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Ciencia popular. Como que a maioria parece entender e como que é….

40% dos canhotos são esquizofrenicos***

Eu já comentei sobre essa pesquisa que foi realizada pela Universidade de Yale e que descobriu, por meio de uma pequena amostra, que 40% dos pacientes esquizofrenicos escreviam com a mão esquerda. A relação entre canhotismo e predisposições psicopatológicas já parece estar bem documentada. Claro que correlação não significará totalidade. A maioria dos canhotos não serão de ”doentes mentais”, mas haverão muito mais deles dentro desta população do que em relação aos destros.

O que mais me chamou a atenção quando li essa pesquisa e quando vi a sua repercussão, foi a maneira estúpida com que foi transmitida pelos ”repórteres especialistas” e como que as pessoas, em média, a entendeu, incluindo aí muitos canhotos.

A relação entre canhotismo e desordens de muitas naturezas, pode ser comparada a mesma relação desta segunda com o sexo masculino. O diferencial do testosterona. Pelo que parece, as pessoas que denominamos como normais ou neurotípicas, tenderão a apresentar uma distribuição normal de hormonios. Em compensação, os neuroatípicos, até aqueles que de fato padecem de condições mentais (e que afeta todo o corpo) sindromicas, seriam muito mais propensos a apresentarem disfunções ou abnormalidades (contextuais) hormonais, ou seja, muito testosterona ou muito pouco testosterona… , sem levar em consideração a interação com os hormonios ”femininos”. Talvez, não seja apenas uma correlação neste caso, mas sim uma causalidade organica, pois se há qualquer disfunção hormonal, isso também significará uma disfunção mental. Os hormonios modulam nosso comportamento. Homens com mais testosterona, presume-se, que se serão mais masculinos em seu temperamento, comportamento e cultura neurológica (a cultura pessoal que construímos com base em nossa inteligencia ou cognição+ personalidade). Mulheres com menos testosterona ou com mais estrogenio e progesterona, serão, em média (ou não, isto é, outra possível causalidade organica) mais femininas. O testosterona é o responsável pela maior estatura dos homens, suas maiores variações em personalidade, inteligencia e características psicológicas e em seus traços extras como maior quantidade de pelo no corpo, o próprio penis. O testosterona é uma mutação extra que produz o homem. Sendo uma mutação, então será esperado que cause maior diversidade ou aleatoriedade (limitada) de resultados. E o canhotismo aparece como um destes bio-produtos e que por si só também resultará em uma diversidade de tipos. O testosterona pode atrasar certos desenvolvimentos no útero (ou, como pode ser possível também, já na concepção, se produza um ”script” de desenvolvimento, ou seja, a vulnerabilidade epigenética, ou roleta russa natural, pode ser herdada, já durante a fase primordial da formação da vida) ou adiantá-los. Homens competem mais entre si porque são mais variáveis enquanto que as mulheres, em termos de cognição e personalidade, serão mais parecidas e portanto, são menos propensas a competirem, da mesma maneira, extremista, com que os homens tendem a fazer. Onde tem contraste, haverá mais competição, que no entanto, é interessante notar que, além da competição entre tipos distintos, também haverão competições dentro dos grupos similares, visando o topo da hierarquia. Então temos ‘melancólicos versus extrovertidos’ mas também temos ”extrovertidos versus extrovertidos’.

Pesquisadores fazem uma ”descoberta’. Profissionais ”especializados” (ou nem tanto) da mídia transmitem a descoberta para os leitores que por sua vez, poderão socializar essas ideias em seus cotidianos. O resultado se aproxima da imagem acima, a famosa brincadeira do ”telefone sem fio”. Nesta brincadeira, o primeiro comunicador passa uma informação, que será deteriorada, de boca em boca, até chegar completamente diferente na última criança que irá ouví-la. Portanto, temos o exemplo deste estudo.

”Dos 140 pacientes esquizofrenicos, de um clínica, 40% reportaram escrever com a mão esquerda”

”Os canhotos são mais propensos a serem esquizofrenicos”

”Os canhotos são mais esquizofrenicos”

”A maioria dos canhotos são esquizofrenicos”

”40% dos canhotos são esquizofrenicos”

”canhotos e esquizofrenicos são sinonimos”

e por aí…

Quem irá ter a amável curiosidade de ler o bendito estudo**

Poucos. E mais, muitos tecnicamente inteligentes, farão parte do grupo que absorvem notícias sem questioná-las. Por isso que eu já comentei aqui que eles podem ser muito perigosos, ainda que não façam de propósito.

Portanto, o pesquisador, e é muito comum na psicologia, lança um conjunto superficial de informações sem detalhá-las, que será transmitida de maneira literal por jornalistas e que por sua vez será socializada de igual maneira entre o público que foi exposto a ela.

Então vamos estimar qual que seria a real proporção de esquizofrenicos entre os canhotos e entre os destros.

Vamos estimar, por meio da população americana, que é de 320 milhões de indivíduos (e cada vez mais moreninhos). 10% dos americanos são canhotos ou 32 milhões de pessoas. 1% dos americanos são esquizofrenicos ou 3,2 milhões de pessoas. Vamos, primeiramente, utilizar a porcentagem encontrada neste estudo que foi de 40% de canhotos entre os esquizofrenicos analisados. 40% de 3,2 milhões é igual a 1,28 milhão. Agora vamos aplicar a regra de 3. 1,28 milhão está para x assim como 32 milhões está para 100% ( o total de canhotos em números absolutos que vivem nos EUA).

32 milhões – 100%

1,28 milhão – x

4%

Portanto, partindo dos resultados encontrados, 4% dos canhotos seriam de esquizofrenicos.

Agora vamos estimar o percentual de destros esquizofrenicos.

288  milhões de destros – 100%

1,92 milhão de esquizofrenicos destros – x

0,6%

Mas como eu não sou bobo nem nada, eu duvido que o percentual de esquizofrenicos canhotos seja tão alto quanto 40% dentro do grupo dos esquizofrenicos e 4% entre os canhotos.

Meu palpite é que o percentual será em torno de 20% de canhotos entre os esquizofrenicos e 2% de esquizofrenicos entre os canhotos.

Sem levar em consideração as diferenças entre canhotos ”puros” e os canhotos ”mistos” ou ambidestros.

Hereditariedade da inteligencia

Hereditário é aquilo que é transmitido de pai para filho ou de pais para filhos.

”A hereditariedade da esquizofrenia gira em torno de 70%”

… de acordo com os estudos de gemeos univitelinos.

Mas e entre pais e filhos** Se um casal de esquizofrenicos tiver 10 filhos, 7 deles poderão nascer esquizofrenicos**

Claro que, as porcentagens de hereditariedade são médias estatísticas, não é** Isto é, em média, entre gemeos univitelinos, a ”hereditariedade” (compartilhada, ou, genética compartilhada) será em torno de 70%.

Parece elementar que gemeos identicos apresentem predisposições para compartilharem uma grande proporção de genes, próximo de 100% de similaridade.

Mas o adjetivo hereditário, em qualquer dicionário, é muito claro quanto ao seu conceito, ao seu valor semantico e seria interessante se os pesquisadores desta área, a genética comportamental, dessem maior atenção a este fator para não se deixarem enfetiçar totalmente pela fiabilidade (supostamente) objetiva e precisa dos estudos em gemeos.

Traços hereditários precisam ser passados de pais pra filhos, ou seja, de modo intergeracional, de geração em geração para que possam ser denominados como tal. Do contrário, algo conceitualmente errado estará sendo entendido.

Eu tive uma ideia hoje enquanto estava comentando em blogs hbds, de que é provável que a hereditariedade real de traços psicológicos sejam ainda menores daqueles valores que tem sido encontrados através de estudos em gemeos univitelinos. Especialmente porque são traços analisados separadamente, enquanto que é possível que os fenótipos comportamentais ou personalidades, possam ter maior carga hereditária.

Nosso comportamento está em constante adaptação ao ambiente. Se estamos em um local onde todos gostam de nós, nos tratam bem, são amigos, é provável que um certo jeito arredio possa ser parcialmente transformado, em direção a uma maior extroversão, ainda que isso não signifique que nossa capacidade de adaptação seja infinita.

Quando encontramos pessoas iguais a nós, tendemos a nos tornar mais flexíveis, felizes, é sempre bom ter alguém comportamentalmente familiar para conversar, confiar, rir.

Não herdamos ”traços” mas uma plasticidade comportamental do mesmo traço, que será modulada através de nossas interações, predominantemente conscientes ou não.

Como eu já sublinhei algum tempo atrás, não existe uma porcentagem fixa de hereditariedade, porque depende do contexto seletivo, isto é, se um fenótipo estiver sob forte seleção é provável de se tornar dominante. Se não estiver, será recessivo e sua carga de hereditariedade será menor e menos diretamente transmissível.

Partindo deste pressuposto inicial e central do texto, as mesmas considerações de valores semanticos e metodológicos, deverão ser repensados para os outros ”traços” como a inteligencia por exemplo.  Qual é o grau ou porcentagem médio de hereditariedade por exemplo, ”de” qi verbal alto**

O ser humano não é sempre o mesmo, desde quando nasce até a sua morte, assim como acontece com todos os outros animais de reprodução sexuada, passa por transformações predominantemente hereditárias ao longo da vida, mesmo a vulnerabilidade a interações ambientais, também são previamente herdadas, a partir da concepção. Portanto, pode ser muito plausível sugerir que a hereditariedade para a ”inteligencia”, vá lá, verbal, que pode ser relativamente bem medida em testes cognitivos, flutue de acordo com uma série de fatores ou variáveis biológicas, dentre elas a carga hormonal, raça, dieta alimentar, idade, hábitos (ainda em discussão, será que isso provaria partes da teoria lamarckiana**, mais do tipo, ”sem hábitos prejudiciais a saúde, seu futuro e hipotetico filho terá boas chances de nascer saudável e até mesmo, inteligente, também dependendo da mulher que escolher para te-lo, ao invés de passar estas transformações, ou mudança de hábito, de pai pra filho por meio de bons e constantes hábitos saudáveis, como praticar exercícios e ter uma alimentação equilibrada.. e veg… deixa pra lá, mas por que não**… na verdade, estas atitudes, que tendem a ser predisposições comportamentais, mais latentes em uns e menos em outros, ”apenas” neutralizaria possíveis composições biológicas desequilibradas… ainda que a anormalidade possa e geralmente tenha o seu valor como a produção do genio e dos tipos de outsiders não-violentos como os observadores ”e sábios bem como também os virtuosos).

Seu filho poderá nascer um alfa ou um beta +, isso é incrível!!! Um superdotado popular, carismático e potencialmente bem sucedido se modular o seu comportamento e de ter predisposições mais arraigadas para ter uma criança deste tipo. O ‘problema’ é que geralmente são os outsiders problemáticos que fazem as maiores descobertas.

Por agora, termino por aqui esta investigação amadora, mas é sempre bom manter estas ideias acesas em nossas mentes. Eu posso estar completamente errado sobre isso, mas desde que comecei a pensar sobre este provável equívoco que eu não consigo mais ver os estudos em gemeos univitelinos para estimar hereditariedade comportamental com bons olhos, se o próprio conceito do termo, a meu ver, já esteja denegrido.

Por que a ”doença mental” persiste entre os seres humanos**

Porque a grande maioria é composta por doentes mentais tecnicamente funcionais…

Se voce (”ainda”) acredita nessas fantasias, então desculpe mas é provável que tenha algum deficit de percepção lógico-racional, semelhante a de um esquizofrenico típico e portanto se consistir em um ”doente mental”.

Voce está doida pra ter um casaco de pele ”liiiiiiindo”’ destes pra poder fazer inveja nas inimiga e mandar beijinho no ombro** Mas e os animais que são caçados e assasinados para alimentar a sua estupidez tipicamente feminina*** Se voce respondeu afobada e vergonhosamente que sim, que está doidinha pra ter em mãos (e costas) estes belos casacos, então me desculpe mas é provável que tenha algum déficit de percepção empática e seja como uma prima de quarto grau de um psicopata, ou seja uma doente mental. Ou uma avoada que não sabe fazer contas simples. De um jeito ou de outro, voce estará errada e com probleminha na cabeça ok**

Voce já viu uma cena dessas ou similar e nunca fez nada para acabar com a briga ou pior, até achou graça em um marmanjo sádico fazendo maldades com um garoto magro e de óculos** Então filhote, eu acredito de boa fé que exista algo de errado com voce, especialmente se tentar dar qualquer justificativa quanto as suas atitudes do ”passado”.

Tu pensas que guerras são de alguma maneira justificáveis** (sim, eu tenho batido muito nesta tecla, mas por que será**). Novamente, tem algo de psycho que eu estou percebendo em ti… não me leve a mal.

Voce acha mesmo que não existem diferenças entre as raças humanas** Ok, de o nome que voce quiser a elas, raças, grupos, sindicatos bio-locais, não interessa… voce deve estar percebendo que as moças acima não são iguais não é** Pois me perdoe, porque se voce pensa que sim, que raça é ”apenas cor da pele”, eu sinto lhe informar que está ou é meio biruta!! Uma ou um doente mental, não tenho dúvidas!!

E assim por diante….

Quantas pessoas do seu meio social que voce conhece que tem algum tipo de senso lógico sobre o mundo, que pode ver algo e inferir alguma observação racional sobre aquilo, que pode capturar a imagem maior, aquilo que realmente importa, que é objetiva, mas que não é super rídiga nesta objetividade, que está sempre se policiando em seu comportamento mais irracional ou instintivo e busca sempre solucionar os problemas que aparecem no seu caminho, que prefere as virtudes da essencia do que as superficialidades da aparencia, que não se importa com regras sociais subjetivas e dá enfase naquilo que é correto, harmonioso, enriquecedor, que não é rendida por seu excesso de bondade e que portanto sabe ser justa também para tudo aquilo que está irrevogavelmente errado, que sabe ou aprende a separar o literal do abstrato…**

Quantas pessoas, com ou sem alguma instabilidade emocional, com ou sem alguma personalidade extrema, com ou sem alguma melanina, com ou sem alguns pontos a mais em qi, que voce conhece que não são doentes mentais tecnicamente funcionais***

Imaginação internalizada= criatividade, imaginação externalizada= esquizofrenia, novos pensamentos sobre introversão e extroversão e o perfil raro de personalidade do genio

Eu posso criar imagens das mais diversas naturezas dentro da minha mente. Entrevistas, filmes, personagens, paisagens. Eu também posso simular sons que não estão ”acontecendo” no mundo real, como acompanhamento para a imaginação.

A minha imaginação é interior e raramente se mistura com a realidade lá fora. E quando acontece, geralmente me causa grande medo. Sim, o santo racional aqui que vos fala, tem medo de fantasmas. E eu já banquei o sadomasoquista mental umas duas vezes ao ver uma série de supostas fotos de ”fantasmas” pelo celular ou computador, meia hora antes de ir dormir.

A minha mente super lógica entende que apesar da pouca fiabilidade dessas fotos, elas parecem ser muito realistas. Claro que além desta lógica potencialmente equivocada, os argumentos igualmente lógicos para provar qualquer veracidade das mesmas, me fazem acreditar que o copo está ”mais” meio cheio do que meio vazio.

Em compensação, a imaginação de uma pessoa com esquizofrenia, faz-se de maneira completamente diferente porque é involuntária e porque se faz de fora do ”campo interno de visualização da mente”.

Se o esquizofrenico pode ver uma pessoa que não existe e ainda pode conversar com ela, então apesar do stress mental devastador que esta insegurança costuma provocar, isso significa que a sua capacidade imaginativa estará excessivamente bem desenvolvida e se encaixa perfeitamente com a minha ideia de ”genética-estirão”.

Portanto, a criatividade imaginativa seria como a imaginação internalizada enquanto que a esquizofrenia poderia ser caracterizada como  uma espécie de imaginação externalizada e involuntária, por se dar sem qualquer controle e por se misturar ao mundo real, de fora de nossas mentes. O mundo de padrões acumulativamente reconhecíveis e lógicos (especialmente do tipo simples ou verdade objetiva).

Da mesma maneira que a minha mente me engana quanto a possibilidade de existirem fantasmas (ainda que não se possa considerar o assunto como que por terminado = quem ve fantasmas é ”doido”) justamente por usar a racionalidade, o mesmo acontece com o esquizofrenico, porque a sua imaginação ou ao menos, os mecanismos triviais que a produzem, não estão bem organizados em suas mentes, resultando na confusão entre a fantasia ou imaginação e o mundo real, o simples ato de analisar o ambiente ”de fora da mente”.

Internalizamos aquilo que é real pra nós porque faz parte de nossa identidade.

Não existe introversão nem extroversão, mas a mesma ”energia” ou fenomeno, só que no primeiro, ela  está internalizada e no segundo ela está externalizada. Mais= o genio  seria a ”extroversão” internalizada, dupla personalidade invertida. 

Os mais inteligentes são mais propensos a serem de introvertidos, por causa de suas naturais tendencias de construção de mundos imaginários, idealistas, dentro de suas mentes e vivencia cotidiana destas tendencias, que entram em choque com o mundo exterior. Cérebros mais capacitados são mais independentes na produção de alegorias metafóricas ou racionalizadas a partir de suas interações com o meio e consequente internalização destas construções do que os demais.

O introvertido tem a mesma energia (instinto**) que o extrovertido (ou predominantemente extrovertido), só que esta energia se encontra internalizada no primeiro e externalizada no segundo.

Portanto, pode-se dizer que a introversão seja uma espécie de instinto internalizado enquanto que a extroversão pode ser considerada como instinto externalizado. Os níveis mais altos de extroversão podem ser encontrados entre os tipos psicopáticos enquanto que os níveis mais concentrados de introversão podem ser encontrados entre os tipos opostos dos psicopatas, os sábios introspectivos (… mas que não serão de genios).

Por que o genio é tão raro**

Porque o genio se caracterizaria por ter um padrão invertido, extremamente incomum de personalidade onde que ao invés da introversão, seria a  extroversão que estaria predominante, e internalizada. Existe tal coisa como um extrovertido ”internalizado” (ou introspectivo) e um introvertido ”externalizado”*** Pois parece que sim, ainda seja provável de ser muito raro.

A maioria dos introvertidos apresentam pouca vontade de socialização, são menos narcisistas, ainda que sejam mais autocentrados, mediante certas perspectivas. O extrovertido ou o homem da ação, o introvertido ou o ”homem” da reflexão. E o genio**

O homem da ação reflexiva. A grande maioria dos extrovertidos reagem de maneira predominantemente irreflexiva porque o mundo da ação e da reação ou da socialização, é o seu mundo por primazia e eles atuam de maneira natural (inconsciente) dentro dele.

A grande maioria dos (predominantemente) introvertidos reagem de maneira predominantemente reflexiva e apesar de necessitarem agir para sobreviver neste mundo, eles tenderão a refletir mais o seu pensamento antes de tomar ações. E suas reflexões serão mais propensas a serem inconscientes, porque são naturais pra eles.

Apesar de seu universo interior mais rico, o introvertido guarda mais do que compartilha, em um sentido de pensamentos, ideias… Em compensação, o genio agiria como um extrovertido internalizado, que sente uma profunda necessidade de se auto expressar, mas que não se dará de maneira natural ou inconsciente, mas a partir de uma perspectiva introvertida. Outra prova para explicar o porque do genio ser mais como um extrovertido internalizado do que um introvertido típico, seria por causa de suas características psicológicas como o extremo narcisismo, que é um traço muito mais comum em extrovertidos. Genios são mais ”infantis”, espirituosos, vívidos, de personalidade muitas vezes difícil, dominante, manipuladora, complexa, que não se assemelha muito aos perfis clássicos de introvertidos.

Deve ser por isso que alguns filósofos, escritores e mesmo, alguns da ciencia, acreditam que o genio seja o único homem  completo de nossa espécie. Porque enquanto que quase todas as variedades psicológicas humanas acabam caindo em algum extremo do espectro, o homem de genio se encontraria exatamente no meio deste espectro, seria o homem dualista por natureza e não aquele que é movido por ela para um de seus extremos.

Os bondosos são bondosos demais, os maldosos são maldosos demais, o genio ao contrário da ideia de ”mais” enquanto intelecto e criatividade, na verdade, seria mais equilibrado, que necessariamente não quer indicar qualquer valor quantitativo vertical. Mas talvez esta ideia de equilíbrio não sirva para todos eles, visto que parece haver uma grande variedade e que esta natureza possa se encaixar apenas para os tipos ”sábios” (o savant social, o sábio prodígio).

Novo combo de ideias….

1- Vegetarianismo causa depressão e ansiedade?? Ou são as pessoas que estão mais predispostas às duas condições que são mais propensas a serem vegetarianas??

 

Nem vou desenvolver esta primeira ideia, se o título já fala por si.

 

2- Mente poética ou mística, mente filosófica ou analítica e mente científica ou empírica. Graus de doença mental, auto consciência, criatividade, empatia, inteligência, conformidade…

 

De todos os tipos de ”virtuosos cognitivos ou técnicos e intelectuais”, parece existir uma tendencia espectral de aglomeração de similaridades psicológicas, onde que aqueles que são mais talentosos na produção criativa cultural (e recreativa a objetivamente funcional) tenderão a se aglomerar no lado místico e poético enquanto que aqueles de mente científica ou empírica tenderão a se localizar do outro lado do ”rio”.

Racionalidade em seus níveis médios (e mais contextualmente funcionais) apresentará uma tendencia de se justapor a conformidade social (porque é racional de se faze-lo, especialmente se voce for um ”seguidor”). No entanto, ao contrário do que se imagina, eu acredito que em muitos espectros, 3 extremos existirão e não apenas aqueles que se localizam em dos dois fins desta continuidade abstrata porém realista.

E no caso deste espectro, especificamente, eu vejo que além do extremo místico e do extremo empírico, também existirá o extremo filosófico, que ou aquele que tende a combinar os dois modelos de transcendencia evolutivo-cultural.

 

3- Criatividade e sexo. Criativos contínuos são mais sexualmente obsessivos enquanto que os criativos descontínuos são mais sexualmente controlados.

 

Por razões óbvias. Maior energia cerebral = maior desejo sexual*** Ok, nem sempre que será assim, mas ao menos comigo, acontece deste jeito mesmo, jajajajajajaja.

 

4- O verdadeiro normal: empático-racional.

 

O natural verdadeiramente equilibrado será o empático racional. Racional porque entende o mundo a partir da realidade a que temos acesso e portanto, buscar construir algo a partir desta perspectiva, estipulando sucesso em seus cálculos de probabilidade. Empático porque pode se colocar no lugar dos outros assim como também na tentativa de entender o mundo por diferentes perspectivas.

A empatia em comunhão com a racionalidade é a verdadeira prática da sabedoria, da bondade…

A real normalidade é idealizada, assim como tudo aquilo que damos valor perfeito.

O ”normal” na verdade é apenas ou fundamentalmente o domesticado que nossas queridíssimas elites de merda dão grande valor.

 

5- Esvazie a sua mente e comece de novo. Para não ser uma barata tonta. E o veneno da mídia.

 

Quase tudo aquilo que de relevante que a mídia lhe conta diariamente, tem grandes chances de estar errado. Voce está sendo nutrido com base na desinformação. Se é um adulto cronológico, então a sua mente já estará bastante saturada por estas mentiras. Existe a poluição ambiental, sonora… e também existe a poluição mental, quando o teu cérebro está infectado por toxinas ou mentiras que são perpetuadas pelos meios de ”comunicação” ( e de doutrinação). Se tem algo de essencial que está mal compreendido por voce e não tem consciencia disto, então pode ser possível que em uma situação específica, em que este algo for acessado, e for de longo prazo, possa te afetar consideravelmente, de maneira bastante negativa.

Esvazie a sua mente e se reeduque.

 

 

6- A diferença entre astúcia, sabedoria e inteligência. O lado escuro da sabedoria.

 

A astúcia é a ”pequena sabedoria”. O astuto, muitas vezes, acabará refletindo o lado escuro da sabedoria. Sim, a psicopatia também se caracteriza por doses de sabedoria cognitiva mas sem o componente moral-emocional, positivamente instintivo, que caracteriza tão eloquentemente bem o que a sabedoria se consiste. No entanto, enquanto que o psicopata é um potencial predador perigoso, o astuto seria mais ou menos como o mundano average joey que sabe usar os miolos para afagar os seus desejos fugazes.

 

6.1- Astuto: o sábio mundano e ou o psicopata de pequenos truques, de pequenas e constantes vitórias.

 

O astuto se localizaria então no meio do espectro entre a psicopatia e a sabedoria e mais perto da personalidade anti-social.

 

7- Personalidade é o instinto em camera lenta.

 

Mais uma vez, nossas reações ou respostas instintivas são muito mais complexas em relação as ações que as provocaram, do que em relação aos animais não-humanos. Podemos escolher, temos ”livre” arbítrio a partir de nosso arcabouço genético-cultural para respondermos as intempéries que interagem conosco de muitas outras maneiras do que o simples ato de lutar inconscientemente pela própria vida. A evolução humana se consiste no retardamento temporal desta resposta instintiva. O tempo represado, lento, entre a ação e a reação, ”nos fazem humanos”.

 

8- O caçula desprezado.

 

Um mundo dominado por irmãos mais velhos seria uma das causas para o mundo disfuncional em que vivemos**

 

Batendo na mesma tecla ”educação promove desigualdade”.

9- Vestibular,  seus descontentes e a uni-versidade.

 

Por que o nerd de inteligência simétrica e elevada esta em vantagem injusta para com aqueles de inteligência assimétrica??  Batendo na tecla ”a educação promove a desigualdade”.

Quase todos os testes para admissão em algum trabalho ou subida dentro do sistema (unilateral) meritocrático, ao menos no Brasil, se baseia na enfatização da inteligencia geral do que uma diversificação para outros tipos, mais especificamente a panaceia de inteligencias específicas.

Supostamente, aqueles de maior pontuação em provas de vestibular, seriam aqueles que mais esforçaram, mas voces já sabem que não é bem assim, especialmente se levarmos em consideração que o potencial de desenvolvimento ou ao menos de memorização das pessoas varia consideravelmente, porque alguns elásticos são mais elásticos do que outros.

10- Cultura se resume à uma transcendência coletiva de raízes alegórico-naturais de culto ao líder

( psicopata).

 

Qualquer cultura, especialmente as culturas ”complexas”, apresentarão uma tendencia de serem apenas ”transcendencias” coletivas de culto ao líder que construiu ou que sustenta este sistema social.

 

11- Diferenças entre melancolia e introspecção.

 

O melancólico pode ter potencial para se tornar introspectivo, mas geralmente, como foi mostrado a partir dos níveis de Dabrowski, este tipo tenderá a se manter em sua neurose particular, a provação de ser por demasia acordado, vigilante e sem a vontade ou capacidade de alegorizar esta dimensão intensa e dura.

A introspecção se diferencia da melancolia, talvez, por causa da enfase conceitual que cada uma carrega, porque enquanto que na primeira, se enfatiza a tristeza profunda, na segunda, o produto entre auto consciencia e idade mental avançada (ou simplesmente intelecto),  será o objeto a ser levado em consideração.

 

12- A verdadeira relação entre autismo e testosterona e as possíveis diferenças entre psicopatas e autistas.

 

Um leitor, muito recentemente, resolveu me questionar em relação aquilo que escrevi no texto Inteligencia neotenica e a de predador. Bem, ele não entendeu o porque de autistas e psicopatas, apesar de suas diferenças, serem ”produzidos” pela mesma panaceia de similaridades biológicas.

A partir daí, eu tive muitas ideias para tentar sofisticar a minha explicação.

A primeira, não herdamos ”genes”, mas ”o desenvolvimento de genes”. Se em todo mundo, existem autistas e psicopatas, então não pode ser possível, a primeira instancia, que sejam fruto de combinações aleatórias e epigenéticas durante o período intra uterino se o padrão é universal. O mesmo pode ser aplicado a todas as outras condições minoritárias. Se somos como pergaminhos então temos uma programação de desenvolvimento a ser herdada e não apenas um conjunto de genes. Vemos isso nos animais não-humanos, mas nem precisamos usá-los de exemplo. Por exemplo, o desenvolvimento de nosso corpo, da infancia a fase adulta, é uma herança de programação que varia de acordo com a herança. Estamos quase sob a tutela caprichosa do ”destino”, enquanto pergaminhos que se desdobram mas que já estão escritos. A vida não é aquilo que está escrito em nossos genes, é aquilo que vivenciamos por meio de interações de curto a longo prazo. O desenvolvimento do cérebro é outra programação de desenvolvimento hereditária, nossos planos ”quinquenais”. Os cérebros dos superdotados por exemplo, tendem a amadurecer mais lentamente porque tem mais caminho pra percorrer, mais desenvolvimento para fazer. Os cérebros dos esquizofrenicos, especialmente do(s) tipo mais comum(ns), parece que sofre um bug durante o início da fase adulta e isso também parece estar programado para acontecer, se a maioria dos esquizofrenicos, passam a sofrer com os sintomas de sua condição a partir dos 20 anos.

A segunda ideia é sobre a diferença entre ”exposição ao testosterona durante o período pré natal” e ”carga individual do hormonio”. Sabe-se que homens com mais testosterona tenderão a apresentar uma série de comportamentos e características fisiológicas que estão condizentes com o seu efeito. Maior agressividade, maior altura, mais músculos, mais socialmente dominantes, com mais pelos no corpo, com maior desejo sexual, rostos mais masculinos…

Os autistas tendem a se caracterizar pelo quase oposto, visto que enquanto que os homens autistas tendem a ser menos masculinizados, as mulheres tenderão a ser justamente a do tipo mais masculino.

A minha hipótese é a de que o testosterona altera o cérebro, tornando-o mais ”masculino”, e o chamado ”cérebro autista” seria do tipo hiper masculino, como foi pensado por Baron Cohen. Mas isso não significaria que o hormonio também faria os autistas mais fenotipicamente masculinos, pelo que parece eles não são, os homens especialmente. Portanto, os autistas são mais masculinos em termos cognitivos por causa da exposição ao testosterona, mas eles em média teriam baixa carga de testosterona.

Autismo= Cérebro hiper masculino em um corpo com baixo testosterona.

Pais com baixo testosterona e mães com alto testosterona, seriam mais propensos a terem filhos autistas e enquanto que o filho autista puxaria o pai, a filha autista puxaria a mãe, ambas de alto testosterona.

Outra hipótese é a de que, sim, os autistas masculinos em média, teriam maior carga de testosterona, mas as vantagens evolutivas contextuais do hormonio em homens neurotípicos, como as características que mostrei logo acima, não se fariam presentes nos autistas, porque apesar da maior carga, o testosterona seria de menor qualidade ou com mais mutações.

Em compensação, os psicopatas por sua vez, se caracterizariam pelo excesso de exposição ao testosterona durante o período intra uterino assim como também teriam alto testosterona. Isso explicaria muitos de seus traços comportamentais. Claro, são médias, isso não significa que todo psicopata será assim nem que todo autista será assado, mas pode ser que se relacione com as médias para cada um dos grupos.

O psicopatia seria alguém com um cérebro masculino, um excesso de vantagens do hormonio testosterona.

 

13- Escravos colocam seus deveres antes dos seus direitos. O auto consciente coloca os seus direitos a frente.

 

Se todos seguissem a sabedoria do auto consciente, não viveríamos nestes tipos de sociedades estragadas, extremamente desiguais.

Como a motivação intrínseca, obsessiva e específica produz o pensamento intuitivo

Qual é o mecanismo mental que produz a intuição isto é, qual é o tipo de pensamento ou de atividade mental constante que desembocará em um momento de insights** Nada mais conveniente e coerente que uma pessoa criativa possa vos explicar (isso se muito de voces, meus caros e prezados leitores, também não pertencerem a este grupo de lunáticos racionais =)

Uma das características cognitivas (e ”psicológicas”) mais importantes dos criativos é o chamado ”hiperfoco”, que eu tenho denominado como ‘‘motivação intrínseca”. Mas como todas as pessoas apresentam motivações intrínsecas e extrínsecas, então eu terei de especializar este termo. Motivação intelectual intrínseca. O adjetivo ”intelectual”, servirá neste caso (e talvez em outros também no blogue) como um guarda chuva conceitual tanto para a criatividade, que não deixa de ser uma forma de expressão intelectual (do intelecto), quanto para o pensamento científico-analítico, que também pode ser identificado como uma forma de pensamento intelectual.

Por que eu tenho insights***

Dizem que o pensamento intuitivo é produzido de maneira ”inconsciente” pelo cérebro, tal como se agisse livremente, sem nossa pseudo-aprovação.O mecanismo que produz a intuição parece se assemelhar ao mecanismo que desregula a percepção dos esquizofrenicos e os fazem ver padrões que não existem (de maneira igualmente ”inconsciente”). O cérebro esquizofrenico, desregulado, selvagem, produz percepções que não existem, enquanto que nossos cérebros mais saudáveis, produzem as percepções em tempo real, sem a descompartimentação entre a nossa percepção diretamente centralizada e a percepção excessiva. Por exemplo, ao vermos um vulto, nossos olhos capturam um falso padrão e como nosso cérebro é lógico (nós é que não somos), então encontrará a informação mais pertinente que possa explicar a sombra que supostamente passou ao lado do nosso corpo e nos fez ter calafrios. Em um questão de milésimos de segundos, uma suposta sombra, será entendida pelo cérebro como ”um corpo” (uma pessoa** um ser**) e como não sabemos o que isto se consiste, o sinal de perigo será acendido e imediatamente nosso organismo responderá a este evento muito comum e ”sobrenatural” tal como se estivéssemos em qualquer outra situação de risco.

A paranoia, que é muito comum entre os esquizofrenicos e talvez seja universal entre eles, se consiste na idealização ou mentalização excessiva de padrões. Ao invés de capturarmos os padrões lógicos, também vemos padrões ilógicos e que serão muito relevantes aos esquizofrenicos (de maneira potencialmente negativa) assim como também aos tipos criativos. A intuição poderia ser entendida como uma manifestação branda da captura desequilibrada e excessiva de padrões que é a regra sintomatológica entre os esquizofrenicos.

O controle cognitivo é fundamental neste sentido. A piora dos sintomas no esquizofrenico seria análoga ao período de maior criatividade entre os genios. A esquizofrenia se caracteriza pela perda deste controle cognitivo, enquanto que a criatividade, apesar de sua relação umbilical com o transtorno, se caracteriza justamente pelo oposto. Sem o controle cognitivo, não haverá criatividade, mas ”bizarrices sistemicas”.

O esquizofrenico está sempre alerta, idealizando perseguições ou qualquer outro tipo de padrão erroneo da realidade perceptiva. Esta constancia problemática comportamental do esquizofrenico pode ser entendida como a sua motivação intrínseca. Intrínseca que quer indicar o mesmo que inato ou sem qualquer ”livre arbítrio”.

Vamos imaginar uma situação metafórica para representar o cérebro com alta inibição latente, o de baixa inibição latente e o de nenhuma inibição latente ou o cérebro esquizofrenico. O primeiro cérebro, o cérebro ”normal”, seria como um país que controla as suas fronteiras e impede a entrada de um número muito elevado de estrangeiros. O segundo cérebro, o cérebro com baixa inibição latente, que vamos chamar de ”potencialmente criativo”, seria como um país que tem uma política de fronteiras mais frouxa e recebe mais estrangeiros, inclusive aqueles que não foram convidados, rs. O terceiro cérebro, que chamaremos de ” esquizofrenico”, seria como os últimos anos da Roma Antiga ou o estágio atual de países como a França ou a Grã Bretanha, com pouco a nenhum controle de suas fronteiras e com uma grande e crescente população de estrangeiros (especialmente em um sentido etno-cultural). Voltando aos cérebros, o primeiro captura poucas percepções ou padrões, que serão lógico-racionais (de acordo com a capacidade de cada um, individualmente falando), o segundo captura muitas percepções, que no entanto, ainda apresentam algum controlo importante para decantar este ”excesso” enquanto que o terceiro cérebro, captura todos os tipos de percepções sem qualquer controle, causando ilusões, falsas percepções e idealizações ‘bizarras”.

Portanto, mais informações, ”relevantes” (diretas) e ”não-relevantes” (indiretas) são guardadas por cérebros com baixa inibição latente. Voi lá. A salada de pensamentos e ideias para a produção de insights já está quase pronta!! Este ”lixo” de percepções, poderão ser fundamentais para a intuição.

O criativo é focado, o esquizofrenico muitas vezes, por que tende a ser uma pessoa com inteligencia normal e com problemas mentais, não é

Criativos (os savants cognitivamente plásticos) tendem a nascer com motivações intrínsecas intelectuais que encapsularão suas atenções ao longo de suas vidas. O hiper foco produzirá profundidade que por sua vez produzirá super especialização. E esta super especialização será produzida principalmente pela intuição aflorada do criativo, especialmente aquele que for do tipo filosófico ou científico.

O esquizofrenico médio seria como uma pessoa normal mas com enorme dificuldade de ajustamento da realidade perceptual direta. Quase todos os genios criativos serão acima da média em inteligencia, que poderá ou não, ser capturada por testes cognitivos, dependerá de como os seus cérebros incomuns estarão configurados. Mesmo o criativo médio, ainda tenderá a ser mais inteligente que a média neurocomum ou neurotípica.

Portanto, a criatividade como um produto exterior, físico ou intelectual, da mente humana, é o resultado de intenso e relativamente caótico hiper foco. O criativo captura a quantidade necessária de percepções para ter insights intuitivos enquanto que o esquizofrenico captura um excesso de percepções que os levarão para caminhos tortuosos.

Então, agora eu vou lhes explicar como os meus momentos de ”eureka!” são produzidos, quais são as suas muito prováveis causas…

Minha motivação intrínseca que é embebecida por minha curiosidade incessante assim como também por minha capacidade objetiva, de ver combinações que os outros não podem ver de imediato ou por conta própria,  me fazem focalizar boa parte de minha energia mental, aquilo que meu cérebro deseja se alimentar, a papinha mental, nas ideias e nos pensamentos que estão relacionados com minhas áreas de interesse.

A enfatização neuro-cultural. Meu cérebro, que deve ser mais simétrico que os cérebros ”comuns”, além de ver sua energia ser distribuída mais igualitariamente pelos hemisférios, também pode ser provável de ve-la se concentrar mais no lado direito, que eu uso para escrever com a mão esquerda. Isso explicaria a minha ”maior” capacidade de pensamento metafórico. Se eu uso mais o lado direito do cérebro, então além de produzir metáforas, eu também poderei estar mais suscetível de ter insights criativos, se as metáforas nada mais seriam do que a construção consciente da intuição.

Portanto, enquanto que a maioria das pessoas gastam suas energias mentais para socializar, os criativos as usam em suas motivações intrínsecas mais importantes. O que me difere de um jovem popular e esportista, é a motivação intrínseca. E eu tenho poucas motivações extrínsecas. Alguns poderiam entende-las como ”sacrifícios”, onde ”os fins justificam os meios”. Para pessoas como eu, e não sei se boa parte dos criativos serão assim, os fins não justificam os meios. Ao menos para mentes objetivas e criativas, isso é uma tonica fundamental de nossas transcendencias existenciais pessoais.

Quem se conhece muito, tem poucas motivações extrínsecas porque tem uma força interior muito poderosa e contextualmente exaustiva nas sociedade burocráticas em que vivemos.

Então, eu tenho interesses ”restritos”, que encapsulam meu modo de vida ou cultura neurológica e por exemplo, me fazem redigir este texto. As minhas motivações intrínsecas são predominantes porque eu tenho elevado autoconhecimento e portanto, eu ”escolho” o alimento mental que minha persona principal mais sente fome. Eu sou o meu gerenciador, ainda que em um mundo de constantes atritos e arranhões na minha superfície de alma.

Um excesso constante de ideias e pensamentos retidos de interesses restritos que são embaralhados por meu cérebro, produzem insights em momentos incomuns como no meio da noite. As ideações fundamentais do criativo se baseiam em suas áreas de interesse, enquanto que as ideações ”primitivo-sociais”, serão predominantes entre os ”neurocomuns”.

O foco do meu pensamento constante, mesmo aquele que  está em vigília, tenderá a se concentrar em meus interesses.

A intuição como o pensamento ”inconsciente”**

Finalizando este texto, eu não sei como explicar diretamente como os meus insights criativos (se são criativos) se dão. Eu acredito que uma predominancia de ativação cerebral no lado direito do cérebro, combinado com um cérebro mais simétrico (e simetria cerebral tende a se relacionar consideravelmente com a predominancia hemisférica ”anomala”) podem ser uma boa explicação neurocientífica para a ocorrencia de tal fenomeno.

O mecanismo neuro-cultural intrínseco de hiper foco (provocado também por fatores biológicos tal como que o meu cérebro está configurado) que faz com que concentre boa parte de minha energia mental (ideações em estado de vigília e em estado não-ordinário de funcionamento cerebral) em meus ”interesses específicos inatos”, me tornará um especialista nestes assuntos intrínsecos. Combinado com grande predominancia de motivações intrínsecas, onde os fins não justificam os meios, porque se justificam por si mesmos.

Talvez ( e é provável que seja o caso), as características de funcionamento do hemisfério direito do cérebro, sejam as grandes responsáveis pela produção de metáforas e do pensamento intuitivo, se a teoria de divisão rígida de trabalho entre os hemisférios não estiver totalmente equivocada, e na verdade, parece que não está, então o caos organizado ou integrativo do lado direito do cérebro, pode ter um papel muito importante para este tipo fundamental de criatividade.

O hemisfério direito trabalharia de maneira independente de nossa percepção, tal como acontece com as funções organicas vitais de nosso corpo como os batimentos cardíacos.

O acesso mais alargado desta parte de nosso cérebro, combinado com recursos cognitivos mais complementares, como uma maior capacidade enérgica mental que reverbera na superdotação, podem propiciar ao portador deste fenótipo, uma maior chama de criatividade do que em comparação aos outros, que estão destituídos destas idiossincrasias.

Portanto, como conclusão, um acúmulo de percepções, que não são muito excessivas, nem escassas, são o mecanismo inicial para a intuição. Percepções comuns ou parecidas, não produzirão metáforas nem insights intuitivos.

Esquizofrenia e homossexualidade exclusiva

A esquizofrenia, pelo que tudo indica, é ‘‘uma coisa humana”, que portanto, não se encontra presente nas outras espécies do reino animal, fruto direto da evolução de nossos cérebros. A homossexualidade masculina exclusiva também parece ser muito rara fora do ”reino humano”. Será que existe alguma correlação entre estes dois tipos de exclusividade humana**

Pois parece que sim. Homossexuais são mais propensos a terem problemas mentais do que os heterossexuais segundo vários estudos (ver aqui e aqui). As explicações se assemelham ao caso da superdotação, diga-se, a verdadeira superdotação e não aquela que produz apenas os ”alto empreendedores”. Portanto, existem predisposições inatas para o desenvolvimento de ”problemas mentais” em muitos homossexuais, que geralmente poderão ser agravados por fatores ambientais ou de interação interpessoal. Como eu já falei em um longínquo texto, experimente se colocar no lugar de uma pessoa que está a todo momento tentando se adaptar a sociedade mas percebe que não existe abertura pra isso. Sim, existem predisposições que inclusive podem se dar de maneira espontanea, mas é muito comum que estes excessos sejam alimentados por problemas de convivencia, onde a culpa não será do indivíduo afetado, mas especialmente da maneira como as outras pessoas o tratam e como ele internaliza todo este conflito.

Alguns estudos tem sugerido que a esquizofrenia tenha uma causa patogenica. Mas, tal como neste estudo que eu deixei no link, mediante a minha ideia de hipozigose, todos nós teríamos o tal vírus (patógeno metamórfico**) em nosso DNA, mas que dependendo da combinação genética (a concepção produzida pela mescla dos genes de nossos pais e de nossas mães), por epistasia, poderá se manifestar ou não….

A ideia de causa patogenica, não se limitaria apenas a homossexualidade (masculina exclusiva) mas também a toda sexualidade humana, como resultado de cooperação de patógenos. A ideia de que a homossexualidade seja algo antinatural por ter uma base patogenica não se sustenta porque a própria sexualidade humana também teria igual causa. Então, seria mais justo patologizar todos os seres sexuados, do que apenas aqueles que não partilham (oficialmente) a mesma agenda política que ‘voce’, não acham*

A esquizofrenia, vista como uma doença ou excesso mental e de maneira normativa, é concebida como um problema a ser solucionado pela futura engenharia genética, dizem os eugenistas modernos. Mas sem conhecer os efeitos, as ondas de propagação da esquizofrenia, para além do espectro e mesmo, dentro do espectro, nós não apenas estaremos removendo um excesso evolutivo mas também todas as benesses que ele tem nos proporcionado como a criatividade.

Como conclusão deste breve texto, aquilo que nos faz humanos (a genética da esquizofrenia), também pode tornar alguns seres humanos em homossexuais masculinos exclusivos.

Metáfora do Big Bang para explicar o funcionamento do pensamento criativo, bem como do cérebro mais condizente.

Tal como a (muito lógica) teoria do Big Bang, o pensamento surge por meio de uma concentração de energia. No entanto, na maioria das vezes para a maior parte da população, a concentração de energia, não irá resultar em uma posterior expansão, como também, tenderá a esfriar. O calor da concentração também será diferenciada para o pensamento criativo, especialmente aquele de alto nível, em comparação ao pensamento cognitivo habitual.

A concentração de energia em apenas um único ponto e com grande pressão, caracterizaria a obsessão intelectual, que antecede a criatividade. A maioria das pessoas criativas tenderão a apresentar não apenas um conjunto ”limitado” de interesses, assim como também serão obsessivas em relação a eles. Fãs de Chaves, Star Wars, dos filmes do Spielberg, do Ingmar Bergman, colecionadores de antiquários, de selos. Todos nós já ouvimos falar de algum destes tipos, que muito provavelmente, se encontrarão dentro do espectro mais alargado do autismo. Mas, muitas vezes, voce não precisará saber de tudo sobre um determinado assunto, basta ”apenas” que a sua obsessão ou paixão sobre o assunto seja sincera, suficientemente poderosa, para que possa, a partir disso, criar, inovar….

O prelúdio da obsessão será a irritação. Assim como os antigos cientistas diziam sobre o assunto, o cérebro do genio tende a ter algum tipo de irritação para que possa predispo-lo a obsessão.

A lateralização anomala, onde ao invés de um circuito de fórmula um (que produzirá o pensamento circular) nós temos um labirinto, pode ter um efeito causal nesta tendencia para a ”irritação”, visto que quando a energia não circula harmoniosamente pelo órgão, ela tenderá a se concentrar em algumas regiões, produzindo justamente a irritação, e que por sua vez, produzirá a obsessão.

A expansão da energia, tal como no big bang, se dará por causa da intensa pressão que a obsessão gerará. A expansão de ideias, paradigmas, propostas artísticas, filosóficas, matemáticas, físicas, enfim… é a maior diferença do pensamento criativo em comparação ao pensamento normal. Isso explica porque o pensamento normal se assemelharia ao ciclo de vida de uma estrela, que nasce, cresce, brilha em si, e morre, enquanto que o pensamento criativo se expande, abre novas fronteiras, cria novos ambientes e inventa um novo universo de ideias, de fórmulas matemáticas, de arte, enfim, de inovação….

Se o cérebro humano moderno é o resultado de algum tipo de erro evolutivo em que como resultado ocorrerá a irritação (percebam que somos fortemente predispostos a toda forma de vício), então, o cérebro criativo é a continuação, a evolução deste erro.

Anterior a expansão, e posterior a concentração, acontecerá a profundidade ou o aprofundamento das ideias, justamente quando, por meio de canibalismo mental, passamos a nos alimentar por nossas próprias ideias, quando substituímos parte de nossa alimentação pelas ideias que mais gostamos. Isso é a criatividade organica e não apenas obsessão. Este é o estágio de autodidatismo do criativo, em que devido a intensa pressão causada pela obsessão, ele tenderá a se tornar em um especialista no assunto que seu cérebro está mais apto para gostar. Antes a obsessão era inconsciente, agora ela será não apenas compreendida mas também querida, necessária.

Autismo primeiro, esquizofrenia depois**

Se algumas modernas teorias, bem como algumas evidencias, desde Lombroso até a minha lógica intuitiva, estiveram corretas, então um genio criativo será principalmente alguém que tem uma espécie de comorbidade entre autismo e esquizofrenia. O autismo contribui para uma série de componentes comumente presentes em genios

o grande senso de realidade

a obsessão por interesses ”restritos”, que eu prefiro chamar de, interesses intelectuais ou não-sociais

a capacidade de encontrar detalhes

O autismo apareceria na primeira etapa do desenvolvimento inato do pensamento criativo, em que a obsessão e a profundidade estão presentes e determinantes.

A esquizofrenia ou o espectro alargado dela, se daria justamente a partir da expansão de ideias, quando a profundidade, gerará uma quase inevitável expansão. A imaginação aparece como um fator muito importante nesta etapa, mas percebam que a expansão do universo é ao mesmo tempo, linear, ou seja, obedece a regras progressivas, mas também será inconstante, onde por exemplo, o choque de um grande asteroide, poderá produzir moldar um planeta (Terra***) e produzir o seu satélite natural (a Lua**).

Na esquizofrenia, ou ao menos, em suas partes mais vantajosas ou menos deletérias, a crença no sobrenatural, a crença organica (mas não inconsciente), profunda, que a expansão vale apena, combinará com a imaginação.

Em conclusão, a teoria do Big Bang pode ser usada como metáfora para explicar como funciona o pensamento criativo. E talvez, a irritação que gera a obsessão, poderia nos ajudar a explicar a força superior que produziu o nosso universo, bem como todos os outros. Uma vontade inata, poderosa, de existir ou talvez, a combinação de dois elementos intensamente díspares, que produz irritação, a obsessão, a profundidade e a expansão. A personalidade criativa, ciclotímica por natureza, pode nos ajudar a explicar o próprio universo.

Superdotação como autismo (superdotação precoce ou prodígio) e esquizofrenia (superdotação atrasada) adaptados

Existem basicamente dois tipos de pessoas altamente inteligentes (incluindo também o tipo que é mais predominantemente criativo do que inteligente), os prodígios e os superdotados ”tardios”.

Os prodígios são todos aqueles que apresentam algum tipo de talento incomum que começa a se manifestar desde a mais tenra idade. Muitas vezes confunde-se o termo ”prodígio” com  ”genialidade”. Nem todo prodígio será um gênio e nem todo gênio será um prodígio. Na verdade, é até ligeiramente complexo dizer que os superdotados ”tardios”, começarão a manifestar seus dons apenas mais tarde da vida, mas pode ser possível que os cérebros destes tipos só se tornem ”maduros” a partir dos 20, 30 anos. Em outras palavras, eles já tendem a demonstrar elevada capacidade mas que só estará plenamente desenvolvida a partir do final da adolescência.

Quando me deparei com a teoria do ”cérebro imprimido” (obs técnica= não sei corretamente se a tradução da palavra ”imprinted” em inglês para o português, será algo como ”imprimido”, mas enfim), percebi uma possibilidade para desenvolver esta hipótese para explicar a existência de dois tipos bem diferentes de superdotados.

 

Prodígios e autistas = inteligência e espectro maior da Síndrome de Savant

 

Crianças autistas tendem a ter cérebros maiores, que com o avanço da idade, costumam regredir para a média dos seus pares não-autistas. Crianças autistas tendem a ser mais intelectualmente maduras do que seus pares. Autismo e prodígio apresentam muitas similaridades. Outra semelhança entre os dois é o caráter cognitivo super especializado.

Seja para a música, a pintura ou para a ciência, autistas e prodígios costumam ter um talento altamente desenvolvido desde cedo. Um tipo de talento que se relaciona mais com ”criatividade savant-style”, isto é, que não se consiste puramente em criatividade, mas que emula aspectos fundamentais que a definem. Como eu já expliquei em um texto anterior, pinturas super realistas não são puramente criativas, a partir do momento que não está se buscando construir algo novo, algo que define criatividade per se. O talento para tocar violino ou piano e superar tecnicamente os mais talentosos nestes dois instrumentos de uma ou duas gerações anteriores, também não é completamente a criatividade, mas a replicação de ”velha criatividade”, o que não deixa de ser um grande feito e não deve ser considerado como menos interessante do que a criatividade puramente cognitiva. Da mesma maneira que portadores da síndrome de savant apresentam talento precoce, inato e especializado para a execução de determinada tarefa, os superdotados precoces ou prodígios e os autistas funcionais apresentarão os mesmos talentos naturais.

Ainda que seja evidente que muitos prodígios sejam altamente criativos, eles tenderão a ter como principal força, uma maior inteligencia e não uma maior criatividade. O estilo cognitivo dos prodígios tende a emular consideravelmente o mesmo estilo que define a mente autista, a capacidade para encontrar detalhes.

Muitos gênios foram e são prodígios e você os verá principalmente em profissões de caráter técnico, onde a capacidade para encontrar padrões harmonicos e detalhes técnicos ou mecânicos, será mais requisitada. Isto é, voce verá este tipo de superdotado, o tipo precoce e que geralmente, apresentará maiores habilidades savant do que habilidades puramente criativas.

Prodígios e autistas tendem a ser mais altos que os seus pares durante a infância. Tudo nos leva a crer que exista uma simbiose significativa entre os dois. Se  o autismo é uma manifestação mais moderada da síndrome de savant, então ”a superdotação precoce” parece ser uma adaptação tanto da síndrome de savant quanto do autismo. Como quando os ”genes” que produzem o autismo assim como também a síndrome de savant, ”entram” em harmonia, ou combinam-se de maneira harmoniosa com o restante dos ”genes” que estão presentes e ativos no corpo, oferecendo mais benefícios do que custos.

 

Superdotação, esquizofrenicos e tdahs= criatividade

 

A esquizofrenia, geralmente, começa a se manifestar completamente a partir dos 20-25 anos de idade. Provavelmente, quando o cérebro termina a sua maturação, algum tipo de erro (que neste caso, é objetivamente ruim) inato acontece durante este processo produzindo a manifestação desta desordem mental. Os cérebros dos tdah também se assemelham aos cérebros de esquizofrênicos por que tendem a amadurecer mais tardiamente do que os cérebros dos seus pares sem a expressão desta condição. Tdah e esquizofrenia não são condições sindromicas identicas, mas compartilham a mesma janela ”de oportunidade cognitiva positiva”, isto é, espremer os limões mais azedos, mas fazer deles, umas limonadas com gostos mais bebíveis e até mesmo surpreendentemente gostosos.  Se a esquizofrenia só começa a se manifestar na vida adulta, para a maior parte dos casos, então parte-se do pressuposto de que os cérebros deste grupo também amadureçam tardiamente, porque a desordem final que é a esquizofrenia, se dará quando ”os fios forem todos encapados”.

Tdah e esquizofrenia partilham uma característica altamente relevante para a criatividade, a imaginação. Ambos parecem estar acima da média nesta categoria. Os esquizofrenicos são, infelizmente, aqueles que estão fora do controle de suas capacidades imaginativas, capacidade abstrata para encontrar e produzir novos padrões. O excesso de padrões perceptivos, tende a produzir confusão cognitiva e deprimir a capacidade de harmonização destas percepções.

Superdotados tardios poderão pertencer ao tipo dos  altamente criativos, mediante às suas possivelmente elevadas capacidades imaginativas e podem compartilhar similaridades etiológicas, tanto com a esquizofrenia quanto com a Tdah. Podem não, compartilham similaridades. O altamente criativo, poderá ser um superdotado tardio, porque os mais altos níveis de criatividade, tenderão a se manifestar justamente durante os 20-30 anos. E é justamente nesta faixa etária da vida que a esquizofrenia começa a se manifestar entre os portadores da condição, enquanto que por lógica, ela se manifestará parcialmente entre aqueles que são  portadores heterozigotos destas mesmas expressões fenotípicas.

Portanto, o estilo cognitivo prevalente entre os superdotados tardios, isto é, aqueles que não forem prodígios, será a criatividade imaginativa, que é resultante da maturação mais demorada dos cérebros, assim como também da herança parcial da esquizofrenia ou da tdah, que produzirá um maior controle cognitivo perceptivo, que tenderá a se manifestar totalmente a partir dos 20 anos, tal como acontece entre os portadores homozigotos desta condição sindromica.

A inibição latente baixa é um padrão comum tanto para a esquizofrenia quanto para Tdah, mas que será produzida por diferentes processos, onde a inibição  baixa da Tdah será causada pela incapacidade de filtração de estímulos exteriores, enquanto que na esquizofrenia, a incapacidade de filtração será interna e justamente por isso, se relacionará mais com emoções e pensamentos do que com interações com o mundo exterior. Ambas são terreno fértil para a criatividade.

Os superdotados altamente criativos, segundo esta extensão hipotética para a ”teoria do cérebro imprimido”, tenderão a ser caracterizados por baixo nascimento ao nascer, cérebros pequenos durante a infancia quando comparados com os seus pares ”normais”, amadurecimento mais lento do cérebro e relação simbiótica com esquizofrenia e com tdah.

Seus dons caminharão para serem mais diversificados, assim como eu sugeri em um texto anterior sobre o espectro autismo-esquizofrenia, principalmente em associação com maior capacidade criativa, isto é, imaginativa e ou de manipulação mental. Quando o cérebro do superdotado tardio chega ao completo amadurecimento, especialmente no caso da esquizofrenia parcial, acredita-se que terá chegado a ”janela de oportunidade cognitiva positiva”, semelhante em essencia conceitual com a janela demográfica (transição demográfica), ou seja, o momento em que a combinação de metade ou menos genes da esquizofrenia com o restante do cérebro, produzirá o ápice da capacidade criativa ou o começo do ápice, que poderá durar por muitos anos, dependendo de cada indivíduo.

Esta hipótese é uma extensão tanto da teoria do cérebro imprimido, quanto das minhas teorias sobre criatividade e autismo.

 

Instabilidade intrínseca motivacional, a chama da criatividade

Durante alguns debates no blog do Pumpkin Person, eu sugeri que uma das principais razões para a maior criatividade observável dos caucasianos europeus (e judeus) em comparação aos leste asiáticos (um pouco menos em relação aos japoneses), seria que os primeiros estariam mais providos de ”motivação intrínseca”. No entanto, me disseram que os leste asiáticos também tendem a ter as suas obsessões intrínsecas. É evidente que a vontade interior de fazer algo, encontra-se bem distribuída pela população humana. Uma maior motivação intrínseca poderia ser uma explicação plausível para a maior criatividade europeia.

Eu acredito que, para que possamos entender a criatividade e especificamente, a criatividade europeia, bem como por sua superioridade moderna, em relação à criatividade coletiva das populações leste asiáticas, nós precisamos encontrar quais são os traços comportamentais que estão predominantemente ausentes nestas populações, isto é, os leste asiáticos.

A proporção de pessoas que apresentam ”transtornos” de personalidade entre os europeus é muito provável que seja maior do que entre os asiáticos. Por sua vez, os africanos subsaarianos, apresentam uma proporção muito maior destas condições do que os europeus. O ”transtorno” de personalidade seria um nível a mais de exuberância do comportamento, onde, metaforicamente falando, ao invés de termos um clima ameno de montanha, nós temos um clima que se assemelha ao sul dos EUA, com uma temporada anual de tornados. A instabilidade emocional ou uma maior sensibilidade às interações interpessoais cotidianas, pode ter um importante papel, causal e direcional, para a criatividade, visto que, uma maior sensibilidade significará uma maior acuidade perceptiva e que caminhará para resultar em maior instabilidade emocional. Perceber, é encontrar ”mais” erros ou acertos no ambiente. Como a sobrevivência é instintivamente mais importante do que o relaxamento, até porque encontramos mais erros do que acertos nos nossos respectivos ambientes, então indubitavelmente, uma maior percepção, predisporá ao seu dono, uma maior angústia, assim como também, uma maior melancolia.

Uma pessoa que seja ao mesmo tempo (predominantemente) intrinsecamente motivada e que tenha grande acuidade perceptiva, é muito provável que também terá uma elevada capacidade criativa. Se a criatividade é a auto-expressão e a capacidade de manipulação dos elementos das mais diversas naturezas, que estão presentes no ambiente, então, a motivação intrínseca funcionará como um motor auto-direcional para a busca de realizações, que precisam, logicamente,  de serem expostas a outras pessoas, ou seja, o desdobramento da auto-expressão.

A instabilidade emocional, se assemelha a minha proposta de um texto anterior, em que as pessoas menos tolerantes com erros, tenderão a se tornarem extremamente críticas e consequentemente, anti-sociais, mediante a perspectiva das outras pessoas, menos perceptivas.

Se a criatividade nasce de uma vontade quase que incontrolável e portanto, intrínseca, de se fazer algo novo, então, esta chama precisa ser acesa por uma predisposição para a instabilidade, igualmente intrínseca (e portanto, interior, que independe do ambiente em que se está), e este componente encontra-se ausente ou em minoria entre as populações leste asiáticas. A instabilidade emocional é um definidor marcante para qualquer tipo de ”transtorno” de personalidade, que não são quase-doenças mentais como a esquizofrenia ou o autismo. A combinação da vontade intrínseca, da predisposição para instabilidade emocional (que muitas vezes será mais acesa por fatores ambientais, ainda que, a predisposição para hiper sensibilidade, seja o principal fator desencadeante, isto significa que para alguns casos de pessoas criativas, a instabilidade exterior ou do ambiente, poderá ter um papel importante para a sua motivação enquanto que para outras e creio eu que, para os gênios criativos, principalmente, a aguda capacidade perceptiva inevitavelmente o fará naturalmente motivado do que qualquer intempérie ambiental instável), acuidade perceptiva (um tipo de inteligência) e grande inteligência, caminharão para produzir o gênio criativo.

A chama da criatividade é quase tão instável quanto a chama do fogo de uma tocha. A instabilidade emocional, que corretamente podemos determinar como um defeito contextual, funcionará perfeitamente como um motor de dúvidas, questionamentos e críticas à ordem estabelecida. E é da crítica, que nascem as novas soluções. Também é interessante pensar se as pessoas com mais problemas emocionais e mesmo, que podem combinar com aflições cotidianas sobre o próprio corpo assim como também a identidade, e isso é comum de acontecer, não possam se espelhar primeiramente em si mesmas, como auto-críticas, para que posteriormente, possam refletir seus auto-questionamentos na sociedade, na arte, na política, na filosofia ou na ciência, se todas as nossas opiniões não nascem de nós mesmos e portanto representam as nossas próprias naturezas comportamentais interiores??

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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