O instinto e a personalidade, o núcleo central da existencia

O instinto está em seus genes, é seu código morse, é sua essência, é a luz de energia que brilha em seu núcleo, é o verdadeiro fator g, x ou y, é voce ou tu, em demasia, cru, indissociável, imutável, eterno enquanto dure, tua verdadeira alma, que não se adapta porque não precisa, que não melhora ou piora porque é fixa, é inabalável, é incansavelmente monótona, porque se o Centro muda, se quebra o equilíbrio de toda uma máquina, não pode, tem de ser assim, porque é lógico e perspicaz, porque é.

Mas o que é a personalidade??

Ela, o seu espelho, sua consciência, seu eixo, seu eu, tudo aquilo que é irrevogavelmente seu, é seu instinto de respirar, de ver, de procurar, de rir e de chorar, é a extensão de sua cognição, é a amplitude do pensar, do perceber, é um blefe ou concreto, disto eu não sei, pergunte aos padrões mais ínfimos, aos primeiros limões a serem espremidos,  persona, aquela é só sua, um equilíbrio vulnerável à rupturas, pode-se mudar suas fronteiras, pode falar Grosso ou ligeira, pode ter pescoço para olhar pra cabeceira, mas o núcleo, ser a ti, tua consciência de clausura existencial, o mosteiro que Mora em si, sua alienação natural, sua auto conservação, seu egoísmo primordial, seu corpo, seu templo celestial, sua mente, sua mãe ou puta, luta em um bacanal, de sensações, todas elas, suas auto percepções, burro ou cego, homo ou leigo, rico ou pobre, que gosta de absinto, que coloca o sinto ou que aposta a própria vida, não há como, isso não é uma máscara de aprendizados e mentiras, isso é você, mais honesto, mais sincero, não há de ser, seu monólogo para uma plateia vazia, escute as vozes que mesmo criou. Personalidade é isso, é seu instinto, o mais primordial, o mais protegido, a tua essência, a peça que é indispensável, sem ela, nada se aguenta. Você pode mudar por fora e pelo meio, mas as pernas precisam ser as mesmas, ser acostumadas com seu peso, se não, não será mais você, e se não for, então deixarás de existir.

Teu instinto tem armas, espinhos ou asas, nós, sobrou a carapaça que chamam de crânio. Grande ou pequeno, uma festa ou um enterro, aprendiz ou narciso, por demasia, eu preciso lhe dizer, isso é isto e pode ser, passado por seu pai ou emprestado de seu tio, aquele louco brilhante, que inventa amantes, que tem fogo nos olhos, que repete mil vezes até tornar verossímil aquilo que é inadmissível, indescritível, incrível, demais, excessivo.
O leão ruge impotência, dentes à indecência da carne, lagartos gigantes subiam aos céus e sentavam-se à direita de toda uma cadeia alimentar, e tu, oh pobre bípede estranho???
O que tu tens de tão fantástico e precioso??
O livre arbítrio, o engano do instinto?? Seu atraso? Antes da ação, seu refletir. Reflete emoções e maquinações. Pensa longo, age curto. O contrário, nós vemos por aí
. Sábio congela a reação e pensa, o amanhã pode ser, mesmo não sendo. Criativo, vê um obstáculo e conclui: “d’outro modo eu posso agir”.
O instinto é longo, um restaurante variado, claro que sem carne, à moda do Santo ao lado, uma variedade de respostas, entre o pisar e a poça, entre o falar lá com aquela moça, entre o sonhar e lamber o dedo doce,
Nos tiraram o brio, o grito de vida, animais não precisam de relógios de pulso, nós precisam de todos estes números, gritamos às escondidas, é mais educado e com medidas, mensurar a velocidade reativa.
Trabalhar na Lage, mãos frias, calejadas e ardidas, deram-me este trabalho de um troglodita, mas eu vivo a vida mais que você, eu tenho bebês sem prevenida ideaçao. Meu instinto é mais perto do animal são, que não pergunta sobre o por que!!
Aquilo que se é, é aquilo que se faz, quando não é coração, o guarda para o momento apropriado, partes de ti, lhe dizem sem pagar fiado, pode não ter tua paixão, mas eu gostei deste trabalho.
De atávico, tem ao seu lado, o selvagem, o louco e o miserável. Mas tambem o gênio e o sábio. São produtos trabalhados, de artesanatos, são únicos e vulneráveis. Não são produtos industrializados, produzidos em massa e para as massas. Talvez, nem isso, nem produtos são, são apenas natureza, bem como ela é, caótica e certeira. Estão sempre solitários ou mal adaptados, ao frenesi da multidão. Mil produtos iguais na prateleira, e eu sou o único com bordados e acabamentos, eu fui difícil de ser feito, mas eu brilho do meu jeito, e ti?

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