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Pobre Yoáni

Direito de ”ir” e ”vir”

Ainda me lembro do dia em que comprei o livro de Yoáni Sánchez, popular blogueira cubana, por uma bagatela de uns 10-20 reais na universidade, no ano de 2009. Também me lembro da primeira vez em que li o seu pequeno e contundente livro. O meu encantamento por sua força, ousadia e brilhantismo com as palavras foi o suficiente para me tornar um quase-fã de sua luta e de sua pessoa. Para quem já passou mais de um terço da vida sob a marcação cerrada de milicos da esquerda, tendo de engolir toda a sorte de injustiças e estupidez diárias em um país de ”faz-de-contas”, não era de se esperar que a liberdade fosse a primeira necessidade a vir em sua cabeça. Yoáni tem vivido em um país onde as pessoas não podem entrar ou sair sem que ocorra a autorização do governo. Não bastam as motivações pessoais, um passaporte e dinheiro para poder deixar ou entrar na ilha de Fidel. Você também precisa conquistar a confiança dos milicos que estão no poder para poder viajar. O desejo de Yoáni, de ter o direito de ir e vir, parece totalmente lógico a partir do momento em que nos colocamos em seu lugar, nos seus um terço de vida soterrados em um mundo em que o mínimo de liberdade tem sido sistematicamente negado. No entanto, existe a real necessidade de que esta possibilidade se faça com responsabilidade e conhecimento absoluto ou ao menos aquele que tem sido produzido até agora. Isto é, não basta universalizarmos o direito humano de ir e vir, porque precisamos precisar, especificar locais e humanos antes de darmos o veredito final. Yoáni e sua família bem que poderiam viver em qualquer lugar visto que não parecem se consistir em ameaça para nenhuma nação, muito pelo contrário. No entanto, os aforismos humanísticos em que são produzidas generalizações do tipo…

”todo homem”, ”toda mulher”, ”todo o ser humano precisa de educação”….

…. são portais verbais ideais para a manipulação usual de psicopatas dentre outros tipos de estúpidos anti-sábios.

Eu não sei se Yoáni está informada ou mesmo deseja se informar de maneira correta sobre aquilo que está acontecendo no mundo fora de sua ilha, até mesmo em lugares tão próximos como Miami onde que se concentra boa parte da diáspora cubana.

Ontem eu pensei que se ela vivesse em um país relativamente livre como o Brasil ou os EUA (se comparado à Cuba), é provável que repetiria com alguma substância mais vistosa os mesmos discursos daqueles que a acusam de ser uma espiã do governo americano, isto é, os esquerdistas. Posso e quero estar equivocado quanto a isso porque eu não consigo lidar com comportamentos que se baseiam fundamentalmente na conveniência, é desonesto e irracional demais. Mas é uma possibilidade.

Yoáni, tal como parece acontecer com uma grande proporção de talentos verbais, deve ser do tipo que renega qualquer possibilidade de enfatizar questões raciais, de maneira holística e substancial, isto é, realista, quanto aos problemas que assolam o seu ou qualquer outro país. Casada com um homem mestiço, Yoáni é provável que se juntasse ao coro dos ”somos todos macacos’#” se fosse exposta à histeria coletiva ”moderna” que é orquestrada pela ”mídia” e que tem finalidades potencialmente totalitárias.

É provável que sua luta não possa ser estendida à outras freguesias mas apenas ou fundamentalmente àquela que lhe fez refém desde sempre aos caprichos de pessoas mentalmente perturbadas em meio a um cenário bucolicamente tropical.

Talvez ela não possa, não deva e não queira fazê-lo. Afinal de contas, quem que em seu ”juízo perfeito” se poria no lugar dos brancos sul africanos deste início de século XXI*** Quem que escolheria o lado dos ”opressores”** Apenas um reacionário racista e homofóbico, é possível de pensar.

Yoáni deseja que todos tenham o direito de ir e vir. Mas ao tratar o ser humano como um ser que necessite apenas da educação para poder ser como ela, inteligente e racional, então, seu desejo poderá se transformar em um pesadelo consumado, por exemplo, se algumas centenas de milhares de haitianos decidirem migrar para a ilha ao lado. Eu não tenho nada contra qualquer ser, humano ou não-humano, ao menos que seja de boa índole. Mas por causa de processos seletivos dos quais ninguém tem culpa, algumas populações se tornaram muito menos problemáticas do que outras.

Nunca é a raça fisiológica, é sempre a raça mental, especialmente se esta tiver um quê de psicopatia e/ou sociopatia.

Eu gostaria que todos aqueles que fossem responsáveis e sábios pudessem ter o direito de ir e vir.

”Somos todos” é apenas um desdobramento aforístico de uma tendência irracional, a de coletivizar indivíduos e suas idiossincrasias pessoais e de subgrupos. Ainda é fato que alguns traços serão universais.

Yoáni quer uma vida normal para os cubanos, de acordo com os parâmetros modernos. Concordo totalmente. Mas a liberdade que tanto almeja, em outras costas, se tornou anarquia. Sem sabedoria não tem freio, ou é um seco sim ou um seco não. A liberdade desmedida é apenas uma forma antônima do mesmo totalitarismo que mantém blogueiros cubanos tolhidos de direitos individuais básicos como a livre expressão e também dos cidadãos trabalhadores e sedentários que também terminaram por se tornarem reféns do tiranismo mundialista.

A liberdade que Yoáni tanto zela está tirando a segurança de muitas pessoas, que antes tinham o direito de ir e vir em cidades como Los Angeles ou São Paulo. A maldade tem apenas uma face e é a da psicopatia, seja por meio de ditadores ou de perigos urbanos travestidos de arrogância e nenhuma consideração pelo próximo. Ao sair ou se conseguir derrubar o sistema castrista, Yoáni se deparará com outras frentes totalitárias cada vez mais explícitas e ousadas convergindo para o mais do mesmo que a espécie mais inteligente deste planeta tem sempre caminhado, o buraco negro da ignorância e do ódio espumoso contra a mais evoluída das virtudes humanas, a sabedoria.

Corram que os nossos californianos vem aí!!!

corram para as colinas…

Califórnia e Rio de Janeiro são duas localidades político-geográficas distantes, porém muito parecidas entre si. Ambas são iluminadas por um sol escaldante, tem praias exuberantes e um povo idem. Nos EUA, os californianos tem a fama de serem os mais socialmente liberais e hippies do país. No Brasil, algo relativamente parecido acontece com os fluminenses, mas especialmente com os moradores da ”cidade maravilhosa”. A Califórnia foi o sonho de consumo da classe média branca a partir dos anos 50, 60 e 70. O ‘golden state’ foi uma espécie de paraíso descoberto durante os anos em que jovens americanos cantavam a liberdade. O tempo passou e agora, o estado americamo que conta com um grande número de cidades fundadas por mexicanos, também está se tornando por meio de sua demografia, em parte do país a que pertenceu séculos atrás. Isso poderia ser bom, mas não é. O México, desprezando a enorme simpatia que tendemos a ter por seu produto cultural de maior alcance, isto é, a  intrépida turma de Carlos Bolaños, é tão disfuncional quanto o Brasil. Tem índices de criminalidade nas alturas, um crime organizado cada vez mais atuante e contundente, enormes desigualdades sociais, que estão temperadas com especiarias atemporais que entoam desde as primeiras interações entre o ”homem branco” e os nativos pós-‘civilizados” e que tem produzido a sua essencia transcendental desde então. E todas essas tendencias se baseiam em uma mescla de incompetencia administrativa hereditária (um dos maiores males do terceiro mundo) mais um plus de ”mas a população local também não ajuda nem um pouco para melhorar a situação”, leia-se, predisposições genéticas ou probabilidades de não dar certo, tão certo quanto deu com os anglos antecessores.
Californianos, isto é, uma parte considerável deles, tem celebrado a sua própria deslocação demográfica, com o mesmo misto de ingenuidade e estupidez que caracterizam a capacidade analítica e holística de boa parte dos esquerdistas, daqueles que estão mais para a esquerda, no espectro político.
Aqueles que gritam palavras de ordem em prol de igualdade, agora vivem no estado mais desigual da federação estadounidense e as razões são mais do que óbvias, o enorme volume de imigrantes latinos que tem se mudado pra lá. A Califórnia, que já foi 90% branca caucasiana, agora é apenas 30% e seus índices continuam a diminuir, por que**
Porque os californianos de classe média, brancos e socialmente liberais (isto é, a maioria deles), estão debandando do até então ”golden state” porque o que antes era um sonho, agora está se transformando em um pesadelo. Eles não conseguem entender bem o porque, culpam a violencia e…. o ”homem branco”, mas muitos quando se fixam em suas novas localidades (Texas, Oklahoma, etc), apenas reproduzem o ”californian way of life, think and act”. Ou seja, querem transformar suas novas localidades em uma L.A, multicultural, politicamente correta, diversa e futuramente problemática (desprezando o fato de já ser problemática a curto prazo).
A vida poderia ser uma festa, liberdade é bom e todo mundo gosta, no entanto, para que se possa festejar, é necessário que se tenha a habilidade de se produzir a festa, fazer o bolo, os docinhos, os salgadinhos (apenas de queijo, 😉 ), o ambiente, contratar os músicos que irão tocar na festa. Em outras palavras, é necessário organização, e algumas pessoas serão, quer queiram quer não, mais naturalmente organizadas do que outras. Liberdade sem responsabilidade é como um fogo breve de um fósforo na espreita de ser tomado por ventos a sudoeste. é de curta duração e ao se ver livre, também da responsabilidade, se verá novamente preso a novas formas de limitação da mesma, ocasionada justamente pelos excessos anteriores.
Então, podemos comparar os esquerdistas (em média) exatamente como aqueles que confundem liberdade com anarquia e a partir daí dinamitam seu próprio modo de vida, de maneira coletiva ou individual.
A Califórnia foi uma festa, mas aqueles que sabem organizá-la, agora querem cantar em outras freguesias. Não é que a massa de novos americanos de sobrenome espanhol e rostos mais morenos, sejam de completos inúteis, tal como pareço estar querendo dizer. Não mesmo. Assim como o (tipo de) brasileiro que está economicamente pobre mas é honesto, uma boa parte deles que eu não sei estimar quanto que seria, se consistem de trabalhadores duros que acreditam e tentam seguir os preceitos de sua fé católica. Não são como ervas daninhas, mas como pessoas que tentam a vida no país mais rico de cima. O pior é que como a maioria deles não são suficientemente qualificados (leia-se, contextualmente cognitivamente inteligentes), acabam engrossando as desigualdades da região onde se mudam, ainda mais.
Muitos mexicanos que agora foram transformados em cidadãos americanos, são excelentes pessoas, eu não duvido disso, mas quando não há seleção, maçãs boas e ruins rumarão pelo mesmo caminho e quando voce tem uma maior porcentagem de disfuncionais do lado sul do rio Grande, então não restam dúvidas de que muitos associarão os mexicanos a problemas e não estarão errados quanto a isso. O justo paga pelos erros dos estúpidos do seu grupo e na maioria das vezes, ao invés destes, se dissociarem das maçãs podres, acabam por defende-las, pensando equivocadamente no ”grupo a que pertencem”.  A enorme quantidade de mexicanos vivendo nos EUA, sem contar os outros latino-americanos, assim como também a promessa de uma corrente imigratória incessante de longo prazo de pessoas deste país em direção a ”América”, anunciam um futuro em que, ou haverá um amalgamento cultural e racial entre os dois, ou a multiplicação de conflitos das mais diversas naturezas, semelhante aqueles que se desdobraram em cima das ruínas romanas, a partir da capitulação deste império.
Vamos pensar aqui… Os mesmos problemas que se sucederam 2000 anos atrás, vão se repetir***
Isso é evolução em que planeta***
A Califórnia pode estar perdida e isto terá se dado também por culpa principalmente dos próprios californianos que acreditam nas teorias sem fundamento consistente quanto a uma suposta igualdade de capacidades, temperamentos e culturas neurológicas entre todas as populações humanas. Claro, é a cultura estúpido!! Faça uma legítima lavagem cerebral entre os imigrantes mexicanos e voce terá de volta a juventude dourada que dourava a sua pele anglo-saxã no sol do pacífico.
A analogia com o estado e principalmente com a cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, é interessante e válida porque situação demograficamente semelhante tem acontecido por lá, em comparação com a Califórnia. O Rio, foi de fato uma cidade e um estado maravilhosos, tempos atrás, quando ainda não havia inchaço das favelas e a maioria da população era de descendente de europeus, principalmente de portugueses. O tempo passou, e mudanças demográficas alteraram o panorama romantico e elegante da antiga capital federal. Mas será que os californianos tupiniquins saberiam nos dizer o porque destas transformações negativas**
Não, uma boa parte dos cariocas de classe média, que pertencem ao perfil etno-cultural que predominou na cidade, assim como também no estado, durante a segunda metade do século XX, são tão ou mais iludidos com as promessas e as certezas vãs da nova esquerda cultural, quanto os seus homonimos do sudoeste americano. E quando migram, sim, porque muitos cariocas estão buscando refúgio em outros lugares, menos violentos que a ”cidade maravilhosa” ou mesmo, que muitas outras cidades fluminenses, apenas transplantam seus modos de vida e ideologias junto com eles, isto é, na tentativa completamente sem cabimento de ”melhorar o contexto local” justamente com a introdução da mesma fórmula tóxica que tornou os seus ambientes de outrora, piores, do que eram.
Com aquele sotaque que a grande maioria dos outros brasileiros não gostam, o jeito faceiro e malemonte, cariocas e fluminenses de todas as cores, credos e times de futebol, se mudam para cidades mais para o interior ou para outras capitais, emulando o desbravamento lusitano do período colonial, e tal como estes pioneiros de carnificina e conquista, não compreendem a linguagem local, deduzindo pedantemente que seus modos progressistas de pensar, sejam totalmente superiores aos dos locais. Há uma complexidade de observações necessárias a serem feitas neste contexto, porque muitas ”ideias progressistas”, não estarão erradas, pelo contrário, o problema é que elas exigem neuronios a mais para que possam ser corretamente desenvolvidas. Aí que começam os problemas, porque a maioria dos seres humanos não tem capacidade, vontade e necessidade de entenderem essas ideias, e não me refiro apenas aos medianos e aos ‘menos inteligentes”, mas especialmente a classe ”educada”, que além de não conseguirem desbravar tal como pioneiros o mundo abstrato ao qual se prendem, ainda se tornarão tão fanáticas por ele tal como um ”religioso” faz por suas crenças dogmáticas mais antigas.
O jeito paish e amorrr, manso de levar a vida, foi um dos responsáveis pelo crescente acúmulo de problemas numa das metrópoles mais infernais do hemisferio sul. Ignorancia, preguiça intelectual, extroversão e excesso de confiança, são um coquetel molotov certo se deseja derrubar qualquer parametro de funcionalidade em uma determinada sociedade em curto espaço de tempo. Selecione pessoas com este perfil ou as faça se multiplicar como coelhos e terá em algumas décadas um antro anti-intelectual e progressivo, não em melhorias ”para um mundo melhor”, mas por um mundo pior do que era. Uma ”república de Lagado” infernal em que teorias sem pé nem cabeça, devaneios sobre o sexo dos anjos em torres de marfim ”intelectuais” enquanto que temos o caos reinando absoluto lá fora.
Como conclusão. Não fuja apenas de pregadores evangélicos ou testemunhas de Jeová que pensam que voce acorda as seis da manhã todos os sábados, ou da ”moça do telemarketing” querendo vender a própria avo com desconto. Fuja também de nossos amados californianos tupiniquins, os cariocas ”pra lá” de ”progressistas”, que querem fazer todo mundo se sentir como se estivéssemos tomando água de coco em Ipanema, interagindo com ‘comunitários” (com todas as suas exceções virtuosas exaltadas) e olhando pro céu pra ver se não vai chover… bala perdida.. iiii, perdeu a carteira.

Me tirem deste trem desgovernado chamado humanidade…

 

Agora!!!
Eu não quero participar do seu jogo sujo, eu não sou um soldadinho de chumbo, em minhas veias corre sangue, e eu tenho zelo por sua vermelhidão, eu não pedi pra nascer, então, eu não quero você, deixe-me em paz, eu não vou  em guerra alguma, não vou comprar posição nenhuma, não vou votar no seu candidato favorito ou torcer pro seu time, não, eu não vou rezar para o seu Deus morto, não vou me vangloriar por minha moralidade subjetiva, não vou falar de amor e de fazer o bem, desumanizando outrens, não, eu não vou acreditar que todo mundo é igual, também não vou crer que sejamos tão diferentes assim, deixe-me em paz e eu vos deixo ir, com seu trem desgovernado, sua Maria fumaça soltando crack pelos trilhos, de pedras e Matos baixos, deixe-os se estragarem, se consumirem, dando às costas para a verdadeira compaixão, para a sabedoria, eu não quero teu ópio de alegria, eu não preciso porque a sinto, mesmo em uma nuvem fria, gélida como meu pulso, franca como meu curso, de caminhar, sábio, poeta ou filósofo, nomes estes lá trilhar, andando mais e mais pra longe, os deixarei, me deixe também, me encontro no desencontro, no soluçar, eu não quero o teu pranto, quero andar, sou tão cansado e débil, minhas pernas não me aguentam, disto eu sei, vá com o trem sem maquinista, vá rezar por certezas vãs, vá seu louco e me deixe são, ciente de mim mesmo, um parasita mal sucedido, aquele que ri de planos em pensamento, de vitórias que não existem, que não aconteceram, quero chamar quem é igual a mim, ou similar que seja, venha cá se assim deseja, eu vou lhe mostrar e você, me ache, se se achar, eu lhe conto, mil encantos, viver cada respirar, mas não se anime, você terá que me animar, a evolução humana não se dará por prédios grandes, mas pela loucura do melancólico, a espalhar, de ventre em ventre, de sexo em redes, de índios pálidos, de todas as cores, mas de casais iguais também, o novo humanizar é do louco são, e não de reis, monarcas são todos aqueles com asas, são aqueles que idealizam o pensar, que são cabeças abertas, isto é, sempre alertas, para melhorar, até as melhores respostas, até a perfeição e executar. Quem sabe não é apenas mais um sonho louco, desta mente quente em um corpo frio?? Mais um arrombo que não passou de fio. Eu não tenho forças, será que as terei um dia?? Sou pura preguiça, paixão pelo conforto, do corpo e não do bolso. Mas quero me espreguiçar, sem dementes brancos ou judeus, vou confessar, também não quero aqueles de outros tons, só quero virtuosos iguais a mim, são tão raros, mas será que eles me querem??

Socorro!!! Socorro!!!

 

… mas em uma planície, de preferencia…

Um aprendiz de parasita

Por favor eu não quero o seu sangue,
Ainda que em pequenos drinques já possam acalentar a minha sede de ti,
Eu quero apenas viver como a mãe natureza me caprichou, Deitado em alguma felpuda e sintética  almofada, pensando sobre a vida, o porvir, o mundo e seus problemas de criança,
Eu ?? Eu sou adulto demais para continuar no ”play”. Decidi deixá-lo em tempo precoce e exijo a minha indenização. Eu quero ser aquilo que a natureza mãe me legou. Quero ser o parasita sincero, por vezes simpático, outras… Empático, que tem os melhores conselhos, de uma mente cheia de energia, que não desce à espinha. Meus pés são inquietos mas nada de excesso. Sabe…

Cansar de não fazer nada é uma tarefa árdua.

Lutar dia a dia para me aperfeiçoar.

Eu não tenho culpa.

Eles não me querem como governante, como amante das ações intermitentemente dirigidas ao sistema. Eles me querem um escravo, daqueles que são ansiosos para contribuir, sem se perguntar o porquê, para que, para quem.
Mas minha ansiedade não é pensando no ”bem comum”.
Por favor, não me veja com estes olhos, eu não sou uma pessoa ruim.
Eu poderia estar mais que desesperado esperando que o próximo vento de profundo pesar me levasse desta vida, mas eu a amo. Eu amo tanto a vida que não posso pensar em estraga-la com este tal trabalho.
Para aqueles com pequena consciência, que crianças, são direcionados, cegos, em direções que não escolheram, que entendem como natural mesmo que as árvores sejam de folhas de plástico, mesmo que a Madeira seja de papelão. Eu não tenho culpa, não tive escolha e talvez não fosse racional acusar esta falta pois ela não existe. Eu sou o produto de mil produtos, produtos são produzidos e não se auto escolhem. Eu aceitei o desafio ao me viciar no ato de respirar oxigênio.
Eu não gosto de nada donde estou nem donde tu estás. Está tudo errado e eu tenho a resposta.

Mas os profetas são tantos, a minha preguiça não pode descansar hora alguma, pois é parte de mim, de meu ato de interagir e eu interajo no regozijo, na percepção, na reflexão. Não posso fazer mais do que isso, de alimentar meu ócio. Eu já não tenho vergonha, pois se não tenho culpa então não preciso lamentar ou esconder mais nada.
Eu sei que tudo é uma mentira, que a humanidade dá sono e raiva. Eu quero viver na verdade, de esperar uma vida pela evolução dos demais. E esperar cansa, por isso eu preciso do melhor.
Eu não parasito você, porque eu sou uma pedrinha de areia em um universo demografico delas. Eu só quero ser feliz e não será com base na repetição.
Eu gosto de criar, me diga onde que criação e repetição são irmãs etiológicas??
Minha criação não tem produto, minha força é minha brincadeira preferida, é minha felicidade reconhecível. Eu crio o meu direito de parasitar o sistema, de me vingar  humildemente do grande filho das mil putas que lhes sugou o bico do peito até murcha-los.
Posso?

A esquerda macabra

O ”pobre” e trabalhador pertence a classe mais ”reacionária” em termos políticos e sociais, dentro todas as categorias sociais, ao menos, no ”país” onde vivo.

A maior parte dos ”esquerdistas de coração” (ou nem tanto), pertencem a classes médias e altas. Não é um achismo. A maior parte dos votos ”nortistas” (norte e nordeste)  que foram direcionados para o partido ”socialista” mais conhecido da perspectiva política tupiniquim, nas últimas eleições, foram de pessoas pobres a muito pobres, mas que não são ”esquerdistas de coração”. A maior parte das pessoas que pertencem a classes mais baixas, são

”racistas”,

”homofóbicos”,

”classicistas”,

”preconceituosos” em relação a qualquer tipo de comportamento discrepante…

Enfim, toda a sorte de ”xingamentos modernos”, propositadamente simplistas, generalistas (preconceituosos ou reducionistas), que os retardados neodogmáticos te acusam de usar, são utilizados com grande frequencia entre aqueles que pertencem a classes mais pobres e quanto mais pobre (e geralmente, menos inteligente), mais comum e brutal serão essas formas de insultos grátis.

Muitos dos meus ”colegas” de faculdade são esquerdistas. E vejam algumas semelhanças que compartilham. Uma maior inteligencia técnico-quantitativa (inteligencia secundária, a inteligencia primária é a sabedoria) e uma tendencia para pertencer a classes sociais mais abastadas.

Eh fácil idealizar ”o pobre” (isto é, a maioria deles, salve as exceções virtuosas) quando não se tem de lidar com eles em uma base diária. Os europeus da idade média idealizavam o oceano a frente de suas terras, o atlantico, imaginando que por de baixo de suas águas escuras, vivessem monstros terríveis. Voce pode idealizar de maneira positiva ou de maneira negativa. Ambas estão erradas, porque a idealização parte de uma enfatização perfeita da fenomenologia, oceanos, pessoas ou grupo de pessoas enquanto que o mundo real é marcado pela complexidade e consequentemente pela inexistencia de cenários pseudo-perfeitos.

Meus coleguinhas esquerdistas, enquanto descansam em suas redes de sorte existencial, levantadas por dois fatores principais que tendem a se correlacionar, a transferencia intergeracional positiva de renda ( pai rico= filho rico), em conluio com capacidades intelectuais superiores de seus pais (combinado a uma série de fatores ambientais ou circunstanciais complexos, especialmente na devassidão corrupta que esta nação sempre respirou), atacam qualquer tipo de lógica inserida dentro do debate político, social e cultural. Por que fazem isto**

A maior parte deles parecem ser  de boas pessoas, mas a ideia de bondade não se sustenta apenas enquanto um agente passivo, contemplativo. A bondade só será bondade completa quando reverberar em algo positivo dentro da ”sociedade”, independente da escala de impacto ( se for produzido por um intelecto poderoso, a capacidade de abrangencia da bondade ativa será potencialmente maior). Portanto, portar-se como bonzinho não significará ser bom de fato e de todo. Mas como quase todos os nossos parametros de moralidade são ”superficiais” em sua raiz primitiva, instintiva e ”natural” (contextual)-( a moralidade objetiva é a harmonia, a manifestação do verdadeiro Deus), então podemos constatar que se não construirmos, modelarmos o ser humano, este se fará individualmente complexo demais para que possa atender aos nossos ”caprichos” de sábio. Isso também seria uma forma de idealização. Mas, o problema da idealização é quando ela é usada como substituta da realidade e não como uma maneira abrangente e realista sobre uma possibilidade futura.

O ”pobre” e trabalhador precisa lidar todos os dias com as disfuncionalidades dos seus outros ”irmãos” de classe, que ao invés de tentarem produzir um ambiente aprazível, não apenas para si mesmos mas também para as pessoas ao redor, simplesmente reduzem suas áreas de atuação em microcosmos de conflitos evitáveis, isto porque são providos de uma inteligencia empática (a inteligencia que realmente importa!) extremamente deprimida ou como acontece muitas vezes, além deste fator, também apresentam comorbidade com sociopatia de baixo funcionamento.

Agora, se voce está no meio da lama, qual será a reação mais óbvia de se ter** Idealizar o predador que mora ao lado como um anjo incompreendido**
Me enraivece até o último fio de cabelo castanho escuro de minha cabeça, quando vejo ”meus coleguinhas” e suas ideologias infantis e perversas, que podem ter o luxo de ter em suas poltronas felpudas, na segurança de suas casas de alto padrão, a famosa e repugnante ”esquerda caviar”. Que ou aquele que se diz ser a favor de ”igualdade social”, mas espera que os outros sirvam de exemplo. Eh fácil para o esquerdista com desvios mentais, em sua vizinhança rica, clamar por ”justiça social” (superficial e fabricada), ser contra o ”racismo”, sem entender e mais, sem ter qualquer curiosidade (que deveria ser o natural a se fazer) de entender o porque de certos comportamentos.

As classes ”intelectuais” que deveriam estar tentando harmonizar a sociedade, estão a fazer o exato oposto. Por pura estupidez ou por maldade, do tipo mais perverso que se possa praticar**

Pergunte a um autista o que é o autismo, pergunte a um cego o que é a cegueira, pergunte a um pobre o que é a pobreza, o que é ESTAR pobre e o que é SER pobre (de intelecto, de responsabilidade). O ”pobre” trabalhador, não trabalha dia e noite porque gosta, mas porque sabe que sua condição não é ESSENCIAL, mas SUPERFICIAL. Bem diferente de boa parte daqueles que votaram no tal partido ”socialista”… (ainda que não se possa julgá-los tal como o urso mostrando os dentinhos, porque não se pode culpar totalmente aqueles que não tem plena consciencia de seus atos)

”Política do amor perfeito”

O mundo da política não é apenas regido pelos ditames de Niccolò Macchiavelli, mas também seleciona aqueles que são dotados de ”mente maquiavélica” para nos ”governar”.  Manipulação, o uso do entretenimento para distrair as massas de sua própria exploração… Maquiavel de fato, sofisticou consideravelmente o manuseio da política para o controle social.

No entanto, a sua genialidade parece não ter sido tocada pela sabedoria (por Deus) e portanto, o seu portentoso intelecto se esqueceu que as pessoas não são peças de um jogo de xadrez, mas criaturas vivas, seres existenciais. Será que faltou empatia para o nosso idolatrado amigo italiano??

A genialidade está intimamente relacionada com personalidade psicopática. Podemos dizer que, em uma sociedade (sem modificações genéticas artificiais, ou seja, ”ao natural”) sem uma minoria psicopática significativa, tenderá a se caracterizar por baixa presença de pessoas criativas.

O psicopata mediano já poderia ser considerado como uma espécie de gênio da manipulação e da mentira. A personalidade psicopática e seu espectro, se relaciona a uma série de traços comportamentais que já foram muito importantes para a evolução de nossas sociedades. Por exemplo, o traço ”abertura para experiência”, está intimamente relacionado com ”impulsividade”. As pessoas mais impulsivas tendem a se arriscar mais. Se não fosse por este impulso, esta vontade de explorar o desconhecido, de arriscar, os ”europeus” não teriam se lançado ao mar para explorar outras terras e nós, ”os americanos”, não existiríamos.

Uma das prováveis explicações biológicas para a falta de vontade dos asiáticos do leste para explorar terras desconhecidas ou distantes, especialmente durante o auge do ”Império do Meio” chinês no final da ”idade média europeia”, poderia ter sido pela ausência demográfica de indivíduos com a combinação certa de características comportamentais (biologicamente predispostas) para o comportamento de alto risco (promiscuidade, criminalidade… criatividade), como vontade (ego forte), paixão, positivismo, alienação em relação às críticas dos outros, etc…

Portanto, por mais incrível que possa parecer para muitos, a psicopatia não apenas apresenta vantagens incomuns, como também é muito importante para a evolução das sociedades humanas e da própria humanidade. No entanto, os psicopatas de alto funcionamento, que estão nos governos, nas empresas, enfim, em todos os nichos de controle social, tem demonstrado grande incompetência para produzir uma sociedade perfeita, até porque, aqueles que buscam pelo poder, geralmente, não estão muito preocupados com as outras pessoas.

Verdade seja dita, poucos são aqueles que nascem com vontade de mandar, de ter o controle. A maior parte da população humana é muito conveniente e prefere o conforto de não serem importantes, de estarem seguras bem no meio da manada. Ser um mediano, tem muitas vantagens. Em compensação, quanto mais eminente, ou seria melhor, quanto mais biologicamente extremo for o ser, maior será a sua responsabilidade intrínseca. Isto é, aquele que é grandioso por natureza, terá uma responsabilidade natural, porque sua grandiosidade não pode tolerar a mediocridade. É como ser um vulcão que precisa explodir. A genialidade poderia ser entendida como uma forma extrema de impulsividade.

A realidade que temos é a de que boa parte daqueles que querem governar, mandar, ter o poder, serão de psicopatas. Os psicopatas dos nichos de controle social seguem a risca as dicas de Maquiavel, que não foram produzidas para ensinar a governar, mas especialmente, para conquistar e sustentar o poder.

Poder-se-ia dizer que o que Maquiavel escreveu, nada mais foi do que uma descrição da mente psicopática em interação com a política.

Se não podemos expulsar os psicopatas de suas posições de poder, porque apesar das muitas bobagens que fazem, eles também produzem algo de valor, diga-se, de grande valor, então temos com certa urgência de encontrar um jeito para adaptar as necessidade biológicas dos psicopatas de alto funcionamento em conluio com o bem estar geral, ou seja, das outras pessoas.

 

Jesus é a solução

 

Fins NÃO justificam os meios, meu chapa!

 

A ideia de um ser maravilhoso, especial, divino, que é só amor e é o único capaz de realizar todos os nossos sonhos, ronda a mente humana desde quando o fogo da loucura se ascendeu pela primeira vez em seu interior.

Em quase todas as religiões, que são extremamente eficientes como domesticadoras da humanidade, existe a representação metafísica do ”criador” como um ”não-ser” dotado de extrema perfeição e carinho por suas criações.

A psicologia mais barata e tola que encontrar que é nada mais nada menos do que a mais pura das sabedorias, a sabedoria ‘popular’, aquilo que todos sabem que deve ser feito, mas poucos fazem, lhe dirá que ”apenas o amor pode curar”.

Ao invés de manipular a verdade para torná-la uma mentira, manipule a verdade dura para que se torne uma verdade açucarada, modificando as palavras.

Nós podemos dizer qualquer absurdo, que se for dito de maneira doce e polida, não terá o mesmo impacto, que se fosse dito sem nenhum apaziguamento verbal.

Pessoas de ego forte (derivado da personalidade psicopática) querem governar, pessoas de ego fraco querem ser governadas.

 

Substituição da psicopatia pela sabedoria como diretriz central de controle social

 

Aquele que nunca nasceu, vos amou

Tua bondade era tão grande, que com apenas um abraço, tomou cada alma para si em um diminuto instante,

Não há a necessidade de plantar discórdia para conquistar,

Somar é melhor que dividir,

Amor é a supremacia do domínio humano,

Amor é Deus, só que materializado,

O perpétuo domínio de tudo que é demasiado, como a sua imagem e semelhança

Dê-lhe amor, conforto e alegrias,

E não mais precisará manipular-lhe a realidade,

Ajoelhará diante de ti, que carrega a beleza da verdade,

E reinará pra sempre, em seus corações fiéis,

Porque na escuridão, os olhos só podem seguir a luz.

 

Sim, os psicopatas querem sempre ter o poder. Portanto, mesmo que eliminássemos todos os psicopatas ”puros”, os mais psicopáticos que restassem (quando comparados com o resto da população), ocupariam o poder. Parece não haver um jeito de eliminar a psicopatia e preservar a criatividade, porque estão intrinsecamente relacionados (obs.: eu não estou afirmando que todo psicopata é criativo e nem que todo criativo é psicopata, existe a real necessidade de aprendermos que não existem apenas os extremos, mas também as gradações entre eles. Portanto, eu posso dizer que a maioria das criativos podem ser de psicopáticos, o que não é a mesma coisa que ser ”psicopata”).

A melhor maneira de se obter e sustentar o poder é por meio do amor.

Fazer o bem é muito mais eficiente para controlar as pessoas, do que bancar o malvado favorito. Amar a todos, proporcionar-lhes vidas maravilhosas, solucionar todos os seus problemas é como abrir a mente humana e colocar um chip. Mas muito melhor do que artificializar o amor devoto que as pessoas poderão desenvolver em relação aos seus mestres, pode-se conseguir isso sem a necessidade de apelar para tecnologia moderna draconiana.

Os parasitas são estúpidos porque acabam matando os seus hospedeiros de tanta exploração. É aí que reside o problema mais profundo da política nas sociedades humanas. É necessário haver ponderação.

Quando os controladores sociais ou fazendeiros realmente começarem a praticar a diplomacia, não necessitarão  mais de usar a força, o conflito ou o medo para impor os seus ditames.

 

A despersonalização da política

 

Os herdeiros de Deus,

o espelho intacto,

a união que faz a força,

a divisão que requer ela toda,

A persona despersonalizada,

O vento da sua vontade,

é a vontade de todos,

quando a deusa Sabedoria acalentar-nos em seu seio quente,

Criar-se-á a rede perfeita, de onde todas as vontades cabíveis haverão de se tornarem a realidade,

O poder inquebrantável,

em sua alma, doce e afável.

É pela alegria da vida, que seu desejo de parasita,

se tornará a mais pura e bela de todas as realidades,

Sem dor nem medo,

O único e verdadeiro, ao seguir a luz da ilusão,

Sem nada de ti, tudo de todos,

É o Deus, que unido, tornará possível o amor profundo por meio da vontade obscura.

 

A estratégia perfeita para se obter o domínio completo sobre a população, se dará por meio da combinação entre taoismo e cristianismo, especialmente no que diz respeito ao significado que o amor tem sobre a vida das pessoas.

O amor é o próprio universo, é a infinitude.

A política portanto, precisa ser despersonalizada. Sem grupos, sem conchavos, sem favorecimentos. Algumas pessoas nasceram para governar. Quando você nasce para algo, quer indicar que será muito bom nisso.

Se dificilmente conseguiremos substituir os alfas pelos ômegas, que não fosse por meio de uma guerra total, então temos de modificar, não as pessoas que estão no poder, mas as diretrizes organizacionais e executivas a que são subservientes. E não me refiro apenas ao sistema de justiça ou qualquer outro que já fora construído. Eu me refiro à própria mente psicopática.

A vaidade extrema destes tipos pode ser muito bem alimentada pelo amor incondicional que as pessoas desenvolverão por seus ”bondosos” tutores.

Aqueles que almejam o poder continuarão a tê-lo, mas para que continuem a se perpetuar, deverão seguir as novas diretrizes que estou propondo, onde a manipulação e a exploração serão substituídas por técnicas muito mais eficientes, que ao invés de provocar inveja, discórdia e riscos, funcionarão de maneira perfeita para a sustentabilidade e portanto, regularidade da fluidez temporal das sociedades transcendentais humanas.

A sabedoria ( genuína diplomacia) encapsulará a todos com seu manto da verdade e da perfeição e a manutenção de hierarquias se dará por critérios objetivos e sem sofrimento desnecessário, resultante dos conflitos evitáveis da humanidade.

Faça o bem, para todos, todas as raças, religiões e todos te considerarão como a um Deus encarnado, como o verdadeiro mensageiro da esperança, materializada em ação e reação perpetuamente perfeitas.

 

 

 

 

 

 

Dogmatismo e Inteligência

As eleições brasileiras de 2014 para presidente e governador, apresentaram padrões interessantes de votos, onde um importante percentual de estudantes e professores universitários votaram no partido da ”esquerda” política. A relação entre preferência política pela esquerda e inteligência técnica ou qi não é uma tendência observada apenas no Brasil, mas também é uma realidade para a maioria das nações ocidentais (bem como de  nações não-ocidentais como a Índia). Apesar das constantes mudanças de preferências políticas (dentro de um determinado limite) por parte das pessoas ”mais inteligentes” em muitas nações, parece claro que uma  alta proporção daqueles ”com” qi  acima de 120 sempre apoiarão partidos e ideologias esquerdistas do que partidos e ideologias conservadoras ou nenhuma ideologia.

O problema da crença política é quando ela atropela a lógica, a racionalidade e a realidade. E é muito comum disto acontecer.

Tal como acontece com os esportes, a arena política parece ser apenas mais uma versão moderna das velhas guerras tribais humanas.

O dogmatismo não é apenas a lavagem cerebral (em conluio com predisposições genéticas) habitual das religiões, especialmente as monoteístas. A ideologia parece ser a substituta ideal da religião. Na verdade, a crença ideológica é diretamente derivada da religião.

O dogmatismo se baseia em uma panaceia de factoides, isto é, de fatos incompletos ou meias verdades, que no entanto, são retratados como a mais pura verdade.

Mediante a ótica das múltiplas perspectivas, nada está 100% errado nem está 100% certo. No entanto, alguns pontos de vista estão mais próximos da verdade do que outros.

O dogma da ideologia da esquerda será o ponto de análise mais importante deste texto, visto que servirá como demonstração da desconexão entre inteligência técnica e sabedoria, que se consiste na verdadeira inteligência, aquela que encapsula todos os demais tipos de inteligência.

A crença esquerdista dita uma série de dogmas que como sempre acontece, são pintados como verdades absolutas.

São eles:

– A crença na igualdade humana, isto é, na igualdade biológica total de todos os 6,8 bilhões de seres humanos,

– A crença que a raça branca é culpada por todos os males da humanidade, que é uma espécie de câncer e que como todo tumor maligno, deve ser eliminada, (obs.: percebam que o sistema de crenças esquerdista entra em contradição ao tratar a raça branca como moralmente inferior, se todos  os seres humanos são iguais?!? Todas as raças seriam igualmente boas e ruins),

– A crença no ”racismo” e no ”preconceito” como ”pecados originais”,

– A crença no determinismo do ambiente como influência fundamental sobre o comportamento e potencial cognitivo humanos e isto implica na total negação do papel genético, entendido por eles como ”pseudo-ciência do século XIX”,

– A crença na inexistência concreta de gêneros,

– A crença no niilismo existencial, contrário à ideia de transcendência…

Este é um exemplo de ”verdades absolutas” que os monossilábicos, ad homineanos e lunáticos esquerdopatas vão te acusar de profanar verbalmente.

O espectro da razão, quanto mais extremo mais dogmático será. 😉

A resposta mais sábia será a mais ponderada, aquela que abarcará todos os pontos de vista e se constituirá na verdade.

O dogmatismo é a manifestação, a externalização de tudo aquilo que nega a sabedoria.

O dogma de esquerda que ”enfeitiça” tantas mentes tecnicamente inteligentes, nega uma série de princípios lógicos, que eles mesmos discriminam verbalmente como ”positivismo”. Ao negar fatos, abre-se um leque infinito de possibilidades para a criação de factoides, visto que em cada fato, está contido uma enorme quantidade de factoides.

Muitas pessoas inteligentes não são sábias. Elas podem ser denominadas como idiotas úteis, no caso esquerdista, ou simplesmente de estúpidas com talentos técnico-utilitários superiores como no caso de outros tipos ideológicos.

O fato é que as pessoas (verdadeiramente) mais inteligentes e portanto que são sábias, terão maior facilidade para encontrar fatos do que as demais. Fatos se relacionam com a realidade. Aquele que pode entender a realidade, pode agir mais inteligentemente em qualquer situação do que aquele que não pode ou que é fraco neste quesito.

O dogmatismo é um conjunto de aforismos baseados em factoides que são literalmente ”comprados” pelas pessoas, pela maior parte delas, que são incapazes de entender a realidade por conta própria e que não apenas funciona como um modelo de pensar e agir (ou não, 😉 ), mas também como meio para socialização.

 

Dogma, psicose e alto qi

A ”psicose” ou o ”espectro da personalidade psicótica” pode apresentar resultados completamente opostos quanto à capacidade de ver a realidade. Parece comum que em famílias com tendências psicóticas, nasça tanto o gênio quanto o psicótico ou lunático.

Lunáticos também podem produzir gênios, mais do que uma pessoa neurologicamente comum poderia fazer. Muitos filhos de gênios historicamente reconhecidos, ou foram medíocres, especialmente se comparado aos pais, ou foram de lunáticos. Isso sem falar dos filhos com autismo e esquizofrenia.

Nos níveis mais altos e nos mais baixos da inteligência técnica ou qi, a personalidade psicótica é muito mais comum do que nos níveis medianos.

Se com o aumento do psicoticismo, aumentam as chances de pontuar muito alto em testes de inteligência (qi), então a surpreendente relação entre alto qi e dogmas se fará presente.

 

Portanto, como conclusão deste pequeno texto, aquele que é melhor na capacidade de captar fatos, será indubitavelmente mais inteligente que aquele que só se prende a factoides, confundindo-os com a verdade.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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