Reciprocidade é essencial para o altruísmo…assim como também para predisposições comportamentais (cognitivas) ou limites de tolerabilidade

.. a habilidade de tolerar algo… é a mesma de ser habilidoso.

”Caindo de amores” pela geografia, pela física ou pela filosofia….

Predisposição comportamental, genes-espelho, nível de tolerancia ”e” ”ou” empatia.

Meu nível de empatia em relação a matemática é psicopático….

Se exposto a um certo estímulo ambiental, qualquer um precisará nutrir alguma empatia ou reciprocidade ao estímulo para que possa converte-lo em algo de valor, pessoal ou coletivamente transferível.

Vamos imaginar que uma pessoa esqueça a sua carteira recheada de dinheiro (notas de 100) e voce a encontra em um banheiro baldio de uma rodoviária limpa, de uma metrópole brasileira limpa. Então, consegue encontrar o telefone desta pessoa dentro da carteira e liga para avisar que está com os seus pertences. Tudo acaba bem, uma camera filma os dois no momento da entrega da carteira esquecida ou perdida e todos da nação ficam histéricos porque algumas pessoas conseguem ser honestas. Isso é reciprocidade. O ato de devolver com a mesma moeda uma determinada atitude. O mundo seria um lugar melhor se pudéssemos ser comportamentalmente sincronizados. Não seria exatamente como a lei de talião, olho por olho, dente por dente, quase isso, porque seria muito mais sofisticado, sempre na tentativa de evitar a injustiça.

E a ideia de reciprocidade não se aplica apenas ao comportamento altruísta mas também a interação humana em relação ao seu meio. Isto quer dizer, em tudo. E como não haveria de ser, também em relação a nossa cognição, a parte técnica da inteligencia, assim como também em relação a nossa personalidade, a parte indiretamente técnica da mesma.

Portanto, quando voce é exposto a um conhecimento e não consegue ”cair de amores” por ele, nem ”nos primeiros encontros”, nem a longo prazo, então o seu sistema corpo-mente estará tentando lhe dizer de todas as maneiras, que não consegue sentir empatia para que possa internalizá-lo. Seus genes-espelho não sentem empatia por ele. Claro que a paixão pelo conhecimento, apresentará uma variação de intensidade, onde que entre os tipos mais medianos, não será suficiente para faze-los de super-especialistas no assunto ainda que isso não significa que tenderão a  nutrir empatia. A empatia parcial também se aplica as nossas capacidades cognitivas.

Ou tal como um boomerang, existe a necessidade de se ter empatia por aquilo que se está estudando para que possa no mínimo, ter algum conhecimento, ainda que superficial, em relação ao mesmo. Precisa ter uma relação de reciprocidade. Do contrário, forçar algo que não é nem 10% natural, se consistirá em sofrimento intelectual ”ou” cognitivo (dependendo da natureza do material exposto).

Se é muito alto, não poderá ser ginasta. Se é muito baixo, não jogará basquete, se é bonito, será apreciado, e se for belo aquele que o ve, será recíproco, se está nublado, é possível que chova, se está com sol, é possível que se esquente, se é emocionalmente inteligente, é possível que aprenda com os sentimentos, se é autoconsciente, é possível que aprenda consigo mesmo, se não caiu de amores pela matemática, nem depois do casamento forçado, chamado escola, é provável que se separem antes do prazo ”estabelecido” por seus superiores, se sorri, outros poderão se contagiar, o instinto humano, ainda que atrasado e alargado, entre a ação e o seu reagir, não é mágico, pois mais parece com o movimento das ondas, é plástico porém lógico, se subjetiviza ao relativo, mas sempre parte de construções objetivas, nosso corpo, nosso pulsar, nosso respirar, nosso pensar, nosso agir e nosso refletir, nosso ser humano. O subjetivo é a negação da clareza, é o de negar a verdade e principiar por sua estreiteza, sua versão incompleta, seu espelho quebrado, seu Deus com apenas um dos lados de seu rosto e de seu olhar.

Empatia ou tolerancia (tolerabilidade)

Empatia e tolerancia não são a mesma coisa porque quando se tolera algo, isso quer indicar que se está suportando esta situação, enquanto que a empatia se externaliza por meio do altruísmo e reciprocidade. Portanto, gostamos da empatia, mas toleramos a tolerancia, 😉 .

Tolerancia se relaciona com a não-ação, o ato de se conter mediante certa situação enquanto que a empatia se consiste na tendencia de agir, mesmo que em pensamento, auto-projeção como primordial atitude empática.

Se está agindo e gosta desta ação, então está nutrindo uma relação recíproca de empatia com a mesma. Se estabelece uma relação de simbiose entre voce e esta situação, pensamento, domínio cognitivo etc… No entanto, quando se está tolerando a ação de terceiros ou até mesmo, quando está sendo forçado a agir de tal maneira, sem ser algo natural, como ir a uma festa, sendo um introvertido tímido, então não se consistirá em empatia, mas em tolerancia ou como eu  gosto de chamar, ”tolerabilidade”, a capacidade de se tolerar.

Para cada ação, nós teremos um conjunto variável de limites tanto para praticá-la natural e empaticamente, quanto para tolerá-la. E isso se aplica a todo comportamento humano. Portanto, a importancia dos genes-espelho, a meu ver, não será apenas na empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, mas na capacidade de estabelecer uma relação de reciprocidade cognitiva, isto é, relacionado a estímulos ambientais. Isso nos ajuda a entender o porque de algumas pessoas serem naturalmente capazes para expandir os seus respectivos conhecimentos em relação a um certo domínio (ou gamas de domínios) cognitivo, como a matemática, ou a geografia ou a filosofia, por exemplo.

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4 responses to “Reciprocidade é essencial para o altruísmo…assim como também para predisposições comportamentais (cognitivas) ou limites de tolerabilidade”

  1. HOI says :

    O que quer dizer com genes espelho?

  2. HOI says :

    Ah ok, é uma teorização tua. Existe neurónios espelho, existir genes espelho é realmente uma possibilidade. Quem sabe talvez estejam defeituosos e contribuam para a formação de psicopatas.

    • Santoculto says :

      Não creio que seja apenas isso, o espectro da personalidade anti social é um contínuo que se encontra espalhado pela população que não é clinicamente suscetível de ser diagnosticada como tal. Em outras palavras, as causas são muitas, sim, os ”genes-espelho” podem e é provável que sejam uma dessas muitas causas, todas que corroboram para o produto final, redução da empatia, parcial e total. Amigdala reduzida, que se relaciona com as emoções. Outros estudos encontraram que os psicopatas tendem a ter o corpo caloso anormalmente grande. Enfim.

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