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Por que a filosofia é tão importante??? A necessidade imprescindível da inteligência intelectual para compor o gênio de todas as estirpes. E a hierarquia da filosofia, do sábio ao agente subjetivo da filosofia

O ato mais caracteristicamente humano é o de pensar reflexivamente e portanto se consiste no ato de praticar a filosofia, principiando pelo autoconhecimento (a técnica mais importante da autoconsciência), pela prática da harmonia ou o ato de harmonizar (filosofia prática) e pela investigação analítica sobre a fenomenologia que nos cerca e que nos abarca.

Portanto, ao refletirmos nossos pensamentos estaremos agindo da maneira mais humana possível visto que isto se constitui em uma  impressão digital de nossa singularidade mental. Competir e agir instintivamente com base em emoções são resquícios de nosso ”passado”, nem tão passado assim, de um período em que éramos mais próximos dos primatas não-humanos mais evoluídos. O ser humano é aquele que melhor sabe sujeitar (parte) (d)as intempéries ambientais que o circunda, aos seus caprichos, por meio da antropomorfia geológica e natural, isto é,  meio natural. O próximo passo será o de administrar estes dois mundos, natural e modificado, assim como também a si mesmo, administrar-se, gerindo suas reações ao refletir de maneira precisa, coerente e diplomática, isto é, sábia, antes de fazê-lo. Eu acredito que a cultura tenha um importante papel na modulação parcial, superficial das mentes, mas também existe a necessidade de evoluirmos organicamente, isto é, mantendo o caminho evolutivo em que os mais sapientes possam se reproduzir em maior número, especialmente em relação àqueles que teimam em nos manter presos ao seu domínio primitivo. Uma maior proporção de pessoas sábias entre nós significará uma menor necessidade de reforçar o básico do comportamento pró-social holisticamente harmonioso bem como também pela ênfase no pensamento crítico, questionador e útil na expansão do conhecimento e dimensão de vivência humanos.

Esquerdismo como a ideologia extremista do antropomorfismo

Deus está morto porque é o  homem que é um Deus

A minha angústia ao ver os esquerdistas, em média, lidando com os problemas humanos, desprezando a natureza animal de nossa espécie e seus respectivos desdobramentos geográficos, isto é, ”tendências” comportamentais dos diferentes grupos humanos, me mostra que eles estão a desconsiderar tola e completamente o fato mais do que óbvio quanto à nossa condição de animais e que tal como toda a fauna terrestre, que agirá de acordo com esta realidade universalmente compartilhada, de sermos uma continuidade da vida animal e não como uma bolha bio-coletiva que de tão evoluída, não mais encontrar-se-á submetida à natureza, visto que somos nós que supostamente a submetemos aos nossos caprichos. Não nos livramos da natureza tal como a maioria dos esquerdistas devem acreditar, visto que esta continua a pulsar em nossos centros vitais e permanecerá assim mesmo se a revolução antropomórfica via robótica nos modelar completamente à imagem e semelhança em relação às máquinas que temos construído para desafiar o meio natural e nos salvaguardar de seus perigos.

A essência filosófica do esquerdismo mais parece se basear em uma cultura pseudo-autoconsciente em que, em um mundo ideal, nos poríamos a gerir nossas atitudes de maneira racional. Mas se nem os próprios esquerdistas (e desprezem o nem, foi apenas uma força de expressão previamente equivocada) estão plenos de seu autocontrole então vamos imaginar rapidamente como que esta realidade se mostraria à boa parte dos seres humanos.

A necessidade imprescindível da inteligência intelectual para compor o gênio de todas as estirpes

Todo o gênio que foi merecidamente reconhecido, em ao menos alguma particular dimensão, questionou sobre os postulados estabelecidos e compartilhados dentro de seu meio social. Todo o gênio para que possa desenvolver, revolucionar uma determinada área, precisa criticar, pensar que aquilo que é entendido como a verdade do momento, poderia ser melhor do que é, precisar usar o seu intelecto, ser um intelectual.

A criatividade que tem como fundamental finalidade a utilidade e não apenas no simples ato de transgredir com qualidade, por exemplo, dentro do mundo altamente subjetivo das artes e mesmo dentro de muitas áreas do pensar filosófico, precisa, mesmo antes da incubação criativa, se basear no pensamento crítico, reflexivo e filosófico. Se não no pensamento, ao menos ou fundamentalmente na sensação/necessidade intrínseca de analisar e criticar, quando possível.

A técnica singularmente humana de reagir ao ato de existir, o pensar reflexivo e filosófico em sua primazia, é essencial, imprescindível para a manifestação do gênio verdadeiro.

A hierarquia da filosofia, do sábio, o filósofo natural, ao agente subjetivo da filosofia

A filosofia em seu conceito mais puro se consiste no ato de buscar pela sabedoria, por intermédio do pensamento reflexivo, crítico e que vise na melhoria da realidade compartilhada e percebida.

O sábio se localiza no lugar mais alto da hierarquia deste ramo fundamental da existência humana, visto que se consiste no filósofo natural, antes mesmo de ser um filósofo per si. Enquanto que a filosofia se consiste na busca pela sabedoria, o sábio se consiste naquele que a vivencia, visto que já nasceu predestinado para interagir deste modo com o seu meio, como resposta de sua natureza biológica. Portanto, o sábio ao nascer filósofo, não precisa sequer buscá-la pelo exercício da filosofia, j[á que a vivencia de maneira tão íntima, natural, mesmo nos seus pensamentos mais profundos.

No segundo degrau de cima pra baixo desta hierarquia piramidal, o filósofo, o agente objetivo da filosofia, se encontrará. E mais perto do chão, boa parte daqueles que atualmente denominamos como ”intelectuais” e filósofos serão encontrados e os denomino como agentes subjetivos da filosofia, isto é, que aderem ao pensar filosófico especialmente em termos de estudos biográficos dos pensadores que melhor lhe aquecem os corações, mas que não principiam suas respectivas caminhadas filosóficas a partir da busca pelo ato filosófico per si. Muitos destes são demagogos assim como também encontraremos muitos oportunistas que se apropriam da abrangência e relativa subjetividade, riqueza de campos de estudo, da filosofia, para produzir ideologias ao invés de buscar por aquela que é a mais característica da própria filosofia, isto é, a sabedoria.

Por incrível que possa parecer nem todo sábio que será um intelectual, porque é provável que para que possa sê-lo em todo o seu potencial, seja necessário a genialidade existencialista e filosófica e não apenas a naturalidade sábia. por exemplo, Osho foi um gênio ou um sábio**

Para termos real noção perceptiva do gênio filosófico precisamos vê-lo em ação na administração das sociedades e creio eu que se Osho fosso colocado na presidência de seu país, é provável que introduzisse um sistema muito similar àqueles que predominam nas sociedades mais socialmente avançadas do Ocidente, ou seja, não muito diferente da ênfase em relação à cultura de pseudo-autoconsciência que tem resultado em tantos problemas para essas nações, não apenas por causa da imigração em massa, mas anterior a isso.

Sábios sem o brilho vívido da genialidade filosófica é provável que transformariam suas nações em metafóricos fogos quase apagados de tanta parcimônia, em locais onde o talento e o destaque passariam a ser taxados de pecados do que de virtudes. São especulações e talvez esteja parcialmente errado quanto a isso, assim espero, 🙂

Mito sobre a enorme influencia da educação familiar na formação do caráter dos filhos

”Um estudo realizado pela Universidade de Massssasshushetz descobriu que ler para os filhos pode aumentar as suas inteligencias’.

Quem nunca leu uma notícia dessas** Mais uma vez, nos encontramos diante de mais um caso de correlação do que de causalidade.

Darwin ”venceu”, mas Lamarck continua a predominar… Vamos fazer uma auto-análise, vou mostrar a voces que apenas um indivíduo, pode comprovar ainda que não ”empiricamente” que influencias ambientais não podem alterar aquilo que temos em nosso interior, nossa essencia. Meus pais nunca foram aqueles de pegar um livrinho e ler junto com o filho antes de dormir. Desde cedo que eu demonstrei interesse pela leitura (especificamente de livros didáticos e de geografia, de início) independente de qualquer influencia, constante ou pontual de meus pais. Eu posso dizer sem dificuldades que minha curiosidade intelectual brotou naturalmente de minha pessoa e não sofreu qualquer influencia por parte do mundo exterior, pelo contrário, porque sempre tive incentivos para me socializar. Eu sou responsável por todas as minhas ações. Para que QUALQUER achismo behaviourista ou que despreze veementemente a genética, possa estar correto, existe a lógica necessidade de

  • homogeneidade de resultados
  • e que sejam de longo prazo

Portanto, usando este exemplo, se todos as crianças, aleatoriamente selecionadas, de um hipotético estudo, que foram expostas a leitura por seus pais de maneira constante, se tornarem ávidas leitoras, escritoras e com bom vocabulário, quando adultas, eu ”jogo a toalha”. Mas é muito pouco provável que isso vá acontecer.

A causalidade (muito mais ) mais  provável de ser para este caso é a seguinte

”Os pais que leem mais para os seus filhos, são mais propensos a serem conscienciosos e inteligentes do que aqueles que não leem…. e filho de peixe inteligente, peixinho inteligente tenderá a ser”. 

Mesmo que fosse comprovado que a exposição precoce a leitura tivesse um impacto na inteligencia verbal das pessoas, ainda não se poderia concluir muita coisa a favor das teorias ”ambientalistas” rivais.

Muitas mães e pais se torturam, lamarckianamente falando, porque acreditam que não ”regaram direitinho” os seus filhos para que pudessem crescer fortes e (mentalmente) saudáveis. Se culpam porque acreditam que não deram o melhor de si na hora de educá-los (especialmente quando ”se tornam” adultos de caráter duvidoso). Este tipo de narrativa parece servir como maneira de se retirar a responsabilidade das pessoas em relação as suas próprias ações. Em partes é verdade que não sejamos assim tão racionais, lógicos e empáticos como imaginamos. Mas esta idealização exagerada, que eu denomino de supremacia antropocentrica, não é uma prova de que não somos influenciados por todas as variáveis biológicas que nos compõe, que compõe nossos corpos, nossos neuronios, nossos cérebros. Não restam dúvidas de que sejamos mais plásticos em termos de comportamento em comparação aos outros animais, mas também não significa que sejamos infinitamente plásticos, porque é claro que isso não é verdade e a todo momento nós estamos  comprovando esta realidade factual, tendo consciencia ou não disso. A capacidade criativa, que está muito bem desenvolvida, especialmente a criatividade prática, em uma pequena parcela da população, em temos de potencial e não de adaptação contextual (isto é, aquele que está adaptado sem fazer qualquer esforço concentrado para esta tarefa, porque o contexto o faz ser mais adaptado, tal como acontece na seleção natural), é uma prova de que podemos interferir no curso de nossas interações. Muitos animais não-humanos também podem fazer isso, mas nossa capacidade ou potencial para mudar nossas atitudes visando a adaptação, é muito mais desenvolvida do que em relação as outras espécies.

Eu não duvido que para algumas pessoas, a memória emotiva de seus pais lendo pra elas quando eram crianças, possa ter tido algum efeito em suas atitudes, mas lembrem-se da minha metáfora dos elásticos. Quando eu me uso como exemplo para explicar o comportamento humano, talvez possa estar sendo relativamente falho, se não sou como o ”average joey” para que possa espelhar como que se daria o comportamento médio da maioria. Alguns potenciais individuais para ”o amor a leitura”,  talvez necessitem de algum incentivo ambiental, para que possam ser desenvolvidos. Mas todo potencial terá o seu limite, senão seria infinito, mesmo os ”elásticos de genio” ainda terão o seu teto máximo e talvez, o genio seja justamente isso, o uso constante do teto máximo de seu elástico de maior potencial para ser alargado.

Portanto, quando papi e mami se acasalam e produzem o primeiro esboço de sua pessoa durante a concepção, isso significa que uma boa parte de sua personalidade, já terá sido determinada.

Roubando esta foto do Blog do Mister X… A maioria das pessoas acreditam que quando dizemos que a genética tem um papel mais importante do que o ambiente, isso quer indicar que não tenhamos livre arbítrio, de que seríamos todos como robos. No entanto, como mostra a foto, a preponderancia genética mais se parece com a imagem dos garotos de cima, individuais, únicos, que são donos (mais ou menos conscientes) de si mesmo quando estão sob as mesmas influencias ambientais, enquanto que, segundo um cientista social mais próximo de voce, por meio das ”intervenções ambientais corretas”, todos poderão se tornar iguais, tal como as crianças abaixo. A individualidade humana não é uma construção social apenas ou fundamentalmente, mas sim a resposta de longo prazo, constante e relativamente plástica (dentro de uma concordancia espectral de comportamento e personalidade, como no caso do tempo sendo modulado pelo clima) de nós mesmos em relação as interações ambientais. A enfase dos behavioristas uber-especailistas, está equivocada, porque despreza o indivíduo em favor do ambiente que o encapsula, enquanto que o mais correto é centralizarmos, principalmente em relação ao indivíduo e em sua resposta ao ambiente. Nossa reação é mais importante do que a ação de terceiros, humanos, abstratos ou inanimados.

Se seu filho é mal caráter e voce é uma pessoa boa, busque fazer uma análise neutra, racional de como que se portou com ele durante a infancia e por agora, mesmo que tivesse sido negligente, abundam casos de filhos maduros com pais problemáticos. A genética tem um papel mais importante para modular nosso comportamento, porque quando falamos de genes estamos falando de nós mesmos.

Auto entrevista com Santoculto, um santo muito louco, parte 1

hbd, qi, diferenças raciais, existência de raças humanas, filosofia, política e achismos desvairados…

Vamos começar a primeira auto entrevista de que eu tenho notícia da estória humana e quiçá da esquina com a rua dos bobos, número zero…

Hbd ou Hb-d**

 

Resp= e isto importa** Bem, eu deixei a ”diversidade” em separado porque os hbds não parecem curtir muito esta palavra e sua bio-significancia.

 

Voce odeia a comunidade hb–d por que eles acreditam que a homossexualidade seja uma doença  ou quase isso**

Resp= o que é isso** (raiva,raiva,raiva)… hum,hum… rsrs… não. Não é apenas isso. Eu sou diferente da maior parte, bem, sejamos sinceros aqui, de todos eles, os que tem blogue, porque eu não tenho uma agenda neoconservadora a tira colo. Sim, o fato de ”ser” um homossexual fluido que é inseguro quanto ao seu futuro sexual e que passou a considerar o sexo como uma necessidade fisiológica como fazer coco e jamais como um imperativo impulsivo evolutivo natural que atinge boa parte da população neurotípica, contribuiu consideravelmente. O pacote dualista, primitivo, estúpido, generalizador e que se utiliza da comunicação por palavras para incitar futuros conflitos inte-gurupais, se baseia na expiação ao estilo ”brincadeira da berlinda” de todos os defeitos ”do” ”grupo”, desumanizando-o. O dia que eu ouvir qualquer elogio destes retardados da gringolandia em relação ao (um dos) grupo(s) a que pertenço, mediante essa perspectiva , pode ter certeza que eu vou dar um duplo twist carpado no carpete aqui de casa.. claro.. que em pensamento (ninguém pediu para especificar a promessa-).

A comunidade hb-d se apropria de um conhecimento demasiadamente importante e o utiliza para empurrar um conjunto de considerações de natureza política, unilateral e potencialmente danosa a muitas partes envolvidas. Bem, cada um faz o que quer e depois quem paga o pato somos nós. Se não posso me juntar a eles e por que, com que razão racional que eu poderia…. e se vejo que não estão realmente buscando a verdade derradeira dos fatos mas também como maneira de combiná-la com a sabedoria, então eu não tenho nada que fazer lá a não ser bancar o advogado do diabo.

Algumas pessoas se definem como racionais, acusando o resto da humanidade de não ser, mas essas pessoas deveriam expiar a si próprias para entender se são realmente estes feijões mágicos, raros e especiais.

 

Voce se define como racional e acusa as outras pessoas de não serem. Qual é a diferença entre a sua verdade e a delas** A verdade não é relativa**

 

Resp= Eu, o Santolooouco aqui, em pessoa, não sou racional a partir de muitos parametros de comparação. Por exemplo, em termos evolutivos, eu sou um banana, um pateta, que sente desejos que não se compatibilizam com a ordem ”natural” das coisas. Isso é ser irracional. No entanto, o verdadeiramente, o literalmente irracional, é aquele que ao ver a luz, decide continuar tropeçando dentro da escuridão. Se são tão inteligentes, então por que não podem ver o que eu posso ver**

Porque a racionalidade, ainda que possa ser capturada por mentes incansáveis, também é um dever, ou é principalmente um dever, se ao natural, caminharemos para sermos levados pelos cantos adocicados da sereia na costa sul siciliana.

A verdade, separada em muitas perspectivas (verdade ou realidade), pode ser considerada como relativa. Por exemplo, é verdade que eu estou vendo uma planta a partir do lado esquerdo, da mesma maneira que também é verdade que Joachim está vendo a planta a partir de uma perspectiva panoramica, a partir de cima, do norte em uma rosa dos ventos mais próxima de voce. E também é verdade que Hosana esteja vendo a mesma planta a partir do lado direito. A verdade, enquanto uma entidade dissociada de sua comunhão holística, pode ser considerada como relativa, mas a verdade em si não é relativa, mas diversificada porque se relativiza a partir de muitos angulos de visualização ou perspectiva. Ver parte da verdade e tratá-la como o todo é o mesmo que ser conveniente.

A ”minha” verdade é melhor do que a deles porque é diplomática, menos emotiva em um sentido irracional, racional em um sentido holístico, ao considerar todo o contexto.

 

E onde que as bix… os homossexuais entram nesta história toda**

 

Resp= Bi o que** Sim, eu sou isso também, iiihihihihi… ops, quer dizer, ”os” homossexuais são o grupo mais perseguido de toda a história humana porque não se reproduzir é um ato de extermínio de uma continuação, um legado biológico e especialmente quando voce tem além desta condição biológica, também uma condição cognitiva, mental, consciente, que pode deliberar a favor desta não-continuidade, o bicho pega meu bem!

Nenhum negro, creio eu, já foi discriminado pela própria mãe por ser negro (só se chamasse Soraya e fosse mexicana). Ainda se acredita (mentes atrasadas diga-se) que a homossexualidade seja fundamentalmente uma escolha. Se fosse, então hoje eu gostaria de ser o super macho que conquistar todas as donzelas, já amanhã de manhã, eu botei na cabeça que eu quero ser um ”pervertido” doidivanas.

Não tivemos escolha e na verdade, na altura do campeonato, da minha vida ao menos, é estúpido fazer esta afirmação, pois não há escolha de qualquer maneira e mesmo se tivesse, eu não sei como que poderia sair. Eu penso. Se o ser humano fosse colocado em frente a uma máquina que funcionasse como um genio da lampada que pudesse atender a qualquer desejo de tez puramente biológica, voce teria como resultado muitas aberrações, como um humanoide de asas e rabo de dinossauro ou uma Olívia Palito de boca carnuda.

Por razões éticas, moralmente objetivas, não deveria haver qualquer tipo de perseguição por causa de sexualidade, ao menos se fosse pedofilia ou estupro.

Os hb-ds almejam eliminar a homossexualidade da piscina biológica humana. Está tudo errado e eles querem sofisticar o estragado, fazer um bolo com leite com o prazo de validade vencida.

 

Falando em objetividade. Voce criaste os conceitos de moralidade objetiva, moralidade subjetiva e fez o mesmo em relação a verdade. Poderiam ”nos” explicar o que significam**

 

Resp= (voce criaste…. ai meu pai!!!) Eu escrevi textos falando de todos eles, mas enfim, vou explicar de maneira bastante resumida. Moralidade objetiva ou universalista, tudo aquilo que se encontra a partir de uma perspectiva racional, indubitavelmente certo, neutro ou errado. Moralidade subjetiva ou cultural, justamente aquilo que falei acima, caracteriza-se pela enfatização na unilateralidade da conveniencia ou da escolha de apenas uma ou algumas perspectivas ao invés de comprar o pacote inteiro. A moralidade objetiva é a moralidade completa e serve como neutralização recreativa para as chamadas ”culturas” humanas.

A verdade objetiva é a verdade direta, imediata, que nossos olhos podem ver. Ninguém pode negar que, por exemplo, esteja vendo uma pedra (a não ser um cego, sem humor negro aqui… mas ele pode sentir). A ação de visualizar a pedra e a própria pedra são a comprovação da verdade objetiva ou imediata enquanto que a verdade subjetiva é a construção abstrata ou que não é diretamente literal, materializado. Por exemplo, as estatísticas são uma manifestação da verdade subjetiva. Eh subjetiva porque pode ser manipulada de muitas maneiras, mas algumas formas de manipulação estão mais condizentes com a verdade ou precisão do que outras. A verdade subjetiva é aquela em se pode dizer que seja relativa.

 

Mas os esquerdistas modernos não estão usando a moralidade universal como plataforma política**

 

Resp= Eles dizem que é uma moralidade universal, mas uma moralidade que prega o amor a um grupo e o ódio a outro não é universal, é um engodo.

 

Voce não gosta de cristãos e parece pregar o ódio a eles também não é**

 

Resp= Foram eles que começaram. O cristianismo é uma versão quase tão ou mais hipócrita que o judaísmo. Não há nada de muito nobre nele. Cristãos intelectualmente inteligentes são raros. A maioria é de idiota. Por que* Voce deve estar se perguntando… Porque eles confundem a fantasia ou besteirol que está na escrito nas bíblias e que é entoado por padres ou pastores, com o mundo real. ”A bíblia condena isso”. Então eles transformam esta ordem em algo real, que deve ser praticado no mundo real, sem pensar racionalmente, empaticamente, se isso é verdade e as consequencias de suas ações. Não se questionam e pra mim, aquele que não se questiona é um boçal digno de pena e ódio. Mas eu não prego o ódio e ou a violencia física, mas cozinhá-los em banho maria. Eugenia cognitiva, a real evolução da mente, do cérebro e da alma humanos, são incompatíveis com quase todas as culturas e religiões que a besta humana criou. Ao menos se estas se tornassem recreações contemplativas e sem os seus excessos literalmente danosos a qualquer forma de vida inocente ou dependente de nosso juízo, poderiam ser mantidas. Mas a partir de um prisma lógico, qualquer besteirol fantasioso e potencialmente perigoso que seja tratado como verdade, será visto como idiota para uma boa parte das pessoas inteligentes.

 

Mas então não existem cristãos bons**

 

Resp= Claro que existem mas a exceção prova a regra.

 

O budismo seria a única religião que mais se aproxima do conceito puro de religião**

 

Resp= Sim, foi aquilo que disse. Ainda que o budismo também seja ruim por basear-se em uma completa inércia contemplativa. Não é do tipo, mas que coisa maravilhosa, que fantástico!!!… mas dá mais pro gasto do que o resto, que beira a insanidade genocida abençoada por Santo Dio.

 

Qual é o seu qi** Isto é, quanto voce acha que pontuaria em um teste oficial de qi** O que é qi** Qual é a sua relevancia em relação a vida** Pessoas de qi mais alto são mais inteligentes**

 

Resp= Eu não sei, nunca fiz. O mais provável é que seja alto, tudo leva a crer que sim, mas apenas no componente verbal, que já é qualquer coisa né* Eu tenho um vocabulário sofisticado, sou bom com as palavras, tenho lá as minhas deficiencias, talvez por falta de prática, com concordancia verbal, da mesma maneira que confundo before com after e esquerda com direita. Se quiser duvidar fique a vontade… (grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr).

Testes cognitivos e mais especificamente os testes de qi são tentativas de mensuração da inteligencia com base na aplicação de exercícios mentais ou com algum componente cultural como ”conhecimentos gerais”. As forças dos testes de qi são

– mensuração de habilidades mentais específicas e generalizadas,

– são neutros, especialmente os mais recentes. Mas na verdade, os antigos também não eram lá tão tendenciosos, ainda que fossem menos corretos.

– uso para detecção de alguma idiossincrasia cerebral minoritária.

 

Os pontos fracos são

– parte de um determinismo estatístico onde que os mais inteligentes indubitavelmente deverão pontuar muito alto, o que não se consiste na plena verdade,

– é usado como substituto da teoria ou de qualquer teoria que enfatize a diversidade cognitiva, como aquela do Gardner, desprezando a variação da complexidade intelectual humana e tendo até mesmo algumas implicações políticas muito baixo astral,

– … bem, os testes em si não são ruins. Ruins ou estúpidos são aqueles que os utilizam como verdade absoluta, desprezam o papel da personalidade ou instinto, acham que apenas eles podem ter todas as respostas.

 

Não há qualquer grande relevancia, especialmente se o indivíduo não é auto-consciente o suficiente para saber manejar o seu arcabouço cognitivo natural em seu ambiente de interação, de maneira racional, empática (realmente empática) e que seja proveitosa para si próprio. São números e aqueles que se ateem a esses números estéreis, é porque devem ser inseguros quanto a sua capacidade e ou narcisistas o suficiente para se agarrarem a essas abstrações, ganhar o diploma de genio do populacho e não fazer nada de útil em troca. O jeito mais fácil de ser considerado como tal.

 

Seja sincero. Voce não gosta dos testes porque não tem o qi mais alto*** Fácil** Mas pontuar muito alto nestes testes deve ser muito difícil***

 

Resp= Eu tenho que ouvir isso. Nasci pra sofrer, só pode!! Não meu qirido!! A questão não é comigo, é com eles. Eu nem me acho o tipo de inteligente que a maioria aprecia, como dizem lá pelas cercanias da Cidade do México ou Guarujá ”eles são genios por maioria de votos… porque pontuaram alto nos testes”. Os fetichistas de qi fariam o favor, se fossem inteligentes, de pararem de dar pitaco sobre este assunto.

Se alguém foi muito bem no teste e não fez muito esforço, então é porque é fácil pra ele faze-lo da mesma maneira que é fácil para um acrobata fazer acrobacias. Tem uma tendencia natural, al dente.

 

Mas o acrobata se esforçou muito antes de chegar a perfeição!!

 

Resp= Eu não sabia que tinha que estudar pra fazer teste de qi, primeira vez que eu escuto isso. Não, uma pequena minoria de pessoas em todo mundo que são capazes de pontuar muito alto nos testes. Isso quer indicar que nem por super esforço, é capaz de aumentar as pontuações até o teto máximo já alcançado. E mesmo o acrobata… quem tem dispraxia, não dá pra tentar trabalhar no circo.

 

Mas esta raridade não poderia ser resumida em genialidade**

 

Resp= Talvez, mas não existe apenas este tipo de genio. Este é um dos problemas que eu tenho falado tanto na hbdosfera. Genios podem não ser tão raros assim, raro é o genio que se expressa. Não estou querendo dizer que existem muito mais deles do que acreditamos, veja bem, mas não é tanto assim. Bem, talvez eu esteja confundindo genialidade com talento, que não  é a mesma coisa.

 

Aé** Talento se difere da genialidade em que sentido**

 

Resp= O talentoso até tem uma predisposição mais latente, mas boa parte de seu talento se faz com base no esforço, no desenvolvimento desta predisposição, ao passo que o genio, quase não faz qualquer esforço, é um savant que apenas aplica o seu dom natural. Eh como escrever poemas, não é muito difícil pra mim, basta pensar em algum tema que as rimas vão aparecendo. Eu percebo que os meus melhores poemas, na minha opinião, é claro, vieram de 0% de esforço e apenas intuição. Mas também é possível construir poemas com algum pensamento mais esforçado, ainda assim. Bem, perceba que quando pensamos, estamos sendo intuitivos, o pensamento intuitivo é muito mais comum do que imaginamos. Raro é o seu reconhecimento e seu uso na construção de um ”produto” de qualidade. Ninguém pensa pra pensar, na maioria das vezes, em nossos cotidianos, especialmente, nós pensamos intuitivamente, nosso pensamento é super rápido e a intuição será ainda mais rápida.

 

Que interessante, então existe velocidade de pensamento e a intuição se constituiria em um tipo extremamente rápido de pensamento**  Agora, sobre criatividade. Voce tem umas ideias bem interessantes sobre. Poderia nos dizer o seu conceito para criatividade e suas teorias**

 

Resp= São muitas, nossa!! Vamos por parte, como dizem lá no açougue (que piada péssima!!!). Criatividade em seu significado mais puro se consiste na capacidade de se produzir algo novo. Como resultado, qualquer tipo de proposta que se difira daquelas que já foram construídas, será identificada como tal. No entanto, a criatividade em seu sentido menos puro, bruto, porém que é mais mais apurado, nos diz que além de novo, também deve ser útil e portanto de qualidade. Claro que aí adentraremos a ideia de moralidade. Por exemplo, matadouros de animais ou as touradas de Barcelona apresentam respectivamente, utilidades, práticas e culturais, mas são completamente imorais, por tratarem os animais não-humanos com total desprezo. Aí, na minha opinião, deve haver um fator moral carregado para que a criatividade não crie ainda mais monstros. Veja a revolução industrial. Mesmo a tão adorada criatividade, pode ser muito, muito ruim. Sem sabedoria parceiro, não tem como!!

Em minha primeira teoria sobre criatividade eu busquei separar as atividades e trabalhos ou produtos que são conceitualmente criativos daqueles que são expressivamente criativos, isto é, fazer algo novo ou ser ”realmente” criativo, ao nível de genio ou de talentoso criativo, em relação ao de replicar a criatividade que foi criada justamente por este primeiro grupo, a epidemia criativa. Temos o compositor e o musicista. O compositor é conceitualmente criativo, o musicista é expressivamente criativo, ele expressa criatividade, só que não é de sua autoria. O compositor ganha no pedra-papel-tesoura do musicista, porque seu trabalho é puramente criativo. O papel do musicista que não compõe, no entanto, é muito importante e não deve ser desprezado. Eu percebi que aqueles que expressam os trabalhos criativos dos outros, tendem a ser dotados de algum talento ”savant-like”, isto é, mais mecanicamente especializada, que pode ser um talento, mas que, obviamente, precisa de uma predisposição genética, organica. Eh claro que nós temos os prodígios musicais, que tem imenso talento natural e que podemos ter os tipos precoces que ”apenas” reproduzem as obras dos compositores.

Também desenvolvi categorizações possivelmente aplicáveis como a do criativo contínuo e do criativo descontínuo. O primeiro, como diz o adjetivo, seria aquele que produz uma grande quantidade de ideias por dia ou por mes, que tem uma personalidade altamente criativa, de temperamento ambíguo, contrastante,  vívida, atemporal, ao passo que o segundo seria mais neurotípico em seu comportamento porque a correlação entre a sua personalidade e portanto motivações pessoais e seu perfil cognitivo, seria menor, menos atrelada entre si. Recentemente eu sugeri que perfis cognitivos assimétricos, isto é, grandes discrepancias entre as habilidades cognitivas, como ter uma inteligencia verbal muito alta ou uma diferença muito grande entre este componente e matemática, por exemplo, possam ser uma das causas para a típica paixão do criativo por suas capacidades com maior potencial, seus elásticos mais elásticos.

 

Qual é a relação entre criatividade e problemas mentais** Não seria apenas um mito de uma era romantica**

 

Resp= Se fosse apenas um mito de uma era romantica, então esta ”era romantica” teria durado uns 2000 anos. Não, as pessoas pegam as palavras sem entender seus significados e aí vão espalhando seus achismos desvairados até se tornar uma bola de neve. Mito, como o nome diz, é um fenomeno profundamente espetacular, o efeito fundador de algo, de uma ideologia, de uma religião, é quase que como a onomatopeia de um pensamento emocionalmente abstrato, que não tem muito tato com o mundo real, literal, fisiológico. Dizer que a relação entre criatividade e problemas mentais, se na altura do campeonato, podemos resumi-los a problemas, se consiste apenas em um mito ou em observações seculares sem natureza empírica, é o mesmo que negar a enorme proporção de genios de extrema grandeza que já nasceram com estas condições. A capacidade poética, uma das manifestações mais sublimes, sutis e verdadeiras da criatividade, está intrinsecamente relacionada com predisposições psicopatológicas. E ao reler o livro de Cesare Lombroso, já não me restam dúvidas quanto a isso. Eh claro que um sabichão poderá chegar até voce e dizer ” Mas a maioria dos ”doentes mentais” não são geniais”. Não sei se quem argumenta desta maneira o faz de má fé ou porque é estúpido mesmo. Ninguém está dizendo que todo aquele acometido de uma personalidade extrema, será um genio. Mas que o genio, que costuma ser bem raro, será muito comum de ser acometido de uma predisposição, latente ou significativa. Uma pequena minoria de seres humanos será genial e apresentará grandes chances de ter algum traço mais extremo, por causa de sua natural singularidade, individualidade. O genio tende a expressar sua criatividade com base em si próprio, tal como nós fazemos, em geral. Tudo aquilo que somos, botamos pra fora com base em nossas culturas pessoais, nossas maneiras de interagir, de ser, tudo aquilo que sinalizamos para os outros ou para nós mesmos, expressa parte daquilo que somos. E o indivíduo singular e muito inteligente, o fará de maneira original, o primeiro passo para a criatividade.

 

O trabalho de Lewis Terman encontrou algo completamente diferente daquilo que voce defende, onde que os superdotados analisados, foram em média, melhores em todos os aspectos se comparados com os menos inteligentes. Onde é que Terman errou e Lombroso acertou** E onde é que Lombroso errou e Terman acertou**

 

resp= Primeiro que Terman não analisou ”genios”. Superdotados, geralmente não são genios. Há de se separá-los conceitualmente porque na prática, faz muita diferença. O superdotado é alguém que é dotado de grande capacidade cognitiva ou intelectual. O genio é alguém que é dotado de uma capacidade que está fora de qualquer parametro comparativo. Não se comparam genios com as outras pessoas, em compensação, para identificarmos os superdotados, devemos fazer justamente isso. Eu acredito que exista uma descontinuidade entre a inteligencia que entendemos como tal e a genialidade. A genialidade é anti-natural e potencialmente desvantajosa para quem a carrega nas costas. Terman não parece ter buscado a criatividade como um elemento relevante em sua pesquisa. Ele errou porque disse que provaria a sociedade que ”os prodígios não são degenerados”. Ele foi influenciado por suas emoções pessoais que o direcionaram para o caminho errado. talvez, se tivesse mudado os termos, até poderia ter conseguido algum sucesso. O ponto mais importante do seu trabalho foi a sua ideia, de procurar pelo genio antes que se manifestasse. Terman foi um dos pioneiros mais eloquentes na redução da importancia de predisposições psicopatológicas na manifestação do genio. E esta mitologização arrogante de algo que não é assim tão ”mitológico”, reverbera com força nos dias de hoje. Desde o trabalho de terman que o ”genio torturado” passou a ser visto como uma ”anomalia da genialidade” enquanto que o escolasticamente superdotado passou a ser entendido como ”o genio”. Mas genios que não produzem trabalhos criativos não existem, não é**

Lombroso pecou especialmente em sua constante patologização de comportamentos contextualmente anormativos como ”altruísmo -excessivo- para com os animais não-humanos”. Ele deu um caráter altamente patológico aos genios historicamente reconhecidos que analisou por meio de relatos autobiográficos e biográficos, que não é plenamente a verdade dos fatos. No entanto, em relação ao resto, ele demonstrou, inclusive por meio de alguns casos relatados de pessoas com transtornos mentais que durante fases agudas de suas doenças, se transformaram temporariamente em seres altamente inteligentes, perspicazes, como se vivessem genios adormecidos ou mesmo presos dentro de seus corpos frágeis e doentes. A doença e ou graus dela, funcionam perfeitamente como promotoras do desenvolvimento da autoconsciencia, que é um aspecto que define o genio do superdotado. E ao lermos a obra de Lombroso, vemos que a maioria dos genios historicamente reconhecidos que ele analisou, detinham grande autoconhecimento.

 

Por enquanto é só, nossa, voce fala demais Santo, não sabia que isso é pecado**

 

resp= moralmente objetivo ou subjetivo**

 

Algumas bençãos…

Intuição, o elo perdido
Agir sem pensar, mas pensando em segredo, sem se perceber, o bater perfeito de asas, o pulo do gato, o farejo de um cão, a destreza de um leão, já nascem sabendo, lhes é natural ser um gênio da própria ação, à intuição, de pouco empenho e muita natureza, ao natural, com certeza. Pensar pela intuição, os animais sempre fazem. É pelo instinto que se comunica diretamente com nosso espírito, que a razão não nos deixa ver. O humano e seu destino de ser uma mistura, de saber sabendo do de saber sentindo, pela emoção, por estilo da criação, ainda dizem que o animal não é criativo, inventam-se uma vez e vivem então. Repetem o mesmo hábito, mas  aperfeiçoam com a intenção, de viver a vida.
É um jogo de escolhas, o sentir pela força da emoção intimista, de sentir-se e entender esta sensação, ou de privar-se, em busca de uma explicação, seja por um sacerdote ou lendo Don Quixote. Encontrar-se, enquanto que os animais já sabem de si, não se iludem com a ilusão, de ser o que não se espera,  se é.
O gênio em sua criação se degenera ao estado de um não-humano, de um fenômeno, uma manifestação, de confiar em si mesmo, de expor sua singularidade, de revelar parte de seu segredo, de seu pacto com Deus, ao qual todos os seres fazem. Ser mais animal, responder reagindo, mas depois de uma intensa reflexão, de alguns segundos, sorrindo para a razão, mostra seu amor pela verdade, por aquilo que se pode tocar, com mãos de fadas ou sons que exalam,  a confiança de seu instinto, a força em seu destino, e seguir.
Do anjo ao demônio, da empatia à razão
Fazer o bem?? Vamos todos então, só que poucos te entenderão. Vives a contemplar a sabedoria, espelhares teu espírito, em anestesia, a toda a realidade, podes ver o simples e o porquê de sua contorção, o homem está nu pra ti e não é por segundas intenções, és preciso em suas maquinas, de repente, se alucina, sente, percebes donde o erro brota, chamam-lhe o pervertido, mas quem faz o mal não é meu amigo, é o verdadeiro, o descabido estúpido, que não podes ver toda a pintura, bela, soturna, complexa e Simples, podes gravar todos os passos da bailarina, em seu único rodopio, seu peão, é o tempo, passado, presente e o que vem pela frente,
Nasceste um anjo, e terminaste demente de humanidade, de tão demasiadamente, sabe reconhecer os de ti, sabe reconhecer reflexos de espelho, de alma,
Tornaste o vilão, o próprio diabo, o peso do juízo, estão todos a afogar e você se sobressai alado, a observar, congelado pelo ar, frio desta montanha melancolia, tua identidade a te contestar como uma filha a um pai, quem eu sou, quem são eles, por que és tão diferente?? Por que está sempre ausente, solitário no meu pensamento.
Empaticamente, racional, que podes fazer o bem forte e enfraquecer o mal, mas quem liga, são todos boçais, tocando tambores de horrores, são todos uns animais, alguns são seus senhores, não podes fazer nada, tu não és ninguém, és um sonhador incompetente, um narciso que ainda não quebrou o espelho, que poucos vêem, não é interessante para a destruição coletiva chamado massa, que atropelam qualquer um que esteja a sua frente, não é um encantador de crinas inconscientes, não está aqui, teu corpo frágil sim, teu espírito apenas sobrevoa a terra, vermelha, humana ou verde, Amarela, cor de sede, tu tens fome de ação mas se perde em seu palacete de emoções, de sensações e percepções. Não é fatalismo, é a razão. Não crie expectativas e talvez…
A metáfora do avatar para explicar o gênio
Aquele que domina todos os elementos, que tem um grande potencial, um grande horizonte associativo, que vê padrões simples em seu mundo abstrato, que não confunde complexidade com confusão, que continua a pensar depois de adentrar a um mundo de múltiplas perspectivas, de muitas dimensões, que pode ver todos os lados de um  objeto inanimado e de fazer o mesmo ao fenômeno humano. O avatar, um gênio, o sábio que pode modificar os ventos e criar novas trajetórias. Ele não é dual, mas sente o atrito da competição, da dualidade, dentro de si. Ele não a vive, a entende, e cria a partir deste conhecimento, de sua singularidade, da interação de seu intelecto e de sua necessidade, única, poderosa e custosa.
Água não pode com o fogo, e este com o vento, a terra absorve a todos, mas pode ser perturbada por cada um de maneiras diferentes. E o genio, o avatar, lhe entende.

Alguns uivos cantantes…

Volta o tempo…

Volta por favor,
Volta um pouco, deixe-me lembrar de ti,
Deixe-me senti-lo novamente,
Volte, não precisa ficar, que fique a sensação, daquele tempo, volte já,
Não tem como retornar??
Todo dia, eu fico a me lembrar, é recorrente, os momentos são muitos, mas a vontade é a de sempre,
Relembrar, lamentos por sua implacável mudança,
Que culpa eu tenho, não quero esta desventurança de medi-lo,
Sensações, momentos, como que tudo é ruim e lento, quando o vivemos,
E como é doce e bucólico, quando lembramos,
Volte pra mim, quero sentir como não se houvesse o vento de partir,
Como se passado e presente estivessem aqui,
De ficar suspenso e não ressentir, que o passar do tempo me dói aqui,
Volte, por favor, só um pouquinho, por que não?

O ódio de instinto

Inflama o recinto, sinto na flor da pele, todo o meu corpo se contorce, a frustração de não poder reagir, a vontade sobre humana de agredir, de dissecar o lixo humano, de fazê-Lo agonizar até perder a Voz, o ato de praticar justiça, de limpar a sujeira, de conter o espectro da destruição, de segurar o furacão pelos cabelos, de chutar gente má pela barriga, de se alegrar ao ver o sangue escorrer livre, e abençoar o chão frio, de fazer com as próprias mãos, aquilo que abnegam por uma falsa razão, uma tolerância pelo errado, pelo mal encarnado, pelo corruptor desgarrado e pronto para atacar vítimas indefesas, a mente se esquenta e o coração aguenta, se enche de espinhos, se torna um mensageiro, o anjo guerreiro, que não é a negação metafísica da ação, mas uma harmonização abrupta, da força pela luz, pela luta e não de uma reza fajuta, de um mantra sem sentido, de um eterno esperar por uma justiça divina, não, deve-se agir agora, se o que vê é tão na cara, tão real, vê o mal ganhar e se sente no dever de reagir, de matar a maior de todas as doenças, a indiferença pela excrescência do humano abismal, deve haver o reagir, de salvar quem pode te fazer sorrir, não são os anjos que merecem morrer, mas se são fracos por demasia, é a sua vertente guerreira que deve assumir, o vento da morte anti natural deve ser contido, de preferência revertido e se consumir sem matar nenhum companheiro, de graça e virtude.

Coração pulsa n’alma

oh saudade me saúda, murmura meu amor de aquarela,

pinta forte, cores de querer,

n’alma uma nau sem destino, vagando bela e constante por águas de um martírio,
amar demais, querer se entregar ao sabor do toque e da leve dor,
sentir sem choque, este estranho pudor,
ruboriza-me a face e me faz fácil para sorrir,
sonho-me tonto e o transe enquanto eu existir,
pulo no lágo n’alma do coração do meu partir,
parto as cores do meu cheiro, do nosso entrelaçar,
sussuros de desespero de tanto amar.

O gênio é a consciência de si mesmo…

Onde nasceste este olhar singular,
Tem profunda consciência de si,
O gênio,
Vê-se por uma lupa e se busca ao longo de seu caminho , conhecer-se mais e mais,
Ama a vida porque também tem grande consciencia de sua beleza,
Que se esconde no recôndito de sua aspereza,
Se manifesta pelo sangrar de sua nobre tristeza, oh gênio de ti, senhor de sua própria dimensão!!
Tem zelo e ama espelhos, adora sua doce e indescente imagem, seus defeitos de sua aparelhagem, sabe-se e gosta daquilo que ve,
Teu olhar é de uma narrativa única, teu toque não pode ser comparado, nada em ti é popular, não está bem distribuido, pois se concentra em si, tudo aquilo que transmite, que queira traduzir, de sua alma rara e tua fera, teu demônio de fogo, de paixão a lhe dominar,
É o mais anomalo dos horizontes, um humano impossível, será?? Não se pode ter uma multidão deles, porque apenas um sol, que pode iluminar de cada vez, mas será mesmo??
O humano se penteia rente ao espelho, o gênio se enxerga e diz ”eu sei!! Eu se de mim!! E como sei!! Sei tanto que já não sei mais se eu sou este compacto ou se sou um contínuo pacto com Deus e sua natureza, um fenômeno, como toda vida e sua certeza de ser!!”
A intuição do salto ou do rugido, a mesma que o faz reproduzir sua destreza, inata, tão sua que nem sente o trabalho de senti-la, apenas vive, e é assim porque se ama tanto, precisa mostrar-se ao mundo, mesmo que seja apenas ao teu mundo, esta explosão interna de existir.

O matóide, o cavaleiro do genio ao avesso

Ele sente apreço, a necessidade de se mostrar,

quer gritar ao mundo sua mais nova descoberta, seu jeito todo singular,

quer modificar a beleza para se adaptar a sua miudeza de caráter,

ele sequer sabe, de tão louco aquilo que lhe falta,

daqueles que passam longe de um sanatório,

qualquer um pode acreditar, ”este aqui é sóbrio”

mas é aí onde começa o velório, da imaginação e da inteligencia,

ele sente que tem uma missão a cumprir,

mesmo que não se faça na competencia,

é uma vontade louca a lhe engolir, chamada narcisismo,

O matoide, em seu cavalo manco,

que luta contra o mundo inteiro, contra as mais singelas evidencias,

contra fatos e consistencias,

o genio ao avesso, que não quer saber, quer entreter,

quer que tu agonizes no teu olhar, quer te conquistar,

a verdade é um meio, não é sua finalidade,

é apenas uma palavra e não a realidade,

não usa Deus, mas o Diabo,

vamos jogar-lhe alho, para que volte ao teu túmulo,

de vampiro da sabedoria e da liberdade,

que se faz na autoconsciencia, e na responsabilidade.

Uma mente não regulada, a tempestade que pode trazer morte, mas que também pode trazer vida

O louco, sempre odiado, sempre querido, para o louco, o amor não é regulado, não é com parcimonia, não é com sabedoria, pobre dele, pobre de nós, loucos porém tolos. Ou se ama um louco, ou se o odeia. Não há meio termo, não há apaziguamento, não há o todo, há apenas um dos lados ”a ser escolhido’.

O louco é assim, ele nos causa reações intempestivas, porque isso é em parte empatia, somos espelhos e refletimos aquilo que os outros nos passam, se chove, chovemos igual, se faça sol, fazemos o nosso. O louco reflete seu estado de extremos, onde não há filtro, não há meio termo, não existe nada que regule a sua realidade, a realidade do louco é selvagem, vem sem se apresentar, não bate na porta, escancara, não fala com educação, escarra. A realidade vem em choques e traumas constantes, todo o dia é dia de lutar uma nova realidade, de se manter com os pés no chão. Eh a gravidade que se faz presente, no normal lunaticamente inconsciente, se faz tal como se mede. Em nós, ou em mim ao menos, o super normal, empático racional e igualmente louco, a gravidade é muito pesada, para o louco, é leve demais. Se deixarmos, o louco irá voar com o seu guarda sol e sair de nosso Planeta. Pra ele, a realidade brota, nasce de maneira natural, tem uma vida e morre, são espécies de realidade, são seres vivos também.
A tempestade é dura e pode causar a morte, mas ela também é a responsável por belas paisagens, a tempestade é uma grande criadora de beleza efemera e constante. Eh linda e ao mesmo tempo polemica. Ninguém gosta de uma tempestade sem paixão, ou se ama ou se odeia. Sol e tempestade representam a alma de um louco ou de alguém como eu, talvez como voce, como tu, um louco racional, com um pé na fantasia bruta e na realidade livre e leve, alguém que pode ver os dois mundos.
A mente e o espírito de um louco nunca são regulados, é por isso que ele é um louco, não há parcimonia, ainda que lindas flores de sabedoria possam brotar de maneira natural, voluntária deste frenesi, os mesmos espinhos pontiguados também aparecerão sem se dar conta.
O genio, o sábio, o virtuoso, são todos primos do louco e compartilham muito mais similaridades com ele do que com aqueles que chamamos de normais, normais gados.
O desregular de um pensamento o torna livre e por isso perigoso, porque a liberdade sem eira nem beira, pode terminar em qualquer lugar, a liberdade é o desafio dos padrões naturais, que já existem e daqueles que construímos. E o louco é o natural livre que desafia esta realidade. O genio o faz mas com maior racionalidade. Nossas bolhas aumentam de tamanho por meio do trabalho dos genios, mas ainda assim continuarão sendo bolhas.
Portanto, ao olhar para um louco, não o discrimine de imediato e talvez nem depois. Ele pode ser apenas um louco, pode ser um maníaco (corra para as colinas) mas ele também poderá ser o seu salvador. Olhe para o louco tal como olha pra si mesmo, alguém com certezas espertas e dúvidas certas,  o porque**

Sentimento, a onomatopeia do sentir, do saber…do pensamento

Quando eu sinto, é puro instinto,
À paixão, ao labirinto,
Ao saber, sem pensar friamente,
Porque ela está quente, a leve febre, que agora é percebida, o coração menos enfadonho, o tintilar da mágica d’alma, sentir nesta breve vida,
Intuição é uma filha híbrida, entre o sentimento e o pensar,
O sentimento é pura luz, é o seu instinto que reluz,
A emoção que transborda sem calcular, a matéria sem peso que bóia à superfície da essência, o sentimento que não tem convergência, se converte sem qualquer soma ou subtração,
Se multiplica como as células alvas em seus combates mais perigosos e vitoriosos,
O gênio é à flor da pele, tal como a emoção,
O gênio é a emoção racionalizada, alegorizada, com valor, é a sensação mentalizada,
É o fenômeno da onomatopeia de verbos e conceitos,
A paixão da vida, que é ego centralizada, a paixão por si mesmo, a síndrome dos espelhos de narcisos, as flores choram por seus risos, a poesia que nasce sem saber, o instinto, vivido, vivo… Puro ser, puro gênio, puro Deus, pura a sua luz de intuição, puro pensamento sem lavagem, porque já está limpo, que somos Cachoeiras, que cascatam em uma floresta úmida onde a chuva é dia a dia, a água que virá vapor, o vapor que vira ideia, a sensação de ser molhado, de imediato, à emoção e a intuição, a sensação que não podemos explicar, se nossas ideias, se o porquê deste estar,  deste sentir, porque este é o sabor da carne, pura intuição, puro ódio e cegueira daqueles que a saboreiam, até a peste da inconsciência obscura, dos xingamentos de moldura, tudo é o sentir, até o seu pensamento menos orgânico em aparência, porque tudo é essência, a fronteira da pele se aliena, mas tudo volta as próprias origens.

A insistencia da ciencia mainstream em relação a ”mitologizaçao” do ”genio torturado” e a natureza mutante do excepcional

As constantes listas de indivíduos intelectualmente excepcionais que padeceram de ”transtornos mentais”, são apenas ”mitos” de uma ”era romantica” segundo mentes pedantes com poder de comunicação.

Só que não…

Tuberculose, epilepsia, esquizofrenia, transtorno bipolar, transtornos de personalidade (se podemos denominá-los assim), enfim, uma panaceia de doenças e condições potencialmente desvantajosas tem sido encontradas junto a muitas das grandes mentes que a humanidade já produziu.

Eh claro que nem todos os  genios (historicamente reconhecidos) que tem padecido de alguma condição desvantajosa, mas muitos deles o farão e isso não é apenas ou fundamentalmente um exagero de uma era de romantismos, pois se consiste na mais pura realidade dos fatos.

Não existe tal coisa como o ”mito” do genio torturado, a partir do momento em que temos uma enorme quantidade de evidencias das mais diversas naturezas que emparelham alguma redução de fitness ou saúde com genialidade. Inclusive, dizem, inclusive eu, que a doença ou alguma forma de desvio de longo prazo, pode ter um papel muito importante no desenvolvimento natural da genialidade. Elementar que a grande maioria daqueles que tiraram palitos menores na loteria genética humana, que não serão geniais, mas, na minha nada humilde opinião, uma importante proporção dos genios terão alguma forma de ”redução de fitness” ou saúde, que poderá ter um papel em sua excepcionalidade e muitas vezes que poderá ser organicamente causal. (Ainda é interessante observar que uma grande proporção de pessoas que padecem de condições extremas, tendem a emular muitas das características psicológicas dos genios, como uma grande vivacidade e uma maturidade mental muito significativa).

Quem usa esta terminologia pedante de ”mito sobre o genio torturado”, merece um chapéu de burro porque desta maneira estará simplesmente negando que um Machado de Assis ou um Fernando Pessoa já existiram… apenas para começo de conversa.

Terman e Lombroso em seus devidos lugares

O embate mais significativo dentro da psicologia cognitiva, que poucos me parece que tem dado qualquer importancia, tem sido entre Cesare Lombroso e seus bluecaps de um milenio de observações sobre a relação entre genialidade e problemas de saúde e Lewis Terman, que supostamente teria derrubado esta ”crença” por intermédio de seu famoso estudo.

No entanto, eu tenho mostrado continuamente que na verdade, Terman não analisou em seu estudo, os grandes genios ou as crianças de brilho criativo e intelectual excepcionais, potencialmente geniais, mas sim o tipo normal de superdotado.

Superdotados  ”normais” geralmente estarão entre aqueles de melhor fitness. Tal como Terman observou, estes serão em média, mais saudáveis, mais altos, mais emocionalmente estáveis e serão mais socialmente ajustados do que seus pares de comparação de outras camadas cognitivas.

Mas dentro da população de superdotados, nós temos a categoria dos ”duas vezes excepcionais”, isto é, aqueles que seriam dotados tanto de uma capacidade cognitiva, intelectual e ou criativa bem acima da média, mas com problemas de saúde, desde as famosas ”dificuldades de aprendizagem”, até problemas palatáveis de saúde como cegueira ou epilepsia.

Parece evidente que se existe alguma grande necessidade de que haja esta combinação de extremos para produzir o fenomeno da mente genial, então o moderno rótulo de ”duas vezes excepcional”, poderá ser o mais condizente, acaso houver esta necessidade, ao invés do simples rótulo de superdotação.

Outra possibilidade de explicação, menos filosófica em sua pele e mais científica, seria de que a assimetria significativa que se encontra presente em cérebros hiper enérgicos e brilhantes, possa ter como resultado, a reverberação destes desequilíbrios em relação a outros aspectos fisiológicos, como uma asma, uma tendencia para tuberculose ou mesmo desvios sexuais ou sexualidade anormativa.

O trabalho de Terman teve uma grande importancia para a mensuração da demografia maior de superdotados, mas teve pouco a nulo efeito em relação a investigação sobre a fisiologia da genialidade, especialmente porque esta parece ser comumente configurado por meio de características físicas anormais como grandes deformidades cranianas ou defeitos no corpo.

Ainda que o trabalho de Lombroso não tenha sido perfeito, há de se ressaltá-lo como o mais próximo, ao menos na minha opinião, em relação aquele que de fato buscou investigar a genialidade.

Existem muitas formas e níveis de excepcionalidade cognitiva (que engloba a superdotação ”comum” e dupla excepcionalidade). Terman avaliou a mais comum e menos pato-genica, enquanto que Lombroso buscou analisar as poucas mentes, que podem ser contadas na casa das centenas, que provocaram mudanças significativas na sociedade, por causa de suas grandes descobertas ou invenções, nas mais diversas áreas do conhecimento humano. E estas, parecem ter pertencido a versão mais patogenica da superdotação.Terman pecou gravemente ao cunhar como genios, ao menos no início de seu trabalho, as crianças que ele analisou. Talvez, a maior culpa de todas por esta defasagem no conhecimento sobre a excepcionalidade cognitiva, intelectual e criativa humanas, seja justamente das gerações de psicólogos, cientistas, sociólogos, repórteres dentre outros, por terem compreendido erroneamente os achados deste trabalho longitudinal e arrastado estas bobagens pedantes até os dias de hoje.

Ao reduzir um milenio de observações e popularização sobre a relação significativa entre genialidade e ”assimetrias do fitness” a um equívoco, um mito, alimentado por sentimentalismo e conclusões supostamente precipitadas, muitos cientistas modernos, especializados na área, simplesmente estão comprovando que são incapazes de compreender por agora, corretamente o significado das palavras que proferem, tal como o ”mito”.

Machado de Assis foi um mito, mas no sentido positivo e menos ”anedótico” ou ”não-científico”. E a sua epilepsia foi a manifestação de uma natureza intelectual profunda e poderosa. Estou para concluir que mesmo aquelas pessoas geniais que não demonstram nenhuma avaria aparente em suas saúdes, ainda apresentarão algum desvio, tal como foi pensado por Lombroso.

E ao contrário do que pensam alguns psicólogos, não é cruel constatar que muitas pessoas geniais, padecerão de algum tipo de tormento, algum ”custo fisiológico” de sua superdotação.

Ao contrário da histeria que foi (geralmente feminina) criada recentemente sobre este assunto (em um link que não consegui encontrar), não há mal nenhum em fazer essas constatações.

Uma dica, se não sabe conter suas emoções frígidas, então que vá pilotar um fogão em algum kibbutzim minha filha… muito pelo contrário, reconhecer a genialidade de gente realmente talentosa e que padece de alguma condição extrema, poderá ser maravilhosa pra mesmas, se em um mundo em que se nasce com a árdua batalha de se conhecer todos os dias, o trabalho criativo será a principal técnica de sobrevivencia, de vivencia, de reconhecimento, o único leme que o guiará em um oceano atormentado…

Apenas recapitulando…

Uma minoria ínfima de seres humanos serão intelectualmente geniais (no entanto, a virtuosidade, será muito mais comum). Qi se correlaciona com inteligencia, a mede parcialmente, superficialmente bem e só. A maioria das pessoas com transtornos mentais não serão geniais e talvez também não serão criativas (ainda é cedo pra concluir qualquer coisa mais significativa sobre isso, sem falar do conceito multidimensional da criatividade). Sim, é correto dizer que muitas pessoas criativas não se engajarão em profissões reconhecidamente criativas, mas a grande maioria daqueles que o fazem, serão em algum grau, mais criativos do que a média, em alguma particularidade, sem levar em conta a motivação intrínseca. Uma minoria de superdotados que serão geniais e eles tenderão a pertencer a categoria da dupla excepcionalidade. Como Lombroso concluiu, eu também conclui que a grande maioria, se não, todos aqueles de mente (cognitivamente, intelectualmente, criativamente) excepcional, tenderão a padecerem de algum grau de ”redução do fitness” ou ”saúde”. A semi-genialidade de uma grande proporção de autistas comprova esta realidade. Assim como também os casos de excepcionais que são tdah, esquizofrenicos, bipolares, etc… Terman analisou em sua maioria, os superdotados mais comuns. Lombroso, como eu já falei aqui algumas vezes, foi direto na fonte.

E não termina aqui, porque acredita-se que uma ”maior inteligencia”, ao se relacionar com maior saúde, também se caracterizará por uma menor carga mutacional.

Tuberculose** Homossexualidade ou qualquer outra forma de desvio ou sexualidade anormativa** Transtornos mentais e ou de personalidade** Anomalias fisiológicas***

A menor carga mutacional dos superdotados, aumentará substancialmente em relação aos genios. Inclusive, poderíamos comparar a personalidade vivaz, espirituosa, infantil, muitas vezes impulsiva e emocionalmente instável dos genios (especialmente dos tipos artísticos e filosóficos) aos seus primos ”de” menor qi.

O genio, nada mais seria, em média, do que alguém com o intelecto de um superdotado comum, mas com a personalidade de uma pessoa ”menos inteligente”. Será**

Os traços que não estão sendo selecionados, serão mais ”epigenéticos” em sua natureza, mais desequilibrados, com mais custos de saúde, menos hereditários, especialmente se não estiverem sob qualquer seleção. Mas também existirão obviamente os ”traços” (ou combinação deles) que serão mais hereditários como o perfil de baixa inteligencia (técnica). Os extremos são mais mutantes. Pai yuppie, filho hippie**

Minhas observações ”anedóticas” ou ”não-científicas” (não-empíricas, melhor dizendo) tem notado uma grande incidencia de filhos de homens e mulheres de genio que morreram cedo, seja por causa de suicídio ou de doenças puramente organicas.

Sem contar que uma grande proporção de genios sequer tiveram filhos e vemos praticamente a mesma situação hoje em dia. Se por exemplo, partíssemos da ideia de que uma boa parte dos autistas, especialmente os funcionais, são de semi-genios, dotados de um talento natural e com grande potencial, então poderíamos inferir se a taxa de fecundidade entre os tipos similares, como os próprios genios, não poderia se situar a um nível muito baixo, entre 1,2 e 1,4 filho por casal. Já sabemos que os equizofrenicos, especialmente os homens, também tendem a ter poucos filhos. Elementar que a desordem mental tem um impacto significativo na vida social de qualquer pessoa.

Baixa fecundidade, elevada incidencia de problemas de saúde nas famílias das pessoas criativas, tudo isso nos leva a concluir que ao contrário da teoria desenvolvida pelo cientista judeu-americano Gregory Cochran (que eu tenho refutado várias vezes aqui, especificamente em relação a sua teoria patogenica da homossexualidade masculina exclusiva ou teoria da descontinuidade espectral da sexualidade humana), os mais altos níveis de intelecto, não serão marcados por reduzida carga mutacional, que quer indicar elevado fitness ou saúde, mas por uma grande carga mutacional, que explicaria a possivelmente alta incidencia de desordens organicas nas famílias dos genios e nos próprios genios (leia-se, nos grandes genios ou com grande potencial).

Os extremos serão quase sempre mais mutantes que a média, onde repousa a ignorancia e saúde das massas. Ser normal, muitas vezes, significará, ser mais saudável.

As anomalias cerebrais que, de acordo com a teoria lombrosiana, acompanham os grandes homens e mulheres de genio, não se limitarão ou serão apenas a expressão de uma configuração singular deste orgão e do sistema que o engloba, o nervoso, mas também poderá indicar desordens em todo o corpo.

O genio é muito raro, porque não se consiste em uma variação normal do intelecto humano, mas anormal, é um fenótipo anomalo como a síndrome de savant, só que constituído de grande complexidade mental, comportamental e psicológica, ao contrário da ilha de excelencia cognitiva super especializada rodeada por um oceano de deficiencia.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

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