Qi ‘não é” inteligencia parte 127…. e a sabedoria como o hiper desenvolvimento (de natureza inata) de habilidades cognitivas essenciais (reconhecimento de padrões)

Qi não é inteligencia, qi se correlaciona com inteligencia # (traduzindo= hashtag)

Tal como eu já falei sobre as possivelmente verídicas diferenças entre as inteligencias de predador e a de neotenico, a escola assim como também a psicometria, visam conceituar unilateralmente apenas um tipo de inteligencia, aquela que melhor se adere as necessidades do sistema. Poder-se-ia dizer ainda que quase todos os modelos psicológicos de comportamento, usados para categorizar os tipos de personalidade e julgar atitudes, sejam baseados em um contexto social particular, o ocidente urbano e moderno, e isto também quer indicar um viés (preconceito potencialmene negativo) político.

Os cachorros (domésticos) mais inteligentes, são aqueles que aprendem com maior facilidade os comandos de seu ”dono”. Isso é ser mais inteligente**

Para um cachorro domesticado, sim. Mas não será para ser realmente inteligente. O inteligente absoluto ou o sábio, mais do que qualquer outro, sempre se questiona em relação as verdades absolutas (de momento e milenares) que estão sendo socializadas em seu ambiente.

Por que existem reis e rainhas** Por que algumas pessoas ganham muito mais do que as outras sendo que fazem muito menos para merecer** Por que muitos retardados mentais se tornam ”famosos” e também entram na folha de pagamento da classe parasita e inútil da nação** Por que eu tenho de fazer um exame público, generalista, disputar vagas de emprego com outras trocentas pessoas** Por que não pode ter emprego pra todos** Por que pessoas ricas falam em ”igualdade”, se elas mesmas são ricas e portanto, desiguais em relação aos outros** Por que as pessoas, em média, ”preferem” acreditar em ideias equivocadas (envernizadas de ”fatos”) do que de tirar as suas próprias conclusões** (ainda que estejam apenas parcialmente corretas) . Por que existem guerras*** Por que dizem uma coisa mas fazem outra** Por que poucos são coerentes a longo prazo com os seus pensamentos e ações***

Se voce pontuar 230 em um teste de qi e for uma pessoa politicamente acrítica e intelectualmente raquítica, ainda assim, uma multidão de losers, que eu chamo delicadamente de ”iqtards”, irão te louvar como o mais novo ”genio” da paróqia.

Agora, se voce pontuar 105 em um teste de qi mas for o tipo de pessoa que está sempre se questionando sobre o porque das coisas serem assim e não assado, pode esquecer, a maioria, e nós sabemos, que maiorias humanas costumam ser diversificadamente medíocres, um arco íris de vergonhas alheias coletivas, nem dará atenção pra voce, porque afinal de contas, ”o genio é aquele que pontua muito alto em testes de qi”. Quem sempre reclama (daquilo que merece ser criticado, pelo bem da inteligencia, sabedoria, empatia… virtuosidades) é um ”recalcado”, porque tem ”inveja”, é o novo ”argumento” dos humanos super domesticados que chamamos de ”esquerdistas” (não ”todos”, é claro).

Eh interessante perceber que ”até mesmo” alguns ‘mensaleiros”, admitem que seus resultados em testes cognitivos não são atestados de genialidade, talvez de grande inteligencia convergente. Genialidade é diferente de inteligencia escolástica, podem se correlacionar, mas não são sinonimos, de ser um produto do outro.

A ”educação” pode ser resumida da seguinte maneira

Avaliação de longo prazo sobre a capacidade dos semi-escravos para aprenderem um conjunto superficial de habilidades cognitivas que são ideais para sustentar o maquinário sócio-hierárquico do sistema piramidal vigente.

A educação também parece servir como uma maneira de

  • inculcar a ideologia dominante desde cedo nas cabeças de intelecto mediano ou com qualquer outra fraqueza (contextual porém decisiva) psicológica,
  • manter os filhos dos trabalhadores sob o cuidado do estado, para que os pais possam trabalhar como quase-escravos em tempo integral e encher os cofres de uma ínfima parcela demográfica

O ser humano, em um ambiente culturalmente carregado, precisa (precisa mas não tem, por razões genéticas ) ser provido de razoável a grande capacidade no reconhecimento de padrões, tanto de buscar a imagem maior, quanto de ser bom para o pensamento analítico ou detalhista. Percebam que o cenário cultural em que se está inserido é de fundamental importancia para que  se possa modular a capacidade individual (e coletiva) de se responder apropriadamente a cada uma das múltiplas interações que participamos a nível diário, de curto a longo prazo. A inteligencia bruta ou sabedoria se encontra dentro do conceito de Geografia, é a técnica de interação entre o homem e o seu meio, sempre buscando pela conservação, de si, mas também do ambiente em que se encontra, porque dependemos da saúde do mesmo para que possamos sobreviver em segurança.

Analisamos a inteligencia dos animais ”selvagens” ou que não foram domesticados, por meio de seu comportamento no meio em que vive. Os animais não-humanos mais inteligentes são aqueles que melhor se adaptam ao ambiente. Existe um espectro (sempre existe) entre o grau de preponderancia na seleção dos mais adaptados pelo ambiente e do próprio ser, isto é, manipulando o ambiente, ao invés de ser manipulado por ele. Sabe-se que os mais adaptados tendem a ser os mais inteligentes, ainda que o fator contexto, também seja de grande relevancia. Então, nós temos uma variação de uma determinada espécie, que está adaptada, sobre certas circunstancias, mas que não estará adaptada sobre circunstancias discrepantes. Nós temos dois vencedores para contextos ambientais distintos. O ser humano tem uma janela evolutiva de oportunidade para selecionar o seu tipo mais talentoso nesta tarefa, o criativo objetivo ou prático. A criatividade é o próprio livre arbítrio. A partir do momento em que podemos modificar uma resposta reativa instintiva por outra, isso já pode ser considerado como uma capacidade criativa, de não usar sempre as mesmas respostas e também como uma capacidade de escolha, ainda que como eu sempre digo, seja limitada.

 

 

Em matemática, para aprender um idioma, para entender as leis da física ou para criá-las, para entender filosofia, para amarrar o cadarço dos seus sapatos, para fazer sexo, em tudo, reside aquilo que os psicometristas cunharam de ”fator g” ou capacidade para reconhecer padrões. Esta é a base da inteligencia, da cognição e todos os seres vivos apresentam esta capacidade, se consiste no próprio ato de viver. A fiação neurológica que se ramifica como galhos de árvore por nosso corpo, também se fará presente e influente em quase todos os animais e explica o porque de ”quando se tem asas, elas devam ser usadas para alguma coisa”. Claro que a partir daí, nós vamos ter desde as águias, que são prodigiosas nesta capacidade, até as galinhas e os pinguins, mas as asas também podem servir pra nadar, emulando a função de remos em uma canoa, e as aves predominantemente aquáticas ”sabem” (organicamente, consciencia corporal, a consciencia da clausura) disso.

No entanto, muitos ou a maioria dos psicometristas, também acreditam que os testes cognitivos possam analisar com grande eficiencia o fator g. Talvez isso seja verdade para a capacidade de adaptação dentro do contexto escolástico, fordista, da sociedade em que vivemos. Mas não parece ser positivamente correlativo para o verdadeiro fator g, a base da inteligencia que entendemos como reconhecimento de padrão. Aí reside a diferença da ”inteligencia do animal domesticado” ou neotenico, em comparação ao ”animal selvagem” ou ”não-domesticado”.

Os cachorros  mais inteligentes são aqueles que são mais rápidos e eficientes na memorização de comandos repetidos por seus ”donos”. O trabalho semi-escravo nas ”civilizações” se baseia no mesmo tipo de adestramento que fazemos com os outros animais, se chama gratificação psicológica”. Nos mandam fazer uma tarefa, geralmente que será de natureza técnica e repetitiva e nos dão ”dinheiro” ou o biscoitinho como recompensa. O politicamente correto é como ”se fingir de morto”. Eh uma orquestra onde que as pessoas são convencidas a cooperar com o sistema, de alguma forma.

A análise cognitiva dos lobos, se dá com base em sua capacidade de adaptação no ambiente e isto se relaciona com a ”base da inteligencia”, que a sustenta, a capacidade de reconhecimento de padrões, detalhistas e globais ou ”imagem maior”.

A maioria dos tipos de inteligentes nas sociedades ”modernas”, estão parcial a predominantemente desprovidos desta capacidade, a inteligencia bruta ou ”espectro cognitivo da sabedoria” e é justamente por isso que os tipos de psicopatas de alto funcionamento são tão bons para conquistar o poder e ditar regras totalitárias, oriundas de sua mente megalomaníaca. Porque o psicopata de alto funcionamento é um tipo negativo de sábio, que pode entender todos os padrões de funcionamento do ambiente em que vive e adaptá-los a si próprio. Ele pode não ser um exímio poeta ou um compositor espetacular, um matemático genial, mas será excelente na sua capacidade de ver a realidade bruta por de trás de toda a complexidade de símbolos, alegorias e crendices que permeiam a vida humana, os auto enganos que são tão importantes para o animal com lampejos constantes porém imprecisos de autoconsciencia. ”Precisamos” das muitas ilusões das quais acatamos porque se não teríamos uma grande incidencia de suicídios por causa de uma provável epidemia de depressão existencial. Precisamos ter uma razão para existir, isso é poderoso, raro porém bastante angustiante. E a religião aparece para preencher esta lacuna, não apenas a religião clássica, mas qualquer tipo de idelogia. Precisamos de um caminho para transcender e de ter certezas, mesmo que sejam certezas negativas como a de que o Brasil jamais será um país desenvolvido ou de que o ”mal sempre vence”.

O sábio genuíno, a versão positiva do psicopata, que também é muito prodigioso para entender a realidade, poderia então ser caracterizado cognitivamente como o super desenvolvimento das habilidades intelectuais mais puras, que como eu já disse aqui mais de uma vez, se consiste na base da inteligencia.

Em minha constante e ascendente empreitada na tentativa de desligar a bomba relógio cognitiva da modernidade, a crença dogmática ou dogmalogia na psicometria cognitiva como espetacularmente precisa na medição da ”inteligencia” (provavelmente no plural), faço como conclusão deste texto, uma nova afirmação retida de minhas observações sobre o assunto em pauta, a de que os testes cognitivos meçam habilidades cognitivas que se correlacionam com certas dimensões da inteligencia, mas que por se basearem apenas na analise cognitiva, em um hipotético cenário culturalmente neutro, não pode ser considerado como abrangente. Em outras e distintas porém convergentes considerações, os testes cognitivos se assemelham ao adestramento de animais domesticados e não em relação a toda a multidimensionalidade da inteligencia, esta por sua vez, que tem como base a capacidade holística e detalhista de reconhecer padrões (assim como também de manipulá-los ou produzir novos padrões), o espectro da sabedoria cognitiva.

 

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7 Respostas para “Qi ‘não é” inteligencia parte 127…. e a sabedoria como o hiper desenvolvimento (de natureza inata) de habilidades cognitivas essenciais (reconhecimento de padrões)”

  1. Rodolfo diz :

    Embora muitos autores associem o “G” psicométrico, o valor de fato que se extrai dos resultados dos testes, à capacidade de reconhecer padrões, uma coisa não é a outra. Não que essa capacidade não seja importante. De fato, na teoria da inteligência artificial, que teve esse boost nos últimos 20 anos, reconhecimento de padrões é entendido como a própria inteligência. Há várias definições, mas grandes nomes como Schmidhuber vêem o reconhecimento de padrões e sua habilidade “irmã”, a compressão de dados, como o pináculo da inteligência.
    Porém G não é necessariamente isso. G é o que diferencia as pessoas. Basta lembrar de como a técnica de extração de fatores se da na estatística. Como exemplo, considere um grupo grande de caixas d’água, que tem a mesma largura e mesmo comprimento. Ai você mede a altura e o volume das caixas d’agua. De forma impressionante, o volume e a altura terão uma correlação de exatamente 1. Apesar disso, não se pode dizer que volume e altura são a mesma coisa. A correlação só foi perfeita por causa de uma idiossincrasia da população que você estava medindo, a saber, que todas tinham largura e comprimento iguais. Se você extraísse um fator geral das caixas d’água, o quanto esse fator explicaria dos volumes e alturas dependeria da amostra.
    O G psicométrico, o valor numérico, também é assim. Ele depende de uma interação entre o teste e a população. Há um tempo atrás, o Sr.(a) Half Sigma, ou “Leão da Blogosfera”, você deve cconhecer o blog, comentou incorretamente que xadrez tem um baixo G loading e como prova mostrou um estudo em que mestres davam mate usando somente a memória. A explicação certa do estudo não é que Xadrez no geral tenha um baixo G loading, mas que o teste do estudo, que era de dar mates básicos, coisa que enxadristas treinam a exaustão ainda na infância, era fácil demais. Era algo que bastava olhar que eles já sabiam a resposta. Seria equivalente a pedir um professor universitário de matemática que ele resolvesse problemass de aritimética da quarta série, ou a um grande escritor que ele soletrasse “carro”. Mas se você desse problemas exóticos e difíceis e desse um teste de QI convencional para os seus enxadristas, veria que o G loading do teste de Xadrez era alto. Ou se você desse o problema de mates básicos para um população de pessoas que nunca ou quase nunca jogam Xadrez, o G loading seria novamente alto. Isso explica também porque os esccores em teste de QI subiram durante o século, mas não parece ser devido à G. Como estamos mais treinados em relação à resolução de testes que as gerações passadass, o G loading dos testes diminui. A capacidade intrinseca que se propunha medir pode ter aumentado ou não, mas o que é certo é que os testes antigos não a medem tão bem quanto nas populações anterriores.

    • santoculto diz :

      ”Embora muitos autores associem o “G” psicométrico, o valor de fato que se extrai dos resultados dos testes, à capacidade de reconhecer padrões, uma coisa não é a outra. Não que essa capacidade não seja importante. De fato, na teoria da inteligência artificial, que teve esse boost nos últimos 20 anos, reconhecimento de padrões é entendido como a própria inteligência. Há várias definições, mas grandes nomes como Schmidhuber vêem o reconhecimento de padrões e sua habilidade “irmã”, a compressão de dados, como o pináculo da inteligência.”

      Sim, concordo totalmente. Como eu defini no texto, se consistiria na base da inteligencia, em sua raiz.

      ”Porém G não é necessariamente isso. G é o que diferencia as pessoas. Basta lembrar de como a técnica de extração de fatores se da na estatística. Como exemplo, considere um grupo grande de caixas d’água, que tem a mesma largura e mesmo comprimento. Ai você mede a altura e o volume das caixas d’agua. De forma impressionante, o volume e a altura terão uma correlação de exatamente 1. Apesar disso, não se pode dizer que volume e altura são a mesma coisa. A correlação só foi perfeita por causa de uma idiossincrasia da população que você estava medindo, a saber, que todas tinham largura e comprimento iguais. Se você extraísse um fator geral das caixas d’água, o quanto esse fator explicaria dos volumes e alturas dependeria da amostra.”

      Meu entendimento em relação ao fator g psicométrico seria a de que se consiste em uma partícula estatística que estaria vinculada a todos os tipos de atividades básicas, por exemplo, aprender a dirigir um carro ou aprender contas matemáticas. Uma pessoa com baixo g seria alguém que é incapaz de aprender esta multitude de habilidades ou técnicas da modernidade, como lembrar-se dos procedimentos para pagar uma conta no banco. Isso explicaria por exemplo, o baixo g dos autistas (e talvez dos judeus**).

      Eu nunca pensei a partir desta perspectiva, de que o fator seria o definidor, o diferenciador das pessoas, pelo contrário, pois ele seria aquilo que todos os seres humanos tem, a base da inteligencia. Mas os testes cognitivos não mensuram a inteligencia em suas muitas dimensões, incluindo aqui a mais relevante, as capacidades essenciais de interação e entendimento no mundo real, pois se caracteriza por mensurá-la a um nível idealizado e baseado em um suposto cenário cultural neutro. Os mesmos atributos que são necessitados nas escolas, também são usados em testes cognitivos só que são enxugados. Analisa-se a capacidade de memória, mas não a sua funcionalidade, a sua eficiencia para aquilo que realmente importa. Minha opinião. Por isso que em partes, os testes cognitivos não são tão bons assim.

      ”O G psicométrico, o valor numérico, também é assim. Ele depende de uma interação entre o teste e a população. Há um tempo atrás, o Sr.(a) Half Sigma, ou “Leão da Blogosfera”, você deve cconhecer o blog, comentou incorretamente que xadrez tem um baixo G loading e como prova mostrou um estudo em que mestres davam mate usando somente a memória. A explicação certa do estudo não é que Xadrez no geral tenha um baixo G loading, mas que o teste do estudo, que era de dar mates básicos, coisa que enxadristas treinam a exaustão ainda na infância, era fácil demais. Era algo que bastava olhar que eles já sabiam a resposta. Seria equivalente a pedir um professor universitário de matemática que ele resolvesse problemass de aritimética da quarta série, ou a um grande escritor que ele soletrasse “carro”. Mas se você desse problemas exóticos e difíceis e desse um teste de QI convencional para os seus enxadristas, veria que o G loading do teste de Xadrez era alto. Ou se você desse o problema de mates básicos para um população de pessoas que nunca ou quase nunca jogam Xadrez, o G loading seria novamente alto. Isso explica também porque os esccores em teste de QI subiram durante o século, mas não parece ser devido à G. Como estamos mais treinados em relação à resolução de testes que as gerações passadass, o G loading dos testes diminui. A capacidade intrinseca que se propunha medir pode ter aumentado ou não, mas o que é certo é que os testes antigos não a medem tão bem quanto nas populações anterriores.”

      A minha explicação para o efeito Flynn é puramente técnica, onde que no passado os testes e os estudos com estes testes não tinham qualquer procedimento de padronização. Eh como se voce comparasse a metodologia de pontuaçao nos esportes individuais e mais especificamente na ginástica artística em relação ao moderno método de pontuação. Perceba também que os testes se tornaram mais difíceis, antes as pontuações eram baseadas em testes, que pelo parece, eram muito simples. Eh por isso que quando padronizados, as pontuações do passado se reduziam tanto, pura barberagem dos pesquisadores.

  2. Rodolfo diz :

    Nescessariamente o G extraído de uma bateria de testes deve ser algo que diferencie as pessoas, mas em todos os testes ao mesmo tempo. Se você conhece analise fatorial deve saber… Você plota oresultado dos testes num gráfico. Cada ponto é uma pessoa e cada coordenada (x,y,z…) é um resultado de um teste. Se formar uma esfera ou hiper-esfera, então os testes não estão correlaccionados. Mas se formar algo oval, então há uma correlação entre os testes. Se formar algo bem próximo de uma linha então a correlação é fortíssima. Suponhamos que os pontos formem uma ovalóide. Ela deve ter um diâmetro maior que pode não estar na direção de nenhum eixo. Daí você gira os eixos de forma que um dele fique na direção do diâmetro maior da figura de pontos. Essas novas coordenadas não correspondem mais a resultados de testes. Antes são “habilidades latentes” ou algo parecido. Aquela que corresponde ao maior diâmetro é justamente G. Daí se diz que G explica a mior parte da variãncia em testes de QI. Arthur Jensen assiciava G ao grau de ruído mental. Quanto maior G, menor o ruído. Quanto menor o ruído, melhor seu desempenho em qualquer coisa que seja. Acho que ele chegou a essa hipótese ao verificar que pessoas mais inteligentes também tinham melhor “reaction time”. Mas melhor não significava somente um tempo mais curto. Pessoas mais inteligentes também eram mais estáveis. Se vocẽ medisse 100 vezes o o tempo de reação delas, os resultado seriam mais iguais entre sí do quem em uma pessoa menos inteligente. Rushton se não me engano, deu um passo adiante e propôs que G era função principalmente do grau de mielinização do cérebro.

    • santoculto diz :

      ”Se você conhece analise fatorial deve saber… ”

      Não, eu não conheço, matemática pra mim é mais difícil que aprender mandarim, eu não duvido disso.

      ”Nescessariamente o G extraído de uma bateria de testes deve ser algo que diferencie as pessoas, mas em todos os testes ao mesmo tempo.”

      Eu ainda não consegui pescar o que está querendo dizer com ”g diferencia as pessoas”. Poderia exemplificar**

      ”Arthur Jensen assiciava G ao grau de ruído mental. Quanto maior G, menor o ruído. Quanto menor o ruído, melhor seu desempenho em qualquer coisa que seja. ”

      Sabe, eu sou beeem autista neste aspecto, eu preciso de literar, com certa urgencia, para que possa conceber, internalizar algo. Quando eu leio que quanto maior a inteligencia geral, maior será a abrangencia do aprendizado, a nível mutifatorial, eu imagino um estudante que consegue ir bem tanto em história quanto em física, que pode entender política e que ainda por cima pode ser empaticamente inteligente. Isto, é uma forma de exemplo literalizado. E eu não consigo ver de uma forma diferente. Primeiro, é importanta analisar a que grau de excelencia que ”fulano” aprendeu aquele componente. Acaba que o g psicométrico complica aquilo que deveria ser mais fácil, sinteticamente.

      Novamente, psicometristas e afins atribuem os seus valores pessoais a frente de um contexto, que deveria ser maior e mais neutro.

      Pessoas de maior inteligencia geral são mais constantes, pelo que parece. Isso não parece provar muita coisa sobre o que eu defini como ”a base da inteligencia”, mas apenas um similaridade estatística, g psicométrico se relaciona com simetria da inteligencia, mas não com capacidade para entender a realidade, por exemplo, que muitas pessoas psicometricamente inteligentes parecem ser deficientes.

  3. Rodolfo diz :

    Exemplo? Bom, o exemplo das caixas de água que dei. Mas outro poderia ser o seguinte: você da uma bateria de testes às pessoas. Se lá, com umas 100 questões do tipo mais diverso. As primeiras 30 questões, as mais fáceis, todo mundo acerta. Daí você usa a mágica e extrai o g loading de cada questão. Qual será o valor encontrado para as primeiras questões? Zero! Por que? Porque o fator que esta sendo medido por essas questões está presente em todo mundo em quantidasdes iguais, dado que todo mundo as acertou. A variancia no escore é zero para elas. E da forma como o calculo é feito, nós só podemos conhecer g medido pelas questões se houver diferença no resultado das pessoas que as fizeram.

    Quem tem um G grandão vai bem em tudo? Sim, é isso que ele significa. Agora ir bem significa ir acima da média. Naquelas tarefas que todo mundo tem o mesmo resultado, O G-zudo vai ter o mesmo resultado que todo mundo… ora, claro. Portanto o resultado aí é independente de G. Naquelas tarefas em que o desempenho das pessoas varia, o G-zudo vai bem em todas. Ele pode ou não ser excepcional em nenhuma, mas acima da média ele é em todas ou quase todas.

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