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Síndrome do ”gênio”???

Obs.: Eu usei a palavra gênio entre aspas, porque existem MUITOS tipos diferentes de gênios, sendo que a especulação que vou levantar no texto abaixo, não pretende encapsular o termo como ”único” representativo desta rara categoria cognitiva.

Obs número 2.: Desprezem categoricamente, se possível, as definições EXTREMAMENTE NORMATIVAS, irreais, exageradas ou preconceituosas como ” desordem afetiva sazonal” que é típico dentro da ”psicologia”, infelizmente.

”Autismo esquizotípico”

”Um sintoma clássico é a desordem afetiva sazonal.

”Para um diagnóstico, os  pacientes precisam de sintomas específicos associados à Síndrome “clássica” de Asperger, estes geralmente estão presentes desde a idade da criança, como:

Dificuldades com a interação social


Comportamento ritualística

interesses obsessivos

QI alto

Com Deficiência Habilidades Motoras

Incapacidade de ”mentalizar “

ansiedade
Mas também os sintomas de esquizotipia , que geralmente tornam-se mais proeminente na infância final:

indiferença


desconfiança

Verbosidade ou uso estranho da linguagem

Pseudo alucinações

Episódios Depressivos

paranoia

pensamentos suicidas”

Retirado da wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Schizotypal_autism

O gênio criativo pode ser uma espécie de esquizotípico autista ou um autista esquizotípico, dependendo de qual personalidade extrema que predominará. A esquizotípia é uma  manifestação moderada da esquizofrenia. Se caracteriza exatamente pelos mesmos sintomas que a esquizofrenia, mas em doses homeopáticas. Portanto, a confusão cognitiva da esquizofrenia, causada por uma quase ausência de inibição latente, será menos intensa para a esquizotípia.

Podemos comparar um esquizofrênico e um esquizotípico da seguinte maneira:


Em uma pequena e cândida cidade bíblico-caucásica do sul amarelo (é milho) americano, as cercas de madeira que humildemente enfeitavam a igrejinha pentecostal, passaram a voar enfurecidas pelos céus. É o tornado que se aproxima neste verão quente e úmido.

Um esquizofrênico, não apenas consegue ver os tornados mas também será levado por eles, tal como as cercas brancas, mais algumas vacas pinkfloidianas. Ao passo que as pessoas comuns podem ver apenas céus carregados de nuvens cinza-escuro.


O esquizotípico pode ver os tornados, mas tem o controle cognitivo para se segurar e não ser levado pelos céus.

Alguns famosos gênios criativos e científicos do passado foram de esquizofrênicos. Neste tipo de combinação  é muito mais provável que o alto qi funcione por si mesmo como um controle cognitivo, enquanto que na esquizotípia, não existe a real necessidade de um (super) alto qi para esta função.

Entre os esquizotípicos, o ”fator g” ou ”funcionamento cognitivo integrado”, é o controle cognitivo per si.

No entanto, pelo que parece, os gênios tendem a combinar características psicológicas e cognitivas tanto do espectro da esquizofrenia quanto do espectro do autismo.

São obcecado por interesses específicos e intelectuais, mas também são criativo e mentalmente difusos.
Podem ser metódicos mas também podem ser desorganizados. Metódicos para determinadas nuances do dia-a-dia, mas desorganizados para outras,
Podem ser apaixonados mas também indiferentes,

Podem ser paranoicos mas também sossegados.

O gênio, sendo ele mesmo, ou seja, sua essência existencial e sua personalidade, uma nova dimensão humana de existência, manifesta-se quanto ao comportamento bem como pela visualização ou externalização de seu talento, partindo-se de perspectivas tendenciosamente desconectadas entre si.

Em outras palavras, os comuns veem o mundo em uma perspectiva monocromática. Gênios e seus derivados veem o mundo em uma perspectiva fracionada ou em múltiplas perspectivas. E é justamente daí que surgem os insights.

Outros tipos de gênios podem ter outras personalidades extremas, como TDAH e transtorno bipolar. No segundo caso, observa-se uma semelhança com o ”gênio esquizo-asperger” porque o transtorno bipolar em si parece reunir a dicotomia da dualidade existencial e portanto, assim como o depressivo e o hiper-eufórico estarão presentes, outras combinações de opostos também poderão acontecer com a personalidade bipolar combinada com muito alta inteligência e/ou muito alta criatividade.

No caso da TDAH, eu tenho a impressão de que sem uma ”comorbidade” (muitas vezes como ”pseudo-comorbidade”, como por exemplo combinação desta condição com uma personalidade mais introspectiva, criando a falsa impressão de ”transtorno de humor”) com autismo ou o espectro das psicoses, se assemelhará mais ao talento ou ”altas habilidades” do que ao gênio.

Os ”sintomas” desta pouco conhecida condição batem perfeitamente com as características comportamentais dos ‘homens de gênio’ que Cesare Lombroso investigou no século XIX.

Se o autismo se relaciona mais com extrema inteligência enquanto que as demais condições sindrômicas tenderão a se relacionarem mais com extrema criatividade (incluindo a psicopatia), então parece fazer muito sentido que a genialidade tenha uma tendência para ser uma combinação entre estas condições.
E é interessante que esta condição sindrômica não tenha sido aceita em outras nações como diagnóstico oficial. A psicologia é apenas uma questão de manipulação da realidade abstrata. A linha do equador pode estar mais em cima ou mais embaixo de Quito.

Refutação quanto à perspectiva moral normativa de Cesare Lombroso em seu trabalho ”O Homem de Gênio”

Nem tudo o que Lombroso disse é ouro

Eu tenho comentado várias vezes aqui sobre Cesare Lombroso. Não restam dúvidas quanto ao seu brilhante trabalho do século XIX sobre a relação entre genialidade e ”tendências psicopatológicas”.

Em relação à perspectiva técnica, ”O homem de gênio”, mostrou-se impecável e atemporal quanto a sua utilidade. No entanto, no que se refere à perspectiva moral, o livro deixou muito a desejar, especialmente porque o criminologista utilizou de suas próprias considerações pessoais de moralidade para julgar o comportamento e as predisposições psicológicas dos homens de gênio, fazendo com que a análise que propôs, perdesse um bocado de seu alcance. Ainda que não se possa, sob hipótese alguma, descartar este trabalho, quanto a sua capacidade de descrever a genialidade, seja em relação a sua etiologia, seja em relação às suas características gerais, existe a real necessidade de buscar entender o que Lombroso quis dizer com relação a muitos de seus julgamentos de natureza moral sobre o comportamento desta população. E é exatamente isso que vamos fazer agora.

EXCENTRICIDADES???

Uma das conclusões de Lombroso sobre a relação entre genialidade e comportamento ”excêntrico”, foi a de que o cérebro doente dos gênios é o  responsável pela excentricidade. No entanto, devemos tentar buscar a objetividade e abrangência das perspectivas.

Por exemplo, sabe-se que Nikola Tesla desenvolveu obsessão por pombos no final de sua vida (isto sem falar de outras idiossincrasias). Será que isso se consiste em alguma forma de ”insanidade”??

Julgá-lo por insanidade, especialmente pelo grande gênio que foi, me parece muito mais uma forma (real) de preconceito do que uma análise desapaixonada, analítica e portanto científica.

Lombroso pecou consideravelmente a partir do momento em que sobrepôs suas considerações pessoais sobre moralidade como parâmetro de definição de ”insanidade”.

Ao focalizarmos em uma determinada perspectiva, tendemos a perder todo o resto.

A obsessão de Tesla assim como outras de suas idiossincrasias se diferiam enquanto qualidade, a raridade do comportamento, mas não em termos de grandeza, isto é, ele jamais foi o único ser humano ou dentre poucos que já ”sofreu” com obsessões.

Por exemplo, a obsessão das pessoas ”comuns” em relação ao STATUS SOCIAL, se difere apenas no tipo de obsessão que Tesla desenvolveu, mas continua a ser obsessão. Se você é obcecado por pombos ou por status social, isso realmente faz alguma diferença??? (especialmente mediante uma perspectiva neutra, sem julgamentos)

No entanto, a relatividade do julgamento não pode ser aplicada no mundo real para todo tipo de obsessão. Por exemplo, cometer assassinato ou roubar, cleptomania, etc…

Ainda que se possa usar o termo ”excentricidade” enquanto um conjunto incomum de comportamentos, isto não significa que excentricidade será igual à insanidade.

NORMALIDADE NÃO É IGUAL À NATURALIDADE.

NORMALIDADE é apenas uma questão de estatística.

A ideia de que muitos gênios historicamente reconhecidos do passado foram de ”insanos”, precisa ser mais profundamente investigada do que apenas por meio do uso de parâmetros normativos para julgar comportamentos, especialmente se forem subjetivamente morais, isto é, se não causarem problemas objetivos na sociedade.
PSICOSE, PENSAR POR SI PRÓPRIO, ”NORMALIDADE”, PENSAMENTO predominantemente INCONSCIENTE

Os gênios tendem a ser muito mais psicóticos do que a média. A psicose se relaciona com a desorganização da percepção real. No entanto, também se relaciona com a super percepção da realidade. E é aí onde a conexão entre genialidade e psicose se faz mais presente.

Aquele que não tem uma formato de realidade pré-programado, pode manipulá-la mais intimamente e pensar em coisas que a maioria das pessoas desprezam. Os famosos insights criativos ou ”pensar fora da caixa”, realmente fazem sentido a partir do momento em que entendemos que os psicóticos tendem a pensar por conta própria. A importância da capacidade cognitiva aqui é muito grande, visto que, um psicótico comum tenderá a enxergar apenas aquilo que sua mente desorganizada está interpretando, enquanto que o gênio terá a capacidade para enxergar a realidade ao manipular melhor a ”desorganização” de sua percepção ou ”não-organização”.

Pense na mente dos ”comuns” por meio da metáfora onde uma pessoa está olhando para um cubo mágico planificado. Agora pense na mente do psicótico como uma pessoa que está olhando para pedaços de cubo mágico voando aleatoriamente pelo espaço abstrato. Pense na mente do gênio como aquele que pode ver a simplicidade em meio à complexidade da aleatoriedade instável de eventos ou, fazer correlações potencialmente causais entre as peças esvoaçantes do cubo mágico. Para encaixar uma peça na outra e produzir algo que seja criativo e ao mesmo tempo lógico, é necessário ter grande percepção enquanto que para o psicótico, a quantidade de erros será muito maior do que de acertos.

A psicose promove a abertura para a realidade ou para a hiperrealidade, que é dificilmente acessada pelos comuns. Mas somente a sabedoria e a inteligência que poderão nos levar para esta ”nova” dimensão sem nos perdemos pelo caminho.

O psicótico se joga do precipício, mas muitas vezes não conseguirá bater asas e voar, embora muitos psicóticos ”comuns” possam ter a destreza de fazê-lo. Em compensação, o comum (o velho ”normal”) será puxado do precipício por seu juízo. O gênio e o sábio voará muito alto quando se jogar.

A ideia de que a própria psicose se relacione com insanidade, ao ponto que, possam ser consideradas como sinônimos, não se sustenta a partir do momento em que QUALQUER PROPRIEDADE ABSTRATA E PORTANTO, METAFÍSICA, está passível de manipulação conceitual interna. Portanto, dentro da própria psicose, existe uma grande variedade de manifestações da condição. Algumas serão mais características para com o conceito usual enquanto que outras serão até mesmo o seu exato oposto, ou seja, não é aquele que cria mais padrões erradas e produz uma realidade distorcida, mas aquele que consegue captar a hiperrealidade por si mesmo. Um tremendo talento para observação e percepção.

Portanto a ‘insanidade” do gênio a que Lombroso tanto se referiu em seu trabalho, não se consiste em uma tendência objetiva retida de todas as perspectivas. E talvez, o diagnóstico de ”insanidade” do gênio, possa significar na verdade em uma grandiosa capacidade de percepção para entender a realidade.
A criatividade enviesada pela autoconsciência, se dá a partir do momento em que se compreende que a vida social (mamífera) é um grande teatro comportamental pré-programado e predominante inconsciente. O criativo é de fato, aquele que pensa por conta própria. E para um homem como Lombroso, fortemente inserido dentro do cenário social e cultural vitoriano da metade do século XIX, qualquer forma de comportamento desviante dos ditames majoritários e de ”bom tom”, seria visto como alguma forma de desvio da ”normalidade” e portanto que se consiste ou só pode ser explicado como uma patologia.

Se eu penso por conta própria, então eu não vejo limites invisíveis de comportamento e de ideias e posso produzir a quantidade de ideias e me comportar do jeito que eu quiser. Isto parece um pouco como ”selvageria comportamental”, mas é uma pseudo semelhança. Lombroso deve ter retido sua observação de ”atavismo” do gênio, por meio da captura de comportamento excêntrico entre eles. Mas atavismo e neofenótipo são muito relativos.

”INSANIDADE MORAL”

No século XIX, época de Lombroso, o ”comportamento homossexual” por exemplo, ‘era” fortemente rejeitado pela sociedades ocidentais. No mundo de hoje, declarar-se publicamente como ”racista”, é uma forma de grave ofensa moral. Se você percebeu bem, a ”maleabilidade” da mente do homem comum é bastante significativa,  subjetiva e falsa.

Lombroso, que não há dúvidas, que seria definido como ”racista” se vivesse em nossa época, também seria considerado como um ”moralmente insano”.

O comportamento moral derivado da sabedoria (Deus) é objetivo e universal. O comportamento moral ”tipicamente” humano é subjetivo e local.

É muito provável que muitos gênios não fossem as pessoa mais honestas e empáticas do mundo, no entanto, o ser humano não é um átomo complexo separado do seu meio. Partindo de uma série de possíveis especulações, muitas pessoas, hoje em dia por exemplo, que podem ser definidas como (intelectualmente) geniais, podem usar sua extrema capacidade de maneira ”desonesta” para ganhar a vida, seja porque a vida não lhe deu outra alternativa ou por pura comodidade pragmática.

No entanto, mediante alguns exemplos, particularmente ridículos, que Lombroso usou para ”comprovar” a ”insanidade” do gênio, como ”um amor exagerado por animais”, nos mostram que suas considerações sobre insanidade moral não se basearam em objetividade mas nos pressupostos normativos que eram cronicamente comuns na sociedade europeia do final do século XIX.

 

 GÊNIOS E MATÓIDES, ”INSANIDADE” SUBJETIVA E INSANIDADE OBJETIVA

Mediante a maneira com que Lombroso descreveu a ”insanidade moral” dos gênios, mais parece que todo gênio seria também um matoide . No entanto, como eu tenho mostrado aqui sobre a moralidade, algumas formas de comportamento podem ser objetivamente negativas ou positivas e na verdade, o próprio comportamento pode ser internamente contextual, isto é, depende muito em como será a influência deste sobre a harmonia do ambiente. É objetivo se tem um impacto direto,  negativo ou positivo. É subjetivo, quando não tem um impacto direto. É como sexo para procriação e para recreação mediante o prisma da concepção.

Se a maioria dos gênios historicamente reconhecidos do passado não foram sobre-representados no mundo do crime ou da política (ou mundo do crime, 😉 ), então é provável que ao menos em relação à objetividade da moralidade, eles também não foram de ”insanos”.

Lombroso deixou bem claro as diferenças entre o gênio verdadeiro e o matoide.  Agora, se Voltaire preferia os animais aos seres humanos, isso não é sinal de insanidade, muito pelo contrário…

DUPLA PERSONALIDADE DO GÊNIO, ACEITAÇÃO DA HIPERREALIDADE E PORTANTO DE NOSSA PERSONALIDADE DUALISTA??

Todos nós somos providos de duas personalidades. E eu ainda acredito que tenhamos uma terceira personalidade (ou persona). Eu propus que esta terceira personalidade seria justamente aquela que nos conecta com Deus e com tudo aquilo que não se relaciona com as frugalidades contextualmente inconscientes do reino animal. Todos nós temos a dualidade, dentro de nós, que no entanto mais se consistiria em um trio de identidades. As duas personalidades ”animálias” lutam entre si pelo domínio da mente. O domínio da ”terceira personalidade”, seria o consenso entre as duas personalidades animálias. A colaboração entre o Ying e o Yang, produzirá a sabedoria e a genialidade, visto que ambas tendem a se manifestarem em conjunto.

As pessoas mais criativas tendem a ter cérebros não-filtradores de informações e estímulos que são captados através da interação com  o ambiente.  A realidade  tem uma gravidade mais pesada  para estes tipos em relação à emoções, sensações e respostas às ações e/ou eventos.

Todos nós vivenciamos (muito mais) nossas duas personalidades dualistas. Portanto, a manifestação deste tipo de pseudo-disordem em gênios, se difere em relação ao populacho apenas por uma diferença de níveis.

E se os gênios são extremamente autoconscientes e portanto, estão intensamente conectados com a realidade, então eles vivenciarão a natureza dualista universal da existência, de maneira muito mais enérgica do que em relação às pessoas ”comuns”, explicando maravilhosamente bem o porquê de ”terem” dupla personalidade. No entanto, todos nós temos…

Lombroso deve ter desprezado ou sequer ter tido conhecimento do mundo de falsidades que consistia as sociedades europeias conservadoras. Não muito diferente de hoje em dia.

PATOLOGIA CEREBRAL E INSANIDADE

Eu já disse que a autoconsciência pode ser alargada pela ”doença”. E  isso acontece com certa regularidade. A genialidade parece se relacionar consideravelmente com predisposições psicopatológicas, porque estas condições sindrômicas, não apenas criam percepções completamente diferentes daquelas que são vivenciadas pela maioria (que são potencialmente criativas), mas também porque alargam a percepção humana.

O psicótico não tem um tipo de cérebro que o faz refém de percepções distorcidas da realidade. É a capacidade cognitiva do psicótico médio que faz com que desenvolva uma tendência crescente de perda de contato com a realidade. A capacidade cognitiva elevada, pelo contrário, o colocará em contato direto com a realidade. Não é a distorção para menor contato com a realidade mas também para grande contato. A psicose é como se fosse um som que tem um volume desregulado, ou é muito baixo ou é muito alto.

Portanto, é a interação com o meio que, dependendo do nível de capacidade cognitiva do psicótico, o fará um verdadeiro ”insano” ou um verdadeiro gênio e/ou sábio.

ALTRUÍSMO ”EXCESSIVO”

Lombroso comentou sobre a tendência do gênio para desenvolver uma espécie de ”altruísmo excessivo”. Parece que todos os comportamentos ”desviantes” que foram catalogados por Lombroso, se relacionam com a extrema autoconsciência dos mesmos e não apenas ou resumidamente com alguma forma de doença mental. Portanto, aquele que sente mais o peso gravitacional da realidade, tende a se tornar mais sensitivo, emocionalmente reativo, perceptivo e criativo.

A reatividade emocional do gênio não é apenas o resultado do seu cérebro desequilibrado, mas também de sua interação com um mundo marcadamente estúpido. O nervosismo, a raiva e a depressão podem ser predisposições mais exacerbadas entre as mentes mais poderosas da espécie humana, mas os gatilhos ambientais poderão ter um papel muito importante para a piora do quadro mental destas pessoas.

O altruísmo excessivo muitas vezes se manifestará porque a grande capacidade perceptiva do gênio o fará valorizar as pessoas realmente virtuosas e por causa de suas tendências perfeccionistas, mesmo para micro-interações interpressoais, eles tenderão a procurar pelo máximo possível de perfeição na socialização e tal como o asperger, se tornará frustrado ao saber que a socialização humana é essencialmente subjetiva. A solidão comumente, nos faz mais ”carentes”. Mas o termo é abusivo, tal como os critérios de julgamento moral que Lombroso usou para patologizar a genialidade. A ”carência” do gênio não é porque tem baixa auto estima (geralmente, o contrário é muito mais comum), mas porque tem enorme dificuldade para encontrar pessoas que estão compatíveis ao seu nível de intelecto.

A genialidade não é psicopatológica, porque assim como a inteligência, a genialidade é o resultado de uma combinação de fatores genéticos, fisiológicos e ambientais. A genialidade é o fenótipo, a combinação entre doença mental e alta inteligência é o seu genótipo fisiológico.

A ideia de patologia do gênio não se sustenta enquanto manifestação comportamental e cognitiva. Não tem como definir como doente, aquele que pode entender o mundo como realmente é, mais do que grande parte da população poderia tentar fazer. Mas a relação entre disfuncionalidade cerebral (excesso ou falta) e a genialidade é causal em sua raiz. Mas sem a sua manifestação ou externalização, inteligência, criatividade, sabedoria ou genialidade, serão apenas palavras soltas pelo ar…

CONCLUSÃO

”O Homem de Gênio” é, na minha opinião, o livro mais importante sobre ”genialidade” que já escrito, apesar de sua antiguidade. No entanto, tal como muitos autores posteriores a ele já haviam comprovado, as considerações morais (normativas) de Lombroso, são predominantemente dispensáveis, visto que foi usado julgo de valor pessoal e unilateral sobre a determinação do que é normal e do que não é normal. E como eu sempre falo, ”a normalidade é superestimada”.

Os gênios não serão ”loucos” ou ”insanos”, apenas porque tendem a apresentar comportamentos excêntricos e/ou desviantes. Ao invés de ”insanidade”,  nós teremos ”extrema autoconsciência”, que produzirá as condições ideais para uma mente autodidata e independente. A transgressão de regras de comportamento, se relacionam consideravelmente com a produção de ideias criativas, visto que os mesmos mecanismos que produzem um, produzirão o outro.

Lombroso, em sua época, apenas replicou uma tendência muito comum no mundo acadêmico, a de super centralização ou focalização no objeto de estudo e posterior super generalização (desumanização) do mesmo.

Os gênios tendem a ser emocionalmente instáveis porque uma mente com aguda capacidade perceptiva aumenta os sentidos e as sensações. E para complicar esta situação, a interação dos gênios com os seus respectivos meios sociais de vivência, não será das melhores, visto que as diferenças de percepção entre eles e as pessoas comuns serão enormes e que portanto, não serão intercambiáveis. Esta predisposição para a mútua incompreensão, pode ter consequências consideráveis para o bem estar mental dos homens (e mulheres) de gênio.

Todas as tendências psicopatológicas dos gênios, tenderão a ser alargadas por suas dificuldades para navegar pelo meio social humano. Ainda que a condição da genialidade possa ser considerada como uma forma de psicopatologia, sua cultura neurológica tenderá a ser mais sã, racional e sábia de todas.

Os genes são fundamentais, mas suas interações com o meio também serão.

Autismo (relação linear com superdotação) e Esquizofrenia (relação não-linear com superdotação)

Autismo (relação linear com superdotação)

Ao contrário do mito moderno, popularizado por ”especialistas” sobre o autismo, não é apenas uma minoria de autistas funcionais que exibem talentos savants. Na verdade, todo autista funcional (isto é, que não é um autista clássico), apresenta alguma manifestação cognitiva de savantismo.

Existe a necessidade de determinar o que é o savantismo. Acredita-se que o mesmo seja uma extrema capacidade cognitiva que está segregada apenas a uma pequena população. No entanto, o talento savant se refere a uma grande especialização cognitiva, que apresenta forte componente genético e especialmente, não tem a necessidade  de se relacionar apenas a um fenótipo extremo condensado por extrema deficiência e extrema habilidade E PORTANTO NÃO PRECISA SE BASEAR APENAS EM ALGUMAS HABILIDADES COMO MÚSICA, PINTURA OU MATEMÁTICA.

Resumindo, SAVANTISMO = TALENTO EXCEPCIONAL, QUE É RESULTADO DE OBSESSÃO INTELECTUAL.

Todo autista funcional apresenta obsessão intelectual ou não-social. A maioria dos superdotados mais excepcionais também apresentam a mesma tendência de obsessão.

A inteligência superior dos autistas não é apenas uma ”impressão”, é uma realidade.

E é muito comum que os testes de qi não consigam acessar as habilidades autistas, porque o autismo é uma variação leve do savantismo. (Mas isso parece tão óbvio que me sinto mal por fazer esta constatação tão tola).

Não é apenas a etiologia biológica da superdotação que é a mesma que  a do autismo, mas também a maioria dos traços cognitivos (com exceção do ”cavernoso” ”qi”).

Pode-se dizer que o autismo funcional seja uma espécie de estilo cognitivo extremo de superdotação.

Portanto, a relação entre autismo e superdotação, é linear tanto em relação à etiologia quanto em relação aos critérios de caracterização, especialmente no que se relaciona aos traços cognitivos puros (desprezando traços de personalidade e ”qi”).

Esquizofrenia e superdotação (relação não-linear)

A esquizofrenia também apresenta a mesma etiologia biológica da superdotação. No entanto, diferente do autismo, a sua relação com o talento excepcional, é mais difusa e portanto não-linear.

Provavelmente, os efeitos colaterais desta condição sindrômica, são muito mais intensos e incapacitantes do que o autismo. Outra provável explicação é a de que existe uma maior tendência para que a aleatoriedade limitada da esquizofrenia tenda a produzir maior variação de fenótipos dotados de talento/deficiência extremos assim como também, fenótipos sem a compensação de alguma forma de superdotação. Em resumo, enquanto que todo autista funcional poderia ser considerado como um superdotado, nem todo esquizofrênico poderia ser caracterizado como tal.

Ou talvez, estejamos comparando os grupos errados visto que o autismo funcional é uma significativa melhoria do funcionamento cerebral ( e corporal) em comparação ao autismo clássico, que é a proto-patologia objetivamente incapacitante deste espectro. A esquizofrenia clássica ou simplesmente esquizofrenia, poderia ser comparada ao autismo clássico enquanto que o autismo funcional poderia ser comparado às manifestações heterozigotas da esquizofrenia como a esquizotípia.

Ainda assim, as características cognitivas dos superdotados, com exceção do ”qi alto” (se isto é uma característica), são idênticas às características cognitivas dos autistas funcionais.

Autismo e esquizofrenia, definitivamente não estão na mesma categoria taxionômica da psicologia.

Maior variedade de tipos de habilidades excepcionais em esquizofrênicos do que em autistas

Como o autismo é uma manifestação mais leve do savantismo, então é de se esperar que as suas habilidades tenham uma tendência para se concentrar na mesma gama que tem caracterizado o ”savantismo clássico” (nova denominação para ”síndrome de savant”). Portanto, habilidades de memória visual,auditiva, matemática ou verbal, são a gama principal de talentos de onde gravitam todas as outras combinações neurológicas subsequentes como por exemplo, os autistas que são mais interessados em ciências humanas ou em ciências exatas.

No caso da esquizofrenia, além da possibilidade de ”comorbidade” com as habilidades ”tipicamente savants”, esta também pode oferecer ao seu portador, outras habilidades, que se relacionam com o grande espectro das psicoses como grande capacidade perceptiva, grande autoconsciência e criatividade genuína.

A mente muito literal do autista tenderá a inibir a produção de ideias completamente desviantes e geralmente, a criatividade autista será produzida por meio da manipulação dos padrões que os autistas são excelentes para capturar.

A mente esquizofrênica pode ser menos literal e aberta para a produção de ideias genuinamente criativas, completamente novas, que desafiam a racionalidade. Ainda que o esquizofrênico também tenha uma tendência a uma visão dogmática do mundo (os autistas tendem a ter uma visão racional-dogmática do mundo), como eu sugeri, é possível que exista uma maior diversidade de habilidades incomuns entre os esquizofrênicos que se relaciona com criatividade genuína, do que entre os autistas.

Intelectualmente obsessivos versus intelectualmente interessados (As diferenças qualitativas entre os tipos de inteligentes)

Eu já dividi a inteligência humana em algumas facetas tais como:

Os neurologicamente comuns e os neurologicamente incomuns,

Os  tipos simétricos e assimétricos (em atributos cognitivos),

Os mantenedores técnicos e os solucionadores de problemas

Novamente, re-categorizarei os dois tipos conceitual e hierarquicamente mais importantes do intelecto humano mediante um prisma qualitativo de análise e usarei este neo-espectro como maneira objetiva e simples para demonstrar que as diferenças de funcionalidade entre os dois tipos abstrato-categórico de inteligentes, reverberam consideravelmente para o sucesso e o fracasso ”dois” dois, enquanto entidades estatísticas e também enquanto indivíduos.

Intelectualmente interessado (importante parte da população com inteligência técnica acima da média, nível universitário, acadêmico e MENSA)

A maioria das pessoas tecnicamente inteligentes são de intelectualmente interessados, isto é, apresentam nível cognitivo suficiente para se tornarem interessados por assuntos intelectuais. A variação e diversidade de níveis e predileções neste quesito, dentro desta população, é considerável.

A característica fundamental que determina este grupo é justamente o maior interesse natural por aquisição de conhecimento, que denominamos de ”assuntos de natureza intelectual”.

O intelectualmente interessado, geralmente consegue equilibrar as exigências burocráticas e sociais da vida moderna com seus interesses. O intelectualmente interessado mais bem sucedido, usará seus interesses principalmente para ganhar dinheiro, obter de médio a alto status social.

No espectro obsessão-desinteresse, os interesses intelectuais raramente conseguirão encapsular a vida de boa dos intelectualmente interessados.

Percebam que o interesse se encontra no meio deste espectro.

O interesse intelectual é uma características tipicamente humana visto que se relaciona visceralmente com nosso nível muito alto de autoconsciência.

Os intelectualmente interessados, apresentam portanto, uma tendência de equilíbrio entre as características mentais (e neurologicamente culturais) tipicamente humanas e características mentais tipicamente não-humanas ou de natureza animal.

Quanto maior a reflexão para reagir a uma ação, mais (contextualmente) humano será.

A capacidade de adaptação do ser humano em sociedades complexas pode ser entendida como uma harmonia hereditária e natural entre as características mentais tipicamente humanas (criatividade, intelectualidade, capacidade abstrata, autoconsciência alargada, comunicação complexa) e as características mentais tipicamente não-humanas (instinto, desejo sexual, instinto reprodutivo, capacidade de ação e reação ou reflexão ”inconsciente’).

Isso explica o porquê de muitas pessoas inteligentes apresentarem 50 de tons de estupidez ao longo de sua vida e de suas escolhas. Como eu tenho mostrado com frequência, é muito comum vermos pessoas inteligentes fazendo coisas estúpidas.

A principal diferença, mediante esta perspectiva, entre os intelectualmente interessados e os intelectualmente obsessivos

não se encontrará na ausência de um dos tipos de mentalidades (ou personalidades), humana ou não-humana, mas em como estes traços estarão distribuídos.

O intelectualmente interessado geralmente tenderá a ser um neurologicamente comum, com perfil cognitivo simétrico e um mantenedor técnico do sistema.

Intelectualmente obsessivos ou obcecados

No espectro obsessão-interesse-desinteresse, os intelectualmente obcecados ou obsessivos, obviamente que se localizarão no fim desta linha abstrata representativa. Intelectualmente obsessivos tendem a apresentar uma forte predileção por interesses de natureza intelectual.

Eu já comentei em um texto sobre autismo, que os interesses humanos, podem ser sociais e ”não-sociais”, que geralmente serão de interesses intelectuais. Os autistas tendem a apresentar uma grande predominância dos interesses não-sociais.

Os intelectualmente obcecados ou obsessivos também serão exatamente desta maneira. Portanto, nós podemos afirmar que suas culturas neurológicas favorecerão em um cotidiano marcado pela obsessão intelectual, ”sacrificando” os interesses não-intelectuais ou sociais.

Ao contrário do grupo anterior, os intelectualmente obsessivos não estão bem adaptados às sociedades humanas, basicamente porque não exibem um equilíbrio de demandas mental-instintivas. Em outras palavras, o conhecimento, o desenvolvimento, o estudo constante de ideias ou a produção criativa, tenderão a ser mais importantes do que o convívio social. A faceta social da alma humana é onde reside a nossa personalidade animália.

O intelectualmente obcecado ou obsessivo tenderá a ser um neurologicamente incomum, com perfil cognitivo assimétrico e solucionador de problemas.

O sistema educacional favorece indubitavelmente o intelectualmente interessado enquanto que não apenas despreza as idiossincrasias comportamentais e cognitivas dos intelectualmente obsessivos, mas também sustenta barreiras salpicadas de burocracia, subjetividade e suposta meritocracia (indireta, baseada em idealizações sobre a inteligência).

O resultado é alarmante, onde nos encontramos em sociedades que desprezam e patologizam o talento genuíno em prol da aparência social da inteligência, ou seja, dinheiro, status social e resultados estéreis de ”inteligência” tal como testes de qi.

Há um grande excesso de mantenedores técnicos nos nichos laborais que racionalmente deveriam estar ocupados principalmente por obsessivamente intelectuais.

A perpetuação desta situação calamitosa significará na manutenção de uma sociedade objetivamente desigual e injusta, que não reconhece o verdadeiro talento.

Uma das principais causas do total subaproveitamento dos intelectualmente obsessivos é justamente o predomínio e manipulação da ”personalidade animália” do ser humano, onde os valores subjetivos para adaptação, são usados como camuflagem (impostores) dos valores subjetivos humanos, que podem ser resumidos por meio da inteligência suprema, a sabedoria ou Deus (enquanto uma entidade metafísica alegórica, usada com frequência por mim, para explicar a universalidade do amor, da criatividade e da razão).

Portanto, os intelectualmente interessados, são naturalmente propensos a se enveredar em ”aventuras” no mundo de intelecto humano, mas são ”puxados” por forças primitivas da mente humana, onde os mais adaptados utilizam de maneira coesa os dois mundos, a seu favor.

Os intelectualmente obsessivos, a próxima evolução humana, mediante uma perspectiva lógica retida da evolução não-linear do intelecto humano, com o predomínio deste sobre os interesses da ”personalidade animália” ou ”social”, são naturalmente propensos, desde à infância, à obsessão por interesses não-sociais, inerentemente humanos, prejudicando contextualmente a sua adaptação a um mundo bipolarizado entre as necessidades instintivas não-racionais e as necessidades conscientes e racionais humanas.

A grande maioria dos gênios da humanidade, pertencem ao segundo grupo e não há muito o que acrescentar quanto a isso, visto que, por razões óbvias, uma grande obsessão tende à perfeição.

Hipótese, canhotos e ambidestros tendem a apresentar perfis assimétricos de inteligência técnica (qi)

Todos são savants, mas alguns são mais savants do que outros. 😉

Um dos mais importantes marcadores bio-psicométricos das denominadas ”dificuldades de aprendizagem” são as pontuações discrepantes de qi. Muitos estudos tem sugerido que existem mais canhotos com algum tipo de ”dificuldades de aprendizagem” em comparação à população neurocomum. Isto é, enquanto que 10% da população tenderá a ser de canhotos, acredita-se que um percentual maior deles poderá ser alocado dentro da categoria ”dificuldade de aprendizagem”.

Dislexia, dispraxia, discalculia, autismo, TDAH, etc… Todos aqueles que apresentam um perfil discrepante de capacidades, muito bom em alguns componentes, muito ruim em outros, terão grandes chances de serem categorizados como portadores de ”dificuldades de aprendizagem”.

Asiáticos tendem a ter maior qi espacial do que qi verbal. Ashkenazim apresentam perfil cognitivo oposto, com qi verbal maior do que o espacial. As diferenças de pontuações em testes de qi, podem ser coletivas e individuais.

Todos nós costumamos ser melhores em algum componente cognitivo do que outro. Alguns são mais simétricos em suas capacidades, onde o qi performance representará parcialmente bem o seu perfil técnico de inteligência.

Outros são mais assimétricos. A maioria das pessoas são medianas em inteligência técnica, a minoria que denominamos como ”elite cognitiva” tenderá a se dividir em muitas categorias.

Aqueles com alto qi espacial e baixo qi verbal.

Alto qi verbal e baixo qi espacial.

Alto qi matemático e baixo qi verbal.

Alto qi verbal e baixo qi matemático.

As pessoas com ”dificuldades de aprendizagem”, tenderão a apresentar grande disparidade entre as suas forças e as suas fraquezas.

Alguém com discalculia por exemplo, será muito ruim em matemática e não apenas abaixo da média.

No entanto, é comum que o portador desta condição cognitiva minoritária também seja muito bom no componente verbal.

O mais interessante nas ”dificuldades de aprendizagem” é a amplitude cognitiva, ou seja, a diferença quantitativa e qualitativa de níveis entre o componente que é mais forte (força) com o componente que é mais fraco (fraqueza).

Esta variações mais amplas entre talento e deficiência, parecem ser ecos do savantismo, onde esta discrepância é substancialmente significativa. O savant reúne em si, o gênio e o retardado mental. Aqueles com dificuldade de aprendizagem, podem reunir os dois tipos, no entanto, em níveis muito menos severos.

Um dos meus mais fortes palpites para a moderna etiologia psiquiátrica do gênio é justamente em relação às ”dificuldades de aprendizagem”, ou seja, ao contrário do que a psicometria e a ”educação especial para superdotados” tem enfatizado, os mais inteligentes e especialmente, os tipos geniais, terão como marcador de sua extrema capacidade, a amplitude cognitiva, com uma grande habilidade, medida ou não-medida por testes de qi, e não apenas as pontuações altas de qi, com a linha termaniana como parâmetro (qi acima de 130).

Ou seja, para ser um virtuoso extremamente talentoso no violino, deve-se sacrificar alguns componentes cognitivos, tal como acontece com o savantismo, onde a deficiência abre espaço para a ilha de genialidade.

Canhotos e pontuação discrepante de qi

Canhotos podem ser mais propensos do que os destros, para exibirem pontuações individuais de qi mais discrepantes, ou seja, onde a amplitude cognitiva das forças em relação às fraquezas, será bem maior. Esta hipótese é uma amplificação da teoria dos ”ecos do savantismo”, que eu determinei com sendo o autismo, onde a relação deficiência e habilidade, é evidente.

Cérebros mais simétricos tenderão a exibir maior aleatoriedade na distribuição das habilidades cognitivas do que os cérebros dos neurocomuns. A principal diferença entre os dois tipos é a de que os cérebros dos neurologicamente comuns se constituem na maioria da população humana. Normalidade é apenas uma questão estatística.

Psicose e sobrevivência

Se nós vivemos e desejamos viver até a nossa morte, então isto quer dizer também que estamos tentando sobreviver. Viver e sobreviver são duas palavras que tanto podem ser consideradas como sinônimos perfeitos entre si assim como também podem ser consideradas usualmente como distintas, porém com significados parecidos.

Viver é um macro movimento involuntário e sincronizado do sistema corpo-mente. Sobreviver é a resposta, é a reação ao ato de viver.

A  verdadeira inteligência, que eu determinei como sendo a sabedoria, se relaciona visceralmente com a capacidade de enxergar a realidade em seu todo. E isto se relaciona completamente com a capacidade de adaptação.

Leia-se, capacidade não quer dizer necessidade. A maioria das pessoas tem a necessidade de se adaptarem, mas não tem grande capacidade pra isso. Se todos fossem realmente aptos para se adaptarem aos seus respectivos nichos sócio-hierárquicos de vivência, então todos se tornariam ricos ou reduziriam a hierarquia monetariamente desigual a pó.

Uma de minhas hipóteses para explicar as diferenças cerebrais entre os ”buscadores da verdade e da realidade” e o ”gado” é a de que os cérebros que filtram menos os estímulos e informações do ambiente, são menos capazes de produzir realidades alternativas, que são extremamente comuns entre as pessoas ”normais”. Como resultado, ao invés de acumular uma vida de factoides, tal como um zumbi de si mesmo, um mundo de possibilidades se abre para aqueles que não filtram a realidade que está a sua volta. Eu também sugeri que a maioria das pessoas tendem a ter cérebros parecidos, porque os cérebros filtradores  mostraram-se mais eficientes para a domesticação da população humana e posterior hierarquização das sociedades do que os cérebros menos filtradores. Aliás, estes aparecem como ‘vantajosos’ até determinado limite de autoconsciência.

No mundo ”animal”, existe a real necessidade de se entender o que se passa no ambiente para que possa haver uma adaptação com a mitigação de perigos imediatos. Portanto, prevenir sempre será melhor do que remediar.

Quem previne, se atém a fatos. Quem remedia, não consegue captar fatos e se atém a factoides, que são más interpretações da realidade ou metade dela.

A psicose aparece, como eu falei no texto anterior sobre ”Dogma e Inteligência”, como um potencial necessário para o desenvolvimento da autoconsciência, o componente global cognitivo mais importante da humanidade.

O uso do termo psicose aqui, não se refere especificamente às psicoses, os transtornos mentais psiquiátricos, mas especialmente ao estilo de personalidade que é derivado dela, o psicoticismo.

As crenças dogmáticas são quase sempre inventadas e sofisticadas por psicóticos. Da mesma maneira que a outra categoria de psicóticos luta contra as invenções alucinógenas inventadas por seus primos mentais.

Analogia perfeita para o jogo de xadrez onde a essência (morfologia cerebral) das peças (pessoas) é a mesma, mas as cores (aparência) são diferentes. Psicótico que, não entende a realidade ou a entende e ‘mesmo assim’ deseja inventar uma nova realidade

versus

o psicótico que entende a realidade ou que entende a realidade e deseja inovar a realidade existente.

Capacidade global de percepção ambiental amplificada (entender a realidade)

A maioria dos psicóticos apresentam um potencial para entender a realidade e desenvolver a autoconsciência, mas a maioria deles será incapaz de fazê-lo.

Portanto, a psicose combinada com baixa capacidade global de percepção ambiental amplificada (ou entender a realidade, basicamente) se constituirá em um transtorno, não apenas para o portador da condição, mas também para toda a sociedade.

De fato, tal como foi pensado por Lombroso et al, os mesmos mecanismos que produzem o criminoso, produzirá o gênio e os demais tipos criativos.

Existe a necessidade da combinação harmoniosa entre psicose (quando a visão habitual está perturbada, produzindo o potencial para a capacidade global de percepção) e a elevada capacidade holística. Por isso que a psicose apresenta uma linha espectral entre o criminoso e o gênio.

O constante estado de alerta do psicótico (e suas derivações mais parcimoniosas) que se relaciona com a incapacidade de filtrar informações e estímulos oriundos do ambiente, pode fazê-lo em um sábio, um gênio, um lunático ou em um criminoso.

E as combinações entre os tipos também são completamente possíveis de existirem.

Selvagem e o domesticado

As características da personalidade psicótica se relacionam negativamente com as características da personalidade cooperativa. As pessoas cooperativas costumam se preocupar significativamente com a opinião dos outros e tentam sempre seguir as regras, especialmente a partir destes pressupostos. Estas duas tendências comportamentais centrais do cooperativo clássico, se retroalimentam e determinam o modo de vida destes tipos. As pessoas que estão presas dentro da teia movediça da socialização (objetiva e pseudo-empática) humana, são incapazes de entender organicamente o que alguns termos significam tal como ”liberdade” e debocham daqueles que afirmam buscá-la.

A liberdade também se relacionará com a verdade visto que nenhuma opressão objetiva se constituirá em verdade, mas na manipulação dela.

O psicótico clássico entende a liberdade, como a liberdade do seu próprio ego.

O psicótico ”de alto funcionamento”, tenderá a entender a liberdade, como a harmonia entre as relações humanas e com o seu meio.

Os animais selvagens, ainda que também estejam presos às suas respectivas prisões coletivas, tendem a agir conforme se dá a sua interação com o meio. Ou seja, por meio da ação e da reação.

Em compensação, o domesticado necessita de doutrinação, adestramento ou ”educação” para responder a uma ação.

São os filtradores indiretos da realidade que aprisionam a mente ordinária humana.

Ao invés da aparência (dinheiro, status…), o sobrevivente só precisa da essência (realidade) para responder ao viver.

Dogmatismo e Inteligência

As eleições brasileiras de 2014 para presidente e governador, apresentaram padrões interessantes de votos, onde um importante percentual de estudantes e professores universitários votaram no partido da ”esquerda” política. A relação entre preferência política pela esquerda e inteligência técnica ou qi não é uma tendência observada apenas no Brasil, mas também é uma realidade para a maioria das nações ocidentais (bem como de  nações não-ocidentais como a Índia). Apesar das constantes mudanças de preferências políticas (dentro de um determinado limite) por parte das pessoas ”mais inteligentes” em muitas nações, parece claro que uma  alta proporção daqueles ”com” qi  acima de 120 sempre apoiarão partidos e ideologias esquerdistas do que partidos e ideologias conservadoras ou nenhuma ideologia.

O problema da crença política é quando ela atropela a lógica, a racionalidade e a realidade. E é muito comum disto acontecer.

Tal como acontece com os esportes, a arena política parece ser apenas mais uma versão moderna das velhas guerras tribais humanas.

O dogmatismo não é apenas a lavagem cerebral (em conluio com predisposições genéticas) habitual das religiões, especialmente as monoteístas. A ideologia parece ser a substituta ideal da religião. Na verdade, a crença ideológica é diretamente derivada da religião.

O dogmatismo se baseia em uma panaceia de factoides, isto é, de fatos incompletos ou meias verdades, que no entanto, são retratados como a mais pura verdade.

Mediante a ótica das múltiplas perspectivas, nada está 100% errado nem está 100% certo. No entanto, alguns pontos de vista estão mais próximos da verdade do que outros.

O dogma da ideologia da esquerda será o ponto de análise mais importante deste texto, visto que servirá como demonstração da desconexão entre inteligência técnica e sabedoria, que se consiste na verdadeira inteligência, aquela que encapsula todos os demais tipos de inteligência.

A crença esquerdista dita uma série de dogmas que como sempre acontece, são pintados como verdades absolutas.

São eles:

– A crença na igualdade humana, isto é, na igualdade biológica total de todos os 6,8 bilhões de seres humanos,

– A crença que a raça branca é culpada por todos os males da humanidade, que é uma espécie de câncer e que como todo tumor maligno, deve ser eliminada, (obs.: percebam que o sistema de crenças esquerdista entra em contradição ao tratar a raça branca como moralmente inferior, se todos  os seres humanos são iguais?!? Todas as raças seriam igualmente boas e ruins),

– A crença no ”racismo” e no ”preconceito” como ”pecados originais”,

– A crença no determinismo do ambiente como influência fundamental sobre o comportamento e potencial cognitivo humanos e isto implica na total negação do papel genético, entendido por eles como ”pseudo-ciência do século XIX”,

– A crença na inexistência concreta de gêneros,

– A crença no niilismo existencial, contrário à ideia de transcendência…

Este é um exemplo de ”verdades absolutas” que os monossilábicos, ad homineanos e lunáticos esquerdopatas vão te acusar de profanar verbalmente.

O espectro da razão, quanto mais extremo mais dogmático será. 😉

A resposta mais sábia será a mais ponderada, aquela que abarcará todos os pontos de vista e se constituirá na verdade.

O dogmatismo é a manifestação, a externalização de tudo aquilo que nega a sabedoria.

O dogma de esquerda que ”enfeitiça” tantas mentes tecnicamente inteligentes, nega uma série de princípios lógicos, que eles mesmos discriminam verbalmente como ”positivismo”. Ao negar fatos, abre-se um leque infinito de possibilidades para a criação de factoides, visto que em cada fato, está contido uma enorme quantidade de factoides.

Muitas pessoas inteligentes não são sábias. Elas podem ser denominadas como idiotas úteis, no caso esquerdista, ou simplesmente de estúpidas com talentos técnico-utilitários superiores como no caso de outros tipos ideológicos.

O fato é que as pessoas (verdadeiramente) mais inteligentes e portanto que são sábias, terão maior facilidade para encontrar fatos do que as demais. Fatos se relacionam com a realidade. Aquele que pode entender a realidade, pode agir mais inteligentemente em qualquer situação do que aquele que não pode ou que é fraco neste quesito.

O dogmatismo é um conjunto de aforismos baseados em factoides que são literalmente ”comprados” pelas pessoas, pela maior parte delas, que são incapazes de entender a realidade por conta própria e que não apenas funciona como um modelo de pensar e agir (ou não, 😉 ), mas também como meio para socialização.

 

Dogma, psicose e alto qi

A ”psicose” ou o ”espectro da personalidade psicótica” pode apresentar resultados completamente opostos quanto à capacidade de ver a realidade. Parece comum que em famílias com tendências psicóticas, nasça tanto o gênio quanto o psicótico ou lunático.

Lunáticos também podem produzir gênios, mais do que uma pessoa neurologicamente comum poderia fazer. Muitos filhos de gênios historicamente reconhecidos, ou foram medíocres, especialmente se comparado aos pais, ou foram de lunáticos. Isso sem falar dos filhos com autismo e esquizofrenia.

Nos níveis mais altos e nos mais baixos da inteligência técnica ou qi, a personalidade psicótica é muito mais comum do que nos níveis medianos.

Se com o aumento do psicoticismo, aumentam as chances de pontuar muito alto em testes de inteligência (qi), então a surpreendente relação entre alto qi e dogmas se fará presente.

 

Portanto, como conclusão deste pequeno texto, aquele que é melhor na capacidade de captar fatos, será indubitavelmente mais inteligente que aquele que só se prende a factoides, confundindo-os com a verdade.

Alto e baixo testosterona para perfis cognitivos de elevada inteligência técnica

Toda população apresenta diversidade interna. Toda e qualquer população foi abstratamente construída a partir de critérios parciais a predominantemente ”arbitrários”. É o mundo da hiperrealidade que as pessoas praticam inconscientemente.

Os estudos sobre a correlação entre testosterona, o hormônio sexual predominantemente masculino, e a inteligência (qi), tem encontrado resultados conflitivos entre si. Por um lado, o testosterona é acusado de ser um inibidor da capacidade cognitiva. Por outro lado, tem sido retratado como um fator importante para a superdotação humana.

É necessário entender como este hormônio se distribui ao longo de nossas vidas, especialmente dos homens.

O estudo que relaciona o hormônio testosterona com elevada inteligência técnica ou qi, que eu postei logo acima, não quis indicar que,” os mais ”inteligentes” tem maiores níveis de testosterona’‘. Se chegou a esta conclusão é porque está vendo isso errado. O estudo mostrou que uma exposição maior ao hormônio durante a gravidez, pode ter como resultado a superdotação. É interessante observar que em alguns estudos, aqueles com médias de qi acima de 130, apresentaram menores níveis de testosterona do que aqueles com qi mediano (assim como também os de muito baixo qi).

Não são os níveis do hormônio que aumentam a inteligência, é a exposição a ele durante o período uterino ou seja, de gestação, que provoca alterações na morfologia cerebral. Estas alterações são reconhecidas como marcadores biológicos para a superdotação, onde o hormônio masculino tem o papel de inibir o desenvolvimento ”normal” do hemisfério esquerdo do cérebro, produzindo simetria entre os dois, assim como outras configurações incomuns e potencialmente vantajosas em termos cognitivos.

Entendendo o básico de médias estatísticas para a breve introdução da diversidade interna das populações e a hipótese das ”cordilheiras de sino”

Se é verdade que a casta cognitiva quantitativa de qi > 130 especialmente em relação aos homens, tende a apresentar baixas taxas de testosterona, isso não significa que todos aqueles do sexo masculino ”com” qi maior que 130 (linha termaniana) terá baixo testosterona. É uma média. É evidente que existem vários tipos de médias. Nós temos aquelas que são amplas, aquelas que são de pequena variação e temos um espectro de médias que se localizarão entre os extremos.

Um dos efeitos mais comuns do testosterona é o aumento da capacidade muscular. O estereótipo mais comum dos homens mais inteligentes é justamente a de que possuem corpos não muito atléticos. Uma provável explicação para este fenômeno se dá justamente porque o cérebro, sendo ele também um músculo sedento por energia, equilibra desfavoravelmente contra o potencial de aumento muscular em outras partes do corpo.

No entanto, o hormônio parece influenciar, assim como também os andrógenos, no aparecimento de características sexuais secundárias como pelos pelo corpo, que também se correlaciona com alto qi.

Voltando à minha hipótese da ”cordilheira de sino” (uma nova reconceituação sarcástica da famosa ‘curva de sino’), em uma população onde o critério central de similaridade será as pontuações acima da linha termaniana de qi, ou seja, de 130 +, nós teremos indubitavelmente uma variação de características e variação deseja indicar diversidade. É claro que apesar da diversidade, existirão correlações mais comuns do que outras dentro desta população.

Portanto, apesar da plausibilidade lógica da relação entre baixo testosterona e alta inteligência, não existe apenas um tipo de ”inteligente” e percebam que eu estou desprezando a real diversidade das castas cognitivas humanas pela arbitrariedade do determinismo do qi. No entanto, não houve esta necessidade visto que serviu como complemento para explicar o básico das médias estatísticas.

Em conclusão, o  papel do testosterona na maior inteligência é mais provável que se dê principalmente por meio da supressão do crescimento habitual do lado esquerdo do cérebro, produzindo nova morfologia com maior acesso aos tesouros bem como também aos demônios do lado direito.

Hipótese da colcha de retalhos (novamente) para explicar como se dá o processo de adaptação

O average joey é o produto acabado, industrializado para ”ser consumido” ou procriar.

A ”mediocridade” das massas é necessária para que cada população humana ou projeto transcendental coletivo de cultura, tradição, valores ou fenótipos bio-comportamentais, possam ser perpetuadas pelo espaço e tempo por meio da reprodução ou replicação.

Um projeto requer a escolha de um nicho populacional bem como de um território, a imposição de uma cultura e consequentemente a introdução voluntária das massas para a competição interna visando o sucesso pessoal ou da família.

Ao longo deste acontecimento trivial na história da vida ou existência, certos grupos serão mais selecionados do que outros e quase sempre, estes tenderão a ser aqueles que melhor equilibrarão as características universalmente distribuídas dentro desta população. Portanto, o ser humano comum seria uma espécie de colcha de retalhos. E a colcha de retalhos é um produto artesanal (vestígio laboral da era pré-industrial), um produto acabado, finalizado, de um conjunto de matérias-primas ou produtos não-elaborados.

Personalidades extremas versus personalidades maleáveis

As pessoas ”medíocres” tendem a ser mais maleáveis, em diversas perspectivas, do que aquelas que estão no fim do espectro da adaptabilidade. A inconsciência coletiva ou da maioria, se dá não apenas por razões circunstanciais tais como pelo fato de se localizarem no meio da cena social, como protagonistas ou coadjuvantes, mas também porque estão fenotipicamente mas relacionadas com a maioria da população ou com a proposta cultural da elite, do que aqueles que estão dentro de amplos espectros das personalidades extremas.

A maneira como as pessoas se vestem e as respectivas mudanças ao longo do tempo, é uma demonstração de grande maleabilidade a que a maioria da população, de comuns, está dotada. Nota-se que enquanto para aqueles constituídos tanto por uma personalidade maleável, a aparência pode e é completamente manipulável, e encontra-se organicamente separada da essência, para aqueles que são menos contextualmente maleáveis, essência e aparência são a mesma coisa.

Para a maioria, a aparência é hierarquicamente mais importante do que a essência enquanto que para a prodigiosa minoria contextualmente e potencialmente mal adaptada, a essência é hierarquicamente mais importante.

O que é personalidade??

A personalidade não é apenas um conjunto preponderante de comportamentos de indivíduos, mas pode-se afirmar que a tudo influencia, na inteligência, para a produção do fenótipo da criatividade, como meio de sobrevivência, adaptação e procriação, para a própria razão de existir. No mundo das múltiplas perspectivas, um conceito não é apenas aquilo que foi racional e logicamente caracterizado, por pensadores de épocas mais antigas. O acúmulo do conhecimento não quer indicar deteministicamente que não possa ser manipulado, nem visualizado por todos os seus lados e o mesmo acontece com a personalidade.

A personalidade não existe sem uma Inteligência, assim como também será incompleta se não levarmos em conta cada nuance da biologia humana tal como a altura, por exemplo, ou a capacidade de ganhar músculos.

A personalidade não é algo, um ser concreto, não exatamente, ainda que também se relacione, como eu exemplifiquei acima. A personalidade também é o processo de múltiplas interações, sua origem, seu desenvolvimento e o seu resultado. É a personalidade dinâmica que é uma promotora coesa e poderosa das ações e reações.

Portanto, seja por causa do excesso de estímulos sensoriais (autismo), generalizados (Tdah) ou visual-auditivos (esquizofrenia), a personalidade será caracterizada como extrema, justamente porque esta maneira de interagir com o seu meio, caminhará para produzir respostas ou comportamentos.

Como maneira de melhor conceituar a ideia de personalidade extrema, a substituo por um conceito mais amplo e auto-elucidativo,

o fenótipo integralizado da personalidade humana, extrema a maleável.

Decantação dos fenótipos extremos para a produção dos fenótipos adaptados ou produtos industrializados

Um portador de autismo funcional, se podemos chamá-lo assim, independente do seu grau de predominância, tenderá a estar pouco apto para a adaptação, visto que, ao contrário do que acontece com as pessoas neurocomuns, a essência de um autista, encontra-se atrelada à sua aparência.

É por isso que a maioria dos autistas tenderão a ser sinceros e honestos. Uma colcha de retalhos tem mais cores que poderão ser aproveitadas para diferentes ocasiões, enquanto que metaforicamente falando, um autista funcional terá uma menor variedade de cores e portanto, será menos adaptado às mudanças do ambiente.

No entanto, a adaptação é quase sempre contextual e portanto relativa.

Fenótipos extremos são territorialistas e neuroculturalmente específicos enquanto que os fenótipos maleáveis não são territorialistas e são neuroculturalmente maleáveis, ainda que esta maleabilidade apresente limitações evidentes de camuflagem adaptativa.

Fenótipos extremos são como produtos não-decantados (enquanto que os traços universalmente presentes, serão como a matéria prima) enquanto que os fenótipos contextualmente adaptados serão como os produtos industrializados ou artesanais, a própria alquimia da natureza.

Hipótese da armadura para explicar o sistema imunológico humano e a correlação entre lateralização anômala e tendência para a redução da saúde

Corpo ”fechado” não entra mosca. 😉

É a doença e a nossa aversão a ela que nos faz evoluir.

Um organismo é uma estrutura internamente coesa e portanto equilibrada. Um organismo qualquer é exatamente igual a um sistema. O sistema imunológico se destaca por duas partes metaforicamente exemplificadas aqui, a carapaça e a harmonia de sua organização.

Literalmente falando, em corpo fechado, não entra mosca.

A ‘reversão’ (contextual) do corpo que basicamente se consistem os níveis de lateralização hemisférica incomum ou recessiva, pode perturbar o andamento habitual do corpo assim como também abrir espaço para novas interações patogênicas.

Basicamente, a maioria das pessoas, ou seja, os comuns, tendem a apresentar uma organização tradicional das funções pelo corpo, ao passo que uma minoria delas apresentam uma organização anômala que pode ser observada por alguns bioprodutos como o canhotismo, o comportamento, o estilo cognitivo (que se relaciona intimamente com o comportamento).

Todos nós interagimos com patógenos a todo momento, afinal de contas, eles estão em cada centímetro de nossa atmosfera, talvez poderia até ir mais longe e sugerir que os patógenos são a própria atmosfera e apresentam papel muito importante para a manutenção da vida neste planeta.

A nano seleção natural acontece a todo momento, em que os patógenos mais adaptados a certos organismos conseguem sustentar um sistema harmonioso de ”trocas de favores”. No entanto, nós também temos os patógenos que não conseguiram entrar em harmonia com o organismo que tentam infiltrar e interagir.

A recessividade é o período em que um determinado sistema (fenótipo) encontra-se não-decantado.

É como se tivéssemos um produto natural ou matéria-prima e um produto industrializado. Como eu já sugeri neste blogue, as pessoas com organização tradicional ou lateralização habitual são como um retalho de diferentes características, o produto final, o produto acabado para consumo e portanto para procriação.

A hipótese da armadura quebrada ou da distorção do sistema de distribuição inter hemisférica de funções do corpo, se baseia na ideia de que a organização incomum do mesmo aumentará as chances de interações patogênicas incomuns, não-decantadas (transformando patógenos metamórficos em ”genes”) e portanto passíveis de provocarem transtornos variáveis de saúde, partindo-se de ideias metafóricas da armadura quebrada e portanto com pontos de passagem para maiores intervenções exteriores dentro do corpo ou da distorção corporal, que produzirá uma organização sistêmica que não foi adaptada ao ambiente.

Isso explicaria o porquê de algumas doenças infecciosas serem mais comuns em algumas populações do que em outras. Também explicaria o genocídio bacteriológico dos ameríndios, especialmente de suas cepas etno-tropicais.

Portanto, nós temos uma luta armamentista entre os sistemas maiores e os sistemas menores, que se aproveitam dos sistemas maiores como meio de replicação. Basicamente, os sistemas menores (microorganismos), desprezam as diferenças que existem entre os sistemas maiores (vidas complexas) e o grande sistema que encapsula toda atmosfera. Basicamente, peças pequenas se encaixam melhor em peças um pouco maiores enquanto que se fossem colocadas em compartimentos muito maiores, poderiam não ser muito harmoniosas e efetivas na manutenção do funcionamento da ‘máquina’.

A lateralização anômala reduz contextualmente a efetividade da defesa do corpo humano, apenas porque é incomum ou minoritária. Se a maioria dos seres humanos fossem de canhotos, então nós teríamos o padrão inverso, onde o destrismo seria considerado como uma marca de redução da eficiência do sistema imune.

No entanto, nota-se (pseudo) deterministicamente falando que de fato existe um padrão contextualmente reversível da lateralização anômala em relação a muitos atributos da biologia humana.

A velha sabedoria materna de expor o filho às intempéries ambientais como maneira de fazê-lo se adaptar, nos mostra que ter o corpo sempre fechado, não será uma grande vantagem, especialmente se a evolução dos sistemas orgânicos se dá por meio de saltos de grandeza, ou seja, de mudanças nos padrões de interação patogênica e posterior captura de mutações visando suas respectivas decantações. A evolução se dá quando adicionamos mutações que poderão mudar intensamente a matriz bio-fundadora de uma população e sabemos que boa parte das mutações serão deletérias.

Portanto, como conclusão, quando nossas armaduras imunológicas estão quebradas ou nosso corpo está caminhando para a reversão da organização inter-hemisférica, nós tenderemos a sofrer mais interações ou diferentes interações com outros patógenos, potencialmente mais nocivos ou agressivos, por causa de sua natureza potencialmente recessiva.

É como quando usamos uma marca de inseticida  que nos primeiros meses, mostra-se eficiente para matar insetos mas que perde sua eficiência quando os insetos resistentes sobrevivem e procriam em maior número.

É interessante pensar o porquê dos insetos ”mais (contextualmente) resistentes” terem sido menos numerosos antes do inseticídio promovido pelo produto….

Deve ser porque a contextualidade seja uma espécie de sinônimo para adaptabilidade.

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

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