Hereditariedade da inteligencia

Hereditário é aquilo que é transmitido de pai para filho ou de pais para filhos.

”A hereditariedade da esquizofrenia gira em torno de 70%”

… de acordo com os estudos de gemeos univitelinos.

Mas e entre pais e filhos** Se um casal de esquizofrenicos tiver 10 filhos, 7 deles poderão nascer esquizofrenicos**

Claro que, as porcentagens de hereditariedade são médias estatísticas, não é** Isto é, em média, entre gemeos univitelinos, a ”hereditariedade” (compartilhada, ou, genética compartilhada) será em torno de 70%.

Parece elementar que gemeos identicos apresentem predisposições para compartilharem uma grande proporção de genes, próximo de 100% de similaridade.

Mas o adjetivo hereditário, em qualquer dicionário, é muito claro quanto ao seu conceito, ao seu valor semantico e seria interessante se os pesquisadores desta área, a genética comportamental, dessem maior atenção a este fator para não se deixarem enfetiçar totalmente pela fiabilidade (supostamente) objetiva e precisa dos estudos em gemeos.

Traços hereditários precisam ser passados de pais pra filhos, ou seja, de modo intergeracional, de geração em geração para que possam ser denominados como tal. Do contrário, algo conceitualmente errado estará sendo entendido.

Eu tive uma ideia hoje enquanto estava comentando em blogs hbds, de que é provável que a hereditariedade real de traços psicológicos sejam ainda menores daqueles valores que tem sido encontrados através de estudos em gemeos univitelinos. Especialmente porque são traços analisados separadamente, enquanto que é possível que os fenótipos comportamentais ou personalidades, possam ter maior carga hereditária.

Nosso comportamento está em constante adaptação ao ambiente. Se estamos em um local onde todos gostam de nós, nos tratam bem, são amigos, é provável que um certo jeito arredio possa ser parcialmente transformado, em direção a uma maior extroversão, ainda que isso não signifique que nossa capacidade de adaptação seja infinita.

Quando encontramos pessoas iguais a nós, tendemos a nos tornar mais flexíveis, felizes, é sempre bom ter alguém comportamentalmente familiar para conversar, confiar, rir.

Não herdamos ”traços” mas uma plasticidade comportamental do mesmo traço, que será modulada através de nossas interações, predominantemente conscientes ou não.

Como eu já sublinhei algum tempo atrás, não existe uma porcentagem fixa de hereditariedade, porque depende do contexto seletivo, isto é, se um fenótipo estiver sob forte seleção é provável de se tornar dominante. Se não estiver, será recessivo e sua carga de hereditariedade será menor e menos diretamente transmissível.

Partindo deste pressuposto inicial e central do texto, as mesmas considerações de valores semanticos e metodológicos, deverão ser repensados para os outros ”traços” como a inteligencia por exemplo.  Qual é o grau ou porcentagem médio de hereditariedade por exemplo, ”de” qi verbal alto**

O ser humano não é sempre o mesmo, desde quando nasce até a sua morte, assim como acontece com todos os outros animais de reprodução sexuada, passa por transformações predominantemente hereditárias ao longo da vida, mesmo a vulnerabilidade a interações ambientais, também são previamente herdadas, a partir da concepção. Portanto, pode ser muito plausível sugerir que a hereditariedade para a ”inteligencia”, vá lá, verbal, que pode ser relativamente bem medida em testes cognitivos, flutue de acordo com uma série de fatores ou variáveis biológicas, dentre elas a carga hormonal, raça, dieta alimentar, idade, hábitos (ainda em discussão, será que isso provaria partes da teoria lamarckiana**, mais do tipo, ”sem hábitos prejudiciais a saúde, seu futuro e hipotetico filho terá boas chances de nascer saudável e até mesmo, inteligente, também dependendo da mulher que escolher para te-lo, ao invés de passar estas transformações, ou mudança de hábito, de pai pra filho por meio de bons e constantes hábitos saudáveis, como praticar exercícios e ter uma alimentação equilibrada.. e veg… deixa pra lá, mas por que não**… na verdade, estas atitudes, que tendem a ser predisposições comportamentais, mais latentes em uns e menos em outros, ”apenas” neutralizaria possíveis composições biológicas desequilibradas… ainda que a anormalidade possa e geralmente tenha o seu valor como a produção do genio e dos tipos de outsiders não-violentos como os observadores ”e sábios bem como também os virtuosos).

Seu filho poderá nascer um alfa ou um beta +, isso é incrível!!! Um superdotado popular, carismático e potencialmente bem sucedido se modular o seu comportamento e de ter predisposições mais arraigadas para ter uma criança deste tipo. O ‘problema’ é que geralmente são os outsiders problemáticos que fazem as maiores descobertas.

Por agora, termino por aqui esta investigação amadora, mas é sempre bom manter estas ideias acesas em nossas mentes. Eu posso estar completamente errado sobre isso, mas desde que comecei a pensar sobre este provável equívoco que eu não consigo mais ver os estudos em gemeos univitelinos para estimar hereditariedade comportamental com bons olhos, se o próprio conceito do termo, a meu ver, já esteja denegrido.

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