Por que que os leste asiáticos, em média, são melhores para fazer testes cognitivos?? Como que isso pode afetar as suas capacidades criativas, em média, é claro. E mais alguns ”plus” sobre criatividade…

Porque eles são melhores na capacidade de concentração.

Redefinição de concentração = capacidade de isolar a influencia da personalidade ou constancia comportamental sobre a cognição. A capacidade de se separar uma da outra para atingir um estado de neutralidade/inércia de pensamento ou na focalização de certa tarefa.

Uma das razões para que os leste asiáticos se saiam, em média (e uniformemente), melhores na realização de testes cognitivos, provas escolares dentre outras tarefas cognitivas similares, se dá justamente por causa de suas maiores capacidades de concentração, que nada mais seria, tal como eu redefini acima, na capacidade de se isolar a personalidade da cognição.

Por outro lado, uma maior capacidade de concentração pode resultar também em uma menor ‘vulnerabilidade’ para a distração, que é um preditivo essencial para a ”incubação criativa”. Esta que se consiste na alteração (voluntária ou não) do estado mental na busca por percepções incomuns ou associações remotas. Outro fator é que as pessoas criativas tendem a construir um arcabolso de internalizações (real aprendizado) diversificadas de longo prazo, que se dão justamente por causa de suas constantes tendencias para ”distrações”. Outro possível complemento é de que os leste asiáticos, em média, por causa de maior conformismo, serão menos propensos a pensarem diferente assim como também a externalizarem seus pensamentos, em relação ao grupo. As vivencias de boa parte dos leste asiáticos não irá resultar em na construção de uma arcabolso de percepções variadas e internalizadas, a matéria prima para a criação intuitiva de ideias divergentes.

Quando nos concentramos, o fazemos por duas razões

  • para neutralizar o pensamento ou torná-lo inerte, isto é, indiferente em relação aquilo que está acontecendo ”lá fora”,
  • focar em um conjunto de assuntos restritos, como fazer uma tarefa repetitiva, que exige atenção a detalhes.

Os leste asiáticos, em média, são muito bons neste tipo de capacidade, se comparados a todos os outros grupos raciais.

Ao invés de nos perguntarmos apenas o porque de serem, em média, ”menos criativos” que os caucasianos europeus (ainda que, apesar de muitas evidencias, necessite de maior e melhor investigação), também se este (suposto/muito provável) déficit não pode ter reverberado positivamente em relação a outros aspectos, partindo daquele pensamento de toda perda tem consigo um ganho, muitas vezes, impensado.

A concentração se consiste também na aglomeração da atenção em relação a alguns pontos apenas, por exemplo, se eu te pedir para que olhe para um pião rodopiando e não tire seus olhos dele até que comece a perder a velocidade.

A ”incubação criativa”, parte de um estado de ”distração” ou de foco descentralizado, o completo oposto da capacidade de concentração. Ao invés de se focalizar um pião, voce o observa, mas também tudo aquilo que está acontecendo ao seu redor, o canto dos pássaros… e pode pensar em uma associação entre ambos, seja para construir uma poesia, tipo

”tal como o pião, incessante em seu movimento circular, 

abraça o canto dos pássaros, em um mesmo movimento de criar…”

Etapas para a construção da criatividade e o porque dos criativos e dos inteligentes de não serem geniais

A criatividade é preponderante e essencialmente relevante durante as primeiras etapas da criação de ideias divergentes. Primeiramente, durante aquilo que denomino de ”incubação criativa”, assessorada pela distração, dá-se a colheita (muitas vezes ”inconsciente”) de percepções incomuns que serão internalizadas pela memória emotiva e/ou de longo prazo e que serão úteis para a construção intuitiva de ideias divergentes e potencialmente úteis. A produção de associações remotas com este arcabolso de percepções, retidas a partir de vivencias constantes, também se consiste em uma atividade puramente criativa.

O desenvolvimento destas ideias, no entanto, exigirá muito mais da inteligencia, do que da criatividade, ainda que esta continue muito relevante durante todo o processo. Portanto, os criativos não-geniais, tenderão a produzir ideias divergentes, mas sem o ”acabamento” necessário que possam torná-las ”produtos de genios”, seja para as artes, a filosofia, a ciencia ou qualquer outra área. Em compensação, os inteligentes clássicos ou mantenedores de alto nível assim como também os solucionadores de problemas de alto nível (os quase-genios), que são naturais dependentes das criações dos genios, serão melhores no acabamento destas ideias. O genio é capaz de fazer os dois, ou seja, todo o processo do pensamento tipicamente humano, criativo, intuitivo, instintivo, reflexivo e construtivo.

Anúncios

Tags:, , , , , ,

About santoculto

Email ataudecinzento@gmail.com

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

renanbarreto88

Just another WordPress.com site

Castro456's Blog

O medo do nada

Delusions of Adequacy

And You Thought You Might Have Had Delusions of Grandeur

PARTO DE IDÉIAS

"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância." Sócrates.

Pshelinha

Um pouco de mim..

Pensar Novo

"Saber que você precisa mudar não é suficiente. Você precisa ter a coragem de fazer esta mudança." Robert Kyosaki

Mind Hacks

Neuroscience and psychology news and views.

Inside Perspectives

of Asperger Syndrome and the Neurodiversity Spectrum

Agoraphobia Subliminal Hypnosis

Come out of the woods, the dark, come into the light. As a recovered agoraphobic, I've designed these audios over many years in order to help you. Charles K. Bunch, Ph.D.

Antimidia

Textos sem sentido, para leituras sem atenção, direcionados às pessoas sem nada para fazer.

%d blogueiros gostam disto: