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Os brancos são sempre culpados***

Sempre me disseram (isto é, o grande irmão, a mídia) que ”eu sou culpado” por boa parte das mazelas da humanidade, porque ”eu sou branco”. Na realidade, eu estou mais para um caucasóide ”alterado”, do que para um branco legítimo. Eu sou como um georgiano, um turco ou um tunisiano. Meu fenótipo é predominantemente branco, mediterraneo. Mas eu tenho descendencia mestiça, especialmente por via materna. Eu não sou mestiço como boa parte dos mestiços são, mas também não sou como um branco ”decantado” de algum terreno baldio das highlands escocesas. Ok, no final desta estoria, eu ainda continuo olhando predominantemente branco para a imensa maioria das pessoas ( e eu constatei isso quando pedi que me analisassem em um site estrangeiro de antropologia). Olhando branco e culpado. Dizem que ”minha raça” foi ”a responsável” por vários crimes no passado, contra outros povos, outras raças. As cruzadas* A escravidão africana* O quase-genocídio ameríndio*** (nem tanto assim, percebam que se os ameríndios tivessem mesmo sido exterminados, hoje em dia, não haveriam grandes populações de mestiços, que olham predominantemente maia ou asteca). Holocausto** (se…).

No entanto, como eu já disse antes, eu sou apenas mais um indivíduo, nascido no final dos anos 80 que passou boa parte de sua até agora nada-mole vida pacata em um recanto latino americano, em highlands de coqueiros e bananeiras. O máximo de crime que posso ter cometido, poderia ter sido algum tipo de assassinato de uma ou 4 formigas, algumas baratas***

Eu sou um branco alterado ou um caucasoide (sem maior explanação) mas mesmo se fosse ruivo, sardento e tivesse algum Mc em meu sobrenome, eu continuaria sendo mais um indivíduo na grande cena da vida neste planeta. Mesmo se tivesse matado alguém, mesmo se tivesse matado um negro e tivesse neste exato momento usando a internet sem fio da prisão (e pegando sabonetes escorregadios) para redigir este texto, eu ainda não teria tido culpa de absolutamente nada que aconteceu no passado. Eu sou apenas eu, eu não sou representante de povo, raça, porcaria nenhuma, ainda que biologicamente falando, eu seja. Este assunto, de fato, não é comigo.

Altruísmo patológico****

O grande problema do determinismo genético (que é identico ao determinismo ambiental, o famoso ”somos todos um papel em branco”) é que as pessoas, quando são absortas por este conjunto racional e lógico de ideias, passam a desprezar mecanicamente o papel de interações, eventos, a geopolítica, pela primordialidade dos genes. Mas o ser humano, dotado de seus genes, de sua informação genética, de sua história iniciada, modifica os ambientes que construíram e modificam com toda a certeza e a todo momento, a dinamica, a fluidez de interações humanas dentro destes ambientes.

A ideia do altruísmo patológico ”dos”’ ”europeus” é um caso interessante.

Esta hipótese foi desenvolvida dentro da comunidade hbd, e agora se tornou amplamente aceita dentro da mesma e dentre outros círculos anti-sistema. Parte-se da ideia de que devido a eventos únicos que se sucederam especialmente no norte e noroeste da Europa, o individualismo se tornou uma predisposição quase universal entre os povos que habitam essas regiões e que com este senso mais desenvolvido de individualidade (lembrete que, individualidade e individualismo não são a mesma coisa, mas são parecidos quanto as suas essencialidades conceituais) oaltruísmo patológico apareceu como mais uma evolução mal adaptativa deste caminho cultural-evolutivo.

Como o próprio nome diz, o altruísmo patológico se consistiria em uma tendencia ao comportamento altruísta sem autopreservação, isto é, ajudar sem olhar a quem e em quais circunstancias de risco. Supostamente, os europeus modernos e especialmente os norte europeus, teriam evoluído ”em conjunto” para este tipo de comportamento. Os ditos ”socialistas” ou liberais, seriam justamente um dos principais grupos de altruístas patológicos. No entanto, algo cheira mal nesta teoria.

Pode-se resumir a ideia de altruísmo patológico como ”uma continuação do fardo do homem branco” ou ” a culpa branca”.

O fenomeno cultural (e geopolítico) da ”culpa branca” se consiste na criminalização generalizada, artificial e coletiva de todos males que a ”raça branca” cometeu contra populações ”não-brancas”, transformando cada indivíduo branco em culpado. Como eu falei no inicio deste texto, eu sou apenas mais um indivíduo, eu não sou ”a raça branca”, não sou ”a raça portuguesa ou italiana”, nunca fiz nada na vida que possa ser considerado como crime e não sou culpado por crimes que foram cometidos por grupos de pessoas, psicopáticas em sua grande maioria, desbravadoras, que subjugaram a vida de milhões, muitas e muitas vezes, em conivencia com as elites locais de ”não-brancos”, vide as elites dos antigos reinos africanos e em épocas em que sequer era um projeto de átomo. No entanto, um exército de zumbis idiotas não parecem estar preocupados com fatos, mas com fanatismo e criminalização contra indivíduos frágeis e inocentes bem como pela desapropriação destes de seus habitats naturais. Se pensou em genocídio, acertou.

O altruísmo patológico, continua a culpar os brancos. A diferença é que na culpa branca, os brancos são acusados de ”terem sido (e de serem) extremamente maldosos”, a reencarnação do mal e qualquer forma de ”racismo”, especialmente o racismo imaginário, crime de pensamento ou luta contra a própria desapropriação, é entendido como uma espécie de ”pecado capital”.  No altruísmo patológico, ”somos” culpados por sermos bonzinhos demais.

Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come. Quando é que ”não seremos culpados”**** Quando deixarmos de existir**

Aí surge uma questão. Ainda que muitos brancos de fato sejam de altruístas patológicos, que na verdade, é uma simplificação de uma diversidade de tipos, desde os realmente altruístas até os esquerdistas, boa parte deles que são patologicamente altruístas no gogó, mas na prática, são quase tão neoliberais capitalistas e elitistas quanto os próprios conservadores de classe média e classe média alta, nem todos os brancos, dentre eles os norte europeus, apresentam estas tendencias. E na verdade, pelo que parece, a maioria dos brancos não são como os esquerdistas. A ideia de que ”toda a raça branca evoluiu para este tipo de comportamento” não parece condizer com a realidade, especialmente quando desde há um bom tempo, a maioria dos europeus não tem concordado com a política de portas abertas ou imigração alógena em massa.

A partir disso, aparecem os tais fatores que não são diretamente genéticos, mas principalmente interativos e que nos ajudam a entender melhor, algumas intenções obscuras dentro da comunidade hbd bem como também o cenário epigenético mais condizente para com esta psicose coletiva da culpa branca. Enquanto que alguns blogues ( como de Kevin McDonald)  mostram a realidade da participação latente da judiaria organizada como orquestradora-mor de todos os eventos que estão se sucedendo nas nações ocidentais, tal como a normatização do comportamento sexual não-reprodutivo (e não apenas a normatização mas a tentativa progressiva de substituição da heterossexualidade pela homossexualidade como ”o absoluto normal” ou majoritário), a imigração em massa de populações não-brancas, deslocando as populações eurodescendentes nativas, a tentativa de relativização da moralidade objetiva (o bandido é a vítima)…, outros blogues, mais ”hbd core’‘, simplesmente renegam e minimizam ao máximo divisor comum, qualquer participação mais latejante desta população, isto é, ”os judeus”, uma boa parte deles, como responsáveis por esta lavagem cerebral, justamente em prol do tal ”altruísmo patológico”.

Eh simples, o ”homem branco” é mais uma vez o culpado, só que agora, ele é culpado porque é bondoso demais. Nunca que ”outros povos” poderiam ter qualquer participação nisso, apenas o branco idiota.

A estrutura hierárquica de qualquer sociedade complexa, parece convergir para o modelo piramidal, ou seja, as ordens são lançadas do topo, estreito e inalcançável para escravos modernos, o resto as executa sem reclamação. Eh o que tem acontecido nas sociedades ocidentais. Ninguém em sã consciencia gostaria de ver a cidade onde nasceu e se habituou, transformada em um grande ‘melting pot”, de povos estranhos, com costumes, de estranhos a completamente inconcebíveis, especialmente mediante a sua ótica cultural particular, subjetiva. E segundo muitas pesquisas, a maior parte da população europeia, que tem dons naturais para detectar anomalias em seus respectivos ambientes, o farejo do detetive, não compactua com os ditames de ”suas” ‘elites”. No entanto, com a imensa sofisticação dos meios de comunicação, a capacidade de organização contra a vontade lunática das ”elites”, se viu completamente prejudicada. Além disso, a política de divisão das populações nativas ocidentais em tribos culturais e suas posteriores lutas, contribui consideravelmente para a paralisia das massas de cara pálidas que estão sendo inundadas por milhões de estrangeiros, cada vez mais hostis. Eles brigam entre si e por picuinhas, enquanto que suas portas estão escancaradas e mais e mais ”imigrantes” (uma boa parte deles que não são realmente de imigrantes, mas de invasores oportunistas) entram em suas nações.

A seleção de idiotas úteis por estas ”zelites” para ocuparem os postos de comando, literalmente, colocar a carroça na frente dos bois, aumenta a falsa percepção de que os europeus evoluíram aberrantemente para o próprio abate. São as circunstancias ambientais que estão forçando as populações brancas nativas a este estado de inércia. E estas circunstancias ambientais foram arquitetadas pelo pessoal da escolinha de Frankfurt, todos eles de judeus ashkenazim.

A incapacidade do branco médio para entender abstrações complexas bem como também a sua tendencia evolutiva para ser altamente confiante em relação as suas instituições, são outros dois fatores importantes para explicar este ”moderno” (fim do império romano, por exemplo, muy moderno) estado de coisas.

Portanto, a incapacidade da pessoa média de tez pálida para compilar uma grande quantidade de informações variadas, colocar todas as peças no quebra cabeças e acordar pra vida, mais, a seleção pelos idiotas úteis, justamente os responsáveis pela desinformação, consciente (sociopatas de alto funcionamento) ou inconsciente (idiotas úteis, nem todos são de esquerda, na verdade, qualquer um com ideologia e estupidez na mão seria um idiota útil), em conluio com a des-seleção dos solucionadores de problemas para os cargos administrativos e intelectuais mais importantes, mais algumas predisposições caucasianas como a capacidade de adaptação a mudanças de ambiente (do tipo, eu sei  o que está acontecendo, mas o meu bairro branco é minha fortaleza, alienação induzida por inércia, incapacidade individual de organizar uma rebelião), mais a célula primordial oportunista que orquestrou tudo isso, todos estes que são fatores ambientais reais, ou seja, interativos, genes alógenos de intelecto médio superior e nenhuma inibição moral, orquestram o assalto e posterior e gradual tomada de poder em cada sociedade, genes locais cooperativos com os genes alógenos (zumbificação), divisão e subdivisão das células brancas, colocando-as para competir umas com as outras, ao invés de se unirem para identificar e atacar o invasor, enfim, todos estes fatores ambientais, nos ajudam a explicar muito melhor o que está acontecendo no ocidente do que a culpabilização generalizada das massas brancas. Como eu disse em um comentário, rejeitado, em algum recanto hbd.

Voce não pode culpar um animal domesticado por ser domesticado. Voce não pode culpar os subgrupos de idiotas úteis, altruístas patológicos, ativos e aparentes, por seus instintos e intuições deprimidos por suas condições de animal manso.

E não pode generalizar para toda uma raça, um suposto defeito, quando na verdade, a organização social e estrutural das sociedades ocidentais foram viradas pelo avesso. A carroça na frente dos bois.

Se os brancos são sempre os culpados, talvez sejam especialmente aqueles de suas supostas ”elites”.

Sobre a idade mental dos ashkenazim. De acordo com uma perspectiva hbd mais próxima de voce, os judeus europeus (orientais e ocidentais) teriam idade mental de asiáticos e norte europeus. No entanto, talvez seja menos. O que explicaria a excepcionalidade ashkenazim. Uma idade mental mais baixa que dos seus pares de igual intelecto técnico, mas uma grande variação neste quesito.

Inteligente ou criativo demais para produzir algo valioso ou para ser selecionado pela ”’elite”….

Todos os extremos virão com grandes benefícios, grandes custos e muitas vezes, com os dois. Os extremos da capacidade cognitiva humana geralmente se caracterizam por uma combinação de extremos em excelência e deficiência intelectuais.

Nas sociedades ”modernas, requisitos pré-determinados como úteis, justos e abrangentes, são usados como filtro para selecionar as pessoas que irão ocupar cargos, que são em sua maioria de natureza burocrática, isto é, que são técnicos e trabalham pela manutenção do aparato civilizacional em que se está inserido.

A maior parte das pessoas que conhecemos, inclusive muito de vocês que leem este blogue, se encaixam neste perfil. É claro que como somos uma espécie com tendências para especialização individualizada, então nós precisamos ter uma plasticidade comportamental ou adaptativa para que possamos nos inserir dentro do contexto social que apresentará suas respectivas demandas cognitivas de cooperação, tanto para especificidades como para mobilidade comportamental.

A natureza valoriza o equilíbrio, não os extremos. As sociedades modernas também valorizam o equilíbrio de elementos, tanto para o funcionário burocrata de classe média, que poderá ter uma vida sem atropelos financeiros, assim como também para aqueles com sede de poder, que ocuparão o posto de ”elite” (ainda que a maior parte destes, serão menos equilibrados do que as classes médias). Se você é um ser em equilíbrio, então é pouco provável que será alguém muito criativo.

Partindo da lógica, ”extremos são quase sempre ruins” então, pode-se afirmar que aqueles que são OS MAIS, qualquer coisa, poderão pagar um preço mais alto por isso… E e este preço pode vir com juros que são as ”circunstâncias ambientais desfavoráveis”.

Ser muito alto ou muito baixo é no geral, pior do que ter uma estatura média. Claro que, quando uma pessoa nasce com uma determinada condição potencialmente desfavorável, ela caminhará para lutar por sua sobrevivência e adaptação. Mas isso não significa que sua luta não será mais difícil que daqueles que estão em melhor conformidade com  a norma, seja para qualquer característica.

Se o excesso é ruim, então, mesmo as características mais ”valorizadas” pela humanidade, também serão contextualmente ruins, se forem manifestadas de maneira extrema.

Portanto, os MAIS INTELIGENTES, os MAIS CRIATIVOS, dentre outros tipos extremos com excesso de ”dons”, podem estar em maior desvantagem para externalizar e produzir através de suas habilidades, do que aqueles que são menos excepcionais.

O mais inteligente, segundo a teoria das super excitabilidades de Kazimiersz Dabrowski, será potencialmente, uma pessoa, que vivenciará a sua transcendência pessoal de maneira intensa, introduzindo em tudo aquilo que interage, o seu dom excepcional, ou seja, a sua inteligência. Agora imaginemos este tipo, morando em uma cidade como São Paulo, grande, caótica, desigual, violenta, poluída… As pessoas em maior equilíbrio de ”elementos” cognitivos (psicológicos e mentais ou intelectuais), apresentarão ”uma maior tolerância para o mal” do que alguém que seja ”inteiramente inteligente”. Uma falta de excesso de dons, poderá significar, uma maior capacidade adaptativa. Mesmo vivendo em um ambiente deprimido e complicado tal como a cidade de São Paulo, aquele que é mais equilibrado em inteligência, poderá tirar algum proveito desta situação, desprezando a enorme quantidade de eventos injustos que acometem esta mancha urbana diariamente, enquanto que o mais inteligente, poderá caminhar para uma paralisia moral, se se sente impotente por não ser capaz de solucionar de imediato os problemas sociais com os quais está a interagir, se observa que as pessoas não se tornam racionais por educação, mas porque são cognitivamente impossibilitadas e como consequência, será incapaz de convencê-las quanto aos seus pensamentos, uma grande dificuldade de comunicação por causa da diferença de níveis. Se a moralidade aguçada e justa é um dos principais traços comportamentais dos mais inteligentes, então, realmente pode ser possível que muitos deles se tornem completamente incapazes de interagir dentro dos ambientes sociais em que estão, e de ”vencer”, por meio de um bom emprego e a construção de uma bela família ou mesmo, na construção de uma carreira imponente nas artes, nas ciências ou na política.

O CRIATIVO DEMAIS…

A criatividade cognitiva  bem como as suas manifestações mais elevadas, se caracterizam por grande densidade diária de novas ideias ou associações remotas, grande sensibilidade ambiental ou ”inibição latente reduzida”, grande vontade de experimentação ou abertura para sensações e igual tendência para a construção de um excelente código moral, incompatível com o mundo em que vivemos.

Aquele que é criativo demais, também poderá ser muito inteligente (ainda que possa não ser O MAIS inteligente), e poderá se ver em uma situação bastante desfavorável, especialmente no mundo moderno. Em um mundo com enorme quantidade de estímulos ambientais, que são o resultado do avanço tecnológico, os mais criativos poderão se ver na encruzilhada de escolher pela consolidação de uma carreira ou pela busca desenfreada de sensações e de percepções. Ainda há espaço para o talento do gênio criativo, nas artes de todos os tipos, mesmo que as vagas sejam muito poucas e que certos favorecimentos tenham o potencial de prejudicar a externalização do talento genuíno. No entanto, para o gênio criativo que está mais inclinado para a ciência ou ”observação analítica” do mundo e de seus fenômenos, haverão ainda menos vagas disponíveis que poderão ser preenchidas. Alguns grupos de excepcionais, se tornaram párias cognitivos dentro de ”nossas” sociedades técnico-burocráticas, porque seus respectivos talentos são muito raros e porque quase não existem nichos ocupacionais especializados para eles.

Algo de interessante tem acontecido no mundo. Na época de Galton e Cesare Lombroso, dois nomes dos quais  eu tenho falado muito aqui, especialmente o segundo, sabia-se que existia uma relação muito profunda entre a genialidade criativa e as predisposições psicopatológicas. Não era apenas um movimento romântico, na tentativa de romantizar a ”doença mental”, visto que, os mesmos padrões de excentricidade e talento, já haviam sido notados muitos anos antes.  Foi uma constatação retida de observação analítica e de lógica racional. Os excepcionais são extremos e os extremos são desequilíbrios.

Em sociedades menos burocraticamente reguladas, havia uma maior meritocracia para o gênio criativo, ser notado e de suas inovações serem usadas em prol da sociedade. Como sempre, os gênios filosóficos que eram contrários à ordem estabelecida daquelas épocas anteriores à nossa, poderiam sofrer com ostracismo, mas nada se comparava com o que está acontecendo hoje em dia. Possivelmente, o aparecimento do ”socialismo” no século XIX, pode ter contribuído para dar o prego no caixão dos gênios. Eu já sugeri em um texto anterior (uma frase muito comum aqui no blogue, rsrsrs) que a genética da genialidade se assemelharia à desigualdade social, muitos com pouco e poucos com muito, dinheiro (está para a ) inteligência, analogicamente falando. Em sociedades mais igualitárias, a genética dos extremos, pode ser menos comum, se todos ou a maioria, são mais ou menos iguais em comportamento e inteligência, vide o exemplo da Finlândia que eu coloquei na fotografia que estampou o texto citado. O ”trabalho em equipe”, que muitas vezes, se torna inútil para a resolução real dos problemas ou para a construção de novas ideias, é basicamente a negação do gênio. Muitas cabeças funcionam melhor do que uma??? Muito relativo, nem sempre será assim.

No mundo dos ”gênios de Nobel”, a inexistência ou sub representação de gênios criativos completos dentre os mais altos níveis da realização humana moderna, está em contraste flagrante com o passado, em que o oposto era o mais possível de ser.

Graças ao avanço tecnológico e estrutural (universidades de alto nível), hoje em dia, é mais fácil fazer descobertas ou realizar inovações do que há 100, 200, 2000 anos atrás. Os gênios ”insanos” de Lombroso, que hoje são rotulados de ”duas vezes excepcional” ou ‘twice excepcional” (deficiência combinada com superdotação cognitiva) e que segundo o próprio, foram aqueles que deram as principais contribuições, foram quase que integralmente substituídos pelos gênios ” sãos” assim como também por um exército de termites, que popularmente são reconhecidos como ”altos qis”.

É de se esperar que em um mundo de aparências, a grande inteligência também necessitará aparentar, aquilo que não é. A utilização de critérios cognitivos ”puros”, que na verdade, se relacionam mais com a ”educação”, do que com inteligência pura, onde grande percepção emotiva e portanto moral, também estará acoplada ao fenótipo, mostra-se ideal para uma sociedade corrupta. Não que os gênios criativos sejam todos de super empáticos, na verdade, é esperado uma grande diversidade de tipos, mas justamente estes tipos, poderiam fazer algo de muito útil em todas as sociedades humanas, mas parece até agora, que por inúmeras circunstâncias desfavoráveis, se encontram ostracizados pelos verdadeiros doentes mentais de qualquer tipo de sistema dogmático, potencialmente cruel, praticamente, todas as pseudo-religiões, mais uma vez, com alguma exceção para o budismo.

O excesso de acuidade moral do mais inteligente ou o excesso de percepções e sensações diárias do mais criativo, que são na verdade, dons excepcionais, podem funcionar como desvantagens naturais em um mundo cada vez mais sem chão e sem ”coração”.

Os impérios caem a partir do momento em que a qualidade (genialidade) é substituída pela quantidade (burocracia).

Alienação seletiva ou ‘ênfase seletiva sem competição intergrupal’ como hipótese para pseudo-mal adaptações

Nunca despreze veementemente o seu vizinho, ele pode ser um voraz psicopata competidor.

Semelhanças de condições bio-culturais podem ser ideais para promover co-adaptação com base em competição intergrupal.

Ninguém quer ficar em desvantagem. Isso é um fato. O predomínio de personalidade passiva entre os leste asiáticos (graças!!!) ou a pequena estatura dos pigmeus não foram ”escolhas” conscientes dos dois grupos mas caminhos inconscientes, não-estratégicos e nestes dois casos, baseado em isolacionismo territorial (pigmeus) ou geográfico (leste asiáticos), que produziu adaptações incomuns, vantajosas para o grupo mas que tem se mostrado desvantajosas para a competição intergrupal, ou seja, do grupo em relação a outros possíveis concorrentes. A desvantagem se dá porque como essas adaptações foram sendo enfatizadas sem qualquer grande ou constante concorrência. O altruísmo ‘alargado, abstrato e descompensado’ dos norte europeus também pode ser entendido como uma adaptação isolacionista, que é altamente adaptativa mediante uma perspectiva intragrupal, mas é desvantajosa mediante uma perspectiva intergrupal.

O que é ênfase seletiva??

Se você selecionar um grupo de ‘pessoas’ ou de ”animais” com base em elevada estatura e fazê-los procriar entre si, em um futuro próximo, nós teremos um grupo de pessoas altas, porque a altura é ( também é plasticamente) hereditária. Quanto maior a ênfase em um determinado ”traço”, mais hereditário ele se tornará. É a metáfora pseudo-satanista do barro que pode se tornar uma jarra.

Na espécie humana, existe uma diversidade de ênfase seletivas, quase sempre ocasionadas por eventos marcantes que produziram efeitos fundadores e que com o  crescente aprimoramento das ”técnicas bio-culturais”  vão se tornando mais e mais especializadas. E quando você não tem nenhum concorrente à espreita, essas especializações poderão não ser vantajosas para a concorrência com outros grupos.

A partir disso, adentramos ao termo ”alienação seletiva”, mas o que isso significa??

Alienação seletiva

Vamos imaginar que você tenha um restaurante. Suas preocupações se relacionarão com a melhoria do restaurante. Então, depois de um tempo de relativo sucesso, o rendimento do seu empreendimento começa a despencar. Apesar das melhorias que você promoveu como maneira de aumentar a freguesia, os resultados são o completo oposto daquilo que havia estipulado. Então você resolve dar uma volta pela vizinhança e descobre que tem outro restaurante, lotado de clientes e que, vejam só, ele é mais sofisticado e variado quanto à oferta alimentícia (comida japonesa e turca num mesmo restaurante, imaginem!!!) em comparação ao seu.

Este é um exemplo metafórico para ”alienação seletiva”, onde nós temos uma população geograficamente isolada (ou territorialmente isolada) que está promovendo a sua própria melhoria, se especializando em ser o melhor que pode ser, de geração em geração, mas que, despreza consciente ou inconscientemente os grupos vizinhos, candidatos à concorrência.

Existem outros cenários. Por exemplo, no caso dos pigmeus, a (pseudo) alienação seletiva foi territorial, onde apesar da curta distância, os pigmeus evoluíram com base em adaptações específicas, que se mostraram vantajosas para o grupo. No entanto, estas adaptações mostram-se desvantajosas em relação à concorrência intergrupal.

A alienação seletiva pode co-evoluir com super-adaptação (predação, parasitismo). O ponto mais importante que deve ser levado em conta aqui, ou seja, a hipótese fundamental, é a de que a adaptação evolutiva sem concorrência, poderá produzir a ”alienação seletiva”, em que a especialização adaptativa será uma vantagem intergrupral e uma possível desvantagem intragrupal.

A co-adaptação se assemelha ao exemplo metafórico do restaurante que eu usei. No entanto, ao invés do restaurante desprezar inconscientemente a concorrência ( ou o que seria melhor, prever possíveis cenários de concorrência intergrupal), ele vai se adaptando, tanto às suas próprias exigências quanto às exigências da concorrência, uma espécie de adaptação compartilhada.

O melhor exemplo deste cenário na espécie humana pode ser observada pelos judeus europeus (orientais e ocidentais) e sua incrível capacidade mimetismo, que é uma forma de adaptação compartilhada.

No entanto, mesmo os mentalmente enfatizados judeus, também podem e é muito comum na verdade, que se envolvam em comportamentos completamente irracionais como o moderno genocídio sistemático, lento e sofisticado que estão a promover contra os seus hospedeiros co-evolutivos e portanto, co-adaptativos.

A irracionalidade é uma paisagem comum na vida terrestre e isso explica por que comportamentos irracionais tem ceifado inúmeras vezes a evolução cultural, mental, biológica e adaptativa dos seres humanos.

Inteligência é a capacidade de adaptação??

Vamos imaginar que o nosso planeta está se destruindo. O que você faria?? Bem, se você soubesse que o planeta estivesse se destruindo e vivesse em uma sociedade de altíssimo nível tecnológico, você entraria em sua nave com sua família e sairia do planeta para um lugar mais seguro não é??

Algumas pessoas imaginam que a adaptação se relaciona com ação e reação. Ou seja, se algo acontece em seu ambiente, onde vive, basta reagir de maneira ”inteligente” para mitigar os problemas que esta interação poderá lhe causar.

Responde-se aos problemas em uma micro-escala. Mas e na macro-escala, como as pessoas inteligentes (ou realmente inteligentes) poderiam responder?

Pumpkinperson, um blogger HBD que eu tenho acompanhado, tem tentado provar que os testes de qi são praticamente como um sinônimo de inteligência. Ele define a inteligência como ”capacidade de adaptação” e com isso, utiliza dados correlativos entre alto qi e ”adaptação funcional” como maior riqueza material e maior formação acadêmica, para comprovar que como a inteligência é a capacidade de adaptação, então, os testes de qi que estão positivamente relacionados com capacidade de (micro) adaptação, seriam praticamente uma expressão ambiental da própria inteligência.

No entanto,  ”nós REALMENTE vivemos” metaforicamente falando, é claro, em ”um planeta” que está se auto destruindo”. Como pode ser possível que as pessoas mais inteligentes possam estar indiferentes à decadência da civilização ocidental, se a inteligência se relaciona com capacidade de adaptação? O que é realmente a capacidade de adaptação se não a Macro-adaptação??

Espécies exóticas estão em maior risco de desaparecer porque são micro-adaptadas. Na natureza, não existe burrice ou inteligência. Todos os animais estão dotados de grande inteligência adaptativa. Mas algumas espécies são mais primitivas que outras. Por exemplo, as plantas são mais primitivas que os animais que podem se locomover. Inclusive, em escala geológica, as plantas são mais velhas do que os animais dinâmicos, como os seres humanos. A desvantagem da planta é que ela depende totalmente do ambiente para sobreviver, ao passo que os animais podem se locomover pelo e entre os ambientes. Se a floresta onde existia uma espécie de planta exótica, começar a ser destruída por mãos humanas para a construção de um condomínio residencial, a  planta terá poucas chances de sobreviver. Nesta mesma floresta, os ”animais dinâmicos” poderão se locomover para outros ambientes.
O famoso fenômeno etno-sociológico da ”fuga branca”, emula com perfeição a capacidade ”primitiva” humana para encontrar padrões de desarmonia, potencialmente conflituosos e expansivos, nas áreas de ocupação, e migrar para regiões mais seguras.
Portanto, voltamos ao exemplo metafórico anterior que usei. Se as pessoas de alto qi, em média, não são capazes de perceber mudanças no ambiente que podem ser desvantajosas para suas sobrevivências, então elas estão desprovidas de ”fator g” ou da mais primordial forma de inteligência humana, a capacidade de ”prever” padrões desarmônicos no ambiente, que são potencialmente perigosos, em outras palavras, ”de sobreviver e se adaptar” em uma macro-escala.
Ganhar dinheiro ou ”ser” um PHD em ciência da religião, são manifestações de micro-adaptações. Agora, prever a inutilidade de se ganhar muito dinheiro ou status social em um ambiente que está em deterioração é a capacidade para potencial macro-adaptação.
É o que tem acontecido com as famílias de euroamericanos (e de britânicos também) dentre outros grupos de alta perspicácia, que ao perceberem mudanças potencialmente desarmônicas em seus respectivos ambientes, resolveram se mudar para locais onde a probabilidade para o acontecimento de eventos conflituosos ou redução do fitness para sobrevivência familiar ou individual, serão consideravelmente menores. E a densidade demográfica destes agentes mais estatisticamente relevantes para a produção de conflitos ou desarmonia é um marcador interessante e importante para decidir onde será o próximo destino para viver com a família ou individualmente.
A bíblia mostra nesta passagem da estória de Noé e sua família, quando o ambiente em que viviam, se tornou extremamente corrupto e perverso, ainda que, mediante um contexto autoritário e determinista (como definir homossexualidade como um pecado ou desarmonia e o casamento monogâmico como harmonia, ainda que, olhando pela superfície, faça algum sentido, não é bem assim), eles foram aconselhados ”por Deus” a deixar aquele local em direção a uma área mais segura.

Psicose e sobrevivência

Se nós vivemos e desejamos viver até a nossa morte, então isto quer dizer também que estamos tentando sobreviver. Viver e sobreviver são duas palavras que tanto podem ser consideradas como sinônimos perfeitos entre si assim como também podem ser consideradas usualmente como distintas, porém com significados parecidos.

Viver é um macro movimento involuntário e sincronizado do sistema corpo-mente. Sobreviver é a resposta, é a reação ao ato de viver.

A  verdadeira inteligência, que eu determinei como sendo a sabedoria, se relaciona visceralmente com a capacidade de enxergar a realidade em seu todo. E isto se relaciona completamente com a capacidade de adaptação.

Leia-se, capacidade não quer dizer necessidade. A maioria das pessoas tem a necessidade de se adaptarem, mas não tem grande capacidade pra isso. Se todos fossem realmente aptos para se adaptarem aos seus respectivos nichos sócio-hierárquicos de vivência, então todos se tornariam ricos ou reduziriam a hierarquia monetariamente desigual a pó.

Uma de minhas hipóteses para explicar as diferenças cerebrais entre os ”buscadores da verdade e da realidade” e o ”gado” é a de que os cérebros que filtram menos os estímulos e informações do ambiente, são menos capazes de produzir realidades alternativas, que são extremamente comuns entre as pessoas ”normais”. Como resultado, ao invés de acumular uma vida de factoides, tal como um zumbi de si mesmo, um mundo de possibilidades se abre para aqueles que não filtram a realidade que está a sua volta. Eu também sugeri que a maioria das pessoas tendem a ter cérebros parecidos, porque os cérebros filtradores  mostraram-se mais eficientes para a domesticação da população humana e posterior hierarquização das sociedades do que os cérebros menos filtradores. Aliás, estes aparecem como ‘vantajosos’ até determinado limite de autoconsciência.

No mundo ”animal”, existe a real necessidade de se entender o que se passa no ambiente para que possa haver uma adaptação com a mitigação de perigos imediatos. Portanto, prevenir sempre será melhor do que remediar.

Quem previne, se atém a fatos. Quem remedia, não consegue captar fatos e se atém a factoides, que são más interpretações da realidade ou metade dela.

A psicose aparece, como eu falei no texto anterior sobre ”Dogma e Inteligência”, como um potencial necessário para o desenvolvimento da autoconsciência, o componente global cognitivo mais importante da humanidade.

O uso do termo psicose aqui, não se refere especificamente às psicoses, os transtornos mentais psiquiátricos, mas especialmente ao estilo de personalidade que é derivado dela, o psicoticismo.

As crenças dogmáticas são quase sempre inventadas e sofisticadas por psicóticos. Da mesma maneira que a outra categoria de psicóticos luta contra as invenções alucinógenas inventadas por seus primos mentais.

Analogia perfeita para o jogo de xadrez onde a essência (morfologia cerebral) das peças (pessoas) é a mesma, mas as cores (aparência) são diferentes. Psicótico que, não entende a realidade ou a entende e ‘mesmo assim’ deseja inventar uma nova realidade

versus

o psicótico que entende a realidade ou que entende a realidade e deseja inovar a realidade existente.

Capacidade global de percepção ambiental amplificada (entender a realidade)

A maioria dos psicóticos apresentam um potencial para entender a realidade e desenvolver a autoconsciência, mas a maioria deles será incapaz de fazê-lo.

Portanto, a psicose combinada com baixa capacidade global de percepção ambiental amplificada (ou entender a realidade, basicamente) se constituirá em um transtorno, não apenas para o portador da condição, mas também para toda a sociedade.

De fato, tal como foi pensado por Lombroso et al, os mesmos mecanismos que produzem o criminoso, produzirá o gênio e os demais tipos criativos.

Existe a necessidade da combinação harmoniosa entre psicose (quando a visão habitual está perturbada, produzindo o potencial para a capacidade global de percepção) e a elevada capacidade holística. Por isso que a psicose apresenta uma linha espectral entre o criminoso e o gênio.

O constante estado de alerta do psicótico (e suas derivações mais parcimoniosas) que se relaciona com a incapacidade de filtrar informações e estímulos oriundos do ambiente, pode fazê-lo em um sábio, um gênio, um lunático ou em um criminoso.

E as combinações entre os tipos também são completamente possíveis de existirem.

Selvagem e o domesticado

As características da personalidade psicótica se relacionam negativamente com as características da personalidade cooperativa. As pessoas cooperativas costumam se preocupar significativamente com a opinião dos outros e tentam sempre seguir as regras, especialmente a partir destes pressupostos. Estas duas tendências comportamentais centrais do cooperativo clássico, se retroalimentam e determinam o modo de vida destes tipos. As pessoas que estão presas dentro da teia movediça da socialização (objetiva e pseudo-empática) humana, são incapazes de entender organicamente o que alguns termos significam tal como ”liberdade” e debocham daqueles que afirmam buscá-la.

A liberdade também se relacionará com a verdade visto que nenhuma opressão objetiva se constituirá em verdade, mas na manipulação dela.

O psicótico clássico entende a liberdade, como a liberdade do seu próprio ego.

O psicótico ”de alto funcionamento”, tenderá a entender a liberdade, como a harmonia entre as relações humanas e com o seu meio.

Os animais selvagens, ainda que também estejam presos às suas respectivas prisões coletivas, tendem a agir conforme se dá a sua interação com o meio. Ou seja, por meio da ação e da reação.

Em compensação, o domesticado necessita de doutrinação, adestramento ou ”educação” para responder a uma ação.

São os filtradores indiretos da realidade que aprisionam a mente ordinária humana.

Ao invés da aparência (dinheiro, status…), o sobrevivente só precisa da essência (realidade) para responder ao viver.

As dimensões da inteligência humana (hipótese)

Hierarquia das dimensões da inteligência humana

1– Enxergar (entender a realidade; solucionadores de problemas e sábios) para

2– Interagir  para

3– Adaptar para

4– Produzir (solucionadores de problemas) para

5– Sustentar (mantenedores técnicos)

Em uma sociedade ”utópica”, perfeita, a hierarquia proposta acima sobre as dimensões da inteligência humana, estaria individualmente (geneticamente) presente.

A sabedoria, representada principalmente pela capacidade de enxergar a realidade, encapsula todos os 5 componentes, visto que é hierarquicamente superior à inteligência. A inteligência está contida dentro da sabedoria.

A capacidade para enxergar a realidade deve vir primeiro, antes de usarmos nossos mecanismos complexos de interação, é necessário usarmos nossos sentidos, como a visão, a audição, o olfato e/ou o paladar.

Esta é a primeira análise do ambiente.

Após a observação, a análise, poder-se-á interagir com o ambiente (com pessoas, o relevo, o clima, fenômenos naturais).

A partir da primeira interação, caminhamos para a nossa adaptação.

Quando nos adaptamos ao ambiente, iniciamos nosso processo de produção e sustentação do sistema organizacional coletivo a que estamos submetidos.

Usualmente, as sociedades humanas complexas exibem uma inversão da hierarquia, onde a capacidade de enxergar a realidade encontra-se entre as últimas prioridades e onde os deveres encontram-se nas primeiras posições, onde a população é dividida em sustentadores e criadores, ou basicamente, os mantenedores técnicos e os solucionadores de problemas.

No entanto, a maioria dos solucionadores de problemas que estão a serviço do sistema, são muito menos habilidosos que os solucionadores de problemas genuínos, que exibem grande habilidade de pensamento holístico e portanto, conseguem captar o conceito central (e problemas) das situações e dinâmicas dentro das sociedades humanas com grande eficácia e rapidez.

Os solucionadores de problemas usados pelo sistema, ou são moralmente degenerados, ou são desprovidos de sabedoria, ou são de baixo funcionamento e portanto, são capazes apenas de buscar soluções não-intrusivas para os problemas dos sistemas sociais complexos, isto é, que não buscam modificar radicalmente a essência dos regimes complexos de cooperação hierárquica, ou civilizações.

Os sustentadores ou mantenedores técnicos são os últimos na hierarquia universal da inteligência humana.

No entanto, em ”nossas” sociedades, eles são alçados ao posto de ”mais importantes”.

O sistema educacional serve exatamente para este propósito, não apenas replicar uma cultura de subserviência assim como também selecionar os tipos mais geneticamente predispostos ao comportamento domesticado.

QI

Testes de inteligência, como eu tenho comentado várias vezes aqui, são a idealização da inteligência. Só podemos provar que algo existe ou qual é a forma deste algo, quando o testarmos na prática.

O mundo se divide em objetividade e subjetividade, universalidade e localidade. Ao contrário do que ”alguns” gostam de dizer, existem verdades absolutas, o que realmente não existem são as verdades absolutas eternas.

Aqueles, independente da região, raça, religião ou partido político, que conseguem capturar com maior eficiência e rapidez todas as verdades absolutas mais facilmente reconhecíveis,

O absoluto de hoje, pode ser o inexistente de amanhã.

Os testes de qi são a idealização da inteligência, porque toda idealização parte de um estado de inércia, de um estado em condições perfeitas. Os testes de qi são atravessadores indiretos da inteligência. Qi não é prática, é teoria da inteligência.

O primeiro erro dos testes é a manutenção involuntária das premissas equivocadas da igualdade humana, que todos os meios meritocráticos também são baseados.

A curva de sino em uma distribuição normal de iq nos mostra exatamente a ideia de transcendência coletivo-cognitiva unilateral, onde a neurodiversidade é desprezada e substituída pela ênfase (ismo) em um conjunto idealizado de atributos que pressupõe-se que representarão diretamente o que é inteligência.

Os testes de qi parecem medir especialmente os dois últimos componente da hierarquia das dimensões da inteligência humana que eu propus acima.

Metaforicamente falando, é como se a maioria dos altos qis, as nossas elites cognitivas, fossem inteligentes para se adaptar a uma areia movediça, sem reconhecer que estão em cima dela e que como consequência, serão tragados por ela.

Não há nada de verdadeiramente inteligente, se adaptar a um ambiente que está condenado a se autodestruir, mas a maioria das pessoas que nós classificamos como tal, assim o fazem.

Hipótese da colcha de retalhos (novamente) para explicar como se dá o processo de adaptação

O average joey é o produto acabado, industrializado para ”ser consumido” ou procriar.

A ”mediocridade” das massas é necessária para que cada população humana ou projeto transcendental coletivo de cultura, tradição, valores ou fenótipos bio-comportamentais, possam ser perpetuadas pelo espaço e tempo por meio da reprodução ou replicação.

Um projeto requer a escolha de um nicho populacional bem como de um território, a imposição de uma cultura e consequentemente a introdução voluntária das massas para a competição interna visando o sucesso pessoal ou da família.

Ao longo deste acontecimento trivial na história da vida ou existência, certos grupos serão mais selecionados do que outros e quase sempre, estes tenderão a ser aqueles que melhor equilibrarão as características universalmente distribuídas dentro desta população. Portanto, o ser humano comum seria uma espécie de colcha de retalhos. E a colcha de retalhos é um produto artesanal (vestígio laboral da era pré-industrial), um produto acabado, finalizado, de um conjunto de matérias-primas ou produtos não-elaborados.

Personalidades extremas versus personalidades maleáveis

As pessoas ”medíocres” tendem a ser mais maleáveis, em diversas perspectivas, do que aquelas que estão no fim do espectro da adaptabilidade. A inconsciência coletiva ou da maioria, se dá não apenas por razões circunstanciais tais como pelo fato de se localizarem no meio da cena social, como protagonistas ou coadjuvantes, mas também porque estão fenotipicamente mas relacionadas com a maioria da população ou com a proposta cultural da elite, do que aqueles que estão dentro de amplos espectros das personalidades extremas.

A maneira como as pessoas se vestem e as respectivas mudanças ao longo do tempo, é uma demonstração de grande maleabilidade a que a maioria da população, de comuns, está dotada. Nota-se que enquanto para aqueles constituídos tanto por uma personalidade maleável, a aparência pode e é completamente manipulável, e encontra-se organicamente separada da essência, para aqueles que são menos contextualmente maleáveis, essência e aparência são a mesma coisa.

Para a maioria, a aparência é hierarquicamente mais importante do que a essência enquanto que para a prodigiosa minoria contextualmente e potencialmente mal adaptada, a essência é hierarquicamente mais importante.

O que é personalidade??

A personalidade não é apenas um conjunto preponderante de comportamentos de indivíduos, mas pode-se afirmar que a tudo influencia, na inteligência, para a produção do fenótipo da criatividade, como meio de sobrevivência, adaptação e procriação, para a própria razão de existir. No mundo das múltiplas perspectivas, um conceito não é apenas aquilo que foi racional e logicamente caracterizado, por pensadores de épocas mais antigas. O acúmulo do conhecimento não quer indicar deteministicamente que não possa ser manipulado, nem visualizado por todos os seus lados e o mesmo acontece com a personalidade.

A personalidade não existe sem uma Inteligência, assim como também será incompleta se não levarmos em conta cada nuance da biologia humana tal como a altura, por exemplo, ou a capacidade de ganhar músculos.

A personalidade não é algo, um ser concreto, não exatamente, ainda que também se relacione, como eu exemplifiquei acima. A personalidade também é o processo de múltiplas interações, sua origem, seu desenvolvimento e o seu resultado. É a personalidade dinâmica que é uma promotora coesa e poderosa das ações e reações.

Portanto, seja por causa do excesso de estímulos sensoriais (autismo), generalizados (Tdah) ou visual-auditivos (esquizofrenia), a personalidade será caracterizada como extrema, justamente porque esta maneira de interagir com o seu meio, caminhará para produzir respostas ou comportamentos.

Como maneira de melhor conceituar a ideia de personalidade extrema, a substituo por um conceito mais amplo e auto-elucidativo,

o fenótipo integralizado da personalidade humana, extrema a maleável.

Decantação dos fenótipos extremos para a produção dos fenótipos adaptados ou produtos industrializados

Um portador de autismo funcional, se podemos chamá-lo assim, independente do seu grau de predominância, tenderá a estar pouco apto para a adaptação, visto que, ao contrário do que acontece com as pessoas neurocomuns, a essência de um autista, encontra-se atrelada à sua aparência.

É por isso que a maioria dos autistas tenderão a ser sinceros e honestos. Uma colcha de retalhos tem mais cores que poderão ser aproveitadas para diferentes ocasiões, enquanto que metaforicamente falando, um autista funcional terá uma menor variedade de cores e portanto, será menos adaptado às mudanças do ambiente.

No entanto, a adaptação é quase sempre contextual e portanto relativa.

Fenótipos extremos são territorialistas e neuroculturalmente específicos enquanto que os fenótipos maleáveis não são territorialistas e são neuroculturalmente maleáveis, ainda que esta maleabilidade apresente limitações evidentes de camuflagem adaptativa.

Fenótipos extremos são como produtos não-decantados (enquanto que os traços universalmente presentes, serão como a matéria prima) enquanto que os fenótipos contextualmente adaptados serão como os produtos industrializados ou artesanais, a própria alquimia da natureza.

Homossexualidade e o princípio da universalidade essencial da existência

Somos um belo bolor de bactérias domesticadas. Somos uma fazenda de nós mesmos.

O movimento (conservador) Hbd tem tentado inutilmente entender quais são as causas para comportamentos contextualmente mal adaptados, se podemos principiar por qualquer modelo de normatividade a priori.

Basicamente, segundo eles, ”tudo” deve partir da seleção natural. Se algo não está sendo selecionado, então é provável que outros mecanismos estejam contribuindo para manter determinado comportamento, traço fisiológico ou mental, dentro de uma população.

No entanto, sempre desconfie se algo lhe parecer muito simples, É PORQUE SERÁ SIMPLES, mas de uma maneira complexa.

Eu já demonstrei por A + B, que mesmo a linha de raciocínio HBD sobre comportamentos contextualmente mal adaptados, pode explicar a manutenção da homossexualidade na espécie humana. Também já mostrei que a homossexualidade é apenas parte da variação natural do comportamento sexual, não apenas de seres humanos. Mantendo este princípio muito lógico e simples de entender, agora adentro mais a fundo para encontrar a origem da homossexualidade, que na verdade, reverberará também na origem de toda a variabilidade das formas de vida.

Podemos pegar o exemplo da doença de Tay Sachs que afeta especialmente a população ashkenazim, os judeus europeus. A comparação aqui não se baseia na etiologia desta doença e da homossexualidade, que não é uma doença, mas dos mesmos princípios de seleção indireta. Os portadores homozigotos de Tay Sachs são ”as andrômedas” hiper-mutantes, deletérias que ”são sacrificadas” em prol de maior inteligência de seus parentes mais próximos. A combinação genética do casal, onde o fenótipo para alta inteligência assim como também para Tay Sachs, sugere, ao menos segundo a minha visão, que TODOS os parentes próximos dos portadores da doença, apresentam em menor quantidade o transtorno, que ele está adaptado ao seus organismos, ou, que é o mais provável, as duas situações estejam presentes e se relacionem simbioticamente. Então temos uma família, onde os ”genes” metamórficos de Tay Sachs estão perfeitamente ou quase-perfeitamente acoplados aos organismos dos parentes heterozigotos dando-lhes vantagens incomuns, enquanto que para o portador homozigoto, ocorre um desequilíbrio, em que o encaixe do quebra-cabeças, em sua estrutura orgânica, não acontece, resultando na manifestação de quadro patológico.

A homossexualidade per si, tende a ter um efeito neutro em relação aos seus portadores. Se existe um único indivíduo sobre a Terra que é homossexual e não tem nenhum problema de saúde, então a ideia de que a homossexualidade reduz o fitness não se sustenta, aliás, nada na Ciência parece se sustentar completamente. A explicação para a constante sobreposição de teorias dentro do meio acadêmico é a de que quase todas obedecem a princípios unilaterais e estarão em grande risco de serem refutadas. O problema não se baseia apenas na parte teórica, porque estes cientistas tendem a tentar impor suas teorias unilaterais em nossas sociedades, aumentando dramaticamente os riscos de causarem graves avarias às pessoas.

Cochran, o responsável pela teoria patogênica (apenas) da homossexualidade (masculina e exclusiva), surpreendentemente (ou não), consegue aceitar a sua contradição, onde temos doenças autoimunes graves que podem ser indiretamente selecionadas entre o seu povo, mas que o mesmo não acontece para a homossexualidade, que nem doença é.

E ainda temos que prestar reverência a este ”gênio”. (eu não duvido que ainda possa ganhar um nobel, parece que esta organização se transformou numa espécie de fábrica de ”dinheiro falso”).

Ainda mais divertido. Tay Sachs é muito menos universalmente distribuída entre as populações humanas do que a homossexualidade e não existem evidências de que os parentes dos seus portadores tenham maiores taxas de fecundidade do que os que não tem histórico familiar.

O princípio da universalidade essencial da existência

A existência, todas as formas de existir, todas as formas de vida aderem aos mesmos princípios e são apenas desdobramentos das primeiras formas de vida na Terra, ou seja os primeiros organismos unicelulares.

O princípio da variabilidade, da divisão, é o princípio da existência e da adaptação.

A divisão celular explica todas as outras  divisões, inclusive o espectro da sexualidade ou da reprodução sexuada.

A homossexualidade faz parte da continuação de um processo temporalmente linear, especialmente mediante uma escala geológica de tempo, de divisão celular. A multiplicação da vida dá-se por sua divisão. Isto é tão taoista!!!!!!!!!!!!!!!!

Temos microrganismos com replicação (reprodução) assexuada. A partir deles, temos as outras micro formas de vida que aderem a princípios replicativos idênticos. Até chegarmos à reprodução sexuada, em que a auto-replicação é substituída por replicação indireta, onde geralmente um dos indivíduos será o único capaz de replicar o seu material genético, com o material de outro indivíduo, de castas replicativas diferentes porém pertencentes à mesma divisão de trabalho OU  mesma espécie.

Quando vemos um belo arco íris no céu, depois de uma chuva torrencial de verão ou quando vemos a bandeira GLBT nas ruas de uma grande cidade ocidental, nada mais, nada menos, que estaremos vendo uma simbologia realista criada por humanos que representa o princípio da universalidade essencial da existência, onde temos uma hierarquia de importância, em que a variabilidade de características emula com perfeição o fenômeno atmosférico que usei como explicação simples.

É apenas a dualidade, que na verdade, não é dual, mas representa o começo e o fim de uma reta, os meios são o espectro.

Para entender a homossexualidade e sua razão de existir, basta ver a bandeira GLBT.

Conservadorismo x neurodiversidade

Que bom que Carol Greider é inteligente, ”APESAR” de seu problema cerebral chamado Dislexia. 😉

Agora pouco de manhã, visitei o blogue ”Pyschological Comments” e fiquei espantado com o que li. O blogger, que é um psiquiatra britânico, divagava por escrito uma micro-compilação de eventos que se sucederam em sua terra natal durante esta semana. A patética escolha da população escocesa (se realmente foi um plebiscito sem manipulação de resultados) para continuar a ser um protetorado da velha caquética (formiga-mãe) e a relevância que uma revista deu em relação ao projeto de um rapaz, de aproximadamente 30 anos, para contratar disléxicos e dispráxicos. ”James” fez algo que não deveria ter feito, criou uma analogia incomum e de alto risco, ou seja, foi inovador. Por isso, ”deu com a face no muro”. Ele, basicamente, culpabilizou a matéria da neurodiversidade pelos problemas crônicos de seu país. É como se, o rapaz que está preocupado em contratar disléxicos e dispráxicos fosse culpado pela manutenção da Escócia dentro do ”Reino Unido”, por votação popular. Simples assim.

É como se eu culpasse o canto dos pássaros pela minha hiperatividade. 😦

”James” resolveu ainda invalidar, ainda que de maneira muito remota e pouco compreendida, que a advocacia pela adaptação laboral da população neurodiversa é um assunto muito irrelevante e no mínimo, controverso, afinal, o pobre rapaz afirmou que o gênio homossexual, inventor da internet, Allan Turing, era disléxico, quando na verdade, é possível que não tivesse sido.

”James” deve ter ‘raciocinado’. Como pode o G-Ê-N-I-O Turing (apesar de ter sido um ”degenerado”, ele deve pensar) ter dificuldade para ler??

Então eu resolvi desabafar em seu blogue, pelo inglês neanderthálico será fácil me reconhecer, mesmo que já tenha me identificado.

E agora, mostrarei porquê eu estou certo quanto a natureza conservadora da comunidade HBD, e porquê isto é muito ruim.

Conservadorismo x neurodiversidade

Costumamos enfatizar o velho embate, direita e esquerda mediante uma perspectiva política, ideológica e cultural. Conservadorismo versus esquerdismo, socialismo ou liberalismo (este último, é o termo usado para se referir ao estilo de vida contrário ao conservadorismo, especialmente na Anglosfera).

No entanto, existem várias outras possibilidades de conflitos ”silenciosos” dentro de nossas sociedades complexas.

Um deles é a neurodiversidade, o moderno movimento político das minorias cognitivas (mais) mutantes, e o conservadorismo, a velha apicação do estilo de vida ”natural”, hierárquico, sequencial e rígido, mediante as (supostas) normas universais humanas.

Basicamente, o mundo da educação, é o mundo dos neurotípicos e muito especialmente dos conservadores de alto qi.

Darwinistas sociais clássicos que são, os conservadores de alto qi, são consideravelmente normativos em seus pensamentos. Enquanto que o conservador médio é religioso, o conservador mais inteligente geralmente não será, mas substituirá crenças religiosas em crenças científicas.

A ciência não é lá muito diferente da religião, visto que ambas se caracterizam pela transcendência coletiva unilateral, em outras palavras, seleção. A religião é a seleção cultural. A ciência também poderia ser entendida desta maneira. Ambas, mantém intactos os mesmos atributos que tornaram as girafas pescoçudas, de geração em geração. A eliminação da diversidade pela unicidade cognitiva, comportamental e cultural.

Os liberais, socialistas ou beligerantes desviantes, fazem exatamente a mesma coisa. É a praga dos ISMOS que continua a ensanguentar o solo terráqueo com sua intolerância.

A grande diferença é o início da tomada de consciência de grupo. Todas as matérias dinâmicas, ou vidas, são conscientes. As diferenças são a que grau de consciência cada espécie está. O ser humano moderno está a um grau maior de consciência, que no entanto, não é substancialmente a nível individual, mas principalmente a nível coletivo.

No passado, o ambiente ”nos selecionava”. Se fazia muito frio, os mais inteligentes desenvolviam ideias para dissipar as chances de morrermos neste ambiente. Ou, aqueles que eram mais resistentes ao frio, sobreviviam mais.

A tomada de consciência começa quando, ao invés de nos adaptarmos ao ambiente, nós o adaptamos às nossas particularidades. E é justamente isso que fizemos e que continuamos a fazer…

A educação é a criação de um ambiente adaptado para certos tipos de pessoas, mas não para todas. A seleção, natural, cultural, sexual ou mesmo, a antropomórfica, sempre caminharão para causar desigualdade, porque sempre teremos grupos que ficarão em desvantagem.

O filtro do sistema educacional, especialmente na educação superior, privilegiarão mentes parecidas das dos professores, eliminando uma possível diversificação de tipos cognitivos por uma unicidade. E isso é péssimo.

Isto explica porquê olhamos para o status de uma pessoa antes de a escutarmos para saber o que ela tem a dizer. É muito comum e adoramos fazer isso, confundir aparência com essência.

Porque a maioria dos professores universitários tendem a pensar parecido???

Simples, muito simples. Porque existe uma promoção extremamente desigual na educação superior, onde a diversidade cognitiva é substituída por uma unicidade, a transcendência coletiva.

O conservadorismo comunga com os mesmos princípios essenciais do seu algoz ideológico, a manutenção dos mecanismos de seleção natural, visando o projeto transcendental coletivo, onde OS TEUS são promovidos contra aqueles dos teus inimigos biológicos milenares.

Aí cabe a pergunta, que diabos eu e provavelmente você meu caro leitor, tem a ver com isso???

A neurodiversidade é completamente desprezada por psiquiatras, psicólogos, a GRANDE MAIORIA deles.

MAS…

Se eles sabem que a maioria dos autistas são muito especificamente inteligentes…

muitos esquizofrênicos, Tdah, bipolar, disléxicos, dispráxicos, discalcúlicos (discalculianos é melhor,rsrsrs) são muito criativos e podem ter habilidades muito incomuns e úteis à sociedade, então por que eles desprezam estes grupos???

Por duas razões,

EGO (sim meus caros leitores, por ego, o mais sórdido e infantil de todos)

e porque CONVENIÊNCIA.

O ego alimenta suas apatias em relação à neurodiversidade, visto que, se todos os autistas fossem empregados, teríamos o início da promoção de tipos que são neurologicamente diferentes dos professores universitários modernos. É interessante pensar que as pessoas mais inteligentes tendem a ter mais genes mutantes da neurodiversidade, mas por alguma razão mecânico-instintiva, elas tendem a patologizar unilateralmente os portadores destas condições, ostracizá-los do convívio social, diminuindo as suas chances de acasalamento e posterior reprodução.

”Por que eu, que tenho sido aclamado como muito inteligente, durante toda a minha vida, vou aceitar que alguém que tem dificuldades para ler possa ser mais inteligente que eu, muito mais inteligente???”

”Eu tenho uma imagem a zelar”.

Os conservadores de alto qi tenderão a ser os maiores algozes dos neurodiversos e por conseguinte, de muitos gênios criativos, basicamente porque os conservadores inteligentes de ego inflado se sentirão ameaçados pela possibilidade de verem super-especialistas tomando os seus empregos e roubando os ses status quo intelectual e porque suas mentes binárias não são capazes de aceitar organicamente que toda a estrutura tem sua complexidade interna e que portanto se divide em partes. Meu velho mantra, tudo é um espectro. Eles não podem aceitar que ”disfuncionalidade” pode ser contextual porque estão tão bem adaptados às suas realidades que aquilo que é ”natural” aos teus olhos, impossivelmente poderiam ser entendidos apenas como uma contextualidade. Vários Deuses quebrados em suas perspectivas binárias. Podem ver os extremos, mas não podem conceber o ”corpo caloso” que liga um extremo ao outro.

E o movimento HBD tem vários sintomas primordiais desta incapacidade. Eu espero que melhorem, mas a ciência é filha da filosofia e neta da religião. Dificilmente mudarão de opinião.

Fim!

Neotenia, ateísmo, autismo, religião e a atemporalidade dos traços evolutivos

 

No primeiro texto que escrevi sobre neotenia e religião, eu disse que o ateísmo é uma manifestação da neotenia, o que provavelmente não se consiste na verdade. O ateísmo está intimamente relacionado com autismo, porque ambos derivam das mesmas naturezas biológicas. O autismo segundo alguns é uma forma de atavismo, mas eu sou reticente quanto a estas classificações temporais, atavismo ou neoevolutismo.

De fato, os seres humanos, segundo a minha humilde e presunçosa opinião, apresentam traços evolutivamente novos, ou que são uma novidade evolutiva humana e que portanto devem estar presentes somente entre os humanos ou que são o aumento da complexidade de traços que também estão presentes na natureza. Não crer em uma força superior parece ser uma realidade para a imensa maioria dos animais. A religião foi uma maneira de adaptar a consciência ampliada do ser humano, evitando que abrissem desde os seus primórdios a caixa de pandora. A religião é uma maneira de adaptar o ”eu”, que é conclusivamente maior entre nós do que no restante das outras espécies. A cultura pode e geralmente provoca mudanças no tipo de seleção. Se crer em uma força superior é importante para cooperar com aqueles com as mesmas crenças, é uma forma de dar respostas fáceis e forçar os indivíduos a se concentrarem em suas tarefas, na socialização e na procriação, então esta adaptação foi primordial para a evolução das sociedades humanas. Portanto, a minha primeira conclusão, em relação aos textos da refutação à teoria da savana e aos textos sobre neotenia, é a de que a crença em forças abstratas é um traço ”evolutivamente novo” enquanto que não crer, é um traço anterior aos processos seletivos que produziram as sociedades humanas e em todas elas a religião foi importante.

 

Atemporalidade dos traços evolutivos

A ideia de que um traço é velho, arcaico ou atávico e que outro traço é novo não parece se sustentar, visto que a evolução humana e a evolução no geral, por seleção, se caracteriza tanto pela atemporalidade quanto pela contextualidade. Portanto é subjetivo dizer que um traço é novo ou antigo e na verdade, termina por ser desinteressante pensar ou centralizar o pensamento neste lado do assunto.

O que é novo hoje, com certeza deixará de ser amanhã. O autismo e por conseguinte o ateísmo, podem ser interpretados tanto como traços atávicos quanto como traços novos, depende de qual perspectiva que você for dar prioridade.

A religião é uma invenção cultural humana e os traços que foram selecionados por ela foram benéficos durante uma importante parte da história humana, mas hoje em dia, estão se tornando mal adaptativos, até porque a crença religiosa está intimamente relacionada com baixa inteligência. Como a inteligência não é somente qi, até mesmo entre as populações religiosas mais inteligentes, parece que a religião seleciona traços contrários para a construção total da personalidade das pessoas inteligentes, principalmente em relação à curiosidade. Pessoas que acreditam em Deus, não são curiosas. O que também costuma acontecer é que a cultura religiosa seleciona contra a criatividade.

O que é fato, é que a religião e os fenótipos psicológicos que seleciona, são uma novidade humana e portanto, estão segregadas somente aos seres humanos. Mas, isso não é um indicativo de que a religião é totalmente benéfica, mediante os muitos problemas que ela tem provocado na espécie humana. Apesar disso, o ateísmo também não parece ser melhor do que a crença, visto que ao estarmos destituídos de certezas, mesmo que fabricadas, caminhamos para levar vidas imediatistas, hedonistas e niilistas.

Como TUDO na vida, o melhor caminho será o do meio e neste caso, o agnosticismo e até mesmo algumas ”crenças individualizadas ou espirituais” parecem funcionar melhor do que as crenças oficiais e o ateísmo. No entanto, tudo indica que o ateísmo é um claro sinal de inteligência entre os humanos e portanto, é muito interessante manter os ateus dentro de uma população. O que não faz sentido, é manter os ultra religiosos e infelizmente, eles estão muito bem adaptados e eu diria, milenarmente bem adaptados.

 

Neotenia e ateísmo

 

Um paradoxo, a religião tem um papel fundamental para a domesticação, mas isso é especialmente verdadeiro para o cristianismo, o budismo e o xintoísmo. No entanto, as únicas religiões que pregam mais a competição e portanto coesão de grupo do que domesticação, é o islam e o judaísmo.

Não é de se espantar o porquê da agressividade constante destes dois últimos.

Como demonstrei em outros posts, o ateísmo é um traço presente na neotenia, porque é muito mais comum nas populações socialistas do que nas populações conservadoras e ou religiosas. Eu demonstrei que o socialismo promove uma espécie de psicologia neotênica e que os socialistas tendem a ser mais andróginos e que isto se relaciona com a mistura dos gêneros e especialmente com a estrogenização dos machos, com o intuito de eliminar as estruturas biológicas hierárquicas e de competição.

Portanto, a maioria dos conservadores estão biologicamente construídos para aderir à crença religiosa, que é um traço evolutivamente novo na espécie humana, mas que não se relaciona com maior inteligência. A religião é uma espécie de adaptação de última hora para conter a mente auto-consciente do ser humano.

Os liberais ou socialistas estão neurologicamente construídos para não aderir à crença religiosa, que é um traço atávico da espécie humana. A religião foi uma adaptação cultural, portanto, para justificar a coesão de grupo E a competição e isso não se consiste em neotenia, que é a domesticação. A religião domesticou o ser humano até o ponto em que ele continuasse competitivo e combativo.

 

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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