Arquivo | agosto 2015

Os uber-especialistas behaviouristas

Os uber especialistas behaviouristas: não pergunte aos teus olhos, pergunte a eles, aos uber especialistas behaviouristas.

Você está andando nas ruas e vendo todo tipo de gente, a maneira como andam, as roupas que vestem, o olhar, a postura corporal,  a maneira como interagem umas com as outras, seus olhos e seu cérebro complexo de bípede meio desastrado, estão fazendo uma narrativa direta sobre tudo o que está acontecendo ao seu redor, e esses relatórios constantes são basicamente o reconhecimento de padrões similares, dissimilares ou contraditórios. Geralmente, os padrões contraditórios chamam-lhe mais a atenção como uma pessoa cega e seu cão guia, um travesti, uma pessoa muito alta, muito bonita ou muito feia. A todo momento seu cérebro prodigioso estará fazendo julgamentos tendenciosos ou diretamente corretos sobre o que se passa diante te ti . É raro vermos uma pessoa tentando se passar por outra, usando uma roupa que não tem nada a ver com ela, nossa personalidade também é não-verbal, nossas vestimentas, nossa linguagem corporal, tudo o que usa está gritando aquilo que você é. Eh claro que em um ambiente socialmente neutro onde que por exemplo todos usam terno e gravata ou roupa sóbria, como a multidão de empresários do primeiro filme da trilogia Matrix,  haverá uma tendência para nos uniformizarmos em aparência, mas será apenas na superfície porque por dentro de roupas iguais, agiremos diferente (desprezando a possiibilidade de que pessoas que consigam empregos de colarinho branco tendam a ser mais parecidas em termos de personalidade e cognição).

Tudo aquilo que vê, ou seja, todos os seus preconceitos estarão predominantemente corretos. Ao olhar para um casal ‘gay’ se beijando, o seu cérebro ficará em alerta porque estará avistando um padrão contraditório, não apenas mediante a narrativa social que tiver sido inserido desde criança mas também ou principalmente por razões puramente cognitivas. Nós somos únicos porque podemos policiar nossos preconceitos e tentar aceitar aquilo que nossos cérebros interpretam como erro, um bug no sistema. Fazemos isso porque somos mais complexos, mentalmente falando, porque gostamos de exercitar nossas cabeçonas grandes,  seja por conveniência de gado ou por empatia. Os estereótipos representam as características predominantes de um grupo. O jeito afeminado ou másculo, respectivamente, de homens e mulheres  homossexuais, a insolência simpática de muitos negros, o jeito calmo e reservado de muitos leste asiáticos, a maior seriedade dos nórdicos, o jeito mais leve e espalhafatoso de muitos italianos, principalmente os do sul ou Mezzogiorno. Alguns estereótipos são exagerados, por exemplo, a ideia da ”loura burra” ou a ”psicopatia dos ateus”, tendem a ser caricaturas baseadas em preconceito negativo, quando analisamos grupos pessoalmente antipatizados por nossas próprias cabeças, frisando as características negativas ou inventando, exagerando outras. Geralmente detestaremos aqueles que se destoem significativamente de nós, em termos de personalidade, mas também de fisiologia e cognição.
No entanto, vivemos em uma época em que existe um grupo de pessoas que ‘desejam’ explicar por meio de uma ciência fajuta, que aquilo que estamos vendo não é aquilo que estamos vendo, estamos nos enganando, eles tem a resposta, por que??? porque sao mais estudados, são mais inteligentes??? tem um discurso científico na ponta da língua??

Os mais espertos usam uma explicação didática para dizer que a contribuição genética no comportamento humano seja perto de zero, que o fato de um jovem negro andar com os braços soltos demais, de forma dominante, olhando com uma cara de deboche e arrogância, com um boné ridiculamente virado para um dos lados, é apenas o produto do seu meio, ele é uma marionete do seu ambiente e se tivesse sido criado no bairro mais rico da cidade, por um lorde e uma professora de boas maneiras para classes abastadas, teria uma personalidade completamente diferente, seria polido, educado e consciencioso.

O rei está nu, mas os uber especialistas e sua ciência behaviourista de enrolação vão lhes dizer, se for politicamente correto, que o rei não está nu, apesar de sua flacidez pálida evidente, brilhando no teu rosto. Os uber especialistas estão acima da você e de mim, eles aparecem em programa de televisão, publicam trabalhos, você não deve desconfiar de suas credenciais, eles podem, você não. A sua capacidade de  reconhecimento de padrões básicos, o seu radar natural, a base de uma  pirâmide chamada inteligência,  não são científicos, se o hyperscienza não publicar, então não é científico, se atenha a isso, você pode enxergar mas não pode entender nada daquilo que está vendo. Voce é como um cego que precisa de um cão guia, os nossos amigos behaviouristas*** Os uber especialistas behaviouristas sabem e vão salvá-lo de sua própria incapacidade básica. Todos os dias, principalmente você que é um observador, que levanta todos os dias e bate perna no centro da cidade, está interpretando errado tudo o que está vendo, é um preconceituoso.

Na escola não existem diferenças em inteligência, mas talvez nós pudéssemos mudar um pouco este termo para ”adestramento”. Alguns cachorros podem ser ensinados, outros não, chamamos isso de inteligência. o cachorro adestrado internalizou um conjunto de informações que lhe foram sucessivamente impostas por seus superiores. ”O  inteligente ”não negocia” a sua liberdade, não conversa com os seus superiores na tentativa de ser menos inferior a eles, o inteligente é o que melhor se adestra para serví-los”, chamamos isso de ”testes cognitivos”.

Portanto, só para frisar novamente, sobre esta parte uber-importante…

Voce não sabe de nada, se está vendo padrões de similaridade comportamental entre grupos, está errado, está tudo errado, fica a dica, deixe que os uber-especialistas behaviouristas lhes digam o que de fato voce está vendo. Voce não entende nada de realidade, seu cérebro prodigioso está com defeito, só quem foi ”mais educado” que pode lhe dizer, e mais, eles são especialistas, eles tem a scienza a favor deles, voce não, voce é um consumidor daquilo que eles produzem, não pode chegar as suas próprias conclusões.

Mas lembre-se das exceções virtuosas, elas são muito, muito importantes, exceções ou maiorias virtuosas, ainda que esta última seja bem mais rara e não-tão-virtuosa assim…

Confissões de um nunca-adolescente, astutamente indolente

A dádiva de se nascer incompleto

A dádiva de nascer incompleto. incompleto, criança pra sempre, que pulou a adolescência, que é um pequeno prodígio, que suas habilidades aterrissaram pueris em tenra idade, e não mais evolui por sua cognição, o faz com base no intelecto, aquilo que lhe restou, incompleto, que com seus pés descalços, olha infantil e pra sempre o fará, desenvolve a infância, sem nunca superar a barreira da ”vida adulta”, amadurece na simplicidade, arrogância vulcânica e passageira, na pureza lasciva de ser a sua eterna esperança de uma vida ”adulta”, pequeno em seus passos, potente em suas asas, continua a imaginar o impossível, a sempre ver o lado bom, e a estar espantado com a obscuridade  humana, a de ser o incompleto sábio, que vive do lado de fora da realidade contextual, que está fora dos muros do castelo, o observa por um teleférico ou balão de pensares, navegares por mundos nunca dantes pensados, se sente amado por sua dádiva, a de ser único, solitário e transeunte de perguntas e teorias, incompleto, que parou antes que todos, que não cresceu mais, que precisou ser capaz de se inventar, no desolador descompasso de seu pulsar, de sua vida intrepidamente interrompida, neotenica de alma, anciã de sabedoria, se criativiza para sobreviver a si próprio, é um constante conflito, um ínfimo universo ativo dentro de ti, o filho que sempre será, pervertido em seus passos mais animais, de certo que tudo conspirou contra o singular, e veja só, que lindo, teus grandes olhos testemunha noite e dia a contradição de ser uma aberração, mais anomalo que o bípede insano regular e ainda mais humano, mais particular, porque o auto conhecer é toda a hora, a cada minuto, vislumbrar o próprio instinto que troca luvas por sapatos, os pés pelas mãos, que é tão artificial do que uma torre parisiense ou uma obra de arte, e tal qual, duro de ferro ou de material, apenas observa os tropeços habituais de sua sina humanidade.

Filho do fenômeno, filho sem pai

filho d da raridade, filho sem pai nem mãe, filho que nasceu do fenômeno, da singularidade, do milagre ou padrões únicos, filho sem família, sem eira nem Beira, que não tem conchavos, que não é de uma máfia de genes, que é livre, até demais, que é louco em ser o contraventor-mor, que contradiz contradições, que é o fogo forte de um corpo fraco, que sente que todo o dia é diferente, que se sente e sempre se sentirá como um vento solitário, que de repente, faz balançar folhas de bananeiras e continua a sua caminhada, só.

Paixões são certezas e nós lutamos por elas

paixões são certezas, nós lutamos por elas, quando lutamos por nós mesmos, refletimos como um espelho aquilo que nossos neurônios se identificam de Imediato, racionalizamos a emoção e isso se chama ideologia, misturamos o pensamento racional para enfeitar nosso instinto sem filtro, que se expressa sem ser perguntado, nosso ponto fraco, nossas indissolúveis vaidades, transformadas em argumentos, nos enganamos e queremos enganar a todos, não pensamos pelos outros, em direção a neutra razão, mas para dar um sentido lógico à nossa vaidade essencial, e é por isso que ainda não deixamos a infância, como macacos-crianças, idealizamos, cristianizamos as virtudes transformando-as em metafísica, porque não podemos abandonar a nossa própria sombra chamada paixão, auto empatia em cada pseudo debate, mostrar-se mais do que fazê-lo sem compromisso tendencioso, não são fogueiras de egos, são salas cheias de espelhos, a verdade também está dentro de ti, mas tu és apenas parte da realidade. todos nós agimos como pequenos totalitários quando usamos nossas mentes prodigiosas para vender o próprio produto, a nós. ”Me compre, venha comigo, me adore, eu sou mais eu, que se dane a verdade ou a harmonia de todas as magnitudes de verdades, as pequenas e múltiplas peças que a compõe, eu sou um planeta e tudo gira em torno de mim, eu não vou equilibrar minha força aos outros planetas e produzir uma harmonia de sistemas solares ou lunares, e é por isso que eu só posso vos dar o meu caos chamado egoísmo alienado”.

O conhecimento dos próprios limites é a sabedoria

o conhecimento dos próprios limites é a sabedoria, a verdadeira e derradeira educação . a vida pode ser de um enriquecer profundo, mas especialmente para quem nasce curioso e ávido para obter seus maiores tesouros, sua procura é natural e algumas descobertas  se fazem com base no atropelo, de tanto procurar, tropeça naquilo que tanto almejava, ninguém nasce pronto, nasce potencial, para melhorar a si mesmo, construir seu próprio castelo, único, de tamanho certo, encomendado pelos deuses do mistério, lobotomia esta que chamam educação, acreditam que o sentido da mudança se faz ao natural, mas é certo que transformações não são nada sem a participação do essencial, a essência, que não podemos aumentar o tamanho de montanhas tímidas ou de modificar o estado da água, além daqueles que já conhecemos, que tudo obedece a limites e que o ser humano e seu comportamento, obedecem às mesmas leis que regem as formas inanimadas de existência, que a física prova nossa imutabilidade relativamente maleável, que tem muros que jamais poderão ser superados, transpostos. Que não há nada de errado em aceita-los, é pra isso que existe a criatividade ou adaptabilidade. o adaptar é modificar positivamente as duas forças que estão em constante atrito, o conjunto de variáveis inanimadas e abstratas, frutos do pensar complexo de criaturas bizarras e as variáveis biológicas que compõem essas pequenas Nações de um só cidadão, estes universos em ebulição pueril, que todos nós somos. Somos físico,e temos limites próprios assim como também possibilidades, conscientes ou não. que bom, não somos iguais, somos únicos ainda que estatisticamente aglomeráveis. A relatividade prova a existência de múltiplas perspectivas, mas certos olhares são quase tão abrangentes e corretos quanto toda a comunhão de todos estes, são hierarquicamente relevantes . Alguns olham com tamanha precisão, que faíscas de antemão, se projetam como deleite de sua enormidade enquanto capacidade de acerto. a educação não tem como princípio fazer-nos senhores de nossos próprios destinos mas de nossas obrigações enquanto ferramentas relativamente dispensáveis do sistema, que corrompe todos os nossos sentidos, enquanto que clamamos pela vida, liberta porém com responsabilidade, a maior de todas as formas de educação é o autoconhecimento, é o verdadeiro ato de evoluir enquanto ser humano, de também  ser útil pra si, e será pelo conhecer dos próprios limites que se poderá mensurar o tamanho de cada corpo e de seu potencial mais evidente. o meio não dita quem eu sou, minha adaptação é constante e talvez inconsciente, meu espectro de aprendizado não é infinito, eu preciso tatear cada parte do meu ser de pensamentos, de atividades. eu sempre monto  um novo quebra cabeças, mas minhas peças são as mesmas, minha comunhão de variáveis biológicas, as peças que precisam ser conectadas às minhas é que podem variar muito, eu dou a minha assinatura de interação a esta constante construção. o ambiente não sou eu, ainda que como o poeta morto vivo, este profundo místico e atipicamente racional, o empiricista das paixões, possa considerar-me como copiador compulsivo da realidade, do ambiente por si mesmo, de espelhar minhas ações a ele e de tentar espezinhar cada ponto de ruptura, meu sistema é supra-perfeito, porque busca a fidedigna representação da realidade.

A métafora de ”Laputa e Lagado”, de ”As viagens de Gulliver”, para explicar as diferenças entre o genio, o sábio e os ”trivialmente” inteligentes

Nesta semana, enquanto estava lecionando, ”fui exposto” a trechos do famoso livro ”As viagens de Gulliver” de Jonathan Swift em que se falava sobre a ”estadia” do personagem principal do romance, o próprio Gulliver (dur pra mim, por favor!!) em um reino imaginário chamado Laputa, que se consiste basicamente em uma cidade que fica em uma ilha voadora ou suspensa. Swift, como ficou muito evidente pra mim, fez basicamente uma crítica a sociedade, especialmente na parte da descrição dos moradores desta ilha. Enquanto que alguns estavam sempre com os olhos voltados para o céu, outros estavam sempre com a cabeça rigidamente virada para um dos lados. A princípio, quem não está habituado ao combo filosofia + biologia comportamental (basicamente, comportamento humano), pode não ser capaz de pescar de imediato a crítica principal desta parte da estória. No mundo em que vivemos algo de extremamente parecido ”parece” estar acontecendo, onde temos uma panaceia de subgrupos alienados em relação a realidade, que os envolve, e estão fixamente preocupados com os seus modos cognitivos de vida. As especializações laborais nos mostram que, não é incomum que um engenheiro médio, saiba bastante de sua profissão (em condições ideais é claro), mas muito pouco em relação a filosofia, por exemplo. A alienação é uma característica cognitiva extremamente comum em seres humanos e explica o porque de ‘parecermos’ retardados quando aderimos a movimentos de massa. A alienação leva também a incapacidade de comunicação fluida e didática entre os tipos porque, voltando ao romance de Swift,  aqueles que olham sempre para o céu, não podem mudar de posição para escutar aquilo que aqueles que sempre olham para o lado direito ou esquerdo e estes que também são incapazes de se entenderem sem ”empregados ou intermediadores”. Alienação leva a desumanização. Por exemplo, a grande maioria dos seres humanos estão tão alienados em relação ao sofrimento dos espécimes não-humanos que domesticamos para comer em um churrasco, que aceitam a ilógica de ”passar empatia ou de reforçar as boas atitudes entre eles”, saboreando a gordura apetitosa de um animal que foi covardemente assassinado. Amém**

Aqueles que olham apenas para o lado direito (chama-se torcicolo adaptado ou sair molhado do banho e levar vento frio no rosto) não podem conversar normalmente, entendendo aquilo que aqueles que olham apenas para o lado esquerdo estão lhes dizendo. Alguma semelhança com o mundo ”moderno” e com toda a ”história humana”***

Voce até pode não estar com o pescoço contorcido apenas para um lado, mas se é um partidário ideólogo apaixonado e tendencioso, então será muito parecido com os habitantes de Laputa.

E a cousa pode até piorar, porque em ”Lagado”, segundo o romance, as pessoas importaram as ideias da capital, Laputa, ou seja, o hábito de ficar discutindo o sexo dos anjos, a nível academico, elaborando teorias, hipóteses, sem aplicá-las e talvez até seja bom que não o façam, porque muitas delas são estúpidas.

Alguma semelhança com o mundo em que vivemos** Um grande número de experts que não sabem nem metade daquilo que ”se especializaram”, e muitos deles que são de ”cientistas” e ”pesquisadores” academicos. Discutem os sexos dos anjos, elaboram teorias estéreis em aplicabilidade, enquanto que pessoas reais estão morrendo lá fora da catedral academica.

A partir desta brilhante metáfora de Swift, eu me pergunto então como que poderíamos pensar no sábio, será que o próprio Gulliver não poderia nos mostrar como que poderia ser, dentro deste contexto criativo e imaginário** …sarcasticamente convidativo…

Genios e sábios são a mesma ”coisa”***

Muitos genios serão sábios e muitos sábios serão genios… e apenas com esta frase eu já vos respondi indiretamente, não. O sábio é o inteligente absoluto, claro, baseando-se no sentido de ”absoluto mediante as suas próprias idiossincrasias”.

Por exemplo, vamos pensar em Barbados e EUA.

Barbados é uma simpática ilhota no Caribe com uma população que cabe inteira na favela da Rocinha (também poderíamos imaginar a Islandia, como um bom exemplo). Apesar de seu tamanho minúsculo, este  país, claro que por causa de uma panaceia de razões circunstanciais ou ambientais, consegue proporcionar um padrão de vida razoavelmente bom para a sua população e a explorar de maneira eficiente as suas potencialidades, principalmente na área do turismo e da exportação de frutas tropicais.

Vamos imaginar hipoteticamente que ao contrário da realidade, a excepcionalidade barbadiana se deu única e exclusivamente por causa de sua população. Com o pouco que tem, conseguiu produzir um ótimo país. Isso é sabedoria!!

Agora vamos pensar nos EUA, não preciso dizer muito, visto que é a única superpotencia economica, militar e cultural do mundo moderno, em que vivemos. O genio poderia ser entendido, metafórica e geograficamente, como um EUA, grandioso e extremamente influente por causa de capacidade espetacular e desproporcional.

Não existem genios pequenos, são todos superlativos em suas capacidades. Mas existe uma variedade de ”tamanhos” de sábios, inclusive aqueles que poderão ser superlativos e geniais.

E em relação aos trivialmente inteligentes***

Bem, aí poderíamos compará-los a nações grandiosas, porém que não são tão poderosas quanto a ”Nova Roma” ou EUA, e que não são tão eficientes quanto Barbados, na promoção de medidas de auto-melhoramento ou harmonia interna.

A metáfora da linha reta da diversidade do desenvolvimento humano para explicar o espectro da lateralidade e da sexualidade

O desenvolvimento humano normal ou normativo se dá com base na regra ou normalidade de acontecimentos evolutivos a nível individual. Herdamos relógios biológicos, alguns que funcionam fluidamente, de maneira contínua, constante, outros, que funcionam de maneira inconstante, com base em rompantes ou em depressões de sua pulsação ascendente.

Se o desenvolvimento é rápido desde a concepção, então nós teremos uma maior predisposição para a herança de relógios biológicos anormativos, de ser espetacular em algumas funções e primata em outras, como um savant, especialmente aquelas que são muito acionadas para o conviver habitual de sociedades ritualmente condicionadas, de passar por rituais de passagem e ver-se alçado ao posto de ”maduro adulto”, que paga as próprias contas, que ”é dono de si”. Ou de ser apaixonado pelo próprio espelho e a de buscar em seus iguais de genero, aquilo que lhe ”faltou” durante o seu desenvolvimento, o homem ”incompleto” ou a mulher que em excesso de masculinidade, se mostram ‘anormais’ aos olhos da natureza e bem vindos aos olhos da filosofia e da possibilidade de produzir pensares  e vivencias destoantes e por que não, fascinantes…. o outsider biológico.

O excesso ou a falta de desenvolvimento habitual ou comum, que perfazem aquilo que chamamos numericamente de maioria, a mesma maioria que tanto exponho por aqui, produzirá a diversidade de tipos, daqueles que não tiveram sorte e nasceram mutantes demais, até aqueles que por um quase-milagre, se desenvolveram como aves muito raras.

E mãos que escrevem pelo lado esquerdo e que possam pensar pelo lado direito, é provável de serem abundantes neste espectro de heranças de desenvolvimento curto assim como também daquele de desenvolvimento prolongado, que ultrapassa o ‘esperado’. Nós temos uma poça de lama e seu meio, que está livre de sua natureza pegajosa. Nas médias, vivem a maioria, a normatividade, aquela que perfaz o caráter coletivo da espécie a que pertencemos. Mas somos menos humanos que as massas, porque somos mais únicos.

O normal estatístico será menos canhoto porque a normalidade de natureza demográfica tende a favorecer ao desenvolvimento organico mais equilibrado. Não é uma corrida, mas tem um ponto de chegada, que não será nem para mais nem para menos.

Nascer incompleto ou completo demais, geralmente se caracterizará por uma vida com mais tormentas do que com calmarias. Mas para estas aves raras, as tormentas serão acompanhadas por clarões de hiper-razão ou hiperracionalidade que poderá levá-los a hiperrealidade, ao mundo onde que culturas, religiões e humanidades são produzidas.

Menor ou grande peso ao nascer podem ser fatores essenciais na produção dos espectros anormativos de desenvolvimento psicológico, sexual, cognitivo e cultural dos seres humanos.

Huxley postulou com sapiencia sobre as diferenças entre aqueles que nascem diferentes e podem ver o mundo a partir de perspectivas únicas em comparação aqueles que são estatiscamente normais.

Nas linhas curtas ou longas de desenvolvimento biológico, mora o sofrimento e a alegria mais genuínos de nossa espécie.

Eu sou estasticamente louco

Eles gostam de vulgaridade, eu gosto de simplicidade e elegância comportamental, eu gosto de dar o peso certo a todas as coisas e a de modular perfeitamente o meu comportamento, eles o fazem sem qualquer comprometimento, apenas na base do impulso de grupo, reagem sem perceber que podem estar ultrapassando o limite do educado, polido porém relaxado, eles não sabem pesar o mundo em suas múltiplas partes, por isso que são tão melodramáticos para situações irrisórias e frios para aquilo que realmente importa. Eu sou uma minoria, sou natural, eles gostam do artifício, eu sou racional, eles confundem razão com emoção ao mesmo tempo que são doutrinados a pensar que ambas não podem confabular, vivem em um labirinto de contradições, das suas narrativas  até as suas ações, eu sou empático, eles apenas falam, gostam de se mostrar, nada é tão acolhedor do que suas crenças dogmáticas, estéreis em ações de benesses altruístas, realmente inteligentes ou sábias, que são cabidas dentro de limites certos de interação, em uma irrealidade metafísica de bondade impossível, eles se encostam em suas conveniências, em suas próprias fraquezas. O grande culpado pelo mal e por seu próprio destino, não é o sábio, mas o escravo, que em grande quantidade, produz o corpo do diabo e de sua irresponsabilidade, atropelando a tudo e a todos, apenas com base na repetição, de dentro do calor da coletividade, onde todos os covardes, se tornam um grande Sansão, um vigoroso jovem, de força e ação, movido apenas  por sua paixão. Eu sou louco por razões meramente estatísticas, a maioria é a normalidade coletiva sem rumo, sempre se adaptando, nunca avançando, nunca tomando qualquer rumo, de dar mais do que dois pés a frente e continuar, sempre no seu quadrado. Com a ditadura das massas, passam a ditar sua própria moralidade de gado, a filosofia do escravo, o certo não é o certo, a verdade nunca é a verdade pra eles, tudo deve ser peneirado para que possa ser aproveitado por conveniencia e bom grado a sua intermitência de ignorante ludibriado, que acredita no bom senso comum, que de tão ultrapassado, mostrou-se um engodo desavergonhado e audacioso , que não usa a sabedoria mas a força de quem fala mais alto. Argumentos são armas direcionadas para acertar alvos das manadas e os endireitar, nunca são finalidades, sempre são meios para se chegar mais alto, onde está o poder, o pote de ouro brilhante que cega a todos que buscam te-lo, não por correlação mas por causalidade, porque quem tem vigor e vontade de ser um deus tirano, se enfeitiça cedo ou tarde por este destino, o da cobiça , o materialismo primitivo é quem dita a suposta modernidade, que as pedras de Stonehenge não me deixem mentir, pois não há nada de progresso nisso. eu sou louco no mundos dos normais, mas sou normal no mundo da verdade, onde todo normal, por unanimidade das massas, será o mais pirado, pinel, ao acreditar na grande ilusão chamada sociedade.

O poeta, arrependido porém decidido

Se existe uma palavra mal educada e verdadeira que possa descrever o espírito de um poeta, não resta dúvida de que seja o ”arrependimento”. Os mais sublimes versos já escritos, em sua maioria, estão constituídos deste sentimento que tem potencial para ser corrosivo. O poeta chora pelas estrelas que pode ver, porque se pudesse, se tivesse uma força profunda e mesquinha dentro de seu ser, se cegaria para que não mais cheirasse o aroma de sua própria profundidade e de sua consequente consciência de morte. O poeta ama a vida que tem, mas a odeia também. Sua alegria ao encontrar a beleza de toda a natureza, respirando arte em seu estado mais puro e singelo, é contagiante, tal como falar de amantes inflamadas de paixões desconcertantes ou de juras de amor alçadas no esplendor da juventude, todo o sentir sem o filtro de verdades e certezas, estéreis de vivência e de consumação, que se consistem todas as matrizes de padrões de ilusão coletiva, que é o ato de dizer sem agir, de abusar das palavras, açoitá-las com a língua como um chicote, na tentativa de lutar contra a constante maré da liberdade associativa chamada verdade absoluta, a mãe de todas as filhas, as verdades imaturas ou que dependem da hierarquia e combinação para se sustentarem, imaturas como peças desgarradas de um quebra cabeças ou de mentes frescas e pueris que estão apenas tateando o mundo. O poeta sempre se arrepende e despeja este lamento de uma improvável recuperação, em seus versos mais tristes e solenes, emana dor de uma ação, um desenvolvimento inato, de sair do conforto de bênçãos sem substrato, em direção à meia verdade, entre o mundo do misticismo consciente de animais evoluídos em seu ato mais conhecido, mentir pra si mesmo e viver, e a verdade apessoal, assombrosa de um universo que não responde aos choramingos teus. Se arrepende, mas não tem volta, porque este é o seu lugar, se desenvolve, independente da escola ou da igreja, porque é certo que estas meias certezas te engolirão como seta do destino a lhe apontar, desde cedo sente o teu coração se apertar, mais e mais, sente medo mas não tem como se desvencilhar, não é cientista, frio em seus cálculos, másculo em sua bravura de olhar sem paixões, porque o poeta é o último dos místicos e o primeiro dos céticos, é o intermediário estado da melancolia, que é apaixonada e teimosa entre os espíritos que crêem, e  é bem mais contida e metódica, o cientista sem ter a sede e razão de viver, vive porque sabe que é aquilo que deseja fazer, sua mente lhe prepara antes de nascer, é um ser sem tempero, teu sabor e o teu cheiro não tem artifícios de paladar,  degustas a vida sem vivenciar toda a sua brisa de atitudes e de sentires, é tão certo de ti quanto é de sua realidade. Por este lado, se parece um bocado com o místico, ora dogmático, ora catártico, ora poético, a caminho da bílis triste deste tipo, o mais errante em estar certo de si é o poeta. Este é o que menos sabe, e talvez seja o mais sábio, neste aspecto, ele não duvida, ele vive a dúvida. tem mais perguntas que respostas, porque tem mais angústias que alegrias, é feminino, instável, temperamental, apaixonado pela vida, curioso sobre a morte e incapaz de estabelecer amizade com a dúvida. esta mais lhe parece com a mulher que casou por dote, que fode sem qualquer amor, ainda que sinta desejo na penetração, é um casal que se aguenta pela inércia do equilíbrio que emanam entre si. Funcionam de um jeito, mas precisam sacrificar o outro, onde se basearia no amor. Arrependido, o poeta é, mas está decidido a continuar seu caminho solitário, sociedades de poetas mortos existem, mas não existem as sociedades de poetas vivos, parecem se repelir quando tentam se encontrar e conviver, talvez porque precise do contraste, de triste, basta ele, o poeta e seu cantarolar.

A moralidade do escravo e outros pratos…

A moralidade do escravo

O funcionário do mês, seu sorriso largo e comprometido, sua alegria incontida, de servir ao sistema, independente do quão injusto e vil possa ser, ele não liga, não está preocupado com estas cousas profundas, apenas com a sua moral, a de ser um perfeito servo, de ser um instrumento em sua capacidade de transmitir sereno a ordem pungente, pulsante que tolhe o caráter negociável do humano comum, com pequenas e sabidas negociações, doses parcimoniosas de harmonia, em ciclos viciáveis de felicidades, pequenas, consumíveis e que precisam de constante manutenção, vícios de uma mente escrava de si mesma, que não teve a sorte de ser elástica em seu próprio conhecer, concebe certezas pela dinâmica que interage, se apaixona em primeira mão por esta fraca visão, trata como verdades aquilo que vê pela televisão, não é plenamente livre, sente que depende de outros para pensar, sem eles, vê-se cego a se esbarrar, não é escravo apenas por sua situação de mundo, pois teu predispor o faz imundo em sua razão, incapaz de interpretar, só sabe ouvir e aceitar, mesmo o de brio mais arisco, ainda será enganado por suas próprias paixões. Há uma eloquente hierarquia de liberdades mentais, se não é a si mesmo a lhe ferir, será o sistema quem lhe dirá o que fazer, como e quando fazer. A moralidade do escravo é a moralidade do regime a lhe forçar, a sua filosofia é a de servir cegamente, de atender ao teu chamado mais instintivo, tua natureza muito apessoal, que incorpora diretrizes de todo um coletivo, ao invés de buscar por seus próprios princípios. não existe individualidade, quando só existem obrigações, a moralidade de abaixar a cabeça e sorrir: ” estou sendo eu mesmo, uma peça de quebra cabeças, e nada mais”. O dever de ser cego vem antes do de ser vivo e ver, isto ou aquilo. Não existem dúvidas, não existem  angústias, apenas o próximo trabalho, o próximo servir impecável, lábios felizes por seu pragmatismo. O crente mais fanático pelas caricatas versões de realidade que a besta humana é brilhante no ato, o lunático perfeito, comporta-se como um lorde, o seu senhor mais altivo, mais seguro de si. Porque quando tem pouco cá dentro, não há muito com que se preocupar, porque o equilíbrio se fará mais fácil em sua gestão. “Eu não me interesso por perguntas ou respostas, sou protetor da ordem que sirvo, de qualquer uma delas, porque eu sou assim, deste jeito.”

Dramas de profundidade

Profundo estado de saber tudo ou ao menos de procurá-lo, de ser implacável, de construir seu próprio sistema, de ser a sua própria nação, de amar em profundidade, de sentir na carne, toda a angústia de perdas mais do que prováveis, de estar ciente do tempo, que pode não existir mesmo independente de ti, mas que existe em seu próprio corpo, drama o de sempre buscar pelo vento frio, ao invés do sol de inverno, que esquenta nosso espírito. Que aprenda a preferir pelo sol e a de fazer arte com  palavras de alegria, com a alma a dançar e não a sentir a dor de seu passar, do vento a nos devorar, que a consumação se faça com sorriso, vivemos e continuamos a faze-lo, tudo é experiencia, é experimento, tu és um rato de ensaio, mordendo o próprio rabo sem sair do lugar.

Saudades que se perdem ao sabor do tempo…

…que passa e nos leva sem pedir licença, que me faz ve-los por suas mãos a silenciar a presença, triste bença do despedir, que se renove pelo novo desejo de se reunir, novamente, e sempre… mesmo quando não mais houver como, que este eco faça parte de ti, uma ferida ou uma nova camada de alma, de amar infinitamente quem alegra a sua vida, bendita seja.

Poeira da vaidade, a vacuidade da juventude de alma de um sábio

A poeira da vaidade, canticos de solapagem, a dedilhar pontífices e seus artifícios, de manter o pasto salgado, que levanta a comunhão microscópica de eventos e de saberes, estes que tu viste ao sabor do auto-contemplar, que o límpio reflexo de ti fez-se sem precisar faze-lo, e que se apaixonaste por tua’lma, rica de vivencias únicas, amante de si, coadjuvante de tuas paixões mais intrínsecas, mística e anaĺítica, que ve teus padrões nascendo de tua fonte mais pura, o instinto, de sua vacuidade enferma como um morto vivo a observar a cena mais natural e inconsciente, de tua abrupta energia e sobriedade soturna, de seus extremos e de sua desenvoltura ao perceber-se a sombra, viste tons de brilhos reluzentes, das cores mais puras, até aqueles que lembram o teu lado mais sombrio e inquietante, teu ato de agir como um amante do calor, do sol e de tua influencia, de teu humor em tempos quentes, de ser como ao ambiente e não ser convulsivo por tuas influencias mais pestilentas, como por raro aconteceste.

Hereditariedade da inteligencia

Hereditário é aquilo que é transmitido de pai para filho ou de pais para filhos.

”A hereditariedade da esquizofrenia gira em torno de 70%”

… de acordo com os estudos de gemeos univitelinos.

Mas e entre pais e filhos** Se um casal de esquizofrenicos tiver 10 filhos, 7 deles poderão nascer esquizofrenicos**

Claro que, as porcentagens de hereditariedade são médias estatísticas, não é** Isto é, em média, entre gemeos univitelinos, a ”hereditariedade” (compartilhada, ou, genética compartilhada) será em torno de 70%.

Parece elementar que gemeos identicos apresentem predisposições para compartilharem uma grande proporção de genes, próximo de 100% de similaridade.

Mas o adjetivo hereditário, em qualquer dicionário, é muito claro quanto ao seu conceito, ao seu valor semantico e seria interessante se os pesquisadores desta área, a genética comportamental, dessem maior atenção a este fator para não se deixarem enfetiçar totalmente pela fiabilidade (supostamente) objetiva e precisa dos estudos em gemeos.

Traços hereditários precisam ser passados de pais pra filhos, ou seja, de modo intergeracional, de geração em geração para que possam ser denominados como tal. Do contrário, algo conceitualmente errado estará sendo entendido.

Eu tive uma ideia hoje enquanto estava comentando em blogs hbds, de que é provável que a hereditariedade real de traços psicológicos sejam ainda menores daqueles valores que tem sido encontrados através de estudos em gemeos univitelinos. Especialmente porque são traços analisados separadamente, enquanto que é possível que os fenótipos comportamentais ou personalidades, possam ter maior carga hereditária.

Nosso comportamento está em constante adaptação ao ambiente. Se estamos em um local onde todos gostam de nós, nos tratam bem, são amigos, é provável que um certo jeito arredio possa ser parcialmente transformado, em direção a uma maior extroversão, ainda que isso não signifique que nossa capacidade de adaptação seja infinita.

Quando encontramos pessoas iguais a nós, tendemos a nos tornar mais flexíveis, felizes, é sempre bom ter alguém comportamentalmente familiar para conversar, confiar, rir.

Não herdamos ”traços” mas uma plasticidade comportamental do mesmo traço, que será modulada através de nossas interações, predominantemente conscientes ou não.

Como eu já sublinhei algum tempo atrás, não existe uma porcentagem fixa de hereditariedade, porque depende do contexto seletivo, isto é, se um fenótipo estiver sob forte seleção é provável de se tornar dominante. Se não estiver, será recessivo e sua carga de hereditariedade será menor e menos diretamente transmissível.

Partindo deste pressuposto inicial e central do texto, as mesmas considerações de valores semanticos e metodológicos, deverão ser repensados para os outros ”traços” como a inteligencia por exemplo.  Qual é o grau ou porcentagem médio de hereditariedade por exemplo, ”de” qi verbal alto**

O ser humano não é sempre o mesmo, desde quando nasce até a sua morte, assim como acontece com todos os outros animais de reprodução sexuada, passa por transformações predominantemente hereditárias ao longo da vida, mesmo a vulnerabilidade a interações ambientais, também são previamente herdadas, a partir da concepção. Portanto, pode ser muito plausível sugerir que a hereditariedade para a ”inteligencia”, vá lá, verbal, que pode ser relativamente bem medida em testes cognitivos, flutue de acordo com uma série de fatores ou variáveis biológicas, dentre elas a carga hormonal, raça, dieta alimentar, idade, hábitos (ainda em discussão, será que isso provaria partes da teoria lamarckiana**, mais do tipo, ”sem hábitos prejudiciais a saúde, seu futuro e hipotetico filho terá boas chances de nascer saudável e até mesmo, inteligente, também dependendo da mulher que escolher para te-lo, ao invés de passar estas transformações, ou mudança de hábito, de pai pra filho por meio de bons e constantes hábitos saudáveis, como praticar exercícios e ter uma alimentação equilibrada.. e veg… deixa pra lá, mas por que não**… na verdade, estas atitudes, que tendem a ser predisposições comportamentais, mais latentes em uns e menos em outros, ”apenas” neutralizaria possíveis composições biológicas desequilibradas… ainda que a anormalidade possa e geralmente tenha o seu valor como a produção do genio e dos tipos de outsiders não-violentos como os observadores ”e sábios bem como também os virtuosos).

Seu filho poderá nascer um alfa ou um beta +, isso é incrível!!! Um superdotado popular, carismático e potencialmente bem sucedido se modular o seu comportamento e de ter predisposições mais arraigadas para ter uma criança deste tipo. O ‘problema’ é que geralmente são os outsiders problemáticos que fazem as maiores descobertas.

Por agora, termino por aqui esta investigação amadora, mas é sempre bom manter estas ideias acesas em nossas mentes. Eu posso estar completamente errado sobre isso, mas desde que comecei a pensar sobre este provável equívoco que eu não consigo mais ver os estudos em gemeos univitelinos para estimar hereditariedade comportamental com bons olhos, se o próprio conceito do termo, a meu ver, já esteja denegrido.

Auto entrevista com Santoculto, um santo muito louco, parte 1

hbd, qi, diferenças raciais, existência de raças humanas, filosofia, política e achismos desvairados…

Vamos começar a primeira auto entrevista de que eu tenho notícia da estória humana e quiçá da esquina com a rua dos bobos, número zero…

Hbd ou Hb-d**

 

Resp= e isto importa** Bem, eu deixei a ”diversidade” em separado porque os hbds não parecem curtir muito esta palavra e sua bio-significancia.

 

Voce odeia a comunidade hb–d por que eles acreditam que a homossexualidade seja uma doença  ou quase isso**

Resp= o que é isso** (raiva,raiva,raiva)… hum,hum… rsrs… não. Não é apenas isso. Eu sou diferente da maior parte, bem, sejamos sinceros aqui, de todos eles, os que tem blogue, porque eu não tenho uma agenda neoconservadora a tira colo. Sim, o fato de ”ser” um homossexual fluido que é inseguro quanto ao seu futuro sexual e que passou a considerar o sexo como uma necessidade fisiológica como fazer coco e jamais como um imperativo impulsivo evolutivo natural que atinge boa parte da população neurotípica, contribuiu consideravelmente. O pacote dualista, primitivo, estúpido, generalizador e que se utiliza da comunicação por palavras para incitar futuros conflitos inte-gurupais, se baseia na expiação ao estilo ”brincadeira da berlinda” de todos os defeitos ”do” ”grupo”, desumanizando-o. O dia que eu ouvir qualquer elogio destes retardados da gringolandia em relação ao (um dos) grupo(s) a que pertenço, mediante essa perspectiva , pode ter certeza que eu vou dar um duplo twist carpado no carpete aqui de casa.. claro.. que em pensamento (ninguém pediu para especificar a promessa-).

A comunidade hb-d se apropria de um conhecimento demasiadamente importante e o utiliza para empurrar um conjunto de considerações de natureza política, unilateral e potencialmente danosa a muitas partes envolvidas. Bem, cada um faz o que quer e depois quem paga o pato somos nós. Se não posso me juntar a eles e por que, com que razão racional que eu poderia…. e se vejo que não estão realmente buscando a verdade derradeira dos fatos mas também como maneira de combiná-la com a sabedoria, então eu não tenho nada que fazer lá a não ser bancar o advogado do diabo.

Algumas pessoas se definem como racionais, acusando o resto da humanidade de não ser, mas essas pessoas deveriam expiar a si próprias para entender se são realmente estes feijões mágicos, raros e especiais.

 

Voce se define como racional e acusa as outras pessoas de não serem. Qual é a diferença entre a sua verdade e a delas** A verdade não é relativa**

 

Resp= Eu, o Santolooouco aqui, em pessoa, não sou racional a partir de muitos parametros de comparação. Por exemplo, em termos evolutivos, eu sou um banana, um pateta, que sente desejos que não se compatibilizam com a ordem ”natural” das coisas. Isso é ser irracional. No entanto, o verdadeiramente, o literalmente irracional, é aquele que ao ver a luz, decide continuar tropeçando dentro da escuridão. Se são tão inteligentes, então por que não podem ver o que eu posso ver**

Porque a racionalidade, ainda que possa ser capturada por mentes incansáveis, também é um dever, ou é principalmente um dever, se ao natural, caminharemos para sermos levados pelos cantos adocicados da sereia na costa sul siciliana.

A verdade, separada em muitas perspectivas (verdade ou realidade), pode ser considerada como relativa. Por exemplo, é verdade que eu estou vendo uma planta a partir do lado esquerdo, da mesma maneira que também é verdade que Joachim está vendo a planta a partir de uma perspectiva panoramica, a partir de cima, do norte em uma rosa dos ventos mais próxima de voce. E também é verdade que Hosana esteja vendo a mesma planta a partir do lado direito. A verdade, enquanto uma entidade dissociada de sua comunhão holística, pode ser considerada como relativa, mas a verdade em si não é relativa, mas diversificada porque se relativiza a partir de muitos angulos de visualização ou perspectiva. Ver parte da verdade e tratá-la como o todo é o mesmo que ser conveniente.

A ”minha” verdade é melhor do que a deles porque é diplomática, menos emotiva em um sentido irracional, racional em um sentido holístico, ao considerar todo o contexto.

 

E onde que as bix… os homossexuais entram nesta história toda**

 

Resp= Bi o que** Sim, eu sou isso também, iiihihihihi… ops, quer dizer, ”os” homossexuais são o grupo mais perseguido de toda a história humana porque não se reproduzir é um ato de extermínio de uma continuação, um legado biológico e especialmente quando voce tem além desta condição biológica, também uma condição cognitiva, mental, consciente, que pode deliberar a favor desta não-continuidade, o bicho pega meu bem!

Nenhum negro, creio eu, já foi discriminado pela própria mãe por ser negro (só se chamasse Soraya e fosse mexicana). Ainda se acredita (mentes atrasadas diga-se) que a homossexualidade seja fundamentalmente uma escolha. Se fosse, então hoje eu gostaria de ser o super macho que conquistar todas as donzelas, já amanhã de manhã, eu botei na cabeça que eu quero ser um ”pervertido” doidivanas.

Não tivemos escolha e na verdade, na altura do campeonato, da minha vida ao menos, é estúpido fazer esta afirmação, pois não há escolha de qualquer maneira e mesmo se tivesse, eu não sei como que poderia sair. Eu penso. Se o ser humano fosse colocado em frente a uma máquina que funcionasse como um genio da lampada que pudesse atender a qualquer desejo de tez puramente biológica, voce teria como resultado muitas aberrações, como um humanoide de asas e rabo de dinossauro ou uma Olívia Palito de boca carnuda.

Por razões éticas, moralmente objetivas, não deveria haver qualquer tipo de perseguição por causa de sexualidade, ao menos se fosse pedofilia ou estupro.

Os hb-ds almejam eliminar a homossexualidade da piscina biológica humana. Está tudo errado e eles querem sofisticar o estragado, fazer um bolo com leite com o prazo de validade vencida.

 

Falando em objetividade. Voce criaste os conceitos de moralidade objetiva, moralidade subjetiva e fez o mesmo em relação a verdade. Poderiam ”nos” explicar o que significam**

 

Resp= (voce criaste…. ai meu pai!!!) Eu escrevi textos falando de todos eles, mas enfim, vou explicar de maneira bastante resumida. Moralidade objetiva ou universalista, tudo aquilo que se encontra a partir de uma perspectiva racional, indubitavelmente certo, neutro ou errado. Moralidade subjetiva ou cultural, justamente aquilo que falei acima, caracteriza-se pela enfatização na unilateralidade da conveniencia ou da escolha de apenas uma ou algumas perspectivas ao invés de comprar o pacote inteiro. A moralidade objetiva é a moralidade completa e serve como neutralização recreativa para as chamadas ”culturas” humanas.

A verdade objetiva é a verdade direta, imediata, que nossos olhos podem ver. Ninguém pode negar que, por exemplo, esteja vendo uma pedra (a não ser um cego, sem humor negro aqui… mas ele pode sentir). A ação de visualizar a pedra e a própria pedra são a comprovação da verdade objetiva ou imediata enquanto que a verdade subjetiva é a construção abstrata ou que não é diretamente literal, materializado. Por exemplo, as estatísticas são uma manifestação da verdade subjetiva. Eh subjetiva porque pode ser manipulada de muitas maneiras, mas algumas formas de manipulação estão mais condizentes com a verdade ou precisão do que outras. A verdade subjetiva é aquela em se pode dizer que seja relativa.

 

Mas os esquerdistas modernos não estão usando a moralidade universal como plataforma política**

 

Resp= Eles dizem que é uma moralidade universal, mas uma moralidade que prega o amor a um grupo e o ódio a outro não é universal, é um engodo.

 

Voce não gosta de cristãos e parece pregar o ódio a eles também não é**

 

Resp= Foram eles que começaram. O cristianismo é uma versão quase tão ou mais hipócrita que o judaísmo. Não há nada de muito nobre nele. Cristãos intelectualmente inteligentes são raros. A maioria é de idiota. Por que* Voce deve estar se perguntando… Porque eles confundem a fantasia ou besteirol que está na escrito nas bíblias e que é entoado por padres ou pastores, com o mundo real. ”A bíblia condena isso”. Então eles transformam esta ordem em algo real, que deve ser praticado no mundo real, sem pensar racionalmente, empaticamente, se isso é verdade e as consequencias de suas ações. Não se questionam e pra mim, aquele que não se questiona é um boçal digno de pena e ódio. Mas eu não prego o ódio e ou a violencia física, mas cozinhá-los em banho maria. Eugenia cognitiva, a real evolução da mente, do cérebro e da alma humanos, são incompatíveis com quase todas as culturas e religiões que a besta humana criou. Ao menos se estas se tornassem recreações contemplativas e sem os seus excessos literalmente danosos a qualquer forma de vida inocente ou dependente de nosso juízo, poderiam ser mantidas. Mas a partir de um prisma lógico, qualquer besteirol fantasioso e potencialmente perigoso que seja tratado como verdade, será visto como idiota para uma boa parte das pessoas inteligentes.

 

Mas então não existem cristãos bons**

 

Resp= Claro que existem mas a exceção prova a regra.

 

O budismo seria a única religião que mais se aproxima do conceito puro de religião**

 

Resp= Sim, foi aquilo que disse. Ainda que o budismo também seja ruim por basear-se em uma completa inércia contemplativa. Não é do tipo, mas que coisa maravilhosa, que fantástico!!!… mas dá mais pro gasto do que o resto, que beira a insanidade genocida abençoada por Santo Dio.

 

Qual é o seu qi** Isto é, quanto voce acha que pontuaria em um teste oficial de qi** O que é qi** Qual é a sua relevancia em relação a vida** Pessoas de qi mais alto são mais inteligentes**

 

Resp= Eu não sei, nunca fiz. O mais provável é que seja alto, tudo leva a crer que sim, mas apenas no componente verbal, que já é qualquer coisa né* Eu tenho um vocabulário sofisticado, sou bom com as palavras, tenho lá as minhas deficiencias, talvez por falta de prática, com concordancia verbal, da mesma maneira que confundo before com after e esquerda com direita. Se quiser duvidar fique a vontade… (grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr).

Testes cognitivos e mais especificamente os testes de qi são tentativas de mensuração da inteligencia com base na aplicação de exercícios mentais ou com algum componente cultural como ”conhecimentos gerais”. As forças dos testes de qi são

– mensuração de habilidades mentais específicas e generalizadas,

– são neutros, especialmente os mais recentes. Mas na verdade, os antigos também não eram lá tão tendenciosos, ainda que fossem menos corretos.

– uso para detecção de alguma idiossincrasia cerebral minoritária.

 

Os pontos fracos são

– parte de um determinismo estatístico onde que os mais inteligentes indubitavelmente deverão pontuar muito alto, o que não se consiste na plena verdade,

– é usado como substituto da teoria ou de qualquer teoria que enfatize a diversidade cognitiva, como aquela do Gardner, desprezando a variação da complexidade intelectual humana e tendo até mesmo algumas implicações políticas muito baixo astral,

– … bem, os testes em si não são ruins. Ruins ou estúpidos são aqueles que os utilizam como verdade absoluta, desprezam o papel da personalidade ou instinto, acham que apenas eles podem ter todas as respostas.

 

Não há qualquer grande relevancia, especialmente se o indivíduo não é auto-consciente o suficiente para saber manejar o seu arcabouço cognitivo natural em seu ambiente de interação, de maneira racional, empática (realmente empática) e que seja proveitosa para si próprio. São números e aqueles que se ateem a esses números estéreis, é porque devem ser inseguros quanto a sua capacidade e ou narcisistas o suficiente para se agarrarem a essas abstrações, ganhar o diploma de genio do populacho e não fazer nada de útil em troca. O jeito mais fácil de ser considerado como tal.

 

Seja sincero. Voce não gosta dos testes porque não tem o qi mais alto*** Fácil** Mas pontuar muito alto nestes testes deve ser muito difícil***

 

Resp= Eu tenho que ouvir isso. Nasci pra sofrer, só pode!! Não meu qirido!! A questão não é comigo, é com eles. Eu nem me acho o tipo de inteligente que a maioria aprecia, como dizem lá pelas cercanias da Cidade do México ou Guarujá ”eles são genios por maioria de votos… porque pontuaram alto nos testes”. Os fetichistas de qi fariam o favor, se fossem inteligentes, de pararem de dar pitaco sobre este assunto.

Se alguém foi muito bem no teste e não fez muito esforço, então é porque é fácil pra ele faze-lo da mesma maneira que é fácil para um acrobata fazer acrobacias. Tem uma tendencia natural, al dente.

 

Mas o acrobata se esforçou muito antes de chegar a perfeição!!

 

Resp= Eu não sabia que tinha que estudar pra fazer teste de qi, primeira vez que eu escuto isso. Não, uma pequena minoria de pessoas em todo mundo que são capazes de pontuar muito alto nos testes. Isso quer indicar que nem por super esforço, é capaz de aumentar as pontuações até o teto máximo já alcançado. E mesmo o acrobata… quem tem dispraxia, não dá pra tentar trabalhar no circo.

 

Mas esta raridade não poderia ser resumida em genialidade**

 

Resp= Talvez, mas não existe apenas este tipo de genio. Este é um dos problemas que eu tenho falado tanto na hbdosfera. Genios podem não ser tão raros assim, raro é o genio que se expressa. Não estou querendo dizer que existem muito mais deles do que acreditamos, veja bem, mas não é tanto assim. Bem, talvez eu esteja confundindo genialidade com talento, que não  é a mesma coisa.

 

Aé** Talento se difere da genialidade em que sentido**

 

Resp= O talentoso até tem uma predisposição mais latente, mas boa parte de seu talento se faz com base no esforço, no desenvolvimento desta predisposição, ao passo que o genio, quase não faz qualquer esforço, é um savant que apenas aplica o seu dom natural. Eh como escrever poemas, não é muito difícil pra mim, basta pensar em algum tema que as rimas vão aparecendo. Eu percebo que os meus melhores poemas, na minha opinião, é claro, vieram de 0% de esforço e apenas intuição. Mas também é possível construir poemas com algum pensamento mais esforçado, ainda assim. Bem, perceba que quando pensamos, estamos sendo intuitivos, o pensamento intuitivo é muito mais comum do que imaginamos. Raro é o seu reconhecimento e seu uso na construção de um ”produto” de qualidade. Ninguém pensa pra pensar, na maioria das vezes, em nossos cotidianos, especialmente, nós pensamos intuitivamente, nosso pensamento é super rápido e a intuição será ainda mais rápida.

 

Que interessante, então existe velocidade de pensamento e a intuição se constituiria em um tipo extremamente rápido de pensamento**  Agora, sobre criatividade. Voce tem umas ideias bem interessantes sobre. Poderia nos dizer o seu conceito para criatividade e suas teorias**

 

Resp= São muitas, nossa!! Vamos por parte, como dizem lá no açougue (que piada péssima!!!). Criatividade em seu significado mais puro se consiste na capacidade de se produzir algo novo. Como resultado, qualquer tipo de proposta que se difira daquelas que já foram construídas, será identificada como tal. No entanto, a criatividade em seu sentido menos puro, bruto, porém que é mais mais apurado, nos diz que além de novo, também deve ser útil e portanto de qualidade. Claro que aí adentraremos a ideia de moralidade. Por exemplo, matadouros de animais ou as touradas de Barcelona apresentam respectivamente, utilidades, práticas e culturais, mas são completamente imorais, por tratarem os animais não-humanos com total desprezo. Aí, na minha opinião, deve haver um fator moral carregado para que a criatividade não crie ainda mais monstros. Veja a revolução industrial. Mesmo a tão adorada criatividade, pode ser muito, muito ruim. Sem sabedoria parceiro, não tem como!!

Em minha primeira teoria sobre criatividade eu busquei separar as atividades e trabalhos ou produtos que são conceitualmente criativos daqueles que são expressivamente criativos, isto é, fazer algo novo ou ser ”realmente” criativo, ao nível de genio ou de talentoso criativo, em relação ao de replicar a criatividade que foi criada justamente por este primeiro grupo, a epidemia criativa. Temos o compositor e o musicista. O compositor é conceitualmente criativo, o musicista é expressivamente criativo, ele expressa criatividade, só que não é de sua autoria. O compositor ganha no pedra-papel-tesoura do musicista, porque seu trabalho é puramente criativo. O papel do musicista que não compõe, no entanto, é muito importante e não deve ser desprezado. Eu percebi que aqueles que expressam os trabalhos criativos dos outros, tendem a ser dotados de algum talento ”savant-like”, isto é, mais mecanicamente especializada, que pode ser um talento, mas que, obviamente, precisa de uma predisposição genética, organica. Eh claro que nós temos os prodígios musicais, que tem imenso talento natural e que podemos ter os tipos precoces que ”apenas” reproduzem as obras dos compositores.

Também desenvolvi categorizações possivelmente aplicáveis como a do criativo contínuo e do criativo descontínuo. O primeiro, como diz o adjetivo, seria aquele que produz uma grande quantidade de ideias por dia ou por mes, que tem uma personalidade altamente criativa, de temperamento ambíguo, contrastante,  vívida, atemporal, ao passo que o segundo seria mais neurotípico em seu comportamento porque a correlação entre a sua personalidade e portanto motivações pessoais e seu perfil cognitivo, seria menor, menos atrelada entre si. Recentemente eu sugeri que perfis cognitivos assimétricos, isto é, grandes discrepancias entre as habilidades cognitivas, como ter uma inteligencia verbal muito alta ou uma diferença muito grande entre este componente e matemática, por exemplo, possam ser uma das causas para a típica paixão do criativo por suas capacidades com maior potencial, seus elásticos mais elásticos.

 

Qual é a relação entre criatividade e problemas mentais** Não seria apenas um mito de uma era romantica**

 

Resp= Se fosse apenas um mito de uma era romantica, então esta ”era romantica” teria durado uns 2000 anos. Não, as pessoas pegam as palavras sem entender seus significados e aí vão espalhando seus achismos desvairados até se tornar uma bola de neve. Mito, como o nome diz, é um fenomeno profundamente espetacular, o efeito fundador de algo, de uma ideologia, de uma religião, é quase que como a onomatopeia de um pensamento emocionalmente abstrato, que não tem muito tato com o mundo real, literal, fisiológico. Dizer que a relação entre criatividade e problemas mentais, se na altura do campeonato, podemos resumi-los a problemas, se consiste apenas em um mito ou em observações seculares sem natureza empírica, é o mesmo que negar a enorme proporção de genios de extrema grandeza que já nasceram com estas condições. A capacidade poética, uma das manifestações mais sublimes, sutis e verdadeiras da criatividade, está intrinsecamente relacionada com predisposições psicopatológicas. E ao reler o livro de Cesare Lombroso, já não me restam dúvidas quanto a isso. Eh claro que um sabichão poderá chegar até voce e dizer ” Mas a maioria dos ”doentes mentais” não são geniais”. Não sei se quem argumenta desta maneira o faz de má fé ou porque é estúpido mesmo. Ninguém está dizendo que todo aquele acometido de uma personalidade extrema, será um genio. Mas que o genio, que costuma ser bem raro, será muito comum de ser acometido de uma predisposição, latente ou significativa. Uma pequena minoria de seres humanos será genial e apresentará grandes chances de ter algum traço mais extremo, por causa de sua natural singularidade, individualidade. O genio tende a expressar sua criatividade com base em si próprio, tal como nós fazemos, em geral. Tudo aquilo que somos, botamos pra fora com base em nossas culturas pessoais, nossas maneiras de interagir, de ser, tudo aquilo que sinalizamos para os outros ou para nós mesmos, expressa parte daquilo que somos. E o indivíduo singular e muito inteligente, o fará de maneira original, o primeiro passo para a criatividade.

 

O trabalho de Lewis Terman encontrou algo completamente diferente daquilo que voce defende, onde que os superdotados analisados, foram em média, melhores em todos os aspectos se comparados com os menos inteligentes. Onde é que Terman errou e Lombroso acertou** E onde é que Lombroso errou e Terman acertou**

 

resp= Primeiro que Terman não analisou ”genios”. Superdotados, geralmente não são genios. Há de se separá-los conceitualmente porque na prática, faz muita diferença. O superdotado é alguém que é dotado de grande capacidade cognitiva ou intelectual. O genio é alguém que é dotado de uma capacidade que está fora de qualquer parametro comparativo. Não se comparam genios com as outras pessoas, em compensação, para identificarmos os superdotados, devemos fazer justamente isso. Eu acredito que exista uma descontinuidade entre a inteligencia que entendemos como tal e a genialidade. A genialidade é anti-natural e potencialmente desvantajosa para quem a carrega nas costas. Terman não parece ter buscado a criatividade como um elemento relevante em sua pesquisa. Ele errou porque disse que provaria a sociedade que ”os prodígios não são degenerados”. Ele foi influenciado por suas emoções pessoais que o direcionaram para o caminho errado. talvez, se tivesse mudado os termos, até poderia ter conseguido algum sucesso. O ponto mais importante do seu trabalho foi a sua ideia, de procurar pelo genio antes que se manifestasse. Terman foi um dos pioneiros mais eloquentes na redução da importancia de predisposições psicopatológicas na manifestação do genio. E esta mitologização arrogante de algo que não é assim tão ”mitológico”, reverbera com força nos dias de hoje. Desde o trabalho de terman que o ”genio torturado” passou a ser visto como uma ”anomalia da genialidade” enquanto que o escolasticamente superdotado passou a ser entendido como ”o genio”. Mas genios que não produzem trabalhos criativos não existem, não é**

Lombroso pecou especialmente em sua constante patologização de comportamentos contextualmente anormativos como ”altruísmo -excessivo- para com os animais não-humanos”. Ele deu um caráter altamente patológico aos genios historicamente reconhecidos que analisou por meio de relatos autobiográficos e biográficos, que não é plenamente a verdade dos fatos. No entanto, em relação ao resto, ele demonstrou, inclusive por meio de alguns casos relatados de pessoas com transtornos mentais que durante fases agudas de suas doenças, se transformaram temporariamente em seres altamente inteligentes, perspicazes, como se vivessem genios adormecidos ou mesmo presos dentro de seus corpos frágeis e doentes. A doença e ou graus dela, funcionam perfeitamente como promotoras do desenvolvimento da autoconsciencia, que é um aspecto que define o genio do superdotado. E ao lermos a obra de Lombroso, vemos que a maioria dos genios historicamente reconhecidos que ele analisou, detinham grande autoconhecimento.

 

Por enquanto é só, nossa, voce fala demais Santo, não sabia que isso é pecado**

 

resp= moralmente objetivo ou subjetivo**

 

Respeito a (pseudo) religião**

Se eu te respeito e a recíproca é perfeita, então não tem jeito, é assim mesmo, se chama empatia, para que se produza altruísmo, uma mão lava a outra, é uma corrente de simpatia, pela alma amiga ou mesmo desconhecida, mas que com sorrisos de alforria, se liberta de sua escravidão chamada ego egoísta e se torna um ego alquimista, que faz mágicas pensando na harmonia.

Deus é um só, é uno e só pode ser fidedignamente reproduzido por nós, humanos, em seu melhor momento, em sua melhor aparição, ele não tem rosto, porque é tudo.
Eu não respeito quem não merece, respeito quem é sábio, e por isso poucos podem te-lo. Há de se ter paciencia para com aqueles que, a priore, se deixam levar por suas paixões vãs, seu instinto, sua naturalidade que não se harmoniza, mas julga sem racionalizar, sem ter a mente lisa e compacta.
Religião é o ato de tatear no escuro, buscando por um sentido maior para a própria vida, tentar crer sem ter certezas, de buscar pelas respostas mais coesas e profundas de nosso ser.
Religião também pode ser traduzida por amor, pela harmonia, pela estabilidade, pela humanidade, de se encontrar parada rente a um furacão a lhe engolir, e resistir, de observar e pensar, por que** Onde está** para que** Traduzir o seu conceito de ser humano.
Não é uma inquisição de pessoas, mas de ideias, de tentar vence-las, de tornar dúvidas em respostas, de mágica, de alquimia, de misticismo realista. De ver aquilo que sua visão não pode te mostrar, de tentar ver o corpo que te encasula, o gigante céu, sua Lua, e seus mistérios.
A Terra nos dá vida e ar, porque se harmonizou, agora nós precisamos fazer o mesmo. Mas devemos também mante-los, estes selvagens intelectuais que usam seu instinto animal para buscar, para inovar. Só que por agora, não será mais com base na destruição, nas na empatia entre seres vivos e eternamente estáticos, entre o atrito da existencia viva e da existencia morta, que é parte da Terra e não um indivíduo, que não tem juízo de suas ações.
Seu Deus exaltado de seus lábios, não existe, não é ação, é uma estorinha triste de ódio e de destruição, abençoado por seres vis e sem consideração. Chega deste lixo, eu quero a verdadeira religião, é um amor a razão, a pessoas reais, a fazer-se sábio e a sussurar atitudes ideiais.
Eu não respeito quem usa ilusões para viver a realidade. Não respeito cultos de perseguição, sem sentido. que caiam por terra, eu quero a criatividade, a sabedoria e a inteligencia como minhas fés mais profundas, crer em mim mesmo. Eu quero que voltemos ao desenvolvimento da autoconsciencia.
De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

GRUPO BARRETO / Desde 1988

Assista, comente, curta e compartilhe nossos vídeos do YouTube e GANHE vouchers conosco, consulte condições

Castro456's Blog

O medo do nada

Delusions of Adequacy

And You Thought You Might Have Had Delusions of Grandeur

PARTO DE IDÉIAS

"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância." Sócrates.

Pensar Novo

"Saber que você precisa mudar não é suficiente. Você precisa ter a coragem de fazer esta mudança." Robert Kyosaki

Mind Hacks

Neuroscience and psychology news and views.

Inside Perspectives

of Asperger Syndrome and the Neurodiversity Spectrum

Agoraphobia Subliminal Hypnosis

Come out of the woods, the dark, come into the light. As a recovered agoraphobic, I've designed these audios over many years in order to help you. Charles K. Bunch, Ph.D.

Antimidia Blog

Textos sem sentido, para leituras sem atenção, direcionados às pessoas sem nada para fazer.

REBLOGADOR

compartilhamento, humanismo, expressividade, realismo, resistência...