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Novamente a teoria da metáfora dos elásticos para explicar sobre o aprendizado e com um novo complemente igualmente metafórico

Só de olhar isso, já me embrulha o estomago e minhas mãos começam a suar…

Teve uma vez na faculdade que eu caí em uma enrascada. Acho que já contei essa história pra voces mas vamos recapitular porque já faz tempo. Então, resolvi me matricular em uma matéria só para ganhar créditos extras, só que eu não sabia que o professor (diga-se, um esquerdo..ista nervoso, ainda que simpático quando não está sofrendo de algum rompante psicótico de natureza política) a trataria de maneira séria visto que não é obrigatória no currículo (enfim, mentalidade de escola, na faculdade, pragmático e preguiçoso). Resultado parcial. Tirei uma nota super baixa na primeira prova. Me encontrei em uma situação embaraçosa, repetir nesta matéria que não é obrigatória. Eu nem me lembro direito do que se tratava o seu conteúdo (kkkkkkkk, pra voces verem que quando não gostamos de uma coisa, é muito pouco provável de conseguir desenvolver empatia por ela). Só sei que resolvi me esforçar, decorando nomes e até esquemas hierárquicos, de um assunto do qual não tenho qualquer interesse. Na segunda prova eu tirei uma das notas mais altas. Até pensei de início que ele poderia ter ajudado ”pro meu lado” mas depois que peguei a prova corrigida, minhas dúvidas de favorecimento por pena (sic!) se dissiparam. Eu mereci por mérito aquela nota (na primeira prova eu tirei 5 valendo 100 e na outra 80, também valendo 100). Será que eu me tornei mais inteligente depois disso** A resposta óbvia é um não, a princípio, porque é necessário analisar as pessoas a longo prazo. Casos como este devem abundar no mundo escolar e academico, mas pode significar nada sobre a essencia cognitiva das pessoas.

Este é um exemplo de que nossas capacidades cognitivas não são essencialmente moduladas por fatores ambientais como ir para uma escola melhor, porque a inteligencia não se aplica apenas nas notas escolares ou de conseguir um emprego bem remunerado, a inteligencia se aplica a tudo, em tudo.

Desde quando acordamos, até quando vamos nos deitar, um dia apenas e voce terá usado a sua inteligencia, de diversas maneiras, a toda hora, solucionando um problema, consciente ou inconsciente disso.

O medo ou fobia de altura, é uma tendencia particularmente comum entre nós. Eu mesmo a tenho e quer indicar que eu ”também’ tenha baixa tolerabilidade (habilidade de ser tolerante) a lugares muito altos. Algo parecido acontece comigo quando me deparo com um típico problema de matemática, claro que sem os efeitos mais fisiologicamente contundentes tal como acontece com a fobia a altura. Outra coisa, eu também tenho invariavelmente, fobia social. Já foi pior, hoje em dia está bem menos, mas de vez em quando volta. Ainda que menos aparente, os efeitos de intolerancia a matemática, também são sentidos a nível físico, o cansaço quase que imediato, a ansiedade para tentar solucionar. Eh como se estivesse tentando esticar o máximo possível um elástico mais duro, que se expande menos. O esforço é muito grande, é transpiração demais e 0% de inspiração. A inspiração vem antes da transpiração.

Eu nunca me senti inspirado para gostar de matemática e a de estudá-l. Desde criança que apresento de maneira marcante algumas características cognitivas que se assemelham ao quadro ”sintomatológico” do autismo, como a tendencia de ficar obcecado por um assunto específico, estudá-lo e me tornar um quase especialista nele.

O limite de tolerabilidade permeia todos os aspectos de nossas personalidades e de nossas cognições. Estes limites (metaforicamente, os elásticos) nos mostram nossos potenciais e nossas fraquezas, nossas técnicas de autoconservação.

Por exemplo, o meu limite de tolerancia a atitudes mesquinhas tende a ser baixo. Esta comunhão de limites de tolerabilidades, constroem aquilo que somos. Algumas pessoas são altamente sensíveis a certas ideias, enquanto que outras serão completamente tolerantes as essas mesmas ideias. Brancos nacionalistas versus esquerdistas sobre as diferenças de inteligencia entre as raças humanas***

Voce pode ser fóbico em relação a alguns aspectos da interação humana e ser completamente tolerante a outras e isso também se aplica a nossa cognição, se nossa personalidade nada mais seria do que uma extensão de nossa capacidade intelectual.

Quando existe um grande esforço, maior do que inspiração, então isso pode estar querendo dizer que esteja despejando a sua energia em algo que não é muito natural de seu ser. Claro que existirão certas habilidades que serão mais simples de serem aprendidas e até mesmo melhoradas. Por exemplo, em relação a dança. Quase todo mundo que não tenha uma deficiencia, motora ou visual, pode aprender a dançar e até a melhorar esta habilidade. Mas quanto mais talentoso for o indivíduo, mais natural será o seu talento. Alguns dos melhores dançarinos do mundo tem um corpo perfeito para a dança e talvez até tenham outras características como consciencia corporal, que os façam mais naturalmente habilidosos.

 

Não restam dúvidas que para ser um bom jogador de Basquete, seja necessário ser muito alto (mas nem tanto) e com capacidade de explosão muscular. Os esportes nos mostram que as pessoas que os praticam tendem a comungar com muitas semelhanças biológicas entre si. Até poderia sugerir que cada esporte tenda a agregar um cluster genético e quanto mais especializado, mais geneticamente homogeneo tenderá a se tornar.

Por que que não poderíamos fazer a mesma analogia em relação a panaceia humana de capacidades cognitivas*** Alguns serão como Michael Jordan na filosofia, na matemática, no planejamento social (que também pode se relacionar com a filosofia), nas ciencias (e sabemos que os polímatas costumam ser muito talentosos em várias áreas)…

Michael Jordan nasceu com a altura e a capacidade muscular (dentre outros aspectos biológicos) perfeitas  para o basquete. E claro que sua genialidade sinestésica não pode ser explicada apenas por ”transpiração”.

Seu elástico ou limite de tolerabilidade para a prática deste esporte se mostrou espetacularmente alto e flexível. Pode-se dizer que exista ”um” grau, tanto de hereditariedade quanto de reciprocidade biológica entre ambos, Jordan e o Basquete. Mas também é errado sugerir que exista hereditariedade para o basquete, se o mesmo é apenas um esporte recreativo. A hereditariedade se dá principalmente para a execução de tarefas objetivas, das mais diversas naturezas. Eh errado, mas também pode estar certo sugerir este tipo de coisa, mas com o peso certo, a abordagem certa.

”Podemos transpirar mais” para conquistar nossos objetivos (ou, ter intuições como os genios, a diferença entre talento e genialidade). Mas mesmo este hiper foco, é muito provável de ser causado por predisposições biológicas, isto quer indicar que ninguém faz nada sem que tenha um desejo, evidente, provável de ser expressado ou mesmo, pouco provável, que se relacione com a sua biologia comportamental. Portanto, mesmo alguns milagres como se tornar muito bom em algo que não era antes, não pode estar totalmente dissociado da genética. Novamente a teoria da piscina para explicar os graus de hereditariedade comportamental. Mas é provável que qualquer talento mais expansivo, seja obra de predisposições genéticas, nenhum elástico pode se tornar mais plásticos, mais expansivo, apenas por esforço, tem de ter uma maleabilidade natural. Quem muito sabe de um assunto, é porque gosta do assunto (empatia cognitiva, diferente do modelo de empatia cognitiva que a psicologia tem conceituado) e ve naturalidade em se debruçar na prática de esmiuçá-lo.

”Orgulho branco” ou ”autista”**

Orgulho ”branco”*** Ou ”autista-like”**

Os ”brancos nacionalistas” são aqueles que estão mais conscientes dos feitos ”de” sua raça, assim como também costumam ser os mais ”desatentos” em relação as bobagens de seu grupo racial. Por exemplo, um branco nacionalista de intelecto médio, pode dizer que é orgulhoso ”de” sua raça pelo pioneirismo na revolução industrial. No entanto, o mesmo terá grandes chances de desprezar as sequelas graves que a mesma causou ”ao seu povo”, principalmente na Inglaterra, no século XVIII. Morto não tem voz. O branco nacionalista emula a mesma mentalidade daquele que cre em um ”design inteligente”, porque ambos dão grande valor ao produto dos eventos que encapsulam suas transcendencias e paralelamente, desprezam totalmente os processos dolorosos que produziram os seus respectivos produtos de adoração.

O fantástico engenho do ”homem branco” na revolução industrial foi alcançado graças a transformações radicais das sociedades das quais foram submetidas. E essas transformações causaram profundo mal estar, pra não dizer o mínimo, as populações europeias. Gente pobre, do meio rural, foram jogadas nas ruas dos grandes centros urbanos e tratadas literalmente como escravos, para o lucro de uma pequena minoria. Milhões de crianças, adultos, idosos, gerações e gerações de ”brancos europeus” foram metaforicamente queimadas como tronco de madeira, na fogueira do ”progresso capitalista”. Sacrifício em massa em prol do lucro de uma minoria de bestas humanas. E a maioria dos brancos nacionalistas, me parece, que se encontram completamente inconscientes ou mesmo indiferentes a estes lamentáveis acontecidos. O importante é o produto, para se ”orgulharem”.

”Segurança de trabalho” literalmente não existia nos anos 30…

Mudando um pouco de retórica neste texto, eu encontrei uma relação interessante entre essas tendencias etnocentricas, de ”orgulho” em relação ao grupo a que pertencemos e o talento ”savant”, a capacidade de precisão perfeita, seja em relação a arquitetura, as artes, a ciencia, a filosofia, etc….

As igrejas europeias são lindas** O vaticano é maravilhoso** Paris é um sonho** Cada pedaço do velho continente é belíssimo** Darwin foi um genio**

Sim, eles são e foram criados por pessoas com alguma genética ativa de savantismo. Darwin foi um genio. Uma grande quantidade de pessoas muito talentosas que estão dentro do espectro do autismo e muitas outras que apesar da aparente ”normalidade neurológica”, também esbanjam precisão em algum aspecto da cognição ou do intelecto.

O ”orgulho branco” e de qualquer outra ”cor”, é, pra falar a verdade, o orgulho por uma compilação de feitos excepcionais, de indivíduos excepcionais, que apresentam algum talento de natureza ”savant” ou ”precisão”.

E voltamos novamente as observações que fiz sobre a incapacidade do ”humano médio” para ser racional e não entrar em contradições. A igreja do Vaticano que foi enfeitada por alguns talentosos… ”sodomitas”, por exemplo. Isto é, o centro principal de adoração de pessoas que consideram qualquer tipo de comportamento desviante como uma doença, uma praga, são justamente aqueles que veneram a obra excepcional de um ”homossexual”. Apenas um exemplo do quão ignorante é o SHM, o ser humano médio (vale destacar que o ser humano ”inteligente” também apresentará similar talento para a mediocridade, que não é savant, que não é preciso, que não é justo).

Novo combo de pensamentos, poesias e filosofias

1- Contribuiçoes do espectro do savantismo ( incluindo obviamente o  autismo ) para a civilização.

Beethoven, Michelangelo, Sócrates, Confúcio, o índio xamã ou o arquiteto que projetou as piramides do Egito. Todos eles tinham algo em comum. Foram solapados pelo eco da precisão cognitiva que se caracteriza o núcleo espectral dos savant e dos autistas que são parcialmente savants. Se não fosse por estas variações de cognição e personalidade, as civilizações não teriam florescido (e enegrecido o manto verde)…

Belos olhos de reflexão,

mãos que flamam pela precisão,

nascido para moldar, para humanizar elementos sem vida evidente,

para enfaixar as mãos de areia e pedra da mãe Terra, para refletir nossas angústias e alegrias, 

para confirmar o poder de despóticos absolutos,

para aumentar a fantasia daqueles que se esquivam do mundo real,

mentes que nasceram diferentes, que se banham em água ardente do pensar e do pesar,

mentes únicas, a singularidade que transforma o pó latente em alegoria divina,

a fonte única de onde brota todo o talento humano… o sábio que em frances, se traduz savant,

e reluz a rebeldia da antropoessencia.

 

2- Democracia é irracional, a maioria nunca esteve predominantemente certa sobre nada.

 

Em um mundo em que ”somos todos iguais”, a democracia faz sentido. Mas as massas sempre foram estúpidas e talvez sempre serão. Então, o poder do ”povo”, significa por si próprio, a idiocracia, o estúpido impondo suas distorções da realidade a partir de diretrizes sussuradas por psicopatas, o sistema de indivíduos psicopáticos manipulando a opinião da multidão de mentes dependentes e voce e eu, eu e voce, no meio de toda esta loucura.

A conformidade só funciona para aquilo que é lógico, racional, empático e holístico.

A democracia não é uma virtude,

idiocrática em sua plenitude,

as massas são uma aglomeração de mentes dependentes,

o senso comum não substitui aquilo que está sempre certo,

o infinito das respostas perfeitas, é superior a frivolidade daquelas da igreja,

ou da universidade…

O poder do povo, é o zumbir do lobo,

que surrura travessuras e gostosuras,

As pessoas devem aceitar com alegria que os representantes de Deus possam e mereçam governá-los,

que sua balança de amor e razão não virá para doutriná-los mas para se achá-los em meio a teia do existir,

deixe o sábio transcender o seu ato, de consumir a sua conservação presenteando o paraíso que tanto quis…

 

3- Todos os animais (e todos os seres vivos) tem as suas respectivas ”religiões” instintivas ou instinto específico, que podem ser chamadas de ego-especismo.

 

Negar a realidade e amar a si próprio, ”desprezando” as demais espécies, não é uma particularidade humana… não mesmo.

A alienação especiecista é a pedra filosofal-naturalista…

Todo ser vivo tem o seu cristo.

Vive dentro de tua matriz,

cheira o teu cheiro mas não daqueles do outro lado do rio,

sente aquela sensação que apenas os teus podem sentir,

cria um Deus todo poderoso que na verdade é apenas a metalegorização de sua mente de multidões,

precisa estar conectado com os teus iguais, de um jeito ou de outro,

porque a união faz a força e a força quem faz é a natureza,

Se aliena sem ter qualquer consciencia disso,

Se sente o centro das atenções, porque o ego é o fogo da conservação,

da mesma maneira que formigas minúsculas esbanjam músculos de cooperação,

tudo é centrismo, tudo é centrado, é centrico e é alimentado pelo excentrico,

A inconsciencia egocentrica da espécie é a religião primordial,

Talvez o próprio universo também se aliena quanto aquilo que lhe causa desgosto ”ou” que não lhe é familiar,

Somos crianças, mas criança é apenas mais uma palavra,

Todo ser tem o seu Deus e todo Deus é o reflexo ”perfeito” de si,

Alguns se veem no espelho e penteiam seus cabelos cacheados, outros vivem o espelho, sem precisar deste objeto quebrável para alimentar a sua chama…

 

4- Parasitismo e a alegorizaçao Cultural do déficit. O exemplo ”darwiniano”.

 

Eu já comentei aqui que não existe maldade a partir de uma perspectiva evolutiva, mas sim, um déficit em certo atributo cognitivo que expresssa cooperação.

Em minha recente leitura do livro ”Seleção Natural” de Charles Darwin, eu encontrei a mesma constatação que cheguei sobre este assunto. O parasitismo, uma das manifestações da ”maldade” na natureza, na verdade, se constitui fundamentalmente em um déficit cognitivo em que as espécies dotadas deste ‘perfil’, ”se especializam” neste tipo de comportamento. Eles só sabem fazer isso… da mesma maneira que os predadores não tem culpa, ninguém tem pra sermos bem sinceros e hiperrealistas.

Da mesma maneira que o matemático desde a tenra infancia já demonstra grande motivação para estudar matemática, o psicopata apenas se utiliza de sua técnica de auto-conservação, produzindo a sua cultura neurológica habitual, o parasitismo ou o predadorismo.

Não estou defendendo bandido, estou defendendo uma maneira realmente racional, holística e diplomática de solucionar os problemas morais humanos e nada mais correto do que mesclar nossa maneira de alegorizar, humanizar a realidade, com a realidade que é independente de um viés feito por um observador, é porque é.

O exemplo dos pássaros cuco é muito interessante visto que algumas espécies ainda conseguem construir o próprio ninho. Só que estes ninhos serão de baixa qualidade ou serão construídos em lugares inapropriados. Observa-se aí uma tentativa de se produzir algo por um ”parasita”, só que como ele não é capaz de faze-lo, acaba explorando o trabalho alheio. Sim, novamente a lamúria esperta que poderá ser usada por muitos psicopatas…

”Eu nasci assim e só sei fazer isso”

Faz sentido.

Este exemplo foi usado por Darwin para mostrar como que o ”instinto” pode variar entre as espécies. O mesmo pode ser comparado ao caso dos seres humanos ‘anti-sociais”, em que a tentativa de ser empático, na maioria das vezes terminará em desastre.

 

A maldade, que a mãe natureza me pregou,

com um prego que fez sangrar o coração de imaginação cristã,

resvalou sangue e me fez gostar de ti,

tornou-me um alguém que foi em direção a outro caminho,

que ao invés de construir, prefere aproveitar daquilo que os outros produziram,

é o instinto, tudo aquilo que minha mente guardou e pode fazer,

vítimas, eu, o predador, ou eu, o parasita,

ei de conquistá-las,

esta mente inconsequente não evoluiu para buscar por Deus, a perfeição,

não me culpe mas me ajude, 

eu não tenho culpa,

e nem voce.

 

5- Não confunda humildade com auto depreciação.

 

Nem precisaria de um mini texto para comentar sobre este título. Pessoas orgulhosas e até mesmos aquelas que são narcisistas podem ser humildes. Duvida**

A personalidade, assim como a inteligencia, é multidimensional, a nível individual. Depende apenas de qual perspectiva de interação que estivermos falando. Não é contraditório, é individualmente diverso e complexo.

 

Comigo não meu irmão,

eu sou orgulhoso de mim, 

mas prego a humilde reflexão,

eu não sou um, mas vários,

pois me concentro em 3 personas,

nada de auto depreciação,

pra isso, basta-me a dúvida.

 

6- Algumas diferenças qualitativas de tipos mais generalizados de ”genios”.

 

A relação entre predisposições psicopatológicas e genialidade, parece se dar principalmente no reino dos genios artísticos, filosóficos e ou literários.

Eh sempre importante especificar de qual grupo que estamos falando…

No entanto eu tenho a impressão de que a incidencia de ”personalidades extremas” será muito mais comum entre os grandes genios do que em relação aqueles que definimos como tal mas que serão mais como ”semi-genios” ou ”superdotados de alto funcionamento”…

Parece que a incidencia de ”psicopatologias” também tenderá a ser elevada entre os grandes genios da ciencia. Lembre-se, estamos falando de poucos indivíduos e não de uma multidão na casa das centenas de milhares.

A relação organicamente correlativa entre genio e ”personalidades extremas” parece se assemelhar aquela que existe entre o mesmo e o canhotismo. Em uma multidão de superdotados ”comuns”, nós teremos poucos canhotos porque os mais altos níveis de inteligencia neurotípica serão caracterizados pela predominancia de atributos fisiológicos e neurológicos contextualmente positivos ou que estão sob forte seleção e aperfeiçoamento.

No entanto, quanto mais alto subirmos a montanha do intelecto, mais perigos encontraremos.

Médias acumulam maior fitness ou saúde enquanto que os extremos, quase sempre terão como resultado algum tipo de desequilíbrio.

Os mais altos níveis de sapiencia da espécie me parece ter uma tez filosófica profunda, porque ao contrário da ideia termaniana de super funcionalidade, os grandes genios caminhariam para serem o bio-produto de desordens organicas. Isso prova a teoria lombrosiana que define o genio como alguma forma de ”doença mental”, enquanto que também prova a teoria termaniana sobre a funcionalidade acima da média do ”superdotado comum”. A natureza filosófica da genialidade se dá por causa da quase-necessidade de haver alguma desordem organica que possa elevar a autoconsciencia, uma das características mais significativas desta condição única e poderosa.

6.1- … e o ‘genio sábio’ como o verdadeiro representante de ”Deus” no mundo, nada de padres (ao menos se forem sabiamente geniais). O ”homem por inteiro”, a antítese da dualidade primordial.

Deus é a perfeição onde vivemos, é o todo, é tudo. Nós somos parte deste grande e misterioso organismo fenomenológico que ”a tudo” encapsula. Somos filhos do atrito, eu já disse. E somos atritos tal como nosso grande e singular pai, porque filho de peixe, peixinho é, filho de Deus, atrito é.

Os sábios são aqueles que mais aproximam da verdade divina, a busca pela perfeição, se toda a cadeia desarmonica predisporá o organismo a sua própria destruição.

Ao contrário dos ”representantes de Deus”, que nós nos habituamos a conhecer, apenas aquele que é dotado de grande capacidade empática, holística e racional é que poderá ser considerado, tratado como tal. Todas as hierarquias eclesiásticas são apenas a tentativa de emular aquilo que pode ser visto a olho nu, a busca incessante por Deus, pela verdade ou verdades absolutas que o sábio é tão talentoso na prática.

Apenas aquele que pode ver os dois lados deste mundo naturalmente instintivo e competitivo, em que vivemos, que poderá desenvolver as respostas mais sábias, mais apropriadas para cada situação. Um rei salomão sem trono. A inércia de mantras e a retroalimentação das incertezas existenciais de pessoas inseguras com base na invenção de estorinhas fantasiosas, não representa a sabedoria. Apenas o sábio que poderá faze-lo.

 

Perfil incomum de personalidade x cognição

 

A singularidade do comportamento e da personalidade em conluio com a ”cognição” (a capacidade técnica= memória, capacidade de replicação do conhecimento ‘adquirido’…) podem ser importantes meios de se avaliar o potencial criativo. A personalidade singular por si só já é uma forma de manifestação criativa, tal como as plumas de cor incomum de uma ave, por exemplo.

 

7- Herança vertical de ideias e as mesmas como prelúdio a ação…

 

Se voce for uma pessoa honesta ou dentro do espectro maior de honestidade, então será mais propenso a transformar as suas ideias em ações. Para pessoas onde os fins não justificam os meios, as ações são o caminho natural das ideias. As ideias são embriões que poderão nascer e se tornar ”realidade”.

A herança vertical de ideias é outra proposta interessante onde que caminharemos para internalizar ideias, especialmente quando são produções independentes ou herdá-las, quando são de outras pessoas.

Da mesma maneira que compramos coisas e guardamos em nossas casas, também fazemos o mesmo com as ideias.

 

8- Aprendendo a entender testes de personalidade: “vc está fazendo isso errado”.

 

Santoculto, o idealista (INFP) racional (INTJ).

Todos nós somos um pouco de tudo,
Não existe ou então é muito raro um perfil ”puro” de personalidade,
Se entenda primeiro, compare seu auto julgamento com os resultados dos testes e chegue num consenso depois, baseado em neutralidade e parcimônia.

 

9- Tamanho da população fundadora para explicar comportamento coletivo predominantemente tribalista.

 

Tipo de personalidade,

Tamanho da população fundadora de uma determinada etnia, raça ou povo,

Enfatização cultural coletiva (seleção dos mais adaptados a proposta cultural e ou ostracismo ou expulsão dos menos adaptados) ou ciclo da cultura, a retroalimentação de uma proposta hierárquico-coletiva,

Seleção com base na conformidade comportamental ”ou” des-seleção dos inconformistas.

 

10- O extremismo do hábito equivocado em todas as suas manifestações.

Crenças fantasiosas potencialmente conflitivas está para o alcoolismo…

O dogmático estúpido é um alcoolatra viciado em ideias equivocadas.

Algumas pessoas se viciam em drogas, álcool, sexo, outras, ou muitas, se viciam em ideias equivocadas.

Pode controlar o vício, mas alguns serão tão acopláveis a personalidade e a cultura neurológica, tal como o vício de drogas pesadas como o ”crack”, que serão muito difíceis de serem removidos.

Vale ressaltar que nem todo dogma que será ruim, mas geralmente, dá-se uma enfase de natureza negativa a esta palavra, que significa que seja o certo a se fazer.

As ideias de maior hereditariedade ou força serão aquelas que se comunicarão mais intensamente com a essencia da personalidade. Portanto, algumas ideias são naturalmente compradas por certos tipos de personalidade e cultura neurológica (a interação entre cognição e personalidade e a construção da própria cultura, o valor semantico que damos a vida, a nível individual e personalizado).

 

11- O problema do conflito entre empatia e honestidade.

 

As pessoas muito honestas podem parecer muito brutas em relação aos outros.

 

12- Epigenetica, a seleção natural dos ”excluídos”. Quanto mais selecionado for um traço, mais fixo se tornará, mais demograficamente generalizado será e mais ”perfeito” será, especialmente em termos de saúde.

 

13- A onipresença do ”savantismo” no Reino animal não-humano. E o equilíbrio dos sentidos da espécie humana como marcador de sua singularidade, a razão da complexidade do seu cérebro e de sua capacidade de entender globalmente a realidade percebida.

 

Todos os animais não-humanos apresentam hiper-especialidades cognitivas, tal como os savants humanos…

O ”savantismo”, a super simetria cognitiva, parece estar onipresente entre os animais não-humanos enquanto que parece estar mais equilibrado entre os mamíferos mais próximos de nossa espécie e de nós mesmos.

Seríamos consideravelmente mais equilibrados em todas as funções organicas (e mentais), que justificaria nossa excepcionalidade mental. Super olfato* Super visão* Super paladar* Não, apenas humano, ”equilibrado” e ”capaz” de entender a realidade com todos os sentidos.

Como não ser um psicólogo retardado…

Psicólogos, em média, parecem que tem fobia de ”desordens mentais”…

Um belo dia, enquanto eu estava lendo os comentários na comunidade aspie Wrong Planet, me deparei com um depoimento revoltante de um dos comentaristas. Ela ou ele, disse que durante a sua consulta no psicólogo, o mesmo lhe disse mais ou menos desta forma

”Voce se parece com um computador. Nós não dizemos que  computadores são inteligentes não é**”

Imagine que voce é pai ou mãe de uma criança ou adolescente asperger e que seu filho em um belo dia de outono, chegue pra voce e repita aquilo que o psicólogo lhe disse. Se eu fosse o pai, ficaria revoltado. O meu filho foi chamado de burro e comparado a um computador, a uma máquina. Ele foi desumanizado.

O psicólogo sabichão e demente que fez este desfavor com a pobre da criança (ou adolescente), no entanto, parece ter cometido mais gafes além da principal, de ter ofendido o seu paciente de maneira tão fria, visto que não é verdade que os computadores não sejam inteligentes e nem que um autista, especialmente aquele que for de alto funcionamento, ”seja como um computador”.

Primeiramente, os computadores são a manipulação, o retorcimento sofisticado de matéria inanimada. As comparações descarteanas entre o ser humano e a máquina (para ”provar” a inexistencia de Deus) já foram longe demais. Nenhum ser humano ou ser vivo será igual a um computador porque o primeiro é feito de matéria organica e o segundo não. Eh quase o mesmo que comparar uma pessoa alta e magra com um cano de encanamento. E este exemplo que parece ter sido verídico, o depoimento desta pessoa,  é ainda pior porque não se baseia apenas na ofensa descompromissada, de reles chacota, mas no sentido de forçar a pessoa a se ver como ”alguém que age como um computador”, que não age como um ser humano.

Segundo que a incapacidade de um psicólogo para reconhecer a inteligencia natural que flui de boa parte da população autista, especialmente os de alto funcionamento, é um sinal de ignorancia na própria ciencia que tentou se especializar.

Inteligencia é complexa porque é diversificada, mas a grande maioria dos autistas são muito inteligentes em relação as suas áreas naturais de super especialização e nenhum teste cognitivo generalista ou ”impressão pessoal” serão capazes de mudar esta realidade.

Terceiro que se os computadores não são inteligentes então por que nos tornamos dependentes deles e os usamos para encontrar respostas ou para traduzir algum idioma*** Eu acesso uma máquina estúpida para deixar de ser tão estúpido, deveria pensar o demente da ”saúde mental”. Alguns destes profissionais é que merecem acompanhamento psicológico.

Mais uma vítima destas bestas humanas (obviamente que não estou querendo dizer que TODOS os psicólogos sejam assim, mas eu suspeito que a porcentagem de retardados mentais não seja demograficamente sutil).

Auto diagnóstico para a monomania

Eu adoro  rotina…

Alguns dias atrás eu estava mexendo no meu celular quando de repente ele parou de funcionar. Além deste fator, também me foi comunicado quanto a uma possível mudança de rotina em minha vida (que mais tarde foi anunciado que não mais aconteceria). A possibilidade de mudança radical em relação aquilo que eu havia me acostumado a fazer me causou um baque e eu entrei em leve parafuso. O desespero bateu em minha porta e eu pude dizer ”meu mundo caiu” sem me preocupar em ser brega ou copiador de frases alheias. De fato, aquele pequeno período do meu dia, quer dizer, da noite, foi angustiante e me fez repensar toda a minha vida. Uma bobagem para a maioria, mas que caiu como uma bomba pra mim. Eu já suspeitava mas nada como a sensação real, verdadeira, legítima, para que voce caia em si e perceba que não é apenas uma suspeita. Eu sou monomaníaco.

Eu adoro rotina e me acostumo a elas, também ou fundamentalmente porque eu tenho tendencia a vícios.

A monomania é uma característica comum encontrada em alguns grupos tais como

– autistas

– genios

A explicação lógica da monomania pode se dar com base no excesso de informações ambientais e a tendencia super especialista de minha mente para se entreter com os meus ”poucos” interesses ou hobbies. Uma mente com gravidade pesada, nos fará menos enérgicos em um sentido físico e portanto menos apto para labutar todo dia, das 7 as 17 horas, andar a cidade toda, fazer um monte de atividades triviais. Para quem tem uma cabeça mais vazia ou menos congestionada, agirá mais e com mais afinco do que aquela que tem um transito paulistano de ideias, percepções e pensamentos pulando dentro da cabeça.

E eu posso ser monomaníaco e também ser aberto a novas experiencias, desde que aconteçam dentro do contexto de minha rotina.

 

Novo combo de ideias….

1- Vegetarianismo causa depressão e ansiedade?? Ou são as pessoas que estão mais predispostas às duas condições que são mais propensas a serem vegetarianas??

 

Nem vou desenvolver esta primeira ideia, se o título já fala por si.

 

2- Mente poética ou mística, mente filosófica ou analítica e mente científica ou empírica. Graus de doença mental, auto consciência, criatividade, empatia, inteligência, conformidade…

 

De todos os tipos de ”virtuosos cognitivos ou técnicos e intelectuais”, parece existir uma tendencia espectral de aglomeração de similaridades psicológicas, onde que aqueles que são mais talentosos na produção criativa cultural (e recreativa a objetivamente funcional) tenderão a se aglomerar no lado místico e poético enquanto que aqueles de mente científica ou empírica tenderão a se localizar do outro lado do ”rio”.

Racionalidade em seus níveis médios (e mais contextualmente funcionais) apresentará uma tendencia de se justapor a conformidade social (porque é racional de se faze-lo, especialmente se voce for um ”seguidor”). No entanto, ao contrário do que se imagina, eu acredito que em muitos espectros, 3 extremos existirão e não apenas aqueles que se localizam em dos dois fins desta continuidade abstrata porém realista.

E no caso deste espectro, especificamente, eu vejo que além do extremo místico e do extremo empírico, também existirá o extremo filosófico, que ou aquele que tende a combinar os dois modelos de transcendencia evolutivo-cultural.

 

3- Criatividade e sexo. Criativos contínuos são mais sexualmente obsessivos enquanto que os criativos descontínuos são mais sexualmente controlados.

 

Por razões óbvias. Maior energia cerebral = maior desejo sexual*** Ok, nem sempre que será assim, mas ao menos comigo, acontece deste jeito mesmo, jajajajajajaja.

 

4- O verdadeiro normal: empático-racional.

 

O natural verdadeiramente equilibrado será o empático racional. Racional porque entende o mundo a partir da realidade a que temos acesso e portanto, buscar construir algo a partir desta perspectiva, estipulando sucesso em seus cálculos de probabilidade. Empático porque pode se colocar no lugar dos outros assim como também na tentativa de entender o mundo por diferentes perspectivas.

A empatia em comunhão com a racionalidade é a verdadeira prática da sabedoria, da bondade…

A real normalidade é idealizada, assim como tudo aquilo que damos valor perfeito.

O ”normal” na verdade é apenas ou fundamentalmente o domesticado que nossas queridíssimas elites de merda dão grande valor.

 

5- Esvazie a sua mente e comece de novo. Para não ser uma barata tonta. E o veneno da mídia.

 

Quase tudo aquilo que de relevante que a mídia lhe conta diariamente, tem grandes chances de estar errado. Voce está sendo nutrido com base na desinformação. Se é um adulto cronológico, então a sua mente já estará bastante saturada por estas mentiras. Existe a poluição ambiental, sonora… e também existe a poluição mental, quando o teu cérebro está infectado por toxinas ou mentiras que são perpetuadas pelos meios de ”comunicação” ( e de doutrinação). Se tem algo de essencial que está mal compreendido por voce e não tem consciencia disto, então pode ser possível que em uma situação específica, em que este algo for acessado, e for de longo prazo, possa te afetar consideravelmente, de maneira bastante negativa.

Esvazie a sua mente e se reeduque.

 

 

6- A diferença entre astúcia, sabedoria e inteligência. O lado escuro da sabedoria.

 

A astúcia é a ”pequena sabedoria”. O astuto, muitas vezes, acabará refletindo o lado escuro da sabedoria. Sim, a psicopatia também se caracteriza por doses de sabedoria cognitiva mas sem o componente moral-emocional, positivamente instintivo, que caracteriza tão eloquentemente bem o que a sabedoria se consiste. No entanto, enquanto que o psicopata é um potencial predador perigoso, o astuto seria mais ou menos como o mundano average joey que sabe usar os miolos para afagar os seus desejos fugazes.

 

6.1- Astuto: o sábio mundano e ou o psicopata de pequenos truques, de pequenas e constantes vitórias.

 

O astuto se localizaria então no meio do espectro entre a psicopatia e a sabedoria e mais perto da personalidade anti-social.

 

7- Personalidade é o instinto em camera lenta.

 

Mais uma vez, nossas reações ou respostas instintivas são muito mais complexas em relação as ações que as provocaram, do que em relação aos animais não-humanos. Podemos escolher, temos ”livre” arbítrio a partir de nosso arcabouço genético-cultural para respondermos as intempéries que interagem conosco de muitas outras maneiras do que o simples ato de lutar inconscientemente pela própria vida. A evolução humana se consiste no retardamento temporal desta resposta instintiva. O tempo represado, lento, entre a ação e a reação, ”nos fazem humanos”.

 

8- O caçula desprezado.

 

Um mundo dominado por irmãos mais velhos seria uma das causas para o mundo disfuncional em que vivemos**

 

Batendo na mesma tecla ”educação promove desigualdade”.

9- Vestibular,  seus descontentes e a uni-versidade.

 

Por que o nerd de inteligência simétrica e elevada esta em vantagem injusta para com aqueles de inteligência assimétrica??  Batendo na tecla ”a educação promove a desigualdade”.

Quase todos os testes para admissão em algum trabalho ou subida dentro do sistema (unilateral) meritocrático, ao menos no Brasil, se baseia na enfatização da inteligencia geral do que uma diversificação para outros tipos, mais especificamente a panaceia de inteligencias específicas.

Supostamente, aqueles de maior pontuação em provas de vestibular, seriam aqueles que mais esforçaram, mas voces já sabem que não é bem assim, especialmente se levarmos em consideração que o potencial de desenvolvimento ou ao menos de memorização das pessoas varia consideravelmente, porque alguns elásticos são mais elásticos do que outros.

10- Cultura se resume à uma transcendência coletiva de raízes alegórico-naturais de culto ao líder

( psicopata).

 

Qualquer cultura, especialmente as culturas ”complexas”, apresentarão uma tendencia de serem apenas ”transcendencias” coletivas de culto ao líder que construiu ou que sustenta este sistema social.

 

11- Diferenças entre melancolia e introspecção.

 

O melancólico pode ter potencial para se tornar introspectivo, mas geralmente, como foi mostrado a partir dos níveis de Dabrowski, este tipo tenderá a se manter em sua neurose particular, a provação de ser por demasia acordado, vigilante e sem a vontade ou capacidade de alegorizar esta dimensão intensa e dura.

A introspecção se diferencia da melancolia, talvez, por causa da enfase conceitual que cada uma carrega, porque enquanto que na primeira, se enfatiza a tristeza profunda, na segunda, o produto entre auto consciencia e idade mental avançada (ou simplesmente intelecto),  será o objeto a ser levado em consideração.

 

12- A verdadeira relação entre autismo e testosterona e as possíveis diferenças entre psicopatas e autistas.

 

Um leitor, muito recentemente, resolveu me questionar em relação aquilo que escrevi no texto Inteligencia neotenica e a de predador. Bem, ele não entendeu o porque de autistas e psicopatas, apesar de suas diferenças, serem ”produzidos” pela mesma panaceia de similaridades biológicas.

A partir daí, eu tive muitas ideias para tentar sofisticar a minha explicação.

A primeira, não herdamos ”genes”, mas ”o desenvolvimento de genes”. Se em todo mundo, existem autistas e psicopatas, então não pode ser possível, a primeira instancia, que sejam fruto de combinações aleatórias e epigenéticas durante o período intra uterino se o padrão é universal. O mesmo pode ser aplicado a todas as outras condições minoritárias. Se somos como pergaminhos então temos uma programação de desenvolvimento a ser herdada e não apenas um conjunto de genes. Vemos isso nos animais não-humanos, mas nem precisamos usá-los de exemplo. Por exemplo, o desenvolvimento de nosso corpo, da infancia a fase adulta, é uma herança de programação que varia de acordo com a herança. Estamos quase sob a tutela caprichosa do ”destino”, enquanto pergaminhos que se desdobram mas que já estão escritos. A vida não é aquilo que está escrito em nossos genes, é aquilo que vivenciamos por meio de interações de curto a longo prazo. O desenvolvimento do cérebro é outra programação de desenvolvimento hereditária, nossos planos ”quinquenais”. Os cérebros dos superdotados por exemplo, tendem a amadurecer mais lentamente porque tem mais caminho pra percorrer, mais desenvolvimento para fazer. Os cérebros dos esquizofrenicos, especialmente do(s) tipo mais comum(ns), parece que sofre um bug durante o início da fase adulta e isso também parece estar programado para acontecer, se a maioria dos esquizofrenicos, passam a sofrer com os sintomas de sua condição a partir dos 20 anos.

A segunda ideia é sobre a diferença entre ”exposição ao testosterona durante o período pré natal” e ”carga individual do hormonio”. Sabe-se que homens com mais testosterona tenderão a apresentar uma série de comportamentos e características fisiológicas que estão condizentes com o seu efeito. Maior agressividade, maior altura, mais músculos, mais socialmente dominantes, com mais pelos no corpo, com maior desejo sexual, rostos mais masculinos…

Os autistas tendem a se caracterizar pelo quase oposto, visto que enquanto que os homens autistas tendem a ser menos masculinizados, as mulheres tenderão a ser justamente a do tipo mais masculino.

A minha hipótese é a de que o testosterona altera o cérebro, tornando-o mais ”masculino”, e o chamado ”cérebro autista” seria do tipo hiper masculino, como foi pensado por Baron Cohen. Mas isso não significaria que o hormonio também faria os autistas mais fenotipicamente masculinos, pelo que parece eles não são, os homens especialmente. Portanto, os autistas são mais masculinos em termos cognitivos por causa da exposição ao testosterona, mas eles em média teriam baixa carga de testosterona.

Autismo= Cérebro hiper masculino em um corpo com baixo testosterona.

Pais com baixo testosterona e mães com alto testosterona, seriam mais propensos a terem filhos autistas e enquanto que o filho autista puxaria o pai, a filha autista puxaria a mãe, ambas de alto testosterona.

Outra hipótese é a de que, sim, os autistas masculinos em média, teriam maior carga de testosterona, mas as vantagens evolutivas contextuais do hormonio em homens neurotípicos, como as características que mostrei logo acima, não se fariam presentes nos autistas, porque apesar da maior carga, o testosterona seria de menor qualidade ou com mais mutações.

Em compensação, os psicopatas por sua vez, se caracterizariam pelo excesso de exposição ao testosterona durante o período intra uterino assim como também teriam alto testosterona. Isso explicaria muitos de seus traços comportamentais. Claro, são médias, isso não significa que todo psicopata será assim nem que todo autista será assado, mas pode ser que se relacione com as médias para cada um dos grupos.

O psicopatia seria alguém com um cérebro masculino, um excesso de vantagens do hormonio testosterona.

 

13- Escravos colocam seus deveres antes dos seus direitos. O auto consciente coloca os seus direitos a frente.

 

Se todos seguissem a sabedoria do auto consciente, não viveríamos nestes tipos de sociedades estragadas, extremamente desiguais.

Refutação de uma tendencia interessante em relação ao comportamento dos ”socialmente liberais” pelo neuropolitics. Os ”esquerdistas” e afins, tendem a olhar mais para o chão quando estão caminhando… Mas por que**

Hoje de manhã eu fui na padaria comprar alguma coisa para os meus pais. Então, na maior parte do trajeto, eu prestei mais atenção ao chão, do que olhando de maneira ”confiante” pra frente. Eu sou muito tímido (mas vou explicar mais abaixo que é não tão direto e simples assim) e compartilho de uma tendencia familiar materna para a fobia social. Mas apesar de tudo levar a indicar que a minha personalidade introvertida me faça focar no chão quando ando nas ruas, eu desconfio que esta correlação não seja assim tão conclusiva. Como hoje é domingo (texto que está sendo escrito neste dia naturalmente depressivo), então eu não me deparei com muitas pessoas na rua quando fui a padaria. Mas geralmente, eu tenho uma inclinação para olhar para cada face que vejo quando estou andando na rua. Eu olho mais para as faces do que elas pra mim. Eu sou curioso e gosto de olhar para as pessoas para ver se elas retribuem. Também olho porque sou preocupado em ser educado com algum conhecido (mas percebam que muitos conhecidos não retribuem a minha nano-preocupação comportamental). Eu tenho tendencias depressivas e de ansiedade, mas quando eu ando nas ruas e olho mais para o chão, eu não o faço porque tenho vergonha de olhar para as pessoas, mas é porque eu apresento idiossincrasias fisiológicas na parte inferior do meu corpo. Eu manco, ligeiramente, e provavelmente se dá porque uma de minhas pernas é maior do que a outra. Este problema também me faz mais cansado e desastrado do que outros.

O site neuropolitics que mostra as diferenças comportamentais, neurológicos e cognitivas de (socialmente) liberais e conservadores americanos, encontrou que os primeiros, que no Brasil nós denominamos como esquerdistas, tendem a compartilhar algumas tendencias comportamentais interessantes, como depressão, ansiedade e o hábito de olhar mais para o chão do que para as pessoas quando estão andando nas ruas. Descobriu-se ainda que o contrário tende a acontecer com (socialmente) conservadores, visto que tendem a andar nas ruas olhando menos para o chão. Supostamente, estas diferenças parecem indicar níveis de dominação social. Os mais extrovertidos (foi descoberto que os conservadores tendem a ser mais extrovertidos do que os liberais) são mais confiantes e olham menos para o chão e mais para as pessoas. Eu não sei em que condições que essa pesquisa foi realizada mas eu acredito que o rigor na avaliação dessas diferenças que parecem sutis, é fundamental, visto que o risco de resultados equivocados é muito alto.

Partindo da ideia de que muitos esquerdistas ”neurotípicos”, sejam ou estejam ”dentro do” espectro autista ou do espectro da neurodiversidade, muita mais do que os (socialmente) conservadores, então a suposta nano-timidez não-verbal não se baseará na timidez em si, no medo ou vergonha de olhar para as outras pessoas, mas especialmente porque pode ser que muitos de nós, socialmente liberais, compartilhemos várias características fisiológicas que se aglomeram em grande proporção entre os autistas e entre os ”neurodiversos” em geral, como deformidades no esqueleto. Cesare Lombroso descobriu entre as mentes brilhantes que analisou, que muitos de seus donos compartilharam o estranho defeito fisiológico da desproporcionalidade de tamanho nas pernas. Muitos genios europeus famosos até o século XIX, eram mancos.

No neuropolitics, também foi encontrado que os socialmente liberais tenderiam a sofrer mais de fadiga cronica do que os conservadores. Querem saber mais** Eu acho que sofro, não sei se cronica, mas de uma preguiça que se ”assemelha” em grandeza aquela que ”acomete” a população de Salvador. E mais, eu acredito que minha fadiga, preguiça, se de justamente por causa das minhas idiossincrasias nos membros inferiores, rs.

Portanto, a minha proposta aqui é a de sugerir que uma tendencia para defeitos fisiológicos, podem ter um papel mais importante para explicar porque eu e muitos outros socialmente liberais andem olhando para o chão. Se minha perna esquerda é ligeiramente maior que a direita e isso me faz mais naturalmente desequilibrado então eu vou tender a olhar mais para o chão, para evitar quedas. Eu sou pró-social e se as pessoas fossem educadas e empáticas, eu seria bastante popular. Mas a maior parte da população, ao menos neste Brasil varonil, são retardadas (também) nestes dois aspectos.

Face de Jesus na árvore

Eu estou andando em uma rua lotada de pessoas e olhando mais para o chão, obviamente para não tropeçar e bancar o debiloide. Só que meu cérebro que é bem ‘‘ixxxperto” poderá interpretar isso como ”timidez” e a partir daí, eu vou começar a internalizar que eu olho para o chão porque eu tenho medo ou vergonha de encarar as pessoas, mas eu não tenho medo de encará-las, porque sou eu que quase sempre tomo a iniciativa. Eu sou tímido para interagir a longo prazo com as pessoas, porque não gosto de laços fracos ou subjetivos de amizade, isso não significa que eu sinta medo ou vergonha delas. E em um ambiente com muita informação para ser digerida, aquela que mais parecerá plausível a primeira vista é que tenderá a dominar o pensamento.

Outra possibilidade, um complemento para explicar este nano-hábito que é mais comum em socialmente liberais. Autismo tende a se relacionar com defeitos na espinha dorsal. O aumento ou a complexidade da inteligencia é uma caixinha de surpresas não acham** Tudo em excesso é ruim, inclusive a inteligencia. A distribuição prometeiana de traços aos seres humanos, a nível individual, nos mostra que quando há um excesso de inteligencia ou criatividade, haverá uma tendencia para ter escassez em alguma outra parte e como evoluímos de populações muito menores, então a herança de uma maior inteligencia ou criatividade também significará um aumento de um leque de vulnerabilidades muito mais antigas do que nossos tataravos.

Talvez, voce nem seja tão tímido assim como pensa. Voce é apenas uma pessoa com a espinha dorsal torta ou com  uma perna maior que a outra que o torna naturalmente desajeitado e faz com que seu cérebro complexo interprete esses defeitos como algo que se relacione com a sua personalidade, uma correlação falsa, visto que o problema não é a sua essencia mas o seu medo constante de não tropeçar entre as pernas e bancar o bobo. Algumas das culturas individuais de interação que o ser humano pode criar e alimentar, podem ser muito dolorosas. Eh necessário prestar atenção neste tipo de coisa.

Outro aspecto interessante. Talvez a fobia social em autistas, também possa ser o resultado de uma internalização constante e acumulativa de proto-pseudo-percepções em que defeitos ou dificuldades de natureza fisiológica, são interpretadas como problemas emocionais. Mas parece evidente que o problema autista e daqueles que compartilham muitas similaridades não tem sua origem neles porque muitas vezes… o problema ”serão” os outros. Em muitas, mas não em todas as vezes. Pessoas complexas exigem interpretações complexas.

Asperger de alto funcionamento, isso existe**

Eu não sou super sensorialmente sensível (ainda que tenha uma audição, digamos assim, interessante, dentre outros pormenores fisiológicos que não são potencialmente dolorosos),

Eu tenho fobia social, mas que não é constante e não é provocada por grande ”desconexão neurológica” com mentes neurotípicas (a minha ”grande desconexão” se dá de maneira e por motivações relativamente distintas),

Eu gosto de movimentar o meu corpo quando estou muito eufórico e especificamente quando estou ouvindo uma música nova que me encantou. Mas eu posso parar de me movimentar quando eu quero porque estes não são movimentos involuntários,

Eu tenho quase todas as vantagens que estão presentes entre os autistas mas praticamente não tenho nenhum sintoma fisiologicamente objetivo que faça com que necessite tomar remédios para me controlar.

Eu posso ver detalhes e padrões que ‘as outras pessoas” não podem ver,

Eu sou obcecado por interesses não-sociais ou intelectuais, me torno um especialista (ou quase) neles e chego até mesmo a me aprofundar mais do que uma pessoa neurotípica clássica seria capaz de faze-lo.

Tenho muitas comorbidades que compõe o espectro autista.

Eu sou fisicamente desajeitado,

Eu sou canhoto,

Eu sou relativamente hiperativo,

Eu sou sexualmente fluido ou que exibe padrões anormativos de sexualidade, que não estão dentro dos conformes contextuais (ou apenas sou muito melhor em auto análise e auto sinceridade do que a maioria),

Eu sou gago (mas que não é constante),

Eu tenho alergias, minha pele é sensível,

Eu tenho tendencias maníaco-depressivas, provavelmente ao nível de uma ciclotimia, que é controlável,

Eu analiso o mundo mediante uma perspectiva hiper racional e portanto literal. Eu também posso ver o mundo em outras perspectivas mas tenho natural ou intrínseca preferencia pela racionalidade (empática ou sabedoria) do que para análises, especialmente em relação ao comportamento humano, que busquem elevar o ser humano acima de sua real condição de ”animal” ou antropocentrismo.

Eu não sou o típico nerd que gosta de Star Wars. Mas também não preciso de qualquer tipo de medicação para estabelecer um equilíbrio funcional constante no meu cotidiano.

Eu tenho todas as vantagens, mas não tenho nenhuma das desvantagens mais graves que fazem com que o espectro autista, mesmo no de auto funcionamento, seja considerado como uma síndrome e não como parte da variação funcional humana. Eu devo estar no limite entre a síndrome ou condição sindromica e o fim de uma acumulação de padrões similares de comportamento que desembocam no ”Mar Negro” (apenas como comparação metafórica) chamado Autismo.

Este tipo de dúvida já apareceu dentro da comunidade autista e de parentes e é provável que tanto eles quanto eu, estejamos certos quanto a esta possibilidade.

Engraçado que a minha dúvida inicial sobre ”o meu” suposto autismo parece que tem lá a sua razão, ainda que continue a renegar qualquer forma de rotulação proto-patológica, porque não tenho mais a intenção de tentar me conformar a nenhum dos moldes que a sociedade moderna modelou para o gado humano.  Minha auto percepção em combinação com minha crítica ácida e realista em relação a sociedade que me encapsula, me fizeram constatar que não há nada de aberrantemente errado comigo, pelo contrário, há algo de muito primitivo e desconcertante na chamada ”humanidade”.

Se o asperger assim como também o asperger não-clássico ou ”autista de auto funcionamento”, são variantes menos sindromicas do autismo, então os ”aspergers” de alto funcionamento seriam uma variante não sindromica da condição pois se não há qualquer necessidade imperativa para intervenção medicamentosa com o objetivo do restabelecimento do equilíbrio auto-funcional, então isto quer indicar que não há qualquer vestígio de desequilíbrio mais severo ou incapacitante.

Tdah** Autismo não-especificado** Ciclotimia** Por que a psiquiatria a muito já se tornou obsoleta*

Com que ”roupa” que eu vou…

Entre 2009 e 2010, me tornei consciente da palavra ”autismo”. A partir disso, eu cheguei ao termo mais rebuscado e científico, ”síndrome de Asperger”. Muitas das características, definidas como sintomas, desta condição se emparelharam consistentemente com as minhas tendencias comportamentais e cognitivas. No entanto, depois de um tempo de encantamento e vontade de estudar e aprender sobre a assunto, eu percebi que não era assim ”tããão autista ou aspie” como eu imaginava ( mas o interesse permaneceu). Ainda que, timidez, relativa dificuldade de lidar com as pessoas e tendencia para motivação intrínseca predominante em interesses intelectuais ou não-sociais específicos, fossem características marcantes de minha personalidade, eu não poderia me considerar como um autista, porque a intensidade e a dificuldade de interação social são ainda maiores para quem de fato, se encontra no número certo para vestir a roupa ou rótulo de autista.

Atualmente, penso em ”autismo não-especificado” ou ”de estar” dentro do espectro maior de ”transtorno invasivo do desenvolvimento”, mas como eu sou muito feliz em ser eu mesmo, não consigo aceitar com sorriso no rosto e docilidade que tenha qualquer tipo de problema cognitivo ou que seja cognitivamente inferior a maior parte das pessoas que não estão no número certo para serem psiquiatricamente rotuladas.

Desde quando fui diagnosticado como ”maníaco-depressivo” durante a minha adolescencia, diagnóstico que rejeitei solenemente, deixei de fazer qualquer relação entre esta personalidade extrema e meu comportamento. Então, durante a onda de ”auto-diagnósticos” em que peguei nesses últimos anos de especialização, finalmente cheguei a conclusão de que poderia ser tal como um ciclotímico, ou seja, que ou aquele que exibe uma manifestação moderada do transtorno bipolar e validaria parcialmente a observação da psicóloga que me diagnosticou com este trans-torno durante a minha adolescencia. No entanto, eu não consegui me ver como uma pessoa psiquiatricamente defasada e que precisa de compensações farmacológicas para que possa funcionar ”idealmente” dentro da sociedade em que estou.

Eu sou relativamente instável em termos emocionais mas não é nada que possa ser considerado como um tormento constante, visto que o que define a manifestação da personalidade extrema (e qualquer outro tipo de personalidade), são justamente a sua constancia e a sua intensidade. Na verdade, depois de mergulhar e me imaginar ”mentalmente perturbado”, eu acabei percebendo que muitas das pessoas que estão ao meu redor é que parecem ser perturbadas e todas elas, se encaixam na categoria de ”normal” ou ”normatizado-padrão”. Eu sou até chato ”as vezes”, muito calmo exteriormente, monomaníaco, que gosta de regras para poder sobreviver no cotidiano (porque se deixar eu fico a devanear sem limites), com uma energia extra mas que não é lá nada muito extravagante. Talvez existam milhões de pessoas iguais a mim que neste exato momento, estejam tentando entender porque até agora não conseguiram ”serem bem sucedidas” em seus respectivos ambientes sócio-cultural-economicos. E talvez, essas pessoas sejam exatamente como a mim, uma pessoa que na verdade é até normal demais, justamente por primar pela naturalidade comportamental, combinada com altas doses de moralidade empática (diferente da moralidade cultural ou moralidade subjetiva) e de racionalidade. E sabemos que este primor pela qualidade cognitivo-comportamental é uma raridade entre aqueles que são julgados como normais. As pessoas ”normais” são enganadas por seus mestres mentais quanto a excepcionalidade da vida e da experiencia humana. Não, é muito menos do que imaginamos. E mesmo se estivesse errado, séculos de conflitos estúpidos, tem mostrado que pensar com o cérebro ”ou com o coração”, são medidas extremas com os mesmos resultados, estupidez em escala industrial.

Depois de me ambientar melhor em relação ao meu lado amigável, distraído e sonhador, acabei por me ver dentro da roupa TDAH, as tendencias criativas, inconformistas, a vontade de dizer aquilo que pensa. Bem, mas o fato de compartilhar muitas características e portanto de ter boa pontuação no quesito ”constancia comportamental”, ainda não significará que eu estarei apto para ser diagnosticado como tal, visto que no quesito ”intensidade”, eu não sou, definitivamente, alguém que ”necessite” de remédios para parar quieto no lugar ou ‘prestar atenção’. Se por um lado, eu fiquei feliz por não ter a possibilidade ser marcado como gado de ”baixa qualidade” (contextual), por outro lado, eu fiquei triste, porque além de não ter encontrado até então, nenhuma categoria da qual pudesse vestir, eu também me vi em uma situação de não estar contextualmente adaptado as demandas tecnocráticas da sociedade em que vivo e que isso tem um enorme efeito em meu potencial de adaptabilidade laboral-cognitiva. Se eu não posso adentrar em nenhuma categoria de ”especial” ou ”com necessidades especiais evidentes”, então qualquer tentativa de esclarecer quanto a minha relativa singularidade cognitiva, será entendida como desculpa para o meu desleixo de não tentar ser como o sistema gostaria que fosse.

Também cheguei a pensar sobre a esquizotípia, uma manifestação branda da esquizofrenia, mas todos os meus auto diagnósticos foram baseados em uma clara tentativa de auto-depreciação, que na minha cabeça estranha, tem significado o exato oposto, visto que, se eu posso ou não quero competir por meio de regras subjetivas, com os neurotípicos, então talvez pudesse ser visto como uma aberração de qualidade tal como hoje em dia, faz a mídia satanista ao pintar pessoas que de fato apresentam personalidades extremas em conluio com talentos raros.

Duas conclusões sobre a minha auto investigação psicológica, o meu narcisismo de se sentir especial, mesmo que esta condição especial se baseie em proto-desequilíbrio organico do sistema mente-corpo e a minha vontade de buscar uma explicação aquém daquela que seria a mais possível, a de ser um tipo poético-atávico de superdotado.

Eu tenho uma imaginação poderosa e constante, mas isso não quer indicar esquizotípia, necessariamente, um tipo de julgamento muito subjetivo.

Eu tenho um certo desequilíbrio emocional, mas isso não quer indicar ciclotímia, visto que muitas ou na maior parte das vezes, o meu destemperamento se dá por razões racionalmente complexas, que só eu consigo entender (e na verdade, convenhamos que nem é assim tão difícil para os outros entenderem, o problema é que as pessoas adoram explicações complexas para a simplicidade da naturalidade filosófica). Eu sou como o rabugento empático que não pode aceitar com um sorriso largo no rosto o mundo de atropelos e primitivismo do qual estou mergulhado.

Eu tenho uma certa energia extra e sou meio impulsivo, que nas altas rodas intelectuais, chamam de ”abertura para experiencia”, mas não quer indicar que eu tenha qualquer tipo de descontrole do qual eu não saiba como ou porque se dá, visto que meu autoconhecimento já atingiu pleno desenvolvimento a ponto de sabe-lo ou ao menos de dar-lhe um significado não-psiquiátrico a certas particularidades da minha personalidade ou alma.

Eu não estou sempre distraído ou na maioria das vezes em que estou em proto-devaneio e ainda que possa ser submergido pela distração, o meu controle cognitivo (autoconhecimento) será bom o suficiente para que possa acessar meu estado de alerta para evitá-la. Sabendo que tenho propensão a distração, devaneada por pensamentos ou não, redobro minha atenção, porque a atenção multi-integrada e mundana não vem até mim com naturalidade. Mas a minha auto-vigília sim. O que alguns poderiam determinar como sendo uma dificuldade de atenção, na verdade, pode ser entendido como hiper foco em assuntos pessoais ou que estão intrinsecamente motivados, em outras palavras, eu atendo o chamado da chama que me faz ‘existir’, eu vivo a mim mesmo sem dar grande importancia a escravização dissociativa que o sistema quer que voce faça. Que despreze a sua integridade existencial e que viva como um escravo para enriquecer gente mesquinha, tola e completamente retardada.

Talvez, o que me difira de alguém que aceita o seu diagnóstico psiquiátrico sem pestanejar, seja porque eu tenha ”escolhido” pelo autoconhecimento, sem ter tido a perigosa necessidade de me entregar de bandeja a um ”psico-especialista” que o máximo que poderia fazer, especialmente se fosse um profissional mediano, seria de categorizar minha individualidade em algum tipo de trans-torno dos ditames tecnocráticos e culturais modernos e de denominá-la como excentricidade.

Cultura da personalidade extrema e dar significado racional-criativo-alegórico a percepções, a diferença entre ‘genios’ e ‘loucos’

O que difere um indivíduo que é definitivamente lunático ( o tipo evidente de lunático, porque também temos a grande maioria da humanidade dentro da categoria de tipo não-evidente de lunático, mascarado pela normatividade coletiva), um indivíduo de inteligencia(s) normal (is) provido de uma personalidade extrema, em relação aquele que é definitivamente um genio filosófico (o tipo de excepcional com o mais alto nível de autoconhecimento)**

Na minha opinião,  será a qualidade de significados racional-alegóricos que darão a si mesmos. E para isso, a inteligencia, o controle cognitivo ou autoconhecimento e a criatividade serão fundamentais para separá-los.

Quando o psiquiatra diz ao lunático que ele é lunático, ele tenderá a discordar totalmente do psico-especialista  porque em seu mundo completamente distorcido, a criatividade inconsciente e perigosa estará totalmente descontrolada, se nossa expressão cultural-comportamental exterior nada mais seria do que o espelho de nossa mente em conluio com o ambiente em que estamos inseridos, a cultura neurológica.

Quando o psiquiatra diz ao seu típico paciente (que não é um típico lunático evidente, em outras palavras, é uma pessoa com inteligencia e percepção normais, que no entanto, estará vestido com a roupa existencialista de uma personalidade extrema) que é um lunático, haverão grandes chances de concordancia dele em relação ao diagnóstico final do psico-especialista, afinal de contas, este tipo tem uma percepção normal (e auto percepção principalmente) do mundo e apenas gostaria de ser como todo mundo. Ao invés de ver um desafio encantador, o típico paciente ve sua condição existencialista com pesar, dor (E talvez, para os casos mais extremos, eles estejam corretos em relação a isso, menos quanto ao déficit de autoconhecimento).

Quando o psiquiatria diz ao genio filosófico que ele é um lunático, especialmente se este genio for provido de grande orgulho ou auto estima complexa, haverão grandes chances para a discordancia, mas que ao contrário do lunático evidente, que produz alegorias distorcidas da realidade, de uma tentativa equivocada de auto análise, esta será embasada em uma racionalidade alegórica, dar poesia e beleza a uma experimentação existencial profundamente poderosa, com seus altos e baixos, com suas flores e com seus espinhos. Onde existe um jardim de flores e espinhos, o paciente típico não verá lindas rosas vermelhas, mas um mundo monocromático, preto e branco e dará grande enfase aos espinhos, uma vida de feridas. O lunático evidente confundirá espinhos com as rosas e imaginará o mundo mediante um quadro abstrato, que mais parecerá um rabisco com desenhos não-terminados. Em compensação o genio filosófico verá não apenas as perspectivas de seus primos existencialistas, o mundo de pessimismo, de lamentos e de ”auto achismos” (e se eu fosse ”normal”…), o limbo do ”sacrifício de Andromeda”, o mundo de distorções e desdobramentos de retas, da realidade, do lunático evidente e todo o belo jardim e sua complexidade de sensações. O psiquiatra não pode convencer o genio filosófico de sua loucura contextual, porque enquanto que o psiquiatra pinta o mundo de suas vítimas tal como um limbo de tortura, a mesma manipulação não terá efeito na mente poderosa e auto-consciente deste espécime. Os mais vulneráveis podem ser convencidos de que suas vidas (especialmente a partir da ótica da moralidade objetiva) são fundamentalmente marcadas por espinhos. Imaginemo-los em suas peles, voce que não se conhece, percebe que há um atrito maior entre sua existencia e a dos demais e a partir disso, busca alguém para ajudá-lo a se conhecer e a ver o que está errado com voce. O paciente entrega a sua mente para um psico-especialista que a destroçará ao mostrar-lhe que apenas com medidas artificiais e superficiais que poderá ”se encontrar”. O paciente não é importante, o importante é a possibilidade de faze-lo se conformar dentro da normalidade. Isto não está certo, mas muitos pacientes desejarão apenas isto.

Ainda que seja complexo por demasia reduzir totalmente esta realidade específica, ou seja, o mundo de interações entre psiquiatras, psicólogos e seus pacientes, a uma relação de opressão, pode-se dizer que, pessoas muito vulneráveis sejam tratadas industrialmente, tal como se fossem categorias de produtos ou dos remédios que tomam.

Cada caso é um caso, não para um psiquiatra com muitos pacientes para tentar ajudar.

Talvez o principal erro da psiquiatria seja justamente a tentativa de forçar seus pacientes a vestirem roupas ”de normalidade”. Qualquer pessoa sem potencial inato ao autoconhecimento, que for destituída de sua personalidade e tratada como ”alguém que poderá se adequar a sociedade”, caminhará para alimentar a sua própria doença de alma, ao invés de adaptar as suas dimensões mais aberrantes a roupas mais confortáveis.

A superficialidade da normatividade, na minha opinião, é o mais evidente erro que a psiquiatria está a cometer desde quando foi sistematicamente fundada.

Talvez esta cultura de autoconhecimento, possa ser ensinada para as pessoas…

Autismo, possíveis causas para a suposta (possível) epidemia da condição mediante uma perspectiva amish

A população de amish,  que são os descendentes de alemães e suíços que professam uma religião ultra-conservadora, isolacionista e que vivem em regiões rurais, afastados dos grandes centros ”ingleses”, isto é, americanos, parece ter uma baixa proporção de pessoas autistas. (e tipos de esquizofrenicos bipolares hein****).

Acredita-se que fatores ambientais, isto é, toxicinas soltas pela poluição do ar nos grandes centros urbanos, por exemplo, possam ter um papel fundamental para a suposta epidemia de autismo em diversos países do mundo. Este fator pode ter sido causal para alguns casos, mas isso não significa que será para todos os outros. Eu tenho o palpite de que fatores epigenéticos negativos, isto é, que são resultado de exposição de toxinas e que não são diretamente genéticos (como uma família sem histórico de pessoas dentro do espectro) possam contribuir para a maior parte dos casos de autismo com algum tipo de retardamento mental mais severo.

Os amish apresentam características de personalidade e inteligencia discrepantes em relação aos ”moderninhos ingleses”, isto é, os americanos de origem britanica. A famosa personalidade autoritária de Adorno, parece fazer muito sentido aqui.

Todo amish que vive dentro destas comunidades isoladas precisam respeitar cada idiossincrasia de sua cultura dogmática (bíblia literalizada) dominante. Caso contrário, a porta da rua será a serventia da casa. Como resultado, a imensa maioria daqueles que permanecem, tendem a compartilhar grande semelhanças em comportamento (tempo) e personalidade (clima). E é provável que seus perfis cognitivos também sejam muito mais homogeneos do que nos grandes centros ”ingleses” (se a minha ideia de que os perfis cognitivos influenciem consideravelmente as nossas personalidades, a extensão dinamica e interativa da inteligencia).

A relação entre autismo e ateísmo é significativa, porque segundo alguns estudos (e mesmo, algumas percepções que podemos por conta própria, desde que estejamos dotados de bons instrumentos de avaliação) ateus e autistas tenderiam a compartilhar diversas semelhanças cognitivo-comportamentais como a tendencia para o pensamento sistemático e racional. E a ‘cultura neurológica’ nada mais é do que uma reverberação daquilo que está acontecendo por dentro, tal como o núcleo da Terra está para a sua superfície.

Se a personalidade é hereditária (tudo aquilo que temos é ao menos em parte hereditário ou de procedencia genética), então presume-se que tanto a personalidade autoritária religiosa que se relaciona com o fenótipo bio-cultural amish quanto a personalidade ateísta (nesta dimensão ou perspectiva de sistema de crenças), também serão hereditárias. E quanto mais comum e isolada for a paisagem genética, mais homogeneo e fixo (dominante) serão estes traços. Vide os olhos azuis na Escandinávia, em comparação a um país como o Brasil.

Portanto, se voce pegar um grupo de ateus, de preferencia, de cientistas ateus de ambos os sexos, obviamente, e deixá-los procriarem entre si, em um local rural isolado, eu não duvidaria que dentro de 100 anos (ou menos) nós teríamos uma população predominantemente ateia e com uma elevada proporção de pessoas dentro do espectro autista de personalidade (isso sem falar em uma maior inteligencia).

Portanto, a hereditariedade da personalidade parece ter um papel muito importante para a presença das chamadas ”personalidades extremas”, como o autismo. A menor porcentagem de autistas entre os amish pode ser explicado pelo fato de que os mesmos tem selecionado pessoas que são o oposto do autista médio. Em outras palavras, o amish médio que é fortemente religioso, se difere consideravelmente do autista médio, que é fortemente predisposto para ser ateu, por causa de seu perfil cognitivo-comportamental (cultura neurológica) hiper-racional e sistemático.

Séculos de isolamento e de decantação (expulsão dos dissidentes) produziram uma população diametralmente oposta aquela em que os homens da ciencia estão mais predispostos para pertencer, especialmente mediante uma perspectiva religiosa ou de sistema de crenças.

Mediante a perspectiva, honestidade-”esperteza”, os asquenazes judeus parecem que tem selecionado o perfil cognitivo-comportamental diametralmente oposta a dos autistas, que tendem a serem honestos e sinceros.

E o padrão endogamico de acasalamento tende a reduzir a plasticidade comportamental por causa da maior homogeneidade bio-cognitiva, especialmente se houver uma grande enfatização para uniformidade cultural.

O excesso de diagnósticos seria umas das prováveis causas para a suposta epidemia de autismo, mas deve-se ter em mente que na fronteira entre o espectro da condição sindromica, a subjetividade de critérios será substancial. Portanto, o ”diagnóstico”, especialmente nesta parte do espectro (autismo atípico ou autismo ”não-especificado”), onde a condição começa a se transformar em introversão melancólica, será relativo.

O aumento da obesidade poderia ser uma causa para o aumento de casos (para  uma parte deles), visto que mulheres obesas tendem a ter mais testosterona circulante do que as mulheres mais magras (e neste estudo, encontraram que pais acima do peso também podem ser um fator). Mais mulheres obesas, que combinado com estilos específicos de personalidades, mais casos de autismo**

O aumento da idade dos pais para ter filhos também tem um importante papel, visto que aumenta as suas cargas mutacionais (especialmente das mães, se a maioria das mulheres são férteis até os 50 anos de idade).

A redução da população, especialmente das camadas mais jovens como resultado das baixas taxas de fecundidade, também pode ter algum papel para o aumento de vários tipos de minorias neuro-comportamentais, visto que se antes, as famílias tinham uma média de 5 filhos, agora elas só estão tendo 2, isso nos EUA, porque em outros países, a redução da fecundidade foi ainda maior. Portanto, ao invés do filho tímido, assexuado ou homossexual, que tinha poucos amigos e praticamente não chegava a consumar casamento em meio a quatro filhos discrepantes e contextualmente adaptados, agora, um casal poderá ter 2 crianças, com o risco relativamente baixo e dependendo de muitas circunstancias, que uma destas crianças possam nascer autistas.

Portanto, as causas são variáveis e com pouca hierarquia de importancia.

Crianças do meio rural podem ter baixa incidencia de autismo, mas também podem ser menos inteligentes que as crianças dos grandes centros urbanos. Os amish, que não se vacinam e vivem em ambientes com baixa a nula exposição de toxinas, podem ter muito baixa incidencia de autismo, mas isso não significa que estejam ”livres” de outras condições como o transtorno bipolar, isso sem levar em conta, que enquanto que um autista pode ser muito inteligente, intelectualmente curioso a aberto para diferentes opiniões e perspectivas, o amish médio tenderá a ser extremamente intolerante em relação aos ”outliers” de sua comunidade, ainda que esta intolerancia não chegue a se transformar em violencia aberta, na maior parte das vezes. Eh por isso que tendem a viver isolados, até mesmo para evitar que este tipo de conflito aconteça.

Uma alimentação industrializada também pode estar tendo algum efeito no aumento de casos, se voce é o que come. A possível diminuição de casos de esquizofrenia e o aumento dos casos de autismo, ocasionado por mudanças na alimentação, que agora é variada e excessiva e que antes era escassa, também pode estar tendo um papel. Eh complexo estabelecer, por exemplo, quais seriam as causas para o aumento da inteligencia, porque ainda que seja fundamental, o processo seletivo precisa estar sob o controle de muitas variáveis. E o mesmo pode ser aplicado ao autismo.

E por fim, a não-existencia oficial do autismo antes desde os anos 40 e especialmente desde as últimas décadas, nos mostra o porque do aumento de casos desta condição. E combinado com uma sociedade dominada pela televisão, pelo brilho da fama (todo mundo tem direito a 15 minutos de fama) e portanto por uma cultura extrovertida, o extremo oposto da extroversão, onde a maioria dos autistas pertencerão, tenderá a patologizar aqueles que estão muito discrepantes da cena cultural coletiva.

Atualização

Interessante pensar que as toxinas lançadas pela poluição nos grandes centros, possam funcionar como gatilho ambiental que emula condições climáticas onde, segundo Lombroso, seriam ideais para o aparecimento de genios, tal como áreas montanhosas (mas não muito montanhosas), com a redução artificial da circulação de oxigenio que é uma realidade natural para zonas mais montanhosas. E claro, combinado com vulnerabilidades inatas.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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