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Neotenia e feminização do homem e por que os homens asiáticos não são mais femininos que o resto da humanidade…

 

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Neotenia e a feminização do homem

Fêmeas, no geral, são naturalmente mais neotênicas que os machos, especialmente em termos comportamentais. A neotenia, pelo que percebi, mais parece um embaralhamento, uma mistura de traços sexuais entre os gêneros e especialmente em relação aos homens, um processo de ”estrogenização masculina”, em que os traços ”femininos” são passados para os homens, de geração em geração. É tarefa do macho para muitas espécies, em proteger a cria, enquanto que é papel da fêmea em prover a alimentação e o desenvolvimento da mesma, claro, em algumas espécies, mas não em todas. Como resultado, em espécies sexualmente dimórficas como é (e muito provavelmente sempre foi) atualmente a espécie humana, a melhor maneira de domesticar e portanto neotenizar uma população, será por meio da estrogenização e pseudo-castração masculina, tornando o homem menos arisco e protetor de suas fêmeas, que já são mais neotênicas. A partir do momento em que, de geração em geração, o homem vai sendo destituído do seu extinto, ele começa imediatamente a se tornar mais feminino. Da mesma maneira que os olhos claros ou a pele clara, a encefalização , típico traço neotênico e feminino, também a psicologia comportamental feminina, vai sendo transmitida para o homem, resultando na redução da hierarquia patriarcal e do seu instinto, que como resultado, dá início a uma maior cooperação com o sexo oposto, até o ponto em que ambos se encontrarão misturados. Em suma, o produto final da neotenia é semelhante ao sexo dos anjos, andrógino, sem marcadores de gênero, bissexual. As pesquisas que estudam a sexualidade infantil tem encontrado um universo de curiosidade e de práticas ambíguas, para recreação. Se as mulheres são muito mais neotênicas, seria interessante pensar que se o fato de que uma boa parte delas sejam de bissexuais, isso poderia nos explicar alguns dos efeitos da neotenia.

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Homem asiático, neotenia e sexualidade

 

Em termos físicos o processo de androginia (física) nas raças amarelas é significativo. Homens orientais são, não só mediante o estereótipo ruidoso, os machos humanos com as menores médias de tamanho do órgão genital. Por uma questão de estilo histórico e contextual de alimentação, mas especialmente por tendências genéticas, eles também tendem a ser menores em altura e menos musculosos do que boa parte de suas contrapartes ocidentais e africanas.
Com a adoção da sociedade japonesa por uma boa parte do estilo de vida ocidental moderno e por conseguinte, competitivo, a incidência de assexualidade e ou práticas recreativas atingiu proporções significativas bem como também já existe uma tendência nipônica (neotênica) de rejeitar o sexo mediante impulso primário. Os homens orientais se comportam de maneira semelhante às mulheres brancas, em que o sexo não é tão importante na vida e onde as circunstâncias podem torná-los aptos para adotar comportamentos sexuais anormativos e portanto recreativos, especialmente no primeiro grupo, como um jeito de aliviar os desejos sexuais.
A redução do desejo sexual se relaciona quase que diretamente com a redução pelo desejo de procriar, este que se faz nas sociedades asiáticas tradicionais, como uma norma cultural milenar e não por simples instinto animal.
Os homossexuais se caracterizam por dois tipos muito específicos e distintos, o primeiro é composto pelos afeminados, o grupo neotênico por primazia, enquanto que o segundo é composto por ”super-machos”, o grupo atávico. Ambos representam a distribuição natural da sexualidade humana, um extremo dela. São semelhantes em predisposições sexual-comportamentais mas são opostos em termos temporais. Existem os tipos mistos, mas é importante ter em mente essa diferenciação física e biológica dos dois tipos mais agudos.
Apesar de serem muito avançados no processo de neotenia, os asiáticos em boa parte por causa de suas culturas, tem produzido uma organização social patriarcal e predominantemente heterossexual, visto que a redução do dimorfismo sexual não atingiu ao ponto de mistura e posterior eliminação dos gêneros. O estilo patriarcal se sustentou nestas sociedades, primeiro, porque as mulheres asiáticas são ainda mais dóceis que os seus homens e segundo, que o cruzamento dos traços sexuais não atingiu o ponto de extrema paridade sexual em que homens e mulheres se tornam muito mais próximos biologicamente falando.
No entanto, para que esta próxima etapa da neotenia se concretize, não restará pouco para os asiáticos, visto que boa parte das transformações físicas já foram efetuadas. Nos próximos anos, com o provável processo de envelhecimento demográfico bem como (e especialmente) o aumento da liberdade individual nestas sociedades, poderemos concluir se os códigos culturais asiáticos de comportamento realmente tem tido um grande impacto na sexualidade destas populações, partindo da ideia que os caucasianos europeus até muito pouco tempo atrás eram predominantemente ”heterossexuais” e patriarcais. Sabe-se que as culturas asiáticas apresentam várias características sociais neotênicas como a cooperação e o comportamento taciturno e cortês entre as pessoas, justamente, um subproduto da cooperação.

Homossexualidade como uma variação normal da natureza humana

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Enquanto eu lia mais um excelente texto no blog ”Evo and Proud” de Peter Frost, há algum tempo atrás, eu me deparei com uma ”nova” possibilidade para explicar a existência bem como a permanência milenar de comportamentais homossexuais epigenéticos e portanto, inférteis por natureza na população humana. Vários psicólogos evolucionistas tem buscado desvendar o segredo da permanência da homossexualidade nas espécies, especialmente na espécie humana e sabe-se obviamente que a seleção natural parece ser uma impossibilidade para esta função.

Faz um certo tempo também que eu me deparei com a ”teoria do germe gay”, que abriu a possibilidade para uma explicação patológica da homossexualidade. Segundo esta teoria a homossexualidade seria basicamente causada pela infecção de um patógeno que muda o comportamento sexual no hospedeiro e ainda que segundo a teoria, necessitaria deste tipo de contágio para se espalhar por outros corpos, ou seja, o comportamento homossexual. Apesar de existirem inúmeros casos de patógenos que invadem os corpos de suas presas e as transformam em zumbis, ainda parece ser muito cedo para chegar a qualquer conclusão sólida, especialmente aquela que estiver carregada de valores morais.

A teoria do germe gay me parece muito estranha, não em sua concepção, mas em algumas dicas que os perpetuadores de sua possibilidade tem jogado, algumas dicas que parecem caminhar contra a própria teoria.

A primeira delas é a ideia de que o suposto germe gay só causaria a mudança de comportamento sexual em homossexuais exclusivos ou seja, aqueles que só tem atração sexual por homens. É muito estranho pensar porque somente uma minoria dentro de outra minoria deveria ser a única que apresentaria um comportamento derivado de patogenia e não todos outros grupos envolvidos. Bem, parece interessante imaginar que se o patógeno poderia mudar o comportamento sexual de alguns grupos, então poderia ser possível que os germes também estivessem relacionados ao comportamento sexual. Por essa lógica eu só posso pensar que possa estar havendo alguma má fé por parte dos perpetuadores desta teoria, como se ela já pudesse ser considerada como a mais plausível para explicar a existência da homossexualidade. Afinal de contas, se a reprodução sexuada por si só já seria uma resposta  à ação dos patógenos então todo o comportamento sexual seria derivado desta luta homem x patógeno e a homossexualidade seria visto como mais uma estratégia de coibir a ação dos patógenos, assim como seria a heterossexualidade. O mais incrível de tudo é que os perpetuadores desta teoria não só estão plenamente convencidos de suas visões distorcidas da realidade como eles ainda acreditam plenamente que mediante a ”aceitação” desta versão da real teoria dos patógenos e a sexualidade por parte do público ”educado”, imediatamente que a homossexualidade seria oficialmente reconsiderada como um -ismo, uma patologia e medidas médicas como uma vacina deverão ser produzidas para serem oferecidas para a população. São tantos atropelos e eu suspeito que de má fé, que eu não consigo ver como pode ser possível que profissionais com diploma ”Ivy League” possam estar tentando empurrar esta versão dos fatos para a comunidade científica e até mesmo com implicações morais sérias.

A segunda ”dica” é que a teoria do germe gay apareceu como uma resposta final precoce à suposta impossibilidade de que o comportamento homossexual possa ser selecionado direta ou indiretamente. Parece que o % de homens bissexuais que se casam e até mesmo para alguns  mais exclusivos de homossexuais é muito maior do que imaginamos. As estimativas de auto declaração sexual-identitária não parece refletir a realidade quanto à real demografia de homossexuais, partindo da ideia que a sexualidade seja em parte genética e biológica e em outra parte cultural e baseada em escolhas pessoais mediante as circunstâncias. Além desta possibilidade, muito real eu diria, também parece muito provável que a homossexualidade se relaciona indiretamente com benefícios de natureza polimórfica, ou seja, os genes que a predispõe podem ser vantajosos para os irmãos e ou parentes muito próximos de portadores homo-zigotos ;).

A terceira dica que ”eles me passaram” é a de que boa parte dos estudos que encontraram alguma pseudo-correlação entre homossexualidade e patogenia no reino animal são apenas achismos, como muitos dos meus. O achismo número 1# de que a homossexualidade (masculina e exclusiva) é transmitida durante a infância. Como pode ser possível provar isso???

E o achismo 2# é o de que os elementos retirados de dentro do cérebro das ovelhas eram patógenos. Da mesma maneira que os elementos retirados dos cérebros de ratos que se comportam ”como pessoas autistas” também eram patógenos?? Devem existir outros furos dentro deste queijo suíço que para mim mais parece esta (versão da) teoria do germe gay. Eu não pretendo me estender nestas questões, mas pretendo trabalhar a teoria de que assim como para muitos traços físicos e comportamentais, a sexualidade humana também é amplamente variável e esta variação é natural. A patogenia se relaciona à infecção de elementos invasores de nosso corpo que necessita ser eliminado. Como para mim, tudo é um espectro então por que não pensar que possa existir um espectro onde os patógenos encontrar-se-ão em um extremo e os genes (patógenos domesticados***) se encontrarão em outro??

Não podemos dizer que a pneumonia é um modo de vida ou uma escolha, mas podemos dizer que qualquer comportamento humano pode ser parcialmente resultado tanto de genes quanto de escolhas pessoais.

 

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Voltando ao texto de Frost,  algo me chamou muito a atenção aí. Frost disse que os olhos claros foram inicialmente selecionados nas mulheres e depois esta característica foi sendo passada para os homens também. Também poderíamos nos questionar se a cor da pele clara também seguiu o mesmo percurso. Da mesma maneira que a cor dos olhos, um traço polimórfico, foi anteriormente um recurso feminino ou predominantemente feminino, o desejo sexual por homens também poderia ser entendido como um recurso inicialmente feminino mas que com o tempo foi transmitido para uma minoria de homens. Os mesmos caminhos que levaram os olhos azuis das mulheres para os homens também pode ter levado o desejo sexual por homens em homossexuais, das mulheres para os homens. Sabe-se que as mulheres são mais brancas que os homens, na Europa, mas também em praticamente todos as regiões do mundo. Homens com olhos claros tem o rosto mais feminino do que homens de olhos castanhos. Tudo se encaixa perfeitamente nesta teoria.

O mesmo pode ser concluído em relação ao lesbianismo. O desejo sexual por mulheres presente em homens, foi inicialmente um recurso masculino, mas que depois com o tempo foi passado para uma minoria de mulheres. O que no entanto é interessante pensar é que a bissexualidade parece ser muito mais comum em mulheres do que em homens (e os perpetuadores de má fé da versão incompleta da teoria do germe da sexualidade aceitaram isso de maneira tranquila, sem inferir nenhuma consideração quanto à provável patogenia da bissexualidade feminina).

Sabe-se que em populações mestiças a incidência de homossexualidade é consideravelmente maior. Provavelmente, assim como no caso do canhotismo, a mestiçagem pode ser um recurso para produzir uma maior quantidade de homossexuais, visto que a mesma provoca a volta de traços atávicos. A homossexualidade, assim como o próprio canhotismo e o autismo, poderia ser um traço atávico, anterior aos processos de seleção que tendem a reduzir a diversidade fenotípica em prol de uma maioria similar. E existe uma clara relação entre canhotismo, autismo e homossexualidade, ao menos uma correlação estatística mas muito provavelmente, também tem uma relação biológica, de uma mesma origem.

A conclusão deste texto é que assim como no caso da propagação dos olhos claros na população europeia, a homossexualidade, feminina e masculina, também pode ter sido transmitida por meio da variação natural da sexualidade, da mesma maneira que a paleta de cores dos olhos das populações brancas também se transformou em uma herança comum, que produz diferentes fenótipos.

 

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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