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A diferença essencial entre verdade objetiva e verdade subjetiva ou abstrata e a relação entre alta inteligencia intelectual, pensamento abstrato e mal adaptação

Voce pode ver uma pedra e descreve-la corretamente partindo de simples observação. Mas quando falamos de abstração então a subjetividade de interpretação aparecerá porque se consiste em uma extrapolação do mundo literal, direto ou real, que será mais diverso e com vários caminhos que poderão ser (unilateralmente) enfatizados. Imaginemos novamente que estejamos diante de uma pintura incompleta. A pintura incompleta a sua frente se consiste na literalidade da observação direta, especialmente se for feita sem qualquer afetação neuroinstável. Eh uma verdade objetiva, por razões óbvias, já delineadas anteriormente neste blogue. A capacidade que temos de extrapolar coerentemente ou nem tanto uma realidade literal percebida, se consiste no princípio do pensamento abstrato ‘e” do metafísico. Se a pintura é de um cenário bucólico com uma estrada de chão, rodeada por matas de pequena envergadura e ralas, um céu meio carregado, anunciando chuva e algumas árvores esparsas, então nós podemos imaginá-la completa a partir destes padrões já estilizados por mãos hábeis e artisticas.

A necessidade da literalização e precisão da verdade subjetiva
O mundo diretamente percebido e sem extrapolações estatísticas, numéricas ou semanticas, esconde o desdobramento abstrato do espaço e do tempo, onde que apenas um indivíduo, por exemplo, já será alvo de uma multitude de interações e reagirá inúmeras vezes a elas como reciprocidade instintiva direta (ou emotiva) e indireta, que parte de conclusões reflexivas. A possibilidade de captar este conjunto recorrente de situações, entre o agente e o seu meio, é uma demonstração de pensamento abstrato, que visa entender o mundo a partir de cenários estipulados ou previstos, assim como também de analisar o passado, por meio da história. Todos os animais não-humanos estão predominantemente inseridos dentro de um cenário instintivo onde que a capacidade de abstração se encontrará quase que impossível de ser produzida, porque o pensamento instintivo remete ao presente, onde que o espaço e tempo são percebidos a partir da ótica da verdade objetiva, ou seja, de maneira literal, direta e sem qualquer grande e complexa extrapolação de cenários futuros, expandidos (que podem ser muito bem exemplificados por intermédio de mapas) ou que se encontram fora do tempo cronológico imediato.

Relação entre inteligencia, pensamento abstrato e mal adaptação
As pessoas mais inteligentes, em alguma dimensão e especialmente em relação a dimensão da inteligencia intelectual ou interativa (semantico-abstrata), são mais perceptivas em relação aos acontecimentos que se entrelaçam diante de suas fuças, em termos qualitativos e quantitativos. Isso significa que eles percebem o mundo por uma maior qualidade e isso também quer indicar, maior lentidão de atitudes e maior tempo gasto na reflexão e ruminação. Eu já mostrei aqui que existe uma lógica relação entre essas tendencias e um maior intelecto. Mas agora, parece que consegui encontrar um jeito (com base em pura intuição) de explicar como que isso poderia afetar a capacidade de sobrevivencia e sucesso reprodutivo dentro deste grupo mas também em vários outros grupos de ”mais inteligentes”.
Mentes mais simples e menos complexas, são mais primitivamente (ou primordialmente, para ser menos tendencioso) instintivas, isto é, agem mais do que pensam. Em compensação, os muito inteligentes, especialmente a partir da capacidade de pensamento abstrato ( a extrapolação da realidade diretamente percebida ou objetiva), são muito mais propensos a refletir mais do que agir. Os menos inteligentes tem mais dificuldades para ver o mundo de interações que o rodeiam e isso explica em partes suas menores capacidades empáticas e também, associativas (diretamente relacionada com capacidade cognitiva ou cognição). Se não existe um mundo imaginário de axiomas, regras, ideais e pensamentos de muitos tipos a rodeá-lo, então ficará mais fácil agir e é exatamente isso que os menos cognitvamente complexos fazem, eles agem. E isso explica o porque da inteligencia elevada, especialmente a mais complexa, ser mal adaptativa a partir deste contexto competitivo com cepas mais simples. Porque para os menos intelectualmente inteligentes, suas ações estarão vinculadas as suas necessidades instintivas, mais intimamente animais, nomeadamente a reprodução.
Os cognitivamente mais avançados mas destituídos de complexidade intelectual ou abstrata, também seguirão esta tendencia, justamente por serem o equivalente dos tipos mais primitivamente instintivos, com maior atenção e menor carga emocional ou instintiva.

Inteligencia verbal pura ou abstrata versus conhecimentos gerais + vocabulário, o ”fator g” na vida real e o fenomeno dos humanos que cresceram sem convívio com outros de sua espécie

(((( que coisinhas lindas meu Deus)))) 

Pra que serve a comunicação social***

Para ser usada na sobrevivencia.

A inteligencia ”verbal”, apreciada a partir de uma perspectiva naturalista, funcionará principalmente a partir da comunicação oral e para encontrar padrões semanticos, vocabularizados ou não, a capacidade de se comunicar mas também de catalogar uma multitude de padrões e quanto maior e mais preciso ou útil forem estes padrões, mais desenvolvida será a capacidade de sobrevivencia, mas também de sobrevivenciabilidade, que se consiste no ato de manipular conscientemente as armas de defesa visando a auto conservação, diferente da própria sobrevivencia que não tem um conceito mais especializado ou que é mal compreendida, visto que boa parte dos animais se utilizam de sua cognição para sobreviver, ao passo que o ser humano pode usar a sua inteligencia, uma sofisticação da cognição como maneira de interagir com o seu meio. Capturamos padrões e nos comunicamos oralmente com as outras pessoas ou guardamos para nós, como informações que poderão ser úteis. .

A inteligencia verbal vocabularizada se diferencia da inteligencia verbal pura, que se consiste na capacidade de capturar, compreender e comunicar (ou não) um conjunto de informações que estão sendo retidas a partir da interação com o ambiente em que se encontra, de ou dando-lhe,  atribuindo-lhe um valor semantico, uma associação ou analogia. Por exemplo, quando falamos ou pensamos na palavra cachorro, a imagem ou a ideia de cachorro aparece em nossas mentes. O vocabulário é a simbolização de nossas percepções. Eh a fixação da autoconsciencia. Podemos saber que o ”cachorro” é um cachorro apenas por suas características, mas o vocábulo aparece como uma reafirmação de algo que é entendido por pura observação e comparação.

Existe aí claramente uma correlação entre tamanho do vocabulário com alta inteligencia verbal vocabularizada, mas que não será tão necessária para a inteligencia semantica ou inteligencia verbal pura.

Abstrações são padrões que foram capturados do mundo ”real” e manipulados a partir de dentro da mente, por meio da imaginação realista, ou que se consiste em uma realidade maior em comparação aquela que capturamos de imediato, que eu denominei de verdade objetiva, tudo aquilo que nossos olhos podem ver e reconhecer de imediato, a verdade simples. Estatísticas são um exemplo interessante e elucidativo para explicar como se dariam as abstrações, a amplificação sofisticada ou complexa da realidade que nos cerca. A matemática aparece aí como um componente muito importante, mas juntamente a ela, coexiste a capacidade de compreensão de padrões similares ou dissonantes, sem a necessidade de fazer contas para constatar a veracidade destes fatos, é fundamental. A memória guarda similaridades, diferenças e contradições. A matemática aparece como um componente, uma técnica que pode dar um tom mais empírico ou mais consistente aos padrões que capturamos, mas não é 100% necessária, especialmente se voce tiver uma memória verbal muito desenvolvida. A matemática é a técnica de mensuração e manipulação da matéria.

Portanto, quanto maior for o alcance para capturar, entender, reter e manipular padrões semanticos dentro do ambiente de interação, melhores serão as reações que visam mitigar os perigos, e maior será a inteligencia semantica (verbal) pura, que não exige a sofisticação ou mesmo a existencia do vocabulário. Este fator aparece como um componente capaz de melhorar esta capacidade de análise semantica, especialmente dentro dos contextos sociais humanos.

Um indivíduo poliglota ultra-esquerdista que realmente acredita na igualdade racial, é uma demonstração quanto a correlação não-causal entre inteligencia verbal semantica pura e a inteligencia linguística (que determinamos como ”inteligencia verbal”). A lógica não-matemática será a inteligencia ”verbal” pura ou semantica.

A semantica da sobrevivencia,

é a captura de essencias,

é a observação do por do sol e do canto dos pássaros,

é a associação frutífera, do veneno e da labuta,

das diferenças que não podem respirar igualdade absoluta,

da árvore que dá fruta e daquela que dá sombra,

é o valor que damos, o nome ou grunhido que cunhamos,

é a alegoria que internalizamos,

porque o dicionário real é o sentido, do tato a visão,

e a sobrevivencia, é a arte de entender,

imitar aquilo que sustenta a vida,

ou inventar aquilo que pode melhorá-la.

 

Captura e entendimento de padrões como o verdadeiro fator g, o fator modulador da inteligencia humana

 

O fator g foi definido como uma partícula estatística em comum que aparece em todos os testes de qi e que almeja indicar o seguinte

”Todos nós temos uma média de capacidade na execução de todas as tarefas cognitivas, desde dirigir um carro até fazer uma prova de matemática”.

Eu acredito que todos nós tenhamos mesmo uma capacidade média de captura de padrões, mas as médias costumam ser construções estatísticas, especialmente se for baseada em um conjunto estatístico discrepante, com muitas ondulações e outliers. Portanto, haverão médias-g e médias-g.

Os testes de qi enfatizam OU os psicometristas enfatizam a inteligencia geral nos testes de qi e relegam a amplitude cognitiva (forças e fraquezas) a um papel secundário, minoritário e potencialmente proto-patológico.

A inteligencia e portanto a vida não se resumem a testes de qi.

Como eu mostrei em um outro texto, o ponto fundamental da inteligencia não precisa ser ”medido” em testes cognitivos, pelo menos, não da maneira como tem sido, porque pode ser observado a olho nu, a capacidade de encontrar e de entender conscientemente os padrões que estão em constante interação. Este é o verdadeiro fator g, na minha opinião, a essencia funcional e cognitiva da inteligencia.

Eu não acredito que a média de inteligencia matemática dos taxistas ou dos caminheiros seja muito alta mais alta do que a dos próprios matemáticos. Pode ser que exista mesmo uma tendencia para sermos similarmente bons em todas as tarefas, mas para toda a regra, existirão exceções e exceção necessariamente não precisa indicar patologia.

 

Inteligencia e auto consciencia

O ultimato da inteligencia humana, a auto consciencia.

Vamos imaginar que voce tenha voltado no tempo, quando ainda era apenas um bebe recém nascido. Então, vamos pensar que seus pais resolveram fazer um experimento radical, anti-ético e de longo prazo com voce, colocando-o dentro de uma jaula para ser criado por macacos.

O que voce acha que aconteceria dentro de 10 anos**

Primeiramente, o óbvio, voce não desenvolveria qualquer linguagem remotamente humana e se comunicaria por sinais, grunhidos, enfim, linguagem não-verbal. Eh provável que tivesse dificuldade para ficar ereto, tal como um ser humano típico.

Mas e em relação a auto consciencia***

 

Será que os seres humanos  mais autoconscientes saberiam que não são parentes dos macacos por simples observação comparativa**

Eu acredito que sim, ainda que este entendimento não se baseasse em qualquer forma sofisticada de compreensão, pois se daria com base na simples comparação e na sensação interior, intrínseca, de individualidade, de ser ou estar a parte dos outros, independente de qual identidade biológica que estes outros tivessem. Eu posso estar errado e todos ou a imensa maioria dos seres humanos, se criados separados dos outros de sua espécie, passarão a se comportar exatamente como os animais não-humanos que tem convivido e a ideia de ”identidade comportamental humana” passaria a ser vista como uma ”construção social”.

 

Imaginação internalizada= criatividade, imaginação externalizada= esquizofrenia, novos pensamentos sobre introversão e extroversão e o perfil raro de personalidade do genio

Eu posso criar imagens das mais diversas naturezas dentro da minha mente. Entrevistas, filmes, personagens, paisagens. Eu também posso simular sons que não estão ”acontecendo” no mundo real, como acompanhamento para a imaginação.

A minha imaginação é interior e raramente se mistura com a realidade lá fora. E quando acontece, geralmente me causa grande medo. Sim, o santo racional aqui que vos fala, tem medo de fantasmas. E eu já banquei o sadomasoquista mental umas duas vezes ao ver uma série de supostas fotos de ”fantasmas” pelo celular ou computador, meia hora antes de ir dormir.

A minha mente super lógica entende que apesar da pouca fiabilidade dessas fotos, elas parecem ser muito realistas. Claro que além desta lógica potencialmente equivocada, os argumentos igualmente lógicos para provar qualquer veracidade das mesmas, me fazem acreditar que o copo está ”mais” meio cheio do que meio vazio.

Em compensação, a imaginação de uma pessoa com esquizofrenia, faz-se de maneira completamente diferente porque é involuntária e porque se faz de fora do ”campo interno de visualização da mente”.

Se o esquizofrenico pode ver uma pessoa que não existe e ainda pode conversar com ela, então apesar do stress mental devastador que esta insegurança costuma provocar, isso significa que a sua capacidade imaginativa estará excessivamente bem desenvolvida e se encaixa perfeitamente com a minha ideia de ”genética-estirão”.

Portanto, a criatividade imaginativa seria como a imaginação internalizada enquanto que a esquizofrenia poderia ser caracterizada como  uma espécie de imaginação externalizada e involuntária, por se dar sem qualquer controle e por se misturar ao mundo real, de fora de nossas mentes. O mundo de padrões acumulativamente reconhecíveis e lógicos (especialmente do tipo simples ou verdade objetiva).

Da mesma maneira que a minha mente me engana quanto a possibilidade de existirem fantasmas (ainda que não se possa considerar o assunto como que por terminado = quem ve fantasmas é ”doido”) justamente por usar a racionalidade, o mesmo acontece com o esquizofrenico, porque a sua imaginação ou ao menos, os mecanismos triviais que a produzem, não estão bem organizados em suas mentes, resultando na confusão entre a fantasia ou imaginação e o mundo real, o simples ato de analisar o ambiente ”de fora da mente”.

Internalizamos aquilo que é real pra nós porque faz parte de nossa identidade.

Não existe introversão nem extroversão, mas a mesma ”energia” ou fenomeno, só que no primeiro, ela  está internalizada e no segundo ela está externalizada. Mais= o genio  seria a ”extroversão” internalizada, dupla personalidade invertida. 

Os mais inteligentes são mais propensos a serem de introvertidos, por causa de suas naturais tendencias de construção de mundos imaginários, idealistas, dentro de suas mentes e vivencia cotidiana destas tendencias, que entram em choque com o mundo exterior. Cérebros mais capacitados são mais independentes na produção de alegorias metafóricas ou racionalizadas a partir de suas interações com o meio e consequente internalização destas construções do que os demais.

O introvertido tem a mesma energia (instinto**) que o extrovertido (ou predominantemente extrovertido), só que esta energia se encontra internalizada no primeiro e externalizada no segundo.

Portanto, pode-se dizer que a introversão seja uma espécie de instinto internalizado enquanto que a extroversão pode ser considerada como instinto externalizado. Os níveis mais altos de extroversão podem ser encontrados entre os tipos psicopáticos enquanto que os níveis mais concentrados de introversão podem ser encontrados entre os tipos opostos dos psicopatas, os sábios introspectivos (… mas que não serão de genios).

Por que o genio é tão raro**

Porque o genio se caracterizaria por ter um padrão invertido, extremamente incomum de personalidade onde que ao invés da introversão, seria a  extroversão que estaria predominante, e internalizada. Existe tal coisa como um extrovertido ”internalizado” (ou introspectivo) e um introvertido ”externalizado”*** Pois parece que sim, ainda seja provável de ser muito raro.

A maioria dos introvertidos apresentam pouca vontade de socialização, são menos narcisistas, ainda que sejam mais autocentrados, mediante certas perspectivas. O extrovertido ou o homem da ação, o introvertido ou o ”homem” da reflexão. E o genio**

O homem da ação reflexiva. A grande maioria dos extrovertidos reagem de maneira predominantemente irreflexiva porque o mundo da ação e da reação ou da socialização, é o seu mundo por primazia e eles atuam de maneira natural (inconsciente) dentro dele.

A grande maioria dos (predominantemente) introvertidos reagem de maneira predominantemente reflexiva e apesar de necessitarem agir para sobreviver neste mundo, eles tenderão a refletir mais o seu pensamento antes de tomar ações. E suas reflexões serão mais propensas a serem inconscientes, porque são naturais pra eles.

Apesar de seu universo interior mais rico, o introvertido guarda mais do que compartilha, em um sentido de pensamentos, ideias… Em compensação, o genio agiria como um extrovertido internalizado, que sente uma profunda necessidade de se auto expressar, mas que não se dará de maneira natural ou inconsciente, mas a partir de uma perspectiva introvertida. Outra prova para explicar o porque do genio ser mais como um extrovertido internalizado do que um introvertido típico, seria por causa de suas características psicológicas como o extremo narcisismo, que é um traço muito mais comum em extrovertidos. Genios são mais ”infantis”, espirituosos, vívidos, de personalidade muitas vezes difícil, dominante, manipuladora, complexa, que não se assemelha muito aos perfis clássicos de introvertidos.

Deve ser por isso que alguns filósofos, escritores e mesmo, alguns da ciencia, acreditam que o genio seja o único homem  completo de nossa espécie. Porque enquanto que quase todas as variedades psicológicas humanas acabam caindo em algum extremo do espectro, o homem de genio se encontraria exatamente no meio deste espectro, seria o homem dualista por natureza e não aquele que é movido por ela para um de seus extremos.

Os bondosos são bondosos demais, os maldosos são maldosos demais, o genio ao contrário da ideia de ”mais” enquanto intelecto e criatividade, na verdade, seria mais equilibrado, que necessariamente não quer indicar qualquer valor quantitativo vertical. Mas talvez esta ideia de equilíbrio não sirva para todos eles, visto que parece haver uma grande variedade e que esta natureza possa se encaixar apenas para os tipos ”sábios” (o savant social, o sábio prodígio).

Do amor ao ódio, por que eu comecei a odiar o hbd??? E por que a ”minha” verdade é muito mais correta que a dos demais**

Eu tenho uma certa implicância em relação aos cristãos. Eu não gosto de pessoas que tagarelam bondade com a bíblia na mão mas fazem exatamente o contrário no mundo real, no mundo das ações.
A maioria das pessoas se encostam nas pseudo religiões porque elas oferecem palavras fáceis e doces, de ESPERANÇA, em relação à única certeza de nossas vidas, a morte. Elas não o fazem em média por razões nobres mas porque são incapazes de  entender  o mundo de maneira literal, Real e por isso procuram por este tipo de pensamento positivo clássico. A incapacidade de produzir percepções realistas quanto à vida anda de mãos dadas com a falta de vontade ou curiosidade para fazê-lo bem como pela covardia que se substancializa a partir destas predisposições fenotipicamente expressadas.
Manter estes sistemas opressores, primitivos, unilaterais, que continuam a perpetuar a falsa moralidade, a moralidade da ignorancia ou da hipocrisia, moralidade subjetiva, não é uma tarefa para pessoas sábias. Pelo contrário, nós temos a obrigação de derrubar por terra estes transtornos em prol de uma Cultura que possa fazer a vida na Terra evoluir.
A maioria dos cristãos e especialmente os mais fervorosos, se pintam como os ”defensores da moral e dos bons costumes”, em outras palavras, eles se apropriam da bondade e a usam como escudo, um escudo egocêntrico, de superioridade. A bíblia aparece como outra arma a ser usada. Mas na verdade, ninguém tem o monopólio da bondade, em termos conceituais e consequentemente, práticos, a não ser que de fato, possa entende-la de maneira visceral.
A multidão de cristãos que repetem como papagaios a moralidade subjetiva que está escrita em suas bíblias, portanto, não tem qualquer estrutura cognitiva ‘e’ psicológica para poderem julgar alguém com base no ”conhecimento” que engoliram sem sentir e entender o sabor.
Este é mais um quase-ótimo texto de Bruce Charlton, um dos blogueiros hbds, em que aponta para uma possibilidade conceitual e taxionômica para o tipo de personalidade que tende a predominar nos gênios ( vamos desprezar aqui as minhas contribuições que o sir, sorrateiramente tem utilizado em seu blogue e sem dar o legítimo reconhecimento a quem lhe apontou o caminho, vamos desprezar esta parte ok?? ).
O texto é quase excelente, porque no final, Charlton tenta manipular seus leitores ( metade deles que não precisam ser manipulados para se alinharem a ele) ao introduzir sua moral cristã usando termos como ”anti social”, ”mimado”… Charlton, o conhecedor e amigo dos ”gênios” ainda solta de maneira absolutamente irracional que.. Os gênios savant, do tipo social, não podem ser líderes, eles devem ser excluídos de qualquer cargo de liderança. Você está me acompanhando caro leitor??!
Os gênios sociais servem apenas como conselheiros. Os líderes, isto é, aqueles que receberão os louros da liderança, devem ser outros. Os gênios desta natureza devem usados de maneira conveniente.
Eu que já não rezo uma ave Maria faz uns 5,6 anos (nem de fingimento) devo ser um degenerado perverso. Nosso querido sir, ao contrário de mim, é um ser ímpar, acima do bem e do mal.
Charlton deve detestar muitos gênios porque ao contrário dele, o gênio empático, principalmente, sabe das inúmeras contradições que povoam uma bíblia, sem falar de todos os conflitos que todas as pseudo  religiões tem provocado.
A conveniência novamente. Charlton tem uma agenda política conservadora e cristã. Tal como um judeu da mídia  a todo momento fala de holocausto, a todo momento tenta alinhar suas palavras com qualquer coisa que expresse a versão judaica da história judaica, Charlton tenta alinhar, arrebatar o seu rebanho dentro da sua linha de pensamento. Bem, todos nós quando estamos tentando convencer alguém de alguma coisa, manipulamos histrionicamente ou não os fatos de maneira que possam se alinhar ao pensamento central. O que Charlton faz é justamente este tipo de manipulação histrionica. Ele é o novo Cesare Lombroso, com sua vontade e talento para estudar o fenômeno da genialidade humana, mas com os mesmos déficits no conhecimento de empatia e de moralidade.

Ele continua com a sua teoria de que ”a evolução produziu o genio para se sacrificar em prol da sociedade em que vive”. Sim, Darwin foi um dos responsáveis pela popularização desta maneira de pensar sobre a evolução.

A evolução não faz nada, porque é uma palavra que resume um conjunto complexo de circunstancias e eventos.

Natureza e evolução são maneiras de dizer

Mas saiba que muita gente deve ter dificuldades para entender esta parte. Como sempre, tende-se a literalizar abstrações e os resultados são quase sempre deprimentes.

A explicação de Charlton para a existencia do genio (savant social ou sábio) humano cai por terra, a partir do momento em que não houve qualquer seleção totalmente auto-dirigida para selecioná-lo como o mártir sábio que endireita a sociedade em que vive, sussurrando conselhos aos ouvidos do líder.

Bruce Charlton é apenas um em uma miscelania de tipos neoconservadores ou conservadores clássicos que usam a ciencia ou o conhecimento com o intuito de forçar a sua agenda pessoal favorita.

A partir disso, ele dá o valor que quiser aos seus estudos. Ele captura informações, percepções ou reflexões para que possam entrar em conformidade com a sua agenda neoconservadora cristã, onde que impera um tipo de moralidade subjetiva.

E não é o único, porque em todos os blogues hbds algo semelhante está a acontecer. Ao invés de buscarem pela pureza dos significados e portanto da verdade e a partir disso principiar pela harmonização, o fazem com o intuito de aparelhamento as suas ideias unilaterais.

Talvez eu estejam sendo muito duro em relação a eles se todo mundo faz isso, talvez devesse expandir meu ódio a humanidade em geral e não apenas a um grupo. Mas o conhecimento que esta comunidade está a tentar monopolizar ou ao menos conceber como ”seu”, é muito importante porque é um dos que mais se aproximam da verdade absoluta, da verdade objetiva + verdadeira subjetiva ou abstrata. E suas implicações poderão ser muito negativas.

Charlton deseja que ou mais genios savant sociais acatem suas propostas unilaterais e entrem em sintonia com suas crenças cristãs e neodarwinianas. Pra ele, assim como também para grande maioria das pessoas, as suas crenças estão absolutamente corretas. NOSSAS crenças nunca estarão plenamente corretas, ao menos se fossemos como Deus.

Por que a ”minha” verdade é muito mais correta do que as dos demais**

O que eu tenho ou expresso de superior em comparação ao Charlton**

Bem, Charlton não é uma pessoa diplomática. Ele tem suas vacas sagradas unilaterais. Não é ruim ter preferencia, é ruim quando essas preferencias não são perfeitas.

Por exemplo, a minha preferencia pelos virtuosos é superior a preferencia de Bruce Charlton pelos judeus, porque enquanto que os virtuosos serão em média, uniformemente melhores do que os demais grupos de comparação, ”os” judeus não serão.

Portanto, mesmo a ideia de grupos versus indivíduos, podem ter as suas generalizações racionais mediante certas perspectivas, a partir do momento em que o grupo se consistir em uma reunião uniforme de semelhanças como a bondade dos virtuosos.

Nem todo judeu é assim, mas todo virtuoso será assado. A virtude é o elemento agregador do grupo de virtuosos ao passo que a judaicidade, étnica (a mais importante), cultural, religiosa ou espiritual, serão OS elementos agregadores, não há uniformidade, especialmente a do tipo que enfatiza atributos objetivamente positivos.

Charlton acredita que a verdade encontra-se na bíblia e no livro de Phillipe Rushton… As verdades estão em todo lugar. Eu não estou preocupado ”com elas” porque são subjetivas, unilaterais e podem ser aplicadas para as mais diversas serventias. As palavras podem mudar de tom de costa a costa. Eu estou preocupado com a verdade absoluta, a unção entre a verdade literal ou objetiva e a verdade abstrata ou subjetiva. Portanto, as verdades ou o conjunto de factos, dogmas, factoides e mitologias que Charlton se alimenta ou tem se alimentado em toda a sua vida, não são absolutas, porque nem a bíblia, nem os livros de Darwin ou Rushton deterão toda a verdade. A verdade absoluta é ”a verdade de Deus”, que nenhum bípede desajeitado é capaz de ter ou de encontrar, mas o exercício desta tarefa se consiste na legítima religião, que o budismo e taoísmo orientais chegaram mais perto. Portanto, vale apena exercitar a pura religião de um ser que está dotado de um maior horizonte de conhecimentos do que apenas o instinto de reagir e se conservar.

Eu não tento capturar a minha verdade, mas A verdade, mesmo aquelas que são expressadas em metáforas mitológicas.

Charlton está em uma constancia normativa de pensamento em que a narrativa unilateral ou instintiva o mantém preso dentro de uma perspectiva menor, mais acanhada, de animal menos reflexivo. Nesta perspectiva, o anti-natural, aquilo que ele diz que a ”evolução não poderia conservar”, só poderia ser uma forma de perversão, a perversão dos desígnios naturais.

Se fosse um real moralista objetivo, Charlton evitaria fazer e acreditar nessas premissas ou ao menos seria mais honesto ao acusar grande parte da natureza não-humana de ser igualmente perversa. Mas a perversidade de Charlton é tão subjetiva quanto de um católico ou de um evangélico. Não é indubitavelmente certo ou errado, pois se prende a contradições.

A virtuosidade dos virtuosos não é contraditória, talvez o pleonasmo possa ser considerado como a manifestação mais pura de causalidade. Mas, como um cristão, cheio de amor e em busca da palavra de Deus, Charlton não parece estar muito preocupado em generalizar suposta virtuosidade em grupos que se agregam por meio de um parametro diversificado ou sem valor moral objetivo assim como também para generalizar negativamente.

Tudo isso se resume a

agenda pessoal cristã, socialmente conservadora e neodarwinista

subjetividade de julgamento e portanto potencial injustiça de julgamento

pensamento ”animal”, pragmático, duro e anti-humano

Os hbds tem parte da fonte do conhecimento mais realista, mais condizente com a verdade, mas suas cabeças continuam a se expressarem como atores ou aqueles que estão dentro do cenário e não como juízes neutros. Não são de observadores da cena, não estão pensando e talvez sequer tenham a capacidade inata para pensar com as suas respectivas personalidades-Deus, são de atores e todo ator é vaidoso. Eles querem fama, reconhecimento material, intelectual, querem que escolas americanas ou britanicas tenham os seus nomes ou ao menos almejam provar pra si mesmos que são melhores.

Charlton e a maioria dos hbds acham que o mundo é bom, ruim são as pessoas estúpidas ”de” baixo qi. Elimine-as e viveremos em um paraíso. Eh evidente que não é bem assim eu eu vou provar o porque em um próximo texto.

Desprezam o papel colossal de suas tão amadas ”elites cognitivas” em relação ao desenrolar da estória de idiotices da espécie humana, desprezam o sofrimento alheio, são frios com suas calculadoras a tira colo.

E eu não quero mais participar disso…

Jornalistas sensacionalistas clamam por hostilidades sem substancia para ter mais audiencia…

Eu que faço o exato oposto no sentido de ser lido por mais leitores (ao invés de uma agenda política bem estabelecida eu decidi por uma não-agenda, virtualmente, por exemplo), tenho aprendido a conter meus ímpetos e aperfeiçoo a minha duvidosa capacidade de escrita, com base em objetividade, julgamento correto, ou seja, holístico, ser verbalmente crítico, algumas vezes cruel, com aqueles que merecem, mas sempre buscando dar uma lição de moral, a partir da neutralidade, sempre em busca da

holisticidade

objetividade

neutralidade

sabedoria

criatividade

e inteligencia, e não apenas a cognição.

Intelectual e técnico, a diferença entre SER e TER uma inteligencia

O verdadeiro intelectual é um sábio. O falso intelectual é um técnico que tem problemas de confusão identitária cognitiva.
O gado humano se caracteriza por sua incapacidade inata de entender a realidade sem a ajuda de ”iluminados”. A maior parte da humanidade se encontra na transição entre o instinto e a autoconsciência ( e autoconhecimento)*.

Fases da transição mental evolutiva
1- existência pré-instintiva ( plantas)
2- existência de transição entre a fase pré instintiva e instintiva ( insetos, vírus e bactérias ou nano insetos)
3- existência predominantemente instintiva ( animais não humanos)
4- existência de transição entre a fase instintiva e auto consciente ( a maior parte dos seres humanos)
5- existência predominantemente auto consciente ( uma pequena minoria de seres humanos)
6- fase de transição entre auto consciência e supra consciência
7- supra consciência

 

Se todos fossem capazes de entender o mundo por conta própria não haveria a necessidade de hierarquia social. Todos saberiam de seus deveres, direitos e necessidades pessoais neutras únicas. No entanto, como a realidade humana é muito diferente deste cenário ideal, então existe a necessidade de que existam discrepâncias desta natureza.
O auto consciente completo é aquele que vive a inteligência porque esta é parte de sua essência, de sua personalidade interior e porque o grande divisor de águas que faz a espécie humana única é justamente a sua autoconsciência aflorada, alargada.

A maioria dos seres humanos apenas TEM inteligência e SERIAM inteligentes se soubessem entende-la, pois desta forma, entenderiam melhor a si mesmos. A humanidade enquanto uma coletividade organizada, se diferencia das outras espécies por adaptar o meio onde vive para si próprio, mesmo que outros também o façam, só que em menor escala.
O auto consciente é ciente da necessidade de adaptação de sua mente e corpo em um ambiente de maneira que seja proveitosa e enriquecedora para todos. Esta consciência renega a condição que é manipulada para ser concebida como ”o normal” pelo gado humano, tal como a vaca no pasto não tem consciência complexa  quanto as amarras ou cercos que a mantém prisioneira e pronta para o abate, o gado humano apenas se diferencia dos outros animais não-humanos pelo fato de ‘necessitar’ de uma ”cultura” de manipulação para mantê-lo feliz e seguro dentro do cerco que se consistem as sociedades humanas. E quando esta cultura lhes é retirada, eles não se tornarão livres porque continuarão tentando juntar as peças do quebra cabeças para entender o mundo real, sem grande sucesso nesta tarefa. E é apenas por meio da realidade, especialmente a hiperrealidade, que se poderá produzir qualquer produto de valor e sustentável.
O trabalho técnico se baseia na criação de uma geologia antropomórfica mas especialmente para sustentar as sociedades humanas e enquanto que o trabalho intelectual se consiste no pensar, na tentativa de melhorar, criticar, reconstruir ou destruir a organização humana, incluindo aí tudo aquilo que foi produzido pelo trabalho técnico.
O intelectual é superior ao técnico por pensar sobre a realidade antes de mantê-la enquanto que o técnico a mantém partindo de uma premissa precipitada de certezas quanto aquilo que é natural e aquilo que não é.

O intelectual é um inquisidor mental enquanto que o técnico pouco critica por exemplo se existe a necessidade da existência de prédios em uma cidade. O pensar antes de executar é o grande diferenciador do pensamento intelectual em relação ao técnico. O porquê, com qual intuito, para quem. Este pensar encapsulador e holístico faz toda a diferença porque somos puxados pela dualidade para as nossas respectivas ”transcendências” sem criticismo e melhoramento ao longo do caminho. Ou nos estagnamos ou nos tornamos extremistas transcendentes. A cina humana é universal.

A maioria daqueles de elevada ”inteligencia técnica” serão do tipo que apresentam habilidades cognitivas acima da média, mas que não serão inteligentes, porque eles não vivenciarão no dia-a-dia a inteligencia, visto que apenas a usará (de maneira predominantemente inconsciente) para ”poderem se adaptar” a sociedade. Há um engano comum nesta afirmativa, pois a maior parte das pessoas não se adaptam ao meio. Eh o meio contextualmente organizado que seleciona aqueles que desejam se apropriar do seu serviço e que por intermédio de uma ”cultura” de manipulação, faz com que boa parte destas pessoas acreditem na naturalidade de um conjunto hierarquizado de artifícios que são o esqueleto das sociedades humanas, especialmente as sociedades ”modernas”.

Portanto, o intelectual verdadeiro ou sábio, será o mais inteligente, porque a inteligencia faz parte de sua essencia existencial ou personalidade enquanto que a maioria dos seres humanos estarão ”apenas” providos de inteligencia. E partindo da hierarquia de necessidades existenciais ou de sobrevivencia, a captura de padrões harmonicos e desarmonicos me parece ser muito mais efetivo, objetivo e produtivo na capacidade de conservar a auto existencia bem como das vidas ao redor, do que as múltiplas especializações técnicas que são usadas para sustentar as coletividades humanas (e percebam que o mesmo acontece com grande parte das outras espécies ou vidas neste planeta).

O parco senso de auto consciencia ou instinto puro, mais o biótipo de sobrevivencia existencial (as asas do pássaro, os espinhos do porco espinho, a carapaça da tartaruga), se consiste na inteligencia ou cognição que predomina no reino animal assim como também para uma boa parte da espécie humana.

A intensidade ou enfase natural-pessoal pela inteligencia pura, a parte puramente cognitiva da sabedoria, que se consiste na capacidade de detectar a maior quantidade qualitativa possível de padrões lógicos e ilógicos dentro de seu campo de vivenciação (que não quer indicar necessariamente limitação física, visto que a imaginação, de fato, nos dá asas para nos imaginar em outros ambientes assim como também para manipular informação abstrata, que não é literal, que não está retida pela verdade objetiva), buscando a construção da realidade hiperreal, literal e abstrata, será o divisor de águas do SER e do TER na inteligencia.

Autoconsciencia, inteligencia pura e essencial, autoconhecimento, narcisismo, megalomania, baixa auto estima e paranoia…

A autoconsciencia é a forma mais pura e essencial da inteligencia humana.

A autoconsciencia é o divisor cognitivo entre a espécie humana e as demais espécies.

Nos diferenciamos na intensidade de autoconsciencia. E uma das provas mais cabais de nossa superioridade neste aspecto, que influencia todo o resto, pode ser exemplificado por nossa imensa curiosidade, pois se já nos conhecemos, então desejaremos conhecer todo o resto. Claro, com a sua diversidade quantitativa de intensidade em relação a este quesito. O instinto puro seria como uma tentativa inata para o autoconhecimento mas que sempre resultará em fracasso, mediante esta perspectiva de comparação. A amplitude do autoconhecimento para os tipos intensamente instintos é muito baixa, mas será o máximo que conseguirão fazer e acessar. Nos contentamos com nosso teto cognitivo, nossa constancia comportamental, se estamos quase sempre dando o melhor de nós. Estamos todos em busca de ”Deus” ou a Origem de tudo, mesmo os seres mais microscópicos.

Praticamente, todo o genio caminhará para ter um grande potencial para o autoconhecimento, porque estará provido de autoconsciencia, especialmente aqueles que estarão mais especializados na arte pensante ou filosofia. Mas é quase certo que o ‘excesso’ perceptivo do genio, o fará mais autoconsciente e moralmente consciente (positivamente, no sentido de mitigação de conflitos ou negativamente, no sentido de manipulá-los) do que os demais. O grau de intensidade de autoconsciencia (potencial para o autoconhecimento ou sabedoria cognitiva prática) que determinará o tipo de genio, em conluio com a sua configuração mental.

Autoconsciencia, narcisismo, baixa auto estima e megalomania

Aquele que se conhece muito bem, inevitavelmente, caminhará para se tornar mais narcisista, em um sentido consciente, porque a maioria da população será ”inconscientemente” narcisista. Quando nos conhecemos mais e melhor, procuramos mais por nossas qualidades, visando em suas melhorias…. mas por outro lado, da mesma maneira que nos tornamos mais conscientes de nossos predicados, também nos tornaremos mais conscientes de nosso defeitos.

Se a essencialidade universal é a dualidade, então nada mais lógico do que expressarmos esta verdade em nossas próprias personalidades e especialmente quando estivermos providos de grande autoconsciencia.

Uma personalidade muito acordada, além de ter grande potencial para o autoconhecimento, também caminhará para esta bipolaridade mais intensa de autopercepções. Dependendo de qual particularidade mental ou fisiológica que estiver sendo enfatizada, o autoconsciente tenderá a viciar-se desta mentalização. Eu que sou deste tipo e já cheguei ao absurdo de desenvolver tiques nervosos como piscar de olhos descompensado, justamente por causa desta enfatização mental excessiva, a partir de uma correlação equivocada de eventos e variáveis. Surpreendentemente, por causa de uma canalização errada, fiquei 2 longos e dolorosos meses completamente insone. Voce pode ser excepcional na busca e captura da verdade objetiva, mas por outro lado, também caminhará para ser mais vulnerável para cair neste tipo de situação proto-insana.

A baixa auto estima e o narcisismo  convivem bem com doses extras para megalomania, outra predisposição do autoconsciente. E a explicação encontra-se logo no início deste texto.

Voce é um excelente aluno, mas não sabe capturar a essencialidade objetiva de sua realidade*** Burro!!!

Sim, os autoconscientes estão providos da mais pura forma de inteligencia humana, talvez, a característica mais fundamental que nos distancia dos demais animais. O autoconsciente se entende melhor que a maioria (e paradoxalmente, também será aquele que terá mais dúvidas de si mesmo) tal como o maquinista entende muito melhor o trem que dirige. E esta percepção de autogoverno, parece relacionar-se fundamentalmente bem com a inteligencia em sua forma mais pura, ao invés do excesso de tipos de inteligencias tecnicamente especializadas. A luz da sabedoria talvez possa ser literalizada por meio desta capacidade de se conhecer muito bem e que como resultado, será muito melhor para a posterior inserção em seu ambiente. A megalomania se oriunda desta autopercepção, especialmente a partir da ideia de que aqueles que são irremediavelmente estúpidos, sejam mais facilmente manipuláveis, tal como bonecos de ventríloquo e que estejam em maior risco de cometerem erros tolos em seus cotidianos. No entanto, como somos seres sociais, então estamos sob a merce das macro instituições hierárquicas e isso quer indicar que, mesmo com uma grande capacidade de auto governo, boa parte das pessoas, inclusive aquelas que estão no poder, não estarão conscientes da necessidade de adequação individual para um projeto de vida de longo prazo e funcional dentro destas engrenagens de nossas sociedades. Em outras palavras, os mais autoconscientes não estão adaptados em relação as sociedades em que vivemos, porque estas baseiam-se na adaptação do indivíduo ao sistema e não o contrário.

Autoconsciencia e predisposição para a paranoia

Paranoia e narcisismo são relacionáveis. E também se complementam perfeitamente a partir de uma tendencia para auto-dúvida e para baixa auto estima. Todo paranoico é um megalomaníaco, ou ao menos uma boa parte deles. Bem, eu falo por experiencia própria porque eu sou os dois. Por lógica, aquele que acredita que possa ser assunto para a maioria das pessoas, tenderá a  se achar  muito importante. O paranoico seria o narcisista consciente, que é alguém que não está acometido pela síndrome da Maria Antonieta, que eu já delineei superficialmente por aqui. O narcisista consciente poderia ser também chamado de autoconsciente, por entender que é uma pessoa com qualidades e defeitos e por tender a preferir pela enfatização cotidiana de suas qualidades. O autoconsciente se conhece e gostaria que as pessoas o conhecessem tal como ele é ou tal como ele mesmo se conhece. Talvez, a paranoia seja uma espécie de ansiedade em que as expectativas pessoais do narcisista consciente se chocam com a percepção das outras pessoas mas também, com a construção especulativa mecanica de percepções que comumente resultará no estado paranoico.

Genialidade e autoconhecimento

Como ”fazer ciencia”, por meio da auto observação e comparação com toda fenomenologia que o cerca*

Eu já lhes mostrei sobre como  poderíamos ensinar o método criativo para que possa ser aplicado no cotidiano, seja para recreação seja para a real solução de problemas.

Agora, vou lhes contar mais um segredo… baseado em petulancia** Talvez, mas que poderá (ou não) ser útil para aquele que conseguir (e desejar) compreende-lo.

A filosofia cognitiva prática de uma mente criativa se baseia no autoconhecimento, se um dos resultados mais esperados da criatividade seja justamente a autoexpressão.

A partir do momento em que o autoconhecimento for desenvolvido (se isso for possível de faze-lo, com ”educação” ou ”treinamento), poder-se-á usá-lo como parametro ou comparação em relação a toda a fenomenologia circundante.

E é justamente aquilo que o genio, especialmente o criativo e o científico, costumam fazer.

O autoconhecimento é o primeiro complemento para o trabalho criativo.

O genio tende a ler a realidade por meio de si mesmo, o chamado preconceito cognitivo fundamental, nosso atrito com a realidade. Todos nós fazemos isso, ao usarmos as respostas de reação (das mais diversas naturezas) mais comuns que nossas mentes são capazes de produzir (cultura neurológica), mas é evidente que existirão diferenças entre os excepcionalmente inteligentes ou criativos em relação ‘aos demais’. E essas diferenças serão mediadas pelo nível de autoconhecimento e concomitantemente com a capacidade de percepção (e a correlação entre ambos será potencial e logicamente positiva).

 

A técnica para a observação de detalhes lógicos, harmoniosos e hierarquicamente superiores, encontra-se justamente no momento de interação entre a sua persona predominante (seu perfil cognitivo, projetando a sua cultura neurológica) e o ambiente. O ambiente é mutável, a sua percepção não é. No entanto,  o acúmulo de percepções pode ser gerenciável para o sábio enquanto que será apenas acumulativo para os demais.

De acordo com o modelo triárquico-dualista de personalidade que eu desenvolvi superficialmente, nós teríamos 3 personalidades,

a persona boa,

a persona ruim (personas dualistas)

e a persona completa, a unção das duas personas anteriores, o próprio Deus que vive dentro de nós, a manifestação organica da sabedoria, quando o cérebro além de holístico em sua funcionalidade (inclusive em suas áreas menos desenvolvidas) também está acompanhado por grande vivacidade interior, que geralmente resulta em problemas mentais para uma importante porcentagem da população humana.

As duas personas que estão a competir entre si, seriam justamente as mais primitivas, porque a competição e entropia, são características inferiores para qualquer modelo integrado e complexo de interações entre diferentes formas de existencias. Isso explica o Sistema Solar e o Planeta Terra.

 

Metaforicamente falando, os genios acessariam muito mais a persona principal do que as personas primitivas, aumentando a percepção do todo (leste e oeste, esquerda e direita)  e que justamente por ”preferirem” esta persona-principal ou alegoricamente falando, a persona-Deus, que os problemas poderão ser percebidos com maior intensidade, tendo como resultados desde a melancolia profunda (prelúdio para o suicídio) até a certos tipos de comportamentos muito degenerados, como quando a percepção de certas verdades absolutas existenciais tal como a finitude e a fragilidade da vida, os tornam compulsivos por consumi-la de muitas maneiras por causa da literalização destas verdades para o cotidiano. Viver ”como” se não houvesse o amanhã. Literalizar as verdades absolutas para o cotidiano.

Ainda que a genialidade não se possa ser ensinada por completo, talvez nós poderíamos mostrar ao menos como seriam os processos de construção do pensamento criativo, de maneira didática. Se a inteligencia pode ser ensinada, talvez a criatividade também possa, ainda que realisticamente falando, isto não se desdobrará em uma explosão de genialidade entre a população que não a tem ao natural, a superfície de sua personalidade.

Mas, como as diferenças entre os cérebros humanos não se dão mediante distancias muito grandes, então talvez algumas pessoas possam ter potencial mas lhes falte as ferramentas corretas para expressá-lo e não duvido que mediante a complexidade da diversidade cognitiva humana, estes tipos de fato existirão.

 

Pelo autoconhecimento, voce pode expressar a verdade do mundo por meio de sua percepção e pode categorizar a fenomenologia que está a interagir por meio de suas próprias convenções mentais naturais.

 

Os 13 mandamentos

 

1- Nunca generalize. Clones podem ser generalizados porque são identicos. Generalizações só servem para matérias identicas acopladas em aglomerações e não para grupos semelhantes.

2- Nunca excepcionalize em excesso. Estereótipos não são pseudo-cultura. Exceções e regras são complementáveis e não auto-excludentes.

3- Se conheça o suficientemente bem para poder interagir sabiamente com o seu ambiente e desta maneira, começar a conhece-lo também.

4- Neutralidade é importante, mas quando voce consegue reunir a dualidade que existe dentro de ti, neutro e pessoal serão completamente intercambiáveis e complementáveis.

5- Comparações são importantes. Se compare em relação aos outros. Construa categorias apenas por observação e leve em consideração, sempre, as exceções e as regras.

6- Múltiplas perspectivas. Cada fenomeno apresenta uma forma e toda forma apresenta diferentes lados de visualização, as chamadas perspectivas. Não se esqueça disso. O abstrato é exatamente como a matéria, só que sem forma ”real”.

7- Conhecimento em psicologia e estatística são fundamentais, especialmente nas (verdadeiras) ciencias humanas. Compreender e aceitar que não somos totalmente separados de nossos patrimonios genéticos, na verdade, estamos até muito entrelaçados com eles, porque são a parte essencial de nossas existencias mas também aceitar que os ambientes que construímos ou que foram construídos pela natureza, apresentam forte influencia na maneira em como nos adaptamos.

8- Especule o futuro desenrolar dos fenomenos, por meio da lógica intuitiva. Quando for especular, nunca o faça sem a segurança do passado e do presente de cada fenomeno.

9- Sempre busque pelo caminho do meio, onde que as melhores respostas, estarão predominantemente localizados no meio de uma panaceia espectral de respostas em relação a um determinado conhecimento. Ao usar a neutralidade do meio, além de evitar o julgamento preconceituoso negativo, também poderá ter uma imagem holística muito mais completa e correta, isto é, que de fato represente a realidade, a verdade objetiva.

10-Construa um sistema axiomico coerente e o use para detectar suas próprias ”contradições impossíveis” (que são diferentes das contradições possíveis ou pseudo-contradições) assim como também para detectar as contradições nas narrativas das pessoas que são do seu convívio, inclusive como maneira ajudá-las.

11- Excesso de complexidade é ruim. Busque pela simplicidade sintetizada (não confundir com simplismo) de eventos, fenomenos e condições, hierarquizando-os, de maneira que, as ideias-mães (as primeiras peças que desencadeiam o efeito dominó) possam estar em maior evidencia, ainda que as causas subsequentes também mereçam consideração adequada.

12- De o peso acerto as coisas para não criar ”tempestades em copo d’água.

13- Use a empatia como uma maneira de entender a fenomenologia humana (das mais diversas naturezas) até a fenomenologia ”natural” ou não-antropocentrica.

 

Que os anjos me perdoem por minha petulancia, mas é isso. Estes 13 mandamentos são justamente aqueles que estou usando para produzir os textos, bem como as minhas (ou ”minhas”) teorias.

 

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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