”Comendo o abacaxi” chamado educação, parte 87

Professores americanos tendem a pontuar em torno de 110 em testes de qi, especialmente aqueles que pertencem as raças branca e leste asiática. Já os professores das minorias cognitivas menos coletivamente ”inteligentes”, tendem a pontuar mais baixo, mas (quase) sempre em torno de 5-10 pontos acima da média do seu grupo (parece ser um padrão universal). Testes de qi são relativamente bons, em termos qualitativos (e predominantemente bons, em termos quantitativos) na mensuração dos neurotípicos e quanto mais distante da ”normalidade neurológica”, menor será a relação entre pontuações de qi e ”tamanho quantitativo” da inteligência. Como eu sempre falo aqui, não é nem 8 nem 80. Não é ”qi não mede inteligência”… ou ”qi mede totalmente a inteligência”. As melhores e mais corretas das conclusões geralmente se localizarão no meio de um espectro de  respostas possíveis ”e” lógicas.

Esta discrepância psicométrica entre a inteligência técnico-escolástica dos professores e de seus alunos ( que geralmente pontuarão na média de seus grupos estatísticos mais caracteristicos) nos quer indicar alguma coisa, não??

Será que a suposta transferência de conhecimento dos professores para os seus alunos, os farão tão inteligentes quanto eles??

A resposta mais coerente, madura e lógica é um NÃO, porque a inteligência, independente de sua dimensão ( escolástica, intelectual, sinestésica…), é

-genética e hereditária em sua origem,

-e individualmente limitada.

A confusão entre causalidade e correlação

 

É o acesso à educação que aumenta a inteligência das pessoas?  Ou são as pessoas mais escolasticamente inteligentes que tiram melhor proveito dos anos escolares??

O ”combo” bom sistema educacional + uma população com potencial coletivo cognitivo igualmente bom, é muito provável de resultar em um país desenvolvido.

As diferenças  dos sistemas educacionais ao redor do mundo não são significativas. Os melhores sistemas educacionais tendem a ter menor número de alunos por classe, maior acesso à tecnologia,  melhor infraestrutura,  professores ”mais preparados” ( e mais inteligentes, em média, também…ou…  são os Professores mais inteligentes e conscienciosos QUE são melhores pra lecionar**). Todos estes fatores fazem um bom sistema de ensino.

Mas são apenas resultados de sociedades que conseguem prover maior segurança e funcionalidade a longo prazo aos seus habitantes. Como eu já falei uma vez aqui, em uma sociedade onde que as pessoas são mais ou menos responsáveis por suas ações, pode-se mensurar com base em simples panaceia de observações, o quão inteligente eles serão, em média, coletivamente falando. Portanto, se voce tem uma população pequena e que é fortemente dependente do estado para gerir as suas vidas, pode ser menos provável de se observar esta correlação entre comportamento inteligente e inteligencia.

Quantos professores que voce conhece que são polímatas***

 

Poucos, muito poucos. A maioria dos professores são especializados em sua área e tem um conhecimento invariavelmente razoável em outras áreas. Quem sabe muito de portugues, saberá um pouco (ou muito) menos de matemática, claro que com as suas devidas exceções exaltadas. No mais, esta mais parece ser uma característica de pessoas com inteligencia geral acima da média, em termos de qi, 5 a 10 pontos acima da média (100) que tendem a ter.

Os próprios professores, aplicam, separadamente, um conjunto de conhecimentos variados e ascendentemente complexos ( que aumentam de dificuldade ao longo dos anos), que eles mesmos ”não conseguem” aprender, de maneira uniforme, depois de anos na escola (e muitas vezes de especialização no ensino superior). A proporção de conhecimento adquirido pelos próprios professores  durante os anos escolares não deve ser mais do que 50%, em relação a todas as matérias e maior para a sua própria matéria de especialização, é claro. E seus alunos, que tendem a ter inteligencia média, especialmente se for em escolas públicas comuns, e abaixo da média, em escolas públicas de bairros pobres, terão internalizado entre 10 e 30%, em média, do conhecimento passado em maçantes 16 anos de escola.

Resumindo o dramalhão sem sentido da escola

”Os professores, em média, tentam forçar os seus alunos a aprender de maneira mais ou menos uniforme, um conjunto muito variado e discrepante de conhecimentos, que eles mesmos não conseguiram aprender desta maneira e nesta quantidade. Eles aplicam aos seus alunos, critérios quase impossíveis de ”aprendizado ascendente, acumulativo e uniforme” dos mesmos conhecimentos que eles mesmos não conseguiram aprender.

O cérebro é um músculo mas nem todo mundo, aliás, a maioria, não terá motivação intrínseca ou energia natural para usá-lo com menor parcimônia do que  habitualmente se faz entre as massas.  Mas o professor médio não está preocupado com essas ”idiossincrasias”, porque ele realmente acredita que sejamos todos iguais ou que apesar das claras diferenças de capacidade entre os seus alunos, todos, se forem suficientemente motivados, serão capazes de ”aprender” e no mesmo ritmo e nível . Aprender o quê?? 30% ”de” matemática, 40% ”de” português, 10% ”de” inglês, 10% ”de” ciências biológicas??? Além do valor quantitativo, será que internalizarão estes conhecimentos e saberão demonstrar que tem domínio sobre eles por meio de exemplificaçoes, analogias e/ou metáforas no mundo real??? A resposta vocês já sabem! O professor não é auxiliado por conhecimento em comportamento humano, que o setor do RH, de qualquer empresa, costuma ter.

Tipos de personalidade??

Não.

Tipos de. inteligência??

Não.

Motivações pessoais dos alunos??

Não.

Vamos ser sinceros aqui. Você joga o seu filho em um ambiente potencialmente hostil, especialmente se ele for especial ( virtuoso),  para fingir que ele irá conseguir memorizar E aprender ao menos metade daquilo que ”estudou” e que estar[a sob a tutela de um tolo irresponsável que não é auxiliado por conhecimento prático e legítimo em psicologia, mas por ideologias ultrapassadas ( aliás, que nunca foram atuais, porque sempre estiveram equivocadas… e sempre ressaltando as exceções de professores astutos e aqueles que estão abertos a aprender com os próprios erros).

Por favor não culpe os professores. Em quase todas as profissões nós iremos nos deparar com  situações semelhantes. O sistema não quer qualidade quantitativa, ele quer quantidade qualitativa. Quer muitos especialistas técnicos que irão repassar as suas diretrizes.
A escola parece ter várias funções, além daquela que fomos manipulados para acreditar que fosse a fundamental.

Inculcar ideologias, manter uma das  frações não produtivas das nações ocupada enquanto que seus pais estão no trabalho e servir de pretexto para manipular a maioria da população sobre a suposta igualdade cognitiva dos seres humanos.
viu só?? Seu filho é um ”’rato de laboratório” e você acredita que a escola seja uma coisa boa pra ele.

Então temos professores que tem médias de inteligência técnico-quantitativa, acima da média ( não tanto porque muitos acabam bancando o tolo ”idealista” ), que acreditam que possam transformar o seu filho, mais ou menos naquilo que eles mesmos são, em uma pessoa com inteligência acima da média. Se seu filho for acima da média, não será muito difícil de ”ensiná-lo”, ainda que motivações pessoais, personalidade e estilos cognitivos sejam muito influentes no desempenho de crianças, adolescentes e adultos nestes tipos de funções técnico-repetitivas.
A maioria dos professores exigem que os seus alunos aprendam uniformemente e com excelência aquilo que passaram no quadro negro, mas nem o próprio professor é capaz de atender as exigências que impõe aos seus pupilos. Enquanto que infligem sofrimento intelectual ao pessoal do fundo da sala, que geralmente, terão motivações consistentemente discrepantes em relação a ”prestar atenção nas aulas” e/ou que serão menos inteligentes, os professores ainda por cima serão suscetíveis de agirem como doces tiranos em relação aos estudantes mais inteligentes e questionadores. Não tente questionar professores, eles não costumam gostar deste tipo de atitude.

Para passar de ano, sem qualquer ajuda extra ( isto é, empurrão), você precisa ”ter” um qi médio ( que geralmente acompanhará a média Nacional), no mínimo. Nos EUA, por exemplo, a média necessária para passar no Colégio público, deve se situar em torno de 100. Apesar disso, sabemos que sempre se desenvolvem maneiras de se ”burlar” esses imperativos, até porque muitas pessoas não serão capazes de passar de ano na escola. Assim como acontece no Brasil, há um excesso de aprovações ou boas notas no boletim, que em circunstâncias ( pseudo)  meritocráticas, seria reduzido de maneira significativa.  Eu por exemplo, que suspeito que tenha grande discrepância entre a minha inteligência geral e os tipos mais especializados, especialmente a inteligência verbal, sempre tive muita dificuldade nas matérias de exatas, matemática, física, química. E até em biologia. Motivações intrínsecas distintas ( ou mente ”independente”), perfil e estilo cognitivo, me desfavoreceram na hora de acompanhar a turma nessas matérias.
Se partindo da ideia de que a média necessária para não entrar em recuperação ou mesmo repetir de ano,  possa ser equivalente a uma média de qi 89, no Brasil, ou um pouco mais que isso, se pontuações em comportamento  costumam inflar de maneira não-cognitiva as notas, então as minhas habilidades matemáticas, é provavel, de que serão muito baixas ou ao menos, bem abaixo da média ”universal” ( padrão britânico)  de qi. Minha capacidade  cognitiva ( técnica)  em ”exatas” ( e de lambuja, em química), devem estar bem abaixo da média, talvez tão baixas quanto 80 ( mas o mais provável é que ”se situe” em torno  de 90).
E se não fosse pela facilidade de se passar na recuperação, em escolas públicas brasileiras, talvez eu tivesse ficado preso na escola por mais uns 3 anos.
Tal como foi encontrado neste estudo com crianças prodígio, discrepâncias em pontuações psicométricas, parecem ser muito comuns em tipos talentosos. E como eu ja pincelei aqui, a motivação intrínseca intensa e naturalmente motivada pode ser explicada, em partes ( ou fundamentalmente ) com base nestes perfis cognitivos muito especializados e mais fracos em ”g” ( psicometrico ).

 

Mas nem tudo esta perdido no reino da educação

 

Minhas críticas à educação costumam ser muito ácidas, talvez para você meu caro leitor, mas são necessárias, porque o modelo de escola que temos não é apenas ultrapassado, porque não seria tão ruim se fosse ”só” isso (ultrapassado porém bom), porque é completamente equivocado. Parte-se de premissas essencialmente erradas e provoca muito sofrimento, psicológico e cognitivo a milhões de seres humanos.
Mas nem tudo está perdido, porque pelo que parece, a escola se faz fundamental em muitos aspectos cognitivos não é porque é fraca em muitas perspectivas que será uma negação completa. Um outro exemplo pessoal, prático e simples. Se não fosse pela escola, eu, provavelmente, não teria aprendido tabuada. A escola, em condições ideais, serviria para transmitir o conhecimento humano milenar acumulado de geração em geração. No entanto, os seres humanos são cognitivamente diversos e esta transmissão serão muito variável, tanto em termos quantitativos, quanto em termos qualitativos. O método é imperfeito porque tem de se desprezado com veemência a diversidade cognitiva que impera entre os seres humanos. Portanto, ainda há salvação no Reino da educação, mas se ignora imperativamente necessário reforma-lo, porque já passou a muito da hora de fazê-lo.

A escola consegue reunir um conjunto variado de conhecimentos que tem sido acumulados desde a milenios, infelizmente, menos aqueles de natureza prática, para nos fazer mais inteligentes em nossas atitudes do que em nossas ideias, se as ideias tem como finalidade as ações. No entanto, o ser humano não é extremamente sensível a ”intervenções ambientais”. A interação entre genes (nós) e ambiente(s) se dá de duas maneiras

  • negociação
  • reciprocidade

Quando internalizamos uma ideia, boa, neutra ou ruim, caminharemos para sermos ”empaticamente” recíprocos a ela. ”Quando o santo bate”. Nossa personalidade ”e” cognição aceitam ou entendem uma ideia, como jogar lixo no lixo ou parar de comer carne. Isso é reciprocidade, entre um ser de carne e osso (ou seja, voce e eu), e uma abstração, que é um prelúdio a ação.  No entanto, nós também podemos negociar. Tal como acontece na cidade de Singapura, onde que, neste caso em específico, não houve exatamente (pelo que parece) uma negociação, mas foi determinado pelo bem geral da micro-nação endinheirada, que mascar chicletes, poderá se dar apenas com autorização médica e com ressalvas que parecem ser muito duras para o padrão ocidental, porque se for pego emporcalhando as ruas, então terá de se submeter a uma série de procedimentos tais como a exposição pública (leia-se, humilhação) e pagar alguma multa de valor astronomico ”para” tal ato. Pode parecer um exagero, mas a tolerancia zero é que a tende a ser mais efetiva na inibição de certo comportamento, abrangendo uma boa parcela da população, desde aqueles que estão mais propensos a acatá-la, até aqueles que só o fazem na base da chantagem. Portanto, a ”negociação”, como o sistema escolar, podem servir de incentivo. Outro exemplo, absurdo e inútil, a partir do momento que continua a cometer os mesmos erros e a negar a diversidade cognitiva natural, porém menos capenga que a crença esquerdista em igualdade. Dar dinheiro as crianças e adolescentes, para ”incentivá-los” a estudar. Se tem um recompensa, a maioria irá se esforçar um pouco mais. Mas como eu já falei aqui, se não é natural, este esforço terá grandes chances de ser em vão.

Se não fosse pela escola, talvez, eu não tivesse aprendido tabuada. Portanto, ainda existe um saída para a mesma, que será de evoluir, finalmente!!

A escola, em condições ideais, é o local onde que parte de todo tesouro de conhecimento humano acumulado estará sendo transmitido ou na tentativa de faze-lo. Mas  há de se entender como que funciona os seres humanos em todas as suas pluralidades individuais e de se jogar no lixo ideologias que desprezam o indivíduo em prol de abstrações vagas.

A psicologia, a neurociencia, a filosofia, sabedoria e a criatividade estão aí.

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