Eu posso não ter controle sobre o meu corpo, mas eu posso ter o controle sobre a minha mente….

Não sei se já lhes contei. Bem, em 2011 eu tive uma crise de tiques nervosos que acabaram me causando insonia por uns 3 meses seguidos. Vamos imaginar o pequeno inferno que foi a minha vida naquela época, tiques nervosos como piscar os olhos quando olhava para as outras pessoas, como se estivessem encharcados de suor e a partir disso, fazer associações semanticas entre o ato involuntário e fatores psicológicos. Sim, é justamente isso que acontece conosco a todo momento. Fazemos associações semanticas sobre aquilo que está acontecendo conosco, é o preço a se pagar por nossas capacidades cognitivas singulares e excepcionais. Os animais não-humanos, em média, reagirão diretamente sem dar uma explicação complexa aquilo que está lhes ocorrendo. Portanto, quando algo TOTALMENTE involuntário está acontecendo contigo, talvez não seja voce, mas apenas o seu cérebro que está dessincronizado com a sua auto-narrativa sensorial-perceptiva. Sabemos que entre o ato involuntário e o ato voluntário, existirá, como (quase) sempre existirá, um espectro, entre os dois.
Depois de alguns meses sofrendo os efeitos de uma ênfase semântico-neurótica  equivocada, eu voltei à normalidade ou constância sem sobressaltos  associativos. Até que nesta semana, ”do nada”, voltei a apresentar o inicio deste quadro clínico que mais parece se consistir em uma pré- síndrome de Tourette.
Diferente do primeira vez que passei por isso, em  2011,  ainda que nervoso,  ”ainda” não cai diretamente em um  estado de semi-desespero que me abateu tal como daquela vez e a causa mais evidente pra esta mudança, pra mim, foi a minha maior compreensão sobre o funcionamento da mente humana. Se não há causalidade orgânica então talvez possa ser auto-gerido, controlado. A partir daí, pensei em muitas causas

A primeira: eu tenho desvio do septo nasal e respiro pela boca. mudanças no padrão respiratório ( por exemplo, por agora eu estou conseguindo respirar pelo nariz), podem estar reverberando também nos padrões de funcionalidade do meu cérebro. Por exemplo, a sensação de estar vendo sem ver, como se tivesse um olho no meio da testa. Por meio da lateralidade ocular, também pode-se saber sobre a sua lateralidade cerebral ( talvez, vou perguntar no quora e já volto… ). o olho que vc vê, pode determinar o hemisfério cerebral que é mais ativo em si. Por agora, eu tenho a leve impressão de estrabismo interno, como se a lateralidade ocular estivesse ligeiramente inconstante ou fraca. Por exemplo, esta região da minha testa parece estar sobrecarregada.Outra explicação é a de que a causa deste incômodo se consista em alguma desordem auto imune desconhecida  ( mais mutações, mais microorganismos não-decantados?? ), causada pela deformidade craniana, que pode ser mensurada por meio de assimetrias faciais. Minha teoria, de que cérebros neurotipicamente configurados inibem a ação incomum de microorganismos co-evolutivos, uma espécie de encaixe ou organização harmonica (evolutivamente falando) tanto do cérebro quanto desta ”galerinha” que vive dentro de nós.

Tente entender, metaforicamente falando, como se nós fóssemos (de fato, é provável que seja verdade) nações organicas (e a pele é a fronteira), onde que, por exemplo, um esquizofrenico, teria um ”estado islamico” (sic!! se esta tal estado islamico… é islamico mesmo) dentro de si. Eu tenho psoríase (rosto avermelhado) e sou neuroatípico. Por exemplo, quando fico muito nervoso, começo a me coçar. Também tenho demartite seborreica herdada de meu pai.

Excesso de pensamentos, tal como parece ter acontecido comigo da última vez, também pode ter uma causa, tenho dormido pouco e estado muito mentalmente ativo.
É interessante observar que com o aparecimento, menos recorrente e por agora, menos progressivo em constância, destes tiques, eu percebi claramente que nosso cérebro ou mente, ou o que desejar chamar, dá o valor semântico às nossas sensações voluntárias ( se isso existe completamente)  e involuntárias. Somos vítimas de preconceito negativo por nossos próprios  cérebros, que muitas vezes, ao invés de nos ajudar, acabará nos atrapalhando.

Nossa autoconsciência se consistiria justamente nesta tréplica em interpretação integrada, sensorial, instintiva ou emocional e reflexiva ou intelectual. Temos a consciência corporal ou essencial, a consciência do ser vivo, de clausura ou de ‘estar preso’ dentro do corpo, depois nós temos a interpretação da consciência Mental primitiva ou feita por nossos cérebros, sem nossa aprovação (sic!), e por último, nós temos a reinterpretação, a tréplica, pensamento reflexivo ou autoconsciencia. Eu estou tendo tiques nervosos por exemplo quando vou conversar com desconhecidos ou dos quais, tenho pouca intimidade. antes de olhar para os seus olhos, meu cérebro faz uma leitura exagerada e começo a piscar, coloco as mãos na maçã do rosto, na tentativa instintiva de esconder o tique, que é provável que vá acontecer. Mas em termos psicológicos, não aconteceu nada de diferente comigo. também é interessante pontuar que eu tive um episódio de tique, apenas um, isolado, faz um mês, no início de agosto e que foi causado por excesso de mentalização. Neste episódio, eu fiquei muito tímido, não vou dizer a causa, mas uma mistura de
interesse,
timidez,
e um olhar direto também de interesse, reciprocidade, uma troca de olhares, causou-me Grande rubor psicológico.A mudança de semblante por causa da mudança de padronização dos músculos faciais, de sério, com alguns pontos de ênfase muscular, incluindo ai a minha testa, ;), para ”normal”. músculos relaxados e desacostumados a Este estado?? (que não é ”islamico”) ou impossíveis de serem educados?? um semblante menos sério também me faz mais atraente para as outras pessoas, incluindo ai as mulheres. Esta ideia é complementar à primeira, sobre mudanças no padrão respiratório.Outras ideias

O cérebro ”se acostuma” a interpretar o mundo com base em nossa morfologia facial. mudanças nesses padrões podem causar bugs.
Velocidade  exagerada de pensamentos podem causar gagueira mental. ênfase excessiva em ideias pode reduzir Eficácia da leitura social da mente. Cérebro, por meio de repadronização involuntária dos músculos da face e respiração, pode causar timidez via consciência corporal, fazendo com que mesmo as pessoas mais familiares possam ser interpretadas como estranhas, não por vc, mas por seu cérebro (ou talvez seja um adendo sem nexo de minha parte). Você as reconhece, o seu cérebro não. Super mentalização, fazendo com que demonstrações não verbais dúbias, como um sorriso falso ou que pareça, em conluio com  sua memória autobiográfica ( por exemplo, se você estiver escondendo alguma coisa daquela pessoa) possa ser interpretado de maneira super excessiva por seu cérebro, a capacidade momentânea  excessiva de detectar mentiras via linguagem não-verbal ou paranoia não-verbal.
super ativação do corpo caloso, menor e mais enérgico em mentes criativas.

susto, surpresa e tiques.ontem estava apreciando a chuva noturna quando vi um gato sair do nada, no quintal de casa. Na hora eu comecei a piscar os olhos. Não, eu não estava paquerando o bichano. Foi o efeito surpreso que fez com que desenvolvesse o tique.
Pessoas das quais eu não tenho grande confiança também acabam se tornando ”alertas” para o meu cérebro ”reconfigurado”. Mas… pode ser apenas mais uma interpretação semantica sofisticada de minha parte.
Sincronização cérebro e mente
Por meio destes movimentos involuntários, podemos chegar a conclusão de que nossos cérebros não são nós em nossas respectivas totalidades. Nós os temos, obviamente, mas também temos o produto final, que se consiste em nossas mentes. Nossas mentes são a interpretação daquilo que os nossos cérebros estão interpretando por conta própria. Assim como o coração, e mais parecido com o pulmão, nossos cérebros trabalham a todo momento, de maneira involuntária, isto é, não mandamos eles trabalharem, da mesma maneira que não mandamos os nossos corações baterem. Não há total sincronização entre o cérebro e a mente, especialmente quando passamos a desenvolver o hábito de pensar ou refletir o pensamento que o cérebro produziu. As emoções são a parte mais primitiva (ainda que fundamental) de nossa aparelhagem mental, enquanto que a mente é a parte mais evoluída, unicamente humana em sua grande capacidade de refletir o pensamento. È como se tivéssemos duas ou mais pessoas dentro de nós, estudando uma situação hipotética, capturado pelo cérebro, ao invés de atende-lo cegamente, sem pensar ou refletir o pensamento, a maneira mais efetivamente inteligente de pensar.
Portanto, quando ou se voce se encontrar em uma situação parecida com a minha, busque perguntar a si, se este movimento ou atitude é de sua autoria. Isso pode nos ajudar a acalmar o espírito. O desenvolvimento da autoconsciencia, o auto-pensar, o pensamento reflexivo, se consiste no verdadeiro ato do pensamento racional, sempre questionar, evitar excessos e firulas, primar pela harmonia e quando se deparar com dicotomias, não se questionar se ambos não estão mais ou menos certos (ainda que haverá diversidade de situações).
Um adendo curioso
meu lado direito do corpo é muito mais fraco que o meu lado esquerdo. Minha mão é menos elástica, minha perna é quase ”manca”, eu sou raquítico em meu proto-bíceps infantil (kkk) do ombro direito. Esta parte do meu corpo parece estar mal configurada.
E então, com esta reconfiguração esquelético-respiratória (e ocular**) minha mão direita ficou normal, igual a minha mão forte ou esquerda. Que coisa não***
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7 responses to “Eu posso não ter controle sobre o meu corpo, mas eu posso ter o controle sobre a minha mente….”

  1. Davi says :

    Seu relato me lembrou um ocorrido, quando tinha 13 ou 14 anos. Não foi tão intenso como o seu, e não durou tanto, mas incomodou.

    Nessa época tive tiques em meu olho esquerdo. Que é estrábico, tem uma visão comprometida, e é extremamente sensível a luz, por exemplo, é uma tarefa “semi-impossível” andar na rua, num dia ensolarado(e com muitos automóveis) com o olho direito fechado, apenas sendo induzido pelo esquerdo. A chance de desatenção e posterior fatalidade por atropelamento ou tropeços é alta.

    A minha visão predominante é a direita, mas não sei, se isso tem ligação com meu estrabismo ou é lateralidade cerebral(mais provável de ser), e não sei se o mesmo(estrabismo), tem uma causa na sensibilidade a luz mas é provável que sim(ou não), pois dizem que “fotofobia” não é considerado uma doença, e a causa direta são outras doenças oculares(e até depressão), e ainda o estrabismo e a sensibilidade é exclusiva do olho esquerdo(sendo eu canhoto).

    Então, nessa época notei, que meu olho piorava e achava a aparência muito feia, Por por pura vergonha da aparência e auxiliado pela minha timidez, ao entrar em contato público, principalmente na escola, minha palpebra piscava involuntariamente(mas não era excessivamente, com intervalos de mais ou menos 4 segundos) e somente o olho esquerdo, e o nervosismo só piorava, começava a mexer a perna, a bater o pé com força. Tudo por causa da extrema vergonha( e timidez embutida) de olharem para meu olho e acharam graça, ser motivo de piadas e também por baixa auto-estima latente e estar inconformado. Mas de alguma forma, ao me observar no espelho, percebi que eu consigo assumir o controle do olho esquerdo e o estrabismo é deslocado para o olho direito, entretanto requer uma certa concentração. E então, quando tinha crises de tiques, tampava o olho direito com a mão(disfarçadamente), o deixava aberto e assumia o controle do esquerdo, e depois tirava a mão, tentava me manter calmo, para a progressão, e conseguia aliviar durante um tempo, até que de tanto repetir tal processo, parece que me acostumei a ignorar um pouco este “complexo de inferioridade”. E por outros fatores que não me recordo… Hoje em dia ocorre com menos frequência e quando ocorre ou é ignorado inconscientemente ou assumo o controle.

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