Um combo de sonhos…

Som em cor..

Em forma, som que pode ser tocado, o som paralisado, lambido, usado, dom Corvino, vil asa do destino, Que mostra a beleza, por olhos de desatino, de fraqueza, de pus, de pianos sorrindo, um novo mundo que se move, entope minhas veias de sorte, um cavalo a galope a morrer n’água, isso não pode ser, é belo mas horrendo, certas belezas são medonhas, não são belas, não são de pura seda, à inspiração vem à mesa, estômago eu domestico e emagreço, sinto a saliva a me enganar, é um jogo entre dois trapaceiros, meu cérebro, um demente arteiro, quer me viciar sem ter segredos, me fazer de ti o seu brinquedo, e eu quero lhe mostrar, quem é quem manda neste galinheiro, pensamento rápido, Veloz, batendo asas enquanto escuta a música de minha noz, abra-te gostosa, eu vou come-la, vou entrar em ti e dormir, mil mundos e fatos retalhados, este é o meu quadro que construí, minha pintura é abstrata, está aqui, apenas o indigente que pode ver e dizer: ra!! voce mentiu!!

Alegria serena

Me esbaldo rente ao balançar,
Minhas pernas voam alto, a bailar pelo vento,
Risos e alegrias sem ter um porquê, vida basta, serenissima, quando se encontra a beleza de um respirar,
O silêncio humano e o cantar de pássaros tropicais, nadando em mares de morros, sem matas ou com o pouco de seu passado,
É minha alegria serena, sem razão, seu existir lhe basta, com uma inocência de criança, me ponho a brincar irresponsável, sonhos de terra arável, a capinar,
Meu outro lado, a moeda sem sombra, brilha, o ouro de se alegrar, e vivencia cada momento, cada dia é muito longo e um relatório a postular, páginas de mente, que voam insanas,  pelo tempo a consumar, o texto  deste micróbio de vidas, de personalidades, deste amor, pelo que há de vir, de viver,
Porque quem dança sempre com a melancolia, se torna preciso em encontrar alegrias, elas se destacam, brilham em meio à solidao, ao eco sem resposta, é apenas o meu som, são mais bonitas e sorriem, vem cá meu bem, preciso do seu perdão! Ser simples demais, trás sabedoria e com ela, uma tristeza incomensurável, é o peso de ser perfeito demais, não pode ter meu pobre rapaz, oh moça que se despe de vaidades invertebradas, seu esqueleto é de verdade, é frágil e pode quebrar,
Minha febre é sempre baixa e concentrada onde moram sonhos a pensar, frio e quente, Alegre e sereno, triste e aqui,
Meus olhos se abriram e vejo tudo assim,
Me puxa a decomposição, que eu decomponho em compor sonhos que outros verão, e sonham comigo, sintam o vento, de ser único e singular universo, pequeno, filho de Zeus, a criança que nunca cresce, a estrela que prefere a baixa densidade a festejar, linda a alegria de ser a beleza, de contagiar a tudo que está ao redor, do teu profundo eco e se despedir, até mais minha doce amiga, olá velha concebida, a razão triste chegou aqui, brincam duas  em sua gangorra, quando uma sobe a outra desce, também querem o vento aos seus rostos, querem sentir, e eu vos sinto em mim, melanco-Alegre, eufórico-triste, até os ossos, não sou quem vou decidir, minha razão será de proteção, para não cair, em desespero e me despir, nu com meus pelos e pedir, onde eu fui parar, fui longe de mais, eu preciso voltar, mas não sei mais onde estou, pra onde vou, quem eu sou, isso nunca, jamais, sei deste perigo que pode me consumir, é frágil o equilíbrio e não se terei fibra, mas quem sabe, o mundo de um zombeteiro romântico é sempre um futuro inesperado, seus padrões se fazem no ato, não são calculados, ele prevê mas não pode ser previsto, porque é um misto de  Sentimentos e de pensamentos, sua energia não tem controle, não tem parâmetros, queima de acordo com os eventos, sua razão é poderosa mas seu castelo se desfaz com um sopro, e o ciclo sempre retorna em si, que é o começo da euforia criativa, de analisar o existencial e pedir, me ponha a mesa.

Abstração não é confusão

O único número que realmente existe é uno, a quantidade é uma abstração, vários unos são aglomerados, mas também podem se partir, dividir ou multiplicar, o mesmo número, o indivíduo, o átomo a se procurar. Algumas quantidade são de indivíduos, outras são mutações, borbulham-se Novas formas, eis as vidas em seus canais, em seus ciclos essenciais,
O abstrato é o mais amplo, é a imaginação, só que ao invés de sonhos, nós temos fatos, que se relativizam pela ação, a verdade aqui podem ser muitas, depende do pulsar de seu coração, se sua paixão for igualitária, todos unos se verão, mas os verões são sempre únicos, indivíduos ou monções, chuva e raios lá no Alto, quente e vento, mil razões. Ou eu procuro por semelhanças, para criar um grupo coeso. Ou eu mudo as direções do vento e parto oceanos que não são os mesmos. Divisão ou comunhão, o sonhar a realidade, mais ampla e menos direta.
Corruptos da amplitude, devaneios em altitudes, abstração não é confusão, mas precisa ter pés no chão para nos ajudar na filosofia da ação, o harmonizar. Eu não vim para confundir, eu vim para apartar, não quero conflitos nem mal entendidos, quero o padrão coerente a se mostrar.

Estes olhos da loucura…

Morte ao redor, corpo pronto pra foto, pra cortejar seu último adeus, para brincar com os teus, que ainda vive, olhos melancólicos, será eu?? o morto vivo?? o poeta das lágrimas, a roupa, quem se importa, eu não me porto, não quero, sou vívido, mas doendo e insípido,
Estas fotos que se eternizam, mesmo no esquecimento, a loucura humana, inteira se mostrando, em vestidos belos, na sombra, na mãe e tortura,  seu bebé está morto, deixe-o partir, vivos e engodos, nesta imagem, são iguais, mas o morto é melancólico, chora a lágrima que não cai, o instinto do sábio triste é como uma longa noite, cinza e linda, tua lua se esconde, naquelas montanhas de nuvens, sua reação é para a vida, porque sabe muito sobre a morte, que guarnecida por excitações mórbidas, lança o dote, lhe quer, lhe quer na cama, sem foto ou pompa, quer lhe tirar o mel pela boca, por todos os poros, oh sábio triste, o melancólico, lute contra esta provação, olha o céu, juramentos, escreva e se liberta, eu sei, você não pode se esconder da própria sombra, mas pode se encolher e conservar-se sem desonra, sem o auto-morto, a auto-doença, o suicídio, a auto-dor, o auto apagar, não faça isso, deixe-se e mais cedo ou Mais tarde ela vai chegar, o mundo não é bom mas o seu é, busque seu tesouro e abrace-o em pé,
É morto vivo, é insosso algumas vezes, mas pode fazer mais por ti, estes olhos da bravura, da lamúria, do sentir, este acúmulo de lembranças a te exaurir, mas suas costas devem aguentar este peso e lá subir, no topo da montanha, tenho um beijo a te pedir,
Teus olhos da loucura, também são os de ternura, verdadeira e sem outras intenções, é direto a nossa conexão, sabemos sem pensar, nos olhemos e contemplar, mexe tuas pálpebras, está vivo, não guarde demais a tua energia, gaste-a consigo e comigo meu amigo, meu amor, meu irmão, minha flor, meu chão?? Meu pai, meu ardor, minha força, vamos todos então, tu precisas de um colo e uma bênção deste aqui,
O Santo louco que gosta de dias cinzas , de sobriedade, de razão e camaradagem, de sossego e liberdade, o Sol abafado pelo manto ou roupagem, e nós, livres de sua crueldade, de miolos quentes eu já tenho os meus, dia certo é chuva, de corpo inteiro, choremos nossos excessos, enxuguemos e de regresso, eu confesso, melhorei, Meus olhos agora, são da loucura a te pedir, tire uma foto minha, do meu primeiro adeus, serão tantos, e os teus??

Eu sei o que meus olhos sabem…

Minha bússola a olhar para o norte, antes via vultos, hoje eu vejo sorte, eu prevejo, parece fácil, basta juntar, a Ponte que falta ligar, eu confio em mim, meus olhos só vêem verdades, olham Sem piedade mas melancólico, e denotam: “isso é certo”.
Eu vejo e sinto, meu corpo toca, amor pelo descobrir e sustentar, um novo pensamento na minha coleção, minha realidade é por precisão, e pela humildade de um leão, confio em mim, Eu me amo, sou o casal de casamento longo, a comunicação é pelo olhar, pelo tato, eu não sei muito para o sistema, eu sei pra mim, sou o meu dono, o meu patrão, a minha empresa , nem imaginem, tudo é forte aqui dentro e vulnerável ao mesmo tempo,
Meus olhos sabem, abstrações a ampliar, o direto se subjectiva, o literal se pulveriza, pelo imaginado, imaginação, isso mesmo, isto é o abstrato, é a verdade maior, mais condensada, complexa, com pernas, um corpo inteiro, hierarquia, do cérebro ao queixo, do pescoço ao eixo, tem emoções, muda conforme a música, o vento cortante ou monções, a ideia, mãe de todas as outras, as organiza, dela que se observa a origem, desta panaceia de atitudes,
Se o rei está nu, eu vejo feiúra e não esperteza, isso é sabedoria, sapiência, isso é ver, antes de saber,
O saber genuíno e sincero, é o pensar sobre o sentir, é transformar emoções, o instinto, em destino, em ações, é denominar o recinto, de indagações,
Sapiência é saber vendo, crendo no que teus olhos podem tocar, é inabalável certeza de que este mundo não é um outro, subvertendo o aprender,
Não distorce, espaireça, tudo é leve no aprender, e quando se descobre a melhor arma, o conhecimento vem rápido a causar formigamentos,
Sentimento, não esta separado da reflexão,
Meu reflexo no espelho é meu maior talento, sou fraco em todo resto, porque eu nasci para viver, conservando meu pouco e ver,
Neutro e pessoal, vejo o que há por cima das nuvens, na mesma altura que as estrelas, eu vejo todo o contexto, eu pergunto porquês!!? E se??
Livros não são guias, são alimentos, internalizo o conhecimento, agora é parte de mim, como todo momento que aplaudi, que me chocou, que me fez elétrico, me fez rir, meu cabelo se espetou, oh meça, meu sonho chegou, vívido e verdadeiro, sonho o dia inteiro porque o mundo é um pesadelo, isso é o certo, é o sábio a se fazer, para não enlouquecer,

Mas sempre com os pés enfiados no chão até a raiz, porque a vontade de sair voando é alta, minha razão me mantém firme, aguenta, esta é a sua provação, sentir.

A mão da loucura e da razão

Eu não nasci escravo, porque escrevo, dono da razão, mas a loucura é minha dona, minha mãe, minha amiga, minha amante, um ser estonteante, que quer sempre mais espaço que merece, foi ela quem me apresentou à sapiência, foi paixão à primeira vista, podem acreditar, estava lá, de vestidinho simples, Rosas claras a enfeitar, eu, o matuto de duas caras, o homem que gosta de outros, me senti enfeitiçado, até imaginei vê-la como a mim, não um clone, mas parecido, rijo e com fome, cá estou, devora-me por sua paixão pela precisão, mas eu não posso muito, não sou um grande intelectual, minha força é antiga, é sabedoria, te intriga?? Nunca falha, é minimalista, acumula percepções, tenho um mapa, tudo é na base da lição, moral do dia, da noite, do coito, bestial ou de fronte, da reza de deboches, afiado à apontar, sou safado, não conte, ta??
A mão que dá prazer, em noites sem meu bem querer, à mão amiga que é mais forte, à gauche, pilantrinha do meu chão, dá-me força mas sou fraco, dai-me beleza mas sou barato, dai-me pureza mas sou rato, sou o Príncipe a omitir, minto mas tenho meus motivos, sou levado por seu cheiro à Beira do mar, canta aos meus ouvidos, a me apaixonar, sem convergir, eu me divirto, sou criança mas também sou bruxo, sem feitiços, só medos murchos, tudo é estúpido, Deus assim é, revoltas e barricadas, guerrilhas no meio da mata, o Mato contra a ralé, a mesma mão que me açoita com sua loucura, é a mesma que me amamenta em sua candura, vejo tudo e nado o lago de desejos, os espinhos da mais bela rosa, o sangue de seu Belo toque, me arranha, me ponha em choque, hoje eu vejo beleza porque aí está a harmonia, eu busco aquilo que mais me falta, água fria a acordar, fantasia e caráter, a me dominar, sem ter moral vã, tenho a principal, o certo a se fazer, com minha mão esquerda, de demônios e anjos, de extremos, sem ti, não posso ser, não sou escravo, porque eu escrevo, com meu coração acima de tudo, escrevo a ti, meu benzinho, meus mimos eu vou conseguir, sempre uma nova conquista há por vir, eu gosto de si, sua louquinha, minha loucura e minha razão,  de se aceitar acima de todos, acima do mundo, meu defeito, minha força, contra marés e mil diabos, meu otimismo me assombra, isso é normal. Literalizo tudo, mas vivo no abstrato, o que que eu faço?? Eu vivo.

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2 responses to “Um combo de sonhos…”

  1. Davi says :

    Maravilhoso. Experimentando verdadeiramente o existir, criar [ou ser] abstrações é das formas mais vivas de viver. É valer a pena estar vivo, é o próprio viver. É dar um tapa na morte, e depois abraça-la.

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