Mito sobre a enorme influencia da educação familiar na formação do caráter dos filhos

”Um estudo realizado pela Universidade de Massssasshushetz descobriu que ler para os filhos pode aumentar as suas inteligencias’.

Quem nunca leu uma notícia dessas** Mais uma vez, nos encontramos diante de mais um caso de correlação do que de causalidade.

Darwin ”venceu”, mas Lamarck continua a predominar… Vamos fazer uma auto-análise, vou mostrar a voces que apenas um indivíduo, pode comprovar ainda que não ”empiricamente” que influencias ambientais não podem alterar aquilo que temos em nosso interior, nossa essencia. Meus pais nunca foram aqueles de pegar um livrinho e ler junto com o filho antes de dormir. Desde cedo que eu demonstrei interesse pela leitura (especificamente de livros didáticos e de geografia, de início) independente de qualquer influencia, constante ou pontual de meus pais. Eu posso dizer sem dificuldades que minha curiosidade intelectual brotou naturalmente de minha pessoa e não sofreu qualquer influencia por parte do mundo exterior, pelo contrário, porque sempre tive incentivos para me socializar. Eu sou responsável por todas as minhas ações. Para que QUALQUER achismo behaviourista ou que despreze veementemente a genética, possa estar correto, existe a lógica necessidade de

  • homogeneidade de resultados
  • e que sejam de longo prazo

Portanto, usando este exemplo, se todos as crianças, aleatoriamente selecionadas, de um hipotético estudo, que foram expostas a leitura por seus pais de maneira constante, se tornarem ávidas leitoras, escritoras e com bom vocabulário, quando adultas, eu ”jogo a toalha”. Mas é muito pouco provável que isso vá acontecer.

A causalidade (muito mais ) mais  provável de ser para este caso é a seguinte

”Os pais que leem mais para os seus filhos, são mais propensos a serem conscienciosos e inteligentes do que aqueles que não leem…. e filho de peixe inteligente, peixinho inteligente tenderá a ser”. 

Mesmo que fosse comprovado que a exposição precoce a leitura tivesse um impacto na inteligencia verbal das pessoas, ainda não se poderia concluir muita coisa a favor das teorias ”ambientalistas” rivais.

Muitas mães e pais se torturam, lamarckianamente falando, porque acreditam que não ”regaram direitinho” os seus filhos para que pudessem crescer fortes e (mentalmente) saudáveis. Se culpam porque acreditam que não deram o melhor de si na hora de educá-los (especialmente quando ”se tornam” adultos de caráter duvidoso). Este tipo de narrativa parece servir como maneira de se retirar a responsabilidade das pessoas em relação as suas próprias ações. Em partes é verdade que não sejamos assim tão racionais, lógicos e empáticos como imaginamos. Mas esta idealização exagerada, que eu denomino de supremacia antropocentrica, não é uma prova de que não somos influenciados por todas as variáveis biológicas que nos compõe, que compõe nossos corpos, nossos neuronios, nossos cérebros. Não restam dúvidas de que sejamos mais plásticos em termos de comportamento em comparação aos outros animais, mas também não significa que sejamos infinitamente plásticos, porque é claro que isso não é verdade e a todo momento nós estamos  comprovando esta realidade factual, tendo consciencia ou não disso. A capacidade criativa, que está muito bem desenvolvida, especialmente a criatividade prática, em uma pequena parcela da população, em temos de potencial e não de adaptação contextual (isto é, aquele que está adaptado sem fazer qualquer esforço concentrado para esta tarefa, porque o contexto o faz ser mais adaptado, tal como acontece na seleção natural), é uma prova de que podemos interferir no curso de nossas interações. Muitos animais não-humanos também podem fazer isso, mas nossa capacidade ou potencial para mudar nossas atitudes visando a adaptação, é muito mais desenvolvida do que em relação as outras espécies.

Eu não duvido que para algumas pessoas, a memória emotiva de seus pais lendo pra elas quando eram crianças, possa ter tido algum efeito em suas atitudes, mas lembrem-se da minha metáfora dos elásticos. Quando eu me uso como exemplo para explicar o comportamento humano, talvez possa estar sendo relativamente falho, se não sou como o ”average joey” para que possa espelhar como que se daria o comportamento médio da maioria. Alguns potenciais individuais para ”o amor a leitura”,  talvez necessitem de algum incentivo ambiental, para que possam ser desenvolvidos. Mas todo potencial terá o seu limite, senão seria infinito, mesmo os ”elásticos de genio” ainda terão o seu teto máximo e talvez, o genio seja justamente isso, o uso constante do teto máximo de seu elástico de maior potencial para ser alargado.

Portanto, quando papi e mami se acasalam e produzem o primeiro esboço de sua pessoa durante a concepção, isso significa que uma boa parte de sua personalidade, já terá sido determinada.

Roubando esta foto do Blog do Mister X… A maioria das pessoas acreditam que quando dizemos que a genética tem um papel mais importante do que o ambiente, isso quer indicar que não tenhamos livre arbítrio, de que seríamos todos como robos. No entanto, como mostra a foto, a preponderancia genética mais se parece com a imagem dos garotos de cima, individuais, únicos, que são donos (mais ou menos conscientes) de si mesmo quando estão sob as mesmas influencias ambientais, enquanto que, segundo um cientista social mais próximo de voce, por meio das ”intervenções ambientais corretas”, todos poderão se tornar iguais, tal como as crianças abaixo. A individualidade humana não é uma construção social apenas ou fundamentalmente, mas sim a resposta de longo prazo, constante e relativamente plástica (dentro de uma concordancia espectral de comportamento e personalidade, como no caso do tempo sendo modulado pelo clima) de nós mesmos em relação as interações ambientais. A enfase dos behavioristas uber-especailistas, está equivocada, porque despreza o indivíduo em favor do ambiente que o encapsula, enquanto que o mais correto é centralizarmos, principalmente em relação ao indivíduo e em sua resposta ao ambiente. Nossa reação é mais importante do que a ação de terceiros, humanos, abstratos ou inanimados.

Se seu filho é mal caráter e voce é uma pessoa boa, busque fazer uma análise neutra, racional de como que se portou com ele durante a infancia e por agora, mesmo que tivesse sido negligente, abundam casos de filhos maduros com pais problemáticos. A genética tem um papel mais importante para modular nosso comportamento, porque quando falamos de genes estamos falando de nós mesmos.

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10 Respostas para “Mito sobre a enorme influencia da educação familiar na formação do caráter dos filhos”

  1. HOli diz :

    Embora ache de louvar as tuas reflexões, que considero um utilização salutar do muito tempo livre que mostras ter, considero que foste completamente incoerente na elaboração deste post.
    Começando pela má utilização de significados básicos de palavras que utilizaste. Dizes que não podes “comprovar empiricamente” o que afirmas no titulo, no entanto, é justamente argumentos empíricos que apresentas para basear a tua posição. Argumentos estes, que são excessivamente autocentrados, o que torna o teu raciocínio no mínimo, enviesado. Não se comprova empiricamente, observa-se empiricamente e comprova-se cientificamente. Mesmo sendo tua intenção um blogue mais filosófico que cientifico a precisão na linguagem é basilar, principalmente em um texto como este que almejaste roçar a ciência e saíste da esfera da filosofia.

    No exemplo que deste da tua experiencia pessoal, limitas-te a referir a influencia directa de teus pais na tua curiosidade, que tu confundes com inteligência como se fosse a mesma coisa, mas pergunto-te se em tua casa não existiam livros? Se essa pressão para te socializares, era assim tão intensa que não tivesses tido tempo para reparar nesses livros? ou se por contrario a tua curiosidade levou-te a descobriste esses livros que já possuías, que tinhas acesso e tempo livre para os explorares? Com certeza que o teu interesse para a geografia, no inicio, como referes, não nasceu contigo de um instinto geneticamente herdado que te permitiu conhecer, a priori, a existência de uma ciência chamada geografia. Nem os livros, que alimentaram esse interesse, foram comprados por ti por imaginares que existiam, estavam e estiveram sim sempre à tua disposição, no teu ambiente! Pergunto-te se te arriscas a afirmar que essa tua curiosidade/inteligência seria a mesma caso nascesses numa casa despojada de livros ou que a prioridade na tua educação tivesse sido o favorecimento de actividades mais físicas, que te deixassem sem tempo e energia para fazeres essa exploração livresca?! Com certeza que compreendes que não o podes afirmar.
    Concordo que cada um é e deve ser responsabilizado por suas acções, no entanto não podes afirmar que o teu interesse esteve “independente de qualquer influencia, constante ou pontual de meus pais.” Quanto muito de qualquer influencia directa e direccionada. O facto de eles terem livros que fizeram parte do teu ambiente de crescimento, que tu pudeste explorar, o próprio acto de eles lerem por prazer ou por trabalho podem ter influenciado indirectamente esse teu interesse.

    Pensa lá comigo. Presumo que já ouviste falar em casos dos chamados “meninos selvagem”. Imagina-te nessa situação, perdido para sempre na floresta amazónia. Achas realmente que os teus interesses/inteligência se teriam desenvolvido na mesma direcção?! Talvez não sejas tao “independente de qualquer influencia” como pensas.

    Depois apareces com duas condições para “qualquer achismo behavioruista”, não sei onde foste buscar isto mas não têm lógica absolutamente nenhuma mesmo se formos ao extremo de dar apenas importância ao ambiente e negarmos completamente a genética.

    •”homogeneidade de resultados” esta condição é impossível de cumprir pois nenhum ambiente é exactamente igual ao outro logo se não há condições iguais não se pode pedir homogeneidade de resultados. Existe tanta ou mais variabilidade em ambientes como variabilidade genética entre indivíduos Dois bebes da mesma idade mesmo vizinhos têm ambientes completamente diferentes, a personalidade e disponibilidade dos pais, no ambiente de sua casa, existência ou não de livros e quais. Leitura ou não de livros por parte dos pais e quais. Portanto essa condição é só por si uma impossibilidade, só mesmo em ambiente controlado em laboratório e mesmo assim é impossível garantir que o foco de atenção, e logo a percepção de dois indivíduos, esteja focada exactamente nas mesmas coisas.

    •”e que sejam de longo prazo” outra impossibilidade à partida mesmo num extremo de ignorar a genética, se os ambientes mudam constantemente. Mesmo a passar da cozinha para o quarto não podes esperar resultados a longo prazo se influenciados unicamente pelo ambiente, num ser tao complexo como o ser humano que passa por ambientes formativos e lúdicos tao diferentes ao longo da sua vida. Estranho era se os efeitos fossem a longo prazo. Com certeza que tu não te achas a mesma pessoa, com os mesmos interesses/inteligência que tinhas quando tinhas 10 anos.
    Pelo contrario, em relação aos efeitos a longo prazo, a genética é muito menos flexível pois o teu potencial genético é praticamente imutável ao longo da vida, tens um máximo e um mínimo teórico e esse não muda.

    Pessoalmente, os meus pais não me liam, mas contavam historias inventadas por eles próprios. E eu também desenvolvi um gosto pela leitura quando aprendi a ler, que no entanto esteve adormecido durante parte da minha adolescência tal como qualquer outra actividade excessivamente mental e voltou em força depois dos meus 20 anos, tal como uma forte vertente intelectual e cientifica. Considerando-me “ávido leitor, escritor e com bom vocabulário, quando adulto”, pergunto-te em que saco me metes? No saco daqueles com uma predisposição genética que ficou adormecida durante anos, sabe-se lá como e porque. Ou no saco daqueles em que o ambiente moldou de diversas maneiras umas determinadas características genéticas e me tornou o que sou hoje? Eu prefiro acreditar na segunda opção pois tenho a certeza absoluta que em ambientes diferentes seria uma pessoa totalmente diferente. A minha própria experiencia de vida já me levou para vários extremos e me guiou para locais bem diferentes daquilo que sou hoje. Inclusive para o um longo estudo universitário de Genética. Caminho bem diferente do meu actual.

    Já me estou alargar na resposta. Quero deixar-te apenas com mais uma reflexão. Achas que se fosses criado até a tua idade actual num quarto branco, sem qualquer outro estimulo, te desenvolverias no homem que és hoje?

    Não existe lamarkismo nenhum em as mães estimularem os seus bebes, é até bem fácil de perceber que bebes mais estimulados e apoiados no seu crescimento desenvolvem-se mais rápida e saudavelmente, aprendem com maior facilidade e ganham autonomia mais depressa. Seja o estimulo a leitura ou a conversa, o toque ou a atenção, seja as capacidades a curiosidade ou usar o bacio, a facilidade de calculo ou as capacidades sociais.

    Por muito que a genética estabeleça os limites, é sempre o ambiente que determina o quão perto ou longe o individuo irá ficar de os atingir!

    • santoculto diz :

      ” Embora ache de louvar as tuas reflexões, que considero um utilização salutar do muito tempo livre que mostras ter, considero que foste completamente incoerente na elaboração deste post.
      Começando pela má utilização de significados básicos de palavras que utilizaste. Dizes que não podes “comprovar empiricamente” o que afirmas no titulo, no entanto, é justamente argumentos empíricos que apresentas para basear a tua posição. Argumentos estes, que são excessivamente autocentrados, o que torna o teu raciocínio no mínimo, enviesado. Não se comprova empiricamente, observa-se empiricamente e comprova-se cientificamente. Mesmo sendo tua intenção um blogue mais filosófico que cientifico a precisão na linguagem é basilar, principalmente em um texto como este que almejaste roçar a ciência e saíste da esfera da filosofia.”

      Apesar de estar correto sobre o meu tempo livre, isso não significa em absolutamente nada visto que mesmo se estivesse levando chicotadas em alguma senzala mais próxima de você, ainda continuaria a pensar deste jeito, independente de ter ou não ”tempo livre”. Este não é um argumento mas apenas uma observação grosseira que não acrescenta em nada ao debate. Me perdoe mas foi isso que eu entendi.

      ”não se prova empiricamente, mas cientificamente”

      é um jogo de palavras, não percebes?? Empírico é aquilo que pode ser demonstrado de maneira literal. Cientificamente e empiricamente são quase que sinonimos.

      ”autocentrado”

      Bem vindo ao blogue do Santoculto. Nem toda observação pessoal é enviesada. Aliás, sugerir que existam analises 100% neutras é no mínimo equivocado. Apenas robôs que poderiam ser capazes de pensar desta maneira. Nenhum cientista decide estudar algo e desenvolver linhas de pensamentos que serão completamente livres de influência pessoal, ou seja a sua personalidade e sua cognição. Para que uma árvore de frutos, é necessário que exista uma árvore e que seja saudável para tal tarefa, acaso pertencer uma espécie onde que normalmente isso acontece. A árvore desta comparação é a predisposição. Nós somos as nossas predisposições.

      Não deves estar a perceber isto mas eu lhe digo. Tu também estás a fazeres observações pessoais, porque tua mente está mais inclinada para favorecer as circunstâncias ao invés do indivíduo. Mas pelo que já estou a perceber pelo que li de relance inicial do teu comentário, tu tens um forte viés em favor do meio sobre o indivíduo. E ao me acusar de contradição, não notaste que também está a se contradizer ao colocar-se como ”o observador imparcial” enquanto que delimita sua argumentação com base em considerações igualmente pessoais . É um jogo psicológico ao travestir-se de autoridade científica, o detentor do conhecimento e a de colocar-me como o vilão da história. Isto não está parecendo com um debate científico ou filosófico mas uma peça de teatro.

      A filosofia se diferencia da ciência justamente por se embasar em observações pessoais. Na filosofia, ao menos a meu ver, valoriza-se a capacidade analítica do indivíduo ao invés das promessas de neutralidade desapaixonada por parte da ciência. Outro fator fundamental. A ciência, já que estamos falando de conceitos, se baseia elementarmente na observação dos eventos e fenômenos das mais diversas matizes que nos envolvem, nós inclusos. Eu advogo pela popularização da ciência, quebrando, furando este elitismo pedante. Qualquer pessoa desde que provida de racionalidade (coerencia, convergencia, clareza e sinteticidade de pensamento) pode fazer ciencia. E faz, só que muitas vezes será de maneira inconsciente.

      E boa parte dos famosos estereótipos estão predominantemente corretos, se baseiam na milenar sabedoria popular que em um mundo de predomínio científico, foi tratado como pseudo-ciência. Uma grande injustiça porque são o prelúdio da Psicologia assim como a astrologia.

      ”’No exemplo que deste da tua experiencia pessoal, limitas-te a referir a influencia directa de teus pais na tua curiosidade, que tu confundes com inteligência como se fosse a mesma coisa, mas pergunto-te se em tua casa não existiam livros? Se essa pressão para te socializares, era assim tão intensa que não tivesses tido tempo para reparar nesses livros? ou se por contrario a tua curiosidade levou-te a descobriste esses livros que já possuías, que tinhas acesso e tempo livre para os explorares? Com certeza que o teu interesse para a geografia, no inicio, como referes, não nasceu contigo de um instinto geneticamente herdado que te permitiu conhecer, a priori, a existência de uma ciência chamada geografia. Nem os livros, que alimentaram esse interesse, foram comprados por ti por imaginares que existiam, estavam e estiveram sim sempre à tua disposição, no teu ambiente! Pergunto-te se te arriscas a afirmar que essa tua curiosidade/inteligência seria a mesma caso nascesses numa casa despojada de livros ou que a prioridade na tua educação tivesse sido o favorecimento de actividades mais físicas, que te deixassem sem tempo e energia para fazeres essa exploração livresca?! Com certeza que compreendes que não o podes afirmar.
      Concordo que cada um é e deve ser responsabilizado por suas acções, no entanto não podes afirmar que o teu interesse esteve “independente de qualquer influencia, constante ou pontual de meus pais.” Quanto muito de qualquer influencia directa e direccionada. O facto de eles terem livros que fizeram parte do teu ambiente de crescimento, que tu pudeste explorar, o próprio acto de eles lerem por prazer ou por trabalho podem ter influenciado indirectamente esse teu interesse.””

      Eu sou alguém que é difícil de se confundir porque eu sou muito objetivo, não perco meu tempo cometendo erros, mas tentando evitá-los. Jamais confundiria ”inteligência” com curiosidade, mas é fato que se combinam muito bem. Quem é intelectualmente curioso terá boas chances de ser algum tipo de ”mais inteligente”. No entanto, posso considerar que possam existir pessoas que detenham uma grande cognição, isto é, os atributos cognitivos mais puros, sem sofrer a interferência da personalidade, que não serão intelectualmente curiosas. Assim como você está naturalmente inclinado para favorecer o determinismo ambiental, eu estou naturalmente inclinado para favorecer o determinismo biológico, dando maior importância ao indivíduo do que ao meio. Não é que o meio não influencie, mas temos nossas próprias respostas a essas interações não temos?? E essas respostas podem ser legítimas ( intrínsecas) ‘ou’ uma mistura das circunstâncias ambientais E biológicas ( nós) não é verdade?? Eu espero que não negue isto também.

      Sim, você é um behaviourista (uber)especialista. Vamos lá, ver se consigo ter paciência contigo por muito tempo. Como podes fazer afirmações sobre mim sem sequer me conhecer??? É por deveras insosso de sua parte fazê-lo, perdoe-me, mas é apenas insano. Não, eu não sei se conseguiste entender o texto, não há necessidade de interpretações mirabolantes, não é uma poesia. geografia se relaciona, ao menos em sua pureza conceitual, em ”entender o ambiente”, é uma característica ancestral, altamente sofisticalizada pela mente humana, mas a sua raiz é a mesma que podemos encontrar também entre os animais não-humanos. Todos os animais não-humanos, tem como princípio de sobrevivencia entender o ambiente que o encapsula, mas apenas o ser humano que é capaz de produzir mapas em folhas de papel. Vamos voltar as origens de todas as ”coisas humanas”.

      Sempre fui um observador, talvez menos atento antes, mas sempre fui e mais, visto que tenho uma uma boa memória auto biográfica. Eu sou o tipo de pessoa que guarda informações que a maioria das outras pessoas consideram como irrelevantes, mas que costumam ser úteis em momentos inapropriados àqueles que as julgaram desta maneira. Nós todos estamos autocentrados. Acusar-me de ser deste modo ou de aplicá-lo ao texto, é desonesto (estéril para o debate sobre as ideias que postulei aqui), porque novamente, está a se vestir, a actuar como O observador neutro. Eu dou achismos pessoais sem relevancia ou tato com a ”metodologia científica”, que presume-se, renega esta abordagem, enquanto que você nos dá, supostamente, apenas ”factos científicos”.

      Eu sou um indivíduo que esta encapsulado pelo ambiente que me rodeia. dependendo de minha força interior, de minha dureza, eu serei mais ou menos influenciado pelas intempéries exteriores a mim, à minha mente. Mas eu tenho vontade própria, mais significativa ou não. Não é uma disputa em que o ambiente ganha. Ele perderá porque a ênfase se faz DO INDIVÍDUO ao ambiente e não o contrário. Se principia pelo indivíduo que é um ser vivo, é a ação do indivíduo em resposta ao ambiente e não o contrário, o mais importante é o ser vivo, mas eu não estou desprezando o ambiente, só lhe dando o caráter que merece, o de cenário interativo. O que mais importa em uma peça são os atores e não as suas vestes ou o cenário em que estão actuando.

      Seu exemplo é extremo. Em situações extremas, reagiremos de maneiras extremas e ao nosso modo. Portanto, ele não prova que qualquer ênfase no indivíduo ou genes está equivocada. Se formos colocados em ambientes extremamente, atenha-se a esta palavra, extremamente ruins ou extremos, não restam dúvidas de que haverão grandes chances para que nos adaptemos a essas limitações a duras penas. Ainda assim, temos carne, temos a nós mesmos, a reação de seres inanimados depende de suas constituições, pedras menos duras são mais fáceis de serem destruídas. Seres vivos não tem apenas uma constituição interior mas que é reactiva. Ação e reação, nós reagimos e nossas reações não são randomicas, são pré determinadas a partir de tendencias comportamentais mais afloradas, o extrovertido tenderá a agir de uma maneira espectralmente extrovertida. Não significa que não possa se tornar introvertido ou ter rompantes de introversão ao longo de sua vida, só que ele apresenta uma constancia de comportamentos diversos porém similares entre si. E isso, novamente, não prova que o ambiente é magnanimo.

      Supostamente, está querendo me dizer que é um moderado e considera ambiente e genes muito importantes. Mas, me parece que não passa de mais uma contradiçao de sua parte, pois parece claro pra mim que não é assim.

      Nossas vivências são únicas. Nos marcam. Sim, não posso afirmar algo que não aconteceu. Isso não significa que esteja certo, consegue compreender isso?? Não venceste. Isso não prova que eu não reagiria de maneira distinta. Eu tenho gagueira e homossexualidade que me fazem mais arredio do que poderia não ser. No mais, a capacidade cognitiva se assemelha consistentemente com capacidades atléticas. Por razões mais do que evidentes, algumas pessoas nascem perfeitas para praticar um certo esporte do que outras. Esportes são invenções humanas de natureza recreativa. Não é correto comparar habilidades atleticas específicas com hereditariedade da cor dos olhos, por exemplo,mas ainda existe, isto é, uma possibilidade de combinação perfeita entre características biológicas e criações humanas e é até possível sugerir uma hereditariedade à atividades artificiais’ humanas (mas que podem emular comportamentos no meio natural, como a força do boxe, a estratégia matemática do xadrez, o equilíbrio da ginástica)

      Todo o conhecimento humano é derivado de um conjunto muito antigo, simples, essencial de habilidades, tal como a geografia. E, para você ver, eu sequer sou um excepcional geógrafo. Não é a matéria acadêmica da geografia que me contagiou de maneira perfeita, mas parte dela, que tem pouco a ver com esta parte.

      Vou repetir, não tente bancar o psicólogo comigo, porque eu também sou um psicólogo natural, sua tendencia de me convencer, pedantemente, que eu estou errado ainda mais fazendo essas comparações sem eira nem beira, não irão sequer encostar em minha epiderme sofrível rente ao sol tropical. Faz cócegas, mas existe um limite tenue para tolerá-las não achas**

      ”Não podes afirmar”

      E lá vamos nós, Santoculto, conte até 10.

      1,2,3…

      Eu posso sim. Meus pais são ótimas pessoas, mas sempre fui independente neste sentido. É necessário fazer uma análise profunda sobre si para saber se de fato foste zumbificado por seus pais para que pudesse gostar de leitura. Somos zumbis?? Nossos pais fizeram lavagem cerebral em nós?? Predisposição. Se não houver reciprocidade, nada feito. Mesmo que tivesse sido influenciado por eles, isso ainda não significaria que o ambiente é predominante e nós somos como folhas que estão totalmente a mercê do humor atmosférico.

      Não meu querido, Terra chamando, Terra chamando.

      Mesmo que tivesse a biblioteca de Alexandria na sala de minha Casa, SEM RECIPROCIDADE, não tem como, sem interesse natural não terá qualquer grande mudança no meu comportamento. crianças chinesas que estudam em escolas paupérrimas, oriundas de famílias pobres, tendem a serem muito mais propensas a aprenderem a matéria dada por seus professores do que crianças afro-americanas em escolas modernas, cheias de livros e pprofessores igualmente compromissados.

      Há um grave excesso no uso da palavra ”ambiente”. Quando um behaviourista diz esta palavra, eu sinto a mesma impressão de quando escuto de ativistas anti-racismo falam sobre racismo. É muito vago. A partir daí, vocês abusam do termo.

      Novamente, apesar de minhas fortes e naturais inclinações para o determinismo biológico, eu estou aberto e até curioso para aceitar uma maior influência ambiental no nosso comportamento. No entanto, qualquer comportamento precisa de uma predisposição, tal como a asa está para o voo.

      Mas tu me acusa de não ser conceitualmente preciso, que com certeza se consiste em uma injustiça.

      ”Quantidade de livros, pais atenciosos” = filhos que gostam de ler.

      – longo prazo

      -homogeneidade de resultados.

      Percebeste esta sua outra contradição??

      😉

      O seu comentário, perdoe-me, mas não conseguiu refutar aquilo que escrevi. Eu sempre peço aos behaviouristas que se utilizem de exemplos no mundo real e de preferencia que sejam menos extremos que Este que usaste.
      Vamos, por fim, imaginar da seguinte maneira. Uma criança com potencial para gostar de leitura, e dependendo da intensidade desta predisposição, será muito mais propensa a se interessar por esta atividade do que uma criança, que desde cedo, demonstrar menor interesse. Micro, nano exposição ambiental já pode ser suficiente para despertar este interesse nesta criança. Também pode ser possível termos crianças que com algum esforço se tornem ávidas leitoras. Mas, veja, não se poderá concluir que fatores ambientais tiveram impacto até porque nós temos diferentes níveis de maturação cerebral. O que acontece dentro de nossas mentes, tende a ter um papel fundamental em nosso comportamento. O cérebro humano tem um tempo pré determinado de amadurecimento que não está nem um pouco preocupado com o que acontece lá fora.

      Eu nao era a mesma pessoa do que quando tinha 10 anos. No entanto, a genética é imutável. Onde está a lógica disso?? Bem, de fato, há 10 anos atrás ou quando tinha 10 anos de idade eu não era a mesma pessoa, por razões óbvias, uma criança não é um adulto. Abusaste da expressão ”com certeza” e estas a falar sobre uma pessoa que não conhece ( ainda que isto não signifique que se me conhecesse pessoalmente seria capaz de analisar-me da maneira como tentou por agora).

      Se a genética é imutável então o experimento com resultados behaviouristas perfeitos pode ser aplicado. Nas mesmas condições, a longo prazo, segundo o senhor, as crianças de todas as origens, se homogeneizarão, com certeza, provando o papel modular fundamental do meio e o papel medíocre dos genes.

      Pergunto-lhe. És do tipo que também pensa que o bandido se faz fundamentalmente pelo ambiente??

  2. HOli diz :

    Tenho muita pena que tenhas interpretado a referência ao teu tempo livre como uma critica. Acho mesmo de louvar a aplicação desse tempo em reflexões. Mesmo quando essas reflexões são baseadas em pressupostos falhos e em varias formas, limitados. O ócio pode ser dos piores inimigos para a saúde física e mental. E escrever é uma actividade salutar.
    Mais pena tenho, de achares que a ofensa pessoal e aplicação de rótulos são um tipo de argumentação válida numa discussão. Por mais dura que tenha sido a exposição da minha posição, não te insultei nem te rotulei de nenhuma forma, ao contraio do que fizeste. É minha crença pessoal que o uso de estereótipos é uma ferramenta de alguém intelectualmente circunscrito.

    Para esclarecer, não usei qualquer dados científicos, utilizei exactamente os mesmos mecanismos que tu. Ou seja, baseei a minha resposta, no meu conhecimento, que o adquiri da mesma forma que tu apenas por meios diferentes dos teus. Se o facto de ter um background cientifico que me permite ver o mesmo assunto de forma diferente de ti, te incomoda, então o problema está centrado em ti, não em mim. Ficou muito claro para mim, que não sabes lidar, nem respeitas quem tem uma opinião diferente da tua. Não foi minha intenção, em nenhum momento, analisar a tua personalidade. Embora, tenhas revelado muito dela, nesta tua resposta. Apenas referi exemplos que são, quanto muito, uma assumpção educada. É obvio que cresceste rodeado de livros, é obvio que observaste pessoas a ler. Não foi uma analise, foi utilização da logica partindo do que tu próprio já escreveste sobre ti.

    Quanto ao conceito de “empírico”, este está longe de sinonimo do conceito de “cientifico”, é até o oposto. Conhecimento empírico, resulta da experiencia do dia a dia, conhecimento cientifico, resulta da aplicação de um método. Necessitas de rever as tuas definições.

    Mas já que mostraste falta de decoro para comigo, respondo-te da mesma forma, na esperança que consigas perceber o conceito: a existência desse teu tempo livre (que se mostrou um assunto sensível para ti) que te permite escrever este blog e pensar sobre estes assuntos, existe não por teu património genético, mas pelo teu ambiente familiar. Que te suporta, te livra das obrigações básicas da sobrevivência e é conivente com este tipo de actividade. Estivesses tu numa favela e estavas a pensar como meter comida no estomago.

    A tua genética num ambiente diferente, e eras uma pessoa completamente diferente.

    É certo que o individuo responde a estímulos do ambiente, que é responsável por essas respostas que provêm do mais puro do seu ser. Mas também é certo que, a forma como se responde a esses estímulos não está predeterminada. Existem os reflexos primitivos que nascem contigo e depois uma seria de capacidades e comportamentos que são apreendidos e aprendidos em contacto com o meio ambiente.
    Um ser humano não é um computador que corre um programa diferente em determinada situação especifica!
    A resposta a estímulos depende de um numero infindável de condicionantes, depende da experiencia da pessoa, da educação, dos ensinamentos, do humor da pessoa no momento… etc, etc, etc… Também consegues perceber que para o mesmo estimulo a pessoa pode responder de forma diferente, e isso também não é genético. Num dia podes derramar leite e ríres-te da situação, no dia seguinte para o mesmo leite derramado, podes partir um copo em fúria… E estamos a falar da mesma pessoa, agora aplica essas variações a toda a imensidão de pessoas com a sua historia pessoal completamente única em cada pormenor da sua vida..

    • santoculto diz :

      ”Tenho muita pena que tenhas interpretado a referência ao teu tempo livre como uma critica. Acho mesmo de louvar a aplicação desse tempo em reflexões. Mesmo quando essas reflexões são baseadas em pressupostos falhos e em varias formas, limitados. O ócio pode ser dos piores inimigos para a saúde física e mental. E escrever é uma actividade salutar.”

      Oh que bonitinho!!! Ele sentiu peninha!!

      Então os escravos estão em perfeita saúde mental e física.

      Apenas ad hominem e críticas ultrapassadas que qualquer graduando em biologia é capaz de fazer.

      Como eu mostro em meu blogue, saúde mental é inimiga da criatividade assim como também da genialidade. Tem de ter conflitos para se poder questionar com frequencia e para se chegar a respostas de qualidade.

      Gado manso feito os ”professores universitários”, uma boa parte deles, não entendem a necessidade desta situação.

      ”Mais pena tenho, de achares que a ofensa pessoal e aplicação de rótulos são um tipo de argumentação válida numa discussão. Por mais dura que tenha sido a exposição da minha posição, não te insultei nem te rotulei de nenhuma forma, ao contraio do que fizeste. É minha crença pessoal que o uso de estereótipos é uma ferramenta de alguém intelectualmente circunscrito.”

      Eu li o nome que usa em seu email… Será que suas considerações desonestas se relacionam com isso*** Será**

      Claro que não, eu é que vejo coisas além da normalidade. Poupe-me, poupe-se, aceitarei este comentário, o próximo de mesma natureza pífia, eu não vou mais aceitar ok**

      Onde está a coerencia…. Dizes que não está me atacando e no mesmo comentário, me ataca. Eu não nasci ontem.

      ”É minha crença pessoal que o uso de estereótipos é uma ferramenta de alguém intelectualmente circunscrito.”

      Será que faltou um ambientezinho melhor querido**

      Sim, sua opinião elitista e pedante de um pseudo-pesquisador, pseudo-especialista, pseudo-intelectual.

      ”Para esclarecer, não usei qualquer dados científicos, utilizei exactamente os mesmos mecanismos que tu. Ou seja, baseei a minha resposta, no meu conhecimento, que o adquiri da mesma forma que tu apenas por meios diferentes dos teus. Se o facto de ter um background cientifico que me permite ver o mesmo assunto de forma diferente de ti, te incomoda, então o problema está centrado em ti, não em mim. Ficou muito claro para mim, que não sabes lidar, nem respeitas quem tem uma opinião diferente da tua. Não foi minha intenção, em nenhum momento, analisar a tua personalidade. Embora, tenhas revelado muito dela, nesta tua resposta. Apenas referi exemplos que são, quanto muito, uma assumpção educada. É obvio que cresceste rodeado de livros, é obvio que observaste pessoas a ler. Não foi uma analise, foi utilização da logica partindo do que tu próprio já escreveste sobre ti.”

      Mecanismos ”similares”, produtos diferentes, e o teu produto é de baixa qualidade.

      Meu conhecimento em psicologia, genética e biologia, o pouco porém útil e coerente, se baseia apenas naquilo que considerei como neutralmente correto. Ainda que utilize de observações pessoais, eu sempre busco decantá-las para que possam se tornar o mais neutro possível.

      ”Seu background científico” se chama elitismo academico.

      Voce desenvolveu alguns argumentos é verdade, mas logo de início partiu para a ignorancia, sua tentativa de analisar minhas intenções, foi hilária, merecia algum premio obscuro. E seus argumentos não se basearam na explanação completa daquilo que buscou me persuadir.

      Claro que não foi a sua intenção, é um santo. (eepaa!!!)

      A sua tréplica deveria ser sobre o assunto deste texto, só que está apenas tentando explicar sobre suas atitudes, esperadas vindo de quem vem, os ”experts em comportamento humano”.

      ”Apenas referi exemplos que são, quanto muito, uma assumpção educada. ”

      Violinos de fundo pra ti.

      ”’É obvio que cresceste rodeado de livros, é obvio que observaste pessoas a ler… Não foi minha intenção, em nenhum momento, analisar a tua personalidade…””

      Esquerdistas tem retardo mental. Eles se confundem no meio do próprio argumento. A quarta frase contradiz a terceira que contradiz a segunda que contradiz a primeira. Não tem como ter qualquer coerencia ou respeito por essas pessoas, especialmente quando estão em lugares de alta relevancia pra sociedade.

      Não é óbvio meu querido, porque voce não estava na minha casa como uma mosca varejeira me espionando.

      Eu apenas comecei a ler livros muito recentemente, quando era adolescente, eu era extremamente preguiçoso, ainda que sempre tivesse as minha obsessões. Ler livros*** No way. Achava um porre e continuo achando. Comecei a ler darwin recentemente e enquanto que uma pessoa que devora livros, demora em média um mes, eu já estou no meu terceiro mes, lendo uma página por dia, quando leio.

      ”’Não foi uma analise, foi utilização da logica partindo do que tu próprio já escreveste sobre ti.””

      Jura**** Nossa!!!

      ”Quanto ao conceito de “empírico”, este está longe de sinonimo do conceito de “cientifico”, é até o oposto. Conhecimento empírico, resulta da experiencia do dia a dia, conhecimento cientifico, resulta da aplicação de um método. Necessitas de rever as tuas definições.”

      Não, científico e empírico são praticamente a mesma coisa.

      Experiencia do dia a dia é a prática da ciencia, conhecida como teoria e prática.

      Voce que precisa parar de acreditar em definições conceituais limítrofes. Acreditar literalmente nas palavras é pensamento mágico.

      ”Mas já que mostraste falta de decoro para comigo, respondo-te da mesma forma, na esperança que consigas perceber o conceito: a existência desse teu tempo livre (que se mostrou um assunto sensível para ti) que te permite escrever este blog e pensar sobre estes assuntos, existe não por teu património genético, mas pelo teu ambiente familiar. Que te suporta, te livra das obrigações básicas da sobrevivência e é conivente com este tipo de actividade. Estivesses tu numa favela e estavas a pensar como meter comida no estomago.”

      Não, eu estou tentando entender. Tu achas por acaso que eu não consegui dormir ontem por causa disso***

      Está precisando tomar o seu remédio, porque isso é absurdo. Eu já escrevi aqui que eu sou um aprendiz de parasita.
      Interprete da maneira que desejar…

      mesmo se estivesse levando chicotadas no traseiro, querido, eu estaria pensando em coisas.

      Pessoas estúpidas em seu tempo livre, fazem coisas ”estúpidas”’ ou não-intelectuais”. Elas não vão parar pra ver filmes de Ingmar Bergman ou indagar sobre a frase ser ou não ser.

      Terra Chamando perverso, Terra chamando perverso.

      Em qualquer lugar, eu estaria da maneira como estou, mais ou menos preocupado com o mundo a minha volta e pensando em estratagemas de natureza parasita.

      ”A tua genética num ambiente diferente, e eras uma pessoa completamente diferente.”

      mas tu disseste que a genética é imutável, precisa se decidir tá**

      • santoculto diz :

        ”É certo que o individuo responde a estímulos do ambiente, que é responsável por essas respostas que provêm do mais puro do seu ser. Mas também é certo que, a forma como se responde a esses estímulos não está predeterminada.”

        Não, errado, é certo que está predeterminada dentro de um espectro de similaridades. Do contrário, as pessoas seriam extremamente variáveis. Elas não são.

        ”Existem os reflexos primitivos que nascem contigo e depois uma seria de capacidades e comportamentos que são apreendidos e aprendidos em contacto com o meio ambiente.”

        Sim, correto.

        ”Um ser humano não é um computador que corre um programa diferente em determinada situação especifica!”

        Mas então tu estás a negar as tuas próprias crenças pessoais, percebes**

        ”A resposta a estímulos depende de um numero infindável de condicionantes, depende da experiencia da pessoa, da educação, dos ensinamentos, do humor da pessoa no momento… etc, etc, etc… ”

        Infindável*** Voce contou quantos**

        O ser humano tem o instinto atrasado, ao invés de responder as ações de maneira direta, ele pode pensar, refletir sobre suas ações e sobre as circunstancias que os estão forçando a fazer isso ou aquilo.

        Eh fato que a autoconsciencia se consiste em um componente pouco desenvolvido em boa parte da humanidade, mas isso não prova nada sobre o que está tentando demonstrar.

        ”Também consegues perceber que para o mesmo estimulo a pessoa pode responder de forma diferente, e isso também não é genético.”

        Jura** prove!

        Afirmações de natureza aforística não são argumentações completas.

        E isso também não é genético porque….

        ”Num dia podes derramar leite e ríres-te da situação, no dia seguinte para o mesmo leite derramado, podes partir um copo em fúria… E estamos a falar da mesma pessoa, agora aplica essas variações a toda a imensidão de pessoas com a sua historia pessoal completamente única em cada pormenor da sua vida..”

        Isto se chama transtorno bipolar.

        A plasticidade comportamental humana se dá por causa de seu instinto atrasado.

        Responda a pergunta final por favor.

      • HOli diz :

        Acho muito interessante essas ameaças de censura. Vim discutir ideias partindo de um pressuposto que encontrava em ti alguém com o mínimo de cultura. Afinal não passas de um caixa oca, que esconde as suas limitações intelectuais no uso de palavras e conceitos que claramente não compreende, nem tem capacidade para compreender. Não me interessa que não publiques o que escrevo, isso não te vai dar mais razão apenas prova a grande falha do teu caracter. Vim com boas intenções discutir contigo, se não consegues lidar com o confronto das tuas próprias limitações, problema teu!

        As palavras como os conceitos existem para facilitar a comunicação, existiam antes de nós existirmos e vão continuar a existir. Conhecimento empírico é muito diferente de conhecimento cientifico. O exemplo mais conhecido (excepto por ti pelos vistos) de conhecimento empírico é a crença que o sol orbita à volta da terra, sendo o equivalente do conhecimento cientifico, a verificação que era a terra a orbitar à volta do sol. Se isso para ti é a mesma coisa, se achas que é legitimo criares e dares o significado que bem entendes as palavras por mim tudo bem. Só me provas o quanto és básico e estas bem longe de ser os génio que almejas.

        Vou-te apenas responder à tua brilhante tirada com uma aula grátis de pensamento dedutivo 1.01 introdução ao conhecimento cientifico:

        —–SE a mesma genética em num ambiente diferente produz uma pessoa completamente diferente E SE a genética é imutável ENTÃO a diferença observada SÓ pode resultar da VARIAVEL

        que neste caso concreto é o AMBIENTE.—-

        Tu és tão cego e auto centrado, que nem consegues afastar das tuas próprias crenças para perceber o que estas a ler. Não há aqui incoerência nenhuma, apenas a tua tremenda estupidez a vir ao de cima.

        • santoculto diz :

          ”Acho muito interessante essas ameaças de censura. Vim discutir ideias partindo de um pressuposto que encontrava em ti alguém com o mínimo de cultura. Afinal não passas de um caixa oca, que esconde as suas limitações intelectuais no uso de palavras e conceitos que claramente não compreende, nem tem capacidade para compreender. Não me interessa que não publiques o que escrevo, isso não te vai dar mais razão apenas prova a grande falha do teu caracter. Vim com boas intenções discutir contigo, se não consegues lidar com o confronto das tuas próprias limitações, problema teu!”

          Ui, ui, ela está nervosa!!!

          Não seja sonso homem!! Voce veio discutir sobre a minha pessoa, ”suas”’ ideias é parte secundária de sua pseudo-proto-argumentação.

          Sobre o ”tempo livre”, pessoas criativas SEMPRE encontram um jeito de adaptarem as coisas. Até pouco tempo atrás eu estava com um monte de pensamentos e ideias no meu celular, e não sabia como organizá-los e postá-los. Resultado, decidi de vez em sempre compilá-los em 20 deles, em média, em apenas um post, se o que mais importa é a ideia e não a maneira como é escrita.

          Outra demonstração grátis de como funciona uma mente prática e criativa, diferente da tua. Eu sou fraco e não posso fazer mais exercícios além de um limite mínimo, 10 flexões… eu fiquei tentando aumentar a sequencia sem sucesso e com possíveis e relativamente remotos riscos a minha saúde. Resultado… tcharaaaan!!! Decidi fazer 10 repetições e aumentar o número de séries. Sempre tem um jeito pra mente criativa.

          ”Afinal não passas de um caixa oca, que esconde as suas limitações intelectuais no uso de palavras e conceitos que claramente não compreende, nem tem capacidade para compreender.”

          Se eu concordasse com tudo o que disseste, apostaria a minha mão esquerda de que seria só elogios a minha pessoa. Imaturo, tribalista, enfim, um paquiderme com ”conhecimento” na mão.

          ”Não me interessa que não publiques o que escrevo, isso não te vai dar mais razão apenas prova a grande falha do teu caracter”

          Qual era o assunto mesmo***

          Meu caráter, falho** Louco varrido!!

          Meu caráter é tão falho que parei de comer carne faz uns 4 meses, um alimento delicioso, apetitoso, em prol do bem estar de seres dos quais eu não tenho qualquer vínculo ”direto”.

          E não me venha com papinho de Hitli era vegetariano também”. uma coisa não prova a outra, viu só* Eu sou tão bonzinho com baratas tontas feito tu que até te dei uma dica valiosa para não aumentar a tua carga de palm face ainda mais.

          Pessoas de menor capacidade são propensas a confundir o mundo virtual com o real. Voce.

          Voce é um uber-especialista behaviourista, é uma especialista em uma pseudo-ciencia que foi inventada por motivações ulteriormente políticas, para criar o ambiente perfeito do deslocamento cultural, demográfico e biológico das variações humanas de estirpe europeia.

          Portanto, toda a bobagem de reciclagem lamarckiana que se utiliza não passa de pura bobagem.

          ”As palavras como os conceitos existem para facilitar a comunicação, existiam antes de nós existirmos e vão continuar a existir.”

          ooooooohhhhhh

          ”Conhecimento empírico é muito diferente de conhecimento cientifico.”

          Continua chafurdando na lama. Parabéns!

          ”O exemplo mais conhecido (excepto por ti pelos vistos) de conhecimento empírico é a crença que o sol orbita à volta da terra, sendo o equivalente do conhecimento cientifico, a verificação que era a terra a orbitar à volta do sol.”

          Meu filho, é sério, voce jura que rele o que escreves*******

          Jura******

          Deus do céu, céuzinho do céu!!! Não é possível…
          Estás bebado****

          Acabaste de ”conceituar” pra mim o que empírico significaria e entra novamente em mais uma contradição de quarta série******

          Como pode ser possivel para os antigos de comprovarem empiricamente que o sol orbita a volta da Terra!!!!!!

          Empírico… observação, teoria e prática. Como que eles poderiam fazer isso me diga** Observar** Ok. Mas empírico só poderia se dar por observação. Galileu et co., não provou empiricamente que a Terra ”não é o centro do sistema solar”. Ele estipulou com base em observações muito contundentes e comprovou-se correto mais tarde. Mas não foi empírico, empírico é teoria e prática. Mas eu não sei porque de estar explicando o básico da ciencia pra ti, já que deverias sem cabelos em sua cabeça de saber.

          Poderias me xingar, mas se tivesses boas ideias, eu poderia tolerá-lo por algum tempo (dois comentários) até mandá-lo baixar o tom da ”voz”, mas eu não vou aceitar as suas bobagens pelo simples fato de serem bobagens.

          Voce não sabe do que está falando, a cada momento entra em contradição, não há coerencia, apenas a velha tática dos vermelhinhos comunistas de ”manipulação grosseira de curtíssimo prazo”. Fraco, muito fraco.

          ”Se isso para ti é a mesma coisa, se achas que é legitimo criares e dares o significado que bem entendes as palavras por mim tudo bem. Só me provas o quanto és básico e estas bem longe de ser os génio que almejas.”

          Eu detesto o termo genio, mas eu posso me encaixar em alguns tipos de genios. No mais, a sua opinião é tola, previsível. Es mais um lunático de alto funcionamento do reino de Lagado, cheio de narcisismo, pseudo-moral e pseudo-racionalidade, vivendo em teu mundo mágico da academia moderna ocidental, marcada por carreirismo e ideias tolas (em uma proporção gritante).

          Pra mim, teus xingamentos soam como elogios. Xingue-me mais.

          ”Vou-te apenas responder à tua brilhante tirada com uma aula grátis de pensamento dedutivo 1.01 introdução ao conhecimento cientifico:

          —–SE a mesma genética em num ambiente diferente produz uma pessoa completamente diferente E SE a genética é imutável ENTÃO a diferença observada SÓ pode resultar da VARIAVEL

          que neste caso concreto é o AMBIENTE.—-”

          palavras vazias de uma mente aberta, por deveras aberta que os neuronios saíram voando pelo ambiente e contaminaram transeuntes a paisana.

          Genética não produz niente, cazzo. Genética é o ser. Se a genética produz então o ser quem estará produzindo. Mundo real, literalizado por favor!

          As palavras são suas inimigas e relevam a sua fraqueza intelectual, a sua auto confiança.

          ”Tu és tão cego e auto centrado, que nem consegues afastar das tuas próprias crenças para perceber o que estas a ler. Não há aqui incoerência nenhuma, apenas a tua tremenda estupidez a vir ao de cima.”

          Que otimo, então eu devo ser mesmo um genio!!!!

      • HOli diz :

        ‘Sim, sua opinião elitista e pedante de um pseudo-pesquisador, pseudo-especialista, pseudo-intelectual.”

        Gostei desta frase. Isto faz de ti um verdadeiro pesquisador, um verdadeiro especialista e um verdadeiro intelectual. Muito estranho para quem não lê. Mas extremamente arrogante. No entanto uma frase que te assenta na perfeição. Podias usar como discrição neste próprio blog.

        • santoculto diz :

          Eu prefiro ver do que ler, especialmente se forem as mesmas bobagens que te melhor apetece.

          Vejamos

          Antes o meu mal era por viver em um ambiente ultra-privilegiado, cheio de livros.

          Agora, a nova tática de manipulação emocional de curtíssimo prazo, típica de esquerdolas com retardo, é a de atribuir a minha preguiça pra ler livros, como a culpada.

          Nem psicólogo de motel tu serve. Não tem vergonha da maneira como está agindo** Eu teria se fosse tu.

          Pode ficar pra voce.

          Novamente, mais um novo comentário sem qualquer substancia e não vou mais aceitar ok** Vai voltar pro cercadinho, pro cantinho do pensamento!!

          Primeiro, eu escrevo este blogue, quer goste quer não goste, não é problema meu, é seu! Portanto, se quiser, ainda que eu duvide e muito que vá conseguir tal proeza, provar-me ou ao menos argumentar com COERENCIA, talvez eu possa aceitar mais alguns comentários seus,

          Não terá segundo ou terceiro porque eu esqueci o que iria dizer.

          Não sou arrogante, depende e muito da pessoa, releia seu primeiro comentário pra ver quem é mais arrogante aqui.

          E a resposta a última pergunta, cade***

  3. santoculto diz :

    Talvez eu poderia estar neste momento fazendo alguma coisa e feliz, mas a minha natureza bipolarizada em termos de moralidade (objetiva e subjetiva), continuariam ali.

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