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Genios historicamente reconhecidos e genios torturados pelos sistemas opressores

Alexander Solzhenitsyn é um caso de genio literário que foi historicamente reconhecido em vida mas que viveu maus momentos justamente por causa de sua tendencia natural para o criticismo honesto em relação as cadeias de desarmonia que caracterizaram a sua Mãe Rússia dos séculos XIX e XX (que não quer dizer que foi apenas durante esse período que a Rússia foi terra de ninguém).

Muitos genios historicamente reconhecidos do passado vieram

– de famílias bem abastadas

ou

– de famílias que trabalhavam intimamente com a realeza.

Assim, é fácil ser genio não acham**

Existe uma certa correlação entre renda e inteligencia técnico-quantitativa (qi) e é esperado portanto que as famílias mais abastadas ou ao menos com uma sólida estabilidade economica (desprezando fatores ambientais potencialmente negativos), sejam em média mais tecnicamente inteligentes que as famílias que estão despossuídas de alguma dessas tendencias.

No entanto, é fato que um número particularmente elevado de genios do passado, assim como também aqueles do presente, bailaram com o poder ao invés de criticá-lo e até mesmo de tentar lutar contra. Este tipo de preciosismo clássico da sabedoria, não pareceu ser constante em muitos dos grandes nomes da literatura, das artes ou das ciencias, infelizmente…

Cesare Lombroso, o famoso criminologista ítalo-judeu do século XIX, do qual eu tenho falado tanto, concluiu que boa parte dos genios que analisou, poderiam ser categorizados, também, como matoides. O termo matoide pode ser aplicado a uma pessoa com grande desequilíbrio entre suas habilidades intelectuais e morais ou de caráter. Claro que Lombroso abusou da moralidade de estilo vitoriano que predominava em sua época para chegar a esta conclusão. Ainda que muitos genios de fato tenham criticado os sistemas corruptos e estúpidos onde nasceram e viveram, muitos simplesmente se acomodaram confortavelmente, especialmente quando a fama de excepcionalidade se tornou realidade ainda em vida. E essa é uma demonstração da diferença de natureza entre genios e sábios, estes últimos, que poderiam ser descritos como uma espécie de genio empático-holístico.

O criativo talentoso médio, sem uma seleção rigorosa, e principalmente que tenda a pertencer a categoria do ”criativo descontínuo”, caminhará para ser mais egocentrico, narcisista e ávido pelo reconhecimento coletivo de suas obras do que o criativo contínuo, o famoso ”sonhador” imaginativo que tem um turbilhão de ideias e sensações incomuns por dia.

O criativo descontínuo é menos outlier em comportamento e em experimentações existenciais de longo prazo do que o criativo contínuo e portanto, como acontece para uma boa parte da população humana, em uma posição de poder ou de conveniencia (ainda atrelada ao poder), caminhará para desprezar os problemas sociais cronicos e estúpidos que continuam a polvilhar a paisagem humana e não-humana de interação. Pessoas comuns são fortemente propensas para agirem de maneira particularmente parecida em relação as elites corruptas (sempre foram) quando em posições de poder.

O poder corrompe a grande maioria, inclusive o genio, menos o sábio.

E uma das maneiras mais sutis de ser corrompido é por meio da passiva conveniencia. Como quando tudo vai muito bem, principalmente em termos financeiros e passa-se a desprezar aqueles que não estão com a mesma sorte (aqueles, humanos animais ou animais-animais).

Os genios sociais ou savant sociais que eu defini como sendo os genuínos solucionadores de problemas, não parecem abundar entre os ”grandes” nomes da humanidade, o panteão de mentes excepcionais, muitas delas que tiveram enormes facilidades em suas vidas para que pudessem aflorar os seus talentos naturais sem se preocupar com o pão nosso de cada dia.

Vendo esta famosa série educativa e divertida da BBC, que em portugues tem o título de ”Deu a louca na História”, eu percebi algo que parece ser muito óbvio de se notar a priore.

– Em qualquer época do passado, a grande maioria das sociedades ”que construímos” foram marcadas pela estupidez abjeta e injustiças,

e aqueles que tentaram lutar contra isso foram duramente reprimidos.

Pode-se dizer basicamente assim. A norma na história humana não foi a democracia ou o projeto de democracia de fachada que acreditamos estar encaspulados, mas a ditadura. Imagine a analogia onde ao longo de quase toda a história humana, a ditadura militar que faz esquerdista fazer xixi na cama, tivesse predominado. 95% da história humana onde a estupidez tem predominado. Quem precisa de um futuro idiocrático distópico, se o passado também passou longe de qualquer coletividade realmente inteligente e com doses pequenas e controladas de entropia***

Se Shakeaspeare não tivesse se confortado por sua fama de genio literário e a fortuna subsequente que acumulou e tivesse lutado contra o velho sistema política de ”realeza” em sua velha Albion, provavelmente não teria tido o seu nome louvado repetidamente como um indivíduo excepcional desde a muitas gerações posteriores ao seu falecimento. Entraria para o esquecimento da ”mente coletiva” humana tal como aconteceu com muitas pessoas, será  que muitas delas foram de genios sociais**

Eu seria um fã incondicional de Shakespeare se soubesse que durante sua vida, tivesse ajudado ao próximo de maneira objetiva, inteligente e sincera. Só que eu tenho a impressão de que ele foi apenas mais um caso de pessoa ”certa” no lugar ”certo” e que pouco fez para no mínimo, atenuar o sofrimento alheio. Ele não foi um sábio. Portanto eu prefiro admirar este tipo de pessoa aqui de cima e quem sabe puder fazer o mesmo em um futuro, em melhores condições financeiras.

Democracias absolutistas não parecem diferir muito de regimes militares se ambos se assemelham quanto ao absolutismo do poder, concentrado em mãos de poucos. O problema nem é a democracia ou a ditadura militar porque mesmo um regime politicamente rígido poderia ter como pauta governamental a sabedoria.

As formas de torturas de dissidentes políticos (por si só, completa falta de sabedoria) que eu vi na série da BBC, nos mostra que muitos dos grandes nomes do passado foram parcial a completamente coniventes com o estado deplorável de coisas a que a humanidade sempre esteve assentada.

A moral da história deste post é, criticar tudo, inclusive aqueles que foram alçados a calçada da fama do panteão de genios. E não apenas criticá-los mas também se possível, lutar contra muitos deles que pouco se importam com o próximo mas apenas com suas realizações pessoais.

O criativo, o superdotado e o alto empreendedor

Continuo destroçando o mito de que os superdotados sejam apenas aqueles ”com” ”qi’ acima de 130. Eh pra analfabeto, me desculpem aqueles que ainda acreditam nesta bobagem. Encontrei um excelente texto que mostra com simplicidade e perfeição, as diferenças entre os  grupos de superdotados. Infelizmente, enquanto que a comunidade hbd, continua empurrando a ideia de uniformidade para elevada inteligencia, incluindo aí, certos supostos sinais para maior intelecto como notas escolares e testes cognitivos, eu continuo mostrando aos meus leitores que não é tão simples assim. Todas as minhas categorizações estão corretas. O intelectual versus o técnico. O assimétrico versus o simétrico. O intelectualmente obsessivo versus o intelectualmente obcecado. Portanto, agora, com base nesta brilhante e simples explicação, vou continuar a desbaratar os ”mistérios” idiossincráticos da inteligencia superior. Vejamos quais são as características de cada grupo….

Fonte= http://giftedkids.about.com/od/gifted101/l/bright_gifted.htm

O ALTO EMPREENDEDOR (O FAMOSO NERD ou CDF)

1- Lembra as respostas

2- Está interessado

3- Está atento

4- Gera ideias avançadas

5- Trabalha duro para alcançar

6-  Responde as perguntas detalhadamente

7- Tem a melhor performance do grupo

8- Responde com interesse e opiniões

9- Aprende com facilidade

10- Precisa de 6 a 8 repetições para se tornar um ”master”

11- Compreende a um nível elevado

12- Gosta da companhia dos seus pares etários

13- Compreende complexo, humor abstrato

14- Apreender o significado

15- Conclui atribuições no tempo certo

16- É receptivo

17- Está correto e completo

18- Gosta de escola muitas vezes

19- Absorve informações

20- É um técnico com experiência em um campo

21- Memoriza bem

22- É altamente alerta e atento

23- Congratula-se com a própria aprendizagem

24- Sente-se motivado por notas

25- É capaz.

O SUPERDOTADO (por excelencia)

1- Coloca questões imprevistas

2- É curioso

3- É seletivo e mentalmente acoplado

4- Gera idéias complexas, abstratas

5- Conquista sem trabalho duro

6- Pondera com profundidade e múltiplas perspectivas

7- Está fora do grupo

8- Sentimentos exposições e opiniões a partir de múltiplas perspectivas

9- Já sabe

10- Necessidades 1-3 repetições para se tornar um ”master”

11- Compreende em profundidade, idéias complexas

12- Prefere a companhia de seus pares intelectuais

13- Cria complexo, humor abstrato

14- Infere e conecta conceitos

15- Inicia projetos e ampliações de atribuições

16- É intensa

17- É original e desenvolver continuamente

18- Gosta de aprendizagem auto-dirigida

19- Manipula informações

20- É um especialista, que abstrai além do campo

21- Palpites e infere bem

22- Antecipa e relaciona observações

23- É auto-crítico

24- Não pode ser motivado por notas

25-  É intelectual.

O CRIATIVO

1- Ve exceções

2- Pensador abstrato

3- Sonhador, pode parecer fora da tarefa

4- Transborda de idéias, muitas das quais nunca serão desenvolvidos

5- Jogos com idéias e conceitos

6- Injeta novas possibilidades

7- É no próprio grupo

8- Ações estranho, às vezes opiniões conflitantes

9- E se…

10- Questiona a necessidade de se estudar para determinada tarefa (que não lhe interesse diretamente)

11- Transborda de idéias – muitas das quais nunca serão desenvolvidos

12- Prefere a companhia de colegas criativos, mas muitas vezes trabalha sozinho

13- Humor incomum

14- Faz saltos mentais

15- Inicia mais projetos que nunca serão concluídos

16- Independente e não convencional

17- É original e desenvolver continuamente

18- Gosta de criar

19- Improvisa

20- Criador de ideias

21- Cria e tem ideias geniais

22- Intuitivo

23- Nunca está feliz com seu aprendizado ou criação

24- Não pode ser incentivado por notas

25- Eh idiossincrático

Repararam que existem consideráveis diferenças entre os 3 principais grupos de superdotados. Se assemelha ao meu modelo triárquico de superdotação. Seria interessante pensar se os superdotados que Lewis Terman analisou em seu famoso estudo não teriam sido justamente os de ”alto empreendedores”. Eu tenho a impressão de que a maioria deles foram deste tipo. Isso explicaria o sucesso financeiro, academico, a estabilidade social e emocional e a falta de realizações criativas de grande porte. As diferenças entre os alto empreendedores em relação aos superdotados e os criativos são bastante significativas. Poder-se-íamos dizer (rsrsrs) que eles seriam como um tipo normal só que com maior inteligencia que a média, enquanto que os superdotados e os criativos seriam os verdadeiros outliers. Claro que, muitas vezes, nós teremos uma combinação dos 3, ao invés do fenótipo completo de apenas um. E geralmente, os mais capazes tenderão a ser justamente os ”híbridos” de ao menos dois destes 3 grupos. Um alto empreendedor criativo, um superdotado criativo (o genio criativo**), o empreendedor superdotado…

Uma guerra (nada) fria entre genios e alto empreededores

Existem mais alto empreendedores do que de genios criativos e de genios científicos. Provavelmente, eu chuto que na população de 5% de superdotados de todas as categorias que devem existir, menos de 30% serão de genios criativos e científicos. O percentual de alto empreendedores dentre os altamente inteligentes e de altamente talentosos (talvez 10% em uma população com média de qi 100) segue a mesma tendencia. Portanto, a maior parte das pessoas que definimos como ”inteligentes” serão de alto empreendedores a ”empreendedores acima da média”, de neurologicamente comuns, inteligencia mais simétrica, técnico ao invés de intelectual ou criativo. A partir desta premissa estatística, nós teremos uma grande parcela de ”mais inteligentes” que sustentam as sociedades, que são os mantenedores técnicos, tal como eu já mostrei. Poucos serão de solucionadores de problemas. Os problemas começam aí, porque enquanto que uma pequena parcela de uma minoria, serão realmente o de solucionadores de problemas, bem como de criativos e de intelectuais, a maior parte da ”fração inteligente” se constituirá por ”seguidores” ou mantenedores técnicos. E os mantenedores técnicos, por se considerarem, mesmo apenas em seus íntimos, mais inteligentes que as massas de menor capacidade quantitativa, tenderão a confundir sua preponderancia demográfica dentro do grupo de maior capacidade e a se considerarem como parametros de maior inteligencia. E o melhor meio de analisar um alto empreendedor ‘puro’, será justamente por meio da ”educação”. Tal como os engenheiros tendem a se considerarem melhores, mais inteligentes que por exemplo, os professores, e estes por sua vez, façam exatamente o mesmo, os alto empreendedores no geral, também serão enganados (se fossem mais sábios não se deixariam enganar) por esta diferença demográfica bem como por suas inclinações tribal-cognitivas. A chamada ”educação”, é o melhor meio para analisar um alto empreendedor ”puro”, menos para superdotados e especialmente, os tipos criativos. O resultado será exatamente aquele que eu tenho mostrado no blogue. As pessoas que consideramos como ”mais inteligentes”, fazendo e acreditando em coisas estúpidas. A assincronicidade mental de todos nós, fará o sábio, mais desenvolvido em particularidades cognitivas essenciais, enquanto que pode e geralmente fará o ”inteligente tolo”, mais desenvolvimento em particularidades específicas. Apenas por este texto, que deixei disponível, já podemos ter em mente que a superdotação não pode se restringir a pontuações em testes cognitivos.

Psiquiatria e a sua função como o prego que martela a inconformidade

Com as mídias sociais, as bobagens pseudo-científicas mais famosas tal como sobre a ”inexistência de diversidade biológica humana entre grupos populacionais”, se espalharam rapidamente. As redes sociais da internet funcionam como uma sofisticada peça para a conformidade social, cultural e de opiniões. Antes dela, a psiquiatria apareceu como um importante meio de patologização da dissidência comportamental e de opiniões. Ainda que não negue a existência de personalidades extremas, que apresentam um perfil altamente desequilibrado de funcionalidade e comportamento, não se pode, primeiro, concluir que todo aquele que apresenta alguma destas condições seja um louco irracional (sendo que o mais provável é que exista  uma grande variedade, dos gênios hiperracionais, aos lunáticos mais desiludidos). Também não se pode concluir que aqueles que tenham similaridades etiológicas, isto é, os heterozigotos com aqueles de personalidades extremas, façam parte do grupo de lunáticos ”oficiais”. Na verdade, meu caro leitor, o mais provável é que os lunáticos mais perigosos sejam  justamente os normais ou que pareçam normais aos olhos da maioria.

No mundo de hoje, estamos assistindo ao auto trancafiamento da matrix, tal como tantas outras que já surgiram dentro das comunidades humanas no passado. As verdades absolutas que os verdadeiros lunáticos, da esquerda e da direita,  te acusam de regurgitar, na verdade, se consiste em uma popular técnica de auto projeção, te acusam de ser e de fazer aquilo que eles mesmos fazem. Isso mostra que o tato com a realidade, com a lógica e em busca da detecção de contradições, é um dom raro entre os seres humanos, que se auto definem como ”os seres racionais”. Como para tudo na vida, existe um espectro de racionalidade. E se para sermos puramente racionais, tivéssemos que pontuar 5 pontos, em uma escala de 0 a 5, a maior parte das pessoas pontuariam abaixo da metade do caminho, demonstrando que a proporção de racionalidade dentro da mente humana mediana, é menor do que a da irracionalidade.

O constante hábito de expiar as próprias ações do cotidiano, a  famosa reflexão, é uma tendência comportamental presente em uma pequena parcela da população.

Se a maior parte das pessoas são predominantemente irracionais e atendem inconscientemente aos caprichos instintivos de suas naturezas, então, as instituições de controlo cultural, precisam e atendem a essas demandas. O capitalismo não é apenas uma ideologia de organização econômica das sociedades, mas também é um meio de permuta bio-cultural em larga escala, das instituições humanas e de seus clientes, isto é, os próprios seres humanos. Tal como o comércio se adapta ao gosto dos seus fregueses, os controladores não apenas fazem o mesmo, mas mesclando esta subordinação pragmaticamente capitalista, com suas vontades, seus desejos pessoais ou de grupo para a manipulação destas interações. Basicamente, a cultura de massa se consiste na mescla dos desejos naturais da maioria, com os desejos dos controladores sociais ”e” econômicos, ou seja, de suas elites.

 

O perfil psicológico do inconformista cultural

 

Eu tenho falado neste blogue, dos tipos inconformistas por meio de diferentes denominações. São os solucionadores de problema ou os rabugentos empáticos. Os ”puramente inteligentes” e recentemente eu cunhei de ”globalmente inteligentes”. Pensemos, se nós estamos em uma sociedade ou em um sistema desigual, injusto e primordialmente equivocado, nós, logicamente, concluiremos que vivemos em uma sociedade problemática e que devemos fazer alguma coisa para melhorá-la. Pois  bem, boa parte de nossa ”fração inteligente”, nossos termites ”de” ”alto qi”, não parecem estar lá muito preocupados com todos os tolos problemas humanos. Aquele que consegue detectar antes de todo mundo uma desarmonia, seria um ”puramente inteligente” ***

Cognitivamente falando, o inconformista tenderá a ser um grande pensador holístico, que é capaz de encontrar contradições bem como de produzir harmonia para vários assuntos. Geralmente, ele será um savant social, isto é, uma pessoa com um perfil assimétrico de inteligencia, onde o talento de percepção holística social, retida de uma motivação intrínseca para estudar sobre o comportamento humano e tudo aquilo que o abarca, será a sua principal capacidade cognitiva.

Em termos de personalidade, o inconformista social precisa ter elevado psicoticismo. Muitos inconformistas sociais serão borderline para psicose. Isso explica o porque da fácil popularização do ”louco conspiracionista”. De fato, os ”loucos” inconformistas tendem a ser meio ”loucos” mesmo, especialmente mediante uma ”óptica de gado”.

 

A psiquiatria é uma fábrica de diagnósticos e de invencionices de pseudo-patologias comportamentais. Os tais ”transtornos de personalidade” são, em mais da metade dos casos, invenções grosseiras. Na verdade, poderíamos dizer, mediante uma perspectiva hiperreal, de que nenhum transtorno mental realmente existe e se baseia basicamente na patologização unilateral de um grupo de pessoas, buscando adequar a diversidade humana a um conjunto prévio de normas e condutas sociais. No mundo natural, no entanto, marcadores bioquímicos e fisiológicos tenderão a delimitar as fronteiras da ”adaptabilidade e reprodução” e de ”mal-adaptabilidades”. Nós usamos a cultura e a linguagem como método de delimitação da adaptabilidade e mal-adaptabilidade. Ainda assim, uma boa parte desta fronteira artificial será equivocada, porque muitos dos chamados ”mal-adaptados”, na verdade, apresentam maior valor evolutivo do que os ”conformistas adaptados”. A grande capacidade perceptiva, extremos da capacidade humana bem como a própria inconformidade, seja por causa de incapacidade de adaptação, tal como quando uma peça de quebra cabeças não se encaixa em nenhuma parte do mesmo,  seja por causa do ”excesso” de preciosismos comportamentais tal como a sinceridade e honestidade do autista, aparecem como ameaças reais ao poder de controladores psicopáticos das comunidades humanas. O genio do mal quase sempre acaba dominando as sociedades humanas, ao passo que o genio do bem, especificamente, o genio administrativo, termina meditando em alguma região afastada das aglomerações humanas.

A bondade parece ser mais fraca que a maldade. Isto é um assunto para um próximo texto.

No mais, a patologização oficial feita pela psiquiatria, pode estar tendo um papel muito poderoso para a paralisia da dissidencia natural…

 

 

A reação de Emma West não foi infundada ainda que tenha sido perigosa, tanto pra ela quanto para o seu filho. Tal como as rosas mais belas tendem a sentir o perigo antes, muitas ”Emma’s”, as ”conspiracionistas loucas”, são como os soldados sentinelas que protegem as muralhas do castelo. Os mais holisticamente perceptivos são fundamentais para a sobrevivencia de qualquer comunidade. Suas habilidades cognitivas não são úteis apenas neste quesito mas também para solucionar qualquer outro tipo de problema.

Muitos excentricos inconformistas podem cair em armadilhas abstratas, mas os mais capazes serão de genios administrativos, os savants sociais por excelencia. São Francisco de Assis, deve ter sido um deles…

Será que novas fogueiras, mais high tech, estão sendo construídas para abafar os naturalmente dissidentes de qualquer ordem cruel e estúpida**** Até agora, a principal fogueira para ostracizá-los tem sido o tal ”politicamente correto” em conluio com a psiquiatria, daquelas que colocam cartazes do tipo ”psicologia contra o racismo”, mas que não conseguem compreender que nem todo aquele que está fragilizado pelo convívio social, é um ser mentalmente doente,  o mais provável é que muitos destes sejam os mais mentalmente sãos….

 

A diferença entre indivíduos excepcionais e os ”trivialmente inteligentes”

Tente debater com os ”trivialmente inteligentes”. Geralmente os resultados desta aventura imprudente serão dor de cabeça, ódio dentre outras reações indesejáveis. As razões são muito simples. Os trivialmente inteligentes que são em sua maioria de intelectualmente interessados, usarão o conhecimento superficial e parado (com focos de dengue) que já acumularam  para ‘refutar’ suas premissas e dificilmente conseguirão sair dos seus quadrados de segurança. Eles são assim mesmo, são bons para manter o sistema, mesmo se o sistema for uma porcaria, mas não são criativos, inovadores, com duas costelas de loucura, inteiramente empáticos, racionalmente reativos, enfim.  Não é apenas isso que separa os intelectualmente obsessivos dos intelectualmente interessados, visto que como ” a inteligência não é atomizada dos outros componentes que perfazem a mente humana”, então as diferenças entre os muitos tipos de pessoas estúpidas e de pessoas sábias, são muito maiores do que imaginamos. Não são apenas diferenças em testes de inteligência ou em testes de personalidade, mas em como o mundo é sentido e percebido.

As superexcitabilidades em superdotados, mas especialmente nos intelectualmente obsessivos, que são os mais inteligentes, produzem uma maneira muito mais ampliada de perceber e entender o mundo, em todos ou na maioria dos níveis e tipos de interação com o meio, como a espiritual, a emocional, a intrapessoal, a interpessoal, etc…

A fronteira entre a mediocridade e a grandeza virtuosa, que é a combinação entre intensa energia integrada orgânica de sensações e percepções e o estado de descanso ou euforia balanceada e inabalável, é o grau de percepção enérgica ou energia entre os dois, que pode ser notado em todos os níveis de interação (super excitabilidades de Dabrowski).

Os intelectualmente interessados, ao iniciarem um debate qualquer, imaginam-se em mais uma cena do cotidiano pós-moderno e tecnológico, especialmente, se este debate for feito em alguma comunidade dentro da ”web”. Suas sensações e percepções não são muito diferentes daquelas que são sentidas e percebidas pelas massas. Na verdade, podemos dizer que os intelectualmente interessados ou trivialmente inteligentes, fazem parte desta massa de energúmenos desprovidos de sabedoria. Como resultado, eles utilizarão suas ”piscinas paradas, cheias de ratos(sic!)”, para exporem ”suas” premissas sobre o assunto em pauta. Tal como as massas também o fazem, porém de maneira bem mais sofisticada. A partir do momento em que o equilíbrio de forças for quebrado, os intelectualmente interessados, em sua grande maioria, recuarão em suas individualmente respectivas capacidades de debater (manipular) seus pontos de vista, porque eles aprendem por ‘memorização literal’ ou ‘lavagem cerebral’ e tal como em um castelo de cartas entrincheirado, regredirão de um estado combativo porém (pseudo)racional de debatedor, para um estado atávico, de histéricos que só conseguem usar ad hominem para tentar salvar suas retaguardas e ao mesmo tempo atacar o seu adversário. Os milhões de micro-debates, seja pela internet ou na vida não-virtual, deixam de evoluir a partir do momento em que algum tipo de estúpido não consegue mais seguir o jogo de manipulação que os verdadeiros debates se caracterizam.

Trivialmente inteligentes ou intelectualmente interessados

Eu já discuti sobre as diferenças entre os intelectualmente interessados e os intelectualmente obsessivos. Esta divisão entre os tipos de inteligentes, é uma boa maneira para separar aqueles que tem grande capacidade de inovação em suas áreas de fixação e aqueles que fazem parte das ”massas mais intelectualmente sofisticadas”, o grande público de consumidores diretos dos ”produtos de gênio”. As diferenças entre estes dois grupos podem ser resumidas em uma única palavra, CRIAÇÃO. Os intelectualmente obsessivos não apenas se tornam especialistas nos assuntos de fixação como também, por conseguinte, se tornam potenciais criadores de novas maneiras de se pensar ou de se criar, sejam em qualquer nicho de produção. Em compensação, os intelectualmente interessados, raramente conseguem superar a barreira da acumulação sofisticada de conhecimento (enquanto que a maior parte das massas apresentam uma acumulação primitiva de conhecimento) e terminam por se tornarem ”mantenedores ou estabilizadores do sistema”.

A partir do momento em que estes dois tipos entram em um combate verbal, isto é, em um debate qualquer, os intelectualmente obsessivos tenderão a demonstrar

paixão,

obstinação e

extrema curiosidade para saber o que seu oponente tem a dizer ou a propor.

A paixão se dá porque os intelectualmente obsessivos adoram falar dos assuntos dos quais mais gostam de estudar (vivenciar). É parecido quando um amante fala com seu camarada sobre o seu amor proibido, a sua paixão, com brilho nos olhos, sangue borbulhante nas veias e vivacidade romântica. Fala de um ideal alcançado, de uma verdade encontrada.

A obstinação é o resultado natural da paixão, que precisa ser perseguida ou queimada até ressuscitar em uma nova Fênix. Infelizmente, muitos intelectualmente obsessivos não terão sabedoria para produzir um sistema de crenças racionais, lógicas, holísticas e ponderadas. E estes estarão entre os piores tipos de debatedores estúpidos porque eles ainda incorporarão muitos tiques de estupidez. Como dizem, quanto mais inteligente e estúpido, melhores serão as manipulações para provar a veracidade de seus pontos de vista. Muitas pessoas inteligentes são irracionais. Os intelectualmente obsessivos, superam os limites do aprendizado inicial, marcado pela memorização ou acumulação de conhecimento pré-estabelecido e deixam de ser os ”eternos alunos” ( muitos na faculdade não conseguem superar esta barreira) para se tornaram os próprios produtores. Mas é claro que como eu estou falando de abstrações, de categorizações, então será  evidente que muitos trivialmente inteligentes (um grande percentual de professores universitários) se localizarão na ”fronteira” entre os dois grupos e portanto, serão capazes de produzir, mesmo que geralmente, o façam de maneira pouco inovadora e em conformidade com o stablishment intelectual da academia a que estão subordinados.

A extrema curiosidade (ok, devo ter exagerado um pouquinho, a curiosidade, apenas) para saber o que o ”antagonista” do debate tem a dizer, para que possa retrucar com maestria, é outra tendência muito comum entre os intelectualmente obsessivos. Dentro deste grupo, nós podemos destacar os ”intelectualmente obstinados”, isto é, aqueles que não apenas se aprofundam em um determinado conhecimento, não apenas produzem novos ”produtos” oriundos deste aprofundamento, mas também buscam por valores transcendentais como a verdade. A busca pela verdade é a busca pela solução de todos os problemas, desde a raiz. A busca pela verdade é a busca pela harmonia, pela beleza e necessariamente não quer indicar simplicidade apenas, mas a simplicidade da complexidade. A procura pelos mecanismos essenciais que produzem a complexidade, a capacidade de ver a origem da complexidade, que é simples, e a complexidade por  si mesma.

A transcendência é o mundo da hiperrealidade ou o mundo da criação, que a maior parte das pessoas são incapazes de tocar. A auto-motivação intrínseca para superar limites, superar barreiras que nunca foram conquistadas.

No mundo da ”democracia” e de ”debates democráticos”, as pessoas comuns são impulsionadas a exporem e a confrontarem seus pontos de vistas com os seus oponentes. Se uma roda intelectual não terminar em um estéril consenso de coisa alguma, então caminhará para a histeria, especialmente das partes menos capazes. Os intelectualmente interessados são aqueles que mantém por mais tempo a histeria, provavelmente porque como apresentam egos inflados pelas circunstâncias burocráticas e superficiais de nossas sociedades hierárquicas e massificadas (que selecionam por critérios cognitivos resumidos como memorização pragmática, em busca de mantenedores técnicos, ou quantidade, mas não de uma grande e inconveniente proporção de solucionadores de problemas), lutam teimosamente contra fatos e percepções cirurgicamente apuradas daqueles que dedicam naturalmente uma boa parte de suas horas para o pensamento crítico e o aperfeiçoamento de seus conhecimentos de fixação. Os intelectualmente interessados são iludidos quanto a todos os mêmes pseudo-lógicos ou pseudo-racionais e o principal deles é sobre a certeza de veracidade quanto ao conhecimento incompleto e ideologicamente tendencioso (dogmático) a que foram doutrinados. Como eu já comentei antes, os verdadeiramente inteligentes são os autodidatas. O termo autodidata, neste blogue especificamente, se refere àqueles que apresentam motivação intrínseca para o aprendizado. Isto é, para o real aprendizado, que se baseia no auto-melhoramento.

Portanto, se em sua área de interesse ou de especialização, você não for capaz de aperfeiçoar ou de detectar erros de lógica ou harmonia (padrões lógicos), então não será sábio e não terá aprendido nada. O aprendizado real não é memorização pragmática de dados de uma determinada matéria de estudo. É a aplicação deste conhecimento como parâmetro de detecção de erro, o melhoramento da própria matriz do conhecimento adquirido e/ou a substituição desta por outras matrizes de conhecimento, mais eficientes na resolução de problemas. Isso é inteligência real, in loco, ao vivo, em ação e reação, e não apenas a memorização pragmática. As pessoas inteligentes existem para solucionar os problemas da sociedade, não importa em qual área e quanto mais cirúrgico, preciso e essencial forem estas correções, mais inteligente será. As universidades modernas são ocupadas por mantenedores técnicos e não por solucionadores de problemas, que estão em minoria. Isso explica o porquê da alienação das instituições de ensino superior com o mundo real, em cada nação ocidental, visto que os mantenedores raramente conseguem superar as suas limitações criativas e terminam se transformando nos maiores obstáculos da explosão criativa dos gênios. É por isso que eu gosto de dizer que, os ”inteligentes” são os maiores inimigos dos ”gênios”.

Portanto, a raiva costumeira que atingem aqueles que estão em uma dimensão de percepção e interação mais elevada tanto em qualidade quanto em quantidade, combinado com grande intelecto, é apenas uma reação completamente natural aos dementes que passam por seus caminhos. Quem não fica nervoso quando diz a verdade baseada em lógica de fatos e intuições certeiras, e mesmo assim, os zumbis tentam convencê-lo do contrário?????

Melancolia, o desaparecimento deste belo conceito dentro da psicologia e sua importância como componente da personalidade do gênio

O conceito de melancolia, tão popular dentro da psicologia de outrora, praticamente desapareceu desde a segunda metade do século XX.

 

Apesar do mundo moderno e prático em que vivemos, a mente do populacho nunca esteve tão primitiva. Mais do que nunca, vivemos em sociedades onde a maioria das pessoas são incapazes de pensar em ”múltiplas perspectivas” (e isso é uma constatação). Como resultado, se você não está feliz, você só pode estar triste e se você estiver muito triste, então é provável que esteja com DEPRESSÃO.

Depressão é um estado extremo de humor, onde se atingem níveis integrados de sensações que serão tão exorbitantes, que produzirão a incapacitação de uma vida cotidiana temporalmente normal. É como se cada detalhe da mobília de sua casa começasse a te incomodar, quando a sua percepção se reduz àquilo que está ao alcance de suas mãos. Não é a toa que quando as pessoas estão em estado de euforia ou alegria, desenvolvam uma tendência para  se tornarem mais EXPANSIVAS.

No entanto, eu posso estar triste ou reflexivamente pensativo, mas não ao ponto de entrar em um estado de extremo desânimo e descontentamento OU depressão. Quando eu não estou nem efusivo, nem depressivo, eu posso estar ou ser melancólico.

A melancolia simplesmente desapareceu da psicologia e da psiquiatria a partir da segunda metade do século XX. Por um lado isso é bom porque foi menos um fenótipo neuro-minoritário a ser unilateralmente patologizado pelos paquidermes da psicologia (nem todos os que trabalham nesta área são assim, É CLARO). Por outro lado é ruim, porque ao se extinguir a existência de uma condição comportamental, passa-se a desprezar qualquer intenção de estudá-la com mais afinco, afinal, como se poderia estudar ”aquilo que não existe”??

Mas a melancolia existe e é muito mais importante para entendermos a genialidade, a criatividade bem como em relação à pressupostos filosóficos da psique humana, do que os modernos psicólogos poderiam supor. Uma grande proporção de gênios criativos historicamente reconhecidos do passado, foram de melancólicos. Na verdade, parece que todo aquele com grande capacidade cognitiva e grande caráter, precisa ter alguma dose de melancolia. A relação entre esta condição e a excepcionalidade humana é muito alta. A melancolia, quando é muito alimentada, pode causar a depressão, mas nem todo melancólico se tornará deprimido.

 

Melancolia é um estado ou uma condição??

 

A diferença entre um estado emocional e uma condição (sindrômica) é igual à diferença entre comportamento e personalidade, que por sua vez é a mesma diferença que existe entre tempo e clima. (Será que eu preciso explicar mais alguma coisa??.)

A melancolia pode se manifestar em qualquer ser humano, mas existem alguns que são muito mais propensos a vivenciá-la do que outros. Portanto, o grau de predisposição da melancolia, pode variar entre 5% e 95% de probabilidade.

Para algumas pessoas, a melancolia será parte original de suas respectivas personalidades. Para outras pessoas, a melancolia poderá se manifestar mais tarde, provocada por fatores ambientais (circunstanciais) significativos, como a morte de entes ou amigos queridos, crise econômica, ”fracasso” profissional, stress ou até mesmo por causa de contaminação por patógenos.

A personalidade é composta por predisposições originais, das quais estamos fortemente propensos a vivenciar e por predisposições menos fortes, onde que certos gatilhos ambientais poderão ter ou não, algum efeito em nosso comportamento.

 

Melancolia e genialidade

 

Como eu já relatei superficialmente acima, a relação entre melancolia e genialidade tende a ser significativa, especialmente dentro dos ramos da filosofia, da literatura e das artes. Mas não é rara em ”homens de gênio” da ciência. A melancolia, dependendo da personalidade, pode funcionar como um incentivo para a produção criativa, ter um efeito neutro, ser negativa, isto é, deprimir o ímpeto para auto-motivação e produção intelectual, ou pode ser complementar.

No entanto, eu acredito que em todo perfil cognitivo excepcional, principalmente se for aquele que, independente das combinações de ”traços comportamentais”, tenderá a se basear ou a se projetar na cooperação de grupo (a função arquetípica do gênio), a melancolia se encontrará presente, porque a mesma pode ser definida como uma forma de profunda reflexão, que é o resultado de grande percepção holística dos fenômenos que compõe a existência ou ”experiência da vida”.

A manifestação da melancolia tende a se dar como uma resposta ao incremento da autoconsciência. A maior percepção da fenomenologia  da vida que se consiste o ato de viver, metaforicamente falando, reduz a gravidade e torna nossa percepção mais ”pesada”, porque ao contrário do ser humano social naturalmente alienado (o alienista por excelência), o melancólico tenderá a desenvolver uma profunda percepção de tudo, de todos e do todo. E quanto maior for a percepção, mais numerosas serão as dúvidas, maior será a angústia.

Outras pessoas tenderão a buscar por explicações ”mais científicas” para esta condição, como a lateralização anômala que poderá provocar uma organização diferente do cérebro, como maior conexão entre os hemisférios. Os mais melancólicos podem ser mais velozes para capturar problemas no meio em que vivem. Os solucionadores de problemas serão mais melancólicos, mais emocionalmente reativos do que a média, porque serão mais rápidos na captura de problemas ou desarmonias no ambiente e isso será intensificado pela incapacidade da maior parte das pessoas para entender a mensagem do ”solucionador de problemas” e de agirem para solucionar as desarmonias encontradas.

As duas explicações estão corretas mediante as múltiplas perspectivas, visto que uma explicação filosófica retida pela lógica intuitiva (e não por devaneios ou por correlações sofisticadas porém irreais) funciona muito bem como um complemento perceptivo em relação à perspectiva da neurociência.

A relação entre melancolia e estupidez é consideravelmente negativa, porque enquanto que o estúpido é um ser irreflexivo e potencialmente irreflexível (isto é, que dificilmente desenvolverá qualquer atividade mental reflexiva auto-motivada e ou de longo prazo), o melancólico será o exato oposto. Mais do que a própria inteligência, visto que é totalmente possível encontrarmos os famosos ”inteligentes-estúpidos” ou ”idiotas úteis”.

 

Melancolia, sabedoria e inteligência

 

Nos mais altos níveis de inteligência, a melancolia será uma tendência bastante comum, mas é na sabedoria, que se encontra em uma grandeza maior do que a inteligência, que a melancolia terá um papel bastante decisivo. Ao contrário do que diz a psicologia ”positiva”, com sua costumeira patologização de muitos supostos defeitos (potencialmente subjetivos) humanos e a valorização de estados de euforia, socialização ou alegria, a melancolia funciona como um gatilho potencialmente biológico para o questionamento negativo das correntes ou padrões de desarmonia que compõe praticamente todas as sociedades humanas, cada pedaço de ambiente que é ocupado por seres humanos ou que foi modificado por eles.

Mas a maioria das pessoas inteligentes não serão melancólicas e é justamente aí que o alcance dos tradicionais testes cognitivos começa a falhar consideravelmente. A criatividade, na minha opinião, se relacionará com melancolia, tendências psicopatológicas assim como também com a própria ”psicopatologia” (coloquei entre aspas porque é deveras complexo demais reduzir as personalidades extremas como simples patologias) e consequentemente com tendências suicidas.

A ideia de que a melancolia seja principalmente um produto das interações gene-ambiente, não parecem fazer sentido algum quando analisamos as taxas de suicídio ao redor do mundo. Era de se esperar que em ambientes com maior estresse social, com pobreza extrema e violência, as taxas de suicídio fossem maiores do que em nações em que a qualidade de vida é mais alta.

Taxa de suicídio por país.

fonte: wikipedia

Isso nos mostra que apenas a interação humana com o seu meio (extremismo ou determinismo dos fatores ambientais como principal influência do comportamento humano) ou ”ação e reação”, não é capaz de explicar sozinha o porquê das altas taxas de suicídio em nações com boa a excelente qualidade de vida bem como pelas baixas taxas de suicídio em nações pobres e especialmente entre as nações muito pobres.

Suicídio está negativamente relacionado com médias de qi, mas como eu sugeri acima, parece ser positivamente relacionado com criatividade assim como também com melancolia, que aumenta a suscetibilidade para a depressão (ou melancolia crônica) assim como também com a autoconsciência. E quando todas elas estão presentes em um mesmo indivíduo, é muito provável que a genialidade ou ao menos a excepcionalidade humana se manifeste.

Vale ressaltar sempre que médias estatísticas NÃO SÃO afirmações estatísticas. Portanto, correlações negativas não querem indicar que não haja correlação alguma. Quer indicar que em média, a correlação será menos provável de acontecer. O caso do suicídio e qi é emblemático, porque pelo que parece, nos mais altos níveis de pontuação de qi, os traços psicóticos aumentam, e psicoticismo está positivamente relacionado com tendências suicidas.

 

Conclusão

 

Este breve texto teve como iniciativa resgatar o termo ”melancolia”, mas sem ter o intuito de patologizá-lo. Este tipo de ação demente eu deixo para a gentalha pedante que predomina sobre as ciências humanas e especialmente sobre a psicologia.

É fato que existe um estado, condição ou personalidade (depende de caso pra caso) que não se encontrará dentro do ”espectro da euforia” (ou ”alegria”) e nem dentro do espectro final da euforia, onde se inicia o estado depressivo. A melancolia é um traço comportamental que pode ser combinado com qualquer outro, até mesmo com alegria aparente, ou algum tipo de manifestação exterior de empatia ou de simpatia. O potencial de manifestação se dará de acordo com a sua importância hierárquica dentro do quebra-cabeças de cada personalidade. Como eu disse, algumas pessoas apresentam uma personalidade melancólica, e serão fortemente propensas a se tornarem depressivas ao longo do tempo, enquanto que outras pessoas apresentarão uma condição ou estado melancólico, que poderá ser constante porém menos importante em termos hierárquicos de funcionamento da personalidade, que poderá ser o resultado de algum tipo de transtorno pós traumático ou mesmo que poderá ser o resultado de algum tipo de contaminação por patógenos. Os fatores causadores da melancolia são multifacetados e com diferentes epicentros. No entanto, sabe-se que quanto mais forte for a seleção, menos ”instável” ou epigenético, será a hereditariedade de determinado comportamento ou traço qualquer, incluindo os traços fisiológicos.

A melancolia se relaciona consideravelmente com criatividade, genialidade, autoconsciência, predisposições psicopatológicas, psico’patologia” e tendências suicidas. Sua correlação com inteligência será mais ou menos semelhante àquela que tem sido encontrada enter depressão e inteligência, que é a sua ”representante” no mundo moderno. Vale ressaltar no entanto que enquanto que o estado depressivo, encontra-se além do suportável para a maior parte dos seres humanos, a melancolia é consideravelmente menos grave, ainda que possa predispor à depressão, não significa que sempre a causará.

 

Sabedoria e inteligência

O sábio é aquele que pode ver todo o sistema, o tecnicamente inteligente e desprovido de sabedoria, o inteligente por primazia, é aquele que é incapaz de ver o sistema, só consegue ver mediante a sua perspectiva de peça eficiente do sistema maior ”a que pertence”.

Sabedoria e inteligência não são a mesma coisa. E eu já mostrei várias vezes aqui o porquê. A sabedoria encapsula a inteligência e portanto é hierarquicamente superior a ela tal como a atmosfera nos encapsula e é superior a nós.

A sabedoria pode manipular a inteligência, o contrário raramente é possível.

Há uma grande incidência de pessoas inteligentes que pertencem à neocategoria político-psicológica de ”idiotas úteis”.

O termo, cunhado durante o período da guerra fria, se refere justamente às pessoas estúpidas, mas que são úteis para o avanço de agendas totalitaristas por causa de suas melhores habilidades como mantenedores  técnicos do sistema.

A metáfora da ”experiência do corpo”, da suprema autoconsciência, da capacidade autodidata, orgânica, de entender a si mesmo, é potencialmente correlativa com a sabedoria.

E quanto mais alto for esta capacidade (que eu presumo ser brevemente relacionada com qi), maior será a sabedoria.

O pensamento holístico é a capacidade de ver o todo, visualizando-o de maneira abstrata ou concreta.

A maior parte de nossas ”elites cognitivas” são incapazes de serem sábias (ainda que as mentes potentes que estão por ”trás das cortinas” sejam de psicopatas, com muitos atributos derivadas da sabedoria) e por isso, até os problemas mais fáceis de serem solucionados ainda continuam a existir e causar danos às existências coletivas.

Na verdade, alguns dos problemas mais hierarquicamente importantes da humanidade são na verdade muito simples em termos conceituais, ou seja, em suas respectivas raízes ou fontes.

A filosofia é uma manifestação da sabedoria, que no entanto, tem sido reduzida ao papel de promotora de diretrizes totalitárias da principal agenda biopolítica humana, o antropocentrismo.

Como resultado, mantenedores técnicos, são selecionados para estudar e produzir filosofia pós-moderna, que nega as bases essenciais de sua etiologia que é a solução de problemas.

Novamente, eu uso a dicotomia do solucionadores de problemas versus mantenedores técnicos.

A filosofia se tornou monótona, porque as funções de um mantenedor técnico, são monótonas, sendo eles mesmos, como peças eficientes do sistema. A produção da filosofia e portanto a externalização e documentação da sabedoria, só pode ser plenamente realizada, partindo-se da construção de pressupostos que busquem solucionar problemas da sociedade, especificamente dentro das esferas principais de gerência administrativa assim como também, pela procura investigativa, metafórica e intuitiva das respostas mais viscerais da existência humana, assim como também de qualquer outra existência finita e não apenas da replicação de investigações anteriores.

Os solucionadores de problemas estão muito mais perto de contribuir objetivamente com a filosofia do que os mantenedores técnicos e no entanto, como existe um complô para destruir a civilização vigente em prol de outra proposta coletiva de transcendência, tornou-se necessário que por parte dos atuais administradores da desconstrução social, lhes fossem incumbidos de promover a ostracização social dos solucionadores de problemas bem como outros tipos muito importantes para a manutenção da harmonia e do avanço da sociedade.

Por que o solucionador de problemas ou ”savant” social é tão importante para a harmonia das sociedades??

O soldado sentinela é aquele que pode captar perigos mais rapidamente do que as outras pessoas.

A harmonia da sociedade humana só poderá se fazer plena a partir do momento em que for rejeitado o modelo habitual de sociedade ”civilizada”, baseada na estrutura hierárquica piramidal. O problema não é a existência de uma hierarquia, mas a maneira e os critérios que são usados para construí-la e para mantê-la. Hierarquias sempre vão existir.

Em uma sociedade onde houver a rejeição do modelo educacional tradicional, baseado na supressão da neurodiversidade, da negação da super especialização cognitiva dos seres humanos e consequente ”uni-versi-dade” hierárquica, com a eliminação de variedade de mentes no topo da hierarquia, caminhará possivelmente para compreender os pontos mais fundamentais de discórdia e de desigualdade objetiva e injusta que acomete grande parte das coletividades humanas.

Em uma sociedade com castas cognitivas demarcadas, semelhante à indiana, mas sem os seus  excessos de desigualdade, as pessoas desde à infância, serão observadas e selecionadas mediante as suas características mentais, para exercer determinada profissão.

E uma sociedade consciente, precisa de seres extremamente autoconscientes para que possa evoluir com firmeza e clareza.

Dentre as castas cognitivas mais importantes, nós temos a dos solucionadores de problemas.

O próprio nome da casta dispensaria mais explicações conceituais, mas sempre necessitarei mostrar-lhes resumidamente a importância deste grupo, por meio de sua conceituação mais simples e didática possível.

Os solucionadores de problemas são aqueles que estão dotados de grande à imensa perspicácia, derivada de suas mentes holísticas e são capazes de capturar a essência de conceitos, ideias e obviamente de problemas.

Seus pontos fortes se encaixam exatamente com a ideia do soldado sentinela ou do guarda do castelo, tal como aqueles que vigiavam inimigos à espreita, durante o período medieval.

Em uma sociedade onde este grupo estiver satisfatoriamente selecionado e posicionado em suas funções especializadas (acreditando-se que se constituirá em uma sociedade de castas cognitivas), eu não tenho dúvidas que, será marcada por constantes e cirúrgicas intervenções quanto à sua dinâmica coletiva-evolutiva. Basicamente, se uma sociedade escolher inconscientemente o caminho errado que a levará para auto-aniquilação, os solucionadores de problemas arrumarão os trilhos e lhe tirarão deste caminho.

Podemos tomar decisões erradas de grande impacto em nossas vidas, mas minúsculas intervenções podem nos fazer voltar ao caminho certo.

O guarda do castelo ou o soldado-sentinela podem capturar com maior rapidez, acontecimentos, situações, padrões negativos, de impacto relevante para a sustentabilidade social harmônica. É claro que eu estou usando uma metáfora sem nenhum contexto histórico, porque sei que os sentinelas medievais não eram conhecidos pelo grande intelecto.

A intuição do solucionador de problemas é justamente o fator cognitivo que aumenta exponencialmente a sua capacidade de prever situações positivas ou não. A intuição funcionaria justamente como o sentinela, mas sem a necessidade física de localização adequada para visualizar possíveis embustes ou ameaças.

A visão holística ou visão aguçada deste grupo pode ter grande impacto nas decisões das sociedades visto que para mentes sábias e práticas, não há razão para gastar energia com possibilidades de natureza subjetiva ou que não estão objetivamente esclarecidas enquanto diplomaticamente vantajosas.

Quando o embuste da educação for finalmente reavaliado por pessoas verdadeiramente inteligentes como uma supressora da diversificação necessária de tipos de mentes em posições de macro influência social, econômica, cultural e administrativa e a sociedade baseada em castas cognitivas, principiando pelo modelo conceitual de felicidade descrito por Aristóteles, então nós poderemos deixar de cometer sandices sem cabimento como as que estamos cometendo agora com a auto-destruição planeada do Ocidente. Não há a necessidade de todo este panaceia de situações onde direcionamos nossas energias para sustentar a desarmonia.

Pessoas realmente inteligentes não fazem e não pensam em coisas objetivamente estúpidas

Vivemos no mundo das aparências e não da essência.

Hoje em dia, mais do que nunca, afinal, temos a tecnologia ”a nosso favor”, utilizamos de métodos indiretos publicamente visíveis para tentar capturar a inteligência. É aí onde a essência é completamente solapada pela aparência.

Testes de qi não medem o conceito da inteligência, até porque talvez seja pouco provável que possa ser possível fazê-lo, matematicamente falando (de maneira extremamente perfeita).

Qualquer teste de múltipla escolha que avalie capacidade cognitiva, não estará avaliando a inteligência em toda a sua forma e conteúdo.

O que estes testes medem é a superficialidade, ou seja, a aparência da inteligência mediante uma perspectiva confuciana e burocrática.

A inteligência não é apenas a apreensão do conhecimento e sua replicação. Isto é apenas capacidade de memorização, um dos atributos técnicos-utilitários da inteligência.

Eu já disse várias aqui que nós precisamos dos mantenedores técnicos para sustentar a sociedade, não em sua base, mas em suas vertentes mais altas.

Mas isso não significa que eles serão bem sucedidos em todas as funções que são requeridas para manter a sociedade e especialmente, para inová-la.

Gestão e a necessidade de savant sociais holísticos

Se eliminarmos a ideia de ”igualdade de condições”, começando pela negação parcial, cirúrgica e objetiva da ênfase nos métodos tradicionais e velhos de ”meritocracia” como educação, testes indiretos de capacidade cognitiva e qi e principiarmos pela ideia muito lógica de castas cognitivas, então poderemos de fato acabar com todos os mecanismos que provocam conflitos e injustiças nas sociedades humanas. Transformando o conceito aristoteliano de felicidade em realidade prática e objetiva.

Aqueles que são bons em memorizar uma quantidade importante ou funcional de informações, sem ser provido de imensa paixão por aquilo que estão intelectualmente manuseando, muito provavelmente e nós temos constatado esta realidade de maneira visceral, não serão capazes de pensar holisticamente, isto é, pensar na imagem maior, capturando todas as vertentes de situações, assuntos ou paradigmas. Aquele que é capaz de cumprir com todos estes requisitos dinâmico-cognitivos será o verdadeiro Sherlock Holmes ou eu poderia ser atrevido ( eu sempre sou) e sugerir uma SÍNDROME DE SHERLOCK HOLMES, já que a moda ”agora” é patologizar qualquer diferença.

Portanto, os memorizadores superficiais, dos quais se consiste em uma boa parte dos mantenedores técnicos, não serão realmente bons enquanto gestores da sociedade, isto é, aquele que funciona como um árbitro quanto a toda dinâmica que pulsa dentro do ventre da socialização humana.

Os solucionadores de problemas que quase sempre serão de pensadores holísticos, são perfeitos para este cargo, super importante para o bom e sadio funcionamento da sociedade.

Pessoas inteligentes não fazem e não pensam em coisas objetivamente estúpidas e o paradoxo HBD

Eu tenho a impressão de que a comunidade Hbd não parece muito confortável para relatar a elevada inteligência (qi) da metade da população esquerdista, ou seja, dos seus maiores algozes.

Como pode ser possível que pessoas inteligentes façam e pensem em coisas estúpidas?????

O conceito mais universal da inteligência é aquele que se baseia na capacidade de solucionar problemas. Vocês devem estar inconscientes desta realidade que eu vou lhes contar, mas a todo momento ( e neste exato momento), nós estamos solucionando problemas.

Morrer é muito fácil, basta estar vivo. Como resultado, necessitamos solucionar nano, micro e macro problemas para sobreviver, a toda hora, a todo minuto. Engana-se o darwinista conservador hbd dos dias modernos que diz que o maior imperativo da existência é a reprodução. O maior imperativo da existência é a sobrevivência.

Organismos unicelulares replicam a si mesmos a ponto que podemos dizer que a reprodução sexuada não é uma realidade universal e muito menos a principal razão de existir.

Voltando ao paradoxo Hbd. Aqueles com as maiores pontuações de qi tenderão a ser consideravelmente mais propensos a votar em partidos da esquerda política bem como se engajarem em agendas da mesma ideologia. Como resultado, nós temos aqueles que muitos da comunidade Hbd denominam como estúpidos, pontuando muito alto em seus queridos testes de ”inteligência”. Os replicadores ou memorizadores superficiais podem ter cabeças extremamente dogmáticas e isto está bem longe de ser sábio.

Muitos Hbd’s chamam aqueles que negam a realidade das diferenças cognitivas entre as raças humanas como tolos, mas mediante as suas próprias suposições do que é a inteligência, os mais altos qis que tendem a negar esta realidade seriam então de estúpidos também. Portanto, de acordo com as perspectivas amplamente aceitas da comunidade Hbd, os mais inteligentes são mais estúpidos. São mais inteligentes, única e especialmente, porque pontuam muito alto em testes de qi, mas são estúpidos porque fazem coisas estúpidas como negar a realidade. Engraçado não acham?? O mais difícil (pescar a intenção dos criadores de testes de qi em suas questões subjetivas de qual é a resposta mais inteligente) eles fazem. Agora, entender a realidade a que estão a toda hora interagindo, eles não fazem. Muito esperto!!!!

Como eu tenho sugerido aqui, o conceito mais puro da inteligência humana é a sabedoria. Sabedoria se relaciona consideravelmente com a categoria cognitiva de solucionadores de problemas ou pensadores holísticos, ainda que possamos encontrar fenótipos individuais não agrupados, como os sábios que não são solucionadores de problemas (talvez seriam os falsos sábios).

E volto a dizer que, não adianta ”ter” um qi 200 e não entender como funciona cada pedaço da realidade local (e global) a que está submetido e a que está interagindo.

Por isso, ser dotado de grande capacidade holística de apreensão do conhecimento ou ”conhecimentos gerais”, pode ser um bom indicador daquele que é realmente (universalmente) inteligente e não apenas um robô eficiente e estúpido.

O que vemos a cada ano eleitoral, seja no Brasil, na Suécia (mesmo no inferno feminista chamado Suécia), nos EUA ou em qualquer outro lugar, são a tribo de ”inteligentes”, completamente estúpida na hora de votar (com sabedoria) no melhor candidato. Existem muitas variáveis que podem nos ajudar a explicar o porquê desta situação embaraçosa. Mas, uma certeza que eu posso afirmar é a de que estes ”inteligentes” a partir do momento que colocam suas vidas em risco, estão negando a mais primordial de todas as capacidades cognitivas da espécie humana e da própria existência, a capacidade de sobrevivência.

Eu até pensei na ideia de que eles sejam menos psicopáticos do que a média e isto possa influir em suas incapacidades para denotar falsas intenções dos seus candidatos ”socialistas”, mas ter ”traços psicopáticos” (que todos os seres humanos tem aliás, inclusive eles) não significa ”ser um psicopata”, só significa ter um pouco de instinto e pelo que eu acredito que seja também uma característica daqueles que podem entender a realidade, a busca pela harmonia, pela beleza.(neste caso, sob todos os seus aspectos contextuais).

As pessoas verdadeiramente inteligentes neste momento, sabem o que está acontecendo ao redor do mundo e em suas respectivas realidades localizadas, mas aí, nós caímos na areia movediça do conservadorismo.

Os conservadores não são mais inteligentes que os esquerdistas a partir do momento em que também são uma ramificação dogmática e (portanto) tribal da espécie humana. De fato, eles estão muito bem adaptados e isto pode soar inteligente, ainda mais no mundo em que vivemos. No entanto, eu não tenho dúvidas que aquele que pode enxergar a realidade, não o fará apenas por uma perspectiva do lado direito, se me entendem.

Aí adentramos na alegoria do ”terceiro olho” ou ”o olho que tudo vê”.

Os Hbds (muitos deles, talvez a grande maioria), continuam a acreditar que a inteligência possa ser resplandecida por meio da aparência, enquanto que a essência é o seu principal fundamento, basicamente porque toda a profundidade é a essência, é essencial. Portanto, eles confundem altas pontuações de qi, altas pontuações em testes para entrar em universidades, sub-realizações artísticas (como boa parte das celebridades psicopáticas) com inteligência, quando na realidade, objetivamente falando, não é, especialmente mediante uma perspectiva extremamente determinista dos Hbds sobre o assunto.

A essência da inteligência se mede de maneira causal, obedecendo a princípios universais ou neutros que se relacionem com o todo da inteligência e não apenas com os seus atributos utilitários. O mais inteligente não é aquele que trabalha em uma empresa, não é aquele que mexe com as mãos, ele é essencialmente um trabalhador cerebral, mental. A hierarquia das capacidades pode ser observada por meio de qual parte do corpo que é mais requisitada.

Se tem músculos e os usa fundamentalmente para a realização de funções técnico-utilitárias na sociedade, então haverá uma grande tendência para ser menos inteligente.

Se manuseia as mãos para realizar as funções técnico-utilitárias na sociedade,  tenderá a ser mais inteligente que o trabalhador braçal.

Aquele que é enfaticamente, o trabalhador cerebral, mental e usará especialmente o cérebro para executar suas funções dentro das sociedades humanas, será o mais ”inteligente”.

Mas nós definitivamente, não somos robôs e precisamos interagir com tudo e com todos. Este é um dos pontos cegos mais importantes dos pesquisadores de inteligência, psicometristas e boa parte deles que desprezam sumariamente a importância dos conceitos e de análises não-matemáticas para a mensuração da inteligência.

Além de advogar pela ponderação no caso do fetichismo sobre o qi, também sugiro que busquemos por perfis integralizados da inteligência, onde todos os atributos de vital importância para o bom funcionamento da sociedade, sejam não apenas objetivamente analisados assim como também mensurados e caracterizados.

Criatividade, capacidade para realizar analogias ou encontrar padrões de harmonia e desarmonia e autoconsciência (ou autoconhecimento)

Em um dos meus primeiros textos sobre inteligência, eu sugeri 3 atributos psico-cognitivos como os mais importantes para a captura da real inteligência humana.

A criatividade, como capacidade humana característica, marcada pela capacidade de buscar respostas (ideias) novas,

A capacidade para encontrar padrões de harmonia e desarmonia, buscando pela lógica universal, que eu tenho determinado neste blogue como a ”ponderação, neutralidade ou sabedoria”, assim como também em todo o ambiente, em cada naco de informação.

A autoconsciência ou autoconhecimento, a capacidade de se consertar apenas por observação empirista.

Um exemplo moderno bastante elucidativo.

”O racismo mata milhares de jovens negros anualmente no Brasil”.

A maioria das pessoas e muitas delas de altos qis, interpretarão esta informação EXATAMENTE pela maneira como foi enunciada.

Aquele que demonstra curiosidade e não se contenta com frases de efeito propagandeadas pela mídia, irá pesquisar mais profundamente sobre o assunto, mas especialmente porque não encontrará lógica na frase afirmativa acima. Alguém que convive, interage com muitas pessoas diariamente e é capaz de capturar padrões de comportamento (alguns chamariam de ”preconceito”), tem autoconhecimento e se compara aos seus pares por observação natural e constante e é capaz de unir ideias distintas, ou seja, se é capaz de ser criativo na produção de novas ideias então presume-se logicamente que também será apto para manipular a realidade em busca da verdade dos fatos, visto que, a realidade abstrata humana não virá organizada para você, esta pessoa estará alguns degraus acima em termos de inteligência.

Solucionadores de Problemas como Savant Sociais e sua incompatibilidade com o discurso ”democrático”

”Paradoxalmente”, hoje em dia todo mundo tem a sua opinião sobre os mais diversos assuntos…… mas que…….geralmente serão muito parecidas entre si. 😉

Segundo a farsa parcial daquilo que chamamos de ”regimes democráticos”, através do consenso popular [que é manipulado desde a sua raiz pela propaganda estatal], medidas e posições são tomadas pelo coletivo acreditando-se que sejam ideias democraticamente escolhidas.

A ideia de diversidade de opiniões é praticamente inconcebível visto que a grande maioria das pessoas são extremamente limitadas neste tipo de capacidade ou seja, de produzir novas ideias de um mesmo tema.

Portanto, muito dificilmente nós teremos uma grande quantidade de ideias divergentes sendo discutidas na maior parte de debates, em qualquer lugar.

Savants sociais

A incompatibilidade do solucionador de problemas classicamente conceitualizado por mim, para com o modus operandis  da democracia, é consideravelmente significativa, visto que ao contrário da pseudo-diversidade de opiniões que são entoadas pelas massas anencéfalas, o solucionador de problemas é a soma de todas as perspectivas dos indivíduos em apenas um, mediante sua intensa capacidade de pensamento holístico. Portanto, ao colocarmos um legítimo solucionador de problemas ou savant social, um superespecialista em pensamento holístico, no meio de um debate com várias outras pessoas, nós teremos o antagonismo do solucionador com todo o resto. É um ”eu contra todos” ou ”todos contra mim”.

Portanto, não existe consenso popular (na verdade, nunca realmente existiu) quando você tem um super pensador holístico desbaratando todas as perspectivas unilaterais que são expostas por seus oponentes não-holísticos.

O que poderia existir como solução plausível, de gente civilizada e evoluída, para este embate, seria o consenso dos mais inteligentes para aceitar a sabedoria do solucionador de problemas.

Os solucionadores de problemas seriam como tipos de savant sociais, isto é, pessoas com extremo talento na capacidade para solucionar problemas de natureza social.

O termo savant aqui se refere ao grande talento super especializado de capacidade holística, mas sem a designação total do conceito psiquiátrico da síndrome de savant, até porque o solucionador de problemas deve ter alto fator g, para que possa operar como habitualmente faz no meio social. O que não quer indicar que será bem sucedido, especialmente na sociedade de débil mentais em que vivemos. Portanto, não será completamente errado dizer que, os seres humanos que detém o melhor conhecimento da psiquê coletiva e individual de sua espécie, sejam predominantemente mal sucedidos em suas tentativas de socialização.

Uma das maneiras para socializarmos bem é por meio da redução de nossa auto consciência em prol de uma sincronicidade com o meio social em que estamos, leia-se, fazer parte do grupo.

Portanto o uso do termo savant, é importante porque servirá como argumento autoexplicativo para o toque de gênio que estará presente nestes tipos de mentes práticas, holísticas e criativas.

Nossas constantes interações com o meio nos fazem a todo momento buscar por soluções adequadas a nossa melhor adaptação existencial-física.

De fato, nós temos uma constelação de perfis de alta inteligência, ”surpreendentemente” maior e mais diversificada do que imaginamos, e algumas pessoas poderão dar grandes contribuições à sociedade, mas sem conseguir entendê-la.

Talvez, eu possa determinar que o solucionador de problemas possa ser uma espécie de sábio prático e holístico, visto que nem todo pensador abstrato apresentará as duas características como complemento.

Os savant sociais, tal como os sábios, apresentam muitas semelhanças para com os psicopatas e sociopatas, ou seja, a incrível capacidade de compreender a sociedade de uma maneira que a mesma jamais seria capaz de fazer, nem que juntassem milhões de cabeças para a tarefa.

Mas, eles também não apresentam as comorbidades negativas da sociopatia. Em palavras secas e resumidas, nós temos alguém com uma incrível capacidade de perspicácia genial do psicopata, mas sem o perfil de personalidade não-empática que o caracteriza.

Este é o savant social, segundo a minha concepção.

Solucionadores de Problemas necessariamente não serão de inovadores

A maioria dos solucionadores de problemas são criativos, até porque para solucionar problemas é necessário ter um grande talento para o pensamento divergente. Mas isso não significa que todo solucionador de problemas será um inovador e na verdade, não existe nenhuma regra biológica e psicológica que faça com que os dois estejam sempre em comunhão dentro de um mesmo indivíduo.

Como resultado, nós teremos inovadores que não serão solucionadores de problemas e também teremos solucionadores de problemas que não serão de inovadores.

A inovação pode ter múltiplos níveis de impacto, mas eu vou resumi-los a três tipos, impacto negativo, impacto neutro e impacto positivo.

Portanto, a inovação pode ser potencialmente negativa e isso é especialmente importante visto que é manipulável tanto para ser usada para o bem quanto para ser usada para o mal.

Os solucionadores de problemas  que são criativos, são uma espécie de categoria de gênio dentro da fauna humana visto que combinam com excelência dois estilos cognitivos altamente harmoniosos entre si. Aquele que tem uma mente prática e ao mesmo tempo criativa, não há dúvidas que apresentará uma perspicácia significativa e sua potencial utilidade na sociedade será enorme.

Os solucionadores de problemas que não são criativos, são aqueles com a capacidade de capturar as causas fundamentais dos problemas da sociedade, mas sem a capacidade para inovar possíveis soluções. Portanto, a capacidade de produzir uma maior quantidade de diferentes respostas aos problemas da sociedade, será menor.

Os inovadores que não são solucionadores de problemas são aqueles que são incapazes de reconhecer os pontos fundamentais dos conflitos sociais ou que estão relacionados com o comportamento humano (macro ou micro-influente). Os inovadores tenderão a se dividir em diversos tipos de especialização, como a capacidade técnica.

A minha proposta conceitual para o solucionador de problemas enquanto um perfil psicológico, cognitivo e comportamental integrado, é a de são indivíduos capazes de encontrar os cernes fundamentais dos problemas humanos, especialmente mediante uma perspectiva social e neste caso, desprezando os sistematizadores que muitas vezes serão de tipos ”autistas” ou na fronteira com o espectro.

A partir desta minha ênfase, eu aprofundo a criação deste conceito psicológico, que acredito ser muito relevante para qualquer sociedade, dando-lhes uma conceituação auto-explicável, que será de SAVANT SOCIAIS.

No próximo texto, eu vou falar mais detalhadamente sobre esta proposta.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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