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A insistencia da ciencia mainstream em relação a ”mitologizaçao” do ”genio torturado” e a natureza mutante do excepcional

As constantes listas de indivíduos intelectualmente excepcionais que padeceram de ”transtornos mentais”, são apenas ”mitos” de uma ”era romantica” segundo mentes pedantes com poder de comunicação.

Só que não…

Tuberculose, epilepsia, esquizofrenia, transtorno bipolar, transtornos de personalidade (se podemos denominá-los assim), enfim, uma panaceia de doenças e condições potencialmente desvantajosas tem sido encontradas junto a muitas das grandes mentes que a humanidade já produziu.

Eh claro que nem todos os  genios (historicamente reconhecidos) que tem padecido de alguma condição desvantajosa, mas muitos deles o farão e isso não é apenas ou fundamentalmente um exagero de uma era de romantismos, pois se consiste na mais pura realidade dos fatos.

Não existe tal coisa como o ”mito” do genio torturado, a partir do momento em que temos uma enorme quantidade de evidencias das mais diversas naturezas que emparelham alguma redução de fitness ou saúde com genialidade. Inclusive, dizem, inclusive eu, que a doença ou alguma forma de desvio de longo prazo, pode ter um papel muito importante no desenvolvimento natural da genialidade. Elementar que a grande maioria daqueles que tiraram palitos menores na loteria genética humana, que não serão geniais, mas, na minha nada humilde opinião, uma importante proporção dos genios terão alguma forma de ”redução de fitness” ou saúde, que poderá ter um papel em sua excepcionalidade e muitas vezes que poderá ser organicamente causal. (Ainda é interessante observar que uma grande proporção de pessoas que padecem de condições extremas, tendem a emular muitas das características psicológicas dos genios, como uma grande vivacidade e uma maturidade mental muito significativa).

Quem usa esta terminologia pedante de ”mito sobre o genio torturado”, merece um chapéu de burro porque desta maneira estará simplesmente negando que um Machado de Assis ou um Fernando Pessoa já existiram… apenas para começo de conversa.

Terman e Lombroso em seus devidos lugares

O embate mais significativo dentro da psicologia cognitiva, que poucos me parece que tem dado qualquer importancia, tem sido entre Cesare Lombroso e seus bluecaps de um milenio de observações sobre a relação entre genialidade e problemas de saúde e Lewis Terman, que supostamente teria derrubado esta ”crença” por intermédio de seu famoso estudo.

No entanto, eu tenho mostrado continuamente que na verdade, Terman não analisou em seu estudo, os grandes genios ou as crianças de brilho criativo e intelectual excepcionais, potencialmente geniais, mas sim o tipo normal de superdotado.

Superdotados  ”normais” geralmente estarão entre aqueles de melhor fitness. Tal como Terman observou, estes serão em média, mais saudáveis, mais altos, mais emocionalmente estáveis e serão mais socialmente ajustados do que seus pares de comparação de outras camadas cognitivas.

Mas dentro da população de superdotados, nós temos a categoria dos ”duas vezes excepcionais”, isto é, aqueles que seriam dotados tanto de uma capacidade cognitiva, intelectual e ou criativa bem acima da média, mas com problemas de saúde, desde as famosas ”dificuldades de aprendizagem”, até problemas palatáveis de saúde como cegueira ou epilepsia.

Parece evidente que se existe alguma grande necessidade de que haja esta combinação de extremos para produzir o fenomeno da mente genial, então o moderno rótulo de ”duas vezes excepcional”, poderá ser o mais condizente, acaso houver esta necessidade, ao invés do simples rótulo de superdotação.

Outra possibilidade de explicação, menos filosófica em sua pele e mais científica, seria de que a assimetria significativa que se encontra presente em cérebros hiper enérgicos e brilhantes, possa ter como resultado, a reverberação destes desequilíbrios em relação a outros aspectos fisiológicos, como uma asma, uma tendencia para tuberculose ou mesmo desvios sexuais ou sexualidade anormativa.

O trabalho de Terman teve uma grande importancia para a mensuração da demografia maior de superdotados, mas teve pouco a nulo efeito em relação a investigação sobre a fisiologia da genialidade, especialmente porque esta parece ser comumente configurado por meio de características físicas anormais como grandes deformidades cranianas ou defeitos no corpo.

Ainda que o trabalho de Lombroso não tenha sido perfeito, há de se ressaltá-lo como o mais próximo, ao menos na minha opinião, em relação aquele que de fato buscou investigar a genialidade.

Existem muitas formas e níveis de excepcionalidade cognitiva (que engloba a superdotação ”comum” e dupla excepcionalidade). Terman avaliou a mais comum e menos pato-genica, enquanto que Lombroso buscou analisar as poucas mentes, que podem ser contadas na casa das centenas, que provocaram mudanças significativas na sociedade, por causa de suas grandes descobertas ou invenções, nas mais diversas áreas do conhecimento humano. E estas, parecem ter pertencido a versão mais patogenica da superdotação.Terman pecou gravemente ao cunhar como genios, ao menos no início de seu trabalho, as crianças que ele analisou. Talvez, a maior culpa de todas por esta defasagem no conhecimento sobre a excepcionalidade cognitiva, intelectual e criativa humanas, seja justamente das gerações de psicólogos, cientistas, sociólogos, repórteres dentre outros, por terem compreendido erroneamente os achados deste trabalho longitudinal e arrastado estas bobagens pedantes até os dias de hoje.

Ao reduzir um milenio de observações e popularização sobre a relação significativa entre genialidade e ”assimetrias do fitness” a um equívoco, um mito, alimentado por sentimentalismo e conclusões supostamente precipitadas, muitos cientistas modernos, especializados na área, simplesmente estão comprovando que são incapazes de compreender por agora, corretamente o significado das palavras que proferem, tal como o ”mito”.

Machado de Assis foi um mito, mas no sentido positivo e menos ”anedótico” ou ”não-científico”. E a sua epilepsia foi a manifestação de uma natureza intelectual profunda e poderosa. Estou para concluir que mesmo aquelas pessoas geniais que não demonstram nenhuma avaria aparente em suas saúdes, ainda apresentarão algum desvio, tal como foi pensado por Lombroso.

E ao contrário do que pensam alguns psicólogos, não é cruel constatar que muitas pessoas geniais, padecerão de algum tipo de tormento, algum ”custo fisiológico” de sua superdotação.

Ao contrário da histeria que foi (geralmente feminina) criada recentemente sobre este assunto (em um link que não consegui encontrar), não há mal nenhum em fazer essas constatações.

Uma dica, se não sabe conter suas emoções frígidas, então que vá pilotar um fogão em algum kibbutzim minha filha… muito pelo contrário, reconhecer a genialidade de gente realmente talentosa e que padece de alguma condição extrema, poderá ser maravilhosa pra mesmas, se em um mundo em que se nasce com a árdua batalha de se conhecer todos os dias, o trabalho criativo será a principal técnica de sobrevivencia, de vivencia, de reconhecimento, o único leme que o guiará em um oceano atormentado…

Apenas recapitulando…

Uma minoria ínfima de seres humanos serão intelectualmente geniais (no entanto, a virtuosidade, será muito mais comum). Qi se correlaciona com inteligencia, a mede parcialmente, superficialmente bem e só. A maioria das pessoas com transtornos mentais não serão geniais e talvez também não serão criativas (ainda é cedo pra concluir qualquer coisa mais significativa sobre isso, sem falar do conceito multidimensional da criatividade). Sim, é correto dizer que muitas pessoas criativas não se engajarão em profissões reconhecidamente criativas, mas a grande maioria daqueles que o fazem, serão em algum grau, mais criativos do que a média, em alguma particularidade, sem levar em conta a motivação intrínseca. Uma minoria de superdotados que serão geniais e eles tenderão a pertencer a categoria da dupla excepcionalidade. Como Lombroso concluiu, eu também conclui que a grande maioria, se não, todos aqueles de mente (cognitivamente, intelectualmente, criativamente) excepcional, tenderão a padecerem de algum grau de ”redução do fitness” ou ”saúde”. A semi-genialidade de uma grande proporção de autistas comprova esta realidade. Assim como também os casos de excepcionais que são tdah, esquizofrenicos, bipolares, etc… Terman analisou em sua maioria, os superdotados mais comuns. Lombroso, como eu já falei aqui algumas vezes, foi direto na fonte.

E não termina aqui, porque acredita-se que uma ”maior inteligencia”, ao se relacionar com maior saúde, também se caracterizará por uma menor carga mutacional.

Tuberculose** Homossexualidade ou qualquer outra forma de desvio ou sexualidade anormativa** Transtornos mentais e ou de personalidade** Anomalias fisiológicas***

A menor carga mutacional dos superdotados, aumentará substancialmente em relação aos genios. Inclusive, poderíamos comparar a personalidade vivaz, espirituosa, infantil, muitas vezes impulsiva e emocionalmente instável dos genios (especialmente dos tipos artísticos e filosóficos) aos seus primos ”de” menor qi.

O genio, nada mais seria, em média, do que alguém com o intelecto de um superdotado comum, mas com a personalidade de uma pessoa ”menos inteligente”. Será**

Os traços que não estão sendo selecionados, serão mais ”epigenéticos” em sua natureza, mais desequilibrados, com mais custos de saúde, menos hereditários, especialmente se não estiverem sob qualquer seleção. Mas também existirão obviamente os ”traços” (ou combinação deles) que serão mais hereditários como o perfil de baixa inteligencia (técnica). Os extremos são mais mutantes. Pai yuppie, filho hippie**

Minhas observações ”anedóticas” ou ”não-científicas” (não-empíricas, melhor dizendo) tem notado uma grande incidencia de filhos de homens e mulheres de genio que morreram cedo, seja por causa de suicídio ou de doenças puramente organicas.

Sem contar que uma grande proporção de genios sequer tiveram filhos e vemos praticamente a mesma situação hoje em dia. Se por exemplo, partíssemos da ideia de que uma boa parte dos autistas, especialmente os funcionais, são de semi-genios, dotados de um talento natural e com grande potencial, então poderíamos inferir se a taxa de fecundidade entre os tipos similares, como os próprios genios, não poderia se situar a um nível muito baixo, entre 1,2 e 1,4 filho por casal. Já sabemos que os equizofrenicos, especialmente os homens, também tendem a ter poucos filhos. Elementar que a desordem mental tem um impacto significativo na vida social de qualquer pessoa.

Baixa fecundidade, elevada incidencia de problemas de saúde nas famílias das pessoas criativas, tudo isso nos leva a concluir que ao contrário da teoria desenvolvida pelo cientista judeu-americano Gregory Cochran (que eu tenho refutado várias vezes aqui, especificamente em relação a sua teoria patogenica da homossexualidade masculina exclusiva ou teoria da descontinuidade espectral da sexualidade humana), os mais altos níveis de intelecto, não serão marcados por reduzida carga mutacional, que quer indicar elevado fitness ou saúde, mas por uma grande carga mutacional, que explicaria a possivelmente alta incidencia de desordens organicas nas famílias dos genios e nos próprios genios (leia-se, nos grandes genios ou com grande potencial).

Os extremos serão quase sempre mais mutantes que a média, onde repousa a ignorancia e saúde das massas. Ser normal, muitas vezes, significará, ser mais saudável.

As anomalias cerebrais que, de acordo com a teoria lombrosiana, acompanham os grandes homens e mulheres de genio, não se limitarão ou serão apenas a expressão de uma configuração singular deste orgão e do sistema que o engloba, o nervoso, mas também poderá indicar desordens em todo o corpo.

O genio é muito raro, porque não se consiste em uma variação normal do intelecto humano, mas anormal, é um fenótipo anomalo como a síndrome de savant, só que constituído de grande complexidade mental, comportamental e psicológica, ao contrário da ilha de excelencia cognitiva super especializada rodeada por um oceano de deficiencia.

Doug Funny, Skeeter e qi

Sarcasmo**

Sempre fui fã do desenho animado ”Doug Funny”. E uma das principais razões para o meu carinho em relação a esta animação, se dá pela grande semelhança entre o personagem principal e eu. Ele ”é” canhoto, observador do mundo a sua volta, mais maduro para a sua idade, imaginativo, tímido e sim…. quando era criança, eu também tive minhas paixonites do sexo oposto (e que quase sempre eram do tipo ”popular”, a patricinha que quase todo nerd tende a se apaixonar, desastrosamente).

O tempo passou, eu cresci (mas não assassinei a criança que gostava de ver este desenho nas tardes sem compromisso e quentes dos anos 90) e o desenho continuou a passar na tv, só que em um canal diferente. Então, em um belo dia, eu resolvi assisti-lo novamente. O episódio que estava passando, foi inédito pra mim e caiu tal como uma luva em relação as minhas ideias atuais sobre inteligencia, qi e mensuraçao real de intelectos.

Neste episódio, foi aplicado um teste de qi para a turma de Doug, na escola. Enquanto que Doug tirou uma pontuação mediana, Skeeter, o seu amigo azul e abobalhado (porém, gente fina), tirou uma pontuação ao ”nível de genio”. A lição de moral foi ”as aparencias enganam”. Skeeter, aos olhos de seu melhor amigo, ”parecia” ser menos inteligente e isso se dá especialmente por causa do seu comportamento. Esperar-se-á que os mais inteligentes tenham vocabulários mais rebuscados, sejam mais focados em assuntos intelectuais ou cognitivos, enfim, se comportem tal como o estereótipo do ”garoto ou da garota inteligente”.

Características comportamentais se correlacionam com niveis de inteligencia(s) e até pode-se dizer que façam parte dela, por ser causal em termos de motivação ou interesses específicos. As pessoas ”menos inteligentes” estão mais preocupadas com a socialização, em média, enquanto que os ”mais inteligentes” estão mais preocupados com ideias, teorias, enfim, de fazer alguma atividade intelectual do que de participar de eventos sociais.

Apesar de concordar que, para muitos casos, as aparencias sejam enganosas, isso não significará que isso anulará a regra. Porque a regra é a de que comportamento e intelecto se correlacionem harmoniosamente.

Outro problema, clássico, deste episódio, é o de determinar que ”um” alto qi seja mais importante do que a própria maturidade e inteligencia do personagem principal, Doug Funny, um jovem imaginativo e observador da cena cotidiana.

A pontuação acima da média de Skeeter, ainda foi correlacionada a capacidade científica de alto nível. Eh verdade que tem havido uma forte correlação entre qi alto e ciencia, mas isso não significa que será exatamente como pensam os fetichistas de qi, onde que os mais inteligentes terão de pontuar muito alto em testes de qi. A enfase aqui é equivocada ao determinar o qi como mais importante que o conceito geral, holístico e realista de inteligencia e a partir disso, traçar uma linha de hierarquia, onde que aqueles que não se conformarem mediante o critério qi, serão menos inteligentes do que aqueles que o fizerem.

No mundo real, a diversidade, a contextualidade e a complexidade, as 3 idades que eu já falei aqui, é que determinarão este conjunto complexo de hierarquias e não apenas uma única curva de sino, em que os de maiores pontuações, serão os mais inteligentes.

Skeeter até que poderia ser considerado como inteligente, ainda que o episódio tenha forçado em demasia, em relação a ideia de ”aparencia versus realidade”, ao menos se o personagem fosse menos abobalhado… No entanto, novamente, o adjetivo superlativo ”mais inteligente”, ao ser totalmente triturado e julgado pelas 3 idades, deixará o seu determinismo equivocado e se tornará mais correto em relação a realidade da inteligencia humana. Diverso em uma diversidade de tipos, complexo em uma complexidade de situações, de longo a curto prazo e contextual em uma contextualidade de cenários que abarcam o fator biológico da diversidade e ambiental da complexidade. E até poderíamos, por exemplo, observar que a complexidade também possa ser relatada ao quesito biológico, cognitivo desta hipotética análise. Novamente, as múltiplas perspectivas.

Mediante certas perspectivas de comparação, até pode ser possível dizer que Skeeter seja mais inteligente que Doug, mas em outros parametros, não restam dúvidas de que Doug será mais inteligente que o seu amigo.

Skeeter poderia ser considerado como um tipo extremo (exagerado, caricato) de talento técnico e mediocridade intelectual. Aquele que todos julgam ser estúpido mas que será muito inteligente em alguns aspectos. No entanto, a realidade nos mostra que geralmente, a partir de uma boa análise de comportamento e intelecto, o resultado tenderá a ser de uma correlação harmoniosa entre ambos, se tendem a ser recíprocos, o comportamento expressando o nível qualitativo e quantitativo de intelecto.

Nós poderíamos inclusive imaginar uma situação hipotética em que Skeeter, já adulto, tivesse se tornado um cientista famoso e que estivesse fazendo um projeto ultra secreto para o governo americano e, este projeto não fosse lá uma coisa muito boa, como a cura do cancer ou da aids.

Coloco outra vez a metáfora do prédio gigante e super moderno, de um branco cinza pálido que belisca os confins de nossa atmosfera, como representante do ”progresso humano”, enquanto que as pessoas lá embaixo, vivem em ambientes tenebrosamente disfuncionais. Valeu apena** E as piramides egípcias** O que é mais importante, termos uma civilização tecnológica avançada sem qualquer avanço social significativo ou uma civilização socialmente avançada e sem qualquer avanço tecnológico significativo** Eh uma comparação histrionica, mas eu prefiro a segunda opção.

A sabedoria de Doug foi retratada como menos importante que a suposta maior inteligencia (extremamente exagerada) de Skeeter especialmente para criar o cenário que desemboca na lição de moral ”as aparencias enganam”.

Doug tem uma personalidade inteligente que expressa o seu intelecto por meio de sua maturidade assim como também por sua motivação intrínseca na observação do mundo que o engloba,  enquanto que Skeeter apresentaria uma relação negativa entre a sua inteligencia e o seu comportamento. Ele não seria intelectualmente inteligente mas teria uma grande cognição técnica. Apesar do exagero, Skeeter representaria o típico caso em que a inteligencia técnica se encontrará acima da média em combinação com déficits intelectuais severos. Eu tenho a impressão de que este perfil cognitivo seja muito mais comum do que canta a nossa vã filosofia e nos ajudaria a entender o porque da disfuncionalidade humana, especialmente a nível coletivo.

Pessoas tecnicamente inteligentes e intelectualmente medíocres podem ser muito perigosas porque geralmente serão desprovidas de sabedoria para interagirem e usarem a sua inteligencia de maneira correta.

Doug Funny é um outsider. Skeeter é um termite potencialmente incomum.

Por que Doug e Bobby são retratados como canhotos, imaginativos e irmãos mais novos***

Novamente a elite esquerdista aprontrando das suas e mostrando que não é boba não…

Dois dos personagens mais populares dos anos 90 apresentam 4 semelhanças importantes,

– são imaginativos,

– são observadores perspicazes,

– são canhotos,

– são irmãos mais novos. 

Eu também apresento as 4 características e claro que não irei levar esta pseudo-correlação ”anedótica”, com dizem no exterior (e não tem o mesmo significado que na língua portuguesa), mas eu posso iniciar, e é o que geralmente faço aqui, uma averiguação inicial sobre esta possibilidade.

Os dois personagens poderiam ”ser” ”diagnosticados” como duas vezes excepcional, o rótulo moderno para o que eu acredito que seja, pessoas altamente criativas e genios de todas as naturezas ou com potencial.

Nada de ”qi alto” apenas. Para

– buscar,

– capturar,

– entender,

– apreciar,

e utilizar a inteligencia humana, voce precisa de uma análise psicológica completa. O qi funciona de maneira secundária, porque entre ter um mundo de Skeeters e de Dougs, não resta dúvidas de que eu prefiro um mundo de pessoas que sejam como Doug, este famoso e sábio personagem. Eu escolho a sabedoria primeiro, sem pestanejar.

Auto diagnóstico para a monomania

Eu adoro  rotina…

Alguns dias atrás eu estava mexendo no meu celular quando de repente ele parou de funcionar. Além deste fator, também me foi comunicado quanto a uma possível mudança de rotina em minha vida (que mais tarde foi anunciado que não mais aconteceria). A possibilidade de mudança radical em relação aquilo que eu havia me acostumado a fazer me causou um baque e eu entrei em leve parafuso. O desespero bateu em minha porta e eu pude dizer ”meu mundo caiu” sem me preocupar em ser brega ou copiador de frases alheias. De fato, aquele pequeno período do meu dia, quer dizer, da noite, foi angustiante e me fez repensar toda a minha vida. Uma bobagem para a maioria, mas que caiu como uma bomba pra mim. Eu já suspeitava mas nada como a sensação real, verdadeira, legítima, para que voce caia em si e perceba que não é apenas uma suspeita. Eu sou monomaníaco.

Eu adoro rotina e me acostumo a elas, também ou fundamentalmente porque eu tenho tendencia a vícios.

A monomania é uma característica comum encontrada em alguns grupos tais como

– autistas

– genios

A explicação lógica da monomania pode se dar com base no excesso de informações ambientais e a tendencia super especialista de minha mente para se entreter com os meus ”poucos” interesses ou hobbies. Uma mente com gravidade pesada, nos fará menos enérgicos em um sentido físico e portanto menos apto para labutar todo dia, das 7 as 17 horas, andar a cidade toda, fazer um monte de atividades triviais. Para quem tem uma cabeça mais vazia ou menos congestionada, agirá mais e com mais afinco do que aquela que tem um transito paulistano de ideias, percepções e pensamentos pulando dentro da cabeça.

E eu posso ser monomaníaco e também ser aberto a novas experiencias, desde que aconteçam dentro do contexto de minha rotina.

 

Genialidade e autoconhecimento

Como ”fazer ciencia”, por meio da auto observação e comparação com toda fenomenologia que o cerca*

Eu já lhes mostrei sobre como  poderíamos ensinar o método criativo para que possa ser aplicado no cotidiano, seja para recreação seja para a real solução de problemas.

Agora, vou lhes contar mais um segredo… baseado em petulancia** Talvez, mas que poderá (ou não) ser útil para aquele que conseguir (e desejar) compreende-lo.

A filosofia cognitiva prática de uma mente criativa se baseia no autoconhecimento, se um dos resultados mais esperados da criatividade seja justamente a autoexpressão.

A partir do momento em que o autoconhecimento for desenvolvido (se isso for possível de faze-lo, com ”educação” ou ”treinamento), poder-se-á usá-lo como parametro ou comparação em relação a toda a fenomenologia circundante.

E é justamente aquilo que o genio, especialmente o criativo e o científico, costumam fazer.

O autoconhecimento é o primeiro complemento para o trabalho criativo.

O genio tende a ler a realidade por meio de si mesmo, o chamado preconceito cognitivo fundamental, nosso atrito com a realidade. Todos nós fazemos isso, ao usarmos as respostas de reação (das mais diversas naturezas) mais comuns que nossas mentes são capazes de produzir (cultura neurológica), mas é evidente que existirão diferenças entre os excepcionalmente inteligentes ou criativos em relação ‘aos demais’. E essas diferenças serão mediadas pelo nível de autoconhecimento e concomitantemente com a capacidade de percepção (e a correlação entre ambos será potencial e logicamente positiva).

 

A técnica para a observação de detalhes lógicos, harmoniosos e hierarquicamente superiores, encontra-se justamente no momento de interação entre a sua persona predominante (seu perfil cognitivo, projetando a sua cultura neurológica) e o ambiente. O ambiente é mutável, a sua percepção não é. No entanto,  o acúmulo de percepções pode ser gerenciável para o sábio enquanto que será apenas acumulativo para os demais.

De acordo com o modelo triárquico-dualista de personalidade que eu desenvolvi superficialmente, nós teríamos 3 personalidades,

a persona boa,

a persona ruim (personas dualistas)

e a persona completa, a unção das duas personas anteriores, o próprio Deus que vive dentro de nós, a manifestação organica da sabedoria, quando o cérebro além de holístico em sua funcionalidade (inclusive em suas áreas menos desenvolvidas) também está acompanhado por grande vivacidade interior, que geralmente resulta em problemas mentais para uma importante porcentagem da população humana.

As duas personas que estão a competir entre si, seriam justamente as mais primitivas, porque a competição e entropia, são características inferiores para qualquer modelo integrado e complexo de interações entre diferentes formas de existencias. Isso explica o Sistema Solar e o Planeta Terra.

 

Metaforicamente falando, os genios acessariam muito mais a persona principal do que as personas primitivas, aumentando a percepção do todo (leste e oeste, esquerda e direita)  e que justamente por ”preferirem” esta persona-principal ou alegoricamente falando, a persona-Deus, que os problemas poderão ser percebidos com maior intensidade, tendo como resultados desde a melancolia profunda (prelúdio para o suicídio) até a certos tipos de comportamentos muito degenerados, como quando a percepção de certas verdades absolutas existenciais tal como a finitude e a fragilidade da vida, os tornam compulsivos por consumi-la de muitas maneiras por causa da literalização destas verdades para o cotidiano. Viver ”como” se não houvesse o amanhã. Literalizar as verdades absolutas para o cotidiano.

Ainda que a genialidade não se possa ser ensinada por completo, talvez nós poderíamos mostrar ao menos como seriam os processos de construção do pensamento criativo, de maneira didática. Se a inteligencia pode ser ensinada, talvez a criatividade também possa, ainda que realisticamente falando, isto não se desdobrará em uma explosão de genialidade entre a população que não a tem ao natural, a superfície de sua personalidade.

Mas, como as diferenças entre os cérebros humanos não se dão mediante distancias muito grandes, então talvez algumas pessoas possam ter potencial mas lhes falte as ferramentas corretas para expressá-lo e não duvido que mediante a complexidade da diversidade cognitiva humana, estes tipos de fato existirão.

 

Pelo autoconhecimento, voce pode expressar a verdade do mundo por meio de sua percepção e pode categorizar a fenomenologia que está a interagir por meio de suas próprias convenções mentais naturais.

 

Os 13 mandamentos

 

1- Nunca generalize. Clones podem ser generalizados porque são identicos. Generalizações só servem para matérias identicas acopladas em aglomerações e não para grupos semelhantes.

2- Nunca excepcionalize em excesso. Estereótipos não são pseudo-cultura. Exceções e regras são complementáveis e não auto-excludentes.

3- Se conheça o suficientemente bem para poder interagir sabiamente com o seu ambiente e desta maneira, começar a conhece-lo também.

4- Neutralidade é importante, mas quando voce consegue reunir a dualidade que existe dentro de ti, neutro e pessoal serão completamente intercambiáveis e complementáveis.

5- Comparações são importantes. Se compare em relação aos outros. Construa categorias apenas por observação e leve em consideração, sempre, as exceções e as regras.

6- Múltiplas perspectivas. Cada fenomeno apresenta uma forma e toda forma apresenta diferentes lados de visualização, as chamadas perspectivas. Não se esqueça disso. O abstrato é exatamente como a matéria, só que sem forma ”real”.

7- Conhecimento em psicologia e estatística são fundamentais, especialmente nas (verdadeiras) ciencias humanas. Compreender e aceitar que não somos totalmente separados de nossos patrimonios genéticos, na verdade, estamos até muito entrelaçados com eles, porque são a parte essencial de nossas existencias mas também aceitar que os ambientes que construímos ou que foram construídos pela natureza, apresentam forte influencia na maneira em como nos adaptamos.

8- Especule o futuro desenrolar dos fenomenos, por meio da lógica intuitiva. Quando for especular, nunca o faça sem a segurança do passado e do presente de cada fenomeno.

9- Sempre busque pelo caminho do meio, onde que as melhores respostas, estarão predominantemente localizados no meio de uma panaceia espectral de respostas em relação a um determinado conhecimento. Ao usar a neutralidade do meio, além de evitar o julgamento preconceituoso negativo, também poderá ter uma imagem holística muito mais completa e correta, isto é, que de fato represente a realidade, a verdade objetiva.

10-Construa um sistema axiomico coerente e o use para detectar suas próprias ”contradições impossíveis” (que são diferentes das contradições possíveis ou pseudo-contradições) assim como também para detectar as contradições nas narrativas das pessoas que são do seu convívio, inclusive como maneira ajudá-las.

11- Excesso de complexidade é ruim. Busque pela simplicidade sintetizada (não confundir com simplismo) de eventos, fenomenos e condições, hierarquizando-os, de maneira que, as ideias-mães (as primeiras peças que desencadeiam o efeito dominó) possam estar em maior evidencia, ainda que as causas subsequentes também mereçam consideração adequada.

12- De o peso acerto as coisas para não criar ”tempestades em copo d’água.

13- Use a empatia como uma maneira de entender a fenomenologia humana (das mais diversas naturezas) até a fenomenologia ”natural” ou não-antropocentrica.

 

Que os anjos me perdoem por minha petulancia, mas é isso. Estes 13 mandamentos são justamente aqueles que estou usando para produzir os textos, bem como as minhas (ou ”minhas”) teorias.

 

‘Defeitos” de genio e as duas hipóteses primordiais da inteligencia humana

Somos o resultado de um erro evolutivo ou de uma evolução ”natural” ***

Neste blogue, eu já escrevi vários textos mostrando o moderno embate de dois nomes muito importantes na área de psicologia, o criminologista ítalo-judeu Cesare Lombroso e o psicólogo (judeu***) americano Lewis Terman. Eu já mostrei que o mais importante estudo de Terman, o famoso experimento da década de 20, provou-se predominantemente equivocado e pode ser resumido ao principal erro do psicólogo, ou seja, o uso de um único critério, pontuações débeis de qi, ao invés de potencial para o talento criativo para encontrar ”genios”. Terman descobriu que a sua população de superdotados (apenas mediante critério de qi) apresentou melhor ajustamento social, foi em média, mais alta, mental e fisicamente saudável do que a população de controle. E evidente que estes resultados foram completamente o oposto em relação ao ”mito popular” sobre a relação entre genialidade e ”loucura”. Cesare Lombroso, algumas décadas antes, já havia mostrado uma enorme correlação e causalidade entre ambas, principalmente porque analisou a biografia de muitos dos mais importantes genios do mundo ocidental. Vários estudos posteriores que também se debruçaram na análise biográfica de pessoas ”eminentes”, não encontrou os mesmos resultados correlativos de Lombroso (e Galton).

Uma série de problemas técnicos em todas essas pesquisas e que derivam essencialmente da mente dualista, que predomina em boa parte da humanidade, inclusive entre os cientistas, infelizmente. O que é eminente*** Eminente é igual a genio** Maria Antonieta foi um genio porque foi eminente** Ou será que nem todo eminente será um genio, nem todo genio será eminente… O que é ser normal*** Vidas bem ajustadas não podem ser acompanhadas por alguma perturbação interior controlada acima do normal*** A maioria dos eminentes objetivamente importantes foram de homens de genios mentalmente sãos ou ”homens” de talento*** Mais perguntas que respostas…

A primeira certeza, esta quanto ao trabalho de Terman, que hoje é usado como um exemplo visceral de alguma coisa relevante em relação a genialidade (o maldito ”qi”). Terman não analisou o potencial criativo dos seus pupilos termites. Portanto, Terman não selecionou e nem analisou genios. Seu estudo NAO PODE ser usado como parametro para a genialidade, talvez, para a superdotação. Mas como boa parte dos termites de Terman, não produziram nenhuma grandiosa realização  criativa, podemos dizer sem comedimento, que ”TER” UM QI ALTO, NÂO È SINAL DE SUPERDOTAÇAO”. O qi não pode resumir sinteticamente os conceitos de inteligencia, criatividade, muito menos o de genio. A ordem dos fatores altera o resultado. A correta análise sobre inteligencia humana não deve ser resumida a qi, este que deve servir como apoio estatístico, psicométrico, como suporte secundário que possa enriquecer a pesquisa, e não como protagonista.

A segunda certeza,  esta quanto ao trabalho de Lombroso. Cesare analisou alguns dos principais genios da humanidade. Genios não são contados aos milhões e nem todo eminente será um genio. Duas observações muito interessantes de Lombroso foram,

– As maiores contribuições filosóficas, científicas ou artísticas, foram realizadas por ”genios insanos”, que hoje poderíamos entender como ”alguém com grande intelecto e provido de alguma perturbação mental mais severa, proto-psico-desordem”

– Mesmo os ”genios mentalmente sãos”, ainda apresentaram EM MENOR GRAU, as mesmas características fisiológicas (defeitos) e psicológicas (perturbação mental)  dos ”genios mentalmente insanos” ou simplesmente, ”genios insanos”.

Como eu já concluí diversas vezes aqui no blogue, Lombroso fez um trabalho muito mais elucidativo e próximo da realidade sobre o genio humano, do que Terman, que sequer tocou a superfície da excepcionalidade humana. E os parcos resultados dos seus termites, são provas cabais dos equívocos do seu estudo. Vale ressaltar novamente que Terman produziu o seu trabalho convencido da ideia de que os prodígios não eram menos mentalmente saudáveis que os seus pares ”normais”. Como perceberam, motivações emocionais superaram a sua razão. Terman quis mostrar ao mundo sobre ele mesmo. O ego ainda permeia completamente o mundo academico.

A terceira e última certeza por agora, será sobre a opacidade investigativa de MUITOS cientistas, especialmente de psicólogos, que continuam a se perguntarem dualisticamente ”o ser ou não ser, eis a questão*** ”. E eu lhes dou como resposta, ” é muito relativo, e é mais provável de ser e não ser, ao mesmo tempo, depende de qual perspectiva. Mas para ser ou não ser, antes será necessário mergulhar na profundidade da alma humana”. Tal como Terman, a maior parte da psicologia ocidental moderna, mal toca a superfície da complexidade humana. São tão incompetentes que precisarão dos seus amigos neurocientistas para tentar entender o que se passa por dentro de nossas cacholas, sem ao menos diversificar e enriquecer por si próprios as percepções e observações  quanto ao comportamento humano.

Eh costume nos indagarmos ”como pode ser possível ser tão inteligente e ao mesmo tempo ter uma ‘doença” mental*** ”

A costumeira constatação será ”Ele ou ela é inteligente, APESAR do ‘seu transtorno”’‘. Não, quase sempre, será justamente o tal ”transtorno” que terá um papel fundamental para o maior intelecto ou a maior criatividade. Portanto, a relação é causal e não apenas correlativa. Psicopatologias são o resultado de mal funcionamento de determinado componente do cérebro, um excesso ou uma falta. Se há falta em um componente, poderá haver excesso em outro, como eu já falei, o cérebro não tem buracos. Nenhum espaço é desperdiçado.

Se Terman encontrou mais qualidades do que defeitos em seus ”supostos genios”, tudo nos leva a crer então que o quase-contrário será o mais provável de ser, isto é, um misto entre qualidades e defeitos que delinearão tendenciosamente a população humana de genios. A partir desta primeira constatação, eu vou especular como cada defeito que foi encontrado em maior proporção entre os verdadeiros genios de Lombroso et al, pode influenciar em uma maior criatividade, uma maior inteligencia ou mesmo, funcionar como motor para ambas, especialmente a primeira, se esta se faz mediante a captura de percepções incomuns que um cérebro muito saudável não será capaz de produzir.

 

OS DEFEITOS DE GENIO

 

Seguindo a ordem de características incomuns (defeitos) que foram encontradas em maior frequencia entre os genios, no livro de Lombroso, que está disponível para leitura na internet, em ingles, começo  pela irregularidade do cranio e cérebro dos genios analisados.

Se o genio é a manifestação de um grande talento, quase sempre combinado com déficits, que são o resultado desta super concentração de habilidades, então esta realidade deve ser o resultado de um cérebro incomum, com características incomuns como conexões raras de áreas remotas do cérebro ou mesmo com áreas vizinhas, produzindo super conexão, ou qualquer outra forma potencialmente vantajosa que não seja comum entre os cérebros ”normais”. O que se passa dentro de nossos cérebros, é reverberado exteriormente, por meio de nosso comportamento, nossa plasticidade para responder as intempéries ambientais que estamos interagindo a toda a hora. Aquele que pode ter ideias lógicas, úteis que são oriundas de associações muito remotas, talvez possa reverberar esta predisposição natural para o bizarro e funcional, também no seu cotidiano pessoal. Isso explicaria a relação causal entre excentricidade comportamental e criatividade. Lombroso mostrou que os genios, muitas vezes, ou são providos de grandes ou de pequenos cranios, mostrando que é provável que o tamanho importe um pouco menos, especialmente no que diz respeito a genialidade. Além de irregulares no tamanho, eles também tenderiam a ser incomuns, como eu disse acima, com conexões raras, tal como o cérebro da famosa autista Temple Grandin.

Algumas configurações cerebrais analisadas por Cesare, pareciam ter sido o resultado de alguma doença, tal como meningite, mas é provável que fosse mais uma coincidencia fisiológica do que a real presença de uma doença. Mas quem sabe*** Pode ser possível que algumas interações patogenicas (já sabemos que temos muitas) possam ser vantajosas para aumentar a capacidade intelectual.

Se o autismo de Grandin é uma resposta autoimune (se a vida por si só já não seja uma forma de resposta autoimune ao niilismo do vácuo), então talvez o mesmo possa ser pensado sobre a genialidade.

As deformações no cranio e no cérebro, evidentemente que reverberam também na própria face. Justamente por isso que muitos genios do passado, do presente e quem sabe, do futuro, apresentarão faces assimétricas, uma reverberação fisiológica das características do próprio cérebro bem como do cranio.

Gagueira

A gagueira é outro traço ou defeito que segundo Lombroso, foi encontrado para ser mais comum em ”homens de genio”. Como eu sugeri em um texto anterior, a gagueira parece ser o resultado de uma super eficiencia do cérebro, e tudo aquilo que está em excesso, tenderá a causar mais problemas do que soluções. Os gagos pensariam tão rápido que a velocidade da construção de frases não acompanharia o próprio pensamento. Além da velocidade, o excesso de ideações, causada pela ansiedade de falar sem disfluencia, também pode ter um efeito. Sabe-se que a gagueira também é mais comum entre canhotos e e judeus ashkenazim.

Alguns estudos tem sugerido uma relação entre maior inteligencia técnica ou qi e problemas de gagueira. Para ser genio, não é necessário ”ter” um alto  qi (performance), mas talvez quase todo genio pontuará muito alto em algum teste psicométrico específico, tradicional (verbal, espacial…) ou pouco acessado. Portanto, ainda haverá alguma correlação entre genialidade e qi.

Canhotismo

A lateralização anomala é o experimento natural da humanidade, onde todos os tipos de excepcionalidades bem como de defeitos tenderão a se manifestar mais comumente do que em populações menos mutantes. O canhotismo ou o hábito inato de escrever com a mão esquerda, bem como de usar mais o lado esquerdo do corpo para qualquer atividade manual, é um bioproduto exteriorizado da lateralização anomala. Canhotismo se relaciona com quase todos os ”defeitos de genio”, assim como o autismo, porque são bioprodutos de um mesmo fenomeno biológico complexo, evolutivamente lógico da humanidade. Todos os defeitos de genio tenderão a se relacionar entre si, tal como um fenótipo mental, cognitivo, fisiológico e psicológico. Não preciso adentrar mais a fundo neste ”defeito”, visto que já é sabido que a reversão da lateralidade habitual humana, tende a se relacionar com excepcionalidades cognitivas (hipertimesia, savantismo, autismo funcional, superdotação, criatividade e possivelmente a genialidade) assim como também com vários defeitos. Alguns o chamam de ”síndrome da mão esquerda”.

 

Esterilidade

 

A grande quantidade de defeitos fisiológicos, podem ter um papel causal na redução do potencial germinativo natural, isto é, reprodutivo, do genio, se a natureza sempre favorece a saúde ao invés da inteligencia. Os mais saudáveis são mais propensos a terem filhos saudáveis, ao passo que no caso do genio, dependendo do tipo de parceira ou parceiro que estiver se relacionando, as chances para a degeneração biológica intergeracional será grande. E como muito raramente escolheremos pares de acasalamento que serão diferentes de nós em relação ao comportamento (e isso reverbera no tipo de cérebro), ou o genio não encontrará ninguém do sexo oposto para acasalar e terminará no celibato, ou terá predisposições assexuadas ou homossexuais ou se casará com uma mulher  com similaridades comportamentais, produzindo filhos problemáticos ou que não herdarão o talento do pai ou da mãe. Ainda que não se possa afirmar que será sempre assim, será uma grande tendencia para esta população diminuta. A proporção de mulheres de genio é consideravelmente mais baixa do que de homens, portanto, eu estou discriminando pela enfase no tipo masculino, que será muito mais comum. Isso sem contar que para as mulheres, é sempre mais fácil encontrar um conjuge. Nos perguntamos porque o genio muitas vezes, termina sozinho ou acaba em um relacionamento anormativo e portanto infrutífero. Tal quando fazemos a analogia do ”porque mesmo sendo tão inteligente, ainda é um ‘doente mental””’, também fazemos o mesmo tipo de analogia dualista simplória, ‘‘se o genio é tão superior e bom, então por que termina solitário ou não tem filhos ou quando os tem, raramente herdam o genio do pai**”

A esterilidade pode ser portanto o resultado natural de um acúmulo de traços biológicos desfavoráveis a reprodução, isto é, que direcionam muitos recursos para o intelecto, desequilibrando as funções organicas do corpo. Ou pode ser o resultado da enorme complexidade mental do genio, que o tornará candidato ”hour concour” para a solidão ou ostracismo social. As causas para a solidão do genio poderão ser ambientais ou biológicas.

 

Ser diferente dos pais

 

Pressupõe-se que se a genialidade seja o resultado fenotípico de mutações a mais, assim como também de defeitos que são resultados diretos destas mutações, então as características faciais bem como corporais dos genios, poderão diferir dos seus pais, se em condições normais, os filhos tenderão a se parecer com os seus pais. Outra possibilidade, para alguns casos de genios, seria a de que ao invés de herdarem um dos fenótipos de aspecto físico do pai ou da mãe, eles herdariam ambos, produzindo uma mescla entre os dois e portanto, a diferenciação fenotípica. Genios, não apenas tendem a diferir dos seus pais biológicos, assim como também do ”fenótipo nacional”, como eu já demonstrei em outros textos, ao invés do cabelo louro, um Ingmar Bergman, com feições incomuns para um sueco típico…

Também já mostrei que a miscigenação racial pode produzir genios, tais como Machado de Assis e Alexander Pushkin, maior poeta russo. Mas claro que a genialidade tende a ser tão rara, que é pouco provável que a miscigenação racial ou a endogamia (pureza)  sejam completamente causais ao fenomeno. Pode-se dizer que, mediante certa combinação de características, mais a miscigenação, poderá em eventos bem mais raros, produzir grande e criativo intelecto. Ao contrário da hereditariedade de traços fisiológicos particulares, como a cor dos olhos, a genialidade necessita de uma combinação de muitos traços, vários deles, que geralmente se repelirão em condições biológicas menos magnanimas, mas que se acoplam poderosamente para a alquimia do genio humano.

 

Misoneísmo

 

Repulsa por tudo aquilo que é novo. Surpreendentemente, muitos genios do passado, segundo Lombroso et al, apresentavam este tipo de comportamento. Mas, como o genio tende a ser altamente complexo, a ”contradição” pode facilmente repousar em suas mentes. Como eu já sugeri em um texto aqui, a mente do genio tende a ver o mundo não como um quebra cabeças pronto, mas como um quebra cabeças a ser montado ou mesmo, com suas peças suspensas, e que são manipuláveis. Portanto, ao contrário da narrativa dualista típica, o senso de lógica do genio caminhará para a complexidade. Mas, todo tipo de comportamento muito intenso, tenderá a ser encontrado em genios e o misoneísmo será um deles e dependendo do tipo, poderá estar em estado puro ou mesclado com outras complexidades mentais altamente evoluídas, que mais parecerão grego antigo para os ”normais”.

 

Comportamento errante

 

Tal como eu disse logo acima, a complexidade permeará muito mais profundamente a mente do genio, do que a mente do normal. O comportamento errante, a incapacidade de fixar moradia em um local, será uma tendencia comum em muitos genios, tal como foi encontrado por Lombroso e tal. A irritação cerebral que produz a criatividade, pode ter um papel nesta inquietabilidade assim como também para a curiosidade. Muitas vezes, a saúde frágil de muitos genios, poderá influir como um importante fator para as viagens, tal como sair de uma cidade durante o inverno europeu e ir para algum lugar de veraneio a beira do mediterraneo, onde os dias frios são mais amenos. Em termos comportamentais, o genio só será  em média, mais aberrante que o normal e este é o resultado direto de uma configuração cerebral incomum.

 

Precocidade

 

Muitos genios foram e são prodígios, mas nem todo prodígio será um genio. No entanto, mais genios serão precoces do que em comparação aos seus pares normais. O desenvolvimento assíncrono dos cérebros de superdotados, no entanto, nos mostram que apesar desta tendencia, vários tipos de genios, aparecerão, tal como aquele que só começará a demonstrar o seu talento a partir da idade adulta. Vale ressaltar que a precocidade, muitas vezes, não se dará apenas em um sentido cognitivo, mas também comportamental, e muitos genios, serão sexualmente precoces.

 

Intuição (descrita como ”inconsciencia” por Lombroso) e Instinto

 

A intuição é uma das características mais descritivas da genialidade e eu já sugeri que possa ser o resultado de um modelo de mente complexa, labirinto, onde os pensamentos fluem de maneira inconstante, muitas vezes, pulando completamente as etapas, requeridas em mentes comuns. A educação, que justamente se baseia neste processo, pode ser adjetivada como inútil para o genio assim como para o criativo comum.

O instinto é outro traço incomum, que é encontrado em genios, mas que está escasso entre os ”altamente inteligentes”. Isso explica o porque da tendencia ”pseudo-socialista” dos professores universitários em contraste com a grande capacidade perceptiva, instintiva, do genio de todos os tipos.

Ainda que frágil, enquanto um ser excepcional e raro, o genio tenderá ser muito instintivo. A intuição, uma característica cognitiva mais infantil, feminina, combinada com o instinto, uma característica cognitiva mais adulta, masculina, pode significar metaforicamente que o genio seja o ser humano completo, dotado de sua feminilidade e masculinidade, afloradas ao nível máximo da perfeição. A grandiosidade pode e costumeiramente levará a loucura.

 

Sonambulismo

 

O estado dissociativo que um cérebro mais apto para ter intuições, também pode ter outros efeitos tal como o sonambulismo bem como um estado de transe, mesmo quando acordado. Pode-se dizer que enquanto  que o criativo absoluto (ou o genio criativo) sonha acordado e produz suas inovações, o comum não-criativo, sonhará apenas quando estiver dormindo. O que seria a criatividade senão uma espécie de sonho vívido***

 

Motivação intrínseca poderosa ou inspiração divina

 

Musas, visões ou inspirações divinas, derivam de um sentido interior profundo de que deve fazer algo. Alguns almejam o estrelato mundano, outros almejam ter uma vida tranquila, outros almejam fazer filmes pornos, enquanto que alguns almejam além dos interesses mundanos, muitas vezes que correrão em paralelo, também uma grande ambição quanto as suas motivações pessoais. O genio muitas vezes aspirará a revolução em sua respectiva área, ainda que não se possa dizer que todos o farão mediante motivações pessoais egocentricas.

 

Dupla personalidade e estupidez

 

A dupla  personalidade ( ou mais) do ser humano, aquilo que eu denominei como ”as duas personas dualistas”, o bem e o mal, estará aberrante entre os genios, ou na maioria deles e talvez, esta maior dimensão, este maior descompasso (o conflito interno) possa ser um fator causal importante para a poderosa motivação intrínseca do genio.

Aquele que pode ter as mais frondosas ideias, também poderá produzir espinhos e rosas murchas. A densidade muito volumosa de ideias entre os genios, especialmente entre os genios criativos, aumentam as chances, tanto para insights altamente inovadores, quanto para ideias-pastelão. E tal como eu sugeri, todos nós somos estúpidos e inteligentes ao mesmo tempo, se a inteligencia, especialmente a humana, seja mutidimensional. Muitos genios terão um colosso de intelecto em paralelo a um igual catatau de estupidez. A variedade de tipos será grande, assim como acontece com todos os outros tipos e no caso do genio, como sempre, as diferenças serão mais aberrantes, inclusive e especialmente a nível individual.

Isso também comunga com a minha ideia (assim como a ideia de outros pensadores livres da blogosfera) que a superdotação seja uma espécie de síndrome de savant, muito mais leve em sua severidade e também mais diversificada.

 

Sensibilidade aflorada

 

Nos mais altos níveis da capacidade humana, haverá uma tendencia para os altos níveis de sensibilidade. Eh possível que uma sensibilidade sensorial, possa ter um papel decisivo para uma maior sensibilidade moral, emotiva. Como quando todos os sentidos ou ao menos um deles, estão muito acima do funcionamento habitual, haverá uma tendencia para se interagir mais intensamente com o mundo ao redor e portanto, senti-lo mais do que os outros. A extensão da sensibilidade sensorial para tudo e para todos, pode fazer o mundo dos genios, um lugar mais sombrio e triste, do que o contrário, se apesar deste grande dom, na maioria das outras pessoas a empatia objetiva ainda esteja subdesenvolvida.

”Chegará um dia no qual os homens conhecerão o íntimo dos animais; e nesse dia, um crime contra um animal será considerado crime contra a humanidade.”

Leonardo Da Vinci

Eu acredito que uma boa parte dos problemas psicológicos da genialidade e da criatividade, sejam os resultados de intensa interação com o meio, seguida por intensa frustração, visto que genios e criativos tenderão a viver culturas neurológicas que espelham  em ”como o mundo deveria ser” e não ”como ele é”.

Genios costumam ser intolerantes a erros, mesmo os mais supostamente irrelevantes. Tal como eu já falei em um texto anterior (repito isso 500 vezes, kkkkkkk), os intolerantes a erros, poderão ser nossos verdadeiros herois, o rabugento empático.

 

Amnésia

 

A mente dualista cria uma pseudo-lógica, onde pares comuns devem sempre andar de mãos dadas. Então, alguém de grande intelecto não poderia ter problemas de memória, correto***

Mas como eu já falei no texto sobre a degeneração contextual do genio, muitas vezes, a ideia de ”perda de memória” , não se baseia mediante uma perspectiva empática, ou seja, se colocar no lugar do outro para tentar entender o porque de agir assim.

Mediante a perspectiva do genio, certos assuntos da vida mundana não parecerão tão importantes para serem memorizados. E tal como eu sugeri anteriormente, a memória afetiva estará fortemente relacionada com a sabedoria, que combinada com obsessão intelectual, tenderão produzir uma memória altamente pragmática e objetiva. Portanto, lembrar datas de aniversário, o nome de ruas ou mesmo de pessoas, não será tão importante assim. A mente do genio tenderá a ser intensamente objetiva,  especialmente em relação aos seus interesses.

Se a mente de todos fossem como as dos genios… mas as pessoas memorizam irrelevancias intelectuais, na maior parte das vezes.

 

Originalidade e amor a neologismos

 

Os genios que foram os inventores de línguas e vocabulários, também podem inventar outros meios de comunicação. Não há limites para a imaginação do genio. A criatividade não é apenas um estilo cognitivo, é uma cultura neurológica que tenderá a permear cada meandro da personalidade e da vida daquele que a tiver muito bem desenvolvida. Como resultado, até mesmo em relação a detalhes tal como a maneira de falar, poderá ser influenciado pelo dom da criatividade.

 

Originalidade

 

A vontade de fazer algo impactante, novo, se baseará no ego muitas vezes descomunal do genio. No entanto, mesmo este defeito, geralmente será gerado por sua autoconsciencia, igualmente descomunal. A intuição, a curiosidade e a experimentação, características comportamentais neotenicas, são algumas das tendencias mais contundentes dos genios.

 

Defeitos fisiológicos de genios

 

Orelhas grandes de abano** Pele muito pálida*** perrrninhas tortas*** Magreza** Tuberculose**

Ainda poderíamos falar sobre asma, miopia, tendencia para alergias… Muitos superdotados nerds comungam suas elevadas inteligencias com algum tipo de custo fisiológico, resultado direto de uma maior carga mutacional. O aumento da inteligencia humana parece vir com muitos encargos. Mas talvez, a complexidade da vida e especialmente da vida humana, seja tanta, que se não fossem estes defeitos, não teríamos chegado onde chegamos (se isso é uma coisa boa ou não, eu já não sei, mas pode-se dizer que algumas das mais belas almas deste mundo, vieram com algum defeito de fábrica que os fizeram repelir o jogo sujo da natureza, a competição pragmática e selvagem). A motivação intrínseca para fazer algo impactante, pode vir de alguma provação pessoal, uma vontade de superação pessoal que quando combinada com o intelecto enérgico e catalizador, poderá produzir uma ebulição de experimentação existencial que terá um alcance muito acima do campo individual.

Orelhas grandes podem ser boas para ”ouvir melhor”. A pele muito pálida, pode ser o resultado de deficiencia de vitamina D, que se relaciona com autismo, e como eu já falei várias vezes, também se relaciona consideravelmente com excepcionalidade cognitiva. Pernas tortas também são correlativas com autismo. A superdotação geralmente virá acompanhada com custos fisiológicos e psicológicos, como resultado da redução do sistema autoimune, por causa do excesso de exposição ao testosterona durante o período intrauterino.

Algumas suscetibilidades patológicas, podem acompanhar a genialidade como a tuberculose. Inclusive alguns estudiosos acreditam que a tuberculose (bem como outras suscetibilidades patológicas) poderia ter uma relação causal com o fenomeno.

 

Suicídio

 

Muitos genios do passadocometeram suicídio. A melancolia pode acompanhar as mentes mais enérgicas e criativas da humanidade e predispo-las para a depressão e posterior suicídio.

Surpreendentemente, não parece existir uma relação entre maior qi e tendencias suicidas. Mas não restam dúvidas que o suicídio se relacione tanto com personalidades extremas quanto com criatividade. Isso nos ajuda a entender que o genio não é apenas alguém muito inteligente e na verdade, sequer seria necessário ter um grande intelecto. As diferenças entre o genio e o inteligente não são apenas quantitativas, mas de grandeza, são diferenças existenciais, onde o genio entende o mundo  a partir de sua perspectiva, aberrante, ”estranha”, fluida, dissociativa, proto-patológica, enquanto que o inteligente, seria apenas como uma pessoa normal só que com maiores recursos cognitivos.

 

Espasmos ou movimentos repetitivos e epilepsia

 

Sim, muitos genios e homens de talento do passado (e do presente) foram (e são) epilépticos. Os mesmos espasmos e movimentos repetivos (voces sabiam que eu adoro movimentar meu corpo, balançá-lo para trás e pra frente quando estou muito eufórico com uma música da qual gosto muito*** ) que caracterizam o autismo, também caracterizaram muitas das mais poderosas mentes humanas historicamente reconhecidas do passado bem como de genios modernos, muitos deles, que estão ostracizados pela estupidez coletiva orquestrada por nossas ”amadas elites”. O excesso de energia inconstante que caracteriza a mente do genio, pode nos ajudar a explicar o porque da relação com a epilepsia.

 

Megalomania, alucinações e ”insanidade” moral

 

A megalomania parece se relacionar com ‘insanidade moral”, porque para aqueles que almejam grandes realizações, a ambição poderá levá-los a cometer toda a sorte de comportamentos que seriam considerados como imorais em sua raiz. A mente do genio tenderá a ser objetiva, especialmente para aquilo que realmente importa e pragmática. Tal como eu sugeri sobre a moralidade objetiva e subjetiva. A população em média, é mais absorta pela moralidade subjetiva, que pode ser representada pela ”religião”, cultura dentre outros códigos morais subjetivos, que mudam de costa a costa. Em compensação, os mais inteligentes assim como também no caso dos genios, a moralidade objetiva, será mais requerida, justamente por basear-se na objetividade do bem estar social. No entanto, tal como em circunstancias anteriores ao mundo ”moderno”, em nossas sociedades desiguais, absurdas, presas a toda sorte de pedantismo intelectual e de superstições que nunca se cansam de se sofisticar, a única maneira do genio de vencer neste cenário desolador em eterna regressão evolutiva, seja justamente por meio da negação dos ditames morais subjetivos. Mas esta tendencia será o resultado de predisposições anteriores a qualquer interação. Como eu disse, a criatividade tenderá a se manifestar em todos os aspectos da vida dos genios.

Lombroso considerava tudo aquilo que fugisse dos ”bons costumes vitorianos do final do século XIX” como insanidade moral. Portanto, talvez, muitos dos genios que ele analisou, não foram de criminosos, nem de desonestos, mas que pelo ”pecado da naturalidade”, foram convertidos pelo criminologista como da mesma espécie que seus primos existenciais matoides.

Outros defeitos de genios como as tendencias para o alcoolismo e o abuso de substancias nos mostram mais uma vez, que boa parte da ”psicologia cognitiva”, neurociencia bem da psicologia educacional, estão seguindo em direção ao caminho errado, ao tratar a relação entre predisposições psicopatológicas e genialidade como excessos de uma era poética e romantica do passado.

Não é porque estamos inseridos em ambientes tecnológicos mais avançados, que boa parte de nossas incertezas existenciais desapareceram.

 

Respondendo a pergunta do início do texto. Se os seres humanos com as maiores capacidades intelectuais, tendem a acumular uma boa quantidade de irregularidades em seus físicos bem como em suas mentes, estas que podem ser o resultado de interações patogenicas complexas, especialmente durante o período intrauterino, ao contrário da ideia de ”evolução natural da inteligencia”, então, a hipótese de que nosso cérebro incomum seja o resultado de um desvio da norma natural, um erro evolutivo, parece mais plausível e que o genio, seja um desdobramento deste erro e não um avanço. A natureza parece dar preferencia para o equilíbrio das funções ou saúde, ao invés da doença ou mesmo, da proto-doença, o desequilíbrio.

Se minha conclusão for comprovada, então isto terá implicações severas sobre diversos ramos da pesquisa científica sobre a humanidade, dentre elas, a psicologia cognitiva.

Nos habituamos a considerar qualquer erro como imoral, mas talvez, se não fossem por estes erros, não teríamos tudo aquilo que temos agora, resultado do sofrimento, da angústia, da provação existencial, daqueles que estão conscientes demais e quanto mais consciente da própria finitude e fragilidade, mais consciente da morte estará.

 

 

A aberrante estupidez de James Watson e a proporção objetivamente significativa de estupidez que acomete muitos inteligentes

 

Não, não, não é elementar, meu caro Watson. No ano de 2007, quando não tinha internet disponível para ler ”aquilo que quisesse” e enquanto via o mundo entrar em uma psicose cada vez mais grave em relação ao ”politicamente correto” ou ” polícia do pensamento”, eu me tornei altamente sensível e crítico a todas essas mentiras, vomitadas a exaustão pela ”mídia” e replicadas pelos papagaios de inteligencia simplória, isto é, boa parte dos meus parentes e conhecidos. Me lembro  que quando comecei a usar a internet, na faculdade, especialmente, a notícia ”controversa” sobre as declarações racistas do ganhador de Nobel,James Watson, ainda estavam frescas e dando muito ”pano pra manga”.

Minha irritação se deu principalmente por causa do pedantismo e falta de sabedoria por parte de um grande número de pessoas que se atreviam a ”debater” sobre este assunto, aqueles que mal sabem o que a palavra ”raça” realmente significa e que nunca tiveram curiosidade ou ao menos, responsabilidade para, saber o que é e deduzir por conta própria, com base em lógica intuitiva, o que se consiste. A supressão de Watson foi desmedida, no entanto, as suas declarações foram de igual natureza.
Quando um dos descobridores da dupla hélice do DNA fez uma afirmação que deixou a entender que ”todos os negros são intelectualmente inferiores”, ele não apenas colocou a sua cabeça a premio por dizer isso, vá lá, uma verdade parcial, mas também porque não foi suficientemente hábil e correto com as palavras.
Watson também já deu outras declarações incrivelmente estúpidas tais como ”as mães devem ter o direito de escolher se seus filhos nascerão homossexuais ou não”.
Outras declarações, que se aproximam da ignorancia abjeta, perversamente dirigidas a sua única colega mulher do seu antigo trabalho,Rosalind Franklin, que algumas ”más” línguas dizem ter sido uma das principais responsáveis pela descoberta, que foi diretamente endereçada a Watson e a Francis Crick, também são uma prova triste daquilo que disse em um texto anterior, a de que ser inteligente não é a certeza de não ser estúpido em ao menos, algum aspecto cognitivo. E Watson, se realmente foi o principal responsável por esta grandiosa descoberta, nos mostra que esta dissociação é verdadeira e geralmente terá implicações graves.
No ano de 2007, Watson poderia ter dito algo diferente do que disse em relação as diferenças raciais em inteligencia. Mesmo que o assunto tabu causasse mal estar a elite reinante e ”sensível”, a moderação, o jeito com as palavras e uma análise holística e correta, poderia resultar inclusive em alguns resultados bastante proveitosos. Qualquer um que seja hábil com as palavras, pode convencer as pessoas de qualquer coisa. São as emoções positivas que conquistam os seres humanos e não as emoções negativas.
Quanto mais inteligente se tornar o ser humano, mais holístico e complexo se tornará.
A barganha é uma prática psicológica importante. Voce não pode tirar todo o chão das pessoas que acreditam na igualdade humana, primeiro, porque elas não estão 100% erradas quanto a muitas de suas convicções, segundo, que estas predisposições são anteriores ao pensamento racional e crítico, isto é, antes que possam decidir sabiamente, por livre arbítrio, qual perspectiva que mais se aproxima da perfeição, já terão sido engolfadas por suas configurações cerebrais idealistas, dogmáticas e pacíficas e terceiro, que ao tirar algo de alguém voce precisará preencher este vácuo com outro ”presente”, como maneira de manter o equilíbrio.
A afirmação de que todo negro seja intelectualmente inferior a um branco não se consiste na plena verdade, porque nota-se com evidencia, que apesar da regra, existem exceções, algumas vezes que serão acachapantes. Portanto, a exemplificação dos seus empregados usada por Watson quanto a inferioridade intelectual deste grupo, foi uma maneira torta, grosseira, estúpida, tacanha e anti-sábia de usar as palavras. Eu mesmo conheço (e conheci, uma que já se tornou eterna como as estrelas mortas) muitos negros e mulatos que destoam abruptamente da média, que de fato, mostra-se contextualmente desfavorável a esta população. E eu falo de contextualidade, porque isso não significa que será sempre assim e que a evolução, pode caminhar para vários fins, regredir, enfim, basta apenas que uma população com certas similaridades intelectuais ou fisiológicas, sejam mantidas isoladas e que procriem uns com os outros. Tudo pode, porque existe diversidade de escolhas e porque existe a hereditariedade. A hereditariedade não prova o racismo ou a incapacidade de mudar, para melhor, pelo contrário, prova que, apesar de certa demora, nós podemos modificar uma população apenas por seleção diferenciada.
Portanto, a primeira patada da cavalgadura inteligente, chamada James Watson, provou-se errada, ainda que tenha dito alguma verdade, a sua derrota para um debate honesto e civilizado, começou por ele mesmo, quando resolveu falar com acidez e simplificação grosseira sob algo que é mais complexo e que merece melhor cuidado no trato.
A segunda afirmação de Watson, sobre homossexualidade, é bem típica dos neodarwinistas conservadores. A maior parte deles se consistem em  homofóbicos racionais, que nutrem uma ansiedade para ver a variação natural do comportamento sexual humano, reduzida ao ”papai e mamãe, abençoado por Deus”.
Nota-se que é evidente que as mães não tem o direito de decidir pelo comportamento neutro do seu filho. Elas não podem decidir se seu filho vai gostar de homem ou de mulher, se será religioso ou secular. Talvez, se possa decidir se a criança nascerá psicopática ou não. Também poderá ser possível decidir se o filho nascerá honesto, criativo e inteligente. No entanto, ainda é cedo para expurgarmos a psicopatia e seu espectro, totalmente do nosso convívio, se alguns dos seres humanos mais inteligentes e perspicazes do mundo, podem comungar, tanto com as características dos neurotipicos quanto com as características cognitivas positivas dos ‘psychos’. E muitos destes tipos, não serão de criminosos baratos ou mesmo de ”colarinho branco”. No mais, a redução significativa da psicopatia, pode ser uma boa maneira de reduzir a criminalidade e os demais conflitos humanos sem sentido. Redução e não eliminação total.
As características da ”tríade sombria” da personalidade humana, poderiam nos ajudar a combater possíveis ameaças extraterrestres, enfim, todas as mentes humanas podem oferecer algum propósito, vantagem, para a melhoria do nosso convívio assim como também pela melhoria de nossas defesas.
No mais, Watson pertence ao grupo, particularmente grande, de neodarwinistas de alto qi, religiosos e conservadores, que são apaixonados pelos genios da humanidade mas que desprezam com veemencia, muitos dos traços comportamentais que os acompanham, tal como a tendencia para a sexualidade fluida.
Como resultado, nós temos Watson e cia (muitos blogueiros hbds desta estirpe) falando sobre ”genialidade, genios, criatividade”, sem entender o que isso geralmente significará, também em termos comportamentais.Muitos genios do passado foram de homossexuais ou ao menos, de sexualmente fluidos. Inclusive, quando Watson e cia vierem com uma caravana para visitar Roma, eles poderão agraciar a beleza e grandiosidade do teto interior da capela sistina, que foi projetada por um genio, e, homossexual, Michelangelo.

Sim, tal como eu sempre falo sobre a maldita conveniencia humana, é de costume dizer metade da verdade, aquela que melhor servir a sua ideologia, ”religião” ou moralidade subjetiva, deve ser exaltada. No entanto, os ”inconvenientes pormenores” devem ser desprezados. Portanto, para
brancos nacionalistas,
neordarwinistas conservadores (muitos hbds)
bem como para o senhor Watson,
Michelangelo serve para ser visto como
um genio
um genio branco
um genio branco e europeu
…mas não serve para ser visto como um genio branco, europeu e homossexual.
O neodarwinismo não deve ser culpado unilateralmente, porque todos nós projetamos nossos preconceitos em relação a quase tudo. Como resultado, tenderemos a discriminar desfavoravelmente certas particularidades porque não ”a temos”, ao menos que não estão expressadas.
Da mesma maneira que para um professor de artes liberais de alguma Ivy americana (principais universidades americanas como Princeton e Harvard), o exato oposto poderá ser pensado, onde a homossexualidade do pintor, será vista como muito mais importante do que a sua etnicidade e mesmo, a sua genética.
Watson não pára por aí. Continuando com suas patadas ignorantes, ele mais uma vez, assina embaixo a sua tendencia hbd, isto é, neodarwinista, conservador e eugenista simplório, do tipo anti-criativo que adora falar sobre criatividade, mas não a entende organicamente… Como resultado, ele não entende que o mundo não teve culpa dele ter tido um filho esquizofrenico e de não ter sido um bom pai, isto é, INTELIGENTE, buscando o lado positivo dos limões mais azedos que sua amada natureza lhe deu. E mais, se dependessemos da ”sabedoria de quartel” de Watson, a genialidade seria extirpada da face da Terra, antes que os jovens de hoje, adquirissem cabeleiras grisalhas, platinadas, como meu pai adora dizer. Basicamente, porque esta cavalgadura sexagenária já sugeriu que as famílias com histórico e casos de transtornos mentais se esterilizassem.
Terman não perdeu nada ao rejeitar o suposto genio Watson, ainda que seu trabalho também tenha sido uma caixa de equívocos que até hoje são replicados nos ambientes que deveriam ser laboratórios bio-sociais dos verdadeiros empreendedores criativos mas parecem servir para os egos de auto-declarados ”genios -de- alto qi”.
Como eu já sugeri antes, não devemos pensar nos transtornos mentais apenas ou especialmente como doença, mas como excessos mentais, que em doses homeopáticas, eleva a inteligencia e a criatividade humanas. Se está claro que os maiores inovadores da humanidade tenham uma grande tendencia de nascerem em famílias que compartilham histórico de transtornos mentais, então já parece claro o que teremos de fazer para que mais genios, semigenios, criativos e altamente inteligentes nasçam e melhorem nossas sociedades.
James cavalgadura Watson, deve ter ficado impressionado com o seu único filho esquizofrenico ( ATUALIZAÇAO, JAMES WATSON TEM MAIS UM FILHO, QUE NAO EH CRIATIVO NEM ESQUIZOFRENICO ). Como um homem que se tornou um destes ”estudiosos sobre autismo e esquizofrenia” pode dizer uma bobagem dessas sem ao menos explicar a importancia da manutenção destas expressões genéticas em doses homeopáticas e isso sem falar que como Lombroso disse em seu livro, do qual eu tenho divulgado bastante, os genios ”insanos” foram justamente aqueles que deram as maiores contribuições a humanidade e não os ”genios sãos”, isto é, aqueles com manifestação menos aberrrante de excessos mentais. (Obs., modifiquei esta parte do texto porque de fato, Watson tem mais um de um filho, que não é esquizofrenico, isso não muda em nada a realidade que estou expondo.)
Conclusão, Watson deveria ficar com a boca bem fechada. Suas declarações beiram a estupidez abjeta. Isso sem falar sobre possíveis desdobramentos quanto ao seu real merecimento do trabalho que o tornou mundialmente conhecido.Será**
Se dependermos destes ”eugenistas” anti-criativos, não-criativos, de meia tigela, neodarwinistas, que acreditam que exista uma linha do equador, um trópico de cancer, um meridiano de Greenwich, que separa superdotados por pontuações em testes superficialistas de inteligencia, que não medem a capacidade das pessoas em usar a suas inteligencias no mundo real, a genialidade será eliminada da piscina genética humana.
No próximo texto, eu vou falar justamente sobre alguns equívocos que as pessoas tendem a cometer em relação ao pensamento que produz inovações, sobre a sua simplicidade, ao invés da popular ideia de que o pensamento criativo seja sobre-humano para a maior parte das pessoas. Uma nova maneira de educar.

Superdotação como autismo (superdotação precoce ou prodígio) e esquizofrenia (superdotação atrasada) adaptados

Existem basicamente dois tipos de pessoas altamente inteligentes (incluindo também o tipo que é mais predominantemente criativo do que inteligente), os prodígios e os superdotados ”tardios”.

Os prodígios são todos aqueles que apresentam algum tipo de talento incomum que começa a se manifestar desde a mais tenra idade. Muitas vezes confunde-se o termo ”prodígio” com  ”genialidade”. Nem todo prodígio será um gênio e nem todo gênio será um prodígio. Na verdade, é até ligeiramente complexo dizer que os superdotados ”tardios”, começarão a manifestar seus dons apenas mais tarde da vida, mas pode ser possível que os cérebros destes tipos só se tornem ”maduros” a partir dos 20, 30 anos. Em outras palavras, eles já tendem a demonstrar elevada capacidade mas que só estará plenamente desenvolvida a partir do final da adolescência.

Quando me deparei com a teoria do ”cérebro imprimido” (obs técnica= não sei corretamente se a tradução da palavra ”imprinted” em inglês para o português, será algo como ”imprimido”, mas enfim), percebi uma possibilidade para desenvolver esta hipótese para explicar a existência de dois tipos bem diferentes de superdotados.

 

Prodígios e autistas = inteligência e espectro maior da Síndrome de Savant

 

Crianças autistas tendem a ter cérebros maiores, que com o avanço da idade, costumam regredir para a média dos seus pares não-autistas. Crianças autistas tendem a ser mais intelectualmente maduras do que seus pares. Autismo e prodígio apresentam muitas similaridades. Outra semelhança entre os dois é o caráter cognitivo super especializado.

Seja para a música, a pintura ou para a ciência, autistas e prodígios costumam ter um talento altamente desenvolvido desde cedo. Um tipo de talento que se relaciona mais com ”criatividade savant-style”, isto é, que não se consiste puramente em criatividade, mas que emula aspectos fundamentais que a definem. Como eu já expliquei em um texto anterior, pinturas super realistas não são puramente criativas, a partir do momento que não está se buscando construir algo novo, algo que define criatividade per se. O talento para tocar violino ou piano e superar tecnicamente os mais talentosos nestes dois instrumentos de uma ou duas gerações anteriores, também não é completamente a criatividade, mas a replicação de ”velha criatividade”, o que não deixa de ser um grande feito e não deve ser considerado como menos interessante do que a criatividade puramente cognitiva. Da mesma maneira que portadores da síndrome de savant apresentam talento precoce, inato e especializado para a execução de determinada tarefa, os superdotados precoces ou prodígios e os autistas funcionais apresentarão os mesmos talentos naturais.

Ainda que seja evidente que muitos prodígios sejam altamente criativos, eles tenderão a ter como principal força, uma maior inteligencia e não uma maior criatividade. O estilo cognitivo dos prodígios tende a emular consideravelmente o mesmo estilo que define a mente autista, a capacidade para encontrar detalhes.

Muitos gênios foram e são prodígios e você os verá principalmente em profissões de caráter técnico, onde a capacidade para encontrar padrões harmonicos e detalhes técnicos ou mecânicos, será mais requisitada. Isto é, voce verá este tipo de superdotado, o tipo precoce e que geralmente, apresentará maiores habilidades savant do que habilidades puramente criativas.

Prodígios e autistas tendem a ser mais altos que os seus pares durante a infância. Tudo nos leva a crer que exista uma simbiose significativa entre os dois. Se  o autismo é uma manifestação mais moderada da síndrome de savant, então ”a superdotação precoce” parece ser uma adaptação tanto da síndrome de savant quanto do autismo. Como quando os ”genes” que produzem o autismo assim como também a síndrome de savant, ”entram” em harmonia, ou combinam-se de maneira harmoniosa com o restante dos ”genes” que estão presentes e ativos no corpo, oferecendo mais benefícios do que custos.

 

Superdotação, esquizofrenicos e tdahs= criatividade

 

A esquizofrenia, geralmente, começa a se manifestar completamente a partir dos 20-25 anos de idade. Provavelmente, quando o cérebro termina a sua maturação, algum tipo de erro (que neste caso, é objetivamente ruim) inato acontece durante este processo produzindo a manifestação desta desordem mental. Os cérebros dos tdah também se assemelham aos cérebros de esquizofrênicos por que tendem a amadurecer mais tardiamente do que os cérebros dos seus pares sem a expressão desta condição. Tdah e esquizofrenia não são condições sindromicas identicas, mas compartilham a mesma janela ”de oportunidade cognitiva positiva”, isto é, espremer os limões mais azedos, mas fazer deles, umas limonadas com gostos mais bebíveis e até mesmo surpreendentemente gostosos.  Se a esquizofrenia só começa a se manifestar na vida adulta, para a maior parte dos casos, então parte-se do pressuposto de que os cérebros deste grupo também amadureçam tardiamente, porque a desordem final que é a esquizofrenia, se dará quando ”os fios forem todos encapados”.

Tdah e esquizofrenia partilham uma característica altamente relevante para a criatividade, a imaginação. Ambos parecem estar acima da média nesta categoria. Os esquizofrenicos são, infelizmente, aqueles que estão fora do controle de suas capacidades imaginativas, capacidade abstrata para encontrar e produzir novos padrões. O excesso de padrões perceptivos, tende a produzir confusão cognitiva e deprimir a capacidade de harmonização destas percepções.

Superdotados tardios poderão pertencer ao tipo dos  altamente criativos, mediante às suas possivelmente elevadas capacidades imaginativas e podem compartilhar similaridades etiológicas, tanto com a esquizofrenia quanto com a Tdah. Podem não, compartilham similaridades. O altamente criativo, poderá ser um superdotado tardio, porque os mais altos níveis de criatividade, tenderão a se manifestar justamente durante os 20-30 anos. E é justamente nesta faixa etária da vida que a esquizofrenia começa a se manifestar entre os portadores da condição, enquanto que por lógica, ela se manifestará parcialmente entre aqueles que são  portadores heterozigotos destas mesmas expressões fenotípicas.

Portanto, o estilo cognitivo prevalente entre os superdotados tardios, isto é, aqueles que não forem prodígios, será a criatividade imaginativa, que é resultante da maturação mais demorada dos cérebros, assim como também da herança parcial da esquizofrenia ou da tdah, que produzirá um maior controle cognitivo perceptivo, que tenderá a se manifestar totalmente a partir dos 20 anos, tal como acontece entre os portadores homozigotos desta condição sindromica.

A inibição latente baixa é um padrão comum tanto para a esquizofrenia quanto para Tdah, mas que será produzida por diferentes processos, onde a inibição  baixa da Tdah será causada pela incapacidade de filtração de estímulos exteriores, enquanto que na esquizofrenia, a incapacidade de filtração será interna e justamente por isso, se relacionará mais com emoções e pensamentos do que com interações com o mundo exterior. Ambas são terreno fértil para a criatividade.

Os superdotados altamente criativos, segundo esta extensão hipotética para a ”teoria do cérebro imprimido”, tenderão a ser caracterizados por baixo nascimento ao nascer, cérebros pequenos durante a infancia quando comparados com os seus pares ”normais”, amadurecimento mais lento do cérebro e relação simbiótica com esquizofrenia e com tdah.

Seus dons caminharão para serem mais diversificados, assim como eu sugeri em um texto anterior sobre o espectro autismo-esquizofrenia, principalmente em associação com maior capacidade criativa, isto é, imaginativa e ou de manipulação mental. Quando o cérebro do superdotado tardio chega ao completo amadurecimento, especialmente no caso da esquizofrenia parcial, acredita-se que terá chegado a ”janela de oportunidade cognitiva positiva”, semelhante em essencia conceitual com a janela demográfica (transição demográfica), ou seja, o momento em que a combinação de metade ou menos genes da esquizofrenia com o restante do cérebro, produzirá o ápice da capacidade criativa ou o começo do ápice, que poderá durar por muitos anos, dependendo de cada indivíduo.

Esta hipótese é uma extensão tanto da teoria do cérebro imprimido, quanto das minhas teorias sobre criatividade e autismo.

 

Inteligente ou criativo demais para produzir algo valioso ou para ser selecionado pela ”’elite”….

Todos os extremos virão com grandes benefícios, grandes custos e muitas vezes, com os dois. Os extremos da capacidade cognitiva humana geralmente se caracterizam por uma combinação de extremos em excelência e deficiência intelectuais.

Nas sociedades ”modernas, requisitos pré-determinados como úteis, justos e abrangentes, são usados como filtro para selecionar as pessoas que irão ocupar cargos, que são em sua maioria de natureza burocrática, isto é, que são técnicos e trabalham pela manutenção do aparato civilizacional em que se está inserido.

A maior parte das pessoas que conhecemos, inclusive muito de vocês que leem este blogue, se encaixam neste perfil. É claro que como somos uma espécie com tendências para especialização individualizada, então nós precisamos ter uma plasticidade comportamental ou adaptativa para que possamos nos inserir dentro do contexto social que apresentará suas respectivas demandas cognitivas de cooperação, tanto para especificidades como para mobilidade comportamental.

A natureza valoriza o equilíbrio, não os extremos. As sociedades modernas também valorizam o equilíbrio de elementos, tanto para o funcionário burocrata de classe média, que poderá ter uma vida sem atropelos financeiros, assim como também para aqueles com sede de poder, que ocuparão o posto de ”elite” (ainda que a maior parte destes, serão menos equilibrados do que as classes médias). Se você é um ser em equilíbrio, então é pouco provável que será alguém muito criativo.

Partindo da lógica, ”extremos são quase sempre ruins” então, pode-se afirmar que aqueles que são OS MAIS, qualquer coisa, poderão pagar um preço mais alto por isso… E e este preço pode vir com juros que são as ”circunstâncias ambientais desfavoráveis”.

Ser muito alto ou muito baixo é no geral, pior do que ter uma estatura média. Claro que, quando uma pessoa nasce com uma determinada condição potencialmente desfavorável, ela caminhará para lutar por sua sobrevivência e adaptação. Mas isso não significa que sua luta não será mais difícil que daqueles que estão em melhor conformidade com  a norma, seja para qualquer característica.

Se o excesso é ruim, então, mesmo as características mais ”valorizadas” pela humanidade, também serão contextualmente ruins, se forem manifestadas de maneira extrema.

Portanto, os MAIS INTELIGENTES, os MAIS CRIATIVOS, dentre outros tipos extremos com excesso de ”dons”, podem estar em maior desvantagem para externalizar e produzir através de suas habilidades, do que aqueles que são menos excepcionais.

O mais inteligente, segundo a teoria das super excitabilidades de Kazimiersz Dabrowski, será potencialmente, uma pessoa, que vivenciará a sua transcendência pessoal de maneira intensa, introduzindo em tudo aquilo que interage, o seu dom excepcional, ou seja, a sua inteligência. Agora imaginemos este tipo, morando em uma cidade como São Paulo, grande, caótica, desigual, violenta, poluída… As pessoas em maior equilíbrio de ”elementos” cognitivos (psicológicos e mentais ou intelectuais), apresentarão ”uma maior tolerância para o mal” do que alguém que seja ”inteiramente inteligente”. Uma falta de excesso de dons, poderá significar, uma maior capacidade adaptativa. Mesmo vivendo em um ambiente deprimido e complicado tal como a cidade de São Paulo, aquele que é mais equilibrado em inteligência, poderá tirar algum proveito desta situação, desprezando a enorme quantidade de eventos injustos que acometem esta mancha urbana diariamente, enquanto que o mais inteligente, poderá caminhar para uma paralisia moral, se se sente impotente por não ser capaz de solucionar de imediato os problemas sociais com os quais está a interagir, se observa que as pessoas não se tornam racionais por educação, mas porque são cognitivamente impossibilitadas e como consequência, será incapaz de convencê-las quanto aos seus pensamentos, uma grande dificuldade de comunicação por causa da diferença de níveis. Se a moralidade aguçada e justa é um dos principais traços comportamentais dos mais inteligentes, então, realmente pode ser possível que muitos deles se tornem completamente incapazes de interagir dentro dos ambientes sociais em que estão, e de ”vencer”, por meio de um bom emprego e a construção de uma bela família ou mesmo, na construção de uma carreira imponente nas artes, nas ciências ou na política.

O CRIATIVO DEMAIS…

A criatividade cognitiva  bem como as suas manifestações mais elevadas, se caracterizam por grande densidade diária de novas ideias ou associações remotas, grande sensibilidade ambiental ou ”inibição latente reduzida”, grande vontade de experimentação ou abertura para sensações e igual tendência para a construção de um excelente código moral, incompatível com o mundo em que vivemos.

Aquele que é criativo demais, também poderá ser muito inteligente (ainda que possa não ser O MAIS inteligente), e poderá se ver em uma situação bastante desfavorável, especialmente no mundo moderno. Em um mundo com enorme quantidade de estímulos ambientais, que são o resultado do avanço tecnológico, os mais criativos poderão se ver na encruzilhada de escolher pela consolidação de uma carreira ou pela busca desenfreada de sensações e de percepções. Ainda há espaço para o talento do gênio criativo, nas artes de todos os tipos, mesmo que as vagas sejam muito poucas e que certos favorecimentos tenham o potencial de prejudicar a externalização do talento genuíno. No entanto, para o gênio criativo que está mais inclinado para a ciência ou ”observação analítica” do mundo e de seus fenômenos, haverão ainda menos vagas disponíveis que poderão ser preenchidas. Alguns grupos de excepcionais, se tornaram párias cognitivos dentro de ”nossas” sociedades técnico-burocráticas, porque seus respectivos talentos são muito raros e porque quase não existem nichos ocupacionais especializados para eles.

Algo de interessante tem acontecido no mundo. Na época de Galton e Cesare Lombroso, dois nomes dos quais  eu tenho falado muito aqui, especialmente o segundo, sabia-se que existia uma relação muito profunda entre a genialidade criativa e as predisposições psicopatológicas. Não era apenas um movimento romântico, na tentativa de romantizar a ”doença mental”, visto que, os mesmos padrões de excentricidade e talento, já haviam sido notados muitos anos antes.  Foi uma constatação retida de observação analítica e de lógica racional. Os excepcionais são extremos e os extremos são desequilíbrios.

Em sociedades menos burocraticamente reguladas, havia uma maior meritocracia para o gênio criativo, ser notado e de suas inovações serem usadas em prol da sociedade. Como sempre, os gênios filosóficos que eram contrários à ordem estabelecida daquelas épocas anteriores à nossa, poderiam sofrer com ostracismo, mas nada se comparava com o que está acontecendo hoje em dia. Possivelmente, o aparecimento do ”socialismo” no século XIX, pode ter contribuído para dar o prego no caixão dos gênios. Eu já sugeri em um texto anterior (uma frase muito comum aqui no blogue, rsrsrs) que a genética da genialidade se assemelharia à desigualdade social, muitos com pouco e poucos com muito, dinheiro (está para a ) inteligência, analogicamente falando. Em sociedades mais igualitárias, a genética dos extremos, pode ser menos comum, se todos ou a maioria, são mais ou menos iguais em comportamento e inteligência, vide o exemplo da Finlândia que eu coloquei na fotografia que estampou o texto citado. O ”trabalho em equipe”, que muitas vezes, se torna inútil para a resolução real dos problemas ou para a construção de novas ideias, é basicamente a negação do gênio. Muitas cabeças funcionam melhor do que uma??? Muito relativo, nem sempre será assim.

No mundo dos ”gênios de Nobel”, a inexistência ou sub representação de gênios criativos completos dentre os mais altos níveis da realização humana moderna, está em contraste flagrante com o passado, em que o oposto era o mais possível de ser.

Graças ao avanço tecnológico e estrutural (universidades de alto nível), hoje em dia, é mais fácil fazer descobertas ou realizar inovações do que há 100, 200, 2000 anos atrás. Os gênios ”insanos” de Lombroso, que hoje são rotulados de ”duas vezes excepcional” ou ‘twice excepcional” (deficiência combinada com superdotação cognitiva) e que segundo o próprio, foram aqueles que deram as principais contribuições, foram quase que integralmente substituídos pelos gênios ” sãos” assim como também por um exército de termites, que popularmente são reconhecidos como ”altos qis”.

É de se esperar que em um mundo de aparências, a grande inteligência também necessitará aparentar, aquilo que não é. A utilização de critérios cognitivos ”puros”, que na verdade, se relacionam mais com a ”educação”, do que com inteligência pura, onde grande percepção emotiva e portanto moral, também estará acoplada ao fenótipo, mostra-se ideal para uma sociedade corrupta. Não que os gênios criativos sejam todos de super empáticos, na verdade, é esperado uma grande diversidade de tipos, mas justamente estes tipos, poderiam fazer algo de muito útil em todas as sociedades humanas, mas parece até agora, que por inúmeras circunstâncias desfavoráveis, se encontram ostracizados pelos verdadeiros doentes mentais de qualquer tipo de sistema dogmático, potencialmente cruel, praticamente, todas as pseudo-religiões, mais uma vez, com alguma exceção para o budismo.

O excesso de acuidade moral do mais inteligente ou o excesso de percepções e sensações diárias do mais criativo, que são na verdade, dons excepcionais, podem funcionar como desvantagens naturais em um mundo cada vez mais sem chão e sem ”coração”.

Os impérios caem a partir do momento em que a qualidade (genialidade) é substituída pela quantidade (burocracia).

O que Satoshi Kanazawa deveria ter feito… Inteligência real e capacidade de adaptação

O psicólogo evolucionista japonês Satoshi Kanazawa, baseou sua teoria sobre ”inteligência humana e comportamentos evolutivamente novos” a partir deste estudo, sobre a relação entre o tamanho do cérebro e a tendência para rotas alternativas de voo em pássaros mais inteligentes, isto é, com cérebros proporcionalmente maiores ao tamanho do corpo. Kanazawa estipulou que ”situação parecida” aconteceria com os seres humanos, em que ”os mais inteligentes” (usando apenas o critério de ”qi”) também seriam mais propensos a se engajarem em comportamentos evolutivamente novos. Eu já refutei a teoria de Satoshi Kanazawa (aqui e aqui), ao questionar  as ideia de ”novidade e escolha comportamentais” que ele desenvolveu em seu trabalho. Também não parece fazer sentido que algumas tendências de vícios de comportamento para certos subgrupos de inteligentes possam ser consideradas como vantagens evolutivas como fumar maconha ou beber álcool. Kanazawa considerou a ideia de ”rotas alternativas de voo” como ”novidade comportamental”. A partir daí, eu acredito que o psicólogo se perdeu…

Os pássaros mais inteligentes buscam por rotas alternativas de voos primeiro porque eles se arriscam mais (porque são mais criativos e assumem mais riscos*****) e segundo porque eles apreendem uma maior quantidade de informações que são úteis para que possam se arriscar com certa segurança em novos ambientes (pensamento holístico ou conhecimentos gerais**).

Portanto a ideia de ”rotas alternativas de sobrevoo” não parece se relacionar com os ”comportamentos evolutivamente novos” que Kanazawa idealizou, mas na capacidade criativa de sobrevivência.

Rotas alternativas no mundo dos humanos

Em tempos de guerra, os mais inteligentes tenderão a ser mais eficazes na capacidade de sobrevivência do que os menos inteligentes. E isso poderá se dar sob as mais diversas estratégias. Seja por meio da maior acumulação de dinheiro e fuga posterior das áreas de risco, seja por meio de estratégias complexas e eficazes dentro do ambiente em ”ebulição bélica”…

Os (realmente) mais inteligentes, que também são mais criativos, são os desbravadores de novas fronteiras, do conhecimento ou de novos ambientes. Os mais altos níveis de sapiência humana, ou seja, a genialidade, é a capacidade para se antecipar à tendências (culturais, comportamentais, tecnológicas) evolutivamente novas, só que baseado em previsões muito longínquas, que tem um ”poder de fogo” revolucionário. Revolucionário porque se baseia em um salto quântico de percepção cultural-tecnológica-temporal.

Os cérebros humanos são mais complexos do que os cérebros de espécies de pássaros e portanto, não é possível, ao menos mediante lógica intuitiva, relacionar apenas um atributo fisiológico como responsável por toda a panaceia de estratégias complexas de sobrevivência que os seres humanos mais dotados são capazes de produzir.

Como resultado, ao invés de usar o termo ”cérebros grandes” como sinônimo orgânico para maior inteligência, eu vou apenas usar o termo ”cognitivamente complexo”, porque parece se relacionar mais com ”capacidade de adaptação”, se a mesma precisa de complexidade para que possa funcionar.

Inconformidade objetiva

Alain Soral, o gênio francês da política já compreendeu que algumas rotas ALTERNATIVAS podem ser muito interessantes para recuperar a França das mãos de ”globalistas”.

A maior parte dos transexuais são inconformistas às sociedades ocidentais. Mas a inconformidade é relativa. Se as sociedades fossem completamente tolerantes  para com a transexualidade, a inconformidade dos transexuais deixaria de existir, ou ao menos, deixaria de existir para uma boa parte deles.

A inconformidade está positivamente relacionada com inteligência, diga-se, aquela que de fato se constitui em uma real manifestação de capacidade cognitiva que se encontra acima da média e dirigida para funcionar no mundo (hiper)real. No entanto, nem todo inconformista será inteligente.

A objetividade aparece como um fator fundamental para diferenciar a inconformidade conceitualmente pura da inconformidade inteligentemente objetiva.

Os pássaros de inteligência mediana seriam como os seres humanos igualmente medianos, isto é, que são conformistas e portanto, que seguem o grupo. O comportamento conformista de grupo é um comportamento coletivamente inteligente, mas não é um comportamento individualmente inteligente, porque quando se adere às regras de grupos, cria-se uma relação de dependência em relação às outras pessoas. A cooperação necessariamente não quer sempre indicar dependência, pelo contrário, visto que se dá pela neutralidade de oferta e demanda, isto é, quando todos precisam de cada um ”para sobreviver”. (Percebam que o comportamento coletivamente inteligente pode vir com muitos custos como por exemplo, o suicídio coletivo da ”raça caucasiana europeia” neste início de século XXI).

Os pássaros que buscam por rotas alternativas de voos são muito mais propensos a se exporem a mais riscos do que aqueles que não o fazem. No entanto, a descoberta de novas rotas que são seguras para o trafego, aumentam o número de rotas conhecidas e consequentemente o ambiente seguro de vivência do grupo (reduzindo as áreas de risco).

Analogia semelhante pode ser feita em relação aos gênios criativos da espécie humana, especialmente quando apresentam um ímpeto natural para dar suas contribuições ao coletivo ao invés de apenas para si mesmos (gênios pseudo-parasitas a parasitas). Provavelmente, os pássaros mais inteligentes, ao abrirem novas rotas de voo para o grupo, estarão contribuindo para o sucesso coletivo e não apenas egoisticamente pra si próprios.

A inconformidade inteligentemente objetiva se baseia justamente na ”busca por rotas alternativas de voos” em prol da mitigação de riscos imediatos à sobrevivência, e quando é feito com base no bem-estar coletivo, será de feito de forma mais inteligente porque a espécie humana é social.

Conclusão

A conclusão deste pequeno texto é a de que o psicólogo evolucionista japonês Satoshi Kanazawa perdeu a oportunidade de produzir uma teoria elegante e lógica que eu acabei de fazer, por uma teoria enfadonha, politicamente correta, que incita aos nossos olhos descrentes que, por exemplo, se declarar como ”socialista” (sem exemplificar com detalhes o que isto realmente quer dizer) é uma demonstração de ”comportamento evolutivamente novo” e ”inteligente”.

E neste caso, eu ataquei o aspecto fundamental da teoria de Kanazawa, porque ele realizou uma analogia ”menos correta” (porque nada está 100% errado) entre as ”rotas alternativas de voos” dos pássaros mais inteligentes com ”comportamentos evolutivamente novos”, enquanto que o mais próximo da realidade, seria justamente a analogia do comportamento inteligente e de risco destes pássaros (isto é, rotas alternativas) com ”capacidade criativa e holística de adaptação”. Criativa porque se baseia na produção de ideias (rotas) alternativas para solucionar problemas e sobreviver com o máximo possível de mitigação de potenciais perigos ou riscos de vida, e holística, porque se baseia no uso eficiente de uma diversidade (ou riqueza) de informações objetivas e úteis para uma melhor interação com o ambiente.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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