Confissões de um nunca-adolescente, astutamente indolente

A dádiva de se nascer incompleto

A dádiva de nascer incompleto. incompleto, criança pra sempre, que pulou a adolescência, que é um pequeno prodígio, que suas habilidades aterrissaram pueris em tenra idade, e não mais evolui por sua cognição, o faz com base no intelecto, aquilo que lhe restou, incompleto, que com seus pés descalços, olha infantil e pra sempre o fará, desenvolve a infância, sem nunca superar a barreira da ”vida adulta”, amadurece na simplicidade, arrogância vulcânica e passageira, na pureza lasciva de ser a sua eterna esperança de uma vida ”adulta”, pequeno em seus passos, potente em suas asas, continua a imaginar o impossível, a sempre ver o lado bom, e a estar espantado com a obscuridade  humana, a de ser o incompleto sábio, que vive do lado de fora da realidade contextual, que está fora dos muros do castelo, o observa por um teleférico ou balão de pensares, navegares por mundos nunca dantes pensados, se sente amado por sua dádiva, a de ser único, solitário e transeunte de perguntas e teorias, incompleto, que parou antes que todos, que não cresceu mais, que precisou ser capaz de se inventar, no desolador descompasso de seu pulsar, de sua vida intrepidamente interrompida, neotenica de alma, anciã de sabedoria, se criativiza para sobreviver a si próprio, é um constante conflito, um ínfimo universo ativo dentro de ti, o filho que sempre será, pervertido em seus passos mais animais, de certo que tudo conspirou contra o singular, e veja só, que lindo, teus grandes olhos testemunha noite e dia a contradição de ser uma aberração, mais anomalo que o bípede insano regular e ainda mais humano, mais particular, porque o auto conhecer é toda a hora, a cada minuto, vislumbrar o próprio instinto que troca luvas por sapatos, os pés pelas mãos, que é tão artificial do que uma torre parisiense ou uma obra de arte, e tal qual, duro de ferro ou de material, apenas observa os tropeços habituais de sua sina humanidade.

Filho do fenômeno, filho sem pai

filho d da raridade, filho sem pai nem mãe, filho que nasceu do fenômeno, da singularidade, do milagre ou padrões únicos, filho sem família, sem eira nem Beira, que não tem conchavos, que não é de uma máfia de genes, que é livre, até demais, que é louco em ser o contraventor-mor, que contradiz contradições, que é o fogo forte de um corpo fraco, que sente que todo o dia é diferente, que se sente e sempre se sentirá como um vento solitário, que de repente, faz balançar folhas de bananeiras e continua a sua caminhada, só.

Paixões são certezas e nós lutamos por elas

paixões são certezas, nós lutamos por elas, quando lutamos por nós mesmos, refletimos como um espelho aquilo que nossos neurônios se identificam de Imediato, racionalizamos a emoção e isso se chama ideologia, misturamos o pensamento racional para enfeitar nosso instinto sem filtro, que se expressa sem ser perguntado, nosso ponto fraco, nossas indissolúveis vaidades, transformadas em argumentos, nos enganamos e queremos enganar a todos, não pensamos pelos outros, em direção a neutra razão, mas para dar um sentido lógico à nossa vaidade essencial, e é por isso que ainda não deixamos a infância, como macacos-crianças, idealizamos, cristianizamos as virtudes transformando-as em metafísica, porque não podemos abandonar a nossa própria sombra chamada paixão, auto empatia em cada pseudo debate, mostrar-se mais do que fazê-lo sem compromisso tendencioso, não são fogueiras de egos, são salas cheias de espelhos, a verdade também está dentro de ti, mas tu és apenas parte da realidade. todos nós agimos como pequenos totalitários quando usamos nossas mentes prodigiosas para vender o próprio produto, a nós. ”Me compre, venha comigo, me adore, eu sou mais eu, que se dane a verdade ou a harmonia de todas as magnitudes de verdades, as pequenas e múltiplas peças que a compõe, eu sou um planeta e tudo gira em torno de mim, eu não vou equilibrar minha força aos outros planetas e produzir uma harmonia de sistemas solares ou lunares, e é por isso que eu só posso vos dar o meu caos chamado egoísmo alienado”.

O conhecimento dos próprios limites é a sabedoria

o conhecimento dos próprios limites é a sabedoria, a verdadeira e derradeira educação . a vida pode ser de um enriquecer profundo, mas especialmente para quem nasce curioso e ávido para obter seus maiores tesouros, sua procura é natural e algumas descobertas  se fazem com base no atropelo, de tanto procurar, tropeça naquilo que tanto almejava, ninguém nasce pronto, nasce potencial, para melhorar a si mesmo, construir seu próprio castelo, único, de tamanho certo, encomendado pelos deuses do mistério, lobotomia esta que chamam educação, acreditam que o sentido da mudança se faz ao natural, mas é certo que transformações não são nada sem a participação do essencial, a essência, que não podemos aumentar o tamanho de montanhas tímidas ou de modificar o estado da água, além daqueles que já conhecemos, que tudo obedece a limites e que o ser humano e seu comportamento, obedecem às mesmas leis que regem as formas inanimadas de existência, que a física prova nossa imutabilidade relativamente maleável, que tem muros que jamais poderão ser superados, transpostos. Que não há nada de errado em aceita-los, é pra isso que existe a criatividade ou adaptabilidade. o adaptar é modificar positivamente as duas forças que estão em constante atrito, o conjunto de variáveis inanimadas e abstratas, frutos do pensar complexo de criaturas bizarras e as variáveis biológicas que compõem essas pequenas Nações de um só cidadão, estes universos em ebulição pueril, que todos nós somos. Somos físico,e temos limites próprios assim como também possibilidades, conscientes ou não. que bom, não somos iguais, somos únicos ainda que estatisticamente aglomeráveis. A relatividade prova a existência de múltiplas perspectivas, mas certos olhares são quase tão abrangentes e corretos quanto toda a comunhão de todos estes, são hierarquicamente relevantes . Alguns olham com tamanha precisão, que faíscas de antemão, se projetam como deleite de sua enormidade enquanto capacidade de acerto. a educação não tem como princípio fazer-nos senhores de nossos próprios destinos mas de nossas obrigações enquanto ferramentas relativamente dispensáveis do sistema, que corrompe todos os nossos sentidos, enquanto que clamamos pela vida, liberta porém com responsabilidade, a maior de todas as formas de educação é o autoconhecimento, é o verdadeiro ato de evoluir enquanto ser humano, de também  ser útil pra si, e será pelo conhecer dos próprios limites que se poderá mensurar o tamanho de cada corpo e de seu potencial mais evidente. o meio não dita quem eu sou, minha adaptação é constante e talvez inconsciente, meu espectro de aprendizado não é infinito, eu preciso tatear cada parte do meu ser de pensamentos, de atividades. eu sempre monto  um novo quebra cabeças, mas minhas peças são as mesmas, minha comunhão de variáveis biológicas, as peças que precisam ser conectadas às minhas é que podem variar muito, eu dou a minha assinatura de interação a esta constante construção. o ambiente não sou eu, ainda que como o poeta morto vivo, este profundo místico e atipicamente racional, o empiricista das paixões, possa considerar-me como copiador compulsivo da realidade, do ambiente por si mesmo, de espelhar minhas ações a ele e de tentar espezinhar cada ponto de ruptura, meu sistema é supra-perfeito, porque busca a fidedigna representação da realidade.

Anúncios

Tags:, , , , , , , ,

About santoculto

Email ataudecinzento@gmail.com

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

...e Deus criou a Ângela,desapontado com a nossa Eva.Apresento-vos o meu "disco rígido" ...

renanbarreto88

Just another WordPress.com site

Castro456's Blog

O medo do nada

Delusions of Adequacy

And You Thought You Might Have Had Delusions of Grandeur

PARTO DE IDÉIAS

"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância." Sócrates.

Pshelinha

Um pouco de mim..

Pensar Novo

"Saber que você precisa mudar não é suficiente. Você precisa ter a coragem de fazer esta mudança." Robert Kyosaki

Mind Hacks

Neuroscience and psychology news and views.

Inside Perspectives

of Asperger Syndrome and the Neurodiversity Spectrum

Agoraphobia Subliminal Hypnosis

Come out of the woods, the dark, come into the light. As a recovered agoraphobic, I've designed these audios over many years in order to help you. Charles K. Bunch, Ph.D.

Antimidia

Textos sem sentido, para leituras sem atenção, direcionados às pessoas sem nada para fazer.

%d blogueiros gostam disto: