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Sábia brincadeira de aprender

Eu aprendo, aprendo só de ver
eu aprendo, aprendo a me entreter,
brinco de entender, meu mundo jovem já é cheio de lições de moral,
me acumula de espaço e tempo, oh memória, que tem amnésias por aquilo que não importa,
aquilo que me falta, minhas raízes são mais soltas, eu esqueço e por isso invento,
esquecer para reescrever, criativo é seu vento sem zelo, que muda de passos quando esquece onde deveria prosseguir,
que chama a sombra de alma e a alma de olhares, que se esquece porque não está nem na terra nem no ar, não é senão mais do que um avatar,
c’algumas vezes, é preciso esquecer para aprender,
ignorar ou saber por si só, só pelo interagir, pelo olhar, entender com o corpo, absorvê-lo e renovar o sangue cerebral,
sábio o que guarda os erros também, preciso ser imperfeito, para buscar pela perfeição,
preciso reconhecer em mim estes parafusos soltos para celebrá-los ou para consertá-los antes que se libertem,
preciso o sentir, mais do que entender, porque só se entende pelos sentidos, pela empatia d’alma, por amar àquilo que se simboliza,
preciso errar para acertar assim como preciso do calor para sentir o frio fugir,
preciso ver algumas ideias voarem por minha mente genuinamente aberta, para capturar novas ou para observar estes balões coloridos se fundindo à nuvens grossas,
eu preciso perceber para ser sábio e criativo.

Confissões de um nunca-adolescente, astutamente indolente

A dádiva de se nascer incompleto

A dádiva de nascer incompleto. incompleto, criança pra sempre, que pulou a adolescência, que é um pequeno prodígio, que suas habilidades aterrissaram pueris em tenra idade, e não mais evolui por sua cognição, o faz com base no intelecto, aquilo que lhe restou, incompleto, que com seus pés descalços, olha infantil e pra sempre o fará, desenvolve a infância, sem nunca superar a barreira da ”vida adulta”, amadurece na simplicidade, arrogância vulcânica e passageira, na pureza lasciva de ser a sua eterna esperança de uma vida ”adulta”, pequeno em seus passos, potente em suas asas, continua a imaginar o impossível, a sempre ver o lado bom, e a estar espantado com a obscuridade  humana, a de ser o incompleto sábio, que vive do lado de fora da realidade contextual, que está fora dos muros do castelo, o observa por um teleférico ou balão de pensares, navegares por mundos nunca dantes pensados, se sente amado por sua dádiva, a de ser único, solitário e transeunte de perguntas e teorias, incompleto, que parou antes que todos, que não cresceu mais, que precisou ser capaz de se inventar, no desolador descompasso de seu pulsar, de sua vida intrepidamente interrompida, neotenica de alma, anciã de sabedoria, se criativiza para sobreviver a si próprio, é um constante conflito, um ínfimo universo ativo dentro de ti, o filho que sempre será, pervertido em seus passos mais animais, de certo que tudo conspirou contra o singular, e veja só, que lindo, teus grandes olhos testemunha noite e dia a contradição de ser uma aberração, mais anomalo que o bípede insano regular e ainda mais humano, mais particular, porque o auto conhecer é toda a hora, a cada minuto, vislumbrar o próprio instinto que troca luvas por sapatos, os pés pelas mãos, que é tão artificial do que uma torre parisiense ou uma obra de arte, e tal qual, duro de ferro ou de material, apenas observa os tropeços habituais de sua sina humanidade.

Filho do fenômeno, filho sem pai

filho d da raridade, filho sem pai nem mãe, filho que nasceu do fenômeno, da singularidade, do milagre ou padrões únicos, filho sem família, sem eira nem Beira, que não tem conchavos, que não é de uma máfia de genes, que é livre, até demais, que é louco em ser o contraventor-mor, que contradiz contradições, que é o fogo forte de um corpo fraco, que sente que todo o dia é diferente, que se sente e sempre se sentirá como um vento solitário, que de repente, faz balançar folhas de bananeiras e continua a sua caminhada, só.

Paixões são certezas e nós lutamos por elas

paixões são certezas, nós lutamos por elas, quando lutamos por nós mesmos, refletimos como um espelho aquilo que nossos neurônios se identificam de Imediato, racionalizamos a emoção e isso se chama ideologia, misturamos o pensamento racional para enfeitar nosso instinto sem filtro, que se expressa sem ser perguntado, nosso ponto fraco, nossas indissolúveis vaidades, transformadas em argumentos, nos enganamos e queremos enganar a todos, não pensamos pelos outros, em direção a neutra razão, mas para dar um sentido lógico à nossa vaidade essencial, e é por isso que ainda não deixamos a infância, como macacos-crianças, idealizamos, cristianizamos as virtudes transformando-as em metafísica, porque não podemos abandonar a nossa própria sombra chamada paixão, auto empatia em cada pseudo debate, mostrar-se mais do que fazê-lo sem compromisso tendencioso, não são fogueiras de egos, são salas cheias de espelhos, a verdade também está dentro de ti, mas tu és apenas parte da realidade. todos nós agimos como pequenos totalitários quando usamos nossas mentes prodigiosas para vender o próprio produto, a nós. ”Me compre, venha comigo, me adore, eu sou mais eu, que se dane a verdade ou a harmonia de todas as magnitudes de verdades, as pequenas e múltiplas peças que a compõe, eu sou um planeta e tudo gira em torno de mim, eu não vou equilibrar minha força aos outros planetas e produzir uma harmonia de sistemas solares ou lunares, e é por isso que eu só posso vos dar o meu caos chamado egoísmo alienado”.

O conhecimento dos próprios limites é a sabedoria

o conhecimento dos próprios limites é a sabedoria, a verdadeira e derradeira educação . a vida pode ser de um enriquecer profundo, mas especialmente para quem nasce curioso e ávido para obter seus maiores tesouros, sua procura é natural e algumas descobertas  se fazem com base no atropelo, de tanto procurar, tropeça naquilo que tanto almejava, ninguém nasce pronto, nasce potencial, para melhorar a si mesmo, construir seu próprio castelo, único, de tamanho certo, encomendado pelos deuses do mistério, lobotomia esta que chamam educação, acreditam que o sentido da mudança se faz ao natural, mas é certo que transformações não são nada sem a participação do essencial, a essência, que não podemos aumentar o tamanho de montanhas tímidas ou de modificar o estado da água, além daqueles que já conhecemos, que tudo obedece a limites e que o ser humano e seu comportamento, obedecem às mesmas leis que regem as formas inanimadas de existência, que a física prova nossa imutabilidade relativamente maleável, que tem muros que jamais poderão ser superados, transpostos. Que não há nada de errado em aceita-los, é pra isso que existe a criatividade ou adaptabilidade. o adaptar é modificar positivamente as duas forças que estão em constante atrito, o conjunto de variáveis inanimadas e abstratas, frutos do pensar complexo de criaturas bizarras e as variáveis biológicas que compõem essas pequenas Nações de um só cidadão, estes universos em ebulição pueril, que todos nós somos. Somos físico,e temos limites próprios assim como também possibilidades, conscientes ou não. que bom, não somos iguais, somos únicos ainda que estatisticamente aglomeráveis. A relatividade prova a existência de múltiplas perspectivas, mas certos olhares são quase tão abrangentes e corretos quanto toda a comunhão de todos estes, são hierarquicamente relevantes . Alguns olham com tamanha precisão, que faíscas de antemão, se projetam como deleite de sua enormidade enquanto capacidade de acerto. a educação não tem como princípio fazer-nos senhores de nossos próprios destinos mas de nossas obrigações enquanto ferramentas relativamente dispensáveis do sistema, que corrompe todos os nossos sentidos, enquanto que clamamos pela vida, liberta porém com responsabilidade, a maior de todas as formas de educação é o autoconhecimento, é o verdadeiro ato de evoluir enquanto ser humano, de também  ser útil pra si, e será pelo conhecer dos próprios limites que se poderá mensurar o tamanho de cada corpo e de seu potencial mais evidente. o meio não dita quem eu sou, minha adaptação é constante e talvez inconsciente, meu espectro de aprendizado não é infinito, eu preciso tatear cada parte do meu ser de pensamentos, de atividades. eu sempre monto  um novo quebra cabeças, mas minhas peças são as mesmas, minha comunhão de variáveis biológicas, as peças que precisam ser conectadas às minhas é que podem variar muito, eu dou a minha assinatura de interação a esta constante construção. o ambiente não sou eu, ainda que como o poeta morto vivo, este profundo místico e atipicamente racional, o empiricista das paixões, possa considerar-me como copiador compulsivo da realidade, do ambiente por si mesmo, de espelhar minhas ações a ele e de tentar espezinhar cada ponto de ruptura, meu sistema é supra-perfeito, porque busca a fidedigna representação da realidade.

O poeta, arrependido porém decidido

Se existe uma palavra mal educada e verdadeira que possa descrever o espírito de um poeta, não resta dúvida de que seja o ”arrependimento”. Os mais sublimes versos já escritos, em sua maioria, estão constituídos deste sentimento que tem potencial para ser corrosivo. O poeta chora pelas estrelas que pode ver, porque se pudesse, se tivesse uma força profunda e mesquinha dentro de seu ser, se cegaria para que não mais cheirasse o aroma de sua própria profundidade e de sua consequente consciência de morte. O poeta ama a vida que tem, mas a odeia também. Sua alegria ao encontrar a beleza de toda a natureza, respirando arte em seu estado mais puro e singelo, é contagiante, tal como falar de amantes inflamadas de paixões desconcertantes ou de juras de amor alçadas no esplendor da juventude, todo o sentir sem o filtro de verdades e certezas, estéreis de vivência e de consumação, que se consistem todas as matrizes de padrões de ilusão coletiva, que é o ato de dizer sem agir, de abusar das palavras, açoitá-las com a língua como um chicote, na tentativa de lutar contra a constante maré da liberdade associativa chamada verdade absoluta, a mãe de todas as filhas, as verdades imaturas ou que dependem da hierarquia e combinação para se sustentarem, imaturas como peças desgarradas de um quebra cabeças ou de mentes frescas e pueris que estão apenas tateando o mundo. O poeta sempre se arrepende e despeja este lamento de uma improvável recuperação, em seus versos mais tristes e solenes, emana dor de uma ação, um desenvolvimento inato, de sair do conforto de bênçãos sem substrato, em direção à meia verdade, entre o mundo do misticismo consciente de animais evoluídos em seu ato mais conhecido, mentir pra si mesmo e viver, e a verdade apessoal, assombrosa de um universo que não responde aos choramingos teus. Se arrepende, mas não tem volta, porque este é o seu lugar, se desenvolve, independente da escola ou da igreja, porque é certo que estas meias certezas te engolirão como seta do destino a lhe apontar, desde cedo sente o teu coração se apertar, mais e mais, sente medo mas não tem como se desvencilhar, não é cientista, frio em seus cálculos, másculo em sua bravura de olhar sem paixões, porque o poeta é o último dos místicos e o primeiro dos céticos, é o intermediário estado da melancolia, que é apaixonada e teimosa entre os espíritos que crêem, e  é bem mais contida e metódica, o cientista sem ter a sede e razão de viver, vive porque sabe que é aquilo que deseja fazer, sua mente lhe prepara antes de nascer, é um ser sem tempero, teu sabor e o teu cheiro não tem artifícios de paladar,  degustas a vida sem vivenciar toda a sua brisa de atitudes e de sentires, é tão certo de ti quanto é de sua realidade. Por este lado, se parece um bocado com o místico, ora dogmático, ora catártico, ora poético, a caminho da bílis triste deste tipo, o mais errante em estar certo de si é o poeta. Este é o que menos sabe, e talvez seja o mais sábio, neste aspecto, ele não duvida, ele vive a dúvida. tem mais perguntas que respostas, porque tem mais angústias que alegrias, é feminino, instável, temperamental, apaixonado pela vida, curioso sobre a morte e incapaz de estabelecer amizade com a dúvida. esta mais lhe parece com a mulher que casou por dote, que fode sem qualquer amor, ainda que sinta desejo na penetração, é um casal que se aguenta pela inércia do equilíbrio que emanam entre si. Funcionam de um jeito, mas precisam sacrificar o outro, onde se basearia no amor. Arrependido, o poeta é, mas está decidido a continuar seu caminho solitário, sociedades de poetas mortos existem, mas não existem as sociedades de poetas vivos, parecem se repelir quando tentam se encontrar e conviver, talvez porque precise do contraste, de triste, basta ele, o poeta e seu cantarolar.

Mais pensares…

Lança o olhar, o bote

A cavucar pingos de Brahman, saltar sem qualquer panorama, antes, o olhar, o bote, cheira perigo, se ascende e morde, dentes e segura o fôlego, em breve, tu vens me atacar, eu replico no teu olhar, meus olhos brilham, se prepare, seu covarde, tua liberdade, eu vou cortar, asas de Santo, de um vigário malandro, eu te conheço, não penses que não sei, tua mentira eu disfarcei, uso-a como vigília do teu erro, verdades ei de dize-lo, te deserdo e no aperto, eu vencerei, não tenho medo, eu sou como tu, mas melhor, disto estou certo, indiano em desespero, casta fúnebre do teu rei, tu és um homem sem lei, franze atesta, admite que ganhei, de novo, neste jogo de pensar como um corvo, não te aliviarei.

Sonho, um lugar comum de estórias sem sentido

Se sente, quase ausente a lógica dos eventos,
O que acontece aqui dentro ó, em minha cabeça grande, é ignóbil, sonhos puros de um trajeto, minha estória sem estar nele, o narrador como o primeiro, a pessoa a vivenciar algo que está em sombras de confusão, uma certeza que é apenas mundana,  acordar e sorrir, éé, meu caminho é Este aqui, o meu, o véu da noiva noite o faz sorrir, ao abrir dos olhos, o Sol nasce, a coruja dorme e tu renasce, que vida foi aquela que encarnaste?? O sonho e seus mistérios, que bela arte, a consciência de não estar ali, mas de fazer parte, por que tu gargalhaste?? É verdade!!

Um pé lá, outro cá

Criança, mortal, aí de mim!!
Arrogante e pedante, uma jovem sina,
Seus poucos anos a postular, EU SOU!!
Cara criança de face branca, então, tu não és!! É um bezerro desmamado, ainda vai ser!! Podes crer, mas eu ainda serei!! Dizes a mim?? Eu sei. Serás o que me transformei. Tenho muito mais memória e sabedoria, tu nem sabes, ainda aprenderá muito, sabia??
Claro, mas tens inveja disso aqui. Olhe pra ele, lembra-te?? Eu posso acaricia-lo e senti-lo. Mas já passei por sua perda, agora o esperarei aqui e depois, vou ama-lo pra sempre, cultiva-lo como uma bela jasmim, meu cão amigo, eu entendo, eu sei que já te perdi,
Não amola, não inventa, eu ainda estou aqui, não me dê sermão, eu entendo, é hora de dormir!!
Eu sei que vais sonhar com um pesadelo, verás mil faces e mil pernas a te encobrir, um oceano de opressão vai sufocar a sua razão, vais gritar por mãe e lamentar por esta sensação,
Meu amor é eterno, ele está no meu coração, não te lembras? Eu nunca esqueço. Mas não me peças para dizer sobre endereços. Meu lembrar é como o luar, é preciso e verdadeiro. O irrelevante eu logo deixo prosseguir para o teu esquecimento.
Boa noite criança que eu vi crescer, que eu fui.

O matóide, o cavaleiro do genio ao avesso

Ele sente apreço, a necessidade de se mostrar,

quer gritar ao mundo sua mais nova descoberta, seu jeito todo singular,

quer modificar a beleza para se adaptar a sua miudeza de caráter,

ele sequer sabe, de tão louco aquilo que lhe falta,

daqueles que passam longe de um sanatório,

qualquer um pode acreditar, ”este aqui é sóbrio”

mas é aí onde começa o velório, da imaginação e da inteligencia,

ele sente que tem uma missão a cumprir,

mesmo que não se faça na competencia,

é uma vontade louca a lhe engolir, chamada narcisismo,

O matoide, em seu cavalo manco,

que luta contra o mundo inteiro, contra as mais singelas evidencias,

contra fatos e consistencias,

o genio ao avesso, que não quer saber, quer entreter,

quer que tu agonizes no teu olhar, quer te conquistar,

a verdade é um meio, não é sua finalidade,

é apenas uma palavra e não a realidade,

não usa Deus, mas o Diabo,

vamos jogar-lhe alho, para que volte ao teu túmulo,

de vampiro da sabedoria e da liberdade,

que se faz na autoconsciencia, e na responsabilidade.

Você grita, eu sussuro…

Você interage, eu reflito,
Você agoniza, eu me contenho,
Você descarta, eu cultivo,
Você age, eu penso,
Você perde, eu ganho,
Você engana, eu aguento,
Você brinca,  eu  sonho,
Você atrai, eu afugento,
Você é um livro aberto, eu sou um livro fechado, que precisa ser folheado,
Você tem certezas, eu tenho verdades,
Você prefere  a ilusão, eu prefiro a liberdade,
Você não é de sonhar e se confunde na realidade,
Eu vivo de sonhos mas sempre busco a literalidade, o Real,
Você é pura simpatia, eu sou mais empático,
Você é subjetivo, e eu enfático,
Você não liga pro tempo, eu brigo com ele,
Você reza no templo, eu rezo na Rua, em qualquer lugar,
Tua vida é uma peça, minha vida é real,
Tua emoção é ensaiada, a minha é imediata,
Tua coragem é força bruta, minha coragem é para quem luta, mesmo sem ter músculos para medir,
Teu mundo é de artifícios, no meu procura-se amigos, são tão poucos,
Você é evoluído, eu sou atávico,
Você quer ser um milionário, eu sou solitário,
Você gosta de praias, eu de montanhas,
Tua música é de momento, a minha é eterna, eu só lamento, não gostaria que essas diferenças existissem, nem que você fosse tão inconsciente desta realidade, eu não quero conflito, eu quero a solução, você me irrita e me causa aflição, eu nunco provoco, nem quero atenção, você me dá choque, eu quero compreensão, ninguém nasceu pra sofrer, escute deste ermitão, eu não quero você, não me queira então, teu mundo eu não quero ler, não quero mais não, não quero me integrar para que me desintegre aos teus caprichos, eu quero uma vida leve bem longe de ti, tua estupidez não é pra ser compreendida, você tem estado no controle, deixe estes ”selvagens” escolherem qual caminho seguir.

O terceiro olho da intuição e do instinto

O instinto fareja presas e predadores,
A intuição presenteia seus donos de 3 sabores,
O terceiro olho, abre-te e olhe sem olhar, olhos da percepçao, vê-se pelos sentidos, pelo corpo inteiro, é a intuição,
Sente antes de racionalizar,
Porque o sentimento é o tom desta música a soar,
São os olhos da sabedoria, de águia de presa fria, ser o próprio dono, de ser o seu destino,
Que as fofocas da gentalha são irrelevantes, eu não vejo apenas um país ou rio, porque eu vejo o mundo inteiro, até o inferno de Dantes,
Que do alto desta cordilheira, eu posso encontrar padrões na terra que incendeia,
Fogos de paixão sem controle, que selvagem, só encontra a razão pela domesticação,
Adultos crianças e crianças adultas,
Meu cérebro é grande e minhas mãos são de anjo, eu tenho sonhos pueris mas minha barba é de marmanjo,
Eu escrevo sobre a menina loura de Arcangel,
Mas eu prefiro continuar neste vôo rasante, em busca de amantes e de porquês,
Porque vivemos de perguntas, nos alegramos pela mentira e brigamos pela verdade,
Que Deus é o pai vigoroso, que nos esconde torpes porosos,
Mas o sagaz satanás nos brinda com a liberdade, de sermos muleques de pés descalços e sem responsabilidade,
Me chamam de louco porque eu só vejo a verdade,
Mas projetam suas gêmeas personalidades, com tuas mesmas faces mas diferentes vontades, uma quer a destruição, a outra, a seguridade,
Eu quero apenas a compreensão.

O passado é a vida?

A morte é o futuro que se acabou??
A poesia é a canção de lamento por esta angústia imensa,
O disco quebrado, o espaço de cronos destinado, porque estamos enclausurados, no corpo da matéria, e no corpo do tempo, no pergaminho que se desdobra, no bolor de células porosas,
Somos uma nova sopa primordial,
Morremos quando o futuro chega, nascemos quando o passado volta, revolução é a vida, será que está presa nesta realidade cronológica percebida?? Será que quando morre, renasce na mesma sala, na mesma hora,  3 ou às 4, os mesmos pais, o mesmo dna?? Viver novamente?? Mas e o calvário da doença?? Será o mesmo pela eternidade?? Ou a combinação não será única?? !! Seremos nós mesmos, mas menos o que somos hoje, menos o que fomos ontem, mais do que seremos amanhã,
O Sol sempre nasce, o ciclo é perfeito, uma máquina impressionante, o mecanismo e suas roldanas, há tanto espaço!! O que há de baixo daquela saia preta?? De xiita religiosa, de velha rabugenta e preconceituosa?? Que hipócrita, serve aos deuses da idolatria, que com sua calda grande, invade o chão encerado, o que há de baixo daquela saia? Das estrelas?? Matéria pesada, tecido bruto, que a gravidade não aguenta manter  ao ar, cai ao solo e se espalha, ao buraco negro, a tudo sugar, escuro e misterioso, enquanto que a tsunami de concreto de estrelas, ligeiramente ossificada, está logo ali, no mar de espaço sideral, o ar aqui nos convida para uma dança de Dante, do inferno quente de vulcões, nossos pais naturais, que nos salvam com seus bafos de calor de vida, se tudo é tão frio e brutal, se o espaço esmigalha seus próprios filhos, o núcleo esquenta e nos dá um pouco de brio, de Deus. A nuvem, o vidro embaçado de chuva, e os pingos que dão liga.
O passado é a vida, a morte é o fim do disco e o início das mesmas canções, mas cada nova velha canção, se sentirá diferente, que antes se sentira ardente, agora se escuta condescendente. A vida que passou e a morte que chega é o repetir de uma mesma cascata de dejavus impercetíveis, as boas  lembranças são as melhores alegrias, ao nascermos, não lembraremos daquilo que vivemos, mas podemos pressentir semelhanças e causar calafrios, a sensação de já ter vivido, porque já foi sentido. Será?? Presos sem ter consciência, em um mesmo espaço de tempo, mas nascidos com uma nova pele, que modifica pouco, que sorte, ainda seremos nós, mas menos aquilo que somos agora e mais aquilo que seremos amanhã. Nossa razão fundamental de viver, estará em outra latitude do que agora, um outro epicentro de degeneração, consumir a alma por um grito de tom mais distinto. Será??

Empatia é o agora e A natureza de uma cobra cega

Empatia é o agora

Empatia é o viver agora,
É o presente de cuidados e zelos,
É a prevenção para não remediar,
É o amar hoje, pra não lamentar amanhã,
Porque o lamento significa uma vida em vão,
É a paralisia das ações egoístas, o corpo precisa evoluir com o ambiente, o progresso sem respeito, é o mesmo que o concreto sem coração,
 Coroemos as boas ações, mas especialmente aquelas, que advogam pela razão,
Que amor de mãe não tem limites, mas que ”o juízo do pai” precisa ter seus trâmites,
Sem a metade da outra moeda, não haverá sabedoria,
Ser bom não é ser fraco,
A Fortaleza do caráter que define a beleza da verdade, que em prática se traduz em harmonia bem fundada,
Que o detalhe vos abilite, que cada pequena ação é um açude, a encher-se de água para sanar a sede, daqueles que clamam por uma mão.

A natureza de uma cobra cega

Ingenuo é aquele que não pode ver maldade,

cego é aquele que não pode ver o que há em sua frente,
uma cobra nunca é ingenua, ela vive de instinto e veneno,
que algumas não são venenosas, mas atacam rente ao vento,
a esquerda, vive o bom pensador,
mas que pensa sem temor, de ignorar as duras verdades,
que o chão não é um algodão, é tão concreto quanto a realidade,
vive em um mundo de abstrações e de achismos cheios de certezas,
que não podem construir uma narrativa derradeira, vivem de frases soltas pelo ar,
cabeça aberta, a lógica sai voando, o prédio de tijolos se desconstroi, 
tudo o que existe se distorce, e tudo onde reside maturidade é apedrejado,
cobras cegas seguem seu instinto, de atacar com seu ferrão venenoso, sem olhar,
porque confundem a dor com carícia, com prazer,
porque confundem tudo, sem saber,
mas sabendo…
a lógica se faz pela memória objetiva,
que emotiva, se busca pela sabedoria,
300 mapas de alegorias, onde que a abstração complementa a razão,
onde a sabedoria popular complementa a sua irmã filosofia, mais sofisticada,
onde não existem classes sociais de pensamento,
a percepção de criança daquele que usa mão para o sustento,
daquela que nasceu aprendendo que sua vida seria de trabalho e salário lazarento,
o garoto esperto que aponta para o rei nu,
para abstrações sem sentido, que entende política só de ver,
não é apenas intuição, é instinto,
tudo o que não existe, existe, 
mas para uma cobra cega, o olhar sábio é inútil e intermitente,
tal como o apendice que mais parece um rabo de antes,
quando ”éramos” todos macacos,
mas nunca fomos, não somos Matusalém, 
a natureza do veneno as cegas,
que semeia a destruição e confusão, mas pensa que está fertilizando amor e compreensão,
que somos todos crianças,
mas algumas são estúpidas e destemperantes,
e os poucos adultos neste mundo de rótulos vazios,
sabem reconhecer essas diferenças,
que a cegueira não significa ingenuidade, mas um profundo amor pela bondade,
que cega mesmo se podendo ver,
que muitos são ingenuos, até sábios nazarenos,
mas que alguns são mais como cobras cegas e venenosas,
que atacam e amam sem perceber,
que a justiça pode ver, porque a neutralidade não é para quem tem faixas nos olhos, mas faíscas de precisão,
e a visão deficiente de um ”bom pensador”, se dá justamente por causa de sua confusão,
ataca o certo, ama o errado,
te acusa de louco, mas é o mais lunático,
pobre cobra, pobre de nós.

O amigo que eu desprezei

Naquela tarde quente,
Naquela caminhada de sempre, o ausente se fazia notar,
Até que um amigo paralelo à minha marcha, pôs-se a me fitar,
Suas quatro patas, sua sabedoria extrema, seus olhos doces, seu rabo a balançar,
Sua beleza em convite de um novo compartilhar,
Amizades e alegrias, tristezas e ousadias, ao horizonte se desvendar,
Mas a frieza desta alma, que com sua destreza em precisar,
Calculou que a vontade não pode ser no impulso, mesmo que o amigo mereça este pulso, este calor de aconchego,
Que solto às ruas, vulnerável aos perigos, esta criança merecia ajuda,
Mas minhas mãos estavam desnudas, nada posso, apenas me congelar,
Entrego mais um necessitado à própria sorte e me vejo novamente na mesma sina,
A de conter minha solidária solidão, quando colide com o frio chão,
De concreto e de pesar,
A balança da razão que muitas vezes nos puxa de um turbilhão de emoções genuínas, de não ser apenas potencial mas ação, de ser legítimo, de oferecer o pão,
Mas a grande força e vontade que estou a alimentar, é irmã siamesa de minha fraqueza, enquanto que faz acontecer, aconteça só, dentro de minhas fronteiras e meu mundo é um berço pequeno, que não pode ser, não pode se expandir por causa de sua complexidade e pouco faço para abraçar estas pessoas e seres que também precisam ser legítimos em sua vida, porque só é realmente vivida em sua plenitude, e seu maior desenvolvimento, se dá em um invólucro de atitudes, serenas e corretas.
Fim da reta, a caminhada acabou, a muitos anos, este meu amigo não mais fitou meus passos,
Continuo a caminhar só para luz, mas os outros continuam parados em sua agonia, de pisarem uns nos outros, sem sentir, que a verdadeira penitência é de desprezar a ajuda de um faquir, coloque seus pés em cima dos meus, para que possamos passar por este mar de espinhos, mas meus sapatos são vagabundos, a vontade é muita, a possibilidade ( ainda)  é pouca, minha solidariedade é rouca, eu mesmo não posso ouvir. Quero falar e transformar palavras em vidas de afeto, mas se eu deixo este mundo de pensar, eu enlouqueço, preciso me adaptar deste meu único jeito, para que nunca mais faça, poemas de um lamentar.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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