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Autodidatismo, qi e educação

A vontade é a força motora que rege a ação humana, mas também a de qualquer outra forma de vida ou existência dinâmica. A vontade também é o princípio que determina as construções adaptativas ou reflexivas da mente humana, visto que é a técnica da dinâmica existencial não-inerte.

A vontade intrínseca para adquirir conhecimento ou seria ainda melhor, para aprender, é a manifestação mais pura e decisiva  da inteligência humana e de seus atributos cognitivos de natureza igualmente pura.

Autodidatas tenderão a ser mais inteligentes que aqueles que dependem de fatores extrínsecos para buscar o conhecimento.

Logo, a melhor maneira para medir a inteligência humana será por meio do grau de autodidatismo individual e coletivo. Tudo indica que em todas as coletividades humanas, as populações de autodidatas sejam minoritárias.

Autodidatismo e qi

Existe uma possível correlação entre qi e autodidatismo. Mas, correlação não é totalidade. Testes de qi se relacionam e expressam parte da inteligência humana. Os testes de qi são o enxugamento das características culturalmente enviesadas das provas escolares por atributos cognitivos puros, mas que ainda são derivados da educação. A correlação entre educação e qi é particularmente elevada porque os testes são a purificação dos mesmos atributos que são enfatizados pela educação, como memória de trabalho, capacidade de replicação de tarefas pré-compreendidas, capacidade de associação lógica, etc..  E este perfil cognitivo é fortemente selecionado pelo sistema meritocrático. É também por isso que educação e qi, tenham uma tendência para  se relacionarem com renda.

Aqueles que fazem bem na escola, de maneira uniforme ou predominantemente uniforme, tenderão a fazer bem em testes de qi. A correlação, como não poderia ser diferente, não é de 100%, mas é significativa.

Qi não mede autodidatismo, mas é possível que possam se correlacionar positivamente, ainda que isso não signifique absolutamente nada.

Autodidatismo e educação (inimigos vorazes)

Por que a maioria das pessoas precisam ser convencidas de que estudar é uma coisa boa???

A escola é uma ”obrigação” que deve ser oferecida pelo estado. Mas será que deve ser?? A maioria das pessoas precisam ser convencidas por meio de lavagem cerebral, que ”ir para a escola para adquirir conhecimento, é extremamente importante”….

As motivações de boa parte da humanidade quanto à  aquisição individual de conhecimento, são predominantemente extrínsecas. Isto é, o conhecimento não é a finalidade, mas aquilo que pode oferecer como vantajoso para a vida social e econômica. Em outras palavras, para a maior parte da humanidade, aprender é meramente um meio para finalidades conceitualmente não-relacionadas com intelecto, como status social e riqueza material. Em nossas sociedades, ter dinheiro está relacionado com ”ser inteligente”. No entanto, isso não significa que exista qualquer causalidade orgânica entre os dois. Somos visualmente solapados pela aparência e desprezamos a essência.

Uma minoria de seres humanos, estuda pelo prazer de se adquirir conhecimento. Eles não buscam conseguir vantagens. A principal motivação do autodidata é aprender. A sua capacidade inata poderá lhe oferecer alguma grande vantagem. O que mais importa aqui é a motivação fundamental, que está ausente entre os zumbis primitivos UGAUGA, que compõe grande parte da humanidade.

Se você precisa ser motivado para aprender (independente de qual tipo de aprendizado, mas especialmente dentro da esfera intelectual), então reduza um pouco o seu ”orgulho cognitivo”.

Naquilo que somos melhores, tendemos a nos tornar melhores e muitas vezes, isso se dará porque gostamos de fazer.

Esta máxima vale para qualquer atividade humana.

Além da curiosidade, da criatividade, da grande percepção, uma outra característica universalmente presente em gênios, é justamente o autodidatismo. E neste caso, o termo se aplica especialmente à vontade intrínseca e natural para estudar, aprender, para usar os músculos do cérebro.

Tudo aquilo que fazemos com prazer, será feito com todo o nosso potencial.

Mesmo a existência de tutores, professores particulares ou qualquer outra presença de estimuladores,  não poderá ajudar a direcionar desde o início, o potencial dos seus pupilos, naquilo que são melhores. Mas nada implica que pupilos brilhantes possam ser extremamente influenciados por seus mestres.  O mais importante aqui é que a vontade para aprender seja interior, intrínseca e natural.

O sistema escolar parte de uma panaceia de princípios equivocados sobre a psicologia humana. A raiz filosófica do sistema educacional pode ser lido na bandeira tricolor da França revolucionária. Um dos erros grotescos baseados em generalização superficial da diversidade humana, comumente aplicada dentro das escolas, mundo afora, principiam por uma igualdade coletiva ou universal no subdesenvolvimento da criança, onde  a mesma deve ser estimulada para estudar, buscar conhecimento por conta própria.

Além da ideia lamarckista de mutação por esforço repetitivo (estudar para ”se tornar inteligente”), a escola também acredita que toda criança é um ser que está desprovido do ”vírus que provoca a busca espontânea por conhecimento”. É extremamente comum que os prodígios sejam ostracizados e criticados pelos professores, afinal de contas, a criança é um ser em formação e os professores, são os pais da coletividade infanto-juvenil e devem manejar, direcionar o seu público para as diretrizes do sistema. Os professores não podem aceitar que existam crianças com vontade intrínseca para buscar o conhecimento porque esta realidade nega completamente um dos dogmas da ideologia que é predominante nas escolas.

O autodidatismo não é apenas o resultado ou o produto, mas é também ou especialmente, a vontade intrínseca pelo auto melhoramento. É a vontade suprema que move almas em busca da luz da sabedoria, ou ao menos da inteligência.

O sistema escolar odeia autodidatas, porque precisa continuar a fingir que é útil para alguma coisa. Não é uma questão de arrogância afirmar isso. Os professores funcionariam melhor como ”amigos do conhecimento” para os verdadeiramente inteligentes, do que como ”autoridades ou atravessadores do saber”. Sem professor, sem comida. Sem professor, há fome. É o que a maioria parece pensar.

O conhecimento é um hobby para os verdadeiramente inteligentes, um mal necessário para a maioria dos tecnicamente inteligentes, um fardo para os estúpidos, é (também) como o ar que respiramos para sábios e gênios, uma arma de opressão para os idiotas úteis e inúteis….

O sistema escolar, assim como os testes psicométricos, desprezam o papel da personalidade na capacidade cognitiva. E mais do que apenas uma personalidade construída sobre ”interesses não-sociais”, o autodidatismo me parece ser o conceito mais essencial para a definição da verdadeira inteligência humana.

Eu vejo uma enorme quantidade de cadernos, livros didáticos, tempo, dedicação e emoção em cima de uma panaceia de mentiras ou equívocos, porque para a mente UGAUGA primitiva, de boa parte da humanidade (que carregam o homem das cavernas dentro de si, tal como o favelado carrega a favela, mesmo fora dela), o mais importante é aparentar.

Criatividade é a vontade (o conceito mais puro de criatividade), e a relação fundamental entre criatividade e personalidades extremas

A raiz etiológica mais profunda da criatividade é a vontade.

O conceito científico para criatividade parece muito difuso. Como resultado, existe a necessidade de simplificá-lo e centralizá-lo em sua raiz. Existem muitos tipos de criatividades, que podem se manifestar das mais diversas maneiras, nos mais diversos níveis. Não há como medir a criatividade da mesma maneira que se faz com a inteligência, ainda que correlações possam ser encontradas entre altas pontuações em testes especializados e capacidade criativa. Tal como no caso da inteligência, estas correlações dificilmente conseguirão mensurar com perfeição e abrangência aquilo que pretende fazer. No caso da criatividade humana, esta não-associação entre ”testes de criatividade” e criatividade será ainda mais significativa.

É arbitrário definir o que é novo e o que é velho, o que é criativo e o que não é criativo. A criatividade não se manifesta completamente separada das demais propriedades cognitivas humanas como a inteligência, a memória ou as emoções. E portanto não pode ser plenamente analisada desta maneira.

Existem 3 componentes fundamentais que definem a criatividade. São eles:

Vontade,

Novidade,

Manipulação.

A vontade é o componente-chave que define, não apenas a criatividade, mas qualquer traço cognitivo, visto que existe a real necessidade de externalização ou exibição exterior de habilidades para que possa ser contemplada, analisada, classificada e possivelmente utilizada pelo público.

”Uma pessoa inteligente que não demonstra a sua inteligência, é o mesmo que uma pessoa estúpida que demonstra a sua estupidez”.

No entanto, no caso da criatividade, a importância da vontade para se fazer algo, será consideravelmente maior do que para a inteligência, visto que enquanto que boa parte das sociedades humanas expressam a inteligência, por meio de atividades mecânico-repetitivas (memória de trabalho, tempo de reação…), a criatividade não pode ser expressada desta maneira e portanto, a vontade para ”produção criativa” tenderá a ser muito maior do que para a ”produção inteligente”.

A novidade é o segundo componente-chave que contribui ostensivamente para definir a criatividade. Portanto, é necessário que exista primeiramente a vontade para poder expressar a novidade. E a vontade precisa ser maior do que para a expressão exterior da inteligência, visto que a novidade apresenta riscos muito maiores de erro e rejeição do que a replicação do conhecimento anteriormente desenvolvido.

Pode-se dizer que a inteligência é o passado da criatividade, especialmente no que diz respeito à criatividade funcional (ao contrário da criatividade recreativa). Todo insight é contextualmente criativo, porque parte de pressupostos que não ainda foram pensados.

A manipulação é a técnica da criatividade. É a modificação da paisagem artística, intelectual, social ou científica, anterior ou pré estabelecida, visando em nova funcionalidade ou recreação reflexiva, como no caso das artes e do tipo de filosofia que não for diretamente aplicável à dinâmica social. É a manipulação das ”peças anteriores”, visando construir um novo quebra-cabeças.

Quase sempre, a produção, se relacionará com algo novo. Produzir algo, é quase que sinônimo para inovação. A replicação é o termo que melhor condiz em relação à sustentação mecânica da ”velha criatividade” ou ”inteligência”.

Conclusão

A criatividade é a vontade intrínseca (criatividade natural) ou extrínseca ( criatividade adaptativa) para produzir algo novo, por meio da manipulação do conhecimento ou das ”peças” que foram produzidas por ”criatividade fossilizada” ou ”inteligência”. (manifestação ambiental do conhecimento convergente humano)

A interação entre a criatividade e as personalidades extremas

As experiências e percepções das pessoas com ‘doenças mentais”, podem ser potencialmente mais ricas do que as experiências e percepções das pessoas sem as condições.

Nossas percepções derivam das interações entre nossas biologias e os ambientes em que vivemos. As pessoas que não estão em conflito consigo mesmas, tenderão a interagir de maneira menos intensa com o mundo e tenderão a questionar menos os eventos que sucedem.

A maioria das pessoas com personalidades extremas ou o espectro de predisposições psicopatológicas, tenderão a interagir de maneira negativa com o meio em que vivem, visto que suas percepções, desde a raiz do pensamento, se farão de maneira desorganizada. No entanto, quando esta perturbação é hereditariamente transmitida em frações ou quando está geneticamente combinada com elevada inteligência, é muito provável que sejam produzidos fenótipos de pessoas altamente criativas e de gênios.

A riqueza das interações entre o homem e o meio em que vive, será potencialmente maior para os portadores das personalidades extremas, tanto para a análise existencial (e científica) quanto para a criatividade.

Os excessos e aberrações delirantes que a mente extrema geralmente produz, serão potencialmente produtivos para o trabalho criativo. Estar próximo do inconsciente, é duvidar da realidade que lhe for apresentada.

Portanto, a correlação causal entre criatividade e psicopatologias, derivam não apenas ou especialmente da etiologia biológica potencialmente semelhante mas também de sua interação com o ambiente. No entanto, parece que eu estou afirmando que A INTERAÇÃO TEM UM PAPEL PREPONDERANTE PARA A CRIATIVIDADE. Isto não é verdade, visto que a interação é um produto de dois elementos que estão em atrito. Portanto, aquilo que é um produto, não pode ser a causa.

A causa da gripe não é a gripe, a gripe é um produto, o vírus da gripe é a causa.

Dar um sentido às interações e posterior riqueza de experiências

A maioria das pessoas gostam de falar que ”para entender alguma coisa, é necessário vivenciá-la”. Está parcialmente correto porque a maioria destas mesmas pessoas que regurgitam esta sabedoria popular, raramente aprendem com a experiência.

Também é muito comum que, a grande maioria não consiga dar um sentido rico para suas experiências ou interações.

E talvez, este seja um componente dinâmico fundamental que distingue o criativo (ou o profundo) do superficial (ou comum).

As interações das pessoas criativas e dos gênios (e potencialmente para as pessoas com predisposições psicopatológicas) tenderão a ser muito mais ricas, especialmente por causa da criatividade altamente desenvolvida e natural que encontra-se presente nestes tipos e portanto, a riqueza de interações não é o mesmo que riqueza de percepções.

A maioria das pessoas tem uma grande riqueza de interações, mas não conseguem produzir nenhum material que possa imortalizar ou petrificar estas interações (vida). Escritores, bailarinos, pintores, pensadores livres, cientistas, dentre outros, podem fazê-lo.

A matéria prima da criatividade são as percepções cotidianas. A maioria das pessoas estão hereditariamente anestesiadas em relação às suas interações com o meio em que vivem, enquanto que as pessoas criativas tenderão a vivenciar quase que organicamente as suas interações e como consequência, produzirão percepções potencialmente criativas, mediante a profundidade e verdade com que respondem e refletem sobre suas interações.

Se a criatividade é a vontade de expressar a novidade que foi capturada (novo pensamento ou proposta) ou que foi manipulada (ou seja, que foi anteriormente retido do conhecimento convergente, dominante e acumulado), então quanto maior for a riqueza de percepções, maiores serão a qualidade e a quantidade de ideias potencialmente criativas.

E esta riqueza de percepções pode ter sido retida de uma pobreza de interações. Isso explicaria o mundo altamente imaginativo de pessoas altamente criativas, que muitas vezes serão rejeitadas pelo meio social por causa de suas idiossincrasias comportamentais.

Você não precisa estar no meio de um furacão para desenvolver percepções ricas da realidade interativa.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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