Novamente, o mau uso do termo ”lavagem cerebral” e um exemplo bastante elucidativo de como que isso se manifestaria literalmente….

amish socialmente liberais, ateístas e homossexuais??
Se voce, hipoteticamente falando, fosse um professor e pesquisador na área de psicologia comportamental e conseguisse transformar um grupo de homens amish, que são heterossexuais, fervorosamente religiosos e socialmente conservadores, no seu exato oposto, ou seja, em homossexuais, ateus e socialmente liberais, por meio de maciça propaganda audiovisual, associando a sua ”religião” (cultura dogmática) com o típico comportamento ocidental e urbano, mais extremo, especialmente em relaçao a homossexualidade, então voce poderia escrever em seu trabalho que conseguiu fazer lavagem cerebral neste grupo de pessoas selecionadas.
Hoje em dia, em tempos de liberalismo social e demo(oligo)cracia, acredita-se que a maioria dos ocidentais estejam sofrendo ou sendo vítimas de lavagem cerebral. Pode ser verdade que as táticas usadas pelos ”engenheiros sociais” se consistam de fato em técnicas de hipnotismo coletivo. No entanto, outros fatores também devem ser levados em consideração. Por exemplo, a capacidade mental média da população alvo e as suas suscetibilidades comportamentais inatas ou biológicas, isto é, que são o resultado de maior epigenética, além da carga genética, diretamente produzida pela concepção primordial, do pai e da mãe.
O caso da homossexualidade é interessante. A maioria dos teóricos políticos conservadores, acreditam que o aumento ou suposto aumento (o que também poderia ser, ”maior visibilidade”) dos casos de homossexuais assumidos, seja um produto direto da lavagem cerebral que está sendo orquestrada pelo estado, por motivações escusas e sinistras (ainda que não tire este mérito deles, a parte final desta frase). No entanto, eles estão se esquecendo que genes e ambiente tem um papel mais do que fundamental na modulação de certas tendencias, de maneira complexa. Por exemplo, o aumento da idade dos pais para constituírem famílias (que tende a resultar em maior carga mutacional na criança), mais um ambiente cultural aberto para a diversidade comportamental, podem estar tendo um papel para muitos ”casos’. Da mesma maneira, o aumento da obesidade na população, que costuma ter como resultado, a redução do testosterona em homens e o aumento do mesmo em mulheres, em média, também podem ter um papel no aumento de casos de homossexuais, que por causa da cultura menos ranzinza a este estilo de vida, se tornam mais confiantes para ”se assumirem”.
Portanto, a conclusão ”lavagem cerebral” não parece fazer muito sentido para explicar este contexto (e vários outros).
Para que se possa diagnosticar como lavagem cerebral, deve haver uma modificação abrupta ou significativa do comportamento, de maneira que, processos naturais (predisposição ou estupidez, aceitação cega da narrativa imposta) não possam ter sido os principais vilões de tal situação.
Algo pouco provável que vá acontecer  é justamente o exemplo acima, dos amish. Primeiro, em relação a possibilidade de que uma universidade se sujeite a este tipo de estudo altamente imoral e arrisque sua integridade metodológica (momento de risos nesta parte, porque a tal integridade científica não parece ser uma constante, especialmente em termos morais, se temos cobaias humanas e não-humanas sendo usadas e descartadas, de maneira cruel). Segundo, pela igual improbabilidade de que qualquer grupo de amish ou de outros tipos super religiosos, pudessem aceitar a se sujeitarem a este tipo de experimento. Terceiro e último, ainda previamente especulativo. A possibilidade hipotética de que os amish possam modificar completamente o seu comportamento habitual, apenas para se adaptarem a ”religião” amish, ultra-reformada. Se isso acontecesse, minha aposta, seria de que a maioria destes homens se desligariam da ”religião”, ou mesmo, fundassem uma nova ceita, que preservasse os antigos preceitos. Aqueles que aceitassem, é provável que modulariam suas predisposições mais escondidas com o novo ambiente cultural.
Mas então por que que tantos ocidentais estão acreditando nos memes culturais da narrativa dominante tal como ”não existem raças humanas**” ou ”somos todos iguais”.
Primeiramente, é importante nos perguntar, qual que seria o real número ou percentual de ocidentais que acreditam de coração nestes memes. Claro que estou me referindo aos ”ocidentais nativos” ou de origem predominantemente europeia. Se de fato, tivermos um percentual estatisticamente robusto, isto é, com grande, gorda amostra de pessoas que foram questionadas, então nós poderíamos ter maiores certezas quanto a isso.
Suscetibilidades para internalizarem os memes culturais modernos, parecem se dar por duas vias
– estupidez na capacidade de interpretação da narrativa oficial + preguiça intelectual para investigação espontanea e pessoal + déficit na capacidade de capturar a imagem maior, o contexto, ”aquilo que importa” e relativismo niilista ou falta de idealismo, especialmente em relação ou em direção a ”oposição contextual” que é conservadora ou ”oposição natural” a favor da sabedoria prática e literal (que poderia ser resumido como ”psicologia e/ou cognição de gado),
– predisposições comportamentais contextualmente específicas (tal como no caso de ”se assumir” homossexual em tempos de desfiles coloridos por grandes cidades).
”Os” ocidentais estão sendo vítimas de lavagem cerebral??
resposta correta mais provável
Sim, parcialmente, porque técnicas de propaganda como repetição de frases populares de efeito como ”somos todos iguais” estão sendo empregadas diariamente por meio da mídia.
No entanto, não são todas as pessoas que estão modificando radicalmente o seu comportamento, mas apenas alguns grupos que, por meio de um ambiente mais aberto, estão decidindo se mostrarem do jeito que vieram ao mundo, não em termos literais, mas bio-culturais. A enfatização também tem um efeito. Antes, a família era o centro das atenções nas sociedades ocidentais. Hoje, são ”os” homossexuais, ”as” minorias étnicas, ”os” desajustados, que tomaram ou que foram colocados como exemplos morais a serem seguidos. No entanto, o alcance da narrativa é limitada, e sempre haverão pessoas que serão blindadas em relação a certos memes, mas não em relação a outros. Os memes culturais podem e parecem funcionar como chamariz, como um convite para assumir ou internalizar uma nova rotina de comportamentos que, por inúmeras razões, estavam sendo mantidos dentro de si, sem serem externalizados. O mundo humano é muito complexo. Por exemplo, a falta de mulheres para manter relacionamento, podem fazer com que alguns a muitos homens, se utilizem da máxima ”quem não tem cão, caça com gato”, e mantenham relações sexuais com outros homens. Muitas vezes, serão a vontade e a oportunidade que falarão mais alto (o mundo humano é complexo, mas tão pragmático quanto o ”mundo animal”. E neste exemplo, o pragmatismo parece ser mais importante para servir como explicação do que a complexidade dos ambientes sociais humanos, 😉 ).
Para terminar este texto, volto a repetir que, para que haja de fato, lavagem cerebral, existe a real necessidade de modificação abrupta do comportamento por causas não-naturais ou artificiais, em outras palavras, apenas em ambientes hermeticamente fechados, secretos ou fora da vigilancia da ética profissional, que se poderá modificar completamente o comportamento de um indivíduo ou de vários deles, apenas por propaganda. O que a propaganda tem causado aos ”ocidentais” é justamente a confusão mental, advinda da falta de sincronização ou coerencia correlativa entre aquilo que se ve e que se entende instintivamente, daquilo que está sendo dito que é, claro, com um queijo suíço de buracos de múltiplas exceções.
A estupidez das massas, isto é, de uma boa parte das pessoas, que tendem a ser
– intelectualmente mediocres,
– intelectualmente preguiçosas para evitar a mediocridade,
– energicamente extrovertidas para socializarem o máximo possível, sem se questionar se muitas das diretrizes impostas estejam corretas.
… é uma das causas principais para a sua letargia habitual.
Predisposições comportamentais e a capacidade humana de se adaptar a contextos impostos por seus ”superiores” (o equivalente ao fazendeiro de ”A revolução dos bichos” de George Orwell), especialmente em relação aos grupos que estão comportamental e também, implicitamente predispostos, amplia a ideia de que a lavagem cerebral seja muito efetiva, quando na verdade, está sendo utilizada para outras finalidades.
A ideia de lavagem cerebral se assemelha a da educação, onde que os princípios igualitários absurdos da filosofia revolucionária, desde a queda da Bastilha, que nos tratam como uma massa indissociável e essencialmente oca, preconizam que a causa para as nossas falhas, sejam inerentemente exteriores, porque ”seríamos” oprimidos (que está correto, mas nem tanto) enquanto que a minoria abastada seria de opressores. De fato, somos oprimidos, muito oprimidos,  e existe uma minoria opressora, mas também existe uma reciprocidade, onde que nossas tendencias para a estupidez, nos tornarão vítimas ideais para qualquer forma de opressão, porque quem não entende a realidade, está passível de manipulação, desde as mais sofisticadas até as mais tolas.

Destruindo a ”herança” catastrófica da ”história humana”

Voce quer uma nova guerra?? Voce foi um dos responsáveis diretos, literais, da escravidão?? Voce precisa checar o seu privilégio?? Isto é, voce é um multimilionário?? Por que voce precisa herdar os erros de outros, seja no presente ou no passado, se não foi voce quem os cometeu?? Existe a possibilidade de ser considerado culpado sem ter cometido o crime do qual está sendo acusado?? E isso não seria uma forma de injustiça??

Até agora, temos sido herdeiros dos problemas dos outros, herdeiros do passado, da história estúpida da espécie a que pertencemos em termos de biologia e taxonomia. Mas se quiser parar de ser tratado como gado, primeiro, valorize e enfatize sua singularidade absurdamente óbvia como um indivíduo que tem um tempo limitado de vida e que é responsável apenas por suas ações. E segundo, ao literalizar a sua realidade enquanto um ser temporário que habita um espaço e tempo específico, faça valer os seus direitos principiando por este prisma, que é uber-lógico por excelencia. Ao tornar jurídica a sua autoconsciencia, então, começará a se ver como alguém e não como uma peça substituível de uma engrenagem fria e calculista que o encapsula e que vigia por sua subserviencia voluntária.

Eu rejeito totalmente um passado de guerras, genocídios, invasões, toda a sorte de estupidez que tem sido a narrativa bio-existencial de nossa espécie, porque eu não sou mais um ser humano, mas um pós-humano, que busca superar esta letargia mortal e pestilenta chamado ”história humana”.

O que que testes de qi tem a ver com tirar leite de vaca??

Testes de qi ”aculturais” se utilizam da mesma técnica de mensuração de capacidade que é praxe nas escolas. Em outras palavras, eles medem a capacidade na realização de tarefas cognitivas que o sistema  exige (e geralmente, a maioria, se não, todas as sociedades humanas exigem, em maior ou menor grau) ou a capacidade de oferecer trabalho.

A inteligencia humana, é óbvio que não se resumirá a testes cognitivos, porque como eu já disse aqui, eles são estáticos, isto é, mensuram parte do intelecto humano em um mundo que não está movimento (e estamos a todo momento em movimento, sem levar em consideração os tetraplégicos dentre outros tipos), a partir de critérios mais ou menos neutros, como a sequencia de números ou o tempo de reação, mas que não são aplicados a contextos reais. De fato, se quisermos avaliar a inteligencia humana, devemos principiar pela

  • capacidade de detectar padrões (entender a realidade)
  • capacidade de aprendizado (uma versão sofisticada do reconhecimento de padrões)
  • capacidade de memorizar e de ser eficiente no uso deste arcabolso de conhecimentos.

Principiar e não finalizar. Se alguém é muito bom no reconhecimento de padrões em um teste de qi, isso não significa que será igualmente bom para reconhece-los em um contexto, em um mundo real.

Todos eles devem ser contextualizados, mas não apenas isso, porque não basta mensurá-los a partir de um contexto específico, porque são muitos. Seria e é interessante que o façamos também a partir de um não-contexto ou contexto neutro, isto é, universal. Ou mesmo, um contexto fluido. Eh verdade que queiramos ou não, tenderemos a responder de acordo com que as circunstancias se apresentam pra nós, assim como também, a partir de nossas tendencias mais instintivas, mais agudas de respostas, especialmente se não estivermos cientes da necessidade da reflexão ou crítica do pensamento (lembrem-se, nosso cérebro analisa, precisamos rebater as suas análises se quisermos de fato começar a pensar por conta própria). Mas isso não significa que o ser humano se consista em um ser que é essencialmente moldado por suas vivencias, ainda que o faça em muitos aspectos importantes. A vivencia existe, porque é captada e porque é um produto neuro-cultural de nossa autoconsciencia. Mas a sua existencia não é uma prova de que sejamos como um corpo-mente vazio de substancia biológica, que precisa interagir com o seu meio para que possa existir, por si mesmo. Isso não faz sentido.

Para escravos ”e” trabalhadores inconscientes (Porcamente assalariados), mede-se a capacidade de oferecer trabalho. Eh útil pra que?? Da mesma maneira que se mensura a capacidade cognitiva ou biológica na possibilidade de oferecer qualquer utilidade em animais domésticos. O ser humano não pode dar leite (sem piadas de cunho sexual por favor) como as vacas, mas pode ser usado enquanto uma espécie (muito) cognitivamente prodigiosa, ou seja, em proveito de suas capacidades intelectuais. Ele pode ser usado e é importante frisar isto.

Mas este uso é baseado em honestidade, um acordo mútuo, entre patrão e funcionário??

Tal como eu sugeri em um texto anterior, em animais ”selvagens”, mensura-se a sua capacidade de sobreviver e/ou ”se” adaptar a um determinado ambiente. Em compensação, em animais ”domesticados”, mensura-se a sua capacidade de se sujeitar as ordens de superiores ou na sua capacidade de oferecer trabalho de qualidade. A inteligencia do cachorro doméstico se dá com base em sua capacidade de resposta a bola que está sendo jogada a sua frente ou a de passar por todos os obstáculos em um concurso tolo de pessoas tolas. Também se mensura a sua capacidade de ler as intenções de seus donos e de acatá-las, quando possível.

Mas e a sua capacidade de sobreviver sozinho, de ser livre???

Os seres humanos que estão muito amalgamados pelo conforto e segurança da civilização, mas que também foram sendo selecionados para serem mais mansos, perderam as suas capacidades para solucionar problemas reais que se relacionam com a suas próprias sobrevivencias. Se tornaram demasiadamente especializados e perderam a capacidade de pensamento holístico, isto é, crítico, objetivo e transcendente. O ser humano domesticado é demasiadamente preguiçoso para pensar por conta própria, mesmo quando não parece haver a necessidade de pensamento profundo. Por exemplo, eles são tão preguiçosos, que raramente se questionam sobre as notícias que estão sendo diariamente despejadas em suas mentes.

A neutralidade contextual ou real da mensuração da inteligencia humana, parece ter um viés político subliminar ou que ainda não foi percebido por boa parte das pessoas que se dedicam a esta enfatização intelectual, isto é, a inteligencia (pressupõe-se). Ao menos em termos de inteligencia a partir de uma perspectiva qualitativa e evolutiva, o contexto artificial da sociedade em que vivemos, determina conceitualmente o ”mundo real”, isto é, pagar as contas em dia, trabalhar, casar, interagir com as pessoas ao redor, etc… Mas o mundo real, ainda que também seja o mundo criado pelos humanos, é, especialmente, aquele que está independente de nossos caprichos culturais de massa. E nós também somos reais, e ainda mais reais, quando nos vemos separados desta artificialidade.

Portanto, quando separamos a cognição da personalidade, e principiamos a análise (daquilo que restou) da inteligencia, a partir de um conjunto de obrigações técnicas, memória, tempo de reação, capacidade de aprendizado e de interação social, PARA atender perfeitamente os ditames que são enfatizados pelo sistema, nós não estaremos mensurando a mesma de maneira abrangente e objetiva, mas especialmente a qualidade do trabalho que o homem pode oferecer ao sistema, a partir de critérios lógicos de cognição, mas sem a personalidade como influencia, inclusive na construção do caráter, se o sistema precisa de uma massa acrítica, conformista e tecnicamente eficiente para que possa continuar com o seu reinado de Ciudad de Lagado.

O que leite de vaca e testes de qi tem em comum??

A métafora das migalhas de pão do clássico João e Maria para falar um pouco sobre o pensamento racional

Depois de algum tempo de experiencias em debates pela internet eu tenho chegado a algumas conclusões quanto aos padrões de similaridade e discordancia entre os tipos de argumentos e/ou pensamentos. A memória não serve apenas para memorizar mas também para ser acessada quando for necessário, isto é, manipulada, para que possa ser útil em algum momento durante a colmeia de argumentos em um debate qualquer ou para qualquer outra atividade na vida real que exija o uso da inteligencia (cognição + personalidade).

Migalhas de pão de João e Maria

Isso se assemelha metaforicamente (ou não) a construção de um pensamento racional, lógico, coerente e com uma estrutura que é fácil de ser entendida. A construção de um pensamento se assemelha a construção de uma casa ou a um trabalho academico, uma monografia.

Então, pensemos….

nós temos milhões de estudantes universitários espalhados ao redor deste planeta, que fazem suas monografias sem ter pensado que sua estrutura lógica e simples, não se limita apenas À mesma, mas também a tudo na vida, incluindo aí na construção de argumentos. Deve haver uma coerencia de longo prazo.

Quando começamos a debater e especialmente em debates longos, tendemos a nos esquecer daquilo que falamos no início. E a pessoa que for mais aguda neste déficit, será ainda mais suscetível de se contradizer, sem ao menos perceber, especialmente em debates acalorados.

O pensador racional e coerente (se os dois adjetivos não são sinonimos mútuos) está sempre buscando por informações que utilizou em etapas anteriores de um debate ou na criação de textos científicos ou filosóficos. A interação entre as ideias de diferentes micro-períodos cronológicos do debate é intensa. E o pensador racional brilhante se destoará não apenas por ser vigilante quanto a própria suscetibilidade de contradições mas também em relação aos oponentes.

O pensador racional e coerente pode voltar até aos seus primeiros argumentos de um debate qualquer e tenderá a estar sempre reutilizando estas ideias.

Se pode voltar ao início então pode fazer como João e Maria e seguir as migalhas de pão que usaram para demarcar o caminho percorrido.

Debatedores irracionais e incoerentes entram em contradição a todo momento. São desorganizados e parecem utilizar suas argumentações apenas para vencer os duelos verbais, de maneira pragmática, ao invés de defender aquilo que não apenas acredita mas que tem certeza de que está predominantemente correto. No entanto, as pessoas que são predominatemente estúpidas não podem saber com requintes de precisão se seus argumentos estarão predominantemente certos ou errados. Elas sempre partirão de que estarão plenamente corretos. E é comum também vermos uma ”coincidencia” entre o pensamento dominante e os argumentos destas pessoas. Parece claro que para qualquer forma de totalitarismo unilateral, estas pessoas defenderão aquilo que é do ”senso comum” e não aquilo que é fundamentalmente correto/certo.

Suas estratégias são de curto prazo. Quanto mais irracional for o indivíduo, maior será a tolerancia ao pensamento contraditório. E aí, é importante diferenciar a ambiguidade que caracteriza as múltiplas perspectivas, da contradição.

As múltiplas perspectivas se consistem na análise multidimensional da fenomenologia, de qualquer natureza. Portanto, aquilo que está certo em uma perspectiva, pode não estar certo em outra, em um mesmo assunto.

Por exemplo, ‘‘ a homossexualidade é uma abnormalidade. a homossexualidade é natural”.

Ambas as sentenças estão certas, para as suas respectivas perspectivas comparativas. De fato, se compararmos a homossexualidade com a reprodução, a essencia para a continuidade natural da vida (sexuada), a mesma se consistirá em uma abnormalidade. No entanto, isso não quer indicar que não poderá ser natural, porque se consiste em um espectro de fenotípicos similares e fundamentalmente identicos em suas atribuições mais enfáticas, isto é, a predisposição de longo prazo para o engajamento no relacionamento homossexual, que por sua vez se localizará dentro de um espectro ou variação maior de sexualidade. Eh abnormal porque se fosse a regra, não existiríamos ou seríamos uma espécie muito menor em nossa demografia (ufa!! isso é bom!!). Eh natural porque está dentro da variação sexual humana, assim como também em outras espécies.

Contradição seria analisar as duas sentenças sobre uma mesma perspectiva ou de maneira unilateral. Por exemplo. ”Os homossexuais são anormais e naturais”. Mas, supostamente, naturalidade seria o quase-antonimo de abnormalidade. Aí no caso, talvez fosse preciso usar o termo ”paranormalidade” ‘ou’ ”impossibilidade” para que pudesse fazer mais efeito. Outro exemplo, agora em relação a contradição com base em enfatização unilateral ou dualista. ”Os homossexuais são anormais porque o sexo é (apenas) para procriação”.

Bem, então, o beijo, o sexo anal e o sexo oral e mesmo o sexo heterossexual recreativo, também deveriam ser considerados como anormais. Não é??

Todos os tipos de argumentações assim como também de macro-ações ou diretrizes verticais ou hierarquicamente impostas, derivam da moralidade subjetiva ou contextual.

A tolerancia pela contradição conceitualmente correta e que não se consiste em qualquer produto analítico das múltiplas perspectivas, tem grande serventia para psicopatas, lunáticos, especialmente do tipo narcisista estúpido ( o trivial idiota útil) e para o estúpido clássico. E se queremos melhorar a sociedade, então devemos começar a parar de tolerar as contradições que quase sempre serão potencialmente danosas a nós e a tudo aquilo que nos envolve, em nossas respectivas empreitadas existenciais involuntárias.

Qi e mundo real, analogias interessantes

Será que as pessoas de maior qi serão mais propensas a entender o mundo, literalmente, tal como realmente é ou está??

Será que as pessoas de maior qi serão mais rápidas para encontrar problemas e contradições, em seus respectivos cotidianos mas também em relação ao contexto social maior em que estão encapsuladas?? (e não apenas no seu ambiente de trabalho).

Será que as pessoas de maior qi tenderão a analisar corretamente cada notícia, em tempos de ”big mídia”, a que estão sendo expostas, para fazer jugalmentos corretos??

Este tipo de questão poderia ser aplicada ao mundo real?? Representa o mundo real??

No mundo de hoje, fala-se muito em teorias de conspiração. Algumas beiram ao ridículo, como os lagartos alienígenas de David Icke (ainda que, nunca se sabe… até agora, a meu ver, as chances de que esta teoria esteja factualmente correta, pareça se situar em torno de 2%…. Novamente, grandes chances de estar errado, mas minha mente não pode  simplesmente jogá-la na lata do lixo sem esperar por próximos capítulos).

Outras não são sequer teorias, porque se consistem em fatos, só que são politicamente incorretos. Por exemplo, costuma-se agregar (ou, as pessoas são direcionadas para esta ação) a teoria dos reptilianos com a ”conspiração dos judeus para o domínio mundial”. Tem até um desenho, os ratinhos Pink e o Cérebro, que elucida de maneira simples esta ”teoria”.
😉
No entanto, ”conspirações de grupos” acontecem a todo momento!!! Especialmente em sociedades tribalistas. Conspirações são a técnica fundamental para se fazer política nos dias de hoje e talvez, desde sempre. A competição entre famílias e indivíduos, nos ambientes de trabalho, no ambiente familiar, em todos os lugares, tende a se dar com base em pequenas ”conspirações”, em blefes. Mentimos, mentimos muito, consciente e inconscientemente. Apresentamos o que temos de melhor durante nossas interações interpessoais ou sociais e a maioria, joga pra baixo do tapete, aquilo que ”não lhes convém”.
No entanto, uma grande proporção de pessoas das quais  identificamos como ”mais inteligentes”, rirão da sua cara quando lhes disser que acredita em um ou duas ”teorias de conspiração”, que não são realmente ”teorias”, mas que foram propositalmente colocadas no mesmo rótulo para serem desacreditadas.
Em um mundo ”ideal” (ou forçadamente ideal), os mais inteligentes deveriam superar os medianos e os menos inteligentes em todos os quesitos que estão diretamente relacionados com o básico da existencia
-sobrevivencia
-adaptação
-reprodução
Mas eles não fazem. Se a idealização da inteligencia, tal como a conhecemos, não está funcionando, então devemos pensar qual que poderia ser a razão para esta situação, onde que aqueles que são premiados com status intelectual a partir da ”meritocracia” moderna, não são, em média, capazes de entender o mundo em que vivem e de agir com base neste entendimento, ou seja, o básico da existencia!!!
O meu palpite é que a inteligencia, que é parcialmente capturada em testes cognitivos, não leva em consideração a influencia da personalidade. Talvez fale disso separadamente em outro texto, com novos desdobramentos (eu gostei desta palavra, rs), mas por agora, eu vou dizer aquilo que tenho desenvolvido sobre o assunto. A personalidade é a constancia comportamental enquanto que a inteligencia, é a interação da parte técnica, cognição, ou seja, de nosso cérebro, de nossas capacidades puramente cognitivas, em relação a ”personalidade”, que literalmente falando, se consistiria na consciencia corporal semantica e sinestésica ( com base em fatores hormonais, fisio-cerebrais, corporais, etc) e que por sua vez, estarão acopladas para a interação com o mundo de fora. Nossa clausura natural. A inteligencia, portanto, é uma resposta a problemas (se quiser enfatizar por este prisma) ou a busca por soluções, que se faz com base na interação ”cognição + personalidade”. Personalidade é constante, internamente variável ou plástica, que chamamos de temperamento e ou comportamento, ainda que não sejam os mesmos, porque o temperamento desemboca no comportamento (o temperamento externalizado, literalizado), tal como os rios que desembocam em oceanos. A cognição, é a nossa capacidade mecanica ou cerebral de responder a uma multitude de eventos das mais diversas naturezas, ao passo que a inteligencia é o uso integrado de ambas, cognição e personalidade. Em estado de descanso, todos nós podemos usar nossas capacidades cognitivas mais ”puras” ou de natureza técnica. Mas geralmente, por causa de nossa constancia comportamental ou personalidade, ao ficarmos diante de uma bateria de testes cognitivos, seremos modulados pela interação da mesma sob a cognição.
Seria interessante pensar se não poderia existir uma espécie de sincronização de cognição e personalidade e se isso não poderia se localizar dentro do espectro da sabedoria.
Os testes de qi, segundo os seus maiores entusiastas, são a representação fidedigna de inteligência e portanto, pessoas com grandes pontuações no mesmo, serão capazes de aplicar este conhecimento, especialmente a partir do fator (psicométrico) g, ou capacidade para encontrar padrões, no mundo real. Em outras palavras, os psicometricamente inteligentes terão menor chances de cometer erros em suas análises do que os demais. Mas isso não parece estar acontecendo. Na verdade, parece que os mais inteligentes, segundo estes critérios, são em média, mais propensos, não apenas a cometer estes erros mas também a compartilhá-los via hierarquia sócio-cognitiva, muito semelhante à fictícia república de Lagado.
Os psicometristas, ou, boa parte deles, interpretam o conceito de ”mundo real”, com base em suas próprias perspectivas de ”seres contextualmente adaptados”, que nascem premiados com o tipo ideal de interação cognição+personalidade e que terão grandes chances de passarem com louvor pelas etapas meritocráticas unilaterais (confucianas) que o sistema construiu. Em suas cabeças, a partir do momento em que as pessoas de maiores capacidades psicometricamente cognitivas, forem melhores, em média, na adaptação ao contexto moderno e ‘civilizado” em que estão, então isso significará que a mesma analogia também poderá ser aplicada a todo resto. O mundo real para essas pessoas não é principiado pela  observação por todos os poros da relação ”homem e meio”, mas fundamentalmente, pelo  homem, em sua capacidade de oferecer trabalho de qualidade ao sistema. Eh como mensurar a capacidade de uma vaca de produzir leite ou de um boi de produzir ”boa carne”, não se está analisando inteligencia, em todas as suas perspectivas, mas a capacidade de ”formigas operárias” para atenderem ao sistema a que estão (sendo) subjulgadas. Este tipo de análise parte de uma série de pressupostos
– a inteligencia é apenas uma tendencia para respostas mecanicas que estão diretamente relacionado com o trabalho industrial ou ”atividades repetitivas”, que são requeridas pelo sistema,
– portanto a inteligencia não é uma constante, em igualmente constante interação com a personalidade,
– personalidade não influencia a cognição, ‘porque são dois elementos conceituais separados’ (a personalidade não é parte da cognição).
Será que a maioria de nossos gênios psicométricos são realmente capazes de entender o mundo, principiando pela capacidade de adaptação e/ou sobrevivencia??
Então vamos agora imaginar alguns exemplos retidos dos testes de qi, dentre outros testes psicométricos, só que aplicados na vida real
Sequências de números
0,1,3,6,10
Objetividade
Mesmo em uma ilha deserta, existem inúmeras distrações que poderão custar a vida daquele que habita este local hipotetizado. Portanto, há de se principiar por uma clara objetividade de ideias, ideais (ideias futuristas, que poderão ser transformadas em ações construtivas de longo prazo), ações, de curto a longo prazo, interpretações semanticas e ações. Quanto mais claras, precisas e abrangentes forem todas essas particularidades, maior será a capacidade de se mitigar perigos em qualquer ambiente.
 Vivemos em um labirinto mental. Pressupõe-se que ”o mais inteligente”, a partir desta perspectiva ou sabedoria, será também o mais apto para perceber a realidade que se encontra escondida.
Exemplo de aplicação do reconhecimento de padrões lógicos no mundo real a partir da tal ”teoria de conspiração sobre a dominação mundial de um certo povo”.
Algumas dezenas de milhões de pessoas que estão cultural e geneticamente relacionadas, ”dominam” (isto é, sua ínfima elite) a maior superpotencia de nossa era e por tabela, o resto do mundo.
”Para saber quem te governa, voce precisa  descobrir quem você não tem permissão para criticar” Voltaire
Este grupo, também detém o poder em todas as demais nações ocidentais mais poderosas e ainda em relação a superpotencia da atualidade, ”a mais poderosa”, esta tem grande influencia no resto do mundo, por causa dos meios de comunicação modernos e também por sua exuberancia suavemente totalitária.
Alguns amadores debatedores lhe perguntará ”como pode ser possível que uma população tão pequena, possa ser capaz de dominar uma nação de 320 milhões de almas”**
Ou é desonesto (isto é, sabe da verdade mas prefere esconde-la e negar diante de ti que concorda com os seus pressupostos), ou é estúpido e por causa do seu ”preconceito” (negativo), prefere defender aquele que está acusando de fazer isto ou aquilo (claro, menos o homem branco, este voce pode depenar a vontade).
Apenas fale sobre padrões hierárquicos, que não há a necessidade de domínio de cada pedaço de um país para dominá-lo, basta dominar os pontos mais hierarquicamente importantes. Por exemplo, voce não precisa ter o controle de cada pedaço do Brasil para dominá-lo, basta dominar as principais metrópoles (São Paulo e Rio de Janeiro) mais a capital federal, para que possa ter o controle de quase todo o território, ainda mais em tempos de globalização, onde tudo está mais conectado.
Associações verbais ou semânticas
”baixas taxas de natalidade nativa está para redução populacional nativa assim como imigração de massa está para substituição demográfica”
ou
”islam está para intolerancia assim como liberdade está para ”viver em um ambiente sem a tal religião da paz” ”.
Mundo real, contextualizado.
Para falar sobre os dois temas acima, ou melhor, para entende-los, existe a necessidade mínima de se ter real conhecimento em
– demografia
– estatística básica
– história
– pensamento lógico-dedutivo
– pensar na mãe e na sua própria liberdade.
Apenas pelos discursinhos de prezinho que predominam nas ”humanidades”, especialmente sobre o segundo exemplo, pode-se perceber que a relação entre ”capacidade de associação semantica ou verbal a partir de uma perspectiva real” e ”maiores pontuações em testes de qi verbal”, não parece ser assim tão significativa, se em cada departamento de ciencias humanas nós vamos encontrar uma quase unanimidade em relação aos pressupostos docemente totalitários que se consiste o pseudo-socialismo coletivista oligárquico.
Inteligencia não é apenas cognição… que não é apenas qi.
Os hormonios também podem estar tendo um grande papel para a castração voluntária de muitos destes ”humanistas”. Eles só querem um mundo melhor, mas seus hormonios, os impedem de conseguir visualizar de maneira coerente este tal ”mundo visionário de igualdade e properidade coletiva”.
Tempo de reação
O tempo de reação se relaciona guturalmente com
– capacidade de se antecipar a ocorrencia de problemas, diga-se, que em sua maioria serão estúpidos,
– capacidade de se praticar justiça ou evitar a injustiça,
– múltiplas utilidades cognitivas como ser ágil em debates,
– capacidade de sobrevivencia.
Exemplo das eleições no brasil
Ainda existem muitos seres delirantes que continuam a acreditar na inocencia candida do desgoverno atual que imola este país, que é desgraçado desde o nascimento. Em outras palavras, o lobo já lhe mostrou que deseja comer a sua carne fresca e gorda. Já disse pra que serve o seu nariz grande, suas orelhas de abano grandes, sua boca grande, suas mãos peludas e grandes, e já está afiando o garfo, babando e olhando com cara de psicopata pra voce. E, só pra não perder o hábito de ser sacana, o lobo ainda está lhe fazendo cair em confusão ao afirmar que não pretende fazer aquilo que seu próprio corpo está sinalizando, está dizendo.
 
se olha como prostituta, se veste como prostituta, ganha dinheiro com sexo, então é o que??
Muitos ”genios psicométricos”, pelo que está parecendo, não costumam ser muito bons na hora de reagir. O fazem em um sala fria, quando tem um conometro ao seu lado, que está sendo manuseado por um psicólogo. Em um mundo real, onde pensamentos e ações tomam forma real, impactam pessoas ao redor e mesmo em outros continentes, o fulaninho genial é mais lerdo que uma tartaruga de greve.
tempo de reação ainda para
contradições
‘é socialista mas gosta de tomar caviar”
quer igualdade. mas usufrui da desigualdade.
Isso deveria ser simples.
Se diz que é uma coisa, mas faz outra, então isso se consiste em uma clara contradição e deveria ser motivo de repúdio, no mínimo, para começo de conversa, por pessoas que são verdadeiramente racionais.
E as diferenças entre estar adaptado e/ou de ser cognitivamente inteligente (mas não em termos de personalidade) e de ser adaptável
Os ”mais adaptados” são conscientemente melhores para o ato de se adaptar ou modular o comportamento para aderir as exigencias ambientais??
Não.
A maioria daqueles que ocuparão posições laborais confortáveis em ”nossas” sociedades ”modernas”, já terão um belo de um empurrão por parte da ”mãe”-natureza ao nascerem contextualmente perfeitos para seus respectivos macro-ambientes sociais. Eh como se fosse um animal não-humano que estivesse perfeitamente adaptado ao ambiente onde vive, ao seu hábitat. Portanto, quando ”é o ambiente, que por um sopro de sorte, ”te seleciona” ”, isso não se consistirá em uma qualidade reativa, isto é, uma capacidade, mas uma vantagem apessoal, que lhe foi dada pelo novelo de circunstancias favoráveis.
O talento ao nível do genio para a adaptação, independente dos contextos naturais que se apresentarem, encontrar-se-á fortemente presente em
psicopatas de alto funcionamento
e
sábios.

Somos todos pavão

Todos nós gostamos de mostrar aquilo que temos de melhor ou que achamos que temos de melhor.

Isso resultará em todo tipo de exibicionismo (explícito ou implícito. E para os muito tímidos, o exibicionismo será internamente direcionado, quase que totalmente, ainda que todo tímido tenha uma tendencia para nutrir uma vontade de se exibirem) aliás, a vida social é isso, exibiocionista em sua essencia.

No entanto, enquanto que alguns ”gostam’  (um parenteses que quer indicar relatividade neste caso, porque por um lado, nós gostamos mesmo daquilo que nos é mais natural e fácil e potencialmente mais desenvolvido. No entanto, não se consiste exatamente em uma escolha deliberada) de ”se exibirem” em debates, jogos de xadrez, concurso de poesias, soletração, matemática, caligrafia, música, pinturas…  outros gostam de se exibirem desta forma, aí embaixo.

Pensar com a mente e pensar com o cérebro

Pensar com a mente = releitura do pensamento

Metáfora da velocidade do objeto para explicar a reflexão do pensamento
Velocidade mais fraca do pensamento, causada por baixa internalização, não provoca o ”ricocheteamento” do mesmo e portanto se consistirá em um pensamento parcialmente reflexivo.
Metaforicamente falando, imagine que vc está dentro de uma sala em formato quadricular e hermeticamente fechada, e a sua frente tem uma parede muito dura. Então, vc pega uma bola de tenis e a lança em direção a esta parede. Dependendo da força com que joga, a velocidade poderá fazer a bola voltar em sua direção. Força e velocidade fortes, resultarão na volta da bola, e se forem muito, muito fortes, então a bola ricocheteará pela sala, tal como se estivéssemos em um jogo de squash. Força (motivação intrínseca) e velocidade (capacidade cognitiva específica para o domínio hipotético) determinarão se haverá reflexão do pensamento ou não. Quanto mais fortes forem a motivação intrínseca e a capacidade cognitiva específica, maior será a complexidade e entendimento do pensamento, porque, partindo de uma lógica intuitiva, quanto mais vezes voce olhar para o mesmo objeto de estudo, mais detalhes voce irá encontrar.
As pessoas neurologicamente comuns, principalmente, tendem a pensar com o cérebro. Mas todos nós fazemos isso não é* Sim, mas elas irão parar por aí, enquanto que outros irão duvidar do próprio cérebro ou de suas conclusões. Em partes, quando revisamos nossos pressupostos ou quando construímos nossas-novas pontes de entendimento sobre um determinado ramo do conhecimento humano, estaremos usando o pensamento reflexivo, refletindo inúmeras vezes, algumas vezes de maneira inconsciente ou conscientemente inconsciente, tal como se tivesse ”uma pulga atrás da orelha”, até o ponto de ruptura e da máxima verbalmente proferida
”isso não faz sentido”
A ”mente” é uma mescla de variáveis, a maior complexidade e energia do cérebro, que o faz obviamente mais enérgico, ativo e também a maior autoconsciencia, a capacidade de imaginar, extrapolar cenários de inúmeros tipos, bem como também de se imaginar separado do corpo e de seu cérebro, de ve-lo como parte integralmente importante de si, mas que não é sinonimo de sua personalidade, que se faz em conjunto, sistema corpo-mente.
A paixão do ego cognitivo!!!
Entre 2012 e 2013, eu me interessei pelo ”canhotismo”, um dos assuntos de que mais tenho falado aqui. De início eu internalizei todos os estudos (muitos deles, altamente tendenciosos) sobre o assunto, incluindo aí as famosas listas de canhotos (ou de possíveis canhotos) eminentes. Pelo fato de ser canhoto, percebam como que nos interessamos e somos mais empáticos com assuntos que se comunicam com nossas biologias, eu me tornei  positivamente preconceituoso com a ideia de que os canhotos fossem ”mais inteligentes” que os destros. Então eu fui percebendo que não era bem assim e então comecei lentamente, porém com consistencia, a questionar os mais novos dogmas que passaram a preencher parte de minha vida. A grande proporção de canhotos que me pareceram estúpidos a primeira vista, em uma comunidade de rede social, e a construção de meus axiomas metodológicos, que correu paralela, serviram de base para me convencer de que estava sendo muito preconceituoso em relação a este tema.
Meu cérebro se interessou pelo assunto porque ”ele é canhoto”, ora pois, e chegou a conclusões tendenciosas. Alguns canhotos podem chegar a conclusão inicial contrária da minha, como por exemplo, ”é mentira que os canhotos sejam mais inteligentes”. Então será que eles foram mais rápidos que eu, são ou foram mais reflexivos*** Pode ser que sim, dependerá de caso pra caso. Mas geralmente, o primeiro pensamento não será reflexivo e resplandecerá aquilo que o seu cérebro pensou, nosso ego inicial. Portanto, pessoas canhotas com baixa auto estima podem apenas refletir os seus próprios sentimentos de inferioridade em relação a máxima ”os canhotos são mais inteligentes”, negando-a. O primeiro pensamento externalizado pode parecer ou mesmo ser fruto de reflexão, mas é necessário analisar a construção de uma linha de pensamento por mais tempo do que constatar qualquer coisa com base em algumas frases, porque isso também será como ”pensar com cérebro, sem refletir”. 😉
Portanto, apenas quando vemos o produto final de várias reflexões e releituras dos pensamentos iniciais, é que poderemos defini-los como ”reflexivos” ou ”retido de esforço mental”.
”Canhotos são uma população diversa”
”canhotos são fruto de mutações ou de epigenética”
”portanto, existirá maior aleatoriedade, indicando que alguns canhotos poderão ser muito inteligentes  e outros não”.
….
”definição de inteligencia” ”definição de qi” ”o que o qi realmente avalia”
etc etc etc
Isso é pensamento reflexivo, isso é pensar ”com” a mente, é ricochetear o pensamento várias vezes, vendo-o por vários angulos, para chegar as conclusões mais corretas.
….
”definição de inteligencia” ”definição de qi” ”o que o qi realmente avalia”
etc etc etc
Isso é pensamento reflexivo, isso é pensar ”com” a mente, é ricochetear o pensamento várias vezes, vendo-o por vários angulos, para chegar as conclusões mais corretas.

Eu posso não ter controle sobre o meu corpo, mas eu posso ter o controle sobre a minha mente….

Não sei se já lhes contei. Bem, em 2011 eu tive uma crise de tiques nervosos que acabaram me causando insonia por uns 3 meses seguidos. Vamos imaginar o pequeno inferno que foi a minha vida naquela época, tiques nervosos como piscar os olhos quando olhava para as outras pessoas, como se estivessem encharcados de suor e a partir disso, fazer associações semanticas entre o ato involuntário e fatores psicológicos. Sim, é justamente isso que acontece conosco a todo momento. Fazemos associações semanticas sobre aquilo que está acontecendo conosco, é o preço a se pagar por nossas capacidades cognitivas singulares e excepcionais. Os animais não-humanos, em média, reagirão diretamente sem dar uma explicação complexa aquilo que está lhes ocorrendo. Portanto, quando algo TOTALMENTE involuntário está acontecendo contigo, talvez não seja voce, mas apenas o seu cérebro que está dessincronizado com a sua auto-narrativa sensorial-perceptiva. Sabemos que entre o ato involuntário e o ato voluntário, existirá, como (quase) sempre existirá, um espectro, entre os dois.
Depois de alguns meses sofrendo os efeitos de uma ênfase semântico-neurótica  equivocada, eu voltei à normalidade ou constância sem sobressaltos  associativos. Até que nesta semana, ”do nada”, voltei a apresentar o inicio deste quadro clínico que mais parece se consistir em uma pré- síndrome de Tourette.
Diferente do primeira vez que passei por isso, em  2011,  ainda que nervoso,  ”ainda” não cai diretamente em um  estado de semi-desespero que me abateu tal como daquela vez e a causa mais evidente pra esta mudança, pra mim, foi a minha maior compreensão sobre o funcionamento da mente humana. Se não há causalidade orgânica então talvez possa ser auto-gerido, controlado. A partir daí, pensei em muitas causas

A primeira: eu tenho desvio do septo nasal e respiro pela boca. mudanças no padrão respiratório ( por exemplo, por agora eu estou conseguindo respirar pelo nariz), podem estar reverberando também nos padrões de funcionalidade do meu cérebro. Por exemplo, a sensação de estar vendo sem ver, como se tivesse um olho no meio da testa. Por meio da lateralidade ocular, também pode-se saber sobre a sua lateralidade cerebral ( talvez, vou perguntar no quora e já volto… ). o olho que vc vê, pode determinar o hemisfério cerebral que é mais ativo em si. Por agora, eu tenho a leve impressão de estrabismo interno, como se a lateralidade ocular estivesse ligeiramente inconstante ou fraca. Por exemplo, esta região da minha testa parece estar sobrecarregada.Outra explicação é a de que a causa deste incômodo se consista em alguma desordem auto imune desconhecida  ( mais mutações, mais microorganismos não-decantados?? ), causada pela deformidade craniana, que pode ser mensurada por meio de assimetrias faciais. Minha teoria, de que cérebros neurotipicamente configurados inibem a ação incomum de microorganismos co-evolutivos, uma espécie de encaixe ou organização harmonica (evolutivamente falando) tanto do cérebro quanto desta ”galerinha” que vive dentro de nós.

Tente entender, metaforicamente falando, como se nós fóssemos (de fato, é provável que seja verdade) nações organicas (e a pele é a fronteira), onde que, por exemplo, um esquizofrenico, teria um ”estado islamico” (sic!! se esta tal estado islamico… é islamico mesmo) dentro de si. Eu tenho psoríase (rosto avermelhado) e sou neuroatípico. Por exemplo, quando fico muito nervoso, começo a me coçar. Também tenho demartite seborreica herdada de meu pai.

Excesso de pensamentos, tal como parece ter acontecido comigo da última vez, também pode ter uma causa, tenho dormido pouco e estado muito mentalmente ativo.
É interessante observar que com o aparecimento, menos recorrente e por agora, menos progressivo em constância, destes tiques, eu percebi claramente que nosso cérebro ou mente, ou o que desejar chamar, dá o valor semântico às nossas sensações voluntárias ( se isso existe completamente)  e involuntárias. Somos vítimas de preconceito negativo por nossos próprios  cérebros, que muitas vezes, ao invés de nos ajudar, acabará nos atrapalhando.

Nossa autoconsciência se consistiria justamente nesta tréplica em interpretação integrada, sensorial, instintiva ou emocional e reflexiva ou intelectual. Temos a consciência corporal ou essencial, a consciência do ser vivo, de clausura ou de ‘estar preso’ dentro do corpo, depois nós temos a interpretação da consciência Mental primitiva ou feita por nossos cérebros, sem nossa aprovação (sic!), e por último, nós temos a reinterpretação, a tréplica, pensamento reflexivo ou autoconsciencia. Eu estou tendo tiques nervosos por exemplo quando vou conversar com desconhecidos ou dos quais, tenho pouca intimidade. antes de olhar para os seus olhos, meu cérebro faz uma leitura exagerada e começo a piscar, coloco as mãos na maçã do rosto, na tentativa instintiva de esconder o tique, que é provável que vá acontecer. Mas em termos psicológicos, não aconteceu nada de diferente comigo. também é interessante pontuar que eu tive um episódio de tique, apenas um, isolado, faz um mês, no início de agosto e que foi causado por excesso de mentalização. Neste episódio, eu fiquei muito tímido, não vou dizer a causa, mas uma mistura de
interesse,
timidez,
e um olhar direto também de interesse, reciprocidade, uma troca de olhares, causou-me Grande rubor psicológico.A mudança de semblante por causa da mudança de padronização dos músculos faciais, de sério, com alguns pontos de ênfase muscular, incluindo ai a minha testa, ;), para ”normal”. músculos relaxados e desacostumados a Este estado?? (que não é ”islamico”) ou impossíveis de serem educados?? um semblante menos sério também me faz mais atraente para as outras pessoas, incluindo ai as mulheres. Esta ideia é complementar à primeira, sobre mudanças no padrão respiratório.Outras ideias

O cérebro ”se acostuma” a interpretar o mundo com base em nossa morfologia facial. mudanças nesses padrões podem causar bugs.
Velocidade  exagerada de pensamentos podem causar gagueira mental. ênfase excessiva em ideias pode reduzir Eficácia da leitura social da mente. Cérebro, por meio de repadronização involuntária dos músculos da face e respiração, pode causar timidez via consciência corporal, fazendo com que mesmo as pessoas mais familiares possam ser interpretadas como estranhas, não por vc, mas por seu cérebro (ou talvez seja um adendo sem nexo de minha parte). Você as reconhece, o seu cérebro não. Super mentalização, fazendo com que demonstrações não verbais dúbias, como um sorriso falso ou que pareça, em conluio com  sua memória autobiográfica ( por exemplo, se você estiver escondendo alguma coisa daquela pessoa) possa ser interpretado de maneira super excessiva por seu cérebro, a capacidade momentânea  excessiva de detectar mentiras via linguagem não-verbal ou paranoia não-verbal.
super ativação do corpo caloso, menor e mais enérgico em mentes criativas.

susto, surpresa e tiques.ontem estava apreciando a chuva noturna quando vi um gato sair do nada, no quintal de casa. Na hora eu comecei a piscar os olhos. Não, eu não estava paquerando o bichano. Foi o efeito surpreso que fez com que desenvolvesse o tique.
Pessoas das quais eu não tenho grande confiança também acabam se tornando ”alertas” para o meu cérebro ”reconfigurado”. Mas… pode ser apenas mais uma interpretação semantica sofisticada de minha parte.
Sincronização cérebro e mente
Por meio destes movimentos involuntários, podemos chegar a conclusão de que nossos cérebros não são nós em nossas respectivas totalidades. Nós os temos, obviamente, mas também temos o produto final, que se consiste em nossas mentes. Nossas mentes são a interpretação daquilo que os nossos cérebros estão interpretando por conta própria. Assim como o coração, e mais parecido com o pulmão, nossos cérebros trabalham a todo momento, de maneira involuntária, isto é, não mandamos eles trabalharem, da mesma maneira que não mandamos os nossos corações baterem. Não há total sincronização entre o cérebro e a mente, especialmente quando passamos a desenvolver o hábito de pensar ou refletir o pensamento que o cérebro produziu. As emoções são a parte mais primitiva (ainda que fundamental) de nossa aparelhagem mental, enquanto que a mente é a parte mais evoluída, unicamente humana em sua grande capacidade de refletir o pensamento. È como se tivéssemos duas ou mais pessoas dentro de nós, estudando uma situação hipotética, capturado pelo cérebro, ao invés de atende-lo cegamente, sem pensar ou refletir o pensamento, a maneira mais efetivamente inteligente de pensar.
Portanto, quando ou se voce se encontrar em uma situação parecida com a minha, busque perguntar a si, se este movimento ou atitude é de sua autoria. Isso pode nos ajudar a acalmar o espírito. O desenvolvimento da autoconsciencia, o auto-pensar, o pensamento reflexivo, se consiste no verdadeiro ato do pensamento racional, sempre questionar, evitar excessos e firulas, primar pela harmonia e quando se deparar com dicotomias, não se questionar se ambos não estão mais ou menos certos (ainda que haverá diversidade de situações).
Um adendo curioso
meu lado direito do corpo é muito mais fraco que o meu lado esquerdo. Minha mão é menos elástica, minha perna é quase ”manca”, eu sou raquítico em meu proto-bíceps infantil (kkk) do ombro direito. Esta parte do meu corpo parece estar mal configurada.
E então, com esta reconfiguração esquelético-respiratória (e ocular**) minha mão direita ficou normal, igual a minha mão forte ou esquerda. Que coisa não***

Reciprocidade é essencial para o altruísmo…assim como também para predisposições comportamentais (cognitivas) ou limites de tolerabilidade

.. a habilidade de tolerar algo… é a mesma de ser habilidoso.

”Caindo de amores” pela geografia, pela física ou pela filosofia….

Predisposição comportamental, genes-espelho, nível de tolerancia ”e” ”ou” empatia.

Meu nível de empatia em relação a matemática é psicopático….

Se exposto a um certo estímulo ambiental, qualquer um precisará nutrir alguma empatia ou reciprocidade ao estímulo para que possa converte-lo em algo de valor, pessoal ou coletivamente transferível.

Vamos imaginar que uma pessoa esqueça a sua carteira recheada de dinheiro (notas de 100) e voce a encontra em um banheiro baldio de uma rodoviária limpa, de uma metrópole brasileira limpa. Então, consegue encontrar o telefone desta pessoa dentro da carteira e liga para avisar que está com os seus pertences. Tudo acaba bem, uma camera filma os dois no momento da entrega da carteira esquecida ou perdida e todos da nação ficam histéricos porque algumas pessoas conseguem ser honestas. Isso é reciprocidade. O ato de devolver com a mesma moeda uma determinada atitude. O mundo seria um lugar melhor se pudéssemos ser comportamentalmente sincronizados. Não seria exatamente como a lei de talião, olho por olho, dente por dente, quase isso, porque seria muito mais sofisticado, sempre na tentativa de evitar a injustiça.

E a ideia de reciprocidade não se aplica apenas ao comportamento altruísta mas também a interação humana em relação ao seu meio. Isto quer dizer, em tudo. E como não haveria de ser, também em relação a nossa cognição, a parte técnica da inteligencia, assim como também em relação a nossa personalidade, a parte indiretamente técnica da mesma.

Portanto, quando voce é exposto a um conhecimento e não consegue ”cair de amores” por ele, nem ”nos primeiros encontros”, nem a longo prazo, então o seu sistema corpo-mente estará tentando lhe dizer de todas as maneiras, que não consegue sentir empatia para que possa internalizá-lo. Seus genes-espelho não sentem empatia por ele. Claro que a paixão pelo conhecimento, apresentará uma variação de intensidade, onde que entre os tipos mais medianos, não será suficiente para faze-los de super-especialistas no assunto ainda que isso não significa que tenderão a  nutrir empatia. A empatia parcial também se aplica as nossas capacidades cognitivas.

Ou tal como um boomerang, existe a necessidade de se ter empatia por aquilo que se está estudando para que possa no mínimo, ter algum conhecimento, ainda que superficial, em relação ao mesmo. Precisa ter uma relação de reciprocidade. Do contrário, forçar algo que não é nem 10% natural, se consistirá em sofrimento intelectual ”ou” cognitivo (dependendo da natureza do material exposto).

Se é muito alto, não poderá ser ginasta. Se é muito baixo, não jogará basquete, se é bonito, será apreciado, e se for belo aquele que o ve, será recíproco, se está nublado, é possível que chova, se está com sol, é possível que se esquente, se é emocionalmente inteligente, é possível que aprenda com os sentimentos, se é autoconsciente, é possível que aprenda consigo mesmo, se não caiu de amores pela matemática, nem depois do casamento forçado, chamado escola, é provável que se separem antes do prazo ”estabelecido” por seus superiores, se sorri, outros poderão se contagiar, o instinto humano, ainda que atrasado e alargado, entre a ação e o seu reagir, não é mágico, pois mais parece com o movimento das ondas, é plástico porém lógico, se subjetiviza ao relativo, mas sempre parte de construções objetivas, nosso corpo, nosso pulsar, nosso respirar, nosso pensar, nosso agir e nosso refletir, nosso ser humano. O subjetivo é a negação da clareza, é o de negar a verdade e principiar por sua estreiteza, sua versão incompleta, seu espelho quebrado, seu Deus com apenas um dos lados de seu rosto e de seu olhar.

Empatia ou tolerancia (tolerabilidade)

Empatia e tolerancia não são a mesma coisa porque quando se tolera algo, isso quer indicar que se está suportando esta situação, enquanto que a empatia se externaliza por meio do altruísmo e reciprocidade. Portanto, gostamos da empatia, mas toleramos a tolerancia, 😉 .

Tolerancia se relaciona com a não-ação, o ato de se conter mediante certa situação enquanto que a empatia se consiste na tendencia de agir, mesmo que em pensamento, auto-projeção como primordial atitude empática.

Se está agindo e gosta desta ação, então está nutrindo uma relação recíproca de empatia com a mesma. Se estabelece uma relação de simbiose entre voce e esta situação, pensamento, domínio cognitivo etc… No entanto, quando se está tolerando a ação de terceiros ou até mesmo, quando está sendo forçado a agir de tal maneira, sem ser algo natural, como ir a uma festa, sendo um introvertido tímido, então não se consistirá em empatia, mas em tolerancia ou como eu  gosto de chamar, ”tolerabilidade”, a capacidade de se tolerar.

Para cada ação, nós teremos um conjunto variável de limites tanto para praticá-la natural e empaticamente, quanto para tolerá-la. E isso se aplica a todo comportamento humano. Portanto, a importancia dos genes-espelho, a meu ver, não será apenas na empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, mas na capacidade de estabelecer uma relação de reciprocidade cognitiva, isto é, relacionado a estímulos ambientais. Isso nos ajuda a entender o porque de algumas pessoas serem naturalmente capazes para expandir os seus respectivos conhecimentos em relação a um certo domínio (ou gamas de domínios) cognitivo, como a matemática, ou a geografia ou a filosofia, por exemplo.

Ciencia popular. Como que a maioria parece entender e como que é….

40% dos canhotos são esquizofrenicos***

Eu já comentei sobre essa pesquisa que foi realizada pela Universidade de Yale e que descobriu, por meio de uma pequena amostra, que 40% dos pacientes esquizofrenicos escreviam com a mão esquerda. A relação entre canhotismo e predisposições psicopatológicas já parece estar bem documentada. Claro que correlação não significará totalidade. A maioria dos canhotos não serão de ”doentes mentais”, mas haverão muito mais deles dentro desta população do que em relação aos destros.

O que mais me chamou a atenção quando li essa pesquisa e quando vi a sua repercussão, foi a maneira estúpida com que foi transmitida pelos ”repórteres especialistas” e como que as pessoas, em média, a entendeu, incluindo aí muitos canhotos.

A relação entre canhotismo e desordens de muitas naturezas, pode ser comparada a mesma relação desta segunda com o sexo masculino. O diferencial do testosterona. Pelo que parece, as pessoas que denominamos como normais ou neurotípicas, tenderão a apresentar uma distribuição normal de hormonios. Em compensação, os neuroatípicos, até aqueles que de fato padecem de condições mentais (e que afeta todo o corpo) sindromicas, seriam muito mais propensos a apresentarem disfunções ou abnormalidades (contextuais) hormonais, ou seja, muito testosterona ou muito pouco testosterona… , sem levar em consideração a interação com os hormonios ”femininos”. Talvez, não seja apenas uma correlação neste caso, mas sim uma causalidade organica, pois se há qualquer disfunção hormonal, isso também significará uma disfunção mental. Os hormonios modulam nosso comportamento. Homens com mais testosterona, presume-se, que se serão mais masculinos em seu temperamento, comportamento e cultura neurológica (a cultura pessoal que construímos com base em nossa inteligencia ou cognição+ personalidade). Mulheres com menos testosterona ou com mais estrogenio e progesterona, serão, em média (ou não, isto é, outra possível causalidade organica) mais femininas. O testosterona é o responsável pela maior estatura dos homens, suas maiores variações em personalidade, inteligencia e características psicológicas e em seus traços extras como maior quantidade de pelo no corpo, o próprio penis. O testosterona é uma mutação extra que produz o homem. Sendo uma mutação, então será esperado que cause maior diversidade ou aleatoriedade (limitada) de resultados. E o canhotismo aparece como um destes bio-produtos e que por si só também resultará em uma diversidade de tipos. O testosterona pode atrasar certos desenvolvimentos no útero (ou, como pode ser possível também, já na concepção, se produza um ”script” de desenvolvimento, ou seja, a vulnerabilidade epigenética, ou roleta russa natural, pode ser herdada, já durante a fase primordial da formação da vida) ou adiantá-los. Homens competem mais entre si porque são mais variáveis enquanto que as mulheres, em termos de cognição e personalidade, serão mais parecidas e portanto, são menos propensas a competirem, da mesma maneira, extremista, com que os homens tendem a fazer. Onde tem contraste, haverá mais competição, que no entanto, é interessante notar que, além da competição entre tipos distintos, também haverão competições dentro dos grupos similares, visando o topo da hierarquia. Então temos ‘melancólicos versus extrovertidos’ mas também temos ”extrovertidos versus extrovertidos’.

Pesquisadores fazem uma ”descoberta’. Profissionais ”especializados” (ou nem tanto) da mídia transmitem a descoberta para os leitores que por sua vez, poderão socializar essas ideias em seus cotidianos. O resultado se aproxima da imagem acima, a famosa brincadeira do ”telefone sem fio”. Nesta brincadeira, o primeiro comunicador passa uma informação, que será deteriorada, de boca em boca, até chegar completamente diferente na última criança que irá ouví-la. Portanto, temos o exemplo deste estudo.

”Dos 140 pacientes esquizofrenicos, de um clínica, 40% reportaram escrever com a mão esquerda”

”Os canhotos são mais propensos a serem esquizofrenicos”

”Os canhotos são mais esquizofrenicos”

”A maioria dos canhotos são esquizofrenicos”

”40% dos canhotos são esquizofrenicos”

”canhotos e esquizofrenicos são sinonimos”

e por aí…

Quem irá ter a amável curiosidade de ler o bendito estudo**

Poucos. E mais, muitos tecnicamente inteligentes, farão parte do grupo que absorvem notícias sem questioná-las. Por isso que eu já comentei aqui que eles podem ser muito perigosos, ainda que não façam de propósito.

Portanto, o pesquisador, e é muito comum na psicologia, lança um conjunto superficial de informações sem detalhá-las, que será transmitida de maneira literal por jornalistas e que por sua vez será socializada de igual maneira entre o público que foi exposto a ela.

Então vamos estimar qual que seria a real proporção de esquizofrenicos entre os canhotos e entre os destros.

Vamos estimar, por meio da população americana, que é de 320 milhões de indivíduos (e cada vez mais moreninhos). 10% dos americanos são canhotos ou 32 milhões de pessoas. 1% dos americanos são esquizofrenicos ou 3,2 milhões de pessoas. Vamos, primeiramente, utilizar a porcentagem encontrada neste estudo que foi de 40% de canhotos entre os esquizofrenicos analisados. 40% de 3,2 milhões é igual a 1,28 milhão. Agora vamos aplicar a regra de 3. 1,28 milhão está para x assim como 32 milhões está para 100% ( o total de canhotos em números absolutos que vivem nos EUA).

32 milhões – 100%

1,28 milhão – x

4%

Portanto, partindo dos resultados encontrados, 4% dos canhotos seriam de esquizofrenicos.

Agora vamos estimar o percentual de destros esquizofrenicos.

288  milhões de destros – 100%

1,92 milhão de esquizofrenicos destros – x

0,6%

Mas como eu não sou bobo nem nada, eu duvido que o percentual de esquizofrenicos canhotos seja tão alto quanto 40% dentro do grupo dos esquizofrenicos e 4% entre os canhotos.

Meu palpite é que o percentual será em torno de 20% de canhotos entre os esquizofrenicos e 2% de esquizofrenicos entre os canhotos.

Sem levar em consideração as diferenças entre canhotos ”puros” e os canhotos ”mistos” ou ambidestros.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

Castro456's Blog

O medo do nada

Delusions of Adequacy

And You Thought You Might Have Had Delusions of Grandeur

PARTO DE IDÉIAS

"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância." Sócrates.

Pensar Novo

"Saber que você precisa mudar não é suficiente. Você precisa ter a coragem de fazer esta mudança." Robert Kyosaki

Mind Hacks

Neuroscience and psychology news and views.

Inside Perspectives

of Asperger Syndrome and the Neurodiversity Spectrum

Agoraphobia Subliminal Hypnosis

Come out of the woods, the dark, come into the light. As a recovered agoraphobic, I've designed these audios over many years in order to help you. Charles K. Bunch, Ph.D.

Antimidia Blog

Textos sem sentido, para leituras sem atenção, direcionados às pessoas sem nada para fazer.

REBLOGADOR

compartilhamento, humanismo, expressividade, realismo, resistência...