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O humano de um hipotético futuro

Capacidade intuitiva de aprendizado para falar

Futuro

capacidade intuitiva para aprender a ler e escrever

e aprender matemática

Do amor ao ódio, por que eu comecei a odiar o hbd??? E por que a ”minha” verdade é muito mais correta que a dos demais**

Eu tenho uma certa implicância em relação aos cristãos. Eu não gosto de pessoas que tagarelam bondade com a bíblia na mão mas fazem exatamente o contrário no mundo real, no mundo das ações.
A maioria das pessoas se encostam nas pseudo religiões porque elas oferecem palavras fáceis e doces, de ESPERANÇA, em relação à única certeza de nossas vidas, a morte. Elas não o fazem em média por razões nobres mas porque são incapazes de  entender  o mundo de maneira literal, Real e por isso procuram por este tipo de pensamento positivo clássico. A incapacidade de produzir percepções realistas quanto à vida anda de mãos dadas com a falta de vontade ou curiosidade para fazê-lo bem como pela covardia que se substancializa a partir destas predisposições fenotipicamente expressadas.
Manter estes sistemas opressores, primitivos, unilaterais, que continuam a perpetuar a falsa moralidade, a moralidade da ignorancia ou da hipocrisia, moralidade subjetiva, não é uma tarefa para pessoas sábias. Pelo contrário, nós temos a obrigação de derrubar por terra estes transtornos em prol de uma Cultura que possa fazer a vida na Terra evoluir.
A maioria dos cristãos e especialmente os mais fervorosos, se pintam como os ”defensores da moral e dos bons costumes”, em outras palavras, eles se apropriam da bondade e a usam como escudo, um escudo egocêntrico, de superioridade. A bíblia aparece como outra arma a ser usada. Mas na verdade, ninguém tem o monopólio da bondade, em termos conceituais e consequentemente, práticos, a não ser que de fato, possa entende-la de maneira visceral.
A multidão de cristãos que repetem como papagaios a moralidade subjetiva que está escrita em suas bíblias, portanto, não tem qualquer estrutura cognitiva ‘e’ psicológica para poderem julgar alguém com base no ”conhecimento” que engoliram sem sentir e entender o sabor.
Este é mais um quase-ótimo texto de Bruce Charlton, um dos blogueiros hbds, em que aponta para uma possibilidade conceitual e taxionômica para o tipo de personalidade que tende a predominar nos gênios ( vamos desprezar aqui as minhas contribuições que o sir, sorrateiramente tem utilizado em seu blogue e sem dar o legítimo reconhecimento a quem lhe apontou o caminho, vamos desprezar esta parte ok?? ).
O texto é quase excelente, porque no final, Charlton tenta manipular seus leitores ( metade deles que não precisam ser manipulados para se alinharem a ele) ao introduzir sua moral cristã usando termos como ”anti social”, ”mimado”… Charlton, o conhecedor e amigo dos ”gênios” ainda solta de maneira absolutamente irracional que.. Os gênios savant, do tipo social, não podem ser líderes, eles devem ser excluídos de qualquer cargo de liderança. Você está me acompanhando caro leitor??!
Os gênios sociais servem apenas como conselheiros. Os líderes, isto é, aqueles que receberão os louros da liderança, devem ser outros. Os gênios desta natureza devem usados de maneira conveniente.
Eu que já não rezo uma ave Maria faz uns 5,6 anos (nem de fingimento) devo ser um degenerado perverso. Nosso querido sir, ao contrário de mim, é um ser ímpar, acima do bem e do mal.
Charlton deve detestar muitos gênios porque ao contrário dele, o gênio empático, principalmente, sabe das inúmeras contradições que povoam uma bíblia, sem falar de todos os conflitos que todas as pseudo  religiões tem provocado.
A conveniência novamente. Charlton tem uma agenda política conservadora e cristã. Tal como um judeu da mídia  a todo momento fala de holocausto, a todo momento tenta alinhar suas palavras com qualquer coisa que expresse a versão judaica da história judaica, Charlton tenta alinhar, arrebatar o seu rebanho dentro da sua linha de pensamento. Bem, todos nós quando estamos tentando convencer alguém de alguma coisa, manipulamos histrionicamente ou não os fatos de maneira que possam se alinhar ao pensamento central. O que Charlton faz é justamente este tipo de manipulação histrionica. Ele é o novo Cesare Lombroso, com sua vontade e talento para estudar o fenômeno da genialidade humana, mas com os mesmos déficits no conhecimento de empatia e de moralidade.

Ele continua com a sua teoria de que ”a evolução produziu o genio para se sacrificar em prol da sociedade em que vive”. Sim, Darwin foi um dos responsáveis pela popularização desta maneira de pensar sobre a evolução.

A evolução não faz nada, porque é uma palavra que resume um conjunto complexo de circunstancias e eventos.

Natureza e evolução são maneiras de dizer

Mas saiba que muita gente deve ter dificuldades para entender esta parte. Como sempre, tende-se a literalizar abstrações e os resultados são quase sempre deprimentes.

A explicação de Charlton para a existencia do genio (savant social ou sábio) humano cai por terra, a partir do momento em que não houve qualquer seleção totalmente auto-dirigida para selecioná-lo como o mártir sábio que endireita a sociedade em que vive, sussurrando conselhos aos ouvidos do líder.

Bruce Charlton é apenas um em uma miscelania de tipos neoconservadores ou conservadores clássicos que usam a ciencia ou o conhecimento com o intuito de forçar a sua agenda pessoal favorita.

A partir disso, ele dá o valor que quiser aos seus estudos. Ele captura informações, percepções ou reflexões para que possam entrar em conformidade com a sua agenda neoconservadora cristã, onde que impera um tipo de moralidade subjetiva.

E não é o único, porque em todos os blogues hbds algo semelhante está a acontecer. Ao invés de buscarem pela pureza dos significados e portanto da verdade e a partir disso principiar pela harmonização, o fazem com o intuito de aparelhamento as suas ideias unilaterais.

Talvez eu estejam sendo muito duro em relação a eles se todo mundo faz isso, talvez devesse expandir meu ódio a humanidade em geral e não apenas a um grupo. Mas o conhecimento que esta comunidade está a tentar monopolizar ou ao menos conceber como ”seu”, é muito importante porque é um dos que mais se aproximam da verdade absoluta, da verdade objetiva + verdadeira subjetiva ou abstrata. E suas implicações poderão ser muito negativas.

Charlton deseja que ou mais genios savant sociais acatem suas propostas unilaterais e entrem em sintonia com suas crenças cristãs e neodarwinianas. Pra ele, assim como também para grande maioria das pessoas, as suas crenças estão absolutamente corretas. NOSSAS crenças nunca estarão plenamente corretas, ao menos se fossemos como Deus.

Por que a ”minha” verdade é muito mais correta do que as dos demais**

O que eu tenho ou expresso de superior em comparação ao Charlton**

Bem, Charlton não é uma pessoa diplomática. Ele tem suas vacas sagradas unilaterais. Não é ruim ter preferencia, é ruim quando essas preferencias não são perfeitas.

Por exemplo, a minha preferencia pelos virtuosos é superior a preferencia de Bruce Charlton pelos judeus, porque enquanto que os virtuosos serão em média, uniformemente melhores do que os demais grupos de comparação, ”os” judeus não serão.

Portanto, mesmo a ideia de grupos versus indivíduos, podem ter as suas generalizações racionais mediante certas perspectivas, a partir do momento em que o grupo se consistir em uma reunião uniforme de semelhanças como a bondade dos virtuosos.

Nem todo judeu é assim, mas todo virtuoso será assado. A virtude é o elemento agregador do grupo de virtuosos ao passo que a judaicidade, étnica (a mais importante), cultural, religiosa ou espiritual, serão OS elementos agregadores, não há uniformidade, especialmente a do tipo que enfatiza atributos objetivamente positivos.

Charlton acredita que a verdade encontra-se na bíblia e no livro de Phillipe Rushton… As verdades estão em todo lugar. Eu não estou preocupado ”com elas” porque são subjetivas, unilaterais e podem ser aplicadas para as mais diversas serventias. As palavras podem mudar de tom de costa a costa. Eu estou preocupado com a verdade absoluta, a unção entre a verdade literal ou objetiva e a verdade abstrata ou subjetiva. Portanto, as verdades ou o conjunto de factos, dogmas, factoides e mitologias que Charlton se alimenta ou tem se alimentado em toda a sua vida, não são absolutas, porque nem a bíblia, nem os livros de Darwin ou Rushton deterão toda a verdade. A verdade absoluta é ”a verdade de Deus”, que nenhum bípede desajeitado é capaz de ter ou de encontrar, mas o exercício desta tarefa se consiste na legítima religião, que o budismo e taoísmo orientais chegaram mais perto. Portanto, vale apena exercitar a pura religião de um ser que está dotado de um maior horizonte de conhecimentos do que apenas o instinto de reagir e se conservar.

Eu não tento capturar a minha verdade, mas A verdade, mesmo aquelas que são expressadas em metáforas mitológicas.

Charlton está em uma constancia normativa de pensamento em que a narrativa unilateral ou instintiva o mantém preso dentro de uma perspectiva menor, mais acanhada, de animal menos reflexivo. Nesta perspectiva, o anti-natural, aquilo que ele diz que a ”evolução não poderia conservar”, só poderia ser uma forma de perversão, a perversão dos desígnios naturais.

Se fosse um real moralista objetivo, Charlton evitaria fazer e acreditar nessas premissas ou ao menos seria mais honesto ao acusar grande parte da natureza não-humana de ser igualmente perversa. Mas a perversidade de Charlton é tão subjetiva quanto de um católico ou de um evangélico. Não é indubitavelmente certo ou errado, pois se prende a contradições.

A virtuosidade dos virtuosos não é contraditória, talvez o pleonasmo possa ser considerado como a manifestação mais pura de causalidade. Mas, como um cristão, cheio de amor e em busca da palavra de Deus, Charlton não parece estar muito preocupado em generalizar suposta virtuosidade em grupos que se agregam por meio de um parametro diversificado ou sem valor moral objetivo assim como também para generalizar negativamente.

Tudo isso se resume a

agenda pessoal cristã, socialmente conservadora e neodarwinista

subjetividade de julgamento e portanto potencial injustiça de julgamento

pensamento ”animal”, pragmático, duro e anti-humano

Os hbds tem parte da fonte do conhecimento mais realista, mais condizente com a verdade, mas suas cabeças continuam a se expressarem como atores ou aqueles que estão dentro do cenário e não como juízes neutros. Não são de observadores da cena, não estão pensando e talvez sequer tenham a capacidade inata para pensar com as suas respectivas personalidades-Deus, são de atores e todo ator é vaidoso. Eles querem fama, reconhecimento material, intelectual, querem que escolas americanas ou britanicas tenham os seus nomes ou ao menos almejam provar pra si mesmos que são melhores.

Charlton e a maioria dos hbds acham que o mundo é bom, ruim são as pessoas estúpidas ”de” baixo qi. Elimine-as e viveremos em um paraíso. Eh evidente que não é bem assim eu eu vou provar o porque em um próximo texto.

Desprezam o papel colossal de suas tão amadas ”elites cognitivas” em relação ao desenrolar da estória de idiotices da espécie humana, desprezam o sofrimento alheio, são frios com suas calculadoras a tira colo.

E eu não quero mais participar disso…

Jornalistas sensacionalistas clamam por hostilidades sem substancia para ter mais audiencia…

Eu que faço o exato oposto no sentido de ser lido por mais leitores (ao invés de uma agenda política bem estabelecida eu decidi por uma não-agenda, virtualmente, por exemplo), tenho aprendido a conter meus ímpetos e aperfeiçoo a minha duvidosa capacidade de escrita, com base em objetividade, julgamento correto, ou seja, holístico, ser verbalmente crítico, algumas vezes cruel, com aqueles que merecem, mas sempre buscando dar uma lição de moral, a partir da neutralidade, sempre em busca da

holisticidade

objetividade

neutralidade

sabedoria

criatividade

e inteligencia, e não apenas a cognição.

Alienação seletiva ou ‘ênfase seletiva sem competição intergrupal’ como hipótese para pseudo-mal adaptações

Nunca despreze veementemente o seu vizinho, ele pode ser um voraz psicopata competidor.

Semelhanças de condições bio-culturais podem ser ideais para promover co-adaptação com base em competição intergrupal.

Ninguém quer ficar em desvantagem. Isso é um fato. O predomínio de personalidade passiva entre os leste asiáticos (graças!!!) ou a pequena estatura dos pigmeus não foram ”escolhas” conscientes dos dois grupos mas caminhos inconscientes, não-estratégicos e nestes dois casos, baseado em isolacionismo territorial (pigmeus) ou geográfico (leste asiáticos), que produziu adaptações incomuns, vantajosas para o grupo mas que tem se mostrado desvantajosas para a competição intergrupal, ou seja, do grupo em relação a outros possíveis concorrentes. A desvantagem se dá porque como essas adaptações foram sendo enfatizadas sem qualquer grande ou constante concorrência. O altruísmo ‘alargado, abstrato e descompensado’ dos norte europeus também pode ser entendido como uma adaptação isolacionista, que é altamente adaptativa mediante uma perspectiva intragrupal, mas é desvantajosa mediante uma perspectiva intergrupal.

O que é ênfase seletiva??

Se você selecionar um grupo de ‘pessoas’ ou de ”animais” com base em elevada estatura e fazê-los procriar entre si, em um futuro próximo, nós teremos um grupo de pessoas altas, porque a altura é ( também é plasticamente) hereditária. Quanto maior a ênfase em um determinado ”traço”, mais hereditário ele se tornará. É a metáfora pseudo-satanista do barro que pode se tornar uma jarra.

Na espécie humana, existe uma diversidade de ênfase seletivas, quase sempre ocasionadas por eventos marcantes que produziram efeitos fundadores e que com o  crescente aprimoramento das ”técnicas bio-culturais”  vão se tornando mais e mais especializadas. E quando você não tem nenhum concorrente à espreita, essas especializações poderão não ser vantajosas para a concorrência com outros grupos.

A partir disso, adentramos ao termo ”alienação seletiva”, mas o que isso significa??

Alienação seletiva

Vamos imaginar que você tenha um restaurante. Suas preocupações se relacionarão com a melhoria do restaurante. Então, depois de um tempo de relativo sucesso, o rendimento do seu empreendimento começa a despencar. Apesar das melhorias que você promoveu como maneira de aumentar a freguesia, os resultados são o completo oposto daquilo que havia estipulado. Então você resolve dar uma volta pela vizinhança e descobre que tem outro restaurante, lotado de clientes e que, vejam só, ele é mais sofisticado e variado quanto à oferta alimentícia (comida japonesa e turca num mesmo restaurante, imaginem!!!) em comparação ao seu.

Este é um exemplo metafórico para ”alienação seletiva”, onde nós temos uma população geograficamente isolada (ou territorialmente isolada) que está promovendo a sua própria melhoria, se especializando em ser o melhor que pode ser, de geração em geração, mas que, despreza consciente ou inconscientemente os grupos vizinhos, candidatos à concorrência.

Existem outros cenários. Por exemplo, no caso dos pigmeus, a (pseudo) alienação seletiva foi territorial, onde apesar da curta distância, os pigmeus evoluíram com base em adaptações específicas, que se mostraram vantajosas para o grupo. No entanto, estas adaptações mostram-se desvantajosas em relação à concorrência intergrupal.

A alienação seletiva pode co-evoluir com super-adaptação (predação, parasitismo). O ponto mais importante que deve ser levado em conta aqui, ou seja, a hipótese fundamental, é a de que a adaptação evolutiva sem concorrência, poderá produzir a ”alienação seletiva”, em que a especialização adaptativa será uma vantagem intergrupral e uma possível desvantagem intragrupal.

A co-adaptação se assemelha ao exemplo metafórico do restaurante que eu usei. No entanto, ao invés do restaurante desprezar inconscientemente a concorrência ( ou o que seria melhor, prever possíveis cenários de concorrência intergrupal), ele vai se adaptando, tanto às suas próprias exigências quanto às exigências da concorrência, uma espécie de adaptação compartilhada.

O melhor exemplo deste cenário na espécie humana pode ser observada pelos judeus europeus (orientais e ocidentais) e sua incrível capacidade mimetismo, que é uma forma de adaptação compartilhada.

No entanto, mesmo os mentalmente enfatizados judeus, também podem e é muito comum na verdade, que se envolvam em comportamentos completamente irracionais como o moderno genocídio sistemático, lento e sofisticado que estão a promover contra os seus hospedeiros co-evolutivos e portanto, co-adaptativos.

A irracionalidade é uma paisagem comum na vida terrestre e isso explica por que comportamentos irracionais tem ceifado inúmeras vezes a evolução cultural, mental, biológica e adaptativa dos seres humanos.

Antropomorfia, construção biológica do indivíduo e o ‘liberalismo’ (neurologia cultural)

 

A construção do indivíduo não pode se dar somente ou essencialmente por meio de articulações sociais ou circunstanciais. Sabe-se que  todo comportamento humano é o resultado de predisposições ”genéticas”. O ateísmo por exemplo, apresenta similaridades neurológicas para com o autismo. A predisposição genética não quer indicar que o indivíduo portador irá manifestá-la, fenotipicamente, por meio de suas interações sociais. Dependerá do grau de predominância dos traços específicos em comparação aos outros. Por exemplo, os sociopatas são mais epigenéticos do que os psicopatas, provavelmente porque a herança genética dos segundos é mais heterozigota, mais diversificada. Como resultado, os sociopatas apresentarão uma maior variabilidade de comportamentos, tanto a nível individual quanto a nível coletivo. Não haverá uma predominância significativa de personalidade neste caso (sim, nós não temos somente uma personalidade, mas a soma de todos os nossos eus pode ser entendido como ”a personalidade predominante). Estas variações de personalidade não se restringem somente a este caso, obviamente.

A personalidade é como uma piscina com ondas, onde as ondas são o padrão de variações comportamentais, mas o formato e tamanho da piscina ou personalidade será o mesmo. A essência do seu eu, é o tamanho e formato de sua personalidade. Os patógenos seriam como as pessoas que frequentam a piscina de ondas. A vida de uma piscina de ondas se encontra em seus frequentadores.

O indivíduo, segundo um viés biológico, é aquele que exibe variabilidade interna que se destoa das pessoas ao seu redor. A sua individualidade é expressada fenotipicamente por meio de sua cultura neurológica incomum.

A construção biológica do indivíduo se faz por meio da exogamia, processo seletivo ou de acasalamento de indivíduos que não são geneticamente relacionados, especificamente de uma forma direta. A construção de uma sociedade predominantemente exogâmica se dá por meio de séculos de acasalamento de não-parentes ou pela separação radical dos pares mais dóceis e posterior acasalamento.

Antropomorfia e seleção anti-natural

O europeu moderno vive atualmente aquilo que eu denomino como Antropomorfia ou seleção anti-natural. A seleção anti-natural é o oposto da seleção natural, como o próprio nome diz, em que os processos naturais, contextuais ou circunstanciais de seleção ou de pressões seletivas são substituídos por atributos humanos, onde a adaptabilidade e isso se traduz em saúde reprodutiva, é substituída por escolhas inerentemente humanas ou de igual natureza. É o homem sem a natureza.

Este processo não é possível sem a seleção de indivíduos e não mais de clãs. Séculos de exogamia no norte da Europa produziram uma população de indivíduos, que se comportam como tal, consideram os outros como tal (mesmo aqueles que não são exatamente como ”indivíduos”) e passam a renegar categoricamente todas as bases da sociedade humana típica que é uma híbrida de pressupostos caracteristicamente presentes no reino animal, com pressupostos culturalmente humanos.

Neotenia extrema

A seleção antinatural pode ser entendida inclusive como uma espécie de neotenia psicológica extrema, visto que a evolução humana nada mais é do que a continuação do processo de infantilização da espécie. O processo de diversificação individual é o resultado de séculos de exogamia ou seja, de acasalamentos de indivíduos não-aparentados. O indivíduo humano é o resultado destes processos. É comum em muitas espécies não-humanas a estratégia de acasalamento endogâmico onde são criados ”quase-clones”, inclusive em relação à aparência física. Em um sentido lógico, esta estratégia é menos custosa e mais eficiente. Mas, por mais similares que possam parecer os ”indivíduos” (sem o sentido social e humano deste) dentro de uma espécie, sempre haverão diferenças internas, mesmo que sejam muito pequenas.

O processo de neotenia é especialmente a feminização do homem, visto que a mulher já é consideravelmente mais neotênica. A partir do momento em que os homens são domesticados, passa a ocorrer a gradual redução do dimorfismo sexual e se o processo for mantido, irá chegar ao ponto em que os sexos começarão a se emparelhar significativamente, produzindo um aumento de androginia biológica, hermafroditismo dentre outros casos de inversão dos gêneros.

 

Cultura neurológica liberal, a perspectiva do indivíduo

Os liberais rejeitam todas as construções de caráter biológico das sociedades humanas em um sentido filosófico hiperrealista eles não estão errados. No entanto, vivemos em um mundo onde o estilo de sociedade híbrida animal-humano é quase que totalmente hegemônico. Por isso, os liberais se tornaram presas fáceis, em um sentido contextual, porque eles são uma minoria em todo mundo.

Tribalismo, diferenças de gênero, hierarquia social etc… são construções humanas baseadas em nossas próprias predisposições genéticas mais gerais.

O tribalismo existe porque o ser humano ao se espalhar pelos quatro cantos do mundo, criou vários clusters genéticos e por isso produziu populações geneticamente aparentadas e com predisposições para o altruísmo intergrupal. Culpe o sucesso humano em colonizar todos os continentes pelo racismo.

As diferenças de gênero são a expressão culturalmente fenotípica de nossa estratégia de acasalamento bem como de todas as espécies sexuadas.

A hierarquia social, paradoxalmente rejeitada pela maioria dos liberais, é o resultado das diferenças individuais e de subgrupos dentro das comunidades ou populações humanas.

Os liberais ou socialistas rejeitam estes tótens das sociedades híbridas humano-animália, porque eles são os vestígios concretos de nossa natureza animal, que renega a existência do indivíduo. Os liberais são cronicamente empáticos e isso se dá especificamente porque eles são neurologicamente construídos para favorecer a cultura do indivíduo.

A cultura neurológica do indivíduo se baseia na especialização de personalidade a nível individual, onde todo o indivíduo é um ser solitário e que precisa da cooperação dos outros bem como de sua própria cooperação ao grupo para funcionar na sociedade.

A cultura da solidão reverbera na focalização apenas do indivíduo e não mais em relação às suas filiações numericamente abstratas como raça, religião, classe social ou classe cognitiva.

O que parece um culto pos-moderno ao suicídio nada mais é do que a completa negação das construções naturais ou biológicas do ser humano.

Portanto, para os liberais ou socialistas, não existem raças, tribos, classes, porque tudo isso é substituído pelo indivíduo.

 

Prisão abstrata

Somente por uma questão de contexto circunstancial, que os liberais podem ser entendidos como prisioneiros de sua própria cultura neurológica, visto que como eu disse acima, a grande maioria das demais sociedades humanas não são liberais, nem mesmo as sociedades ocidentais são majoritariamente liberais.

A evolução do ser humano é a sua negação quanto aos seus vestígios comportamentais animais, onde a coletividade geneticamente aparentada é o principal deles porque abarca todo o resto. O indivíduo é dominado pelo coletivo da mesma maneira que o predador é tão forte quanto uma manada. A luta entre o indivíduo e o coletivo é a luta do ser humano em busca de sua humanização completa e portanto da negação também completa, de sua natureza animal. A sua liberdade é a sua libertação de sua persona animália. A princípio, os liberais assim o fazem. No entanto, sabe-se que todos nós somos animais. A natureza liberal ainda é natureza. O que diferencia o liberal do conservador não é a sua falta de natureza animal, é a diferença dela.

Por exemplo, se entre um grupo de galinhas, algumas galinhas passassem a voar, então isso poderia ser entendido como uma negação biologicamente predisposta desta minoria para fazer o contrário do que foi desenhado pelos desígnios evolutivos da espécie.

A negação da estratégia de sucesso de um grupo pode ser entendido como a negação da própria natureza primordial de sua espécie. Se o peixe começasse a se rastejar pelo solo, se o cachorro passasse a miar e a andar pelos telhados da casa, como um gato faz…

Mas sendo o ser humano, o animal especial e estranho que é, pode-se entender que a substituição dos atributos biológicos por atributos da própria espécie, por mais cronicamente mal adaptado que possa parecer, ainda será o seu destino enquanto uma espécie em evolução.

 

A evolução humana é a expansão de sua autoconsciência. É a continuação do seu desvio e a partir do momento em que o ser humano, por uma questão de erro, ”decidiu” seguir este caminho, em que o equilíbrio corpo-mente começou a ser quebrado, por causa da escolha pela mente, então a sua alterevolução será a antropomorfia, consideravelmente ajudada pela ”escolha de Sofia” que produziu a humanidade, a escolha pela inteligência.

 

Neotenia, ateísmo, autismo, religião e a atemporalidade dos traços evolutivos

 

No primeiro texto que escrevi sobre neotenia e religião, eu disse que o ateísmo é uma manifestação da neotenia, o que provavelmente não se consiste na verdade. O ateísmo está intimamente relacionado com autismo, porque ambos derivam das mesmas naturezas biológicas. O autismo segundo alguns é uma forma de atavismo, mas eu sou reticente quanto a estas classificações temporais, atavismo ou neoevolutismo.

De fato, os seres humanos, segundo a minha humilde e presunçosa opinião, apresentam traços evolutivamente novos, ou que são uma novidade evolutiva humana e que portanto devem estar presentes somente entre os humanos ou que são o aumento da complexidade de traços que também estão presentes na natureza. Não crer em uma força superior parece ser uma realidade para a imensa maioria dos animais. A religião foi uma maneira de adaptar a consciência ampliada do ser humano, evitando que abrissem desde os seus primórdios a caixa de pandora. A religião é uma maneira de adaptar o ”eu”, que é conclusivamente maior entre nós do que no restante das outras espécies. A cultura pode e geralmente provoca mudanças no tipo de seleção. Se crer em uma força superior é importante para cooperar com aqueles com as mesmas crenças, é uma forma de dar respostas fáceis e forçar os indivíduos a se concentrarem em suas tarefas, na socialização e na procriação, então esta adaptação foi primordial para a evolução das sociedades humanas. Portanto, a minha primeira conclusão, em relação aos textos da refutação à teoria da savana e aos textos sobre neotenia, é a de que a crença em forças abstratas é um traço ”evolutivamente novo” enquanto que não crer, é um traço anterior aos processos seletivos que produziram as sociedades humanas e em todas elas a religião foi importante.

 

Atemporalidade dos traços evolutivos

A ideia de que um traço é velho, arcaico ou atávico e que outro traço é novo não parece se sustentar, visto que a evolução humana e a evolução no geral, por seleção, se caracteriza tanto pela atemporalidade quanto pela contextualidade. Portanto é subjetivo dizer que um traço é novo ou antigo e na verdade, termina por ser desinteressante pensar ou centralizar o pensamento neste lado do assunto.

O que é novo hoje, com certeza deixará de ser amanhã. O autismo e por conseguinte o ateísmo, podem ser interpretados tanto como traços atávicos quanto como traços novos, depende de qual perspectiva que você for dar prioridade.

A religião é uma invenção cultural humana e os traços que foram selecionados por ela foram benéficos durante uma importante parte da história humana, mas hoje em dia, estão se tornando mal adaptativos, até porque a crença religiosa está intimamente relacionada com baixa inteligência. Como a inteligência não é somente qi, até mesmo entre as populações religiosas mais inteligentes, parece que a religião seleciona traços contrários para a construção total da personalidade das pessoas inteligentes, principalmente em relação à curiosidade. Pessoas que acreditam em Deus, não são curiosas. O que também costuma acontecer é que a cultura religiosa seleciona contra a criatividade.

O que é fato, é que a religião e os fenótipos psicológicos que seleciona, são uma novidade humana e portanto, estão segregadas somente aos seres humanos. Mas, isso não é um indicativo de que a religião é totalmente benéfica, mediante os muitos problemas que ela tem provocado na espécie humana. Apesar disso, o ateísmo também não parece ser melhor do que a crença, visto que ao estarmos destituídos de certezas, mesmo que fabricadas, caminhamos para levar vidas imediatistas, hedonistas e niilistas.

Como TUDO na vida, o melhor caminho será o do meio e neste caso, o agnosticismo e até mesmo algumas ”crenças individualizadas ou espirituais” parecem funcionar melhor do que as crenças oficiais e o ateísmo. No entanto, tudo indica que o ateísmo é um claro sinal de inteligência entre os humanos e portanto, é muito interessante manter os ateus dentro de uma população. O que não faz sentido, é manter os ultra religiosos e infelizmente, eles estão muito bem adaptados e eu diria, milenarmente bem adaptados.

 

Neotenia e ateísmo

 

Um paradoxo, a religião tem um papel fundamental para a domesticação, mas isso é especialmente verdadeiro para o cristianismo, o budismo e o xintoísmo. No entanto, as únicas religiões que pregam mais a competição e portanto coesão de grupo do que domesticação, é o islam e o judaísmo.

Não é de se espantar o porquê da agressividade constante destes dois últimos.

Como demonstrei em outros posts, o ateísmo é um traço presente na neotenia, porque é muito mais comum nas populações socialistas do que nas populações conservadoras e ou religiosas. Eu demonstrei que o socialismo promove uma espécie de psicologia neotênica e que os socialistas tendem a ser mais andróginos e que isto se relaciona com a mistura dos gêneros e especialmente com a estrogenização dos machos, com o intuito de eliminar as estruturas biológicas hierárquicas e de competição.

Portanto, a maioria dos conservadores estão biologicamente construídos para aderir à crença religiosa, que é um traço evolutivamente novo na espécie humana, mas que não se relaciona com maior inteligência. A religião é uma espécie de adaptação de última hora para conter a mente auto-consciente do ser humano.

Os liberais ou socialistas estão neurologicamente construídos para não aderir à crença religiosa, que é um traço atávico da espécie humana. A religião foi uma adaptação cultural, portanto, para justificar a coesão de grupo E a competição e isso não se consiste em neotenia, que é a domesticação. A religião domesticou o ser humano até o ponto em que ele continuasse competitivo e combativo.

 

Refutação da teoria neuropolítica seleção K= conservadores, seleção R= liberais do ”anonymous conservative’

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O blogger conservador do site ”anonymus conservative”, reuniu uma série de evidências anedóticas para criar e sustentar a sua teoria sobre neuropolítica e estratégias de reprodução. Segundo a sua teoria, os conservadores, ou seja, aqueles que aderem à sistemas sociais, políticos e culturais de natureza conservadora, apresentariam uma estratégia K de reprodução, que consiste em maior cuidado parental e monogamia, mas também no menor número de filhos.

Os liberais, que no Brasil denominamos de esquerdistas ou socialistas (esquerdopatas para os mais íntimos), seriam biologicamente predispostos para se envolverem em uma estratégia R de reprodução, que por sua vez se consiste em baixo cuidado parental, tendências poligâmicas e maior número de filhos.

Ele exemplificou o liberal como um coelho e o conservador como um lobo. Um pouco tendencioso, imagina-se, vindo de um conservador. Ainda segundo a sua teoria, os liberais seriam uma espécie de ”evolução de fim de festa” em que depois de anos de trabalho conservador, as melhorias da sociedade aumentariam as chances para todos procriarem. Os liberais seriam parte desta evolução, em que a abundância de uma sociedade em seu auge, serviria como meio para exploração e desgaste por parte dos mesmos, tal como acontece com os coelhos quando há abundância de alimentos. Ainda segundo ele, os coelhos não são territorialistas e tendem a deixar o seu nicho de ocupação aberto para a exploração de outras espécies.

Eu, coelho?? Baixas taxas de fecundidade como uma evidência contra a teoria ”liberais como coelhos”

Um dos pontos cegos da teoria do ”anonymous conservative”, se consiste no seu completo desprezo pelos indicadores constantes de baixa à muito baixa fecundidade entre os liberais americanos e em qualquer lugar em que ocorre a concentração de socialistas.
A ideia de que os liberais se engajam em uma estratégia R de reprodução não se sustenta a partir do momento em que parece claro que os liberais não tem nenhuma real estratégia de reprodução, o que indicaria um projeto de competição de grupo. Se os liberais não são competitivos ou são bem menos competitivos do que os conservadores (ver primeiro texto da esquerda pra direita), estes que se encontram super representados em nichos de competição tipicamente masculina como exército e esportes, isso pode ser refletido em suas magras taxas de fecundidade e refuta consideravelmente a teoria de que os liberais são mais férteis e irresponsáveis do que os conservadores. A ideia de ”irresponsabilidade” ao estilo Perna Longa, ter muitos filhos com pessoas diferentes e não dar o devido cuidado parental, também não se sustenta para os liberais, onde ao contrário do que esta teoria prega, eles parecem ser toxicamente conscientes, a um nível tão alto que faz mal para si próprios.

O estereótipo da santa liberal americana (Sandra Bullock, no filme ”Two Weeks Notice”, com Hugh Grant), alto qi, extremamente consciente e ”paranoica” com micro (sic) atitudes e preocupada demais com os outros para procriar.

 

Aliás, não é incomum encontrarmos casais liberais que voluntariamente se esterilizam pensando em um mundo melhor, com menos humanos e mais favorável à preservação do meio ambiente. De fato, existem muitos ”liberais” nominais nos EUA, por exemplo, que votam nos democratas, por motivos menos nobres, diga-se, como um tal povo que votou em 94% para o Obama, na última eleição. Conscientes ou oportunistas?? O coelho pode não ser muito nerdish style da Catedral, como anonymous tentou pintar em sua teoria.

Cor púrpura, 😉

 

A ideia de que os liberais cuidam menos dos seus filhos quando os tem, se baseia em um perspectiva conservadora e portanto parcial e tendenciosa. Por exemplo, é esperado que os pais liberais sejam menos preocupados com quem os seus filhos poderão se relacionar, quanto à raça, religião, altura, profissão… (provavelmente um pouco mais em relação à ideologia). Mais isto não é ter baixo cuidado parental, visto que isto se consistirá de fato somente se os pais deixarem os seus filhos de maneira proposital ou irresponsável em uma situação de risco social, financeiro ou psicológico. Os pais liberais também não ligam tanto para a opção sexual dos seus filhos quanto um casal conservador poderia ligar. Os conservadores não se preocupam somente ou especialmente com a felicidade dos seus filhos mas principalmente com a manutenção do status e da honra da família. Um filho ”faggot”, com certeza que mancharia estes dois componentes e tornaria a família ”inferior” aos olhos das outras famílias conservadoras que estão dentro da competição pela hierarquia local. Sabe-se que os homossexuais tendem a ser menos competitivos do que os heterossexuais. Os liberais parecem se preocupar mais com a felicidade dos seus filhos e muito menos com o  que a vizinha do lado irá pensar.

Portanto, como conclusão, a ideia  de que os liberais são como coelhos, procriam como tal e não tem cuidado parental, características típicas da estratégia R de seleção, não se sustenta.

Um dos únicos pontos em que esta teoria parece ter acertado é a de que assim como os coelhos, os liberais tendem a não ser territorialistas e isso se consiste, como nós sabemos bem, em um risco muito grave, visto que abre as portas para oportunistas (a grande maioria deles de conservadores). Se os liberais são um grupo de competição, eles estão perdendo feio esta luta, ao menos em um confronto tradicional e direto. Não existe uma estratégia de reprodução liberal, se eles tem taxas de fecundidade tão baixas e não se substituem.

Os liberais são cronicamente mal adaptados porque são a evolução do homem branco caucasiano, especialmente e como eu demonstrei em outro post, porque são uma manifestação da neotenia em seus níveis mais altos

pacifismo,

anti-racismo

recreação sexual

curiosidade

experimentação

baixo dimorfismo sexual

criatividade
(Menos liberdade de expressão , isso não tem meu querido)

 

 

Conservadores como lobos

Se anonymous conservative quis comparar os conservadores com lobos então talvez ele tenha deixado a entender que os mesmos seriam como predadores, que na versão humana, significa psicopatas. Será que os conservadores são psicopatas de altíssimo funcionamento??

Conservadores são muito mais competitivos

A maioria dos bulinadores (”atletas”??) da escola são de famílias conservadoras e são conservadores

Conservadores veem o mundo em uma perspectiva binária, dualista, apta para a competição, domínio, intimidação e porque não genocídio

Se a psicopatia é uma realidade na natureza, por causa da competição, pode ser que o tribalismo seja uma espécie de cultura sociopática onde a agressividade é direcionada para os  grupos de fora. Será que eu estou revisando o clássico da neuropsicologia do século passado chamado ”personalidade autoritária”??
No mundo de hoje no entanto nota-se uma espécie de autoritarismo também por parte de liberais ou socialistas. Nota-se que eles usam de estratégias femininas, indiretas, para calar a boca dos dissidentes, por meio da manipulação, guerra psicológica… São meios mais sutis, criativos e sofisticados para assegurar o discurso público do dia. Os liberais parecem estar desconstruindo a sociedade de cima pra baixo para criar o futuro de uma organização social igualitária e não-binária onde o tribalismo será substituído pelo individualismo, em outras palavras, eles tem pretensões de destruir o mundo conservador. O mundo nunca viveu dias tão interessantes… e perigosos.
Conclusão
A conclusão desta refutação quanto à teoria desenvolvida pelo ”anonymous conservative” é a de que a mesma não se sustenta especialmente por causa dos indicadores demográficos muito deprimidos dos liberais ou socialistas, que vai completamente contra a ideia metafórica de que são como coelhos. A ideia de que eles não cuidam dos seus filhos também não se sustenta visto que se baseia em uma perspectiva tendenciosa. Os liberais poderiam ser entendidos como uma espécie de grupo de seleção K extrema. A ideia de que os liberais sejam mais promíscuos e isto se consista em ser mais sexualmente ativo também não faz sentido e se baseia em uma interpretação equivocada do que realmente acontece. Na verdade, a maioria dos liberais fazem menos sexo do que os conservadores, que geralmente até os 30 anos já estão casados e onde a oferta de sexo será constante e segura.  (entenda religioso e não-religioso como conservador e liberal, afinal de contas, a maioria dos ateus e agnósticos são liberais enquanto que a maioria dos religiosos são conservadores) No entanto, é verdade que eles podem ser mais promíscuos, mas não tem de existir uma relação direta e única entre ser promíscuo e ser mais sexualmente ativo. Esta relação pode ser verdadeira somente para alguns grupos de homossexuais masculinos, estes que são uma minoria dentro da população socialista. Mas a maioria dos homossexuais não procriam, portanto não há necessidade de terem cuidado parental com os filhos que não vão ter.
Os conservadores são de fato, o exemplo clássico da seleção K, mais um ponto a favor da teoria do anonymous. Eles são monogâmicos, tem alto cuidado parental com os seus filhos (estendendo fatores subjetivos como honra da família como projeção à sua prole) e geralmente tem a quantidade de filhos que conseguem prover. Mas isso não é uma regra e não será raro encontrar populações conservadoras que extrapolam os seus respectivos limites de filhos que conseguem sustentar e terminam na pobreza. O exemplo dos católicos irlandeses está aí para mostrar que nem sempre o lobo conseguirá prover a sua cria.
Outro ponto a favor desta teoria é a metáfora entre a falta de noção de território do coelho e do liberal ou socialista. Por razões particularmente distintas o coelho e o humano liberal se comportam desta maneira mas pode-se dizer que existe de fato um paralelo entre os dois, observação interessante do anonymous, mas que não se baseiam nem nos mesmos motivos e não tem os mesmos resultados. O coelho é ”irresponsável” e não cuida dos seus filhos, que geralmente são muitos, enquanto que o liberal raramente tem  filhos, ainda mais nestas últimas 3 décadas mas quando tem, geralmente se fazem pais até melhores do que os pais conservadores, especialmente porque eles se preocupam mais com a felicidade genuína dos seus filhos e não com a fofoca da vizinhança.

Ainda bem que os imigrantes do terceiro mundo não são racistas, ufa

Os liberais assim como os coelhos, desprezam os nichos de ocupação de cada espécie, visto que isto se consiste em fronteiras artificiais, que não condizem com a realidade. É a mente hiper racional deles funcionando a todo vapor. Os liberais ao contrário do que reza a lenda, parece que rejeitam as abstrações dos sistemas binários culturais criados pelos homens como o gênero, a religião e as raças. O liberalismo mais parece uma forma de autismo do que qualquer outra coisa.

A bobeira do ”patógeno gay” e uma refutação simples…

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Ser diferente é anormal 😉

O que você pensaria se você se deparasse com pessoas que se dizem ”estudadas”, inteligentes e ”liberais” (;) ) e que acreditam primeiro que,

somente a homossexualidade, grifa-se, EXCLUSIVA E MASCULINA, seja provocada por patógenos  mas todo o resto da panaceia que se consistem as relações sexuais humanas não são

e segundo que,

mediante esta conclusão, deve-se

– ”informar” ao público quanto à descoberta,

– desenvolver vacinas que possam conter esta patologia e

– se não bastasse isso tudo, ainda, bem, porque eles tem bom coração sabe, ”dariam” o ”direito” de escolha do papai e da mamãe quanto à biologia do filho (direitos do indivíduo nada né??)

Se, somente a homossexualidade (exclusiva e masculina) fosse provocada por patógenos, ainda se poderia discutir quanto a essas medidas, poderia se discutir, mas não se poderia chegar à conclusões tão precipitadamente como a turma ”liberal” que está se engajando em empurrar essas desinformações parece ter conseguido em tempo recorde.

 

Como eu sugeri em um post sobre homossexualidade, a mesma é uma variação natural, normal e LÓGICA do comportamento humano, onde temos homens afeminados, homens ”normais”, homens masculinos, etc…. da mesma maneira que temos pessoas de pele clara, de pele morena e de pele preta. Da mesma maneira que temos morenos de pele clara com olhos castanhos, morenos de pele clara com olhos claros, loiros com olhos castanhos…

Da mesma maneira que temos autistas, nerds, engenheiros, comuns ou normais, sociáveis etc….

Enfim, TUDO é um espectro e não seria diferente com o comportamento sexual.

A ideia de que somente o comportamento homossexual (blablabla) seja provocado por patógenos, já foi provada falsa, visto que todo o comportamento sexuado deriva das estratégias de sobrevivência e reprodução de patógenos, dentro dos nossos corpos, seja para a monogamia, seja para a promiscuidade.

Todos nós, independente de nossos estilos de comportamento, temos patógenos (que muito provavelmente não são iguais) que co-evoluíram com a nossa espécie e que nos apresentam algumas vantagens, por exemplo o interesse sexual. A maioria dos seres humanos gostam de dar uma bela trepada e isso não seria possível sem a ação dos patógenos para nos fazer gostar desta prática e criar toda uma série de padrões de odor para sinalizar ao sexo a que se deseja transar.

Os patógenos também se beneficiam de sua estadia em nossos corpos varonis.

Bote na sua cabeça, se a carapuça te serviu,

a patogenia sexual é uma realidade para todas as espécies sexuadas, não é exclusividade de um tipo de comportamento sexual,

portanto, nenhuma medida draconiana deverá ser tomada, especial e especificamente as medidas que esses seres especiais estão tentando inculcar na cabeça dos seus seguidores,

e mesmo que somente a homossexualidade fosse causada por patogenia, mesmo assim, ainda não poderíamos tentar  tomar nenhuma medida em respeito à alma de grandes gênios da humanidade que tinham esta predileção sexual, Da Vinci? Alan Turing??? … bem como também a séculos de perseguição e enorme discriminação  a que essas pessoas tem sido submetidas.

 

Bonobos e por que a realidade é completamente plástica???

Quando sugeri a uma dessas pessoas, ”liberais” e ”esclarecidas”, de que existia a possibilidade de que o percentual de homossexuais poderia ser mais alto que a de homossexuais assumidos ou nominais, eu recebi a seguinte resposta

impossível

Sabe, eu gosto de debater com pessoas assim, que adoram explicar os seus argumentos, nos seus mínimos detalhes….

No mais, eu encontrei que uma das principais motivações para esta cadeia de erros (de má fé) é justamente pelo fato de que a homossexualidade não confere nenhuma vantagem reprodutiva para o indivíduo que a pratica. Mas claro que pensar em inúmeras possibilidades, usar a criatividade, parece não ser o forte daqueles com diploma Ivy League, especialmente os ”liberais” e ”esclarecidos”.

Como eu mostrei no texto sobre homossexualidade, o primeiro que fiz, existem várias vantagens indiretas que afetam os parentes dos homossexuais como maior fertilidade e portanto maior número de filhos, bem como maior atratividade para o sexo oposto.

Eu não sei se poderia dizer ”vantagens indiretas da homossexualidade” porque parece que a mesma vem em um pacote com múltiplas vantagens e possíveis desvantagens também, como tudo na vida. A homossexualidade é somente uma manifestação, um bioproduto deste pacote.

No mais ou meio mais, estas teorias sobre seleção indireta, que tentam explicar a presença universal da homossexualidade em todas as populações humanas, são somente alternativas, que de fato podem nos ajudar a explicar em parte a manutenção deste comportamento, se acaso outras teorias, especialmente a de seleção direta, onde uma parte da população homossexual permanece no armário, se casa e tem filhos, não for levada em conta também.

No entanto, elas deveriam ser. Nos EUA, as estimativas oficiais colocam que 4% dos americanos são homossexuais. No entanto, é muito, muito provável que muitos outros americanos também tenham ao menos alguma predisposição para a maior variabilidade no ato sexual, além da heterossexualidade. Eu poderia suspeitar que, de 8% a até mesmo 15% dos americanos poderiam pertencer a este grupo, desde os homossexuais biologicamente exclusivos que permaneceram ”no armário” e se casaram  até aqueles que são bissexuais. (Inclusive no texto sobre a homossexualidade como variação natural da espécie, eu deixei um link que mostra que ao menos metade dos homens brancos americanos liberais apresentam genes que se relacionam com o comportamento homossexual e deixo outro link novamente aqui. Também é interessante notar os relatos pessoais de homens mas também de mulheres quanto à práticas não-heterossexuais, parece ser muito mais comum do que você pode imaginar).

Estas pessoas poderiam facilmente sustentar o polimorfismo da homossexualidade na espécie humana e ”não precisaríamos” das teorias alternativas de seleção indireta para mostrar aos ”liberais esclarecidos” que a homossexualidade é natural.

No mais, uma das principais razões para a eterna tentativa de alguns grupelhos em patologizar qualquer minoria comportamental, é a de que ser diferente parece ser um sinal de ”patologia” para estes e para muitos outros.

Ser doente e ser rebelde são quase sinônimos para a maior parte da população. Aquele que pensa diferente de você é louco, doente mental, psicopata….

Nada de novo no reino encantado da humanidade.

Se existisse (e ”existiu”) uma cultura ocidental onde a homossexualidade fosse tolerada e no entanto, os seus praticantes também fossem obrigados a procriar, então os seus ”genes patógenos” ou genes metamórficos, poderiam passar incólume pela análise de qualquer cientista porque eles seriam majoritários. Sabe quando você vê as listras pretas e despreza as listras brancas??

Se bonobos e algumas tribos da Papua Nova Guiné compreendem a homossexualidade como uma prática comum, como qualquer outra e se cultura e genes (patógenos) co-evoluem, então parece evidente que a única razão para o fato da cabeça ocidental ”analista” patologizar a homossexualidade é porque ela se consiste em uma minoria aparente e também não é uma prática cultural popularmente aceita ou mesmo, nem é uma prática cultural diga-se de passagem como na Índia.

Se todos tivessem os patógenos sexuais para prevaricar com o seu semelhante, literalmente, então não haveria este destaque tendencioso para o ”patógeno gay”, como está acontecendo na ciência Hbd recentemente.

As coisas não são tão simples assim Zequiiiinhaaaa….

Uma refutação à ”teoria da savana” de Satoshi Kanazawa parte 2

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HOO HOO LA LA

Continuação…

Socialismo

A ideia de que ”ser socialista” seja um comportamento evolutivamente novo e  que seja mais engajado por pessoas inteligentes como resultado de ”escolhas pouco usuais ou novas” também não se sustenta, primeiro, porque o termo socialismo ou socialista é amplamente variável, podendo ter diferentes significados em diferentes contextos, segundo que vários estudos indicam que existem predisposições genéticas para se ”tornar socialista”, seja por causa de genes específicos como o DRD4 seja por causa da configuração cerebral que está sob influências genéticas e biológicas. Portanto, é muito menos provável que a preferência política se consista somente em uma escolha. Pessoas racionais fazem escolhas racionais e podem por ventura preferir por um estilo político ao outro, mas é muito provável que a preferência biológica fale mais alto e sejamos confundidos por causa da complexidade de nossos sistemas políticos, sociais e culturais. As pessoas não mudam as suas preferências biológicas, a não ser que algum acidente grave possa reverter essa situação. Um homossexual biológico não deixa de ser ou de ter as suas preferências ao se casar com uma mulher, da mesma maneira que o cérebro de um canhoto não muda se ele for forçado durante a infância a escrever somente com a mão direita. A biologia vem antes que as escolhas. Podemos escolher, mas isto será baseado naquilo que a natureza nos deu. Algumas pessoas podem ser mais variáveis em relação a um comportamento, enquanto que outras pessoas podem ser xiitas ou extremistas para o mesmo comportamento. O ser humano é como uma aglomeração de elásticos, alguns elásticos são maiores enquanto que outros são menores.

Alguns estudos, diga-se um pouco exagerados e duvidosos, encontraram uma grande diferença de inteligência entre ”liberais” e ”conservadores” nos EUA, onde os primeiros foram considerados como ”muito mais inteligentes”. Mas outros estudos em outros países como na Suécia, no Brasil e na Grã Bretanha por exemplo, mostra que a relação preferência política e inteligência é bem mais complexa e portanto, não se pode dizer que os socialistas serão sempre os mais inteligentes. Algumas pesquisas nos EUA, tem encontrado pouca variação de pontuação de qi entre ”democratas” e ”republicanos”.

A ideia de que por exemplo, a xenofilia, seja um traço evolutivamente novo não parece se sustentar porque desde os seus primórdios que as diferentes cepas da humanidade tem se misturado racialmente. A miscigenação ancestral é uma prova de que a xenofilia sempre existiu na espécie humana, se versões parecidas já existiam em outras espécies, mais antigas. É claro que muitos dos encontros interraciais do nosso passado foram violentos, mas isso não significa que não tenham ocorrido encontros amorosos e que algumas tribos já não tenham cuidado do filho de outros. A maioria dos povos da humanidade tem admitido minorias étnicas de outras regiões em seus tecidos sociais. Espera-se que o principal critério para ser aceito em uma ”tribo” estrangeira seja principalmente a cultura. A grande maioria dos seres humanos, mesmo os arcaicos, podem, sem dificuldades, acomodar pessoas de outras raças, etnias ou nacionalidades. Basta que as minorias se convertam ao seu código cultural, social ou religioso. O socialismo não é muito diferente da maior parte das culturas humanas. Eu posso estar exagerando e de fato, outros critérios como a raça, também sejam (e são) muito importantes para a aceitação por parte de uma população humana de grupos estrangeiros, mas a cultura parece ser quase tão importante quanto a raça. Ainda que existam diferenças palatáveis neste aspecto, pode-se dizer que, os mais inteligentes são mais  xenofílicos, visto que tendem a ser mais tolerantes e também mais curiosos em relação a outras culturas. Eles também podem ter os seus respectivos sistemas neurológicos, menos desligados para atributos mais arcaicos como o tribalismo. A relação xenofilia e inteligência, bem como alguns outros aspectos do socialismo, faz sentido de fato, mas isso não significa que é um traço novo porque parece ser mais logicamente comum entre os mais inteligentes.

O principal erro de Satoshi Kanazawa nesta teoria é a confusão entre o  ”ser novo” e o ”ter sido historicamente minoritário”. Talvez, desde os tempos das cavernas, os membros mais inteligentes das tribos tenham de fato, se engajado mais, em ao menos um destes comportamentos, mas a ideia de novidade evolutiva realmente se relaciona para a espécie humana, como novas mutações que irão predispor a diferentes e novos estilos de comportamento e a maioria destes traços não são novos e praticamente todas as nossas tendências já  existiam entre os primeiros primatas bípedes. Se Kanazawa entende o ”comportamento evolutivamente novo” como ”comportamentos do homem anatomicamente moderno” então ele poderia ter deixado bem claro quanto a isso, ainda que quando diz ”ambiente ancestral”, também não está nos ajudando a identificar de qual ambiente e em qual período pré histórico ele está se referindo.

Os seres humanos não são completamente diferente dos outros animais, eles ”só” estão em níveis muito mais elevados de inteligência e criatividade do que as demais espécies. O termo ”evolutivamente novo” definitivamente, encontra-se muito mal empregado nesta teoria.

Ateísmo

Vou concluir esta refutação da teoria de Kanazawa pelo ”ateísmo”. Os outros estilos de comportamento que foram elencados pelo psicólogo, se assemelharão aos outros ”comportamentos evolutivamente novos” que eu sublinhei no post anterior. Portanto, confunde-se basicamente dois aspectos, a datação da origem do comportamento e a novidade como minoria, seja para concluir que o comportamento x não existia há 10 mil anos atrás, seja para conceber o comportamento x como novo nos dias atuais. O ponto mais correto desta teoria é que de fato, os mais inteligentes tendem a apresentar a maioria destas predisposições em maior proporção do que os demais e em um sentido lógico e não-estatístico, faz sentido, para a maioria delas, que se relacionem com maior inteligência.

A ideia de que o ateísmo é uma escolha, geralmente dos inteligentes, não faz mais sentido , especialmente a partir do momento em que descobriu-se que existem relações genéticas entre ser ateu e ter características autistas. Pode-se dizer que ser ateu é menos uma escolha e mais uma condição neurológica. Portanto, mais uma vez, cai por terra a teoria de Kanazawa de que as pessoas inteligentes fazem escolhas evolutivamente novas ou pouco usuais. Elas não fazem, necessariamente.

A outra ideia central desta teoria, de que o ateísmo assim como outros exemplos de ”comportamentos evolutivamente novos” são recentes, se eles não são escolhas dos mais inteligentes, também não faz sentido visto que, o ateísmo é a manifestação cultural específica de uma combinação neurológica derivada do autismo, onde os portadores do mesmo serão predominantemente ateus e agnósticos. A biologia virá antes que as escolhas e as reduzirá para uma quantidade limitada e individualizada. Algumas de nossas possibilidades de escolhas serão mais elásticas do que outras. Por exemplo, você pode ser um homossexual ”reto” mas ser mais flexível para a preferência religiosa.

A única maneira de provar que o ateísmo é uma mutação recente da espécie humana, poderia ser por meio de uma comprovação hipotética de que o autismo é uma condição neurológica recente, que apareceu há pouco tempo, durante a revolução industrial ou é o resultado de vacinas. No entanto, esta pintura rupestre abaixo, que demonstra precisão e realismo, só poderia ter sido produzida por alguém com estes traços e sabe-se que eles derivam do autismo.

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O artista pré histórico que produziu essas figuras acima pode até não ter sido portador de autismo, mas todos os traços cognitivos e comportamentais que se relacionam com este estilo e tipo de atividade derivam da ”genética do autismo”.

Portanto, é muito improvável que o autismo seja uma mutação recente e por conseguinte será muito improvável que o ateísmo também seja.

Religião como um traço evolutivamente novo

A capacidade para acreditar em ”abstrações” parece ser uma característica inerentemente humana. É verdade que a capacidade para produzir cultura esteja presente em muitas espécies animais. Eu ainda poderia dizer que, todo o tribalismo é uma espécie de cultura biológica natural, criada para a cooperação interna bem como para competição com outras espécies. Mas a religião parece ser uma novidade psicológica humana. A religião é um desdobramento, uma evolução da cultura. É o aumento da complexidade do pensamento. O ateísmo é provável de ser anterior à religião. A capacidade para imaginar como seria o todo, ”Deus”, não (parece ser) é possível de ser compreendido e acatado por outras espécies a não ser a humana. Primatas podem produzir culturas de cooperação e competição, mas não podem imaginar além das estrelas. O ser humano pode e faz.

Miscigenação racial voluntária como traço evolutivamente novo

Casamentos interraciais sempre aconteceram dentro da espécie humana. Misturas também acontecem em outras espécies, mas na maioria das vezes, isso se dará somente em circunstâncias extremas. A grande maioria das espécies não-humanas de vida complexa não se misturam voluntariamente. Os seres humanos são, pelo que tudo indica, os únicos que podem voluntariamente procriar com pessoas diferentes do seu grupo geneticamente direto. Portanto, a miscigenação racial voluntária é um traço evolutivamente novo, que só se encontra presente nos seres humanos, provavelmente um dos resultados das muitas misturas raciais ancestrais bem como da neotenia.

Capacidade para conter o impulso sexual

A neotenia é um dos processo mais significativos que corroboraram para produzir a espécie humana. As crianças tendem a ser muito menos sexualizadas do que os adultos. Sendo o ser humano uma versão neotênica dos primatas, pode-se constatar que os seres humanos tenderão a ser menos sexualmente impulsivos do que os seus primos macacos. A capacidade de contenção do impulso sexual (especialmente) bem como a adesão por comportamentos sexuais recreativos são dois traços evolutivamente novos que evoluíram em seres humanos. Vale ressaltar que o desejo sexual homossexual se difere entre humanos e outras espécies. Enquanto que os homossexuais humanos podem conter os seus impulsos sexuais (apesar de que, este se encontra abaixo da média em comparação aos não-homossexuais), eles tem consciência de que suas práticas sexuais não vão resultar em procriação. Em algumas espécies, isso pode não ser verdade. Justamente por serem uma das espécies mais próximas do homem, que os bonobos parecem ter encontrado meios para construir sociedades pacíficas, por meio do sexo recreativo. Mas até onde as suas consciências entendem que a prática homossexual não resulta em procriação ainda é um mistério.

Este blog mostra que o impulso bio-cronológico sexual da espécie humana foi extinto para que ocorresse o aumento da capacidade craniana e portanto de nossa inteligência. Esta teoria e este blog são muito interessantes, tirando os excessos propagandísticos sobre a homossexualidade como natural e a heterossexualidade como não-natural (o que obviamente não é verdade para a segunda) eu recomend aos meus leitores a darem uma passada por lá. Eu não acredito que o impulso sexual bio-cronológico dos seres humanos foi extinto, mas é fato que ele diminuiu consideravelmente, como um dos traços presentes na gênesis da espécie humana, o efeito fundador da humanidade. Ainda fazemos sexo, gostamos de fazer (a maioria dos seres humanos) e apresentamos um relógio biológico sexual onde nossa libido será maior durante o melhor período para a procriação. Mas podemos controlar este impulso, ou, pelo menos a maioria dos seres humanos podem. A grande maioria, se não todos os animais não-humanos, simplesmente não tem esta capacidade de controle. Quando o relógio biológico toca eles não podem se conter.

 

Um dos principais erros cometidos por Kanazawa é ligar a inteligência com ”comportamentos evolutivamente novos”. Essa relação não parece ser causal e as mutações (patógenos??) que propiciam a um determinado comportamento necessariamente não precisam surgir somente entre os mais inteligentes.

Enfim, como conclusão, os dois textos que produzi visam refutar a teoria da savana ou dos princípios da savana, desenvolvida por Satoshi Kanazawa, partindo-se dos seguintes pressupostos

Os exemplos de comportamentos evolutivamente novos que ele elencou não são em verdade, evolutivamente novos, mas são minoritários na maior parte da história humana, especialmente na história das civilizações. Ele confundiu novidade como minoria.

Os exemplos de comportamentos evolutivamente novos desta teoria parecem estar presentes em outras espécies além da humana, o que indica que estes comportamentos podem ser ainda mais antigos do que a própria humanidade

A maioria de nossas escolhas derivam de nossa biologia, que é limitada e individualizada. Como resultado, nem as pessoas mais inteligentes e nem as pessoas de qualquer outro subgrupo cognitivo tem o poder de escolher entre opções díspares, na grande maioria das vezes, faremos escolhas que se assemelharão entre si.

Portanto, os mais inteligentes mediante baterias de testes de qi, não fazem mais escolhas evolutivamente novas, dependerá muito do contexto, se o contexto for social, histórico e cultural recentes, então pode ser que seja verdade, mas existem muitas variáveis que influenciarão em um veredito objetivo quanto a isso. As características de alguns dos comportamentos elencados por Kanazawa e que parecem ser mais praticados por pessoas inteligentes, são de natureza atávica, não acreditar em Deus é anterior à religião, que eu determinei como um elemento exclusivamente humano, se engajar em sexo procriativo não-reprodutivo é anterior ao sexo monogâmico, este que se relaciona com alguns subgrupos de altamente inteligentes (provavelmente a maioria deles) bem como com a sua existência em outras espécies, é basicamente a estratégia K de reprodução. Impulsividade no consumo de álcool e substâncias químicas é anterior ao auto controle. Tanto o sexo procriativo quanto o abuso de substâncias são de natureza impulsiva e se relacionam negativamente com níveis mais altos de auto controle que por sua vez se relaciona intimamente com auto controle sexual, um traço que eu determinei como evolutivamente novo, por causa da diminuição drástica do impulso bio-cronológico sexual que resultou na fundação genética da humanidade. O socialismo e vários de seus traços sociais e políticos se assemelham à organização social dos bonobos e se engajar neste tipo de ideologia não é uma atitude evolutivamente nova, basta ver como funcionam as sociedades de caçadores coletores remanescentes nos rincões de povoamento humano para perceber que o socialismo não é um modelo novo de sociedade. A miscigenação racial voluntária também me parece que é uma tendência evolutivamente nova, justamente por se segregar somente entre os humanos ou porque é  rara a praticamente inexistente para fora de nossa espécie.

A conclusão final é a de que a teoria da savana não se sustenta à uma análise mais detalhista e os principais erros cometido por Satoshi Kanazawa foram a ênfase entre inteligência e evolução e a confusão entre novidade e minoria.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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