático, valoriza a essência.

Portanto, como conclusão deste texto, pra variar um pouco, a psicologia demonstra-se mais uma vez errada ao trocar ”alhos por bugalhos”. Esta confusão tem tido consequências muito desagradáveis nas sociedades ocidentais modernas, especialmente porque enquanto que aqueles que tem real potencial para endireitar o caminho que estamos seguindo, são ostracizados e patologizados, os principais responsáveis pelos conflitos evitáveis que ceifam precocemente as vidas de milhões todos os anos, são oficialmente retratados como ‘ os mais emocionalmente inteligentes”. Se isso não é uma piada de extremo mal gosto, eu não sei mais o que poderia ser…

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

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