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Criatividade e sabedoria se resumem em pura capacidade perceptiva, as diferenças (novamente) entre inteligência cognitiva (conhecimentos específicos) e intelectual (gerais)

 

Percepção é a alma do negócio chamado conhecimento

 

No texto sobre a metáfora do Megazord para explicar a complementaridade da criatividade sobre a inteligência eu determinei que a primeira poderia ser entendida como uma peça e a segunda como o corpo do monstrengo de massinha que alegrou muitas infâncias. Neste texto ou melhor, 3 pequenos textos, eu tentarei mostrar que:

  • criatividade e sabedoria se caracterizam essencialmente pela capacidade perceptiva, divergente e convergente
  • que isso indica estilos cognitivos diferentes (e mostrarei que estilos cognitivos não são a mesma coisa que perfis)
  • e que a inteligência (personalidade+cognição), que pode ser dividida entre inteligência intelectual e cognitiva,  também pode exibir diferenças quanto às suas reverberações acumulativas de conhecimento…

Criatividade e sabedoria, percepção divergente e convergente

 

Para aprender, precisamos sentir na pele, isto é, experimentar, ou então observar. Na verdade, mesmo quando experimentamos antes de observar, é necessário fazer análises críticas em relação à experiência que vivenciamos. Os mais intelectualmente capazes tenderão a observar antes de aprender na marra, se é que a experiência de fato possa ser considerada como um forte preditivo causal para o aprendizado. No mais, os mais prováveis de aprenderem com os seus erros, com a experiência pura e simplesmente, isto é, destituída de certo e errado (observação e não julgamento), ou por meio de observações quanto aos padrões que estão a se suceder, se repetir com certa frequência e com certa coerência construtiva, tenderão a ser de sábios genotípicos, que eu já determinei como aqueles que não necessitam do acúmulo de experiências, redução drástica de um novo horizonte de novas vivências e do papel dos hormônios, isto é, a velhice, para se ”tornarem” ricos em sabedoria. A maturidade mental aparece cedo na vida destas pessoas enquanto que virá tarde na vida de boa parte dos seres humanos.

Criatividade conceitualmente lógica e/ou precisa, se consiste na capacidade de capturar percepções remotamente relacionadas ou divergentes ao contexto explicitamente lógico. A criatividade se baseia na lógica intuitiva, isto é, na extrapolação radical ou contínua porém ponderada dos pressupostos que já estão dentro do arcabouço acumulado de conhecimentos da humanidade. A criatividade é a percepção daquilo que não está explicitamente perceptível.

A sabedoria, especialmente em sua dimensão cognitiva, se caracterizaria pela capacidade de capturar e internalizar percepções convergentes, isto é, que estão mais explícitas e menos contextualmente divergentes e de acessá-las em momentos oportunos visando com isso evitar o cometimento dos mesmos erros do passado ou de se antecipar a eles, se a percepção internalizada não ter se dado com base em experiência mas em observação de padrões lógicos, isto é, não precisou experimentar visto que compreendeu antes de precisar passar por isso.

A inteligência do trabalhador, semi-escravo ou humano domesticado,  que se consistiria basicamente apenas nos atributos cognitivos, destituídos de uma grande expressão da inteligência em sua total funcionalidade e talvez, em sua funcionalidade mais caracteristicamente humana, se faz com base na inexistência da percepção ou ao menos do desprezo pela necessidade de acessá-la, se um bom trabalhador trabalha, ao invés de questionar.

Estilos cognitivos entre a inteligência (predominantemente) intelectual e inteligência (predominantemente) cognitiva

Perfis cognitivos desejam indicar a construção semântico-abstrata (isto é, que não é organicamente literalizada) de um tipo de personalidade em relação a um determinado tipo de cognição. Eles, basicamente, se constituiriam no meu novo conceito sucinto e pedante para inteligência. No entanto, para que possa ser determinado como ”inteligência”, existe a real necessidade de se analisar ou determinar a que grau de eficiência funcional esta interação (cognição + personalidade) se dará.

Estilos cognitivos por sua vez se caracterizariam pela expressão funcional, isto é, aquilo que o perfil reverbera enquanto um agente de ações reais e multifacetadas que compõe nossas realidades pessoais. O perfil portanto é uma composição meramente conceitual enquanto que o estilo é a tendência e expressão de comportamento cognitivo desta composição.

 

Conhecimentos gerais e inteligência intelectual

 

Aqueles que são bons em adquirir conhecimentos gerais tenderão a ser mais criativos do que aqueles que forem melhores para adquirir conhecimentos mais específicos. A explicação lógica de correlação entre criatividade e conhecimentos gerais se daria por causa da incubação criativa, isto é, o período de internalização de curto a longo prazo de percepções variadas para a posterior composição de novas ideias ou associações. Portanto a captura mais diversificada de percepções se consiste na matéria prima para o pensamento divergente, especialmente no que diz respeito à criação de ideias conceitualmente novas ou mesmo a emersão de associações implícitas ou que ainda não haviam sido pensadas.

São prováveis tendências hipotéticas, mas talvez o que mais importe para a incubação caracteristicamente criativa não seja exatamente o potencial intrínseco para a aquisição de conhecimentos gerais, mas a capacidade de associar ideias contextual-explicitamente ilógicas, independente da envergadura da diversidade potencial de conhecimentos adquiridos. Isso sem falar que conhecimentos e percepções não são exatamente a mesma coisa. Portanto, podemos ter polímatas que terão pobreza quantitativa e qualitativa de percepções (matéria prima essencial para a criatividade) assim como também tipos cognitivamente super-específicos como muitos autistas e que terão grande qualidade ecleticamente quantitativa de percepções, isto é, encontrar ”assunto” mesmo em uma cabeça de alfinete. Muitas e talvez, na maioria das vezes, será justamente aquilo que a maioria define como irrelevante que será mais percebido por mentes genuinamente criativas.

 

Conhecimentos específicos e inteligência cognitiva

 

Os cognitivamente inteligentes tenderão a ser de mantenedores técnicos, isto é, bons para usar a cognição na memorização de atividades que são requeridas pelo sistema. Isso exige especialização cognitiva e para muitos casos, haverá uma forte correlação entre o tipo de trabalho que executa e o perfil/estilo cognitivo. Quanto menos pessoalmente específico for o trabalho, mais provável de ser diverso em  relação às pessoas que estarão empregadas nele. Alguns trabalhos reverberarão parte essencial da cognição ‘e” personalidade  das pessoas, enquanto que outros serão mais generalistas nesta correlação.

No mais, pode-se dizer que enquanto que aqueles ”com cultura” ou ”conhecimentos gerais”, serão mais propensos a

  • entender o contexto
  •  a serem anti-sociais, especialmente em termos de maquiavelismo

… aqueles com maior predisposição para uma compilação acumulativa mais homogênea ou conhecimentos mais específicos serão mais propensos a

– não entender o contexto

– não serem anti-sociais clássicos ou maquiavélicos

 

Criativos tendem a compilar  as essências conceituais mais hierarquicamente fundamentais das ideias para que possam construir novas sem maior aprofundamento. E a tendência para terem memórias incomuns e diversificadas, não apenas em relação àquilo que coletam subconscientemente mas também em relação àquilo que se esquecem ou interpretam de maneira equivocada,  contribuirá para esta predisposição mais arraigada  na compilação heterogênea de percepções e conhecimentos ou conhecimentos gerais.

Saber um pouco de tudo

‘ou” (aspas parcial que deseja indicar relativa relatividade, 😉 )

aplicar a sabedoria em tudo, tal como eu tenho feito (e acredito que muitos sábios também o façam) e tentar entender o mundo a partir deste prisma de observação.

 

Criativo descontínuo, o realizador criativo contextual e o criativo contínuo, o não-realizador criativo em potencial

Na nova tentativa de unir 3 teorias ao mesmo tempo sobre o mesmo assunto, farei uma breve pincelada sobre as diferenças em relação a potencial e a realização entre os dois tipos de criativos que eu propus, o criativo contínuo e o descontínuo. O criativo contínuo se caracterizaria por ser justamente o tipo clássico e mais arquétipo de criativo. O descontínuo se caracterizaria por ter habilidades criativas, mas não de ser uma pessoa criativa, no que diz respeito a sua personalidade. O criativo contínuo tem uma grande densidade de ideias inovadoras por dia, enquanto que o descontínuo seria basicamente uma pessoa inteligente (ou nem tanto) com habilidades criativas. Partindo da tendencia ao caos, a abertura para experiencia e também para o ostracismo laboral e social, provocado pela maneira com que as sociedades modernas estão meritocraticamente estruturadas,  eu acredito que o criativo contínuo apresentará uma predisposição natural para ter um grande potencial mas também para ”fracassar” dentro das sociedades em que vivem, primeiro, porque em média serão mais  distraídos em relação que está acontecendo ao redor (e muitas vezes a decidirem deixar estas áreas de intenso estímulo ambiental) e segundo, porque seus estilos cognitivos encontram-se muito distintos daqueles que são exigidos pelo sistema. Enquanto que o sistema deseja principalmente a seleção de mantenedores técnicos para sustentá-lo (o sistema é representado por grupos de interesses, pessoas e não é apenas uma abstração, obviamente) bem como de inovadores amorais, isto é, que não são idealistas (e geralmente, os inovadores idealistas são os mais criativos ou com maior potencial), irá ostracizar aqueles que desejam melhorá-lo substancialmente ou até mesmo, desconstruí-lo. Se o criativo contínuo tem uma grande densidade de ideias por dia, então acredita-se que da mesma maneira que essas ideias surgem elas também poderão desaparecer rapidamente. Justamente por isso que é tão importante anotar quando voce tem uma ideia, porque as chances de esquece-la serão muito altas.

A criatividade recreativa é um trabalho que geralmente exige elevado investimento financeiro para cobrir os custos. Não é fácil montar um atelier de arte, por exemplo. Com relação a criatividade dentro do meio academico, as chances de sucesso de genios criativos contínuos com capacidades analíticas, são bem pequenas, especialmente nas áreas que são mais subjetivas como a humanidades (e eu vou comentar sobre este fato em breve em um próximo texto). A criatividade recreativa necessita da presença de instrumentos musicais ou de tintas e telas para que possa ser trabalhada. O empecilho financeiro é outra barreira que torna a vida do criativo imaginativo, o criativo contínuo, mais difícil de ser realizada com base em suas forças cognitivas, enquanto que não será um problema grave para o criativo descontínuo, se este também terá alguma ou até mesmo considerável capacidade técnica.

O criativo contínuo é fortemente intelectualizado e este estilo de pensamento e inteligencia, tende a se caracterizar pelo predomínio da motivação intrínseca. O pensador criativo é movido por uma forte motivação interior que o faz enfatizar as suas capacidades cognitivas mais afloradas enquanto que o criativo descontínuo não tenderá a ser tão intensamente movido por motivações intrínsecas. O pensador técnico (uma panaceia de tipos anti-intelectuais), são movidos por motivações extrínsecas, isto é, que se relacionam com a possibilidade de obter vantagens dentro do seu contexto social, economico e cultural. A motivação extrínseca é uma característica típica de ”seguidores” enquanto que a motivação intrínseca será uma característica típica de ”inovadores”. Podemos resumir muito bem estes pensamentos sobre as diferenças entre os dois tipos de criativos como, o sonhador acordado tem menos chances de ser ”bem sucedido” do que o prodígio (que muitas vezes será o replicador criativo), porque a natureza super especializada, savant, tende a ser mais apreciada pelo ”sistema” do que a inovação real, que quase sempre tende a ser construída com base em críticas e soluções. E essas críticas e soluções podem significar o fim de uma era de perpetuação de poder. As possibilidades de melhoria da qualidade da vida das populações humanas e não-humanas são muitas e significativas quanto ao seu impacto, mas aqueles que estão convenientemente ”na carne seca”, não querem soltar ”este osso” tão fácil assim e justamente por isso que tendem a suprimir a externalização e uso do talento de vários tipos ”perigosos” de virtuosos tais como os criativos contínuos e especificamente, os genios sociais ou empáticos.

Tal como eu mostrei no texto sobre os genios historicamente reconhecidos do passado que foram coniventes com as cadeias de desarmonia de suas respectivas sociedades, o criativo contínuo, a partir de seu estilo cognitivo altamente perceptivo e empático, caminhará para se tornar fortemente anti-sistema enquanto que o criativo descontínuo, o usará para alavancar a sua carreira.

Portanto os tecnicamente inteligentes tenderão a serem mais bem sucedidos, em termos financeiros, do que os intelectualmente inteligentes, porque suas capacidades são requeridas pelo sistema e porque tendem a serem conformistas enquanto que quanto maior for a capacidade de raciocínio crítico ou intelectual, maiores serão as chances de inconformidade, que atinge o se ápice entre os genios sociais, savant ou solucionadores de problemas.

O criativo, o superdotado e o alto empreendedor

Continuo destroçando o mito de que os superdotados sejam apenas aqueles ”com” ”qi’ acima de 130. Eh pra analfabeto, me desculpem aqueles que ainda acreditam nesta bobagem. Encontrei um excelente texto que mostra com simplicidade e perfeição, as diferenças entre os  grupos de superdotados. Infelizmente, enquanto que a comunidade hbd, continua empurrando a ideia de uniformidade para elevada inteligencia, incluindo aí, certos supostos sinais para maior intelecto como notas escolares e testes cognitivos, eu continuo mostrando aos meus leitores que não é tão simples assim. Todas as minhas categorizações estão corretas. O intelectual versus o técnico. O assimétrico versus o simétrico. O intelectualmente obsessivo versus o intelectualmente obcecado. Portanto, agora, com base nesta brilhante e simples explicação, vou continuar a desbaratar os ”mistérios” idiossincráticos da inteligencia superior. Vejamos quais são as características de cada grupo….

Fonte= http://giftedkids.about.com/od/gifted101/l/bright_gifted.htm

O ALTO EMPREENDEDOR (O FAMOSO NERD ou CDF)

1- Lembra as respostas

2- Está interessado

3- Está atento

4- Gera ideias avançadas

5- Trabalha duro para alcançar

6-  Responde as perguntas detalhadamente

7- Tem a melhor performance do grupo

8- Responde com interesse e opiniões

9- Aprende com facilidade

10- Precisa de 6 a 8 repetições para se tornar um ”master”

11- Compreende a um nível elevado

12- Gosta da companhia dos seus pares etários

13- Compreende complexo, humor abstrato

14- Apreender o significado

15- Conclui atribuições no tempo certo

16- É receptivo

17- Está correto e completo

18- Gosta de escola muitas vezes

19- Absorve informações

20- É um técnico com experiência em um campo

21- Memoriza bem

22- É altamente alerta e atento

23- Congratula-se com a própria aprendizagem

24- Sente-se motivado por notas

25- É capaz.

O SUPERDOTADO (por excelencia)

1- Coloca questões imprevistas

2- É curioso

3- É seletivo e mentalmente acoplado

4- Gera idéias complexas, abstratas

5- Conquista sem trabalho duro

6- Pondera com profundidade e múltiplas perspectivas

7- Está fora do grupo

8- Sentimentos exposições e opiniões a partir de múltiplas perspectivas

9- Já sabe

10- Necessidades 1-3 repetições para se tornar um ”master”

11- Compreende em profundidade, idéias complexas

12- Prefere a companhia de seus pares intelectuais

13- Cria complexo, humor abstrato

14- Infere e conecta conceitos

15- Inicia projetos e ampliações de atribuições

16- É intensa

17- É original e desenvolver continuamente

18- Gosta de aprendizagem auto-dirigida

19- Manipula informações

20- É um especialista, que abstrai além do campo

21- Palpites e infere bem

22- Antecipa e relaciona observações

23- É auto-crítico

24- Não pode ser motivado por notas

25-  É intelectual.

O CRIATIVO

1- Ve exceções

2- Pensador abstrato

3- Sonhador, pode parecer fora da tarefa

4- Transborda de idéias, muitas das quais nunca serão desenvolvidos

5- Jogos com idéias e conceitos

6- Injeta novas possibilidades

7- É no próprio grupo

8- Ações estranho, às vezes opiniões conflitantes

9- E se…

10- Questiona a necessidade de se estudar para determinada tarefa (que não lhe interesse diretamente)

11- Transborda de idéias – muitas das quais nunca serão desenvolvidos

12- Prefere a companhia de colegas criativos, mas muitas vezes trabalha sozinho

13- Humor incomum

14- Faz saltos mentais

15- Inicia mais projetos que nunca serão concluídos

16- Independente e não convencional

17- É original e desenvolver continuamente

18- Gosta de criar

19- Improvisa

20- Criador de ideias

21- Cria e tem ideias geniais

22- Intuitivo

23- Nunca está feliz com seu aprendizado ou criação

24- Não pode ser incentivado por notas

25- Eh idiossincrático

Repararam que existem consideráveis diferenças entre os 3 principais grupos de superdotados. Se assemelha ao meu modelo triárquico de superdotação. Seria interessante pensar se os superdotados que Lewis Terman analisou em seu famoso estudo não teriam sido justamente os de ”alto empreendedores”. Eu tenho a impressão de que a maioria deles foram deste tipo. Isso explicaria o sucesso financeiro, academico, a estabilidade social e emocional e a falta de realizações criativas de grande porte. As diferenças entre os alto empreendedores em relação aos superdotados e os criativos são bastante significativas. Poder-se-íamos dizer (rsrsrs) que eles seriam como um tipo normal só que com maior inteligencia que a média, enquanto que os superdotados e os criativos seriam os verdadeiros outliers. Claro que, muitas vezes, nós teremos uma combinação dos 3, ao invés do fenótipo completo de apenas um. E geralmente, os mais capazes tenderão a ser justamente os ”híbridos” de ao menos dois destes 3 grupos. Um alto empreendedor criativo, um superdotado criativo (o genio criativo**), o empreendedor superdotado…

Uma guerra (nada) fria entre genios e alto empreededores

Existem mais alto empreendedores do que de genios criativos e de genios científicos. Provavelmente, eu chuto que na população de 5% de superdotados de todas as categorias que devem existir, menos de 30% serão de genios criativos e científicos. O percentual de alto empreendedores dentre os altamente inteligentes e de altamente talentosos (talvez 10% em uma população com média de qi 100) segue a mesma tendencia. Portanto, a maior parte das pessoas que definimos como ”inteligentes” serão de alto empreendedores a ”empreendedores acima da média”, de neurologicamente comuns, inteligencia mais simétrica, técnico ao invés de intelectual ou criativo. A partir desta premissa estatística, nós teremos uma grande parcela de ”mais inteligentes” que sustentam as sociedades, que são os mantenedores técnicos, tal como eu já mostrei. Poucos serão de solucionadores de problemas. Os problemas começam aí, porque enquanto que uma pequena parcela de uma minoria, serão realmente o de solucionadores de problemas, bem como de criativos e de intelectuais, a maior parte da ”fração inteligente” se constituirá por ”seguidores” ou mantenedores técnicos. E os mantenedores técnicos, por se considerarem, mesmo apenas em seus íntimos, mais inteligentes que as massas de menor capacidade quantitativa, tenderão a confundir sua preponderancia demográfica dentro do grupo de maior capacidade e a se considerarem como parametros de maior inteligencia. E o melhor meio de analisar um alto empreendedor ‘puro’, será justamente por meio da ”educação”. Tal como os engenheiros tendem a se considerarem melhores, mais inteligentes que por exemplo, os professores, e estes por sua vez, façam exatamente o mesmo, os alto empreendedores no geral, também serão enganados (se fossem mais sábios não se deixariam enganar) por esta diferença demográfica bem como por suas inclinações tribal-cognitivas. A chamada ”educação”, é o melhor meio para analisar um alto empreendedor ”puro”, menos para superdotados e especialmente, os tipos criativos. O resultado será exatamente aquele que eu tenho mostrado no blogue. As pessoas que consideramos como ”mais inteligentes”, fazendo e acreditando em coisas estúpidas. A assincronicidade mental de todos nós, fará o sábio, mais desenvolvido em particularidades cognitivas essenciais, enquanto que pode e geralmente fará o ”inteligente tolo”, mais desenvolvimento em particularidades específicas. Apenas por este texto, que deixei disponível, já podemos ter em mente que a superdotação não pode se restringir a pontuações em testes cognitivos.

A diferença entre indivíduos excepcionais e os ”trivialmente inteligentes”

Tente debater com os ”trivialmente inteligentes”. Geralmente os resultados desta aventura imprudente serão dor de cabeça, ódio dentre outras reações indesejáveis. As razões são muito simples. Os trivialmente inteligentes que são em sua maioria de intelectualmente interessados, usarão o conhecimento superficial e parado (com focos de dengue) que já acumularam  para ‘refutar’ suas premissas e dificilmente conseguirão sair dos seus quadrados de segurança. Eles são assim mesmo, são bons para manter o sistema, mesmo se o sistema for uma porcaria, mas não são criativos, inovadores, com duas costelas de loucura, inteiramente empáticos, racionalmente reativos, enfim.  Não é apenas isso que separa os intelectualmente obsessivos dos intelectualmente interessados, visto que como ” a inteligência não é atomizada dos outros componentes que perfazem a mente humana”, então as diferenças entre os muitos tipos de pessoas estúpidas e de pessoas sábias, são muito maiores do que imaginamos. Não são apenas diferenças em testes de inteligência ou em testes de personalidade, mas em como o mundo é sentido e percebido.

As superexcitabilidades em superdotados, mas especialmente nos intelectualmente obsessivos, que são os mais inteligentes, produzem uma maneira muito mais ampliada de perceber e entender o mundo, em todos ou na maioria dos níveis e tipos de interação com o meio, como a espiritual, a emocional, a intrapessoal, a interpessoal, etc…

A fronteira entre a mediocridade e a grandeza virtuosa, que é a combinação entre intensa energia integrada orgânica de sensações e percepções e o estado de descanso ou euforia balanceada e inabalável, é o grau de percepção enérgica ou energia entre os dois, que pode ser notado em todos os níveis de interação (super excitabilidades de Dabrowski).

Os intelectualmente interessados, ao iniciarem um debate qualquer, imaginam-se em mais uma cena do cotidiano pós-moderno e tecnológico, especialmente, se este debate for feito em alguma comunidade dentro da ”web”. Suas sensações e percepções não são muito diferentes daquelas que são sentidas e percebidas pelas massas. Na verdade, podemos dizer que os intelectualmente interessados ou trivialmente inteligentes, fazem parte desta massa de energúmenos desprovidos de sabedoria. Como resultado, eles utilizarão suas ”piscinas paradas, cheias de ratos(sic!)”, para exporem ”suas” premissas sobre o assunto em pauta. Tal como as massas também o fazem, porém de maneira bem mais sofisticada. A partir do momento em que o equilíbrio de forças for quebrado, os intelectualmente interessados, em sua grande maioria, recuarão em suas individualmente respectivas capacidades de debater (manipular) seus pontos de vista, porque eles aprendem por ‘memorização literal’ ou ‘lavagem cerebral’ e tal como em um castelo de cartas entrincheirado, regredirão de um estado combativo porém (pseudo)racional de debatedor, para um estado atávico, de histéricos que só conseguem usar ad hominem para tentar salvar suas retaguardas e ao mesmo tempo atacar o seu adversário. Os milhões de micro-debates, seja pela internet ou na vida não-virtual, deixam de evoluir a partir do momento em que algum tipo de estúpido não consegue mais seguir o jogo de manipulação que os verdadeiros debates se caracterizam.

Trivialmente inteligentes ou intelectualmente interessados

Eu já discuti sobre as diferenças entre os intelectualmente interessados e os intelectualmente obsessivos. Esta divisão entre os tipos de inteligentes, é uma boa maneira para separar aqueles que tem grande capacidade de inovação em suas áreas de fixação e aqueles que fazem parte das ”massas mais intelectualmente sofisticadas”, o grande público de consumidores diretos dos ”produtos de gênio”. As diferenças entre estes dois grupos podem ser resumidas em uma única palavra, CRIAÇÃO. Os intelectualmente obsessivos não apenas se tornam especialistas nos assuntos de fixação como também, por conseguinte, se tornam potenciais criadores de novas maneiras de se pensar ou de se criar, sejam em qualquer nicho de produção. Em compensação, os intelectualmente interessados, raramente conseguem superar a barreira da acumulação sofisticada de conhecimento (enquanto que a maior parte das massas apresentam uma acumulação primitiva de conhecimento) e terminam por se tornarem ”mantenedores ou estabilizadores do sistema”.

A partir do momento em que estes dois tipos entram em um combate verbal, isto é, em um debate qualquer, os intelectualmente obsessivos tenderão a demonstrar

paixão,

obstinação e

extrema curiosidade para saber o que seu oponente tem a dizer ou a propor.

A paixão se dá porque os intelectualmente obsessivos adoram falar dos assuntos dos quais mais gostam de estudar (vivenciar). É parecido quando um amante fala com seu camarada sobre o seu amor proibido, a sua paixão, com brilho nos olhos, sangue borbulhante nas veias e vivacidade romântica. Fala de um ideal alcançado, de uma verdade encontrada.

A obstinação é o resultado natural da paixão, que precisa ser perseguida ou queimada até ressuscitar em uma nova Fênix. Infelizmente, muitos intelectualmente obsessivos não terão sabedoria para produzir um sistema de crenças racionais, lógicas, holísticas e ponderadas. E estes estarão entre os piores tipos de debatedores estúpidos porque eles ainda incorporarão muitos tiques de estupidez. Como dizem, quanto mais inteligente e estúpido, melhores serão as manipulações para provar a veracidade de seus pontos de vista. Muitas pessoas inteligentes são irracionais. Os intelectualmente obsessivos, superam os limites do aprendizado inicial, marcado pela memorização ou acumulação de conhecimento pré-estabelecido e deixam de ser os ”eternos alunos” ( muitos na faculdade não conseguem superar esta barreira) para se tornaram os próprios produtores. Mas é claro que como eu estou falando de abstrações, de categorizações, então será  evidente que muitos trivialmente inteligentes (um grande percentual de professores universitários) se localizarão na ”fronteira” entre os dois grupos e portanto, serão capazes de produzir, mesmo que geralmente, o façam de maneira pouco inovadora e em conformidade com o stablishment intelectual da academia a que estão subordinados.

A extrema curiosidade (ok, devo ter exagerado um pouquinho, a curiosidade, apenas) para saber o que o ”antagonista” do debate tem a dizer, para que possa retrucar com maestria, é outra tendência muito comum entre os intelectualmente obsessivos. Dentro deste grupo, nós podemos destacar os ”intelectualmente obstinados”, isto é, aqueles que não apenas se aprofundam em um determinado conhecimento, não apenas produzem novos ”produtos” oriundos deste aprofundamento, mas também buscam por valores transcendentais como a verdade. A busca pela verdade é a busca pela solução de todos os problemas, desde a raiz. A busca pela verdade é a busca pela harmonia, pela beleza e necessariamente não quer indicar simplicidade apenas, mas a simplicidade da complexidade. A procura pelos mecanismos essenciais que produzem a complexidade, a capacidade de ver a origem da complexidade, que é simples, e a complexidade por  si mesma.

A transcendência é o mundo da hiperrealidade ou o mundo da criação, que a maior parte das pessoas são incapazes de tocar. A auto-motivação intrínseca para superar limites, superar barreiras que nunca foram conquistadas.

No mundo da ”democracia” e de ”debates democráticos”, as pessoas comuns são impulsionadas a exporem e a confrontarem seus pontos de vistas com os seus oponentes. Se uma roda intelectual não terminar em um estéril consenso de coisa alguma, então caminhará para a histeria, especialmente das partes menos capazes. Os intelectualmente interessados são aqueles que mantém por mais tempo a histeria, provavelmente porque como apresentam egos inflados pelas circunstâncias burocráticas e superficiais de nossas sociedades hierárquicas e massificadas (que selecionam por critérios cognitivos resumidos como memorização pragmática, em busca de mantenedores técnicos, ou quantidade, mas não de uma grande e inconveniente proporção de solucionadores de problemas), lutam teimosamente contra fatos e percepções cirurgicamente apuradas daqueles que dedicam naturalmente uma boa parte de suas horas para o pensamento crítico e o aperfeiçoamento de seus conhecimentos de fixação. Os intelectualmente interessados são iludidos quanto a todos os mêmes pseudo-lógicos ou pseudo-racionais e o principal deles é sobre a certeza de veracidade quanto ao conhecimento incompleto e ideologicamente tendencioso (dogmático) a que foram doutrinados. Como eu já comentei antes, os verdadeiramente inteligentes são os autodidatas. O termo autodidata, neste blogue especificamente, se refere àqueles que apresentam motivação intrínseca para o aprendizado. Isto é, para o real aprendizado, que se baseia no auto-melhoramento.

Portanto, se em sua área de interesse ou de especialização, você não for capaz de aperfeiçoar ou de detectar erros de lógica ou harmonia (padrões lógicos), então não será sábio e não terá aprendido nada. O aprendizado real não é memorização pragmática de dados de uma determinada matéria de estudo. É a aplicação deste conhecimento como parâmetro de detecção de erro, o melhoramento da própria matriz do conhecimento adquirido e/ou a substituição desta por outras matrizes de conhecimento, mais eficientes na resolução de problemas. Isso é inteligência real, in loco, ao vivo, em ação e reação, e não apenas a memorização pragmática. As pessoas inteligentes existem para solucionar os problemas da sociedade, não importa em qual área e quanto mais cirúrgico, preciso e essencial forem estas correções, mais inteligente será. As universidades modernas são ocupadas por mantenedores técnicos e não por solucionadores de problemas, que estão em minoria. Isso explica o porquê da alienação das instituições de ensino superior com o mundo real, em cada nação ocidental, visto que os mantenedores raramente conseguem superar as suas limitações criativas e terminam se transformando nos maiores obstáculos da explosão criativa dos gênios. É por isso que eu gosto de dizer que, os ”inteligentes” são os maiores inimigos dos ”gênios”.

Portanto, a raiva costumeira que atingem aqueles que estão em uma dimensão de percepção e interação mais elevada tanto em qualidade quanto em quantidade, combinado com grande intelecto, é apenas uma reação completamente natural aos dementes que passam por seus caminhos. Quem não fica nervoso quando diz a verdade baseada em lógica de fatos e intuições certeiras, e mesmo assim, os zumbis tentam convencê-lo do contrário?????

Sabedoria e inteligência

O sábio é aquele que pode ver todo o sistema, o tecnicamente inteligente e desprovido de sabedoria, o inteligente por primazia, é aquele que é incapaz de ver o sistema, só consegue ver mediante a sua perspectiva de peça eficiente do sistema maior ”a que pertence”.

Sabedoria e inteligência não são a mesma coisa. E eu já mostrei várias vezes aqui o porquê. A sabedoria encapsula a inteligência e portanto é hierarquicamente superior a ela tal como a atmosfera nos encapsula e é superior a nós.

A sabedoria pode manipular a inteligência, o contrário raramente é possível.

Há uma grande incidência de pessoas inteligentes que pertencem à neocategoria político-psicológica de ”idiotas úteis”.

O termo, cunhado durante o período da guerra fria, se refere justamente às pessoas estúpidas, mas que são úteis para o avanço de agendas totalitaristas por causa de suas melhores habilidades como mantenedores  técnicos do sistema.

A metáfora da ”experiência do corpo”, da suprema autoconsciência, da capacidade autodidata, orgânica, de entender a si mesmo, é potencialmente correlativa com a sabedoria.

E quanto mais alto for esta capacidade (que eu presumo ser brevemente relacionada com qi), maior será a sabedoria.

O pensamento holístico é a capacidade de ver o todo, visualizando-o de maneira abstrata ou concreta.

A maior parte de nossas ”elites cognitivas” são incapazes de serem sábias (ainda que as mentes potentes que estão por ”trás das cortinas” sejam de psicopatas, com muitos atributos derivadas da sabedoria) e por isso, até os problemas mais fáceis de serem solucionados ainda continuam a existir e causar danos às existências coletivas.

Na verdade, alguns dos problemas mais hierarquicamente importantes da humanidade são na verdade muito simples em termos conceituais, ou seja, em suas respectivas raízes ou fontes.

A filosofia é uma manifestação da sabedoria, que no entanto, tem sido reduzida ao papel de promotora de diretrizes totalitárias da principal agenda biopolítica humana, o antropocentrismo.

Como resultado, mantenedores técnicos, são selecionados para estudar e produzir filosofia pós-moderna, que nega as bases essenciais de sua etiologia que é a solução de problemas.

Novamente, eu uso a dicotomia do solucionadores de problemas versus mantenedores técnicos.

A filosofia se tornou monótona, porque as funções de um mantenedor técnico, são monótonas, sendo eles mesmos, como peças eficientes do sistema. A produção da filosofia e portanto a externalização e documentação da sabedoria, só pode ser plenamente realizada, partindo-se da construção de pressupostos que busquem solucionar problemas da sociedade, especificamente dentro das esferas principais de gerência administrativa assim como também, pela procura investigativa, metafórica e intuitiva das respostas mais viscerais da existência humana, assim como também de qualquer outra existência finita e não apenas da replicação de investigações anteriores.

Os solucionadores de problemas estão muito mais perto de contribuir objetivamente com a filosofia do que os mantenedores técnicos e no entanto, como existe um complô para destruir a civilização vigente em prol de outra proposta coletiva de transcendência, tornou-se necessário que por parte dos atuais administradores da desconstrução social, lhes fossem incumbidos de promover a ostracização social dos solucionadores de problemas bem como outros tipos muito importantes para a manutenção da harmonia e do avanço da sociedade.

Pessoas realmente inteligentes não fazem e não pensam em coisas objetivamente estúpidas

Vivemos no mundo das aparências e não da essência.

Hoje em dia, mais do que nunca, afinal, temos a tecnologia ”a nosso favor”, utilizamos de métodos indiretos publicamente visíveis para tentar capturar a inteligência. É aí onde a essência é completamente solapada pela aparência.

Testes de qi não medem o conceito da inteligência, até porque talvez seja pouco provável que possa ser possível fazê-lo, matematicamente falando (de maneira extremamente perfeita).

Qualquer teste de múltipla escolha que avalie capacidade cognitiva, não estará avaliando a inteligência em toda a sua forma e conteúdo.

O que estes testes medem é a superficialidade, ou seja, a aparência da inteligência mediante uma perspectiva confuciana e burocrática.

A inteligência não é apenas a apreensão do conhecimento e sua replicação. Isto é apenas capacidade de memorização, um dos atributos técnicos-utilitários da inteligência.

Eu já disse várias aqui que nós precisamos dos mantenedores técnicos para sustentar a sociedade, não em sua base, mas em suas vertentes mais altas.

Mas isso não significa que eles serão bem sucedidos em todas as funções que são requeridas para manter a sociedade e especialmente, para inová-la.

Gestão e a necessidade de savant sociais holísticos

Se eliminarmos a ideia de ”igualdade de condições”, começando pela negação parcial, cirúrgica e objetiva da ênfase nos métodos tradicionais e velhos de ”meritocracia” como educação, testes indiretos de capacidade cognitiva e qi e principiarmos pela ideia muito lógica de castas cognitivas, então poderemos de fato acabar com todos os mecanismos que provocam conflitos e injustiças nas sociedades humanas. Transformando o conceito aristoteliano de felicidade em realidade prática e objetiva.

Aqueles que são bons em memorizar uma quantidade importante ou funcional de informações, sem ser provido de imensa paixão por aquilo que estão intelectualmente manuseando, muito provavelmente e nós temos constatado esta realidade de maneira visceral, não serão capazes de pensar holisticamente, isto é, pensar na imagem maior, capturando todas as vertentes de situações, assuntos ou paradigmas. Aquele que é capaz de cumprir com todos estes requisitos dinâmico-cognitivos será o verdadeiro Sherlock Holmes ou eu poderia ser atrevido ( eu sempre sou) e sugerir uma SÍNDROME DE SHERLOCK HOLMES, já que a moda ”agora” é patologizar qualquer diferença.

Portanto, os memorizadores superficiais, dos quais se consiste em uma boa parte dos mantenedores técnicos, não serão realmente bons enquanto gestores da sociedade, isto é, aquele que funciona como um árbitro quanto a toda dinâmica que pulsa dentro do ventre da socialização humana.

Os solucionadores de problemas que quase sempre serão de pensadores holísticos, são perfeitos para este cargo, super importante para o bom e sadio funcionamento da sociedade.

Pessoas inteligentes não fazem e não pensam em coisas objetivamente estúpidas e o paradoxo HBD

Eu tenho a impressão de que a comunidade Hbd não parece muito confortável para relatar a elevada inteligência (qi) da metade da população esquerdista, ou seja, dos seus maiores algozes.

Como pode ser possível que pessoas inteligentes façam e pensem em coisas estúpidas?????

O conceito mais universal da inteligência é aquele que se baseia na capacidade de solucionar problemas. Vocês devem estar inconscientes desta realidade que eu vou lhes contar, mas a todo momento ( e neste exato momento), nós estamos solucionando problemas.

Morrer é muito fácil, basta estar vivo. Como resultado, necessitamos solucionar nano, micro e macro problemas para sobreviver, a toda hora, a todo minuto. Engana-se o darwinista conservador hbd dos dias modernos que diz que o maior imperativo da existência é a reprodução. O maior imperativo da existência é a sobrevivência.

Organismos unicelulares replicam a si mesmos a ponto que podemos dizer que a reprodução sexuada não é uma realidade universal e muito menos a principal razão de existir.

Voltando ao paradoxo Hbd. Aqueles com as maiores pontuações de qi tenderão a ser consideravelmente mais propensos a votar em partidos da esquerda política bem como se engajarem em agendas da mesma ideologia. Como resultado, nós temos aqueles que muitos da comunidade Hbd denominam como estúpidos, pontuando muito alto em seus queridos testes de ”inteligência”. Os replicadores ou memorizadores superficiais podem ter cabeças extremamente dogmáticas e isto está bem longe de ser sábio.

Muitos Hbd’s chamam aqueles que negam a realidade das diferenças cognitivas entre as raças humanas como tolos, mas mediante as suas próprias suposições do que é a inteligência, os mais altos qis que tendem a negar esta realidade seriam então de estúpidos também. Portanto, de acordo com as perspectivas amplamente aceitas da comunidade Hbd, os mais inteligentes são mais estúpidos. São mais inteligentes, única e especialmente, porque pontuam muito alto em testes de qi, mas são estúpidos porque fazem coisas estúpidas como negar a realidade. Engraçado não acham?? O mais difícil (pescar a intenção dos criadores de testes de qi em suas questões subjetivas de qual é a resposta mais inteligente) eles fazem. Agora, entender a realidade a que estão a toda hora interagindo, eles não fazem. Muito esperto!!!!

Como eu tenho sugerido aqui, o conceito mais puro da inteligência humana é a sabedoria. Sabedoria se relaciona consideravelmente com a categoria cognitiva de solucionadores de problemas ou pensadores holísticos, ainda que possamos encontrar fenótipos individuais não agrupados, como os sábios que não são solucionadores de problemas (talvez seriam os falsos sábios).

E volto a dizer que, não adianta ”ter” um qi 200 e não entender como funciona cada pedaço da realidade local (e global) a que está submetido e a que está interagindo.

Por isso, ser dotado de grande capacidade holística de apreensão do conhecimento ou ”conhecimentos gerais”, pode ser um bom indicador daquele que é realmente (universalmente) inteligente e não apenas um robô eficiente e estúpido.

O que vemos a cada ano eleitoral, seja no Brasil, na Suécia (mesmo no inferno feminista chamado Suécia), nos EUA ou em qualquer outro lugar, são a tribo de ”inteligentes”, completamente estúpida na hora de votar (com sabedoria) no melhor candidato. Existem muitas variáveis que podem nos ajudar a explicar o porquê desta situação embaraçosa. Mas, uma certeza que eu posso afirmar é a de que estes ”inteligentes” a partir do momento que colocam suas vidas em risco, estão negando a mais primordial de todas as capacidades cognitivas da espécie humana e da própria existência, a capacidade de sobrevivência.

Eu até pensei na ideia de que eles sejam menos psicopáticos do que a média e isto possa influir em suas incapacidades para denotar falsas intenções dos seus candidatos ”socialistas”, mas ter ”traços psicopáticos” (que todos os seres humanos tem aliás, inclusive eles) não significa ”ser um psicopata”, só significa ter um pouco de instinto e pelo que eu acredito que seja também uma característica daqueles que podem entender a realidade, a busca pela harmonia, pela beleza.(neste caso, sob todos os seus aspectos contextuais).

As pessoas verdadeiramente inteligentes neste momento, sabem o que está acontecendo ao redor do mundo e em suas respectivas realidades localizadas, mas aí, nós caímos na areia movediça do conservadorismo.

Os conservadores não são mais inteligentes que os esquerdistas a partir do momento em que também são uma ramificação dogmática e (portanto) tribal da espécie humana. De fato, eles estão muito bem adaptados e isto pode soar inteligente, ainda mais no mundo em que vivemos. No entanto, eu não tenho dúvidas que aquele que pode enxergar a realidade, não o fará apenas por uma perspectiva do lado direito, se me entendem.

Aí adentramos na alegoria do ”terceiro olho” ou ”o olho que tudo vê”.

Os Hbds (muitos deles, talvez a grande maioria), continuam a acreditar que a inteligência possa ser resplandecida por meio da aparência, enquanto que a essência é o seu principal fundamento, basicamente porque toda a profundidade é a essência, é essencial. Portanto, eles confundem altas pontuações de qi, altas pontuações em testes para entrar em universidades, sub-realizações artísticas (como boa parte das celebridades psicopáticas) com inteligência, quando na realidade, objetivamente falando, não é, especialmente mediante uma perspectiva extremamente determinista dos Hbds sobre o assunto.

A essência da inteligência se mede de maneira causal, obedecendo a princípios universais ou neutros que se relacionem com o todo da inteligência e não apenas com os seus atributos utilitários. O mais inteligente não é aquele que trabalha em uma empresa, não é aquele que mexe com as mãos, ele é essencialmente um trabalhador cerebral, mental. A hierarquia das capacidades pode ser observada por meio de qual parte do corpo que é mais requisitada.

Se tem músculos e os usa fundamentalmente para a realização de funções técnico-utilitárias na sociedade, então haverá uma grande tendência para ser menos inteligente.

Se manuseia as mãos para realizar as funções técnico-utilitárias na sociedade,  tenderá a ser mais inteligente que o trabalhador braçal.

Aquele que é enfaticamente, o trabalhador cerebral, mental e usará especialmente o cérebro para executar suas funções dentro das sociedades humanas, será o mais ”inteligente”.

Mas nós definitivamente, não somos robôs e precisamos interagir com tudo e com todos. Este é um dos pontos cegos mais importantes dos pesquisadores de inteligência, psicometristas e boa parte deles que desprezam sumariamente a importância dos conceitos e de análises não-matemáticas para a mensuração da inteligência.

Além de advogar pela ponderação no caso do fetichismo sobre o qi, também sugiro que busquemos por perfis integralizados da inteligência, onde todos os atributos de vital importância para o bom funcionamento da sociedade, sejam não apenas objetivamente analisados assim como também mensurados e caracterizados.

Criatividade, capacidade para realizar analogias ou encontrar padrões de harmonia e desarmonia e autoconsciência (ou autoconhecimento)

Em um dos meus primeiros textos sobre inteligência, eu sugeri 3 atributos psico-cognitivos como os mais importantes para a captura da real inteligência humana.

A criatividade, como capacidade humana característica, marcada pela capacidade de buscar respostas (ideias) novas,

A capacidade para encontrar padrões de harmonia e desarmonia, buscando pela lógica universal, que eu tenho determinado neste blogue como a ”ponderação, neutralidade ou sabedoria”, assim como também em todo o ambiente, em cada naco de informação.

A autoconsciência ou autoconhecimento, a capacidade de se consertar apenas por observação empirista.

Um exemplo moderno bastante elucidativo.

”O racismo mata milhares de jovens negros anualmente no Brasil”.

A maioria das pessoas e muitas delas de altos qis, interpretarão esta informação EXATAMENTE pela maneira como foi enunciada.

Aquele que demonstra curiosidade e não se contenta com frases de efeito propagandeadas pela mídia, irá pesquisar mais profundamente sobre o assunto, mas especialmente porque não encontrará lógica na frase afirmativa acima. Alguém que convive, interage com muitas pessoas diariamente e é capaz de capturar padrões de comportamento (alguns chamariam de ”preconceito”), tem autoconhecimento e se compara aos seus pares por observação natural e constante e é capaz de unir ideias distintas, ou seja, se é capaz de ser criativo na produção de novas ideias então presume-se logicamente que também será apto para manipular a realidade em busca da verdade dos fatos, visto que, a realidade abstrata humana não virá organizada para você, esta pessoa estará alguns degraus acima em termos de inteligência.

Castas cognitivas, igualdade, felicidade e o papel fundamental dos solucionadores de problemas

Castas cognitivas

As pessoas nascem diferentes e esta biodiversidade humana é muito vantajosa. O sistema educacional despreza esta diversidade porque se baseia na negação da mesma.

A educação é a prática da teoria da igualdade humana e é uma excepcional arma para legitimar o modelo piramidal de sociedade que temos e que vivemos.

Enquanto espécie, somos todos iguais. Mas isso não significa que sejamos realmente todos iguais em outros níveis de comparação. Somos diferentes, isso é bom, vantajoso e cada um apresenta vantagens e desvantagens que devem ser exploradas, tanto para o bem comum, quanto para si próprios.

Se somos diferentes em cor da pele, tipo de nariz, tamanho da cabeça, altura, suscetibilidades alérgicas, saúde, desempenho sexual…enfim, se somos diferentes em todos os aspectos fisiológicos e biológicos, então porquê não poderíamos concluir que o mesmo acontece para com todos os aspectos cognitivos e psicológicos???

A negação do sistema piramidal que por meio da educação ou centro de doutrinação e pela mídia, promove a ideologia do igualitarismo  pela  aceitação das diferenças humanas, seria uma grande mudança na maneira como organizamos as sociedades e promovemos  meritocraticamente o talento, com melhorias reais do bem estar geral.

Pirâmide e Nobel

piramide_do_capitalismo

Todos os anos, um número surpreendentemente pequeno de pessoas são agraciadas com todos os louros do tapete vermelho da inteligência. Como estamos acostumados a acreditar que a genialidade é extremamente rara (é rara sim, mas não é pra tanto), então nos tornamos anestesiados para aceitar esta clara desigualdade de condições como normal.

Quando você

nasce no lugar certo,

na família certa,

na hora certa,

no ambiente social certo e

tem a mente certa…

… parece que nada poderá dar errado. Eu não estou desprezando sumariamente o talento e a capacidade dos ganhadores de prêmio Nobel, porque estaria sendo lunático ao fazer isso. Mas eu não posso deixar de notar que com uma população humana na casa dos bilhões, todos os anos, apenas uma centena destes bilhões ganham esta premiação que é praticamente um atestado de genialidade. Não é possível que não tenhamos ao menos um milhão de inovadores que possam ganhar prêmios mundialmente reconhecidos, tal como o Nobel, todos os anos!!

Todos estes fatores que elenquei, são muito importantes para que se possa explicar a enorme desigualdade de condições que a ”educação” promove.

A maioria dos professores são estúpidos

Muitos dos meus amigos e familiares são de professores e eu mesmo, tenho talento para lecionar. O que eu percebo claramente neles é a típica ”dobradinha”, alta inteligência técnica, baixa inteligência intelectual.

Conheço professores universitários que são brilhantes, mas eles são típicos socialistas, ingênuos, conformistas com os ditames do seu grupo e completamente incapazes de serem pensadores holísticos.

Eu não sou o primeiro a notar que a preferência política pela esquerda, tende a se relacionar com maior inteligência técnica.

Apesar de suas maiores capacidades para capturar o conhecimento e replicá-lo com maestria, a maioria dos professores são holisticamente estúpidos, isto quer dizer, eles tendem a ser incapazes de capturar a imagem maior de qualquer contexto e principiar pela realidade, por fatos.

É aí, que surge uma casta cognitiva altamente desprezada e desconhecida da população, são os solucionadores de problemas.

Você é capaz de memorizar uma grande quantidade de informações de livros de história, mas não é capaz de capturar o contexto de cada um deles e de manipular ideias divergentes visando à produção de novos paradigmas. Estes são os clássicos mantenedores técnicos ou do sistema, onde a maioria dos professores se encaixam.

Boa capacidade de memorização superficial, especializada. Baixa capacidade de pensamento holístico.

Os altos qis cabeças de vento, que a maioria dos blogueiros HBD’s não acreditam que existam ou buscam por explicações para que possam conciliar sua teoria determinista de inteligência com a estupidez flagrante de metade da ”fração inteligente”, estão neste momento, nos governos, nos centros de tomadas de decisões, no comércio, como gerenciadores e inovadores e boa parte deles simplesmente não conseguem entender plenamente o mundo, tal como ele é, e é por isso que vivenciamos a derrocada desta civilização.

Quanto mais complexa se torna uma sociedade, mais pensadores holísticos, nós precisaremos. Somente aquele que pode ver o todo, dentro de um contexto, que poderá encontrar as respostas mais precisas e cabíveis para cada situação.

As civilizações entram em decadência porque quanto maiores e mais complexas se tornam, mais especializações cognitivas são produzidas. Este processo cria alienação que combinado com o quase total desconhecimento da existência e da importância de mentes holísticas, irá produzir inevitavelmente a queda das nações.

Democracia e solucionadores de problemas, tecnicamente incompatíveis

Os solucionadores de problemas são aqueles que conseguem ver a realidade, melhor que boa parte da população. De acordo com a ideia das castas cognitivas, cada um de nós nascerá mais apto para exercer determinada função na sociedade. Desprezando as múltiplas subdivisões que poderemos fazer, basicamente, toda sociedade humana estará dividida em duas castas cognitivas principais muito importantes, os mantenedores técnicos e os solucionadores de problemas.

No sistema democrático, todos tem direito a emitir suas opiniões e as opiniões mais populares serão aquelas que tenderão a ser estabelecidas dentro das diretrizes do governo.

Vivemos em sociedades aparentemente democráticas, mas mesmo se fôssemos totalmente democráticos, ainda poderíamos (e muito provavelmente isso aconteceria) desprezar completamente a necessidade de termos pessoas com mentes holísticas trabalhando como gerenciadores da sociedade.

Eu sou um solucionador de problemas e você???

Não tenho o maior qi, não sou o mais talentoso, não sou o mais inteligente, mas sou aquele que tem uma  mente prática (e não pragmática) e portanto holística em que, quando vejo uma situação, imagino de imediato quais são as possíveis respostas que serão mais eficientes e abrangentes.

Eu consigo ver os pontos mais importantes de um contexto ou ideia, sou muito bom nisso (e um desastre em quase todo o resto, rsrsrsrssrrsrsrsrs).

Muitos também são como eu e poderiam endireitar o caminho transcendental de qualquer sociedade.

Ter uma boa memória é importante, mas percebam que os hipertimésicos, aqueles que tem memórias auto biográficas gigantescas (uma ”síndrome” rara e extremamente interessante), não parecem ser de gênios criativos, nem que pareçam ter mentes holísticas.

Nem mesmo ter uma boa memória, tal como a maioria dos professores universitários usualmente tem, poderá servir para ser um pensador holístico.

Não é o excesso de memória que te faz holístico. É a precisão dela.

Educação prática visando à praticidade gerencial

A educação ”moderna” …

… se baseia no princípio da igualdade humana, onde todos nascem iguais e portanto são dotados das mesmas capacidades. A educação despreza completamente a diversidade cognitiva natural da espécie humana e portanto, renega a própria diversidade que existe no meio natural.

A educação promove a ideia a de macro competição, onde todas as castas cognitivas humanas são tratadas como iguais em condições e que portanto, devem participar dos mesmos métodos de avaliação intelectual e promoção meritocrática.

No entanto, se você colocar um elefante para competir com um leopardo em uma corrida, o leopardo que é menor e mais rápido, vai chegar primeiro do que o elefante. O famoso desenho ”Corrida Maluca”, pode nos mostrar de maneira visceral e literal como funciona o método ”meritocrático” do sistema educacional ”moderno”.

Com a aceitação da biodiversidade cognitiva humana, renegando o método tradicional de educação e de promoção meritocrática, principiaremos pela construção de avaliação intelectual e promoção meritocrática que abarque cada especialidade ou casta cognitiva, baseando-se na avaliação objetiva, por meio da prática e não por meio de teorias idealizadas de inteligência ou avaliações idealizadas de capacidade especializada como concursos públicos.

Ainda que, devemos manter métodos subjetivos de avaliação de capacidade (ou seja, as provas de múltipla escolha) como complemento secundário e não como único método de avaliação.

A negação do modelo de sociedade piramidal, baseada em promoção unilateral, onde certos atributos ou fenótipos, são idealizados como representantes fidedignos de inteligência, que renega a complexidade da própria civilização, baseia-se na eliminação da metáfora estrábica das sociedades humanas, onde o direito é esquerdo, o preto é branco, paz é guerra e igualdade é desigualdade e fomentar a realidade, fatos e não factoides.

A educação só proporcionará igualdade de condições e ponderação nas diferenças monetárias de classe, quando renegar o princípio filosófico do século XIX de igualdade humana.

A partir disso, as pessoas poderão ocupar suas posições em suas respectivas castas cognitivas, levando vidas com dignidade e a verdadeira felicidade de poder ser aquilo que é e trabalhar na ocupação que melhor se encaixar com seu perfil cognitivo.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

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