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Novo combo de pensamentos, poesias e filosofias

1- Contribuiçoes do espectro do savantismo ( incluindo obviamente o  autismo ) para a civilização.

Beethoven, Michelangelo, Sócrates, Confúcio, o índio xamã ou o arquiteto que projetou as piramides do Egito. Todos eles tinham algo em comum. Foram solapados pelo eco da precisão cognitiva que se caracteriza o núcleo espectral dos savant e dos autistas que são parcialmente savants. Se não fosse por estas variações de cognição e personalidade, as civilizações não teriam florescido (e enegrecido o manto verde)…

Belos olhos de reflexão,

mãos que flamam pela precisão,

nascido para moldar, para humanizar elementos sem vida evidente,

para enfaixar as mãos de areia e pedra da mãe Terra, para refletir nossas angústias e alegrias, 

para confirmar o poder de despóticos absolutos,

para aumentar a fantasia daqueles que se esquivam do mundo real,

mentes que nasceram diferentes, que se banham em água ardente do pensar e do pesar,

mentes únicas, a singularidade que transforma o pó latente em alegoria divina,

a fonte única de onde brota todo o talento humano… o sábio que em frances, se traduz savant,

e reluz a rebeldia da antropoessencia.

 

2- Democracia é irracional, a maioria nunca esteve predominantemente certa sobre nada.

 

Em um mundo em que ”somos todos iguais”, a democracia faz sentido. Mas as massas sempre foram estúpidas e talvez sempre serão. Então, o poder do ”povo”, significa por si próprio, a idiocracia, o estúpido impondo suas distorções da realidade a partir de diretrizes sussuradas por psicopatas, o sistema de indivíduos psicopáticos manipulando a opinião da multidão de mentes dependentes e voce e eu, eu e voce, no meio de toda esta loucura.

A conformidade só funciona para aquilo que é lógico, racional, empático e holístico.

A democracia não é uma virtude,

idiocrática em sua plenitude,

as massas são uma aglomeração de mentes dependentes,

o senso comum não substitui aquilo que está sempre certo,

o infinito das respostas perfeitas, é superior a frivolidade daquelas da igreja,

ou da universidade…

O poder do povo, é o zumbir do lobo,

que surrura travessuras e gostosuras,

As pessoas devem aceitar com alegria que os representantes de Deus possam e mereçam governá-los,

que sua balança de amor e razão não virá para doutriná-los mas para se achá-los em meio a teia do existir,

deixe o sábio transcender o seu ato, de consumir a sua conservação presenteando o paraíso que tanto quis…

 

3- Todos os animais (e todos os seres vivos) tem as suas respectivas ”religiões” instintivas ou instinto específico, que podem ser chamadas de ego-especismo.

 

Negar a realidade e amar a si próprio, ”desprezando” as demais espécies, não é uma particularidade humana… não mesmo.

A alienação especiecista é a pedra filosofal-naturalista…

Todo ser vivo tem o seu cristo.

Vive dentro de tua matriz,

cheira o teu cheiro mas não daqueles do outro lado do rio,

sente aquela sensação que apenas os teus podem sentir,

cria um Deus todo poderoso que na verdade é apenas a metalegorização de sua mente de multidões,

precisa estar conectado com os teus iguais, de um jeito ou de outro,

porque a união faz a força e a força quem faz é a natureza,

Se aliena sem ter qualquer consciencia disso,

Se sente o centro das atenções, porque o ego é o fogo da conservação,

da mesma maneira que formigas minúsculas esbanjam músculos de cooperação,

tudo é centrismo, tudo é centrado, é centrico e é alimentado pelo excentrico,

A inconsciencia egocentrica da espécie é a religião primordial,

Talvez o próprio universo também se aliena quanto aquilo que lhe causa desgosto ”ou” que não lhe é familiar,

Somos crianças, mas criança é apenas mais uma palavra,

Todo ser tem o seu Deus e todo Deus é o reflexo ”perfeito” de si,

Alguns se veem no espelho e penteiam seus cabelos cacheados, outros vivem o espelho, sem precisar deste objeto quebrável para alimentar a sua chama…

 

4- Parasitismo e a alegorizaçao Cultural do déficit. O exemplo ”darwiniano”.

 

Eu já comentei aqui que não existe maldade a partir de uma perspectiva evolutiva, mas sim, um déficit em certo atributo cognitivo que expresssa cooperação.

Em minha recente leitura do livro ”Seleção Natural” de Charles Darwin, eu encontrei a mesma constatação que cheguei sobre este assunto. O parasitismo, uma das manifestações da ”maldade” na natureza, na verdade, se constitui fundamentalmente em um déficit cognitivo em que as espécies dotadas deste ‘perfil’, ”se especializam” neste tipo de comportamento. Eles só sabem fazer isso… da mesma maneira que os predadores não tem culpa, ninguém tem pra sermos bem sinceros e hiperrealistas.

Da mesma maneira que o matemático desde a tenra infancia já demonstra grande motivação para estudar matemática, o psicopata apenas se utiliza de sua técnica de auto-conservação, produzindo a sua cultura neurológica habitual, o parasitismo ou o predadorismo.

Não estou defendendo bandido, estou defendendo uma maneira realmente racional, holística e diplomática de solucionar os problemas morais humanos e nada mais correto do que mesclar nossa maneira de alegorizar, humanizar a realidade, com a realidade que é independente de um viés feito por um observador, é porque é.

O exemplo dos pássaros cuco é muito interessante visto que algumas espécies ainda conseguem construir o próprio ninho. Só que estes ninhos serão de baixa qualidade ou serão construídos em lugares inapropriados. Observa-se aí uma tentativa de se produzir algo por um ”parasita”, só que como ele não é capaz de faze-lo, acaba explorando o trabalho alheio. Sim, novamente a lamúria esperta que poderá ser usada por muitos psicopatas…

”Eu nasci assim e só sei fazer isso”

Faz sentido.

Este exemplo foi usado por Darwin para mostrar como que o ”instinto” pode variar entre as espécies. O mesmo pode ser comparado ao caso dos seres humanos ‘anti-sociais”, em que a tentativa de ser empático, na maioria das vezes terminará em desastre.

 

A maldade, que a mãe natureza me pregou,

com um prego que fez sangrar o coração de imaginação cristã,

resvalou sangue e me fez gostar de ti,

tornou-me um alguém que foi em direção a outro caminho,

que ao invés de construir, prefere aproveitar daquilo que os outros produziram,

é o instinto, tudo aquilo que minha mente guardou e pode fazer,

vítimas, eu, o predador, ou eu, o parasita,

ei de conquistá-las,

esta mente inconsequente não evoluiu para buscar por Deus, a perfeição,

não me culpe mas me ajude, 

eu não tenho culpa,

e nem voce.

 

5- Não confunda humildade com auto depreciação.

 

Nem precisaria de um mini texto para comentar sobre este título. Pessoas orgulhosas e até mesmos aquelas que são narcisistas podem ser humildes. Duvida**

A personalidade, assim como a inteligencia, é multidimensional, a nível individual. Depende apenas de qual perspectiva de interação que estivermos falando. Não é contraditório, é individualmente diverso e complexo.

 

Comigo não meu irmão,

eu sou orgulhoso de mim, 

mas prego a humilde reflexão,

eu não sou um, mas vários,

pois me concentro em 3 personas,

nada de auto depreciação,

pra isso, basta-me a dúvida.

 

6- Algumas diferenças qualitativas de tipos mais generalizados de ”genios”.

 

A relação entre predisposições psicopatológicas e genialidade, parece se dar principalmente no reino dos genios artísticos, filosóficos e ou literários.

Eh sempre importante especificar de qual grupo que estamos falando…

No entanto eu tenho a impressão de que a incidencia de ”personalidades extremas” será muito mais comum entre os grandes genios do que em relação aqueles que definimos como tal mas que serão mais como ”semi-genios” ou ”superdotados de alto funcionamento”…

Parece que a incidencia de ”psicopatologias” também tenderá a ser elevada entre os grandes genios da ciencia. Lembre-se, estamos falando de poucos indivíduos e não de uma multidão na casa das centenas de milhares.

A relação organicamente correlativa entre genio e ”personalidades extremas” parece se assemelhar aquela que existe entre o mesmo e o canhotismo. Em uma multidão de superdotados ”comuns”, nós teremos poucos canhotos porque os mais altos níveis de inteligencia neurotípica serão caracterizados pela predominancia de atributos fisiológicos e neurológicos contextualmente positivos ou que estão sob forte seleção e aperfeiçoamento.

No entanto, quanto mais alto subirmos a montanha do intelecto, mais perigos encontraremos.

Médias acumulam maior fitness ou saúde enquanto que os extremos, quase sempre terão como resultado algum tipo de desequilíbrio.

Os mais altos níveis de sapiencia da espécie me parece ter uma tez filosófica profunda, porque ao contrário da ideia termaniana de super funcionalidade, os grandes genios caminhariam para serem o bio-produto de desordens organicas. Isso prova a teoria lombrosiana que define o genio como alguma forma de ”doença mental”, enquanto que também prova a teoria termaniana sobre a funcionalidade acima da média do ”superdotado comum”. A natureza filosófica da genialidade se dá por causa da quase-necessidade de haver alguma desordem organica que possa elevar a autoconsciencia, uma das características mais significativas desta condição única e poderosa.

6.1- … e o ‘genio sábio’ como o verdadeiro representante de ”Deus” no mundo, nada de padres (ao menos se forem sabiamente geniais). O ”homem por inteiro”, a antítese da dualidade primordial.

Deus é a perfeição onde vivemos, é o todo, é tudo. Nós somos parte deste grande e misterioso organismo fenomenológico que ”a tudo” encapsula. Somos filhos do atrito, eu já disse. E somos atritos tal como nosso grande e singular pai, porque filho de peixe, peixinho é, filho de Deus, atrito é.

Os sábios são aqueles que mais aproximam da verdade divina, a busca pela perfeição, se toda a cadeia desarmonica predisporá o organismo a sua própria destruição.

Ao contrário dos ”representantes de Deus”, que nós nos habituamos a conhecer, apenas aquele que é dotado de grande capacidade empática, holística e racional é que poderá ser considerado, tratado como tal. Todas as hierarquias eclesiásticas são apenas a tentativa de emular aquilo que pode ser visto a olho nu, a busca incessante por Deus, pela verdade ou verdades absolutas que o sábio é tão talentoso na prática.

Apenas aquele que pode ver os dois lados deste mundo naturalmente instintivo e competitivo, em que vivemos, que poderá desenvolver as respostas mais sábias, mais apropriadas para cada situação. Um rei salomão sem trono. A inércia de mantras e a retroalimentação das incertezas existenciais de pessoas inseguras com base na invenção de estorinhas fantasiosas, não representa a sabedoria. Apenas o sábio que poderá faze-lo.

 

Perfil incomum de personalidade x cognição

 

A singularidade do comportamento e da personalidade em conluio com a ”cognição” (a capacidade técnica= memória, capacidade de replicação do conhecimento ‘adquirido’…) podem ser importantes meios de se avaliar o potencial criativo. A personalidade singular por si só já é uma forma de manifestação criativa, tal como as plumas de cor incomum de uma ave, por exemplo.

 

7- Herança vertical de ideias e as mesmas como prelúdio a ação…

 

Se voce for uma pessoa honesta ou dentro do espectro maior de honestidade, então será mais propenso a transformar as suas ideias em ações. Para pessoas onde os fins não justificam os meios, as ações são o caminho natural das ideias. As ideias são embriões que poderão nascer e se tornar ”realidade”.

A herança vertical de ideias é outra proposta interessante onde que caminharemos para internalizar ideias, especialmente quando são produções independentes ou herdá-las, quando são de outras pessoas.

Da mesma maneira que compramos coisas e guardamos em nossas casas, também fazemos o mesmo com as ideias.

 

8- Aprendendo a entender testes de personalidade: “vc está fazendo isso errado”.

 

Santoculto, o idealista (INFP) racional (INTJ).

Todos nós somos um pouco de tudo,
Não existe ou então é muito raro um perfil ”puro” de personalidade,
Se entenda primeiro, compare seu auto julgamento com os resultados dos testes e chegue num consenso depois, baseado em neutralidade e parcimônia.

 

9- Tamanho da população fundadora para explicar comportamento coletivo predominantemente tribalista.

 

Tipo de personalidade,

Tamanho da população fundadora de uma determinada etnia, raça ou povo,

Enfatização cultural coletiva (seleção dos mais adaptados a proposta cultural e ou ostracismo ou expulsão dos menos adaptados) ou ciclo da cultura, a retroalimentação de uma proposta hierárquico-coletiva,

Seleção com base na conformidade comportamental ”ou” des-seleção dos inconformistas.

 

10- O extremismo do hábito equivocado em todas as suas manifestações.

Crenças fantasiosas potencialmente conflitivas está para o alcoolismo…

O dogmático estúpido é um alcoolatra viciado em ideias equivocadas.

Algumas pessoas se viciam em drogas, álcool, sexo, outras, ou muitas, se viciam em ideias equivocadas.

Pode controlar o vício, mas alguns serão tão acopláveis a personalidade e a cultura neurológica, tal como o vício de drogas pesadas como o ”crack”, que serão muito difíceis de serem removidos.

Vale ressaltar que nem todo dogma que será ruim, mas geralmente, dá-se uma enfase de natureza negativa a esta palavra, que significa que seja o certo a se fazer.

As ideias de maior hereditariedade ou força serão aquelas que se comunicarão mais intensamente com a essencia da personalidade. Portanto, algumas ideias são naturalmente compradas por certos tipos de personalidade e cultura neurológica (a interação entre cognição e personalidade e a construção da própria cultura, o valor semantico que damos a vida, a nível individual e personalizado).

 

11- O problema do conflito entre empatia e honestidade.

 

As pessoas muito honestas podem parecer muito brutas em relação aos outros.

 

12- Epigenetica, a seleção natural dos ”excluídos”. Quanto mais selecionado for um traço, mais fixo se tornará, mais demograficamente generalizado será e mais ”perfeito” será, especialmente em termos de saúde.

 

13- A onipresença do ”savantismo” no Reino animal não-humano. E o equilíbrio dos sentidos da espécie humana como marcador de sua singularidade, a razão da complexidade do seu cérebro e de sua capacidade de entender globalmente a realidade percebida.

 

Todos os animais não-humanos apresentam hiper-especialidades cognitivas, tal como os savants humanos…

O ”savantismo”, a super simetria cognitiva, parece estar onipresente entre os animais não-humanos enquanto que parece estar mais equilibrado entre os mamíferos mais próximos de nossa espécie e de nós mesmos.

Seríamos consideravelmente mais equilibrados em todas as funções organicas (e mentais), que justificaria nossa excepcionalidade mental. Super olfato* Super visão* Super paladar* Não, apenas humano, ”equilibrado” e ”capaz” de entender a realidade com todos os sentidos.

Por que a ”doença mental” persiste entre os seres humanos**

Porque a grande maioria é composta por doentes mentais tecnicamente funcionais…

Se voce (”ainda”) acredita nessas fantasias, então desculpe mas é provável que tenha algum deficit de percepção lógico-racional, semelhante a de um esquizofrenico típico e portanto se consistir em um ”doente mental”.

Voce está doida pra ter um casaco de pele ”liiiiiiindo”’ destes pra poder fazer inveja nas inimiga e mandar beijinho no ombro** Mas e os animais que são caçados e assasinados para alimentar a sua estupidez tipicamente feminina*** Se voce respondeu afobada e vergonhosamente que sim, que está doidinha pra ter em mãos (e costas) estes belos casacos, então me desculpe mas é provável que tenha algum déficit de percepção empática e seja como uma prima de quarto grau de um psicopata, ou seja uma doente mental. Ou uma avoada que não sabe fazer contas simples. De um jeito ou de outro, voce estará errada e com probleminha na cabeça ok**

Voce já viu uma cena dessas ou similar e nunca fez nada para acabar com a briga ou pior, até achou graça em um marmanjo sádico fazendo maldades com um garoto magro e de óculos** Então filhote, eu acredito de boa fé que exista algo de errado com voce, especialmente se tentar dar qualquer justificativa quanto as suas atitudes do ”passado”.

Tu pensas que guerras são de alguma maneira justificáveis** (sim, eu tenho batido muito nesta tecla, mas por que será**). Novamente, tem algo de psycho que eu estou percebendo em ti… não me leve a mal.

Voce acha mesmo que não existem diferenças entre as raças humanas** Ok, de o nome que voce quiser a elas, raças, grupos, sindicatos bio-locais, não interessa… voce deve estar percebendo que as moças acima não são iguais não é** Pois me perdoe, porque se voce pensa que sim, que raça é ”apenas cor da pele”, eu sinto lhe informar que está ou é meio biruta!! Uma ou um doente mental, não tenho dúvidas!!

E assim por diante….

Quantas pessoas do seu meio social que voce conhece que tem algum tipo de senso lógico sobre o mundo, que pode ver algo e inferir alguma observação racional sobre aquilo, que pode capturar a imagem maior, aquilo que realmente importa, que é objetiva, mas que não é super rídiga nesta objetividade, que está sempre se policiando em seu comportamento mais irracional ou instintivo e busca sempre solucionar os problemas que aparecem no seu caminho, que prefere as virtudes da essencia do que as superficialidades da aparencia, que não se importa com regras sociais subjetivas e dá enfase naquilo que é correto, harmonioso, enriquecedor, que não é rendida por seu excesso de bondade e que portanto sabe ser justa também para tudo aquilo que está irrevogavelmente errado, que sabe ou aprende a separar o literal do abstrato…**

Quantas pessoas, com ou sem alguma instabilidade emocional, com ou sem alguma personalidade extrema, com ou sem alguma melanina, com ou sem alguns pontos a mais em qi, que voce conhece que não são doentes mentais tecnicamente funcionais***

Mais uma compilação de ideias…

O excesso de ideias continua a me afetar e por isso vou continuar a regurgitá-las verbalmente por meio deste combo de pensamentos, ao invés de textos individuais, mas nem todos, alguns assuntos merecem destaque… Não que estas ideias não sejam merecedoras de destaque, mas ou eu faço isso ou vou perde-las mais cedo ou mais tarde.

1- O gênio científico não é necessariamente criativo, pois tenderá a ser perceptivo. As diferenças entre percepção e criatividade e a interação entre as duas.

Darwin foi criativo***

Sua obra foi um monumento científico de tez criativa, mas o mais provável é que não ou que ele foi do tipo descontínuo ( o tipo que geralmente tem poucas ideias e as trabalha melhor, especialmente ao nível Darwin de qualidade). Darwin foi mais perceptivo do que criativo. Percepção e criatividade se complementam mas não são a mesma coisa. A criatividade não-recreativa seria como a extrapolação perceptiva, encontrar OU fazer novas associações de ideias, padrões nas mais diversas áreas. A criatividade neste aspecto, em seu aspecto mais conceitualmente puro, poderia ser entendida como uma expansão da percepção, uma capacidade melhorada desta mesma função.

A percepção interage com a criatividade no sentido de funcionar como matéria prima para o seu desenvolvimento, pois sem a observação e captura de padrões interessantes, incomuns ou potencialmente revolucionários, não haverá terreno para se desenvolver a criatividade, mas geralmente a criatividade não sucederá a percepção inicial, pois o processo se fará em conjunto, no mesmo espaço e lugar.

 

2- Cultura com estrutura ( pseudo religiões), Cultura sem estrutura ( movimento hippie).

 

Sem um núcleo de alimentação transcendental, a cultura morrerá. Será como o cometa que passa rente a atmosfera de um planeta e não como um satélite que faz parte dele.

 

3- Se não existe o livre arbítrio… Então é necessário inventa-lo ou ao menos a livre reflexão.

 

A cultura do livre arbítrio é a cultura da genialidade, da criatividade, da inteligencia. Eh a possibilidade de amplificação de nossa capacidade por meio da educação objetiva.

 

4- A metáfora da vida por meio de uma peça de teatro. Os atores, os diretores, a plateia e os autores ( escritores).

 

A maioria seria como os atores que são manipulados pelos diretores que por sua vez, se utilizam de peças de escritores ou autores (e algumas vezes, deles mesmos).

Mas e a plateia**

Seriam nossos mortos**

5- A raridade do bissexual. Analogia com ambidestria. Homossexual puro, homossexual fluido, bissexual, heterossexual fluido ou misto e o heterossexual puro.

 

A maior parte dos auto-declarados bissexuais serão na verdade de hétero ou homo misto ou fluído. O bissexual puro ou por excelencia é tão raro quanto o ambidestro.

 

6- Homofobia?? Não, homoaversao!

 

Mesmo que seja verdade que existam ”homofóbicos”, a maior parte daqueles que são denominados assim pela mídia, são na verdade de homoaversos. Aversão não é o mesmo que fobia.

 

7- O mundo é feito por enérgicos e não necessariamente por inteligentes ou sábios.

 

O fenomeno hbd, dentre outros tipos…. os comunicadores cheios de energia geralmente o fazem movidos por narcisismo ou por boas intenções. No entanto, sem a inteligencia certa, o máximo que farão será a sofisticação dos problemas que já existem.

 

8- A degeneração do homossexual no mundo moderno e não o homossexual como a degeneração per si.

Eu tenho a impressão de que em um passado ”dentro-do-armário”, os homossexuais se comportavam melhor e também havia alguma espécie de seleção entre eles do que hoje em dia, em que virou moda ser ”sexualmente curioso”.

A degeneração da modernidade não tem como um dos tótens principais de expressão a homossexualidade, mas na construção de um contexto sexualmente livre onde que a mesma aparecerá naturalmente como uma possibilidade.

A degeneração dos próprios homossexuais parece se dar por diversos fatores, dentre eles a popularização deste fenomeno comportamental e posterior vulgarização. O homossexual médio dos tempos ”modernos” é ainda mais sexualmente viciado e agressivo ao passo que, na minha opinião, o homossexual médio do tempo de nossos bisavós parecia ser mais discreto e menos animalesco em seu comportamento.

 

9- O que vem primeiro, o comportamento ou a seleção? O exemplo judeu. Vc é o que vc faz.

 

Parece que existem estágios de seleção (natural, sexual ou antropomórfica). O primeiro estágio é o da própria seleção com base em enfatizações coletivas anteriores (selecionar os mais bonzinhos, os mais espertos, os mais sábios ou os mais altos…). O segundo estágio seria o da prática do resultado desta seleção, a colheita, como quando uma espécie atinge o seu optimum evolutivo.  O terceiro estágio seria o da competição, como quando outras espécies igualmente completas em sua trajetória evolutiva, passam a disputar o mesmo espaço e ou os mesmos alimentos. O quarto estágio seria o da sobrevivencia coletiva, como quando a competição entre as espécies atinge o seu nível mais perigoso e potencial para a extinção ou ao menos para a redução demográfica.

Os judeus são ou parecem ser um exemplo interessante a ser demonstrado. Quando os judeus já estavam trabalhando como mercadores e atravessadores em suas regiões tradicionais de moradia, isso nos parece indicar que eles haviam passado pela fase instável de seleção, a seleção per si, quando os descontentes são expulsos ou saem por vontade própria do grupo e ou os tipos mais condizentes com a proposta de grupo são selecionados. Se voce é aquilo que voce faz, então o judeu mercador, atravessador ou conselheiro real, já é o resultado, o produto de estágios anteriores e não alguém em provação.

No entanto, tais estágios sugeridos parecem se manifestar em diferentes níveis no mesmo espaço e no mesmo tempo. Portanto, os tipos mais condizentes com a proposta cultural de uma coletividade, que serão aqueles de optimum evolutivo, conviverão com aqueles que ainda estão passando pelo processo assim como também em relação aqueles que estão tentando sobreviver. E se o sobreviver vier antes do viver, então isso significa que estará em maior stress do que aquele que ”vive” ”apenas”.

 

10- Hipótese para o aparecimento da pele clara. Mutação para o albinismo parcial recessivo ao invés de adaptação ao ambiente.

 

A explicação habitual para a variação de um traço dentro de uma espécie se dá com base na ”adaptação” as demandas do ambiente. Portanto, para explicar a variação na cor da pele das populações humanas, prioriza-se a ideia de que quando os seres humanos chegaram nas regiões de clima frio, o seu corpo foi ”lamarckiamente” se adaptando as condições. Outra explicação, menos fantasiosa, nos diz que houve uma seleção para aqueles de pele mais clara. Mas como pode ser possível que a pele clara e especialmente a pele praticamente albina de muitos milhões de norte europeus, pode ter sido selecionada se os primeiros caucasianos sequer tinham pele clara*** A explicação mais recente para a pele clara dos europeus assim como também dos leste asiáticos, é a de que os neandertais lhes legaram os genes para esbranquiçá-la. Como, quando e por que certos grupos de neandertais se tornaram mais claros** Mas como tudo isso pode ser possível, se nos dizem que a variação de um traço tende a se dar sem qualquer grande razão, apenas porque varia* A resposta para o enigma variedade, por agora, é por ele mesmo, varia porque varia, ora pois.

A pele clara, especialmente dos caucasianos europeus e principalmente dos norte europeus, segundo esta minha hipótese, se deu por causa de uma constancia de combinações genéticas ao longo da pré história  que resultou na redução da produção da melanina e que estes genes são parentes distantes dos mesmos genes que produzem o fenótipo albino em humanos. Em resumo, se consiste em uma mutação heterozigota dos mesmos genes que causam albinismo.

Não houve adaptação lamarckiana, não houve seleção específica no início deste evento (a fundação da raça caucasiana). O produto destas combinações genéticas (via miscigenação racial com neandertais* extermínios ou genocídios, doenças, etc) foi o aparecimento de uma maior variedade na cor da pele, não necessariamente aquela como conhecemos hoje em dia. E ao longo do tempo, a contínua seleção das pessoas com estes genes para pele mais clara resultou na transmissão generalizada destes fenótipos para toda população ou com base na seleção negativa, isto é, com base na eliminação dos grupos mais atávicos.  Existem grandes chances de estar errado** Sim…

 

11- A teoria do patógeno judeu pra explicar o aumento da inteligência ou astúcia desta população.

 

Uma ”infecção” seria a responsável pela homossexualidade, leia-se, masculina e exclusiva. No entanto, a manifestação heterozigota da Doença de Gaucher em pacientes judeus seria apenas ”a evolução fazendo o seu papel”. Manipulação ao estilo kosher, a gente ve por aqui!!

e como um adendo muito importante para este assunto

 

11.1- Evolução como doença & adaptação por heterozigose.

 

Diferentes ambientes podem ter diferentes tipos e quantidades de patógenos ou microrganismos. Ambientes quentes apresentariam microrganismos ”agressivos” enquanto que ambientes frios teriam menos microrganismos ou que seriam menos agressivos. Inteligência e criatividade evoluíram por heterozigose e seleção, tal como a anemia falciforme.

Os mais altos níveis de capacidade cognitiva, intelectual e criativa, é muito provável de serem versões heterozigotas de doenças ou anomalias do sistema corpo-mente tal como a Anemia falciforme ou a Doença de Gaucher. Mas como são

complexas

e

estão sob forte seleção, especialmente a inteligencia

… então serão menos prováveis de serem encontradas conjuntamente com as suas versões homozigotas.

Eu já sugeri que as personalidades extremas sejam como fenótipos-estirão que se relacionam com o guarda-chuvas ”inteligencia” e que em combinação com alto perfil cognitivo, podem produzir grande capacidade, ao nível de genio.

A metáfora da camisa de força como a consciencia primária. Eu não posso sair do meu corpo sabia** E voce**

12- Níveis de consciência: níveis de cognição e inteligência.

1- consciência corporal primária: ‘auto’ reconhecimento do aprisionamento dentro do corpo. Cognição puramente ativa. Nano-consciencia.

2- consciência corporal secundária: auto reconhecimento do aprisionamento do corpo, sensação ampliada de consciência. Cognição predominantemente ativa (pode sentir a reação mas não pode agir).

3- instinto: o limiar da cognição consciente ou inteligência. Reação instintiva , ativa ou reativa. (pode reagir complexamente a sensação ou reagir).

4- cognição instintiva: reação instintiva ou reativa com  lampejos de auto consciência.

5- cognição auto consciente: reação instintiva + reflexiva, condição humana.

6- auto consciência: reação reflexiva ( reação instintiva em câmera lenta ). Capacidade de se adaptar, criatividade prática ou adaptabilidade. Consciência sobre a seleção natural, sexual ou de qualquer outro tipo, consciência corporal ampliada por empatia genuína, internalização de padrões ou sistemas e busca pela harmonia, princípio da auto conservação estendida ao ambiente.

A consciencia primária sabe apenas de si mesmo e de maneira extremamente simples enquanto que a auto consciencia não sabe apenas de si mesmo, de maneira complexa, mas também constrói um sistema de fatos ou verdades com base na amplitude de reconhecimento ou consciencia. Sabe de si, complexamente, dos tipos iguais, inferiores e sabe complexamente do ambiente.

 

13- Seleção sem evolução ou por conservação.

 

água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

 

Quanto mais intensa for a seleção para determinado conjunto de traços ou fenótipo, mais fixo ele se tornará e mais divergente se tornará.

 

Seleção sem uma enfase unilateral, será mais por conservação do que por evolução.

Criatividade, superdotação e transtornos mentais se sobrepõe dentro das famílias. Relato pessoal e a hipótese da hereditariedade para maior inteligencia e criatividade

Na minha família por parte de mãe, existem dois casos conhecidos de transtorno mental, meu tio que foi diagnosticado como bipolar e com tendencias psicóticas (sim, eu gosto dele, mas também tenho medo… :-[] ) e sua irmã, minha tia, que cometeu suicídio (ou não) em 2009, depois de ter se tornado extremamente deprimida. Os dois sempre padeceram de fobia social, raramente saíam de casa (e meu tio continua a viver em um estado de quase-isolamento) e não chegaram a casar e a constituir famílias. Eu tenho a impressão de que personalidades extremas sejam mais comuns na minha família materna, do que ‘apenas’ estes dois casos. Por exemplo, eu tenho um outro tio que raramente visitou a minha avó antes do seu falecimento, em 2012. Frieza** E percebam que ele morava e ainda mora na cidade ao lado… Também me lembro de ter conhecido primos meio loucos, em minha infancia, dos tipos que encarnam o simbolismo da juventude transviada, imortalizada por James Dean.

Minha avó não foi a mulher mais inteligente do mundo, mas tinha muitas qualidades maravilhosas, como acontece com grande frequencia com os seres humanos (que o HBD, que só dá valor a inteligencia, não leia este texto). Casos de avistamento de óvnis também já me foram relatados com frequencia por meus parentes maternos, inclusive a minha avó já relatou casos de supostas aparições, que foram compartilhadas pelo meu avo. Meu avo me parece ter sido um homem muito inteligente, não foi um genio, mas com certeza que não foi qualquer Zé que abunda no interior deste país varonil. Predisposições para este tipo de fantasia, como voces devem ter constatado, não é apenas uma particularidade potencialmente equivocada de meus parentes com personalidades extremas e mais especificamente, do meu tio psicótico-bipolar, mas também é ou foi uma tendencia comum em relação aos meus parentes saudáveis.

Quanto a minha tia que cometeu suicídio, recentemente, eu fiquei sabendo de boatos quanto a sua sexualidade. Uma prima minha me disse que ela poderia ter sido lésbica. Eu tenho visto uma clara relação entre transtornos mentais, desvios naturais de sexualidade normativa e inteligencia ou criatividade correndo paralelamente ou não dentro de famílias que eu conheço. Eu já conheci mais de uma família, incluindo a minha, onde estas 3 tendencias se fazem presentes.

Na família de meus vizinhos de rua, onde Mal de Alzheimer, inteligencia que se expressa em maiores ganhos financeiros e desvios naturais sexuais encontram-se presentes. A família de uma amiga em que a mesma situação acontece, com a diferença que o seu filho é um tipo de superdotado de alto empreendedor (com certeza um qi acima de 110… e não duvidaria se pontuasse em torno de 120). E este rapaz também apresenta inclinações naturais para talento musical e é um questionador dos problemas da sociedade brasileira.

A família de uma prima por parte de pai, onde a mesma relação foi encontrada, mas menos ”aberrante” do que nos casos anteriores e com a diferença na manifestação da personalidade extrema (meu primo de segundo grau apresenta deficiencia mental). O marido desta minha prima é um  músico talentoso e recentemente, todos da família se tornaram vegetarianos ou veganos. E eles não parecem ter apenas uma filha superdotada, mas duas.

O filme ”O primeiro amor” de 2010, de Rob Reiner (huuuuuum…), nos mostra que as ”nossas” elites ”socialistas” ou ”liberais” (jargão anglo saxão) não são assim tão inocentes e sinceramente equivocadas sobre a natureza humana tal como muitos neoconservadores acreditam. Neste filme, a família do rapaz é tipicamente conservadora, de elevada inteligencia técnica, tem apresso pelo perfeccionismo da aparencia social, tem ganhos monetários acima da média que os fazem relativamente abastados e apresentam um estilo de interação de longo prazo tipicamente conservadores, o famoso macro telequete humano. A família da garota é composta por um autista funcional de baixo funcionamento, irmãos com talento musical, um pai pintor e com problemas financeiros e a própria garota, que é uma superdotada idealista que luta para manter viva a árvore frondosa que enfeita e interage com a sua casa.

Da personalidade extrema ao equilíbrio…

Como eu já falei algumas vezes aqui, podem me tirar tudo, menos a minha imaginação. Eu sempre fui imaginativo e esta imaginação sempre foi constante, de alta qualidade e controlável. A mesma sorte não teve meu tio que assim como eu, parece ter um pé no mundo real e outro no seu mundo imaginado. A principal diferença entre ele e eu é que eu tenho total consciencia do que é real e do que não é. Ainda que meu tio seja um caso para ser estudado com mais afinco, me parece que ele tem uma tendencia de dissociação entre o mundo real e o mundo imaginário que desenvolveu. As nossas razões para forjar mundos imaginados parecem se assemelhar. A fuga do mundo, da realidade que parece pesada demais. Mas enquanto que eu uso esta minha capacidade para me adaptar, adaptar a mim mesmo ao mundo que me cerca, ou seja, protegendo a fragilidade de minha alma em relação aos muitos espinhos que se encontram do lado de fora, ela usa a sua capacidade na tentativa de convencer as pessoas de que seu mundo seja tão ou mais real que a própria realidade. Por agora, ele tem inventado namoradas, sendo que uma delas é na verdade uma atriz britanica de hollywood que jamais teria qualquer contato com ele, ao menos se fosse um Carlos Slim com esteróides monetários. Meu tio encarna perfeitamente a ideia de mattoide que Cesare Lombroso pincelou. Seu estado constante de nervosismo, sua mímica perfeita, seu carisma exagerado, sua constante tentativa de unir a sua fantasia particular com o mundo real e a dissociação que não se faz apenas em termos de percepções da realidade mas também em termos morais, tornando-o extremamente prolífico na tarefa de inventar estórias e de tentar iludir o máximo possível de pessoas. Ainda que o tópico psicopatia ou dentro do espectro da personalidade anti-social já me tenha vindo a cabeça, eu começo a pensar que talvez, a sua dissociação com a realidade possa ter um efeito mais causal em relação a sua dissociação moral.

Tal como foi mostrado por Francis Galton, famílias onde os alelos para maior inteligencia abundam, também parecem sofrer de outras vulnerabilidades objetivas como as personalidades extremas e subjetivas como os desvios naturais de sexualidade. A partir deste achado, podemos inferir em como se daria a hereditariedade para excepcionalidade cognitiva…

Famílias com muitas pessoas inteligentes ou criativas (especialmente), tem maiores chances de também terem pessoas com personalidades extremas

Os genes que predispõe o meu tio para o seu transtorno mental, estão presentes em menor porcentagem em mim e podem estar tendo um papel na maior inteligencia verbal da minha mãe. A minha família direta também se destaca no quesito criatividade, onde todos tem ao menos alguma manifestação de talento criativo. A criatividade, principalmente a do tipo que pode ser usada no cotidiano, a apreensão por detalhes que as outras pessoas geralmente ignoram, está presente em meu pai, minha mãe e meus dois irmãos, só que eu pareço ser o único que gosta de analisar essas idiossincrasias, de fazer auto análise bem como a análise dos demais…

Já foi demonstrado que os mesmos genes que aumentam nossa inteligencia, podem nos fazer vulneráveis a personalidades extremas. Eu já comentei que as mesmas seriam como ”traços-estirão”, que tal como o garoto de 12 anos que acabou de esticar  e se encontra na fase de adaptação ao seu  novo corpo, situação parecida acontece com as pessoas acometidas por essas personalidades, mas que não será apenas uma fase transitória. O excesso de detalhes sensoriais entre os autistas, o excesso de energia e capacidade de combinações de ideias a partir de um igual excesso de percepções ambientais entre os tdah ou mesmo, as tendencias de irregularidades emocionais, que produzem incomuns percepções entre todos aqueles com potencial e condições extremas para produzi-las.

O excesso de imaginação em alguns, pode se encontrar mais parcimonioso em outros, dentro da mesma família, e a doença mental ou constante tentativa de auto controle cognitivo do irmão, pode se manifestar por meio da superdotação no outro. Uma espécie de ”anemia falciforme”, com a diferença na natureza polimórfica, tanto da inteligencia quanto da criatividade, uma forma de inteligencia.

Portanto, as famílias com grande proporção de pessoas muito inteligentes, podem ser muito mais vulneráveis a esta diversidade de variáveis fenotípicas do que aquelas onde existem mais neurotípicos e talvez, estes genes polimórficos, possam ter um papel no aumento da hereditariedade, especialmente da criatividade, do que em condições biológicas em que não existe uma constante presença deste grupo.

Psiquiatria e a sua função como o prego que martela a inconformidade

Com as mídias sociais, as bobagens pseudo-científicas mais famosas tal como sobre a ”inexistência de diversidade biológica humana entre grupos populacionais”, se espalharam rapidamente. As redes sociais da internet funcionam como uma sofisticada peça para a conformidade social, cultural e de opiniões. Antes dela, a psiquiatria apareceu como um importante meio de patologização da dissidência comportamental e de opiniões. Ainda que não negue a existência de personalidades extremas, que apresentam um perfil altamente desequilibrado de funcionalidade e comportamento, não se pode, primeiro, concluir que todo aquele que apresenta alguma destas condições seja um louco irracional (sendo que o mais provável é que exista  uma grande variedade, dos gênios hiperracionais, aos lunáticos mais desiludidos). Também não se pode concluir que aqueles que tenham similaridades etiológicas, isto é, os heterozigotos com aqueles de personalidades extremas, façam parte do grupo de lunáticos ”oficiais”. Na verdade, meu caro leitor, o mais provável é que os lunáticos mais perigosos sejam  justamente os normais ou que pareçam normais aos olhos da maioria.

No mundo de hoje, estamos assistindo ao auto trancafiamento da matrix, tal como tantas outras que já surgiram dentro das comunidades humanas no passado. As verdades absolutas que os verdadeiros lunáticos, da esquerda e da direita,  te acusam de regurgitar, na verdade, se consiste em uma popular técnica de auto projeção, te acusam de ser e de fazer aquilo que eles mesmos fazem. Isso mostra que o tato com a realidade, com a lógica e em busca da detecção de contradições, é um dom raro entre os seres humanos, que se auto definem como ”os seres racionais”. Como para tudo na vida, existe um espectro de racionalidade. E se para sermos puramente racionais, tivéssemos que pontuar 5 pontos, em uma escala de 0 a 5, a maior parte das pessoas pontuariam abaixo da metade do caminho, demonstrando que a proporção de racionalidade dentro da mente humana mediana, é menor do que a da irracionalidade.

O constante hábito de expiar as próprias ações do cotidiano, a  famosa reflexão, é uma tendência comportamental presente em uma pequena parcela da população.

Se a maior parte das pessoas são predominantemente irracionais e atendem inconscientemente aos caprichos instintivos de suas naturezas, então, as instituições de controlo cultural, precisam e atendem a essas demandas. O capitalismo não é apenas uma ideologia de organização econômica das sociedades, mas também é um meio de permuta bio-cultural em larga escala, das instituições humanas e de seus clientes, isto é, os próprios seres humanos. Tal como o comércio se adapta ao gosto dos seus fregueses, os controladores não apenas fazem o mesmo, mas mesclando esta subordinação pragmaticamente capitalista, com suas vontades, seus desejos pessoais ou de grupo para a manipulação destas interações. Basicamente, a cultura de massa se consiste na mescla dos desejos naturais da maioria, com os desejos dos controladores sociais ”e” econômicos, ou seja, de suas elites.

 

O perfil psicológico do inconformista cultural

 

Eu tenho falado neste blogue, dos tipos inconformistas por meio de diferentes denominações. São os solucionadores de problema ou os rabugentos empáticos. Os ”puramente inteligentes” e recentemente eu cunhei de ”globalmente inteligentes”. Pensemos, se nós estamos em uma sociedade ou em um sistema desigual, injusto e primordialmente equivocado, nós, logicamente, concluiremos que vivemos em uma sociedade problemática e que devemos fazer alguma coisa para melhorá-la. Pois  bem, boa parte de nossa ”fração inteligente”, nossos termites ”de” ”alto qi”, não parecem estar lá muito preocupados com todos os tolos problemas humanos. Aquele que consegue detectar antes de todo mundo uma desarmonia, seria um ”puramente inteligente” ***

Cognitivamente falando, o inconformista tenderá a ser um grande pensador holístico, que é capaz de encontrar contradições bem como de produzir harmonia para vários assuntos. Geralmente, ele será um savant social, isto é, uma pessoa com um perfil assimétrico de inteligencia, onde o talento de percepção holística social, retida de uma motivação intrínseca para estudar sobre o comportamento humano e tudo aquilo que o abarca, será a sua principal capacidade cognitiva.

Em termos de personalidade, o inconformista social precisa ter elevado psicoticismo. Muitos inconformistas sociais serão borderline para psicose. Isso explica o porque da fácil popularização do ”louco conspiracionista”. De fato, os ”loucos” inconformistas tendem a ser meio ”loucos” mesmo, especialmente mediante uma ”óptica de gado”.

 

A psiquiatria é uma fábrica de diagnósticos e de invencionices de pseudo-patologias comportamentais. Os tais ”transtornos de personalidade” são, em mais da metade dos casos, invenções grosseiras. Na verdade, poderíamos dizer, mediante uma perspectiva hiperreal, de que nenhum transtorno mental realmente existe e se baseia basicamente na patologização unilateral de um grupo de pessoas, buscando adequar a diversidade humana a um conjunto prévio de normas e condutas sociais. No mundo natural, no entanto, marcadores bioquímicos e fisiológicos tenderão a delimitar as fronteiras da ”adaptabilidade e reprodução” e de ”mal-adaptabilidades”. Nós usamos a cultura e a linguagem como método de delimitação da adaptabilidade e mal-adaptabilidade. Ainda assim, uma boa parte desta fronteira artificial será equivocada, porque muitos dos chamados ”mal-adaptados”, na verdade, apresentam maior valor evolutivo do que os ”conformistas adaptados”. A grande capacidade perceptiva, extremos da capacidade humana bem como a própria inconformidade, seja por causa de incapacidade de adaptação, tal como quando uma peça de quebra cabeças não se encaixa em nenhuma parte do mesmo,  seja por causa do ”excesso” de preciosismos comportamentais tal como a sinceridade e honestidade do autista, aparecem como ameaças reais ao poder de controladores psicopáticos das comunidades humanas. O genio do mal quase sempre acaba dominando as sociedades humanas, ao passo que o genio do bem, especificamente, o genio administrativo, termina meditando em alguma região afastada das aglomerações humanas.

A bondade parece ser mais fraca que a maldade. Isto é um assunto para um próximo texto.

No mais, a patologização oficial feita pela psiquiatria, pode estar tendo um papel muito poderoso para a paralisia da dissidencia natural…

 

 

A reação de Emma West não foi infundada ainda que tenha sido perigosa, tanto pra ela quanto para o seu filho. Tal como as rosas mais belas tendem a sentir o perigo antes, muitas ”Emma’s”, as ”conspiracionistas loucas”, são como os soldados sentinelas que protegem as muralhas do castelo. Os mais holisticamente perceptivos são fundamentais para a sobrevivencia de qualquer comunidade. Suas habilidades cognitivas não são úteis apenas neste quesito mas também para solucionar qualquer outro tipo de problema.

Muitos excentricos inconformistas podem cair em armadilhas abstratas, mas os mais capazes serão de genios administrativos, os savants sociais por excelencia. São Francisco de Assis, deve ter sido um deles…

Será que novas fogueiras, mais high tech, estão sendo construídas para abafar os naturalmente dissidentes de qualquer ordem cruel e estúpida**** Até agora, a principal fogueira para ostracizá-los tem sido o tal ”politicamente correto” em conluio com a psiquiatria, daquelas que colocam cartazes do tipo ”psicologia contra o racismo”, mas que não conseguem compreender que nem todo aquele que está fragilizado pelo convívio social, é um ser mentalmente doente,  o mais provável é que muitos destes sejam os mais mentalmente sãos….

 

Hipótese ”somos todos savant”. Psicopatas e afins não são ”maus”, eles só estão ”super especializados” em atividades cognitivas bélicas

A moralidade é um código de regras comportamentais, que veio para auxiliar na gerência de sociedades cada vez mais complexas. Existe a necessidade de que haja certa harmonia nas sociedades humanas e nada mais plausível do que fomentar um conjunto de regras que possam ser fixadas como ”metas-de-trabalho” a serem cumpridas. As ”religiões” (todas as religiões oficiais humanas com alguma exceção para o budismo), que eu já comentei em um texto anterior, não se consistem em religiões literais, mas em culturas disfarçadas de pompas metafísicas (qual a diferença entre as crenças cristãs ou muçulmanas e as ”culturas” indígenas??? Nenhuma, todas são culturas com tentativas pela busca de um significado ulterior para a existência, que estão salpicadas de boas e más intenções), tem apresentado um papel fundamental para este tipo de organização complexa.

Moralidade versus biologia

Psicopatas bem como todas as variações deste espectro de personalidades extremas similares, não são maus, em um sentido biológico, porque mediante esta perspectiva, não existe maldade ou bondade. Eles apenas, só sabem fazer aquilo que sabem fazer, manipulação, reconhecimento magnânimo de padrões comportamentais (a psicologia do predador) e sim, o ataque a ”grupos outliers”, o famoso bullying, o ataque aos ”mais mutantes”. Algumas de suas variações, mais adaptadas, funcionariam como ”glóbulos brancos” que atacam ”aqueles que são de fora”, assim como também podem funcionar como ”hiper-vigilantes de comportamentos potencialmente discrepantes”, o famoso Nelson, do seriado Os Simpsons:

É o ”gerenciador social primitivo” (que tenta manter a coesão de grupo), que não tem um vocabulário muito sofisticado (para persuadir as pessoas com base em palavras mais apropriadas, digamos assim) assim como também não tem uma maior inteligência social. E claro, como toda população arbitrariamente rotulada, muitos psicopatas podem usar os seus dons para atividades construtivas, isso realmente pode ser possível de acontecer. Não ter empatia, seja lá o que o termo realmente significa no mundo real e portanto literal (que eu defini como sendo essencialmente a honestidade, algo menos ”no ar”, menos fantasioso que o termo empatia quase sempre carrega), necessariamente não irá implicar em incapacidade no trato social. A pessoa perfeita, poderia ser uma combinação de empático com psicopata, visto que o segundo é mestre em descobrir como as pessoas são E do que elas mais gostam…

#SOMOS TODOS SAVANT#

Nossas sociedades foram construídas para bloquear as atividades dos tipos de personalidade anti-social, supostamente. Parece evidente no entanto, que nos mais altos nichos, especialmente nos de gerência social, econômica e política, há uma super representação de psicopatas. Na alvorada da humanidade, a sofisticação e complexidade de nosso comportamento ainda estava em sua primeira infância. O famoso estereótipo dos ”homens das cavernas” pode ser muito verdadeiro. Ao invés da complexidade das emoções humanas, nós tínhamos uma pobreza contextual de variabilidade no trato social. Em momentos de grande perigo para pequenos grupos ou comunidades, provavelmente, uma maior cooperação foi necessária, do contrário, a segurança de todo grupo se encontraria gravemente ameaçada. Esta evolução social e emocional foi mais intensa onde o clima foi muito mais intenso e instável e é provável de ter produzido a grande variedade de personalidades que encontramos entre os europeus. Entre os leste asiáticos, outros tipos de prováveis circunstâncias ambientais similares, podem ter favorecido pelo modelo de comportamento que predomina nesta população, tal como uma maior capacidade de cooperação. Outra possibilidade é a de que o clima mais instável da Eurásia ocidental, pode ter favorecido pela competição masculina. Na verdade, este parece ser um padrão universal, que pode ser encontrado na maior parte das populações humanas, onde o homem é mais mutante que a mulher, exibindo uma maior variedade de tipos bem como de extremos. No entanto, esta, encontra-se mais diversificada justamente entre os ”eurasiáticos ocidentais”, isto é, todas as variações de ”caucasóides”.

No entanto, toda a atual diversidade de comportamentos derivados de predisposições genéticas anteriores, derivam de desdobramentos e de enriquecimentos individuais em relação a fenótipos ultra e super especializados. Se, a constituição única, incomum e altamente desequilibrada dos cérebros dos savants produz super especialização, tal como uma excepcional, pitoresca memória visual, no caso da pintura, ou pela capacidade de reproduzir padrões sonoros altamente complexos, como músicas clássicas, apenas de se ouvir uma única vez, então, nós poderíamos nos perguntar se ao contrário do que dita o preconceito ignorante de certas pessoas, o savantismo não se consista em um erro aleatório da programação cerebral, mas em um padrão consistente e que pode ser encontrado no mundo inteiro, e que se relaciona consideravelmente com TODOS os nossos tipos de comportamentos especializados, praticamente toda a panaceia comportamental humana.

Talvez poderíamos usar o padrão cognitivo savant como parâmetro para todo o resto.

Sabemos que os savants, os raros indivíduos providos de talentos excepcionais, que são produtos diretos de seus cérebros altamente desequilibrados (”nenhuma educação”), se caracterizam por grande a moderadamente elevada deficiência mental global (para bom entendedor, eles não podem fazer as coisas mundanas que a maioria de nós é capaz de fazer, a maioria uma vírgula, eu não sou capaz, rsrs), acompanhada por ultra especialização, geralmente algum tipo do ”hemisfério direito” do cérebro.

Autistas, como eu já sugeri em textos anteriores, seriam níveis mais moderados do savantismo, com moderadamente elevada a leve deficiência mental global, acompanhada por super especialização cognitiva, que será mais variável.

Todos os tipos de superdotados (cognitivos, ok?? 😉 ) se caracterizariam por níveis moderados a inexistentes de deficiência mental global (muitos serão como o famoso nerd desengonçado, eternizado pelo cinema), acompanhada por super especialização cognitiva, ainda mais variável, se comparada com a do autismo, e também mais manipulável, visto que o autista médio tenderá a apresentar uma grande memória super especializada mas com ”limitada” capacidade de manipulação (criatividade) do conhecimento que memoriza. Eu também sugeri que o autismo seria uma espécie de tipo variável de superdotação, onde a balança de custo e benefício começaria a se desequilibrar para os custos.

Portanto, um músico excepcional, assim como todos aqueles que nutrem interesse intrínseco por música, seriam um pouco savants também. O savantismo é a derrota magistral do débil determinismo ambiental, isto é, a hipótese de que o comportamento humano seja o resultado do ambiente, desprezando completamente o papel da genética e nos transformando em pedras sem força interior, sem vontade.

Se existem vários tipos de especializações cognitivas humanas, que não são o resultado único, nem predominante de circunstâncias ambientais, mas especialmente de predisposições epigenéticas (algumas mais, algumas menos) então, o mesmo poderia ser aplicado à psicopatia, bem como a todos os tipos de comportamentos que a ”ela” estão vinculados. Alguns savants são pintores exímios, outros serão violinistas virtuosos, outros serão matemáticos fantásticos, outros serão especialistas em geografia, em história, em encontrar padrões de causalidade e correlação, em encontrar padrões de comportamentos gerais em pessoas, tais como os psicopatas.

Eu não estou defendendo inteiramente a psicopatia, na verdade, só estou tentando entendê-la, imaginando-a como parte do comportamento biológico, onde os seus extremos, se constituirão em quase-doenças mentais, enquanto que as suas variações menos intensas, poderão vir acompanhadas por um maior controle individual e portanto com potenciais vantagens incomuns.

Se colocando no lugar de um psicopata manipulador nato, que tem algum controle de si e  que portanto será menos apto para matar pessoas por esporte, assim como o savant pintor, só sabe pintar e o faz maravilhosamente bem, este tipo de psycho só saberá encontrar padrões comportamentais e manipulá-los.

Maior incidência de personalidades extremas em filhos de casais de diferentes raças em países desenvolvidos. Correlação ou causalidade??

Filhos de casais mistos (especialmente em países ocidentais de primeiro mundo) estão em maior ‘risco’ (risco que é relativo) de nascerem com déficit de atenção/ hiperatividade e autismo. Parece que existe uma relação entre autismo e mistura racial assim como também com TDAH. No entanto, esta relação parece ser mais uma particularidade endêmica apenas em nações ocidentais de primeiro mundo com uma boa proporção de imigrantes estrangeiros do que um padrão universal. Se realmente houvesse uma relação causal direta entre a ocorrência de personalidades extremas e miscigenação racial, então o Brasil, por exemplo, seria um dos países com a maior incidência de ”transtornos mentais’ em todo mundo. Mas isso não acontece. Portanto, a miscigenação racial sozinha, não é o único fator responsável por esta correlação indiretamente causal. Então o que poderia ser??

 

Aventureiros, nerds, Dopamina e mulheres promíscuas que buscam por novidade

Nerds (proto-autistas) casam com asiáticas e mulheres Tdah-stylish casam ”com qualquer um”.

Imigrantes ou ”nômades modernos”, tendem a apresentar uma série de características comportamentais que se destoam da população sedentária de seus respectivos países. Uma possível e cada vez mais popular explicação para esta diferença pode ser encontrada na presença ou manifestação do polimorfismo da dopamina, especificamente do receptor DRD4. O DRD4 parece se relacionar consideravelmente com as migrações humanas que segundo a teoria ”fora da África”, contribuíram para o povoamento por nossa espécie em quase todos os continentes do planeta pelo menos até a época de Cristóvão Colombo.

Esta maior expressão individual pode exercer uma grande influência no comportamento dos seres humanos, produzindo ansiedade para conhecer novas regiões (busca por novidades e sensações). Também se sabe que este polimorfismo também se relaciona com a manifestação da TDAH. Portanto, a primeira metade do quebra-cabeças já parece ter sido montado. Imigrantes são muito mais propensos a terem este tipo de expressão dos genes dopaminérgicos, isto é, que induzem a determinados tipos de comportamento, dentre eles ”a busca pela novidade”. Portanto, eles são potenciais portadores de bio-condições que quando combinadas com pares iguais (isto é, com o cônjuge nativo exibindo similar bio-condição intensamente dopaminérgica) tenderão a represar as mesmas predisposições dos dois lados de acasalamento, aumentando o risco de combinação genética do pai e da mãe na produção de uma criança com TDAH (E vale ressaltar que as ”personalidades extremas” tendem a se sobreporem, portanto, além do risco para TDAH, os casais interraciais naturalmente dopaminérgicos, também terão maior risco de terem filhos com esquizofrenia, autismo ou transtorno bipolar).

A outra metade do quebra-cabeças se encontra justamente nos pares nativos de acasalamento, ou seja, as populações locais que estão em ‘maior risco’ de se engajarem em um relacionamento interracial (busca por novidades). Esta população ”de risco”, muito provavelmente, também apresentará predisposições iguais para a panaceia de comportamentos que se relacionam a uma ”personalidade dopaminérgica”, isto é, enérgica e que está sempre em busca de novas sensações e/ou por novidades. Por lógica, é consideravelmente mais desafiador iniciar um relacionamento com uma pessoa de outra nacionalidade ou que ”pertença” a outra raça. Portanto, as pessoas (brancas mas também de qualquer outra raça) que são mais comuns de se relacionarem com um estrangeiro ou de outro grupo racial, tenderão a serem mais propensas para este tipo de ”expressão mais alargada da dopamina”. O casal multirracial do Ocidente moderno (e pós-moderno) tem maiores riscos para ter uma criança com personalidades extremas mas também para se separarem.

 

Apenas TDAH?? O fenômeno do homem excedente

 

Os ”genes” das neurodiversidades tendem a se sobreporem como eu disse acima. Como resultado, em famílias com histórico de TDAH, poderá ocorrer também a manifestação de outras condições como o transtorno bipolar, personalidades neurominoritárias não-extremas como ”personalidade esquizotípica” ou personalidade ciclotímica”, psicopatia, autismo, etc…

O aumento dos casos de autismo no mundo ocidental e especialmente nos países ricos, pode se relacionar também com o aumento da miscigenação racial e intrarracial, isto é, de etnias que estão dentro do mesmo tronco racial. O aumento da imigração aliviou a ansiedade da  população excedente de homens brancos (principalmente)  em busca de parceiras (e parceiros, sic!). Como resultado, mais homens brancos, que são costumeiramente rejeitados por mulheres brancas, tem se casado com mulheres estrangeiras e/ou de outras raças, especialmente as asiáticas. É até interessante pensar que, se as nações da Ásia Oriental, são as ”pátrias dos nerds”, então as mulheres desta região podem ser mais propensas para apresentarem estilos de personalidades que são mais compatíveis com os estilos comportamentais dos homens brancos ”nerds”, que são proto-autistas por excelência.

Eu ainda proponho que com relação às taxas de divórcio e infidelidade entre os casais interraciais no mundo ocidental, os casais de brancos (na maioria das vezes de nerds, pelo que parece) com asiáticas, tenderão a apresentar menores índices de divórcio e infidelidade (iguais ou menores que os casais monorraciais de brancos), enquanto que nas outras combinações de acasalamento interracial, terão maiores índices de divórcio e infidelidade.

Portanto, segundo a minha hipótese, que também já foi paralelamente (e parcialmente) desenvolvida por outras pessoas, a correlação entre miscigenação racial e personalidades extremas, é indiretamente causal, porque é um fenômeno específico que depende de determinadas predisposições para que possa se manifestar, como por exemplo:

Similaridades neurobiológicas, ou seja, pares de acasalamento de diferentes raças ‘ou’ etnias com as mesmas predisposições genéticas, aumentando as chances de manifestação de personalidades extremas. (Na verdade, o processo de manifestação homozigota das personalidades extremas parte do mesmo princípio em casais monorraciais)

A miscigenação per si, não é diretamente responsável pela manifestação de transtornos mentais (dentre toda a panaceia de combinações neurominoritárias não-extremas), mas pode provocar o aumento dos ”casos” por causa das predisposições bio-comportamentais das pessoas que são mais propensas a se envolverem em casamentos mistos, tais como, aqueles que estão em busca por sensações (e muito provavelmente são portadores heterozigotos da TDAH) e pela população nativa que tende ”a ser rejeitada” dentro do mercado local ou nativo de acasalamento.

No entanto, ”típicos nerds” ou ”proto-autistas”, também são menos tribalistas e portanto, tendem a estarem mais dispostos a relacionamentos interraciais. Autistas tem o hábito de construírem súbitas interações com pessoas estranhas e também são mais propensos a serem menos tribalistas. Portanto, o fator ”rejeição do mercado interno ou nativo de acasalamento” aparece como um potencial gatilho ambiental para o engajamento de ”proto-autistas” em relacionamentos interraciais, combinado com as predisposições neuro-culturais deste grupo, que tenderão a ser menos tribalistas do que por exemplo, de homens brancos conservadores.

Especialmente para o caso da TDAH, os imigrantes são mais propensos a carregarem a expressão dopaminérgica que se relaciona com ”busca por sensações” e isso por si só contribui para explicar o porquê de serem mais propensos a migrarem de suas terras ancestrais para outras regiões. E são mais propensos a se casarem com os dopaminérgicos nativos, dos países para onde imigraram, que também são mais engajados (ou tem menos limitações) para desenvolver relacionamentos com pessoas de diferentes origens.

Genialidade é uma degeneração hereditária? Mito ou verdade?

Um dos prováveis mitos sobre a genialidade é a de que se consista em uma forma de degeneração fisio-psicológica hereditária e progressiva, isto é, que o ”desequilíbrio mental” dos gênios, seja herdado de seus pais e por conseguinte, eles também passarão a ”degeneração fenotípica” para os seus filhos. Seria progressiva porque a cada geração, os defeitos do corpo e da mente que configuram o fenotípico do gênio humano, se agravariam, sobrepondo consideravelmente as suas qualidades.

No entanto, nós devemos direcionar nossas atenções para os pares de acasalamento que costumam ser atraídos por homens ou mulheres geniais. Se um casal de esquizotípicos se casarem, as chances para que a esquizofrenia se manifeste totalmente em um ou mais de seus descendentes será bem maior do que se apenas um dos pares for o portador dos ‘genes’. As pessoas são atraídas por similaridades fenotípicas, seja para o acasalamento seja para o convívio social cotidiano.

O vale do silício é um caso interessante. Pelo que parece, todo centro tecnológico, tende a atrair uma população de nerds. O acasalamento entre pares de ”geeks” ou ”nerds”, reduz a diversidade genética e aumentam as chances para o aparecimento do autismo em seus filhos. Alguns sugerem que a correlação positiva entre alto nível educacional dos pais e autismo entre os filhos, seja causado pela maior média de idade de gravidez das mulheres ”mais educadas”. Pode ser verdade, especialmente para casais que não apresentam traços de personalidade extremamente introvertida ou outras características comportamentais e psicológicas autistas. No entanto, para os casais que apresentam estas características, mediante a lógica intuitiva, tenderão a apresentar maiores chances para produzir uma criança autista. Tal como no caso da esquizofrenia, os casais com características autistas (isto é, que apresentam maior quantidade de genes que podem produzir o autismo) são muito mais propensos a terem filhos autistas do que aqueles sem essas características.

Por que as melhores pessoas do mundo raramente procriam??

Pessoas de personalidade forte costumam ser intolerantes com aqueles que lhes são ”culturalmente” diferentes.

Aqueles que são constituídos por aquilo que eu denomino como ”personalidades extremas”, tenderão a ser intensamente transcendentais. E isso reverberará substancialmente em suas predileções para o ”acasalamento”. A personalidade extrema requer:

ambientes e circunstâncias extremamente específicos para que possa florescer

e

pares de acasalamento extremamente parecidos.

Eu sou ‘portador’ de alguma forma obtusa e ainda mal compreendida de ”personalidade extrema”. E sou extremamente intolerante com as pessoas que não pensam parecido comigo. Em outras palavras, são poucos aqueles que eu posso manter algum tipo de convívio mais íntimo, ainda que me esforce de maneira sobre-humana para buscar a diplomacia entre todos aqueles que conheço superficialmente. Eu sou um típico ”buscador da verdade” enquanto que a maioria das pessoas não são. Como resultado, as minhas opções de acasalamento são muito mais estreitas do que se forem comparadas com as opções das ”pessoas normais”. O comportamento predominantemente adaptável do ser humano, se relaciona com capacidade para o ”ajustamento social”. O ”normal” ou neurocomum pode fazer muitas associações interpessoais visando o convívio social ou acasalamento.

O neurodiverso ou aquele com personalidade extrema (forte) pode fazer poucas associações interpessoais visando o convívio social ou acasalamento.

O ”normal” ou neurocomum é ”tolerante”. O ”neurodiverso” não é.

Claro que o termo ‘tolerância’ aqui, se relaciona com divergências neuro-culturais. O ”neurocomum” pode se adaptar às necessidades do seu cônjuge. Alguém com personalidade forte ou extrema, o contrário sempre será necessário.

Isto se assemelha analogicamente com os termos ”emigrante” e ”imigrante”. O neurocomum pode ser considerado como uma espécie de emigrante, isto é, ele pode ”migrar” para a maior parte das diversidades de mentes da espécie humana, especialmente, se ”estiverem” dentro do espectro de ”mentes predominantemente adaptáveis”. Em compensação, o neurodiverso  pode ser comparado ao ”imigrante”, ou seja, ele recebe as mentes que tentam se adaptar às suas necessidade ”culturais” internas.

”Neurodiversidade” = França.  ”Normalidade” = México??

As ”melhores pessoas” do mundo costumam  acasalar pouco, porque o mercado de casamento e procriação ”compatíveis”, é muito limitado pra eles. Uma pessoa extremamente complexa, tenderá a ter poucos pretendentes que possam conviver com ela. Pior. Uma das razões para a degeneração  genética geracional destes pares se dá justamente porque eles tenderão a ser muito parecidos em características fenotípicas como inteligência e personalidade. Esta forma de ”pseudo-endogamia” acarreta o acúmulo de genes dos dois lados da família, que são mais suscetíveis para expressar o fenótipo inteiro de certas condições sindrômicas como esquizofrenia e autismo.

Se condições extremas exigem ações extremas, então as pessoas de igual natureza, precisariam de um modelo intergeracional de acasalamento, para que os genes que as tornam mais inteligentes e criativas, pudessem ser mantidas na família, sem ocasionar a manifestação das condições sindrômicas em grande proporção e posteriormente provocar a degeneração progressiva. Do gênio ao deficiente mental severo.

O ideal poderia ser, o primeiro casal, um gênio e uma mulher moderadamente inteligente ou sem nenhum histórico recente de personalidades extremas.  Um terço dos seus filhos, poderiam se casar com tipos mais psicologicamente parecidos, enquanto que o restante manteria o mesmo padrão de dar preferência para cônjuges sem personalidades extremas. Este equilíbrio constante, partindo-se da lógica intuitiva, manteriam os ‘genes’ que produzem elevado perfil cognitivo e intelectual, mas também afastaria as chances de degeneração progressiva, mais ou menos parecida com os efeitos adversos que a endogamia costuma provocar.

Respondendo à pergunta do título. A genialidade pode se tornar uma degeneração hereditária progressiva se não forem tomadas atitudes no que diz respeito ao padrão de acasalamento, visando evitar que ocorra um acúmulo de ”genes”, que são benéficos apenas quando são parcialmente herdados. Os efeitos da degeneração hereditária progressiva nas famílias de gênios, se assemelham aos mesmos efeitos provocados por ”depressão endogâmica”.

Até poderíamos especular se o gênio seria um dos efeitos da depressão endogâmica e exogâmica….

O gênio termaniano versus o gênio lombrosiano e a depressão existencial de Dabrowski

Perfeição versus Desequilíbrio

O ”gênio termaniano”

A maior parte da comunidade científica, especificamente dentro da psicologia, tem validado a teoria de Lewis Terman sobre a genialidade humana. Os resultados do estudo longitudinal (o mais longo da história) realizado por Terman e sua equipe, se assemelham a muitas das correlações consistentes entre funcionalidade social e alta inteligência, parcialmente medida por testes de qi, que também foram validadas em estudos mais recentes.

Mas Lewis Terman teve como pretensão estudar a genialidade humana… Segundo a minha teoria (e talvez, não-tão-minha teoria, mas enfim…), criatividade e inteligência são dois estilos cognitivos opostos. Percebam que eu não estou sugerindo que inteligência e criatividade sejam conceitualmente opostas. O antônimo de inteligência é a estupidez. A criatividade é uma forma de inteligência, que tende a destoar significativamente daquilo que entendemos como inteligência por si mesma. O popular conceito mecânico-utilitário de inteligência é aquele em que a mesma é caracterizada como a capacidade para ”entender” determinado conhecimento ou regras e replicá-los. O problema deste conceito parece se localizar dentro da ideia de ”aprendizagem”. Provavelmente, nós temos uma tendência para confundir memorização e replicação com aprendizagem. Se ”quanto mais eu aprendo, mas eu sei que nada sei”, então não pode ser possível que apenas a memorização e a replicação possam expressar profundamente o que é a inteligência, mesmo mediante este prisma de enfatização.

Terman quis comprovar que os gênios ou prodígios (apesar de sabermos que nem todo prodígio será um gênio e nem todo gênio será prodígio)tendiam a ser mais socialmente funcionais e mentalmente ”saudáveis” do que o restante da população, o oposto da visão popular dominante de sua infância, baseada nos estudos  anteriores de Lombroso et all, .

Os critérios adotados por ele, foram (e são) particularmente cavernosos. Limitar a potencial genialidade por meio de testes de qi, produzindo uma espécie de ”linha do equador” (que é igualmente abstrata e arbitrária ), onde somente aqueles que pontuam acima de 130 em ”testes de qi” (quais testes de qi, ”cara pálida’??) são considerados como ”superdotados”. Enfim, são tantos os atropelos metodológicos e conceituais que se eu continuar a expô-los aqui, acabarei produzindo outro texto.

O conceito que Terman usou para medir inteligência pode ser resumido a esta abstração geográfica, a linha do Equador.

O achado mais importante deste estudo foi que quase um século de observação dos jovens prodígios selecionados (porque pontuaram acima de 130 em ”testes de qi”, provavelmente ”qi performance”) não teve como resultado (obviamente esperado) uma explosão criativa de inovações científicas, tecnológicas, culturais, artísticas ou filosóficas. Em outras palavras, os jovens termites ou prodígio, levaram vidas muito mais funcionais do que se comparado com o restante da população, mas as suas realizações foram modestas e não comprovaram que basta ”ter” um qi alto  para ser um gênio.

Terman deve ter esquecido que o componente mais importante do gênio, é a criatividade, mais do que a própria inteligência. 😉

Eu especulei ainda segundo a minha teoria, sobre a existência de 3 tipos de gênios, aqueles que são dotados de muito alta inteligência, aqueles que são muito criativos e ao mesmo tempo, tecnicamente inteligentes, e aqueles que apresentam muito alta criatividade.

Em resumo, Lewis Terman não analisou gênios, até porque sequer procurou pela combinação certa que tende a produzir tipos similares ou potenciais. Ao desprezar completamente a criatividade como critério relevante para a seleção dos seus objetos de estudo, Terman condenou o seu trabalho desde o início, quando teve a ideia de provar que a noção romântica (e que está sendo comprovada novamente na atualidade) de genialidade e psicopatologias, não se consistia em realidade factual. Em outras palavras, mesmo antes de começar a trabalhar a sua teoria, Terman já havia baseado o seu conceito em premissas equivocadas.

O ”gênio lombrosiano”

Quase que completamente oposto daquilo que Terman concluiu algumas décadas depois, o famoso criminologista Cesare Lombroso, de que tanto tenho falado aqui, validou o folclore popular sobre a correlação positiva e causal entre a genialidade e a ”loucura”. O seu livro, ”O Homem de Gênio”, que está disponível para leitura (em inglês) na internet, mostrou por intermédio de consultas biográficas, todas as tendências ”psicopatológicas” entre os gênios historicamente reconhecidos, até o século XIX. Lombroso não apenas relatou a presença consistente entre grande intelecto e personalidades extremas, visto que ele também mostrou alguns casos de pessoas intelectualmente medíocres que depois de rompantes de febre muito alta e/ou alucinações, se tornaram prodígios em alguma área. Lombroso também comentou sobre os casos de gênios que possivelmente só adquiriram a sua genialidade depois de alguma injúria cerebral, causada por acidente.

Enquanto que Terman selecionou os seus termites em famílias de  boa situação social na Califórnia (90% branca) da década de 20, Lombroso analisou muitos dos nomes de grande eminência do passado. Terman tentou encontrar gênios antes que se tornassem eminentes (partindo da falsa ideia de que todo gênio se torna eminente) enquanto que Lombroso fez o caminho oposto.

Os termites de Terman foram mais ”mentalmente saudáveis” (seja lá o que isso possa significar), mais altos e mais saudáveis do que a população com pontuações mais baixas de qi.

Os ”homens de gênios” de Lombroso foram quase o exato oposto, com altura e aparência variáveis, mas com uma tendência para anomalias físicas, faciais e consequentemente cranianas. Isso sem falar sobre as personalidades extremas.

Rechonchudo, baixinho e possivelmente um portador de úlcera.

Terman quis mostrar ao mundo que a maioria dos gênios (prodígios) não eram mentalmente ”insanos”. No entanto, ele enfatizou sua busca por meio da ”inteligência” ou de sua ”expressão”, por intermédio de testes de qi e desprezou totalmente a criatividade como parâmetro de investigação. Terman foi o primeiro a cometer o erro que se tornou corrente dentro da ”educação especial para superdotados”, o de resumir inteligência a qi, transformando o mesmo em seu conceito. Se o gênio não tende apenas a ser muito inteligente, mas também muito criativo, autoconsciente e sábio, então Terman não conseguiu acessar nem mesmo a inteligência em toda a sua abrangência. E isso explica o fracasso do seu trabalho para encontrar a genialidade.

Em compensação, Lombroso conseguiu fazer uma investigação analítica muito mais proveitosa e que na modernidade, está sendo comprovada através de vários trabalhos com grandes amostras representativas. Lombroso assim como Galton, chegaram muito mais profundamente dentro da etiologia da genialidade humana do que Terman, ainda que seu trabalho possa ser aproveitado de outras maneiras.

A relação entre genialidade e predisposições psicopatológicas é correlativa e causal, mas isso não significa que ”todo gênio será um louco e nem que todo louco será um gênio”.  Significa que a genialidade tem a mesma origem que as personalidades extremas, mas não são a mesma coisa, portanto, ainda que para uma ”minoria” dos casos, a relação será causal, na maioria das vezes, excessos mentais funcionarão mais como um problema para o desenvolvimento da capacidade criativa, do que como um aliado. (observação estatística, existem mais ”doentes mentais” do que ”gênios. Logo, a maioria dos ”doentes mentais” não são gênios, mas uma parte significativa de gênios serão parcial a predominantemente de ”doentes mentais” ou portadores de personalidades extremas, possivelmente com comorbidades).

Depressão existencial e Dabrowski

Assim como tantos ”matemáticos”, que tentam transformar uma curva em uma reta, quando o sábio deveria manter a curva em seu formato original e procurar investigar sua natureza, Terman tentou endireitar a distribuição hierárquica do intelecto humano. Lombroso foi consideravelmente mais comedido em relação a este aspecto, mas cometeu vários outros erros, seja em relação à moralidade ou ao determinismo quanto à sua afirmação central de que ”a genialidade seja uma espécie de neurose”.

Aquele que, na minha opinião, conseguiu chegar mais perto de uma proposta sábia para lidar com este fenômeno, foi o quase desconhecido psicólogo polonês Kazimierz Dabrowski.

Terman analisou a expressão estática de componentes cognitivos puros que se relacionam com inteligência.

Lombroso analisou a manifestação posterior da genialidade por meio da eminência e das realizações de algumas das grandes mentes da humanidade.

Terman propôs uma inovação quanto a este tipo de investigação científica. Encontrar os gênios, antes que eles desenvolvam suas habilidades e se tornem eminentes (desprezando o fato de que muitos gênios não conseguiram chegar à eminência). No entanto, os seus métodos se mostraram inúteis para mediante tarefa.

Dabrowski conseguiu produzir teorias que unificaram os dois métodos preponderantes para analisar o intelecto humano e foi aquele que conseguiu encontrar toda a natureza do mesmo. Dabrowski não negou a importância das predisposições genéticas na manifestação do gênio. Provavelmente, foi influenciado pelo determinismo do qi, mas isso não foi suficiente para se transformar em um ”termaníaco”.

A teoria da ”desintegração positiva da personalidade” dá uma dinâmica às pesquisas sobre superdotação, talento e genialidade. Como o ser humano, que obviamente, não é estático, é de extrema importância que  analisemos ”suas” capacidades cognitivas quando estiver interagindo com o seu meio e ao longo da vida.

Nem todo prodígio será um gênio.

A ideia de que as ”pessoas mais inteligentes” (estou englobando todos os tipos de manifestação de genialidade e semi-genialidade) desenvolvam perspectivas consideravelmente mais profundas sobre si mesmas e sobre o mundo em que vivem (isto é, que podem adentrar à hiperrealidade, o conceito que eu desenvolvi), funciona perfeitamente como um marcador psicológico para separar a maior parte dos tipos e níveis de superdotação, mas especialmente a genialidade.

A desintegração positiva da personalidade, nos mostra que enquanto que para a maioria das pessoas, as interações existenciais (isto é, com o ambiente, com as pessoas, consigo mesmo) tenderão a produzir transformações imperceptíveis de consciência, para o gênio, cada experiência funcionará como um gatilho para expandir sem limites a sua percepção holística.

A própria ideia de criatividade parece vir justamente desta perspectiva, onde as pessoas que são capazes de entender a realidade, mais do que as outras, também serão mais aptas para manipular esta realidade, por meio de ideias inovadoras. Em outras palavras, a maioria das pessoas desenvolvem naturalmente a percepção (de matrix) determinista de naturalidade do mundo, enquanto que os mais sapientes compreendem que o mundo, na verdade, é muito mais maleável. Esta percepção de maleabilidade do abstrato e do físico, abre asas para a imaginação. O que para a maioria, é considerado como ”absurdo” e portanto, ”anti-natural”, para os criativos e especialmente para os gênios, é considerado como uma oportunidade para o trabalho criativo.

A depressão existencial, uma das ideias de Dabrowski, se manifestaria na população ”comum”, apenas por intermédio de algum acontecimento abrupto (morte de parente, acidente, etc), forçando a consciência a trabalhar acima de sua capacidade. No entanto, estes saltos de consciência se dariam naturalmente entre os superdotados e especialmente entre os gênios. Isso explicaria o porquê  da correlação entre genialidade e ”loucura” ou excesso de realidade. A maioria dos ”loucos” não são gênios, mas uma boa parte dos gênios, se tornam parcial a completamente ”loucos”, especialmente porque tendem a se desligar da realidade cotidiana ou compartilhada (isto é, compartilhada com os outros, a ”psicose coletiva” do experimento existencial humano) e a seguir uma realidade alternativa, radicalmente diferente daquela que é vivenciada pela maioria.

Dabrowski deu a dinâmica que os estudos sobre superdotação e genialidade necessitavam. Sem as avaliações pedantes e estáticas dos testes cognitivos e sem a análise habitual post-mortem sobre iminência mas especialmente sobre realizações.

E por agora, eu estou começando a ficar convencido de que a ”depressão existencial”, intrínseca ou natural, possa ser o melhor critério de identificação para elevado intelecto humano.

Criatividade é a vontade (o conceito mais puro de criatividade), e a relação fundamental entre criatividade e personalidades extremas

A raiz etiológica mais profunda da criatividade é a vontade.

O conceito científico para criatividade parece muito difuso. Como resultado, existe a necessidade de simplificá-lo e centralizá-lo em sua raiz. Existem muitos tipos de criatividades, que podem se manifestar das mais diversas maneiras, nos mais diversos níveis. Não há como medir a criatividade da mesma maneira que se faz com a inteligência, ainda que correlações possam ser encontradas entre altas pontuações em testes especializados e capacidade criativa. Tal como no caso da inteligência, estas correlações dificilmente conseguirão mensurar com perfeição e abrangência aquilo que pretende fazer. No caso da criatividade humana, esta não-associação entre ”testes de criatividade” e criatividade será ainda mais significativa.

É arbitrário definir o que é novo e o que é velho, o que é criativo e o que não é criativo. A criatividade não se manifesta completamente separada das demais propriedades cognitivas humanas como a inteligência, a memória ou as emoções. E portanto não pode ser plenamente analisada desta maneira.

Existem 3 componentes fundamentais que definem a criatividade. São eles:

Vontade,

Novidade,

Manipulação.

A vontade é o componente-chave que define, não apenas a criatividade, mas qualquer traço cognitivo, visto que existe a real necessidade de externalização ou exibição exterior de habilidades para que possa ser contemplada, analisada, classificada e possivelmente utilizada pelo público.

”Uma pessoa inteligente que não demonstra a sua inteligência, é o mesmo que uma pessoa estúpida que demonstra a sua estupidez”.

No entanto, no caso da criatividade, a importância da vontade para se fazer algo, será consideravelmente maior do que para a inteligência, visto que enquanto que boa parte das sociedades humanas expressam a inteligência, por meio de atividades mecânico-repetitivas (memória de trabalho, tempo de reação…), a criatividade não pode ser expressada desta maneira e portanto, a vontade para ”produção criativa” tenderá a ser muito maior do que para a ”produção inteligente”.

A novidade é o segundo componente-chave que contribui ostensivamente para definir a criatividade. Portanto, é necessário que exista primeiramente a vontade para poder expressar a novidade. E a vontade precisa ser maior do que para a expressão exterior da inteligência, visto que a novidade apresenta riscos muito maiores de erro e rejeição do que a replicação do conhecimento anteriormente desenvolvido.

Pode-se dizer que a inteligência é o passado da criatividade, especialmente no que diz respeito à criatividade funcional (ao contrário da criatividade recreativa). Todo insight é contextualmente criativo, porque parte de pressupostos que não ainda foram pensados.

A manipulação é a técnica da criatividade. É a modificação da paisagem artística, intelectual, social ou científica, anterior ou pré estabelecida, visando em nova funcionalidade ou recreação reflexiva, como no caso das artes e do tipo de filosofia que não for diretamente aplicável à dinâmica social. É a manipulação das ”peças anteriores”, visando construir um novo quebra-cabeças.

Quase sempre, a produção, se relacionará com algo novo. Produzir algo, é quase que sinônimo para inovação. A replicação é o termo que melhor condiz em relação à sustentação mecânica da ”velha criatividade” ou ”inteligência”.

Conclusão

A criatividade é a vontade intrínseca (criatividade natural) ou extrínseca ( criatividade adaptativa) para produzir algo novo, por meio da manipulação do conhecimento ou das ”peças” que foram produzidas por ”criatividade fossilizada” ou ”inteligência”. (manifestação ambiental do conhecimento convergente humano)

A interação entre a criatividade e as personalidades extremas

As experiências e percepções das pessoas com ‘doenças mentais”, podem ser potencialmente mais ricas do que as experiências e percepções das pessoas sem as condições.

Nossas percepções derivam das interações entre nossas biologias e os ambientes em que vivemos. As pessoas que não estão em conflito consigo mesmas, tenderão a interagir de maneira menos intensa com o mundo e tenderão a questionar menos os eventos que sucedem.

A maioria das pessoas com personalidades extremas ou o espectro de predisposições psicopatológicas, tenderão a interagir de maneira negativa com o meio em que vivem, visto que suas percepções, desde a raiz do pensamento, se farão de maneira desorganizada. No entanto, quando esta perturbação é hereditariamente transmitida em frações ou quando está geneticamente combinada com elevada inteligência, é muito provável que sejam produzidos fenótipos de pessoas altamente criativas e de gênios.

A riqueza das interações entre o homem e o meio em que vive, será potencialmente maior para os portadores das personalidades extremas, tanto para a análise existencial (e científica) quanto para a criatividade.

Os excessos e aberrações delirantes que a mente extrema geralmente produz, serão potencialmente produtivos para o trabalho criativo. Estar próximo do inconsciente, é duvidar da realidade que lhe for apresentada.

Portanto, a correlação causal entre criatividade e psicopatologias, derivam não apenas ou especialmente da etiologia biológica potencialmente semelhante mas também de sua interação com o ambiente. No entanto, parece que eu estou afirmando que A INTERAÇÃO TEM UM PAPEL PREPONDERANTE PARA A CRIATIVIDADE. Isto não é verdade, visto que a interação é um produto de dois elementos que estão em atrito. Portanto, aquilo que é um produto, não pode ser a causa.

A causa da gripe não é a gripe, a gripe é um produto, o vírus da gripe é a causa.

Dar um sentido às interações e posterior riqueza de experiências

A maioria das pessoas gostam de falar que ”para entender alguma coisa, é necessário vivenciá-la”. Está parcialmente correto porque a maioria destas mesmas pessoas que regurgitam esta sabedoria popular, raramente aprendem com a experiência.

Também é muito comum que, a grande maioria não consiga dar um sentido rico para suas experiências ou interações.

E talvez, este seja um componente dinâmico fundamental que distingue o criativo (ou o profundo) do superficial (ou comum).

As interações das pessoas criativas e dos gênios (e potencialmente para as pessoas com predisposições psicopatológicas) tenderão a ser muito mais ricas, especialmente por causa da criatividade altamente desenvolvida e natural que encontra-se presente nestes tipos e portanto, a riqueza de interações não é o mesmo que riqueza de percepções.

A maioria das pessoas tem uma grande riqueza de interações, mas não conseguem produzir nenhum material que possa imortalizar ou petrificar estas interações (vida). Escritores, bailarinos, pintores, pensadores livres, cientistas, dentre outros, podem fazê-lo.

A matéria prima da criatividade são as percepções cotidianas. A maioria das pessoas estão hereditariamente anestesiadas em relação às suas interações com o meio em que vivem, enquanto que as pessoas criativas tenderão a vivenciar quase que organicamente as suas interações e como consequência, produzirão percepções potencialmente criativas, mediante a profundidade e verdade com que respondem e refletem sobre suas interações.

Se a criatividade é a vontade de expressar a novidade que foi capturada (novo pensamento ou proposta) ou que foi manipulada (ou seja, que foi anteriormente retido do conhecimento convergente, dominante e acumulado), então quanto maior for a riqueza de percepções, maiores serão a qualidade e a quantidade de ideias potencialmente criativas.

E esta riqueza de percepções pode ter sido retida de uma pobreza de interações. Isso explicaria o mundo altamente imaginativo de pessoas altamente criativas, que muitas vezes serão rejeitadas pelo meio social por causa de suas idiossincrasias comportamentais.

Você não precisa estar no meio de um furacão para desenvolver percepções ricas da realidade interativa.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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