Eu estou pensando agora, sobre mim mesmo, sobre minhas ações, sobre este texto que eu estou escrevendo…

Estou pensando em minhas ações agora, mas acho que não preciso descreve-las pra mim, porque são tão óbvias. Mas posso imaginar-me em um futuro muito próximo, como daqui a pouco, como agora, não espere, agora neste momento, não, agora!!!!! Estou olhando para as minhas ações, em como que as ideias e as palavras chegam fáceis quando se está mentalmente excitado, se assemelha profundamente com a intuição em algum ponto, é algo que não se explica, quando coloco essas palavras, eu estou apenas despejando a mim mesmo através de um conjunto de símbolos alegóricos, que visam representar a matemática simbolizada de meus pensamentos, eu os somo, divido, multiplo e existem até dízimas periódicas. Eu penso por mim mesmo, eu reflito minha ação, por meio do meu pensamento, isso é reação, é ser reativo. A reflexão é o destino se quer ser o dono de si, mas não abuse dela, porque sua voz rouca, pequena, que se manifesta quase que como leve pulsar de sua massa cerebral, pode se multiplicar e te fazer mais humano do que imaginava, do que calculou.

Minhas mãos estão frias, agora tenho total consciencia da temperatura dissonante de minha cabeça em relação ao resto de meu corpo. isso explica porque raramente é fresca, eu sinto mais calor nesta parte e se traduz em palavras, uma cachoeira delas de vez em quando. Eu sinto que minha mão direita é mais paralisada do que a esquerda, a esquerda é mais livre, leve e solta, a direita é o fim de um espiral de leves torsões quase que imperceptíveis porém palpáveis, sensíveis, sentíveis, eu as sinto, eu sinto que meu pólo está mais para onde eu escrevo e posso ver com o meu olho, o terceiro, onde é que estou fazendo mais esforço, e sim, é pelo lado ”direito” do meu cérebro.
Eu me sinto e me vejo quando concentro ou enfatizo o senso, o tato interior, tocar-se sem ter mãos, sem precisar de luvas,  isso é consciencia, resulta em uma maior compreensão, ou já é sinal de demencia.
Eu não me espalho de imediato, porque eu não sou desmontável, minha estrutura é firme, meu eu, minha solitária percepção, sempre esteve comigo, não tão só, que alívio!!
O meu todo está aqui, ”todos” se entendem, podem se ver, quando se olham na rua param e se cumprimentam, perguntam por filhos que nunca vão ter. A maior empatia é a sabedoria, é se refletir no maior de todos os espelhos, a realidade, aquela que todo mundo pode ver ou sentir, vendo com o corpo, com o cheiro, daquela que somente o homem pode construir, verdadeira ou um vespeiro de egos.
Eu reflito em empatia a realidade, o meu intelecto alcança a tudo aquilo que sabe, mas não tanto, não sou muito bonzinho com a matemática, porque ela não é comigo, tem de ser recíproco.
Eu estou olhando a tudo que está ao meu redor, estou solucionando problemas mesmo sem perceber, cada ação é uma resolução de um problema, manter-se firme é uma resolução de um problema. Estamos usando nossa capacidade a todo momento, interagindo com o ambiente de interação, pensando sobre como se conservar saudavelmente dentro deste lugar, fazendo ou refazendo conexões em nossas mentes. identificamos um conjunto de padrões morfológicos ou matérias e sua disposição dentro dos ambientes em que interagimos, isso é a verdade. A verdade objetiva, direta, sem filtros, sem negociação. Se não se pode ver, pode-se sentir, pode tocar, pode cheirar. Podemos extrapolar esta observação analítica direta, inconsciente, com pouco ou nenhum esforço percebido, por meio da imaginação, para cenários diferentes daqueles que vemos agora. Podemos imaginar que a cadeira que está na cozinha possa ser colocada na sala ou no quarto. A imaginação coerente se traduz na construção de pensamento abstrato, imaginando a continuação de padrões que não podem ser vistos de imediato, que ainda vão ou que poderão acontecer. Por exemplo, a previsão do tempo e nosso olhar pessoal a mudanças de tempo. O céu limpo, o céu com nuvens, o céu com nuvens carregadas e o céu com chuva. Tal como o velho método de se fazer películas ou filmes. Se podemos perceber padrões de fenomenos naturais e identificá-los como cadeias lógicas e recorrentes de eventos, então, talvez, pudéssemos aplicar esta lógica aos  fenomenos fundamentalmente humanos como o nosso comportamento.
Há cinco anos eu era um ser em auto descobrimento, todos os sinais para este desenvolvimento se traduziram ao mesmo tempo. Literalizei em palavras e em pensamentos, aquilo que eu já sabia, mas que ainda não havia despertado qualquer curiosidade. Foi um pouco tardia, eu poderia pensar, mas aconteceu e mudou-me ainda mais, minha maneira de entender, minha compreensão das cousas, dos acontecimentos, das pessoas, de mim mesmo. Por isso é bom escrever, mesmo que não seja por palavras. Isso amplia a sua percepção de que algo de novo e bom está acontecendo contigo.
Minha infancia foi boa, a primeira então, eu era gago, daqueles que não conseguem construir uma única frase, desistem na metade desta tentativa frustrada e de auto vergonha. Mas era feliz, altivo como um leão e surpreendentemente popular, de uma maneira torpe, da qual tinha pouca noção. Por que será** Apenas porque era bonitinho, por causa dos meus cabelos lisos** Ou também porque era de uma família de dinheiro e prestígio**
Eu mudei porque o tempo craveja em nossa pele, nos raspa, nos refaz, ainda assim, meu núcleo permaneceu intacto, eu continuo sendo eu mesmo. Somos todos móveis, mas temos limites de mobilidade, quem nasceu pra ser rei, nunca perde a majestade, especialmente se for do teu próprio reino, de reconhece-lo e saudar seus súditos, seus eus mais fracos, que não sobem a superfície de sua piscina, a personalidade.
Minha adolescencia não existiu, eu pulei esta fase, mas mantendo-me infantil, como de costume. Minha inocencia pueril, não passou dos 11, eu sou maduro, mais do que muito homem, com h. Minha masculinidade não tem palavras, não tem símbolos, se baseia na coragem de construir novos vínculos de realidade. Eu quero gritar e é o que estou fazendo, mas não quero briga, só quero sombra e água fresca. Meu trabalho é na cabeça, de pensar e de dar conselhos a quem mereça e a quem esteja apto a me escutar.
Ainda jovem, eu era um besta, confundia-me, tentava ser aquilo que não sou, que nunca fui, de negar o grito do meu instinto, da minha nação, com monstros e pessoas distintas. Quando o grito me alcançou, eu acordei, e aqui estou, livre para encontrar meu próprio Deus e perecer triste porém feliz, de sentir esta dualidade de emoções e de opiniões, de me observar e assobiar canções.
A doença da cabeça que herdei, é pela metade, a divisão da loucura de ter um parente com esta liberdade, de não ter freio de mão, de ir com toda a velocidade para atender a sua compulsão, a sua cumplicidade em confusão. A minha é menos intensa, que bom!!! Com isso eu posso desviar meu olhar internalizado sem assombrações. Posso ver até aquilo que ninguém nunca viu e produzir. Posso continuar em devaneio, posso andar pelo ar mesmo depois de sair do chão, de sonhar, de entender tudo de prontidão e continuar a duvidar.
De criança e sua lascívia precoce, ao adolescente sem fricotes aparentes, até o jovem que denomina santo, um belo e vulgar rapazote, que conheceu a si mesmo e viu a luz, de um Deus, que não sou eu, mas que pode resplandecer por ele, curei, me descobri um sábio, que não é o mais genial. Mas que nunca repete o mesmo erro, usa a sua criatividade, para modificar o caminho de antes, sua praticidade diplomática, o verdadeiro filosófo e não um pedagogo e suas mentiras alucinantes, ditas na mais perfeita calma.
Eu não… nunca fui mais humano e continuo melhorando, de degrau em degrau eu vou andando, subindo e padecendo em redenção, super anti-natural, revertendo, a confusão de não se saber como se dá, de se antever sempre e isto é primordial, para isso, se-lo e entende-lo.
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De:RefémdoDrDeus Para:Deprimente mundo Assunto:Denúncia de maus-tratos a pensadores

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