A diferença essencial entre verdade objetiva e verdade subjetiva ou abstrata e a relação entre alta inteligencia intelectual, pensamento abstrato e mal adaptação

Voce pode ver uma pedra e descreve-la corretamente partindo de simples observação. Mas quando falamos de abstração então a subjetividade de interpretação aparecerá porque se consiste em uma extrapolação do mundo literal, direto ou real, que será mais diverso e com vários caminhos que poderão ser (unilateralmente) enfatizados. Imaginemos novamente que estejamos diante de uma pintura incompleta. A pintura incompleta a sua frente se consiste na literalidade da observação direta, especialmente se for feita sem qualquer afetação neuroinstável. Eh uma verdade objetiva, por razões óbvias, já delineadas anteriormente neste blogue. A capacidade que temos de extrapolar coerentemente ou nem tanto uma realidade literal percebida, se consiste no princípio do pensamento abstrato ‘e” do metafísico. Se a pintura é de um cenário bucólico com uma estrada de chão, rodeada por matas de pequena envergadura e ralas, um céu meio carregado, anunciando chuva e algumas árvores esparsas, então nós podemos imaginá-la completa a partir destes padrões já estilizados por mãos hábeis e artisticas.

A necessidade da literalização e precisão da verdade subjetiva
O mundo diretamente percebido e sem extrapolações estatísticas, numéricas ou semanticas, esconde o desdobramento abstrato do espaço e do tempo, onde que apenas um indivíduo, por exemplo, já será alvo de uma multitude de interações e reagirá inúmeras vezes a elas como reciprocidade instintiva direta (ou emotiva) e indireta, que parte de conclusões reflexivas. A possibilidade de captar este conjunto recorrente de situações, entre o agente e o seu meio, é uma demonstração de pensamento abstrato, que visa entender o mundo a partir de cenários estipulados ou previstos, assim como também de analisar o passado, por meio da história. Todos os animais não-humanos estão predominantemente inseridos dentro de um cenário instintivo onde que a capacidade de abstração se encontrará quase que impossível de ser produzida, porque o pensamento instintivo remete ao presente, onde que o espaço e tempo são percebidos a partir da ótica da verdade objetiva, ou seja, de maneira literal, direta e sem qualquer grande e complexa extrapolação de cenários futuros, expandidos (que podem ser muito bem exemplificados por intermédio de mapas) ou que se encontram fora do tempo cronológico imediato.

Relação entre inteligencia, pensamento abstrato e mal adaptação
As pessoas mais inteligentes, em alguma dimensão e especialmente em relação a dimensão da inteligencia intelectual ou interativa (semantico-abstrata), são mais perceptivas em relação aos acontecimentos que se entrelaçam diante de suas fuças, em termos qualitativos e quantitativos. Isso significa que eles percebem o mundo por uma maior qualidade e isso também quer indicar, maior lentidão de atitudes e maior tempo gasto na reflexão e ruminação. Eu já mostrei aqui que existe uma lógica relação entre essas tendencias e um maior intelecto. Mas agora, parece que consegui encontrar um jeito (com base em pura intuição) de explicar como que isso poderia afetar a capacidade de sobrevivencia e sucesso reprodutivo dentro deste grupo mas também em vários outros grupos de ”mais inteligentes”.
Mentes mais simples e menos complexas, são mais primitivamente (ou primordialmente, para ser menos tendencioso) instintivas, isto é, agem mais do que pensam. Em compensação, os muito inteligentes, especialmente a partir da capacidade de pensamento abstrato ( a extrapolação da realidade diretamente percebida ou objetiva), são muito mais propensos a refletir mais do que agir. Os menos inteligentes tem mais dificuldades para ver o mundo de interações que o rodeiam e isso explica em partes suas menores capacidades empáticas e também, associativas (diretamente relacionada com capacidade cognitiva ou cognição). Se não existe um mundo imaginário de axiomas, regras, ideais e pensamentos de muitos tipos a rodeá-lo, então ficará mais fácil agir e é exatamente isso que os menos cognitvamente complexos fazem, eles agem. E isso explica o porque da inteligencia elevada, especialmente a mais complexa, ser mal adaptativa a partir deste contexto competitivo com cepas mais simples. Porque para os menos intelectualmente inteligentes, suas ações estarão vinculadas as suas necessidades instintivas, mais intimamente animais, nomeadamente a reprodução.
Os cognitivamente mais avançados mas destituídos de complexidade intelectual ou abstrata, também seguirão esta tendencia, justamente por serem o equivalente dos tipos mais primitivamente instintivos, com maior atenção e menor carga emocional ou instintiva.
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