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Criatividade e sabedoria se resumem em pura capacidade perceptiva, as diferenças (novamente) entre inteligência cognitiva (conhecimentos específicos) e intelectual (gerais)

 

Percepção é a alma do negócio chamado conhecimento

 

No texto sobre a metáfora do Megazord para explicar a complementaridade da criatividade sobre a inteligência eu determinei que a primeira poderia ser entendida como uma peça e a segunda como o corpo do monstrengo de massinha que alegrou muitas infâncias. Neste texto ou melhor, 3 pequenos textos, eu tentarei mostrar que:

  • criatividade e sabedoria se caracterizam essencialmente pela capacidade perceptiva, divergente e convergente
  • que isso indica estilos cognitivos diferentes (e mostrarei que estilos cognitivos não são a mesma coisa que perfis)
  • e que a inteligência (personalidade+cognição), que pode ser dividida entre inteligência intelectual e cognitiva,  também pode exibir diferenças quanto às suas reverberações acumulativas de conhecimento…

Criatividade e sabedoria, percepção divergente e convergente

 

Para aprender, precisamos sentir na pele, isto é, experimentar, ou então observar. Na verdade, mesmo quando experimentamos antes de observar, é necessário fazer análises críticas em relação à experiência que vivenciamos. Os mais intelectualmente capazes tenderão a observar antes de aprender na marra, se é que a experiência de fato possa ser considerada como um forte preditivo causal para o aprendizado. No mais, os mais prováveis de aprenderem com os seus erros, com a experiência pura e simplesmente, isto é, destituída de certo e errado (observação e não julgamento), ou por meio de observações quanto aos padrões que estão a se suceder, se repetir com certa frequência e com certa coerência construtiva, tenderão a ser de sábios genotípicos, que eu já determinei como aqueles que não necessitam do acúmulo de experiências, redução drástica de um novo horizonte de novas vivências e do papel dos hormônios, isto é, a velhice, para se ”tornarem” ricos em sabedoria. A maturidade mental aparece cedo na vida destas pessoas enquanto que virá tarde na vida de boa parte dos seres humanos.

Criatividade conceitualmente lógica e/ou precisa, se consiste na capacidade de capturar percepções remotamente relacionadas ou divergentes ao contexto explicitamente lógico. A criatividade se baseia na lógica intuitiva, isto é, na extrapolação radical ou contínua porém ponderada dos pressupostos que já estão dentro do arcabouço acumulado de conhecimentos da humanidade. A criatividade é a percepção daquilo que não está explicitamente perceptível.

A sabedoria, especialmente em sua dimensão cognitiva, se caracterizaria pela capacidade de capturar e internalizar percepções convergentes, isto é, que estão mais explícitas e menos contextualmente divergentes e de acessá-las em momentos oportunos visando com isso evitar o cometimento dos mesmos erros do passado ou de se antecipar a eles, se a percepção internalizada não ter se dado com base em experiência mas em observação de padrões lógicos, isto é, não precisou experimentar visto que compreendeu antes de precisar passar por isso.

A inteligência do trabalhador, semi-escravo ou humano domesticado,  que se consistiria basicamente apenas nos atributos cognitivos, destituídos de uma grande expressão da inteligência em sua total funcionalidade e talvez, em sua funcionalidade mais caracteristicamente humana, se faz com base na inexistência da percepção ou ao menos do desprezo pela necessidade de acessá-la, se um bom trabalhador trabalha, ao invés de questionar.

Estilos cognitivos entre a inteligência (predominantemente) intelectual e inteligência (predominantemente) cognitiva

Perfis cognitivos desejam indicar a construção semântico-abstrata (isto é, que não é organicamente literalizada) de um tipo de personalidade em relação a um determinado tipo de cognição. Eles, basicamente, se constituiriam no meu novo conceito sucinto e pedante para inteligência. No entanto, para que possa ser determinado como ”inteligência”, existe a real necessidade de se analisar ou determinar a que grau de eficiência funcional esta interação (cognição + personalidade) se dará.

Estilos cognitivos por sua vez se caracterizariam pela expressão funcional, isto é, aquilo que o perfil reverbera enquanto um agente de ações reais e multifacetadas que compõe nossas realidades pessoais. O perfil portanto é uma composição meramente conceitual enquanto que o estilo é a tendência e expressão de comportamento cognitivo desta composição.

 

Conhecimentos gerais e inteligência intelectual

 

Aqueles que são bons em adquirir conhecimentos gerais tenderão a ser mais criativos do que aqueles que forem melhores para adquirir conhecimentos mais específicos. A explicação lógica de correlação entre criatividade e conhecimentos gerais se daria por causa da incubação criativa, isto é, o período de internalização de curto a longo prazo de percepções variadas para a posterior composição de novas ideias ou associações. Portanto a captura mais diversificada de percepções se consiste na matéria prima para o pensamento divergente, especialmente no que diz respeito à criação de ideias conceitualmente novas ou mesmo a emersão de associações implícitas ou que ainda não haviam sido pensadas.

São prováveis tendências hipotéticas, mas talvez o que mais importe para a incubação caracteristicamente criativa não seja exatamente o potencial intrínseco para a aquisição de conhecimentos gerais, mas a capacidade de associar ideias contextual-explicitamente ilógicas, independente da envergadura da diversidade potencial de conhecimentos adquiridos. Isso sem falar que conhecimentos e percepções não são exatamente a mesma coisa. Portanto, podemos ter polímatas que terão pobreza quantitativa e qualitativa de percepções (matéria prima essencial para a criatividade) assim como também tipos cognitivamente super-específicos como muitos autistas e que terão grande qualidade ecleticamente quantitativa de percepções, isto é, encontrar ”assunto” mesmo em uma cabeça de alfinete. Muitas e talvez, na maioria das vezes, será justamente aquilo que a maioria define como irrelevante que será mais percebido por mentes genuinamente criativas.

 

Conhecimentos específicos e inteligência cognitiva

 

Os cognitivamente inteligentes tenderão a ser de mantenedores técnicos, isto é, bons para usar a cognição na memorização de atividades que são requeridas pelo sistema. Isso exige especialização cognitiva e para muitos casos, haverá uma forte correlação entre o tipo de trabalho que executa e o perfil/estilo cognitivo. Quanto menos pessoalmente específico for o trabalho, mais provável de ser diverso em  relação às pessoas que estarão empregadas nele. Alguns trabalhos reverberarão parte essencial da cognição ‘e” personalidade  das pessoas, enquanto que outros serão mais generalistas nesta correlação.

No mais, pode-se dizer que enquanto que aqueles ”com cultura” ou ”conhecimentos gerais”, serão mais propensos a

  • entender o contexto
  •  a serem anti-sociais, especialmente em termos de maquiavelismo

… aqueles com maior predisposição para uma compilação acumulativa mais homogênea ou conhecimentos mais específicos serão mais propensos a

– não entender o contexto

– não serem anti-sociais clássicos ou maquiavélicos

 

Criativos tendem a compilar  as essências conceituais mais hierarquicamente fundamentais das ideias para que possam construir novas sem maior aprofundamento. E a tendência para terem memórias incomuns e diversificadas, não apenas em relação àquilo que coletam subconscientemente mas também em relação àquilo que se esquecem ou interpretam de maneira equivocada,  contribuirá para esta predisposição mais arraigada  na compilação heterogênea de percepções e conhecimentos ou conhecimentos gerais.

Saber um pouco de tudo

‘ou” (aspas parcial que deseja indicar relativa relatividade, 😉 )

aplicar a sabedoria em tudo, tal como eu tenho feito (e acredito que muitos sábios também o façam) e tentar entender o mundo a partir deste prisma de observação.

 

A metáfora do Megazord para explicar a relação ou complementaridade entre inteligência e criatividade

A criatividade é um complemento importante para a engrenagem maior chamada inteligência, tal como uma daquelas peças (tosse, ranger, tosse) que se encaixa em um dos monstrengos do seriado americano Power Rangers, clássico dos anos 90.

A criatividade está contida na inteligência e a segunda é fundamental especialmente depois do período de incubação criativa, quando as percepções de diversas matizes ou de naturezas remotamente relacionadas estão sendo internalizadas (talvez dentro de nossos ”subconscientes”), isto é, durante o processo de desenvolvimento destas ideias.
A criatividade, mediante algumas perspectivas, pode até ser percebida como o oposto da inteligência. Por exemplo, para se ter epifanias criativas, é necessário estar mais distraído do que o costume, sendo bombardeado por percepções de sua área de nano-interação (interação a nível pessoal ou em primeira pessoa e dentro de um ambiente de pequena envergadura ou influência, por exemplo ,quando se está dentro do próprio quarto). Em compensação, para se agir inteligentemente, é necessário alguma concentração acima da média (e todas as palavras abstratas apresentam naturezas multidimensionais, portanto, o termo ”concentração” variará de acordo com o contexto enfatizado).
No entanto, em outras perspectivas, a criatividade será melhor compreendida como uma complementaridade da inteligência. A inteligência ou seria melhor dizendo, a cognição, em seu estado mais puro, se expressará por meio do aprendizado, internalização e execução de certa tarefa. Esta que poderá ser de natureza intelectual (como decorar e/ou internalizar alguns fatos que são importantes para se lecionar história do Brasil) ou puramente técnica (manejar uma retro-escavadeira ou repetir um conjunto de diretrizes que foram verbalizadas/anunciadas). Uma peça que se encaixa em uma engrenagem maior chamado inteligência que não se consiste apenas na cognição mas também na interação desta com a personalidade e se sabe que a criatividade necessita dos dois componentes fundamentais para que possa funcionar.
A criatividade convergente ou ”pseudo”-criatividade, que eu já espezinhei em um texto longínquo, poderia ser entendida dentro deste contexto metafórico, tal como uma peça super-específica que tem a capacidade de executar uma função que se assemelha com a criatividade conceitualmente ”correta” mas que não precisa da interação com a personalidade de maneira imprescindível para que possa funcionar. Claro que a personalidade em interação com nossa cognição irá contribuir para produzir as nossas motivações pessoais. Mas esta  influência variará significativamente. Isso nos ajuda a entender o porquê de alguns virtuosos serem tão talentosos mas não serem tão apaixonados pelo que fazem.
A inteligência intelectual precisa da interação da personalidade e da cognição para que possa ser plenamente atuante e desenvolvida em seu ato de criticar e analisar.
A metáfora do Megazord para explicar como que a criatividade complementa a inteligência, a meu ver, pareceu bastante elucidativa para que pudesse ser exposta. Não é estritamente necessária e sabemos que a grande maioria das pessoas são minimamente criativas. Mas se faz necessária para que possa ocorrer o avanço do conhecimento humano se o simples fato de se encontrar novas associações de ideias de todas as naturezas, já se torna necessário o seu acesso, via incubação criativa e produção subconsciente destas ideias ou intuição.

Personalidade, cognição, inteligência e qi

Novamente, a correlação avaliativa entre qi e os componentes que compõe o intelecto humano.

QI e cognição

A inteligência como a conhecemos parece se relacionar muito bem com a cognição. A cognição se consiste nos atributos mais técnicos ou mecânicos de nossas capacidades que quando acompanhada por testes cognitivos, adquire uma contextualidade ou unilateralidade que nos faz remeter à metáforas que se relacionam ao trabalho, isto é, a capacidade de oferece-lo a partir de parâmetros pré-estabelecidos. A inteligência, mesmo a humana, existe sem a necessidade de qualquer parâmetro, mesmo a cultura. Portanto, a correlação entre qi e cognição será significativa se os parâmetros usados para a sua mensuração estão muito próximos da realidade, ao se analisar a memória, o tempo de reação, a capacidade de se fazer analogias e a de reconhecer padrões, dentre outros aspectos importantes de nossas cognições. No entanto, como eu já expus diversas vezes aqui e se consiste em uma de minhas críticas-mestras ao determinismo dogmático dos testes cognitivos, qi não mensura a ”inteligência” em um estado dinâmico, mas em um estado inerte, em uma sala qualquer de uma universidade qualquer, com lápis e caderno a tira colo, um psicólogo como um cão de guarda, um relógio cronometrando o tempo e perguntas de-contextualizadas. E isso não é ”mundo real”.

Meu modelo conceitual, diga-se, muito simples e didático de ser entendido, para a inteligência, se consiste na interação entre a cognição e a personalidade. A personalidade, nossa constância comportamental, tem grande impacto em nossa cognição. Isso ainda não quer dizer que se a isolássemos todos seriam iguais. Mas continuará tendo um grande impacto. No texto sobre os leste asiáticos e as suas primorosas capacidades de concentração, eu a defini como a habilidade de se isolar os efeitos constantes da personalidade na cognição. É como se mudássemos o som de uma música instrumental, por exemplo, aumentando alguns ritmos e reduzindo outros (por exemplo, enfatizando o som do piano em uma música multi-instrumentalizada ou orquestrada) ou como como quando modificamos as cores da tela de uma televisão. Sendo mais capazes de controlarem suas personalidades na execução de tarefas do dia a dia, os leste asiáticos também tendem a se saírem melhor em testes cognitivos, justamente por causa desta capacidade. Não é que o qi mensure esta habilidade, mas é que a mesma tende a se relacionar com aqueles que conseguem se concentrar em baterias de testes que exigem a exposição de conhecimento e que muitas vezes será extrínseco àquele que melhor apetece a personalidade de cada um. Ninguém ou a maioria não gosta de fazer testes cognitivos ou provas escolares, mas aqueles que gostam, serão mais propensos também a serem melhores na concentração para executá-los. Eu me concentro bem para escrever estes textos. Apenas uma dica de que a ”concentração” também dependerá do contexto de enfatização ou centralização.

Qi e personalidade

Algumas pesquisas tem sugerido que os mais introvertidos sejam mais propensos a pontuarem alto em testes cognitivos. Não parece ser preciso falar mais sobre isso se no texto acima eu já mostrei o porquê dos leste asiáticos, que são mais introvertidos que os brancos europeus e que os negros africanos, serem melhores, em média, não apenas nesta tarefa, mas também a qualquer outra que exija concentração, mesmo que se faça com base em assuntos que estão extrínsecos às suas personalidades. Um exemplo muito elucidativo. A capacidade asiática de trabalhar exaustivamente em empregos da indústria tecnológica, de dedicarem boa parte das horas de seus dias em atividades repetitivas e que exigem grande concentração porque necessitam de perfeccionismo, por exemplo, no encaixe de peças mecânicas. Não é que eles nasceram mais predispostos ou empaticamente recíprocos (tolerantes seria o termo mais adequado) para o trabalho repetitivo e de longas jornadas. Mas é que eles são melhores no isolamento ou neutralização da personalidade, que por sua vez nos incita para a interação interpessoal e para ”investimentos na própria felicidade” (alimentar nossas próprias existências), na dedicação extrínseca, isto é, de atividades que não estão plenamente relacionadas com as exigências pessoais. Aqueles que são mais extrovertidos ou que são mais distraídos, incapazes de filtrar os eventos e estímulos externos que são constantemente interpretados por nossas personalidades, serão mais propensos a pontuarem mais baixo nos testes cognitivos assim como também em relação a todas as outras atividades que são similares a esta, isto é, que exige a concentração.

”Eu – quero – fazer este teste, mas o céu está tão bonito nesta tarde e eu estou com a cabeça em outros assuntos”

Qi e inteligência

”Como” a inteligência poderia ser entendida como ”cognição + personalidade”, então minha constante afirmação de que os testes cognitivos meçam-na de maneira parcial se consiste em uma possível verdade, porque quando não estamos em um estado de concentração para resolver questões ”quase-escolares”, estaremos no mundo real, usando nossos atributos cognitivos e intelectuais ou com base na interação destes com a personalidade, interagindo ”de” verdade.

Todos os meus textos sobre este assunto não visam na completa negação de qualquer fiabilidade remota dos testes cognitivos em sua tarefa de acessar e expressar o intelecto humano mas no melhor entendimento de todas as variáveis que estão relacionadas e principiando por duas vias fundamentais, o realismo e a diversidade.

Aquele que é excepcional em sua capacidade de pensar criticamente, de refletir o pensamento, enfim, de ser um legítimo intelectual, não será O MAIS inteligente em comparação a todo resto, a partir de uma comparação total, porque para que pudéssemos fazer esta afirmação, nós deveríamos concluir com base em método científico exemplar, que o intelectual seria como um polímata pluritalentoso em relação a totalidade das atividades humanas que requerem o uso da inteligência, bom em tudo. E isto, ele não é.

As sociedades humanas, talvez, toda a complexidade natural, exige a cooperação de peças de diversas naturezas e todos os sistemas sociais humanos tem buscado pelo elixir da comunhão de todas essas peças visando na maximização de sua eficiência, mas tratando-os como se fossem (e de fato, infelizmente, são) ”animais” de fazenda e aqueles que detém o poder, como fazendeiros. Isso está gritando ”diversidade cognitiva”.

E o realismo, como eu já falei aqui e diversas vezes neste blogue, se dá com base na análise da inteligência no mundo real, sob todas as suas perspectivas e a partir do momento em que denominamos a cognição como inteligência, nós estaremos destituindo a mesma de seu conceito mais holístico e provável de ser assim como também enfatizando a qualidade do trabalho, tratando a todos como reles escravos semi-assalariados.

Por que que os leste asiáticos, em média, são melhores para fazer testes cognitivos?? Como que isso pode afetar as suas capacidades criativas, em média, é claro. E mais alguns ”plus” sobre criatividade…

Porque eles são melhores na capacidade de concentração.

Redefinição de concentração = capacidade de isolar a influencia da personalidade ou constancia comportamental sobre a cognição. A capacidade de se separar uma da outra para atingir um estado de neutralidade/inércia de pensamento ou na focalização de certa tarefa.

Uma das razões para que os leste asiáticos se saiam, em média (e uniformemente), melhores na realização de testes cognitivos, provas escolares dentre outras tarefas cognitivas similares, se dá justamente por causa de suas maiores capacidades de concentração, que nada mais seria, tal como eu redefini acima, na capacidade de se isolar a personalidade da cognição.

Por outro lado, uma maior capacidade de concentração pode resultar também em uma menor ‘vulnerabilidade’ para a distração, que é um preditivo essencial para a ”incubação criativa”. Esta que se consiste na alteração (voluntária ou não) do estado mental na busca por percepções incomuns ou associações remotas. Outro fator é que as pessoas criativas tendem a construir um arcabolso de internalizações (real aprendizado) diversificadas de longo prazo, que se dão justamente por causa de suas constantes tendencias para ”distrações”. Outro possível complemento é de que os leste asiáticos, em média, por causa de maior conformismo, serão menos propensos a pensarem diferente assim como também a externalizarem seus pensamentos, em relação ao grupo. As vivencias de boa parte dos leste asiáticos não irá resultar em na construção de uma arcabolso de percepções variadas e internalizadas, a matéria prima para a criação intuitiva de ideias divergentes.

Quando nos concentramos, o fazemos por duas razões

  • para neutralizar o pensamento ou torná-lo inerte, isto é, indiferente em relação aquilo que está acontecendo ”lá fora”,
  • focar em um conjunto de assuntos restritos, como fazer uma tarefa repetitiva, que exige atenção a detalhes.

Os leste asiáticos, em média, são muito bons neste tipo de capacidade, se comparados a todos os outros grupos raciais.

Ao invés de nos perguntarmos apenas o porque de serem, em média, ”menos criativos” que os caucasianos europeus (ainda que, apesar de muitas evidencias, necessite de maior e melhor investigação), também se este (suposto/muito provável) déficit não pode ter reverberado positivamente em relação a outros aspectos, partindo daquele pensamento de toda perda tem consigo um ganho, muitas vezes, impensado.

A concentração se consiste também na aglomeração da atenção em relação a alguns pontos apenas, por exemplo, se eu te pedir para que olhe para um pião rodopiando e não tire seus olhos dele até que comece a perder a velocidade.

A ”incubação criativa”, parte de um estado de ”distração” ou de foco descentralizado, o completo oposto da capacidade de concentração. Ao invés de se focalizar um pião, voce o observa, mas também tudo aquilo que está acontecendo ao seu redor, o canto dos pássaros… e pode pensar em uma associação entre ambos, seja para construir uma poesia, tipo

”tal como o pião, incessante em seu movimento circular, 

abraça o canto dos pássaros, em um mesmo movimento de criar…”

Etapas para a construção da criatividade e o porque dos criativos e dos inteligentes de não serem geniais

A criatividade é preponderante e essencialmente relevante durante as primeiras etapas da criação de ideias divergentes. Primeiramente, durante aquilo que denomino de ”incubação criativa”, assessorada pela distração, dá-se a colheita (muitas vezes ”inconsciente”) de percepções incomuns que serão internalizadas pela memória emotiva e/ou de longo prazo e que serão úteis para a construção intuitiva de ideias divergentes e potencialmente úteis. A produção de associações remotas com este arcabolso de percepções, retidas a partir de vivencias constantes, também se consiste em uma atividade puramente criativa.

O desenvolvimento destas ideias, no entanto, exigirá muito mais da inteligencia, do que da criatividade, ainda que esta continue muito relevante durante todo o processo. Portanto, os criativos não-geniais, tenderão a produzir ideias divergentes, mas sem o ”acabamento” necessário que possam torná-las ”produtos de genios”, seja para as artes, a filosofia, a ciencia ou qualquer outra área. Em compensação, os inteligentes clássicos ou mantenedores de alto nível assim como também os solucionadores de problemas de alto nível (os quase-genios), que são naturais dependentes das criações dos genios, serão melhores no acabamento destas ideias. O genio é capaz de fazer os dois, ou seja, todo o processo do pensamento tipicamente humano, criativo, intuitivo, instintivo, reflexivo e construtivo.

O que que testes de qi tem a ver com tirar leite de vaca??

Testes de qi ”aculturais” se utilizam da mesma técnica de mensuração de capacidade que é praxe nas escolas. Em outras palavras, eles medem a capacidade na realização de tarefas cognitivas que o sistema  exige (e geralmente, a maioria, se não, todas as sociedades humanas exigem, em maior ou menor grau) ou a capacidade de oferecer trabalho.

A inteligencia humana, é óbvio que não se resumirá a testes cognitivos, porque como eu já disse aqui, eles são estáticos, isto é, mensuram parte do intelecto humano em um mundo que não está movimento (e estamos a todo momento em movimento, sem levar em consideração os tetraplégicos dentre outros tipos), a partir de critérios mais ou menos neutros, como a sequencia de números ou o tempo de reação, mas que não são aplicados a contextos reais. De fato, se quisermos avaliar a inteligencia humana, devemos principiar pela

  • capacidade de detectar padrões (entender a realidade)
  • capacidade de aprendizado (uma versão sofisticada do reconhecimento de padrões)
  • capacidade de memorizar e de ser eficiente no uso deste arcabolso de conhecimentos.

Principiar e não finalizar. Se alguém é muito bom no reconhecimento de padrões em um teste de qi, isso não significa que será igualmente bom para reconhece-los em um contexto, em um mundo real.

Todos eles devem ser contextualizados, mas não apenas isso, porque não basta mensurá-los a partir de um contexto específico, porque são muitos. Seria e é interessante que o façamos também a partir de um não-contexto ou contexto neutro, isto é, universal. Ou mesmo, um contexto fluido. Eh verdade que queiramos ou não, tenderemos a responder de acordo com que as circunstancias se apresentam pra nós, assim como também, a partir de nossas tendencias mais instintivas, mais agudas de respostas, especialmente se não estivermos cientes da necessidade da reflexão ou crítica do pensamento (lembrem-se, nosso cérebro analisa, precisamos rebater as suas análises se quisermos de fato começar a pensar por conta própria). Mas isso não significa que o ser humano se consista em um ser que é essencialmente moldado por suas vivencias, ainda que o faça em muitos aspectos importantes. A vivencia existe, porque é captada e porque é um produto neuro-cultural de nossa autoconsciencia. Mas a sua existencia não é uma prova de que sejamos como um corpo-mente vazio de substancia biológica, que precisa interagir com o seu meio para que possa existir, por si mesmo. Isso não faz sentido.

Para escravos ”e” trabalhadores inconscientes (Porcamente assalariados), mede-se a capacidade de oferecer trabalho. Eh útil pra que?? Da mesma maneira que se mensura a capacidade cognitiva ou biológica na possibilidade de oferecer qualquer utilidade em animais domésticos. O ser humano não pode dar leite (sem piadas de cunho sexual por favor) como as vacas, mas pode ser usado enquanto uma espécie (muito) cognitivamente prodigiosa, ou seja, em proveito de suas capacidades intelectuais. Ele pode ser usado e é importante frisar isto.

Mas este uso é baseado em honestidade, um acordo mútuo, entre patrão e funcionário??

Tal como eu sugeri em um texto anterior, em animais ”selvagens”, mensura-se a sua capacidade de sobreviver e/ou ”se” adaptar a um determinado ambiente. Em compensação, em animais ”domesticados”, mensura-se a sua capacidade de se sujeitar as ordens de superiores ou na sua capacidade de oferecer trabalho de qualidade. A inteligencia do cachorro doméstico se dá com base em sua capacidade de resposta a bola que está sendo jogada a sua frente ou a de passar por todos os obstáculos em um concurso tolo de pessoas tolas. Também se mensura a sua capacidade de ler as intenções de seus donos e de acatá-las, quando possível.

Mas e a sua capacidade de sobreviver sozinho, de ser livre???

Os seres humanos que estão muito amalgamados pelo conforto e segurança da civilização, mas que também foram sendo selecionados para serem mais mansos, perderam as suas capacidades para solucionar problemas reais que se relacionam com a suas próprias sobrevivencias. Se tornaram demasiadamente especializados e perderam a capacidade de pensamento holístico, isto é, crítico, objetivo e transcendente. O ser humano domesticado é demasiadamente preguiçoso para pensar por conta própria, mesmo quando não parece haver a necessidade de pensamento profundo. Por exemplo, eles são tão preguiçosos, que raramente se questionam sobre as notícias que estão sendo diariamente despejadas em suas mentes.

A neutralidade contextual ou real da mensuração da inteligencia humana, parece ter um viés político subliminar ou que ainda não foi percebido por boa parte das pessoas que se dedicam a esta enfatização intelectual, isto é, a inteligencia (pressupõe-se). Ao menos em termos de inteligencia a partir de uma perspectiva qualitativa e evolutiva, o contexto artificial da sociedade em que vivemos, determina conceitualmente o ”mundo real”, isto é, pagar as contas em dia, trabalhar, casar, interagir com as pessoas ao redor, etc… Mas o mundo real, ainda que também seja o mundo criado pelos humanos, é, especialmente, aquele que está independente de nossos caprichos culturais de massa. E nós também somos reais, e ainda mais reais, quando nos vemos separados desta artificialidade.

Portanto, quando separamos a cognição da personalidade, e principiamos a análise (daquilo que restou) da inteligencia, a partir de um conjunto de obrigações técnicas, memória, tempo de reação, capacidade de aprendizado e de interação social, PARA atender perfeitamente os ditames que são enfatizados pelo sistema, nós não estaremos mensurando a mesma de maneira abrangente e objetiva, mas especialmente a qualidade do trabalho que o homem pode oferecer ao sistema, a partir de critérios lógicos de cognição, mas sem a personalidade como influencia, inclusive na construção do caráter, se o sistema precisa de uma massa acrítica, conformista e tecnicamente eficiente para que possa continuar com o seu reinado de Ciudad de Lagado.

O que leite de vaca e testes de qi tem em comum??

Qi e mundo real, analogias interessantes

Será que as pessoas de maior qi serão mais propensas a entender o mundo, literalmente, tal como realmente é ou está??

Será que as pessoas de maior qi serão mais rápidas para encontrar problemas e contradições, em seus respectivos cotidianos mas também em relação ao contexto social maior em que estão encapsuladas?? (e não apenas no seu ambiente de trabalho).

Será que as pessoas de maior qi tenderão a analisar corretamente cada notícia, em tempos de ”big mídia”, a que estão sendo expostas, para fazer jugalmentos corretos??

Este tipo de questão poderia ser aplicada ao mundo real?? Representa o mundo real??

No mundo de hoje, fala-se muito em teorias de conspiração. Algumas beiram ao ridículo, como os lagartos alienígenas de David Icke (ainda que, nunca se sabe… até agora, a meu ver, as chances de que esta teoria esteja factualmente correta, pareça se situar em torno de 2%…. Novamente, grandes chances de estar errado, mas minha mente não pode  simplesmente jogá-la na lata do lixo sem esperar por próximos capítulos).

Outras não são sequer teorias, porque se consistem em fatos, só que são politicamente incorretos. Por exemplo, costuma-se agregar (ou, as pessoas são direcionadas para esta ação) a teoria dos reptilianos com a ”conspiração dos judeus para o domínio mundial”. Tem até um desenho, os ratinhos Pink e o Cérebro, que elucida de maneira simples esta ”teoria”.
😉
No entanto, ”conspirações de grupos” acontecem a todo momento!!! Especialmente em sociedades tribalistas. Conspirações são a técnica fundamental para se fazer política nos dias de hoje e talvez, desde sempre. A competição entre famílias e indivíduos, nos ambientes de trabalho, no ambiente familiar, em todos os lugares, tende a se dar com base em pequenas ”conspirações”, em blefes. Mentimos, mentimos muito, consciente e inconscientemente. Apresentamos o que temos de melhor durante nossas interações interpessoais ou sociais e a maioria, joga pra baixo do tapete, aquilo que ”não lhes convém”.
No entanto, uma grande proporção de pessoas das quais  identificamos como ”mais inteligentes”, rirão da sua cara quando lhes disser que acredita em um ou duas ”teorias de conspiração”, que não são realmente ”teorias”, mas que foram propositalmente colocadas no mesmo rótulo para serem desacreditadas.
Em um mundo ”ideal” (ou forçadamente ideal), os mais inteligentes deveriam superar os medianos e os menos inteligentes em todos os quesitos que estão diretamente relacionados com o básico da existencia
-sobrevivencia
-adaptação
-reprodução
Mas eles não fazem. Se a idealização da inteligencia, tal como a conhecemos, não está funcionando, então devemos pensar qual que poderia ser a razão para esta situação, onde que aqueles que são premiados com status intelectual a partir da ”meritocracia” moderna, não são, em média, capazes de entender o mundo em que vivem e de agir com base neste entendimento, ou seja, o básico da existencia!!!
O meu palpite é que a inteligencia, que é parcialmente capturada em testes cognitivos, não leva em consideração a influencia da personalidade. Talvez fale disso separadamente em outro texto, com novos desdobramentos (eu gostei desta palavra, rs), mas por agora, eu vou dizer aquilo que tenho desenvolvido sobre o assunto. A personalidade é a constancia comportamental enquanto que a inteligencia, é a interação da parte técnica, cognição, ou seja, de nosso cérebro, de nossas capacidades puramente cognitivas, em relação a ”personalidade”, que literalmente falando, se consistiria na consciencia corporal semantica e sinestésica ( com base em fatores hormonais, fisio-cerebrais, corporais, etc) e que por sua vez, estarão acopladas para a interação com o mundo de fora. Nossa clausura natural. A inteligencia, portanto, é uma resposta a problemas (se quiser enfatizar por este prisma) ou a busca por soluções, que se faz com base na interação ”cognição + personalidade”. Personalidade é constante, internamente variável ou plástica, que chamamos de temperamento e ou comportamento, ainda que não sejam os mesmos, porque o temperamento desemboca no comportamento (o temperamento externalizado, literalizado), tal como os rios que desembocam em oceanos. A cognição, é a nossa capacidade mecanica ou cerebral de responder a uma multitude de eventos das mais diversas naturezas, ao passo que a inteligencia é o uso integrado de ambas, cognição e personalidade. Em estado de descanso, todos nós podemos usar nossas capacidades cognitivas mais ”puras” ou de natureza técnica. Mas geralmente, por causa de nossa constancia comportamental ou personalidade, ao ficarmos diante de uma bateria de testes cognitivos, seremos modulados pela interação da mesma sob a cognição.
Seria interessante pensar se não poderia existir uma espécie de sincronização de cognição e personalidade e se isso não poderia se localizar dentro do espectro da sabedoria.
Os testes de qi, segundo os seus maiores entusiastas, são a representação fidedigna de inteligência e portanto, pessoas com grandes pontuações no mesmo, serão capazes de aplicar este conhecimento, especialmente a partir do fator (psicométrico) g, ou capacidade para encontrar padrões, no mundo real. Em outras palavras, os psicometricamente inteligentes terão menor chances de cometer erros em suas análises do que os demais. Mas isso não parece estar acontecendo. Na verdade, parece que os mais inteligentes, segundo estes critérios, são em média, mais propensos, não apenas a cometer estes erros mas também a compartilhá-los via hierarquia sócio-cognitiva, muito semelhante à fictícia república de Lagado.
Os psicometristas, ou, boa parte deles, interpretam o conceito de ”mundo real”, com base em suas próprias perspectivas de ”seres contextualmente adaptados”, que nascem premiados com o tipo ideal de interação cognição+personalidade e que terão grandes chances de passarem com louvor pelas etapas meritocráticas unilaterais (confucianas) que o sistema construiu. Em suas cabeças, a partir do momento em que as pessoas de maiores capacidades psicometricamente cognitivas, forem melhores, em média, na adaptação ao contexto moderno e ‘civilizado” em que estão, então isso significará que a mesma analogia também poderá ser aplicada a todo resto. O mundo real para essas pessoas não é principiado pela  observação por todos os poros da relação ”homem e meio”, mas fundamentalmente, pelo  homem, em sua capacidade de oferecer trabalho de qualidade ao sistema. Eh como mensurar a capacidade de uma vaca de produzir leite ou de um boi de produzir ”boa carne”, não se está analisando inteligencia, em todas as suas perspectivas, mas a capacidade de ”formigas operárias” para atenderem ao sistema a que estão (sendo) subjulgadas. Este tipo de análise parte de uma série de pressupostos
– a inteligencia é apenas uma tendencia para respostas mecanicas que estão diretamente relacionado com o trabalho industrial ou ”atividades repetitivas”, que são requeridas pelo sistema,
– portanto a inteligencia não é uma constante, em igualmente constante interação com a personalidade,
– personalidade não influencia a cognição, ‘porque são dois elementos conceituais separados’ (a personalidade não é parte da cognição).
Será que a maioria de nossos gênios psicométricos são realmente capazes de entender o mundo, principiando pela capacidade de adaptação e/ou sobrevivencia??
Então vamos agora imaginar alguns exemplos retidos dos testes de qi, dentre outros testes psicométricos, só que aplicados na vida real
Sequências de números
0,1,3,6,10
Objetividade
Mesmo em uma ilha deserta, existem inúmeras distrações que poderão custar a vida daquele que habita este local hipotetizado. Portanto, há de se principiar por uma clara objetividade de ideias, ideais (ideias futuristas, que poderão ser transformadas em ações construtivas de longo prazo), ações, de curto a longo prazo, interpretações semanticas e ações. Quanto mais claras, precisas e abrangentes forem todas essas particularidades, maior será a capacidade de se mitigar perigos em qualquer ambiente.
 Vivemos em um labirinto mental. Pressupõe-se que ”o mais inteligente”, a partir desta perspectiva ou sabedoria, será também o mais apto para perceber a realidade que se encontra escondida.
Exemplo de aplicação do reconhecimento de padrões lógicos no mundo real a partir da tal ”teoria de conspiração sobre a dominação mundial de um certo povo”.
Algumas dezenas de milhões de pessoas que estão cultural e geneticamente relacionadas, ”dominam” (isto é, sua ínfima elite) a maior superpotencia de nossa era e por tabela, o resto do mundo.
”Para saber quem te governa, voce precisa  descobrir quem você não tem permissão para criticar” Voltaire
Este grupo, também detém o poder em todas as demais nações ocidentais mais poderosas e ainda em relação a superpotencia da atualidade, ”a mais poderosa”, esta tem grande influencia no resto do mundo, por causa dos meios de comunicação modernos e também por sua exuberancia suavemente totalitária.
Alguns amadores debatedores lhe perguntará ”como pode ser possível que uma população tão pequena, possa ser capaz de dominar uma nação de 320 milhões de almas”**
Ou é desonesto (isto é, sabe da verdade mas prefere esconde-la e negar diante de ti que concorda com os seus pressupostos), ou é estúpido e por causa do seu ”preconceito” (negativo), prefere defender aquele que está acusando de fazer isto ou aquilo (claro, menos o homem branco, este voce pode depenar a vontade).
Apenas fale sobre padrões hierárquicos, que não há a necessidade de domínio de cada pedaço de um país para dominá-lo, basta dominar os pontos mais hierarquicamente importantes. Por exemplo, voce não precisa ter o controle de cada pedaço do Brasil para dominá-lo, basta dominar as principais metrópoles (São Paulo e Rio de Janeiro) mais a capital federal, para que possa ter o controle de quase todo o território, ainda mais em tempos de globalização, onde tudo está mais conectado.
Associações verbais ou semânticas
”baixas taxas de natalidade nativa está para redução populacional nativa assim como imigração de massa está para substituição demográfica”
ou
”islam está para intolerancia assim como liberdade está para ”viver em um ambiente sem a tal religião da paz” ”.
Mundo real, contextualizado.
Para falar sobre os dois temas acima, ou melhor, para entende-los, existe a necessidade mínima de se ter real conhecimento em
– demografia
– estatística básica
– história
– pensamento lógico-dedutivo
– pensar na mãe e na sua própria liberdade.
Apenas pelos discursinhos de prezinho que predominam nas ”humanidades”, especialmente sobre o segundo exemplo, pode-se perceber que a relação entre ”capacidade de associação semantica ou verbal a partir de uma perspectiva real” e ”maiores pontuações em testes de qi verbal”, não parece ser assim tão significativa, se em cada departamento de ciencias humanas nós vamos encontrar uma quase unanimidade em relação aos pressupostos docemente totalitários que se consiste o pseudo-socialismo coletivista oligárquico.
Inteligencia não é apenas cognição… que não é apenas qi.
Os hormonios também podem estar tendo um grande papel para a castração voluntária de muitos destes ”humanistas”. Eles só querem um mundo melhor, mas seus hormonios, os impedem de conseguir visualizar de maneira coerente este tal ”mundo visionário de igualdade e properidade coletiva”.
Tempo de reação
O tempo de reação se relaciona guturalmente com
– capacidade de se antecipar a ocorrencia de problemas, diga-se, que em sua maioria serão estúpidos,
– capacidade de se praticar justiça ou evitar a injustiça,
– múltiplas utilidades cognitivas como ser ágil em debates,
– capacidade de sobrevivencia.
Exemplo das eleições no brasil
Ainda existem muitos seres delirantes que continuam a acreditar na inocencia candida do desgoverno atual que imola este país, que é desgraçado desde o nascimento. Em outras palavras, o lobo já lhe mostrou que deseja comer a sua carne fresca e gorda. Já disse pra que serve o seu nariz grande, suas orelhas de abano grandes, sua boca grande, suas mãos peludas e grandes, e já está afiando o garfo, babando e olhando com cara de psicopata pra voce. E, só pra não perder o hábito de ser sacana, o lobo ainda está lhe fazendo cair em confusão ao afirmar que não pretende fazer aquilo que seu próprio corpo está sinalizando, está dizendo.
 
se olha como prostituta, se veste como prostituta, ganha dinheiro com sexo, então é o que??
Muitos ”genios psicométricos”, pelo que está parecendo, não costumam ser muito bons na hora de reagir. O fazem em um sala fria, quando tem um conometro ao seu lado, que está sendo manuseado por um psicólogo. Em um mundo real, onde pensamentos e ações tomam forma real, impactam pessoas ao redor e mesmo em outros continentes, o fulaninho genial é mais lerdo que uma tartaruga de greve.
tempo de reação ainda para
contradições
‘é socialista mas gosta de tomar caviar”
quer igualdade. mas usufrui da desigualdade.
Isso deveria ser simples.
Se diz que é uma coisa, mas faz outra, então isso se consiste em uma clara contradição e deveria ser motivo de repúdio, no mínimo, para começo de conversa, por pessoas que são verdadeiramente racionais.
E as diferenças entre estar adaptado e/ou de ser cognitivamente inteligente (mas não em termos de personalidade) e de ser adaptável
Os ”mais adaptados” são conscientemente melhores para o ato de se adaptar ou modular o comportamento para aderir as exigencias ambientais??
Não.
A maioria daqueles que ocuparão posições laborais confortáveis em ”nossas” sociedades ”modernas”, já terão um belo de um empurrão por parte da ”mãe”-natureza ao nascerem contextualmente perfeitos para seus respectivos macro-ambientes sociais. Eh como se fosse um animal não-humano que estivesse perfeitamente adaptado ao ambiente onde vive, ao seu hábitat. Portanto, quando ”é o ambiente, que por um sopro de sorte, ”te seleciona” ”, isso não se consistirá em uma qualidade reativa, isto é, uma capacidade, mas uma vantagem apessoal, que lhe foi dada pelo novelo de circunstancias favoráveis.
O talento ao nível do genio para a adaptação, independente dos contextos naturais que se apresentarem, encontrar-se-á fortemente presente em
psicopatas de alto funcionamento
e
sábios.

Reciprocidade é essencial para o altruísmo…assim como também para predisposições comportamentais (cognitivas) ou limites de tolerabilidade

.. a habilidade de tolerar algo… é a mesma de ser habilidoso.

”Caindo de amores” pela geografia, pela física ou pela filosofia….

Predisposição comportamental, genes-espelho, nível de tolerancia ”e” ”ou” empatia.

Meu nível de empatia em relação a matemática é psicopático….

Se exposto a um certo estímulo ambiental, qualquer um precisará nutrir alguma empatia ou reciprocidade ao estímulo para que possa converte-lo em algo de valor, pessoal ou coletivamente transferível.

Vamos imaginar que uma pessoa esqueça a sua carteira recheada de dinheiro (notas de 100) e voce a encontra em um banheiro baldio de uma rodoviária limpa, de uma metrópole brasileira limpa. Então, consegue encontrar o telefone desta pessoa dentro da carteira e liga para avisar que está com os seus pertences. Tudo acaba bem, uma camera filma os dois no momento da entrega da carteira esquecida ou perdida e todos da nação ficam histéricos porque algumas pessoas conseguem ser honestas. Isso é reciprocidade. O ato de devolver com a mesma moeda uma determinada atitude. O mundo seria um lugar melhor se pudéssemos ser comportamentalmente sincronizados. Não seria exatamente como a lei de talião, olho por olho, dente por dente, quase isso, porque seria muito mais sofisticado, sempre na tentativa de evitar a injustiça.

E a ideia de reciprocidade não se aplica apenas ao comportamento altruísta mas também a interação humana em relação ao seu meio. Isto quer dizer, em tudo. E como não haveria de ser, também em relação a nossa cognição, a parte técnica da inteligencia, assim como também em relação a nossa personalidade, a parte indiretamente técnica da mesma.

Portanto, quando voce é exposto a um conhecimento e não consegue ”cair de amores” por ele, nem ”nos primeiros encontros”, nem a longo prazo, então o seu sistema corpo-mente estará tentando lhe dizer de todas as maneiras, que não consegue sentir empatia para que possa internalizá-lo. Seus genes-espelho não sentem empatia por ele. Claro que a paixão pelo conhecimento, apresentará uma variação de intensidade, onde que entre os tipos mais medianos, não será suficiente para faze-los de super-especialistas no assunto ainda que isso não significa que tenderão a  nutrir empatia. A empatia parcial também se aplica as nossas capacidades cognitivas.

Ou tal como um boomerang, existe a necessidade de se ter empatia por aquilo que se está estudando para que possa no mínimo, ter algum conhecimento, ainda que superficial, em relação ao mesmo. Precisa ter uma relação de reciprocidade. Do contrário, forçar algo que não é nem 10% natural, se consistirá em sofrimento intelectual ”ou” cognitivo (dependendo da natureza do material exposto).

Se é muito alto, não poderá ser ginasta. Se é muito baixo, não jogará basquete, se é bonito, será apreciado, e se for belo aquele que o ve, será recíproco, se está nublado, é possível que chova, se está com sol, é possível que se esquente, se é emocionalmente inteligente, é possível que aprenda com os sentimentos, se é autoconsciente, é possível que aprenda consigo mesmo, se não caiu de amores pela matemática, nem depois do casamento forçado, chamado escola, é provável que se separem antes do prazo ”estabelecido” por seus superiores, se sorri, outros poderão se contagiar, o instinto humano, ainda que atrasado e alargado, entre a ação e o seu reagir, não é mágico, pois mais parece com o movimento das ondas, é plástico porém lógico, se subjetiviza ao relativo, mas sempre parte de construções objetivas, nosso corpo, nosso pulsar, nosso respirar, nosso pensar, nosso agir e nosso refletir, nosso ser humano. O subjetivo é a negação da clareza, é o de negar a verdade e principiar por sua estreiteza, sua versão incompleta, seu espelho quebrado, seu Deus com apenas um dos lados de seu rosto e de seu olhar.

Empatia ou tolerancia (tolerabilidade)

Empatia e tolerancia não são a mesma coisa porque quando se tolera algo, isso quer indicar que se está suportando esta situação, enquanto que a empatia se externaliza por meio do altruísmo e reciprocidade. Portanto, gostamos da empatia, mas toleramos a tolerancia, 😉 .

Tolerancia se relaciona com a não-ação, o ato de se conter mediante certa situação enquanto que a empatia se consiste na tendencia de agir, mesmo que em pensamento, auto-projeção como primordial atitude empática.

Se está agindo e gosta desta ação, então está nutrindo uma relação recíproca de empatia com a mesma. Se estabelece uma relação de simbiose entre voce e esta situação, pensamento, domínio cognitivo etc… No entanto, quando se está tolerando a ação de terceiros ou até mesmo, quando está sendo forçado a agir de tal maneira, sem ser algo natural, como ir a uma festa, sendo um introvertido tímido, então não se consistirá em empatia, mas em tolerancia ou como eu  gosto de chamar, ”tolerabilidade”, a capacidade de se tolerar.

Para cada ação, nós teremos um conjunto variável de limites tanto para praticá-la natural e empaticamente, quanto para tolerá-la. E isso se aplica a todo comportamento humano. Portanto, a importancia dos genes-espelho, a meu ver, não será apenas na empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, mas na capacidade de estabelecer uma relação de reciprocidade cognitiva, isto é, relacionado a estímulos ambientais. Isso nos ajuda a entender o porque de algumas pessoas serem naturalmente capazes para expandir os seus respectivos conhecimentos em relação a um certo domínio (ou gamas de domínios) cognitivo, como a matemática, ou a geografia ou a filosofia, por exemplo.

Ciencia popular. Como que a maioria parece entender e como que é….

40% dos canhotos são esquizofrenicos***

Eu já comentei sobre essa pesquisa que foi realizada pela Universidade de Yale e que descobriu, por meio de uma pequena amostra, que 40% dos pacientes esquizofrenicos escreviam com a mão esquerda. A relação entre canhotismo e predisposições psicopatológicas já parece estar bem documentada. Claro que correlação não significará totalidade. A maioria dos canhotos não serão de ”doentes mentais”, mas haverão muito mais deles dentro desta população do que em relação aos destros.

O que mais me chamou a atenção quando li essa pesquisa e quando vi a sua repercussão, foi a maneira estúpida com que foi transmitida pelos ”repórteres especialistas” e como que as pessoas, em média, a entendeu, incluindo aí muitos canhotos.

A relação entre canhotismo e desordens de muitas naturezas, pode ser comparada a mesma relação desta segunda com o sexo masculino. O diferencial do testosterona. Pelo que parece, as pessoas que denominamos como normais ou neurotípicas, tenderão a apresentar uma distribuição normal de hormonios. Em compensação, os neuroatípicos, até aqueles que de fato padecem de condições mentais (e que afeta todo o corpo) sindromicas, seriam muito mais propensos a apresentarem disfunções ou abnormalidades (contextuais) hormonais, ou seja, muito testosterona ou muito pouco testosterona… , sem levar em consideração a interação com os hormonios ”femininos”. Talvez, não seja apenas uma correlação neste caso, mas sim uma causalidade organica, pois se há qualquer disfunção hormonal, isso também significará uma disfunção mental. Os hormonios modulam nosso comportamento. Homens com mais testosterona, presume-se, que se serão mais masculinos em seu temperamento, comportamento e cultura neurológica (a cultura pessoal que construímos com base em nossa inteligencia ou cognição+ personalidade). Mulheres com menos testosterona ou com mais estrogenio e progesterona, serão, em média (ou não, isto é, outra possível causalidade organica) mais femininas. O testosterona é o responsável pela maior estatura dos homens, suas maiores variações em personalidade, inteligencia e características psicológicas e em seus traços extras como maior quantidade de pelo no corpo, o próprio penis. O testosterona é uma mutação extra que produz o homem. Sendo uma mutação, então será esperado que cause maior diversidade ou aleatoriedade (limitada) de resultados. E o canhotismo aparece como um destes bio-produtos e que por si só também resultará em uma diversidade de tipos. O testosterona pode atrasar certos desenvolvimentos no útero (ou, como pode ser possível também, já na concepção, se produza um ”script” de desenvolvimento, ou seja, a vulnerabilidade epigenética, ou roleta russa natural, pode ser herdada, já durante a fase primordial da formação da vida) ou adiantá-los. Homens competem mais entre si porque são mais variáveis enquanto que as mulheres, em termos de cognição e personalidade, serão mais parecidas e portanto, são menos propensas a competirem, da mesma maneira, extremista, com que os homens tendem a fazer. Onde tem contraste, haverá mais competição, que no entanto, é interessante notar que, além da competição entre tipos distintos, também haverão competições dentro dos grupos similares, visando o topo da hierarquia. Então temos ‘melancólicos versus extrovertidos’ mas também temos ”extrovertidos versus extrovertidos’.

Pesquisadores fazem uma ”descoberta’. Profissionais ”especializados” (ou nem tanto) da mídia transmitem a descoberta para os leitores que por sua vez, poderão socializar essas ideias em seus cotidianos. O resultado se aproxima da imagem acima, a famosa brincadeira do ”telefone sem fio”. Nesta brincadeira, o primeiro comunicador passa uma informação, que será deteriorada, de boca em boca, até chegar completamente diferente na última criança que irá ouví-la. Portanto, temos o exemplo deste estudo.

”Dos 140 pacientes esquizofrenicos, de um clínica, 40% reportaram escrever com a mão esquerda”

”Os canhotos são mais propensos a serem esquizofrenicos”

”Os canhotos são mais esquizofrenicos”

”A maioria dos canhotos são esquizofrenicos”

”40% dos canhotos são esquizofrenicos”

”canhotos e esquizofrenicos são sinonimos”

e por aí…

Quem irá ter a amável curiosidade de ler o bendito estudo**

Poucos. E mais, muitos tecnicamente inteligentes, farão parte do grupo que absorvem notícias sem questioná-las. Por isso que eu já comentei aqui que eles podem ser muito perigosos, ainda que não façam de propósito.

Portanto, o pesquisador, e é muito comum na psicologia, lança um conjunto superficial de informações sem detalhá-las, que será transmitida de maneira literal por jornalistas e que por sua vez será socializada de igual maneira entre o público que foi exposto a ela.

Então vamos estimar qual que seria a real proporção de esquizofrenicos entre os canhotos e entre os destros.

Vamos estimar, por meio da população americana, que é de 320 milhões de indivíduos (e cada vez mais moreninhos). 10% dos americanos são canhotos ou 32 milhões de pessoas. 1% dos americanos são esquizofrenicos ou 3,2 milhões de pessoas. Vamos, primeiramente, utilizar a porcentagem encontrada neste estudo que foi de 40% de canhotos entre os esquizofrenicos analisados. 40% de 3,2 milhões é igual a 1,28 milhão. Agora vamos aplicar a regra de 3. 1,28 milhão está para x assim como 32 milhões está para 100% ( o total de canhotos em números absolutos que vivem nos EUA).

32 milhões – 100%

1,28 milhão – x

4%

Portanto, partindo dos resultados encontrados, 4% dos canhotos seriam de esquizofrenicos.

Agora vamos estimar o percentual de destros esquizofrenicos.

288  milhões de destros – 100%

1,92 milhão de esquizofrenicos destros – x

0,6%

Mas como eu não sou bobo nem nada, eu duvido que o percentual de esquizofrenicos canhotos seja tão alto quanto 40% dentro do grupo dos esquizofrenicos e 4% entre os canhotos.

Meu palpite é que o percentual será em torno de 20% de canhotos entre os esquizofrenicos e 2% de esquizofrenicos entre os canhotos.

Sem levar em consideração as diferenças entre canhotos ”puros” e os canhotos ”mistos” ou ambidestros.

A diferença essencial entre verdade objetiva e verdade subjetiva ou abstrata e a relação entre alta inteligencia intelectual, pensamento abstrato e mal adaptação

Voce pode ver uma pedra e descreve-la corretamente partindo de simples observação. Mas quando falamos de abstração então a subjetividade de interpretação aparecerá porque se consiste em uma extrapolação do mundo literal, direto ou real, que será mais diverso e com vários caminhos que poderão ser (unilateralmente) enfatizados. Imaginemos novamente que estejamos diante de uma pintura incompleta. A pintura incompleta a sua frente se consiste na literalidade da observação direta, especialmente se for feita sem qualquer afetação neuroinstável. Eh uma verdade objetiva, por razões óbvias, já delineadas anteriormente neste blogue. A capacidade que temos de extrapolar coerentemente ou nem tanto uma realidade literal percebida, se consiste no princípio do pensamento abstrato ‘e” do metafísico. Se a pintura é de um cenário bucólico com uma estrada de chão, rodeada por matas de pequena envergadura e ralas, um céu meio carregado, anunciando chuva e algumas árvores esparsas, então nós podemos imaginá-la completa a partir destes padrões já estilizados por mãos hábeis e artisticas.

A necessidade da literalização e precisão da verdade subjetiva
O mundo diretamente percebido e sem extrapolações estatísticas, numéricas ou semanticas, esconde o desdobramento abstrato do espaço e do tempo, onde que apenas um indivíduo, por exemplo, já será alvo de uma multitude de interações e reagirá inúmeras vezes a elas como reciprocidade instintiva direta (ou emotiva) e indireta, que parte de conclusões reflexivas. A possibilidade de captar este conjunto recorrente de situações, entre o agente e o seu meio, é uma demonstração de pensamento abstrato, que visa entender o mundo a partir de cenários estipulados ou previstos, assim como também de analisar o passado, por meio da história. Todos os animais não-humanos estão predominantemente inseridos dentro de um cenário instintivo onde que a capacidade de abstração se encontrará quase que impossível de ser produzida, porque o pensamento instintivo remete ao presente, onde que o espaço e tempo são percebidos a partir da ótica da verdade objetiva, ou seja, de maneira literal, direta e sem qualquer grande e complexa extrapolação de cenários futuros, expandidos (que podem ser muito bem exemplificados por intermédio de mapas) ou que se encontram fora do tempo cronológico imediato.

Relação entre inteligencia, pensamento abstrato e mal adaptação
As pessoas mais inteligentes, em alguma dimensão e especialmente em relação a dimensão da inteligencia intelectual ou interativa (semantico-abstrata), são mais perceptivas em relação aos acontecimentos que se entrelaçam diante de suas fuças, em termos qualitativos e quantitativos. Isso significa que eles percebem o mundo por uma maior qualidade e isso também quer indicar, maior lentidão de atitudes e maior tempo gasto na reflexão e ruminação. Eu já mostrei aqui que existe uma lógica relação entre essas tendencias e um maior intelecto. Mas agora, parece que consegui encontrar um jeito (com base em pura intuição) de explicar como que isso poderia afetar a capacidade de sobrevivencia e sucesso reprodutivo dentro deste grupo mas também em vários outros grupos de ”mais inteligentes”.
Mentes mais simples e menos complexas, são mais primitivamente (ou primordialmente, para ser menos tendencioso) instintivas, isto é, agem mais do que pensam. Em compensação, os muito inteligentes, especialmente a partir da capacidade de pensamento abstrato ( a extrapolação da realidade diretamente percebida ou objetiva), são muito mais propensos a refletir mais do que agir. Os menos inteligentes tem mais dificuldades para ver o mundo de interações que o rodeiam e isso explica em partes suas menores capacidades empáticas e também, associativas (diretamente relacionada com capacidade cognitiva ou cognição). Se não existe um mundo imaginário de axiomas, regras, ideais e pensamentos de muitos tipos a rodeá-lo, então ficará mais fácil agir e é exatamente isso que os menos cognitvamente complexos fazem, eles agem. E isso explica o porque da inteligencia elevada, especialmente a mais complexa, ser mal adaptativa a partir deste contexto competitivo com cepas mais simples. Porque para os menos intelectualmente inteligentes, suas ações estarão vinculadas as suas necessidades instintivas, mais intimamente animais, nomeadamente a reprodução.
Os cognitivamente mais avançados mas destituídos de complexidade intelectual ou abstrata, também seguirão esta tendencia, justamente por serem o equivalente dos tipos mais primitivamente instintivos, com maior atenção e menor carga emocional ou instintiva.

”Inteligencia’ entre os generos

Homens mais masculinos tenderão a ter a testa em formato quadricular. Seu queixo também será mais pontudo e seu semblante menos socialmente convidativo. Os olhos serão menores, apontando para menor proporção de traços de natureza neotenica. As mulheres mais femininas apresentarão o tipo de rosto quase que o oposto do ”mais masculino”, visto que sua testa tenderá a ser menor e em formato arredondado e as feições mais gracilizadas ou menos robustas. Homens também serão mais propensos a terem rostos mais largos e robustos do que as mulheres. São médias, lembre-se sempre disso. E eu também estou usando em excesso os termos ”tendem”, por alguma razão…

Mesmo que esta imagem abaixo esteja mostrando um homem de rosto relativamente menos masculino, ainda se pode notar com grande consistencia as diferenças marcantes dos rostos mais comuns em mulheres e os mais comuns em homens (que serão relativamente raros de serem encontrados no sexo oposto).

Inteligencia e  estereótipos que podem ser factuais com a realidade 

As profissões onde existe um predomínio de um dos generos, nos sugere que certas habilidades e tipos de personalidade serão mais comuns entre homens do que entre mulheres e vice-versa, ainda que fatores culturais tenham um papel, dependendo da profissão, que poderá ser menos ou mais relevante. Por exemplo, na medicina. No passado, por causa de razões puramente culturais, as faculdades de medicina eram quase que exclusivamente masculinas (como quase todos os outros departamentos de ensino superior). Com a emancipação feminina, o percentual de médicos homens foi se reduzindo drasticamente e hoje em dia, me parece que são as mulheres que predominam ligeiramente nesta profissão, ao menos nas faculdades. Como existe uma panaceia de profissões que se relacionam com a medicina, então ainda será relativamente complicado sugerir que exista igualdade ou mesmo superioridade das mulheres, porque por exemplo, um dermatologista, será, em média, é claro, o profissional de uma profissão menos cognitivamente exigente, se comparado com um cirurgião ou um neurocientista. Em compensação, em algumas profissões como a de físico ou engenheiro, o percentual de mulheres, ainda que também tivesse aumentado em relação aos anos mais agudamente patriarcais, não atingiu a mesma proporção como no caso da medicina (muito menos, diga-se). Aí cabem voces meus leitores, decidirem se será sempre bom que as mulheres consigam superar os homens ou se não estaremos sendo injustos com o sexo ‘forte”. Outro exemplo bastante elucidativo se dá justamente nas humanidades, onde que parece existir um predomínio feminino entre os estudantes, porque justamente numa das faculdades mais dificeis deste departamento, a filosofia, esta prevalencia não acontece. Em compensaçao, nos departamentos de psicologia e educação, há uma clara dominação feminina. Ninguém está obrigando as mulheres a escolherem por esta ou aquela profissão ou faculdade (em média). No entanto, o percentual delas que decidem fazer faculdade de filosofia é muito mais baixo do que em comparação as outras ciências  humanas. A filosofia, além de ser uma das faculdades mais difíceis das humanidades, também é uma das menos ”femininas”, de natureza puramente analítica (ainda que tenha sucumbido a subjetividade política moderna que transformou as humanidades em piada pronta, em partes isso é verdade!). Também é interessante pontuar que parece não haver um grande predomínio de professoras universitárias, mesmo nas humanidades. Há um certo equilíbrio, que não se repete em faculdades de ciencias exatas.

Como foi mostrado no gráfico acima, e qualquer professor atento e perceptivo também poderá constatar, os homens apresentam uma distribuição de inteligencia técnica mais ampla e heterogenea, com menos deles entre os tipos medianos de inteligencia (técnico-quantitativa ou qi) e uma maior proporção entre os mais e os menos inteligentes, a partir destes critérios psicométricos. Em compensação, nós temos uma distribuição quase que oposta entre as mulheres, com mais delas entre aqueles de inteligencia mediana do que entre os de maior ou menor inteligencia. Se o currículo escolar está projetado para as médias coletivas de cada contexto geográfico, então isso nos ajuda a explicar em partes porque tantos meninos são mais acometidos por dificuldades de aprendizagem ou que são mesmo menos cognitivamente inteligentes do que seus pares do sexo oposto. Isto é, mais meninos e rapazes tem mais problemas na escola, de diversas naturezas, mas principalmente de personalidade arredia e de cognição, enquanto que, coletivamente falando, as meninas costumam se sair muito melhor. Parece um pouco óbvio que o fator testosterona está tendo um papel crucial em praticamente todas as diferenças de genero. O testosterona que é a mutação que produz o homem, nos faz (nós homens), mais mutantes do que as mulheres. Isso explica a prevalencia masculina em todos os ramos mais extremos de comportamento, da liderança a criminalidade, do gênio ao estúpido, do altruísta ao psicopata. Em compensação, o XX feminino, parece ter muitas vantagens tais como uma saúde mais equilibrada e menor incidencia de problemas psiquiátricos. As mulheres podem ser comparadas aos leste asiáticos. Ambos apresentam maiores médias de inteligencia técnica, são mais saudáveis, mais pacíficos (em tempos de paz’) e menos socialmente dominantes. Em compensação, para ambos os casos, existe uma falta de talento criativo da mais alta estirpe, assim como também de todos os males que o excesso de testosterona pode causar. Ainda que existam discussões sobre se os leste asiáticos tenham mesmo menores níveis de testosterona, em média, e que os métodos de medição dos hormonios sexuais, ainda necessitem de melhorias, muitas das características corporais que tem predominado no grupo, parece sugerir superficialmente que detenham menores valores do hormônio masculino . Há de se ressaltar sobre a distribuição cronológica do testosterona e sua variação a nível diário. Homens leste asiáticos, em média, podem até ter mais testosterona circulante do que os europeus caucasianos e os negros africanos, mas esta distribuição, diária e a longo prazo, parece se dar de maneira mais equilibrada, que explicaria a tendência para o tipo de comportamento menos histrionico entre eles.
Em uma faculdade de educação infantil, especialmente para o jardim de infância, há um grande predomínio de mulheres.

Em compensação, em profissoes que exigem grandes habilidades técnicas ou de natureza puramente espacial, há um claro predomínio masculino. Os homens e especialmente os tipos mais cognitivamente masculinos (incluindo aí as mulheres mais masculinas), são muito melhores para construir casas ou consertar qualquer dispositivo mecânico do que as mulheres.
No entanto, vivemos em tempos de estereotipofobia. A sabedoria popular, mais dualista e menos detalhista que sempre imperou no passado, foi substituída por mentiras ”brancas”. As pessoas continuam discriminando a verdade e preferindo por ilusões que melhor lhe aquecem os corações, mas a conta sempre chega e alguém terá de pagá-la.
É complicado sugerir que os homens sejam naturalmente propensos a serem superiores, em média, às mulheres no quesito cognitivo. Bem, nós temos as guerras para mostrar que esta afirmação aforistica está equivocada em muitas de suas perspectivas mas não em todas . A própria inteligência, se consiste em uma definição conceitual carregada de emoção e de critérios relativamente arbitrários que desprezam a imagem maior, que é complexa, diversa e contextual e se delimita a partir de considerações unilaterais, tal como os crentes no ”design inteligente” que desprezam o processo doloroso que torna possível a perfeição da natureza ou o seu produto final, também fazemos algo parecido em relação às correlações sobre inteligência, ao desprezarmos os reais fatores ambientais ou circunstanciais que geralmente terão grande impacto por nos encapsularem e limitarem nossas ações, que também serão fortemente influenciadas por nossas biologias comportamentais . Você não precisa negar o ambiente para crer no determinismo natural da genética. Nós mudamos pouco e mesmo quando somos mais inconstantes, isso não quer indicar que não exista a ação dos genes na modulação desta predisposição, a plasticidade comportamental humana não nega a predominância de nossas predisposiçoes genéticas, não teria como, quem crê no determinismo behaviourista é um crente inconsciente, que acredita em uma superioridade excepcional do ser humano, como se fossemos divinos. Não precisamos de divindades particulares para sermos excepcionais.  Todas as pseudo-lógicas populares da modernidade cairão por terra neste blogue.
Talvez a superioridade absoluta do homem sobre a mulher se dê apenas nos nichos mais significativos de capacidade cognitiva. Por exemplo, entre os sábios, é provável que haverão menos mulheres do que de homens. Há uma incidência diminuta destes fenótipos na populações humanas de qualquer maneira. A humanidade é super estimada, homens e mulheres também. Talvez fosse melhor mudarmos o foco e ao invés de nos questionarmos sobre ”quem é o mais inteligente”, nos perguntássemos sobre ”quem é menos estúpido”, faz mais sentido.

Ainda que seja provável que de fato  exista essa predominância masculina, o coletivo também é muito importante e apenas pela proporção de gêneros na criminalidade  já nos mostra que tal superioridade a partir de um viés unilateral  não se sustenta quando aplicamos as múltiplas perspectivas. Homens e mulheres são complementares e um poderia aprender mais com o outro se fossem mais sábios. De todos os países oficiais, muito poucos são aqueles em que as mulheres viverão menos que os homens. As mulheres sofrem menos pressão psicológica do que os homens nas sociedades humanas, ainda que também sejam cruéis com elas. Também não restam dúvidas quanto aos maiores níveis de empatia feminina. É verdade que as sociedades estão fortemente tendenciosas no favorecimento dos homens em relação às profissões de maiores ganhos materiais bem como também de realização profissional. Eles valorizam mais quem produz do que quem cuida. Também é verdade que ainda existe muito preconceito negativo por exemplo quando uma mulher ocupa um cargo de liderança. Mas isso não prova que os gêneros não  se difiram em termos de personalidade e cognição, ainda que essas diferenças sejam causadas pelos processos de seleção natural que continuam a operar dentro dos ambientes antropomorfizados. Muitas mulheres brilhantes tem dado as suas contribuições à sociedade, das mais diversas maneiras. E não é necessário ter um intelecto portentoso para fazê-lo visto que em comunidades das redes sociais que são especializadas no cuidado com os animais não-humanos de tez doméstica,  há um predomínio significativo de mulheres cognitivamente medianas que dedicam parte de suas vidas na mitigação do sofrimento desnecessário de animais não-humanos indefesos rente à anomalia humana.
Como eu sempre falo aqui, ”menos emoção irracional, mais razão e ponderação” na hora de se falar sobre esses assuntos. Nenhum grupo de seres humanos será infinitamente superior ao outro, todos, de todas as naturezas, apresentarão forças e fraquezas, serão imperfeitos.

Homens também serão mais propensos a terem rostos mais largos e robustos do que as mulheres. São médias, lembre-se sempre disso. E eu também estou usando em excesso os termos ”tendem”, por alguma razão…

Mesmo que a primeira imagem esteja mostrando um homem de rosto relativamente menos masculino, ainda se pode notar com grande consistencia as diferenças marcantes dos rostos mais comuns em mulheres e os mais comuns em homens (que serão relativamente raros de serem encontrados no sexo oposto).

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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