Arquivo de Tag | autoconhecimento

Por que a filosofia é tão importante??? A necessidade imprescindível da inteligência intelectual para compor o gênio de todas as estirpes. E a hierarquia da filosofia, do sábio ao agente subjetivo da filosofia

O ato mais caracteristicamente humano é o de pensar reflexivamente e portanto se consiste no ato de praticar a filosofia, principiando pelo autoconhecimento (a técnica mais importante da autoconsciência), pela prática da harmonia ou o ato de harmonizar (filosofia prática) e pela investigação analítica sobre a fenomenologia que nos cerca e que nos abarca.

Portanto, ao refletirmos nossos pensamentos estaremos agindo da maneira mais humana possível visto que isto se constitui em uma  impressão digital de nossa singularidade mental. Competir e agir instintivamente com base em emoções são resquícios de nosso ”passado”, nem tão passado assim, de um período em que éramos mais próximos dos primatas não-humanos mais evoluídos. O ser humano é aquele que melhor sabe sujeitar (parte) (d)as intempéries ambientais que o circunda, aos seus caprichos, por meio da antropomorfia geológica e natural, isto é,  meio natural. O próximo passo será o de administrar estes dois mundos, natural e modificado, assim como também a si mesmo, administrar-se, gerindo suas reações ao refletir de maneira precisa, coerente e diplomática, isto é, sábia, antes de fazê-lo. Eu acredito que a cultura tenha um importante papel na modulação parcial, superficial das mentes, mas também existe a necessidade de evoluirmos organicamente, isto é, mantendo o caminho evolutivo em que os mais sapientes possam se reproduzir em maior número, especialmente em relação àqueles que teimam em nos manter presos ao seu domínio primitivo. Uma maior proporção de pessoas sábias entre nós significará uma menor necessidade de reforçar o básico do comportamento pró-social holisticamente harmonioso bem como também pela ênfase no pensamento crítico, questionador e útil na expansão do conhecimento e dimensão de vivência humanos.

Esquerdismo como a ideologia extremista do antropomorfismo

Deus está morto porque é o  homem que é um Deus

A minha angústia ao ver os esquerdistas, em média, lidando com os problemas humanos, desprezando a natureza animal de nossa espécie e seus respectivos desdobramentos geográficos, isto é, ”tendências” comportamentais dos diferentes grupos humanos, me mostra que eles estão a desconsiderar tola e completamente o fato mais do que óbvio quanto à nossa condição de animais e que tal como toda a fauna terrestre, que agirá de acordo com esta realidade universalmente compartilhada, de sermos uma continuidade da vida animal e não como uma bolha bio-coletiva que de tão evoluída, não mais encontrar-se-á submetida à natureza, visto que somos nós que supostamente a submetemos aos nossos caprichos. Não nos livramos da natureza tal como a maioria dos esquerdistas devem acreditar, visto que esta continua a pulsar em nossos centros vitais e permanecerá assim mesmo se a revolução antropomórfica via robótica nos modelar completamente à imagem e semelhança em relação às máquinas que temos construído para desafiar o meio natural e nos salvaguardar de seus perigos.

A essência filosófica do esquerdismo mais parece se basear em uma cultura pseudo-autoconsciente em que, em um mundo ideal, nos poríamos a gerir nossas atitudes de maneira racional. Mas se nem os próprios esquerdistas (e desprezem o nem, foi apenas uma força de expressão previamente equivocada) estão plenos de seu autocontrole então vamos imaginar rapidamente como que esta realidade se mostraria à boa parte dos seres humanos.

A necessidade imprescindível da inteligência intelectual para compor o gênio de todas as estirpes

Todo o gênio que foi merecidamente reconhecido, em ao menos alguma particular dimensão, questionou sobre os postulados estabelecidos e compartilhados dentro de seu meio social. Todo o gênio para que possa desenvolver, revolucionar uma determinada área, precisa criticar, pensar que aquilo que é entendido como a verdade do momento, poderia ser melhor do que é, precisar usar o seu intelecto, ser um intelectual.

A criatividade que tem como fundamental finalidade a utilidade e não apenas no simples ato de transgredir com qualidade, por exemplo, dentro do mundo altamente subjetivo das artes e mesmo dentro de muitas áreas do pensar filosófico, precisa, mesmo antes da incubação criativa, se basear no pensamento crítico, reflexivo e filosófico. Se não no pensamento, ao menos ou fundamentalmente na sensação/necessidade intrínseca de analisar e criticar, quando possível.

A técnica singularmente humana de reagir ao ato de existir, o pensar reflexivo e filosófico em sua primazia, é essencial, imprescindível para a manifestação do gênio verdadeiro.

A hierarquia da filosofia, do sábio, o filósofo natural, ao agente subjetivo da filosofia

A filosofia em seu conceito mais puro se consiste no ato de buscar pela sabedoria, por intermédio do pensamento reflexivo, crítico e que vise na melhoria da realidade compartilhada e percebida.

O sábio se localiza no lugar mais alto da hierarquia deste ramo fundamental da existência humana, visto que se consiste no filósofo natural, antes mesmo de ser um filósofo per si. Enquanto que a filosofia se consiste na busca pela sabedoria, o sábio se consiste naquele que a vivencia, visto que já nasceu predestinado para interagir deste modo com o seu meio, como resposta de sua natureza biológica. Portanto, o sábio ao nascer filósofo, não precisa sequer buscá-la pelo exercício da filosofia, j[á que a vivencia de maneira tão íntima, natural, mesmo nos seus pensamentos mais profundos.

No segundo degrau de cima pra baixo desta hierarquia piramidal, o filósofo, o agente objetivo da filosofia, se encontrará. E mais perto do chão, boa parte daqueles que atualmente denominamos como ”intelectuais” e filósofos serão encontrados e os denomino como agentes subjetivos da filosofia, isto é, que aderem ao pensar filosófico especialmente em termos de estudos biográficos dos pensadores que melhor lhe aquecem os corações, mas que não principiam suas respectivas caminhadas filosóficas a partir da busca pelo ato filosófico per si. Muitos destes são demagogos assim como também encontraremos muitos oportunistas que se apropriam da abrangência e relativa subjetividade, riqueza de campos de estudo, da filosofia, para produzir ideologias ao invés de buscar por aquela que é a mais característica da própria filosofia, isto é, a sabedoria.

Por incrível que possa parecer nem todo sábio que será um intelectual, porque é provável que para que possa sê-lo em todo o seu potencial, seja necessário a genialidade existencialista e filosófica e não apenas a naturalidade sábia. por exemplo, Osho foi um gênio ou um sábio**

Para termos real noção perceptiva do gênio filosófico precisamos vê-lo em ação na administração das sociedades e creio eu que se Osho fosso colocado na presidência de seu país, é provável que introduzisse um sistema muito similar àqueles que predominam nas sociedades mais socialmente avançadas do Ocidente, ou seja, não muito diferente da ênfase em relação à cultura de pseudo-autoconsciência que tem resultado em tantos problemas para essas nações, não apenas por causa da imigração em massa, mas anterior a isso.

Sábios sem o brilho vívido da genialidade filosófica é provável que transformariam suas nações em metafóricos fogos quase apagados de tanta parcimônia, em locais onde o talento e o destaque passariam a ser taxados de pecados do que de virtudes. São especulações e talvez esteja parcialmente errado quanto a isso, assim espero, 🙂

Confissões de um nunca-adolescente, astutamente indolente

A dádiva de se nascer incompleto

A dádiva de nascer incompleto. incompleto, criança pra sempre, que pulou a adolescência, que é um pequeno prodígio, que suas habilidades aterrissaram pueris em tenra idade, e não mais evolui por sua cognição, o faz com base no intelecto, aquilo que lhe restou, incompleto, que com seus pés descalços, olha infantil e pra sempre o fará, desenvolve a infância, sem nunca superar a barreira da ”vida adulta”, amadurece na simplicidade, arrogância vulcânica e passageira, na pureza lasciva de ser a sua eterna esperança de uma vida ”adulta”, pequeno em seus passos, potente em suas asas, continua a imaginar o impossível, a sempre ver o lado bom, e a estar espantado com a obscuridade  humana, a de ser o incompleto sábio, que vive do lado de fora da realidade contextual, que está fora dos muros do castelo, o observa por um teleférico ou balão de pensares, navegares por mundos nunca dantes pensados, se sente amado por sua dádiva, a de ser único, solitário e transeunte de perguntas e teorias, incompleto, que parou antes que todos, que não cresceu mais, que precisou ser capaz de se inventar, no desolador descompasso de seu pulsar, de sua vida intrepidamente interrompida, neotenica de alma, anciã de sabedoria, se criativiza para sobreviver a si próprio, é um constante conflito, um ínfimo universo ativo dentro de ti, o filho que sempre será, pervertido em seus passos mais animais, de certo que tudo conspirou contra o singular, e veja só, que lindo, teus grandes olhos testemunha noite e dia a contradição de ser uma aberração, mais anomalo que o bípede insano regular e ainda mais humano, mais particular, porque o auto conhecer é toda a hora, a cada minuto, vislumbrar o próprio instinto que troca luvas por sapatos, os pés pelas mãos, que é tão artificial do que uma torre parisiense ou uma obra de arte, e tal qual, duro de ferro ou de material, apenas observa os tropeços habituais de sua sina humanidade.

Filho do fenômeno, filho sem pai

filho d da raridade, filho sem pai nem mãe, filho que nasceu do fenômeno, da singularidade, do milagre ou padrões únicos, filho sem família, sem eira nem Beira, que não tem conchavos, que não é de uma máfia de genes, que é livre, até demais, que é louco em ser o contraventor-mor, que contradiz contradições, que é o fogo forte de um corpo fraco, que sente que todo o dia é diferente, que se sente e sempre se sentirá como um vento solitário, que de repente, faz balançar folhas de bananeiras e continua a sua caminhada, só.

Paixões são certezas e nós lutamos por elas

paixões são certezas, nós lutamos por elas, quando lutamos por nós mesmos, refletimos como um espelho aquilo que nossos neurônios se identificam de Imediato, racionalizamos a emoção e isso se chama ideologia, misturamos o pensamento racional para enfeitar nosso instinto sem filtro, que se expressa sem ser perguntado, nosso ponto fraco, nossas indissolúveis vaidades, transformadas em argumentos, nos enganamos e queremos enganar a todos, não pensamos pelos outros, em direção a neutra razão, mas para dar um sentido lógico à nossa vaidade essencial, e é por isso que ainda não deixamos a infância, como macacos-crianças, idealizamos, cristianizamos as virtudes transformando-as em metafísica, porque não podemos abandonar a nossa própria sombra chamada paixão, auto empatia em cada pseudo debate, mostrar-se mais do que fazê-lo sem compromisso tendencioso, não são fogueiras de egos, são salas cheias de espelhos, a verdade também está dentro de ti, mas tu és apenas parte da realidade. todos nós agimos como pequenos totalitários quando usamos nossas mentes prodigiosas para vender o próprio produto, a nós. ”Me compre, venha comigo, me adore, eu sou mais eu, que se dane a verdade ou a harmonia de todas as magnitudes de verdades, as pequenas e múltiplas peças que a compõe, eu sou um planeta e tudo gira em torno de mim, eu não vou equilibrar minha força aos outros planetas e produzir uma harmonia de sistemas solares ou lunares, e é por isso que eu só posso vos dar o meu caos chamado egoísmo alienado”.

O conhecimento dos próprios limites é a sabedoria

o conhecimento dos próprios limites é a sabedoria, a verdadeira e derradeira educação . a vida pode ser de um enriquecer profundo, mas especialmente para quem nasce curioso e ávido para obter seus maiores tesouros, sua procura é natural e algumas descobertas  se fazem com base no atropelo, de tanto procurar, tropeça naquilo que tanto almejava, ninguém nasce pronto, nasce potencial, para melhorar a si mesmo, construir seu próprio castelo, único, de tamanho certo, encomendado pelos deuses do mistério, lobotomia esta que chamam educação, acreditam que o sentido da mudança se faz ao natural, mas é certo que transformações não são nada sem a participação do essencial, a essência, que não podemos aumentar o tamanho de montanhas tímidas ou de modificar o estado da água, além daqueles que já conhecemos, que tudo obedece a limites e que o ser humano e seu comportamento, obedecem às mesmas leis que regem as formas inanimadas de existência, que a física prova nossa imutabilidade relativamente maleável, que tem muros que jamais poderão ser superados, transpostos. Que não há nada de errado em aceita-los, é pra isso que existe a criatividade ou adaptabilidade. o adaptar é modificar positivamente as duas forças que estão em constante atrito, o conjunto de variáveis inanimadas e abstratas, frutos do pensar complexo de criaturas bizarras e as variáveis biológicas que compõem essas pequenas Nações de um só cidadão, estes universos em ebulição pueril, que todos nós somos. Somos físico,e temos limites próprios assim como também possibilidades, conscientes ou não. que bom, não somos iguais, somos únicos ainda que estatisticamente aglomeráveis. A relatividade prova a existência de múltiplas perspectivas, mas certos olhares são quase tão abrangentes e corretos quanto toda a comunhão de todos estes, são hierarquicamente relevantes . Alguns olham com tamanha precisão, que faíscas de antemão, se projetam como deleite de sua enormidade enquanto capacidade de acerto. a educação não tem como princípio fazer-nos senhores de nossos próprios destinos mas de nossas obrigações enquanto ferramentas relativamente dispensáveis do sistema, que corrompe todos os nossos sentidos, enquanto que clamamos pela vida, liberta porém com responsabilidade, a maior de todas as formas de educação é o autoconhecimento, é o verdadeiro ato de evoluir enquanto ser humano, de também  ser útil pra si, e será pelo conhecer dos próprios limites que se poderá mensurar o tamanho de cada corpo e de seu potencial mais evidente. o meio não dita quem eu sou, minha adaptação é constante e talvez inconsciente, meu espectro de aprendizado não é infinito, eu preciso tatear cada parte do meu ser de pensamentos, de atividades. eu sempre monto  um novo quebra cabeças, mas minhas peças são as mesmas, minha comunhão de variáveis biológicas, as peças que precisam ser conectadas às minhas é que podem variar muito, eu dou a minha assinatura de interação a esta constante construção. o ambiente não sou eu, ainda que como o poeta morto vivo, este profundo místico e atipicamente racional, o empiricista das paixões, possa considerar-me como copiador compulsivo da realidade, do ambiente por si mesmo, de espelhar minhas ações a ele e de tentar espezinhar cada ponto de ruptura, meu sistema é supra-perfeito, porque busca a fidedigna representação da realidade.

O gênio é a consciência de si mesmo…

Onde nasceste este olhar singular,
Tem profunda consciência de si,
O gênio,
Vê-se por uma lupa e se busca ao longo de seu caminho , conhecer-se mais e mais,
Ama a vida porque também tem grande consciencia de sua beleza,
Que se esconde no recôndito de sua aspereza,
Se manifesta pelo sangrar de sua nobre tristeza, oh gênio de ti, senhor de sua própria dimensão!!
Tem zelo e ama espelhos, adora sua doce e indescente imagem, seus defeitos de sua aparelhagem, sabe-se e gosta daquilo que ve,
Teu olhar é de uma narrativa única, teu toque não pode ser comparado, nada em ti é popular, não está bem distribuido, pois se concentra em si, tudo aquilo que transmite, que queira traduzir, de sua alma rara e tua fera, teu demônio de fogo, de paixão a lhe dominar,
É o mais anomalo dos horizontes, um humano impossível, será?? Não se pode ter uma multidão deles, porque apenas um sol, que pode iluminar de cada vez, mas será mesmo??
O humano se penteia rente ao espelho, o gênio se enxerga e diz ”eu sei!! Eu se de mim!! E como sei!! Sei tanto que já não sei mais se eu sou este compacto ou se sou um contínuo pacto com Deus e sua natureza, um fenômeno, como toda vida e sua certeza de ser!!”
A intuição do salto ou do rugido, a mesma que o faz reproduzir sua destreza, inata, tão sua que nem sente o trabalho de senti-la, apenas vive, e é assim porque se ama tanto, precisa mostrar-se ao mundo, mesmo que seja apenas ao teu mundo, esta explosão interna de existir.

Verdadeira técnica para ficar mais fenotipicamente inteligente

Sofisticada crença fantasiosa inventada por alguns seres humanos tecnicamente inteligentes. Só que não… Voce não pode ”aumentar a sua inteligencia” por meio de ”treinamento”.

”Existem” dois tipos de inteligencia. A primeira é a genotípica, ou seja, ”aquela” que nasce com voce. A segunda é a fenotípica, que se consiste naquilo que voce faz com a sua inteligencia genotípica.

Capturamos informações do ambiente para

– sobreviver,

– interagir,

– melhorar o ”fitness” de sobrevivencia (e a melhor maneira se dará por meio do princípio filosófico da auto conservação)

– e ou procriar…

A inteligencia fenotípica pode e quase sempre será melhorada por meio da sabedoria (e não necessariamente por meio de todo perfil, que caminhará por se basear no melhoramento do ambiente de interação, o altruísmo per si e não apenas para vantagem pessoal) , a técnica de interação que se baseia na capacidade de se fazer as melhores escolhas para uma variada e diversificada panaceia de situações, do cotidiano, do nano ao macro nível de interação. A capacidade de manipular os fatores ambientais ou circunstanciais a seu favor, de maneira que possa conservar a sua existencia ou mesmo, melhorá-la.

E a sabedoria pode ser acumulada por meio de técnicas ou conhecimento, que são percepções racionais e funcionais que foram capturadas primordialmente por mentes inteligentes. A educação se baseia justamente nesta tentativa de se passar essas técnicas para a população. No entanto, a escola despreza completamente a existencia da diversidade cognitiva dos seres humanos e como resultado ao invés de contribuir para aumentar realmente, no mundo real, a inteligencia fenotípica da população, ela está sendo usada para fins de domesticação e organização desigual da produção e posterior enriquecimento material assimétrico de bestas psicopáticas.

Eu já mostrei nos textos ”cultura da genialidade” e ” Ensinando criatividade…”, que a mais primordial manifestação cognitiva da inteligencia humana é a autoconsciencia e que portanto, partindo deste viés, a única maneira de se melhorar literalmente a mesma, se dará com base em seu desenvolvimento (e posterior autoconhecimento).

Portanto, todas essas bobagens de ”aumentar o qi por meio de treinamentos mentais” não se consistem na verdadeira possibilidade de se alargar a inteligencia fenotípica, mas no desdobramento de um equívoco bem conhecido pelos leitores deste blogue, a dogmalogia determinista do qi.

As técnicas que eu demonstrei nos dois textos acima, podem ser muito úteis na melhoria de sua vida.

Conversar mentalmente consigo mesmo e especialmente como maneira de se evitar pleonasmos, seguir a moralidade objetiva, buscar ampliar a sua percepção e quase sempre buscar pela moderação ao invés do extremismo…

”Aumentar qi” não existe no mundo dos reais!!

Alfas, betas, omegas, sigmas… + teoria da desintegração positiva de personalidade de Dabrowski

987

Nível I: integração primária ou primitiva. Representa um nível caracterizado por diversos graus de integração. Um contínuo de severamente integrado a moderadamente integrado ao frouxamente integrada. Dabrowski referiu-se aos indivíduos mais rigidamente integrado como psicopatas (um pequeno número de pessoas) e do indivíduo menos integrada como a pessoa média. Dabrowski colocado ambos os subtipos no Nível I.

Estas citações descrever a sua abordagem:. “Um grau bastante elevado de integração primário está presente na pessoa média; um elevado grau de integração primário está presente no psicopata, a mais coesa a estrutura primária de integração, a que apresenta menor possibilidade de desenvolvimento; quanto maior for a força de funcionamento autónomo, estereotipia, e actividade habitual, menor será o nível de saúde mental “(Dabrowski 1964, p.121).

“Os indivíduos com algum grau de integração primitiva constituem a maioria da sociedade” (Dabrowski 1964, p. 4).

“Entre as pessoas primitivamente integrados normais, diferentes graus de coesão da estrutura psíquica podem ser distinguidos” (Dabrowski 1964, p. 66).

Nível I é caracterizado por muito pouco ou nenhum conflito interno. O indivíduo é o conteúdo que suas ações são próprias e que não experimentam conflitos internos sobre os seus valores ou suas ações na vida. Assim, Nível I é caracterizado como um nível harmonioso, “a ignorância é felicidade.”

Nível II – desintegração uninível: Este é o primeiro nível caracterizado pela desintegração, o processo pelo qual o desenvolvimento ocorre: O desenvolvimento requer uma quebra da integração inicial de Nível I, geralmente através de crise: “Todo autêntico processo criativo consiste em ‘afrouxamento”, esmagamento “da antiga realidade cada conflito mental está associado a perturbações e dor; cada passo em frente no sentido da existência autêntica é combinado com choques, dores, sofrimento e angústia”

Nível III: Espontâneo Desintegração Multinível: Nível III é o primeiro nível de conflito vertical ou multinível, o verdadeiro motor do desenvolvimento humano, porque o contraste entre conflitos inferiores e superiores sugere uma direção de desenvolvimento – desenvolvimento vertical. Compare isso com os conflitos no Nível II – são horizontal e, nesse sentido, não existe uma solução de desenvolvimento, pode-se optar por ir para a esquerda ou para a direita, mas não para cima, esta escolha de desenvolvimento ainda não é visto pelo indivíduo no nível II.

Nível IV: Organizado Desintegração a vários níveis: A principal característica que distingue este nível é o funcionamento do terceiro fator e o papel crescente do eu em desenvolvimento. Os conflitos não são movidos por experiências da vida (e, portanto, são espontâneas), o indivíduo passa a buscar volitivamente e ativamente contradições na vida e na sua própria estrutura e comportamento de valor. Dabrowski também chamado este nível “Dirigido” de Desintegração multinível.

Nível V: Integração secundário: A característica distintiva de Nível V é uma integração harmoniosa. Os conflitos de desenvolvimento são mais e que o indivíduo é o conteúdo em sua auto e na sua personalidade ideal. A pessoa é plenamente humano e possuindo uma personalidade indivíduo único. Seu conflito interno se foi porque eles estão confiantes em sua hierarquia valor escolhido, em sua hierarquia escolhido de objectivos (metas) e seu comportamento está de acordo com esta estrutura de valor. Conflitos internos verticais pararam. Conflitos externos são atendidas com uma orientação positiva e de desenvolvimento.

Fonte http://positivedisintegration.com/levelIandII.htm

 

A teoria da desintegração positiva da personalidade de Kazimiersz Dabrowski é uma das mais interessantes e elucidativas daquelas que já li dentro da psicologia cognitiva. Partindo de sua base teórica em que a humanidade se encontraria dividida em ”níveis de autoconsciencia”, da individualidade ou ”nível 5” a psicopatia ou ”nível 1”, que seria o grupo menos autoconsciente (ainda que não concorde com esta máxima, mesmo que não esteja essencialmente errada e talvez redija um texto refutando esta parte), iniciarei uma breve mistura ou sobreposição desta teoria em relação aquela que nos divide mediante categorias de capacidade de dominação e adaptação, do alfa ao omega (e outros mais), especialmente em relação aos homens.

Eu sempre pensei que os grupos alfa, beta e omega, fossem os principais e talvez únicos grupos neste tipo de categorização, mas por meio de um site que vi muito recentemente, eu percebi que estava equivocado e que na verdade, existem mais de 3 divisões, muito interessantes, diga-se. Ainda que mediante uma categorização mais resumida, se possa englobar os tipos menos conhecidos a um dos 3 tipos, achei melhor manter e usar esta divisão mais abrangente que encontrei.

Esta divisão foi realizada, surpresa, por um blogueiro HB’D, Chateau Heartiste. Definitivamente não vou com a cara dele assim como também do Lion of Blogosphere, por razões similares. Ambos são obcecados por hierarquia, não aquela que os filósofos gregos propuseram na época clássica, mas em relação as hierarquias ”modernas”, que apenas aquele tipo de homem com excesso de testosterona, seria capaz de dar atenção, sem nenhuma crítica razoável a séria, a hierarquia sexual e a hierarquia social.

Então vamos a divisão proposta…

 

Alpha: O alfa é o, de boa aparência cara alto que é o centro da atenção tanto masculino e feminino. A estrela clássica do time de futebol que está namorando a líder de torcida mais bonita. O executivo de negócios bem sucedido com o belo, elegante, loira, esposa tamanho zero. Todas as mulheres são atraídas para ele, enquanto todos os homens querem ser ele, ou pelo menos ser seu amigo. Em uma reunião social como uma festa, ele é geralmente o, cara carismático alto dizendo auto-lisonjeiro histórias para um grupo de mulheres atraentes que estão ouvindo com interesse. No entanto, alphas está interessado apenas em mulheres, na medida em que eles existem para a gratificação do alfa, física e psicológica, eles são realmente mais preocupado com o seu estado geral do grupo.

Parceiros sexuais durante a vida média = 4x +.

Beta: Betas são os de boa aparência caras que não são tão uniformemente atraente ou socialmente dominantes como a Alpha, mas são, no entanto, confiante, atraente para as mulheres, e fazem bem com eles. Na festa, eles são amigos do cara alto que apareceram com o álcool e que estão flertando com a camada de um mulheres e alegremente emparelhar-se com a camada de duas mulheres. Betas tendem a realmente como as mulheres e visualizá-los de uma forma um pouco otimista, mas eles não têm um monte de ilusões sobre eles também. Betas tendem a ser feliz, seguros de si mesmos, e estão acima de qualquer coisa sua alfa quer fazer. Quando se casam, não é raro para uma mulher que foi uma das ex-namoradas do alfa.

Parceiros sexuais = Médio 2-3x vida.

Delta: O cara normal. Deltas são a grande maioria dos homens. Eles não podem atrair as mulheres mais atraentes, para que eles costumam apontar para as mulheres de segundo nível com sucesso muito limitado, e teimosamente resistem prestar atenção a todas as mulheres do terceiro nível que estão confortavelmente em sua liga. Isso é irônico, porque deltas seria quase sempre mais felizes com seus equivalentes do sexo feminino mais próximos. Quando um delta não conseguem pousar uma mulher de segunda linha, ele está constantemente com medo de que ela vai perder o interesse nele e, não raro, levá-la na própria perda de interesse teme por sua dança non-stop de atendimento em cima dela . Em um ambiente social, os deltas são os homens agrupados em grupos, cada um deles fazendo uma incursão ocasional para várias pequenas gaggles de mulheres antes de bater em retirada quando o contato visual direto e respostas envolvidas não são próximas. Deltas tendem a colocar o sexo feminino em pedestais e têm expectativas excessivamente otimistas deles; se um homem rhapsodizes sobre sua cara-metade ou é um inveterado White Knight, ele é quase certamente um delta. Deltas como mulheres, mas encontrá-los misterioso, confuso, e às vezes são secretamente um pouco de medo deles.

Parceiros sexuais durante a vida média = 1-1.5x

Gama: O introspectivo, o incomum, o pouco atraente, e muitas vezes o amargo. Gammas são muitas vezes inteligente, geralmente sem sucesso com as mulheres, e, não raro praticamente invisível para eles, os suplentes gama entre colocando as mulheres em pedestais e odiando todo o sexo. Isso depende principalmente sobre se uma mulher atraente aconteceu a notar sua existência ou não naquele dia. Introspectivo demais para seu próprio bem, gamas são os homens que obcecar sobre as mulheres individuais por longos períodos de tempo e fornecem as fileiras dos stalkers, ex-namorados psico-ciúmes, e os autores de terrivelmente romântico burlesco rimas. No caso improvável de que eles estão na festa, eles são, provavelmente, no canto resmungando sombriamente sobre o comportamento de toda a gente lá … às vezes a si mesmos. Gammas tendem a ter um relacionamento adoração / ódio com as mulheres, a direção atual do que está diretamente ligada à sua situação presente. No entanto, eles são rejeitados sexuais, e não rejeitados pela sociedade.

Lifetime sexual parceiros = .5x média voluntária

Omega: A verdadeiramente lamentável. Omegas são os perdedores sociais que nunca foram no jogo. Às vezes, assustador, às vezes danificado, muitas vezes à nora, e sempre indesejável. Eles não estão na festa. Ele nunca teria passado pela cabeça de ninguém para convidá-los em primeiro lugar. Omegas são ou totalmente indiferente às mulheres ou odiá-los com uma fúria homicida borderline.

Lifetime parceiros sexuais <2

Sigma: O forasteiro que não joga o jogo social e conseguir ganhar-la de qualquer maneira. O sigma é odiado por alphas porque sigmas são os únicos homens que não aceitam ou pelo menos reconhecer, no entanto a contragosto, sua dominância social. (NB: Alphas absolutamente odeio a ser ridicularizado e um sigma muitas vezes pode irritar um alfa fazendo nada mais do que sorrir para ele.) Todo mundo está vagamente confuso com eles. Em uma situação social, o sigma é o homem que pára em breve para dizer Olá a alguns amigos acompanhados por uma menina de Nível 1 que ninguém jamais viu antes. Sigmas como mulheres, mas tendem a ser de desprezo deles. Eles são geralmente considerado estranho. Gammas muitas vezes gostam de pensar que são sigmas, sem compreender que sigmas não são rejeitados pela sociedade, eles estão no topo da hierarquia social, apesar de sua recusa em jogar pelas suas regras.

Parceiros sexuais durante a vida média = 4x +.

Lambda: Aqueles homens que têm literalmente nenhum interesse em relações sexuais entre homens e mulheres convencionais. Eles têm claramente a sua própria hierarquia de tipos, mas eu não posso dizer que eu sei muito sobre ele outra do que parece de alguma forma envolver os jovens, pesos livres, e bigodes.

Parceiros sexuais durante a vida média = 10x +

Fonte http://alphagameplan.blogspot.com.br/2011/03/socio-sexual-hierarchy.html

 

Mediante esta divisão, o que temos** Os psicopatas e sociopatas de alto funcionamento que ocupam o topo da hierarquia piramidal de ”nossas” sociedades mesquinhas, burras e conflituosas, são considerados como os melhores seres humanos enquanto que alguns dos mais virtuosos (nada de virtuoso, mediante uma perspectiva cristã) são simplesmente renegados a categorias pouco lisonjeiras.

Boa parte dos alfas, homens e mulheres, na minha nada humilde opinião, não são apenas imprestáveis a sociedade, e especialmente ao tipo de sociedade que realmente visa a valorização do indivíduo e a evolução real da humanidade, mas também são perigosos, porque são a manifestação, o eco de primitivismo animal, primata, mais intenso, que predomina em ”nossas” ”brilhantes” sociedades humanas.

Eu vou falar nos próximos textos (aguardar) o quão ‘brilhante’ tem sido o intelecto humano até agora, assim como também sobre o papel sempre problemático dos ”alfas” como a barreira natural que impede a harmonização, a prática real da filosofia, visando acabar ou ao menos reduzir significativamente todos os conflitos que corroem nossas frágeis existencias.

Mediante uma visão retrógrada, atávica da vida humana, pode-se dizer que o mais dominante será o melhor, mas não evoluímos (ainda que debilmente) em todo este tempo para fazer esta conclusão medonha não acham*

Apenas aqueles que tem uma cabeça atávica que poderiam concluir este tipo de imbecilidade sem qualquer crítica. O pesadelo das ”escolas” que eu tenho falado várias aqui, onde toda a sorte de virtuosidade é tratada como lixo, enquanto que toda a sorte de aparencias tipicamente psicopáticas, são tratadas como especiarias, está representado não apenas por esta divisão mas também no mundo real, onde vemos com pesar que este mundo em que vivemos, é dominado por literais retardados mentais, desprovidos de racionalidade empática, ou sabedoria, a mais preciosa e poderosa forma de inteligencia.

Ao contrário do baixo clero hbd e especialmente da ”manosfera”, eu não vou me rebaixar (jamais o faço) a este tipo de divisão, porque como bom criativo que sou, jamais aceitarei que qualquer tipo de injustiça perpetue incólume, especialmente aquela que prejudica diretamente a expressão e uso do talento real para a prática filosófica. Faz sentido que rapazes brancos com raiva, cheios de testosterona que impossibilitam que seus cérebros, possam produzir percepções racionais de longo prazo, não apenas acatem esta bobagem, que é resultado de como nossas sociedades estão hierarquicamente constituídas, mas também o usem em seus respectivos cotidianos. Ideias estúpidas são sempre muito populares.

No mais, eu encontrei uma possibilidade de vincular esta divisão hierárquica com base na ”qualidade sexual” ”ou” de ”dominação”, com a brilhante teoria (de igual natureza hierárquica) da desintegração positiva de personalidade.

 

Individualidade (nível 2,3,4,5) ou Gamma, Omega, Sigma e Lambda

 

Em uma sociedade dominada por retardados mentais literais, primitivos, egoístas e desprovidos de qualidade em seus intelectos individuais, é de se imaginar que seus antonimos não se encontrem bem adaptados. Isso poderia nos ajudar a explicar o porque da baixa taxa de fecundidade de muitos genios historicamente reconhecidos, assim como também daqueles que não receberam o louro da fama por suas capacidades cognitivas excepcionais.

O Sigma, aparece como o tipo mais contextualmente harmonioso dentro deste grupo, que muitas vezes será composto por tipos extremamente especiais assim como também de tipos problemáticos, mas nada que se compare com a uniforme degeneração que o vigor físico e primitivo dos alfas promove em sua interação interpessoal de longo prazo. O grau de adaptabilidade variará consideravelmente nesta comunhão de grupos similares, mas pode-se dizer que o Sigma é provável de ter uma baixa propensão a construção original de seu eu, de sua individualidade em conluio com uma maior inteligencia, esta que caminhará para ser mais técnica e menos direcionada a sabedoria profunda, um tipo muito especial e extremamente sub valorizado de genialidade. O seu sucesso mundano incomum é uma clara demonstração de sua contextual superioridade em relação aos demais, mas também a sua inferioridade mediante uma perspectiva mais objetiva. Sigmas parecem se localizar predominantemente entre o nível 2 e 3, de autoconsciencia, visto que não é suficientemente crítico para rejeitar os ditames sociais psicopáticos que o encapsula, embora pareça ter autoconhecimento o suficiente para entender a dinamica social e usá-la a seu favor, que dependerá de sua capacidade técnica (proxy para o dinheiro e para conquistar mulheres) para obter sucesso mundano.

O Gama aparece como uma espécie de Beta inconformado que está em constante atrito com a sua condição. Este grupo masculino (que terá obviamente a sua versão feminina) é o mais provável de ter problemas psicológicos,  tal como, metaforicamente falando, acontece com as regiões de instabilidade tectonica. Algo o incita a criticar o mundo abominável que o cerca, mas a sua capacidade de auto ajustamento (que é diferente de ajustamento social) não é forte o suficiente para se tornar originalmente independente das picuinhas que predominam dentro do cerco do gado. Portanto, ele consegue ver a luz exterior, mas não consegue sair de dentro da montanha, especialmente se os tipos menos autoconscientes, apenas conseguem tatear no escuro.

O nível 2 e 3 também será o mais provável de pertencer, se não pode desenvolver uma independencia existencial que se consiste a construção da individualidade ou da personalidade original, mas se não é completamente acrítico ao mundo que o rodeia. Uma das possíveis e lógicas explicações para o fato de não ser como o Sigma, é que provavelmente a sua inteligencia seja mais do tipo intelectual do que técnico. Se o intelectual pensa mais do que produz e se o técnico produz mais do que pensa…

O Omega é o tipo mais polemico do grupo justamente por ser considerado como o mais baixo dentro da escala hierárquica sexual ou de dominação social. Quem seriam os omegas** Pessoas com deficiencia mental* Pessoas muito boas que não podem sequer pensar em competir friamente pelo sucesso individual** Psicopatas de baixo funcionamento que praticam uma carnificina e depois são presos por 30 anos** Que ou aquele que coleciona supostos ”fracassos”, todos eles sob o domínio da contextualidade**… isto é, que em outros cenários, não seriam considerados nem como fracassos, nem na origem da ”fraqueza”, nem nos resultados que dela são produzidos, quando em interação a longo prazo. O ”loser”, típico linguajar dos amurricanos, uma das populações mais idiotas da humanidade, pode ser qualquer um, mesmo o alfa que tropeçou nas próprias pernas. ”Eike Baptista”, é vc**

Portanto, é difícil homogeneizar este grupo, se o contexto parece ter um papel muito importante para a construção de muitos mas não de todos os omegas.

Eu pensei, inicialmente, que qualquer um que rejeitasse ou que fosse rejeitado por nossa querida ”sociedade” de retardados, poderia ser englobado ao grupo de virtuosos, os únicos que podem melhorar qualitativamente a evolução humana. Mas estas ”subdivisões” fazem mais sentido do que a união de similaridades sem especificações categóricas.

O suicídio ou a propensão ao suicídio poderiam ser vistos como tendencias típicas daquele que está no mais baixo nível de atração e ou competição sexual (ou social**). A partir daí, nós temos um grupo seleto de ”perdedores” geniais que poderiam encabeçar parte desta extensa lista.

Como é difícil precisar quais seriam os tais ”perdedores” da sociedade, então como consequencia, torna-se necessário a estimativa de uma maior amplitude para o tipo quanto ao nível de individualidade e sabedoria. Do nível mais baixo deste grupo que eu estimei em torno de 2 até o nível 5, o mais alto nível de sabedoria que se pode alcançar, mediante esta terminologia. O omega ”perdedor” não poderia pertencer aos níveis mais baixos da escala de autoconsciencia de Dabrowski, porque mesmo que muitos deles fossem de ”pessoas normais”, as condições interativas a que são forçadamente jogados, os fazem adquirir o mínimo de autoconsciencia por causa dos constantes atritos que sofrem, mesmo que de maneira artificial. Mas talvez eu esteja errado e o omega também possa ser encontrado dentro deste grupo de ”normalidade”, independente dos conflitos que aguentará.

O Lambda poderia ser considerado como um tipo de omega mas que por não pertencer a nenhum nível dentro da hierarquia psicopático-habitual, terminará naturalmente por produzir ou adentrar a ambientes sociais distintos porém paralelos aquele que é predominante (o psicopático). Mas mais uma vez, é muito difícil imaginar grupos de pessoas sendo encaixadas perfeitamente em cada uma destas categorias, ainda que sempre existirão os tipos mais característicos, todos nós acabamos no final do dia, sendo um pouco cada um destes grupos, porque somos como colchas de retalhos, algumas mais uniformes em suas cores, do que  outras. O Lambda parece predominar dentro dos níveis 2 e 3, onde que o fato de não estar inteiramente adaptado a norma hierárquica habitual, tenderá a faze-lo mais propenso a padecer de conflitos internos, ainda que ao contrário do omega, ele tenha o seu grupo de aceitação. E no final das contas, quase todos os grupos tenderão a emular a ”clássica” hierarquia predominante que é psicopática em sua raiz.

Talvez o sábio, devesse ter alguma consideração nesta hierarquia, mas o problema é que a sabedoria se relaciona puramente com atributos cognitivos e não com domínio social ou sexual. Portanto, faz sentido que não hajam sábios, dentro desta divisão. Mas é possível estimar onde que o sábio poderia se localizar. E neste caso, não restam dúvidas que o mais alto nível de individualidade, lhe será o lugar mais lógico e preferível de ser categorizado dentro desta abstração intelectual da mente humana.

Mais abaixo neste texto, voces verão que também se pode produzir associações como a relação da hierarquia sexual-social, a hierarquia puramente cognitiva e os tipos de inteligente (de superdotados), entre as raças humanas, etc…

 

Primitivismo e conformismo, alfa, beta e delta

 

Das múltiplas manifestações de excepcionalidades humanas, essenciais ou fabricadas por cadeias ambientais de eventos, iremos adentrar agora ao mundo animal, realmente primitivo, do qual grande parte da humanidade parece se localizar.

O alfa, o problema mais importante para a harmonização e evolução da vida, não apenas humana, o beta, o conformista, o pseudo-covarde que não tem força o suficiente para se desprender deste mundo ignóbil e que acaba sendo usado como mantenedor técnico das sociedades extremamente estúpidas, egoístas e desiguais que se caracterizam aquelas que estão sob o domínio dos retardados mentais literais ou alfas psicopáticos.

O Alfa parece localizar-se, tudo leva a crer que sim, nos níveis mais baixos da individualidade, autoconsciencia e sabedoria humanas. Portanto, nível 1 e 2. Em compensação, os betas parecem ser mais comuns nos níveis 2 e 3 de autoconsciencia, mostrando que muitos deles, padecerão por algum tipo de conflito interno e posterior fissura psicológica, mas que não será protuberante o suficiente para faze-lo se locomover pra fora do mundo em que é tratado como cidadão de segunda classe.

O hipersexuado, manipulador, convencido, sádico e estúpido alfa e o conformista-manso porém tecnicamente inteligente beta.

O Delta se caracterizaria por sua completa ‘normalidade’. Uma espécie de beta porém com menor inteligencia técnica.

Estes 3 tipos são os principais responsáveis pela manutenção do primitivismo psicológico, comportamental, evolutivo humano e especialmente o alfa, justamente por ser aquele que se torna a figura dominante em nossas sociedades.

 

Diversidade cognitiva, hierarquia sexual e de individualidade humanas

 

Dentre os 3 tipos de superdotados dos quais eu já comentei, alfas, betas e deltas parecem predominar justamente naquele que é o mais comum e técnico dos 3, o ”alto empreendedor” ou de ”alto rendimento”. O famoso nerd ou popular que se preocupa com suas notas altas na escola e que não estão preocupados em produzir algo inovador (talvez porque não sejam suficientemente criativos para tamanha tarefa) ou mesmo, pior, que se sujeitam aos ditames tecnocráticos das sociedades humanas, com o mínimo de crítica. Parece fazer sentido que como este grupo tende a se encaixar perfeitamente nas engrenagens sociais em que seus trabalhos são usados para sustentá-las de maneira mais eficaz, que não haja qualquer grande crítica. Para quem nasceu perfeito para o sistema, o sistema lhe parecerá perfeito também.

O ”superdotado genuíno” e o ”criativo”, seriam muito mais comuns em todas as categorias de ”excepcionais”, o omega, o lambda, o sigma e o gama e também predominariam nos mais altos níveis de desintegração positiva de personalidade enquanto que os alto empreendedores se encontrariam nos níveis medianos e baixos.

Intelectos mais raros serão mais comuns em pessoas mais raras e a exoticidade individual, na maioria das vezes, será vista como um problema para a adaptação contextual, se o ser humano, sendo uma espécie social, tende a dar grande enfase a socialização e ao compartilhamento de interesses, opiniões e ações dentro de grupos. Quanto menos pessoas mental a fisicamente semelhantes a nós, menores serão as chances para a socialização.

Dentre as raças humanas e mais especificamente em relação aos principais troncos raciais humanos, o negro subsaariano, o branco europeu e o amarelo leste asiático, o tipo alfa, predominará especialmente entre os negros subsaarianos, ainda que como eu já havia dito acima, é por deveras complicado reduzir a complexidade individual a rótulos, se todos nós seríamos um pouco e em diferentes proporções, todos estes grupos hierárquicos. Como, a meu ver, a extroversão, o carisma e a capacidade de dominação social (em quaisquer escalas de interação), são marcadores essenciais do tipo alfa e este parece estar desequilibradamente presente entre os negros, uma de minhas ideias sobre a incapacidade coletiva deste grupo para produzir sociedades modernas equilibradas (ainda que as sociedades eurasiáticas estejam longe de serem plenamente equilibradas). O tipo alfa também parece ser uma tendencia comum entre os judeus e este grupo se destaca pelo seu papel, claro que não é de cada judeu sob a superfície da Terra, como uma das principais forças que nos mantém neste barro evolutivo que metaforicamente caracterizam nossos ambientes de interação. O alfa é ao mesmo tempo, o tipo mais problemático para a evolução humana, mas também é o mais evoluído e adaptado dentro do contexto humano de sempre.

Populações mais domesticadas como aquelas que se localizam na Asia Oriental ou Europa, parecem ser predominantemente populadas pelos tipos beta e delta. Não existem sociedades em que ocorra o predomínio demográfico dos tipos excepcionais (positiva a ‘negativamente”). Eles são minoria em todas as nações. Portanto, brancos caucasianos, especialmente os da Europa Ocidental, e os leste asiáticos, tenderão a ser do tipo beta ou delta, com uma minoria de alfas que os dominam, assim como também dos tipos excepcionais.

Em relação aos níveis de Dabrowski, eu vejo que boa parte das grandes coletividades raciais humanas se emparelhariam em média, dentro dos níveis mais baixos para o desenvolvimento da individualidade ou autoconhecimento, onde que os grupos mais excepcionais, tenderiam a ser encontrados em maior quantidade nas coletividades mais inteligentes, que sugere maior complexidade e diversidade cognitiva e especialmente na mais outlier delas, as coletividades caucasianas.

 

Individualidade (essencia, criatividade, empatia, inteligencia e sabedoria) versus individualismo (aparencia, competição, sadismo e psicopatia)

 

Aos mais baixos níveis de individualidade, predominará o individualismo, que é a sua antítese. O individual ou aquele com personalidade original e autoconhecimento (capacidade de funcionamento cognitivo auto dirigido) tende a se ver como mais um ser diferenciado dentro de um enxame de indivíduos e a partir desta constatação óbvia retida da hiperrealidade, e tenderão a darem preferencia pela cooperação, ao invés da competição. A percepção da fragilidade do indivíduo, retida de uma autopercepção anterior, nos faz mais cooperativos. A vida é tão rara… dizia aquela música do Lenine.

O autoconhecimento o fará mais autocentrado, mas que não se dará de maneira egoísta ou individualista. O individualista, que também parece estar provido de autoconhecimento, pensa na competição, porque sua capacidade de análise e observação será muito autocentrada. Ao invés de ver as sociedades como um emaranhado de cooperações constantes, o individualista as verá como palcos para a sua performance brilhante, uma visão egoísta, centrada no próprio umbigo.

Do individualismo, emanarão todas as demais correntes de desarmonia inúteis e desnecessárias e mantidas esta tendencia, esta transcendencia filosófica negativa, corroerá toda a sociedade até transformá-la em um morto vivo, zumbi, sedento de sangue e orgulho e que não perdurará por mais alguns anos.

Da individualidade, emanarão todas as correntes subsequentes de harmonia que melhorarão as sociedades humanas, a transcendencia filosófica positiva que elevará o entendimento humano bem como sua interação, a níveis mais altos de sapiencia e capacidade de auto direção. Quanto maior for a sabedoria, maior será a liberdade coletiva.

Enquanto um grupo provido de poder, o alfa, irremediavelmente, competirá pela escalada de mais poder, criando uma tendencia de destruição do coletivo a longo prazo. O excesso de alfas significará o excesso de problemas. Em compensação, o sábio, talvez a antítese mais perfeita deste tipo, se caracterizará pelo exato oposto. O pior de tudo isso é que praticamente não existem sociedades onde os sábios são os manejadores principais ou fundamentais. Isso explica a manutenção de problemas extremamente primitivos como a fome, guerras ou o desprezo pela vida humana em prol de abstrações ou símbolos de poder, que podem comprar a felicidade mundana.

Idade Mental e Moralidade Objetiva. Teste para mentalidade ”adulta”

A idade mental do ser humano médio…

Idade mental e idade cronológica não se correlacionam tal como imaginamos. Não é porque quando fazemos 18 anos que nos tornamos mentalmente adultos. O simples fato das guerras serem entendidas como naturais para boa parte dos seres humanos, nos faz concluir que uma elevada idade mental que quer indicar sabedoria, seja uma característica particularmente rara.

Da nano a macro-interação interpessoal, os seres humanos comprovam que ainda estão em sua alvorada evolutiva e que apenas em um futuro, infelizmente, distante, possivelmente, poderão se tornar mentalmente maduros.

Eh complicado pensar na medição de algo que parece tão vago e abrangente como a sabedoria. Talvez, quando conseguirem construir técnicas de mensuração deste importante perfil cognitivo, nós poderemos ao menos tentar capturar e analisar os indivíduos que mais se adequarão as características essenciais que  determinam os sábios.

Por hora eu vou sugerir que um de meus conceitos filosóficos possa ser usado como parametro de avaliação para idade mental. A moralidade objetiva.

Idade mental e qi

Mas, primeiro, eu vou conceitar ou reconceituar resumidamente a idade mental com o intuito de separá-la de sua relação artificial fabricada com resultados em testes psicométricos, porque tenho como uma de minhas ”missões” neste blogue, dar um caráter realmente holístico para a inteligencia e não apenas com base na unilateralidade escolástica tal como prega a teoria determinista do qi. A inteligencia humana existe independente dos resultados de testes cognitivos, existe por si mesma, é variável porque é complexa e porque interage de diferentes e únicas maneiras com o mundo a sua volta. Portanto, ainda que a psicometria tenha lá seu valor, existe a real necessidade de dar-lhe exatamente o peso que sustenta, que merece. E não será tal como a maior parte dos fetichistas de qi acreditam dogmaticamente. Não é porque alguém pontua muito alto em um teste de qi que terá de apresentar uma idade mental avançada. Pra variar a psicopática psicologia cognitiva só parece se preocupar com os valores ”cognitivos”, mas se esquece que emoção também é um atributo cognitivo. Tudo aquilo que é psicológico será cognitivo, não existem diferenças literais entre os dois termos.

A idade mental é a variação do grau do desenvolvimento cerebral que terá como resultado uma panaceia de manifestações comportamentais ”e” cognitivas variáveis. Mediante uma linha espectral comparativa, os seres humanos que se assemelham mais a primatas no comportamento, apresentarão menores idades mentais enquanto que aqueles que mais se distanciam do comportamento símio, serão mais mentalmente evoluídos.

Os primatas, desprezando a complexidade e sofisticação de seus comportamentos, tendem a se caracterizar pelos mesmos tipos de comportamentos que predominam no mundo em que o instinto predomina, como a impulsividade que deriva da ”ação e reação”, a resposta instintiva.

Quanto maior for a complexidade do comportamento, mais respostas aparecerão, maior será a possibilidade de mitigação de conflitos. A reação instintiva se relaciona diretamente com o instinto de sobrevivencia, como já sabemos, mas isso se dá por causa do ‘déficit’ na complexidade comportamental ou de respostas. Aquele que pensa em mais saídas para uma situação, terá uma maior possibilidade de fazer escolhas não-instintivas, que não serão diretamente violentas ou agudas.

Características comportamentais dos sábios 

Empatia genuína,

Serenidade ( mas é muito comum que os sábios apresentem personalidade bipolarizada, e não bipolar, isto é, sintam a essencia dualista da existencia de maneira muito mais significativa do que os demais),

Responsabilidade ou conscienciosidade,

Objetividade,

Capacidade perceptiva.

O sábio apresenta um talento inato para inferir as melhores soluções em relação a sua respectiva especialidade.

Moralidade Objetiva

A moralidade objetiva é a moralidade universal, ou seja, é tudo aquilo que está indubitavelmente correto ou errado. Homicídio por motivação fútil, perseguição sistemática (ou bullying)… tudo o que não é realmente empático ou o contrário, será moralmente objetivo, negativo ou positivo. O termo dispensa maiores explicações porque a moralidade objetiva que se consiste este ”novo” (ou oficial) conjunto de regras de comportamento, demonstra que reais interações interpessoais empáticas exigem a objetividade de resultados. Portanto, a hipocrisia, por exemplo, se constituirá numa das mais antagonicas  reações alegórico-comportamentais em comparação a moralidade objetiva porque se baseia na subjetividade, no engano perceptivo através da aparencia.

”Faça o que eu falo mas não faça o que eu faço”

A moralidade objetiva não é apenas uma proposta filosófica, mas também uma predisposição comportamental com sua respectiva variabilidade natural. Minha hipótese se baseia na ideia retida da lógica intuitiva de que aqueles dotados de maior idade mental, estarão muito mais predispostos a aderirem a moralidade objetiva, completa a parcial.

A moralidade objetiva se constituiria no uso da percepção realista e holística ou verdade como técnica de interação interpessoal e ambiental. O autoconhecimento, a capacidade para compreender, entender as outras pessoas (colocando-se não apenas em seus lugares, mas também fazendo o esforço de se pensar como elas) bem como também em relação a todas as intempéries que compõe o ambiente ( em outras palavras, entendem todos ou a maioria dos meandros que reproduzem o mundo real a hiperreal), se constitui na sabedoria que por sua vez tenderá a produzir percepções perfeccionistas, que se aproximam consideravelmente da realidade, da justiça interativa e da melhor maneira de se entender a fenomenologia que nos rodeia.

A sabedoria se caracterizaria pela combinação entre elevada inteligencia perceptiva e predomínio de características positivas de personalidade ou caráter.

O prodígio sábio apresenta uma precocidade excepcional cronológica, por pensar e agir como uma pessoa muito madura pra sua idade por causa de seu acúmulo precoce de experiencias e ideação realista quanto a brevidade da vida e a proximidade da morte. Esta hiper percepção realista de fragilidade existencial apenas se tornará consciente para a maioria dos neurotípicos a partir da velhice. Provavelmente porque a maioria da população humana vive dentro de sua confortável matrix por meio da ”religião”, cultura e conflitos. Sim, os seres humanos adoram conflitos humanos porque todas estas percepções servem para preencher o vácuo da dúvida fundamental, o existir para que**

Preconceitos negativos que caracterizam a vida dos seres humanos quando jovens e adultos, tendem a abrandar com o avanço da idade.  O aumento da noção de brevidade, de fragilidade e os muitos mistérios magnanimos que caracterizam a ”não-existencia” ao menos dentro de nossas dimensões, além da fraqueza física, costumam servir de auto percepções de longo prazo que produzem a sabedoria fenotípica ou neurotípica.

Todas estas constatações ou conclusões existenciais mestras, tenderão a aparecer em idade jovem entre os sábios genotípicos. Pressupõe-se que o mais maduro, mais sereno, consciente e empático dos homens, será considerado sábio. E a ideia de ”idade mental” aparece didaticamente como um parametro de relevancia avaliativa se a maturidade ”se dá com base” na experiencia, mas na verdade, a maturidade se dá com base no aprendizado legítimo.

O diferencial entre o sábio genotípico dos sábios fenotípicos, que a maioria dos idosos parecem pertencer, se dá por causa da precocidade que é produzida pela velocidade de pensamento holístico-perceptivo.

O ser humano médio é predominantemente inconsciente e responde instintivamente ao ambiente. A sabedoria que muitos adquirem, se dá por causa do acúmulo de percepções de uma vida inteira, mas também por causa da redução do ímpeto reprodutivo. Eh provável que o sábio se caracterize justamente pela quase inexistencia deste ímpeto, visto que até determinada idade, os hormonios são mais influentes em relação ao comportamento e podem nos ajudar a explicar o porque da sabedoria fenotípica tender a se manifestar apenas em idade mais avançada.

A consciencia do sábio o diferencia do ser humano comum ou médio, porque ele não aprenderá com as percepções (ou nã0) mas também  se antecipará a elas, se o pensamento analítico se caracteriza pelo entendimento do espaço e tempo, tanto em relação ao seu presente, quanto em relação ao passado e futuro.

Tal como acontece com o sábio fenotípico, o sábio genotípico ou prodígio sábio se tornará em tenra idade mais autocentrado, mas sem os problemas que geralmente se sucedem em outros tipos como os psicopatas de alto funcionamento. A autoconsciencia produzirá egoísmo e niilismo moral nestes tipos.

A moralidade objetiva se baseia no desprezo da subjetividade moral, contextual ou local das muitas culturas humanas. Se é objetivo então não pode ser subjetivamente contextualizado.

Aqueles que podem entender e abraçar a moralidade objetiva, serão mais propensos a serem dotados de maior idade mental, maior maturidade comportamental. Vale ressaltar que a maturidade de interação tende a ser confundida com grande frequencia com o senso de ser e de se comportar como um adulto nas sociedades humanas, como ser capaz de trabalhar, de levar uma vida independente ou de pagar as suas contas. Este popular conceito de maturidade (laboral), pode ou não se relacionar com a maturidade mental, mas não duvidem se muitos sábios apresentarem problemas adaptativos desta natureza.

Portanto, quem tem senso holístico-perceptivo quanto aquilo que é objetivamente certo e objetivamente errado, será mais mentalmente maduro do que aquele que ”se deixa” enganar por seu instinto em conluio com a moralidade subjetiva ou ”cultural”.

Apesar da tendencia para a uniformidade universal que se caracteriza a moralidade objetiva, o sábio também se diferenciará dos demais por causa de sua individualidade, tal como eu já exemplifiquei por intermédio de Bernard Marx, o  personagem principal do clássico da literatura mundial, Admirável Mundo Novo.

Dabrowski teorizou de maneira brilhante, como se daria a construção da sabedoria humana, por meio de seus níveis de maturação mental-comportamental, a teoria da desintegração positiva da personalidade.

A ‘construção’ da plena individualidade (não confundir com individualismo) caminhará para produzir um senso muito realista de si mesmo, de seu meio de interação. E aos mais altos níveis de autoconsciencia, a empatia será de profunda qualidade, por não se constituir em uma inocencia ou ingenuidade desmedida e inconsciente. A sabedoria é a empatia consciente em relação a sua manifestação moral-interativa.

Autoconsciencia, inteligencia pura e essencial, autoconhecimento, narcisismo, megalomania, baixa auto estima e paranoia…

A autoconsciencia é a forma mais pura e essencial da inteligencia humana.

A autoconsciencia é o divisor cognitivo entre a espécie humana e as demais espécies.

Nos diferenciamos na intensidade de autoconsciencia. E uma das provas mais cabais de nossa superioridade neste aspecto, que influencia todo o resto, pode ser exemplificado por nossa imensa curiosidade, pois se já nos conhecemos, então desejaremos conhecer todo o resto. Claro, com a sua diversidade quantitativa de intensidade em relação a este quesito. O instinto puro seria como uma tentativa inata para o autoconhecimento mas que sempre resultará em fracasso, mediante esta perspectiva de comparação. A amplitude do autoconhecimento para os tipos intensamente instintos é muito baixa, mas será o máximo que conseguirão fazer e acessar. Nos contentamos com nosso teto cognitivo, nossa constancia comportamental, se estamos quase sempre dando o melhor de nós. Estamos todos em busca de ”Deus” ou a Origem de tudo, mesmo os seres mais microscópicos.

Praticamente, todo o genio caminhará para ter um grande potencial para o autoconhecimento, porque estará provido de autoconsciencia, especialmente aqueles que estarão mais especializados na arte pensante ou filosofia. Mas é quase certo que o ‘excesso’ perceptivo do genio, o fará mais autoconsciente e moralmente consciente (positivamente, no sentido de mitigação de conflitos ou negativamente, no sentido de manipulá-los) do que os demais. O grau de intensidade de autoconsciencia (potencial para o autoconhecimento ou sabedoria cognitiva prática) que determinará o tipo de genio, em conluio com a sua configuração mental.

Autoconsciencia, narcisismo, baixa auto estima e megalomania

Aquele que se conhece muito bem, inevitavelmente, caminhará para se tornar mais narcisista, em um sentido consciente, porque a maioria da população será ”inconscientemente” narcisista. Quando nos conhecemos mais e melhor, procuramos mais por nossas qualidades, visando em suas melhorias…. mas por outro lado, da mesma maneira que nos tornamos mais conscientes de nossos predicados, também nos tornaremos mais conscientes de nosso defeitos.

Se a essencialidade universal é a dualidade, então nada mais lógico do que expressarmos esta verdade em nossas próprias personalidades e especialmente quando estivermos providos de grande autoconsciencia.

Uma personalidade muito acordada, além de ter grande potencial para o autoconhecimento, também caminhará para esta bipolaridade mais intensa de autopercepções. Dependendo de qual particularidade mental ou fisiológica que estiver sendo enfatizada, o autoconsciente tenderá a viciar-se desta mentalização. Eu que sou deste tipo e já cheguei ao absurdo de desenvolver tiques nervosos como piscar de olhos descompensado, justamente por causa desta enfatização mental excessiva, a partir de uma correlação equivocada de eventos e variáveis. Surpreendentemente, por causa de uma canalização errada, fiquei 2 longos e dolorosos meses completamente insone. Voce pode ser excepcional na busca e captura da verdade objetiva, mas por outro lado, também caminhará para ser mais vulnerável para cair neste tipo de situação proto-insana.

A baixa auto estima e o narcisismo  convivem bem com doses extras para megalomania, outra predisposição do autoconsciente. E a explicação encontra-se logo no início deste texto.

Voce é um excelente aluno, mas não sabe capturar a essencialidade objetiva de sua realidade*** Burro!!!

Sim, os autoconscientes estão providos da mais pura forma de inteligencia humana, talvez, a característica mais fundamental que nos distancia dos demais animais. O autoconsciente se entende melhor que a maioria (e paradoxalmente, também será aquele que terá mais dúvidas de si mesmo) tal como o maquinista entende muito melhor o trem que dirige. E esta percepção de autogoverno, parece relacionar-se fundamentalmente bem com a inteligencia em sua forma mais pura, ao invés do excesso de tipos de inteligencias tecnicamente especializadas. A luz da sabedoria talvez possa ser literalizada por meio desta capacidade de se conhecer muito bem e que como resultado, será muito melhor para a posterior inserção em seu ambiente. A megalomania se oriunda desta autopercepção, especialmente a partir da ideia de que aqueles que são irremediavelmente estúpidos, sejam mais facilmente manipuláveis, tal como bonecos de ventríloquo e que estejam em maior risco de cometerem erros tolos em seus cotidianos. No entanto, como somos seres sociais, então estamos sob a merce das macro instituições hierárquicas e isso quer indicar que, mesmo com uma grande capacidade de auto governo, boa parte das pessoas, inclusive aquelas que estão no poder, não estarão conscientes da necessidade de adequação individual para um projeto de vida de longo prazo e funcional dentro destas engrenagens de nossas sociedades. Em outras palavras, os mais autoconscientes não estão adaptados em relação as sociedades em que vivemos, porque estas baseiam-se na adaptação do indivíduo ao sistema e não o contrário.

Autoconsciencia e predisposição para a paranoia

Paranoia e narcisismo são relacionáveis. E também se complementam perfeitamente a partir de uma tendencia para auto-dúvida e para baixa auto estima. Todo paranoico é um megalomaníaco, ou ao menos uma boa parte deles. Bem, eu falo por experiencia própria porque eu sou os dois. Por lógica, aquele que acredita que possa ser assunto para a maioria das pessoas, tenderá a  se achar  muito importante. O paranoico seria o narcisista consciente, que é alguém que não está acometido pela síndrome da Maria Antonieta, que eu já delineei superficialmente por aqui. O narcisista consciente poderia ser também chamado de autoconsciente, por entender que é uma pessoa com qualidades e defeitos e por tender a preferir pela enfatização cotidiana de suas qualidades. O autoconsciente se conhece e gostaria que as pessoas o conhecessem tal como ele é ou tal como ele mesmo se conhece. Talvez, a paranoia seja uma espécie de ansiedade em que as expectativas pessoais do narcisista consciente se chocam com a percepção das outras pessoas mas também, com a construção especulativa mecanica de percepções que comumente resultará no estado paranoico.

Tdah** Autismo não-especificado** Ciclotimia** Por que a psiquiatria a muito já se tornou obsoleta*

Com que ”roupa” que eu vou…

Entre 2009 e 2010, me tornei consciente da palavra ”autismo”. A partir disso, eu cheguei ao termo mais rebuscado e científico, ”síndrome de Asperger”. Muitas das características, definidas como sintomas, desta condição se emparelharam consistentemente com as minhas tendencias comportamentais e cognitivas. No entanto, depois de um tempo de encantamento e vontade de estudar e aprender sobre a assunto, eu percebi que não era assim ”tããão autista ou aspie” como eu imaginava ( mas o interesse permaneceu). Ainda que, timidez, relativa dificuldade de lidar com as pessoas e tendencia para motivação intrínseca predominante em interesses intelectuais ou não-sociais específicos, fossem características marcantes de minha personalidade, eu não poderia me considerar como um autista, porque a intensidade e a dificuldade de interação social são ainda maiores para quem de fato, se encontra no número certo para vestir a roupa ou rótulo de autista.

Atualmente, penso em ”autismo não-especificado” ou ”de estar” dentro do espectro maior de ”transtorno invasivo do desenvolvimento”, mas como eu sou muito feliz em ser eu mesmo, não consigo aceitar com sorriso no rosto e docilidade que tenha qualquer tipo de problema cognitivo ou que seja cognitivamente inferior a maior parte das pessoas que não estão no número certo para serem psiquiatricamente rotuladas.

Desde quando fui diagnosticado como ”maníaco-depressivo” durante a minha adolescencia, diagnóstico que rejeitei solenemente, deixei de fazer qualquer relação entre esta personalidade extrema e meu comportamento. Então, durante a onda de ”auto-diagnósticos” em que peguei nesses últimos anos de especialização, finalmente cheguei a conclusão de que poderia ser tal como um ciclotímico, ou seja, que ou aquele que exibe uma manifestação moderada do transtorno bipolar e validaria parcialmente a observação da psicóloga que me diagnosticou com este trans-torno durante a minha adolescencia. No entanto, eu não consegui me ver como uma pessoa psiquiatricamente defasada e que precisa de compensações farmacológicas para que possa funcionar ”idealmente” dentro da sociedade em que estou.

Eu sou relativamente instável em termos emocionais mas não é nada que possa ser considerado como um tormento constante, visto que o que define a manifestação da personalidade extrema (e qualquer outro tipo de personalidade), são justamente a sua constancia e a sua intensidade. Na verdade, depois de mergulhar e me imaginar ”mentalmente perturbado”, eu acabei percebendo que muitas das pessoas que estão ao meu redor é que parecem ser perturbadas e todas elas, se encaixam na categoria de ”normal” ou ”normatizado-padrão”. Eu sou até chato ”as vezes”, muito calmo exteriormente, monomaníaco, que gosta de regras para poder sobreviver no cotidiano (porque se deixar eu fico a devanear sem limites), com uma energia extra mas que não é lá nada muito extravagante. Talvez existam milhões de pessoas iguais a mim que neste exato momento, estejam tentando entender porque até agora não conseguiram ”serem bem sucedidas” em seus respectivos ambientes sócio-cultural-economicos. E talvez, essas pessoas sejam exatamente como a mim, uma pessoa que na verdade é até normal demais, justamente por primar pela naturalidade comportamental, combinada com altas doses de moralidade empática (diferente da moralidade cultural ou moralidade subjetiva) e de racionalidade. E sabemos que este primor pela qualidade cognitivo-comportamental é uma raridade entre aqueles que são julgados como normais. As pessoas ”normais” são enganadas por seus mestres mentais quanto a excepcionalidade da vida e da experiencia humana. Não, é muito menos do que imaginamos. E mesmo se estivesse errado, séculos de conflitos estúpidos, tem mostrado que pensar com o cérebro ”ou com o coração”, são medidas extremas com os mesmos resultados, estupidez em escala industrial.

Depois de me ambientar melhor em relação ao meu lado amigável, distraído e sonhador, acabei por me ver dentro da roupa TDAH, as tendencias criativas, inconformistas, a vontade de dizer aquilo que pensa. Bem, mas o fato de compartilhar muitas características e portanto de ter boa pontuação no quesito ”constancia comportamental”, ainda não significará que eu estarei apto para ser diagnosticado como tal, visto que no quesito ”intensidade”, eu não sou, definitivamente, alguém que ”necessite” de remédios para parar quieto no lugar ou ‘prestar atenção’. Se por um lado, eu fiquei feliz por não ter a possibilidade ser marcado como gado de ”baixa qualidade” (contextual), por outro lado, eu fiquei triste, porque além de não ter encontrado até então, nenhuma categoria da qual pudesse vestir, eu também me vi em uma situação de não estar contextualmente adaptado as demandas tecnocráticas da sociedade em que vivo e que isso tem um enorme efeito em meu potencial de adaptabilidade laboral-cognitiva. Se eu não posso adentrar em nenhuma categoria de ”especial” ou ”com necessidades especiais evidentes”, então qualquer tentativa de esclarecer quanto a minha relativa singularidade cognitiva, será entendida como desculpa para o meu desleixo de não tentar ser como o sistema gostaria que fosse.

Também cheguei a pensar sobre a esquizotípia, uma manifestação branda da esquizofrenia, mas todos os meus auto diagnósticos foram baseados em uma clara tentativa de auto-depreciação, que na minha cabeça estranha, tem significado o exato oposto, visto que, se eu posso ou não quero competir por meio de regras subjetivas, com os neurotípicos, então talvez pudesse ser visto como uma aberração de qualidade tal como hoje em dia, faz a mídia satanista ao pintar pessoas que de fato apresentam personalidades extremas em conluio com talentos raros.

Duas conclusões sobre a minha auto investigação psicológica, o meu narcisismo de se sentir especial, mesmo que esta condição especial se baseie em proto-desequilíbrio organico do sistema mente-corpo e a minha vontade de buscar uma explicação aquém daquela que seria a mais possível, a de ser um tipo poético-atávico de superdotado.

Eu tenho uma imaginação poderosa e constante, mas isso não quer indicar esquizotípia, necessariamente, um tipo de julgamento muito subjetivo.

Eu tenho um certo desequilíbrio emocional, mas isso não quer indicar ciclotímia, visto que muitas ou na maior parte das vezes, o meu destemperamento se dá por razões racionalmente complexas, que só eu consigo entender (e na verdade, convenhamos que nem é assim tão difícil para os outros entenderem, o problema é que as pessoas adoram explicações complexas para a simplicidade da naturalidade filosófica). Eu sou como o rabugento empático que não pode aceitar com um sorriso largo no rosto o mundo de atropelos e primitivismo do qual estou mergulhado.

Eu tenho uma certa energia extra e sou meio impulsivo, que nas altas rodas intelectuais, chamam de ”abertura para experiencia”, mas não quer indicar que eu tenha qualquer tipo de descontrole do qual eu não saiba como ou porque se dá, visto que meu autoconhecimento já atingiu pleno desenvolvimento a ponto de sabe-lo ou ao menos de dar-lhe um significado não-psiquiátrico a certas particularidades da minha personalidade ou alma.

Eu não estou sempre distraído ou na maioria das vezes em que estou em proto-devaneio e ainda que possa ser submergido pela distração, o meu controle cognitivo (autoconhecimento) será bom o suficiente para que possa acessar meu estado de alerta para evitá-la. Sabendo que tenho propensão a distração, devaneada por pensamentos ou não, redobro minha atenção, porque a atenção multi-integrada e mundana não vem até mim com naturalidade. Mas a minha auto-vigília sim. O que alguns poderiam determinar como sendo uma dificuldade de atenção, na verdade, pode ser entendido como hiper foco em assuntos pessoais ou que estão intrinsecamente motivados, em outras palavras, eu atendo o chamado da chama que me faz ‘existir’, eu vivo a mim mesmo sem dar grande importancia a escravização dissociativa que o sistema quer que voce faça. Que despreze a sua integridade existencial e que viva como um escravo para enriquecer gente mesquinha, tola e completamente retardada.

Talvez, o que me difira de alguém que aceita o seu diagnóstico psiquiátrico sem pestanejar, seja porque eu tenha ”escolhido” pelo autoconhecimento, sem ter tido a perigosa necessidade de me entregar de bandeja a um ”psico-especialista” que o máximo que poderia fazer, especialmente se fosse um profissional mediano, seria de categorizar minha individualidade em algum tipo de trans-torno dos ditames tecnocráticos e culturais modernos e de denominá-la como excentricidade.

Cultura da personalidade extrema e dar significado racional-criativo-alegórico a percepções, a diferença entre ‘genios’ e ‘loucos’

O que difere um indivíduo que é definitivamente lunático ( o tipo evidente de lunático, porque também temos a grande maioria da humanidade dentro da categoria de tipo não-evidente de lunático, mascarado pela normatividade coletiva), um indivíduo de inteligencia(s) normal (is) provido de uma personalidade extrema, em relação aquele que é definitivamente um genio filosófico (o tipo de excepcional com o mais alto nível de autoconhecimento)**

Na minha opinião,  será a qualidade de significados racional-alegóricos que darão a si mesmos. E para isso, a inteligencia, o controle cognitivo ou autoconhecimento e a criatividade serão fundamentais para separá-los.

Quando o psiquiatra diz ao lunático que ele é lunático, ele tenderá a discordar totalmente do psico-especialista  porque em seu mundo completamente distorcido, a criatividade inconsciente e perigosa estará totalmente descontrolada, se nossa expressão cultural-comportamental exterior nada mais seria do que o espelho de nossa mente em conluio com o ambiente em que estamos inseridos, a cultura neurológica.

Quando o psiquiatra diz ao seu típico paciente (que não é um típico lunático evidente, em outras palavras, é uma pessoa com inteligencia e percepção normais, que no entanto, estará vestido com a roupa existencialista de uma personalidade extrema) que é um lunático, haverão grandes chances de concordancia dele em relação ao diagnóstico final do psico-especialista, afinal de contas, este tipo tem uma percepção normal (e auto percepção principalmente) do mundo e apenas gostaria de ser como todo mundo. Ao invés de ver um desafio encantador, o típico paciente ve sua condição existencialista com pesar, dor (E talvez, para os casos mais extremos, eles estejam corretos em relação a isso, menos quanto ao déficit de autoconhecimento).

Quando o psiquiatria diz ao genio filosófico que ele é um lunático, especialmente se este genio for provido de grande orgulho ou auto estima complexa, haverão grandes chances para a discordancia, mas que ao contrário do lunático evidente, que produz alegorias distorcidas da realidade, de uma tentativa equivocada de auto análise, esta será embasada em uma racionalidade alegórica, dar poesia e beleza a uma experimentação existencial profundamente poderosa, com seus altos e baixos, com suas flores e com seus espinhos. Onde existe um jardim de flores e espinhos, o paciente típico não verá lindas rosas vermelhas, mas um mundo monocromático, preto e branco e dará grande enfase aos espinhos, uma vida de feridas. O lunático evidente confundirá espinhos com as rosas e imaginará o mundo mediante um quadro abstrato, que mais parecerá um rabisco com desenhos não-terminados. Em compensação o genio filosófico verá não apenas as perspectivas de seus primos existencialistas, o mundo de pessimismo, de lamentos e de ”auto achismos” (e se eu fosse ”normal”…), o limbo do ”sacrifício de Andromeda”, o mundo de distorções e desdobramentos de retas, da realidade, do lunático evidente e todo o belo jardim e sua complexidade de sensações. O psiquiatra não pode convencer o genio filosófico de sua loucura contextual, porque enquanto que o psiquiatra pinta o mundo de suas vítimas tal como um limbo de tortura, a mesma manipulação não terá efeito na mente poderosa e auto-consciente deste espécime. Os mais vulneráveis podem ser convencidos de que suas vidas (especialmente a partir da ótica da moralidade objetiva) são fundamentalmente marcadas por espinhos. Imaginemo-los em suas peles, voce que não se conhece, percebe que há um atrito maior entre sua existencia e a dos demais e a partir disso, busca alguém para ajudá-lo a se conhecer e a ver o que está errado com voce. O paciente entrega a sua mente para um psico-especialista que a destroçará ao mostrar-lhe que apenas com medidas artificiais e superficiais que poderá ”se encontrar”. O paciente não é importante, o importante é a possibilidade de faze-lo se conformar dentro da normalidade. Isto não está certo, mas muitos pacientes desejarão apenas isto.

Ainda que seja complexo por demasia reduzir totalmente esta realidade específica, ou seja, o mundo de interações entre psiquiatras, psicólogos e seus pacientes, a uma relação de opressão, pode-se dizer que, pessoas muito vulneráveis sejam tratadas industrialmente, tal como se fossem categorias de produtos ou dos remédios que tomam.

Cada caso é um caso, não para um psiquiatra com muitos pacientes para tentar ajudar.

Talvez o principal erro da psiquiatria seja justamente a tentativa de forçar seus pacientes a vestirem roupas ”de normalidade”. Qualquer pessoa sem potencial inato ao autoconhecimento, que for destituída de sua personalidade e tratada como ”alguém que poderá se adequar a sociedade”, caminhará para alimentar a sua própria doença de alma, ao invés de adaptar as suas dimensões mais aberrantes a roupas mais confortáveis.

A superficialidade da normatividade, na minha opinião, é o mais evidente erro que a psiquiatria está a cometer desde quando foi sistematicamente fundada.

Talvez esta cultura de autoconhecimento, possa ser ensinada para as pessoas…

Sabedoria é a velocidade da captura de percepções ou precocidade de perspicácia holística e empática

Aprendemos ao longo do tempo que os mais velhos seriam mais sábios do que os jovens. Pode ser verdade que com a aproximação da morte, apresentamos a tendencia para nos tornar mais parcimoniosos, serenos e até mesmo infantis, dando valor a cada momento de alegria, por mais simples que possa parecer. Com o começo do fim de uma vida, as lembranças, retidas de percepções, que em sua maioria, serão captadas de maneira inconsciente, se sobreporão as expectativas de novas vivencias que se tornarão cada vez mais escassas. Tudo isto seria sabedoria*

acúmulo de experiencias bem como  pela plena consciencia destas lembranças acumuladas que atinge o seu ápice durante a terceira idade, são entendidos como sabedoria pela maior parte da população.

Mas será que isso acontece com todos**

Talvez o ponto diferencial dos sábios genotípicos em relação aos  sábios fenotípicos, que ou aqueles que se tornarão sábios a partir da velhice (ainda que tenham de haver mais pesquisas sobre o assunto para não confundirmos fraqueza mental e física com sabedoria, se isto se confirmar como um fato, ainda que acredite que a sabedoria cronológica e fenotípica, seja uma realidade para muitas pessoas) se de justamente no momento cronológico em que ocorre o afloramento da auto consciencia que para os sábios genotípicos ocorrerá em tenra idade, enquanto que para o neurotípico, se dará apenas durante a velhice.

Mas sabedoria não é apenas o crescimento exponencial da autoconsciencia mas também da capacidade perceptiva.
Por meio das superexcitabilidades e do desenvolvimento assíncrono de Kazimierz Dabrowski, pudemos entender que as diferenças entre os superdotados e os neurotípicos de inteligencia comum, podem ser plenamente medidas por meio da intensidade das características psicológicas e cognitivas. Os superdotados tendem a ser mais superexcitáveis e tendem a apresentar maiores irregularidades no desenvolvimento geral de suas capacidades cognitivas e psicológicas até o período final de maturação cerebral.

Da mesma maneira que o violinista virtuoso aprende a tocar o instrumento com grande rapidez de aprendizagem ou o prodígio pintor que é capaz de pintar lindamente desde cedo, a precocidade também caracterizará o sábio genotípico. Se a personalidade é como uma piscina e se as características que a compõe estejam, metaforicamente falando, distribuídas por esta piscina e se os ”traços” comportamentais, hierarquicamente mais influentes, se localizem a superfície, então a capacidade perceptiva holística e empática, será um destes traços que influenciarão todo o resto, para este tipo.

Mas como que uma criança ou um jovem poderiam ”se tornar” sábios*

A autoconsciencia é o primeiro fator, responsável por esta possibilidade, ou seja, uma tendencia inata para o autoconhecimento.

O segundo fator seria a capacidade perceptiva que quando acompanhada de uma grande autoconsciencia, capacitará o seu portador com eficácia ou velocidade na captura de percepções holísticas, empáticas e objetivas.

Portanto, todo o acúmulo (predominantemente inconsciente) de experiencias que é agregado a partir da velhice pelos neurotípicos e que pode ser entendido como ”sabedoria fenotípica” (ou sabedoria neurotípica), será sintetizado logo no início da vida pelos sábios genotípicos. A diferença entre ambos se dá…

– na autoconsciencia que resultará…

–  na velocidade de captura de percepções ou de experiencias, aumentando exponencialmente o acúmulo das mesmas e que se consiste em uma forma de…

– precocidade mental específica

O sábio genotípico seria uma espécie de prodígio, em que, tal como acontece com todos os tipos de precocidade cognitiva, seus talentos já se encontrarão aflorados desde cedo.

Espectro do aprendizado intrínseco (geneticamente predominante) e extrínseco (educação ou aprendizado de técnicas)

Para os superespecialistas cognitivos (assim como também para uma boa parte da população), estudar e desenvolver os seus talentos, é como aprender a falar, porque se faz de maneira quase-intuitiva.

A velha discussão sobre genética e criação continua a causar polemica entre cientistas e ‘leigos’. Quem será que estaria mais certo, aqueles que acreditam que os genes são mais importantes para o comportamento humano ou aqueles que acreditam que a criação ou cultura é que terá uma maior influencia**

Logicamente falando, o primeiro grupo parece estar mais perto da verdade do que o segundo, porque devemos principiar a nossa observação, de dentro pra fora, onde que os genes, ou seja, nós mesmos, não serão apenas mais influentes como também serão fundamentais para nossa existencia dinamica e portanto, interativa. A luz nasce do interior de uma lampada, a vida de uma célula, está fundamentada principalmente em seu núcleo, assim como acontece com nosso planeta, diga-se, um planeta vivo. Podemos usar o exemplo da Terra para entendermos metaforicamente sobre a importancia da genética ou do eu-interior no comportamento exterior. O Planeta Terra se comporta de determinada maneira principalmente por causa das influencias internas, oriundas diretamente do seu núcleo mas também de todo o seu organismo, abaixo da superfície. No entanto, a Terra também é influenciada por interações extraterrestres. Todos nós temos nossos próprios níveis de gravidade. Poder-se-ia dizer que as pessoas mais impressionáveis, tendem a ter baixa gravidade e são facilmente encapsuladas pelo ambiente ao redor, enquanto que as pessoas mais inconformistas tendem a ter um poderoso escudo que protege seu sistema individual de valores ou ”cultura neurológica” de influencias externas.

Será que a Lua é o resultado de um transtorno pós-traumático***

Quando começamos a aprender a falar, o aprendizado se faz de maneira extremamente rápida, que passa até mesmo a impressão de que este conhecimento linguístico seja genético. Na verdade não é, se fosse, então mediante os primeiros incentivos recebidos, uma criança africana adotada por um casal de americanos, começaria a falar o ‘seu’ ‘próprio’ idioma tribal, do que o idioma de seus novos pais.

O fato é que como temos partituras de nosso cérebro que evoluíram desde a muito tempo para esta habilidade específica, então o aprendizado para a fala, na maioria dos casos, se dará de maneira muito veloz.

Então, por que não aplicarmos esta particularidade evolutiva para toda a panaceia de habilidades humanas***

Se o ser humano com cérebro normal ou  sem nenhum grave déficit, aprende a falar intuitivamente por causa destas ”partituras antigas” que torna possível este aprendizado veloz, então será que o mesmo se sucederia para o prodígio musicista** E para o prodígio em matemática** E para o prodígio em artes** …. E assim por diante. Parece muito evidente que a resposta para todas estas perguntas seja um SIM, em letras garrafais.

Se voce tem um filho que começa a estudar matemática por conta própria aos 5 anos de idade, sem quase nenhum grande estímulo, então parece muito evidente que o papel da ”criação” seja mínimo, se esta criança tem apenas 5 anos de convivencia em seu ambiente familiar. A explicação mais óbvia para isso, se dá justamente de dentro pra fora e não de fora pra dentro. Eh a criança prodígio e o seu cérebro com partituras diferentes das demais, que apenas segue o destino que foi cravado durante a sua concepção. Eh a motivação intrínseca ou natural (que é o resultado do tipo de lateralização e morfologia cerebral) que faz com que esta criança se torne tão interessada em matemática, desde a tenra idade.

A diferença do genio em relação ao neurotípico, é a intensidade.

A motivação intrínseca neurológica específica do genio é muito maior do que aquela que se manifesta entre os neurotípicos.

 

Então, onde que a ”educação” entra na vida das pessoas, mesmo na vida dos superdotados**

Poderíamos começar dividindo a população em categorias cognitivas, mediante este espectro entre a motivação intrínseca-intensidade e a motivação extrínseca, mas tenho a impressão de que não será necessário visto que TODOS nós apresentaremos nossas próprias predisposições inatas ou motivações intrínsecas.

 

Motivações intrínsecas e motivações extrínsecas

 

O aprendizado de um prodígio será predominantemente genético, talvez, em torno dos 90%. Ambientes extremamente desfavoráveis podem interferir na busca intrínseca (auto dirigida) do prodígio para o desenvolvimento dos seus talentos mas a força interior é tão grande, que cedo ou tarde, ele buscará pela realização de seus sonhos.

O aprendizado baseado em educação e posterior esforço repetitivo, também será predominantemente genético, mas a sua carga será menor, talvez, em torno dos 60%. Neste caso, a complexidade de variáveis ambientais será mais influente. Pode-se dizer que quando um jovem prodígio está exercendo (alimentando) a sua motivação intrínseca ou natural, seria como se ele estivesse se olhando no espelho.

A motivação intrínseca predominante é sinal ou de desordens mentais, de talento ou de genialidade.

A motivação extrínseca se consiste em escolhas de longo prazo que se diferem da cultura neurológica (destino**). Um exemplo, alguém com grande talento em matemática que decide ser professor de ingles ou de portugues. A motivação intrínseca, retida de um talento natural, neste caso, será suprimida pelas circunstancias externas. Quanto maior a intensidade do talento ou do transtorno, maior será a motivação intrínseca e independencia de desenvolvimento intelectual.

Pessoas com baixa intensidade cognitiva, tendem a serem mais pragmáticas. Pelo fato de serem menos autoconscientes, elas tenderão a aceitar com o mínimo de rebeldia, os ditames que estão sendo impostos de maneira hierarquicamente desigual para si. Eles são como ”escravos inconscientes”, sem brio interior, sem consciencia de uma grande transcendencia pessoal.

O começo da diferenciação entre talento totalmente inato e talento que é fruto predominante de esforço, se dá justamente pela capacidade criativa de expansão deste talento ou da velocidade de aprendizado.

O prodígio criativo (que não é um prodígio savant-like) pode ampliar e até mesmo fundar novos ramos do conhecimento em que está geneticamente especializado.

O prodígio savant (aqueles que estão acometidos pela síndrome de savant e aqueles que apresentam intensa especialização cognitiva, identica aos savants, mas sem a manifestação total do trans-torno) se caracteriza justamente pela velocidade extremamente rápida de aprendizado OU especialização de certo conhecimento, que é praticamente impossível de acontecer em pessoas neurotípicas.

Portanto, os neurotípicos tendem a ser menos auto motivados, esta predisposição é genética e resultará em uma certa tendencia para passividade existencial, em que de fato, os fatores ambientais serão mais influentes do que a força interior, a individualidade aguçada.

Pode-se dizer que algumas pessoas se parecem mais com pedras ou com qualquer outro elemento inerte da natureza, que são fortemente influenciados por fatores ambientais, ainda que esta influencia não interfira completamente em seus interiores.

A existencia dinamica ou vida, é auto motivada, ainda que seja predominantemente inconsciente enquanto que a existencia inerte, como a pedra, não é auto motivada. Da mesma maneira que muitos seres humanos não são muito auto motivados enquanto que alguns outros serão e esta diferença se dá mediante a intensidade da biologia cognitiva, neurológica.

Por esforço repetitivo, pode-se aprender um conjunto de técnicas ou ”conhecimento” e quanto mais intensa for a repetição, mais perfeita será a replicação mecanica destas técnicas.

O esforço de um prodígio em relação a sua predileção cognitiva, caminhará pra ser mínimo, se não for praticamente inexistente. A inexistencia de esforço para o aprendizado e replicação de um conjunto de técnicas específicas, é uma característica fundamental na definição do portador da síndrome de savant, bem como outros tipos cognitivos quase identicos neste quesito.

No meio do espectro do talento inato e do talento aprendido, encontraremos muitos daqueles que apresentarão características cognitivas inatas para uma determinada habilidade mas que não serão tão profundamente concentradas a ponto do aprendizado extremamente rápido, ao estilo savant.

Portanto, nós teremos os tipos savants, de extrema concentração de habilidades cognitivas, com ou sem a manifestação da síndrome de savant,

Os talentosos, com níveis menos intensos de concentração de habilidades cognitivas e que portanto, precisarão se esforçarem mais para o desenvolvimento completo de suas aptidões,

Todos os tipos medianos e por fim, aqueles sem grandes aptidões.

O meu caso.

Sou um especialista em Geografia Política. Meu arcabouço de conhecimento é tão grande quanto de um professor universitário. Na verdade, é até maior, visto que como sou mais sábio que boa parte deles, eu não perco meu tempo com sofisticações subjetivas e sem nexo com a realidade. Meu arcabouço é provido de maior qualidade porque minha mente hiperracional só consegue ver sentido naquilo que esteja embasado em objetividade. Portanto em termos de qualidade, eu estou muito melhor equipado com conhecimento útil do que em comparação a muitos professores universitários, especializados em Geografia Política.

Geografia se relaciona com conhecimento da psique humana e eu estou intrinsecamente motivado para estudar o comportamento e as sociedades humanas. Muitos professores universitários cairão no meio do espectro de motivação intrínseca e extrínseca. Não é que eles não gostem daquilo que fazem, mas é porque a intensidade deste prazer, desta alegria, não será forte o suficiente para que possam torná-los em super especialistas. Lembrem-se da paixão pelos interesses da qual eu falei, o amor metafórico do super especialista pelo seu conhecimento. Ainda haverão aqueles tipos de profissionais da educação superior, que serão muito auto motivados, mas que não terão a sabedoria para decantar o conhecimento adquirido, primando por sua qualidade.

 

O predomínio de motivações extrínsecas ou déficits em capacidade de autoconhecimento

 

Quem se conhece bem, saberá quais serão as suas fraquezas e as suas forças. A grande maioria dos prodígios, superdotados e genios, serão providos de autoconhecimento. Eles sabem naquilo que são bons e usam este conhecimento a seu favor.

No entanto, mais abaixo da excepcionalidade cognitiva, a maior parte da população se encontrará mergulhada em um predomínio de águas inconscientes. Se a maior parte das pessoas acreditam que a educação e o esforço perfaçam seus intelectos, baseado na ideologia dogmática da igualdade universal humana, então isso significa que estas pessoas estarão mais propensas a serem desprovidas de senso de individualidade. Também quer indicar que estarão mais propensas a confundir as ordens dos fatores. Suas intensidades ou motivações intrínsecas serão menos brilhantes.

 

Autoconhecimento dirigido e autoconhecimento savant-like

 

Alguns autodidatas serão inconscientemente automotivados, se podemos usar estes termos, visto que por causa da lateralização anomala e da assimetria de seus perfis cognitivos, eles terão uma motivação intrínseca desprovida de uma sofisticação constante e expansiva do autoconhecimento. Tal como o violinista virtuoso que tem problemas emocionais típicos de quem não tem a autoconsciencia bem desenvolvida. A ansiedade de não se conhecer o suficiente para refutar julgamentos negativos feitos por terceiros, é uma tendencia universal e extremamente comum entre nós, seres humanos.

A confusão entre o auto julgamento e o julgamento exterior (de outras pessoas) é uma característica fundadora do antonimo de auto conhecimento, a estupidez. Portanto, muitos prodígios apresentarão uma motivação intrínseca ou organica para se concentrarem em suas habilidades mais evidentes, mas que não virá acompanhada do restante das predisposições cognitivas que compõe o perfil completo do autodidata.

Ainda assim, em relação ao aprendizado, esta intensidade biológica que predispõe todos os tipos de savant, de todos os níveis, para se concentrarem em suas forças cognitivas específicas, é uma prova cabal quanto as diferenças ou diversidade de tipos de inteligencia, em quantidade e em qualidade, bem como por sua origem genética, mediante a enorme facilidade com que savants extremos e prodígios tem para aprender e se especializar em suas habilidades mais fortes.

A educação portanto, se constituirá em ‘aprendizado’ ou memorização por esforço repetitivo, da mesma maneira que certas atividades criativas também acompanharão esta apreensão do conhecimento, o aprendizado da técnica, a memorização mecanica de um conjunto de informações, de maneira literal.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

Castro456's Blog

O medo do nada

Delusions of Adequacy

And You Thought You Might Have Had Delusions of Grandeur

PARTO DE IDÉIAS

"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância." Sócrates.

Pensar Novo

"Saber que você precisa mudar não é suficiente. Você precisa ter a coragem de fazer esta mudança." Robert Kyosaki

Mind Hacks

Neuroscience and psychology news and views.

Inside Perspectives

of Asperger Syndrome and the Neurodiversity Spectrum

Agoraphobia Subliminal Hypnosis

Come out of the woods, the dark, come into the light. As a recovered agoraphobic, I've designed these audios over many years in order to help you. Charles K. Bunch, Ph.D.

Antimidia Blog

Textos sem sentido, para leituras sem atenção, direcionados às pessoas sem nada para fazer.

REBLOGADOR

compartilhamento, humanismo, expressividade, realismo, resistência...