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A velocidade do pensamento, o natural e o esforço

O pensamento mais orgânico e rápido de nossas mentes se chama intuição. de tão veloz, muitos os chamam de inconsciente ou inspiração. mas se esquecem que sua velocidade é de perder o fôlego, de tão rápido, não podemos perceber. o esforço foi feito antes de se conseguir nota-lo. pensamentos naturais brotam de nossa personalidade e de nossa cognição. não tem como para-los, vem do instinto. são reações que expressam nosso pensar, nosso bem ou mal estar. em alguns pensantes, quando há febre, as ideias nascem sem parar e as regurgita em versos únicos ou ensaios de estudar profundo, todo o fenômeno a rodear.
alguns pensamentos podem ser seguidos, pode-se senti-los, do nascimento ao parto, nosso útero cerebral. o pensamento consciente e esforçado se baseia no preparo, para melhorar. onde se antecipa à naturalidade, porque se fazem intervenções. antes de nascer quente, em convecção, se manipula, oh indigente, e se produz um castiçal, um produto. educar para memorizar. especializa-se visando no trabalho que irá encapsula-lo. nada disso é criativo, nem sábio. é cognição sendo dada, para plantations  a sustenta-la, chamado civilização. decorar é a nova lição, estéril em esplendor, repetitiva em sua ação. são correntes de uma grande engrenagem. a antitese da naturalidade intuitiva é o esforço em vão, é tentar ultrapassar fronteiras da própria razão, é ter esperança que a decepção é só um mal necessário enquanto que é o fim inicial, tentá-lo é desafiar os mais primordiais principios da criação, a inteligência. talentos podem brotar, mas somos únicos e ainda cabemos em subgrupos. se não pode aceitar isso,me desculpe, mas mude de profissão, se estiver em algum campo onde que se sabe por sapiencia que  este espectro, entre o natural e o esforçado, é um fato consumado, baseado em perceções de pensamento abstrato e de concreto.

Sentimento, a onomatopeia do sentir, do saber…do pensamento

Quando eu sinto, é puro instinto,
À paixão, ao labirinto,
Ao saber, sem pensar friamente,
Porque ela está quente, a leve febre, que agora é percebida, o coração menos enfadonho, o tintilar da mágica d’alma, sentir nesta breve vida,
Intuição é uma filha híbrida, entre o sentimento e o pensar,
O sentimento é pura luz, é o seu instinto que reluz,
A emoção que transborda sem calcular, a matéria sem peso que bóia à superfície da essência, o sentimento que não tem convergência, se converte sem qualquer soma ou subtração,
Se multiplica como as células alvas em seus combates mais perigosos e vitoriosos,
O gênio é à flor da pele, tal como a emoção,
O gênio é a emoção racionalizada, alegorizada, com valor, é a sensação mentalizada,
É o fenômeno da onomatopeia de verbos e conceitos,
A paixão da vida, que é ego centralizada, a paixão por si mesmo, a síndrome dos espelhos de narcisos, as flores choram por seus risos, a poesia que nasce sem saber, o instinto, vivido, vivo… Puro ser, puro gênio, puro Deus, pura a sua luz de intuição, puro pensamento sem lavagem, porque já está limpo, que somos Cachoeiras, que cascatam em uma floresta úmida onde a chuva é dia a dia, a água que virá vapor, o vapor que vira ideia, a sensação de ser molhado, de imediato, à emoção e a intuição, a sensação que não podemos explicar, se nossas ideias, se o porquê deste estar,  deste sentir, porque este é o sabor da carne, pura intuição, puro ódio e cegueira daqueles que a saboreiam, até a peste da inconsciência obscura, dos xingamentos de moldura, tudo é o sentir, até o seu pensamento menos orgânico em aparência, porque tudo é essência, a fronteira da pele se aliena, mas tudo volta as próprias origens.

A poderosa empatia cognitiva

A observação simples e detalhista (ou holística, uma forma de detalhismo perfeccionista) do meio natural e antropomorfizado, é a primeira parte para fundamentar um pensamento, uma teoria, isto é, a compilação de um conjunto de pensamentos ou padrões ou uma emoção, isto é, o pensamento não-padronizado.

A segunda fase do pensamento, ou seja, a sua sofisticação, objetiva, sintetizada e holística, se dará por meio da empatia cognitiva não-social.

O que separa os pensadores originais dos consumidores de pensamentos alheios, ou seja, os não-pensadores, se não a capacidade de ter empatia com relação ao objeto de estudo*** Sim meus leitores, o amor, a paixão a certo assunto, não é apenas uma maneira romantica de definir a relação que existe entre o pensador, o observador ou pesquisador e sua área de interesse. Eh amor sim,  que se manifestará exatamente como na empatia interpessoal, no ato de se colocar sobre outra perspectiva, que não seja a sua, ou seja, metaforicamente falando, se sobrepor a perspectiva de um assunto, tal como se fosse a relação de amor entre um casal de apaixonados.

Quando estamos namorando, queremos saber cada detalhe da pessoa que está conosco, seus gostos, suas manias, seus pontos fortes e fraquezas. Será que o mesmo não aconteceria com a paixão do observador em relação a sua área de especialização***

A empatia, o ato de se colocar em outra perspectiva, tal como no caso da sabedoria, a ideia de ”fora-do-corpo”, o médico tem um panorama muito mais abrangente do seu paciente do que ele mesmo teria. Nem por meio de um espelho que o paciente poderia ter a visão tridimensional e direta do médico.

A paixão não é apenas o tempo gasto pensando sobre um determinado assunto.

”90% transpiração, 10% inspiração”

Quem que nunca ouviu  esta famosa frase**

As pessoas precisam entender que frases curtas e de efeito, nem sempre estarão totalmente corretas e na verdade, como é muito difícil sintetizar em poucas palavras uma complexidade de variáveis para qualquer assunto e sua infinita expansão, é mais provável que estas famosas frases, quase sempre apresentarão uma proporção de verdade e de mentira, como para tudo.

A empatia cognitiva não-social, baseado em obsessão mas também em uma comunhão existencial profunda entre a personalidade, a identidade e o objeto de apreciação ou de investigação, não é rara entre os seres humanos, mas a sua intensidade variará e tal como em quase todo traço, será demograficamente diminuta nos seus mais altos níveis, especialmente porque a natureza, sempre termina preferindo o equilíbrio do que o ”excesso”.

Tal como quando voce está muito feliz, o tempo passa rápido e voce não sabe explicar muito bem o porque de estar feliz. Voce pode apontar as causas exteriores, mas não sabe explicar porque a sua biologia comportamental se conecta aquele momento de maneira tão especial.

Este transe de alegria e regozijo se manifesta entre os pensadores originais, quando eles estão falando, pensando e produzindo sobre seus objetos de interesse. Uma carta de amor se assemelha a uma teoria. Eh uma declaração de amor a vida, mas também a si próprio, é o brilho no olhar, a contemplação da sabedoria, de ver que está tudo exatamente como gostaria que estivesse, isso sem falar na pressão interior para o melhoramento, a sofisticação das ideias.

Eh semelhante como quando, nós, enquanto consumidores de pensamentos e ideias, nos deparamos com uma ideia que  naquele momento, pareceu ser extremamente esclarecedora.

O verdadeiro aprendizado não se dá por meio de decoreba, mas pela antropofagia metafórica do conhecimento, quando este se torna indissociável de nossa personalidade, de nossa identidade existencial.

Eh por isso que o tipo de inteligencia influenciará na personalidade.Terá um papel fundamental para todas as nossas motivações, gostos, nossas amizades bem como por nossas predisposições comportamentais como a docilidade ou o inconformismo.

Caminhos do pensamento como explicação teórica para os “insights” criativos e a obsessão espontânea que os gera

 

Vamos imaginar metaforicamente que os cérebros normais sejam como um circuito de fórmula 1 e que os pensamentos sejam como os pilotos e seus carros. O caminho que percorrerão será conhecido, lógico e repetitivo. Agora vamos imaginar que os cérebros incomuns sejam como labirintos com muitos pontos de entradas e muitos pontos de saída. Imaginaram???

No cérebro normal ou circuito de fórmula 1, a construção e desenvolvimento do pensamento  será previsível e as respostas idem.

No cérebro incomum ou labirinto, a complexidade e a riqueza de respostas serão muito maiores do que do cérebro normal. Nos Labirintos, não existem caminhos lineares, portanto você pode estar no início do caminho e pegar um atalho e chegar quase no final do circuito. Metaforicamente falando, estes serão os famosos insights criativos. Outra maneira de visualizar a diferença da dinâmica do pensamento habitual em comparação ao pensamento criativo pode se dar por meio da velocidade média com que o pensamento percorrerá o circuito ou será construído. A velocidade média do pensamento normal será constante e progressiva, de 0 até 100 por hora, obedecendo a etapas, de 0 a 10, de 10 a 20, de 20 a 30… Em compensação o pensamento criativo será instável e potencialmente abrupto. Como quando o carro DeLorean viaja a anos-luz que o momento eureka! Aparecerá. De 100 km/h para 800 km/h em alguns segundos, sem obedecer a etapas construtivas.

Circuitos normais mais complexos  poderão produzir mais respostas, mas partirão dos mesmos princípios previsíveis e terão menor densidade para produzir insights. Ou seja, aqueles com maior inteligência técnica, mas que não serão nem criativos nem gênios, não serão como um DeLorean. Outra coisa interessante, labirintos apresentam entradas e saídas. E as saídas não terão limites de quantidade. Enquanto isso, circuitos fechados de fórmula 1 não terão entradas ou saídas, mas apenas chegadas, exatamente no mesmo ponto. Os circuitos previsíveis mais complexos terão uma maior quantidade de previsibilidade, mas ainda manterão o pensamento circular. A sofisticação contextual será a “cultura da inteligência”, ou seja a socialização dos tipos mais inteligentes dentre as massas em que o pensamento circular mais complexo e racional será replicado. Como eu já sugeri antes, estes são os consumidores culturais dos produtos de gênios, uma predisposição inata causada pela maior complexidade dos seus cérebros, que no entanto, não será suficientemente complexo a ponto de criar os próprios produtos ou inovações.

Portanto, nós podemos entender os níveis de capacidade humana por meio do espectro ”complexidade-simplicidade”, onde os cérebros mais potentes e criativos tenderão a ser mais complexos, tal como labirintos, enquanto que os cérebros menos potentes tenderão a ser mais simples, como os circuitos de fórmula 1, produzindo o pensamento circular.

 

 

As pessoas que são predominantemente não-criativas tenderão a cair na pseudo-armadilha do ”pensamento circular”, isto é, do processo de aquisição de uma ideia e de mentalização não-criativa desta ideia. O pensamento seria circular porque ele começaria por meio do conceito, amplificado para os detalhes e voltando ao conceito, até porque os ”não-criativos” serão predominantemente incapazes de inovar…. O pensamento circular produz o dogmatismo dentre outras formas de estagnação e repetição de ideias e pensamentos. No entanto, elas são importantes para cultura, religião e pela estrutura social.

O excesso de complexidade, geralmente, terminará por produzir as personalidades extremas. Isso explicaria a relação entre superdotação e a panaceia de transtornos mentais.

A velocidade inconstante e potencialmente intensa do pensamento criativo, explicaria os insights, os momentos de descoberta intuitiva, quando o carro sai de um momento de repouso, a 0 km por hora e atinge os 150, em uma questão de poucos segundos. Em compensação, o pensamento ”habitual” se caracterizaria pela aceleração constante e progressiva, tal como acontece com a aquisição linear e progressiva, etapa-por-etapa, das pessoas que são menos criativas. O não-criativo, constrói tijolo por tijolo, enquanto que o criativo pode, com apenas dois tijolos, construir metade da casa, em um curtíssimo espaço de tempo. (Um combo de metáforas, um recorde mundial!!!)

 

Obsessão do pensamento criativo

 

Vamos voltar a metáfora do labirinto e do cérebro complexo. Vamos imaginar que voce está dentro do seu labirinto mental, pensando consciente e inconscientemente em um conjunto limitado de ideias. Então vamos pensar que, metaforicamente falando, voce chegou a um beco sem saída. No cérebro ”normal”, o pensamento é fluido, constante e circular, do conceito para os detalhes, dos detalhes para o conceito. O conceito como a união primordial, o big bang da ideia, os detalhes como a sua expansão, sua fragmentação. O beco sem saída te fará gastar muita energia em uma mesma ideia e tal como que por telecinese, voce poderá chegar a resposta (a saída, uma das saídas, do labirinto) que tanto procura.

Isso se assemelha a maior capacidade perceptiva do mais criativo, que eu disse uma certa vez, onde uma bolha de sabão, não será apenas uma bolha de sabão. Portanto, para o criativo, a resolução de problemas, nem sempre será o mais importante. Saídas e becos sem saídas serão igualmente importantes, até porque alguns becos poderão ter passagens secretas. Isso explicaria a persistencia de muitos genios em relação a ideias que são consideradas como remotas e improváveis de darem certo ou de serem coerentes, pelos ditos ”normais”. Ninguém ”em sã consciencia”, dentro de um labirinto, preferiria um beco sem saída do que a própria saída. O beco ”sem saída” mental poderia ser identificado como a obsessão criativa. Encontrar a saída pelos caminhos mais improváveis.

 

(Obs, perdoem-me pela quase inexistencia de acentuação neste texto, por motivos técnicos que os próximos textos aparecerão assim, se alguém encontrar o acento circunflexo, mande um abraço do Santoculto=)

 

Qi verbal e a inteligência verbal pura

Comunicação>linguagem escrita> qi verbal

Qi verbal, presume-se que meça totalmente a ”inteligência verbal”. No entanto, precisamos ir mais a fundo na essência conceitual dos termos inteligência e verbal, para que possamos de fato compreender qual é a funcionalidade objetiva deste atributo.

A inteligência é um termo muito diversificado, abrangente e complexo que  pode ser resumido por algumas funções:

Capacidade de resolução de problemas

Capacidade de adaptação

Capacidade de memorização e replicação do conhecimento memorizado

Capacidade de interação com o meio em que vive

Capacidade de pensamento abstrato superior.

Este último, basicamente se relaciona de maneira considerável com  todos os outros componentes visto que apresenta uma grande importância hierárquica de funcionalidade cognitiva global. Aquele que é realmente capaz de entender abstrações, estará mais predisposto a

solucionar problemas com maior eficiência

se adaptar melhor, ao reconhecer o que é a realidade (logicamente falando, mas é habitual vermos aqueles com grande capacidade de pensamento abstrato em ”não se adaptar bem” à sociedade, ainda que seja muito, muito relativo e complexo para fazer qualquer conclusão linear)

terá uma memória mais prodigiosa e mais eficiente em recuperar informações cabíveis para determinadas situações

e finalmente, estará mais apto para interagir com maior perfeição com o ”ambiente” (pessoas, circunstâncias e tipos de habitats naturais).

O termo ”abstração” aqui, não se refere especialmente à matemática, à geometria ou ao pensamento verbal sofisticado, visto que, muito pelo contrário, principia-se pela simplicidade da realidade, que a estupidez humana faz o favor de complicá-la. No entanto, isto também não quer indicar que não possamos considerá-las, ainda que a intenção do texto não seja de correlacionar o termo com estas capacidades de natureza utilitária.

Palavras

A função do vocabulário nas sociedades humanas, é a de resumir e dinamizar o pensamento, melhorando a eficiência da comunicação entre as pessoas. As palavras são resumos compactos do pensamento. São onomatopeias sofisticadas.

Aquele que detém maior conhecimento sobre o significado das palavras, presume-se, apresentará uma maior capacidade cognitiva verbal do que os outros.

Mas como eu tenho sugerido aqui, a inteligência medida pelos testes de qi, é idealizada e inerte, baseada nos mesmos princípios que tem regido a pedagogia desde o seu início como ciência do saber, ou seja, a idealização da realidade. A idealização da realidade por si só, não se consiste na realidade, mas em uma tentativa de imaginá-la, em condições ideais.

Portanto, é comum que as pessoas que pontuam consistentemente alto em testes de qi, sejam quase tão inertes quanto os resultados os testes que executam bem.

A inteligência dinâmica, ou seja, aquela que todos nós praticamos a todo momento, é a melhor e mais abrangente maneira de analisar a nossa capacidade. Eu não sou um negador extremista quanto à eficácia dos testes de qi como medidores de inteligência, mas também não sou o oposto, um determinista, igualmente extremista, que acredita completamente no mesmo, a ponto de considerar ”o qi” como sinônimo de inteligência.

As palavras servem como atravessadoras da comunicação mas não são totalmente determinantes nesta função. Houve um tempo em que não existiam vocabulários, nem palavras. A capacidade verbal se relaciona mais puramente com dois atributos essenciais

Capacidade de comunicação (capacidade abstrata didática)

capacidade de organização eficiente do pensamento. 😉

O que vemos nos livros nada mais é do que a execução primordial destas duas capacidades cognitivas globais.

Os escritores são aqueles que são melhores para organizar e comunicar o pensamento (ou pensamentos) que desejam externalizar.

O que os testes de qi verbal medem e o que não medem?

Os testes de qi verbal medem nossa memória verbal ou tamanho do vocabulário. A memória humana é individualmente limitada, é plástica mas não é infinita. Todos nós temos um limite na capacidade para acumular informações adquiridas do ambiente.

Este limite varia entre indivíduos, dentro de famílias, entre e dentro das múltiplas coletividades humanas (seja para sexo, predisposição sexual, partido político, raça, cor dos olhos, etc).

A inteligência verbal é uma integração entre a nossa capacidade para memorizar palavras, que são ”pensamentos e sensações resumidas”, a capacidade para expressá-las, retida pela capacidade de organização destes pensamentos.

Partindo-se deste novo princípio psicométrico específico, a inteligência verbal não mais seria medida apenas pela capacidade de memorização verbal ou tamanho do vocabulário, mas também pela capacidade de exposição deste pensamento, por meio da capacidade de organização do mesmo.

Separando inteligência de personalidade, aquele que tem…

um rico vocabulário

e/ou

uma capacidade superior de expressão (externalização) do pensamento (retido de organização anterior)

…serão verbalmente mais habilidosos, mediante uma perspectiva puramente cognitiva, desprezando a interação entre inteligência e personalidade.

Por exemplo, eu estimei meu qi verbal em torno de 130, mas pode ser possível que ”seja” ”um pouco mais alto”. A minha capacidade para organizar e expressar o meu pensamento (especialmente na minha língua nativa;), especialmente por meio do uso constante de metáforas, é provavelmente maior do que a minha capacidade de memorização verbal. Não basta memorizarmos palavras, também é importante entender gramática.

Eu sou bom para organizar meu pensamento e externalizá-lo de maneira didática, mas sou relativamente ruim em relação à organização das palavras utilizando regras gramaticais. Tenho cometido um grande número de erros na parte da concordância verbal. Portanto, em resumo, eu sou bom na organização do meu pensamento e sou pior do que imaginava, na exposição do pensamento por meio do uso de regras gramaticais.

Testes de qi podem acessar superficialmente bem a nossa capacidade para memorizar palavras assim como também para realizar analogias simples entre elas, mas definitivamente não é bom para analisar a capacidade para organizar o pensamento e externalizá-lo de maneira didática e lógica.

Ser didático, é ser um comunicador eficiente e objetivo.

Como eu disse acima sobre a inércia e dinâmica da inteligência.

A capacidade para organizar o pensamento é uma propriedade cognitiva dinâmica, enquanto que a memorização é inerte.

Nós usamos a todo momento nossa memória para interagir com o meio (sob as mais diversas facetas, níveis e perspectivas, do ”nano ao macro”). No entanto, nós precisamos mais da eficiência deste acesso do que do seu tamanho. Logo, o mais importante é a eficiência e agilidade da memória para capturar as melhores respostas para cada situação. Se qi verbal mede principalmente a memória mas não mede a capacidade executiva, ou global, então não acessa a totalidade da inteligência verbal.

Para finalidades puramente cognitivas, o qi verbal responde por metade desta necessidade.

Para finalidades diversas, como interagir com o meio, sem no entanto, levar em consideração a interação entre inteligência e personalidade, o qi verbal é apenas correlativo, visto que não alcança a capacidade de manipulação ou uso do potencial, apenas mede a capacidade expansiva (limitada) deste potencial.

A capacidade para organizar o pensamento e se comunicar é a parte mais importante da inteligência verbal. Nossa capacidade de comunicação evoluiu primordialmente para atender a esta necessidade.

Mas e como ficariam os gagos e os mudos??

Para toda minoria com desvantagens evidentes, existe a necessidade de adaptação. Na verdade, os próprios seres humanos se viram na necessidade de inventar regras mecânicas de comunicação para agilizá-la, torná-la mais eficiente, visto que a palavra tende a ter um significado concreto, enquanto que grunhidos, especialmente no nosso patamar de sofisticação mental, aparecerá como menos eficiente para ser usado como uma ferramenta de comunicação entre dois, ou mais indivíduos.

As pessoas mudas, usam a linguagem de sinais, que é eficiente mas tende a apresentar desvantagens, tal como a impossibilidade da comunicação de longa distância ou sem visualização da linguagem dos sinais, realizadas pelas mãos.

Os sinais se assemelham mais aos grunhidos emitidos por humanos primitivos bem como por inúmeras espécies sociais, do que com a linguagem gutural ou por meio da fala.

No caso dos gagos, parece que não existe um suporte psico-cultural que possa atender às demandas de comunicação do grupo. Se como eu sugeri na minha hipótese sobre o fenótipo extremo da gagueira, em que os mesmos se veriam destituídos por uma coesão interna de personalidade, ”essencial” para os sistemas humanos de interação, cooperação e hierarquia, então podemos pensar em formas de adaptação alternativa. Eu também sugeri que as desvantagens desta população, seriam acompanhadas por vantagens incomuns como a capacidade de interpretação, com base em expressividade emocional (e provavelmente para cantar) e capacidade para copiar e expressar sons e sotaques de idiomas e dialetos diversos.

No entanto, tanto no caso de gagos e mudos, suas deficiências contextuais potencialmente objetivas, não são causais quanto a qualquer avaria dentro dos atributos cognitivos verbais puros. No entanto, como somos dependentes dos outros para viver, produzir e sobreviver, vê-se, especialmente para os gagos, uma real necessidade de melhoria da funcionalidade global verbal, que tem como princípio evolutivo primordial, a capacidade de comunicação eficiente.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

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