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Regressão à média, as metáforas das zonas de impacto de uma bomba, das células e da hierarquia das cidades

Regressão à média e a metáfora das zonas de impacto de uma bomba e continuidade geográfica de propagação de similaridades fenotipicas…

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Uma bomba atomica cai, hipoteticamente (pelo amor que voce tenha a Deus), em uma área de planície e sem vegetação. Sua área de impacto, vista do alto, nos mostra onde foi o seu centro de difusão (de destruição) e o seu alcance. Qualquer quantidade geograficamente organizada, apresentará um centro, uma área de borda entre o centro e a ”fronteira”, e a fronteira, que se delimita com a área que não sofreu qualquer impacto. O mesmo, por que não, poderia ser aplicado as quantificações demográficas, de todas as naturezas. O estereótipo vive no centro, o ”average joey”, de Lagos, Tóquio, Maputo ou Paris (de preferencia, antes da invasão alógena por razões políticas heterogeneas). O estereótipo de uma célula é o seu núcleo, assim como acontece com a Terra e qualquer planeta.

Assim como também  acontece conosco, todos nós temos nossos próprios estereótipos. O estereótipo que é o conjunto limitado de características que nos definem de imediato (ou quase, se voce não for prendado a contar mentiras sobre si), nossa personalidade, nosso(s) instinto(s). Por exemplo, nós temos todas as nossas características fisiológicas. No entanto, é provável que algumas sejam mais evidentes do que outras, como um nariz grande, ou bonito, ou torto ou que apresenta um formato diferente. Quando um caricaturista talentoso exagera nossas protuberancias mais idiossincráticas em um desenho, podemos ver com maior detalhismo as regiões de nosso corpo que chamam mais a atenção das outras pessoas e de nós mesmos. Exatamente o mesmo pode ser aplicado as nossas personalidades.

Eh a estrutura que sustenta qualquer aglomeração quantitativa de natureza sistemica ou internamente dinamica (que é por si mesma uma forma primordial de abstração ou agrupamento de indivíduos) como acontece com ”populações”. A prevalencia demográfica se localiza no centro ou pode ser entendida como tal.

A regressão a média (em termos de inteligencia e comportamento) será uma tendencia, especialmente, para as pessoas que apresentarem uma grande heterogeneidade cognitiva, e principalmente quando tiverem muitos parentes que personificam o ”cara das ruas” de sua raça, etnia, povo, grupo ideológico ou máfia. A regressão a média é aplicável a todas as populações indivíduos que apresentam uma longa dinamica interna de acasalamentos sem estratificação social demarcada (que possa manter certos grupos, relativamente separados dos outros), sem diferenciações internas, porque sem esta aglomeração diferencial de características hereditárias, o compartilhamento de genes será maior, reduzindo as chances de passar as próprias características (que são mais bio-estatisticamente raras) para os filhos.

Todos nós temos as nossas próprias ”médias estatísticas”, para todos os tipos de comportamento, como a ‘cognição’, o componente técnico que produz a inteligencia humana. Portanto, quando viemos de famílias com longo histórico de diferenciação fenotípica (em algum aspecto, e neste caso, especificamente, algumas dimensões da inteligencia e ou da cognição), haverão maiores chances de passarmos adiante as nossas próprias médias ou que se aproximam delas, sem ter de haver o fenomeno da regressão a média. Por exemplo, as chances para que um libanes cristão mais inteligente possa regredir a média libanesa, que é calculada a partir de todas as populações que vivem no Líbano, incluindo a maioria muçulmana, será bem menor do que em relação a um libanes muçulmano, de mesmo nível psicometricamente quantitativo de inteligencia, por causa do diferencial fenotípico endogamico que a família do primeiro tem gerado entre si e transmitido a gerações de maneira sucessiva, em comparação ao libanes muçulmano, que tem sido englobado dentro de um contexto seletivo maior e menos vantajoso. Mesmo que a tendencia muçulmana de endogamia (excessiva e sem qualquer critério seletivo mais significativo para ”inteligencia”) tenda a renegar a ideia de compartilhamento de genes entre as famílias e a redução do diferencial fenotípico, isso não significa então que a média muçulmana será melhor, se parece notório que isto não se consiste na verdade dos fatos. A endogamia, que será muitas vezes excessiva, entre eles, contribui para diminuir as suas médias de capacidade cognitiva (e talvez também em relação a flexibilidade comportamental) enquanto que a manutenção destas médias, funciona como um mecanismo de retroalimentação, mantendo o mesmo cenário cognitivo que parece já se arrastar por séculos entre estas populações.

Vamos continuar tentando entender como que funcionaria este sistema. O núcleo, a área mais densa e fundamental de uma célula, ou a zona central de impacto de uma bomba atomica, ou a métropole mais importante, que influencia todas as outras áreas, são outras duas metáforas que nos ajudam a entender o mecanismo a regressão a média só que desta vez ‘visto de cima’ ( o diferencial deste texto). Ambos apresentam uma hierarquia de atração, onde que o mais denso e central ou o mais populoso, irá atrair os menos, respectivamente, densos e populosos. São Paulo atrai Campinas, Santo André, Carapicuiba, Itu (cidades do interior do estado de São Paulo). E dentro deste sistema hierárquico, evidentemente que teremos as subdivisões de atração, onde que o São Paulo atrai Campinas que por sua vez atrai Itu, do maior para o menor, de maneira gradual. O mesmo princípio, talvez, possa ser aplicado a hierarquia hereditária coletiva, onde que os tipos mais preponderantes (os ”average joey’s”), atrairão os tipos menos preponderantes que por sua vez atrairão os tipos mais raros.

Isso pode nos ajudar a explicar o porque da regressão a média ser uma tendencia mais forte para os negros americanos mas não para alguns grupos de africanos, como os igbos, em termos de inteligencia, visto que o primeiro se caracterizaria por sua raridade estatística que não é o resultado de seleção diferenciativa para esta finalidade, ou seja, é apenas parte, mais extrema, de uma variação maior do mesmo conjunto de características que englobam a sua população. Em compensação, no caso Igbo, nós temos os resultados esperados de uma enfase seletiva. Se a média de qi dos Igbos for em torno de 100, por exemplo, uma média de qi 120, não será assim tão distante da média, quanto a mesma média para uma população onde que a maioria pontua em torno de 89. O mesmo pode ser demonstrado, por exemplo, no caso de um pigmeu com 1,80 cm de altura, se a média de altura do seu grupo gira em torno de 1,40-1,50 cm.

As maiores metrópoles costumam ter grande influencia sobre as cidades de menor porte porque terã maior maior população e maior economia. A preponderancia demográfica de certos tipos, também age da mesma maneira em relação aos grupos menores, especialmente se estes não forem seletivamente coesos. O núcleo mais denso onde se concentram as pessoas ”medianas”, seja para qualquer traço, será, em condições normais, de maior atração. No mercado de acasalamento, e onde não existe qualquer tipo de ”especiação” ou ao menos de diferenciação fenotípica por  endogamia (dependendo do tamanho desta população), a regressão a média, especificamente em relação a inteligencia (que é o exemplo mais importante neste texto), será uma forte tendencia, porque as pessoas que nascem mais ”espertas” que as demais, carregarão uma grande proporção de genes do seus parentes mais medianos. Em outras palavras, eles são os sortudos, que ”pegaram os palitos maiores” no mercado dos melhores genes da família, mas apresentam grandes semelhanças genéticas com os seus parentes, irmãos, tios, pais, que geralmente não tiveram a mesma ”sorte”. O resultado portanto será que esta raridade estatística seja pouco provável de ser passada as outras gerações, aos filhos. Podemos comparar também com um balde de tinta azul em que voce joga um pouco de tinta amarela. A cor que jogou não irá modificar a mais predominante, mas poderá aparecer a superfície, diluída, quando voce for misturando as duas.

Repare que nesta bolha maior, pequenas bolhas apareceram dentro de sua estrutura. O processo de diferenciação fenotípica, pode ser metaforicamente representada desta forma, em que temos pequenas bolhas aparecendo paralelas a bolha maior. Por exemplo, os libaneses católicos, que segundo as ”más línguas”, seriam mais cognitivamente prodigiosos que os seus vizinhos muçulmanos, são um exemplo de uma pequena população que por causa do diferencial religioso no padrão de acasalamento, evoluíram de maneira relativamente distinta, especialmente quanto a cognição, em comparação as populações vizinhas.  Pode-se, no entanto, dizer que seja comum que ocorram ”corredores” de acasalamento, seja por  meio da conversão de indivíduos de fora do grupo, seja por causa da secularização de certos grupos de dentro da população, que são mais relaxadas quanto as origens étnicas e culturais de seus potenciais conjuges de acasalamento.

Todas as populações tem os seus ”average joey”, o núcleo mais denso ou a predominancia fenotípica.

Na minha ”tentativa de desenho” mais acima deste post, eu tentei mais ou menos demonstrar como que se daria a atração em direção ao núcleo, a média de uma população. Percebam que haverão casos e casos, tanto a nível familiar, quanto a nível populacional, em que aqueles que são mais suscetíveis de ”sofrerem” de regressão a média em seus filhos, de fato, serão mais heterogeneos em seus arcabolsos genéticos, os famosos casos de pessoas inteligentes que nascem de parentes menos capazes. Neste caso, a inteligencia será mais epigenética ou indireta e complexamente hereditária ( que depende de um maior conjunto de variáveis para produzí-la) do que no caso de um casal inteligente que apresenta diferencial fenotípico em comparação a população que o encapsula, de menor capacidade cognitiva, em média, é claro, e que portanto, será mais predisposto a transmitir sua inteligencia para os seus filhos, sem vivenciar a regressão a média.

Vale ressaltar que a exogamia também pode produzir (obviamente) diferenciação fenotípica de natureza cognitiva. Na verdade, é o que mais parece acontecer em países como o Brasil. Se não se casa dentro da família pra manter os ”mesmos” genes, então se pode casar partindo-se de outros critérios como classe social, tipos de personalidade e de cognição (parte técnica da inteligencia). Pessoas que trabalham nas mesmas profissões, tem níveis educacionais e de renda mais parecidas, e que também tendem a compartilhar muitas similaridades de comportamento, crenças e nível de cognição, são mais propensas a se casarem entre si. Esta realidade também pode ser muito boa para evitar a ”regressão a média”, mas a diversidade ou a heterogeneidade de possíveis combinações, serão maiores, porque apesar das extratificações sociais (que tendem a ser marcantes e estáveis), muitas pessoas que conseguem ascender socialmente, tenderão a vir ”de baixo”, da hierarquia piramidal.

Pureza racial (genotípica) e pureza endogâmica (fenotípica)

O ”seu Madruga” do Paquistão é mais ”puro” que você. E isso não é uma piada. 😉

A endogamia é um padrão de acasalamento onde parentes próximos se casam, reduzindo a diversidade genética. Os efeitos desta prática são cada vez mais conhecidos. Todo nós sabemos que casamento entre primos de primeiro grau, aumentam os riscos da criança nascer com defeitos.

Todos nós temos genes mutantes. Quando nos casamos com alguém que é mais geneticamente próximo de nós, os riscos de acumulação destes genes em comum será maior do que quando casamos com uma pessoa que não é da família. Alguns genes são vantajosos quando são herdados parcialmente e desvantajosos quando são totalmente herdados. Por exemplo, os ”genes” da esquizofrenia podem aumentar a capacidade criativa quando são herdados parcialmente. Podemos dizer que uma pessoa nestas condições, apresentaria uma espécie de manifestação branda do transtorno. O potencial criativo da esquizofrenia está presente, mas sem o descontrolo cognitivo, que lhe é característico.

A endogamia aumenta os riscos de acumulação de mutações, que quase sempre serão deletérias, especialmente se forem totalmente expressadas.

No entanto, esta prática também reduz a diversidade genética e isto quer indicar ”pureza”. Agora, como muitas das populações muçulmanas do Oriente Médio podem ser geneticamente puras se são racialmente mestiças????

As populações do oriente médio são em média, racialmente mestiças, que é o resultado de séculos de miscigenação por exemplo com os milhões de escravos ”africanos” que foram trazidos por meio do tráfico terrestre, especialmente com as mulheres africanas (leia-se, negras).

A pureza racial se relaciona com genótipo enquanto que pureza endogâmica se relaciona com fenótipo, ou seja, a expressão dos genes ou do genótipo.

Os finlandeses são racialmente puros?? Mas o que realmente é a pureza racial??

O aparecimento de etnias e posteriormente de raças e de espécies, é o resultado de acasalamento próximo, que necessariamente não precisa ser endogâmico, contanto que seja mantido dentro da população. O acasalamento dentro da etnia, produz o acúmulo de mutações, o que nos ajuda a explicar porquê algumas doenças são mais comuns em certas populações do que em outras. As mutações também produzem novas adaptações ou vantagens.

Em resumo, o aparecimento de novas etnias, é resultado direto de um acúmulo de mutações e posterior combinação única de adaptações. Você tem uma população X. Esta população está se casando entre si, mas sem ser baseado em um padrão endogâmico. Então, as mutações mais comuns entre eles, não só será preservada, provavelmente como uma vantagem heterozigota, como também poderão ser mais selecionadas, produzindo diferenciação fenotípica.

A diversidade genética pode acontecer quando você tem o surgimento de múltiplas micro-adaptações. Isso provavelmente não aconteceu com os finlandeses, que tem se concentrado demograficamente no extremo do sul do país (bem como também em outras regiões ao redor do atual território) desde há um bom tempo, por causa do clima severo do restante do território que tem ocupado. Os finlandeses, segundo alguns estudos genéticos importantes, teriam 60% de genes ”siberianos” ou ”asiáticos” pelo lado materno. Mas isso não é sinal de miscigenação, porque temos de especular, de onde realmente surgiu a variação racial caucasóide europeia…..

A teoria mais aceita diz que ”todos nós éramos como os negróides subsaarianos” (maneira nonsense de dizer, mas enfim) até que ocorreu, por acúmulo de mutações, resultado de um provável isolamento geográfico, a grande divergência genética humana, dando início ao aparecimento dos ”eurasiáticos”. Europeus e asiáticos, teriam se separado ”tempos depois” provocando o aparecimento de novas variações humanas.

Mesmo se não for comprovado que os finlandeses são a representação moderna dos antigos europeus, parece que a genética é mais complexa do que canta a nossa vã antropologia… (( 🙂 ))

Frequência genética não vem do além…

Parece claro que existem dois tipos de pureza, a racial e a genética. A pureza racial se baseia na pureza do genótipo enquanto que a pureza ”genética” (se devo denominá-la assim) seria a pureza do fenótipo, da expressão do fenótipo.

O termo ”pureza” não se baseia em ”inexistência” de alelos de outras populações, mas a combinação única destes alelos. Aqui, como sempre, é um palpite. Os ”genes europeus” não vieram do nada, mas são combinações únicas dos mesmos genes ou traços que estão universalmente distribuídos pela espécie humana.  É apenas uma questão metodológica da genética moderna em determinar que uma combinação de genes ou a maneira como se expressam possam ser classificados como ”europeus” ou ”asiáticos”. Isto não quer indicar que europeus sejam aliens em comparação às demais raças ou variedades humanas. Portanto é perfeitamente possível afirmar que, se for confirmado tal versão é claro, os finlandeses são os mais racialmente puros da Europa, por manterem mais intactas as combinações únicas do fenótipo caucásico ancestral (inclusive, com maior presença de traços mongólicos). Mas partindo do pressuposto que os caucasianos sejam muito diversos em aspecto racial, esta afirmação não se sustentaria porque, se também for comprovado que os europeus evoluíram de diferentes ramos ancestrais, tanto o puro mediterrâneo, moreno, dolicocéfalico e com rosto oval, quanto o nórdico, de mesmas características, mas com pigmentação muito mais clara, sejam ambos, representantes fidedignos de gracilização ancestral das variedades caucasianas.

Portanto, é perfeitamente possível termos uma população que seja racialmente pura (preservação das combinações fenotípicas únicas desde o primeiro efeito fundador) e geneticamente diversa, assim como podemos ter uma população que seja racialmente diversa ou mestiça e que seja mais geneticamente pura, isto é, que tenha uma menor diversidade genética provocada pela endogamia, ou seja, o casamento de familiares muito próximos que tendem a compartilhar uma maior porcentagem de ”genes” em comum.

Pureza racial (genotípica) e pureza endogâmica (fenotípica)

O ”seu Madruga” do Paquistão é mais ”puro” que você. E isso não é uma piada. 😉

A endogamia é um padrão de acasalamento onde parentes próximos se casam, reduzindo a diversidade genética. Os efeitos desta prática são cada vez mais conhecidos. Todo nós sabemos que casamento entre primos de primeiro grau, aumentam os riscos da criança nascer com defeitos.

Todos nós temos genes mutantes. Quando nos casamos com alguém que é mais geneticamente próximo de nós, os riscos de acumulação destes genes em comum será maior do que quando casamos com uma pessoa que não é da família. Alguns genes são vantajosos quando são herdados parcialmente e desvantajosos quando são totalmente herdados. Por exemplo, os ”genes” da esquizofrenia podem aumentar a capacidade criativa quando são herdados parcialmente. Podemos dizer que uma pessoa nestas condições, apresentaria uma espécie de manifestação branda do transtorno. O potencial criativo da esquizofrenia está presente, mas sem o descontrolo cognitivo, que lhe é característico.

A endogamia aumenta os riscos de acumulação de mutações, que quase sempre serão deletérias, especialmente se forem totalmente expressadas.

No entanto, esta prática também reduz a diversidade genética e isto quer indicar ”pureza”. Agora, como muitas das populações muçulmanas do Oriente Médio podem ser geneticamente puras se são racialmente mestiças????

As populações do oriente médio são em média, racialmente mestiças, que é o resultado de séculos de miscigenação por exemplo com os milhões de escravos ”africanos” que foram trazidos por meio do tráfico terrestre, especialmente com as mulheres africanas (leia-se, negras).

A pureza racial se relaciona com genótipo enquanto que pureza endogâmica se relaciona com fenótipo, ou seja, a expressão dos genes ou do genótipo.

Os finlandeses são racialmente puros?? Mas o que realmente é a pureza racial??

O aparecimento de etnias e posteriormente de raças e de espécies, é o resultado de acasalamento próximo, que necessariamente não precisa ser endogâmico, contanto que seja mantido dentro da população. O acasalamento dentro da etnia, produz o acúmulo de mutações, o que nos ajuda a explicar porquê algumas doenças são mais comuns em certas populações do que em outras. As mutações também produzem novas adaptações ou vantagens.

Em resumo, o aparecimento de novas etnias, é resultado direto de um acúmulo de mutações e posterior combinação única de adaptações. Você tem uma população X. Esta população está se casando entre si, mas sem ser baseado em um padrão endogâmico. Então, as mutações mais comuns entre eles, não só será preservada, provavelmente como uma vantagem heterozigota, como também poderão ser mais selecionadas, produzindo diferenciação fenotípica.

A diversidade genética pode acontecer quando você tem o surgimento de múltiplas micro-adaptações. Isso provavelmente não aconteceu com os finlandeses, que tem se concentrado demograficamente no extremo do sul do país (bem como também em outras regiões ao redor do atual território) desde há um bom tempo, por causa do clima severo do restante do território que tem ocupado. Os finlandeses, segundo alguns estudos genéticos importantes, teriam 60% de genes ”siberianos” ou ”asiáticos” pelo lado materno. Mas isso não é sinal de miscigenação, porque temos de especular, de onde realmente surgiu a variação racial caucasóide europeia…..

A teoria mais aceita diz que ”todos nós éramos como os negróides subsaarianos” (maneira nonsense de dizer, mas enfim) até que ocorreu, por acúmulo de mutações, resultado de um provável isolamento geográfico, a grande divergência genética humana, dando início ao aparecimento dos ”eurasiáticos”. Europeus e asiáticos, teriam se separado ”tempos depois” provocando o aparecimento de novas variações humanas.

Mesmo se não for comprovado que os finlandeses são a representação moderna dos antigos europeus, parece que a genética é mais complexa do que canta a nossa vã antropologia… (( 🙂 ))

Frequência genética não vem do além…

Parece claro que existem dois tipos de pureza, a racial e a genética. A pureza racial se baseia na pureza do genótipo enquanto que a pureza ”genética” (se devo denominá-la assim) seria a pureza do fenótipo, da expressão do fenótipo.

O termo ”pureza” não se baseia em ”inexistência” de alelos de outras populações, mas a combinação única destes alelos. Aqui, como sempre, é um palpite. Os ”genes europeus” não vieram do nada, mas são combinações únicas dos mesmos genes ou traços que estão universalmente distribuídos pela espécie humana.  É apenas uma questão metodológica da genética moderna em determinar que uma combinação de genes ou a maneira como se expressam possam ser classificados como ”europeus” ou ”asiáticos”. Isto não quer indicar que europeus sejam aliens em comparação às demais raças ou variedades humanas. Portanto é perfeitamente possível afirmar que, se for confirmado tal versão é claro, os finlandeses são os mais racialmente puros da Europa, por manterem mais intactas as combinações únicas do fenótipo caucásico ancestral (inclusive, com maior presença de traços mongólicos). Mas partindo do pressuposto que os caucasianos sejam muito diversos em aspecto racial, esta afirmação não se sustentaria porque, se também for comprovado que os europeus evoluíram de diferentes ramos ancestrais, tanto o puro mediterrâneo, moreno, dolicocéfalico e com rosto oval, quanto o nórdico, de mesmas características, mas com pigmentação muito mais clara, sejam ambos, representantes fidedignos de gracilização ancestral das variedades caucasianas.

Portanto, é perfeitamente possível termos uma população que seja racialmente pura (preservação das combinações fenotípicas únicas desde o primeiro efeito fundador) e geneticamente diversa, assim como podemos ter uma população que seja racialmente diversa ou mestiça e que seja mais geneticamente pura, isto é, que tenha uma menor diversidade genética provocada pela endogamia, ou seja, o casamento de familiares muito próximos que tendem a compartilhar uma maior porcentagem de ”genes” em comum.

Genialidade é uma degeneração hereditária? Mito ou verdade?

Um dos prováveis mitos sobre a genialidade é a de que se consista em uma forma de degeneração fisio-psicológica hereditária e progressiva, isto é, que o ”desequilíbrio mental” dos gênios, seja herdado de seus pais e por conseguinte, eles também passarão a ”degeneração fenotípica” para os seus filhos. Seria progressiva porque a cada geração, os defeitos do corpo e da mente que configuram o fenotípico do gênio humano, se agravariam, sobrepondo consideravelmente as suas qualidades.

No entanto, nós devemos direcionar nossas atenções para os pares de acasalamento que costumam ser atraídos por homens ou mulheres geniais. Se um casal de esquizotípicos se casarem, as chances para que a esquizofrenia se manifeste totalmente em um ou mais de seus descendentes será bem maior do que se apenas um dos pares for o portador dos ‘genes’. As pessoas são atraídas por similaridades fenotípicas, seja para o acasalamento seja para o convívio social cotidiano.

O vale do silício é um caso interessante. Pelo que parece, todo centro tecnológico, tende a atrair uma população de nerds. O acasalamento entre pares de ”geeks” ou ”nerds”, reduz a diversidade genética e aumentam as chances para o aparecimento do autismo em seus filhos. Alguns sugerem que a correlação positiva entre alto nível educacional dos pais e autismo entre os filhos, seja causado pela maior média de idade de gravidez das mulheres ”mais educadas”. Pode ser verdade, especialmente para casais que não apresentam traços de personalidade extremamente introvertida ou outras características comportamentais e psicológicas autistas. No entanto, para os casais que apresentam estas características, mediante a lógica intuitiva, tenderão a apresentar maiores chances para produzir uma criança autista. Tal como no caso da esquizofrenia, os casais com características autistas (isto é, que apresentam maior quantidade de genes que podem produzir o autismo) são muito mais propensos a terem filhos autistas do que aqueles sem essas características.

Por que as melhores pessoas do mundo raramente procriam??

Pessoas de personalidade forte costumam ser intolerantes com aqueles que lhes são ”culturalmente” diferentes.

Aqueles que são constituídos por aquilo que eu denomino como ”personalidades extremas”, tenderão a ser intensamente transcendentais. E isso reverberará substancialmente em suas predileções para o ”acasalamento”. A personalidade extrema requer:

ambientes e circunstâncias extremamente específicos para que possa florescer

e

pares de acasalamento extremamente parecidos.

Eu sou ‘portador’ de alguma forma obtusa e ainda mal compreendida de ”personalidade extrema”. E sou extremamente intolerante com as pessoas que não pensam parecido comigo. Em outras palavras, são poucos aqueles que eu posso manter algum tipo de convívio mais íntimo, ainda que me esforce de maneira sobre-humana para buscar a diplomacia entre todos aqueles que conheço superficialmente. Eu sou um típico ”buscador da verdade” enquanto que a maioria das pessoas não são. Como resultado, as minhas opções de acasalamento são muito mais estreitas do que se forem comparadas com as opções das ”pessoas normais”. O comportamento predominantemente adaptável do ser humano, se relaciona com capacidade para o ”ajustamento social”. O ”normal” ou neurocomum pode fazer muitas associações interpessoais visando o convívio social ou acasalamento.

O neurodiverso ou aquele com personalidade extrema (forte) pode fazer poucas associações interpessoais visando o convívio social ou acasalamento.

O ”normal” ou neurocomum é ”tolerante”. O ”neurodiverso” não é.

Claro que o termo ‘tolerância’ aqui, se relaciona com divergências neuro-culturais. O ”neurocomum” pode se adaptar às necessidades do seu cônjuge. Alguém com personalidade forte ou extrema, o contrário sempre será necessário.

Isto se assemelha analogicamente com os termos ”emigrante” e ”imigrante”. O neurocomum pode ser considerado como uma espécie de emigrante, isto é, ele pode ”migrar” para a maior parte das diversidades de mentes da espécie humana, especialmente, se ”estiverem” dentro do espectro de ”mentes predominantemente adaptáveis”. Em compensação, o neurodiverso  pode ser comparado ao ”imigrante”, ou seja, ele recebe as mentes que tentam se adaptar às suas necessidade ”culturais” internas.

”Neurodiversidade” = França.  ”Normalidade” = México??

As ”melhores pessoas” do mundo costumam  acasalar pouco, porque o mercado de casamento e procriação ”compatíveis”, é muito limitado pra eles. Uma pessoa extremamente complexa, tenderá a ter poucos pretendentes que possam conviver com ela. Pior. Uma das razões para a degeneração  genética geracional destes pares se dá justamente porque eles tenderão a ser muito parecidos em características fenotípicas como inteligência e personalidade. Esta forma de ”pseudo-endogamia” acarreta o acúmulo de genes dos dois lados da família, que são mais suscetíveis para expressar o fenótipo inteiro de certas condições sindrômicas como esquizofrenia e autismo.

Se condições extremas exigem ações extremas, então as pessoas de igual natureza, precisariam de um modelo intergeracional de acasalamento, para que os genes que as tornam mais inteligentes e criativas, pudessem ser mantidas na família, sem ocasionar a manifestação das condições sindrômicas em grande proporção e posteriormente provocar a degeneração progressiva. Do gênio ao deficiente mental severo.

O ideal poderia ser, o primeiro casal, um gênio e uma mulher moderadamente inteligente ou sem nenhum histórico recente de personalidades extremas.  Um terço dos seus filhos, poderiam se casar com tipos mais psicologicamente parecidos, enquanto que o restante manteria o mesmo padrão de dar preferência para cônjuges sem personalidades extremas. Este equilíbrio constante, partindo-se da lógica intuitiva, manteriam os ‘genes’ que produzem elevado perfil cognitivo e intelectual, mas também afastaria as chances de degeneração progressiva, mais ou menos parecida com os efeitos adversos que a endogamia costuma provocar.

Respondendo à pergunta do título. A genialidade pode se tornar uma degeneração hereditária progressiva se não forem tomadas atitudes no que diz respeito ao padrão de acasalamento, visando evitar que ocorra um acúmulo de ”genes”, que são benéficos apenas quando são parcialmente herdados. Os efeitos da degeneração hereditária progressiva nas famílias de gênios, se assemelham aos mesmos efeitos provocados por ”depressão endogâmica”.

Até poderíamos especular se o gênio seria um dos efeitos da depressão endogâmica e exogâmica….

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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