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Hereditariedade da inteligencia

Hereditário é aquilo que é transmitido de pai para filho ou de pais para filhos.

”A hereditariedade da esquizofrenia gira em torno de 70%”

… de acordo com os estudos de gemeos univitelinos.

Mas e entre pais e filhos** Se um casal de esquizofrenicos tiver 10 filhos, 7 deles poderão nascer esquizofrenicos**

Claro que, as porcentagens de hereditariedade são médias estatísticas, não é** Isto é, em média, entre gemeos univitelinos, a ”hereditariedade” (compartilhada, ou, genética compartilhada) será em torno de 70%.

Parece elementar que gemeos identicos apresentem predisposições para compartilharem uma grande proporção de genes, próximo de 100% de similaridade.

Mas o adjetivo hereditário, em qualquer dicionário, é muito claro quanto ao seu conceito, ao seu valor semantico e seria interessante se os pesquisadores desta área, a genética comportamental, dessem maior atenção a este fator para não se deixarem enfetiçar totalmente pela fiabilidade (supostamente) objetiva e precisa dos estudos em gemeos.

Traços hereditários precisam ser passados de pais pra filhos, ou seja, de modo intergeracional, de geração em geração para que possam ser denominados como tal. Do contrário, algo conceitualmente errado estará sendo entendido.

Eu tive uma ideia hoje enquanto estava comentando em blogs hbds, de que é provável que a hereditariedade real de traços psicológicos sejam ainda menores daqueles valores que tem sido encontrados através de estudos em gemeos univitelinos. Especialmente porque são traços analisados separadamente, enquanto que é possível que os fenótipos comportamentais ou personalidades, possam ter maior carga hereditária.

Nosso comportamento está em constante adaptação ao ambiente. Se estamos em um local onde todos gostam de nós, nos tratam bem, são amigos, é provável que um certo jeito arredio possa ser parcialmente transformado, em direção a uma maior extroversão, ainda que isso não signifique que nossa capacidade de adaptação seja infinita.

Quando encontramos pessoas iguais a nós, tendemos a nos tornar mais flexíveis, felizes, é sempre bom ter alguém comportamentalmente familiar para conversar, confiar, rir.

Não herdamos ”traços” mas uma plasticidade comportamental do mesmo traço, que será modulada através de nossas interações, predominantemente conscientes ou não.

Como eu já sublinhei algum tempo atrás, não existe uma porcentagem fixa de hereditariedade, porque depende do contexto seletivo, isto é, se um fenótipo estiver sob forte seleção é provável de se tornar dominante. Se não estiver, será recessivo e sua carga de hereditariedade será menor e menos diretamente transmissível.

Partindo deste pressuposto inicial e central do texto, as mesmas considerações de valores semanticos e metodológicos, deverão ser repensados para os outros ”traços” como a inteligencia por exemplo.  Qual é o grau ou porcentagem médio de hereditariedade por exemplo, ”de” qi verbal alto**

O ser humano não é sempre o mesmo, desde quando nasce até a sua morte, assim como acontece com todos os outros animais de reprodução sexuada, passa por transformações predominantemente hereditárias ao longo da vida, mesmo a vulnerabilidade a interações ambientais, também são previamente herdadas, a partir da concepção. Portanto, pode ser muito plausível sugerir que a hereditariedade para a ”inteligencia”, vá lá, verbal, que pode ser relativamente bem medida em testes cognitivos, flutue de acordo com uma série de fatores ou variáveis biológicas, dentre elas a carga hormonal, raça, dieta alimentar, idade, hábitos (ainda em discussão, será que isso provaria partes da teoria lamarckiana**, mais do tipo, ”sem hábitos prejudiciais a saúde, seu futuro e hipotetico filho terá boas chances de nascer saudável e até mesmo, inteligente, também dependendo da mulher que escolher para te-lo, ao invés de passar estas transformações, ou mudança de hábito, de pai pra filho por meio de bons e constantes hábitos saudáveis, como praticar exercícios e ter uma alimentação equilibrada.. e veg… deixa pra lá, mas por que não**… na verdade, estas atitudes, que tendem a ser predisposições comportamentais, mais latentes em uns e menos em outros, ”apenas” neutralizaria possíveis composições biológicas desequilibradas… ainda que a anormalidade possa e geralmente tenha o seu valor como a produção do genio e dos tipos de outsiders não-violentos como os observadores ”e sábios bem como também os virtuosos).

Seu filho poderá nascer um alfa ou um beta +, isso é incrível!!! Um superdotado popular, carismático e potencialmente bem sucedido se modular o seu comportamento e de ter predisposições mais arraigadas para ter uma criança deste tipo. O ‘problema’ é que geralmente são os outsiders problemáticos que fazem as maiores descobertas.

Por agora, termino por aqui esta investigação amadora, mas é sempre bom manter estas ideias acesas em nossas mentes. Eu posso estar completamente errado sobre isso, mas desde que comecei a pensar sobre este provável equívoco que eu não consigo mais ver os estudos em gemeos univitelinos para estimar hereditariedade comportamental com bons olhos, se o próprio conceito do termo, a meu ver, já esteja denegrido.

Auto entrevista com Santoculto, um santo muito louco, parte 1

hbd, qi, diferenças raciais, existência de raças humanas, filosofia, política e achismos desvairados…

Vamos começar a primeira auto entrevista de que eu tenho notícia da estória humana e quiçá da esquina com a rua dos bobos, número zero…

Hbd ou Hb-d**

 

Resp= e isto importa** Bem, eu deixei a ”diversidade” em separado porque os hbds não parecem curtir muito esta palavra e sua bio-significancia.

 

Voce odeia a comunidade hb–d por que eles acreditam que a homossexualidade seja uma doença  ou quase isso**

Resp= o que é isso** (raiva,raiva,raiva)… hum,hum… rsrs… não. Não é apenas isso. Eu sou diferente da maior parte, bem, sejamos sinceros aqui, de todos eles, os que tem blogue, porque eu não tenho uma agenda neoconservadora a tira colo. Sim, o fato de ”ser” um homossexual fluido que é inseguro quanto ao seu futuro sexual e que passou a considerar o sexo como uma necessidade fisiológica como fazer coco e jamais como um imperativo impulsivo evolutivo natural que atinge boa parte da população neurotípica, contribuiu consideravelmente. O pacote dualista, primitivo, estúpido, generalizador e que se utiliza da comunicação por palavras para incitar futuros conflitos inte-gurupais, se baseia na expiação ao estilo ”brincadeira da berlinda” de todos os defeitos ”do” ”grupo”, desumanizando-o. O dia que eu ouvir qualquer elogio destes retardados da gringolandia em relação ao (um dos) grupo(s) a que pertenço, mediante essa perspectiva , pode ter certeza que eu vou dar um duplo twist carpado no carpete aqui de casa.. claro.. que em pensamento (ninguém pediu para especificar a promessa-).

A comunidade hb-d se apropria de um conhecimento demasiadamente importante e o utiliza para empurrar um conjunto de considerações de natureza política, unilateral e potencialmente danosa a muitas partes envolvidas. Bem, cada um faz o que quer e depois quem paga o pato somos nós. Se não posso me juntar a eles e por que, com que razão racional que eu poderia…. e se vejo que não estão realmente buscando a verdade derradeira dos fatos mas também como maneira de combiná-la com a sabedoria, então eu não tenho nada que fazer lá a não ser bancar o advogado do diabo.

Algumas pessoas se definem como racionais, acusando o resto da humanidade de não ser, mas essas pessoas deveriam expiar a si próprias para entender se são realmente estes feijões mágicos, raros e especiais.

 

Voce se define como racional e acusa as outras pessoas de não serem. Qual é a diferença entre a sua verdade e a delas** A verdade não é relativa**

 

Resp= Eu, o Santolooouco aqui, em pessoa, não sou racional a partir de muitos parametros de comparação. Por exemplo, em termos evolutivos, eu sou um banana, um pateta, que sente desejos que não se compatibilizam com a ordem ”natural” das coisas. Isso é ser irracional. No entanto, o verdadeiramente, o literalmente irracional, é aquele que ao ver a luz, decide continuar tropeçando dentro da escuridão. Se são tão inteligentes, então por que não podem ver o que eu posso ver**

Porque a racionalidade, ainda que possa ser capturada por mentes incansáveis, também é um dever, ou é principalmente um dever, se ao natural, caminharemos para sermos levados pelos cantos adocicados da sereia na costa sul siciliana.

A verdade, separada em muitas perspectivas (verdade ou realidade), pode ser considerada como relativa. Por exemplo, é verdade que eu estou vendo uma planta a partir do lado esquerdo, da mesma maneira que também é verdade que Joachim está vendo a planta a partir de uma perspectiva panoramica, a partir de cima, do norte em uma rosa dos ventos mais próxima de voce. E também é verdade que Hosana esteja vendo a mesma planta a partir do lado direito. A verdade, enquanto uma entidade dissociada de sua comunhão holística, pode ser considerada como relativa, mas a verdade em si não é relativa, mas diversificada porque se relativiza a partir de muitos angulos de visualização ou perspectiva. Ver parte da verdade e tratá-la como o todo é o mesmo que ser conveniente.

A ”minha” verdade é melhor do que a deles porque é diplomática, menos emotiva em um sentido irracional, racional em um sentido holístico, ao considerar todo o contexto.

 

E onde que as bix… os homossexuais entram nesta história toda**

 

Resp= Bi o que** Sim, eu sou isso também, iiihihihihi… ops, quer dizer, ”os” homossexuais são o grupo mais perseguido de toda a história humana porque não se reproduzir é um ato de extermínio de uma continuação, um legado biológico e especialmente quando voce tem além desta condição biológica, também uma condição cognitiva, mental, consciente, que pode deliberar a favor desta não-continuidade, o bicho pega meu bem!

Nenhum negro, creio eu, já foi discriminado pela própria mãe por ser negro (só se chamasse Soraya e fosse mexicana). Ainda se acredita (mentes atrasadas diga-se) que a homossexualidade seja fundamentalmente uma escolha. Se fosse, então hoje eu gostaria de ser o super macho que conquistar todas as donzelas, já amanhã de manhã, eu botei na cabeça que eu quero ser um ”pervertido” doidivanas.

Não tivemos escolha e na verdade, na altura do campeonato, da minha vida ao menos, é estúpido fazer esta afirmação, pois não há escolha de qualquer maneira e mesmo se tivesse, eu não sei como que poderia sair. Eu penso. Se o ser humano fosse colocado em frente a uma máquina que funcionasse como um genio da lampada que pudesse atender a qualquer desejo de tez puramente biológica, voce teria como resultado muitas aberrações, como um humanoide de asas e rabo de dinossauro ou uma Olívia Palito de boca carnuda.

Por razões éticas, moralmente objetivas, não deveria haver qualquer tipo de perseguição por causa de sexualidade, ao menos se fosse pedofilia ou estupro.

Os hb-ds almejam eliminar a homossexualidade da piscina biológica humana. Está tudo errado e eles querem sofisticar o estragado, fazer um bolo com leite com o prazo de validade vencida.

 

Falando em objetividade. Voce criaste os conceitos de moralidade objetiva, moralidade subjetiva e fez o mesmo em relação a verdade. Poderiam ”nos” explicar o que significam**

 

Resp= (voce criaste…. ai meu pai!!!) Eu escrevi textos falando de todos eles, mas enfim, vou explicar de maneira bastante resumida. Moralidade objetiva ou universalista, tudo aquilo que se encontra a partir de uma perspectiva racional, indubitavelmente certo, neutro ou errado. Moralidade subjetiva ou cultural, justamente aquilo que falei acima, caracteriza-se pela enfatização na unilateralidade da conveniencia ou da escolha de apenas uma ou algumas perspectivas ao invés de comprar o pacote inteiro. A moralidade objetiva é a moralidade completa e serve como neutralização recreativa para as chamadas ”culturas” humanas.

A verdade objetiva é a verdade direta, imediata, que nossos olhos podem ver. Ninguém pode negar que, por exemplo, esteja vendo uma pedra (a não ser um cego, sem humor negro aqui… mas ele pode sentir). A ação de visualizar a pedra e a própria pedra são a comprovação da verdade objetiva ou imediata enquanto que a verdade subjetiva é a construção abstrata ou que não é diretamente literal, materializado. Por exemplo, as estatísticas são uma manifestação da verdade subjetiva. Eh subjetiva porque pode ser manipulada de muitas maneiras, mas algumas formas de manipulação estão mais condizentes com a verdade ou precisão do que outras. A verdade subjetiva é aquela em se pode dizer que seja relativa.

 

Mas os esquerdistas modernos não estão usando a moralidade universal como plataforma política**

 

Resp= Eles dizem que é uma moralidade universal, mas uma moralidade que prega o amor a um grupo e o ódio a outro não é universal, é um engodo.

 

Voce não gosta de cristãos e parece pregar o ódio a eles também não é**

 

Resp= Foram eles que começaram. O cristianismo é uma versão quase tão ou mais hipócrita que o judaísmo. Não há nada de muito nobre nele. Cristãos intelectualmente inteligentes são raros. A maioria é de idiota. Por que* Voce deve estar se perguntando… Porque eles confundem a fantasia ou besteirol que está na escrito nas bíblias e que é entoado por padres ou pastores, com o mundo real. ”A bíblia condena isso”. Então eles transformam esta ordem em algo real, que deve ser praticado no mundo real, sem pensar racionalmente, empaticamente, se isso é verdade e as consequencias de suas ações. Não se questionam e pra mim, aquele que não se questiona é um boçal digno de pena e ódio. Mas eu não prego o ódio e ou a violencia física, mas cozinhá-los em banho maria. Eugenia cognitiva, a real evolução da mente, do cérebro e da alma humanos, são incompatíveis com quase todas as culturas e religiões que a besta humana criou. Ao menos se estas se tornassem recreações contemplativas e sem os seus excessos literalmente danosos a qualquer forma de vida inocente ou dependente de nosso juízo, poderiam ser mantidas. Mas a partir de um prisma lógico, qualquer besteirol fantasioso e potencialmente perigoso que seja tratado como verdade, será visto como idiota para uma boa parte das pessoas inteligentes.

 

Mas então não existem cristãos bons**

 

Resp= Claro que existem mas a exceção prova a regra.

 

O budismo seria a única religião que mais se aproxima do conceito puro de religião**

 

Resp= Sim, foi aquilo que disse. Ainda que o budismo também seja ruim por basear-se em uma completa inércia contemplativa. Não é do tipo, mas que coisa maravilhosa, que fantástico!!!… mas dá mais pro gasto do que o resto, que beira a insanidade genocida abençoada por Santo Dio.

 

Qual é o seu qi** Isto é, quanto voce acha que pontuaria em um teste oficial de qi** O que é qi** Qual é a sua relevancia em relação a vida** Pessoas de qi mais alto são mais inteligentes**

 

Resp= Eu não sei, nunca fiz. O mais provável é que seja alto, tudo leva a crer que sim, mas apenas no componente verbal, que já é qualquer coisa né* Eu tenho um vocabulário sofisticado, sou bom com as palavras, tenho lá as minhas deficiencias, talvez por falta de prática, com concordancia verbal, da mesma maneira que confundo before com after e esquerda com direita. Se quiser duvidar fique a vontade… (grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr).

Testes cognitivos e mais especificamente os testes de qi são tentativas de mensuração da inteligencia com base na aplicação de exercícios mentais ou com algum componente cultural como ”conhecimentos gerais”. As forças dos testes de qi são

– mensuração de habilidades mentais específicas e generalizadas,

– são neutros, especialmente os mais recentes. Mas na verdade, os antigos também não eram lá tão tendenciosos, ainda que fossem menos corretos.

– uso para detecção de alguma idiossincrasia cerebral minoritária.

 

Os pontos fracos são

– parte de um determinismo estatístico onde que os mais inteligentes indubitavelmente deverão pontuar muito alto, o que não se consiste na plena verdade,

– é usado como substituto da teoria ou de qualquer teoria que enfatize a diversidade cognitiva, como aquela do Gardner, desprezando a variação da complexidade intelectual humana e tendo até mesmo algumas implicações políticas muito baixo astral,

– … bem, os testes em si não são ruins. Ruins ou estúpidos são aqueles que os utilizam como verdade absoluta, desprezam o papel da personalidade ou instinto, acham que apenas eles podem ter todas as respostas.

 

Não há qualquer grande relevancia, especialmente se o indivíduo não é auto-consciente o suficiente para saber manejar o seu arcabouço cognitivo natural em seu ambiente de interação, de maneira racional, empática (realmente empática) e que seja proveitosa para si próprio. São números e aqueles que se ateem a esses números estéreis, é porque devem ser inseguros quanto a sua capacidade e ou narcisistas o suficiente para se agarrarem a essas abstrações, ganhar o diploma de genio do populacho e não fazer nada de útil em troca. O jeito mais fácil de ser considerado como tal.

 

Seja sincero. Voce não gosta dos testes porque não tem o qi mais alto*** Fácil** Mas pontuar muito alto nestes testes deve ser muito difícil***

 

Resp= Eu tenho que ouvir isso. Nasci pra sofrer, só pode!! Não meu qirido!! A questão não é comigo, é com eles. Eu nem me acho o tipo de inteligente que a maioria aprecia, como dizem lá pelas cercanias da Cidade do México ou Guarujá ”eles são genios por maioria de votos… porque pontuaram alto nos testes”. Os fetichistas de qi fariam o favor, se fossem inteligentes, de pararem de dar pitaco sobre este assunto.

Se alguém foi muito bem no teste e não fez muito esforço, então é porque é fácil pra ele faze-lo da mesma maneira que é fácil para um acrobata fazer acrobacias. Tem uma tendencia natural, al dente.

 

Mas o acrobata se esforçou muito antes de chegar a perfeição!!

 

Resp= Eu não sabia que tinha que estudar pra fazer teste de qi, primeira vez que eu escuto isso. Não, uma pequena minoria de pessoas em todo mundo que são capazes de pontuar muito alto nos testes. Isso quer indicar que nem por super esforço, é capaz de aumentar as pontuações até o teto máximo já alcançado. E mesmo o acrobata… quem tem dispraxia, não dá pra tentar trabalhar no circo.

 

Mas esta raridade não poderia ser resumida em genialidade**

 

Resp= Talvez, mas não existe apenas este tipo de genio. Este é um dos problemas que eu tenho falado tanto na hbdosfera. Genios podem não ser tão raros assim, raro é o genio que se expressa. Não estou querendo dizer que existem muito mais deles do que acreditamos, veja bem, mas não é tanto assim. Bem, talvez eu esteja confundindo genialidade com talento, que não  é a mesma coisa.

 

Aé** Talento se difere da genialidade em que sentido**

 

Resp= O talentoso até tem uma predisposição mais latente, mas boa parte de seu talento se faz com base no esforço, no desenvolvimento desta predisposição, ao passo que o genio, quase não faz qualquer esforço, é um savant que apenas aplica o seu dom natural. Eh como escrever poemas, não é muito difícil pra mim, basta pensar em algum tema que as rimas vão aparecendo. Eu percebo que os meus melhores poemas, na minha opinião, é claro, vieram de 0% de esforço e apenas intuição. Mas também é possível construir poemas com algum pensamento mais esforçado, ainda assim. Bem, perceba que quando pensamos, estamos sendo intuitivos, o pensamento intuitivo é muito mais comum do que imaginamos. Raro é o seu reconhecimento e seu uso na construção de um ”produto” de qualidade. Ninguém pensa pra pensar, na maioria das vezes, em nossos cotidianos, especialmente, nós pensamos intuitivamente, nosso pensamento é super rápido e a intuição será ainda mais rápida.

 

Que interessante, então existe velocidade de pensamento e a intuição se constituiria em um tipo extremamente rápido de pensamento**  Agora, sobre criatividade. Voce tem umas ideias bem interessantes sobre. Poderia nos dizer o seu conceito para criatividade e suas teorias**

 

Resp= São muitas, nossa!! Vamos por parte, como dizem lá no açougue (que piada péssima!!!). Criatividade em seu significado mais puro se consiste na capacidade de se produzir algo novo. Como resultado, qualquer tipo de proposta que se difira daquelas que já foram construídas, será identificada como tal. No entanto, a criatividade em seu sentido menos puro, bruto, porém que é mais mais apurado, nos diz que além de novo, também deve ser útil e portanto de qualidade. Claro que aí adentraremos a ideia de moralidade. Por exemplo, matadouros de animais ou as touradas de Barcelona apresentam respectivamente, utilidades, práticas e culturais, mas são completamente imorais, por tratarem os animais não-humanos com total desprezo. Aí, na minha opinião, deve haver um fator moral carregado para que a criatividade não crie ainda mais monstros. Veja a revolução industrial. Mesmo a tão adorada criatividade, pode ser muito, muito ruim. Sem sabedoria parceiro, não tem como!!

Em minha primeira teoria sobre criatividade eu busquei separar as atividades e trabalhos ou produtos que são conceitualmente criativos daqueles que são expressivamente criativos, isto é, fazer algo novo ou ser ”realmente” criativo, ao nível de genio ou de talentoso criativo, em relação ao de replicar a criatividade que foi criada justamente por este primeiro grupo, a epidemia criativa. Temos o compositor e o musicista. O compositor é conceitualmente criativo, o musicista é expressivamente criativo, ele expressa criatividade, só que não é de sua autoria. O compositor ganha no pedra-papel-tesoura do musicista, porque seu trabalho é puramente criativo. O papel do musicista que não compõe, no entanto, é muito importante e não deve ser desprezado. Eu percebi que aqueles que expressam os trabalhos criativos dos outros, tendem a ser dotados de algum talento ”savant-like”, isto é, mais mecanicamente especializada, que pode ser um talento, mas que, obviamente, precisa de uma predisposição genética, organica. Eh claro que nós temos os prodígios musicais, que tem imenso talento natural e que podemos ter os tipos precoces que ”apenas” reproduzem as obras dos compositores.

Também desenvolvi categorizações possivelmente aplicáveis como a do criativo contínuo e do criativo descontínuo. O primeiro, como diz o adjetivo, seria aquele que produz uma grande quantidade de ideias por dia ou por mes, que tem uma personalidade altamente criativa, de temperamento ambíguo, contrastante,  vívida, atemporal, ao passo que o segundo seria mais neurotípico em seu comportamento porque a correlação entre a sua personalidade e portanto motivações pessoais e seu perfil cognitivo, seria menor, menos atrelada entre si. Recentemente eu sugeri que perfis cognitivos assimétricos, isto é, grandes discrepancias entre as habilidades cognitivas, como ter uma inteligencia verbal muito alta ou uma diferença muito grande entre este componente e matemática, por exemplo, possam ser uma das causas para a típica paixão do criativo por suas capacidades com maior potencial, seus elásticos mais elásticos.

 

Qual é a relação entre criatividade e problemas mentais** Não seria apenas um mito de uma era romantica**

 

Resp= Se fosse apenas um mito de uma era romantica, então esta ”era romantica” teria durado uns 2000 anos. Não, as pessoas pegam as palavras sem entender seus significados e aí vão espalhando seus achismos desvairados até se tornar uma bola de neve. Mito, como o nome diz, é um fenomeno profundamente espetacular, o efeito fundador de algo, de uma ideologia, de uma religião, é quase que como a onomatopeia de um pensamento emocionalmente abstrato, que não tem muito tato com o mundo real, literal, fisiológico. Dizer que a relação entre criatividade e problemas mentais, se na altura do campeonato, podemos resumi-los a problemas, se consiste apenas em um mito ou em observações seculares sem natureza empírica, é o mesmo que negar a enorme proporção de genios de extrema grandeza que já nasceram com estas condições. A capacidade poética, uma das manifestações mais sublimes, sutis e verdadeiras da criatividade, está intrinsecamente relacionada com predisposições psicopatológicas. E ao reler o livro de Cesare Lombroso, já não me restam dúvidas quanto a isso. Eh claro que um sabichão poderá chegar até voce e dizer ” Mas a maioria dos ”doentes mentais” não são geniais”. Não sei se quem argumenta desta maneira o faz de má fé ou porque é estúpido mesmo. Ninguém está dizendo que todo aquele acometido de uma personalidade extrema, será um genio. Mas que o genio, que costuma ser bem raro, será muito comum de ser acometido de uma predisposição, latente ou significativa. Uma pequena minoria de seres humanos será genial e apresentará grandes chances de ter algum traço mais extremo, por causa de sua natural singularidade, individualidade. O genio tende a expressar sua criatividade com base em si próprio, tal como nós fazemos, em geral. Tudo aquilo que somos, botamos pra fora com base em nossas culturas pessoais, nossas maneiras de interagir, de ser, tudo aquilo que sinalizamos para os outros ou para nós mesmos, expressa parte daquilo que somos. E o indivíduo singular e muito inteligente, o fará de maneira original, o primeiro passo para a criatividade.

 

O trabalho de Lewis Terman encontrou algo completamente diferente daquilo que voce defende, onde que os superdotados analisados, foram em média, melhores em todos os aspectos se comparados com os menos inteligentes. Onde é que Terman errou e Lombroso acertou** E onde é que Lombroso errou e Terman acertou**

 

resp= Primeiro que Terman não analisou ”genios”. Superdotados, geralmente não são genios. Há de se separá-los conceitualmente porque na prática, faz muita diferença. O superdotado é alguém que é dotado de grande capacidade cognitiva ou intelectual. O genio é alguém que é dotado de uma capacidade que está fora de qualquer parametro comparativo. Não se comparam genios com as outras pessoas, em compensação, para identificarmos os superdotados, devemos fazer justamente isso. Eu acredito que exista uma descontinuidade entre a inteligencia que entendemos como tal e a genialidade. A genialidade é anti-natural e potencialmente desvantajosa para quem a carrega nas costas. Terman não parece ter buscado a criatividade como um elemento relevante em sua pesquisa. Ele errou porque disse que provaria a sociedade que ”os prodígios não são degenerados”. Ele foi influenciado por suas emoções pessoais que o direcionaram para o caminho errado. talvez, se tivesse mudado os termos, até poderia ter conseguido algum sucesso. O ponto mais importante do seu trabalho foi a sua ideia, de procurar pelo genio antes que se manifestasse. Terman foi um dos pioneiros mais eloquentes na redução da importancia de predisposições psicopatológicas na manifestação do genio. E esta mitologização arrogante de algo que não é assim tão ”mitológico”, reverbera com força nos dias de hoje. Desde o trabalho de terman que o ”genio torturado” passou a ser visto como uma ”anomalia da genialidade” enquanto que o escolasticamente superdotado passou a ser entendido como ”o genio”. Mas genios que não produzem trabalhos criativos não existem, não é**

Lombroso pecou especialmente em sua constante patologização de comportamentos contextualmente anormativos como ”altruísmo -excessivo- para com os animais não-humanos”. Ele deu um caráter altamente patológico aos genios historicamente reconhecidos que analisou por meio de relatos autobiográficos e biográficos, que não é plenamente a verdade dos fatos. No entanto, em relação ao resto, ele demonstrou, inclusive por meio de alguns casos relatados de pessoas com transtornos mentais que durante fases agudas de suas doenças, se transformaram temporariamente em seres altamente inteligentes, perspicazes, como se vivessem genios adormecidos ou mesmo presos dentro de seus corpos frágeis e doentes. A doença e ou graus dela, funcionam perfeitamente como promotoras do desenvolvimento da autoconsciencia, que é um aspecto que define o genio do superdotado. E ao lermos a obra de Lombroso, vemos que a maioria dos genios historicamente reconhecidos que ele analisou, detinham grande autoconhecimento.

 

Por enquanto é só, nossa, voce fala demais Santo, não sabia que isso é pecado**

 

resp= moralmente objetivo ou subjetivo**

 

O gênio é a consciência de si mesmo…

Onde nasceste este olhar singular,
Tem profunda consciência de si,
O gênio,
Vê-se por uma lupa e se busca ao longo de seu caminho , conhecer-se mais e mais,
Ama a vida porque também tem grande consciencia de sua beleza,
Que se esconde no recôndito de sua aspereza,
Se manifesta pelo sangrar de sua nobre tristeza, oh gênio de ti, senhor de sua própria dimensão!!
Tem zelo e ama espelhos, adora sua doce e indescente imagem, seus defeitos de sua aparelhagem, sabe-se e gosta daquilo que ve,
Teu olhar é de uma narrativa única, teu toque não pode ser comparado, nada em ti é popular, não está bem distribuido, pois se concentra em si, tudo aquilo que transmite, que queira traduzir, de sua alma rara e tua fera, teu demônio de fogo, de paixão a lhe dominar,
É o mais anomalo dos horizontes, um humano impossível, será?? Não se pode ter uma multidão deles, porque apenas um sol, que pode iluminar de cada vez, mas será mesmo??
O humano se penteia rente ao espelho, o gênio se enxerga e diz ”eu sei!! Eu se de mim!! E como sei!! Sei tanto que já não sei mais se eu sou este compacto ou se sou um contínuo pacto com Deus e sua natureza, um fenômeno, como toda vida e sua certeza de ser!!”
A intuição do salto ou do rugido, a mesma que o faz reproduzir sua destreza, inata, tão sua que nem sente o trabalho de senti-la, apenas vive, e é assim porque se ama tanto, precisa mostrar-se ao mundo, mesmo que seja apenas ao teu mundo, esta explosão interna de existir.

O matóide, o cavaleiro do genio ao avesso

Ele sente apreço, a necessidade de se mostrar,

quer gritar ao mundo sua mais nova descoberta, seu jeito todo singular,

quer modificar a beleza para se adaptar a sua miudeza de caráter,

ele sequer sabe, de tão louco aquilo que lhe falta,

daqueles que passam longe de um sanatório,

qualquer um pode acreditar, ”este aqui é sóbrio”

mas é aí onde começa o velório, da imaginação e da inteligencia,

ele sente que tem uma missão a cumprir,

mesmo que não se faça na competencia,

é uma vontade louca a lhe engolir, chamada narcisismo,

O matoide, em seu cavalo manco,

que luta contra o mundo inteiro, contra as mais singelas evidencias,

contra fatos e consistencias,

o genio ao avesso, que não quer saber, quer entreter,

quer que tu agonizes no teu olhar, quer te conquistar,

a verdade é um meio, não é sua finalidade,

é apenas uma palavra e não a realidade,

não usa Deus, mas o Diabo,

vamos jogar-lhe alho, para que volte ao teu túmulo,

de vampiro da sabedoria e da liberdade,

que se faz na autoconsciencia, e na responsabilidade.

Uma mente não regulada, a tempestade que pode trazer morte, mas que também pode trazer vida

O louco, sempre odiado, sempre querido, para o louco, o amor não é regulado, não é com parcimonia, não é com sabedoria, pobre dele, pobre de nós, loucos porém tolos. Ou se ama um louco, ou se o odeia. Não há meio termo, não há apaziguamento, não há o todo, há apenas um dos lados ”a ser escolhido’.

O louco é assim, ele nos causa reações intempestivas, porque isso é em parte empatia, somos espelhos e refletimos aquilo que os outros nos passam, se chove, chovemos igual, se faça sol, fazemos o nosso. O louco reflete seu estado de extremos, onde não há filtro, não há meio termo, não existe nada que regule a sua realidade, a realidade do louco é selvagem, vem sem se apresentar, não bate na porta, escancara, não fala com educação, escarra. A realidade vem em choques e traumas constantes, todo o dia é dia de lutar uma nova realidade, de se manter com os pés no chão. Eh a gravidade que se faz presente, no normal lunaticamente inconsciente, se faz tal como se mede. Em nós, ou em mim ao menos, o super normal, empático racional e igualmente louco, a gravidade é muito pesada, para o louco, é leve demais. Se deixarmos, o louco irá voar com o seu guarda sol e sair de nosso Planeta. Pra ele, a realidade brota, nasce de maneira natural, tem uma vida e morre, são espécies de realidade, são seres vivos também.
A tempestade é dura e pode causar a morte, mas ela também é a responsável por belas paisagens, a tempestade é uma grande criadora de beleza efemera e constante. Eh linda e ao mesmo tempo polemica. Ninguém gosta de uma tempestade sem paixão, ou se ama ou se odeia. Sol e tempestade representam a alma de um louco ou de alguém como eu, talvez como voce, como tu, um louco racional, com um pé na fantasia bruta e na realidade livre e leve, alguém que pode ver os dois mundos.
A mente e o espírito de um louco nunca são regulados, é por isso que ele é um louco, não há parcimonia, ainda que lindas flores de sabedoria possam brotar de maneira natural, voluntária deste frenesi, os mesmos espinhos pontiguados também aparecerão sem se dar conta.
O genio, o sábio, o virtuoso, são todos primos do louco e compartilham muito mais similaridades com ele do que com aqueles que chamamos de normais, normais gados.
O desregular de um pensamento o torna livre e por isso perigoso, porque a liberdade sem eira nem beira, pode terminar em qualquer lugar, a liberdade é o desafio dos padrões naturais, que já existem e daqueles que construímos. E o louco é o natural livre que desafia esta realidade. O genio o faz mas com maior racionalidade. Nossas bolhas aumentam de tamanho por meio do trabalho dos genios, mas ainda assim continuarão sendo bolhas.
Portanto, ao olhar para um louco, não o discrimine de imediato e talvez nem depois. Ele pode ser apenas um louco, pode ser um maníaco (corra para as colinas) mas ele também poderá ser o seu salvador. Olhe para o louco tal como olha pra si mesmo, alguém com certezas espertas e dúvidas certas,  o porque**

Minha sensibilidade não entende e não tolera a sua malemolencia

O mundo é um lugar frio para as pessoas que podem vê-lo em seu todo. O contexto maior, a verdade mãe, mãe de todas as outras, não é uma paisagem tão prazerosa e bela quanto se possa acreditar, tal como a superfície ”azulada” do planeta água. E a principal razão para esta decepção se dá por causa da peste humana, que quanto mais a conhecemos, menos desejamos estar com ela. Pessoas sensíveis ao contrário do que reza a lenda popular em que sentimentos estariam irrevogavelmente separados da racionalidade e lógica, são tão ou mais precisas em sua capacidade de reconhecer detalhes, quanto aqueles que o fazem a partir de uma perspectiva mecânica, natural e não humana. Nós, os hiper sensíveis sábios, somos engenheiros sociais, comportamentais, humanos. Quase nada escapa aos nossos olhos. A harmonia e o equilíbrio de um predio bem construído se assemelha consideravelmente com os prédios, as construções existenciais, acima de tudo, inclusive do social, das quais somos tão bons para inferir. Vivemos em casas, quem em sua maioria, refletem a capacidade humana para produzir harmonia por meio da matéria retorcida e trabalhada, mas a matéria que se consistem nossos corpos, nossos cérebros e os tijolos que construímos cotidianamente em nossas interações interpessoais, estão muito longe da firmeza de um prédio ou matéria antropomórfica bem acabada.
Se é pela razão, pela busca de padrões convergentes visando a harmonia, a estabilidade, que se produz qualquer material humano, seja uma escova para escovar os dentes ou a Torre Eiffel para se apreciar em um cartão postal óbvio, então o mesmo deverá ser esperado para ser pensado e executado para as interações humanas.
No entanto, aquilo que parece ser mais simples, na verdade, parece ser muito mais difícil, se não quase impossível de ser feito. É fácil manipular a matéria não -humana, sem vida, imóvel e transformá-la em argamassa para a construção de prédios ou moradias. Difícil é fazer o mesmo com vidas, especialmente aquelas que são híbridas de auto consciência e instinto.
O hiper sensível vê os mesmos padrões de harmonia, porque a sua condição de vulnerabilidade ao toque das interações cotidianas, constantes e sistemáticas, o faz um perito nestes mecanismos. No entanto, quase sempre não será ouvido pelos outros porque a maioria das pessoas devem se sentir ofendidas quando alguém lhes diz como que devem viver. Se temos tão poucas liberdades e na verdade sequer sabemos o que esta palavra realmente significa ou funciona, então por que que deveríamos dar ouvidos a outro corpo de especialistas tentando regular nossas vidas, até tu, modo de viver, meu filho???
Porque da mesma maneira que entregamos nossa confiança e poupança a engenheiros na construção de nossos ninhos também devemos ser racionais, se este for o caso, e entregar parte de nossas vidas à análise daqueles que sabem como desenrolar novelos de conflitos e confusões que permeiam nossas breves estadias, ao menos, em relação àquilo que sabemos.
O hiper sensível quase sempre se encontrará em seu estado habitual de sensibilidade, especialmente por causa de suas constantes interações com padrões desarmonicos de convivência. A naturalidade de uma sociedade povoada apenas por pessoas sábias se daria com base na fluidez das relações ou que seriam percebidas desta maneira. Quando algo sai daquilo que determinamos como normal, então este evento produz uma reação mecânica, imediata de reflexao, o porquê disto ter acontecido?!! O imprevisto se manifesta quando algo rompe o caminhar normalmente concebido e esperado por nós. Em termos de iinteração interpessoal, analisamos o mundo a partir do mesmos padrões lógicos, convergentes e funcionais que são usados na construção civil, visando a harmonia. E quando estes padrões sofrem uma ruptura de sua fluidez ou naturalidade, então nos tornamos seres reflexivos. Só que isso dependerá da perspectiva de cada um, se a vida não poderia ser entendida ou percebida metaforicamente tal como uma  esfera com diferentes perspectivas a serem enfatizadas por diferentes pessoas ou motivações intrínsecas.
Os malemolentes são o oposto dos hiper sensíveis porque seus padrões de convivência são imprevisíveis, brutos e secos. O malemolente é um hiper sensível só que não é introvertido, ou geralmente o tipo mais comum de hiper sensível, ambivertido introspectivo. Sua sensibilidade está combinada com a ação, enquanto que ainda que bastante ativo, o hiper sensível, será muito mais como um vulcão no subterrâneo de um oceano em atividade constante. O malemolente é especial em sua capacidade natural de quebrar a fluidez lógica de interações interpessoais que tanto caracterizam o pensar interacional do hiper sensível.
O intelectual versus o homem ou mulher da ação, ambos, hiper reativos às intempéries ambientais, porém que se destoam completamente na maneira com que lidam com esta fenomenologia. O malemolente reage pra fora e tem pouco a guardar em seu interior enquanto que o hiper sensível reage muito mais pra dentro, aumentando sua hiper reflexão, transformando seus habituais diálogos internos em discussões e potenciais brigas, desentendimentos.
As personalidades que tendem a predominarem em ambos são diametralmente opostas e pode-se dizer que o hiper sensível, especialmente o ambivertido reflexivo, que na minha opinião, se consiste em um dos tipos mais comuns, e o malemolente, são praticamente incapazes de conviver, se a ação constante do malemolente terá impacto muito forte e preciso na reflexão reativa do hiper sensível.
O ambivertido introspectivo, reúne um apanhado de características psicológicas que o tornam potencialmente aversivo à personalidade efusiva e igualmente reativa do malemolente. Pela linguagem não verbal, podemos ver o delimitar muito claro entre os dois. Por exemplo, no tom da voz e na maneira de falar, na maneira de andar, nos valores transcendentais…
Muitos malemolentes serão de sociopatas, o tipo anti social mais extrovertido, impulsivo e menos estratégico que seu primo psicopata.
As diferenças entre ambos também será notada por meio do grau de empatia a que os dois estão mais absorvidos. Baixa à instável para os malemolentes, alta e estável para os hiper sensíveis.

Hiper sensíveis, vulneráveis porém poderosos. Malemolentes, fortes porém medíocres.

Claro que desprezando qualquer forma de generalização vulgar, será elementar dizer-lhes que haverão e sempre haverão exceções para grupos indiretamente organizados, tal como eu já sublinhei em um texto, um grupo de virtuosos será evidentemente melhor que um grupo de judeus dentro do âmbito da virtuosidade ou de características positivas ou harmoniosas de personalidade ( caráter). Nesta perspectiva, os judeus aparecerão como o grupo não-objetivo se a maioria destes não serão de virtuosos ( e se aplica s todos os grupos étnicos, em maior ou menor grau).
Deus não deu asas à cobra, mas deu sapiência ao homem e deu vigor combativo e competitivo a muitos de seus piores.
O hiper sensível é essencialmente um existencialista experiencial. E aquele que é muito auto consciente, tenderá a ser também um não-competitivo. Sua capacidade de entender, internalizar e vivenciar detalhes muito próximos a si, o faz um potencial melancólico fatalista que sente menos oxigênio e mais responsabilidade e que portanto, invadirá menos praias alheias. Ainda que possa entender o contexto, a imagem maior, aquilo que realmente importa, ele não terá forças, fôlego o suficiente para subir e chegar à superfície de seu oceano existencial, de sua personalidade, seu modo de viver, para apontar o dedo na direção dos menos evoluídos. E esta é uma das razões para explicar o porquê das sociedades humanas serem tão falhas.
Pode-se exemplificar metaforicamente esta triste realidade por meio de uma hipotética comunidade de seres humanos tropicais que, estão a todo momento aplicando técnicas pouco eficientes na construção de suas moradias, de suas choupanas. A todo momento, a tentativa de construção falha, e aplica-se um inconsciente plano b, que se assemelha ao famoso ”jeitinho brasileiro”, a criatividade de se tentar driblar o subdesenvolvimento que o rodeia. Sem os engenheiros materiais, não haverá sustentabilidade nem de médio prazo destas choupanas. Nossas realidades cotidianas de interações interpessoais, são como este extemplo, estão sempre se decompondo. Nossos laços ou são frouxos ou se baseiam na aceitação de um em relação à vontade do outro.
Apesar de sua evidente fragilidade, o hiper sensível tem um grande potencial, tanto para a criatividade quanto para inteligência e especialmente a sabedoria.
Apesar de sua dominação, sua força aparente, o malemolente será medíocre em sua capacidade construtiva, harmoniosa. O irresponsável malemolente e o super responsável hiper sensível são ambos muito reativos, mas isso não significa que sejam irmãos de transcendencia, porque não são. Pelo contrário, em um diálogo entre os dois, poderemos observar o porquê deste abismo.

O malemolente é uma das principais fontes de reatividade do hiper sensível, se ele, por causa de sua grande inconstancia de padrões comportamentais, será muito mais propenso para causar conflitos. O malemolente produz conflitos por causa de seu jeito desajeitado e confiante de interagir enquanto que o hiper sensível, o exato oposto, será um perito nesta mesma tarefa, que no entanto, não significará que será um perfeito cidadão, especialmente em uma sociedade que não agrada ao seu paladar existencial, sua transcendencia.

”Orgulho branco” ou ”autista”**

Orgulho ”branco”*** Ou ”autista-like”**

Os ”brancos nacionalistas” são aqueles que estão mais conscientes dos feitos ”de” sua raça, assim como também costumam ser os mais ”desatentos” em relação as bobagens de seu grupo racial. Por exemplo, um branco nacionalista de intelecto médio, pode dizer que é orgulhoso ”de” sua raça pelo pioneirismo na revolução industrial. No entanto, o mesmo terá grandes chances de desprezar as sequelas graves que a mesma causou ”ao seu povo”, principalmente na Inglaterra, no século XVIII. Morto não tem voz. O branco nacionalista emula a mesma mentalidade daquele que cre em um ”design inteligente”, porque ambos dão grande valor ao produto dos eventos que encapsulam suas transcendencias e paralelamente, desprezam totalmente os processos dolorosos que produziram os seus respectivos produtos de adoração.

O fantástico engenho do ”homem branco” na revolução industrial foi alcançado graças a transformações radicais das sociedades das quais foram submetidas. E essas transformações causaram profundo mal estar, pra não dizer o mínimo, as populações europeias. Gente pobre, do meio rural, foram jogadas nas ruas dos grandes centros urbanos e tratadas literalmente como escravos, para o lucro de uma pequena minoria. Milhões de crianças, adultos, idosos, gerações e gerações de ”brancos europeus” foram metaforicamente queimadas como tronco de madeira, na fogueira do ”progresso capitalista”. Sacrifício em massa em prol do lucro de uma minoria de bestas humanas. E a maioria dos brancos nacionalistas, me parece, que se encontram completamente inconscientes ou mesmo indiferentes a estes lamentáveis acontecidos. O importante é o produto, para se ”orgulharem”.

”Segurança de trabalho” literalmente não existia nos anos 30…

Mudando um pouco de retórica neste texto, eu encontrei uma relação interessante entre essas tendencias etnocentricas, de ”orgulho” em relação ao grupo a que pertencemos e o talento ”savant”, a capacidade de precisão perfeita, seja em relação a arquitetura, as artes, a ciencia, a filosofia, etc….

As igrejas europeias são lindas** O vaticano é maravilhoso** Paris é um sonho** Cada pedaço do velho continente é belíssimo** Darwin foi um genio**

Sim, eles são e foram criados por pessoas com alguma genética ativa de savantismo. Darwin foi um genio. Uma grande quantidade de pessoas muito talentosas que estão dentro do espectro do autismo e muitas outras que apesar da aparente ”normalidade neurológica”, também esbanjam precisão em algum aspecto da cognição ou do intelecto.

O ”orgulho branco” e de qualquer outra ”cor”, é, pra falar a verdade, o orgulho por uma compilação de feitos excepcionais, de indivíduos excepcionais, que apresentam algum talento de natureza ”savant” ou ”precisão”.

E voltamos novamente as observações que fiz sobre a incapacidade do ”humano médio” para ser racional e não entrar em contradições. A igreja do Vaticano que foi enfeitada por alguns talentosos… ”sodomitas”, por exemplo. Isto é, o centro principal de adoração de pessoas que consideram qualquer tipo de comportamento desviante como uma doença, uma praga, são justamente aqueles que veneram a obra excepcional de um ”homossexual”. Apenas um exemplo do quão ignorante é o SHM, o ser humano médio (vale destacar que o ser humano ”inteligente” também apresentará similar talento para a mediocridade, que não é savant, que não é preciso, que não é justo).

A insistencia da ciencia mainstream em relação a ”mitologizaçao” do ”genio torturado” e a natureza mutante do excepcional

As constantes listas de indivíduos intelectualmente excepcionais que padeceram de ”transtornos mentais”, são apenas ”mitos” de uma ”era romantica” segundo mentes pedantes com poder de comunicação.

Só que não…

Tuberculose, epilepsia, esquizofrenia, transtorno bipolar, transtornos de personalidade (se podemos denominá-los assim), enfim, uma panaceia de doenças e condições potencialmente desvantajosas tem sido encontradas junto a muitas das grandes mentes que a humanidade já produziu.

Eh claro que nem todos os  genios (historicamente reconhecidos) que tem padecido de alguma condição desvantajosa, mas muitos deles o farão e isso não é apenas ou fundamentalmente um exagero de uma era de romantismos, pois se consiste na mais pura realidade dos fatos.

Não existe tal coisa como o ”mito” do genio torturado, a partir do momento em que temos uma enorme quantidade de evidencias das mais diversas naturezas que emparelham alguma redução de fitness ou saúde com genialidade. Inclusive, dizem, inclusive eu, que a doença ou alguma forma de desvio de longo prazo, pode ter um papel muito importante no desenvolvimento natural da genialidade. Elementar que a grande maioria daqueles que tiraram palitos menores na loteria genética humana, que não serão geniais, mas, na minha nada humilde opinião, uma importante proporção dos genios terão alguma forma de ”redução de fitness” ou saúde, que poderá ter um papel em sua excepcionalidade e muitas vezes que poderá ser organicamente causal. (Ainda é interessante observar que uma grande proporção de pessoas que padecem de condições extremas, tendem a emular muitas das características psicológicas dos genios, como uma grande vivacidade e uma maturidade mental muito significativa).

Quem usa esta terminologia pedante de ”mito sobre o genio torturado”, merece um chapéu de burro porque desta maneira estará simplesmente negando que um Machado de Assis ou um Fernando Pessoa já existiram… apenas para começo de conversa.

Terman e Lombroso em seus devidos lugares

O embate mais significativo dentro da psicologia cognitiva, que poucos me parece que tem dado qualquer importancia, tem sido entre Cesare Lombroso e seus bluecaps de um milenio de observações sobre a relação entre genialidade e problemas de saúde e Lewis Terman, que supostamente teria derrubado esta ”crença” por intermédio de seu famoso estudo.

No entanto, eu tenho mostrado continuamente que na verdade, Terman não analisou em seu estudo, os grandes genios ou as crianças de brilho criativo e intelectual excepcionais, potencialmente geniais, mas sim o tipo normal de superdotado.

Superdotados  ”normais” geralmente estarão entre aqueles de melhor fitness. Tal como Terman observou, estes serão em média, mais saudáveis, mais altos, mais emocionalmente estáveis e serão mais socialmente ajustados do que seus pares de comparação de outras camadas cognitivas.

Mas dentro da população de superdotados, nós temos a categoria dos ”duas vezes excepcionais”, isto é, aqueles que seriam dotados tanto de uma capacidade cognitiva, intelectual e ou criativa bem acima da média, mas com problemas de saúde, desde as famosas ”dificuldades de aprendizagem”, até problemas palatáveis de saúde como cegueira ou epilepsia.

Parece evidente que se existe alguma grande necessidade de que haja esta combinação de extremos para produzir o fenomeno da mente genial, então o moderno rótulo de ”duas vezes excepcional”, poderá ser o mais condizente, acaso houver esta necessidade, ao invés do simples rótulo de superdotação.

Outra possibilidade de explicação, menos filosófica em sua pele e mais científica, seria de que a assimetria significativa que se encontra presente em cérebros hiper enérgicos e brilhantes, possa ter como resultado, a reverberação destes desequilíbrios em relação a outros aspectos fisiológicos, como uma asma, uma tendencia para tuberculose ou mesmo desvios sexuais ou sexualidade anormativa.

O trabalho de Terman teve uma grande importancia para a mensuração da demografia maior de superdotados, mas teve pouco a nulo efeito em relação a investigação sobre a fisiologia da genialidade, especialmente porque esta parece ser comumente configurado por meio de características físicas anormais como grandes deformidades cranianas ou defeitos no corpo.

Ainda que o trabalho de Lombroso não tenha sido perfeito, há de se ressaltá-lo como o mais próximo, ao menos na minha opinião, em relação aquele que de fato buscou investigar a genialidade.

Existem muitas formas e níveis de excepcionalidade cognitiva (que engloba a superdotação ”comum” e dupla excepcionalidade). Terman avaliou a mais comum e menos pato-genica, enquanto que Lombroso buscou analisar as poucas mentes, que podem ser contadas na casa das centenas, que provocaram mudanças significativas na sociedade, por causa de suas grandes descobertas ou invenções, nas mais diversas áreas do conhecimento humano. E estas, parecem ter pertencido a versão mais patogenica da superdotação.Terman pecou gravemente ao cunhar como genios, ao menos no início de seu trabalho, as crianças que ele analisou. Talvez, a maior culpa de todas por esta defasagem no conhecimento sobre a excepcionalidade cognitiva, intelectual e criativa humanas, seja justamente das gerações de psicólogos, cientistas, sociólogos, repórteres dentre outros, por terem compreendido erroneamente os achados deste trabalho longitudinal e arrastado estas bobagens pedantes até os dias de hoje.

Ao reduzir um milenio de observações e popularização sobre a relação significativa entre genialidade e ”assimetrias do fitness” a um equívoco, um mito, alimentado por sentimentalismo e conclusões supostamente precipitadas, muitos cientistas modernos, especializados na área, simplesmente estão comprovando que são incapazes de compreender por agora, corretamente o significado das palavras que proferem, tal como o ”mito”.

Machado de Assis foi um mito, mas no sentido positivo e menos ”anedótico” ou ”não-científico”. E a sua epilepsia foi a manifestação de uma natureza intelectual profunda e poderosa. Estou para concluir que mesmo aquelas pessoas geniais que não demonstram nenhuma avaria aparente em suas saúdes, ainda apresentarão algum desvio, tal como foi pensado por Lombroso.

E ao contrário do que pensam alguns psicólogos, não é cruel constatar que muitas pessoas geniais, padecerão de algum tipo de tormento, algum ”custo fisiológico” de sua superdotação.

Ao contrário da histeria que foi (geralmente feminina) criada recentemente sobre este assunto (em um link que não consegui encontrar), não há mal nenhum em fazer essas constatações.

Uma dica, se não sabe conter suas emoções frígidas, então que vá pilotar um fogão em algum kibbutzim minha filha… muito pelo contrário, reconhecer a genialidade de gente realmente talentosa e que padece de alguma condição extrema, poderá ser maravilhosa pra mesmas, se em um mundo em que se nasce com a árdua batalha de se conhecer todos os dias, o trabalho criativo será a principal técnica de sobrevivencia, de vivencia, de reconhecimento, o único leme que o guiará em um oceano atormentado…

Apenas recapitulando…

Uma minoria ínfima de seres humanos serão intelectualmente geniais (no entanto, a virtuosidade, será muito mais comum). Qi se correlaciona com inteligencia, a mede parcialmente, superficialmente bem e só. A maioria das pessoas com transtornos mentais não serão geniais e talvez também não serão criativas (ainda é cedo pra concluir qualquer coisa mais significativa sobre isso, sem falar do conceito multidimensional da criatividade). Sim, é correto dizer que muitas pessoas criativas não se engajarão em profissões reconhecidamente criativas, mas a grande maioria daqueles que o fazem, serão em algum grau, mais criativos do que a média, em alguma particularidade, sem levar em conta a motivação intrínseca. Uma minoria de superdotados que serão geniais e eles tenderão a pertencer a categoria da dupla excepcionalidade. Como Lombroso concluiu, eu também conclui que a grande maioria, se não, todos aqueles de mente (cognitivamente, intelectualmente, criativamente) excepcional, tenderão a padecerem de algum grau de ”redução do fitness” ou ”saúde”. A semi-genialidade de uma grande proporção de autistas comprova esta realidade. Assim como também os casos de excepcionais que são tdah, esquizofrenicos, bipolares, etc… Terman analisou em sua maioria, os superdotados mais comuns. Lombroso, como eu já falei aqui algumas vezes, foi direto na fonte.

E não termina aqui, porque acredita-se que uma ”maior inteligencia”, ao se relacionar com maior saúde, também se caracterizará por uma menor carga mutacional.

Tuberculose** Homossexualidade ou qualquer outra forma de desvio ou sexualidade anormativa** Transtornos mentais e ou de personalidade** Anomalias fisiológicas***

A menor carga mutacional dos superdotados, aumentará substancialmente em relação aos genios. Inclusive, poderíamos comparar a personalidade vivaz, espirituosa, infantil, muitas vezes impulsiva e emocionalmente instável dos genios (especialmente dos tipos artísticos e filosóficos) aos seus primos ”de” menor qi.

O genio, nada mais seria, em média, do que alguém com o intelecto de um superdotado comum, mas com a personalidade de uma pessoa ”menos inteligente”. Será**

Os traços que não estão sendo selecionados, serão mais ”epigenéticos” em sua natureza, mais desequilibrados, com mais custos de saúde, menos hereditários, especialmente se não estiverem sob qualquer seleção. Mas também existirão obviamente os ”traços” (ou combinação deles) que serão mais hereditários como o perfil de baixa inteligencia (técnica). Os extremos são mais mutantes. Pai yuppie, filho hippie**

Minhas observações ”anedóticas” ou ”não-científicas” (não-empíricas, melhor dizendo) tem notado uma grande incidencia de filhos de homens e mulheres de genio que morreram cedo, seja por causa de suicídio ou de doenças puramente organicas.

Sem contar que uma grande proporção de genios sequer tiveram filhos e vemos praticamente a mesma situação hoje em dia. Se por exemplo, partíssemos da ideia de que uma boa parte dos autistas, especialmente os funcionais, são de semi-genios, dotados de um talento natural e com grande potencial, então poderíamos inferir se a taxa de fecundidade entre os tipos similares, como os próprios genios, não poderia se situar a um nível muito baixo, entre 1,2 e 1,4 filho por casal. Já sabemos que os equizofrenicos, especialmente os homens, também tendem a ter poucos filhos. Elementar que a desordem mental tem um impacto significativo na vida social de qualquer pessoa.

Baixa fecundidade, elevada incidencia de problemas de saúde nas famílias das pessoas criativas, tudo isso nos leva a concluir que ao contrário da teoria desenvolvida pelo cientista judeu-americano Gregory Cochran (que eu tenho refutado várias vezes aqui, especificamente em relação a sua teoria patogenica da homossexualidade masculina exclusiva ou teoria da descontinuidade espectral da sexualidade humana), os mais altos níveis de intelecto, não serão marcados por reduzida carga mutacional, que quer indicar elevado fitness ou saúde, mas por uma grande carga mutacional, que explicaria a possivelmente alta incidencia de desordens organicas nas famílias dos genios e nos próprios genios (leia-se, nos grandes genios ou com grande potencial).

Os extremos serão quase sempre mais mutantes que a média, onde repousa a ignorancia e saúde das massas. Ser normal, muitas vezes, significará, ser mais saudável.

As anomalias cerebrais que, de acordo com a teoria lombrosiana, acompanham os grandes homens e mulheres de genio, não se limitarão ou serão apenas a expressão de uma configuração singular deste orgão e do sistema que o engloba, o nervoso, mas também poderá indicar desordens em todo o corpo.

O genio é muito raro, porque não se consiste em uma variação normal do intelecto humano, mas anormal, é um fenótipo anomalo como a síndrome de savant, só que constituído de grande complexidade mental, comportamental e psicológica, ao contrário da ilha de excelencia cognitiva super especializada rodeada por um oceano de deficiencia.

Novo combo de pensamentos, poesias e filosofias

1- Contribuiçoes do espectro do savantismo ( incluindo obviamente o  autismo ) para a civilização.

Beethoven, Michelangelo, Sócrates, Confúcio, o índio xamã ou o arquiteto que projetou as piramides do Egito. Todos eles tinham algo em comum. Foram solapados pelo eco da precisão cognitiva que se caracteriza o núcleo espectral dos savant e dos autistas que são parcialmente savants. Se não fosse por estas variações de cognição e personalidade, as civilizações não teriam florescido (e enegrecido o manto verde)…

Belos olhos de reflexão,

mãos que flamam pela precisão,

nascido para moldar, para humanizar elementos sem vida evidente,

para enfaixar as mãos de areia e pedra da mãe Terra, para refletir nossas angústias e alegrias, 

para confirmar o poder de despóticos absolutos,

para aumentar a fantasia daqueles que se esquivam do mundo real,

mentes que nasceram diferentes, que se banham em água ardente do pensar e do pesar,

mentes únicas, a singularidade que transforma o pó latente em alegoria divina,

a fonte única de onde brota todo o talento humano… o sábio que em frances, se traduz savant,

e reluz a rebeldia da antropoessencia.

 

2- Democracia é irracional, a maioria nunca esteve predominantemente certa sobre nada.

 

Em um mundo em que ”somos todos iguais”, a democracia faz sentido. Mas as massas sempre foram estúpidas e talvez sempre serão. Então, o poder do ”povo”, significa por si próprio, a idiocracia, o estúpido impondo suas distorções da realidade a partir de diretrizes sussuradas por psicopatas, o sistema de indivíduos psicopáticos manipulando a opinião da multidão de mentes dependentes e voce e eu, eu e voce, no meio de toda esta loucura.

A conformidade só funciona para aquilo que é lógico, racional, empático e holístico.

A democracia não é uma virtude,

idiocrática em sua plenitude,

as massas são uma aglomeração de mentes dependentes,

o senso comum não substitui aquilo que está sempre certo,

o infinito das respostas perfeitas, é superior a frivolidade daquelas da igreja,

ou da universidade…

O poder do povo, é o zumbir do lobo,

que surrura travessuras e gostosuras,

As pessoas devem aceitar com alegria que os representantes de Deus possam e mereçam governá-los,

que sua balança de amor e razão não virá para doutriná-los mas para se achá-los em meio a teia do existir,

deixe o sábio transcender o seu ato, de consumir a sua conservação presenteando o paraíso que tanto quis…

 

3- Todos os animais (e todos os seres vivos) tem as suas respectivas ”religiões” instintivas ou instinto específico, que podem ser chamadas de ego-especismo.

 

Negar a realidade e amar a si próprio, ”desprezando” as demais espécies, não é uma particularidade humana… não mesmo.

A alienação especiecista é a pedra filosofal-naturalista…

Todo ser vivo tem o seu cristo.

Vive dentro de tua matriz,

cheira o teu cheiro mas não daqueles do outro lado do rio,

sente aquela sensação que apenas os teus podem sentir,

cria um Deus todo poderoso que na verdade é apenas a metalegorização de sua mente de multidões,

precisa estar conectado com os teus iguais, de um jeito ou de outro,

porque a união faz a força e a força quem faz é a natureza,

Se aliena sem ter qualquer consciencia disso,

Se sente o centro das atenções, porque o ego é o fogo da conservação,

da mesma maneira que formigas minúsculas esbanjam músculos de cooperação,

tudo é centrismo, tudo é centrado, é centrico e é alimentado pelo excentrico,

A inconsciencia egocentrica da espécie é a religião primordial,

Talvez o próprio universo também se aliena quanto aquilo que lhe causa desgosto ”ou” que não lhe é familiar,

Somos crianças, mas criança é apenas mais uma palavra,

Todo ser tem o seu Deus e todo Deus é o reflexo ”perfeito” de si,

Alguns se veem no espelho e penteiam seus cabelos cacheados, outros vivem o espelho, sem precisar deste objeto quebrável para alimentar a sua chama…

 

4- Parasitismo e a alegorizaçao Cultural do déficit. O exemplo ”darwiniano”.

 

Eu já comentei aqui que não existe maldade a partir de uma perspectiva evolutiva, mas sim, um déficit em certo atributo cognitivo que expresssa cooperação.

Em minha recente leitura do livro ”Seleção Natural” de Charles Darwin, eu encontrei a mesma constatação que cheguei sobre este assunto. O parasitismo, uma das manifestações da ”maldade” na natureza, na verdade, se constitui fundamentalmente em um déficit cognitivo em que as espécies dotadas deste ‘perfil’, ”se especializam” neste tipo de comportamento. Eles só sabem fazer isso… da mesma maneira que os predadores não tem culpa, ninguém tem pra sermos bem sinceros e hiperrealistas.

Da mesma maneira que o matemático desde a tenra infancia já demonstra grande motivação para estudar matemática, o psicopata apenas se utiliza de sua técnica de auto-conservação, produzindo a sua cultura neurológica habitual, o parasitismo ou o predadorismo.

Não estou defendendo bandido, estou defendendo uma maneira realmente racional, holística e diplomática de solucionar os problemas morais humanos e nada mais correto do que mesclar nossa maneira de alegorizar, humanizar a realidade, com a realidade que é independente de um viés feito por um observador, é porque é.

O exemplo dos pássaros cuco é muito interessante visto que algumas espécies ainda conseguem construir o próprio ninho. Só que estes ninhos serão de baixa qualidade ou serão construídos em lugares inapropriados. Observa-se aí uma tentativa de se produzir algo por um ”parasita”, só que como ele não é capaz de faze-lo, acaba explorando o trabalho alheio. Sim, novamente a lamúria esperta que poderá ser usada por muitos psicopatas…

”Eu nasci assim e só sei fazer isso”

Faz sentido.

Este exemplo foi usado por Darwin para mostrar como que o ”instinto” pode variar entre as espécies. O mesmo pode ser comparado ao caso dos seres humanos ‘anti-sociais”, em que a tentativa de ser empático, na maioria das vezes terminará em desastre.

 

A maldade, que a mãe natureza me pregou,

com um prego que fez sangrar o coração de imaginação cristã,

resvalou sangue e me fez gostar de ti,

tornou-me um alguém que foi em direção a outro caminho,

que ao invés de construir, prefere aproveitar daquilo que os outros produziram,

é o instinto, tudo aquilo que minha mente guardou e pode fazer,

vítimas, eu, o predador, ou eu, o parasita,

ei de conquistá-las,

esta mente inconsequente não evoluiu para buscar por Deus, a perfeição,

não me culpe mas me ajude, 

eu não tenho culpa,

e nem voce.

 

5- Não confunda humildade com auto depreciação.

 

Nem precisaria de um mini texto para comentar sobre este título. Pessoas orgulhosas e até mesmos aquelas que são narcisistas podem ser humildes. Duvida**

A personalidade, assim como a inteligencia, é multidimensional, a nível individual. Depende apenas de qual perspectiva de interação que estivermos falando. Não é contraditório, é individualmente diverso e complexo.

 

Comigo não meu irmão,

eu sou orgulhoso de mim, 

mas prego a humilde reflexão,

eu não sou um, mas vários,

pois me concentro em 3 personas,

nada de auto depreciação,

pra isso, basta-me a dúvida.

 

6- Algumas diferenças qualitativas de tipos mais generalizados de ”genios”.

 

A relação entre predisposições psicopatológicas e genialidade, parece se dar principalmente no reino dos genios artísticos, filosóficos e ou literários.

Eh sempre importante especificar de qual grupo que estamos falando…

No entanto eu tenho a impressão de que a incidencia de ”personalidades extremas” será muito mais comum entre os grandes genios do que em relação aqueles que definimos como tal mas que serão mais como ”semi-genios” ou ”superdotados de alto funcionamento”…

Parece que a incidencia de ”psicopatologias” também tenderá a ser elevada entre os grandes genios da ciencia. Lembre-se, estamos falando de poucos indivíduos e não de uma multidão na casa das centenas de milhares.

A relação organicamente correlativa entre genio e ”personalidades extremas” parece se assemelhar aquela que existe entre o mesmo e o canhotismo. Em uma multidão de superdotados ”comuns”, nós teremos poucos canhotos porque os mais altos níveis de inteligencia neurotípica serão caracterizados pela predominancia de atributos fisiológicos e neurológicos contextualmente positivos ou que estão sob forte seleção e aperfeiçoamento.

No entanto, quanto mais alto subirmos a montanha do intelecto, mais perigos encontraremos.

Médias acumulam maior fitness ou saúde enquanto que os extremos, quase sempre terão como resultado algum tipo de desequilíbrio.

Os mais altos níveis de sapiencia da espécie me parece ter uma tez filosófica profunda, porque ao contrário da ideia termaniana de super funcionalidade, os grandes genios caminhariam para serem o bio-produto de desordens organicas. Isso prova a teoria lombrosiana que define o genio como alguma forma de ”doença mental”, enquanto que também prova a teoria termaniana sobre a funcionalidade acima da média do ”superdotado comum”. A natureza filosófica da genialidade se dá por causa da quase-necessidade de haver alguma desordem organica que possa elevar a autoconsciencia, uma das características mais significativas desta condição única e poderosa.

6.1- … e o ‘genio sábio’ como o verdadeiro representante de ”Deus” no mundo, nada de padres (ao menos se forem sabiamente geniais). O ”homem por inteiro”, a antítese da dualidade primordial.

Deus é a perfeição onde vivemos, é o todo, é tudo. Nós somos parte deste grande e misterioso organismo fenomenológico que ”a tudo” encapsula. Somos filhos do atrito, eu já disse. E somos atritos tal como nosso grande e singular pai, porque filho de peixe, peixinho é, filho de Deus, atrito é.

Os sábios são aqueles que mais aproximam da verdade divina, a busca pela perfeição, se toda a cadeia desarmonica predisporá o organismo a sua própria destruição.

Ao contrário dos ”representantes de Deus”, que nós nos habituamos a conhecer, apenas aquele que é dotado de grande capacidade empática, holística e racional é que poderá ser considerado, tratado como tal. Todas as hierarquias eclesiásticas são apenas a tentativa de emular aquilo que pode ser visto a olho nu, a busca incessante por Deus, pela verdade ou verdades absolutas que o sábio é tão talentoso na prática.

Apenas aquele que pode ver os dois lados deste mundo naturalmente instintivo e competitivo, em que vivemos, que poderá desenvolver as respostas mais sábias, mais apropriadas para cada situação. Um rei salomão sem trono. A inércia de mantras e a retroalimentação das incertezas existenciais de pessoas inseguras com base na invenção de estorinhas fantasiosas, não representa a sabedoria. Apenas o sábio que poderá faze-lo.

 

Perfil incomum de personalidade x cognição

 

A singularidade do comportamento e da personalidade em conluio com a ”cognição” (a capacidade técnica= memória, capacidade de replicação do conhecimento ‘adquirido’…) podem ser importantes meios de se avaliar o potencial criativo. A personalidade singular por si só já é uma forma de manifestação criativa, tal como as plumas de cor incomum de uma ave, por exemplo.

 

7- Herança vertical de ideias e as mesmas como prelúdio a ação…

 

Se voce for uma pessoa honesta ou dentro do espectro maior de honestidade, então será mais propenso a transformar as suas ideias em ações. Para pessoas onde os fins não justificam os meios, as ações são o caminho natural das ideias. As ideias são embriões que poderão nascer e se tornar ”realidade”.

A herança vertical de ideias é outra proposta interessante onde que caminharemos para internalizar ideias, especialmente quando são produções independentes ou herdá-las, quando são de outras pessoas.

Da mesma maneira que compramos coisas e guardamos em nossas casas, também fazemos o mesmo com as ideias.

 

8- Aprendendo a entender testes de personalidade: “vc está fazendo isso errado”.

 

Santoculto, o idealista (INFP) racional (INTJ).

Todos nós somos um pouco de tudo,
Não existe ou então é muito raro um perfil ”puro” de personalidade,
Se entenda primeiro, compare seu auto julgamento com os resultados dos testes e chegue num consenso depois, baseado em neutralidade e parcimônia.

 

9- Tamanho da população fundadora para explicar comportamento coletivo predominantemente tribalista.

 

Tipo de personalidade,

Tamanho da população fundadora de uma determinada etnia, raça ou povo,

Enfatização cultural coletiva (seleção dos mais adaptados a proposta cultural e ou ostracismo ou expulsão dos menos adaptados) ou ciclo da cultura, a retroalimentação de uma proposta hierárquico-coletiva,

Seleção com base na conformidade comportamental ”ou” des-seleção dos inconformistas.

 

10- O extremismo do hábito equivocado em todas as suas manifestações.

Crenças fantasiosas potencialmente conflitivas está para o alcoolismo…

O dogmático estúpido é um alcoolatra viciado em ideias equivocadas.

Algumas pessoas se viciam em drogas, álcool, sexo, outras, ou muitas, se viciam em ideias equivocadas.

Pode controlar o vício, mas alguns serão tão acopláveis a personalidade e a cultura neurológica, tal como o vício de drogas pesadas como o ”crack”, que serão muito difíceis de serem removidos.

Vale ressaltar que nem todo dogma que será ruim, mas geralmente, dá-se uma enfase de natureza negativa a esta palavra, que significa que seja o certo a se fazer.

As ideias de maior hereditariedade ou força serão aquelas que se comunicarão mais intensamente com a essencia da personalidade. Portanto, algumas ideias são naturalmente compradas por certos tipos de personalidade e cultura neurológica (a interação entre cognição e personalidade e a construção da própria cultura, o valor semantico que damos a vida, a nível individual e personalizado).

 

11- O problema do conflito entre empatia e honestidade.

 

As pessoas muito honestas podem parecer muito brutas em relação aos outros.

 

12- Epigenetica, a seleção natural dos ”excluídos”. Quanto mais selecionado for um traço, mais fixo se tornará, mais demograficamente generalizado será e mais ”perfeito” será, especialmente em termos de saúde.

 

13- A onipresença do ”savantismo” no Reino animal não-humano. E o equilíbrio dos sentidos da espécie humana como marcador de sua singularidade, a razão da complexidade do seu cérebro e de sua capacidade de entender globalmente a realidade percebida.

 

Todos os animais não-humanos apresentam hiper-especialidades cognitivas, tal como os savants humanos…

O ”savantismo”, a super simetria cognitiva, parece estar onipresente entre os animais não-humanos enquanto que parece estar mais equilibrado entre os mamíferos mais próximos de nossa espécie e de nós mesmos.

Seríamos consideravelmente mais equilibrados em todas as funções organicas (e mentais), que justificaria nossa excepcionalidade mental. Super olfato* Super visão* Super paladar* Não, apenas humano, ”equilibrado” e ”capaz” de entender a realidade com todos os sentidos.

Influencia do meio e o grau de motivação intrínseca para explicar as diferenças de comportamento

Se voce tivesse nascido em outra cidade, criado por outra família, vivido em outro ambiente, voce acredita que teria se desenvolvido de maneira ”completamente” diferente em relação aquilo que voce se tornou** Voce acredita que teria desenvolvido outro temperamento**

Eu já comentei aqui que metaforicamente falando, a personalidade poderia ser comparada ao clima enquanto que o temperamento poderia ser comparado ao tempo. O clima é quase sempre fixo, enquanto que o tempo será diariamente variável só que esta variação tenderá a se dar a partir de uma similaridade espectral, isto é, um clima tropical sem neve no inverno ou um clima polar sem verão de quarenta graus. O mesmo se aplica a personalidade e ao temperamento. As tendencias comportamentais mais predominantes nos mostram que a personalidade encapsula o temperamento (que por sua vez encapsula o comportamento). Por exemplo, o introvertido tenderá a ter comportamentos que variam dentro do espectro da introversão, tal como uma cidade quase sempre nublada, com períodos espassados de sol e calor (também se poderia pensar no introvertido como uma região de clima estável, enfim…)

Também já disse que a mídia tem mostrado por meio de filmes, novelas… a relação entre biologia comportamental e ambiente em que alguns personagens expressam a predominancia genética enquanto que em outros casos, o contrário acontece, quase sempre com base em exemplos histrionicos, exagerados (como da mocinha pobre e com sotaque jeca que se torna uma mulher culta de qi verbal na casa dos 130).

Mas, como que se daria o papel do ambiente na ”formação” da personalidade humana, isto é, desde o seu início*

Então, novamente, se eu tivesse nascido em outro lugar, sido criado por outra família, em outras condições sociais, será que eu teria me desenvolvido de maneira completamente diferente**

Eh justamente aí que eu acho que autoconsciencia e motivação intrínseca aparecem para separar aqueles que seriam mais moldáveis pelo ambiente em relação aqueles que são desde a tenra idade, individualmente (comportamentalmente) independentes ou que apresentam um forte senso de si, de seu ”eu”.

Eu acredito que as pessoas mais naturalmente autoconscientes serão menos propensas a serem internamente influenciadas pelo meio a sua volta, por causa do seu senso bem mais desenvolvido e enfático de si, de sua personalidade, de seu espírito. Ou que, essas mudanças, acaso acontecerem, serão internamente analisadas ou mesmo, conscientemente provocadas por essas pessoas.

O intrinsecamente motivado justamente por ser mais autoconsciente, de personalidade forte, caminhará naturalmente para construir a sua própria individualidade e como este caminho tende a ser improvável de não ser perseguido desde a tenra idade, então as chances para que o ambiente possa exercer de alguma forma uma influencia significativa na formação de seu eu, de seu espírito, de sua personalidade, será muito mais esparsa do que em comparação a uma pessoa extrinsicamente motivada, isto é, que responde e interage mais intensamente com os estímulos e intempéries ambientais, sem uma identidade internamente motivada e auto-compreendida.

Portanto, mediante a minha hipótese, o intrinsecamente motivado, mais autoconsciente, desprezando as suas experiencias pessoais (ou fatores ambientais únicos), será fortemente predisposto a desenvolver a mesma personalidade, independente do ambiente a que for exposto, porque este ”traço” ”ou” fenótipo, será fixo ou mais rígido pra ele do que para os outros tipos de seres humanos.

Em compensação, a meu ver, quanto mais extrinsicamente motivado, maior será a influencia do ambiente em seu comportamento, no sentido de melhorar certos traços como por exemplo, a inteligencia, ou de piorá-lo.

O intrinsecamente motivado sabe o que quer (o que é) desde cedo, o extrinsicamente motivado, por causa de sua menor autoconsciencia, não tem plena certeza do que é, até porque isso não é importante pra ele, assim como também será mais leve tal como uma folha pequena, em relação aos eventos ambientais que está interagindo, enquanto que a personalidade do intrinsicamente motivado será de maior dureza, tal como uma pedra mais difícil de ser triturada pelo calor das mãos.

Livre arbítrio (parcial) e a variação comportamental limitada

Autistas no geral, são extremamente introvertidos. Outros tipos extremos  serão o inverso, de extremamente extrovertidos. A maioria se encontrará perto do meio do espectro, um pouco mais para a introversão ou um pouco mais para a extroversão. A maioria dos extrovertidos na verdade serão de predominantemente extrovertidos e o mesmo acontece com os introvertidos.

Nossa personalidade poderia ser analisada como um espectro, ou melhor, uma matéria gelatinosa que tem um centro, um núcleo, mas que pode variar mais para um lado ou mais para o outro lado, mais pra cima, mais pra baixo. As bolhas gelatinosas (não confundir com meleca) de tipos que apresentam personalidades extremas, mais rígidas, como os autistas, tenderão a terem bolhas pequenas, com pouca elasticidade. O intrinsecamente motivado teria uma personalidade-bolha mais rígida e mais focada em sua essencia, sua origem, aquilo que realmente é. Um núcleo grande para o intrinsecamente motivado e pequeno para o extrinsicamente motivado.

Esta variação pessoal, prediposta ou de natureza ”genética” e limitada, caracteriza nossa possibilidade de escolha ou ”livre” arbítrio. O autoconsciente tem um maior potencial de livre arbítrio, mas também terá maior consciencia de sua (nossa) incapacidade de fazer escolhas 100% conscientes. A única maneira de lutar contra ”nós mesmos”, nossa biologia, nossa nação, nosso bolor evolutivo de microorganismos agrupados que formam um corpo”, seria com base na total negação de nossas tendencias. Se estúpidos, tentaríamos aumentar nossa inteligencia. Se sexualmente desviantes, tentaríamos conter nossos ímpetos, mesmo nos pensamentos mais leves. No entanto, isso não é possível, porque não podemos depredar a nós mesmos, aquilo que somos da mesma maneira que o pássaro não pode desprezar as suas asas ou o peixe a sua água.

Conclusão

Portanto, eu acredito que o grau de motivação intrínseca ou extrínseca que irá delimitar o grau de predominancia genética e ambiental sobre o indivíduo. E a partir desta primeira constatação, também se chega a ideia de que haverá uma variação de grupo assim como também a nível individual, em relação a capacidade de elasticidade comportamental consciente e inconsciente ou ”natural”.

Para populações ou indivíduos de ”personalidade forte”, o ambiente exercerá pouca influencia, porque

– serão mais intrinsecamente motivados

ou

– pertencerão a grupos populacionais onde que o fenótipo de personalidade terá sido mais intensamente selecionado, fazendo-lhe dominante sobre o ambiente.

A personalidade, ainda que seja um fenótipo complexo, pode ser comparada a hereditariedade da estatura, em que algumas populações serão homogeneamente altas (montenegrinos) ou baixas (pigmeus) e sabemos que os traços que estão sobre forte seleção, tenderão a se tornar mais fixos, mais geneticamente dominantes sobre os demais.

A expressão ”de personalidade forte”, parece fazer muito sentido para explicar aquele que é auto-motivado, auto-compreendido, que tem um senso de si mais forte, mais desenvolvido, do que aquele que é mais levado pelas opiniões, pelos movimentos das massas em que está inserido.

Na minha opinião, uma pessoa dotada de grande individualidade (não confundir com individualismo), será exatamente aquilo que é, que sabe o que é, se criada na mais diversa panaceia de ambientes.

Em compensação, aquele que não tem um forte direcionamento de qualquer natureza, em relação a sua personalidade (e isso também vale para inteligencia, que interage intimamente com a mesma), será mais propenso a ser influenciado pelo ambiente e a variar mais, da mesma maneira que ocorre com traços que não estão sob forte seleção.

Mais uma vez, eu uso a metáfora do clima e do tempo para explicar personalidade e temperamento (que por sua vez produzirá o comportamento). O clima é predominantemente fixo porém variável, dentro de um espectro de similaridades, como eu exemplifiquei por meio do clima tropical sem neve no inverno ou o clima polar sem calor de quarenta graus no verão.

E respondendo a pergunta inicial.

Eu acredito que continuaria sendo ”eu mesmo” independente das condições ambientais em que tivesse sido submetido desde a infancia, porque eu tenho um senso muito forte sobre minha identidade existencial experimentacional.

Agora, em relação em como que os fatores ambientais puros ou circunstanciais, moldariam o ambiente bem como a expressão de minhas capacidades, de minha técnica de auto-conservação, aí eu já posso reconsiderar que os resultados sem dúvidas de que seriam muito variáveis.

Continuo, por fim, reiterando que quem é mais consciente de sua essencia, será menos provável de ser moldável pelas intempéries ambientais ou exteriores.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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