Algumas bençãos…

Intuição, o elo perdido
Agir sem pensar, mas pensando em segredo, sem se perceber, o bater perfeito de asas, o pulo do gato, o farejo de um cão, a destreza de um leão, já nascem sabendo, lhes é natural ser um gênio da própria ação, à intuição, de pouco empenho e muita natureza, ao natural, com certeza. Pensar pela intuição, os animais sempre fazem. É pelo instinto que se comunica diretamente com nosso espírito, que a razão não nos deixa ver. O humano e seu destino de ser uma mistura, de saber sabendo do de saber sentindo, pela emoção, por estilo da criação, ainda dizem que o animal não é criativo, inventam-se uma vez e vivem então. Repetem o mesmo hábito, mas  aperfeiçoam com a intenção, de viver a vida.
É um jogo de escolhas, o sentir pela força da emoção intimista, de sentir-se e entender esta sensação, ou de privar-se, em busca de uma explicação, seja por um sacerdote ou lendo Don Quixote. Encontrar-se, enquanto que os animais já sabem de si, não se iludem com a ilusão, de ser o que não se espera,  se é.
O gênio em sua criação se degenera ao estado de um não-humano, de um fenômeno, uma manifestação, de confiar em si mesmo, de expor sua singularidade, de revelar parte de seu segredo, de seu pacto com Deus, ao qual todos os seres fazem. Ser mais animal, responder reagindo, mas depois de uma intensa reflexão, de alguns segundos, sorrindo para a razão, mostra seu amor pela verdade, por aquilo que se pode tocar, com mãos de fadas ou sons que exalam,  a confiança de seu instinto, a força em seu destino, e seguir.
Do anjo ao demônio, da empatia à razão
Fazer o bem?? Vamos todos então, só que poucos te entenderão. Vives a contemplar a sabedoria, espelhares teu espírito, em anestesia, a toda a realidade, podes ver o simples e o porquê de sua contorção, o homem está nu pra ti e não é por segundas intenções, és preciso em suas maquinas, de repente, se alucina, sente, percebes donde o erro brota, chamam-lhe o pervertido, mas quem faz o mal não é meu amigo, é o verdadeiro, o descabido estúpido, que não podes ver toda a pintura, bela, soturna, complexa e Simples, podes gravar todos os passos da bailarina, em seu único rodopio, seu peão, é o tempo, passado, presente e o que vem pela frente,
Nasceste um anjo, e terminaste demente de humanidade, de tão demasiadamente, sabe reconhecer os de ti, sabe reconhecer reflexos de espelho, de alma,
Tornaste o vilão, o próprio diabo, o peso do juízo, estão todos a afogar e você se sobressai alado, a observar, congelado pelo ar, frio desta montanha melancolia, tua identidade a te contestar como uma filha a um pai, quem eu sou, quem são eles, por que és tão diferente?? Por que está sempre ausente, solitário no meu pensamento.
Empaticamente, racional, que podes fazer o bem forte e enfraquecer o mal, mas quem liga, são todos boçais, tocando tambores de horrores, são todos uns animais, alguns são seus senhores, não podes fazer nada, tu não és ninguém, és um sonhador incompetente, um narciso que ainda não quebrou o espelho, que poucos vêem, não é interessante para a destruição coletiva chamado massa, que atropelam qualquer um que esteja a sua frente, não é um encantador de crinas inconscientes, não está aqui, teu corpo frágil sim, teu espírito apenas sobrevoa a terra, vermelha, humana ou verde, Amarela, cor de sede, tu tens fome de ação mas se perde em seu palacete de emoções, de sensações e percepções. Não é fatalismo, é a razão. Não crie expectativas e talvez…
A metáfora do avatar para explicar o gênio
Aquele que domina todos os elementos, que tem um grande potencial, um grande horizonte associativo, que vê padrões simples em seu mundo abstrato, que não confunde complexidade com confusão, que continua a pensar depois de adentrar a um mundo de múltiplas perspectivas, de muitas dimensões, que pode ver todos os lados de um  objeto inanimado e de fazer o mesmo ao fenômeno humano. O avatar, um gênio, o sábio que pode modificar os ventos e criar novas trajetórias. Ele não é dual, mas sente o atrito da competição, da dualidade, dentro de si. Ele não a vive, a entende, e cria a partir deste conhecimento, de sua singularidade, da interação de seu intelecto e de sua necessidade, única, poderosa e custosa.
Água não pode com o fogo, e este com o vento, a terra absorve a todos, mas pode ser perturbada por cada um de maneiras diferentes. E o genio, o avatar, lhe entende.

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