Os uber-especialistas behaviouristas

Os uber especialistas behaviouristas: não pergunte aos teus olhos, pergunte a eles, aos uber especialistas behaviouristas.

Você está andando nas ruas e vendo todo tipo de gente, a maneira como andam, as roupas que vestem, o olhar, a postura corporal,  a maneira como interagem umas com as outras, seus olhos e seu cérebro complexo de bípede meio desastrado, estão fazendo uma narrativa direta sobre tudo o que está acontecendo ao seu redor, e esses relatórios constantes são basicamente o reconhecimento de padrões similares, dissimilares ou contraditórios. Geralmente, os padrões contraditórios chamam-lhe mais a atenção como uma pessoa cega e seu cão guia, um travesti, uma pessoa muito alta, muito bonita ou muito feia. A todo momento seu cérebro prodigioso estará fazendo julgamentos tendenciosos ou diretamente corretos sobre o que se passa diante te ti . É raro vermos uma pessoa tentando se passar por outra, usando uma roupa que não tem nada a ver com ela, nossa personalidade também é não-verbal, nossas vestimentas, nossa linguagem corporal, tudo o que usa está gritando aquilo que você é. Eh claro que em um ambiente socialmente neutro onde que por exemplo todos usam terno e gravata ou roupa sóbria, como a multidão de empresários do primeiro filme da trilogia Matrix,  haverá uma tendência para nos uniformizarmos em aparência, mas será apenas na superfície porque por dentro de roupas iguais, agiremos diferente (desprezando a possiibilidade de que pessoas que consigam empregos de colarinho branco tendam a ser mais parecidas em termos de personalidade e cognição).

Tudo aquilo que vê, ou seja, todos os seus preconceitos estarão predominantemente corretos. Ao olhar para um casal ‘gay’ se beijando, o seu cérebro ficará em alerta porque estará avistando um padrão contraditório, não apenas mediante a narrativa social que tiver sido inserido desde criança mas também ou principalmente por razões puramente cognitivas. Nós somos únicos porque podemos policiar nossos preconceitos e tentar aceitar aquilo que nossos cérebros interpretam como erro, um bug no sistema. Fazemos isso porque somos mais complexos, mentalmente falando, porque gostamos de exercitar nossas cabeçonas grandes,  seja por conveniência de gado ou por empatia. Os estereótipos representam as características predominantes de um grupo. O jeito afeminado ou másculo, respectivamente, de homens e mulheres  homossexuais, a insolência simpática de muitos negros, o jeito calmo e reservado de muitos leste asiáticos, a maior seriedade dos nórdicos, o jeito mais leve e espalhafatoso de muitos italianos, principalmente os do sul ou Mezzogiorno. Alguns estereótipos são exagerados, por exemplo, a ideia da ”loura burra” ou a ”psicopatia dos ateus”, tendem a ser caricaturas baseadas em preconceito negativo, quando analisamos grupos pessoalmente antipatizados por nossas próprias cabeças, frisando as características negativas ou inventando, exagerando outras. Geralmente detestaremos aqueles que se destoem significativamente de nós, em termos de personalidade, mas também de fisiologia e cognição.
No entanto, vivemos em uma época em que existe um grupo de pessoas que ‘desejam’ explicar por meio de uma ciência fajuta, que aquilo que estamos vendo não é aquilo que estamos vendo, estamos nos enganando, eles tem a resposta, por que??? porque sao mais estudados, são mais inteligentes??? tem um discurso científico na ponta da língua??

Os mais espertos usam uma explicação didática para dizer que a contribuição genética no comportamento humano seja perto de zero, que o fato de um jovem negro andar com os braços soltos demais, de forma dominante, olhando com uma cara de deboche e arrogância, com um boné ridiculamente virado para um dos lados, é apenas o produto do seu meio, ele é uma marionete do seu ambiente e se tivesse sido criado no bairro mais rico da cidade, por um lorde e uma professora de boas maneiras para classes abastadas, teria uma personalidade completamente diferente, seria polido, educado e consciencioso.

O rei está nu, mas os uber especialistas e sua ciência behaviourista de enrolação vão lhes dizer, se for politicamente correto, que o rei não está nu, apesar de sua flacidez pálida evidente, brilhando no teu rosto. Os uber especialistas estão acima da você e de mim, eles aparecem em programa de televisão, publicam trabalhos, você não deve desconfiar de suas credenciais, eles podem, você não. A sua capacidade de  reconhecimento de padrões básicos, o seu radar natural, a base de uma  pirâmide chamada inteligência,  não são científicos, se o hyperscienza não publicar, então não é científico, se atenha a isso, você pode enxergar mas não pode entender nada daquilo que está vendo. Voce é como um cego que precisa de um cão guia, os nossos amigos behaviouristas*** Os uber especialistas behaviouristas sabem e vão salvá-lo de sua própria incapacidade básica. Todos os dias, principalmente você que é um observador, que levanta todos os dias e bate perna no centro da cidade, está interpretando errado tudo o que está vendo, é um preconceituoso.

Na escola não existem diferenças em inteligência, mas talvez nós pudéssemos mudar um pouco este termo para ”adestramento”. Alguns cachorros podem ser ensinados, outros não, chamamos isso de inteligência. o cachorro adestrado internalizou um conjunto de informações que lhe foram sucessivamente impostas por seus superiores. ”O  inteligente ”não negocia” a sua liberdade, não conversa com os seus superiores na tentativa de ser menos inferior a eles, o inteligente é o que melhor se adestra para serví-los”, chamamos isso de ”testes cognitivos”.

Portanto, só para frisar novamente, sobre esta parte uber-importante…

Voce não sabe de nada, se está vendo padrões de similaridade comportamental entre grupos, está errado, está tudo errado, fica a dica, deixe que os uber-especialistas behaviouristas lhes digam o que de fato voce está vendo. Voce não entende nada de realidade, seu cérebro prodigioso está com defeito, só quem foi ”mais educado” que pode lhe dizer, e mais, eles são especialistas, eles tem a scienza a favor deles, voce não, voce é um consumidor daquilo que eles produzem, não pode chegar as suas próprias conclusões.

Mas lembre-se das exceções virtuosas, elas são muito, muito importantes, exceções ou maiorias virtuosas, ainda que esta última seja bem mais rara e não-tão-virtuosa assim…

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