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A universalidade conceitual e prática da inteligência e a singularidade antropocêntrica da sabedoria

Todos os seres vivos são inteligentes!!!

A inteligência não é apenas humana, na verdade, nada daquilo que o ser humano ”aprisiona” em suas palavras é apenas pertencente a si, visto que se consiste na captura do fenômeno da existência do qual participa brilhante e deprimentemente. Mesmo, delinear o ser humano como se fosse separado do ”resto” não é o certo a se fazer, se somos a continuidade evolutiva de tudo aquilo que existe neste planeta e ”talvez” de todo o universo.

Como eu já expus certa vez, a inteligência é contextual, diversificada e complexa e esta panaceia de possibilidades conceituais é tamanha que inevitavelmente nos fará caminhar para o terreno pantanoso da relatividade niilista da realidade. Seria o lógico a se fazer se há tantos caminhos.

Mas se precisamos continuar no caminho da evolução então será necessário escolher novos meios para entender a inteligência singular humana, ainda que contínua a todas as outras, distinta e poderosa, a ponto de ser possível nos indagarmos sobre ”ela”, uma expansão sofisticado e poderosa da percepção.

E  também já falei, a sabedoria seria antônima à inteligência por ser una e objetiva em suas características. Não é contextual, não é diversificada e nem mesmo complexa, ainda que possa se sofisticar. A sabedoria é produto direto da singularidade mental humana ainda que não possa ser tratada como ”totalmente pertencente ao ser humano”, por também se consistir em uma manifestação fenomenológica, será muito mais íntima ao nosso espírito enquanto espécie do que a inteligência.

Estamos todos sofisticadamente inteligentes, mesmo o mais estúpido dos seres humanos. Mas poucos serão sábios ou humanamente inteligentes. E algumas nações ou coletividades humanas tem mostrado certo bafo de sabedoria em suas construções.

Portanto, esta se consiste em uma nova maneira de se investigar sobre o intelecto humano, ao dar ênfase à sabedoria do que necessariamente à própria inteligência por se consistir em um conceito universal ao passo que a primeira seria singular ou segregada ao nosso nível ou potencial de entendimento quanto à realidade/verdade.

Sábia brincadeira de aprender

Eu aprendo, aprendo só de ver
eu aprendo, aprendo a me entreter,
brinco de entender, meu mundo jovem já é cheio de lições de moral,
me acumula de espaço e tempo, oh memória, que tem amnésias por aquilo que não importa,
aquilo que me falta, minhas raízes são mais soltas, eu esqueço e por isso invento,
esquecer para reescrever, criativo é seu vento sem zelo, que muda de passos quando esquece onde deveria prosseguir,
que chama a sombra de alma e a alma de olhares, que se esquece porque não está nem na terra nem no ar, não é senão mais do que um avatar,
c’algumas vezes, é preciso esquecer para aprender,
ignorar ou saber por si só, só pelo interagir, pelo olhar, entender com o corpo, absorvê-lo e renovar o sangue cerebral,
sábio o que guarda os erros também, preciso ser imperfeito, para buscar pela perfeição,
preciso reconhecer em mim estes parafusos soltos para celebrá-los ou para consertá-los antes que se libertem,
preciso o sentir, mais do que entender, porque só se entende pelos sentidos, pela empatia d’alma, por amar àquilo que se simboliza,
preciso errar para acertar assim como preciso do calor para sentir o frio fugir,
preciso ver algumas ideias voarem por minha mente genuinamente aberta, para capturar novas ou para observar estes balões coloridos se fundindo à nuvens grossas,
eu preciso perceber para ser sábio e criativo.

Criatividade e sabedoria se resumem em pura capacidade perceptiva, as diferenças (novamente) entre inteligência cognitiva (conhecimentos específicos) e intelectual (gerais)

 

Percepção é a alma do negócio chamado conhecimento

 

No texto sobre a metáfora do Megazord para explicar a complementaridade da criatividade sobre a inteligência eu determinei que a primeira poderia ser entendida como uma peça e a segunda como o corpo do monstrengo de massinha que alegrou muitas infâncias. Neste texto ou melhor, 3 pequenos textos, eu tentarei mostrar que:

  • criatividade e sabedoria se caracterizam essencialmente pela capacidade perceptiva, divergente e convergente
  • que isso indica estilos cognitivos diferentes (e mostrarei que estilos cognitivos não são a mesma coisa que perfis)
  • e que a inteligência (personalidade+cognição), que pode ser dividida entre inteligência intelectual e cognitiva,  também pode exibir diferenças quanto às suas reverberações acumulativas de conhecimento…

Criatividade e sabedoria, percepção divergente e convergente

 

Para aprender, precisamos sentir na pele, isto é, experimentar, ou então observar. Na verdade, mesmo quando experimentamos antes de observar, é necessário fazer análises críticas em relação à experiência que vivenciamos. Os mais intelectualmente capazes tenderão a observar antes de aprender na marra, se é que a experiência de fato possa ser considerada como um forte preditivo causal para o aprendizado. No mais, os mais prováveis de aprenderem com os seus erros, com a experiência pura e simplesmente, isto é, destituída de certo e errado (observação e não julgamento), ou por meio de observações quanto aos padrões que estão a se suceder, se repetir com certa frequência e com certa coerência construtiva, tenderão a ser de sábios genotípicos, que eu já determinei como aqueles que não necessitam do acúmulo de experiências, redução drástica de um novo horizonte de novas vivências e do papel dos hormônios, isto é, a velhice, para se ”tornarem” ricos em sabedoria. A maturidade mental aparece cedo na vida destas pessoas enquanto que virá tarde na vida de boa parte dos seres humanos.

Criatividade conceitualmente lógica e/ou precisa, se consiste na capacidade de capturar percepções remotamente relacionadas ou divergentes ao contexto explicitamente lógico. A criatividade se baseia na lógica intuitiva, isto é, na extrapolação radical ou contínua porém ponderada dos pressupostos que já estão dentro do arcabouço acumulado de conhecimentos da humanidade. A criatividade é a percepção daquilo que não está explicitamente perceptível.

A sabedoria, especialmente em sua dimensão cognitiva, se caracterizaria pela capacidade de capturar e internalizar percepções convergentes, isto é, que estão mais explícitas e menos contextualmente divergentes e de acessá-las em momentos oportunos visando com isso evitar o cometimento dos mesmos erros do passado ou de se antecipar a eles, se a percepção internalizada não ter se dado com base em experiência mas em observação de padrões lógicos, isto é, não precisou experimentar visto que compreendeu antes de precisar passar por isso.

A inteligência do trabalhador, semi-escravo ou humano domesticado,  que se consistiria basicamente apenas nos atributos cognitivos, destituídos de uma grande expressão da inteligência em sua total funcionalidade e talvez, em sua funcionalidade mais caracteristicamente humana, se faz com base na inexistência da percepção ou ao menos do desprezo pela necessidade de acessá-la, se um bom trabalhador trabalha, ao invés de questionar.

Estilos cognitivos entre a inteligência (predominantemente) intelectual e inteligência (predominantemente) cognitiva

Perfis cognitivos desejam indicar a construção semântico-abstrata (isto é, que não é organicamente literalizada) de um tipo de personalidade em relação a um determinado tipo de cognição. Eles, basicamente, se constituiriam no meu novo conceito sucinto e pedante para inteligência. No entanto, para que possa ser determinado como ”inteligência”, existe a real necessidade de se analisar ou determinar a que grau de eficiência funcional esta interação (cognição + personalidade) se dará.

Estilos cognitivos por sua vez se caracterizariam pela expressão funcional, isto é, aquilo que o perfil reverbera enquanto um agente de ações reais e multifacetadas que compõe nossas realidades pessoais. O perfil portanto é uma composição meramente conceitual enquanto que o estilo é a tendência e expressão de comportamento cognitivo desta composição.

 

Conhecimentos gerais e inteligência intelectual

 

Aqueles que são bons em adquirir conhecimentos gerais tenderão a ser mais criativos do que aqueles que forem melhores para adquirir conhecimentos mais específicos. A explicação lógica de correlação entre criatividade e conhecimentos gerais se daria por causa da incubação criativa, isto é, o período de internalização de curto a longo prazo de percepções variadas para a posterior composição de novas ideias ou associações. Portanto a captura mais diversificada de percepções se consiste na matéria prima para o pensamento divergente, especialmente no que diz respeito à criação de ideias conceitualmente novas ou mesmo a emersão de associações implícitas ou que ainda não haviam sido pensadas.

São prováveis tendências hipotéticas, mas talvez o que mais importe para a incubação caracteristicamente criativa não seja exatamente o potencial intrínseco para a aquisição de conhecimentos gerais, mas a capacidade de associar ideias contextual-explicitamente ilógicas, independente da envergadura da diversidade potencial de conhecimentos adquiridos. Isso sem falar que conhecimentos e percepções não são exatamente a mesma coisa. Portanto, podemos ter polímatas que terão pobreza quantitativa e qualitativa de percepções (matéria prima essencial para a criatividade) assim como também tipos cognitivamente super-específicos como muitos autistas e que terão grande qualidade ecleticamente quantitativa de percepções, isto é, encontrar ”assunto” mesmo em uma cabeça de alfinete. Muitas e talvez, na maioria das vezes, será justamente aquilo que a maioria define como irrelevante que será mais percebido por mentes genuinamente criativas.

 

Conhecimentos específicos e inteligência cognitiva

 

Os cognitivamente inteligentes tenderão a ser de mantenedores técnicos, isto é, bons para usar a cognição na memorização de atividades que são requeridas pelo sistema. Isso exige especialização cognitiva e para muitos casos, haverá uma forte correlação entre o tipo de trabalho que executa e o perfil/estilo cognitivo. Quanto menos pessoalmente específico for o trabalho, mais provável de ser diverso em  relação às pessoas que estarão empregadas nele. Alguns trabalhos reverberarão parte essencial da cognição ‘e” personalidade  das pessoas, enquanto que outros serão mais generalistas nesta correlação.

No mais, pode-se dizer que enquanto que aqueles ”com cultura” ou ”conhecimentos gerais”, serão mais propensos a

  • entender o contexto
  •  a serem anti-sociais, especialmente em termos de maquiavelismo

… aqueles com maior predisposição para uma compilação acumulativa mais homogênea ou conhecimentos mais específicos serão mais propensos a

– não entender o contexto

– não serem anti-sociais clássicos ou maquiavélicos

 

Criativos tendem a compilar  as essências conceituais mais hierarquicamente fundamentais das ideias para que possam construir novas sem maior aprofundamento. E a tendência para terem memórias incomuns e diversificadas, não apenas em relação àquilo que coletam subconscientemente mas também em relação àquilo que se esquecem ou interpretam de maneira equivocada,  contribuirá para esta predisposição mais arraigada  na compilação heterogênea de percepções e conhecimentos ou conhecimentos gerais.

Saber um pouco de tudo

‘ou” (aspas parcial que deseja indicar relativa relatividade, 😉 )

aplicar a sabedoria em tudo, tal como eu tenho feito (e acredito que muitos sábios também o façam) e tentar entender o mundo a partir deste prisma de observação.

 

Bem vindo ao mundo de uma mente criativa e sábia

Eu cometo erros, sou petulante quando quero ou posso, mas sei reconsiderar. Eu não sou perfeito, ainda que tenha pretensões, busco pelo perfeccionismo, respondo pelo calor do momento, acerto muitas vezes e muito bem. Também falo besteiras, muitas… são achismos, alguns que são certeiros, outros que serão vespeiros a me espetar. Estou sempre experimentando ideias. meu lado criativo é assim, incerto, cheio de surpresas boas mas também de apagões intelectuais. Você já me humilhou e eu admito as suas vitórias. Mas eu nunca deixo por baixo e mostro dentes com argumentos que lavam a minha alma. Minha honra, esta que não pertence ao mundo dos normais, vê-se novamente renovada. Eu manipulo, para o bem ou para alimentar meu ego desproporcional em comparação a um metro e setenta e poucos que os sustenta.

Meu lado criativo é entusiasmo e perversão.

Meu lado sábio é humildade e posterior recomposição dentro dos próprios limites.

Não vos prometo que estarei sempre certo, especialmente quando der saltos demasiadamente arriscados, mas em relação àquilo que importa mais do que tudo, eu vos digo que ao menos tentarei estar o mais próximo da realidade, de repetir os seus movimentos, de ser como ela e lhes contar como que os faz, como que tudo age e reage.

Não sou pura razão, porque eu preciso odiar, viver, ser irracional às vezes pra entender, todos nós precisamos. Isto é sentir e perceber com todo o corpo, com tudo aquilo que temos e não apenas com o cérebro a lhe proporcionar uma lista de racionalizações diárias.

Não apenas posso errar, o farei mesmo quando não quiser. Mas prometo que tentarei reconhecer se necessário. Isso ainda não mudará em nada daquilo que penso. Meu conhecimento é virgem de pureza, muito dele veio direto de minhas observações. Se tal coisa se dá deste jeito ou de outro tanto importa pra mim, importa é tê-lo percebido e de ter encontrado grande similaridade de funcionalidade. Não pedi pra ser atávico, mas posso e brindarei, mesmo que apenas a mim mesmo, tudo aquilo que tenho potencial para fazer de bom e de necessário.

A força das civilizações não foi feita por este castelo artificialmente belo e organicamente frágil de mentiras brancas, de ”civilidades”, visto que foi produzida com base na virilidade do homem semi-selvagem, do psicopata, deus do vento cortante que não teme gritos de dores alheias e de seus macacos subordinados, o humano em seu caminhar desconcertante e olhar incerto de direção, se olha para o lado, mais parece estar fitando o céu, e quando mira o chão, mais parece que dobra o pescoço para espreitar a própria sombra.

Digo verdades, das que sempre soube, sempre suspeite que assim fossem, reais e muito importantes. Mas uso a sabedoria e este é um escudo quanto à serpente cerebral, sempre a nos impor as suas considerações quase autoritárias.

Lamento e o farei sempre quando perceber que estou tão só diante de tudo. Mas jamais deixarei de vivenciar a realidade e o puro conhecimento, tal qual o sabor de uma água cristalina de fonte, em meio à altitudes úmidas.

Lamento e o sempre farei ao perceber que a tão fantástica inteligência humana, pareça se reduzir à toda sorte de perversões negativas e impactantes sobre tudo aquilo que toca.

Nunca prometi 100% de eficiência, mas deve ser porque eu seja apenas mais um ser humano, que tem defeitos mas que tem tentado entendê-los e reduzi-los…

Não espere por mim aquilo que exige de ti. Não sou mais inteligente, mas posso garantir-lhe que sou mais criativo e sábio. Não espere que seja como um computador, mas como uma força vívida, um sol com tempestades, calmarias e escuridão.

Multipolarizo tudo, cada pedaço se for preciso e isso é manipular. Mas não está errado, desde que não tenha como finalidade o blefe.

Bem vindo ao mundo de uma mente criativa e sábia.

Se souber entendê-la e respeitá-la, a reciprocidade se fará presente.

Pobre Yoáni

Direito de ”ir” e ”vir”

Ainda me lembro do dia em que comprei o livro de Yoáni Sánchez, popular blogueira cubana, por uma bagatela de uns 10-20 reais na universidade, no ano de 2009. Também me lembro da primeira vez em que li o seu pequeno e contundente livro. O meu encantamento por sua força, ousadia e brilhantismo com as palavras foi o suficiente para me tornar um quase-fã de sua luta e de sua pessoa. Para quem já passou mais de um terço da vida sob a marcação cerrada de milicos da esquerda, tendo de engolir toda a sorte de injustiças e estupidez diárias em um país de ”faz-de-contas”, não era de se esperar que a liberdade fosse a primeira necessidade a vir em sua cabeça. Yoáni tem vivido em um país onde as pessoas não podem entrar ou sair sem que ocorra a autorização do governo. Não bastam as motivações pessoais, um passaporte e dinheiro para poder deixar ou entrar na ilha de Fidel. Você também precisa conquistar a confiança dos milicos que estão no poder para poder viajar. O desejo de Yoáni, de ter o direito de ir e vir, parece totalmente lógico a partir do momento em que nos colocamos em seu lugar, nos seus um terço de vida soterrados em um mundo em que o mínimo de liberdade tem sido sistematicamente negado. No entanto, existe a real necessidade de que esta possibilidade se faça com responsabilidade e conhecimento absoluto ou ao menos aquele que tem sido produzido até agora. Isto é, não basta universalizarmos o direito humano de ir e vir, porque precisamos precisar, especificar locais e humanos antes de darmos o veredito final. Yoáni e sua família bem que poderiam viver em qualquer lugar visto que não parecem se consistir em ameaça para nenhuma nação, muito pelo contrário. No entanto, os aforismos humanísticos em que são produzidas generalizações do tipo…

”todo homem”, ”toda mulher”, ”todo o ser humano precisa de educação”….

…. são portais verbais ideais para a manipulação usual de psicopatas dentre outros tipos de estúpidos anti-sábios.

Eu não sei se Yoáni está informada ou mesmo deseja se informar de maneira correta sobre aquilo que está acontecendo no mundo fora de sua ilha, até mesmo em lugares tão próximos como Miami onde que se concentra boa parte da diáspora cubana.

Ontem eu pensei que se ela vivesse em um país relativamente livre como o Brasil ou os EUA (se comparado à Cuba), é provável que repetiria com alguma substância mais vistosa os mesmos discursos daqueles que a acusam de ser uma espiã do governo americano, isto é, os esquerdistas. Posso e quero estar equivocado quanto a isso porque eu não consigo lidar com comportamentos que se baseiam fundamentalmente na conveniência, é desonesto e irracional demais. Mas é uma possibilidade.

Yoáni, tal como parece acontecer com uma grande proporção de talentos verbais, deve ser do tipo que renega qualquer possibilidade de enfatizar questões raciais, de maneira holística e substancial, isto é, realista, quanto aos problemas que assolam o seu ou qualquer outro país. Casada com um homem mestiço, Yoáni é provável que se juntasse ao coro dos ”somos todos macacos’#” se fosse exposta à histeria coletiva ”moderna” que é orquestrada pela ”mídia” e que tem finalidades potencialmente totalitárias.

É provável que sua luta não possa ser estendida à outras freguesias mas apenas ou fundamentalmente àquela que lhe fez refém desde sempre aos caprichos de pessoas mentalmente perturbadas em meio a um cenário bucolicamente tropical.

Talvez ela não possa, não deva e não queira fazê-lo. Afinal de contas, quem que em seu ”juízo perfeito” se poria no lugar dos brancos sul africanos deste início de século XXI*** Quem que escolheria o lado dos ”opressores”** Apenas um reacionário racista e homofóbico, é possível de pensar.

Yoáni deseja que todos tenham o direito de ir e vir. Mas ao tratar o ser humano como um ser que necessite apenas da educação para poder ser como ela, inteligente e racional, então, seu desejo poderá se transformar em um pesadelo consumado, por exemplo, se algumas centenas de milhares de haitianos decidirem migrar para a ilha ao lado. Eu não tenho nada contra qualquer ser, humano ou não-humano, ao menos que seja de boa índole. Mas por causa de processos seletivos dos quais ninguém tem culpa, algumas populações se tornaram muito menos problemáticas do que outras.

Nunca é a raça fisiológica, é sempre a raça mental, especialmente se esta tiver um quê de psicopatia e/ou sociopatia.

Eu gostaria que todos aqueles que fossem responsáveis e sábios pudessem ter o direito de ir e vir.

”Somos todos” é apenas um desdobramento aforístico de uma tendência irracional, a de coletivizar indivíduos e suas idiossincrasias pessoais e de subgrupos. Ainda é fato que alguns traços serão universais.

Yoáni quer uma vida normal para os cubanos, de acordo com os parâmetros modernos. Concordo totalmente. Mas a liberdade que tanto almeja, em outras costas, se tornou anarquia. Sem sabedoria não tem freio, ou é um seco sim ou um seco não. A liberdade desmedida é apenas uma forma antônima do mesmo totalitarismo que mantém blogueiros cubanos tolhidos de direitos individuais básicos como a livre expressão e também dos cidadãos trabalhadores e sedentários que também terminaram por se tornarem reféns do tiranismo mundialista.

A liberdade que Yoáni tanto zela está tirando a segurança de muitas pessoas, que antes tinham o direito de ir e vir em cidades como Los Angeles ou São Paulo. A maldade tem apenas uma face e é a da psicopatia, seja por meio de ditadores ou de perigos urbanos travestidos de arrogância e nenhuma consideração pelo próximo. Ao sair ou se conseguir derrubar o sistema castrista, Yoáni se deparará com outras frentes totalitárias cada vez mais explícitas e ousadas convergindo para o mais do mesmo que a espécie mais inteligente deste planeta tem sempre caminhado, o buraco negro da ignorância e do ódio espumoso contra a mais evoluída das virtudes humanas, a sabedoria.

Dois tipos de educação para dois tipos generalizados de seres humanos

 

Para os potencialmente educáveis, a educação baseada no convencimento racional é o tipo ideal de intervenção sócio-cultural de longo prazo.

Para os dificilmente educáveis, que não podem ser educados ”apenas” por convencimento racional, sobrará o tipo de educação número 2, que se consiste na permuta ou negociação onde que certos códigos de comportamento serão impostos com base em leis que preveem punição de diversas naturezas as suas especificamente respectivas e potenciais transgressões.

 

Em países de primeiro mundo, onde o tipo potencialmente educável predomina, a educação ou inculcação com base em convencimento racional parece ser mais eficiente do que em países de terceiro mundo, onde que haverá uma tendencia para o predomínio do tipo dificilmente educável.

Por exemplo, pessoas potencialmente educáveis e especialmente as mais educáveis (em um sentido sábio… desprezando conformistas culturalmente pragmáticos), perceberão por conta própria ou com base em mínimo estímulo ambiental, a evitar jogar lixo nas ruas.

O típico potencialmente educável (e não exatamente aquelas que são mais perceptivas neste aspecto e são justamente aquelas que produzem essas diretrizes) necessitará de maior convencimento ou ao menos, repetição, para que possa internalizar uma nova rotina de comportamentos harmonicos.

O típico dificilmente educável, precisa ser doce, porém efetivamente, ameaçado, com base em gratificação ou ”apenas” punição, para que possa internalizar uma nova rotina de comportamentos harmonicos.

Nota-se a presença da sabedoria, empatia racional, como diferenciador entre os dois tipos delineados.

o pobre e tolo branco nacionalista

A linguagem deveria nos servir, de maneira que quando a usássemos, pudesse ser eficiente na capacidade de compartilhar ideias, que são prelúdios das ações. No entanto, por causa da tendencia que parece ser muito comum, de se dar um caráter confusamente abstrato as palavras que não representam literalidades organicas ou materiais, a tarefa essencial da linguagem, ve-se bastante reduzida e menos capaz do que idealistas linguistas poderiam ter previsto.

Em um mundo complexo e propositadamente confuso, a verdade encontrar-se-á espalhada por todos os cantos. Sábios serão aqueles que, por força própria, conseguirem capturar estes nacos de sabedoria em cada um destes cantos, assim como também aqueles que, por puro faro instintivo, passarem a seguir a sombra destes sábios, porque saberão que estarão no caminho certo do supra-entendimento de quase todas as cousas, ao menos aquelas que estão ao alcance de nossas mãos.

A precisão dos termos bem como também do seu entendimento no uso das palavras, tornará a comunicação, muito mais rápida, coerente e precisa. Em relação aos seres humanos, ou para falarmos deles ou de seus desdobramentos biológicos naturais, costumamos usar de generalizações aforísticas, como por exemplo, ”a raça branca é a mais inventiva de todas as raças humanas”. Nesta frase, vemos a coletivização semantica de conquistas essenciais que na verdade, foram estoicamente desbravadas, apenas por uma centelha de indivíduos excepcionais. Ao darmos um caráter excessivamente coletivo a conquistas excessivamente individuais, ainda que estas, necessitassem de um ambiente, com o mínimo de segurança, liberdade… e uma variedade de genes apropriados para a manifestação do genio dentre outros virtuosos de valor, estaremos praticando a injustiça ao tirarmos destes indivíduos as suas conquistas, que se deram com base em sacrifícios, muitas vezes, em conluio com desequilíbrios existenciais provocados por perturbações mentais, o stress e a ansiedade de se verem sós em um mundo de estúpidos cheios de certezas, lutando contra a maré que teima em seguir em direção errada.

Quase todos os tribalistas agem desta maneira, porque ao coletivizarem conquistas individuais, estarão se aproveitando do trabalho alheio para se orgulharem, tal como se fossem eles que tivessem feito tal façanha.

As generalizações são apetrechos daqueles que pretendem coletivizar virtudes e conquistas. Poucas são as pessoas que rebatem com sabedoria e clareza de pensamento estes tipos de argumentações. Estou a vivenciar em um curto espaço de tempo, que no entanto pra mim, tende a se consistir em um grande período de vivencias e mudanças estratégicas de pensamento, o desmanchar do castelo de orgulho e ódio, ao menos em relação a minha própria perspectiva, que tem sido a base do pensamento reinante entre aqueles que se denominam como ”brancos nacionalistas”. Assistindo a rendição, até agora, de ”seu povo”, assim como também, o trovejar de uma futura reação igualmente dúbia em sabedoria, inteligencia e criatividade, reais, não apenas passei a me esquivar de suas pretensões que se assemelham a reação excessiva do organismo para matar invasores tal como acontece com a febre mas especialmente em doenças infecciosas altamente letais (e são letais, justamente por causa da reação desproporcional ou pouco cirúrgica do próprio corpo), mas também a criticar citricamente suas estratégias de ações e ou reações, sua ideologia e seus pensamentos.

Uma das razões mais contundentes para ter mudado de posição, se deu principalmente quando despertei para mim mesmo, ao aceitar-me do jeito que ”Deus” me fez. Isso mostra que somos como joguetes de nossos cérebros, especialmente quando podemos refletir sobre suas considerações mais instintivas.

Muitos sábios são organicamente ”anomalos” porque a anomalia pode se tornar em uma fonte natural de humildade asim como também de autoconsciencia. Portanto, quando se nasce com um palito menor, haverá uma tendencia, ainda que breve e estatisticamente relativa em robustez de tamanho correlativo, para se tornar menos egocentrico, ainda que isto não resulte em um bom uso desta ”janela de oportunidade” ou ”potencial”.

”No meu governo, eu vou tirar todas as suas liberdades e recriar Esparta, com um toque de Amishstão”

A maneira como que se comunica é de extrema importancia para o bom entendimento e a criação de laços recíprocos de identificação. Os ”brancos nacionalistas” já sabem que existe algo latente dentro da psique europeia que parece ser um dos principais canais para a invasão e domínio de tipos oportunistas de outsiders ou de grupos de fora. Os brancos europeus são um pássaro raro porque dentre todas as variedades humanas, eles são os que estão mais distantes da regra de ouro da espécie, o coletivismo. E justamente este individualismo, que os tornou tão poderosos enquanto coletividade biológica, perante as outras populações. Eu não conheço qualquer trabalho intelectual feito por espartanos, da mesma maneira que também não sei sobre qualquer explosão criativa por parte dos povos amish. Eu posso estar sendo muito tendencioso e precipitado, mas se ambos tivessem produzido qualquer coisa de valor, sob diversos ambitos da intelectualidade, então é provável que os livros de história já os tivesse mostrado, especialmente no caso de Esparta. Mas o que eu sei é que enquanto que a famosa cidade-estado grega era conhecida por ser uma sociedade extremamente rígida, a sua rival Atenas, por sua vez, se caracterizava por ser muito mais libertina e criativa, as comunidades amish também estão longe de serem inovadoras, ainda que não se deva desprezar as qualidades (relativas, isto é, que não são absolutas) de ambas.

No entanto, é justamente isso que muitos, senão a maioria dos brancos nacionalistas desejam. Sua plataforma de governo é a de fazer o ”Ocidente” retroceder 50, 60, 80 anos. Seus sonhos de consumo se baseiam na transformação de suas nações em versões brancas de Israel. São hipócritas** Claro que muitos deles não pensam assim e sejam talvez dos mais sábios dentro e fora do grupo a que pertencem, porque ao invés de pensarem em demolir o mundo moderno, este que não é tão ruim assim em muitos aspectos, eles gostariam apenas que houvesse maior parcimonia, especialmente no que diz respeito ao tratamento as populações europeias espalhadas ao redor do mundo. Israel está longe, anos-luz de ser um exemplo para qualquer nação. A ponderação e sabedoria, se ambas não forem sinonimos, nos dizem que devemos tomar qualquer tipo de atitude com base em conhecimento, de preferencia abrangente e empírico, que possa ser comprovado e que possa ser diplomático com todos aqueles que mereçam (e com suas doses devidamente repartidas).

A Aurora Dourada é um exemplo de estratégia analfabeta que tantos deles tem acatado. Com garotões fortões e suas feições pra lá de carrancudas, nervosos, falando palavras de ordem, os quase-facistas deste partido grego de extrema direita, conseguiram uma fração relativamente modesta de eleitores apenas com base em suas atitudes (quase) nobres, ao ajudarem a população grega que passa necessidades por causa da ”crise economica” (que como quase todas as outras, se consiste em um engodo desnecessário) vigente no país.

A maioria dos gregos (os ocidentais em geral) gostariam que a ”imigração” fosse controlada. Uma janela de oportunidades, visto que não se está lutando contra a maré, mas a favor dela. Mas como o pessoal de extrema direita não costuma ser muito bom no surf, então vemos a associação feita por eles (esperada e aguardada pela turma de Tavistock) entre ”controle da imigração” e ”volta da sociedade patriarcal” por exemplo.

Um genio político pensaria em associar (e esperar-se-ia, de coração, sinceramente), o movimento ”transgender” com a política de contenção da ”imigração de massa”. Seria um golpe de mestre!!

Por que que um genio político faria este tipo de associação??

Primeiro, porque quanto mais eleitores melhor (politicamente corretos + nacionalistas). Segundo, porque isso agradaria em cheio uma boa parcela da população, afinal de contas, demonstrar (mas especialmente, praticar) atitudes positivas, é sempre algo bom. Apenas insanos que votariam em um partido que é a favor por exemplo, da volta da escravidão. Uma das virtudes ”dos” europeus, ou especialmente, de alguns subgrupos deles, é justamente por suas capacidade de serem altruístas universais, isto é, que não favorecem de imediato o seu grupo racial, denotando ‘maior’ complexidade do pensamento (ainda que muitas vezes, resultará em algo próximo do sacrifício cristão literalizado).

O assistencialismo da Aurora Dourada não foi suficiente para conquistar a nação grega, não apenas por causa da propaganda negativa por parte da mídia (não apenas por isso), mas especialmente por causa dos discursos e ideias inflamados de ódio, generalizações e completa falta de tato psicológico com as pessoas. Não é de se admirar que partidos ultra-nacionalistas sejam tão fracos na conquista de corações e mentes e muitas vezes o tenham de fazer na base da força e não no convencimento ou inteligencia. Porque geralmente, os homens em geral já não costumam ser muito bons nesta capacidade. Novamente, são os próprios ”brancos nacionalistas” que depredam suas tentativas de alçar voo na empreitada ideológica, justa, que almejam desenvolver.

Deve existir uma predisposição, sinergia ou reciprocidade de ambas as partes para que possa haver uma relação.

”Os” europeus ou subgrupos deles, são mais propensos a serem vítimas de exploração emocional com base em seus fenótipos comportamentais que combinam instinto altruísta e falta de sabedoria cognitiva ou reconhecimento de padrões que são viscerais para a santa trindade da funcionalidade natural, sobrevivencia ou resguardo da vida, adaptação e reprodução, ainda que no caso da última, possa não se fazer sempre necessária, claro, que a nível individual, mas nunca a nível coletivo, a não ser se a coletividade for consideravelmente disfuncional e desarmonica (leia-se, eugenia negativa).

E o mesmo princípio de mecanismo sinérgico, de retroalimentação ou ”cooperação”, neste caso, negativo, está acontecendo com os brancos nacionalistas e seus líderes, que ao invés de investirem em plataformas políticas sábias, isto é, ponderadas, com todo o arcabolso de emoções e percepções que são expressadas e percebidas por nós humanos, eles se utlizam do azedume costumeiro que caracteriza qualquer movimento social constituído predominantemente por homens, com raiva e com vontade de controlar, ainda que o façam por razões justas. As razões são justas, os métodos não são e as possíveis consequencias também não. Eles não querem dissipar a injustiça que paira sob suas cabeças, começando pela melhoria espiritual e moral de si próprios, mas querem apenas ter ação e respeito ao empregarem as mesmas técnicas unilaterais grosseiras que predominam em todos os grupos.

Uma janela de oportunidades se abre para que as forças reacionárias contra os oportunistas alógenos, possa aprender com os seus erros do passado e de fato, melhorar substancialmente a sua abordagem reativa, principiando por aquilo que é mais importante, a preservação de sua raça. No entanto, ao invés de se libertarem do script previsto por uma junta de especialistas em comportamento humano, décadas antes, do jogo de prisão mental a que estão submetidos, naturalmente submetidos, os ”brancos nacionalistas” apenas repetem aquilo que foi imaginado por seus algozes. Isso mesmo, tudo isso foi previsto, inclusive a reação desmedida destas ”células brancas” em sua reação de defesa.

E ainda veremos uma grande parcela de ”inconformistas” contra a ordem vigente, defendendo a volta do cristianismo, que nada mais é do que mais uma invenção ideológica dos algozes dos brancos nacionalistas. Isto é, podemos resumir o pensamento deste grupo pela seguinte frase

”Vamos lutar contra o marxismo cultural judeu para defender o nosso cristianismo cultural judeu”.

Estava a procura de um vídeo em que um professor judeu, em alguma universidade americana, fala para uma plateia de estudantes euro-americanos sobre a ”completa estupidez” do ”seu povo”, isto é, os brancos caucasianos. De início, vejam voces, eu me senti insultado pelas palavras venenosas deste ser, que deveria estar trabalhando em prol da sociedade em que vive. No entanto, com o tempo, eu percebo que de fato até que ele não está tão errado assim.
Talvez, qualquer grupo humano sem os seus mestres da narrativa a lhe ditarem a sua própria história, ”coletiva” e individual, passarão como confusos e estúpidos tal como está acontecendo com uma importante parcela de euro-caucasianos, da Oceania até a costa peruana.

Qi e mundo real, analogias interessantes

Será que as pessoas de maior qi serão mais propensas a entender o mundo, literalmente, tal como realmente é ou está??

Será que as pessoas de maior qi serão mais rápidas para encontrar problemas e contradições, em seus respectivos cotidianos mas também em relação ao contexto social maior em que estão encapsuladas?? (e não apenas no seu ambiente de trabalho).

Será que as pessoas de maior qi tenderão a analisar corretamente cada notícia, em tempos de ”big mídia”, a que estão sendo expostas, para fazer jugalmentos corretos??

Este tipo de questão poderia ser aplicada ao mundo real?? Representa o mundo real??

No mundo de hoje, fala-se muito em teorias de conspiração. Algumas beiram ao ridículo, como os lagartos alienígenas de David Icke (ainda que, nunca se sabe… até agora, a meu ver, as chances de que esta teoria esteja factualmente correta, pareça se situar em torno de 2%…. Novamente, grandes chances de estar errado, mas minha mente não pode  simplesmente jogá-la na lata do lixo sem esperar por próximos capítulos).

Outras não são sequer teorias, porque se consistem em fatos, só que são politicamente incorretos. Por exemplo, costuma-se agregar (ou, as pessoas são direcionadas para esta ação) a teoria dos reptilianos com a ”conspiração dos judeus para o domínio mundial”. Tem até um desenho, os ratinhos Pink e o Cérebro, que elucida de maneira simples esta ”teoria”.
😉
No entanto, ”conspirações de grupos” acontecem a todo momento!!! Especialmente em sociedades tribalistas. Conspirações são a técnica fundamental para se fazer política nos dias de hoje e talvez, desde sempre. A competição entre famílias e indivíduos, nos ambientes de trabalho, no ambiente familiar, em todos os lugares, tende a se dar com base em pequenas ”conspirações”, em blefes. Mentimos, mentimos muito, consciente e inconscientemente. Apresentamos o que temos de melhor durante nossas interações interpessoais ou sociais e a maioria, joga pra baixo do tapete, aquilo que ”não lhes convém”.
No entanto, uma grande proporção de pessoas das quais  identificamos como ”mais inteligentes”, rirão da sua cara quando lhes disser que acredita em um ou duas ”teorias de conspiração”, que não são realmente ”teorias”, mas que foram propositalmente colocadas no mesmo rótulo para serem desacreditadas.
Em um mundo ”ideal” (ou forçadamente ideal), os mais inteligentes deveriam superar os medianos e os menos inteligentes em todos os quesitos que estão diretamente relacionados com o básico da existencia
-sobrevivencia
-adaptação
-reprodução
Mas eles não fazem. Se a idealização da inteligencia, tal como a conhecemos, não está funcionando, então devemos pensar qual que poderia ser a razão para esta situação, onde que aqueles que são premiados com status intelectual a partir da ”meritocracia” moderna, não são, em média, capazes de entender o mundo em que vivem e de agir com base neste entendimento, ou seja, o básico da existencia!!!
O meu palpite é que a inteligencia, que é parcialmente capturada em testes cognitivos, não leva em consideração a influencia da personalidade. Talvez fale disso separadamente em outro texto, com novos desdobramentos (eu gostei desta palavra, rs), mas por agora, eu vou dizer aquilo que tenho desenvolvido sobre o assunto. A personalidade é a constancia comportamental enquanto que a inteligencia, é a interação da parte técnica, cognição, ou seja, de nosso cérebro, de nossas capacidades puramente cognitivas, em relação a ”personalidade”, que literalmente falando, se consistiria na consciencia corporal semantica e sinestésica ( com base em fatores hormonais, fisio-cerebrais, corporais, etc) e que por sua vez, estarão acopladas para a interação com o mundo de fora. Nossa clausura natural. A inteligencia, portanto, é uma resposta a problemas (se quiser enfatizar por este prisma) ou a busca por soluções, que se faz com base na interação ”cognição + personalidade”. Personalidade é constante, internamente variável ou plástica, que chamamos de temperamento e ou comportamento, ainda que não sejam os mesmos, porque o temperamento desemboca no comportamento (o temperamento externalizado, literalizado), tal como os rios que desembocam em oceanos. A cognição, é a nossa capacidade mecanica ou cerebral de responder a uma multitude de eventos das mais diversas naturezas, ao passo que a inteligencia é o uso integrado de ambas, cognição e personalidade. Em estado de descanso, todos nós podemos usar nossas capacidades cognitivas mais ”puras” ou de natureza técnica. Mas geralmente, por causa de nossa constancia comportamental ou personalidade, ao ficarmos diante de uma bateria de testes cognitivos, seremos modulados pela interação da mesma sob a cognição.
Seria interessante pensar se não poderia existir uma espécie de sincronização de cognição e personalidade e se isso não poderia se localizar dentro do espectro da sabedoria.
Os testes de qi, segundo os seus maiores entusiastas, são a representação fidedigna de inteligência e portanto, pessoas com grandes pontuações no mesmo, serão capazes de aplicar este conhecimento, especialmente a partir do fator (psicométrico) g, ou capacidade para encontrar padrões, no mundo real. Em outras palavras, os psicometricamente inteligentes terão menor chances de cometer erros em suas análises do que os demais. Mas isso não parece estar acontecendo. Na verdade, parece que os mais inteligentes, segundo estes critérios, são em média, mais propensos, não apenas a cometer estes erros mas também a compartilhá-los via hierarquia sócio-cognitiva, muito semelhante à fictícia república de Lagado.
Os psicometristas, ou, boa parte deles, interpretam o conceito de ”mundo real”, com base em suas próprias perspectivas de ”seres contextualmente adaptados”, que nascem premiados com o tipo ideal de interação cognição+personalidade e que terão grandes chances de passarem com louvor pelas etapas meritocráticas unilaterais (confucianas) que o sistema construiu. Em suas cabeças, a partir do momento em que as pessoas de maiores capacidades psicometricamente cognitivas, forem melhores, em média, na adaptação ao contexto moderno e ‘civilizado” em que estão, então isso significará que a mesma analogia também poderá ser aplicada a todo resto. O mundo real para essas pessoas não é principiado pela  observação por todos os poros da relação ”homem e meio”, mas fundamentalmente, pelo  homem, em sua capacidade de oferecer trabalho de qualidade ao sistema. Eh como mensurar a capacidade de uma vaca de produzir leite ou de um boi de produzir ”boa carne”, não se está analisando inteligencia, em todas as suas perspectivas, mas a capacidade de ”formigas operárias” para atenderem ao sistema a que estão (sendo) subjulgadas. Este tipo de análise parte de uma série de pressupostos
– a inteligencia é apenas uma tendencia para respostas mecanicas que estão diretamente relacionado com o trabalho industrial ou ”atividades repetitivas”, que são requeridas pelo sistema,
– portanto a inteligencia não é uma constante, em igualmente constante interação com a personalidade,
– personalidade não influencia a cognição, ‘porque são dois elementos conceituais separados’ (a personalidade não é parte da cognição).
Será que a maioria de nossos gênios psicométricos são realmente capazes de entender o mundo, principiando pela capacidade de adaptação e/ou sobrevivencia??
Então vamos agora imaginar alguns exemplos retidos dos testes de qi, dentre outros testes psicométricos, só que aplicados na vida real
Sequências de números
0,1,3,6,10
Objetividade
Mesmo em uma ilha deserta, existem inúmeras distrações que poderão custar a vida daquele que habita este local hipotetizado. Portanto, há de se principiar por uma clara objetividade de ideias, ideais (ideias futuristas, que poderão ser transformadas em ações construtivas de longo prazo), ações, de curto a longo prazo, interpretações semanticas e ações. Quanto mais claras, precisas e abrangentes forem todas essas particularidades, maior será a capacidade de se mitigar perigos em qualquer ambiente.
 Vivemos em um labirinto mental. Pressupõe-se que ”o mais inteligente”, a partir desta perspectiva ou sabedoria, será também o mais apto para perceber a realidade que se encontra escondida.
Exemplo de aplicação do reconhecimento de padrões lógicos no mundo real a partir da tal ”teoria de conspiração sobre a dominação mundial de um certo povo”.
Algumas dezenas de milhões de pessoas que estão cultural e geneticamente relacionadas, ”dominam” (isto é, sua ínfima elite) a maior superpotencia de nossa era e por tabela, o resto do mundo.
”Para saber quem te governa, voce precisa  descobrir quem você não tem permissão para criticar” Voltaire
Este grupo, também detém o poder em todas as demais nações ocidentais mais poderosas e ainda em relação a superpotencia da atualidade, ”a mais poderosa”, esta tem grande influencia no resto do mundo, por causa dos meios de comunicação modernos e também por sua exuberancia suavemente totalitária.
Alguns amadores debatedores lhe perguntará ”como pode ser possível que uma população tão pequena, possa ser capaz de dominar uma nação de 320 milhões de almas”**
Ou é desonesto (isto é, sabe da verdade mas prefere esconde-la e negar diante de ti que concorda com os seus pressupostos), ou é estúpido e por causa do seu ”preconceito” (negativo), prefere defender aquele que está acusando de fazer isto ou aquilo (claro, menos o homem branco, este voce pode depenar a vontade).
Apenas fale sobre padrões hierárquicos, que não há a necessidade de domínio de cada pedaço de um país para dominá-lo, basta dominar os pontos mais hierarquicamente importantes. Por exemplo, voce não precisa ter o controle de cada pedaço do Brasil para dominá-lo, basta dominar as principais metrópoles (São Paulo e Rio de Janeiro) mais a capital federal, para que possa ter o controle de quase todo o território, ainda mais em tempos de globalização, onde tudo está mais conectado.
Associações verbais ou semânticas
”baixas taxas de natalidade nativa está para redução populacional nativa assim como imigração de massa está para substituição demográfica”
ou
”islam está para intolerancia assim como liberdade está para ”viver em um ambiente sem a tal religião da paz” ”.
Mundo real, contextualizado.
Para falar sobre os dois temas acima, ou melhor, para entende-los, existe a necessidade mínima de se ter real conhecimento em
– demografia
– estatística básica
– história
– pensamento lógico-dedutivo
– pensar na mãe e na sua própria liberdade.
Apenas pelos discursinhos de prezinho que predominam nas ”humanidades”, especialmente sobre o segundo exemplo, pode-se perceber que a relação entre ”capacidade de associação semantica ou verbal a partir de uma perspectiva real” e ”maiores pontuações em testes de qi verbal”, não parece ser assim tão significativa, se em cada departamento de ciencias humanas nós vamos encontrar uma quase unanimidade em relação aos pressupostos docemente totalitários que se consiste o pseudo-socialismo coletivista oligárquico.
Inteligencia não é apenas cognição… que não é apenas qi.
Os hormonios também podem estar tendo um grande papel para a castração voluntária de muitos destes ”humanistas”. Eles só querem um mundo melhor, mas seus hormonios, os impedem de conseguir visualizar de maneira coerente este tal ”mundo visionário de igualdade e properidade coletiva”.
Tempo de reação
O tempo de reação se relaciona guturalmente com
– capacidade de se antecipar a ocorrencia de problemas, diga-se, que em sua maioria serão estúpidos,
– capacidade de se praticar justiça ou evitar a injustiça,
– múltiplas utilidades cognitivas como ser ágil em debates,
– capacidade de sobrevivencia.
Exemplo das eleições no brasil
Ainda existem muitos seres delirantes que continuam a acreditar na inocencia candida do desgoverno atual que imola este país, que é desgraçado desde o nascimento. Em outras palavras, o lobo já lhe mostrou que deseja comer a sua carne fresca e gorda. Já disse pra que serve o seu nariz grande, suas orelhas de abano grandes, sua boca grande, suas mãos peludas e grandes, e já está afiando o garfo, babando e olhando com cara de psicopata pra voce. E, só pra não perder o hábito de ser sacana, o lobo ainda está lhe fazendo cair em confusão ao afirmar que não pretende fazer aquilo que seu próprio corpo está sinalizando, está dizendo.
 
se olha como prostituta, se veste como prostituta, ganha dinheiro com sexo, então é o que??
Muitos ”genios psicométricos”, pelo que está parecendo, não costumam ser muito bons na hora de reagir. O fazem em um sala fria, quando tem um conometro ao seu lado, que está sendo manuseado por um psicólogo. Em um mundo real, onde pensamentos e ações tomam forma real, impactam pessoas ao redor e mesmo em outros continentes, o fulaninho genial é mais lerdo que uma tartaruga de greve.
tempo de reação ainda para
contradições
‘é socialista mas gosta de tomar caviar”
quer igualdade. mas usufrui da desigualdade.
Isso deveria ser simples.
Se diz que é uma coisa, mas faz outra, então isso se consiste em uma clara contradição e deveria ser motivo de repúdio, no mínimo, para começo de conversa, por pessoas que são verdadeiramente racionais.
E as diferenças entre estar adaptado e/ou de ser cognitivamente inteligente (mas não em termos de personalidade) e de ser adaptável
Os ”mais adaptados” são conscientemente melhores para o ato de se adaptar ou modular o comportamento para aderir as exigencias ambientais??
Não.
A maioria daqueles que ocuparão posições laborais confortáveis em ”nossas” sociedades ”modernas”, já terão um belo de um empurrão por parte da ”mãe”-natureza ao nascerem contextualmente perfeitos para seus respectivos macro-ambientes sociais. Eh como se fosse um animal não-humano que estivesse perfeitamente adaptado ao ambiente onde vive, ao seu hábitat. Portanto, quando ”é o ambiente, que por um sopro de sorte, ”te seleciona” ”, isso não se consistirá em uma qualidade reativa, isto é, uma capacidade, mas uma vantagem apessoal, que lhe foi dada pelo novelo de circunstancias favoráveis.
O talento ao nível do genio para a adaptação, independente dos contextos naturais que se apresentarem, encontrar-se-á fortemente presente em
psicopatas de alto funcionamento
e
sábios.

Mais tempestades e tremores d’alma

Do anjo ao demônio, da empatia à razão

Fazer o bem?? Vamos todos então, só que poucos te entenderão. Vives a contemplar a sabedoria, espelhares teu espírito, em anestesia, a toda a realidade, podes ver o simples e o porquê de sua contorção, o homem está nu pra ti e não é por segundas intenções, és preciso em suas maquinações, de repente se alucina, sente, percebes donde o erro brota, chamam-lhe o pervertido, mas quem faz o mal não é meu amigo, é o verdadeiro, o descabido estúpido, que não podes ver toda a pintura, bela, soturna, complexa e simples, podes gravar todos os passos da bailarina, em seu único rodopio, seu peão é o tempo, passado, presente e o que vem pela frente,
Nasceste um anjo, e terminaste demente de humanidade, de tão demasiadamente, sabe reconhecer os de ti, sabe reconhecer reflexos de espelho, de alma,
Tornaste o vilão, o próprio diabo, o peso do juízo, estão todos a afogar e você se sobressai alado, a observar, congelado pelo ar, frio desta montanha melancolia, tua identidade a te contestar como uma filha a um pai, quem sou eu, quem são eles, por que és tão diferente?? Por que está sempre ausente, solitário no meu pensamento,
Empaticamente, racional, que podes fazer o bem forte e enfraquecer o mal, mas quem liga, são todos boçais, tocando tambores de horrores, são todos uns animais, alguns são seus senhores, não podes fazer nada, tu não és ninguém, és um sonhador incompetente, um narciso que ainda não quebrou o espelho, que poucos vêem, não é interessante para a destruição coletiva chamado massa, que atropelam qualquer um que esteja a sua frente, não é um encantador de crinas inconscientes, não está aqui, teu corpo frágil sim, teu espírito apenas sobrevoa a terra, vermelha, humana ou verde, amarela, cor de sede, tu tens fome de ação mas se perde em seu palacete de emoções, de sensações e percepções. Não é fatalismo, é a razão. Não crie expectativas e talvez…

Tempos distantes, pensamentos discrepantes

Para o astuto, não existe o amanhã, só o agora que importa, ele tem noção da irrelevancia de se ruminar sobre noites que ainda serão dormidas ou ações que ainda serão realizadas, se realmente acontecerão. Está preocupado em vencer pequenas batalhas, que resultarão na vitória de uma guerra. Seu maior talento é a auto conservação, é o constante melhorar, seu pensamento dá um razante acima daqueles que pensam muito no antes ou no depois, e mesmo naquele que é um pouco familiar. Mas não basta o pensar prático e sem talento, é preciso ser mestre do próprio movimento, do cheque mate, do manipular. Quer aquele que sonha e sempre sonha quando se está fora do lugar, quer aquele que está sempre preso ao passado, sem o respeitar, porque para faze-lo, se deve aceitar, tratar com amor e tempero o seu acúmulo de vivencias e percepções, a pequena e levada sabedoria, chamada astúcia, que não tem a sua seriedade, se usa como uma prostituta da oportunidade, que encontra brechas onde não há, para aquele que pouco uso faz de sua inteligencia. O astuto faz, e muito, usa o cérebro mais que tudo, é seu bíceps a trabalhar. Chega antes de terminar, dá muitas voltas em seus oponentes e com um sorriso ardente a estampar, é uma brincadeira inconsequente com muitas dores a cultivar. A sabedoria sem freio, o trem que anda rápido demais mas tem um passageiro a lhe domar. Mas quando o fogo não pode ser controlado, uma hora ele vai te queimar, pode ter certeza, sua brincadeira tem hora certa pra acabar. Sabedoria não é o brincar, ainda que em partes também seja, mas principalmente a harmonia, é a própria vida e sempre a busca do sossego ao invés do conflito, se antecipar mas criando e inovando, a união perfeita da criatividade e seus pulos, com a razão e seus muros de humildade, não pode passar mais do que isso, fique aí por agora e respeite minha ordem.

O astuto sempre vence mas perde para a sua velocidade ascendente e descontrolada, quando se perde na própria jogada.

A velocidade do pensamento. o natural e o esforço

O pensamento mais orgânico e rápido de nossas mentes se chama intuição. de tão veloz, muitos os chamam de inconsciente ou inspiração. mas se esquecem que sua velocidade é de perder o fôlego, de tão rápido, não podemos perceber. o esforço foi feito antes de se conseguir nota-lo. pensamentos naturais brotam de nossa personalidade e de nossa cognição. não tem como para-los, vem do instinto. são reações que expressam nosso pensar, nosso bem ou mal estar. em alguns pensantes, quando há febre, as ideias nascem sem parar e as regurgita em versos únicos ou ensaios de estudar profundo, todo o fenômeno a rodear.
alguns pensamentos podem ser seguidos, pode-se senti-los, do nascimento ao parto, nosso útero cerebral. o pensamento consciente e esforçado se baseia no preparo, para melhorar. onde se antecipa à naturalidade, porque se fazem intervenções. antes de nascer quente, em convecção, se manipula, oh indigente, e se produz um castiçal, um produto. educar para memorizar. especializa-se visando no trabalho que irá encapsula-lo. nada disso é criativo, nem sábio. é cognição sendo dada, para plantations  a sustenta-la, chamado civilização. decorar é a nova lição, estéril em esplendor, repetitiva em sua ação. são correntes de uma grande engrenagem. a antitese da naturalidade intuitiva é o esforço em vão, é tentar ultrapassar fronteiras da própria razão, é ter esperança que a decepção é só um mal necessário enquanto que é o fim inicial, tenta-lo é desafiar os mais primordiais principios da criação, a inteligência. talentos podem brotar, mas somos únicos e ainda cabemos em subgrupos. se não pode aceitar isso,me desculpe, mas mude de profissão, se estiver em algum campo onde que se sabe em sabedoria que  este espectro, entre o natural e o esforçado, é um fato consumado, baseado em percepções de pensamento abstrato e de concreto.

Sem querer querendo

eu invado reputações, e as destruo, eu sou um hacker de espíritos, eu não posso evitar, o faço quando acho que deve ser feito, tem de ser plausível, fazer sentido, merecer… aí estraçalho, tudo o que guardei sem querer, é jogado contra a parede, a sina de quem nunca esquece.

A minha reaçao é viver
eu sou tão atordoado pela angústia de existir, que a minha reação é viver, mais do que qualquer um, mais do que eu poderia, mais do que desejaria, eu faço de maneira irracionalmente racional, não meço passos de dança, pulo até suar, até feder, porque eu quero viver, eu estou vivendo, intensamente, melancolicamente, euforicamente, vendo sóis se porem e noites se escurecerem, o meu fogo é baixo, mas arde, é como uma picada de formiga, ninguém dá nada por ela, acha que vai passar, mas demora uns 3 dias até parar de doer, é pequeno mas é valente, teimoso, não apaga por qualquer coisa… a hiperrealidade é por deveras pesada, mas eu continuo com meus músculos e bíceps existenciais a mante-la em suspensão, esta é minha reação, viver.
Blitz de emoções e todo dia é dia de ser…
Nasci as 7 da manhã, acordei diferente, mais fechado, mais alérgico, interpreto o que há em minha pele, aquilo que penso ser a minha persona mais grata, dou um valor a mim mesmo e internalizo emoções que não são minhas, eu sou o sol dentro de um corpo, sou Deus brincando de humano, sou a razão fechada em uma jaqueta, descasca-me oh ternura, me faz sentir o frio vento da noite escura de agosto, aqui, onde o cruzeiro do sul é mais risonho, de camada em camada, eu me encontro, meio selvagem, meio diplomata, uma cascata de sensações através de um espelho onde me vejo, sempre sendo, e deixando de ser, sede por desejos,  inconstante, mesmo nos detalhes mais escondidos de minha pele avermelhada, falho e defeituoso, que mutou demais, que não passou na fila da apatia funcional, oh santa normalidade, que ao me desprezar, fez-me imortal desde a tenra idade, a me vigiar, tal como a mãe que ama em despero o rebento mais rebelde, a mulher, a presa personificada em leitosa maternidade, mesmo quando alimentaste um glutão, o amaste, sem qualquer reflexão, não é mecanica, não é mais homem, mais máquina, é exagerada-mente humana. Amanhã quem sabe, meu destempero possa relevar-me diferente, mais guerreiro, mais sensual e galante.
O silencio da serenidade
O céu e o seu despertar preguiçoso, o ouvir da vida renascendo, o cheiro de noite se esvaindo rente ao sol imponente, rindo e convincente, ”eu vou te esquentar”, música do coração, a conexão, parar um pouco e respirar profundo, este agora é meu mundo, ‘eu sou o rei”, ”eu sou a minha felicidade”, estou melhor sozinho, quando estou acompanhado por Deus a sussurar palavras sem forma em meus ouvidos, ”sinta e agradeça”, eu obedeço sem diretrizes estabelecidas, me estabeleço e penso com meu amigo, meu caráter, ”por que não podem sentir** isso é tão bom!!!”, sereno toque de uma paixão, de entender tudo, mesmo sem entender, sabe que é assim que tem que ser e deixa, entre o acordar e o estar acordado, a nossa vida se restabelece, a pseudo-morte, de sonhos e pesadelos, ou um cochilo de um dia inteiro, desce e levanta forças para mais um dia, ”Adeus cama, te vejo mais tarde”. Bom dia café, senti saudades, meu caro!!

Nerdolas e vegetarianismo

Eles são odiados por 10 em cada 10 estudantes, e são considerados como ”genios”. São adorados pelo sistema que os elogia por seus perfis incomuns e vantajosos, elevada capacidade cognitiva e forte tendencia para o conformismo social ( especialmente via materialismo ).

Os nerdolas (termo depreciativo de minha autoria ao tipo predominantemente negativo de ‘nerd’) se dividem em dois grupos principais, no espectro político, os da esquerda, que são mais propensos a serem de ateus ”humanistas”, e os da direita, que são mais socialmente conservadores. Ainda  na direita, nós temos a neo-ramificação de ”geeks”, que eu não sei quanto a voces, mas parecem ser os tipos mais insuportáveis (em média) desta variante cognitiva humana.

Os nerds fazem parte do grupo trivial de inteligentes e podem ser encontrados em peso em nações do leste asiático, como a Coreia do Sul e o Japão. Nerds, geralmente, fazem boas a excelentes nações. Mas como sempre acontece na amada humanidade, sempre tem algo faltando em cada grupo bio-cultural, e não seria diferente entre eles.

Existe um espectro mental de generos, em que os homens serão mais propensos a caírem no lado mecanicista enquanto que as mulheres serão mais propensas a caírem no lado mentalista. Homens são melhores para consertarem dispositivos mecanicos enquanto que as mulheres são melhores na arte da empatia.

As mulheres são mais empáticas do que os homens e isso nos ajuda a explicar o porque da alta prevalencia deles no mundo do crime e da violencia em geral.

Os homens apresentam mais características neurológicas (maior exposição ao testosterona que está vinculada com superdotação) que estão associadas com maior capacidade cognitiva, ainda que as mulheres sejam em média, mais inteligentes. Isto é, em média, a mulher é mais emocionalmente estável, conscienciosa e em parte, os seus perfis de personalidade contribuem para elevar as suas pontuações em testes cognitivos e na escola. Mas também por algumas razões biológicas como por exemplo, o cérebro feminino, que é mais bilateralizado.  A empatia, dependendo da combinação, poderá deprimir as habilidades analíticas. Quem sente em demasia, pode ser menos propenso a pensar de maneira racional. Existe uma certa verdade na dicotomia  ”razão” e ”coração”.

Habilidades mecânicas estão associadas à capacidade cognitiva primordial, o reconhecimento de padrões. Os homens são melhores neste aspecto, mas isso não significa que tenha de haver uma correlação forte entre os dois, isto é, entre o reconhecimento de padrões e habilidades técnicas porque como já sabemos, esta capacidade tende a se relacionar com todos os aspectos cognitivos inclusive a empatia. Portanto, não é equivocado sugerir que as mulheres sejam melhores no reconhecimento de padrões de natureza emocional, porque se principia a partir deste mesmo processo primordial. Eu por exemplo, que acredito que seja muito bom nesta capacidade, de reconhecimento de padrões, contradições, dentre outros aspectos de natureza similar, sou quase que totalmente feminino na capacidade de consertar dispositivos mecânicos. Eu não sou tão (super) mulherzinha assim, porque já aconteceu algumas vezes de conseguir consertar a tv aqui de casa, mas nada muito espetacular (enquanto que a minha mãe entrou em choque emocional temporário, kkkkkkk).

As pessoas que são mais emotivas podem e geralmente serão mais propensas a interpretar o mundo com base em suas emoções e não a partir de observações analiticas de natureza neutra, emulando a maneira de pensar de um cientista legítimo.

Em compensação, aqueles que são mais propensos a serem de observadores analíticos, também serão mais propensos a reprimirem seus lados mais emotivos.

Resultado, nós temos dois grupos, que tendem a variar de maneira gradual em suas respectivas composições de características similares, e que seriam perfeitos se ”ao menos” um deles pudesse aprender com o outro. Mas isso não acontece. O nerd típico e suas variações, apresentam grande dificuldade de interpretar o mundo daquele que é mais movido  por suas emoções do que por suas conjecturas racionais ou que pendem para este lado. E a recíproca é verdadeira. Ainda que, por causa de suas maiores habilidades racionais ou convergentemente analíticas, o nerd possa entender melhor (mecanicamente) o que se passa com o seu antônimo emotivo, ele não irá a partir desta natural racionalização de percepções, tentar adentrar dentro deste mundo de sensações, emoções, que impera no outro lado. Talvez nem será como uma forma de empatia parcial, porque não chegará ao ponto de se colocar no lugar do outro mas de observar e catalogar padrões lógicos de comportamento, se baseando em seus próprios preconceitos cognitivos. O nerd típico é emocionalmente estável ( menos o geek) e isso nos ajuda em partes a entender o porque de serem assim. Como sempre, a ”empatia cognitiva absoluta”, é uma capacidade extremamente rara e não seria diferente em relação aos ”nerdolas” (vale ressaltar, como sempre, que nem todo nerd cairá dentro deste espectro de ênfase negativa que eu estou analisando, eu mesmo, sou bastante nerd em alguns aspectos… mas, qualquer indivíduo, a partir do momento que se ver solapado por rompantes de razão, janelas de oportunidade para fazer aquilo que é irrevogavelmente certo, não tentar melhorar a sua técnica de interação constante, então,  por justiça, deverá ser alvo de escrutínio porque esta demonstração de anti-sabedoria geralmente terá efeitos negativos que reverberarão em seres, vidas, consequencias reais. E o nerdola não parece estar muito preocupado com isso. A vida é curta, frágil, complexa, complicada… pra que complicar mais não é**) só que…

Vegetarianismo e nerdismo

Recentemente, aconteceu um evento lamentável e tragicomico de nossa sociedade ”moderna” ou podre. Um caminhão com porcos, prontos pra serem abatidos em matadouros, tombou no meio de uma rodovia movimentada no estado de São Paulo. O assunto ”vegetarianismo e direitos dos animais não-humanos” entrou na pauta do dia e como esperado, muitos nerdolas começaram a destilar os seus venenos de ”garotos mimados que gostam de jogar video game e tomar achocolatado”.

Apenas homens e mulheres completos que podem definir o que é moralidade, ou seja, os sábios, que não são nem excessivamente emotivos, nem excessivamente analíticos (eu não diria que isto seja sinônimo de racionalidade, se todo excesso sem empatia e lógica  pende para a sua negação). São os verdadeiros avatares perceptivos (e vou escrever um texto falando sobre isso, em breve) que, a partir de suas perspectivas bio-existenciais privilegiadas, em suas  montanhas metafóricas, podem definir aquilo que está certo ou não. A racionalidade é parte da técnica para entender a realidade. Precisamos sentir o chão em nossos pés para que possamos ao menos tentar entender a micro-escala de existencia a que estamos submetidos. Portanto, o pensamento literal, analítico, que é característico da mente nerd, é muito importante. Mas a empatia também é fundamental. A empatia também se consiste no pensamento mecanico, que é convergente, lógico e funcional. A diferença é que são as emoções que delineiam este tipo de pensamento, a priore. Por exemplo, aceitar ”refugiados” na Europa (também) é racional, porque nós nos colocamos no lugar deles e pensamos

”E se fossemos nós**”

Isso é um pensamento racional.

Mas também é racional fazer um balanço demográfico sobre a situação europeia

– (muito) baixas taxas de fecundidade entre os europeus étnicos,
-altas taxas de fecundidade entre os imigrantes….

Só para começo de conversa…

Esta é uma demonstração quanto a necessidade da sabedoria, nem lá, nem cá. Se parece extremista demais, é porque poderá estar predominantemente errado ou conflitivo.
No entanto, não é extremista parar de comer carne de animais não-humanos, especialmente aqueles que nos são mais geneticamente próximos. Neste caso, o maior extremismo, seguindo esta linha, seria o de se tornar como um tipo de vegano extremo, daqueles que só comem plantas cruas caídas no chão. Ou de continuar a se enfartar de churrascos de fim de semana, sem pensar por um minuto que a picanha suculenta já foi uma vida. Os nerdolas relativizam os argumentos dos vegetarianos e veganos. Da mesma maneira que canibais também poderiam relativizar sobre o porque de não comermos carne humana. 😉

O pensamento racional, de fato, em relação ao vegetarianismo, se baseia em uma análise sábia, que está embebida de racionalidade e de empatia, como dizem, é juntar o útil ao agradável.
Mas os nerdolas e seu pedantismo costumeiro não costumam se basear no sofrimento alheio, e menos ainda se forem porcos, da mesma maneira  que agricultores conservadores também não são naturalmente acostumados a pensar se o abate mensal de animais não-humanos não seja uma atitude atroz, se os seres que criam para abater não tem sentimentos!! Claro que não, porque foi ”Deus” quem lhes disse que não é pecado, que podem fazer sem peso na consciência, afinal de contas, nós somos filhos dele não é??? Nós temos alma, o animal não-humano não tem. O nerdola mais à esquerda, gosta de falar sobre a universalidade trans-espécie da homossexualidade bem como também da diversidade sexual, para refutar argumentos criacionistas dos tempos do Egito antigo, enquanto que ao considerar  os seres humanos como animais, entram em contradição, ao dissociar o extremo excesso da dieta carnívora que predomina nas sociedades humanas com a ”camaradagem existencial” que comprovaria a naturalidade da homossexualidade e a ignomínia pseudo-religiosa. Tem um nome pra isso: CONVENIÊNCIA. Quando nos utilizamos de certas perspectivas para comprovar, retroalimentar nossos pontos de vista, mas delimitando a abrangência desta linha lógica para melhor nos servir…desprezamos o resto do pacote lógico de racionalidade que virá embutido. Cortamos o pensamento sábio pela metade.
Pode ser verdade que se somos animais como os outros e portanto a moralidade é relativa, então não haveriam problemas para abatermos os animais dos quais nutrimos menos afeição para alegrar nossos estômagos vorazes. Se os próprios animais fazem isso, por que que nós não poderíamos fazer o mesmo??
Sem conveniência, coloque um brutamontes musculoso para espancar ( sim, porque ele vai espancar, com certeza)…  lutar com uma mulher normal, mais magra, menos musculosa e mais fisicamente frágil. Temos um nome apropriado pra isso: COVARDIA.
Porcos, vacas, cachorros, gatos, galinhas. Tente medir forças com eles.

Uma ”mãe” ( e vejam só, uma nerdola flácida ) nos EUA, jogou seu filho autista de uma ponte que não resistiu e veio a falecer. Vamos continuar a agradecer a ”Deus” pelo alimento de seres frágeis??? Vamos?? Ou melhor seria se ”racionalizássemos” sobre nossa condiçao animal e a continuar a abater seres indefesos??

No passado pré-histórico, caçávamos nossa comida, ou melhor, nosso excesso de proteínas. Era mais justo e lógico. Hoje em dia, supostamente, ”nos tornamos” (modo de dizer) mais ”evoluídos”, compramos embalagens podres que irão poluir o meio ambiente para nos deliciar com a carne de um pintinho, o famoso ”steak de frango”.

Mesmo que não fosse de maneira alguma aceitável, ”ao menos” antes, se matavam animais não-humanos domesticados quando tivessem chegado a uma certa idade.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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